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GUIA COMPLETO

DE COMO FICAR
RICO – QUAL A
FORMULA PARA
O SUCESSO
FINANCEIRO
Sumário
A fórmula da riqueza............................................................................................. 01

Como montar uma boa carteira de investimentos ........................................... 02

RENDA FIXA ........................................................................................................ 03

Indicadores financeiros (IPCA / CDI / IGP-M / Selic) ......................... 05

Introdução aos Títulos públicos ......................................................... 05

Pulo do gato nos títulos públicos (marcação a mercado) ................... 08

INVESTIMENTOS COM PROTEÇAO FGC E ISENÇAO DE IR ........................... 12

LCI’s / LCA’s ....................................................................................... 13

INVESTIMENTOS COM PROTEÇAO DO FGC E ISENÇAO DE IR ..................... 14

CDB’s / LC’s ....................................................................................... 14

INVESTIMENTOS SEM PROTEÇAO FGC ........................................................... 18

DEBENTURES ................................................................................... 18

CRA's................................................................................................... 20

CRI's ................................................................................................... 21

FUNDOS DE INVESTIMENTOS .......................................................................... 22

Principais Riscos Envolvidos .......................................................... 24

Fundos de Renda Fixa – RF ........................................................... 26

Fundos de Renda Variável – FIA ................................................... 27

Fundos Multimercado - FIM............................................................ 31

Fundos em Direitos Creditórios – FIDCs ........................................ 34

ETF’s - Fundos de Índices.............................................................. 37

Fundos Cambiais ........................................................................... 42

Fundos da Dívida Externa ............................................................... 43

Fundos em Cotas de Fundos de Investimentos – FAQ ................... 45

Fundos Off-Shore ............................................................................ 47

Como Comparar os fundos de investimentos ................................. 49


GUIA COMPLETO DE COMO
FICAR RICO – QUAL A FORMULA
PARA O SUCESSO FINANCEIRO

A FORMULA É SIMPLES, GANHE MAIS DO QUE VOCÊ GASTA =


INVISTA O RESTO SABIAMENTE.

FORMULA DO RICO

RECEITAS – DESPESAS = INVESTIMENTOS (SEMPRE)

• FAÇA UM PROGRAMA DE POUPANÇA AUTOMÁTICA.


• PLANEJE A SUA APOSENTADORIA A PARTIR DE AGORA.
• ENCONTRE UM GASTO DESNECESSÁRIO E ELIMINE-O.
• DESENVOLVA UM NEGÓCIO LUCRATIVO

COMO GASTAR MENOS:

• Alinhe seus objetivos e valores com seus gastos


• Use a auto-responsabilização para continuar disciplinado
• Eliminar o desperdício e os gastos desnecessários.

COMO GANHAR MAIS:

• Faça treinamentos para aprender


• Aumente suas habilidades
• Converta seus hobbies em renda
• Inicie um negócio nas horas vagas

INVESTIR SABIAMENTE:

• Investir em ações
• Investir em títulos públicos
• Investir em imóveis
• Investimento passivo
• Negócios lucrativos

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GUIA DE INVESTIMENTOS EM RENDA FIXA
E VARIAVEL

1 – ANTES DE MONTAR UMA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS,


VOCÊ DEVE SEPARAR O FUNDO DE EMERGÊNCIA (6 A 12 MESES
DO CUSTO DE VIDA) – INDICO COLOCAR NUM CDB DE LIQUIDEZ
DIÁRIA, NUM FUNDO DE RENDA FIXA OU NA SELIC (MAIS PRA
FRENTE CONHECEREMOS ESSES INVESTIMENTOS)

2- TENHA TODOS OS SEUS OBJETIVOS ESCRITOS, COM VALOR


NECESSÁRIO PARA ALCANÇAR ESSE OBJETIVO, O TEMPO
NECESSÁRIO PARA COMPLETAR ESSE OBJETIVO E O QUE VOCÊ
PRECISA CONSEGUIR PRA ALCANÇAR ESSE OBJETIVO COM O
SEU APORTE.

3 – ESCOLHA SEMPRE OS INVESTIMENTOS DE ACORDO COM


SUA NECESSIDADE DE DINHEIRO (LIQUIDEZ), ESQUECE
RENTABILIDADE, SUA CARTEIRA SERVE PRA REALIZAR SEUS
SONHOS E CUMPRIR SUAS METAS

4 - INVISTA SEMPRE NO SEU CONHECIMENTO.

5- DIVERSIFIQUE SEMPRE SEUS INVESTIMENTOS, MONTE


UMA ESTRATÉGIA PARA ESCOLHER OS MELHORES
PRODUTOS DE INVESTIMENTOS PARA VOCÊ EM CIMA DOS
SEUS OBJETIVOS, E LEMBRE-SE NUNCA COLOQUE TODOS
OS OVOS NA MESMA CESTA.

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INVESTIMENTOS DE RENDA FIXA
Para começarmos o estudo de renda fixa, temos que entender alguns indicadores
econômicos, abaixo falaremos um pouco de cada um deles.

IPCA - ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO– QUANDO A SELIC


AUMENTA INFLAÇAO DIMINUI (GERALMENTE)

Utilizado como uma meta da inflação. O IPCA sempre estará na mesma medida que a
inflação estima atingir. Seu calculado é baseado na apuração das despesas das
famílias nas regiões metropolitanas nos setores de alimentação e bebidas, habitação,
artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas
pessoais, educação e comunicação. O peso relativo de cada grupo é reestimado
mensalmente, considerando-se a cesta de consumo na data-base e a variação relativa
dos preços dos bens e serviços do grupo.

CDI - CERTIFICADOS DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO

A taxa cdi é a média dos empréstimos feitos entre os bancos para um dia.

IGP-M - ÍNDICE GERAL DE PREÇOS DO MERCADO

Calculado mensalmente pela fundação Getúlio Vargas (FGV), seu objetivo é


representar a média ponderada

Índice de preços ao produtor amplo – ipa (60%)


Índice de preço ao consumidor – ipc (30%)
Índice nacional da construção civil – INCC (10%)

Muito utilizado para basear o aumento de diversos preços em nichos de mercado,


como aluguéis, por exemplo.

TÍTULOS PUBLICOS
TÍTULOS PUBLICOS: Os títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos pelo tesouro
nacional para financiar a dívida pública nacional. Eles variam de acordo com os
indicadores financeiros a que são atrelados.
PARA AUMENTAR SUA RENTABILIDADE DÊ PREFERENCIA AOS TITULOS QUE NÃO
PAGAM JUROS SEMESTRAIS, POIS VOCE SO PAGA O IMPOSTO DE RENDA NA HORA
DA RETIRADA FINAL.

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Tesouro Prefixado (sem juros semestrais)
Anteriormente chamado de LTN (Letra do Tesouro Nacional), o Tesouro Prefixado é
um título prefixado (como o próprio nome já deixa claro), o que significa que possui
rentabilidade definida no momento da compra.

Principais características do Tesouro Prefixado

• O investidor sabe exatamente o valor bruto, em reais, a ser recebido por unidade de
título na data de vencimento (R$ 1.000,00):
• Maior disponibilidade de vencimentos para a negociação no Tesouro Direto;
• Indicado para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de
juros básica da economia naquele mesmo prazo do título.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais


Anteriormente chamado de NTN-F (Nota do Tesouro Nacional – Série F), o Tesouro
Prefixado com Juros Semestrais é um título prefixado, assim como oTesouro
Prefixado.

No caso do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, o investidor recebe um fluxo de


cupons semestrais de juros, o que pode possibilitar aumento de liquidez e
reinvestimentos.

Principais características do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

• Indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos a cada seis
meses (cupons de juros) a uma taxa de juros pré-definida antes do vencimento do
título;
• Indicado para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de
juros básica da economia.

• O investidor sabe exatamente o valor bruto, em reais, a ser recebido por unidade de
título na data de vencimento (R$ 1.000,00):

TESOURO SELIC

A taxa básica de juros da economia nacional. É calculada a partir da taxa média


ajustada dos financiamentos diários apurados no selic para títulos federais.quanto
maior a taxa de juro definida, menor o incentivo para as empresas investirem
nas suas atividades, o que gera um desaquecimento da economia.

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Por outro lado, quanto menor a taxa de juro, maior o incentivo para que as
empresas invistam nas próprias atividades, buscando lucratividade maior que a
baixa rentabilidade obtida com investimentos financeiros, aumentando,
conseqüentemente, o nível de emprego e a renda da população.

