Você está na página 1de 164

Eletricidade

•• Benjamin Franklin, por volta da metade


Abordagem teórica do século XVIII, afirmou que a eletricida-
de era um fluido: diferenciou os corpos
O fascínio que a eletricidade despertou no
entre corpos com bastante fluido (+) e
homem remonta aos tempos da Grécia antiga
com pouco fluido (-);
(por volta do século VI a.C.), quando Tales de
Mileto, sem saber cientificamente o que fazia, •• Charles Augustin de Coulomb (1736-
mostrou que pedaços de âmbar (eléktron) atri- 1806) formulou matematicamente a lei
tados com peles de animais tinham o poder de da força de atração e repulsão entre
atrair pequenos objetos. Se soubesse até onde cargas elétricas;
sua pesquisa inicial chegaria, ele a teria detalha- •• Alessandro Volta (1745-1827) descobriu
do bem mais e estaria orgulhoso do seu grande a corrente elétrica, ao inventar a pilha;
feito, ao ver, hoje, o homem desenvolvendo
materiais supercondutores, praticamente sem •• Hans Christian Oersted (1777-1851) rela-
resistência elétrica, a partir daquelas descober- cionou a eletricidade e o magnetismo, ao
tas. A eletricidade se desenvolveu muito e, ao ver que uma bússola se deflexionava com
acendermos uma lâmpada, trazemos o espírito uma corrente elétrica próxima a ela;
de centenas de pesquisadores que deram um •• James Clerk Maxwell (1831-1879) rela-
pouco de si para atingirmos o atual estágio de cionou matematicamente a eletricidade
desenvolvimento. e o magnetismo através de suas quatro
O estudo da eletricidade estática, mani- equações.
festação de fenômenos relacionados a cargas
A eletricidade pode, didaticamente, ser divi-
elétricas, além de interessante, é importante,
da em duas partes:
pois muitos equipamentos precisam de dispo-
sitivos de proteção para não sofrerem danos •• Eletrostática → parte da eletricidade que 5
devido a ela. estuda cargas elétricas em equilíbrio;
Vamos ver como se desenvolveram, ao •• Eletrodinâmica → parte da eletricidade
longo do tempo, algumas pesquisas sobre ele- que estuda os fenômenos relativos à
tricidade. corrente elétrica.

Histórico da eletricidade Eletrostática


•• Tales de Mileto (século VI a.C.), na antiga
Próton
Grécia, atritou âmbar (do grego eléktron)
com pele de animais e descobriu que este
passava a atrair pequenos objetos;
IESDE Brasil S.A.

•• Willian Gilbert (1544-1603) inventou o


pêndulo elétrico;
•• Otto Von Guericke (1602-1686) observou
a repulsão entre cargas elétricas; Elétron
E_EM_3_FIS_016

Nêutron
•• Charles François Du Fay (1698-1739)
observou que a força podia ser atrativa Figura 1 – No núcleo do átomo estão as cargas
ou repulsiva; positivas (prótons) e nêutras (nêutrons) ao redor as
negativas (elétrons).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Conceitos iniciais Q=n.e

Onde:
A eletricidade estuda o conjunto de fenô-
Q: carga elétrica total do corpo;
menos relacionados à existência de cargas
elétricas. Carga elétrica, assim como massa, é n: número de partículas presentes na carga
uma propriedade intríseca da matéria, respon- (diferença entre o número de cargas positivas e
sável pelos fenômenos elétricos. Os átomos, os negativas do corpo);
constituintes de toda a matéria, possuem cargas e: carga elétrica elementar.
negativas (elétrons) e cargas positivas (prótons). A unidade de medida de carga elétrica, no
Eles são, por natureza, “eletricidade pura”. Veja Sistema Internacional, é o coulomb (C), sendo
alguns valores de grandezas relacionadas às muito comum, na prática, utilizarmos submúlti-
suas partículas fundamentais: plos da unidade fundamental.
1mC = 10–3C (lê-se: milicoulomb).
Massa Carga 1 C = 10–6C (lê-se: microcoulomb).
Partícula Símbolo
(kg) (C)
1nC = 10–9C (lê-se: nanocoulomb).
Próton 1,67 . 10-27 1,6 . 10-19 P
1pC = 10–12C (lê-se: picocoulomb).
Elétron 9,11 . 10-31 – 1,6 . 10-19 e–
Próton 1,67 . 10-27 0 N
Elétrons livres
Átomo neutro São os elétrons que se encontram mais
soltos no material; são eles, na verdade, que
É o átomo que possui igual número de car- conduzem a eletricidade nos corpos, através dos
gas positivas e negativas. Também chamado de átomos que constituem o material. Os elétrons
átomo em equilíbrio elétrico. da eletrosfera se tornam livres através de um
ganho de energia que eles podem obter de vá-
6 Carga elétrica elementar rias formas: eletrização por atrito, recebimento
de energia através de diferença de potencial,
É a carga de um elétron ou de um próton, reações químicas, entre outras. Ao se despren-
apresentada apenas em módulo, cujo valor é derem do átomo, ficam soltos no meio da rede
igual a 1,6 . 10-19C. É o menor valor de carga da cristalina do condutor e podem movimentar-se
eletricidade, descoberta feita pelo físico ameri- dentro dele, livremente.
cano Robert Andrews Millikan, em sua famosa
elétrons livres átomos
experiência da gota de óleo, que lhe permitiu
medir o valor da carga do elétron e concluir que núcleo

a carga elétrica de um corpo é “quantizada”, isto


é, toda e qualquer carga é expressa em múltiplos
dessa carga elementar.
IESDE Brasil S.A.

Carga elétrica de um corpo (Q)


A carga de um corpo nada mais é do que o
saldo (diferença) entre o número de prótons e o
E_EM_3_FIS_016

número de elétrons responsáveis pela condução


de eletricidade, multiplicado pela carga elétrica
elementar. Figura 2 – Átomos e elétrons livres.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
2) Princípio da conservação da carga
Carga puntual elétrica
A carga elétrica total de um sistema é sem-
A ideia de carga puntual é a de uma carga pre conservada, ou seja, é a mesma antes e de-
que possui dimensões desprezíveis em relação pois de realizarmos a eletrização num corpo.
às demais dimensões do problema. É um corpo
de tamanho pequeno, mas que possui um valor carga antes = carga depois
de carga considerável.

Condutores e isolantes Processos de


Nos metais, os elétrons das órbitas mais
externas dos átomos estão fracamente ligados
eletrização
aos respectivos núcleos, podendo se libertar,
tornando-se elétrons livres que possuem a capa- Eletrização é o processo no qual um corpo,
cidade de se mover no interior do sólido e trans- inicialmente neutro, passa a adquirir ou perder
portar carga elétrica através dele. Esses sólidos cargas elétricas. Existem três processos de
são denominados condutores de eletricidade. eletrização: por atrito, contato e indução.
Como exemplo, podemos citar o cobre, o ferro, 1.o: eletrização por atrito
a prata, o ouro, o alumínio e muitos outros.
Dois corpos neutros de materiais diferen-
Diferentemente dos condutores, existem al- tes são atritados um no outro até que elétrons
guns corpos onde os elétrons estão firmemente livres passem de um corpo para o outro. O corpo
ligados aos seus respectivos átomos, fazendo que cedeu elétrons ficará eletrizado positiva-
com que praticamente não existam elétrons mente, pois terá excesso de prótons e o que
livres, o que torna muito difícil o deslocamento recebeu ficará eletrizado negativamente, pois
das cargas elétricas através desses corpos. Es- agora terá mais elétrons do que prótons.
ses sólidos podem ser chamados de isolantes
Sabe-se ainda que uma mesma substância
elétricos ou dielétricos. Como exemplo, temos
pode ficar eletrizada positiva ou negativamente,
7
a madeira, a borracha, o vidro, a porcelana, o
conforme o tipo da outra substância com a qual
plástico e vários outros.
ela é atritada. Isso depende de suas posições
relativas dentro da chamada série triboelétrica,
Princípios da Eletrostática conforme a tabela que se segue.
Essa série determina que o material que
estiver mais acima na tabela ficará positivamente
1) Princípio da atração e repulsão elétrica
carregado, enquanto o material mais abaixo fica
Charles Du Fay, estudando cargas elétricas, negativamente carregado. Além disso, quanto mais
enunciou a seguinte lei: afastados entre si, dentro da tabela, estiverem os
“cargas de mesmo sinal se repelem e car- materiais, mais eficiente será a eletrização.
gas de sinais contrários se atraem”.
+F -F Couro
q1 + - q2
Vidro
d
Cabelo humano
-F +F
q1 + + q2
E_EM_3_FIS_016


d Chumbo
Figura 3 – Princípio da atração e repulsão elétrica.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Antes do Contato
Seda
Papel
Algodão A B
Âmbar Corpo
neutro
Prata Corpo eletrizando com
excesso de cargas
Isopor positivas

Polipropileno Durante o contato Depois do contato


(Ex.: recipientes plásticos)
Vinil
(Ex.: cano de PVC)
A B A B

Figura 5 – Eletrização por contato.

No exemplo da figura anterior, antes do


contato, o corpo A encontra-se eletrizado posi-
tivamente, isto é, com excesso de prótons ou
IESDE Brasil S.A.

falta de elétrons e o B está neutro, ou seja,


possui o mesmo n. o de prótons e elétrons.
Durante o contato, há uma transferência de
cargas negativas do corpo B para o corpo
A, o que faz diminuir a quantidade de carga
positiva do B. Depois que os corpos são se-
parados, observa-se que ambos ficaram com
carga elétrica de mesmo sinal.
8
→ resultado final: cargas proporcionais ao
Figura 4 – Na eletrização por atrito, as cargas passam de um tamanho dos corpos e de sinais iguais.
corpo para outro.
3.o: eletrização por indução
→ resultado final da eletrização por atrito:
cargas de mesmo módulo e sinais contrários. Na eletrização por indução, o corpo neutro
se eletriza após passar pelo processo da indu-
Exemplos:
ção eletrostática e ser ligado a um fio terra.
•• Plástico atritado com seda:
•• Primeiro passo: ocorre a indução eletros-
•• a seda eletriza-se positivamente; tática (que é a separação das cargas de
•• o plástico eletriza-se negativamente. um corpo neutro pela proximidade de um
corpo eletrizado, que pode estar positivo
•• Lã atritada com seda:
ou negativamente carregado);
•• a lã eletriza-se positivamente;
•• Segundo passo: ligamos um lado do
•• a seda eletriza-se negativamente.
corpo que teve a separação das cargas
2.o: eletrização por contato (induzido) ao fio terra, utilizando um fio
condutor. Isto fará com que ocorra a pas-
Este processo, como o próprio nome diz, exige
E_EM_3_FIS_016

sagem de elétrons do corpo para a Terra


o contato físico entre os corpos. Ocorre quando um
ou da Terra para o corpo, dependendo
corpo eletrizado encosta em outro, que pode estar
da carga;
neutro ou já possuir uma carga elétrica.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
•• Terceiro passo: desligamos o fio terra
e afastamos o corpo que ocasionou a Os isolantes se eletrizam?
separação das cargas (indutor).
Um corpo dielétrico não sofre eletrização,
Pronto: o corpo está eletrizado, porém,
mas, se aproximarmos dele um corpo eletrizado,
com carga contrária à do indutor. Observe uma
ocorrerá um fenômeno interessante chamado
ilustração do processos na Figura 6.
de polarização, que nada mais é do que o ali-
→ resultado final: cargas quase iguais, sinal nhamento das moléculas do dielétrico, uma vez
contrário ao do indutor. que não ocorre movimentação de elétrons livres,
Lembre-se: raros nesse tipo de material que não os possui
•• o corpo que possui carga no começo do em grande quantidade. Como resultado final,
processo é o indutor; após o alinhamento, temos sinal positivo de um
lado e negativo do outro do corpo.
•• o corpo inicialmente neutro é o induzido.

Eletroscópios
1
São aparelhos que se destinam a verificar
se um corpo está ou não eletrizado. Existem
vários tipos; aqui são mostrados dois deles:
a) pêndulo eletrostático: dispositivo que
se destina a verificar se um corpo pos-
sui ou não carga elétrica. Podemos
2 construir um pêndulo com um suporte
isolante, um fio isolante e uma bolinha
de papel alumínio, por exemplo. Quan-
do aproximamos um corpo carregado, a
bolinha se induz eletrostaticamente, as
cargas se separam nela, o corpo que foi 9
aproximado da bolinha a atrai e quan-
do esta se move é sinal de que o corpo
3 possui carga. Não podemos dizer o si-
nal da carga do corpo, pois para isso a
bolinha teria que estar carregada eletri-
camente com carga de sinal conhecido,
o que não é importante saber, e nem é
essa a função do eletroscópio.
IESDE Brasil S.A.

Figura 6 – Etapas da eletrização por indu- Figura 7 – Pêndulo eletrostático: se a


E_EM_3_FIS_016

ção. bolinha se mover, o corpo aproxima-


do tem carga.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
b) eletroscópio de folhas: é constituído de
uma haste metálica que possui numa
ponta uma bola e na outra duas folhinhas
Lei de Coulomb
soltas, todos condutores. Quando aproxi-
mamos da bola um corpo que possui car- Charles Augustin de Coulomb, engenheiro
ga, as cargas da parte metálica do eletros- militar francês, inventou um dispositivo que
cópio se induzem e se separam, fazendo chamou de balança de torção, que lhe permitiu
com que as folhinhas fiquem carregadas medir as forças elétricas entre corpos eletrica-
de um mesmo sinal (positiva ou negativa), mente carregados.
o que causa a repulsão das folhas, indi- Observando a figura a seguir, percebemos
cando a presença de carga no corpo que que o valor da força é diretamente proporcional
se aproximou da bola do eletroscópio. Se ao valor das cargas, fato observado por Coulomb
as folhinhas não se moverem, é porque o em seus experimentos; outro fato que ele notou
corpo aproximado não possui carga. é que essa força é inversamente proporcional ao
quadrado da distância que separa as cargas.
Coulomb chegou a essas conclusões quando
aumentou o valor de uma das cargas e depois
percebeu que a força aumentou na mesma
IESDE Brasil S.A.

proporção. Ao aumentar o valor da segunda


carga, percebeu que a força elétrica entre
elas também aumentou na mesma proporção.
Após exaustivas repetições dessas medidas,
percebeu a proporcionalidade entre a força e
as cargas. Ao afastar as cargas, mediu o valor
da força entre elas e viu que esta diminuía
Figura 8 – Eletroscópio de folhas: se as folhas se abrirem, o
quadraticamente com o aumento da distância.
corpo está eletricamente carregado. Assim, juntando esses dois resultados, elabo-
rou a lei que leva o seu nome, sobre a força
Importante de atração e repulsão entre cargas elétricas.
Essa lei, a exemplo da lei da Gravitação Uni-
10 Lembre-se que prótons jamais saem de um versal de Newton, é conhecida como uma “lei
corpo para ir para outro. Quem se movimenta do inverso do quadrado da distância”.
são os elétrons livres, pois é muito menor a for- 2Q1 Q2
ça que liga um elétron ao átomo do que a força 2F 2F
(a)
que liga os prótons ao núcleo do átomo.
Q1 3Q2
Observações (b)
3F 3F

•• Em todo condutor eletrizado, as cargas 2Q1 3Q2


6F 6F
elétricas em excesso depositam-se na (c)
superfície externa (repulsão elétrica).
•• Se o condutor possuir a forma esférica, d
a distribuição das cargas é uniforme. Figura 9 – Exemplo da relação entre a força
elétrica e a carga elétrica.
•• Se o condutor não possuir a forma
esférica, haverá maior concentração Consideremos duas cargas puntuais de
de cargas elétricas nas regiões pontia- módulos Q1 e Q2, separadas por uma distância
E_EM_3_FIS_016

gudas (esse é o chamado “poder das d (também usada r por alguns autores). Existe
pontas”, que explica o funcionamento uma força elétrica F de interação entre elas, cujo
do para-raios). módulo é dado pela relação:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
F=
k0 . Q1 . Q2 Observações
d2
Essa relação matemática também é conhe- O valor da constante eletrostática usa-
cida como lei de Coulomb, onde: do é sempre o valor do vácuo, sendo que
•• F: força elétrica de interação entre as car- em outros meios basta dividirmos o valor
gas, cuja unidade no SI é o newton (N); da força no vácuo pela constante dielétrica
relativa do meio.
•• d: distância que separa as cargas Q1 e Q2,
cuja unidade no SI é o metro (m); •• O valor de k0 no vácuo é:
•• Q1 e Q2: são os módulos das cargas elé-
tricas que estão interagindo, cuja unidade k0 = 9,0 . 109N.m2/C2
no SI é o coulomb (C);
•• k0: constante eletrostática do vácuo, cuja •• Alguns valores de constante dielétrica
unidade no SI é N.m2/C2. relativa:

Importante Meio material


Constante
dielétrica ( )
A direção da força elétrica é a direção Vácuo 1,0000
da linha que une o centro de massa dos Ar 1,0005
dois corpos carregados. Benzeno 2,3
O sentidos das forças é dado pelo Âmbar 2,7
sinal da força: Vidro 4,5
•• Força positiva: significa repulsão entre Óleo 4,6
os corpos eletricamente carregados. Mica 5,4
Glicerina 43
•• Força negativa: significa atração entre
Água 81
os corpos eletricamente carregados.
11

Para saber mais


A balança de torção de Coulomb a força elétrica com a distância entre dois
corpos. Alguns físicos, no final do século
Os trabalhos de Benjamin Franklin e
XVIII, perceberam que existiam semelhanças
Charles Dufay, que ocorreram em meados
entre a atração elétrica e a atração gravita-
do século XVIII, possuíam apenas aspectos
cional, de modo que muitos deles lançaram
qualitativos sobre os fenômenos elétricos
a hipótese de que a força elétrica poderia
que haviam sido abordados até aquela épo-
variar com o quadrado da distância entre os
ca. Com apenas aspectos qualitativos, os
corpos, assim como a força gravitacional.
cientistas acreditavam que não era possível
No entanto, era necessário realizar medidas
alcançar grandes avanços nos estudos da
cuidadosas para verificar se essa hipótese
eletricidade; nesse sentido, eles percebe-
era verdadeira.
ram a grande necessidade da obtenção de
Entre todos os trabalhos que foram reali-
relações quantitativas sobre as grandezas
zados com o fim de verificar essa hipótese,
envolvidas nos fenômenos elétricos.
E_EM_3_FIS_016

se destacam as experiências realizadas


De modo particular, existia grande pre-
por Coulomb que, no ano de 1785, fez um
ocupação em relacionar quantitativamente

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
relatório sobre seus trabalhos e o entregou da constante da gravitação universal G.
à Academia de Ciências da França. Coulomb Após realizar várias medidas com as es-
construiu um aparelho denominado balança feras separadas em várias distâncias, Cou-
de torção, através do qual ele podia fazer lomb acabou por concluir que a força elétrica
medidas da força de atração e repulsão en- era inversamente proporcional ao quadrado
tre duas esferas eletricamente carregadas. da distância entre as duas esferas. Além
Nessa balança construída por Coulomb, há disso, ele ainda concluiu que a força elétri-
uma haste que é suspensa por um fio que ca era proporcional ao produto das cargas
passa pelo seu centro, de forma que ela elétricas das esferas envolvidas. Em razão
fique suspensa na horizontal; em cada uma dessas conclusões, ele acabou por chegar à
das extremidades da haste há uma esfera expressão definitiva da lei que determina a
carregada eletricamente. Tomando outra força elétrica entre dois corpos eletrizados,
haste com uma esfera também eletrizada, expressão essa que leva o seu nome: a lei
faz-se a aproximação entre as duas. Em ra- de Coulomb.
zão da força elétrica que se manifesta nesse
Essa descoberta de Coulomb foi mui-
processo, a haste que está suspensa gira,
to importante para o desenvolvimento do
provocando uma torção no fio. Ao medir o
estudo da eletricidade, tendo em vista os
ângulo de torção, Coulomb conseguia deter-
inúmeros progressos que foram feitos nessa
minar a força entre as esferas. Outra balança
área, no século XIX e XX.
bem semelhante a essa foi utilizada por Ca-
vendish, na mesma época, para comprovar (SILVA, Marco Aurélio da. A Balança de Torção de Coulomb.
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/a-balanca-tor-
a lei da Gravitação Universal e medir o valor
cao-coulomb.htm>. Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)

Elétrons livres se movimentam entre o con-


Exercícios resolvidos dutor e o solo, até que se atinja o equilíbrio
eletrostático e o corpo fique descarregado.

12 1. É dado um corpo eletrizado com carga elé- b) O que acontece se tentarmos eletrizar
trica de 6,4µC. Qual é o número de elétrons um condutor por atrito, segurando-o
em falta neste corpo? (carga elementar do com a mão?
elétron: 1,6 . 10-19C)
`` Solução:
`` Solução: As cargas que surgirem devido à eletrização
Q=n.e se descarregarão rapidamente, pois nosso
corpo é condutor e funcionará como um fio
6,4 . 10 –6 = n . 1,6 . 10 –19 terra.
6,4 . 10 –6
n=
1,6 . 10 –19 3. Calcule a força elétrica de atração entre
n = 4,0 . 10 elétrons
13
duas cargas, uma de –1,6 . 10–19C e outra de
+1,6 . 10–19C, separadas por uma distância
2. Utilizando seus conhecimentos adquiridos de 5,3 . 10–11m, no vácuo.
sobre a Eletrostática, responda às questões
a seguir. `` Solução:
k0 . Q1 . Q2
a) O que acontece se ligarmos um condu- F=
tor carregado ao solo? d2
F = 9 . 109 . 1,6 . 10 . 1,6 . 10
–19 –19
E_EM_3_FIS_016

(5,3 . 10 –11)2
`` Solução: F 8,2 . 10–8N

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. Duas cargas positivas e iguais são separa-
Exercícios de aplicação das por uma distância de 3m, tendo uma
força de repulsão de 0,4N. Qual é o valor
1. Determine o número de elétrons em falta de cada carga?
num corpo com carga positiva de 1C.

6. Caminhões que transportam combustível e


gás costumam ter uma corrente ou fita me-
tálica presa na carroceria do veículo, que vai
2. Quantos elétrons devemos retirar de uma se arrastando pelo chão. Qual é a utilidade
moeda inicialmente neutra, para que ela desse dispositivo?
adquira uma carga de +1,584 . 10–17C?
Lembre--se que o valor da carga elétrica
elementar é de 1,6 . 10-19 C.

7. Qual é o resultado final dos processos de


eletrização? Complete a tabela a seguir,
considerando que os corpos têm o mesmo
tamanho.
3. A força elétrica entre uma carga de módu- 13
lo Q1 = 5 . 10–6C e uma carga de módulo Atrito Contato Indução
Q2  =  4  .  10–8 C é de 2 . 10–3N. Calcule a Cargas: Cargas: Cargas:
distância que as separa. Sinais: Sinais: Sinais:

8. O que significa dizer que a carga elétrica é


4. Quantas vezes maior ou menor será o valor quantizada?
da força elétrica se dobrarmos a distância
que separa duas cargas elétricas?
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. Quais são os princípios da eletrostática? 12. Um corpo tem 3 . 1018 elétrons e 4 . 1018
prótons. Sendo a carga elétrica elementar
1,6  .  10 –19C, qual é a carga elétrica do
corpo?

10. Se dobrarmos os valores de duas cargas


elétricas que se atraem com uma força de 13. Na experiência de eletrização por atrito entre
intensidade F, mantendo-se constante a dis- a barra de plástico e a seda, a seda cede
tância entre elas, qual será o novo valor da ou recebe elétrons?
força elétrica?

14. O que acontece quando tocamos um objeto


carregado:
11. É dado um corpo eletrizado com carga a) positivamente.
6,4 C.
a) Determine o número de elétrons em
falta no corpo. A carga do elétron é
14 –1,6 . 10–19C.

b) negativamente.

b) Quantos elétrons em excesso tem o cor-


po eletrizado com carga –1,6nC?

15. Explique por que os metais são bons con-


dutores de eletricidade.
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
b) b.
Questões de
Processos Seletivos c) c .
d) d.
1. (CEFET-PR) Dois corpúsculos eletrizados
repelem-se com uma força cuja intensidade e) e.
é F. Se a distância entre eles for duplicada,
a força de interação será:
F
a)
4
F
b)
2
c) F 3. (Cesgranrio) Um pedaço de cobre eletricamen-
d) 2F te isolado contém 2 . 1022 elétrons livres, sen-
do a carga de cada um igual a –1,6 . 10–19C.
e) 4F.
Para que o metal adquira uma carga de
3,2  .  10–9C, será preciso remover um em
cada quantos desses elétrons livres?
a) 104.
b) 108.
2. (Mackenzie) Nos vértices A, B e C de um c) 1012.
triângulo equilátero são colocadas as cargas
d) 1016.
+q, –q e +q, respectivamente. O vetor que
melhor representa a força resultante que e) 1020.
age na carga colocada em C é:

15
b c

a
d
C +q

4. (UEL) Uma partícula está eletrizada positiva-


e
mente com uma carga elétrica de 4,0 . 10–15C.
Como o módulo da carga do elétron é
1,6 . 10–19C, essa partícula:
a) ganhou 2,5 . 104 elétrons.
b) perdeu 2,5 . 104 elétrons.
c) ganhou 4,0 . 104 elétrons.
d) perdeu 6,4 . 104 elétrons.
e) ganhou 6,4 . 104 elétrons.
A B
+q -q
E_EM_3_FIS_016

a) a.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. (UECE) A matéria, em seu estado normal, a) Qual a intensidade da força elétrica en-
não manifesta propriedades elétricas. No tre as partículas em um meio onde a for-
atual estágio de conhecimentos da estru- ça entre cargas de 1C a uma distância
tura atômica, isso nos permite concluir que de 1m é 9 . 109N?
a matéria:
a) é constituída somente de nêutrons.
b) possui maior número de nêutrons do
que de prótons.
c) possui quantidades iguais de prótons e
elétrons.
b) Se a carga positiva se movimentar em
d) é constituída somente de prótons. torno da negativa, descrevendo um MCU
de 10cm de raio, qual a sua velocidade?

6. (UFPE) Duas partículas de mesma massa 8. (Mackenzie) Nos pontos A e B do vácuo


têm cargas Q e 3Q. Sabendo-se que a força (k0=9 . 109N.m2/C2) são colocadas as car-
gravitacional é desprezível em comparação gas elétricas puntiformes qA = 8 . 10–6C e
com a força elétrica, indique qual das figuras qB = 6 . 10–6C, respectivamente. A força de
melhor representa as acelerações vetoriais repulsão entre essas cargas tem intensida-
das partículas. de de 1,2N. A distância entre os pontos A
e B é:
Q 3Q
16 a) a) 20cm.
Q 3Q
b) b) 36cm.
Q 3Q c) 48cm.
c)
Q 3Q d) 60cm.
d)
Q 3Q e) 72cm.
e)

9. (UFRGS) Considere um sistema de duas


cargas esféricas positivas (q1 e q2), onde
7. (Fuvest) Duas partículas de cargas 10–7C q1 = 4q2. Uma pequena esfera carregada é
E_EM_3_FIS_016

e –10–7C e mesma massa 0,1g estão sepa- colocada no ponto médio do segmento de
radas 10cm. reta que une os centros das duas esferas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
O valor da força eletrostática que a pequena 11. (Fuvest) Tem-se 3 esferas condutoras idên-
esfera sofre por parte da carga q1 é: ticas A, B e C. As esferas A (positiva) e B
(negativa) estão eletrizadas com cargas de
a) igual ao valor da força que ela sofre por
mesmo módulo Q, e a esfera C está inicial-
parte da carga q2.
mente neutra. São realizadas as seguintes
b) quatro vezes maior do que o valor da for- operações:
ça que ela sofre por parte da carga q2.
I. toca-se C em B, com A mantida a distân-
c) quatro vezes menor do que o valor da for- cia, e em seguida separa-se C de B;
ça que ela sofre por parte da carga q2.
II. toca-se C em A, com B mantida a distân-
d) dezesseis vezes maior do que o valor da cia, e em seguida separa-se C de A;
força que ela sofre por parte da carga q2.
III. toca-se A em B, com C mantida a distân-
e) dezesseis vezes menor do que o valor da cia, e em seguida separa-se A de B.
força que ela sofre por parte da carga q2.
Podemos afirmar que a carga final da esfera
A vale:
a) zero;
Q
b) + .
2
Q
c) – .
4
Q
10. (UFSM) Uma esfera de isopor de um pêndulo d) + .
6
elétrico é atraída por um corpo carregado Q
eletricamente. Afirma-se, então, que: e) – .
8
I. o corpo está carregado necessariamen-
te com cargas positivas;
II. a esfera pode estar neutra;
17
III. a esfera está carregada necessariamen-
te com cargas negativas.

Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III.
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
18

E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Q= 0,4 . 10–9 Q = 2 . 10–5C
Exercícios de aplicação
As duas cargas têm o mesmo valor:
1. Solução: Q1 = Q2 = 2 . 10–5C.

O número de elétrons que falta na carga


positiva é: 6. Solução:
O atrito com o ar devido ao movimento
1
Q = ne 1 = n . 1,6 . 10–19 n= do caminhão pode eletrizar o tanque que
1,6 . 10–19 transporta o combustível. A corrente ou fita
n = 0,625 . 1019 n = 6,25 . 1018 elétrons. metálica tem a função de conduzir cargas
em excesso para a terra (ou cargas em fal-
2. Solução: ta para o tanque) evitando um acúmulo de
cargas que, se fosse gerada uma faísca,
O número de elétrons que deve ser reti- poderia ocasionar a explosão do tanque.
rado é:

1,584.10–17 7. Solução:
Q = ne n= n = 0,99.102
1,6 . 10–19 Os resultados finais são:

n = 99 elétrons Atrito Contato Indução


Cargas iguais iguais diferentes
3. Solução: Sinais contrários iguais contrários

A distância que separa as cargas elétricas é: 19


8. Solução:
k0Q1Q2 9 . 109 . 5 . 10–6 . 4 . 10–8
F= d2 =
d2 2 . 10–3 Significa que a carga de qualquer corpo (Q) é
sempre um múltiplo inteiro (n) da carga ele-
d2 = 90 . 10–2 d 0,9486m mentar (e), que é a carga mínima possível.

4. Solução:
9. Solução:
A força será:
Os princípios da eletrostática são: a con-
kQQ kQQ 1 servação da carga elétrica; a atração (força
F1 = 0 12 2 F2 = 0 1 2 2 F2 = F1
d (2d) 4 negativa) e a repulsão (força positiva).
A força será 4 vezes menor dobrando a
distância. 10. Solução:

5. Solução: O valor da força é:


k0Q1Q2 k02Q12Q2
O valor da carga é: F1 = F2 = F2 = 4F1
d2 d2
kQQ 9 . 109 . Q2 0,4 . 9
E_EM_3_FIS_016

F = 0 12 2 0,4 = Q2 =
d 32 9 . 109 A força será 4 vezes maior, dobrando-se o
valor de cada carga.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
11. Solução: 15. Solução:
a) Uma vez a carga sendo 6,4 C = 6,4 . 10–6C, Os metais são bons condutores elétricos
teremos faltando, pois a carga é positiva, porque a natureza da ligação química entre
o seguinte número de elétrons: os elementos componentes de sua estrutura
(ligação metálica) é tal que alguns elétrons
6,4 . 10–6 ficam “livres” de seus átomos ou fracamen-
Q = ne n= n = 4 . 1013
1,6 . 10–19 te ligados aos mesmos. Dessa forma, não
resistem ao movimento ordenado induzido
n = 40 trilhões de elétrons em falta.
por um campo elétrico próximo, gerando com
b) Carga: –1,6 C = – 1,6 . 10–9C. facilidade corrente elétrica (movimento de
cargas) em seu interior.
– 1,6 . 10–9
Q = ne n= n = 1 . 1010
– 1,6 . 10–19
n = 10 bilhões de elétrons em excesso.
Questões de
Processos Seletivos
12. Solução:
1. Solução: A
Corpo com 3 . 1018 elétrons e 4 . 1018 pró-
tons, logo 1 . 1018 cargas positivas a mais k0Q1Q2 k0Q1Q2 1
do que negativas, portanto n > 0. F= F2 = F2 = F
d2 (2d)2 4
Sua carga elétrica será dada por:
2. Solução: D
Q = ne Q = 1 . 1018 . 1,6 . 10–19
Analisando geometricamente as forças so-
Q = 1,6 . 10–1C
bre a partícula C para o caso apresentado,
percebemos que:
13. Solução:
Cede elétrons, pois ocupa posição superior FCB
FCA
20 à do plástico na série triboelétrica.
Força resultante
14. Solução: C sobre a partícula C
+q
A pele humana é composta pela epiderme, FCA
sua parte mais externa, e a derme, parte in- C FCR
terna onde se encontram vasos sanguíneos
FCB
e nervos. É na derme que ocorre a condução
elétrica pelo corpo humano.
Quando encostamos em um objeto carrega-
do positivamente, os elétrons livres de nos-
so corpo se movem em direção ao objeto, +q -q
A B
tendendo a torná-lo neutro. Quando, por ou-
tro lado, tocamos um objeto negativamente Onde:
carregado, os elétrons em excesso, neste
objeto, são impelidos para nosso corpo, na FCB : força de atração que B exerce em C.
tentativa de alcançar a Terra, neutralizando
a carga em excesso. FCA : força de repulsão que A exerce em C.
E_EM_3_FIS_016

O movimento ordenado de cargas caracteriza FCR : força resultante sobre C.


uma corrente elétrica, resultando em um
choque elétrico.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Solução: C A força elétrica, nesse meio, nas condi-
ções colocadas será:
Para adquirir carga Q = 3,2 . 10–19 um corpo
k0Q1Q2 9 . 109 . 10–7 . –10–7
precisa de: Q = ne F= F=
d2 (10 . 10–2)2
3,2 . 10–9
F = 9 . 10
–5
= 2 . 1010 elétrons em falta. F = 9 . 10–3N
1,6 . 10–19 10–2
Como o cobre está eletricamente isolado,
ou seja, neutro, precisamos remover 2 . 1010 b) Na configuração proposta por este item
elétrons para alcançar a eletrização requisi- teríamos uma força centrípeta de inten-
2 . 1022 sidade: F = 9 . 10 –3N. Temos que a ace-
tada. Ou ainda = 1 . 1012 um em
2 . 1010 leração centrípeta é igual a acp = 2 . R.
cada 1012 de seus elétrons livres. Portanto:
m . v2 Fcp . R
4. Solução: B Fcp = m . acp = v=
R m
4 . 10–15
Q = ne n= n = –2,5.104 (9 . 10–3N) . (0,1m)
– 1,6 . 10–19 v= v= 9
n = 25 000 elétrons em falta. (0,1 . 10–3kg)

Como a partícula está carregada positiva- m


mente ela perdeu 2,5 . 104 elétrons. v=3
s

5. Solução: C 8. Solução: D
Para não manifestar propriedades elétri- A distância entre as cargas é:
cas, os atómos que compõem a matéria
possuem quantidades iguais de prótons e k0Q1Q2 9 . 109 . 8 . 10–6 . 6 . 10–6
F= 1,2 =
elétrons. d2 d2
21
6. Solução: C d2 = 360 . 10 –3 d = 0,6m

Sendo a força gravitacional desprezível, Transformando em cm: d = 60cm.


a aceleração das partículas tendo a mes-
ma direção e sentido da força elétrica 9. Solução: B
k0 . Q1 . Q2 A intensidade da força elétrica em termos
F= = m . a e, as cargas tendo
d2 kQQ
gerais é dada por: FE = 0 12 2 .
mesmo sinal, concluímos que as acelera- d
ções terão sentidos diferentes (cargas de Conforme o enunciado, temos duas cargas
mesmo sinal se repelem). Lembrando da lei em pontos distintos do vácuo. Coloca-se
da ação e reação, temos que seus módulos uma terceira carga (q3) no ponto médio entre
devem ser os mesmos. essas duas, ou seja, ela estará à mesma
distância das duas cargas. Teremos as se-
7. Solução: guintes forças sobre a terceira carga:
k0q1q3
a) Para o meio indicado temos: Força sobre q3 devido a q1: F31 = .
d2
k0Q1Q2 k .1.1 Kqq
E_EM_3_FIS_016

F= 9 . 109 = 0 2 Força sobre q3 devido a q2: F32 = 0 22 3 .


d 2
1 d
N . m 2
k0 = 9 . 109
C2
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
k04q2q3
Como q1 = 4q2 F31 =
d2
k0q2q3
F31 = 4 F31 = 4 . F32
d2
Portanto a força em q3 devido a q1 é 4 vezes
maior que a força em q3 devido a q2.

10. Solução: B
A esfera pode estar neutra e ainda assim sofrer
atração, pois o corpo carregado eletricamente
induz na esfera a separação de suas cargas.

