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DISCIPLINAS COMPLEMENTARES

Estatuto da Criança e do Adolescente


Paulo Lépore
Aula 04

ROTEIRO DE AULA

IX. Direito à Convivência Familiar e Comunitária - Artigos 12 a 52-D do ECA

Adoção (artigos 39 a 52 do ECA)

f) Requisitos Subjetivos

f.1) Reais Vantagens - juízo de proporcionalidade ou de razoabilidade para a adoção.


f.2) Motivos Legítimos - o motivo deve ser legítimo observado o bem do menor.
f.3) Desejo de Filiação - tornar a criança filho.

g) Impedimentos

g1) Ascendentes - Avós não podem adotar netos, em regra. (Excepcional adoção por avós: STJ - Resp 1.448.969.Rel.
Min. Moura Ribeiro. J. 21.10.2014)
g2) Irmãos - adoção tende a imitar a realidade biológica, não permitindo adoção entre irmãos.
g3) Tutor/Curador enquanto não prestadas as contas

(Cespe - Defensor Público - PR/ 2015) Julgue os itens a seguir, considerando o disposto na CF e na legislação aplicável
aos direitos da criança e do adolescente.

Considere que João e Lúcia, após o ajuizamento do pedido de adoção de uma criança, tenham deixado de viver em
união estável. Nesse caso, João e Lúcia ainda podem adotar conjuntamente, se aproado o vínculo de afinidade e
afetividade de ambos com a criança, desde que em regime de guarda compartilhada e o estágio de convivência da
criança com ambos adotantes tenha sido iniciado no período em que estavam juntos.

Gabarito: ERRADA

(Venesp - Juiz de Direito - MS/2015) A colocação em família substituta, nos termos dos artigos 28 e seguintes do
Estatuto da Criança e do Adolescente, far-se-á

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(A) mediante apreciação, em grau crescente de importância, de condições sociais e financeiras da família substituta e do
grau de parentesco e da relação de afinidade e afetividade de seus integrantes.

(B) após realização de perícia por equipe multidisciplinar, que emitirá laudo com atenção ao estágio de
desenvolvimento da criança e do adolescente e mediante seu consentimento sobre a medida, que acondicionará a
decisão do juiz.

(C) mediante o consentimento maior de 12(doze) anos de idade, colhido em audiência.

(D) a partir da impossibilidade permanente - e não momentânea -, de a criança ou do adolescente permanecer junto à
sua família natural e mediante a três formas: guarda, tutela e adoção.

(E) mediante comprovação de nacionalidade brasileira do requerente.

Gabarito: C

IX. Direito à Convivência Familiar e Comunitária - Artigos 19 a 52-D do ECA

10. Adoção Internacional (Artigos 52-A a 52-D do ECA)

 A adoção internacional caracteriza-se pela necessidade de retirar a criança do território nacional para o
território internacional, pode acontecer quando realizada por brasileiro que more fora do território nacional.

a) Habilitação no país de acolhida (para onde a criança irá caso seja adotada)

b) Relatório pela autoridade competente

c) Comissões/Autoridades estaduais avaliam normativas dos países envolvidos ( Do adotante e do adotado);

d) Laudo de Habilitação e Cadastramento

e) Estágio de convivência, no país da criança indicada ao menos por 30 dias

f) Sentença de adoção

g) Trânsito em julgado e saída para o país de acolhida.

11. Paternidade Socioafetiva e Multiparentalidade

STF. RE 898.060. Rel. Min. Luiz Fux. Tese na Recuperação geral 622, em 2016: ''A paternidade socioafetiva, declarada
ou não em registro público, não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante baseado na origem
biológica, com os efeitos jurídicos próprios''.

 Não há hierarquia entre vínculos de parentesco.

12. Paternidade Científica/Ascendência Genética

(MPE - SC - Promotor de Justiça - SC/2012) Sobre a adoção:

I. Não é possível, em nenhuma hipótese, a adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado
previamente nos termos do Estatuto da criança e do adolescente.
II. Existe cláusula impeditiva da Lei 8.069/90 à adoção por irmão e pelos ascendentes do adotado.
III. A morte dos adotantes restabelece o poder familiar dos pais biológicos.
IV. O adotado tem direito de conhecer a sua origem biológica bem como obter acesso irrestrito ao processo no qual a
medida foi aplicada e seus eventuais indicies, após completar 18 (dezoito) anos.