Anteriormente chamado de LFT (Letra Financeira do Tesouro), o Tesouro Selic é um


título pós-fixado cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic, a taxa de juros
básica da economia. O valor de mercado do Tesouro Selic apresenta baixa volatilidade,
evitando perdas no caso de venda antecipada. Mas também por isso sua rentabilidade
tende a ser mais baixa que a dos demais títulos.

Principais características do Tesouro Selic

• Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada à taxa de
juros da economia (Selic);
• Fluxo simples: uma aplicação e um resgate;
• Único título que não possui rentabilidade negativa.

Tesouro IPCA (Sem Juros Semestrais)

Anteriormente chamado de NTN-B Principal, o Tesouro IPCA Em outras palavras,


permite ao investidor obter rentabilidade em termos reais, mantendo seu poder de
compra ao longo do tempo, se protegendo de flutuações do IPCA, porém não oferece
cupons semestrais de juros ao investidor.

Principais características do Tesouro IPCA

• Proporciona rentabilidade real (acima da inflação);


• Indicado para o investidor que deseja fazer poupança de médio/longo prazos, inclusive
para aposentadoria, compra de casa própria, etc.;
• Traz mais conforto ao investidor, pois suprime a preocupação e o trabalho necessários
ao reinvestimento, e reduz o custo de transação;
• Formação de preços simplificada, com metodologia de cálculo mais fácil para o
investidor em relação ao Tesouro IPCA com Juros Semestrais, que paga cupom de juros
semestral.

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Tesouro IPCA com Juros Semestrais

Anteriormente chamado de NTN-B (Nota do Tesouro Nacional – Série B), o Tesouro


IPCA com Juros Semestrais permite ao investidor obter rentabilidade em termos reais,
mantendo seu poder de compra ao longo do tempo, se protegendo de flutuações do
IPCA. Além disso, o investidor recebe um fluxo de cupons semestrais de juros, o que
aumenta a liquidez possibilitando reinvestimentos.

Principais características do Tesouro IPCA+ juros semestrais

• Proporciona rentabilidade real;


• Indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos periódicos
(cupons semestrais);
• Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada ao IPCA;
• Indicado para o investidor que deseja fazer poupança de médio/longo prazos, inclusive
para aposentadoria, compra de casa e outros.

ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTOS A SEREM UTILIZADAS

PARA AUMENTAR A RENTABILIDADE

Procure adquirir títulos de durações diferentes, para criar um fluxo de caixa regular com isso
você tem maior flexibilidade para tentar explorar cenários e expectativas econômicas,
reinvestindo o dinheiro daqueles títulos que vão vencendo, em outros títulos ou outros ativos
que rendam mais.

PARA SE APOSENTAR

Para juntar dinheiro para a aposentadoria, o melhor a se fazer e investir em tesouro IPCA de
longo prazo, que proporciona uma boa remuneração e protege o dinheiro dos efeitos da
inflação. Isso te possibilita crescimento do patrimônio.

PARA TER UMA RESERVA (POUPANÇA)

Tenha títulos mais curtos, eles vão funcionar como uma reserva de liquidez (poupança).

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EXISTEM 3 CENARIOS ECONOMICOS POSSIVEIS PARA UM PAÍS.

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS A SEREM ADOTADAS PARA CADA CENÁRIO ECONÔMICO

EXPECTATIVA DE AUMENTO DA INFLAÇÃO (IPCA)

Quando há expectativa de aumento da inflação, a maior preocupação do investidor deve ser


proteger seu dinheiro da desvalorização. Se há a percepção de que a inflação vai aumentar, o
investidor deve priorizar os títulos pos fixados indexados à inflação. O que tem que ser
analisado aqui é a taxa prefixada desses títulos, a chamada taxa de juros real. Quanto maior
ela for, mais “rico” o investidor ficara, de fato, esse é o titulo mais arriscado para vender antes
do vencimento, então compre para levar ate o final.

EXPECTATIVA DE ALTA DOS JUROS (SELIC)

O ideal e priorizar o tesouro selic, títulos que acompanha a variação da taxa selic, com a alta da
selic aumenta também seu rendimento. O pulo do gato na selic é que e possível vende-lo sem
perdas do principal com alguma rentabilidade.

EXPECTATIVA DE QUEDA DE JUROS (SELIC)

Neste cenário, o investidor deve preferir os títulos prefixados, ao fazer isso você “trava” o
rendimento, não sofrendo perdas caso os juros oscilem para baixo. Porem, se os juros subiram,
o investidor deixara de ganhar essa diferença, caso ela seja maior que a taxa prefixada. O pulo
do gato dos títulos prefixados, eles tendem a se valorizar conforme a selic cai, quem quiser
pode vendê-los antes do vencimento quando o cenário for de queda da selic e embolsar um
bom rendimento no prazo menor que o prefixado. O risco e que se os juros (selic) subirem,
eles podem desvalorizar na marcação a mercado, levando a perdas financeiras.

PARA ENTENDER MELHOR COMO FUNCIONA O PULO DO GATO DOS


TITULOS PUBLICOS PRECISAMOS PRIMEIRO ENTENDER O QUE
ALTERA O PREÇO DOS TITULOS PUBLICOS.

EXISTEM 3 FATORES QUE ALTERAM O PREÇO DOS TÍTULOS PÚBLICOS:

(1) RENTABILIDADE PREFIXADA X MARCAÇÃO A MERCADO;

(2) VARIAÇÃO DA TAXA DE JUROS (SELIC);

(3) PRAZO DO TÍTULO.

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(1) RENTABILIDADE PREFIXADA X MARCAÇÃO A MERCADO

A rentabilidade informada no momento da compra é garantida somente se o investidor


ficar com o título até o seu vencimento.

Um aumento na taxa de juros de mercado em relação à taxa que foi comprada pelo
investidor, fará com que em um determinado período, o título tenha uma rentabilidade
inferior à informada na compra. Uma queda na taxa tem o efeito inverso.

(2) EFEITO DA VARIAÇÃO DA TAXA DE JUROS

A expectativa de juros dos agentes financeiros tem influência direta sobre o preço dos
títulos. o mercado financeiro projeta a taxa de juros esperada para os meses seguintes
e a partir desta projeção os títulos têm o seu preço determinado.

(3) PRAZO DO TÍTULO.

Quanto maior o prazo para o vencimento, mais sensível é o preço do título às


alterações nas taxas de juros ou prêmios. Como o preço do título é o valor presente do
fluxo descontado a uma taxa, para títulos do mesmo tipo, quanto maior o prazo até o
vencimento, mais o preço (valor presente do fluxo) varia quando há alteração nas
taxas de juros. Pela mesma lógica, títulos que não pagam cupom são mais voláteis
que aqueles que pagam, uma vez que deixam o dinheiro preso por mais tempo.

O PULO DO GATO NOS TÍTULOS PUBLICOS: MARCAÇAO A MERCADO

E O QUE É MARCAÇÃO A MERCADO?

Marcação a mercado de um título, é atribuir o valor do título na data atual, mesmo que ele só
tenha vencimento numa data futura. Ou seja: qual seria o valor de um determinado título que
um investidor possui se ele resolvesse vende-lo imediatamente? Isso é marcação a mercado!

MARCANDO TÍTULOS A MERCADO

Existem títulos que são pós-fixados, ou seja, todo dia eles são acrescidos de um indicador do
dia anterior, como o CDI e a Selic Over, por exemplo. Nesses títulos a marcação a mercado é
simples, pois basta adicionar os juros dia a dia ao valor investido. Muito simples. Então, nos
ativos pós fixados como CDBs, LCIs, LCAs, títulos tesouro Selic, todos esses exemplos são
simplesmente o valor investido acrescido ao tempo em que ele foi sendo corrigido pelos juros.

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Porém, pode acontecer uma diferença grande na marcação a mercado em títulos pré-fixados
ou em títulos que tenham um componente pré-fixado, tais como os títulos do tesouro pré-
fixado (antiga LTN), tesouro pré-fixado com juros semestrais (antiga NTN-F), tesouro IPCA+
(antiga NTN-B Principal) e tesouro IPCA+ com juros semestrais (antiga NTN-B). Isso também
pode ocorrer em papéis de emissão privada, como debêntures, por exemplo.

ESSE É O GRANDE PULO DO GATO NO TESOURO DIRETO.