11. Solução: E
Realizando as operações:
1.a operação:
Unindo as cargas B e C e em seguida
separando-as: B + C = –Q.
Q Q
As novas cargas são: B = – e C=– .
2 2
2.a operação:
Unindo as cargas A e C e em seguida sepa-
Q 2Q – Q Q
rando-as: A + C = Q – = = .
2 2 2
Q Q
As novas cargas são: A = e C = .
4 4
22
3. operação:
a

Unindo as cargas A e B e em seguida sepa-


Q Q Q – 2Q Q
rando-as: A + B = – = =– .
4 2 4 4
Q Q
As novas cargas são: A = – e B =– .
8 8
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Eletricidade
•• Benjamin Franklin, por volta da metade
Abordagem teórica do século XVIII, afirmou que a eletricida-
de era um fluido: diferenciou os corpos
O fascínio que a eletricidade despertou no
entre corpos com bastante fluido (+) e
homem remonta aos tempos da Grécia antiga
com pouco fluido (-);
(por volta do século VI a.C.), quando Tales de
Mileto, sem saber cientificamente o que fazia, •• Charles Augustin de Coulomb (1736-
mostrou que pedaços de âmbar (eléktron) atri- 1806) formulou matematicamente a lei
tados com peles de animais tinham o poder de da força de atração e repulsão entre
atrair pequenos objetos. Se soubesse até onde cargas elétricas;
sua pesquisa inicial chegaria, ele a teria detalha- •• Alessandro Volta (1745-1827) descobriu
do bem mais e estaria orgulhoso do seu grande a corrente elétrica, ao inventar a pilha;
feito, ao ver, hoje, o homem desenvolvendo
materiais supercondutores, praticamente sem •• Hans Christian Oersted (1777-1851) rela-
resistência elétrica, a partir daquelas descober- cionou a eletricidade e o magnetismo, ao
tas. A eletricidade se desenvolveu muito e, ao ver que uma bússola se deflexionava com
acendermos uma lâmpada, trazemos o espírito uma corrente elétrica próxima a ela;
de centenas de pesquisadores que deram um •• James Clerk Maxwell (1831-1879) rela-
pouco de si para atingirmos o atual estágio de cionou matematicamente a eletricidade
desenvolvimento. e o magnetismo através de suas quatro
O estudo da eletricidade estática, mani- equações.
festação de fenômenos relacionados a cargas
A eletricidade pode, didaticamente, ser divi-
elétricas, além de interessante, é importante,
da em duas partes:
pois muitos equipamentos precisam de dispo-
sitivos de proteção para não sofrerem danos •• Eletrostática → parte da eletricidade que 5
devido a ela. estuda cargas elétricas em equilíbrio;
Vamos ver como se desenvolveram, ao •• Eletrodinâmica → parte da eletricidade
longo do tempo, algumas pesquisas sobre ele- que estuda os fenômenos relativos à
tricidade. corrente elétrica.

Histórico da eletricidade Eletrostática


•• Tales de Mileto (século VI a.C.), na antiga
Próton
Grécia, atritou âmbar (do grego eléktron)
com pele de animais e descobriu que este
passava a atrair pequenos objetos;
IESDE Brasil S.A.

•• Willian Gilbert (1544-1603) inventou o


pêndulo elétrico;
•• Otto Von Guericke (1602-1686) observou
a repulsão entre cargas elétricas; Elétron
E_EM_3_FIS_016

Nêutron
•• Charles François Du Fay (1698-1739)
observou que a força podia ser atrativa Figura 1 – No núcleo do átomo estão as cargas
ou repulsiva; positivas (prótons) e nêutras (nêutrons) ao redor as
negativas (elétrons).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Conceitos iniciais Q=n.e

Onde:
A eletricidade estuda o conjunto de fenô-
Q: carga elétrica total do corpo;
menos relacionados à existência de cargas
elétricas. Carga elétrica, assim como massa, é n: número de partículas presentes na carga
uma propriedade intríseca da matéria, respon- (diferença entre o número de cargas positivas e
sável pelos fenômenos elétricos. Os átomos, os negativas do corpo);
constituintes de toda a matéria, possuem cargas e: carga elétrica elementar.
negativas (elétrons) e cargas positivas (prótons). A unidade de medida de carga elétrica, no
Eles são, por natureza, “eletricidade pura”. Veja Sistema Internacional, é o coulomb (C), sendo
alguns valores de grandezas relacionadas às muito comum, na prática, utilizarmos submúlti-
suas partículas fundamentais: plos da unidade fundamental.
1mC = 10–3C (lê-se: milicoulomb).
Massa Carga 1 C = 10–6C (lê-se: microcoulomb).
Partícula Símbolo
(kg) (C)
1nC = 10–9C (lê-se: nanocoulomb).
Próton 1,67 . 10-27 1,6 . 10-19 P
1pC = 10–12C (lê-se: picocoulomb).
Elétron 9,11 . 10-31 – 1,6 . 10-19 e–
Próton 1,67 . 10-27 0 N
Elétrons livres
Átomo neutro São os elétrons que se encontram mais
soltos no material; são eles, na verdade, que
É o átomo que possui igual número de car- conduzem a eletricidade nos corpos, através dos
gas positivas e negativas. Também chamado de átomos que constituem o material. Os elétrons
átomo em equilíbrio elétrico. da eletrosfera se tornam livres através de um
ganho de energia que eles podem obter de vá-
6 Carga elétrica elementar rias formas: eletrização por atrito, recebimento
de energia através de diferença de potencial,
É a carga de um elétron ou de um próton, reações químicas, entre outras. Ao se despren-
apresentada apenas em módulo, cujo valor é derem do átomo, ficam soltos no meio da rede
igual a 1,6 . 10-19C. É o menor valor de carga da cristalina do condutor e podem movimentar-se
eletricidade, descoberta feita pelo físico ameri- dentro dele, livremente.
cano Robert Andrews Millikan, em sua famosa
elétrons livres átomos
experiência da gota de óleo, que lhe permitiu
medir o valor da carga do elétron e concluir que núcleo

a carga elétrica de um corpo é “quantizada”, isto


é, toda e qualquer carga é expressa em múltiplos
dessa carga elementar.
IESDE Brasil S.A.

Carga elétrica de um corpo (Q)


A carga de um corpo nada mais é do que o
saldo (diferença) entre o número de prótons e o
E_EM_3_FIS_016

número de elétrons responsáveis pela condução


de eletricidade, multiplicado pela carga elétrica
elementar. Figura 2 – Átomos e elétrons livres.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
2) Princípio da conservação da carga
Carga puntual elétrica
A carga elétrica total de um sistema é sem-
A ideia de carga puntual é a de uma carga pre conservada, ou seja, é a mesma antes e de-
que possui dimensões desprezíveis em relação pois de realizarmos a eletrização num corpo.
às demais dimensões do problema. É um corpo
de tamanho pequeno, mas que possui um valor carga antes = carga depois
de carga considerável.

Condutores e isolantes Processos de


Nos metais, os elétrons das órbitas mais
externas dos átomos estão fracamente ligados
eletrização
aos respectivos núcleos, podendo se libertar,
tornando-se elétrons livres que possuem a capa- Eletrização é o processo no qual um corpo,
cidade de se mover no interior do sólido e trans- inicialmente neutro, passa a adquirir ou perder
portar carga elétrica através dele. Esses sólidos cargas elétricas. Existem três processos de
são denominados condutores de eletricidade. eletrização: por atrito, contato e indução.
Como exemplo, podemos citar o cobre, o ferro, 1.o: eletrização por atrito
a prata, o ouro, o alumínio e muitos outros.
Dois corpos neutros de materiais diferen-
Diferentemente dos condutores, existem al- tes são atritados um no outro até que elétrons
guns corpos onde os elétrons estão firmemente livres passem de um corpo para o outro. O corpo
ligados aos seus respectivos átomos, fazendo que cedeu elétrons ficará eletrizado positiva-
com que praticamente não existam elétrons mente, pois terá excesso de prótons e o que
livres, o que torna muito difícil o deslocamento recebeu ficará eletrizado negativamente, pois
das cargas elétricas através desses corpos. Es- agora terá mais elétrons do que prótons.
ses sólidos podem ser chamados de isolantes
Sabe-se ainda que uma mesma substância
elétricos ou dielétricos. Como exemplo, temos
pode ficar eletrizada positiva ou negativamente,
7
a madeira, a borracha, o vidro, a porcelana, o
conforme o tipo da outra substância com a qual
plástico e vários outros.
ela é atritada. Isso depende de suas posições
relativas dentro da chamada série triboelétrica,
Princípios da Eletrostática conforme a tabela que se segue.
Essa série determina que o material que
estiver mais acima na tabela ficará positivamente
1) Princípio da atração e repulsão elétrica
carregado, enquanto o material mais abaixo fica
Charles Du Fay, estudando cargas elétricas, negativamente carregado. Além disso, quanto mais
enunciou a seguinte lei: afastados entre si, dentro da tabela, estiverem os
“cargas de mesmo sinal se repelem e car- materiais, mais eficiente será a eletrização.
gas de sinais contrários se atraem”.
+F -F Couro
q1 + - q2
Vidro
d
Cabelo humano
-F +F
q1 + + q2
E_EM_3_FIS_016


d Chumbo
Figura 3 – Princípio da atração e repulsão elétrica.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Antes do Contato
Seda
Papel
Algodão A B
Âmbar Corpo
neutro
Prata Corpo eletrizando com
excesso de cargas
Isopor positivas

Polipropileno Durante o contato Depois do contato


(Ex.: recipientes plásticos)
Vinil
(Ex.: cano de PVC)
A B A B

Figura 5 – Eletrização por contato.

No exemplo da figura anterior, antes do


contato, o corpo A encontra-se eletrizado posi-
tivamente, isto é, com excesso de prótons ou
IESDE Brasil S.A.

falta de elétrons e o B está neutro, ou seja,


possui o mesmo n. o de prótons e elétrons.
Durante o contato, há uma transferência de
cargas negativas do corpo B para o corpo
A, o que faz diminuir a quantidade de carga
positiva do B. Depois que os corpos são se-
parados, observa-se que ambos ficaram com
carga elétrica de mesmo sinal.
8
→ resultado final: cargas proporcionais ao
Figura 4 – Na eletrização por atrito, as cargas passam de um tamanho dos corpos e de sinais iguais.
corpo para outro.
3.o: eletrização por indução
→ resultado final da eletrização por atrito:
cargas de mesmo módulo e sinais contrários. Na eletrização por indução, o corpo neutro
se eletriza após passar pelo processo da indu-
Exemplos:
ção eletrostática e ser ligado a um fio terra.
•• Plástico atritado com seda:
•• Primeiro passo: ocorre a indução eletros-
•• a seda eletriza-se positivamente; tática (que é a separação das cargas de
•• o plástico eletriza-se negativamente. um corpo neutro pela proximidade de um
corpo eletrizado, que pode estar positivo
•• Lã atritada com seda:
ou negativamente carregado);
•• a lã eletriza-se positivamente;
•• Segundo passo: ligamos um lado do
•• a seda eletriza-se negativamente.
corpo que teve a separação das cargas
2.o: eletrização por contato (induzido) ao fio terra, utilizando um fio
condutor. Isto fará com que ocorra a pas-
Este processo, como o próprio nome diz, exige
E_EM_3_FIS_016

sagem de elétrons do corpo para a Terra


o contato físico entre os corpos. Ocorre quando um
ou da Terra para o corpo, dependendo
corpo eletrizado encosta em outro, que pode estar
da carga;
neutro ou já possuir uma carga elétrica.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
•• Terceiro passo: desligamos o fio terra
e afastamos o corpo que ocasionou a Os isolantes se eletrizam?
separação das cargas (indutor).
Um corpo dielétrico não sofre eletrização,
Pronto: o corpo está eletrizado, porém,
mas, se aproximarmos dele um corpo eletrizado,
com carga contrária à do indutor. Observe uma
ocorrerá um fenômeno interessante chamado
ilustração do processos na Figura 6.
de polarização, que nada mais é do que o ali-
→ resultado final: cargas quase iguais, sinal nhamento das moléculas do dielétrico, uma vez
contrário ao do indutor. que não ocorre movimentação de elétrons livres,
Lembre-se: raros nesse tipo de material que não os possui
•• o corpo que possui carga no começo do em grande quantidade. Como resultado final,
processo é o indutor; após o alinhamento, temos sinal positivo de um
lado e negativo do outro do corpo.
•• o corpo inicialmente neutro é o induzido.

Eletroscópios
1
São aparelhos que se destinam a verificar
se um corpo está ou não eletrizado. Existem
vários tipos; aqui são mostrados dois deles:
a) pêndulo eletrostático: dispositivo que
se destina a verificar se um corpo pos-
sui ou não carga elétrica. Podemos
2 construir um pêndulo com um suporte
isolante, um fio isolante e uma bolinha
de papel alumínio, por exemplo. Quan-
do aproximamos um corpo carregado, a
bolinha se induz eletrostaticamente, as
cargas se separam nela, o corpo que foi 9
aproximado da bolinha a atrai e quan-
do esta se move é sinal de que o corpo
3 possui carga. Não podemos dizer o si-
nal da carga do corpo, pois para isso a
bolinha teria que estar carregada eletri-
camente com carga de sinal conhecido,
o que não é importante saber, e nem é
essa a função do eletroscópio.
IESDE Brasil S.A.

Figura 6 – Etapas da eletrização por indu- Figura 7 – Pêndulo eletrostático: se a


E_EM_3_FIS_016

ção. bolinha se mover, o corpo aproxima-


do tem carga.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
b) eletroscópio de folhas: é constituído de
uma haste metálica que possui numa
ponta uma bola e na outra duas folhinhas
Lei de Coulomb
soltas, todos condutores. Quando aproxi-
mamos da bola um corpo que possui car- Charles Augustin de Coulomb, engenheiro
ga, as cargas da parte metálica do eletros- militar francês, inventou um dispositivo que
cópio se induzem e se separam, fazendo chamou de balança de torção, que lhe permitiu
com que as folhinhas fiquem carregadas medir as forças elétricas entre corpos eletrica-
de um mesmo sinal (positiva ou negativa), mente carregados.
o que causa a repulsão das folhas, indi- Observando a figura a seguir, percebemos
cando a presença de carga no corpo que que o valor da força é diretamente proporcional
se aproximou da bola do eletroscópio. Se ao valor das cargas, fato observado por Coulomb
as folhinhas não se moverem, é porque o em seus experimentos; outro fato que ele notou
corpo aproximado não possui carga. é que essa força é inversamente proporcional ao
quadrado da distância que separa as cargas.
Coulomb chegou a essas conclusões quando
aumentou o valor de uma das cargas e depois
percebeu que a força aumentou na mesma
IESDE Brasil S.A.

proporção. Ao aumentar o valor da segunda


carga, percebeu que a força elétrica entre
elas também aumentou na mesma proporção.
Após exaustivas repetições dessas medidas,
percebeu a proporcionalidade entre a força e
as cargas. Ao afastar as cargas, mediu o valor
da força entre elas e viu que esta diminuía
Figura 8 – Eletroscópio de folhas: se as folhas se abrirem, o
quadraticamente com o aumento da distância.
corpo está eletricamente carregado. Assim, juntando esses dois resultados, elabo-
rou a lei que leva o seu nome, sobre a força
Importante de atração e repulsão entre cargas elétricas.
Essa lei, a exemplo da lei da Gravitação Uni-
10 Lembre-se que prótons jamais saem de um versal de Newton, é conhecida como uma “lei
corpo para ir para outro. Quem se movimenta do inverso do quadrado da distância”.
são os elétrons livres, pois é muito menor a for- 2Q1 Q2
ça que liga um elétron ao átomo do que a força 2F 2F
(a)
que liga os prótons ao núcleo do átomo.
Q1 3Q2
Observações (b)
3F 3F

•• Em todo condutor eletrizado, as cargas 2Q1 3Q2


6F 6F
elétricas em excesso depositam-se na (c)
superfície externa (repulsão elétrica).
•• Se o condutor possuir a forma esférica, d
a distribuição das cargas é uniforme. Figura 9 – Exemplo da relação entre a força
elétrica e a carga elétrica.
•• Se o condutor não possuir a forma
esférica, haverá maior concentração Consideremos duas cargas puntuais de
de cargas elétricas nas regiões pontia- módulos Q1 e Q2, separadas por uma distância
E_EM_3_FIS_016

gudas (esse é o chamado “poder das d (também usada r por alguns autores). Existe
pontas”, que explica o funcionamento uma força elétrica F de interação entre elas, cujo
do para-raios). módulo é dado pela relação:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
F=
k0 . Q1 . Q2 Observações
d2
Essa relação matemática também é conhe- O valor da constante eletrostática usa-
cida como lei de Coulomb, onde: do é sempre o valor do vácuo, sendo que
•• F: força elétrica de interação entre as car- em outros meios basta dividirmos o valor
gas, cuja unidade no SI é o newton (N); da força no vácuo pela constante dielétrica
relativa do meio.
•• d: distância que separa as cargas Q1 e Q2,
cuja unidade no SI é o metro (m); •• O valor de k0 no vácuo é:
•• Q1 e Q2: são os módulos das cargas elé-
tricas que estão interagindo, cuja unidade k0 = 9,0 . 109N.m2/C2
no SI é o coulomb (C);
•• k0: constante eletrostática do vácuo, cuja •• Alguns valores de constante dielétrica
unidade no SI é N.m2/C2. relativa:

Importante Meio material


Constante
dielétrica ( )
A direção da força elétrica é a direção Vácuo 1,0000
da linha que une o centro de massa dos Ar 1,0005
dois corpos carregados. Benzeno 2,3
O sentidos das forças é dado pelo Âmbar 2,7
sinal da força: Vidro 4,5
•• Força positiva: significa repulsão entre Óleo 4,6
os corpos eletricamente carregados. Mica 5,4
Glicerina 43
•• Força negativa: significa atração entre
Água 81
os corpos eletricamente carregados.
11

Para saber mais


A balança de torção de Coulomb a força elétrica com a distância entre dois
corpos. Alguns físicos, no final do século
Os trabalhos de Benjamin Franklin e
XVIII, perceberam que existiam semelhanças
Charles Dufay, que ocorreram em meados
entre a atração elétrica e a atração gravita-
do século XVIII, possuíam apenas aspectos
cional, de modo que muitos deles lançaram
qualitativos sobre os fenômenos elétricos
a hipótese de que a força elétrica poderia
que haviam sido abordados até aquela épo-
variar com o quadrado da distância entre os
ca. Com apenas aspectos qualitativos, os
corpos, assim como a força gravitacional.
cientistas acreditavam que não era possível
No entanto, era necessário realizar medidas
alcançar grandes avanços nos estudos da
cuidadosas para verificar se essa hipótese
eletricidade; nesse sentido, eles percebe-
era verdadeira.
ram a grande necessidade da obtenção de
Entre todos os trabalhos que foram reali-
relações quantitativas sobre as grandezas
zados com o fim de verificar essa hipótese,
envolvidas nos fenômenos elétricos.
E_EM_3_FIS_016

se destacam as experiências realizadas


De modo particular, existia grande pre-
por Coulomb que, no ano de 1785, fez um
ocupação em relacionar quantitativamente

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
relatório sobre seus trabalhos e o entregou da constante da gravitação universal G.
à Academia de Ciências da França. Coulomb Após realizar várias medidas com as es-
construiu um aparelho denominado balança feras separadas em várias distâncias, Cou-
de torção, através do qual ele podia fazer lomb acabou por concluir que a força elétrica
medidas da força de atração e repulsão en- era inversamente proporcional ao quadrado
tre duas esferas eletricamente carregadas. da distância entre as duas esferas. Além
Nessa balança construída por Coulomb, há disso, ele ainda concluiu que a força elétri-
uma haste que é suspensa por um fio que ca era proporcional ao produto das cargas
passa pelo seu centro, de forma que ela elétricas das esferas envolvidas. Em razão
fique suspensa na horizontal; em cada uma dessas conclusões, ele acabou por chegar à
das extremidades da haste há uma esfera expressão definitiva da lei que determina a
carregada eletricamente. Tomando outra força elétrica entre dois corpos eletrizados,
haste com uma esfera também eletrizada, expressão essa que leva o seu nome: a lei
faz-se a aproximação entre as duas. Em ra- de Coulomb.
zão da força elétrica que se manifesta nesse
Essa descoberta de Coulomb foi mui-
processo, a haste que está suspensa gira,
to importante para o desenvolvimento do
provocando uma torção no fio. Ao medir o
estudo da eletricidade, tendo em vista os
ângulo de torção, Coulomb conseguia deter-
inúmeros progressos que foram feitos nessa
minar a força entre as esferas. Outra balança
área, no século XIX e XX.
bem semelhante a essa foi utilizada por Ca-
vendish, na mesma época, para comprovar (SILVA, Marco Aurélio da. A Balança de Torção de Coulomb.
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/a-balanca-tor-
a lei da Gravitação Universal e medir o valor
cao-coulomb.htm>. Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)

Elétrons livres se movimentam entre o con-


Exercícios resolvidos dutor e o solo, até que se atinja o equilíbrio
eletrostático e o corpo fique descarregado.

12 1. É dado um corpo eletrizado com carga elé- b) O que acontece se tentarmos eletrizar
trica de 6,4µC. Qual é o número de elétrons um condutor por atrito, segurando-o
em falta neste corpo? (carga elementar do com a mão?
elétron: 1,6 . 10-19C)
`` Solução:
`` Solução: As cargas que surgirem devido à eletrização
Q=n.e se descarregarão rapidamente, pois nosso
corpo é condutor e funcionará como um fio
6,4 . 10 –6 = n . 1,6 . 10 –19 terra.
6,4 . 10 –6
n=
1,6 . 10 –19 3. Calcule a força elétrica de atração entre
n = 4,0 . 10 elétrons
13
duas cargas, uma de –1,6 . 10–19C e outra de
+1,6 . 10–19C, separadas por uma distância
2. Utilizando seus conhecimentos adquiridos de 5,3 . 10–11m, no vácuo.
sobre a Eletrostática, responda às questões
a seguir. `` Solução:
k0 . Q1 . Q2
a) O que acontece se ligarmos um condu- F=
tor carregado ao solo? d2
F = 9 . 109 . 1,6 . 10 . 1,6 . 10
–19 –19
E_EM_3_FIS_016

(5,3 . 10 –11)2
`` Solução: F 8,2 . 10–8N

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. Duas cargas positivas e iguais são separa-
Exercícios de aplicação das por uma distância de 3m, tendo uma
força de repulsão de 0,4N. Qual é o valor
1. Determine o número de elétrons em falta de cada carga?
num corpo com carga positiva de 1C.

6. Caminhões que transportam combustível e


gás costumam ter uma corrente ou fita me-
tálica presa na carroceria do veículo, que vai
2. Quantos elétrons devemos retirar de uma se arrastando pelo chão. Qual é a utilidade
moeda inicialmente neutra, para que ela desse dispositivo?
adquira uma carga de +1,584 . 10–17C?
Lembre--se que o valor da carga elétrica
elementar é de 1,6 . 10-19 C.

7. Qual é o resultado final dos processos de


eletrização? Complete a tabela a seguir,
considerando que os corpos têm o mesmo
tamanho.
3. A força elétrica entre uma carga de módu- 13
lo Q1 = 5 . 10–6C e uma carga de módulo Atrito Contato Indução
Q2  =  4  .  10–8 C é de 2 . 10–3N. Calcule a Cargas: Cargas: Cargas:
distância que as separa. Sinais: Sinais: Sinais:

8. O que significa dizer que a carga elétrica é


4. Quantas vezes maior ou menor será o valor quantizada?
da força elétrica se dobrarmos a distância
que separa duas cargas elétricas?
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. Quais são os princípios da eletrostática? 12. Um corpo tem 3 . 1018 elétrons e 4 . 1018
prótons. Sendo a carga elétrica elementar
1,6  .  10 –19C, qual é a carga elétrica do
corpo?

10. Se dobrarmos os valores de duas cargas


elétricas que se atraem com uma força de 13. Na experiência de eletrização por atrito entre
intensidade F, mantendo-se constante a dis- a barra de plástico e a seda, a seda cede
tância entre elas, qual será o novo valor da ou recebe elétrons?
força elétrica?

14. O que acontece quando tocamos um objeto


carregado:
11. É dado um corpo eletrizado com carga a) positivamente.
6,4 C.
a) Determine o número de elétrons em
falta no corpo. A carga do elétron é
14 –1,6 . 10–19C.

b) negativamente.

b) Quantos elétrons em excesso tem o cor-


po eletrizado com carga –1,6nC?

15. Explique por que os metais são bons con-


dutores de eletricidade.
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
b) b.
Questões de
Processos Seletivos c) c .
d) d.
1. (CEFET-PR) Dois corpúsculos eletrizados
repelem-se com uma força cuja intensidade e) e.
é F. Se a distância entre eles for duplicada,
a força de interação será:
F
a)
4
F
b)
2
c) F 3. (Cesgranrio) Um pedaço de cobre eletricamen-
d) 2F te isolado contém 2 . 1022 elétrons livres, sen-
do a carga de cada um igual a –1,6 . 10–19C.
e) 4F.
Para que o metal adquira uma carga de
3,2  .  10–9C, será preciso remover um em
cada quantos desses elétrons livres?
a) 104.
b) 108.
2. (Mackenzie) Nos vértices A, B e C de um c) 1012.
triângulo equilátero são colocadas as cargas
d) 1016.
+q, –q e +q, respectivamente. O vetor que
melhor representa a força resultante que e) 1020.
age na carga colocada em C é:

15
b c

a
d
C +q

4. (UEL) Uma partícula está eletrizada positiva-


e
mente com uma carga elétrica de 4,0 . 10–15C.
Como o módulo da carga do elétron é
1,6 . 10–19C, essa partícula:
a) ganhou 2,5 . 104 elétrons.
b) perdeu 2,5 . 104 elétrons.
c) ganhou 4,0 . 104 elétrons.
d) perdeu 6,4 . 104 elétrons.
e) ganhou 6,4 . 104 elétrons.
A B
+q -q
E_EM_3_FIS_016

a) a.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. (UECE) A matéria, em seu estado normal, a) Qual a intensidade da força elétrica en-
não manifesta propriedades elétricas. No tre as partículas em um meio onde a for-
atual estágio de conhecimentos da estru- ça entre cargas de 1C a uma distância
tura atômica, isso nos permite concluir que de 1m é 9 . 109N?
a matéria:
a) é constituída somente de nêutrons.
b) possui maior número de nêutrons do
que de prótons.
c) possui quantidades iguais de prótons e
elétrons.
b) Se a carga positiva se movimentar em
d) é constituída somente de prótons. torno da negativa, descrevendo um MCU
de 10cm de raio, qual a sua velocidade?

6. (UFPE) Duas partículas de mesma massa 8. (Mackenzie) Nos pontos A e B do vácuo


têm cargas Q e 3Q. Sabendo-se que a força (k0=9 . 109N.m2/C2) são colocadas as car-
gravitacional é desprezível em comparação gas elétricas puntiformes qA = 8 . 10–6C e
com a força elétrica, indique qual das figuras qB = 6 . 10–6C, respectivamente. A força de
melhor representa as acelerações vetoriais repulsão entre essas cargas tem intensida-
das partículas. de de 1,2N. A distância entre os pontos A
e B é:
Q 3Q
16 a) a) 20cm.
Q 3Q
b) b) 36cm.
Q 3Q c) 48cm.
c)
Q 3Q d) 60cm.
d)
Q 3Q e) 72cm.
e)

9. (UFRGS) Considere um sistema de duas


cargas esféricas positivas (q1 e q2), onde
7. (Fuvest) Duas partículas de cargas 10–7C q1 = 4q2. Uma pequena esfera carregada é
E_EM_3_FIS_016

e –10–7C e mesma massa 0,1g estão sepa- colocada no ponto médio do segmento de
radas 10cm. reta que une os centros das duas esferas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
O valor da força eletrostática que a pequena 11. (Fuvest) Tem-se 3 esferas condutoras idên-
esfera sofre por parte da carga q1 é: ticas A, B e C. As esferas A (positiva) e B
(negativa) estão eletrizadas com cargas de
a) igual ao valor da força que ela sofre por
mesmo módulo Q, e a esfera C está inicial-
parte da carga q2.
mente neutra. São realizadas as seguintes
b) quatro vezes maior do que o valor da for- operações:
ça que ela sofre por parte da carga q2.
I. toca-se C em B, com A mantida a distân-
c) quatro vezes menor do que o valor da for- cia, e em seguida separa-se C de B;
ça que ela sofre por parte da carga q2.
II. toca-se C em A, com B mantida a distân-
d) dezesseis vezes maior do que o valor da cia, e em seguida separa-se C de A;
força que ela sofre por parte da carga q2.
III. toca-se A em B, com C mantida a distân-
e) dezesseis vezes menor do que o valor da cia, e em seguida separa-se A de B.
força que ela sofre por parte da carga q2.
Podemos afirmar que a carga final da esfera
A vale:
a) zero;
Q
b) + .
2
Q
c) – .
4
Q
10. (UFSM) Uma esfera de isopor de um pêndulo d) + .
6
elétrico é atraída por um corpo carregado Q
eletricamente. Afirma-se, então, que: e) – .
8
I. o corpo está carregado necessariamen-
te com cargas positivas;
II. a esfera pode estar neutra;
17
III. a esfera está carregada necessariamen-
te com cargas negativas.

Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III.
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
18

E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Q= 0,4 . 10–9 Q = 2 . 10–5C
Exercícios de aplicação
As duas cargas têm o mesmo valor:
1. Solução: Q1 = Q2 = 2 . 10–5C.

O número de elétrons que falta na carga


positiva é: 6. Solução:
O atrito com o ar devido ao movimento
1
Q = ne 1 = n . 1,6 . 10–19 n= do caminhão pode eletrizar o tanque que
1,6 . 10–19 transporta o combustível. A corrente ou fita
n = 0,625 . 1019 n = 6,25 . 1018 elétrons. metálica tem a função de conduzir cargas
em excesso para a terra (ou cargas em fal-
2. Solução: ta para o tanque) evitando um acúmulo de
cargas que, se fosse gerada uma faísca,
O número de elétrons que deve ser reti- poderia ocasionar a explosão do tanque.
rado é:

1,584.10–17 7. Solução:
Q = ne n= n = 0,99.102
1,6 . 10–19 Os resultados finais são:

n = 99 elétrons Atrito Contato Indução


Cargas iguais iguais diferentes
3. Solução: Sinais contrários iguais contrários

A distância que separa as cargas elétricas é: 19


8. Solução:
k0Q1Q2 9 . 109 . 5 . 10–6 . 4 . 10–8
F= d2 =
d2 2 . 10–3 Significa que a carga de qualquer corpo (Q) é
sempre um múltiplo inteiro (n) da carga ele-
d2 = 90 . 10–2 d 0,9486m mentar (e), que é a carga mínima possível.

4. Solução:
9. Solução:
A força será:
Os princípios da eletrostática são: a con-
kQQ kQQ 1 servação da carga elétrica; a atração (força
F1 = 0 12 2 F2 = 0 1 2 2 F2 = F1
d (2d) 4 negativa) e a repulsão (força positiva).
A força será 4 vezes menor dobrando a
distância. 10. Solução:

5. Solução: O valor da força é:


k0Q1Q2 k02Q12Q2
O valor da carga é: F1 = F2 = F2 = 4F1
d2 d2
kQQ 9 . 109 . Q2 0,4 . 9
E_EM_3_FIS_016

F = 0 12 2 0,4 = Q2 =
d 32 9 . 109 A força será 4 vezes maior, dobrando-se o
valor de cada carga.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
11. Solução: 15. Solução:
a) Uma vez a carga sendo 6,4 C = 6,4 . 10–6C, Os metais são bons condutores elétricos
teremos faltando, pois a carga é positiva, porque a natureza da ligação química entre
o seguinte número de elétrons: os elementos componentes de sua estrutura
(ligação metálica) é tal que alguns elétrons
6,4 . 10–6 ficam “livres” de seus átomos ou fracamen-
Q = ne n= n = 4 . 1013
1,6 . 10–19 te ligados aos mesmos. Dessa forma, não
resistem ao movimento ordenado induzido
n = 40 trilhões de elétrons em falta.
por um campo elétrico próximo, gerando com
b) Carga: –1,6 C = – 1,6 . 10–9C. facilidade corrente elétrica (movimento de
cargas) em seu interior.
– 1,6 . 10–9
Q = ne n= n = 1 . 1010
– 1,6 . 10–19
n = 10 bilhões de elétrons em excesso.
Questões de
Processos Seletivos
12. Solução:
1. Solução: A
Corpo com 3 . 1018 elétrons e 4 . 1018 pró-
tons, logo 1 . 1018 cargas positivas a mais k0Q1Q2 k0Q1Q2 1
do que negativas, portanto n > 0. F= F2 = F2 = F
d2 (2d)2 4
Sua carga elétrica será dada por:
2. Solução: D
Q = ne Q = 1 . 1018 . 1,6 . 10–19
Analisando geometricamente as forças so-
Q = 1,6 . 10–1C
bre a partícula C para o caso apresentado,
percebemos que:
13. Solução:
Cede elétrons, pois ocupa posição superior FCB
FCA
20 à do plástico na série triboelétrica.
Força resultante
14. Solução: C sobre a partícula C
+q
A pele humana é composta pela epiderme, FCA
sua parte mais externa, e a derme, parte in- C FCR
terna onde se encontram vasos sanguíneos
FCB
e nervos. É na derme que ocorre a condução
elétrica pelo corpo humano.
Quando encostamos em um objeto carrega-
do positivamente, os elétrons livres de nos-
so corpo se movem em direção ao objeto, +q -q
A B
tendendo a torná-lo neutro. Quando, por ou-
tro lado, tocamos um objeto negativamente Onde:
carregado, os elétrons em excesso, neste
objeto, são impelidos para nosso corpo, na FCB : força de atração que B exerce em C.
tentativa de alcançar a Terra, neutralizando
a carga em excesso. FCA : força de repulsão que A exerce em C.
E_EM_3_FIS_016

O movimento ordenado de cargas caracteriza FCR : força resultante sobre C.


uma corrente elétrica, resultando em um
choque elétrico.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Solução: C A força elétrica, nesse meio, nas condi-
ções colocadas será:
Para adquirir carga Q = 3,2 . 10–19 um corpo
k0Q1Q2 9 . 109 . 10–7 . –10–7
precisa de: Q = ne F= F=
d2 (10 . 10–2)2
3,2 . 10–9
F = 9 . 10
–5
= 2 . 1010 elétrons em falta. F = 9 . 10–3N
1,6 . 10–19 10–2
Como o cobre está eletricamente isolado,
ou seja, neutro, precisamos remover 2 . 1010 b) Na configuração proposta por este item
elétrons para alcançar a eletrização requisi- teríamos uma força centrípeta de inten-
2 . 1022 sidade: F = 9 . 10 –3N. Temos que a ace-
tada. Ou ainda = 1 . 1012 um em
2 . 1010 leração centrípeta é igual a acp = 2 . R.
cada 1012 de seus elétrons livres. Portanto:
m . v2 Fcp . R
4. Solução: B Fcp = m . acp = v=
R m
4 . 10–15
Q = ne n= n = –2,5.104 (9 . 10–3N) . (0,1m)
– 1,6 . 10–19 v= v= 9
n = 25 000 elétrons em falta. (0,1 . 10–3kg)

Como a partícula está carregada positiva- m


mente ela perdeu 2,5 . 104 elétrons. v=3
s

5. Solução: C 8. Solução: D
Para não manifestar propriedades elétri- A distância entre as cargas é:
cas, os atómos que compõem a matéria
possuem quantidades iguais de prótons e k0Q1Q2 9 . 109 . 8 . 10–6 . 6 . 10–6
F= 1,2 =
elétrons. d2 d2
21
6. Solução: C d2 = 360 . 10 –3 d = 0,6m

Sendo a força gravitacional desprezível, Transformando em cm: d = 60cm.


a aceleração das partículas tendo a mes-
ma direção e sentido da força elétrica 9. Solução: B
k0 . Q1 . Q2 A intensidade da força elétrica em termos
F= = m . a e, as cargas tendo
d2 kQQ
gerais é dada por: FE = 0 12 2 .
mesmo sinal, concluímos que as acelera- d
ções terão sentidos diferentes (cargas de Conforme o enunciado, temos duas cargas
mesmo sinal se repelem). Lembrando da lei em pontos distintos do vácuo. Coloca-se
da ação e reação, temos que seus módulos uma terceira carga (q3) no ponto médio entre
devem ser os mesmos. essas duas, ou seja, ela estará à mesma
distância das duas cargas. Teremos as se-
7. Solução: guintes forças sobre a terceira carga:
k0q1q3
a) Para o meio indicado temos: Força sobre q3 devido a q1: F31 = .
d2
k0Q1Q2 k .1.1 Kqq
E_EM_3_FIS_016

F= 9 . 109 = 0 2 Força sobre q3 devido a q2: F32 = 0 22 3 .


d 2
1 d
N . m 2
k0 = 9 . 109
C2
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
k04q2q3
Como q1 = 4q2 F31 =
d2
k0q2q3
F31 = 4 F31 = 4 . F32
d2
Portanto a força em q3 devido a q1 é 4 vezes
maior que a força em q3 devido a q2.

10. Solução: B
A esfera pode estar neutra e ainda assim sofrer
atração, pois o corpo carregado eletricamente
induz na esfera a separação de suas cargas.