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V. Para fins do Estatuto da Criança e do Adolescente considera-se adoção internacional exclusivamente aquela pleiteada
por estrangeiro residente fora do Brasil.
a) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
b) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
c) Apenas as assertivas II, III e V estão corretas.
d) Apenas as assertivas II, IV e V estão corretas.
e) Todas as assertivas estão corretas.
Gabarito: A

X. Política de atendimento - Artigos 86 a 97 do ECA

1. Linhas da Política de Atendimento

a) Políticas sociais básicas

b) Assistência social básica em caráter supletivo - Todo os órgão da assistência social.

c) Prevenção e atendimento médico e psicossocial

d) Localização de Desaparecidos - reencontro entre pais e filhos.

e) Prevenção ou abreviação do afastamento do convívio familiar - Manutenção da família.

f) Campanha de estímulo ao acolhimento sob guarda, e à adoção, especificamente inter-racial, crianças mais velhas
(adoção tardia) e adolescentes, com necessidade específicas de saúde, com deficiências e grupos de irmãos.

2. Diretrizes da Política de Atendimento

a) Municipalização do atendimento - A CF
b) A criação dos conselhos de direitos (deliberativos e paritários) *Função de interesse público relevante e não
remunerada - ex.: gestão de fundos, cadastramento de entidades,
 Deliberativo- definem a destinação das verbas do orçamento da União, Estado e Municípios para as políticas
de infância.
 Paritários - metade são membros da sociedade civil e metade são membros do governo.
c) Criação de manutenção de Programas Específicos - Os programas desenvolvidos devem ser criados
especificamente para o atendimento das crianças e adolescentes.
d) Manutenção dos Fundos dos Conselhos (em especial para suprir aspectos prioritários e emergenciais, já que
políticas ordinárias devem ser supridas por dotações orçamentárias)
 Aspectos prioritários e emergências - as políticas básicas serão implementadas pelas dotações
orçamentárias.
e) Integração operacional de órgãos para apuração de ato infracional
f) Integração operacional de órgãos para acolhimento

3. Entidades de Atendimento
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a) Regimes

i.Orientação e apoio sociofamiliar

ii. Apoio socioeducativo

iii. Colocação Familiar

iv. Acolhimento Institucional

v. Liberdade Assistida

iv. Semiliberdade Esses são regimes para quem cumpre medidas socioeducativas.

vii. Internação

 Apoio Socioeducativo x Medidas Socioeducativas - Na pratica o regime de apoio socioeducativo não deve ser
confundido com medida socioeducativa, não se aplica para adolescentes que praticaram atos infracionais
mas a todos os adolescentes que necessitam de apoio.

b) Programas

i. Inscrições do CMDCA com reavaliações a cada 2 anos

ii. Entidades não governamentais devem se cadastrar no CMDCA (validade máxima 4 anos)

 Os programas devem ser desenvolvidos e aprovados pelo CMDCA que cuida da aprovação e avaliação;
 Entidades não governamentais - cadastramento no CMDCA antes de desenvolver projetos na área da
infância. Os projetos de atendimento deverão ser inscritos posteriormente ao cadastramento.
 Cadastro da entidade no CMDCA x Inscrição do projeto ou programa de atendimento no CMDCA

c) Outras normas

i. Cada entidade é responsável por sua manutenção e execução de programas

ii. Poderão receber recursos públicos

iii. Dirigentes são equiparados a guardiões

iv. Dirigentes devem encaminhar relatório

v. Poderão, em caráter excepcional e de urgência, acolher criança ou adolescente sem prévia determinação da
autoridade competente, fazendo comunicação do fato em até 24 horas ao Juiz da Vara da Infância e Juventude.

 Em regra o conselho Tutelar não pode retirar a criança do seio familiar sem uma decisão judicial, salvo casos
excepcionais.

(Vunesp - Promotor de Justiça - SP/2013) Relativamente às entidades de atendimento a crianças e adolescentes,


assinale a alternativa CORRETA.

.a) São responsáveis pela manutenção das próprias unidades, assim como pelo planejamento e execução de programas
de proteção e socioeducativos destinados a crianças e adolescentes.