Lembrando que este e um movimento arriscado e


so deve ser feito por quem realemnte sabe o que
ta fazendo.

PARA FAZER MARCAÇÃO A MERCADO NA PRÁTICA

CONSULTE SUA PLANILHA DE MARCAÇÃO A MERCADO.

LINKS IMPORTANTES DE ONDE PESQUISAR OS INDICADORES ECONÔMICOS

https://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp

http://www.bcb.gov.br/htms/selic/selicdia.asp

http://www.calculador.com.br/tabela/indice/IPCA

OS TÍTULOS PÚBLICOS, SÃO OS INVESTIMENTOS MAIS SEGUROS


HOJE NO BRASIL, JÁ QUE QUEM E RESPONSÁVEL PELO
PAGAMENTO DELES É O PAÍS.

POREM TÍTULOS PÚBLICOS, TEM UMA RENTABILIDADE MENOR


SE COMPARADOS A TÍTULOS PRIVADOS, ISSO É REGRA, JÁ QUE
O RISCO DOS TÍTULOS PRIVADOS É UM POUCO MAIOR, SEU
RETORNO TAMBÉM VAI SER MAIOR, LEMBRANDO QUE O
RETORNO SEMPRE ESTA ASSOCIADO AO RISCO DO
INVESTIMENTO.
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PRA FACILITAR AINDA MAIS NA HORA DE MONTAR A CARTEIRA
DE VOCÊS, VOU COLOCAR AQUI QUAIS OS MELHORES
INVESTIMENTOS DE ACORDO COM OS PRAZOS DE LIQUIDEZ.

ISSO VAI AJUDAR VOCÊS NA HORA DE MONTAR UMA CARTEIRA


QUE ATENDA TODOS OS SEUS OBJETIVOS SEJAM ELES DE CURTO
MEDIO OU LONGO PRAZO.

DIVIDIREMOS ESSE INVESTIMENTOS EM 6 GRUPOS, COM


PRAZOS DE LIQUIDEZ DIFERENTES:

- INVESTIMENTOS COM LIQUIDEZ DIÁRIA

- CDB’S DE LIQUIDEZ DIÁRIA


- FUNDOS RENDA FIXA
- OU O PRÓPRIO TESOURO SELIC (NO CASO DOS MAIS CONSERVADORES)

- INVESTIMENTOS ATE 6 MESES

- FUNDOS MULTIMERCADOS
- LCI’S E LCA’S DE CURTO PRAZO (NO CASO ATE 6 MESES)

- INVESTIMENTOS DE 6 MESES A 2 ANOS

- FUNDOS MULTIMERCADOS
- LCI’S E LCA’S (ATE 2 ANOS DE VENCIMENTO LOGICAMENTE)
- CDB’S, GERALMENTE COM ESSE PRAZO AS LCI’S E LCA’S GANHAM (DEVE-
SE FAZER A CONTA DESCONTANDO O IR PARA SABER QUAL O MAIS
RENTÁVEL NO CASO.

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- INVESTIMENTOS DE 2 ANOS A 4 ANOS

- FUNDOS MULTIMERCADOS
- LCI’S E LCA’S (NESSE PRAZO GERALMENTE SÃO OS CDB’S QUE GANHAM
EM RENTABILIDADE)
- CDB’S / LC’S

- INVESTIMENTOS ACIMA DE 4 ANOS (COM PRAZO LIMITADO, OU SEJA


COM TEMPO PARA RETIRAR O DINHEIRO),

- FUNDOS MULTIMERCADOS
- CDB’S / LC’S
- DEBENTURES

- INVESTIMENTOS DE LONGO PRAZO (QUE SÃO OS QUE VAO TE


PERMITIR PARAR DE TRABALHAR E VIVER DE RENDA)

- AÇÕES E FUNDOS IMOBILIÁRIOS (FII’S)

Pronto, vimos um pouco dos indicadores econômicos,


vimos um pouco sobre tesouro direto e vimos agora
como montar uma carteira para conseguir alcançar
todos os objetivos e quais produtos usar para atender à
esses objetivos. Então vamos estudar um pouquinho
mais a fundo cada um desses produtos de
investimentos...

VAMOS DAR INICIO AGORA AO ESTUDO DOS TÍTULOS


PRIVADOS
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INVESTIMENTOS EM TÍTULOS PRIVADOS COM
PROTEÇÃO DO FGC

LCI’S / LCA’S / CDB’S / LC’S

TÍTULOS PRIVADOS: SÃO TÍTULOS DE RENDA FIXA, EMITIDOS POR BANCOS OU


EMPRESAS. QUE VARIAM GERALMENTE JUNTO COM O CDI, MAS PODEM SER
ATRELADOS AO IPCA OU PREFIXADOS.
LCI’S / LCA’S / CDB’S / LC’S (geralmente estão atrelados ao CDI)

E o que é CDI, e qual a relação dele com a SELIC??

CDI e SELIC

CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. É a taxa que um banco paga ao outro para
tomar dinheiro emprestado.

A SELIC é a taxa de juros paga pelo Governo Federal na emissão dos títulos públicos (LFT). É
chamada de taxa básica da economia.

Os títulos públicos são a forma de investimento disponível de menor risco. Se um banco tem
dinheiro em excesso, ele tem duas opções: emprestar ao Governo, comprando títulos públicos
no menor risco possível, ou emprestar a outro banco, cobrando juros muito parecidos.

Dessa forma, podemos considerar o CDI um espelho da SELIC, pois caminham muito próximos.

ESSES INVESTIMENTOS SÃO DIVIDIDOS EM 2 GRUPOS, AS LCI’S E LCA’S, QUE TEM ISENÇÃO
DE IR E OS CDB’S, ONDE HÁ COBRANÇA DE IMPOSTO DE RENDA EM ALÍQUOTAS
DECRESCENTES.

LOGO, PARA INVESTIR VOCE PRECISA SABER O PRAZO QUE DESEJA MANTER SEU DINHEIRO
INVESTIDO E QUANTO VOCE TEM DISPONIVEL PARA INVESTIR.

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TITULOS PRIVADOS ISENTOS DE IR

O que é LCI?

Letra de crédito imobiliário (LCI) é uma forma de captação de recursos, utilizada pelos bancos,
com a finalidade de emprestar dinheiro para tomadores que ofereçam imóveis como garantia
de seus empréstimos.

Na prática, quando você vai ao banco financiar um imóvel, por exemplo, este imóvel fica
alienado ao banco, tornando-se a garantia em caso de inadimplência. O banco te empresta o
recurso cobrando uma taxa de juros mensal. O dinheiro que o banco irá emprestar virá de um
investidor que comprará uma LCI do banco e terá seu capital remunerado por uma taxa de
juros.

O que é LCA?

Letra de crédito do agronegócio (LCA) é uma forma de captação de recursos dos poupadores,
utilizada pelos bancos, com a finalidade de emprestar dinheiro para financiar o setor agrícola.

Na prática, quando um produtor rural vai contrair um financiamento no banco, ele emite um
título chamado CPR (cédula do Produtor Rural). O banco, por sua vez, empresta o dinheiro ao
produtor rural cobrando uma taxa de juros. Esse dinheiro virá de um investidor que comprará
uma LCA do banco e terá seu capital remunerado por uma taxa de juros.

O lucro do banco será a diferença entre a taxa paga ao investidor e a taxa cobrada do produtor
rural. Essa diferença é chamada de Spread bancário.

ONDE ESTÁ O PULO DO GATO DAS LCI’S E LCA’S?

ELAS SAO ISENTA DE IMPOSTO DE RENDA PARA PESSOA FÍSICA (IR)!

COMO AS LCI’S E LCA’S SÃO REMUNERADA?

A LCI pode ser remunerada da mesma forma que o CDB DI, ou seja, ela é um % do CDI LCIs,
existem as pré-fixadas e até mesmo atreladas ao IPCA.

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TITULOS PRIVADOS COM DESCONTO DE IR

CDB – Certificado de depósito bancário

Os CDBs são títulos nominativos emitidos pelos bancos e vendidos ao público como forma de
captação de recursos. E o que é isso?

A função principal dos bancos é promover o encontro entre os poupadores e os tomadores de


recursos na economia. Os poupadores são as pessoas e empresas que possuem excessos de
caixa e os tomadores são as pessoas e empresas que possuem necessidades de caixa para
cumprir suas obrigações ou financiar seus projetos.