11. Solução: E
Realizando as operações:
1.a operação:
Unindo as cargas B e C e em seguida
separando-as: B + C = –Q.
Q Q
As novas cargas são: B = – e C=– .
2 2
2.a operação:
Unindo as cargas A e C e em seguida sepa-
Q 2Q – Q Q
rando-as: A + C = Q – = = .
2 2 2
Q Q
As novas cargas são: A = e C = .
4 4
22
3. operação:
a

Unindo as cargas A e B e em seguida sepa-


Q Q Q – 2Q Q
rando-as: A + B = – = =– .
4 2 4 4
Q Q
As novas cargas são: A = – e B =– .
8 8
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Eletricidade
•• Benjamin Franklin, por volta da metade
Abordagem teórica do século XVIII, afirmou que a eletricida-
de era um fluido: diferenciou os corpos
O fascínio que a eletricidade despertou no
entre corpos com bastante fluido (+) e
homem remonta aos tempos da Grécia antiga
com pouco fluido (-);
(por volta do século VI a.C.), quando Tales de
Mileto, sem saber cientificamente o que fazia, •• Charles Augustin de Coulomb (1736-
mostrou que pedaços de âmbar (eléktron) atri- 1806) formulou matematicamente a lei
tados com peles de animais tinham o poder de da força de atração e repulsão entre
atrair pequenos objetos. Se soubesse até onde cargas elétricas;
sua pesquisa inicial chegaria, ele a teria detalha- •• Alessandro Volta (1745-1827) descobriu
do bem mais e estaria orgulhoso do seu grande a corrente elétrica, ao inventar a pilha;
feito, ao ver, hoje, o homem desenvolvendo
materiais supercondutores, praticamente sem •• Hans Christian Oersted (1777-1851) rela-
resistência elétrica, a partir daquelas descober- cionou a eletricidade e o magnetismo, ao
tas. A eletricidade se desenvolveu muito e, ao ver que uma bússola se deflexionava com
acendermos uma lâmpada, trazemos o espírito uma corrente elétrica próxima a ela;
de centenas de pesquisadores que deram um •• James Clerk Maxwell (1831-1879) rela-
pouco de si para atingirmos o atual estágio de cionou matematicamente a eletricidade
desenvolvimento. e o magnetismo através de suas quatro
O estudo da eletricidade estática, mani- equações.
festação de fenômenos relacionados a cargas
A eletricidade pode, didaticamente, ser divi-
elétricas, além de interessante, é importante,
da em duas partes:
pois muitos equipamentos precisam de dispo-
sitivos de proteção para não sofrerem danos •• Eletrostática → parte da eletricidade que 5
devido a ela. estuda cargas elétricas em equilíbrio;
Vamos ver como se desenvolveram, ao •• Eletrodinâmica → parte da eletricidade
longo do tempo, algumas pesquisas sobre ele- que estuda os fenômenos relativos à
tricidade. corrente elétrica.

Histórico da eletricidade Eletrostática


•• Tales de Mileto (século VI a.C.), na antiga
Próton
Grécia, atritou âmbar (do grego eléktron)
com pele de animais e descobriu que este
passava a atrair pequenos objetos;
IESDE Brasil S.A.

•• Willian Gilbert (1544-1603) inventou o


pêndulo elétrico;
•• Otto Von Guericke (1602-1686) observou
a repulsão entre cargas elétricas; Elétron
E_EM_3_FIS_016

Nêutron
•• Charles François Du Fay (1698-1739)
observou que a força podia ser atrativa Figura 1 – No núcleo do átomo estão as cargas
ou repulsiva; positivas (prótons) e nêutras (nêutrons) ao redor as
negativas (elétrons).
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Conceitos iniciais Q=n.e

Onde:
A eletricidade estuda o conjunto de fenô-
Q: carga elétrica total do corpo;
menos relacionados à existência de cargas
elétricas. Carga elétrica, assim como massa, é n: número de partículas presentes na carga
uma propriedade intríseca da matéria, respon- (diferença entre o número de cargas positivas e
sável pelos fenômenos elétricos. Os átomos, os negativas do corpo);
constituintes de toda a matéria, possuem cargas e: carga elétrica elementar.
negativas (elétrons) e cargas positivas (prótons). A unidade de medida de carga elétrica, no
Eles são, por natureza, “eletricidade pura”. Veja Sistema Internacional, é o coulomb (C), sendo
alguns valores de grandezas relacionadas às muito comum, na prática, utilizarmos submúlti-
suas partículas fundamentais: plos da unidade fundamental.
1mC = 10–3C (lê-se: milicoulomb).
Massa Carga 1 C = 10–6C (lê-se: microcoulomb).
Partícula Símbolo
(kg) (C)
1nC = 10–9C (lê-se: nanocoulomb).
Próton 1,67 . 10-27 1,6 . 10-19 P
1pC = 10–12C (lê-se: picocoulomb).
Elétron 9,11 . 10-31 – 1,6 . 10-19 e–
Próton 1,67 . 10-27 0 N
Elétrons livres
Átomo neutro São os elétrons que se encontram mais
soltos no material; são eles, na verdade, que
É o átomo que possui igual número de car- conduzem a eletricidade nos corpos, através dos
gas positivas e negativas. Também chamado de átomos que constituem o material. Os elétrons
átomo em equilíbrio elétrico. da eletrosfera se tornam livres através de um
ganho de energia que eles podem obter de vá-
6 Carga elétrica elementar rias formas: eletrização por atrito, recebimento
de energia através de diferença de potencial,
É a carga de um elétron ou de um próton, reações químicas, entre outras. Ao se despren-
apresentada apenas em módulo, cujo valor é derem do átomo, ficam soltos no meio da rede
igual a 1,6 . 10-19C. É o menor valor de carga da cristalina do condutor e podem movimentar-se
eletricidade, descoberta feita pelo físico ameri- dentro dele, livremente.
cano Robert Andrews Millikan, em sua famosa
elétrons livres átomos
experiência da gota de óleo, que lhe permitiu
medir o valor da carga do elétron e concluir que núcleo

a carga elétrica de um corpo é “quantizada”, isto


é, toda e qualquer carga é expressa em múltiplos
dessa carga elementar.
IESDE Brasil S.A.

Carga elétrica de um corpo (Q)


A carga de um corpo nada mais é do que o
saldo (diferença) entre o número de prótons e o
E_EM_3_FIS_016

número de elétrons responsáveis pela condução


de eletricidade, multiplicado pela carga elétrica
elementar. Figura 2 – Átomos e elétrons livres.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
2) Princípio da conservação da carga
Carga puntual elétrica
A carga elétrica total de um sistema é sem-
A ideia de carga puntual é a de uma carga pre conservada, ou seja, é a mesma antes e de-
que possui dimensões desprezíveis em relação pois de realizarmos a eletrização num corpo.
às demais dimensões do problema. É um corpo
de tamanho pequeno, mas que possui um valor carga antes = carga depois
de carga considerável.

Condutores e isolantes Processos de


Nos metais, os elétrons das órbitas mais
externas dos átomos estão fracamente ligados
eletrização
aos respectivos núcleos, podendo se libertar,
tornando-se elétrons livres que possuem a capa- Eletrização é o processo no qual um corpo,
cidade de se mover no interior do sólido e trans- inicialmente neutro, passa a adquirir ou perder
portar carga elétrica através dele. Esses sólidos cargas elétricas. Existem três processos de
são denominados condutores de eletricidade. eletrização: por atrito, contato e indução.
Como exemplo, podemos citar o cobre, o ferro, 1.o: eletrização por atrito
a prata, o ouro, o alumínio e muitos outros.
Dois corpos neutros de materiais diferen-
Diferentemente dos condutores, existem al- tes são atritados um no outro até que elétrons
guns corpos onde os elétrons estão firmemente livres passem de um corpo para o outro. O corpo
ligados aos seus respectivos átomos, fazendo que cedeu elétrons ficará eletrizado positiva-
com que praticamente não existam elétrons mente, pois terá excesso de prótons e o que
livres, o que torna muito difícil o deslocamento recebeu ficará eletrizado negativamente, pois
das cargas elétricas através desses corpos. Es- agora terá mais elétrons do que prótons.
ses sólidos podem ser chamados de isolantes
Sabe-se ainda que uma mesma substância
elétricos ou dielétricos. Como exemplo, temos
pode ficar eletrizada positiva ou negativamente,
7
a madeira, a borracha, o vidro, a porcelana, o
conforme o tipo da outra substância com a qual
plástico e vários outros.
ela é atritada. Isso depende de suas posições
relativas dentro da chamada série triboelétrica,
Princípios da Eletrostática conforme a tabela que se segue.
Essa série determina que o material que
estiver mais acima na tabela ficará positivamente
1) Princípio da atração e repulsão elétrica
carregado, enquanto o material mais abaixo fica
Charles Du Fay, estudando cargas elétricas, negativamente carregado. Além disso, quanto mais
enunciou a seguinte lei: afastados entre si, dentro da tabela, estiverem os
“cargas de mesmo sinal se repelem e car- materiais, mais eficiente será a eletrização.
gas de sinais contrários se atraem”.
+F -F Couro
q1 + - q2
Vidro
d
Cabelo humano
-F +F
q1 + + q2
E_EM_3_FIS_016


d Chumbo
Figura 3 – Princípio da atração e repulsão elétrica.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Antes do Contato
Seda
Papel
Algodão A B
Âmbar Corpo
neutro
Prata Corpo eletrizando com
excesso de cargas
Isopor positivas

Polipropileno Durante o contato Depois do contato


(Ex.: recipientes plásticos)
Vinil
(Ex.: cano de PVC)
A B A B

Figura 5 – Eletrização por contato.

No exemplo da figura anterior, antes do


contato, o corpo A encontra-se eletrizado posi-
tivamente, isto é, com excesso de prótons ou
IESDE Brasil S.A.

falta de elétrons e o B está neutro, ou seja,


possui o mesmo n. o de prótons e elétrons.
Durante o contato, há uma transferência de
cargas negativas do corpo B para o corpo
A, o que faz diminuir a quantidade de carga
positiva do B. Depois que os corpos são se-
parados, observa-se que ambos ficaram com
carga elétrica de mesmo sinal.
8
→ resultado final: cargas proporcionais ao
Figura 4 – Na eletrização por atrito, as cargas passam de um tamanho dos corpos e de sinais iguais.
corpo para outro.
3.o: eletrização por indução
→ resultado final da eletrização por atrito:
cargas de mesmo módulo e sinais contrários. Na eletrização por indução, o corpo neutro
se eletriza após passar pelo processo da indu-
Exemplos:
ção eletrostática e ser ligado a um fio terra.
•• Plástico atritado com seda:
•• Primeiro passo: ocorre a indução eletros-
•• a seda eletriza-se positivamente; tática (que é a separação das cargas de
•• o plástico eletriza-se negativamente. um corpo neutro pela proximidade de um
corpo eletrizado, que pode estar positivo
•• Lã atritada com seda:
ou negativamente carregado);
•• a lã eletriza-se positivamente;
•• Segundo passo: ligamos um lado do
•• a seda eletriza-se negativamente.
corpo que teve a separação das cargas
2.o: eletrização por contato (induzido) ao fio terra, utilizando um fio
condutor. Isto fará com que ocorra a pas-
Este processo, como o próprio nome diz, exige
E_EM_3_FIS_016

sagem de elétrons do corpo para a Terra


o contato físico entre os corpos. Ocorre quando um
ou da Terra para o corpo, dependendo
corpo eletrizado encosta em outro, que pode estar
da carga;
neutro ou já possuir uma carga elétrica.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
•• Terceiro passo: desligamos o fio terra
e afastamos o corpo que ocasionou a Os isolantes se eletrizam?
separação das cargas (indutor).
Um corpo dielétrico não sofre eletrização,
Pronto: o corpo está eletrizado, porém,
mas, se aproximarmos dele um corpo eletrizado,
com carga contrária à do indutor. Observe uma
ocorrerá um fenômeno interessante chamado
ilustração do processos na Figura 6.
de polarização, que nada mais é do que o ali-
→ resultado final: cargas quase iguais, sinal nhamento das moléculas do dielétrico, uma vez
contrário ao do indutor. que não ocorre movimentação de elétrons livres,
Lembre-se: raros nesse tipo de material que não os possui
•• o corpo que possui carga no começo do em grande quantidade. Como resultado final,
processo é o indutor; após o alinhamento, temos sinal positivo de um
lado e negativo do outro do corpo.
•• o corpo inicialmente neutro é o induzido.

Eletroscópios
1
São aparelhos que se destinam a verificar
se um corpo está ou não eletrizado. Existem
vários tipos; aqui são mostrados dois deles:
a) pêndulo eletrostático: dispositivo que
se destina a verificar se um corpo pos-
sui ou não carga elétrica. Podemos
2 construir um pêndulo com um suporte
isolante, um fio isolante e uma bolinha
de papel alumínio, por exemplo. Quan-
do aproximamos um corpo carregado, a
bolinha se induz eletrostaticamente, as
cargas se separam nela, o corpo que foi 9
aproximado da bolinha a atrai e quan-
do esta se move é sinal de que o corpo
3 possui carga. Não podemos dizer o si-
nal da carga do corpo, pois para isso a
bolinha teria que estar carregada eletri-
camente com carga de sinal conhecido,
o que não é importante saber, e nem é
essa a função do eletroscópio.
IESDE Brasil S.A.

Figura 6 – Etapas da eletrização por indu- Figura 7 – Pêndulo eletrostático: se a


E_EM_3_FIS_016

ção. bolinha se mover, o corpo aproxima-


do tem carga.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
b) eletroscópio de folhas: é constituído de
uma haste metálica que possui numa
ponta uma bola e na outra duas folhinhas
Lei de Coulomb
soltas, todos condutores. Quando aproxi-
mamos da bola um corpo que possui car- Charles Augustin de Coulomb, engenheiro
ga, as cargas da parte metálica do eletros- militar francês, inventou um dispositivo que
cópio se induzem e se separam, fazendo chamou de balança de torção, que lhe permitiu
com que as folhinhas fiquem carregadas medir as forças elétricas entre corpos eletrica-
de um mesmo sinal (positiva ou negativa), mente carregados.
o que causa a repulsão das folhas, indi- Observando a figura a seguir, percebemos
cando a presença de carga no corpo que que o valor da força é diretamente proporcional
se aproximou da bola do eletroscópio. Se ao valor das cargas, fato observado por Coulomb
as folhinhas não se moverem, é porque o em seus experimentos; outro fato que ele notou
corpo aproximado não possui carga. é que essa força é inversamente proporcional ao
quadrado da distância que separa as cargas.
Coulomb chegou a essas conclusões quando
aumentou o valor de uma das cargas e depois
percebeu que a força aumentou na mesma
IESDE Brasil S.A.

proporção. Ao aumentar o valor da segunda


carga, percebeu que a força elétrica entre
elas também aumentou na mesma proporção.
Após exaustivas repetições dessas medidas,
percebeu a proporcionalidade entre a força e
as cargas. Ao afastar as cargas, mediu o valor
da força entre elas e viu que esta diminuía
Figura 8 – Eletroscópio de folhas: se as folhas se abrirem, o
quadraticamente com o aumento da distância.
corpo está eletricamente carregado. Assim, juntando esses dois resultados, elabo-
rou a lei que leva o seu nome, sobre a força
Importante de atração e repulsão entre cargas elétricas.
Essa lei, a exemplo da lei da Gravitação Uni-
10 Lembre-se que prótons jamais saem de um versal de Newton, é conhecida como uma “lei
corpo para ir para outro. Quem se movimenta do inverso do quadrado da distância”.
são os elétrons livres, pois é muito menor a for- 2Q1 Q2
ça que liga um elétron ao átomo do que a força 2F 2F
(a)
que liga os prótons ao núcleo do átomo.
Q1 3Q2
Observações (b)
3F 3F

•• Em todo condutor eletrizado, as cargas 2Q1 3Q2


6F 6F
elétricas em excesso depositam-se na (c)
superfície externa (repulsão elétrica).
•• Se o condutor possuir a forma esférica, d
a distribuição das cargas é uniforme. Figura 9 – Exemplo da relação entre a força
elétrica e a carga elétrica.
•• Se o condutor não possuir a forma
esférica, haverá maior concentração Consideremos duas cargas puntuais de
de cargas elétricas nas regiões pontia- módulos Q1 e Q2, separadas por uma distância
E_EM_3_FIS_016

gudas (esse é o chamado “poder das d (também usada r por alguns autores). Existe
pontas”, que explica o funcionamento uma força elétrica F de interação entre elas, cujo
do para-raios). módulo é dado pela relação:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
F=
k0 . Q1 . Q2 Observações
d2
Essa relação matemática também é conhe- O valor da constante eletrostática usa-
cida como lei de Coulomb, onde: do é sempre o valor do vácuo, sendo que
•• F: força elétrica de interação entre as car- em outros meios basta dividirmos o valor
gas, cuja unidade no SI é o newton (N); da força no vácuo pela constante dielétrica
relativa do meio.
•• d: distância que separa as cargas Q1 e Q2,
cuja unidade no SI é o metro (m); •• O valor de k0 no vácuo é:
•• Q1 e Q2: são os módulos das cargas elé-
tricas que estão interagindo, cuja unidade k0 = 9,0 . 109N.m2/C2
no SI é o coulomb (C);
•• k0: constante eletrostática do vácuo, cuja •• Alguns valores de constante dielétrica
unidade no SI é N.m2/C2. relativa:

Importante Meio material


Constante
dielétrica ( )
A direção da força elétrica é a direção Vácuo 1,0000
da linha que une o centro de massa dos Ar 1,0005
dois corpos carregados. Benzeno 2,3
O sentidos das forças é dado pelo Âmbar 2,7
sinal da força: Vidro 4,5
•• Força positiva: significa repulsão entre Óleo 4,6
os corpos eletricamente carregados. Mica 5,4
Glicerina 43
•• Força negativa: significa atração entre
Água 81
os corpos eletricamente carregados.
11

Para saber mais


A balança de torção de Coulomb a força elétrica com a distância entre dois
corpos. Alguns físicos, no final do século
Os trabalhos de Benjamin Franklin e
XVIII, perceberam que existiam semelhanças
Charles Dufay, que ocorreram em meados
entre a atração elétrica e a atração gravita-
do século XVIII, possuíam apenas aspectos
cional, de modo que muitos deles lançaram
qualitativos sobre os fenômenos elétricos
a hipótese de que a força elétrica poderia
que haviam sido abordados até aquela épo-
variar com o quadrado da distância entre os
ca. Com apenas aspectos qualitativos, os
corpos, assim como a força gravitacional.
cientistas acreditavam que não era possível
No entanto, era necessário realizar medidas
alcançar grandes avanços nos estudos da
cuidadosas para verificar se essa hipótese
eletricidade; nesse sentido, eles percebe-
era verdadeira.
ram a grande necessidade da obtenção de
Entre todos os trabalhos que foram reali-
relações quantitativas sobre as grandezas
zados com o fim de verificar essa hipótese,
envolvidas nos fenômenos elétricos.
E_EM_3_FIS_016

se destacam as experiências realizadas


De modo particular, existia grande pre-
por Coulomb que, no ano de 1785, fez um
ocupação em relacionar quantitativamente

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
relatório sobre seus trabalhos e o entregou da constante da gravitação universal G.
à Academia de Ciências da França. Coulomb Após realizar várias medidas com as es-
construiu um aparelho denominado balança feras separadas em várias distâncias, Cou-
de torção, através do qual ele podia fazer lomb acabou por concluir que a força elétrica
medidas da força de atração e repulsão en- era inversamente proporcional ao quadrado
tre duas esferas eletricamente carregadas. da distância entre as duas esferas. Além
Nessa balança construída por Coulomb, há disso, ele ainda concluiu que a força elétri-
uma haste que é suspensa por um fio que ca era proporcional ao produto das cargas
passa pelo seu centro, de forma que ela elétricas das esferas envolvidas. Em razão
fique suspensa na horizontal; em cada uma dessas conclusões, ele acabou por chegar à
das extremidades da haste há uma esfera expressão definitiva da lei que determina a
carregada eletricamente. Tomando outra força elétrica entre dois corpos eletrizados,
haste com uma esfera também eletrizada, expressão essa que leva o seu nome: a lei
faz-se a aproximação entre as duas. Em ra- de Coulomb.
zão da força elétrica que se manifesta nesse
Essa descoberta de Coulomb foi mui-
processo, a haste que está suspensa gira,
to importante para o desenvolvimento do
provocando uma torção no fio. Ao medir o
estudo da eletricidade, tendo em vista os
ângulo de torção, Coulomb conseguia deter-
inúmeros progressos que foram feitos nessa
minar a força entre as esferas. Outra balança
área, no século XIX e XX.
bem semelhante a essa foi utilizada por Ca-
vendish, na mesma época, para comprovar (SILVA, Marco Aurélio da. A Balança de Torção de Coulomb.
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/a-balanca-tor-
a lei da Gravitação Universal e medir o valor
cao-coulomb.htm>. Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)

Elétrons livres se movimentam entre o con-


Exercícios resolvidos dutor e o solo, até que se atinja o equilíbrio
eletrostático e o corpo fique descarregado.

12 1. É dado um corpo eletrizado com carga elé- b) O que acontece se tentarmos eletrizar
trica de 6,4µC. Qual é o número de elétrons um condutor por atrito, segurando-o
em falta neste corpo? (carga elementar do com a mão?
elétron: 1,6 . 10-19C)
`` Solução:
`` Solução: As cargas que surgirem devido à eletrização
Q=n.e se descarregarão rapidamente, pois nosso
corpo é condutor e funcionará como um fio
6,4 . 10 –6 = n . 1,6 . 10 –19 terra.
6,4 . 10 –6
n=
1,6 . 10 –19 3. Calcule a força elétrica de atração entre
n = 4,0 . 10 elétrons
13
duas cargas, uma de –1,6 . 10–19C e outra de
+1,6 . 10–19C, separadas por uma distância
2. Utilizando seus conhecimentos adquiridos de 5,3 . 10–11m, no vácuo.
sobre a Eletrostática, responda às questões
a seguir. `` Solução:
k0 . Q1 . Q2
a) O que acontece se ligarmos um condu- F=
tor carregado ao solo? d2
F = 9 . 109 . 1,6 . 10 . 1,6 . 10
–19 –19
E_EM_3_FIS_016

(5,3 . 10 –11)2
`` Solução: F 8,2 . 10–8N

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. Duas cargas positivas e iguais são separa-
Exercícios de aplicação das por uma distância de 3m, tendo uma
força de repulsão de 0,4N. Qual é o valor
1. Determine o número de elétrons em falta de cada carga?
num corpo com carga positiva de 1C.

6. Caminhões que transportam combustível e


gás costumam ter uma corrente ou fita me-
tálica presa na carroceria do veículo, que vai
2. Quantos elétrons devemos retirar de uma se arrastando pelo chão. Qual é a utilidade
moeda inicialmente neutra, para que ela desse dispositivo?
adquira uma carga de +1,584 . 10–17C?
Lembre--se que o valor da carga elétrica
elementar é de 1,6 . 10-19 C.

7. Qual é o resultado final dos processos de


eletrização? Complete a tabela a seguir,
considerando que os corpos têm o mesmo
tamanho.
3. A força elétrica entre uma carga de módu- 13
lo Q1 = 5 . 10–6C e uma carga de módulo Atrito Contato Indução
Q2  =  4  .  10–8 C é de 2 . 10–3N. Calcule a Cargas: Cargas: Cargas:
distância que as separa. Sinais: Sinais: Sinais:

8. O que significa dizer que a carga elétrica é


4. Quantas vezes maior ou menor será o valor quantizada?
da força elétrica se dobrarmos a distância
que separa duas cargas elétricas?
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. Quais são os princípios da eletrostática? 12. Um corpo tem 3 . 1018 elétrons e 4 . 1018
prótons. Sendo a carga elétrica elementar
1,6  .  10 –19C, qual é a carga elétrica do
corpo?

10. Se dobrarmos os valores de duas cargas


elétricas que se atraem com uma força de 13. Na experiência de eletrização por atrito entre
intensidade F, mantendo-se constante a dis- a barra de plástico e a seda, a seda cede
tância entre elas, qual será o novo valor da ou recebe elétrons?
força elétrica?

14. O que acontece quando tocamos um objeto


carregado:
11. É dado um corpo eletrizado com carga a) positivamente.
6,4 C.
a) Determine o número de elétrons em
falta no corpo. A carga do elétron é
14 –1,6 . 10–19C.

b) negativamente.

b) Quantos elétrons em excesso tem o cor-


po eletrizado com carga –1,6nC?

15. Explique por que os metais são bons con-


dutores de eletricidade.
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
b) b.
Questões de
Processos Seletivos c) c .
d) d.
1. (CEFET-PR) Dois corpúsculos eletrizados
repelem-se com uma força cuja intensidade e) e.
é F. Se a distância entre eles for duplicada,
a força de interação será:
F
a)
4
F
b)
2
c) F 3. (Cesgranrio) Um pedaço de cobre eletricamen-
d) 2F te isolado contém 2 . 1022 elétrons livres, sen-
do a carga de cada um igual a –1,6 . 10–19C.
e) 4F.
Para que o metal adquira uma carga de
3,2  .  10–9C, será preciso remover um em
cada quantos desses elétrons livres?
a) 104.
b) 108.
2. (Mackenzie) Nos vértices A, B e C de um c) 1012.
triângulo equilátero são colocadas as cargas
d) 1016.
+q, –q e +q, respectivamente. O vetor que
melhor representa a força resultante que e) 1020.
age na carga colocada em C é:

15
b c

a
d
C +q

4. (UEL) Uma partícula está eletrizada positiva-


e
mente com uma carga elétrica de 4,0 . 10–15C.
Como o módulo da carga do elétron é
1,6 . 10–19C, essa partícula:
a) ganhou 2,5 . 104 elétrons.
b) perdeu 2,5 . 104 elétrons.
c) ganhou 4,0 . 104 elétrons.
d) perdeu 6,4 . 104 elétrons.
e) ganhou 6,4 . 104 elétrons.
A B
+q -q
E_EM_3_FIS_016

a) a.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. (UECE) A matéria, em seu estado normal, a) Qual a intensidade da força elétrica en-
não manifesta propriedades elétricas. No tre as partículas em um meio onde a for-
atual estágio de conhecimentos da estru- ça entre cargas de 1C a uma distância
tura atômica, isso nos permite concluir que de 1m é 9 . 109N?
a matéria:
a) é constituída somente de nêutrons.
b) possui maior número de nêutrons do
que de prótons.
c) possui quantidades iguais de prótons e
elétrons.
b) Se a carga positiva se movimentar em
d) é constituída somente de prótons. torno da negativa, descrevendo um MCU
de 10cm de raio, qual a sua velocidade?

6. (UFPE) Duas partículas de mesma massa 8. (Mackenzie) Nos pontos A e B do vácuo


têm cargas Q e 3Q. Sabendo-se que a força (k0=9 . 109N.m2/C2) são colocadas as car-
gravitacional é desprezível em comparação gas elétricas puntiformes qA = 8 . 10–6C e
com a força elétrica, indique qual das figuras qB = 6 . 10–6C, respectivamente. A força de
melhor representa as acelerações vetoriais repulsão entre essas cargas tem intensida-
das partículas. de de 1,2N. A distância entre os pontos A
e B é:
Q 3Q
16 a) a) 20cm.
Q 3Q
b) b) 36cm.
Q 3Q c) 48cm.
c)
Q 3Q d) 60cm.
d)
Q 3Q e) 72cm.
e)

9. (UFRGS) Considere um sistema de duas


cargas esféricas positivas (q1 e q2), onde
7. (Fuvest) Duas partículas de cargas 10–7C q1 = 4q2. Uma pequena esfera carregada é
E_EM_3_FIS_016

e –10–7C e mesma massa 0,1g estão sepa- colocada no ponto médio do segmento de
radas 10cm. reta que une os centros das duas esferas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
O valor da força eletrostática que a pequena 11. (Fuvest) Tem-se 3 esferas condutoras idên-
esfera sofre por parte da carga q1 é: ticas A, B e C. As esferas A (positiva) e B
(negativa) estão eletrizadas com cargas de
a) igual ao valor da força que ela sofre por
mesmo módulo Q, e a esfera C está inicial-
parte da carga q2.
mente neutra. São realizadas as seguintes
b) quatro vezes maior do que o valor da for- operações:
ça que ela sofre por parte da carga q2.
I. toca-se C em B, com A mantida a distân-
c) quatro vezes menor do que o valor da for- cia, e em seguida separa-se C de B;
ça que ela sofre por parte da carga q2.
II. toca-se C em A, com B mantida a distân-
d) dezesseis vezes maior do que o valor da cia, e em seguida separa-se C de A;
força que ela sofre por parte da carga q2.
III. toca-se A em B, com C mantida a distân-
e) dezesseis vezes menor do que o valor da cia, e em seguida separa-se A de B.
força que ela sofre por parte da carga q2.
Podemos afirmar que a carga final da esfera
A vale:
a) zero;
Q
b) + .
2
Q
c) – .
4
Q
10. (UFSM) Uma esfera de isopor de um pêndulo d) + .
6
elétrico é atraída por um corpo carregado Q
eletricamente. Afirma-se, então, que: e) – .
8
I. o corpo está carregado necessariamen-
te com cargas positivas;
II. a esfera pode estar neutra;
17
III. a esfera está carregada necessariamen-
te com cargas negativas.

Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III.
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
18

E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Q= 0,4 . 10–9 Q = 2 . 10–5C
Exercícios de aplicação
As duas cargas têm o mesmo valor:
1. Solução: Q1 = Q2 = 2 . 10–5C.

O número de elétrons que falta na carga


positiva é: 6. Solução:
O atrito com o ar devido ao movimento
1
Q = ne 1 = n . 1,6 . 10–19 n= do caminhão pode eletrizar o tanque que
1,6 . 10–19 transporta o combustível. A corrente ou fita
n = 0,625 . 1019 n = 6,25 . 1018 elétrons. metálica tem a função de conduzir cargas
em excesso para a terra (ou cargas em fal-
2. Solução: ta para o tanque) evitando um acúmulo de
cargas que, se fosse gerada uma faísca,
O número de elétrons que deve ser reti- poderia ocasionar a explosão do tanque.
rado é:

1,584.10–17 7. Solução:
Q = ne n= n = 0,99.102
1,6 . 10–19 Os resultados finais são:

n = 99 elétrons Atrito Contato Indução


Cargas iguais iguais diferentes
3. Solução: Sinais contrários iguais contrários

A distância que separa as cargas elétricas é: 19


8. Solução:
k0Q1Q2 9 . 109 . 5 . 10–6 . 4 . 10–8
F= d2 =
d2 2 . 10–3 Significa que a carga de qualquer corpo (Q) é
sempre um múltiplo inteiro (n) da carga ele-
d2 = 90 . 10–2 d 0,9486m mentar (e), que é a carga mínima possível.

4. Solução:
9. Solução:
A força será:
Os princípios da eletrostática são: a con-
kQQ kQQ 1 servação da carga elétrica; a atração (força
F1 = 0 12 2 F2 = 0 1 2 2 F2 = F1
d (2d) 4 negativa) e a repulsão (força positiva).
A força será 4 vezes menor dobrando a
distância. 10. Solução:

5. Solução: O valor da força é:


k0Q1Q2 k02Q12Q2
O valor da carga é: F1 = F2 = F2 = 4F1
d2 d2
kQQ 9 . 109 . Q2 0,4 . 9
E_EM_3_FIS_016

F = 0 12 2 0,4 = Q2 =
d 32 9 . 109 A força será 4 vezes maior, dobrando-se o
valor de cada carga.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
11. Solução: 15. Solução:
a) Uma vez a carga sendo 6,4 C = 6,4 . 10–6C, Os metais são bons condutores elétricos
teremos faltando, pois a carga é positiva, porque a natureza da ligação química entre
o seguinte número de elétrons: os elementos componentes de sua estrutura
(ligação metálica) é tal que alguns elétrons
6,4 . 10–6 ficam “livres” de seus átomos ou fracamen-
Q = ne n= n = 4 . 1013
1,6 . 10–19 te ligados aos mesmos. Dessa forma, não
resistem ao movimento ordenado induzido
n = 40 trilhões de elétrons em falta.
por um campo elétrico próximo, gerando com
b) Carga: –1,6 C = – 1,6 . 10–9C. facilidade corrente elétrica (movimento de
cargas) em seu interior.
– 1,6 . 10–9
Q = ne n= n = 1 . 1010
– 1,6 . 10–19
n = 10 bilhões de elétrons em excesso.
Questões de
Processos Seletivos
12. Solução:
1. Solução: A
Corpo com 3 . 1018 elétrons e 4 . 1018 pró-
tons, logo 1 . 1018 cargas positivas a mais k0Q1Q2 k0Q1Q2 1
do que negativas, portanto n > 0. F= F2 = F2 = F
d2 (2d)2 4
Sua carga elétrica será dada por:
2. Solução: D
Q = ne Q = 1 . 1018 . 1,6 . 10–19
Analisando geometricamente as forças so-
Q = 1,6 . 10–1C
bre a partícula C para o caso apresentado,
percebemos que:
13. Solução:
Cede elétrons, pois ocupa posição superior FCB
FCA
20 à do plástico na série triboelétrica.
Força resultante
14. Solução: C sobre a partícula C
+q
A pele humana é composta pela epiderme, FCA
sua parte mais externa, e a derme, parte in- C FCR
terna onde se encontram vasos sanguíneos
FCB
e nervos. É na derme que ocorre a condução
elétrica pelo corpo humano.
Quando encostamos em um objeto carrega-
do positivamente, os elétrons livres de nos-
so corpo se movem em direção ao objeto, +q -q
A B
tendendo a torná-lo neutro. Quando, por ou-
tro lado, tocamos um objeto negativamente Onde:
carregado, os elétrons em excesso, neste
objeto, são impelidos para nosso corpo, na FCB : força de atração que B exerce em C.
tentativa de alcançar a Terra, neutralizando
a carga em excesso. FCA : força de repulsão que A exerce em C.
E_EM_3_FIS_016

O movimento ordenado de cargas caracteriza FCR : força resultante sobre C.


uma corrente elétrica, resultando em um
choque elétrico.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Solução: C A força elétrica, nesse meio, nas condi-
ções colocadas será:
Para adquirir carga Q = 3,2 . 10–19 um corpo
k0Q1Q2 9 . 109 . 10–7 . –10–7
precisa de: Q = ne F= F=
d2 (10 . 10–2)2
3,2 . 10–9
F = 9 . 10
–5
= 2 . 1010 elétrons em falta. F = 9 . 10–3N
1,6 . 10–19 10–2
Como o cobre está eletricamente isolado,
ou seja, neutro, precisamos remover 2 . 1010 b) Na configuração proposta por este item
elétrons para alcançar a eletrização requisi- teríamos uma força centrípeta de inten-
2 . 1022 sidade: F = 9 . 10 –3N. Temos que a ace-
tada. Ou ainda = 1 . 1012 um em
2 . 1010 leração centrípeta é igual a acp = 2 . R.
cada 1012 de seus elétrons livres. Portanto:
m . v2 Fcp . R
4. Solução: B Fcp = m . acp = v=
R m
4 . 10–15
Q = ne n= n = –2,5.104 (9 . 10–3N) . (0,1m)
– 1,6 . 10–19 v= v= 9
n = 25 000 elétrons em falta. (0,1 . 10–3kg)

Como a partícula está carregada positiva- m


mente ela perdeu 2,5 . 104 elétrons. v=3
s

5. Solução: C 8. Solução: D
Para não manifestar propriedades elétri- A distância entre as cargas é:
cas, os atómos que compõem a matéria
possuem quantidades iguais de prótons e k0Q1Q2 9 . 109 . 8 . 10–6 . 6 . 10–6
F= 1,2 =
elétrons. d2 d2
21
6. Solução: C d2 = 360 . 10 –3 d = 0,6m

Sendo a força gravitacional desprezível, Transformando em cm: d = 60cm.


a aceleração das partículas tendo a mes-
ma direção e sentido da força elétrica 9. Solução: B
k0 . Q1 . Q2 A intensidade da força elétrica em termos
F= = m . a e, as cargas tendo
d2 kQQ
gerais é dada por: FE = 0 12 2 .
mesmo sinal, concluímos que as acelera- d
ções terão sentidos diferentes (cargas de Conforme o enunciado, temos duas cargas
mesmo sinal se repelem). Lembrando da lei em pontos distintos do vácuo. Coloca-se
da ação e reação, temos que seus módulos uma terceira carga (q3) no ponto médio entre
devem ser os mesmos. essas duas, ou seja, ela estará à mesma
distância das duas cargas. Teremos as se-
7. Solução: guintes forças sobre a terceira carga:
k0q1q3
a) Para o meio indicado temos: Força sobre q3 devido a q1: F31 = .
d2
k0Q1Q2 k .1.1 Kqq
E_EM_3_FIS_016

F= 9 . 109 = 0 2 Força sobre q3 devido a q2: F32 = 0 22 3 .


d 2
1 d
N . m 2
k0 = 9 . 109
C2
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
k04q2q3
Como q1 = 4q2 F31 =
d2
k0q2q3
F31 = 4 F31 = 4 . F32
d2
Portanto a força em q3 devido a q1 é 4 vezes
maior que a força em q3 devido a q2.

10. Solução: B
A esfera pode estar neutra e ainda assim sofrer
atração, pois o corpo carregado eletricamente
induz na esfera a separação de suas cargas.