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.b) Seus programas em execução deverão ser reavaliados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente, no máximo, a cada intervalo de 12(doze) meses.

.c) As entidades governamentais estão dispensadas de proceder à inscrição de seus programas no Conselho municipal
de Direitos da Criança e do Adolescente.

.d) Constitui um dos critérios para a renovação da autorização de funcionamento de qualquer entidade, dentre os
previstos em lei, a aprovação de suas contas pelo Conselho Tutelar, Ministério Público ou pela Justiça da Infância e da
Juventude.

.e) O registro junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente para entidades não governamentais
que desenvolvem programas de acolhimento institucional ou familiar terá validade máxima de 4(quatro) anos, e para as
que desenvolvam outros programas a validade máxima é de dois anos.

Gabarito: A

XI. Conselho Tutelar – Artigos 131 a 140 do ECA

1. Participação popular e conceito

 A política de atendimento a infância deve contar com maior proximidade possível da comunidade.
 Conceito: É um órgão permanente e autônomo não jurisdicional e encarregado pela sociedade por zelar pelo
cumprimento do direito das crianças e adolescentes.

2. Número de conselhos

* Resolução 170/2014 do Conanda: 1 a cada 100.000 habitantes (Atenção: recomendação).

 Os conselhos tutelares só existem nos municípios e regiões administrativas do DF. No mínimo um conselho
tutelar por município ou região administrativa do DF.

3. Composição dos conselhos

 São cinco conselheiros tutelares


 Dentro de cada conselho podem haver auxiliares.

4. Mandato: 4 anos + 1 recondução

 Os conselheiros passam por um processo de escolha


 Uma recondução mediante um novo processo de escolha.

5. Conselheiros

a) Requisitos

 Idade mínima - 21 anos


 Residir no município
 Comprovada idoneidade moral

b) Impedimentos

Ex.: Marido e mulher / Pai e Filhos/ Companheiro e companheira, etc.

 Ocorrem dentro do mesmo conselho, nada impede que marido e mulher por exemplo atuem em conselhos
diferentes.

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c) Remuneração: obrigatória + recursos na LO Municipal e do DF

 Os recursos para a remuneração dos conselheiros veem da Lei Orçamentária

d) Privilégios: serviço público relevante + presunção de idoneidade moral

 Comprovação de idoneidade moral - O que seria? O tema é controverso e nunca foi explorado em concurso.

6. Processo de Escolha dos Conselheiros

a) Lei Municipal

 Previsto na legislação Municipal

b) Responsabilidade CMDCA

 Eleições de responsabilidade do CMDCA

c) Fiscalização do MP

 A fiscalização é de competência do Ministério Público.


 Voto, direto, secreto, universal e facultativo
 As eleições são unificadas nacionalmente e sempre um ano após as eleições presidenciais (1º domingo de
outubro)
 A posse um ano após as eleições.

Atenção: Nos municípios onde não existir conselho tutela quem exerce essa unção é o juiz da vara da Infância e
Juventude.

7. Atribuições

a) Atendimento

b) Requisição de serviços e certidões - pode determinar a realização de um serviço;

c) Assessoramento do Executivo - presta assessoramento ao executivo diante das demandas.

d) Representação diante de violação de direitos

 O conselho tutelar é o órgão mais próximo da tutela do direito das crianças e adolescentes.

8. Papel da Lei Municipal: dia, hora e local de funcionamento dos CTs

9. Recursos para funcionamento: Lei Orçamentária Municipal

 Lei Municipal e Lei Orçamentária Municipal têm papel fundamental na manutenção dos conselhos tutelares.

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CONSELHOS TUTELARES CONSELHOS DE DIREITOS

1. Missão/Função Encarregado de zelar pelo Participa na formulação das


cumprimento dos direitos da criança políticas e no controle das ações
e do adolescente. em todos os níveis.

2. Presença nos Entes da Federação Apenas nos Municípios e Regiões Em todos os Entes da
Administrativa do DF Federação

3. Composição 5 membros, eleitos pelo povo, por Número variável de membros,


voto direto e facultativo, permitida em composição paritária
uma reeleição (sociedade e governo) indicados
de acordo com a lei regente

4. Remuneração Obrigatória Vedada

(UFG – Defensor Público - GO/2014) Em relação aos conselhos estaduais e municipais dos di-reitos da criança e do
adolescente, às entidades governa-mentais e não governamentais e aos conselhos tutelares entende-se que

(A) a função de membro do conselho nacional e dos con-selhos estaduais e municipais dos direitos da criança e do
adolescente é considerada de interesse público relevante e está isenta de remuneração.