Dessa forma, o banco toma dinheiro emprestado dos poupadores e empresta aos tomadores.
O lucro do banco vem justamente da diferença entre o valor cobrado de juros dos tomadores e
o valor pago em remuneração aos poupadores. Por esse motivo dizemos que o CDB é uma das
formas de captação de recursos para os bancos. Ao comprar um CDB, o investidor está
emprestando dinheiro ao banco e por isso terá uma rentabilidade por esse empréstimo.

QUAL É A RENTABILIDADE DO CDB?

Existem dois tipos básicos de CDBs:

• CDBs pré-fixados – investidor e banco ajustam um valor de juros previamente e já se sabe, no


momento da aplicação, qual será a rentabilidade ao final dela.

• CDBs pós-fixados – investidor e banco ajustam uma rentabilidade vinculada a algum indicador
(principalmente o CDI) que vai oscilar até a data final da aplicação.

O IDEAL SERIA INVESTIR EM CDB PÓS-FIXADO EM CENÁRIOS DE AUMENTO DE TAXAS DE


JUROS – E EM CDB PRÉ-FIXADO EM CENÁRIOS DE QUEDA DE TAXA DE JUROS.

Exemplo: Se estivermos vivendo um momento de pressão inflacionária e o grande desafio do


Governo Federal é controlar a inflação, o instrumento natural para conter inflação é a elevação
das taxas de juros (SELIC). Dessa forma, se estamos num cenário de aumento da SELIC, e
conseqüentemente do CDI, um CDB pós-fixado atrelado ao CDI terá maior rentabilidade.

O GRANDE X DA QUESTAO É, COMO ESCOLHER ENTRE UM CDB OU UMA LCI OU LCA?

CDB são tributados de acordo com as regras de tributação de renda fixa, com alíquota de IR
regressiva CONFORME MOSTRA A TABELA ABAIXO.

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Alíquota

22,5% (até 180 dias)

20,0% (de 181 a 360 dias)


17,5% (de 361 a 720 dias)

15,0% (acima de 720 dias)

LOGO, DEVEMOS ANALISAR A RENTABILIDADE LIQUIDA DO CDB PARA O PERIODO


(DESCONTANDO A ALIQUOTA MOSTRADA ACIMA DE ACORDO COM O PRAZO DO SEU
INVESTIMENTO DA RENTABILIDADE DO CDI) ASSIM VOCE COMPARA COISAS IGUAIS E
CONSEGUE DECIDIR EM QUAL VOCE VAI INVESTIR.

A MELHOR PARTE DE INVESTIR EM TITULOS PRIVADOS COMO ESSE É QUE ESSES


INVESTIMENTOS SÃO GARANTIDOS PELO FGC, OU SEJA, ATE 250.000,00 SEU DINHEIRO TA
SALVO. AGORA VOCE DEVE TRABALHAR OS PRAZOS E PROCURAR POR OS BANCOS MENORES
(QUE SÃO OS QUE PAGAM MAIORES TAXAS), PLANEJAR E ESCOLHER BEM, ANALISANDO
SEMPRE A LIQUIDEZ E AS MAIORES RENTABILIDADES.

LEMBRE-SE TITULOS PRIVADOS PAGAM MAIORES RENTABILIDADES QUE TITULOS PUBLICOS.

Existe outra modalidade de investimentos muito parecida com os CDB’s, são as


LC’s, e o que são LC’s??

Letra de Cambio (LC)

LC ou Letra de Cambio é um título de Renda Fixa, muito procurada por suas altas
rentabilidades, sobre o que falaremos logo adiante.

Esses títulos são emitidos por sociedades de crédito, investimento e financiamento,


conhecidas como Financeiras. Exemplos dessas sociedades que você provavelmente
já deve ter ouvido falar são a Fininvest e a Crefisa.

Prazo de Investimento

A Letra de Câmbio tem vários prazos, podendo ser um investimento de curto ou de


longo prazo.

Não há um prazo mínimo para a emissão deste título, porém vale ressaltar que quanto
mais longo for o prazo estabelecido maior será o seu rendimento e mais interessante
será investir na Letra de Cambio, até porque os impostos pagos irão diminuindo
gradativamente ao longo do tempo de acordo com uma tabela de IR.

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Nas Letras de Câmbio é possível ganhar 125% do CDI ou ate mais com a mesma
segurança da poupança.

Outra informação importante é que na LC você possui carência atrelada ao


vencimento para o resgate do seu investimento. Ou seja, caso você faça uma LC de 2
anos de carência, você não poderá retirar o seu dinheiro antes que este prazo acabe.

Se precisar fazer isso você terá de vender seu título para outro investidor, o que pode
ocasionar a perda de todos os juros deste período. Então é necessário se programar e
se preparar utilizando uma parcela do seu capital da qual você não irá precisar.

Para quem precisa pensar em prazos mais curtos, é sempre bom lembrar que existem
Letras de Câmbio com liquidez diária. Nessas aplicações você ganha um pouco
menos de rentabilidade em troca de poder sacar seu investimento quando quiser.

Tributação

As Letras de Cambio, são tributadas de acordo com a tabela de impostos sobre a


renda fixa e irão diminuindo gradativamente ao longo do tempo de acordo com a
tabela de IR.

Letra de Câmbio - Riscos


Letra de Cambio é segurada pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Ou seja ate
250.000,00 você tem garantia.

Letras de Cambio mais rentáveis


Uma LC oferecida por instituições de menor porte geralmente será uma melhor opção.

Rendimento Letra de Câmbio

1) Letra de Câmbio pós fixada

É quando no momento da aplicação você não conhece a rentabilidade exata, mas


apenas uma estimativa do valor que será resgatado no vencimento. Isso porque esta
modalidade possui sua remuneração atrelada a uma porcentagem do CDI, que tem
oscilação de acordo com o mercado financeiro.

Essa é a modalidade mais segura de Letra de Câmbio.

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2) LC prefixada

Nesta você conhecerá no momento da aplicação a rentabilidade que terá ao final,


quando for resgatar seu investimento. Nesta modalidade você tem o risco da taxa de
juros subir e a remuneração que você contratou se mostrar baixa no futuro.

Imagine que você aceita receber 10% de juros ao final de um ano, mas a taxa
SELIC no período suba e termine em 20%. Receber 10% não terá sido um bom
investimento, certo?

3) LC híbrida

Esta terceira possui rentabilidade atrelada tanto a juros quanto a um segundo


indexador, que pode ser por exemplo o CDI ou IPCA. Dessa forma seu rendimento
também pode variar de acordo com o mercado.

LC = CDB POREM VOCÊ EMPRESTA PARA AS FINANCEIRAS E NÃO PARA OS


BANCOS.

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INVESTIMENTOS EM TÍTULOS PRIVADOS SEM
GARANTIA DO FGC

DEBENTURES / FUNDOS / CRI’S / CRA’S


GERALMENTE SÃO ATRELADOS AO CDI OU IPCA E EM ALGUNS CASOS
PREFIXADAS

Debêntures:

Na debênture, o investidor empresta dinheiro a uma empresa e obtém uma


taxa de rentabilidade por esse empréstimo. Uma debênture é, portanto,
um título de crédito privado, como o CDB, no entanto, ao invés de ser emitido
por um banco, é emitido por uma empresa S/A. para a empresa crescer, fazer
uma grande obra de expansão e tal.

Qual o principal risco da debênture?

Risco de crédito, que é o risco da empresa não conseguir honrar com o seu
compromisso. ,ou seja, é a possibilidade de você não receber de volta sua aplicação porque
o emissor do título ou a contraparte da sua aplicação não teve como pagar.

1) Vantagens:

• Bom rendimento: O rendimento deste título varia de acordo com o papel,


mas no geral elas possuem bom rendimento, especialmente por terem a
possibilidade de acompanhar um percentual de indicadores como o CDI.

• Isenção de impostos: Como falamos anteriormente algumas possuem


isenção de impostos, que é o caso das incentivadas. Neste caso, se
você você encontrar uma boa rentabilidade este título pode ser mais
vantajoso que outros títulos que possuem tributação, como o CDB por
exemplo.

