Você está na página 1de 15

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE ESTRUTURAS

Blocos de transição

Ricardo Carrazedo
José Samuel Giongo
Ocorrência

Ligação do pilar com 1


estaca ou 1 tubulão

Permite melhor distribuição

d fforças no ttopo da
das d estaca
t e

melhor
lh condição
di ã construtiva
t ti
Dimensões do bloco

Dimensões em corte ap

ap = largura do pilar

a = largura do bloco = Df + 20 cm

d
Df = diâmetro da estaca ou fuste do tubulão a
h
h = altura do bloco = 1,1 Df
10 cm
d = altura efetiva do bloco
10 cm 10 cm
embutimento da estaca no bloco = 10 cm

Df
Dimensões do bloco

Dimensões em planta

ap = largura do pilar na direção a

a = largura do bloco na direção a

bp = largura do pilar na direção b

b = largura do bloco na direção b


Cálculo das armaduras
Modelo simplificado para blocos
 Obras de pequeno porte
 Pilar de dimensões semelhantes às da estaca
 Situação mais comum para forças de pequenas intensidades
Distribuição típica de tensões horizontais ao longo da altura do bloco:

0,4

0,35

0,3

0,25
Rst
alturra (m)
02
0,2

0,15

0,1

0,05

0
‐2 ‐1 0 1 2

Tensão horizontal (MPa)
Cálculo das armaduras
 Modelo simplificado para blocos (adaptado de MORAES
MORAES, 1976)

 Força de tração horizontal

0,28  FSd  (a  a p )
Rst 
d

 Área total de armaduras


Rst
Ast  1
Ast 1
f yd Ast
2 2
Cálculo das armaduras
 Modelo de Langendonck (1957)
 Estaca de dimensões maiores que o pilar
• Distribuição
ç típica
p de tensões horizontais ao longo
g da altura

-1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0


1,0 1,0

H (m)
0,5 0,5

00
0,0 00
0,0
-1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0
S11 (MPa)
Cálculo das armaduras
 Modelo de Langendonck (1957)
 Estaca de dimensões maiores que o pilar:
• Modelo simplificado:
p
Variáveis de interesse:

Fd = força solicitante de cálculo

ap= largura do pilar

co = tensão de compressão atuante


no concreto na interface com o pilar

Df = diâmetro da estaca ou tubulão

tt = tensão de tração transversal

Rtc = resultante transversal de


compressão

Rtt = resultante transversal de tração


Modelo para blocos parcialmente
carregados
 Modelo de Langendonck (1957)
Fazendo Rcc = Rtc e Rst = Rtt, sendo:

Rcc = resultante de compressão no


concreto

Rst = resultante de tração no aço

Considerando o equilíbrio de
momentos gerados por Rst e Fd:

Fd D f  a p 
  Rst  z
2 4

Portanto, obtém-se:

 ap 
Rst  0,28  1    FSd
 D 
 f 
Modelo para blocos parcialmente
carregados
 Modelo de Langendonck (1957)
 A análise precisa ser feita nas duas direções:

 ap 
Rst , x  0,28  1    FSd
 
 Df 

 bp 
Rst , y 
 0,28  1    FSd
 D 
 f 

Df
Modelo para blocos parcialmente
carregados
 Áreas das Armaduras:
Rst , x
Astx 
f yd

Rst , y
Asty 
f yd

Observação:
a menor área
á não
ã pode
d ser iinferior
f i a 1/5 d
da
maior área de armadura
Modelo para blocos parcialmente
carregados
 Arranjo das barras da armadura
 a) pequenas forças, ap≈Df
 b) Df > ap, bloco de maiores dimensões

a) b)
Verificação da pressão de contato

 ABNT NBR 6118:2003


 ”Quando a força atuar numa área menor que a da
superfície
supe c e do eelemento
e e o es
estrutural
u u a pode
pode-se
se co
considerar
s de a
aumentada a resistência do concreto, não ultrapassando
o valor resistente de cálculo correspondente a ruptura
calculada , pela equação
equação.”
Ac1
Frd  Aco  f cd   3,3  f cd  Aco
Aco
 Sendo:
• Aco = área reduzida carregada;
• Ac11 = área máxima de mesma forma e C C.G.
G que Aco inscrita na
área Ac2;
• Ac2 = área total no mesmo plano de Aco;
• Obs.: no caso de seção retangular a relação entre lados deve ser
de no máximo 2.
Método das bielas e tirantes
 Modelo de bloco parcialmente
carregado para o modelo de
bielas e tirantes
 Resistência nas bielas
depende do estado multiaxial
de tensões, fissuração e
armaduras
• Compressão transversal =
favorável

• Tração transversal =
desfavorável

• Fissuras = desfavoráveis
Bibliografia
 ABNT NBR 6118 ((2003)) - Projetoj de estruturas de concreto –
Procedimento
 ABNT NBR 6122 (1996) - Projeto e execução de fundações
 ALONSO, U. R. (1983). Exercícios de Fundações. Edgard Blücher
Ltda São Paulo;
Ltda.,
 FUSCO, P. B. (1994). Técnica de armar as estruturas de concreto.
1ª Edição, PINI, São Paulo;
 HACHICH W
HACHICH, W. et al
al. (1996)
(1996). Fundações – teoria e prática
prática. Ed
Ed. Pini.
Pini
 MORAES, M. C. (1976). Estruturas de fundações. Editora McGraw-
Hill do Brasil Ltda.
 MUNHOZ, F. S. (2004). Análise do comportamento de blocos de
concretot armadod sobre
b estacas
t submetidos
b tid à ação ã dde fforça
centrada – Dissertação de Mestrado – EESC/USP
 PFEIL, W. (1980). Pontes em concreto armado. 2ª edição. Livros
Técnicos e Científicos Editora S.A.

15

Você também pode gostar