(B) as entidades governamentais são dispensadas de proceder à inscrição de seus programas, especifican-do os regimes
de atendimento junto ao conselho mu-nicipal dos direitos da criança.

(C) os conselhos tutelares são órgãos temporários e subordinados, encarregados pela sociedade de zelar pelo
cumprimento dos direitos da criança e do ado-lescente, definidos no texto constitucional.

(D) o funcionamento das entidades não governamentais é condicionado ao registro junto ao conselho estadual dos
direitos da criança e do adolescente, que comunicará ao conselho tutelar esse registro.

(E) a lei orçamentária estadual deverá prever os recursos necessários ao funcionamento dos conselhos tutelares e de
sua respectiva estruturação material e peda-gógica.

Gabarito: A

(Vunesp – Juiz de Direito – MS/2015) Com relação à eleição dos Conselheiros Tutelares, é correto afirmar que

(A) ocorre a cada 2 (dois) anos, em data unificada em todo o território nacional.

(B) todos aqueles que tiverem completado 18 (dezoito) anos poderão ser eleitos por voto direto, secreto e facultativo.

(C) em caso de não possuírem residência fixa no Município, os candidatos devem apresentar autori-zação do Juiz da
Vara da Infância e da Juventude como condição de elegibilidade.
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(D) o processo para escolha será estabelecido por lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho
Municipal dos Direitos das Crianças, sob fiscalização do Ministério Público.

(E) os candidatos devem possuir idoneidade moral e reputação ilibada, vedada a reeleição.

Gabarito: D

XII. Medidas de Proteção – Artigos 98 a 102 do ECA

1. Situação de Risco: direitos ameaçados ou violados – Art. 98

 Situação de risco - decorre de ação ou omissão do estado, dos pais e responsáveis ou do próprio adolescente.

2. Aplicação Cumulativa ou Isolada, substituível a qualquer tempo

3. Necessidades Pedagógicas e Fortalecimentos dos Vínculos Familiares e Comunitários

4. Medidas de Proteção em Espécie (Art. 101)

4.1. Encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade

4.2. Orientação, apoio e acompanhamento temporários

4.3. Matrícula e frequência obrigatória em estabelecimento oficial de ensino fundamental

4.4. Inclusão em serviços e programas oficiais ou comunitários de proteção, apoio e promoção da família, da
criança e do adolescente;

4.5. Requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;

4.6. Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e


toxicômanos;

4.7. Acolhimento institucional

4.7.1. Guia de acolhimento

4.7.2. Plano individual de atendimento pela equipe técnica

4.8. Inclusão em programa de acolhimento familiar

4.9.Colocação em família substituta

XIII. Medidas Pertinentes aos Pais ou Responsáveis – Artigos 129 a 130 do ECA

 Em regra aplicáveis pelo conselho tutelar, e em alguns casos só podem ser aplicadas pelo juiz.

1. Influência da Lei 12.010/09 e Medidas “Preferenciais”

2. Medidas em Espécie: (Aplicáveis pelo Conselho Tutelar e Juiz)

2.1. Encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;

2.2. Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;

2.3. Encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;

2.4. Encaminhamento a cursos ou programas de orientação

2.5. Obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua frequência e aproveitamento escolar;
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2.6. Obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado;

2.7. Advertência;

2.8. Perda da guarda (Só juiz);

2.9. Destituição da tutela (Só juiz);

2.10. Suspensão ou destituição do poder familiar (Só juiz).

3. Maus tratos, opressão ou abuso sexual impostos pelos pais ou responsável:

a) autoridade judiciária poderá determinar, como medida cautelar, o afastamento do agressor da moradia
comum, além de fixar alimentos provisórios.

b) Da medida cautelar constará, ainda, a fixação provisória dos alimentos de que necessitem a criança ou o
adolescente dependentes do agressor.

(Cespe – Juiz de Direito – DFT/2014) Ao analisar autos de ação penal em curso, um magistrado constatou que os filhos
de um réu preso, de sete e nove anos de idade, não estavam matriculados na escola.