• Diversificação de carteira: Diversificar sua carteira de investimentos é


uma das melhores formas de proteger seu capital e ter mais
possibilidade de lucro. A debênture é mais uma opção para realizar essa
diversificação.
•

18
2) Desvantagens:

• Prazo longo: Investimentos com prazos mais longos podem ser uma
desvantagem pois você pode precisar do dinheiro para algum projeto
que tenha surgido ou até mesmo pode decidir alocá-lo em outro
investimento mais rentável. Neste caso você ficaria preso ao seu título
ou teria de se dispor a algum prejuízo. Para se desfazer deste
investimento você pode vendê-lo para outro investidor assim como faz
com suas ações.

• Não possui cobertura do FGC: Não possuir seguro do FGC é talvez a


maior desvantagem desse tipo de investimento, uma vez que você fica
exposto a um maior risco de crédito do seu dinheiro.
•


QUANTO DEVO INVESTIR EM DEBÊNTURES?

Existem debêntures a partir de 1 mil reais. O importante para definir


quanto você alocará em debêntures,é saber qual parte do seu capital
você não precisará imediatamente.

TOME CUIDADO COM AS DEBENTURES, POIS APESAR DE SEREM


CONSIDERADAS UM INVESTIMENTO DE RENDA FIXA,ELAS NÃO SÃO
GARANTIDAS PELO FGC, QUEM GARANTE O PAGAMENTO DELAS SÃO
AS PROPRIAS EMPRESA QUE AS EMITEM.

LOGO, AO INVESTIR EM DEBENTURES PROCURE EMPRESAS SOLIDAS,


COM BONS GESTORES À FRENTE, E COM LUCROS CONSISTENTES.

PROCURE DEBENTURES QUE PAGUEM UMA PARTE PRE-FIXADA E UMA


PARTE COM VARIAÇAO DA INFLAÇAO TALVEZ PARA O QUE VOCÊ
PLANEJA SEJA O MAIS INTELIGENTE A SE FAZER.

ENTÃO QUAL O PULO DO GATO NAS DEBENTURES

DEBÊNTURES INCENTIVADAS X DEBÊNTURES COMUNS

As debêntures podem ser incentivadas ou comuns. A diferença entre as duas é


que no caso das incentivadas elas são emitidas por empresas que pretendem
realizar projetos de infra-estrutura (como estradas, portos e aeroportos) e por
isso há uma vantagem sobre as comuns, elas possuem isenção de imposto de
renda, o que valoriza o seu rendimento.

Já as debêntures comuns possuem tributação de acordo com uma tabela


regressiva de alíquotas em relação ao tempo de investimento.

19
Período de aplicação Tributação

Imposto de 22,5% sobre a


Aplicações de 0 a 6 meses
rentabilidade

Imposto de 20% sobre a


Aplicações de 6 a 12 meses
rentabilidade

Imposto de 17,5% sobre a


Aplicações de 12 a 24 meses
rentabilidade

Aplicações superiores a 24 Imposto de 15% sobre a


meses rentabilidade

PARA CALCULAR QUAL A MAIS VANTAJOSA ENTRE AS DEBENTURES


VOCÊ PRECISA COMPARAR A RENTABILIDADE LÍQUIDA DELAS.

CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO: CRA’S

Os CRA ou Certificados de Recebíveis do Agronegócio são títulos de crédito emitidos


por empresas securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio. É uma forma de
investimento relativamente recente. Sua primeira emissão foi em 2009. Sua finalidade,
como o nome sugere, é incentivar o agronegócio. O CRA atrai recursos para o setor
das emissões dos CRA, pois as outras fontes de recursos não seriam insuficientes
para financiar as cooperativas e os produtores rurais. Muito parecida com a CRI, que
funciona para o setor imobiliário. O produtor faz um financiamento com o banco, o
banco recorre à empresa securitizadora que vende os CRA aos investidores que, por
sua vez, recebem o dinheiro de volta com os respectivos rendimentos à medida que os
produtores honrarem suas dívidas.

Risco dos CRA’s

O risco maior e a empresa quebrar já que não e garantido pelo FGC.

Tributação

• Pessoa física: isenta de IR e IOF;


• Pessoa jurídica: segue a tabela regressiva de IR (em qualquer circunstância) e
são isentas de IOF.
• Ganhos de capital: tanto PF como PJ são tributados de acordo com a tabela
regressiva de IR.

20
Vantagens

• São isentos de IR (para PF) e IOF;

• Em qualquer caso são isentos de IOF;


• Não há taxa de administração, performance ou custódia;
• São bastante flexíveis, oferecendo diversas condições de rentabilidade,
liquidez e prazo;
• São excelentes opções de investimentos de médio prazo;
• Normalmente apresentam taxas de retorno muito atrativas do ponto de vista
risco/retorno que os tradicionais CDBs, fundos DI ou tesouro direto;
• Tratando-se de renda fixa, o investidor ao realizar uma aplicação em CRA tem
uma previsão do fluxo de caixa e amortização do título, ou seja, sabe
previamente o fluxo de pagamentos que o título oferece.

Desvantagens:

• Sua remuneração e condição de liquidez variam muito de instituição para


instituição. Logo, a escolha e o acesso a melhor opção não é fácil;
• Baixa disponibilidade: como esses títulos dependem de lastro, nem sempre é
encontrado o que limita as opções do investidor;
• São investimentos de perfil moderado, um pouco mais arriscados que os títulos
com garantia do FGC, exatamente por não possuírem essa garantia (porém
remuneram esse risco maior);
• Não possuem a garantia do FGC;
• Baixa liquidez no mercado secundário.

CRI – CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de renda fixa baseado em


créditos imobiliários (pagamentos da aquisição de bens imóveis ou de aluguéis),
emitido por sociedades securitizadoras.Esses certificados são emitidos baseados em
contratos de financiamentos, locação, arrendamento ou qualquer outro tipo de
operação que tenha o imóvel como garantia de pagamento.

Na prática e de maneira bem simplificada funciona assim: as pessoas compram um


imóvel e fazem financiamentos junto a um banco. O banco usa então uma entidade
securitizadora, que emite os CRIs que são, em seguida, comprados pelos investidores.
À medida que os compradores de imóveis vão pagando ao financiamento, o investidor
recebe seu dinheiro de volta com os juros combinados.

Principais riscos

O investimento nos certificados de recebíveis imobiliários podem ser bastante


lucrativos, principalmente porque permitem investimentos a partir de R$1.000 e as
pessoas físicas são isentas de declarar o investimento no imposto de renda. Mas,
assim como todo o tipo de investimento, existem riscos — mesmo que pequenos — e
a liquidez pode ser inferior ao valor desejado.

21
O principal risco desse tipo de investimento é o crédito, ou seja, se as pessoas que
compraram o imóvel tiverem dificuldades para pagar as parcelas afetará a
rentabilidade do investimento. Além desse fator, a rentabilidade média do investimento
também está atrelada a um índice que pode ser o IGP-M, IPCA ou TR. O resgate pode
ser feito na data do vencimento do título ou, caso seja necessário antecipar o
recebimento, você pode vender o título na Bolsa.

Resumindo, o maior risco é o caso de o comprador ou compradores dos imóveis não


honrarem suas dívidas. Contudo, o imóvel ou imóveis em questão são dados em
garantia. No caso de um CRI ligado a aluguel de imóveis, a garantia é uma fiança.
Para minimizar o risco, as CRIs residenciais são diluídas por vários créditos. Mas fique
atento porque existem modalidades de CRI que não têm esse tipo de garantia.

Como são feitas as remunerações?

Uma CRI pode ser garantida por taxa prefixada, flutuante ou de acordo com o Índice
de Preços. Como trata-se de recebíveis de médio e longo prazo há dois tipos de
emissão: as baseadas em contratos performados e aquelas cuja origem é de contratos
não-performados. Em outras palavras, os contratos performados correspondem aos
imóveis entregues, e no segundo modelo os imóveis ainda estão na planta.

VANTAGENS

• Não tem imposto de renda nem IOF.


• Remuneração superior a diversas modalidades de renda fixa.
• Remuneração mensal, semestral ou anual, conforme o caso.
• Possibilidade de garantias, como recebíveis imobiliários e/ou alienação
fiduciária do bem imobiliário;

DESVANTAGENS

• Longo prazo.
• Não tem garantia nenhuma do Fundo Garantidor de Crédito.
• Baixa liquidez.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Investir por meio de fundos é uma excelente alternativa. Mas sem informação, os
fundos podem causar muitas dores de cabeça. Afirmo que o que separa um investidor
de uma boa carteira de fundos de investimentos é tão somente a informação. Vamos
entender o que é são fundos de investimentos, as vantagens e os cuidados que
devem ser tomados ao optar por investir através deles.