11. Solução: E
Realizando as operações:
1.a operação:
Unindo as cargas B e C e em seguida
separando-as: B + C = –Q.
Q Q
As novas cargas são: B = – e C=– .
2 2
2.a operação:
Unindo as cargas A e C e em seguida sepa-
Q 2Q – Q Q
rando-as: A + C = Q – = = .
2 2 2
Q Q
As novas cargas são: A = e C = .
4 4
22
3. operação:
a

Unindo as cargas A e B e em seguida sepa-


Q Q Q – 2Q Q
rando-as: A + B = – = =– .
4 2 4 4
Q Q
As novas cargas são: A = – e B =– .
8 8
E_EM_3_FIS_016

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Campo elétrico e potencial elétrico
Abordagem teórica de potencial. Por isso, é fácil perceber por que
esse conceito é tão importante. O primeiro dispo-
Campos elétricos estão presentes em nos- sitivo capaz de manter uma diferença de potencial
so cotidiano. É importante sabermos o que eles constante durante algum tempo, possibilitando
podem provocar, sejam danos ou benefícios. um movimento contínuo de cargas elétricas, foi a
Se existir uma carga elétrica em algum lugar pilha de Alessandro Volta. Por essa razão, em sua
de sua casa, ao redor dela existirá também um homenagem, a unidade de medida de diferença
campo elétrico. Mas calma, não precisa sair des- de potencial é o volt, cujo símbolo é V. É por esse
ligando os interruptores. Estes campos só são motivo que se costuma chamar de voltagem a
prejudiciais ao nosso organismo se possuírem diferença de potencial. Ela é chamada, ainda, por
valores muito elevados, que os façam propor- outras razões, de tensão. Diferença de potencial,
cionar descargas elétricas e estas descargas, voltagem e tensão são, portanto, sinônimos.
sim, podem causar prejuízos (por exemplo, um
raio numa tempestade). Além do campo elé-
trico, a diferença de potencial elétrico (d.d.p.)
também está associada a descargas elétricas.
Precisamos conhecer estas grandezas físicas,
Campo elétrico
pois observar suas consequências, muitas vezes
O conceito físico de campo foi introduzido
desastrosas, nos leva a tomar precauções e
no início do séc. XIX pelo cientista inglês Michael
cuidados especiais em nossa convivência com
Faraday (1791-1867) quando do estudo da inte-
as cargas elétricas.
ração entre objetos eletrizados. Ele considerou
Se um corpo carregado sofre a ação de uma que a causa dessa interação, ainda que os 23
força, ele tende a se deslocar. Sob o ponto de objetos não estivessem em contato, devia-se à
vista da Física, isso significa que esse corpo ação de um campo elétrico, criado por um objeto
adquiriu uma energia, porque, ao se deslocar, eletrizado no espaço ao seu redor.
as forças que agem nele podem realizar traba-
Sempre que tivermos uma carga Q, fixa em
lho. Nesse caso, essa é uma energia potencial
uma determinada posição, teremos ao seu redor
elétrica. Potencial porque ela está armazenada
uma região de influência, na qual ao colocarmos
e o corpo pode utilizá-la para se mover; elétrica
qualquer carga de prova (ou carga teste) q, em
porque isso só ocorre em um campo elétrico.
um ponto P, esta sofrerá a ação de uma força F
A partir dessa ideia, pode-se entender o de origem elétrica e poderá se mover, sob a ação
que significa diferença de potencial elétrico, um desta força. Nesta região de influência dizemos
dos conceitos mais importantes da eletricidade. que atua um campo elétrico (E).
Como um corpo carregado, colocado num campo
Q
elétrico, tende a se mover de um ponto a outro, P
F
dizemos que entre esses dois pontos há uma
diferença de potencial elétrico. q
Várias aplicações práticas da eletricidade
E_EM_3_FIS_017

Figura 1 – Força de repulsão criada por uma carga positiva.


exigem o movimento de cargas elétricas em
condutores. Para que as cargas elétricas se mo- Q: valor da carga geradora do campo elétri-
vimentem, é necessário que haja uma diferença co, medida no SI em coulomb (C);

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
q: módulo da carga de prova, medida no SI
em coulomb (C); Importante
F: módulo da força elétrica, medida no SI
em newton (N). A única função da carga de prova é veri-
A força elétrica (F) responsável pela movi- ficar a existência ou não do campo elétrico,
mentação da carga é definida, em termos do pois seu valor não influi em nada no valor
campo elétrico: do campo.

F =q.E

De onde podemos definir o campo elétrico


Campo devido a uma carga
(E) em termos da força e da carga de prova: puntual
F Imaginemos uma carga puntual Q e uma
E =
q carga de prova q, situada em um ponto P,
separadas por uma distância d, no vácuo, in-
Sua unidade de medida no SI: teragindo.
N/C (newton por coulomb). Q
P
F

Campo elétrico: perturbação gerada por q


uma carga na região ao seu redor; influencia
outras cargas, repelindo ou atraindo-as com
certa força elétrica.
d
O campo elétrico é uma grandeza vetorial Figura 3 – Força de repulsão criada por uma
e, como tal, possui módulo, direção e sentido carga puntual positiva.
que o caracterizam:
24 F
De acordo com a lei de Coulomb, a força
Módulo: |E | = de interação entre elas é:
q
k Q. q
Direção: a mesma direção da reta que une F= 0 2
a carga geradora com a carga de prova. d
Sentido: Substituindo na definição de campo, temos
Se q > 0, o campo tem o mesmo sentido da F
E=
força elétrica que atua sobre a carga de prova. q
Se q < 0, o campo tem sentido contrário ao da
Substituindo a força:
força elétrica que atua sobre a carga de prova.
k0 Q . q
E
d2
E=
q

Simplificando q temos:

k0 Q
E=
d2
E_EM_3_FIS_017

Essa é a expressão para o cálculo do cam-


po elétrico devido a uma carga puntual Q, no
Figura 2 – Sentido da força elétrica. ponto P.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Onde: Observe:
Q: módulo da carga elétrica criadora do cam-
po elétrico, expressa no SI em coulomb (C);
d: distância da carga Q ao ponto conside-
rado, expressa no SI em metros (m);
k0: constante eletrostática, cujo valor no
vácuo é igual a 9 . 109N.m2/C2.

Campo elétrico de várias


cargas puntuais
Figura 5 – Linhas de campo elétrico de cargas puntuais.
Quando temos várias cargas criando campos
elétricos, e desejamos calcular o campo elétrico
num determinado ponto devido a todas elas, de- Importante
vemos calcular o campo que cada carga gera no
ponto e efetuar a soma vetorial desses campos.
•• As linhas de força sempre “saem” de
E3 E1 uma carga positiva, por convenção.
•• As linhas de força sempre “chegam”
numa carga negativa, por conven-
ção.
P
•• As linhas de força nunca se cruzam.
•• O termo “linhas de força” é o sinôni-
mo do termo “linhas de campo”.
E2 •• Quanto maior a densidade (mais pró-
Q3 25
ximas entre si) das linhas de campo,
Q1
mais intenso é o campo elétrico na
região considerada.
Q2

Figura 4 – Campo criado por várias cargas no ponto P.


Campo elétrico de um
Linhas de campo elétrico ou condutor esférico
linhas de força do campo Um condutor esférico, metálico, de raio R
elétrico (podemos imaginar uma esfera), possui cargas
distribuídas em sua superfície externa. Quando
formos calcular o campo em uma região próxima
As linhas de campo são representações à esfera, devemos levar em conta o seu raio, e
imaginárias que nos ajudam a visualizar o com- não somente a distância da superfície ao pon-
portamento do campo elétrico ao redor da carga to, pois ela se comporta como se toda a carga
geradora Q. Foi um conceito introduzido pelo estivesse localizada no seu centro.
E_EM_3_FIS_017

físico inglês Michael Faraday, um dos maiores


destaques da física experimental.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
+Q -Q

R
P

R r

d=R+r

Logo, a expressão para o cálculo do campo


na superfície da esfera é:
d
k Q
E = 02 Figura 6 – Campo entre as placas paralelas.
R
Como as linhas de força são equidistantes,
e, num ponto P: o valor do campo elétrico é constante entre as
placas. A relação matemática para encontrarmos
k0 Q o campo elétrico entre as placas é dada por:
E=
d2
U=E.d
onde: d = R + r
onde:
Importante U: diferença de potencial (d.d.p.) entre as
placas, expresso no SI em volts (V) (veremos a
seguir o que significa);
26 •• O campo dentro de uma esfera condu-
tora é zero, pois não existem cargas E: módulo do campo elétrico uniforme, ex-
em seu interior. presso no SI em N/C ou V/m;
d: distância entre as placas, expressa no
•• O campo existe no ponto P, mesmo
SI em metros (m).
sem a presença da carga de prova.

Pilhas e baterias:
Campo elétrico uniforme campo elétrico
Para uma carga elétrica puntual, o campo A separação e o acúmulo de cargas em
é variável, possuindo um valor grande próximo pilhas e baterias é possível graças às reações
à carga (quer seja ela positiva ou negativa) e vai químicas, cujos reagentes trocam elétrons entre
diminuindo à medida que nos afastamos dela. si, possibilitando o aparecimento e manutenção
Temos uma situação particular em que o de cargas elétricas excedentes em seus termi-
campo elétrico é constante. Basta colocarmos nais metálicos. Um terminal fica um bom tempo
duas placas paralelas carregadas com cargas carregado negativamente enquanto o outro se
E_EM_3_FIS_017

de mesmo módulo, mas de sinais contrários, carrega positivamente. As pilhas permitem li-
afastadas por uma distância d. gar, entre seus terminais, aparelhos elétricos,
alimentando-os com uma corrente elétrica prati-

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
camente constante. Geralmente elas são cons- Onde:
tituídas por pares de placas, sendo o terminal VA: valor do potencial elétrico no ponto A,
negativo uma placa de chumbo e o positivo uma expresso no SI em volt (V);
placa revestida de peróxido de chumbo. Estes
VB: valor do potencial elétrico no ponto B,
pares de placas são associados em série para
expresso no SI em volt (V);
aumentar a tensão total e estão imersos em
ácido sulfúrico diluído em água. τ: trabalho para transpor a carga de B para
A, expresso no SI em joule (J);
Nas pilhas, baterias e nos objetos eletri-
zados, a separação de cargas elétricas produz q: módulo da carga de prova a ser transpor-
um campo elétrico na região que as circunda. tada, expressa no SI em coulomb (C).
Se movermos este objeto eletrizado, o campo Unidade de medida de diferença de poten-
também se move junto com ele. O campo elé- cial no SI:
trico não é visível, mas pode produzir efeitos J/C = V (volt).
visíveis, como a ação de uma força de natureza
elétrica (atrativa ou repulsiva) sobre os objetos
eletrizados imersos nele. Potencial devido a uma carga
A pilha recebeu esse nome porque seu inven- puntual
tor, o físico italiano Alessandro Volta, empilhou
pares de discos de prata e zinco separados por
Às vezes, precisamos conhecer o valor do
discos de couro, umedecidos por água salgada.
potencial num ponto ao redor de uma carga
Após empilhar os discos metálicos, Volta ligou
puntual Q.
dois fios, um ao primeiro e outro ao último disco,
conseguindo estabelecer uma tensão elétrica. +Q t

Potencial elétrico P
B

O termo diferença de potencial (d.d.p) é d


27
sinônimo de tensão ou voltagem. Figura 8 – O potencial no ponto P tem como referência um ponto
B no infinito (∞), onde o potencial elétrico é zero.
É definido como a razão entre o trabalho (τ)
Nesse caso, imaginamos o ponto B num
para transportar uma carga q entre dois pontos A
local bem distante, onde seu valor seja zero (isto
e B, com diferentes valores de potencial elétrico,
é, onde praticamente não se sinta a presença
e o valor da carga que é movida.
da carga Q). Este ponto, na Física, é chamado
A B de infinito.
F
Calculamos, então, a diferença entre o
q
potencial no ponto P, que queremos obter, e o
d infinito (ponto B), onde o potencial é zero. Se
assim fizermos, o valor da diferença de potencial
Figura 7 – Trabalho para transportar uma carga q do entre o ponto P e o infinito, onde ele é zero, vai
ponto B para o ponto A.
resultar no próprio valor do potencial no ponto,
Matematicamente, escrevemos: que é o que estamos procurando.
A expressão para este cálculo se torna:
τ
VA – V B =
q
E_EM_3_FIS_017

Q
Vp = k 0
d

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
onde:
VP: valor do potencial no ponto P conside- Superfícies equipotenciais
rado;
Q: valor da carga puntual que gera um po- •• São superfícies que possuem o mesmo
tencial no ponto P; valor de potencial, sendo que a carga
não realiza trabalho se deslocando entre
d: distância da carga ao ponto P conside-
pontos de uma mesma superfície equi-
rado;
potencial.
k0: constante eletrostática no vácuo.
•• As linhas de força são sempre perpendi-
Observações culares às superfícies equipotenciais.

A diferença de potencial é uma grandeza


escalar, sendo, dessa forma, importante o
sinal da carga Q.
Se Q é positivo potencial em P tam-
bém será positivo.
Se Q é negativo potencial em P tam-
bém será negativo.

Dessa forma, de acordo com a lei de Du


Fay, as cargas positivas “procuram” os pontos
de menor potencial (se afastam da carga positiva
e se aproximam da carga negativa), enquanto as
cargas negativas fazem exatamente o contrário,
“procurando” pontos de maior potencial (se Superfície
equipotencial
afastam da carga negativa e se aproximam da
28 Linha de força
carga positiva).
Figura 10 – Superfícies equipotenciais para uma carga puntual
positiva.
A F B
Num campo elétrico uniforme, as super-
fícies equipotenciais são perpendiculares às
VA > VB
linhas de força e paralelas às placas.
A F B Placa com
carga (-)
VA > VB

A F B

VA < VB
Superfícies
equipotenciais
F
A B

VA < VB

Figura 9 – Movimentação das cargas de prova devido a diferen-


tes potenciais. Placa com
E_EM_3_FIS_017

carga (+)

Figura 11 – Superfícies equipotenciais paralelas às placas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Diferença de U = V A - VB
potencial elétrico (d.d.p.)
VA = potencial elétrico num ponto A;
É a diferença no valor da tensão elétrica VB = potencial elétrico num ponto B.
entre dois pontos. Podemos defini-la por U:

Para saber mais


Raio A formação de um raio ocorre de forma
rápida e violenta. Essa formação se dá a par-
Esta é uma das mais violentas manifes-
tir da grande diferença de potencial entre as
tações da natureza. Manifestação que, em
cargas positivas e negativas, entre nuvens e
uma fração de segundos, pode produzir uma
o solo ou até mesmo entre nuvens, quando o
carga de energia tão alta que seus parâme-
campo elétrico de uma nuvem supera o limite
tros podem chegam a:
de capacidade dielétrica do ar atmosférico
•• 125 milhões de volts; (que normalmente varia entre 10 000 volts/cm
•• 200 mil ampères; e 30 000 volts/cm, dependendo das condi-
ções locais). O ar que está entre as cargas,
•• 25 mil graus Celsius. ao se ionizar, torna-se condutor, permitindo
Para que um raio possa ocorrer, é assim que ocorra uma forte descarga elétri-
necessário que existam cargas de sinais ca. Devido a essa forte ionização do ar que
opostos entre nuvens ou entre nuvens e o está entre as cargas elétricas [...], ocorrem
solo. Quando isso ocorre, a atração entre os chamados relâmpagos, que são a parte
as cargas é tão grande que provoca a des- visual de um raio. A parte sonora ocorre em
carga elétrica. Tais cargas foram nomeadas virtude do aquecimento brusco e da rápida
de cargas positivas e cargas negativas por expansão do ar, produzindo assim uma forte
Benjamin Franklin, por volta de 1750, [...] [diferença de] pressão que se manifesta 29
quando esse realizou grandes descobertas através do trovão (parte sonora). Sendo
sobre a eletricidade. Além de identificar o assim, relâmpago e trovão são conceitos
sinal das cargas como positivas e negati- diferentes, mas que têm origem no mesmo
vas, Franklin demonstrou de modo experi- fenômeno, o raio.
mental que os raios são um fenômeno de A ionização da nuvem ocorre devido às
natureza elétrica. milhares de colisões das partículas de gelo
Os raios podem ser classificados de acor- que se encontram no seu interior (esta é uma
do com sua origem; assim, eles podem ser: das teorias aceitas). Outra causa, que não
•• da nuvem para o solo; exclui a primeira, estaria em efeitos resultan-
tes da diferença de condutividade elétrica do
•• do solo para a nuvem; gelo em face das diferenças de temperatura
•• entre nuvens. no interior da nuvem. Durante as colisões as
partículas de gelo se rompem, perdendo elé-
Um raio dura em média meio segundo.
trons e transformando em íons, o que torna
[...] De acordo com a variação do clima os
a nuvem eletricamente carregada.
raios podem ser mais ou menos intensos.
Algumas regiões do planeta têm tendência Mecanismos de defesa contra raios
E_EM_3_FIS_017

para a formação de descargas elétricas, As consequências das descargas elétri-


originando os raios. cas de um raio podem ser desastrosas, em

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
razão da grande quantidade de energia que água, materiais elétricos etc.;
é liberada durante a descarga. Foram criados
•• evitar lugares abertos, não ficar sob
vários dispositivos que protegem contra os
árvores, elevações etc.;
raios, porém o mais conhecido deles é o
para-raios, criado por Benjamin Franklin após •• não tomar banho, pois no caso de uma
a “descoberta” da eletricidade e do raio. descarga de alto potencial a água pode
Outras medidas preventivas podem ser conduzir energia elétrica.
tomadas no intuito de manter-se seguro contra (SILVA, Marco Aurélio da. Raio.
raios, como, durante uma tempestade: Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/raios.htm>.
•• evitar condutores, tais como antenas, Acesso em: 1 dez. 2009. Adaptado.)

c) a intensidade da força elétrica atuante


Exercícios resolvidos sobre a carga elétrica.

`` Solução:
1. O campo elétrico num ponto P vale 6 . 105N/C,
e tem orientação horizontal, da esquerda F=q.E
para a direita. Calcular a intensidade, dire- F = 2 . 10–6 . 6 . 107 = 120N
ção e sentido da força elétrica que atua se a F = 120N
carga de prova colocada nesse ponto vale:
a) q = 2µC d) a aceleração da carga.

`` Solução: `` Solução:
F=q.E F=m.a
F = 2 . 10–6 . 6 . 105 = 1,2N F 120
a= = = 24 . 106m/s2
F = 1,2N m 5 . 10–6
30
Direção: horizontal. a = 24 . 106m/s2
Sentido: da esquerda para a direita.
e) a velocidade com que a carga atinge a
b) q = –3µC
placa B.
`` Solução:
`` Solução:
F=q.E
v0 = 0 (a carga foi abandonada)
F = 3 . 10–6 . 6 . 105 = 1,8N
v2 = v02 + 2 . a . d
F = 1,8N
v2 = 0 + 2 . 24 . 106 . 0,1
Direção: horizontal.
v2 = 4,8 . 106
Sentido: da direita para a esquerda.
v 2,2 . 103m/s

2. Duas placas metálicas paralelas A e B, com


3. Determinar o trabalho para transportar uma
cargas de sinais contrários, estão no vácuo,
carga de 6µC de um ponto A até um ponto
a 10cm de distância uma da outra. O campo
B. Os potenciais dos dois pontos valem 60V
elétrico tem intensidade de 6 . 107N/C. Uma
e 40V, respectivamente.
E_EM_3_FIS_017

carga elétrica, de 2µC e massa 5 . 10–6kg,


é abandonada muito próxima (considerar
d = 0m) da placa positiva (A). Determine:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
`` Solução: 3. Determine a diferença de potencial entre
A d.d.p vale: dois pontos situados a 20cm um do ou-
tro, num campo elétrico uniforme que vale
UAB = VA – VB E = 105N/C.
UAB = 60 – 40
UAB = 20V

τAB = q . UAB
τAB = 6 . 10–6 . 20
τAB = 120 . 10–6J
τAB = 1,2 . 10–4J

Exercícios de aplicação 4. Uma carga elétrica puntiforme de 4,0mC


é colocada em um ponto P, dentro de um
1. Uma carga de prova q = –3µC é colocada na recipiente no qual se faz vácuo, ficando
presença de um campo elétrico E. Ela fica sujeita a uma força elétrica de intensidade
sujeita a uma força elétrica de intensidade F = 10N direcionada para o Norte. Nesse
9N, horizontal, da direita para a esquerda. ponto, calcule a intensidade e os sentidos
Determine as características do campo elé- do campo elétrico.
trico formado neste ponto.

31

2. Consideremos uma esfera condutora de


raio 20cm. Ela se encontra carregada ele-
trostaticamente com uma carga de 4.10-6C. 5. Uma carga de prova q = –2mC, colocada
Determine o campo elétrico nos pontos A na presença de um campo elétrico E, fica
localizado a 10cm do seu centro (ou seja, sujeita a uma força elétrica de intensidade
dentro da esfera), B, localizado a 20cm do 4N, horizontal, da direita para esquerda.
centro (ou seja, na superfície esférica ) e no Determine as características do vetor campo
ponto C, localizado a 40cm do seu centro elétrico E.
(ou seja, a 20cm da sua superfície).
E_EM_3_FIS_017

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
6. Qual a direção e sentido do campo elétrico
ao redor de uma carga puntual:
a) positiva. A B

b) negativa.
40cm

Sendo a distância entre os pontos A e B de


40cm, quanto vale a diferença de potencial
VAB?

7. A diferença de potencial entre as placas A e


B, carregadas com cargas de sinais contrá-
rios e distanciadas 20cm, é de 200V.
9. O campo elétrico criado por uma carga
A B puntiforme Q tem suas linhas de força e
superfícies equipotenciais representadas
Linhas de Força de acordo com a figura a seguir.

C
A

32 Q
+

20cm
B
D
Abandonando junto à placa A, uma carga E

positiva de 2pC (2 . 10–12C), verifica-se que


sobre ela atua uma força. Qual é o módulo
dessa força?

Se deslocarmos uma carga de módulo q entre


dois dos pontos assinalados na figura, no
deslocamento entre quais pontos o trabalho
será nulo?

8. A figura a seguir representa um campo elé-


E_EM_3_FIS_017

trico uniforme de 600V/m.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
10. Sobre uma carga de 4C, situada num ponto
P, atua uma força de 8N. Se substituirmos
a carga de 4C por outra de 5C, qual será
a intensidade da força sobre essa carga
quando no ponto P?

Questões de
Processos Seletivos 2. (Unirio) A figura a seguir mostra como estão
distanciadas, entre si, duas cargas elétricas
1. (Vunesp) Na figura a seguir, o ponto P está puntiformes, Q e 4Q, no vácuo. Pode-se
equidistante das cargas fixas +Q e -Q. Qual afirmar que o módulo do campo elétrico (E)
dos vetores indica a direção e o sentido é nulo no ponto:
do campo elétrico em P, devido a essas
cargas? 1cm

1cm
-Q C C

A B D
B D +Q + 4Q

33
A E
P a) A.
b) B.
c) C.
d) D.
e) E.
+Q

a) A .
b) B .
c) C .
d) D .
e) E .

3. (UFMG) Um ponto P está situado à mesma


E_EM_3_FIS_017

distância de duas cargas, uma positiva e


outra negativa, de mesmo módulo.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
A opção que representa corretamente a di- +2Q
reção e o sentido do campo elétrico criado
por essas cargas, no ponto P, é: P
a)

P –2Q

E a)

b) b)
E c)
d)
P e) vetor nulo.

c)
P
E

d) 5. (UFPE) Qual dos diagramas a seguir melhor


representa a variação espacial do módulo
P do campo elétrico com relação ao centro de
uma esfera condutora de raio R, carregada
e em equilíbrio eletrostático?
E
a)
E

e) O campo elétrico é nulo em P.


34
-R 0 R r

b)
E

4. Considere duas cargas elétricas puntifor-


mes, de valores +2Q e –2Q dispostas da
maneira mostrada na figura e seja P, o ponto -R 0 R r
médio do segmento que une as cargas.

O vetor que melhor representa a orientação c)


do campo elétrico produzido pelas cargas E
do ponto P é:
E_EM_3_FIS_017

-R 0 R r

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
d) c) uma carga elétrica positiva colocada em
E A tende a se afastar da carga Q.
d) o trabalho realizado pelo campo elétrico
para deslocar uma carga de A para C é
nulo.
-R 0 R r e) o campo elétrico em B é mais intenso
do que em A.

e)
E

-R 0 R r

6. (UFV) Na figura a seguir, estão represen-


tadas algumas linhas de força do campo 7. (Mackenzie) Uma carga elétrica puntiforme
criado pela carga Q. Os pontos A, B, C e D com 4,0µC, que é colocada em um ponto P
estão sobre circunferências centradas na do vácuo, fica sujeita a uma força elétrica de
carga. Assinale a alternativa falsa: intensidade 1,2N. O campo elétrico nesse
ponto P tem intensidade de:
a) 3,0 . 105N/C.
B b) 2,4 . 105N/C. 35
A
c) 1,2 . 105N/C.
d) 4,0 . 10­–6N/C.
C
e) 4,8 . 10­–6N/C.

8. (UEA) A figura a seguir representa um campo


a) os potenciais elétricos em A e C são elétrico uniforme, colocado de modo que suas
iguais. superfícies eletrizadas são paralelas a uma
superfície horizontal. Desse modo, o vetor
E_EM_3_FIS_017

b) o potencial elétrico em A é maior do que


campo elétrico entre as placas é vertical.
em D.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
No interior do campo está assinalado um 10. (UEL) Um condutor esférico, de 20cm de
elétron, de massa m e carga q, em repouso diâmetro, está uniformemente eletrizado
graças ao equilibrio de forças devido aos com carga de 4,0µC e em equilíbrio ele-
campos elétrico e gravitacional (g). trostático. Em relação a um referencial no
infinito, o potencial elétrico de um ponto P
Va que está a 8,0cm do centro do condutor
q, m d vale, em volts:
Vb Dado: constante eletrostática do meio:
k = 9,0 . 109N.m2/C2
Como as placas estão submetidas aos a) 3,6 . 105.
potenciais Va e Vb, e a distância entre elas
é d, concluímos que o valor da carga q do b) 9,0 . 104.
elétron pode ser expressa por: c) 4,5 . 104.
a) mgd . d) 3,6 . 104.
Va – Vb
e) 4,5 . 103.
b) mgd .
V a – V bd 11. (Mackenzie) Na figura a seguir, Q = 20µC e
q = 1,5µC são cargas puntiformes no vácuo
c) mg (Va – Vb). (k = 9 . 109N.m2/C2). O trabalho realizado
d pela força elétrica em levar a carga q do
ponto A para o B é:
d) mgd (Va – Vb).
q
A

e) mgd .
10cm
g(Va – Vb) Q

36

30cm

9. (UFBA) Um cilindro de vidro transparente pos-


sui internamente, na sua base inferior, uma
esfera eletrizada, em repouso, cuja carga vale B
Q = 8 . 10–6C. Uma segunda esfera, de carga
a) 1,8J.
q = 2 . 10–6C e peso P = 9 . 10–1N, é intro-
duzida na abertura superior do cilindro e se b) 2,7J.
mantém em equilíbrio no estado de repouso. c) 3,6J.
Considerando-se que k = 9 . 109, unidades do
SI e que g = 10m/s2, determine a distância d) 4,5J.
que separa os centros das esferas. e) 5,4J.
E_EM_3_FIS_017

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
12. (UFRN) O professor Físis explicou em sala Uma partícula com carga negativa é lançada
de aula como funcionam os monitores de horizontalmente na região entre as placas. À
computador que respondem por toque de medida que a partícula avança, sua trajetória
dedo do usuário na própria tela. Quando , enquanto o módulo de sua
o assunto foi abordado, alguns alunos se velocidade . (Considere que
lembraram de ter encontrado tais sistemas os efeitos da força gravitacional e da influ-
em shopping centers e locais turísticos. Fí- ência do ar podem ser desprezados.)
sis decidiu discutir apenas um dos tipos de
a) Se encurva para cima – aumenta.
tecnologia, a “tecnologia capacitiva”.
b) Se encurva para cima – diminui.
O professor esclareceu que, nesse caso, a
c) Se mantém retilínea – aumenta.
tela é formada por um “sanduíche” de vidro
especial. Entre as placas de vidro, há um d) Se encurva para baixo – aumenta.
sensor com determinada configuração de e) Se encurva para baixo – diminui.
cargas elétricas a qual fica inalterada en-
quanto a tela não é tocada. Quando alguém
encosta o dedo num ponto da tela, essa 14. (UFA-MG – adap.) A figura mostra três
configuração se altera em torno daquele cargas elétricas puntiformes, Q1  =  8,0nC,
ponto. Existem placas de circuitos dentro Q2 = 2,0nC e Q3 = – 4,0nC, sobre os vértices
do computador que identificam o ponto do de um triângulo retângulo, cujos catetos
toque e ativam a função selecionada. medem a = 3,0m e b = 4,0m. Qual é o valor
mínimo do trabalho que devemos realizar
Diante da explicação acima, é possível para separarmos a carga Q1 das demais,
concluir-se que o computador reconhece o ou seja, para levá-la a uma distância infinita
ponto do toque devido à(ao): das outras? (Considere nulo o potencial no
a) diminuição do potencial elétrico naquele infinito e adote, para a constante eletrostá-
ponto, permanecendo ali o campo elétri- tica, o valor k = 9,0 . 109N.m2/C2).
co constante.
Q1
b) alteração do campo elétrico naquele
ponto, ocorrendo ali cruzamento das li- 37
nhas de força.
c) aumento da densidade de linhas de for-
ça naquele ponto, diminuindo, no entor-
no, o campo elétrico. a

d) mudança do potencial elétrico naquele


ponto, alterando, no entorno, a distribui-
ção das curvas equipotenciais.
b

13. (UFRGS) Duas grandes placas planas carre- Q2 Q3


gadas eletricamente, colocadas uma acima
da outra paralelamente ao solo, produzem a) 0,0096J.
entre si um campo elétrico que pode ser con- b) 0,0048J.
siderado uniforme. O campo está orientado
c) 0,0024J.
verticalmente e aponta para baixo.
d) 0,0038J.
Selecione a alternativa que preenche corre-
e) 0,0056J.
E_EM_3_FIS_017

tamente as lacunas do texto a seguir.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
16. (Cesgranrio) A figura a seguir representa as
Lembre-se de que o trabalho realizado
linhas de um campo elétrico uniforme.
pelo campo elétrico sobre uma carga Q para
deslocá-la entre os pontos A e B é dado por
AB
= q(VA – VB).

16cm

15. (UFA-MG) Duas cargas elétricas puntiformes,


A
de mesmo módulo e de sinais contrários,
estão fixas nos vértices A e B de um quadra-
do com o centro no ponto O, como mostra
a figura. Em quais pontos mostrados nessa
3cm
figura o potencial gerado pelas duas cargas
é nulo?

A F P A ddp entre os pontos A e B vale 24 volts.


Assim, a intensidade desse campo elétrico,
em volt/metro, vale:
a) 60.
b) 80.
c) 120.
38
C O D d) 150.
e) 200.

G B

a) F e G.
b) C e D.
c) O e D.
d) O e P.
e) O e C.
E_EM_3_FIS_017

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Obtemos o valor do campo elétrico através
Exercícios de aplicação da relação matemática:
F
E=
1. Solução: q
O valor da intensidade do campo elétrico é: 10
E=
F 9 4 . 10–6
E= E= E = 3 . 106N/C
q 3 . 10–6
E = 2,5 . 106N/C, apontando para o Norte.
As características são: direção horizontal e
sentido da esquerda para direita.
Uma vez que o sentido do campo é o mesmo
2. Solução: sentido da força, pois a carga é positiva, te-
remos um campo apontando para o Norte.
No ponto A: no interior da esfera o campo
elétrico (EA) é nulo, pois o potencial elétrico 5. Solução:
é constante EA = 0N/C.
Dados: F = 4N, horizontal, da direita para
esquerda, e q = –2mC q = –2 . 10–6C.
No ponto B:
kQ 9 . 109 . 4 . 10–6 Obtemos o valor do campo elétrico através
E= E= da relação matemática:
R2 (0,2)2
F
E=
EB = 9 . 10 N/C.
5
q
39
E= 4
No ponto C:
kQ 9 . 109 . 4 . 10–6 –2 . 10–6
E= E=
R2 (0,4)2
E = 2 . 106N/C
EB = 2,25 . 10 N/C
5
Uma vez que a carga é negativa o sentido
3. Solução: do campo é oposto ao sentido da força apli-
cada, conforme indica o sinal negativo no
A diferença de potencial é: valor encontrado para o mesmo. Portanto,
U=E.d a direção do campo elétrico é horizontal e
o sentido da esquerda para a direita, com
UAB = 105 . 0,2
intensidade igual a 2 . 106N/C.
UAB = 2 . 104V
UAB = 20 000V 6. Solução:

4. Solução: a) positiva: direção radial; sentido para


fora.
Dados: F = 10N para o Norte e q = 4mC b) negativa: direção radial; sentido para
E_EM_3_FIS_017

dentro.
(ou q = 4 . 10–6C).

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
7. Solução:
Questões de
Calculando o campo elétrico:
Processos Seletivos
U=E.d
200 1. Solução: C
E= E = 1 000N/C
0,2
As linhas de forças saem da carga positiva e
Calculando a força: entram na carga negativa, portanto no ponto
P o vetor C indica o sentido e a direção do
E= F F = 1 000 . 2 . 10–12
q campo elétrico resultante.

F = 2 . 10–9N 2. Solução: B

8. Solução: Para a carga Q tem-se:

A diferença de potencial: k0 Q k0 Q
E= EB =
U=E.d d2 (0,03)2
UAB = 600 . 0,4
UAB = 240V EB = (0,1111 . 104 . k0 Q) N/C

9. Solução:
Para a carga 4Q tem-se:
O trabalho é dado por: t = q(V2 – V1). kQ k 4Q
E = 02 EB = 0
d (0,06)2
É nulo o trabalho para deslocar as cargas
do ponto A para o B, assim como do ponto
C para o D e para o E, pois estes pontos EB = (0,1111 . 104 . k0Q) N/C
encontram-se sobre as mesmas superfícies
equipotenciais, não havendo d.d.p. entre Como os campos gerados pelas cargas têm
40 eles (V2 – V1 = 0). mesma direção e sentidos contrários, o mó-
dulo do campo elétrico é nulo no ponto B.
10. Solução:
3. Solução: D
Na primeira situação temos uma carga
de 4C sofrendo uma força de 8N. Pode- As linhas de força saem da carga positiva
mos determinar a intensidade do campo e entram na carga negativa, portanto no
E ponto P o campo elétrico resultante será a
elétrico no ponto P através de: E =
q soma vetorial do campo devido a cada uma
E = 8 = 2N/C, sendo seu sentido o mesmo das cargas.
4
da força elétrica. 4. Solução: B
Na segunda situação, mantemos o mesmo A figura a seguir indica a direção e o sentido
campo elétrico, porém mudamos a carga para dos campos gerados pelas cargas no ponto
F P. Somando vetorialmente a contribuição de
5C. Teremos, portanto, uma força de: E =
q cada carga, temos a resposta.
F =E.q F = 2 . 5 = 10N, no mesmo
E_EM_3_FIS_017

sentido do campo.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
+2Q +2Q 9. Solução: 0,4m
Campo resultante
no ponto P:
QESFERA1 = 8 . 10–6C; QESFERA2 = 2 . 10–6C;
E
PESFERA2 = 9 . 10–1N; k = 9 . 109 N.m ;
P P 2

C2
g = 10 m
–2Q –2Q s2
Campo gerado em Campo gerado em Uma vez que as esferas têm carga positiva,
P pela carga –2Q P pela carga +2Q irão se repelir. A força de repulsão vai se
contrapor à força gravitacional, ou peso.
5. Solução: B Logo:

Dentro da esfera o campo elétrico é nulo, Fg = m . g; FE = k . Q1 . Q2 ; no equílibrio:


pois não existe diferença de potencial elé- d2
trico. Da superfície da esfera para fora a Fg = FE m . g = k . Q1 . Q2
curva que representa o campo elétrico é d2
9 . 10–1 = 9 . 10 . 8 . 10 . 2 . 10
9 –6 –6
decrescente.
d2
6. Solução: E d2 = 16 . 10–2
O campo elétrico em A é mais intenso do
d = 4 . 10–1m
que em B. Quanto mais próximo da carga
geradora, mais intenso é o campo elétrico. Portanto a separação entre as esferas é de
0,4m ou 40cm.
7. Solução: A
10. Solução: A
O campo elétrico vale:
O potencial elétrico no interior da esfera
E= F E= 1,2
condutora é o mesmo de sua superfície.
q 4 . 10–6 41
Sendo 10cm o raio da esfera, temos:
N N
E = 0,3 . 106 ou E = 3 . 105
C C 9 . 109 . 4 . 10–6
P = k0Q P=
8. Solução: A d 0,1
P = 36 . 104V P = 3,6 . 105V
Das relações:
11. Solução: A
FG = m . g, E = Fe e U = VA – VB = E . d
q
V – V O potencial em A é:
E= A B
d
VA = kQ = 9 . 10 . 20 . 10
9 –6

dA 0,1
O valor da carga obtém-se por:
VA = 1,8 . 106V
F G = FE m.g=E.q
O potencial em B é:
m . g = (VA – VB) . q q= m.g.d
VB = kQ = 9 . 10 . 20 . 10
9 –6
d (VA – VB)
dB 0,3
E_EM_3_FIS_017

VB = 0,6 . 106V

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
A diferença de potencial é: 15. Solução: D
UAB = VA – VB = 1,8 . 106 – 0,6 . 106
O potencial é dado por Vp = k0Q .
UAB = 1,2 . 106V d
O trabalho é: Logo: V0 = V0A + V0B = k0QA + k0QB
d0A d0B
tAB = q . UAB = 1,5 . 10–6 . 1,2 . 106 = 1,8J

12. Solução: D Sendo d0A = d0B = d V0 = k0(QA + QB)


d
O computador reconhece o ponto do toque Como QA = – QB QA + QB = 0C
devido à mudança do potencial elétrico na-
quele ponto devido à diminuição da distância Portanto para d0A = d0B V0 = 0V. Da mesma
entre as placas, alterando, no entorno, a forma, para o ponto P, Vp = OV, já que as
distribuição das curvas equipotenciais. distâncias dPA e dPB são iguais. Nos pontos
O e P temos potencial nulo.
13. Solução: A
16. Solução: D
A orientação e sentido do campo indicam
que o potencial menor se encontra na placa Por se tratar de um campo elétrico unifor-
mais próxima ao solo. Como a carga é nega- me em todos os pontos da linha tracejada
tiva, sua tendência em meio ao campo é ir que parte de B temos o mesmo potencial,
para cima. Como F = q . E temos uma força portanto o valor do campo é:
sobre a carga, logo teremos aceleração, ou U
seja, a velocidade irá aumentar. U=E.d E=
d
E= 24 = 150 V
14. Solução: A
0,16 m
O trabalho é dado por t = q(UA – UB).
42 No infinito U = UB = 0V