Nessa situação hipotética,

a) o magistrado não pode adotar, de ofício, qualquer medida, já que a informação em apreço é estranha ao processo
criminal.

b) deve-se determinar vista dos autos ao MP, para que este se manifeste a respeito e adote medidas de sua atribuição
previstas no ECA.

c) cópias de peças pertinentes e suficientes à análise do caso devem ser encaminhadas ao conselho tutelar da localidade
de residência das crianças.

d) deve-se determinar a colocação das crianças em família substituta.

e) cópias de peças pertinentes e suficientes à análise do caso devem ser encaminhadas à delegacia especial de proteção
à criança e do adolescente.

Gabarito: C

XIV. Justiça da Infância e Juventude – Artigos 145 a 151 do ECA

Varas Especializadas e Exclusivas - que tratem especificamente dos direitos das crianças e adolescentes.

Competências

2.1. Critérios

a) Regra: Domicílio dos pais ou responsável

b) Subsidiariamente: Lugar onde se encontra a criança ou adolescente (à falta dos pais ou responsável)

c) Ato Infracional: Lugar da ação ou omissão para o caso de ato infracional, observadas regras de conexão, continência e
prevenção

 Ato infracional - Conduta por ação ou omissão praticada por criança ou adolescente e que se fosse praticado
por um adulto seria um crime.
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d) Execução de MSE: Lugar da residência dos pais ou responsável, ou local onde sediar-se a entidade que abriga a
criança ou adolescente, no caso de execução de medidas decorrentes da prática de ato infracional

 MSE- Aplicadas para o adolescente que pratica o ato infracional.

e) Infração por Rádio e TV: Local da sede da emissora ou rede em caso de infração cometida através de transmissão
simultânea de rádio e televisão, que atinja mais de uma comarca, tendo a sentença eficácia para todas as transmissoras
ou retransmissoras do respectivo Estado.

XIV. Justiça da Infância e Juventude – Artigos 145 a 151 do ECA

1. Varas Especializadas e Exclusivas e livres de custas e emolumentos

2. Competências

2.2. Hipóteses

2.2.1. Competência Exclusiva

2.2.1.1. Conhecer de representações promovidas pelo Ministério Público para apuração de ato
infracional atribuído a adolescente, aplicando as medidas cabíveis;

2.2.1.2. Conceder a remissão, como forma de suspensão ou extinção do processo;

2.2.1.3. Conhecer de pedidos de adoção e seus incidentes; (Adoção de criança e adolescente, se for
adoção de adulto será vara de família);

2.2.1.4. Conhecer de ações civis fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos afetos à
criança e ao adolescente, observado o disposto no art. 209;

2.2.1.5. Conhecer de ações decorrentes de irregularidades em entidades de atendimento,


aplicando as medidas cabíveis;

2.2.1.6. Aplicar penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção à
criança e ao adolescente;

2.2.1.7. Conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas


cabíveis.

2.2.1. Competência “Concorrente” (situação de risco)

2.2.2.1. Conhecer de pedidos de guarda e tutela

2.2.2.2. Conhecer de ações de destituição do poder familiar, perda ou modificação da tutela ou


guarda

2.2.2.3. Suprir a capacidade ou consentimento para o casamento

2.2.2.4. Conhecer de pedidos baseados na discordância paterna ou materna, em relação ao


exercício do poder familiar.

2.2.2.5. Conceder emancipação, nos termos da lei civil, quando faltarem os pais;

2.2.2.6. Designar curador especial em casos de apresentação de queixa ou representação, ou de


outros procedimentos judiciais ou extrajudiciais em que haja interesses de criança ou adolescente.

2.2.2.7. Conhecer de ações de alimentos

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2.2.2.8. Determinar o cancelamento, a retificação e o suprimento dos registros de nascimento e
óbito.