22
O que são fundos de investimentos?

Um fundo de investimento é uma forma de investimento financeiro, formada pela união


de vários investidores, organizados sob a forma de pessoa jurídica, tal qual um
condomínio, visando a um determinado objetivo ou retorno esperado.

Esse grupo de investidores confia a um gestor profissional a responsabilidade de


decidir onde investir os recursos do fundo, de acordo com uma estratégia de
investimentos pré-definida.

Qual o custo dos fundos de investimentos para o investidor?

Os fundos de investimentos precisam remunerar os seus gestores e as estruturas de


custos que envolvem a sua constituição. Esses custos variam de fundo para fundo,
podendo cada um ter um valor diferente. Existem três custos básicos que compõem os
fundos de investimentos:

> Taxa de performance – muitos fundos cobram a chamada taxa de performance,


que é uma remuneração adicional ao gestor em caso de rentabilidade acima de um
determinado indicador. O interessante dessa cobrança adicional é que o gestor só fará
jus a ela se tiver a capacidade de entregar ao cotista uma rentabilidade superior ao
indicador pré-definido, o que é muito positivo.

> Taxa de administração – é uma taxa anual que é cobrada do investidor (cotista),
com a finalidade de remunerar o gestor e os demais agentes envolvidos na estrutura
do fundo.

PARA FALAR DE FUNDOS PRECISAMOS SABER QUAIS SÃO OS RISCOS QUE


EXISTEM TANTOS NOS FUNDOS COMO EM QUALQUER INVESTIMENTO

23
EXISTEM 4 TIPOS PRINCIPAIS DE RISCO QUANDO SE
FALA EM INVESTIMENTOS

> Risco de mercado

Risco que o investidor corre em função da valorização e desvalorização dos ativos que
possui.

Exemplos: Oscilações de preços de ativos de renda fixa (pré-fixados, por exemplo) e


de ações.

> Risco de crédito

Risco que o investidor corre de que o emissor do título (renda fixa) não consiga honrar
com seu compromisso de pagá-lo de volta com sua rentabilidade na data acordada.

Exemplo: Falência de um banco onde um investidor possui um CDB. Falência ou


dificuldades financeiras de uma empresa de quem o investidor adquiriu uma
debênture.

> Risco de liquidez

Risco em que o investidor está exposto caso precise converter um determinado


investimento em dinheiro com velocidade. Pode ser que não consiga se desfazer
rapidamente desse investimento e tenha que ―vendê-lo‖ por um valor inferior ao que
seria o valor ―justo‖.

Exemplo: imóveis, ações pouco negociadas e ativos de renda fixa com baixa liquidez

24
> Risco de alavancagem

Risco a que o investidor se expõe quando toma a decisão de fazer investimentos em


montantes financeiros maiores do que o seu próprio patrimônio.

Exemplo: Um investidor possui 100 mil e investe 500 mil no mercado de ações. Caso
suas posições caiam 20%, essa queda será sobre toda a posição, ou seja, 20% de
500 mil, que é 100 mil. Nesse caso a alavancagem pode fazer com que um investidor
perca todo o seu patrimônio. Obviamente, caso o resultado seja positivo, o investidor
se beneficiará também da alavancagem, no entanto, é importante frisar que o risco de
alavancagem é um risco muito elevado e só é indicado para quem já tem experiência
no assunto.

CADA TIPO DE FUNDO ESTÁ PREPONDERANTEMENTE ASSOCIADO A UM TIPO


DE RISCO, QUE SERÁ DADO PELO TIPO DE ATIVOS QUE COMPÕE A
CARTEIRA DO FUNDO. SE O FUNDO FAZ ALAVANCAGEM, TEM RISCO DE
ALAVANCAGEM. SE NÃO FAZ, NÃO TEM. SE INVESTE EM AÇÕES, POSSUI
PREPONDERANTEMENTE O RISCO DE MERCADO.

LOGO, O RISCO DE UM FUNDO NÃO ESTÁ ASSOCIADO AO BANCO QUE O


GERENCIA MAS SIM AO TIPO DE ATIVO EM QUE INVESTE.

Em que ativos o gestor investe o dinheiro dos cotistas?

Depende, Cada fundo é classificado de acordo com a política de investimentos


prevista no seu regulamento. As principais classificações são:

25
Fundos de Renda Fixa - RF

1. O que é?

Os fundos de renda fixa, com o próprio nome já diz, alocam seus recursos em ativos
de renda fixa. Esses fundos deverão investir, no mínimo, 80% de seu patrimônio
líquido em ativos de renda fixa. O principal fator de risco da carteira deverá ser a
variação da taxa de juros doméstica ou o índice de preços. São exemplos de ativos de
renda fixa: CDBs, letras financeiras, títulos públicos, operações compromissadas
(muito usadas para dar liquidez ao fundo), debêntures, etc.

2. Tributação

Os fundos de renda fixa seguem o padrão de tributação em renda fixa. Ela é


decrescente em função do prazo da aplicação, conforme a seguir:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)
▪
Os fundos de renda fixa também estão sujeitos ao IOF, caso o resgate for feito ANTES
de 30 dias da aplicação. Existe uma tabela para o IOF, conforme os primeiros 30 dias
de aplicação.

Existe também o chamado come-cotas, Para os fundos de investimentos de longo


prazo, a alíquota do come-cotas é de 15%. Para os fundos de curto prazo, a alíquota é
de 20%.

O imposto de renda é calculado diariamente e provisionado na sua conta. A cada 6


meses (maio e novembro), são aplicadas as menores alíquotas da tabela regressiva
do IR de cada tipo de fundo, sobre o rendimento do cotista. Logo, se sua aplicação
atingir a alíquota mínima de IR, essa provisão deixa de existir. Vale lembrar que não
há bi-tributação no come-cotas. Por exemplo, se sua aplicação ficar investida tempo
suficiente até atingir a menor alíquota do imposto de renda, não haverá IR no resgate,
caso já tenha ocorrido o come-cotas. Caso contrário, se você resgatar antes de atingir
a menor alíquota do IR, na hora do resgate, você pagará apenas a diferença.

3. Vantagens
▪ Não é necessário muito dinheiro para investir;
▪ Gestão profissional, que poderá selecionar os papéis mais rentáveis;
▪ Menor risco se comparado a outros fundos;
▪ Liquidez – sendo possível (em alguns fundos) resgatar e receber o dinheiro no
mesmo dia;
▪ Acesso a vários tipos de investimentos, alguns impossíveis para o pequeno
investidor (diversificação);

26
4. Desvantagens
▪ Os fundos de investimentos não são garantidos pelo fundo garantidor de crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do Fundo;
▪ Quanto menor o prazo de aplicação, maior a alíquota de imposto de renda;
▪ Alguns fundos de renda fixa podem não ter uma rentabilidade tão atrativa. Em um
cenário de taxa de juros baixa, muitos fundos podem perder até mesmo para a
tradicional poupança.

Fundos de Renda Variável - FIA

Os fundos de renda variável, também conhecido como fundos de ações, devem


investir, no mínimo, 67% da sua carteira em ações, recibos de ações, bônus ou
recibos de subscrição de ações, certificados de depósitos de ações, cotas de fundos
de ações e cotas de fundos de índices de ações, BDRs – Brazilian Depositary
Receipts, desde que esses títulos sejam admitidos e negociações no mercado à vista
na bolsa de valores ou em entidade do mercado de balcão organizado (CETIP).

O restante do patrimônio que exceder o percentual mínimo de 67% poderá ser


aplicado em qualquer outra modalidade de ativos financeiros, desde seja respeitado os
limites por emissor de títulos e sejam considerados os limites de concentração por
modalidade de ativo financeiro estabelecido na Instrução Normativa da CVM 409 e
450. Esses ativos podem ser títulos públicos ou privados, entre outros títulos de Renda
Fixa ou outras modalidades.

As estratégias voltadas para os fundos de renda variável podem ser de vários tipos.
Destacamos algumas:

Acompanhar algum índice

Alguns fundos de investimentos em ações têm como estratégia o acompanhamento ou


a superação de algum índice, como o Ibovespa ou IBRX, por exemplo. Os fundos que
só acompanham um determinado índice não pode ser um fundo alavancado. Já os
fundos que tem como objetivo superar um determinado índice, é permitido a
alavancagem.