UA2 = k . Q2
d2

9 . 109 N . m . 2 . 10 C = 6 J
2 –9

C2 3m C

t2 = 8 . 10–3C . 6 J = 48 . 10–3J
C
Q
UA3 = k . 3
d3

9 . 109 N . m . (–4) . 10 C = –7,2 J


2 –9

C2 5m C

t3 = 8 . 10–3C . (–7,2) J = –57,6 . 10–3J


C

t = t2 +t3 = 48 . 10–3 – 57,6 . 10–3


E_EM_3_FIS_017

t = –9,6 . 10–3 = 0,0096J

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Corrente elétrica
movimentam livremente. Os cátions (íons posi-
Abordagem teórica tivos) se movimentam do polo positivo para o
negativo, e os ânions (íons negativos), se movi-
Como imaginar nossas vidas sem as cor-
mentam do polo negativo para o positivo. Estes
rentes elétricas? Uma situação complicada no
íons resultam normalmente de sais colocados
mundo moderno, que cada dia precisa mais e
no interior dos líquidos.
mais de máquinas, lâmpadas e equipamentos
elétricos para nosso conforto pessoal. Quan- Nos gases, a corrente elétrica é formada
do ficamos sem luz por alguns momentos, no por íons e por elétrons, que se desprendem dos
escuro, temos uma sensação muita estranha, átomos no processo de ionização do gás.
pois nos habituamos a ligar o interruptor e ver a Apesar de mostrarmos a corrente nos lí-
lâmpada acender, ligar o botão e ver a televisão quidos e gases, a Física irá se preocupar muito
funcionar e ligar o registro e tomar um banho mais com a corrente nos sólidos metálicos, que
quente. Então, nada melhor que conhecermos é o objetivo principal da Eletricidade.
os conceitos físicos que explicam os fenômenos Para definirmos corrente elétrica, devemos
elétricos que regem o funcionamento de nossos entender que uma certa quantidade de carga
aparelhos elétricos. elétrica passa pelo condutor metálico em um
Inúmeros instrumentos em nossos lares determinado intervalo de tempo. Traduzindo isso
funcionam com o uso da eletricidade: lâmpa- para a linguagem matemática, temos:
das, televisor, chuveiro, aquecedor, ventilador, q
computador, entre outros. Estes aparelhos, para i=
t
desempenhar suas devidas funções, necessitam
de corrente elétrica. onde: 43
i: corrente elétrica, expressa no SI em
Corrente elétrica ampère (A);
q: carga elétrica que passa por uma
secção reta do condutor, expressa no SI em
Uma corrente elétrica é caracerizada pelo
coulomb (C);
movimento ordenado de corpos portadores de
carga, dentro de um material. Sempre que esta- t: intervalo de tempo, expresso no SI em
belecermos uma diferença de potencial (U) num segundos (s).
fio condutor, este terá seus elétrons livres se A unidade de medida de corrente elétrica no
movendo de forma ordenada, do ponto de menor SI é o ampère (A), que significa C/s (coulomb por
potencial para o de maior, sendo esse sentido de segundo). Esta unidade é uma homenagem ao
movimentação das cargas chamado de corrente físico francês André Marie Ampère (1775-1836),
real. Se considerarmos que, ao invés disso, car- um dos principais nomes da Eletricidade e do
gas positivas de movem do ponto de maior poten- magnetismo.
cial para o ponto de menor potencial, o sentido Obs.: é comum expressarmos a corrente
da corrente elétrica é dito convencional. elétrica em submúltiplos:
E_EM_3_FIS_018

A corrente elétrica também está presente 1mA = miliampère = 1 . 10-3A.


nos líquidos e gases. Nos líquidos, temos o 1 A = microampère = 1 . 10-6A.
movimento de íons (cátions e ânions), que se

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Corrente real e Observação
corrente convencional Na totalidade dos problemas, iremos
considerar a corrente convencional; porém,
Como sabemos, em um condutor é o elétron muitos autores preferem a análise da cor-
livre que conduz a carga, e consequentemente rente elétrica com seu sentido real. Nossa
a corrente elétrica flui de um lugar de menor escolha não afetará em absoluto a análise
potencial para um de maior potencial. Esta é a quantitativa dos problemas propostos. É
chamada corrente elétrica real. uma mera questão de sentido.
Elétrons

Cobre

Efeitos da corrente elétrica


O movimento das cargas elétricas num con-
dutor não pode ser observado diretamente, quer
os condutores sejam metálicos ou eletrolíticos
(líquidos). Porém, apesar de não serem observa-
dos diretamente, esses movimentos produzem
diversos fenômenos, que não são notados quan-
Figura 1 – Sentido real da corrente elétrica. do as cargas elétricas estão paradas. Assim, a
presença de uma corrente pode ser constatada
No início do estudo da corrente elétrica, através dos efeitos que ela produz. Ao percorrer
os cientistas convencionaram que a corrente um condutor a corrente elétrica pode produzir os
elétrica era um movimento ordenado de cargas seguintes efeitos:
positivas que se deslocavam do polo de maior a) Efeito térmico ou efeito Joule
potencial (positivo) para o de menor potencial
44 (negativo). Esta é a chamada corrente elétrica Os constantes choques que os elétrons li-
convencional. vres sofrem durante o seu movimento no interior
do condutor fazem com que a maior parte da
E energia cinética desses átomos se transforme em
calor, provocando um aumento na temperatura
do condutor. O fenômeno do aquecimento de um
condutor, devido à passagem da corrente elétrica,
é chamado de efeito térmico ou efeito Joule.
b) Efeito luminoso
Em determinadas condições, a passagem
da corrente elétrica através de um gás rarefeito
faz com que ele emita luz. As lâmpadas fluores-
centes e os anúncios luminosos são aplicações
Sentido Convencional desse efeito. Neles há a transformação direta
Figura 2 – Sentido convencional da corrente elétrica. de energia elétrica em energia luminosa.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
c) Efeito magnético Mas a corrente elétrica que utilizamos
no dia a dia, em nossas casas, é a corrente
Um condutor, percorrido por uma corrente
alternada, na qual o elétron troca o sentido de
elétrica, cria, na região próxima a ele, um campo
movimentação várias vezes por segundo:
magnético. Este é um dos efeitos mais importan- i
tes, constituindo a base do funcionamento dos
imáxima
motores, transformadores, relés etc.
d) Efeito químico
Uma solução eletrolítica sofre decomposição
quando atravessada por uma corrente elétrica. t

e) Efeito fisiológico
Ao percorrer o corpo de um animal, a corren- –imáxima
te elétrica provoca a contração dos músculos,
Figura 5 – Gráfico de corrente alternada.
causando a sensação de formigamento e dor,
proporcional à intensidade da corrente, podendo No Brasil, a alternância tem frequência
chegar a provocar queimaduras, perda de cons- nominal de 60Hz.
ciência e parada cardíaca. Exemplo:
Corrente elétrica gerada por usinas, através
Corrente contínua e de geradores de energia.

corrente alternada
Resistência elétrica
Um tipo de corrente elétrica é a corrente
contínua, ou seja, quando as cargas se movem Sempre que tivermos um condutor, em nos-
todas num mesmo sentido, resultando um grá- so dia a dia, percebemos que ocorre um certo
fico como este: aquecimento quando o mesmo é percorrido por
i
uma corrente elétrica. Este aquecimento, às 45
vezes imperceptível, se dá em função da oposi-
ção do material à passagem da corrente elétrica
(isto é, oposição ao movimento das cargas).
Esta característica do material chamamos de
t resistência elétrica (R).
Figura 3 – Gráfico de corrente contínua.
A resistência elétrica de um condutor me-
Exemplos: tálico é definida pela relação:
Baterias, geradores DC e pilhas conven- U
R=
cionais. i
O símbolo utilizado para pilhas ou geradores
de corrente contínua nos circuitos elétricos é: Observação
+ – Essa relação também é conhecida
como 1.a lei de Ohm, obtida pelo físico
Figura 4 – Símbolo dos geradores de corrente alemão George Simon Ohm (1787-1854),
contínua (baterias, por exemplo). que estudou e publicou suas conclusões
sobre o comportamento da resistência
E_EM_3_FIS_018

elétrica nos condutores metálicos.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Unidade de medida de resistência elétrica
no SI: Gráfico da primeira
[R] =
V
= (ohm)
lei de Ohm
A
onde: Um gráfico que expressa a relação entre
U e i nos mostra que a resistência permanece
R: resistência elétrica do condutor metálico,
constante à medida que se aumenta o potencial,
cuja unidade no SI é ohm, cujo símbolo é ;
pois a corrente aumenta na mesma proporção.
U: d.d.p. ou tensão, expressa no SI em Observe o exemplo de um gráfico de um resistor
volts (V); ôhmico, isto é, que obedece à 1.a lei de Ohm:
i: corrente elétrica, expressa no SI em U (V)
ampères (A). 18

O símbolo utilizado para representarmos 14


12
uma resistência elétrica pode ser:
10
8
6
4
2

ou 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,8 i (A)


Figura 8 – Exemplo de gráfico de medidas para um resistor
ôhmico.

Observe a comparação:
Figura 6 – Símbolos utilizados para resistência elétrica. U

Observação
(a)
46 Reostato é uma resistência elétrica
que pode variar o seu valor.

i
U

Figura 7 – Símbolo utilizado para o reostato.


1
Aplicações para o reostato: (b)

•• chuveiro;
•• dimmer (dispositivo controlador da 2

luminosidade de um ambiente);
•• botão liga-desliga de um rádio. i
Figura 9 – Gráfico de resistor ôhmico
(superior) e não ôhmico (inferior).
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Em (a) temos um gráfico de um resistor Onde:
ôhmico, ou seja, que obedece à 1.a lei de Ohm R: resistência elétrica, medida no SI em
(o gráfico é uma reta, dando-nos a informação ohm ( );
de que a resistência é constante).
L: comprimento do fio, medido no SI em
Em (b) temos um gráfico de dois resistores metros (m);
que não obedecem à lei de Ohm (não ôhmicos).
A: área da secção transversal, medida no
U
SI em metro quadrado (m2);
: resistividade elétrica do material a uma
determinada temperatura (este valor depende
do tipo de material do qual o condutor é feito);
(I)
aparece normalmente em ohm . metro ( . m).
Alguns valores de resistividade:

Resistividade de alguns materiais à


temperatura ambiente (20oC)
i Material Resistividade ( . m)
prata 1,62 . 10–8
U
cobre 1,69 . 10–8
alumínio 2,75 . 10–8
tungstênio 5,25 . 10–8
ferro 9,68 . 10–8
(II)
platina 10,6 . 10–8
manganês 48,2 . 10–8
silício 2,5 . 10–8
vidro 10

i Observe 47
Figura 10 – Resistência aumenta (I) ou resistên-
cia diminui (II), com o aumento de tensão. Usa-se o valor da área do círculo para
encontrar a área da secção reta do fio.

2.a lei de Ohm A = r2


Onde: r = raio do condutor cilíndrico (fio);
Além destes fatores, a resistência de um = 3,1415...
material varia conforme a espessura do mes-
mo (área de sua secção reta), bem como de
seu comprimento. Ainda não devemos deixar Importante
de levar em conta o tipo de material do qual o
condutor é feito. Todas essas relações podem A resistência varia com a temperatura,
ser expressas em: pois quanto maior a agitação dos átomos ou
L moléculas (aumento de temperatura), maior
R= ,
A será a dificuldade para os elétrons livres se
relação conhecida como 2.a lei de Ohm. movimentarem dentro do fio condutor.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Instrumentos de
medida elétrica
Existem alguns aparelhos que os eletricistas e técnicos em eletrônica utilizam para medir algu-
mas grandezas elétricas. Os mais comuns são:

•• Amperímetro: aparelho que serve para me- •• Ohmímetro: aparelho utilizado para fa-
dir corrente elétrica num circuito. Deve ser zermos a medida direta do valor de uma
ligado em série no circuito e deve possuir resistência elétrica. Utiliza, para seu
resistência interna baixa, para não alterar funcionamento, o princípio da Ponte de
o valor da medida. Wheatstone, que é uma associação de
resistências arrumadas de maneira a se
encontrar o valor da resistência desco-
A
nhecida (a que queremos medir).

Divulgação.
Figura 11 – Amperímetro ligado em série.

•• Voltímetro: aparelho que serve para medir


diferença de potencial elétrico (voltagem),
num resistor ou em qualquer parte do
circuito. Ele deve ser ligado em paralelo
48 com o pedaço do circuito que desejamos
medir a d.d.p., e possuir resistência inter-
na grande, para não alterar a medida.

A B

Figura 13 – Multímetro: voltímetro, ampe-


rímetro e ohmímetro no mesmo aparelho.
V
•• Multímetro: aparelho que serve como
Figura 12 – Voltímetro ligado em paralelo. voltímetro, amperímetro e ohmímetro.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Para saber mais
Os supercondutores ção para o fenômeno da supercondutivida-
de, fato que deu a eles o prêmio Nobel de
A corrente elétrica, durante o processo
Física naquele ano. O que fez a explicação
de transporte de energia elétrica, que vai
deles ser tão importante foi o fato de eles,
das usinas geradoras até os centros consu-
mostrarem que esse fenômeno não esta
midores, sofre significativa perda de energia.
ligado somente à diminuição da agitação
Essa perda ocorre em razão da resistência
térmica dos átomos e moléculas de um
elétrica dos fios condutores de eletricidade.
material (o que acontece quando esse está
Ocorre que boa parte da energia elétrica é
a baixas temperaturas). Dessa forma, surgiu
transformada em energia térmica, sendo
a ideia da possibilidade da existência desse
dessa forma dissipada para o meio ambien-
fenômeno com temperaturas muito eleva-
te. Como forma de diminuir essa perda de
das, mas as experiências com condutores
energia, usa-se fios condutores com baixa
metálicos relacionadas a essa possibilidade
resistência, como o cobre, por exemplo,
não deram resultados significativos.
que conduz a corrente sob alta-tensão; ain-
Anos mais tarde, o suíço Karl Alexander
da assim, em distâncias que ultrapassam
Muller e o alemão Johannes G. Bednorz,
400km, as perdas de energia ainda aconte-
físicos da IBM, observaram a supercondu-
cem, podendo chegar até 20%. Em virtude
tividade a cerca de 35K, o que corresponde
disso, muitos cientistas buscam conseguir
a –238,15oC. Graças às suas descobertas
os chamados condutores ideais, aqueles que
e à comprovação da supercondutividade,
conduzem energia elétrica sem que ocorram
esses dois físicos cientistas ganharam, em
perdas para o meio ambiente. Será possível
1986, o prêmio Nobel de Física. Esse fato
conseguir esse tipo de condutor?
foi um grande avanço para toda ciência e
A supercondutividade é uma proprieda- permitiu avanços significativos em vários
de física que certos materiais apresentam ramos de pesquisas.
quando são esfriados a temperaturas extre- 49
A supercondutividade é muito importan-
mamente baixas, podendo conduzir corrente
te e tem larga aplicação. Essa propriedade
elétrica praticamente sem resistências e nem
não é aplicada somente na transmissão de
perdas de energia. Esse fenômeno foi des-
energia elétrica, mas também em várias
coberto em 1911 pelo físico holandês Heike
outras como:
Kamerlingh Onnes (1853-1926), quando ob-
servou que a resistência elétrica do mercúrio –– na construção de magnetos supercon-
praticamente desaparecia ao ser resfriado dutores que geram campo magnético
a aproximadamente 4K, o que corresponde extremamente forte, os quais possi-
a –269,15oC. Dessa forma, ele acabava de bilitam a construção dos chamados
tornar o mercúrio um material supercondutor. aceleradores de partículas;
Esse fenômeno, conseguido com o mercúrio, –– nos aparelhos eletrônicos que funcio-
foi verificado para outros metais, no entanto nam à base de eletricidade, diminuindo
não foi permitida a aplicação, pois eram o seu tamanho e o gasto de energia
necessários muitos gastos para conseguir dos mesmos;
manter temperaturas tão baixas.
–– nos fios supercondutores utilizados em
Foi com o trio de físicos americanos
computadores, permitindo que os chips
E_EM_3_FIS_018

John Bardeen, Leon Cooper e John Robert


sejam cada vez menores e mais rápidos
Schrieffer que, em 1972, surgiu a explica-
no processamento de dados;

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
–– em ímãs, permitindo que eles possam flutuando sobre o trilho.
flutuar sobre a superfície de um material
(SILVA, Marco Aurélio da. Os Supercondutores.
supercondutor. Esse fato possibilita a
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/os-supercondu-
construção e operação dos chamados tores.htm>. Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)
trens bala, os quais trafegam apenas

Obs.: o tempo deve estar em segundos.


Exercícios resolvidos
6,0 . 10–4
i=
60
1. Um fio, ao ser submetido a uma voltagem
de 50 volts, é percorrido por 40 coulombs i = 1,0 . 10-5A
de carga, num intervalo de tempo de 10 se-
gundos. Calcule sua resistência elétrica.
Exercícios de aplicação
`` Solução:

q 1. Com base nos seus conhecimentos de cor-


i= rentes elétricas responda:
t
a) Uma pilha estabelece corrente alterna-
40
i= da ou contínua?
10

i = 4A

U=R.i

50 = R . 4

50
R=
4
50
R = 12,5 b) E a rede de eletricidade de uma residên-
cia?
2. Um resistor sob tensão de 80V é percorrido
por uma corrente de 5A. Calcular a resistên-
cia desse resistor.

`` Solução:
U
R=
i
80
R= 2. Um fio condutor é percorrido por uma cor-
5 rente de 10A. Calcule a carga que passa
R = 16 através de uma secção transversal desse
condutor em 1 minuto.
3. Suponha que o feixe de elétrons em um tubo
de imagens de televisão tenha um fluxo de
carga de q = 6,0 . 10-4C por minuto. Qual a
E_EM_3_FIS_018

corrente do feixe, em ampères?

`` Solução:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Uma bateria de automóvel, completamente b) a resistência elétrica do fio.
carregada, libera 1,3 . 105C de carga. Deter-
mine, aproximadamente, o tempo em horas
que uma lâmpada, ligada nessa bateria,
ficará acesa, sabendo que necessita de
uma corrente constante de 2,0A para ficar
em regime normal de funcionamento.

4. A secção transversal de um fio de cobre é


6. No circuito a seguir, qual é a leitura do am-
percorrida por 1019 elétrons durante 100
perímetro?
segundos. Determine o valor da corrente no
condutor e expresse em mA, sabendo que
1mA = 10-3A.
A

U = 10V R = 50Ω
51

5. Um determinado fio, submetido a uma di-


ferença de potencial (ddp) de 220 volts, é
percorrido por 120 coulombs num intervalo
de tempo de 30s. Determine:
a) a corrente elétrica i que percorre o fio.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
7. O valor da resistência de um fio depende a) é ôhmico e sua resistência vale 4,5 . 102
das seguintes grandezas: comprimento e
b) é ôhmico e sua resistência vale 1,8 . 102
espessura (área da seção transversal). De-
termine qual (ou quais) é (são) diretamente c) é ôhmico e sua resistência vale 2,5 . 102
proporcional(ais) e qual (ou quais) das gran- d) não é ôhmico e sua resistência vale
dezas é (são) inversamente proporcional (ais) 0,40 .
à resistência elétrica.
e) não é ôhmico e sua resistência vale
0,25 .

8. Um determinado fio de cobre de comprimen- 2. (Vunesp) Mediante estímulo, 2 . 105 íons de


to L com área A (seção transversal) possui K+ atravessam a membrana de uma célula
resistência elétrica R. O que acontecerá nervosa em 1,0 milisegundos. Calcule a in-
com a resistência elétrica do fio se este for tensidade dessa corrente elétrica, sabendo
diminuído a metade? que a carga elementar é 1,6 . 10-19C.

52
Questões de 3. (Cesgranrio) Um fio cilíndrico de comprimen-
to L e raio de seção reta r apresenta resis-
Processos Seletivos tência R. Um outro fio, cuja resistividade é o
dobro da primeira, o comprimento é o triplo,
1. (PUC Minas) O gráfico representa a curva r
e o raio , terá resistência igual a:
característica tensão-corrente para um de- 3
R
terminado resistor. Em relação ao resistor, a) .
54
é correto afirmar que:
b) 2R.
U (V)
c) 6R.
d) 18R.
e) 54R.

2,0

1,5

1,0
E_EM_3_FIS_018

0,5

2,0 4,0 6,0 i (mA)

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
4. (UEL. Adap.) Deseja-se construir uma re- 6. (Vunesp) O feixe de elétrons num tubo de
sistência elétrica de 1,0 com um fio de televisão percorre uma distância de 0,50m no
1,0mm de diâmetro. A resistividade do ma- espaço evacuado entre o emissor de elétrons
terial é 4,8 . 10-7 .m e pode ser adotado e a tela do tubo. Se a velocidade dos elétrons
como 3,1. O comprimento do fio utilizado no tubo é de 8,0 . 107m/s e se a corrente do
deve ser, em metros, aproximadamente: feixe é de 2,0mA, calcule o número de elé-
trons que há no feixe em qualquer instante.
a) 0,40.
(carga do elétron = 1,6 . 10–19C).
b) 0,80.
c) 1,6.
d) 2,4.
e) 3,2.

5. (UFSM) Um pedaço de fio cuja área de 7. (PUC-Campinas) Considere os gráficos a


seção transversal é A1 apresenta o dobro seguir, que representam a tensão (U) nos
da resistência elétrica de outro cuja área terminais de componentes elétricos em
de seção transversal é A2. Sabendo que a função da intensidade da corrente (i) que
resistividade do primeiro é dez vezes a resis- os percorre.
tividade do segundo, assinale a alternativa
A
que apresenta a correta relação 1 para um U U
53
mesmo comprimento de fio. A2
1
a) .
10
1
b) .
5 O
I i
O
II i

c) 1.
d) 5.
e) 10.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
U U

O i O
III IV i

II

IESDE Brasil S.A.


O i
V

Entre esses gráficos, pode-se utilizar para re-


presentar componentes ôhmicos somente
a) I.
b) I e IV. III

c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I, IV e V.

a) I.
54 8. (UFMG) Estes circuitos representam uma b) II.
pilha ligada a duas lâmpadas e uma chave c) III.
interruptora.
d) I e II.
A alternativa que apresenta o(s) circuito(s) e) I e III.
em que a ação da chave apaga ou acende
as duas lâmpadas, simultaneamente, é:
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. (Unirio) Um condutor, ao ser submetido 10. (UFPE) Um fio de diâmetro igual a 2mm é
a uma diferença de potencial variável, usado para a construção de um equipamen-
apresenta o diagrama U x i representado to médico. O comportamento da diferença
a seguir. Sobre esse condutor, conside- de potencial nas extremidades do fio em
rando a temperatura constante, é correto função da corrente é indicado na figura a
afirmar que: seguir. Qual o valor em ohms da resistência
de um outro fio, do mesmo material que
U (V)
o primeiro, de igual comprimento e com o
diâmetro duas vezes maior?
12
U (volts)

224

3,0

0 112
1,0 2,0 i (A)

a) é ôhmico, e sua resistência elétrica é


3,0 .
0
0,5 1,0 i (A)
b) é ôhmico, e sua resistência elétrica é 0
6,0 .
c) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 3,0 quando a intensidade da corren-
te elétrica é 1,0A.
d) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 3,0W quando a intensidade da corren-
te elétrica é 2,0A.
e) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 6,0W quando a intensidade da corren- 55
te elétrica é 1,0A.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
56

E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Exercícios de aplicação 5. Solução:
a) A corrente elétrica é:
1. Solução:
q 120
A pilha fornece corrente contínua, ou seja, i= i= i = 4A
t 30
mantém a mesma intensidade de corrente
sendo enviada à carga que a consome, sem b) A resistência do fio, pela 1.a lei de Ohm,
inversão na fase da mesma. A rede elétrica é:
de uma residência fornece corrente alterna-
U 220
da, ou seja, a corrente varia com o tempo, =R R= R = 55
assumindo valores positivos e negativos, i 4
com picos de intensidade.
6. Solução:
O motivo para tal diferença está na fonte ge-
radora de corrente elétrica de cada caso, um
O amperímetro mede a intensidade da
processo físico-químico no caso da bateria
e um processo de transformação de energia corrente elétrica, portanto, pela 1.a lei de
(na hidrelétrica, por exemplo) para o caso Ohm:
da rede elétrica residencial. U U 10
=R i= i= i = 0,2A
i R 50
2. Solução:
7. Solução:
A corrente elétrica é: i = 10A
L
Transformando min em s: 1min = 60s Pela 2.a lei de Ohm: R = . O compri-
A
A carga que passa através da secção trans- mento é diretamente proporcional, pois um
versal do condutor é: aumento em L causa aumento em R, e a 57
q q espessura é inversamente proporcional,
i= 10 = q = 600C pois um aumento na espessura reflete em
t 60
diminuição da resistência.
3. Solução:
Q = 1,3 . 105C; i = 2,0A 8. Solução:

Q Q 1,3 . 105 .L .L
i= t= = t = 65 000s Pela 2.a lei de Ohm: R = R=
t i 2,0 A . r2
Se o comprimento for diminuído pela metade:
t = 65 000s 18 horas e 3 minutos.
. L
.L 2 .L
4. Solução: R0 = R= R=
A .r 2
2A
n = 1019 elétrons 1
Q = n . e = 1019 . 1,6 . 10–19 R = R0
2
Q = 1,6C; t = 100s A resistência passa a ser a metade da re-
Q 1,6 sistência inicial.
i= i= = 1,6 . 10–2
t 100
E_EM_3_FIS_018

i = 16 . 10–3mA
i = 16mA

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Pela 2.a lei de Ohm:
Questões de .L 4,8 . 10–7 . L
Processos Seletivos R=
. r2 3,1 . (0,5 . 10–3)2
=1

7,75 . 10–7
1. Solução: C L= L 1,6m
4,8 . 10–7
U 5. Solução: D
Pela 1.a lei de Ohm: R =
i
1,5 Pela 2.a lei de Ohm:
R= = 0,25 . 103 ou 2,5 . 102
6 . 10–3 R1 = 2 . R2
.L
2. Solução: R= 1
= 10 . 2
A L1 = L2 = L
Como o íon K+ tem um elétron em falta sua
carga será: . L1 10 2 . L
A1 = 1
R1 A1 2R2
n = 2 . 105 íons; e = 1,6 . 10–19C = =5
. L A2 2
. L
t = 1ms = 1 . 10–3s A2 = 2 2
R R2
2
Portanto Q = n .e Q = 2 . 105 . 1,6 . 10–19
Q = 3,2 . 10–14C 6. Solução:
Q
A intensidade da corrente será: i = Dados iniciais: i = 2,0mA; v = 8,0 . 107m/s;
t s = 0,50m
3,2 . 10–14
i= i = 3,2 . 10–11A Para descobrir quantos elétrons existe no fei-
1 . 10–3 xe, precisamos antes determinar o tempo que
s
3. Solução: E o feixe leva para atravessar o tubo: v =
v
. L1 s 0,5
A 1.a resistência é: R1 =
1 t= = = 0,0625 . 10–7s
. r12 v 8 . 107
58 Definido esse tempo, podemos calcular o
Para a segunda resistência, com o raio valen-
r1 número de elétrons que estão no tubo atra-
do , 2 1 e 3L1, tem-se: vés da definição de corrente:
3
. L2 2 1 . 3L1 Q
2
R2 = R = i= Q=i. t=n.e
. r22 2 r 2 t
. 1
3 2 . 10–3 . 0,0625 . 10–7 = n . 1,6 . 10–19
6 . 1 . L1
R2 = R2 = 54R1 0,125 . 10–10
r1 2 n= = 0,078125 . 109
. 1,6 . 10–19
9

4. Solução: C n = 78 125 000 elétrons.

Transformando mm em m: 7. Solução: A

1m _____ 1 000mm As alternativas II e III são exemplos de re-


d _____ 1mm sistores não ôhmicos. Possuem resistência
não constante. Um resistor ôhmico possui a
d = 1 . 10–3m r = 0,5 . 10–3m.
E_EM_3_FIS_018

corrente diretamente proporcional à tensão

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
(ddp) aplicada, portanto para as alternativas
IV e V existe inconsistência porque quando
há corrente não há tensão e quando há
tensão não há corrente.

8. Solução: A

No caso II, as lâmpadas estão em parale-


lo, mas o interruptor manipula a corrente
somente em uma delas. No caso III, as
lâmpadas estão em série, mas o interrup-
tor controla apenas uma das lâmpadas. A
corrente pode circular pela outra.

9. Solução: C

Pela 1.a lei de Ohm:


U 3
=R R= R=3
i 1
Corrente: 1A; Resistência: 3
U 12
=R R= R=6
i 2
Corrente: 2A; Resistência: 6

10. Solução: nova resistência será 56 .

Transformando mm em m:

1m _____ 1 000mm 59
d _____ 2mm
d = 2 . 10–3m
Do gráfico tem-se que a 1.a resistência é:
112
R1 = = 224
0,5
Dobrando o diâmetro:
.L .L .L
R1 = R2 = =
. r2 . (2r)2 4 . r2
R1
R2 =
4
Portanto a nova resistência é:
224
R2 = = 56
4
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
60

E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Corrente elétrica
movimentam livremente. Os cátions (íons posi-
Abordagem teórica tivos) se movimentam do polo positivo para o
negativo, e os ânions (íons negativos), se movi-
Como imaginar nossas vidas sem as cor-
mentam do polo negativo para o positivo. Estes
rentes elétricas? Uma situação complicada no
íons resultam normalmente de sais colocados
mundo moderno, que cada dia precisa mais e
no interior dos líquidos.
mais de máquinas, lâmpadas e equipamentos
elétricos para nosso conforto pessoal. Quan- Nos gases, a corrente elétrica é formada
do ficamos sem luz por alguns momentos, no por íons e por elétrons, que se desprendem dos
escuro, temos uma sensação muita estranha, átomos no processo de ionização do gás.
pois nos habituamos a ligar o interruptor e ver a Apesar de mostrarmos a corrente nos lí-
lâmpada acender, ligar o botão e ver a televisão quidos e gases, a Física irá se preocupar muito
funcionar e ligar o registro e tomar um banho mais com a corrente nos sólidos metálicos, que
quente. Então, nada melhor que conhecermos é o objetivo principal da Eletricidade.
os conceitos físicos que explicam os fenômenos Para definirmos corrente elétrica, devemos
elétricos que regem o funcionamento de nossos entender que uma certa quantidade de carga
aparelhos elétricos. elétrica passa pelo condutor metálico em um
Inúmeros instrumentos em nossos lares determinado intervalo de tempo. Traduzindo isso
funcionam com o uso da eletricidade: lâmpa- para a linguagem matemática, temos:
das, televisor, chuveiro, aquecedor, ventilador, q
computador, entre outros. Estes aparelhos, para i=
t
desempenhar suas devidas funções, necessitam
de corrente elétrica. onde: 43
i: corrente elétrica, expressa no SI em
Corrente elétrica ampère (A);
q: carga elétrica que passa por uma
secção reta do condutor, expressa no SI em
Uma corrente elétrica é caracerizada pelo
coulomb (C);
movimento ordenado de corpos portadores de
carga, dentro de um material. Sempre que esta- t: intervalo de tempo, expresso no SI em
belecermos uma diferença de potencial (U) num segundos (s).
fio condutor, este terá seus elétrons livres se A unidade de medida de corrente elétrica no
movendo de forma ordenada, do ponto de menor SI é o ampère (A), que significa C/s (coulomb por
potencial para o de maior, sendo esse sentido de segundo). Esta unidade é uma homenagem ao
movimentação das cargas chamado de corrente físico francês André Marie Ampère (1775-1836),
real. Se considerarmos que, ao invés disso, car- um dos principais nomes da Eletricidade e do
gas positivas de movem do ponto de maior poten- magnetismo.
cial para o ponto de menor potencial, o sentido Obs.: é comum expressarmos a corrente
da corrente elétrica é dito convencional. elétrica em submúltiplos:
E_EM_3_FIS_018

A corrente elétrica também está presente 1mA = miliampère = 1 . 10-3A.


nos líquidos e gases. Nos líquidos, temos o 1 A = microampère = 1 . 10-6A.
movimento de íons (cátions e ânions), que se

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Corrente real e Observação
corrente convencional Na totalidade dos problemas, iremos
considerar a corrente convencional; porém,
Como sabemos, em um condutor é o elétron muitos autores preferem a análise da cor-
livre que conduz a carga, e consequentemente rente elétrica com seu sentido real. Nossa
a corrente elétrica flui de um lugar de menor escolha não afetará em absoluto a análise
potencial para um de maior potencial. Esta é a quantitativa dos problemas propostos. É
chamada corrente elétrica real. uma mera questão de sentido.
Elétrons

Cobre

Efeitos da corrente elétrica


O movimento das cargas elétricas num con-
dutor não pode ser observado diretamente, quer
os condutores sejam metálicos ou eletrolíticos
(líquidos). Porém, apesar de não serem observa-
dos diretamente, esses movimentos produzem
diversos fenômenos, que não são notados quan-
Figura 1 – Sentido real da corrente elétrica. do as cargas elétricas estão paradas. Assim, a
presença de uma corrente pode ser constatada
No início do estudo da corrente elétrica, através dos efeitos que ela produz. Ao percorrer
os cientistas convencionaram que a corrente um condutor a corrente elétrica pode produzir os
elétrica era um movimento ordenado de cargas seguintes efeitos:
positivas que se deslocavam do polo de maior a) Efeito térmico ou efeito Joule
potencial (positivo) para o de menor potencial
44 (negativo). Esta é a chamada corrente elétrica Os constantes choques que os elétrons li-
convencional. vres sofrem durante o seu movimento no interior
do condutor fazem com que a maior parte da
E energia cinética desses átomos se transforme em
calor, provocando um aumento na temperatura
do condutor. O fenômeno do aquecimento de um
condutor, devido à passagem da corrente elétrica,
é chamado de efeito térmico ou efeito Joule.
b) Efeito luminoso
Em determinadas condições, a passagem
da corrente elétrica através de um gás rarefeito
faz com que ele emita luz. As lâmpadas fluores-
centes e os anúncios luminosos são aplicações
Sentido Convencional desse efeito. Neles há a transformação direta
Figura 2 – Sentido convencional da corrente elétrica. de energia elétrica em energia luminosa.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
c) Efeito magnético Mas a corrente elétrica que utilizamos
no dia a dia, em nossas casas, é a corrente
Um condutor, percorrido por uma corrente
alternada, na qual o elétron troca o sentido de
elétrica, cria, na região próxima a ele, um campo
movimentação várias vezes por segundo:
magnético. Este é um dos efeitos mais importan- i
tes, constituindo a base do funcionamento dos
imáxima
motores, transformadores, relés etc.
d) Efeito químico
Uma solução eletrolítica sofre decomposição
quando atravessada por uma corrente elétrica. t

e) Efeito fisiológico
Ao percorrer o corpo de um animal, a corren- –imáxima
te elétrica provoca a contração dos músculos,
Figura 5 – Gráfico de corrente alternada.
causando a sensação de formigamento e dor,
proporcional à intensidade da corrente, podendo No Brasil, a alternância tem frequência
chegar a provocar queimaduras, perda de cons- nominal de 60Hz.
ciência e parada cardíaca. Exemplo:
Corrente elétrica gerada por usinas, através
Corrente contínua e de geradores de energia.

corrente alternada
Resistência elétrica
Um tipo de corrente elétrica é a corrente
contínua, ou seja, quando as cargas se movem Sempre que tivermos um condutor, em nos-
todas num mesmo sentido, resultando um grá- so dia a dia, percebemos que ocorre um certo
fico como este: aquecimento quando o mesmo é percorrido por
i
uma corrente elétrica. Este aquecimento, às 45
vezes imperceptível, se dá em função da oposi-
ção do material à passagem da corrente elétrica
(isto é, oposição ao movimento das cargas).
Esta característica do material chamamos de
t resistência elétrica (R).
Figura 3 – Gráfico de corrente contínua.
A resistência elétrica de um condutor me-
Exemplos: tálico é definida pela relação:
Baterias, geradores DC e pilhas conven- U
R=
cionais. i
O símbolo utilizado para pilhas ou geradores
de corrente contínua nos circuitos elétricos é: Observação
+ – Essa relação também é conhecida
como 1.a lei de Ohm, obtida pelo físico
Figura 4 – Símbolo dos geradores de corrente alemão George Simon Ohm (1787-1854),
contínua (baterias, por exemplo). que estudou e publicou suas conclusões
sobre o comportamento da resistência
E_EM_3_FIS_018

elétrica nos condutores metálicos.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Unidade de medida de resistência elétrica
no SI: Gráfico da primeira
[R] =
V
= (ohm)
lei de Ohm
A
onde: Um gráfico que expressa a relação entre
U e i nos mostra que a resistência permanece
R: resistência elétrica do condutor metálico,
constante à medida que se aumenta o potencial,
cuja unidade no SI é ohm, cujo símbolo é ;
pois a corrente aumenta na mesma proporção.
U: d.d.p. ou tensão, expressa no SI em Observe o exemplo de um gráfico de um resistor
volts (V); ôhmico, isto é, que obedece à 1.a lei de Ohm:
i: corrente elétrica, expressa no SI em U (V)
ampères (A). 18

O símbolo utilizado para representarmos 14


12
uma resistência elétrica pode ser:
10
8
6
4
2

ou 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,8 i (A)


Figura 8 – Exemplo de gráfico de medidas para um resistor
ôhmico.

Observe a comparação:
Figura 6 – Símbolos utilizados para resistência elétrica. U

Observação
(a)
46 Reostato é uma resistência elétrica
que pode variar o seu valor.

i
U

Figura 7 – Símbolo utilizado para o reostato.