3. Expedições de Portarias e Alvarás

3.1. Portarias para entrada e permanência de criança ou adolescente, desacompanhado dos pais ou responsável,
em:

3.1.1. Estádio, ginásio e campo desportivo;

3.1.2. Bailes e promoções dançantes;

3.1.3. Boates ou congêneres;

3.1.4. Casa que explore comercialmente diversões eletrônicas;

3.1.5. Estúdios cinematográficos, de teatro, rádio e televisão;

3.2. Alvarás para participação de criança e adolescente em:

3.2.1. Espetáculos públicos e seus ensaios;

3.2.2. Certames de beleza.

3.3. Critérios:

3.3.1. Princípios do ECA;

3.3.2. Peculiaridades locais;

3.3.3. Existência de instalações adequadas;

3.3.4. Tipo de frequência habitual ao local;

3.3.5. Adequação do ambiente a eventual participação ou freqüência de crianças e adolescentes;

3.3.6. Natureza do espetáculo

3.4. Regramento Geral

3.4.1. Fundamentadas caso a caso, vedadas as de caráter geral

3.4.2. Natureza jurisdicional segundo posição do CNJ

3.4.3. Recurso cabível: apelação (ou MS)

(FMP – Juiz de Direito – MT/2014) Diante das regras de competência estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente, assinale a alternativa correta.

a) A regra geral de competência do juiz da infância e da juventude é a da residência habitual da criança ou do


adolescente. (dos pais)

b) É competente de modo absoluto para a apuração da prática de ato infracional e para a execução da correspondente
medida socioeducativa (domicilio dos pais ou local em que se encontre) o juízo do local do fato (ação ou omissão).

c) Em caso de infração cometida através de transmissão simultânea de rádio ou televisão, que atinja mais de uma
comarca, será competente, para aplicação da penalidade, a autoridade judiciária de qualquer uma delas (comarca da
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sede da emissora), respeitada a prevenção, tendo a sentença eficácia para todas as transmissoras ou retransmissoras do
respectivo Estado.

d) A competência da Justiça da Infância e da Juventude para o julgamento de ações de guarda e de tutela pressupõe a
existência de situação de risco que legitime a aplicação de medida de proteção (artigo 98 da Lei n.° 8.069/90).

e) Compete sempre à Justiça da Infância e da Juventude conhecer de ações de suspensão e de destituição do poder
familiar.

Gabarito: D

XV. Recursos – Artigos 198 a 199-E do ECA

1. Adoção do sistema recursal do NCPC com adaptações

 O ECA não tem sistema próprio para recursos, e utiliza-se da regra da sistemática processual civil.

2. Interposição independente de preparo

3. Prazo de 10 dias (≠ 15 dias do NCPC) , salvo embargos de declaração (5 dias)– Em dobro para MP e Defensoria

4. Preferência de julgamento

5. Dispensa de revisor (= NCPC)

6. Juízo de Retratação no caso de apelação, (não do instrumento, no caso de agravo, pois no NCPC é interposto direto
em segundo grau) no prazo de 5 dias, antes de remessa dos autos à superior instância. Mantida a decisão apelada, o
escrivão remeterá os autos à superior instância dentro de 24 horas, independentemente de novo pedido do recorrente;
se a reformar, a remessa dos autos dependerá de pedido expresso da parte interessada ou do Ministério Público, no
prazo de 5 dias, contados da intimação.

7. Efeitos devolutivo e suspensivo, salvo apelação de sentença que destituir ambos ou qualquer dos genitores do poder
familiar, que deverá ser recebida apenas no efeito devolutivo.

8. Processamento com prioridade absoluta dos recursos nos procedimentos de adoção e destituição do poder
familiar;

9. O Relator deverá colocar o processo em mesa para julgamento no prazo máximo de 60 dias, contado da sua
conclusão.

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10. O MP poderá requerer a instauração de procedimento para a apuração de responsabilidades se constatar o
descumprimento das providências e do prazo previstos nos artigos anteriores.

11. Contra as decisões sobre Portarias e Alvarás cabe Apelação

(FCC – Promotor de Justiça – PE/2014) Nos procedimentos afetos à Justiça da Infância e da Juventude,

a) no recurso de apelação, antes de determinar a remessa dos autos à superior instância, o juiz proferirá despacho
fundamentado, mantendo ou reformando a decisão.

b) no recurso de apelação, o prazo para interpor e para responder é sempre de 15 dias.

c) o preparo dos recursos deve ser recolhido dentro do prazo de interposição.

d) a apelação será sempre recebida somente no efeito devolutivo.

e) os recursos não terão preferência de julgamento e serão examinados pelo relator e pelo revisor.

Gabarito: A

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