Governança corporativa

Esses fundos investem nas empresas com melhores práticas de governança


corporativa. Tais empresas devem ser negociadas no Novo Mercado ou estar
classificadas nos Níveis 1 ou 2 da BM&FBOVESPA. Esses fundos aplicam seus
recursos em empresas com as mais elevadas práticas de gestão e transparência no
relacionamento com o investidor, dando tratamento igual para todos os acionistas,
elevando assim a segurança na divulgação das informações da empresa ao mercado.

27
Dividendos

Essa estratégia visa criar uma carteira onde as ações tenham um bom histórico de
pagamento de dividendos, com um dividend yield alto, ou em ações que apresentem
essa perspectiva. Geralmente, as empresas boas pagadoras de dividendos são
empresas mais maduras, que não exigem investimentos de curto prazo e, portanto,
podem ter uma melhor distribuição dos lucros aos acionistas. Nesse tipo de fundo,
poderá haver bi-tributação. Os dividendos são retidos na fonte. Logo, se forem
entregues diretamente ao cotista, isto é, sem passar pelo fundo, haverá somente um
único imposto, isto é, aquele retido na fonte. Entretanto, se os dividendos for
incorporados às cotas (como ocorre na maioria dos fundos), haverá bi-tributação, isto
é, o imposto retido na fonte e o imposto de resgate. Entretanto, os gestores dos fundos
acreditam que essa bi-tributação tem pouco impacto no prejuízo ao investidor e pouca
representatividade no retorno dos fundos. Além disso, a distribuição de dividendos
poderá ser usada para reinvestir em novas ações.

Small caps

Essa estratégia consiste em investir em ações de empresas de baixa capitalização de


mercado e que não necessariamente façam parte dos principais índices da Bovespa,
porém, podem ter um grande potencial de valorização. Esses fundos podem ser
bastante rentáveis, uma vez que o gestor escolha certa as ações, visto que ações de
baixa capitalização de mercado podem ter um potencial grande de crescimento no
médio e longo prazo.

Sustentabilidade

Nessa estratégia, os fundos investem seus recursos em ações de empresas que


possuem boas práticas de sustentabilidade. Os gestores escolhem empresas que
demonstrem compromisso com a sustentabilidade, além de aspectos como
econômico-financeiro, social e ambiental. Hoje em dia, é muito comum indivíduos e
empresas buscarem companhias que investem na sustentabilidade do nosso planeta.
Inclusive, empresas que possuem uma má imagem perante os investidores, como a
utilização de trabalho semi-escravo, por exemplo, poderá sofrer com quedas das
ações ou lucros, pois muitos investidores se preocupam com essas práticas, e muitas
vezes deixam de consumir produtos dessas empresas.

Market Timing

Market timing é o momento certo de comprar ou vender um determinado ativo no


mercado. É possível obter lucros acima da média se antecipando aos movimentos do
mercado, comprando ações baratas com potencial de crescimento e outras distorções
de preços. Muitos Fundos que se utilizam do Market timing como estratégia usam
derivativos para alavancar sua posição, lucrando mais quando acerta a direção do
mercado, porém obtendo perdas maiores caso erre a direção. Se o mercado está em
queda e o gestor acha que ele irá virar, se antecipar ao mercado comprando ações
baratas pode ser uma boa estratégia, porém, muitos analistas afirmam que é difícil
prever quando o mercado irá mudar sua tendência.

28
Stock Picking

É a escolha de ativos específicos. É a aposta em ações com maior potencial de


retorno. Se o fundo escolher uma ação com um alto potencial de crescimento e estiver
correto em sua análise, poderá obter lucros maiores, superando seu benchmark.
Geralmente, esses fundos se utilizam de análise fundamentalista para achar ações
com um alto potencial de retorno. Não é trabalho simples achar essas ações, onde o
gestor terá que garimpar muitas ações até achar uma que vale a pena comprar.

Asset Location

Asset location significa alocação de ativos. Sua estratégia é baseada principalmente


na diversificação, onde ações de várias classes fazem parte da carteira, diminuindo o
risco e aumentando o potencial de retorno. Como diferentes classes de ativos têm
diferentes comportamentos, baseado nas condições de mercado e na economia,
diversificar a carteira pode ser uma ótima estratégia, pois diminui a volatilidade e o
risco.

Utilizar essas 3 estratégias (Asset Location, Market Timing e Stock Picking) pode
potencializar o retorno dos fundos, porém é trabalho para analistas experientes e
especialistas do mercado, além de contar com um pouco de sorte e paciência,
principalmente para carteiras com foco no longo prazo.

Arbitragem

A estratégia de arbitragem consiste em comprar o mesmo ativo, em diferentes


mercados, ganhando um diferencial de preço. Um exemplo de arbitragem é comprar
uma ação ON e vender uma ação PN do mesmo emissor. O fundo, neste caso, faz
uma aposta com relação ao diferencial de preço entre esses dois ativos. Outro
exemplo de arbitragem ocorre quando um fundo usa seus recursos para comprar
títulos públicos marcados pela curva de juros, em um momento de queda, sendo que
sua cota está sobrevalorizada, pois não há marcação a mercado. Embora hoje quase
todos os fundos são obrigado a terem marcação a mercado, essa prática ainda pode
ser usada.

Específico

Consiste em comprar somente um tipo específico de ação, como ações de um


determinado setor ou ações mais negociadas na Bolsa, como Petrobrás e Vale.

Ações subvalorizadas

Essa estratégia consiste em investir em ações subvalorizadas, isto é, ações com


preços baixos, que estão sendo negociadas abaixo do seu valor contábil ou valor
justo. Valor justo pelo método do fluxo de caixa futuro da empresa consiste em
determinar fluxos futuros de caixa da empresa, com base em premissas futuras e
aplicar uma taxa de crescimento. Ao trazer esses fluxos ao valor presente por uma

29
determinada taxa de desconto, chega-se ao valor justo da empresa. Essa estratégia
pode ser muito bem vista, porém, muitos analistas divergem entre si sobre a taxa de
crescimento futuro da empresa, pois alguns consideram determinadas previsões que
outros analistas simplesmente descartam.

Ações livres

Nessa estratégia, os fundos não seguem nenhuma regra específica em relação à


quais ações comprar. A única regra é ter, no mínimo, 67% da carteira investida em
ações. Isso permite mais liberdade ao gestor do Fundo para a escolha das ações.

2. Tributação

Os fundos de ações são tributados a uma alíquota de 15%, independente do prazo de


aplicação. O imposto será retido e recolhido pelo administrador do fundo, somente na
data de resgate das cotas, até o 3º dia útil subseqüente ao decêndio da ocorrência dos
fatos geradores. Nos Fundos de Investimentos em ações, mesmo se a venda for
menor do que R$ 20 mil reais, há a incidência do imposto de renda.

Não há incidência do come-cotas nem de IOF em fundos de ações.

3. Vantagens
▪ Não é necessário muito dinheiro para investir;
▪ Gestão profissional, que poderá selecionar os papéis mais rentáveis, não sendo
necessário o estudo aprofundado em ações e análises fundamentalista e gráfica;
▪ Não há incidência de IOF;
▪ Não há come-cotas
▪ Liquidez – sendo possível (em alguns fundos) resgatar e receber o dinheiro no
mesmo dia;
▪ Diversificação – É possível comprar diversas ações de diversos setores, pois com
o montante total do patrimônio líquido é possível adquirir diversas ações;

4. Desvantagens
▪ Os fundos de investimentos em ações não são garantidos pelo fundo garantidor
de crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
▪ Alto risco, pois trata-se de renda variável, com possibilidade de perder todo o
dinheiro investido;
▪ Imposto de renda mesmo se o resgate for menor do que R$ 20 mil reais (se for
investido diretamente em ações, uma venda menor do que R$ 20 mil reais não há
incidência do imposto de renda).

30
FUNDOS MULTIMERCADO - FIM

Fundos multimercado são fundos que podem alocar seus recursos em diversas
modalidades de investimentos, dando assim mais liberdade aos gestores dos fundos
para diversificar a carteira. Esses Fundos podem investir em DI, Selic, índices, taxa de
juros, moedas, ações, etc., inclusive é possível investir até 20% do patrimônio em
ativos financeiros no exterior.