1
Aplicações para o reostato: (b)

•• chuveiro;
•• dimmer (dispositivo controlador da 2

luminosidade de um ambiente);
•• botão liga-desliga de um rádio. i
Figura 9 – Gráfico de resistor ôhmico
(superior) e não ôhmico (inferior).
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Em (a) temos um gráfico de um resistor Onde:
ôhmico, ou seja, que obedece à 1.a lei de Ohm R: resistência elétrica, medida no SI em
(o gráfico é uma reta, dando-nos a informação ohm ( );
de que a resistência é constante).
L: comprimento do fio, medido no SI em
Em (b) temos um gráfico de dois resistores metros (m);
que não obedecem à lei de Ohm (não ôhmicos).
A: área da secção transversal, medida no
U
SI em metro quadrado (m2);
: resistividade elétrica do material a uma
determinada temperatura (este valor depende
do tipo de material do qual o condutor é feito);
(I)
aparece normalmente em ohm . metro ( . m).
Alguns valores de resistividade:

Resistividade de alguns materiais à


temperatura ambiente (20oC)
i Material Resistividade ( . m)
prata 1,62 . 10–8
U
cobre 1,69 . 10–8
alumínio 2,75 . 10–8
tungstênio 5,25 . 10–8
ferro 9,68 . 10–8
(II)
platina 10,6 . 10–8
manganês 48,2 . 10–8
silício 2,5 . 10–8
vidro 10

i Observe 47
Figura 10 – Resistência aumenta (I) ou resistên-
cia diminui (II), com o aumento de tensão. Usa-se o valor da área do círculo para
encontrar a área da secção reta do fio.

2.a lei de Ohm A = r2


Onde: r = raio do condutor cilíndrico (fio);
Além destes fatores, a resistência de um = 3,1415...
material varia conforme a espessura do mes-
mo (área de sua secção reta), bem como de
seu comprimento. Ainda não devemos deixar Importante
de levar em conta o tipo de material do qual o
condutor é feito. Todas essas relações podem A resistência varia com a temperatura,
ser expressas em: pois quanto maior a agitação dos átomos ou
L moléculas (aumento de temperatura), maior
R= ,
A será a dificuldade para os elétrons livres se
relação conhecida como 2.a lei de Ohm. movimentarem dentro do fio condutor.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Instrumentos de
medida elétrica
Existem alguns aparelhos que os eletricistas e técnicos em eletrônica utilizam para medir algu-
mas grandezas elétricas. Os mais comuns são:

•• Amperímetro: aparelho que serve para me- •• Ohmímetro: aparelho utilizado para fa-
dir corrente elétrica num circuito. Deve ser zermos a medida direta do valor de uma
ligado em série no circuito e deve possuir resistência elétrica. Utiliza, para seu
resistência interna baixa, para não alterar funcionamento, o princípio da Ponte de
o valor da medida. Wheatstone, que é uma associação de
resistências arrumadas de maneira a se
encontrar o valor da resistência desco-
A
nhecida (a que queremos medir).

Divulgação.
Figura 11 – Amperímetro ligado em série.

•• Voltímetro: aparelho que serve para medir


diferença de potencial elétrico (voltagem),
num resistor ou em qualquer parte do
circuito. Ele deve ser ligado em paralelo
48 com o pedaço do circuito que desejamos
medir a d.d.p., e possuir resistência inter-
na grande, para não alterar a medida.

A B

Figura 13 – Multímetro: voltímetro, ampe-


rímetro e ohmímetro no mesmo aparelho.
V
•• Multímetro: aparelho que serve como
Figura 12 – Voltímetro ligado em paralelo. voltímetro, amperímetro e ohmímetro.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Para saber mais
Os supercondutores ção para o fenômeno da supercondutivida-
de, fato que deu a eles o prêmio Nobel de
A corrente elétrica, durante o processo
Física naquele ano. O que fez a explicação
de transporte de energia elétrica, que vai
deles ser tão importante foi o fato de eles,
das usinas geradoras até os centros consu-
mostrarem que esse fenômeno não esta
midores, sofre significativa perda de energia.
ligado somente à diminuição da agitação
Essa perda ocorre em razão da resistência
térmica dos átomos e moléculas de um
elétrica dos fios condutores de eletricidade.
material (o que acontece quando esse está
Ocorre que boa parte da energia elétrica é
a baixas temperaturas). Dessa forma, surgiu
transformada em energia térmica, sendo
a ideia da possibilidade da existência desse
dessa forma dissipada para o meio ambien-
fenômeno com temperaturas muito eleva-
te. Como forma de diminuir essa perda de
das, mas as experiências com condutores
energia, usa-se fios condutores com baixa
metálicos relacionadas a essa possibilidade
resistência, como o cobre, por exemplo,
não deram resultados significativos.
que conduz a corrente sob alta-tensão; ain-
Anos mais tarde, o suíço Karl Alexander
da assim, em distâncias que ultrapassam
Muller e o alemão Johannes G. Bednorz,
400km, as perdas de energia ainda aconte-
físicos da IBM, observaram a supercondu-
cem, podendo chegar até 20%. Em virtude
tividade a cerca de 35K, o que corresponde
disso, muitos cientistas buscam conseguir
a –238,15oC. Graças às suas descobertas
os chamados condutores ideais, aqueles que
e à comprovação da supercondutividade,
conduzem energia elétrica sem que ocorram
esses dois físicos cientistas ganharam, em
perdas para o meio ambiente. Será possível
1986, o prêmio Nobel de Física. Esse fato
conseguir esse tipo de condutor?
foi um grande avanço para toda ciência e
A supercondutividade é uma proprieda- permitiu avanços significativos em vários
de física que certos materiais apresentam ramos de pesquisas.
quando são esfriados a temperaturas extre- 49
A supercondutividade é muito importan-
mamente baixas, podendo conduzir corrente
te e tem larga aplicação. Essa propriedade
elétrica praticamente sem resistências e nem
não é aplicada somente na transmissão de
perdas de energia. Esse fenômeno foi des-
energia elétrica, mas também em várias
coberto em 1911 pelo físico holandês Heike
outras como:
Kamerlingh Onnes (1853-1926), quando ob-
servou que a resistência elétrica do mercúrio –– na construção de magnetos supercon-
praticamente desaparecia ao ser resfriado dutores que geram campo magnético
a aproximadamente 4K, o que corresponde extremamente forte, os quais possi-
a –269,15oC. Dessa forma, ele acabava de bilitam a construção dos chamados
tornar o mercúrio um material supercondutor. aceleradores de partículas;
Esse fenômeno, conseguido com o mercúrio, –– nos aparelhos eletrônicos que funcio-
foi verificado para outros metais, no entanto nam à base de eletricidade, diminuindo
não foi permitida a aplicação, pois eram o seu tamanho e o gasto de energia
necessários muitos gastos para conseguir dos mesmos;
manter temperaturas tão baixas.
–– nos fios supercondutores utilizados em
Foi com o trio de físicos americanos
computadores, permitindo que os chips
E_EM_3_FIS_018

John Bardeen, Leon Cooper e John Robert


sejam cada vez menores e mais rápidos
Schrieffer que, em 1972, surgiu a explica-
no processamento de dados;

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
–– em ímãs, permitindo que eles possam flutuando sobre o trilho.
flutuar sobre a superfície de um material
(SILVA, Marco Aurélio da. Os Supercondutores.
supercondutor. Esse fato possibilita a
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/os-supercondu-
construção e operação dos chamados tores.htm>. Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)
trens bala, os quais trafegam apenas

Obs.: o tempo deve estar em segundos.


Exercícios resolvidos
6,0 . 10–4
i=
60
1. Um fio, ao ser submetido a uma voltagem
de 50 volts, é percorrido por 40 coulombs i = 1,0 . 10-5A
de carga, num intervalo de tempo de 10 se-
gundos. Calcule sua resistência elétrica.
Exercícios de aplicação
`` Solução:

q 1. Com base nos seus conhecimentos de cor-


i= rentes elétricas responda:
t
a) Uma pilha estabelece corrente alterna-
40
i= da ou contínua?
10

i = 4A

U=R.i

50 = R . 4

50
R=
4
50
R = 12,5 b) E a rede de eletricidade de uma residên-
cia?
2. Um resistor sob tensão de 80V é percorrido
por uma corrente de 5A. Calcular a resistên-
cia desse resistor.

`` Solução:
U
R=
i
80
R= 2. Um fio condutor é percorrido por uma cor-
5 rente de 10A. Calcule a carga que passa
R = 16 através de uma secção transversal desse
condutor em 1 minuto.
3. Suponha que o feixe de elétrons em um tubo
de imagens de televisão tenha um fluxo de
carga de q = 6,0 . 10-4C por minuto. Qual a
E_EM_3_FIS_018

corrente do feixe, em ampères?

`` Solução:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Uma bateria de automóvel, completamente b) a resistência elétrica do fio.
carregada, libera 1,3 . 105C de carga. Deter-
mine, aproximadamente, o tempo em horas
que uma lâmpada, ligada nessa bateria,
ficará acesa, sabendo que necessita de
uma corrente constante de 2,0A para ficar
em regime normal de funcionamento.

4. A secção transversal de um fio de cobre é


6. No circuito a seguir, qual é a leitura do am-
percorrida por 1019 elétrons durante 100
perímetro?
segundos. Determine o valor da corrente no
condutor e expresse em mA, sabendo que
1mA = 10-3A.
A

U = 10V R = 50Ω
51

5. Um determinado fio, submetido a uma di-


ferença de potencial (ddp) de 220 volts, é
percorrido por 120 coulombs num intervalo
de tempo de 30s. Determine:
a) a corrente elétrica i que percorre o fio.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
7. O valor da resistência de um fio depende a) é ôhmico e sua resistência vale 4,5 . 102
das seguintes grandezas: comprimento e
b) é ôhmico e sua resistência vale 1,8 . 102
espessura (área da seção transversal). De-
termine qual (ou quais) é (são) diretamente c) é ôhmico e sua resistência vale 2,5 . 102
proporcional(ais) e qual (ou quais) das gran- d) não é ôhmico e sua resistência vale
dezas é (são) inversamente proporcional (ais) 0,40 .
à resistência elétrica.
e) não é ôhmico e sua resistência vale
0,25 .

8. Um determinado fio de cobre de comprimen- 2. (Vunesp) Mediante estímulo, 2 . 105 íons de


to L com área A (seção transversal) possui K+ atravessam a membrana de uma célula
resistência elétrica R. O que acontecerá nervosa em 1,0 milisegundos. Calcule a in-
com a resistência elétrica do fio se este for tensidade dessa corrente elétrica, sabendo
diminuído a metade? que a carga elementar é 1,6 . 10-19C.

52
Questões de 3. (Cesgranrio) Um fio cilíndrico de comprimen-
to L e raio de seção reta r apresenta resis-
Processos Seletivos tência R. Um outro fio, cuja resistividade é o
dobro da primeira, o comprimento é o triplo,
1. (PUC Minas) O gráfico representa a curva r
e o raio , terá resistência igual a:
característica tensão-corrente para um de- 3
R
terminado resistor. Em relação ao resistor, a) .
54
é correto afirmar que:
b) 2R.
U (V)
c) 6R.
d) 18R.
e) 54R.

2,0

1,5

1,0
E_EM_3_FIS_018

0,5

2,0 4,0 6,0 i (mA)

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
4. (UEL. Adap.) Deseja-se construir uma re- 6. (Vunesp) O feixe de elétrons num tubo de
sistência elétrica de 1,0 com um fio de televisão percorre uma distância de 0,50m no
1,0mm de diâmetro. A resistividade do ma- espaço evacuado entre o emissor de elétrons
terial é 4,8 . 10-7 .m e pode ser adotado e a tela do tubo. Se a velocidade dos elétrons
como 3,1. O comprimento do fio utilizado no tubo é de 8,0 . 107m/s e se a corrente do
deve ser, em metros, aproximadamente: feixe é de 2,0mA, calcule o número de elé-
trons que há no feixe em qualquer instante.
a) 0,40.
(carga do elétron = 1,6 . 10–19C).
b) 0,80.
c) 1,6.
d) 2,4.
e) 3,2.

5. (UFSM) Um pedaço de fio cuja área de 7. (PUC-Campinas) Considere os gráficos a


seção transversal é A1 apresenta o dobro seguir, que representam a tensão (U) nos
da resistência elétrica de outro cuja área terminais de componentes elétricos em
de seção transversal é A2. Sabendo que a função da intensidade da corrente (i) que
resistividade do primeiro é dez vezes a resis- os percorre.
tividade do segundo, assinale a alternativa
A
que apresenta a correta relação 1 para um U U
53
mesmo comprimento de fio. A2
1
a) .
10
1
b) .
5 O
I i
O
II i

c) 1.
d) 5.
e) 10.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
U U

O i O
III IV i

II

IESDE Brasil S.A.


O i
V

Entre esses gráficos, pode-se utilizar para re-


presentar componentes ôhmicos somente
a) I.
b) I e IV. III

c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I, IV e V.

a) I.
54 8. (UFMG) Estes circuitos representam uma b) II.
pilha ligada a duas lâmpadas e uma chave c) III.
interruptora.
d) I e II.
A alternativa que apresenta o(s) circuito(s) e) I e III.
em que a ação da chave apaga ou acende
as duas lâmpadas, simultaneamente, é:
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. (Unirio) Um condutor, ao ser submetido 10. (UFPE) Um fio de diâmetro igual a 2mm é
a uma diferença de potencial variável, usado para a construção de um equipamen-
apresenta o diagrama U x i representado to médico. O comportamento da diferença
a seguir. Sobre esse condutor, conside- de potencial nas extremidades do fio em
rando a temperatura constante, é correto função da corrente é indicado na figura a
afirmar que: seguir. Qual o valor em ohms da resistência
de um outro fio, do mesmo material que
U (V)
o primeiro, de igual comprimento e com o
diâmetro duas vezes maior?
12
U (volts)

224

3,0

0 112
1,0 2,0 i (A)

a) é ôhmico, e sua resistência elétrica é


3,0 .
0
0,5 1,0 i (A)
b) é ôhmico, e sua resistência elétrica é 0
6,0 .
c) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 3,0 quando a intensidade da corren-
te elétrica é 1,0A.
d) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 3,0W quando a intensidade da corren-
te elétrica é 2,0A.
e) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 6,0W quando a intensidade da corren- 55
te elétrica é 1,0A.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
56

E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Exercícios de aplicação 5. Solução:
a) A corrente elétrica é:
1. Solução:
q 120
A pilha fornece corrente contínua, ou seja, i= i= i = 4A
t 30
mantém a mesma intensidade de corrente
sendo enviada à carga que a consome, sem b) A resistência do fio, pela 1.a lei de Ohm,
inversão na fase da mesma. A rede elétrica é:
de uma residência fornece corrente alterna-
U 220
da, ou seja, a corrente varia com o tempo, =R R= R = 55
assumindo valores positivos e negativos, i 4
com picos de intensidade.
6. Solução:
O motivo para tal diferença está na fonte ge-
radora de corrente elétrica de cada caso, um
O amperímetro mede a intensidade da
processo físico-químico no caso da bateria
e um processo de transformação de energia corrente elétrica, portanto, pela 1.a lei de
(na hidrelétrica, por exemplo) para o caso Ohm:
da rede elétrica residencial. U U 10
=R i= i= i = 0,2A
i R 50
2. Solução:
7. Solução:
A corrente elétrica é: i = 10A
L
Transformando min em s: 1min = 60s Pela 2.a lei de Ohm: R = . O compri-
A
A carga que passa através da secção trans- mento é diretamente proporcional, pois um
versal do condutor é: aumento em L causa aumento em R, e a 57
q q espessura é inversamente proporcional,
i= 10 = q = 600C pois um aumento na espessura reflete em
t 60
diminuição da resistência.
3. Solução:
Q = 1,3 . 105C; i = 2,0A 8. Solução:

Q Q 1,3 . 105 .L .L
i= t= = t = 65 000s Pela 2.a lei de Ohm: R = R=
t i 2,0 A . r2
Se o comprimento for diminuído pela metade:
t = 65 000s 18 horas e 3 minutos.
. L
.L 2 .L
4. Solução: R0 = R= R=
A .r 2
2A
n = 1019 elétrons 1
Q = n . e = 1019 . 1,6 . 10–19 R = R0
2
Q = 1,6C; t = 100s A resistência passa a ser a metade da re-
Q 1,6 sistência inicial.
i= i= = 1,6 . 10–2
t 100
E_EM_3_FIS_018

i = 16 . 10–3mA
i = 16mA

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Pela 2.a lei de Ohm:
Questões de .L 4,8 . 10–7 . L
Processos Seletivos R=
. r2 3,1 . (0,5 . 10–3)2
=1

7,75 . 10–7
1. Solução: C L= L 1,6m
4,8 . 10–7
U 5. Solução: D
Pela 1.a lei de Ohm: R =
i
1,5 Pela 2.a lei de Ohm:
R= = 0,25 . 103 ou 2,5 . 102
6 . 10–3 R1 = 2 . R2
.L
2. Solução: R= 1
= 10 . 2
A L1 = L2 = L
Como o íon K+ tem um elétron em falta sua
carga será: . L1 10 2 . L
A1 = 1
R1 A1 2R2
n = 2 . 105 íons; e = 1,6 . 10–19C = =5
. L A2 2
. L
t = 1ms = 1 . 10–3s A2 = 2 2
R R2
2
Portanto Q = n .e Q = 2 . 105 . 1,6 . 10–19
Q = 3,2 . 10–14C 6. Solução:
Q
A intensidade da corrente será: i = Dados iniciais: i = 2,0mA; v = 8,0 . 107m/s;
t s = 0,50m
3,2 . 10–14
i= i = 3,2 . 10–11A Para descobrir quantos elétrons existe no fei-
1 . 10–3 xe, precisamos antes determinar o tempo que
s
3. Solução: E o feixe leva para atravessar o tubo: v =
v
. L1 s 0,5
A 1.a resistência é: R1 =
1 t= = = 0,0625 . 10–7s
. r12 v 8 . 107
58 Definido esse tempo, podemos calcular o
Para a segunda resistência, com o raio valen-
r1 número de elétrons que estão no tubo atra-
do , 2 1 e 3L1, tem-se: vés da definição de corrente:
3
. L2 2 1 . 3L1 Q
2
R2 = R = i= Q=i. t=n.e
. r22 2 r 2 t
. 1
3 2 . 10–3 . 0,0625 . 10–7 = n . 1,6 . 10–19
6 . 1 . L1
R2 = R2 = 54R1 0,125 . 10–10
r1 2 n= = 0,078125 . 109
. 1,6 . 10–19
9

4. Solução: C n = 78 125 000 elétrons.

Transformando mm em m: 7. Solução: A

1m _____ 1 000mm As alternativas II e III são exemplos de re-


d _____ 1mm sistores não ôhmicos. Possuem resistência
não constante. Um resistor ôhmico possui a
d = 1 . 10–3m r = 0,5 . 10–3m.
E_EM_3_FIS_018

corrente diretamente proporcional à tensão

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
(ddp) aplicada, portanto para as alternativas
IV e V existe inconsistência porque quando
há corrente não há tensão e quando há
tensão não há corrente.

8. Solução: A

No caso II, as lâmpadas estão em parale-


lo, mas o interruptor manipula a corrente
somente em uma delas. No caso III, as
lâmpadas estão em série, mas o interrup-
tor controla apenas uma das lâmpadas. A
corrente pode circular pela outra.

9. Solução: C

Pela 1.a lei de Ohm:


U 3
=R R= R=3
i 1
Corrente: 1A; Resistência: 3
U 12
=R R= R=6
i 2
Corrente: 2A; Resistência: 6

10. Solução: nova resistência será 56 .

Transformando mm em m:

1m _____ 1 000mm 59
d _____ 2mm
d = 2 . 10–3m
Do gráfico tem-se que a 1.a resistência é:
112
R1 = = 224
0,5
Dobrando o diâmetro:
.L .L .L
R1 = R2 = =
. r2 . (2r)2 4 . r2
R1
R2 =
4
Portanto a nova resistência é:
224
R2 = = 56
4
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
60

E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Corrente elétrica
movimentam livremente. Os cátions (íons posi-
Abordagem teórica tivos) se movimentam do polo positivo para o
negativo, e os ânions (íons negativos), se movi-
Como imaginar nossas vidas sem as cor-
mentam do polo negativo para o positivo. Estes
rentes elétricas? Uma situação complicada no
íons resultam normalmente de sais colocados
mundo moderno, que cada dia precisa mais e
no interior dos líquidos.
mais de máquinas, lâmpadas e equipamentos
elétricos para nosso conforto pessoal. Quan- Nos gases, a corrente elétrica é formada
do ficamos sem luz por alguns momentos, no por íons e por elétrons, que se desprendem dos
escuro, temos uma sensação muita estranha, átomos no processo de ionização do gás.
pois nos habituamos a ligar o interruptor e ver a Apesar de mostrarmos a corrente nos lí-
lâmpada acender, ligar o botão e ver a televisão quidos e gases, a Física irá se preocupar muito
funcionar e ligar o registro e tomar um banho mais com a corrente nos sólidos metálicos, que
quente. Então, nada melhor que conhecermos é o objetivo principal da Eletricidade.
os conceitos físicos que explicam os fenômenos Para definirmos corrente elétrica, devemos
elétricos que regem o funcionamento de nossos entender que uma certa quantidade de carga
aparelhos elétricos. elétrica passa pelo condutor metálico em um
Inúmeros instrumentos em nossos lares determinado intervalo de tempo. Traduzindo isso
funcionam com o uso da eletricidade: lâmpa- para a linguagem matemática, temos:
das, televisor, chuveiro, aquecedor, ventilador, q
computador, entre outros. Estes aparelhos, para i=
t
desempenhar suas devidas funções, necessitam
de corrente elétrica. onde: 43
i: corrente elétrica, expressa no SI em
Corrente elétrica ampère (A);
q: carga elétrica que passa por uma
secção reta do condutor, expressa no SI em
Uma corrente elétrica é caracerizada pelo
coulomb (C);
movimento ordenado de corpos portadores de
carga, dentro de um material. Sempre que esta- t: intervalo de tempo, expresso no SI em
belecermos uma diferença de potencial (U) num segundos (s).
fio condutor, este terá seus elétrons livres se A unidade de medida de corrente elétrica no
movendo de forma ordenada, do ponto de menor SI é o ampère (A), que significa C/s (coulomb por
potencial para o de maior, sendo esse sentido de segundo). Esta unidade é uma homenagem ao
movimentação das cargas chamado de corrente físico francês André Marie Ampère (1775-1836),
real. Se considerarmos que, ao invés disso, car- um dos principais nomes da Eletricidade e do
gas positivas de movem do ponto de maior poten- magnetismo.
cial para o ponto de menor potencial, o sentido Obs.: é comum expressarmos a corrente
da corrente elétrica é dito convencional. elétrica em submúltiplos:
E_EM_3_FIS_018

A corrente elétrica também está presente 1mA = miliampère = 1 . 10-3A.


nos líquidos e gases. Nos líquidos, temos o 1 A = microampère = 1 . 10-6A.
movimento de íons (cátions e ânions), que se

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Corrente real e Observação
corrente convencional Na totalidade dos problemas, iremos
considerar a corrente convencional; porém,
Como sabemos, em um condutor é o elétron muitos autores preferem a análise da cor-
livre que conduz a carga, e consequentemente rente elétrica com seu sentido real. Nossa
a corrente elétrica flui de um lugar de menor escolha não afetará em absoluto a análise
potencial para um de maior potencial. Esta é a quantitativa dos problemas propostos. É
chamada corrente elétrica real. uma mera questão de sentido.
Elétrons

Cobre

Efeitos da corrente elétrica


O movimento das cargas elétricas num con-
dutor não pode ser observado diretamente, quer
os condutores sejam metálicos ou eletrolíticos
(líquidos). Porém, apesar de não serem observa-
dos diretamente, esses movimentos produzem
diversos fenômenos, que não são notados quan-
Figura 1 – Sentido real da corrente elétrica. do as cargas elétricas estão paradas. Assim, a
presença de uma corrente pode ser constatada
No início do estudo da corrente elétrica, através dos efeitos que ela produz. Ao percorrer
os cientistas convencionaram que a corrente um condutor a corrente elétrica pode produzir os
elétrica era um movimento ordenado de cargas seguintes efeitos:
positivas que se deslocavam do polo de maior a) Efeito térmico ou efeito Joule
potencial (positivo) para o de menor potencial
44 (negativo). Esta é a chamada corrente elétrica Os constantes choques que os elétrons li-
convencional. vres sofrem durante o seu movimento no interior
do condutor fazem com que a maior parte da
E energia cinética desses átomos se transforme em
calor, provocando um aumento na temperatura
do condutor. O fenômeno do aquecimento de um
condutor, devido à passagem da corrente elétrica,
é chamado de efeito térmico ou efeito Joule.
b) Efeito luminoso
Em determinadas condições, a passagem
da corrente elétrica através de um gás rarefeito
faz com que ele emita luz. As lâmpadas fluores-
centes e os anúncios luminosos são aplicações
Sentido Convencional desse efeito. Neles há a transformação direta
Figura 2 – Sentido convencional da corrente elétrica. de energia elétrica em energia luminosa.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
c) Efeito magnético Mas a corrente elétrica que utilizamos
no dia a dia, em nossas casas, é a corrente
Um condutor, percorrido por uma corrente
alternada, na qual o elétron troca o sentido de
elétrica, cria, na região próxima a ele, um campo
movimentação várias vezes por segundo:
magnético. Este é um dos efeitos mais importan- i
tes, constituindo a base do funcionamento dos
imáxima
motores, transformadores, relés etc.
d) Efeito químico
Uma solução eletrolítica sofre decomposição
quando atravessada por uma corrente elétrica. t

e) Efeito fisiológico
Ao percorrer o corpo de um animal, a corren- –imáxima
te elétrica provoca a contração dos músculos,
Figura 5 – Gráfico de corrente alternada.
causando a sensação de formigamento e dor,
proporcional à intensidade da corrente, podendo No Brasil, a alternância tem frequência
chegar a provocar queimaduras, perda de cons- nominal de 60Hz.
ciência e parada cardíaca. Exemplo:
Corrente elétrica gerada por usinas, através
Corrente contínua e de geradores de energia.

corrente alternada
Resistência elétrica
Um tipo de corrente elétrica é a corrente
contínua, ou seja, quando as cargas se movem Sempre que tivermos um condutor, em nos-
todas num mesmo sentido, resultando um grá- so dia a dia, percebemos que ocorre um certo
fico como este: aquecimento quando o mesmo é percorrido por
i
uma corrente elétrica. Este aquecimento, às 45
vezes imperceptível, se dá em função da oposi-
ção do material à passagem da corrente elétrica
(isto é, oposição ao movimento das cargas).
Esta característica do material chamamos de
t resistência elétrica (R).
Figura 3 – Gráfico de corrente contínua.
A resistência elétrica de um condutor me-
Exemplos: tálico é definida pela relação:
Baterias, geradores DC e pilhas conven- U
R=
cionais. i
O símbolo utilizado para pilhas ou geradores
de corrente contínua nos circuitos elétricos é: Observação
+ – Essa relação também é conhecida
como 1.a lei de Ohm, obtida pelo físico
Figura 4 – Símbolo dos geradores de corrente alemão George Simon Ohm (1787-1854),
contínua (baterias, por exemplo). que estudou e publicou suas conclusões
sobre o comportamento da resistência
E_EM_3_FIS_018

elétrica nos condutores metálicos.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Unidade de medida de resistência elétrica
no SI: Gráfico da primeira
[R] =
V
= (ohm)
lei de Ohm
A
onde: Um gráfico que expressa a relação entre
U e i nos mostra que a resistência permanece
R: resistência elétrica do condutor metálico,
constante à medida que se aumenta o potencial,
cuja unidade no SI é ohm, cujo símbolo é ;
pois a corrente aumenta na mesma proporção.
U: d.d.p. ou tensão, expressa no SI em Observe o exemplo de um gráfico de um resistor
volts (V); ôhmico, isto é, que obedece à 1.a lei de Ohm:
i: corrente elétrica, expressa no SI em U (V)
ampères (A). 18

O símbolo utilizado para representarmos 14


12
uma resistência elétrica pode ser:
10
8
6
4
2

ou 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,8 i (A)


Figura 8 – Exemplo de gráfico de medidas para um resistor
ôhmico.

Observe a comparação:
Figura 6 – Símbolos utilizados para resistência elétrica. U

Observação
(a)
46 Reostato é uma resistência elétrica
que pode variar o seu valor.

i
U

Figura 7 – Símbolo utilizado para o reostato.


1
Aplicações para o reostato: (b)

•• chuveiro;
•• dimmer (dispositivo controlador da 2

luminosidade de um ambiente);
•• botão liga-desliga de um rádio. i
Figura 9 – Gráfico de resistor ôhmico
(superior) e não ôhmico (inferior).
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Em (a) temos um gráfico de um resistor Onde:
ôhmico, ou seja, que obedece à 1.a lei de Ohm R: resistência elétrica, medida no SI em
(o gráfico é uma reta, dando-nos a informação ohm ( );
de que a resistência é constante).
L: comprimento do fio, medido no SI em
Em (b) temos um gráfico de dois resistores metros (m);
que não obedecem à lei de Ohm (não ôhmicos).
A: área da secção transversal, medida no
U
SI em metro quadrado (m2);
: resistividade elétrica do material a uma
determinada temperatura (este valor depende
do tipo de material do qual o condutor é feito);
(I)
aparece normalmente em ohm . metro ( . m).
Alguns valores de resistividade:

Resistividade de alguns materiais à


temperatura ambiente (20oC)
i Material Resistividade ( . m)
prata 1,62 . 10–8
U
cobre 1,69 . 10–8
alumínio 2,75 . 10–8
tungstênio 5,25 . 10–8
ferro 9,68 . 10–8
(II)
platina 10,6 . 10–8
manganês 48,2 . 10–8
silício 2,5 . 10–8
vidro 10

i Observe 47
Figura 10 – Resistência aumenta (I) ou resistên-
cia diminui (II), com o aumento de tensão. Usa-se o valor da área do círculo para
encontrar a área da secção reta do fio.

2.a lei de Ohm A = r2


Onde: r = raio do condutor cilíndrico (fio);
Além destes fatores, a resistência de um = 3,1415...
material varia conforme a espessura do mes-
mo (área de sua secção reta), bem como de
seu comprimento. Ainda não devemos deixar Importante
de levar em conta o tipo de material do qual o
condutor é feito. Todas essas relações podem A resistência varia com a temperatura,
ser expressas em: pois quanto maior a agitação dos átomos ou
L moléculas (aumento de temperatura), maior
R= ,
A será a dificuldade para os elétrons livres se
relação conhecida como 2.a lei de Ohm. movimentarem dentro do fio condutor.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Instrumentos de
medida elétrica
Existem alguns aparelhos que os eletricistas e técnicos em eletrônica utilizam para medir algu-
mas grandezas elétricas. Os mais comuns são:

•• Amperímetro: aparelho que serve para me- •• Ohmímetro: aparelho utilizado para fa-
dir corrente elétrica num circuito. Deve ser zermos a medida direta do valor de uma
ligado em série no circuito e deve possuir resistência elétrica. Utiliza, para seu
resistência interna baixa, para não alterar funcionamento, o princípio da Ponte de
o valor da medida. Wheatstone, que é uma associação de
resistências arrumadas de maneira a se
encontrar o valor da resistência desco-
A
nhecida (a que queremos medir).

Divulgação.
Figura 11 – Amperímetro ligado em série.

•• Voltímetro: aparelho que serve para medir


diferença de potencial elétrico (voltagem),
num resistor ou em qualquer parte do
circuito. Ele deve ser ligado em paralelo
48 com o pedaço do circuito que desejamos
medir a d.d.p., e possuir resistência inter-
na grande, para não alterar a medida.

A B

Figura 13 – Multímetro: voltímetro, ampe-


rímetro e ohmímetro no mesmo aparelho.
V
•• Multímetro: aparelho que serve como
Figura 12 – Voltímetro ligado em paralelo. voltímetro, amperímetro e ohmímetro.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Para saber mais
Os supercondutores ção para o fenômeno da supercondutivida-
de, fato que deu a eles o prêmio Nobel de
A corrente elétrica, durante o processo
Física naquele ano. O que fez a explicação
de transporte de energia elétrica, que vai
deles ser tão importante foi o fato de eles,
das usinas geradoras até os centros consu-
mostrarem que esse fenômeno não esta
midores, sofre significativa perda de energia.
ligado somente à diminuição da agitação
Essa perda ocorre em razão da resistência
térmica dos átomos e moléculas de um
elétrica dos fios condutores de eletricidade.
material (o que acontece quando esse está
Ocorre que boa parte da energia elétrica é
a baixas temperaturas). Dessa forma, surgiu
transformada em energia térmica, sendo
a ideia da possibilidade da existência desse
dessa forma dissipada para o meio ambien-
fenômeno com temperaturas muito eleva-
te. Como forma de diminuir essa perda de
das, mas as experiências com condutores
energia, usa-se fios condutores com baixa
metálicos relacionadas a essa possibilidade
resistência, como o cobre, por exemplo,
não deram resultados significativos.
que conduz a corrente sob alta-tensão; ain-
Anos mais tarde, o suíço Karl Alexander
da assim, em distâncias que ultrapassam
Muller e o alemão Johannes G. Bednorz,
400km, as perdas de energia ainda aconte-
físicos da IBM, observaram a supercondu-
cem, podendo chegar até 20%. Em virtude
tividade a cerca de 35K, o que corresponde
disso, muitos cientistas buscam conseguir
a –238,15oC. Graças às suas descobertas
os chamados condutores ideais, aqueles que
e à comprovação da supercondutividade,
conduzem energia elétrica sem que ocorram
esses dois físicos cientistas ganharam, em
perdas para o meio ambiente. Será possível
1986, o prêmio Nobel de Física. Esse fato
conseguir esse tipo de condutor?
foi um grande avanço para toda ciência e
A supercondutividade é uma proprieda- permitiu avanços significativos em vários
de física que certos materiais apresentam ramos de pesquisas.
quando são esfriados a temperaturas extre- 49
A supercondutividade é muito importan-
mamente baixas, podendo conduzir corrente
te e tem larga aplicação. Essa propriedade
elétrica praticamente sem resistências e nem
não é aplicada somente na transmissão de
perdas de energia. Esse fenômeno foi des-
energia elétrica, mas também em várias
coberto em 1911 pelo físico holandês Heike
outras como:
Kamerlingh Onnes (1853-1926), quando ob-
servou que a resistência elétrica do mercúrio –– na construção de magnetos supercon-
praticamente desaparecia ao ser resfriado dutores que geram campo magnético
a aproximadamente 4K, o que corresponde extremamente forte, os quais possi-
a –269,15oC. Dessa forma, ele acabava de bilitam a construção dos chamados
tornar o mercúrio um material supercondutor. aceleradores de partículas;
Esse fenômeno, conseguido com o mercúrio, –– nos aparelhos eletrônicos que funcio-
foi verificado para outros metais, no entanto nam à base de eletricidade, diminuindo
não foi permitida a aplicação, pois eram o seu tamanho e o gasto de energia
necessários muitos gastos para conseguir dos mesmos;
manter temperaturas tão baixas.
–– nos fios supercondutores utilizados em
Foi com o trio de físicos americanos
computadores, permitindo que os chips
E_EM_3_FIS_018

John Bardeen, Leon Cooper e John Robert


sejam cada vez menores e mais rápidos
Schrieffer que, em 1972, surgiu a explica-
no processamento de dados;

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
–– em ímãs, permitindo que eles possam flutuando sobre o trilho.
flutuar sobre a superfície de um material
(SILVA, Marco Aurélio da. Os Supercondutores.
supercondutor. Esse fato possibilita a
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/os-supercondu-
construção e operação dos chamados tores.htm>. Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)
trens bala, os quais trafegam apenas

Obs.: o tempo deve estar em segundos.


Exercícios resolvidos
6,0 . 10–4
i=
60
1. Um fio, ao ser submetido a uma voltagem
de 50 volts, é percorrido por 40 coulombs i = 1,0 . 10-5A
de carga, num intervalo de tempo de 10 se-
gundos. Calcule sua resistência elétrica.
Exercícios de aplicação
`` Solução:

q 1. Com base nos seus conhecimentos de cor-


i= rentes elétricas responda:
t
a) Uma pilha estabelece corrente alterna-
40
i= da ou contínua?
10

i = 4A

U=R.i

50 = R . 4

50
R=
4
50
R = 12,5 b) E a rede de eletricidade de uma residên-
cia?
2. Um resistor sob tensão de 80V é percorrido
por uma corrente de 5A. Calcular a resistên-
cia desse resistor.

`` Solução:
U
R=
i
80
R= 2. Um fio condutor é percorrido por uma cor-
5 rente de 10A. Calcule a carga que passa
R = 16 através de uma secção transversal desse
condutor em 1 minuto.
3. Suponha que o feixe de elétrons em um tubo
de imagens de televisão tenha um fluxo de
carga de q = 6,0 . 10-4C por minuto. Qual a
E_EM_3_FIS_018

corrente do feixe, em ampères?

`` Solução:

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Uma bateria de automóvel, completamente b) a resistência elétrica do fio.
carregada, libera 1,3 . 105C de carga. Deter-
mine, aproximadamente, o tempo em horas
que uma lâmpada, ligada nessa bateria,
ficará acesa, sabendo que necessita de
uma corrente constante de 2,0A para ficar
em regime normal de funcionamento.

4. A secção transversal de um fio de cobre é


6. No circuito a seguir, qual é a leitura do am-
percorrida por 1019 elétrons durante 100
perímetro?
segundos. Determine o valor da corrente no
condutor e expresse em mA, sabendo que
1mA = 10-3A.
A

U = 10V R = 50Ω
51

5. Um determinado fio, submetido a uma di-


ferença de potencial (ddp) de 220 volts, é
percorrido por 120 coulombs num intervalo
de tempo de 30s. Determine:
a) a corrente elétrica i que percorre o fio.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
7. O valor da resistência de um fio depende a) é ôhmico e sua resistência vale 4,5 . 102
das seguintes grandezas: comprimento e
b) é ôhmico e sua resistência vale 1,8 . 102
espessura (área da seção transversal). De-
termine qual (ou quais) é (são) diretamente c) é ôhmico e sua resistência vale 2,5 . 102
proporcional(ais) e qual (ou quais) das gran- d) não é ôhmico e sua resistência vale
dezas é (são) inversamente proporcional (ais) 0,40 .
à resistência elétrica.
e) não é ôhmico e sua resistência vale
0,25 .

8. Um determinado fio de cobre de comprimen- 2. (Vunesp) Mediante estímulo, 2 . 105 íons de


to L com área A (seção transversal) possui K+ atravessam a membrana de uma célula
resistência elétrica R. O que acontecerá nervosa em 1,0 milisegundos. Calcule a in-
com a resistência elétrica do fio se este for tensidade dessa corrente elétrica, sabendo
diminuído a metade? que a carga elementar é 1,6 . 10-19C.

52
Questões de 3. (Cesgranrio) Um fio cilíndrico de comprimen-
to L e raio de seção reta r apresenta resis-
Processos Seletivos tência R. Um outro fio, cuja resistividade é o
dobro da primeira, o comprimento é o triplo,
1. (PUC Minas) O gráfico representa a curva r
e o raio , terá resistência igual a:
característica tensão-corrente para um de- 3
R
terminado resistor. Em relação ao resistor, a) .
54
é correto afirmar que:
b) 2R.
U (V)
c) 6R.
d) 18R.
e) 54R.

2,0

1,5

1,0
E_EM_3_FIS_018

0,5

2,0 4,0 6,0 i (mA)

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
4. (UEL. Adap.) Deseja-se construir uma re- 6. (Vunesp) O feixe de elétrons num tubo de
sistência elétrica de 1,0 com um fio de televisão percorre uma distância de 0,50m no
1,0mm de diâmetro. A resistividade do ma- espaço evacuado entre o emissor de elétrons
terial é 4,8 . 10-7 .m e pode ser adotado e a tela do tubo. Se a velocidade dos elétrons
como 3,1. O comprimento do fio utilizado no tubo é de 8,0 . 107m/s e se a corrente do
deve ser, em metros, aproximadamente: feixe é de 2,0mA, calcule o número de elé-
trons que há no feixe em qualquer instante.
a) 0,40.
(carga do elétron = 1,6 . 10–19C).
b) 0,80.
c) 1,6.
d) 2,4.
e) 3,2.

5. (UFSM) Um pedaço de fio cuja área de 7. (PUC-Campinas) Considere os gráficos a


seção transversal é A1 apresenta o dobro seguir, que representam a tensão (U) nos
da resistência elétrica de outro cuja área terminais de componentes elétricos em
de seção transversal é A2. Sabendo que a função da intensidade da corrente (i) que
resistividade do primeiro é dez vezes a resis- os percorre.
tividade do segundo, assinale a alternativa
A
que apresenta a correta relação 1 para um U U
53
mesmo comprimento de fio. A2
1
a) .
10
1
b) .
5 O
I i
O
II i

c) 1.
d) 5.
e) 10.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
U U

O i O
III IV i

II

IESDE Brasil S.A.


O i
V

Entre esses gráficos, pode-se utilizar para re-


presentar componentes ôhmicos somente
a) I.
b) I e IV. III

c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I, IV e V.

a) I.
54 8. (UFMG) Estes circuitos representam uma b) II.
pilha ligada a duas lâmpadas e uma chave c) III.
interruptora.
d) I e II.
A alternativa que apresenta o(s) circuito(s) e) I e III.
em que a ação da chave apaga ou acende
as duas lâmpadas, simultaneamente, é:
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. (Unirio) Um condutor, ao ser submetido 10. (UFPE) Um fio de diâmetro igual a 2mm é
a uma diferença de potencial variável, usado para a construção de um equipamen-
apresenta o diagrama U x i representado to médico. O comportamento da diferença
a seguir. Sobre esse condutor, conside- de potencial nas extremidades do fio em
rando a temperatura constante, é correto função da corrente é indicado na figura a
afirmar que: seguir. Qual o valor em ohms da resistência
de um outro fio, do mesmo material que
U (V)
o primeiro, de igual comprimento e com o
diâmetro duas vezes maior?
12
U (volts)

224

3,0

0 112
1,0 2,0 i (A)

a) é ôhmico, e sua resistência elétrica é


3,0 .
0
0,5 1,0 i (A)
b) é ôhmico, e sua resistência elétrica é 0
6,0 .
c) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 3,0 quando a intensidade da corren-
te elétrica é 1,0A.
d) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 3,0W quando a intensidade da corren-
te elétrica é 2,0A.
e) não é ôhmico, e sua resistência elétrica
é 6,0W quando a intensidade da corren- 55
te elétrica é 1,0A.
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
56

E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Exercícios de aplicação 5. Solução:
a) A corrente elétrica é:
1. Solução:
q 120
A pilha fornece corrente contínua, ou seja, i= i= i = 4A
t 30
mantém a mesma intensidade de corrente
sendo enviada à carga que a consome, sem b) A resistência do fio, pela 1.a lei de Ohm,
inversão na fase da mesma. A rede elétrica é:
de uma residência fornece corrente alterna-
U 220
da, ou seja, a corrente varia com o tempo, =R R= R = 55
assumindo valores positivos e negativos, i 4
com picos de intensidade.
6. Solução:
O motivo para tal diferença está na fonte ge-
radora de corrente elétrica de cada caso, um
O amperímetro mede a intensidade da
processo físico-químico no caso da bateria
e um processo de transformação de energia corrente elétrica, portanto, pela 1.a lei de
(na hidrelétrica, por exemplo) para o caso Ohm:
da rede elétrica residencial. U U 10
=R i= i= i = 0,2A
i R 50
2. Solução:
7. Solução:
A corrente elétrica é: i = 10A
L
Transformando min em s: 1min = 60s Pela 2.a lei de Ohm: R = . O compri-
A
A carga que passa através da secção trans- mento é diretamente proporcional, pois um
versal do condutor é: aumento em L causa aumento em R, e a 57
q q espessura é inversamente proporcional,
i= 10 = q = 600C pois um aumento na espessura reflete em
t 60
diminuição da resistência.
3. Solução:
Q = 1,3 . 105C; i = 2,0A 8. Solução:

Q Q 1,3 . 105 .L .L
i= t= = t = 65 000s Pela 2.a lei de Ohm: R = R=
t i 2,0 A . r2
Se o comprimento for diminuído pela metade:
t = 65 000s 18 horas e 3 minutos.
. L
.L 2 .L
4. Solução: R0 = R= R=
A .r 2
2A
n = 1019 elétrons 1
Q = n . e = 1019 . 1,6 . 10–19 R = R0
2
Q = 1,6C; t = 100s A resistência passa a ser a metade da re-
Q 1,6 sistência inicial.
i= i= = 1,6 . 10–2
t 100
E_EM_3_FIS_018

i = 16 . 10–3mA
i = 16mA

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Pela 2.a lei de Ohm:
Questões de .L 4,8 . 10–7 . L
Processos Seletivos R=
. r2 3,1 . (0,5 . 10–3)2
=1

7,75 . 10–7
1. Solução: C L= L 1,6m
4,8 . 10–7
U 5. Solução: D
Pela 1.a lei de Ohm: R =
i
1,5 Pela 2.a lei de Ohm:
R= = 0,25 . 103 ou 2,5 . 102
6 . 10–3 R1 = 2 . R2
.L
2. Solução: R= 1
= 10 . 2
A L1 = L2 = L
Como o íon K+ tem um elétron em falta sua
carga será: . L1 10 2 . L
A1 = 1
R1 A1 2R2
n = 2 . 105 íons; e = 1,6 . 10–19C = =5
. L A2 2
. L
t = 1ms = 1 . 10–3s A2 = 2 2
R R2
2
Portanto Q = n .e Q = 2 . 105 . 1,6 . 10–19
Q = 3,2 . 10–14C 6. Solução:
Q
A intensidade da corrente será: i = Dados iniciais: i = 2,0mA; v = 8,0 . 107m/s;
t s = 0,50m
3,2 . 10–14
i= i = 3,2 . 10–11A Para descobrir quantos elétrons existe no fei-
1 . 10–3 xe, precisamos antes determinar o tempo que
s
3. Solução: E o feixe leva para atravessar o tubo: v =
v
. L1 s 0,5
A 1.a resistência é: R1 =
1 t= = = 0,0625 . 10–7s
. r12 v 8 . 107
58 Definido esse tempo, podemos calcular o
Para a segunda resistência, com o raio valen-
r1 número de elétrons que estão no tubo atra-
do , 2 1 e 3L1, tem-se: vés da definição de corrente:
3
. L2 2 1 . 3L1 Q
2
R2 = R = i= Q=i. t=n.e
. r22 2 r 2 t
. 1
3 2 . 10–3 . 0,0625 . 10–7 = n . 1,6 . 10–19
6 . 1 . L1
R2 = R2 = 54R1 0,125 . 10–10
r1 2 n= = 0,078125 . 109
. 1,6 . 10–19
9

4. Solução: C n = 78 125 000 elétrons.

Transformando mm em m: 7. Solução: A

1m _____ 1 000mm As alternativas II e III são exemplos de re-


d _____ 1mm sistores não ôhmicos. Possuem resistência
não constante. Um resistor ôhmico possui a
d = 1 . 10–3m r = 0,5 . 10–3m.
E_EM_3_FIS_018

corrente diretamente proporcional à tensão

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
(ddp) aplicada, portanto para as alternativas
IV e V existe inconsistência porque quando
há corrente não há tensão e quando há
tensão não há corrente.

8. Solução: A

No caso II, as lâmpadas estão em parale-


lo, mas o interruptor manipula a corrente
somente em uma delas. No caso III, as
lâmpadas estão em série, mas o interrup-
tor controla apenas uma das lâmpadas. A
corrente pode circular pela outra.

9. Solução: C

Pela 1.a lei de Ohm:


U 3
=R R= R=3
i 1
Corrente: 1A; Resistência: 3
U 12
=R R= R=6
i 2
Corrente: 2A; Resistência: 6

10. Solução: nova resistência será 56 .

Transformando mm em m:

1m _____ 1 000mm 59
d _____ 2mm
d = 2 . 10–3m
Do gráfico tem-se que a 1.a resistência é:
112
R1 = = 224
0,5
Dobrando o diâmetro:
.L .L .L
R1 = R2 = =
. r2 . (2r)2 4 . r2
R1
R2 =
4
Portanto a nova resistência é:
224
R2 = = 56
4
E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
60

E_EM_3_FIS_018

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Energia elétrica e
potência elétrica
Abordagem teórica Associação de resistores
Um erro muito comum ocorre quando per- em série
guntamos qual a potência de um determinado
aparelho elétrico e ouvimos a resposta: “a po- Na associação em série, temos as seguin-
tência é 100V...”. Volt é unidade de diferença tes características:
de potencial, e não de potência. Potência é •• a resistência equivalente (a que, sozinha,
medida em watts (W). Isto se deve à falta de representa todas as outras) é resultado da
conceituação dessas importantes grandezas soma de todas elas. Exemplo: R1 = 10 ,
elétricas que fazem parte do nosso dia a dia. R2 = 7 e R3 = 5 . A resistência equiva-
Além de importante, em termos de economia lente vale REQ = 10 + 7 + 5 = 22 .
de energia, conhecer e entender como escolher •• como cada resistor tem uma queda de
aparelhos elétricos de diferentes potências é tensão U, a queda de tensão total é
uma necessidade, pois o problema de escassez dada pela soma das quedas de tensões
de energia no mundo é cada vez mais grave, de todos os resistores. Exemplo: se uma
levando-nos a racionalizar seu uso. Os aparelhos corrente de 1A percorre cada um dos resis-
elétricos que transformam energia elétrica em tores menciondas anteriormente, teremos
térmica, utilizando resistências elétricas, podem U1 = 10V, U2 = 7V e U3 = 5V. A d.d.p. total
ser melhor conhecidos por nós se soubermos da bateria ou gerador vale U = 22V.
61
como associá-las, em série e em paralelo. As •• como o caminho é único a ser percorrido
lampadazinhas de Natal são um exemplo destas pela corrente elétrica, esta é a mesma
associações. em todos os resistores, tendo assim va-
Podemos associar resistências de maneira lor único para todos os resistores.
a obter valores precisos, pois muitas vezes os
valores prontos que se encontram no mercado
não servem para o circuito. Saber como associá-
-las pode significar maior ou menor gasto de
energia elétrica.
Podemos associar resistores de 3 maneiras:
•• série; Figura 1 – Associação em série de 3 resistências.

•• paralelo;
RT = R1 + R2 + R3
•• mista.
UT = U 1 + U 2 + U 3
Vejamos as características de cada asso- iT = i1 = i2 = i3
ciação.
E_EM_3_FIS_019

Obs.: se uma das resistências deixar de


funcionar, as demais também deixam.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Exemplo:
1 1 1 1
•• lâmpadas de Natal. = + +
RT R1 R2 R3
UT = U 1 = U 2 = U 3
iT = i1 + i2 + i3

IESDE Brasil S.A.


Obs.: se uma das resistências deixar de
funcionar, as demais continuam funcionando
normalmente.

Figura 2 – Associação em série de lâmpadas.


Exemplo:
•• as lâmpadas de nossas casas são liga-
Associação de resistores das em paralelo.

em paralelo R1

Na associação em paralelo, temos:


i1
•• O inverso da resistência equivalente (a R2

que, sozinha, representa todas as outras) i2

IESDE Brasil S.A.


é resultado da soma do inverso de todas i
as outras. Exemplo: R1 = 30 , R2 = 30 e
V
R3 = 15 . A resistência equivalente vale
REQ = 7,5W. Req

•• Como cada resistor está ligado de forma


independente numa mesma tensão U, a i
queda de tensão em cada resistor é igual V
à queda de tensão total.
62 •• A corrente elétrica total é dividida entre Figura 4 – Associação em paralelo de lâmpadas.
cada um dos resistores, e depende do seu
valor. O valor total é a soma de todas as
correntes. Exemplo: se uma d.d.p. de 60V Associação mista de resistores
é ligada a cada um dos resistores men-
cionados anteriormente, teremos i1 = 2A, Na associação mista, temos alguns resis-
i2 = 2A e i3 = 4A. A corrente total vale tores em série e outros em paralelo. Não possui
iT = 2 + 2 + 4 = 8A. características próprias, sendo sua resolução
executada passo a passo, ora como série e ora
como paralelo.

Potência elétrica
Um dispositivo elétrico como uma resistên-
cia, por exemplo, dissipa energia que se trans-
forma em calor. Este efeito da corrente elétrica
E_EM_3_FIS_019

é chamado de efeito Joule.


Figura 3 – Associação em paralelo de 3 resistências.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Quando um chuveiro elétrico está em fun- U
fica: P = .U
cionamento, uma quantidade de energia elétrica R
é transformada em calor a cada segundo. Você que acaba resultando em:
pode ter uma ideia do consumo de um aparelho
se conhecer sua potência elétrica e o tempo U2
que ele fica ligado. Geralmente a potência dos P=
R
aparelhos vem impressa neles.
A potência de um aparelho é a relação en- Utilizaremos essa equação quando formos
tre a energia utilizada, ou trabalho realizado, e analisar a resistência e a potência numa asso-
o tempo gasto para realizá-lo. Quanto maior a ciação em paralelo.
rapidez com que o trabalho é realizado, maior
a potência desenvolvida. Por exemplo, uma
lâmpada de 100W transforma 100J de ener- Energia elétrica
gia elétrica em luz e calor por segundo, uma
de 50W transforma nesse tempo duas vezes A energia elétrica, na conta de energia que
menos energia. Outro exemplo: uma lâmpada pagamos todo mês, é medida em kWh, e não
fluorescente de 25W que ilumina tanto quanto em joules (J), que é a unidade de energia no
uma lâmpada incandescente de 100W, mas Sistema Internacional de Unidades (SI).
consome quatro vezes menos energia, devido
Calculamos a energia elétrica pela relação:
à eficiência de seu processo de transformação
de energia.
E=P.t
A potência elétrica é dada pela relação:
onde:
P=U.i E: energia elétrica (usualmente expressa
em kWh);
onde:
P: potência do equipamento (usualmente
P: potência elétrica, medida no SI em watts
em kW);
(W); 63
t: tempo de uso (usualmente em h).
U: d.d.p ou tensão elétrica, medida no SI
em volts (V); A relação anterior provém do fato que as
cargas elétricas realizam um trabalho elétrico
i: corrente elétrica, medida no SI em ampères
para se movimentarem dentro do condutor,
(A).
gastando para isso a energia.
Se tivermos a resistência elétrica envolvida,
Como trabalho ( ) e energia (E) possuem a
podemos substituir a 1.a lei de Ohm na equação
mesma unidade no SI, joule (J), podemos afirmar
da potência:
que o trabalho é igual à energia:
P=U.ieU=R.i
fica: P = R . i . i =P.t E=P.t
que acaba resultando em:

P = R . i2
Observações
Utilizamos essa equação quando formos •• temos que transformar a potência
analisar a resistência e a potência numa asso- em W para kW, dividindo por 1 000 a
ciação em série. potência nominal do equipamento;
E_EM_3_FIS_019

Se fizermos outra substituição: •• temos que transformar o tempo de


U uso do equipamento em horas.
P=U.ie =i
R
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Fazendo as transformações acima, temos energia elétrica. Podemos relacionar estas duas
a energia expressa em kWh, que, apesar de não unidades através da seguinte relação:
ser a unidade do Sistema Internacional de Unida-
des (SI), é a unidade usual das companhias de 1kWh = 3,6 . 106J

Para saber mais


Energia geotérmica em temperaturas superiores a 60oC, seja na
forma de jato d’água (gêiseres) ou na forma
Diversas fontes de obtenção de energia de lagos.
vêm sendo utilizadas há muito tempo. São
No parque nacional de Yellowstone,
conhecidas como fontes convencionais de
nos Estados Unidos, existem cerca de 200
obtenção de energia, como, por exemplo,
gêiseres, que jorram água fervente e vapor
hidrelétricas, termelétricas, os combustíveis
periodicamente. Esse período pode ser de
fósseis, entre outros. Essas, ou produzem
segundos ou semanas.
efeitos desastrosos ao meio ambiente ou
estão em vias de esgotamento, ou ambas A energia responsável por esse aqueci-
as coisas. Isso significa que é necessário mento tem origem vulcânica. O aproveita-
viabilizar novas fontes energéticas, já que o mento dessa energia para o aquecimento
consumo de energia no mundo aumenta de domiciliar e obtenção de energia elétrica vem
forma alarmante. sendo realizado há algum tempo no mun-
do. Através de tubos, o vapor proveniente
A produção de energia no século XXI deve
dessas fontes é levado até uma usina geo-
priorizar os recursos renováveis e deve ser
térmica. Tal como em uma central elétrica
orientada no sentido de não prejudicar nosso
convencional, termelétrica, por exemplo, o
meio ambiente.
vapor sob alta pressão faz com que as lâmi-
Entre as fontes de energias renováveis, nas das turbinas girem como uma ventoinha.
está a energia geotérmica. Essa energia é Esse movimento gera energia mecânica que
64 gerada pelo calor proveniente do interior da é transformada em energia elétrica através
Terra, que é transportado para uma usina de um gerador.
e transformado em eletricidade. A tempera-
A principal diferença de uma usina geotér-
tura da crosta terrestre aumenta em média
mica e uma termelétrica convencional é que
1oC a cada 30 metros de profundidade. Em
na geotérmica não é necessário a queima de
alguns lugares essa variação ocorre a cada
combustíveis para obtenção de eletricidade,
10 metros ou até menos.
o que reduz significativamente a quantidade
A água dos lençóis freáticos, entrando
de poluentes lançados na atmosfera.
em contato com rochas subterrâneas a altas
temperaturas, se aquecem, aflorando na (CAVALCANTE, Kléber. Energia Geotérmica.
Disponível em: <www.brasilescola.com/fisica/
superfície em temperaturas elevadas. Em
energia-geotermica.htm>. Acesso em: 27 nov. 2009.)
algumas regiões do planeta a água aparece

`` Solução:
Exercícios resolvidos P=
U2
R
1. Um aparelho elétrico possui a indicação U2
R=
E_EM_3_FIS_019

110V – 2 200W. Determine a resistência P


elétrica desse aparelho e a corrente elétrica 1102
R=
que passa por ele, quando ligado. 2 200

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
12 100
R=
2 200 Exercícios de aplicação
R= 5,5W 1. Um aparelho elétrico possui a indicação
110V – 2 200W. Determine a potência dis-
sipada por esse aparelho se ele for ligado a
U
i= uma tensão de alimentação de 55V.
R

110
i=
5,5

i = 20A

2. Um chuveiro elétrico funciona a uma potên-


cia de 3 600W. Qual o consumo mensal de
energia, em kWh, se ele é usado durante
15 minutos diariamente? Considere o mês
com 30 dias.

`` Solução: 2. Uma dona de casa passa roupa durante


meia hora, todos os dias, usando um ferro
Temos que transformar a potência em kW e o elétrico que funciona na d.d.p. de 110V,
tempo em h.
fornecendo uma potência de 660W. Deter-
P = 3 600W = 3,6kW mine:
t = 0,25h a) a intensidade da corrente que percorre
E=P.t o aparelho;
E = 3,6 . 0,25 . 30
E = 27kWh 65

3. Se mantivermos constante a d.d.p. em um


chuveiro, qual o procedimento que devemos
adotar para tomar um banho mais quente?

`` Solução:
Como o chuveiro está ligado em paralelo, quan-
to menor for sua resistência, maior será a sua
potência, através da relação:
b) o custo mensal (30 dias) devido somen-
te ao uso do ferro elétrico, se 1kWh de
U2
P= energia vale R$0,23.
R

Para tomar um banho mais quente, é necessário


aumentar a potência do chuveiro; logo, devemos
diminuir a resistência elétrica. É isso que ocorre
quando mexemos na chave dos chuveiros elétri-
cos, selecionando a opção “inverno”.
E_EM_3_FIS_019

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
3. Uma lâmpada fluorescente de 24W é capaz 5. Quais grandezas físicas permanecem cons-
de iluminar tão bem quanto uma lâmpada tantes quando associamos resistências
incandescente de 100W. Lembrando que em em:
uma hora, uma lâmpada de X watt consome
a) série:
uma quantidade de energia equivalente a
X watts-hora, e considerando que 1kWh de
energia custa R$0,50, determine:
a) quanto custa manter uma lâmpada de
100W acesa por 750 horas;

b) paralelo:

b) quanto custa manter uma lâmpada fluo- 6. Um resistor de 10Ω no qual flui uma corrente
rescente de 24W acesa por 750h. elétrica de 3,0 ampères, está associado
em paralelo com outro resistor. Sendo a
corrente elétrica total, na associação, igual
a 4,5 ampères, o valor do segundo resistor,
em ohms, é:

66
4. Considere que uma pessoa tome diariamen-
te um banho de 20 minutos de duração e
que utilize para isso um chuveiro elétrico de
7. Considere três resistores cujas resistên-
5 400W de potência. Determine, desprezan-
cias valem R, R/2 e R/4. Associando-se
do na resposta os centavos que excederem
esses três resistores de modo a obter um
ao número inteiro em reais, o quanto essa
equivalente cuja resistência seja a menor
pessoa irá pagar pela energia elétrica consu-
possível, tem-se para esse equivalente uma
mida em 30 dias, devido ao uso do chuveiro
resistência igual a:
elétrico, caso 1kWh custe R$0,30.
E_EM_3_FIS_019

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
8. No circuito esquematizado, três resistores 10. Na associação de resistores da figura a
iguais, de 6,0 cada, são ligados a uma seguir, os valores de i e R são, respectiva-
fonte de tensão de 18V. mente:

40Ω

i 2A
18V 2R
6,0Ω 8A
6,0Ω

i
R

6,0Ω

A corrente elétrica i no circuito, em ampè-


res, vale:

9. No trecho de circuito elétrico a seguir, a Questões de


ddp entre A e B é 60V e a corrente i1 tem Processos Seletivos 67
intensidade de 1A. O valor da resistência
do resistor R é:
1. (UFSM-RS) Dois fios condutores do mesmo
12Ω material e do mesmo comprimento, com
seções retas de áreas A e 2A, submetidos
A R i1 6Ω B à mesma diferença de potencial e à mesma
temperatura, dissipam, por efeito Joule,
4Ω respectivamente, as potências P1 e P2, com
P1
valendo:
P2
1
a) .
4
1
b) .
2
c) 2.
d) 4.
E_EM_3_FIS_019

e) 8.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
2. (FAAP) Uma associação em série de dois 4. (UFES – adap.) No circuito a seguir, as
resistores de 4,0 e 6,0 é ligada aos intensidades das correntes i0, i1 e i2 são,
terminais de um gerador de tensão 20V. respectivamente:
Determine a energia elétrica consumida pelo
resistor de 4,0 durante 1 minuto. i0
6V

i1


i2

a) 3A; 2A; 1A.


3. (UEL) O valor de cada resistor, no circuito
representado no esquema a seguir, é 10 b) 6A; 4A; 2A.
ohms. A resistência equivalente entre os c) 6A; 3A; 3A.
terminais X e Y, em ohms, é igual a
d) 9A; 6A; 3A.
X Y e) 9A; 3A; 6A.

68 5. Com o auxílio de um amperímetro ideal, ve-


rificamos que a corrente através do resistor
de 20Ω tem intensidade igual a 7,5A.

i 40Ω
X Y
a) 10.
20Ω i1
b) 15.
i2
c) 30.
d) 40. 10Ω
e) 90.
Os valores corretos para as intensidades
das correntes i1 e i2 são respectivamente:
a) 3,5A e 4,0A.
b) 1,5A e 1,5A.
c) 6,0A e 6,0A.
E_EM_3_FIS_019

d) 6,0A e 1,5A.
e) 1,5A e 6,0A.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
6. (UEA) No circuito elétrico a seguir, constitui- a) o valor da resistência desse resistor;
do de 4 (quatro) resistores, as extremidades
X e Y são ligadas a um aparelho que cria
uma diferença de potencial de 50V.

i
X

10Ω
b) a potência dissipada por esse resistor.
20Ω

20Ω

20Ω
8. (Unirio) Um chuveiro elétrico de resistência
elétrica R está ligado a uma tomada de
110V. Desejando-se diminuir a corrente
Y
elétrica que passa no resistor, sem alterar a
potência elétrica do chuveiro, deve-se ligá-lo
Determine a intensidade de corrente (i) que em tomada de:
está passando pelo resistor de 10 . a) 220V e trocar o resistor R por outro de
a) 4,0A. resistência R/2.
b) 3,0A. b) 220V e trocar o resistor R por outro de
c) 2,5A. resistência 4R. 69
d) 2,0A. c) 220V e manter o resistor R.

e) 1,5A. d) 110V e trocar o resistor R por outro de


resistência R/2.
e) 110V e trocar o resistor por outro de re-
sistência 4R.

9. (UECE) Em chuveiro elétrico, a resistência


elétrica que aquece a água pode assumir
três valores diferentes: alta, média e baixa.
A chave de ligação, para selecionar um
destes valores, pode ser colocada em três
7. (Vunesp) A corrente que passa por um certo
posições: fria, morna e quente, não respec-
tipo de lâmpada de lanterna, fabricada para
tivamente. A correspondência correta é:
funcionar corretamente com 6,0V, é igual a
50mA. Se quisermos ligá-la a uma bateria a) água quente, resistência baixa.
de 12V, será preciso lhe associar, em série, b) água fria, resistência baixa.
um resistor conveniente, para que a lâmpa-
E_EM_3_FIS_019

da funcione corretamente, com seu brilho c) água quente, resistência média.


normal. Nessas condições, determine: d) água morna, resistência alta.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
10. (EFOA-MG) Dois resistores, um de 400 c)
e outro de 600 , ligados em série, estão U (V) i (A)
submetidos à tensão de 200V.
5/6 1
a) Qual é a corrente que percorre esses re- 10/6 2
sistores?
d)
U (V) i (A)
2,5 1
5,0 2

e)
U (V) i (A)
b) Qual é a tensão aplicada no resistor de
4,5 1,5
600 ?
9,0 3,0

12. (UECE) Um barbeador elétrico, cujos dados


nominais são 120V e 8W, deve ser usado
em uma tomada disponível de 240V. Para
não danificar o aparelho, deve ser instalada
em série com este barbeador uma resistên-
cia cujo valor, em ohms, é:
11. (FEI) Dois resistores ôhmicos (R1 e R2) foram a) 1 800.
ensaiados, obtendo-se as tabelas a seguir.
Depois, eles foram associados em série. b) 1 200.
Qual das alternativas fornece a tabela de c) 900.
associação?
70 d) 600.

R1 R2
U (V) i (A) U (V) i (A)
3 1 1 0,5
6 2 3 1,5
9 3 5 2,5
13. (PUC-Campinas) Cinco resistores estão as-
sociados conforme o esquema.
a)
U (V) i (A) 3R
R
5 1 A 2R 4 B

8 2 6R

b)
U (V) i (A)
2,5 0,5
E_EM_3_FIS_019

7,5 1,5 4R

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Aplicando-se uma ddp entre os terminais A e
B, o resistor que dissipa maior potência é o de
a) 2R.
b) 3R.
c) 4R.
d) 6R.
R
e) .
4

14. (UEL) No circuito representado no esquema


a seguir, a resistência de R2 é igual ao triplo
da resistência R1. O valor do resistor R em
ohms, é igual a

R1

6,0V 71
R2

i2= 0,30A

a) 20.
b) 10.
c) 5,0.
d) 3,6.
e) 1,8.
E_EM_3_FIS_019

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
72

E_EM_3_FIS_019

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
Exercícios de aplicação Potência da lâmpada fluorescente (Lf) = 24W
Consumo por hora = 24Wh = 0,024kWh
1. Solução:
Custo = Consumo x horas em
A resistência do aparelho usando, a potência uso x custo da energia
igual a P = 2 200W, é:
Custo para Custo Li = 0,1 . 750 . 0,50 =
U2 (110)2 12 100 750 horas = R$37,50
P= R= =
R 2 200 2 200
Custo Lf = 0,024 . 750 . 0,50 =
R = 5,5
= R$9,00
A potência do aparelho, usando a resistência
R = 5,5 em uma tensão de 55V, é:
4. Solução:
U2 (55)2 3 025
P= P= =
R 5,5 5,5 1
20 minutos = hora
P = 550W 3
Banho durante o mês:
2. Solução:
1
a) Para descobrir a corrente elétrica pode- 30 dias . hora = 10 horas.
3
mos utilizar a sua relação com a potên-
cia consumida pelo aparelho: Energia gasta:
P 660 E=P.t E = 5 400 . 10 = 54 000Wh
P=U.i i= = = 6 i = 6A
U 110
E = 54kWh
b) O custo mensal será calculado partindo- 73
-se do total de horas de uso do ferro elé- Custo da energia gasta:
trico no mês.
$ = E . (custo por kWh) = 54 . (0,30)
Consumo mensal = dias x tempo de uso
por dia (em horas) x potência consumi- $ = R$16,20
da
A pessoa gastará R$16,00 (desprezando
CM= 30 . 0,5 horas . 660W = 9 900Wh os centavos).
CM = 9,9kWh
5. Solução:
$ = Custo mensal = consumo mensal x
valor de cada kWh. a) Em série, permanece constante a cor-
(R$0,23) rente elétrica (i).
$ = (9,9kWh) . = R$2,277
kWh b) Em paralelo, permanece constante a
tensão elétrica ou d.d.p. (U).
3. Solução:
R$0,50 6. Solução:
Custo da energia =
1kWh
A diferença de potencial é:
E_EM_3_FIS_019

Potência da lâmpada incandescente


(Li) = 100W U
R1 = 10 . 3 = U U = 30V
Consumo por hora = 100Wh = 0,1kWh i1

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
A corrente elétrica é: A diferença de potencial em R1 é:
it = i1 + i2 + 4,5 = 3 + i2 i2 = 1,5A U1 = i1 . R1 = 1 . 12 = 12V
A resistência R2 é: A corrente elétrica no resistor equivalente é:
U 30 U1 = iT . Rp 12 = 2 . iT = 6A
R2 = R2 = R2 = 20
i2 1,5
A resistência do resistor R é:
7. Solução:
UAB = R . i 60 = (2 + R) . 6 10 = 2 + R
Associando em série: R=8
R R
Rs = R1 + R2 + R3 = R + + 10. Solução:
2 4
4R + 2R + R 7R Na associação em paralelo:
Rs = =
4 4
Associando em paralelo: UT = U 1 = U 2 = U 3

1 1 1 1 1 1 1 A diferença de potencial é:
= + + = + +
Rp R1 R2 R3 R R R U
= R U = R . i U = 40 . 2 U = 80V
2 4 i
1 1 2 4 7 R A resistência R vale:
= + + = Rp =
Rp R R R R 7 U 80
= R 80 = 2R . 8 =R R=5
A associação em paralelo fornece uma re- i 16
R A corrente elétrica i vale:
sistência menor e igual a .
7 U 80
=R 80 = R . i =i i = 16A
8. Solução: i 5

Dado: R1 = 6 . Associando os resistores em Questões de


74 paralelo tem-se:
Processos Seletivos
1 1 1 1 1 1 1 2
= + = + =
Rp R2 R3 Rp 6 6 Rp 6 1. Solução: B

Rp = 3 O resistor 1 tem resistência:


A resistência total é: .L
R1 =
A
RT = R1 + Rp RT = 6 + 3 RT = 9
e o resistor 2 tem resistência:
A corrente elétrica em paralelo é: .L R
R2 = R2 = 1
U 18 2A 2
=i =i i = 2A
R 9 U2
A potência 1 é: P1 = e a potência 2 é:
9. Solução: R1
U2
A associação em paralelo é: P2 = P 2 = 2P1
R1
1 1 1 1 1 1 1 1
= + + = + + 2
Rp R1 R2 R3 Rp 12 6 4
E_EM_3_FIS_019

P1 P P 1
1 24 A relação é: 1 = 1 =
= Rp = 2 P2 P2 2 P1 2
Rp 48

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
2. Solução: Consumirá 960J de energia elé- 4. Solução: D
trica.
Associando em paralelo:
X 4,0Ω 6,0Ω Y
1 1 1 1 1 1
= + = +
Rp R1 R2 Rp 1 2
2
Rp =
3
20V A corrente i0 é:
2
Para determinarmos a energia elétrica con- U = R . i0 6= .i i0 = 9A
sumida, temos que definir qual é a potência 3 0
consumida: P = U . i = R . i2. Para o resistor A corrente i1 é:
U U = R . i1 6= 1 . i1 i1 = 6A
de 4,0 temos que: i4 = i6 = T
RT
20 A corrente i2 é:
i4 = = 2A. Logo:
10 U = R . i2 6 = 2 . i2 i2 = 3A
P4 = R 4
.i
= 4 . 2 = 16W
2
4
2

J 5. Solução: E
P4 = 16W = 16
S
Para a associação em paralelo:
A energia consumida por este resistor em
1 minuto será: 1 1 1 1 1 1
= + = +
Rp R1 R2 Rp 40 10
J
E = P . t = 16 . (60s) = 960J
s
Rp = 8
E = 960J
A diferença de potencial sobre o ramo com
os resistores em paralelo é:
3. Solução: B 75
Seguindo a sequência lógica das figuras U p = Rp . i p Up = 8 . 7,5 Up = 60V
a seguir, encontramos a resistência total
entre x e y: As correntes elétricas para i1 e i2 são, por-
tanto:
X 10Ω 10Ω 10Ω Y X 30Ω Y
60
Up = R1 . i1 = i1 i1 = 1,5A
10Ω
10Ω 10Ω
10Ω 10Ω
20Ω
10Ω 40
60
10Ω 10Ω 20Ω Up = R2 . i2 = i2 i2 = 6A
10

X 30Ω Y X 30Ω Y
6. Solução: C

Podemos chegar à resposta analisando o


10Ω 10Ω 30Ω
circuito equivalente:
10Ω
i i
Y Y
X 15Ω Y
10Ω 10Ω
50V

50V
E_EM_3_FIS_019

20Ω 20Ω 20Ω 20Ω 10Ω

X X

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Perceba que a diferença de potencial sobre temos de mudar o resistor devido à 1.a lei
o resistor de 20Ω é a mesma que sobre o de Ohm: U = R . i. Se dobrarmos a tensão,
ramo com os dois resistores de 10Ω. Para é necessário quadruplicarmos a resistência
este ramo com os dois resistores de 10Ω, para manter a mesma potência.
teremos que:
9. Solução: A
RRAMO = 10 + 10 = 20
URAMO = 50V Se a resistência é alta, a corrente elétrica
é baixa, então a água é fria.
URAMO 50
iRAMO = i = = = 2,5 i = 2,5A Se a resistência é baixa, a corrente elétrica
RRAMO 20
é alta, então a água é quente.
7. Solução: a) 120 ; b) 0,3W
10. Solução: a) 0,2A; b) 120V
Caso seja aplicada uma tensão superior a
12V na lâmpada, provavelmente queimará, a) RT = 400 + 600 = 1 000
pois não foi projetada para suportar tal
d.d.p. Devemos limitar a d.d.p. sobre ela UT = 200V
em 6V. UT 200
iT = = = 0,2 iT = 0,2A
Caso haja menos corrente que o normal RT 1 000
de operação para a lâmpada, seu brilho
será menor que o de costume. Portanto, b) U600 = i600 R600 i600 = iT
precisamos de um resistor no qual passe U600 = 0,2 . 600 = 120V
a mesma corrente de funcionamento da
lâmpada (i = 50mA = 50 . 10-3A) e ainda 11. Solução: B
limite a tensão sobre a lâmpada em 6V.
a) VT = VLÂMPADA + VRESISTOR 12 = 6 + VRESISTOR Associação em série:
VRESISTOR = 6V RS = R1 + R2 + Rn; UT = U1 + U2 + Un;
76 Logo, o valor do resistor será: iT = i1 + i2 + in
VRESISTOR 6
U=R.i R= = = 120 Para R1 tem-se:
i 50 . 10--3
U 3 6 9
R = 120 R1 = = = = =3
i 1 2 3
b) Sabendo a d.d.p. e a corrente sobre o
resistor, determinamos sua potência Para R2 tem-se:
através de:
U 1 3 5
P = U . i P = 6 . 50 . 10-3 = 300 . 10-3 R2 = = = = =2
P = 0,3W i 0,5 1,5 2,5

A resistência em série é:
8. Solução: B
RS = R1 + R2 = 3 + 2 = 5
As relações matemáticas são: P = i . U e As d.d.p’s que fornecem a resistência de
U . 2
5 são:
P=
R U 2,5 U 7,5
Portanto, mantendo-se a tensão, não há R= = =5 eR= = =5
i 0,5 i 1,5
E_EM_3_FIS_019

como diminuir a corrente. Aumentando a


tensão, diminuímos a corrente, porém,

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
2
i i
P3 = Ri
2
12. Solução: A i3 = i2 = P3 = 2R .
2 2 2
Caso seja aplicada uma tensão superior a i
120V no barbeador, o mesmo irá queimar, 2 i i
2
Ri2
pois não foi projetado para tanto. Devemos i4 = = P4 = 6R . P4 =
3 6 6 6
então limitar a tensão sobre ele em 120V.
2. i
Caso haja menos corrente que o usual, o 2 i i
2

barbeador não irá funcionar. i5 = = P5 = 3R .


3 3 3
Portanto, precisamos de um resistor no qual
passe a mesma corrente de funcionamento do
P5 = Ri
2
8
barbeador ( P = U . i i = A) e ainda limite 3
120
a tensão sobre o barbeador em 120V. Logo, o resistor que mais dissipa potência
é o de valor 4R.
Logo:
VRESISTOR 120 1202 14. Solução: C
U=R.i R= = =
i 8 8
R2
R = 1 800 120 R1 =
Temos: 3 ; e para a associação

13. Solução: C i2 = 0,3A

em paralelo: U1 = U2.
Aplicando uma d.d.p. entre A e B, teremos
a corrente i percorrendo o circuito, passan- A corrente i1 pode ser obtida através de:
R
do inteira por e se dividindo em duas R2
4 U 1 = U2 . i = R2 . i 2 i1 = 3 . i 2
3 1
partes iguais nos dois ramos que se abrem
(verifique que a resistência de cada ramo i1 = 3 . 0,3 i1 = 0,9A
é igual).
A corrente elétrica que percorre o resistor R
77
i5 é: iR = i1 + i2 iR = 0,9 + 0,3 = 1,2A
3R
R
Tendo a corrente e a tensão sobre R, en-
A 2R 4 B contramos sua resistência através da 1ª
lei de Ohm:
i3 6R
i1
UR 6
4R i4 U R = R . iR R= = =5
iR 1,2
i2

P = R . i2
R Ri2
i1 = i P1 = . i2 P1 =
4 4
2
i i
i2 = i3 = P2 = 4R . P2 = Ri2
2 2
E_EM_3_FIS_019

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
78

E_EM_3_FIS_019

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Magnetismo
do grego elektron, deu origem à palavra eletrici-
Abordagem teórica dade, assim como a palavra magnetismo derivou
de magnetita.
O estudo dos ímãs e do magnetismo é
uma parte muito interessante da Física. Quando A história do magnetismo iniciou-se muito
observamos uma bússola buscando sempre o cedo com os nossos antepassados pertencentes
norte, precisamos entender que existem princí- às civilizações da Ásia Menor, onde, em uma
pios por trás desse comportamento, e que as região conhecida como Magnésia, encontraram
coisas não ocorrem por acaso. Vemos muitas rochas com o poder de atrair metais e rochas
manifestações magnéticas no nosso cotidiano: de seu mesmo tipo.
ímãs naturais ou artificiais, campainhas, bússo- Esses “ímãs naturais” têm a propriedade
las, trens que levitam, motores elétricos, caixas de atrair ferro desmagnetizado, efeito mais pro-
acústicas ou aparelhos de ressonância magné- nunciado em regiões do ímã conhecidas como
tica, entre outros exemplos. Muitos lugares da polos. Os chineses já sabiam, desde 121 d.C.,
Terra apresentam comportamentos magnéticos que uma barra de ferro, colocada perto de um
curiosos, como o famoso “Triângulo das Bermu- ímã natural, adquiria e retinha as propriedades
das”, as Chapadas do centro-oeste brasileiro, do ímã e que suspendendo-a livremente em
entre outros lugares. Conhecer os ímãs e os torno de um eixo vertical, ela se dispunha, apro-
princípios do magnetismo com suas principais ximadamente, ao longo da direção geográfica
aplicações é nosso objetivo neste capítulo. norte-sul. Durante muitos anos, o estudo dos
fenômenos magnéticos esteve restrito aos ímãs
feitos desse modo. O conhecimento da proprie-
Histórico dade da indução magnética permitiu a criação
79
das primeiras bússolas, sendo os chineses os
•• Na Ásia antiga, por volta do século VI pioneiros no uso dos ímãs como instrumentos
a.C., numa região chamada Magnésia, de navegação, no século XI.
foi descoberto um mineral chamado O magnetismo e a eletricidade são fenô-
“magnetita”(mineral composto de óxido menos diretamente relacionados, cuja relação
de ferro – Fe3O4), que deu origem ao só foi claramente estabelecida no século XIX.
nome magnetismo (ímãs). Até 1819, não havia sido mostrada conexão
•• No século XVII, William Gilbert, médico alguma entre os fenômenos elétricos e mag-
inglês, escreveu sua obra The Magnete, néticos. Naquele ano, o cientista dinamarquês
onde falava sobre o campo magnético Hans Christian Oersted (1777-1851) observou
terrestre. que uma agulha de bússola era defletida quan-
do colocada na vizinhança de um fio por onde
•• Em 1820, o físico dinamarquês Hans
passava uma corrente elétrica. Doze anos mais
Christian Oersted descobriu, através de
tarde, depois de tentativas que se estenderam
uma experiência simples, que a eletricida-
por vários anos, o físico inglês Michael Faraday
de e o magnetismo estão interligados.
(1791-1867) verificou que aparecia uma corrente
Os antigos gregos já conheciam os fenô- momentânea em um circuito quando, em um
E_EM_3_FIS_020

menos elétricos e magnéticos através de duas circuito vizinho, se iniciava ou se interrompia


substâncias: o âmbar e a magnetita. O âmbar, uma corrente. Joseph Henry (1797-1878), um

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
cientista americano, fez descobertas similares,
de forma independente, ao trabalhar com ele- Inseparabilidade dos ímãs
troímãs. Pouco depois, seguiu-se a descoberta
de que o movimento de um ímã se aproximan- Uma das propriedades interessantes e intri-
do ou se afastando de um circuito produziria o gantes dos ímãs é a inseparabilidade dos polos,
mesmo efeito. O trabalho de Oersted demons- que afirma não existir monopolo magnético, ou
trou, pois, que efeitos magnéticos podiam ser seja, se quebrarmos um ímã ele formará dois
produzidos por cargas elétricas em movimento, novos ímãs, com polos norte e sul.
enquanto os de Faraday e de Henry mostraram
que correntes podiam ser produzidas por ímãs N S
em movimento.

N S N S
IESDE Brasil S.A.

_
+ Figura 3 – Ao quebrarmos um ímã, ele forma novos ímãs.
N S

Atração e repulsão
Figura 1 – Experiência de Oersted: um fio pelo qual
passa corrente provoca deflexão na agulha de uma
de um ímã
bússola.
Muitas vezes, ao aproximarmos ímãs, es-
tes ora se atraem e ora se repelem. Isto ocorre
Conceitos básicos dependendo dos polos que se aproximam. Esta
outra propriedade dos ímãs afirma que:
“Polos de nomes iguais se repelem e polos
Ímãs de nomes contrários se atraem”.

80 N S N S
Objetos que possuem propriedades magné-
ticas (dois polos), que podem atrair metais ferro-
magnéticos. Podem ser naturais ou artificiais. N S S N
•• Naturais: são os ímãs minerais (mag-
netita);
S N N S
•• Artificiais: pedaços de ferro, colocados
próximos de um ímã natural ou eletroímã, Figura 4 – Atração e repulsão magnética.
que adquirem as mesmas propriedades
deste, podendo sofrer imantação do tipo
permanente ou temporária. Observação

Polos de um ímã A bússola sempre se orienta na direção


norte-sul, devido à atração magnética que
existe entre o polo sul (norte) do ímã e o
Um ímã possui dois polos, obrigatoriamen-
norte (sul) magnético do planeta.
te: norte (N) e sul (S).
E_EM_3_FIS_020

N S
Figura 2 – Polos de um ímã.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
•• fora do ímã: do polo norte para o polo sul.
Campo magnético As linhas são “contínuas”, não tendo co-
meço e nem fim (são fechadas).
Assim como corpos eletricamente carre-
gados produzem campo elétrico, imãs e corpos Campo magnético terrestre
magnetizados produzem campo magnético, isto
é, produzem uma perturbação no espaço ao seu O fenômeno que levou os chineses a cons-
redor que pode gerar certas interações. truírem as primeiras bússolas indica que a Terra
tem um campo magnético próprio, conforme
O campo magnético também é criado por figura a seguir. Podemos observar que os polos
cargas elétricas em movimento (corrente elétri- Norte e Sul geográficos estão invertidos em re-
ca). A unidade, no SI, para o campo magnético, lação aos polos norte e sul magnéticos.
é o tesla (T), homenagem ao iugoslavo Nikola
Antigamente, acreditava-se que a magne-
Tesla (1856-1943), inventor do primeiro motor
tosfera (ou campo magnético terrestre) se devia
elétrico, do dínamo de corrente alternada e do
à enorme quantidade de ferro magnetizado no
transformador. seu interior. Isso, no entanto, não pode ser ver-
1T = 1Wb/m2 (weber por metro quadrado). dade, porque a temperatura no interior da Terra
Observação é tão alta que o ferro ali existente está acima da
temperatura de Curie (770oC), para a qual o ferro
se encontra liquefeito e desmagnetizado.
Ao redor de um ímã temos campo mag- Hoje, admite-se que o campo magnético
nético e ele possui valor mais intenso na terrestre possa se originar de intensas correntes
região próxima dos seus polos. elétricas que circulariam no interior do magma da
Terra. Mas há muito a ser explicado, como por
exemplo, a origem da energia que gera essas
Linhas de indução magnética correntes e a variação na inclinação dos polos
magnéticos em relação aos geográficos no decor-
Semelhante às linhas de campo elétrico, rer do tempo. Esse fenômeno é tão notável que a
temos as linhas de indução magnética que mos- localização dos polos tem de ser datada, porque 81
tram o comportamento, a direção e sentido do ela é diferente do que era há alguma centenas
campo magnético. de milhares de anos, invertendo completamente
O campo magnético ( ) é definido por um em períodos de tempo na escala da dezena de
vetor que é sempre tangente à linha de indução, milhões de anos.
e seu sentido é dado pelo sentido da linha. eixo de rotação da terra
eixo magnético
Observe as linhas de campo de um ímã na
figura a seguir. S
N

B1 B3
IESDE Brasil S.A.

N S
B2

B4
Figura 5 – Linhas de campo magnético. S
E_EM_3_FIS_020

N
Sentido das linhas de indução:
polo Sul geográfico polo norte magnético
•• dentro do ímã: do polo sul para o polo
norte.
Figura 6 – Linhas do campo magnético terrestre.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
líneo e extenso.
Observação Ao redor de um condutor retilíneo percorrido
por uma corrente elétrica i, temos um campo
•• O campo magnético terrestre possui
magnético criado, cuja intensidade é:
um pequeno ângulo de inclinação em
relação ao eixo de rotação da Terra.
•• O polo sul magnético está próximo do
polo norte geográfico (SM NG), e
polo sul geográfico está próximo do

IESDE Brasil S.A.


polo norte magnético (SG NM).

Cálculo do campo magnético B

Figura 8 – Campo magnético ao


Como vimos anteriormente, Oersted per-
redor de um fio.
cebeu que corrente elétrica gera campo magné-
tico. Em sua experiência, uma bússola sofreu i
B= 0
deflexão ao ser aproximada de um fio por onde 2 d
passava corrente elétrica. Esse campo ao redor
onde:
do fio pode ser originado de várias formas.
B: intensidade do campo magnético, expres-
O seu sentido é dado pela chamada “Regra
sa no SI em tesla (T);
da Mão Direita”, que consiste em adotarmos
sentidos de corrente elétrica (polegar) e de i: intensidade da corrente elétrica que atra-
campo magnético (demais dedos) ao dedos da vessa o fio, expressa no SI em ampères (A);
mão direita. Observe a figura. d: distância do condutor ao ponto onde
queremos o valor do campo, que é expressa no
82 SI em metros (m);
i
0
: permissividade magnética do vácuo, cujo
valor é uma constante e vale 4 . 10-7T.m/A.

Observação
IESDE Brasil S.A.

Quanto maior a distância ao condutor,


menor é o valor do campo.

i
A direção e o sentido do campo são dados
pela regra da mão direita:
•• dedos: campo;
•• polegar: corrente.
Figura 7 – Regra da mão direita. b) Campo magnético de uma espira circular.
Vejamos algumas destas situações. Dentro de uma espira circular, temos um
a) Campo magnético em um condutor reti- campo magnético que é dado por:
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
campo campo
“para fora” “para dentro”
da página da página

i i
Figura 9 – Campo magnético dentro da espira.

Se enrolarmos um fio num núcleo e fizermos


i passar uma corrente elétrica através deste fio,
B= 0
2R teremos um campo magnético criado no núcleo
do solenoide.
onde:
B: intensidade do campo magnético na
espira, expresso em tesla (T);
i: intensidade da corrente elétrica que N S
percorre a espira, expressa em no SI ampères
(A);
R: raio da espira circular, que é expressa i
no SI em metros (m). Figura 10 – Campo magnético no interior de um solenoide.

Observação A intensidade do campo é dada por:

iN
B= 0

O campo pode estar entrando no plano L


da espira ou saindo do plano da espira.
83
onde:
Campo saindo da folha.
B: intensidade do campo magnético no inte-
Campo entrando na folha.
rior do solenoide, expresso no SI em tesla (T);
i: intensidade da corrente elétrica que per-
A direção e o sentido do campo são dados corre o solenoide, expressa no SI em ampères
pela regra da mão direita: (A);
•• dedos: campo; L: comprimento do solenoide, expresso no
SI em metros (m);
•• polegar: corrente.
N: número de espiras do solenoide;
c) Campo magnético no interior de um so-
A direção e o sentido do campo são dados
lenoide.
pela regra da mão direita:
Solenoide é um enrolamento de fio que cria •• dedos: corrente;
um campo magnético dentro dele. Exemplos co-
muns de nosso dia a dia são a campainha e os •• polegar: campo.
interruptores magnéticos de motores elétricos. Cuidado: aqui mudam os significados dos
Quando circula corrente em um fio enrolado dedos para representar sentido de corrente e
E_EM_3_FIS_020

como um solenóide. campo magnético!!!

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Paulo, por exemplo.
Curiosidades magnéticas O transformador é, portanto, um aparelho
que permite modificar uma tensão, aumentando-a
•• Auroras boreais : “nuvens coloridas” ou diminuindo-a, conforme conveniência. Este
que aparecem no polo Norte do planeta, dispositivo consta de duas bobinas independen-
devido às partículas provenientes do Sol tes, enroladas sobre um mesmo núcleo de ferro
que interagem com o campo magnético laminado, para evitar as correntes parasitas ou
terrestre. correntes de Foucault, que causam perdas de
•• Campo magnético constante : temos energia por aquecimento. A bobina que recebe a
campo magnético constante dentro de tensão (d.d.p.) para ser transformada chama-se
um ímã em forma de “U”, pois as linha primária e a outra que fornece a tensão trans-
de indução magnética são paralelas entre formada, chama-se secundária.
si, e sua intensidade é constante. N1 U1
=
N2 U2

S Onde:
U1: diferença de potencial de entrada, ex-
pressa no SI em volts (V);
U2: diferença de potencial de saída, expressa
no SI em volts (V);
N
N1: número de espiras da bobina primária;
Figura 11 – Campo magnético constante. N2: número de espiras da bobina secundária.
A energia passa de uma bobina para outra
Transformador pela variação das linhas de campo magnético,
sem que haja o contato físico.
84 Devido à grande distância entre a usina
geradora de energia elétrica e os consumido-
res, há a necessidade de transformadores que
elevem e abaixem a tensão, evitando perdas na 230V~ 12V~

transmissão de energia elétrica. A transmissão


é feita, geralmente, em corrente alternada,
havendo atualmente, em caráter experimental,
Primário Secundário
duas linhas de transmissão em corrente contí- Figura 12 – Transformador.
nua ligando a Usina Hidrelétrica de Itaipu a São

Para saber mais


Força magnética e os trens magnéticos ciais, caracteriza-se pela drástica diminuição
da resistência elétrica em temperaturas
Em 1987, o francês Georg Bednorz e o
muito baixas. Com isso, a corrente flui pelo
alemão K. A. Muller produziram uma cerâmica
material praticamente sem perder energia. Ao
supercondutora de eletricidade, misturando
comprovarem a importância prática do fenô-
bário, lantânio, cobre e oxigênio. A supercon-
E_EM_3_FIS_020

meno, os cientistas abriram campo para di-


dutividade, fenômeno apresentado por certas
versas aplicações, como computadores cada
substâncias como metais e cerâmicas espe-
vez mais ágeis, reatores de fusão nuclear

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
com energia praticamente ilimitada e mono- freios, motores e dispositivos para captar,
trilhos rapidíssimos, projetados para serem converter e transmitir a energia elétrica. Con-
o transporte de massa do século XXI. sequentemente, os maglevs são mais leves,
O maglev silenciosos e menos sujeitos ao desgaste
que os trens tradicionais.
Entre esses projetos está o maglev
(abreviatura de “levitação magnética”, em Funcionamento do maglev
inglês). É um meio de transporte em que Tais veículos são construídos em duas
campos magnéticos fazem levitar um veículo partes. O corpo, em que viajam os passagei-
sobre uma deslizadeira especial. Os veículos ros, é montado sobre um trilho localizado na
maglev, que atingem 450km/h, poderiam parte superior do veículo que abriga os ímãs
competir com voos curtos entre cidades, pois para a levitação e os ímãs-guias. A porção
o tempo das jornadas é quase o mesmo. Na inferior do trem envolve a deslizadeira e os
Alemanha e no Japão, testes apontaram para sistemas que controlam os ímãs asseguram
velocidades de até 550km/h. Essas altas que o veículo permaneça próximo dela, mas
velocidades são possíveis porque a desliza- sem tocá-la.
deira e o veículo não se tocam quando este Rolos de fios enrolados sob a deslizadei-
se encontra em movimento. ra geram um campo magnético que se move
A principal fonte de resistência para um ao longo da mesma. As forças de repulsão
veículo maglev é o ar, problema que pode magnética entre esse campo e os eletroímãs
ser resolvido por ajustes aerodinâmicos. Ao do veículo fazem levitar o trem e o arrastam
contrário dos trens convencionais, os maglevs por todo o campo magnético.
não transportam unidades de propulsão, que (Disponível em: <www.escolainterativa.com.br/canais/18_ves-
se situam nas deslizadeiras. tibular/estude/fisic/var/fis_var_033.asp>.
Os inovadores sistemas de guias e de Acesso em: 25 nov. 2009. Adaptado.)
propulsão eliminam a necessidade de rodas,

`` Solução: 85
Exercícios resolvidos Por convenção, sempre o polo norte de um
ímã aponta para o norte do planeta. Des-
1. Calcule o valor do campo magnético num ta forma, podemos concluir que o polo sul
ponto localizado a 10cm de um fio, sabendo magnético está posicionado próximo ao nor-
que o mesmo é percorrido por uma corrente te geográfico, e vice-versa.
de 2A.
3. Calcule a d.d.p. que sai de um transformador
Dado = 4 . 10 –7T.m/A
0 por uma bobina de 5 000 voltas de fio, sa-
`` Solução: bendo que a d.d.p e o número de espiras da
i
bobina de entrada valem, respectivamente,
B=
0
120V e 500 voltas.
2 d
4 . . 10 –7 . 2 `` Solução:
B= N1 U1
2 . 0,1 =
B = 40 . 10 –7T N2 U2
B = 4,0 . 10 – 6T 500 120
=
12 000 U2
E_EM_3_FIS_020

2. O polo norte de um ímã aponta para o norte


ou para o sul? Explique. 500 U2 = 12 000 . 120

U2 = 2 880V

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. Para que serve o transformador?
Exercícios de aplicação
1. Analise a afirmação: “A agulha de uma
bússola nada mais é que um ímã em que
seu polo norte sempre aponta para o norte
magnético da Terra”. Você concorda ou não
com essa afirmação? Justifique.

6. Como é o campo magnético ao redor de um


fio retilíneo e extenso?

2. Tem-se três barras, AB, CD, EF, aparen-


temente idênticas. Experimentalmente,
constata-se que:
I. a extremidade A atrai a extremidade D;
II. a extremidade A atrai a extremidade C;
7. Calcule a d.d.p. que sai de um transforma-
III. a extremidade D repele a extremidade
dor por uma bobina de 12 000 voltas de
E.
fio, sabendo que a d.d.p. e a voltagem de
Qual (ou quais) corpo(s) é(são) ferro e qual entrada valem, respectivamente, 120V e
(ou quais) é(são) ímã(s)? 300 voltas.

86

3. Um ímã sempre atrai todos os metais?


Explique.

8. Um transformador possui 600 espiras na bo-


bina primária e 100 na secundária. Se apli-
4. Qual a relação entre os polos magnéticos e carmos uma tensão de 220V na primária,
geográficos da Terra? qual será a tensão na bobina secundária?
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. Marque V para alternativa verdadeira e F
para alternativa falsa. Sobre os conceitos e Questões de Processos Seletivos
aplicações da Eletricidade e do Magnetismo,
é correto afirmar que: 1. (Fuvest) A figura I a seguir representa um ímã
(( ) quebrando um ímã ao meio, obtemos permanente em forma de barra, onde N e S
dois novos ímãs, com somente um indicam, respectivamente, polos norte e sul.
polo cada um. Suponha que a barra seja dividida em três
pedaços, como mostra a figura II.
(( ) ímãs permanentes e correntes elétri-
N
cas geram campos magnéticos. N
A
(( ) é possível provocar a deflexão de uma
agulha magnetizada aproximando-a
de um fio conduzindo uma corrente
elétrica. B
N
B
(( ) as linhas de força do campo magnéti-
co nas vizinhanças de um fio retilíneo S S A S
longo conduzindo corrente elétrica são Figura I Figura II Figura III

circunferência com centros no fio. Colocando lado a lado os dois pedaços ex-
tremos, como indicado na figura III, é correto
afirmar que eles;
a) se atrairão, pois A é polo norte e B é
polo sul.
b) se atrairão, pois A é polo sul e B é polo
10. Pares de ímãs em forma de barra são dis- norte.
postos conforme indicam as figuras a seguir. c) não serão atraídos nem repelidos.
A letra N indica o polo norte e o S o polo sul
de cada uma das barras. Entre os ímãs de d) se repelirão, pois A é polo norte e B é
polo sul.
cada um dos pares a seguir, (a), (b) e (c), 87
existirá, respectivamente, que tipo de força? e) se repelirão, pois A é polo sul e B é polo
(Atrativa ou repulsiva). norte.

a) N S N S
2. (UFSC) Uma criança possui três ímãs idên-
ticos e uma bússola. Em uma brincadeira,
N S ela dispõe os ímãs em diversas posições,
b) mantendo-os fixos e colocando a bússola
N S em um ponto próximo a eles.

Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S),


N que mostra(m) a(s) disposição(ões) onde a
posição da agulha da bússola é possível.
( 01 )
N

c) N S
S N
E_EM_3_FIS_020

S
N S
S

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
( 02 ) 3. (UEL) Considere as seguintes afirmativas.

S
I. Um prego será atraído por um ímã so-
mente se já estiver imantado.

N
II. As linhas de força de um campo magné-
tico são fechadas.
S
N

III. Correntes elétricas fluindo por dois con-


S
S

dutores paralelos provocam força mag-


nética entre eles.

N
N

Pode-se afirmar que somente:


( 04 ) a) I é correta.
S

b) II é correta.
c) III é correta.
N

d) I e II são corretas.
S S
N N
N

e) II e III são corretas.


S

4. (UFSM – adap.) Considere as afirmações a


( 08 )
N

seguir, a respeito de ímãs.


I. Convencionou-se que o polo norte de um
ímã é aquela extremidade que, quando
S

o ímã pode girar livremente, aponta para


N
S
o norte geográfico da Terra.
N
S

II. Polos magnéticos de mesmo nome se


repelem e polos magnéticos de nomes
( 16 ) diferentes se atraem.
88
N

III. Quando se quebra ao meio um ímã em


forma de barra, obtêm-se dois novos
ímãs, cada um com apenas um polo
S

N magnético.
S
Está(ão) correta(s):
N
N

a) apenas a I.
b) apenas a II.
S
S

c) apenas a III.
( 32 ) d) apenas a I e a II.
S
N
N
S

e) apenas a II e a III.
S
N

E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
5. (UFRN) Cláudia, ginasta e estudante de Física, a) maior que a aceleração da gravidade, uma
está encantada com certos apelos estéticos vez que a força magnética atua verticalmen-
presentes na Física Teórica. Ela ficou fascina- te para baixo.
da ao tomar conhecimento da possibilidade de b) menor que a aceleração da gravidade,
uma explicação unificadora para todos os tipos uma vez que a força magnética atua ver-
de forças existentes no universo, isto é, que ticalmente para cima.
todas as interações fundamentais conhecidas c) igual à aceleração da gravidade, uma
na natureza (gravitacional, eletromagnética, vez que a força magnética atua horizon-
nuclear fraca e nuclear forte) poderiam ser talmente para a direita.
derivadas de uma espécie de superforça. Em d) igual à aceleração da gravidade, uma
suas leituras, ela pôde verificar que, apesar vez que a força magnética atua horizon-
dos avanços obtidos pelos físicos, o desafio talmente para a esquerda.
da grande unificação continua até os dias de e) igual à aceleração da gravidade, uma
hoje. Cláudia viu, em um de seus livros, um vez que a força magnética atua horizon-
diagrama ilustrando a evolução das principais talmente para a direita.
ideias de unificação ocorridas na Física.
7. (PUC Minas) Em relação aos campos elétrico
Face à interligação existente entre a eletri-
e magnético, são feitas três afirmativas.
cidade e o magnetismo, um observador, ao
analisar um corpo eletricamente carregado, I. Podem ser representados, geometrica-
que está em movimento, com velocidade mente, através de linhas de força.
constante em relação a ele, constatará a II. São grandezas vetoriais.
presença de: III. Podem ser detectados, utilizando-se par-
a) campos elétrico e magnético cuja resul- tículas eletricamente carregadas.
tante é nula.
Assinale:
b) campo elétrico nulo e campo magnético
a) se todas as afirmativas estiverem cor-
não nulo.
retas.
c) campo elétrico não nulo e campo mag-
b) se todas as afirmativas estiverem incor-
nético nulo.
retas. 89
d) campos elétrico e magnético não nulos.
c) se apenas as afirmativas I e II estiverem
corretas.
6. (UFAM) Em sua sala de aula, existe um campo
magnético horizontal dirigido, geograficamen- d) se apenas as afirmativas I e III estive-
te, do sul para o norte, conhecido como campo rem corretas.
magnético da Terra. Suponha que você esteja e) se apenas as afirmativas II e III estive-
de frente para o norte e que um pequeno rem corretas.
objeto carregado positivamente seja lançado
com velocidade horizontal da esquerda para
8. (Unirio) Assinale a opção que apresenta a
a direita, visto seu referencial. Considere que afirmativa correta a respeito de fenômenos
o módulo da força magnética seja menor que eletromagnéticos.
o da força peso. Podemos afirmar que, ime-
diantamente após o lançamento, a aceleração a) É possível isolar os polos de um ímã.
do objeto na direção vertical é: b) Imantar um corpo é fornecer elétrons a
um de seus polos e prótons ao outro.
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
c) Ao redor de qualquer carga elétrica, Sobre o vetor campo magnético produzido
existe um campo elétrico e um campo por essas correntes no ponto P, podemos
magnético. afirmar que tem:
d) Cargas elétricas em movimento geram a) sentido indicado pela seta 4.
um campo magnético.
e) As propriedades magnéticas de um ímã b) a intensidade nula.
de aço aumentam com a temperatura. c) sentido indicado pela seta 2.
d) sentido indicado pela seta 1.
9. (UEL. Adap.) Considere a afirmativa a seguir.
e) sentido indicado pela seta 3.
“As linhas de força de um campo magnético
são I Então esse campo pode ter sido
11. (Vunesp) Nas demonstrações populares
gerado por um(a) II , onde flui uma cor- de supercondutividade elétrica, é comum
rente elétrica”. a exibição de um ímã “flutuando” sobre o
Para completá-la corretamente, os espaços material supercondutor.
I e II devem ser preenchidos, respectiva-
mente, por: Nesse caso, a configuração das linhas de
campo magnético em torno do ímã fica se-
a) retilíneas, condutor retilíneo. melhante à da figura.
b) retilíneas e espira circular. Para explicar a existência de uma força igual
c) circulares e espira circular. e oposta ao peso do ímã, e que o mantém
suspenso, pode-se imaginar que a função
d) circulares e bobina.
do supercondutor equivale a se colocar um
e) circulares e condutor retilíneo. “ímã imagem” em seu lugar, igual ao ímã
real e convenientemente orientado dentro
10. (UFAM) A figura mostra quatro fios con- da região tracejada. O “ímã imagem”, em
dutores longos (A, B, C, D), atravessando conjunto com o ímã real, criaria na região
perpendicularmente o plano da página nos externa ao supercondutor a configuração
quatro vértices de um quadrado, cujo centro de linhas de campo indicada na figura. A
90 está no ponto P. Os fios são percorridos por representação adequada do “ímã imagem”
correntes elétricas contínuas de intensidades dentro da região tracejada é:
iguais e de sentidos indicados na figura, isto
é, “saindo da página” para os fios A e B, e
“entrando na página” para os fios C e D.
N S Ar

A B g

Material
Supercondutor

P
a) b) c)
1 3 N’
N’ S’ S’ N’
S’

d) N’ S’
e)
4
X X S’ N’
C D
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
12. Em relação ao campo magnético, assinale
a(s) proposição(ões) correta(s).
( 01 ) Imagine que você esteja sentado numa
sala com as costas voltadas para uma
parede da qual emerge um feixe de
elétrons que se move horizontalmente
para a parede em frente. Se este fei-
xe de elétrons for desviado para a sua
direita, o campo magnético existente
na sala terá o sentido do teto para o
chão.
( 02 ) Um campo magnético pode ser criado
por cargas em movimento ou em repou-
so. Um exemplo deste último é o cam-
po magnético criado por um ímã.
( 04 ) Se uma partícula carregada for lançada
em uma região onde existe um campo
magnético B , ela será sempre desvia-
da perpendicularmente a B .
( 08 ) Como a força magnética agindo sobre
uma partícula carregada é sempre per-
pendicular ao vetor velocidade da partí-
cula, um campo magnético B constante
não pode alterar o módulo da velocida-
de desta partícula.
( 16 ) Se uma partícula carregada for lançada
com velocidade v em uma região onde
existe um campo magnético B , ela des- 91
creverá uma trajetória circular desde
que v seja perpendicular a B .
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
92

E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Gabarito
6. Solução:
Exercícios de aplicação
O campo magnético é formado por linhas
de campo circulares ao seu redor. O sen-
1. Solução:
tido é dado pela chamada “regra da mão
Não. O polo norte de uma bússola aponta direita”.
para o Norte geográfico do planeta, isto é,
polo sul magnético. 7. Solução:

A diferença de potencial (d.d.p.) é:


2. Solução:
N1 U1 300 120 144 000
A barra AB é de ferro. As barras CD e EF são = = U2 =
N2 U2 12 000 U2 300
ímãs. A barra AB não pode ser ímã porque
atrai as duas extremidades da barra CD. U2 = 4 800V
Se a extremidade D repele a extremidade E
significa que são polos contrários, portanto 8. Solução:
ímãs.
A tensão no secundário será:
3. Solução:
NP U 600 220 22 000
= P = US =
Não. Só atraem alguns metais, somente as NS US 100 US 600
substâncias ferromagnéticas, como por exem-
US = 36,6V
plo: ferro, cobalto, níquel etc. Substâncias fer-
romagnéticas são aquelas que sofrem efeitos
9. Solução:
em suas estruturas internas quando perto de 93
campos magnéticos, estando suscetíveis à A primeira alternativa é falsa, pois que-
efeitos magnéticos. brando um ímã ao meio, obteremos dois
novos ímãs com dois polos cada um. É
4. Solução: a propriedade de inseparabilidade dos
polos.
O polo sul magnético está próximo do polo
Norte geográfico. As outras três alternativas são verdadeiras e
decorrentes da experiência de Hans Christian
O polo norte magnético está mais próximo
Oersted (1777-1851).
do polo Sul geográfico.
10. Solução:
5. Solução:
a) Ocorrerá força de atração, pois os polos
É um dispositivo usado para aumentar ou próximos são contrários.
diminuir a tensão (d.d.p.) em circuitos de
b) Ocorrerá força de repulsão, pois os po-
corrente alternada. É constituído por um
los próximos são iguais.
núcleo de material ferromagnético e por
duas bobinas, denominadas primária e c) Ocorrerá força de repulsão, pois os po-
E_EM_3_FIS_020

secundária. los próximos são iguais.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
Alternativa 32: a disposição está errada. A
Questões de agulha deveria girar 180o para ficar orientada
Processos Seletivos corretamente, pois os polos sul dos ímãs
atraem a parte norte da agulha da bússola.
1. Solução: E
3. Solução: E
Dividindo o ímã ao meio tem-se N = norte e A primeira alternativa está errada, pois o
A = sul e B = norte e S = sul. Como estão prego será atraído mesmo sem estar iman-
dispostos igualmente, polos do mesmo tado, desde que seja fabricado com uma
nome próximos, eles se repelirão. substância ferromagnética.

2. Solução: soma = 19 (01 + 02 + 16) 4. Solução: D

A ponta de uma agulha, quando colocada A terceira alternativa está errada, pois quan-
em um campo magnético (no caso, aquele do o ímã é quebrado ao meio, ele forma
gerado pelos ímãs), se orienta na direção dois novos ímãs com dois polos cada. Pela
das linhas de indução magnética, com o propriedade de inseparabilidade dos polos
polo norte da agulha apontando no sentido os novos ímãs sempre terão polo norte e
do campo. Lembrando que fora dos ímãs polo sul.
as linhas de campo saem do polo norte e
entram no polo sul, podemos analisar cada 5. Solução: D
disposição dos ímãs: O campo elétrico é o campo de forças provo-
Alternativa 01: a disposição está correta, cado por cargas elétricas ou por um sistema
a parte sul da agulha da bússola é atraída de cargas. O campo magnético é o campo
pelos dois polos norte dos ímãs. produzido por um ímã ou cargas elétricas
em movimento.
Alternativa 02: a disposição está correta. A
parte sul da agulha da bússola é atraída pelo Se o corpo está eletricamente carregado
polo norte do ímã superior; a parte norte da ele gera um campo elétrico. E se o corpo
94 agulha é atraída igualmente pelos polos sul carregado está em movimento ele gera um
dos dois ímãs inferiores. campo magnético.

Alternativa 04: a disposição está errada; os 6. Solução: B


polos norte dos ímãs repelem o polo norte
A força magnética atua verticalmente para
da agulha, portanto não é possível que a
cima de acordo com a regra da mão direita.
agulha se mantenha na posição mostrada,
a partir dessa configuração.
7. Solução: A
Alternativa 08: a disposição está errada. A
agulha deveria girar 90o no sentido antihorá- Todas as alternativas estão corretas.
rio para ficar orientada corretamente.
8. Solução: D
Alternativa 16: a disposição está correta. A
parte norte da agulha da bússola é atraída Pela definição de campo magnético tem-
pelo polo sul do ímã superior; a parte sul -se que cargas elétricas em movimento
da agulha é atraída igualmente pelos polos produzem um campo magnético, por isto a
norte dos dois ímãs inferiores. alternativa d está correta.
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
9. Solução: E

O campo magnético é formado por linhas de


campo circulares ao redor de um condutor
retilíneo.

10. Solução: E

Pela regra da mão direita podemos encontrar


os campos magnéticos dos pontos indicados.
As linhas perpendiculares ao campo elétrico
gerado dos cantos da página estão nos 1.o
e 4.o quadrantes, se imaginarmos o ponto P
como origem de um plano cartesiano. Por-
tanto a resultante para o ponto P sai para o
sentido da seta 3.

11. Solução: A

O “ímã imagem” deve ser aquele repre-


sentado pela figura a. Sua orientação fará
com que o ímã de cima seja repelido pelo
material supercondutor.

12. Solução: soma = 25 (01+08+16)

Alternativa 01: Correta. O exposto nessa


alternativa condiz com a regra da mão
esquerda aplicada ao movimento de uma
carga negativa. 95
Alternativa 02: Incorreta. Campos mag-
néticos não são criados por cargas em
repouso.
Alternativa 04: Incorreta. Se a carga for
lançada formando um ângulo de 0o com o
campo magnético, não sofrerá desvio.
Alternativa 08: Correta. Uma vez que a for-
ça é perpendicular não afeta o módulo da
velocidade, somente seu sentido.
Alternativa 16: Correta. Está de acordo
com a regra da mão esquerda para o
fenômeno da interação e indução eletro-
magnética.
E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
96

E_EM_3_FIS_020

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br