Os fundos multimercados deverão possuir políticas de investimentos que envolvam


vários fatores de risco, sem ter um foco de concentração em qualquer modalidade de
investimento. Isso significa que esses fundos poderão montar uma posição alta da
carteira total do fundo em ações em um determinado período, por exemplo, e se
desfazer totalmente dela depois de algum tempo. Por causa disso, esses fundos são
considerados de alto risco. A busca pelo retorno se dá no longo prazo, através de
deslocamentos estratégicos entre diversos tipos de investimentos. Vale ressaltar que
esses fundos podem fazer uso de derivativos tanto para fazer hedge quanto para fazer
alavancagem, e podem cobrar taxa de performance.

O grande diferencial dos fundos multimercados é a sua flexibilidade, podendo


diversificar a alocação dos recursos em diversas modalidades de investimentos
disponíveis. Com isso, existem diversos estilos e estratégias que o fundo pode adotar.
As principais são:

Trading

Os fundos multimercado que adotam essa estratégia têm como objetivo comprar e
vender ativos nos momentos certos. Esses fundos adotam posições mais curtas e
mais líquidas, explorando oportunidades de ganhos originados por movimentos de
curto prazo nos preços dos ativos. Eles conseguem também mudar a estratégia mais
facilmente, se protegendo contra a volatilidade do mercado.

Macro

Buscam antecipar as tendências macroeconômicas que irão determinar os preços


futuros dos ativos, se utilizando de fundamentos da economia e precificação de ativos
(com base em fatores macroeconômicos) para montarem essa estratégia,
antecipando-se dessa forma ao mercado. Suas posições são direcionais e de longo
prazo.

Long & Short – Neutro

Também conhecida como Equity Hedge, a estratégia de Long & Short – Neutro fazem
operações com ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando
posições compradas e vendidas em determinados ativos, com o objetivo de manterem
a exposição neutra ao risco do mercado acionário. Em outras palavras, esses fundos
compram no mercado à vista de ações uma carteira com potencial de alta, e vendem
simultaneamente uma carteira do Ibovespa no mercado futuro, neutralizando assim o
risco da variação da Bovespa.

31
Long e Short – Direcional

Esse tipo de estratégia monta posições Long & Short, isto é, posições compradas e
vendidas no mercado acionário, onde seu resultado deverá vir da diferença entre
essas posições. Por exemplo, um fundo que adota essa estratégia pode comprar
ações de empresas subvalorizadas de um determinado setor e, simultaneamente,
vender as ações de empresas sobrevalorizadas deste mesmo setor. A tendência é que
as ações subvalorizadas subam de preço, e as ações sobrevalorizadas caiam de
preço. Se o gestor acertar essa estratégia, o ganho será em dobro (ganho na subida
das ações compradas e ganho na descida das ações vendidas).

Multiestratégia

Como o próprio nome já diz, o objetivo dos fundos multimercados multiestratégia é


adotar diversas estratégias, sem o compromisso de adotar uma estratégia em
particular. Suas prioridades são analisar o risco e retorno como um todo, tanto no
ambiente macroeconômico quando na analise dos ativos, sendo muitas vezes comum
o uso de derivativos para alavancagem.

Multigestor

O objetivo dessa estratégia é investir em mais de um fundo, gerido por gestores


diferentes. Os gestores selecionados devem ter um histórico de competência, a fim de
trazer mais rentabilidade para o fundo. Esses gestores são criteriosamente
selecionados, consolidando a força desses gestores dentro de uma carteira única. Os
recursos são alocados em cotas de fundos de gestores independentes, com diferentes
estratégias de gestão e atuação, proporcionando assim a melhor relação de risco e
retorno.

Juros e moeda

Como o próprio nome já diz, os fundos que adotam essa estratégia investem em ativos
de renda fixa atrelados ao risco de juros, índice de preços e moeda estrangeira. Seu
foco de prazo se dá no longo prazo, e geralmente não investem em ações.

Estratégia específica

Adotam como estratégia riscos específicos, como commodities, índices, moedas, etc.

32
Balanceados

Nessa estratégia, os fundos buscam investimentos diversificados e deslocamentos


táticos entre diversos ativos, com uma estratégia explícita de rebalanceamente do
curto prazo. Além disso, esses fundos devem deixar explícito o mix de ativos com o
qual devem ser comparados, devendo ser determinado o percentual a ser aplicado em
cada classe de ativo.

Capital Protegido

Essa estratégia busca retornos em mercados de risco, sempre buscando proteção


(hedge) total ou parcial do principal investido. Os fundos investem em diversos ativos,
tendo uma estratégia direcional ou não, porém, o mais importante, é fazendo
operações onde o capital principal dos investidores fique protegido.

2. Tributação

A tributação nos fundos multimercados pode variar de acordo com a política composta
no regulamento ou prospecto do Fundo.

Os fundos que forem classificados como longo prazo deverão incluir obrigatoriamente
a expressão ―longo prazo‖ no nome do fundo e atender as condições previstas na
regulamentação. Fundos de longo prazo são aqueles que mantém uma carteira média
com prazo superior a 365 dias. Para esses fundos, a tributação ocorre da mesma
forma que os fundos de renda fixa, isto é, decrescente em função do prazo da
aplicação

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

Nessa classificação de fundos multimercados, há a incidência do come-cotas, a uma


alíquota de 15%, cobrados a cada 6 meses (maio e novembro).

Já os fundos multimercados classificados como ―curto prazo‖ (e assim descrito no


nome do fundo), são aqueles que mantêm uma carteira com prazo médio igual ou
inferior a 365 dias. Neste caso, o imposto será cobrado da seguinte maneira:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
Nessa classificação, há a incidência de come-cotas, a uma alíquota de 20%

Os fundos multimercados que tiverem como política a aplicação de no mínimo 67% em


ações, serão tributados como se fossem fundos de ações, isto é, serão tributados a
uma alíquota de 15%, independente do prazo de aplicação. Não há incidência de
come-cotas nessa classificação de Fundo.

33
3. Vantagens
▪ Gestão profissional. Alguns fundos multimercados são geridos por gestores
profissionais altamente qualificados, dando assim mais chances do fundo ter
rendimentos mais altos do que outros fundos, lembrando sempre que nunca há a
garantia de rentabilidade;
▪ Diversificação – Uma das maiores vantagens dos fundos multimercados, pois é
possível investir em diversos ativos disponíveis no mercado;
▪ Alguns fundos multimercado usam derivativos como hedge (proteção), inclusive
do capital principal investido.
▪ Alguns fundos multimercado possuem estratégias que podem estar de acordo
com as políticas de alguns investidores, no caso, os fundos com estratégia
específica.

4. Desvantagens
▪ Os fundos de investimentos multimercados não são garantidos pelo fundo
garantidor de crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
▪ Alto risco, pois como alguns fundos multimercados investem em ativos de risco,
existe a possibilidade de perder todo o dinheiro investido, principalmente se
utilizarem derivativos como alavancagem;
▪ Imposto de renda mesmo se o resgate for menor do que R$ 20 mil reais (se for
investido diretamente em ações, uma venda menor do que R$ 20 mil reais não há
incidência do imposto de renda).

Fundos em Direitos Creditórios – FIDCs

Os fundos em direitos creditórios – FIDCs – investem seus recursos em carteiras de


recebíveis de operações realizadas em instituições financeiras, indústria,
arrendamento mercantil, hipotecas, prestação de serviços e outros títulos admitidos
pela CVM. Os FIDCs foram criados com objetivo de dar liquidez ao mercado de
crédito, reduzindo o risco e ampliando a oferta de recursos.

Direitos creditórios são todos aqueles direitos da qual uma empresa tem a receber,
como cheques, duplicatas, contratos de aluguel, prestações e outros. Se uma empresa
possui muitos créditos a receber, ela poderá negociá-los, por meio de um FIDC.

Esse tipo de fundo deverá investir, no mínimo, 50% do patrimônio líquido em direitos
creditórios. Eles poderão ser fundos abertos, isto é, quando os cotistas solicitam o
resgate de cotas a qualquer momento, ou fundos fechados, quando os cotistas só
poderão resgatar suas cotas ao término do prazo de duração do fundo. Caso o fundo
for fechado, suas cotas poderão ser negociadas na Bolsa de Valores ou no mercado
de balcão organizado.

Somente investidores qualificados podem investir em FIDCs. Investidores qualificados


são os investidores institucionais, pessoas jurídicas com patrimônio maior do que R$ 5
milhões ou pessoas físicas com aplicações acima de R$ 300 mil. O valor mínimo para
aplicação nos fundos em direitos creditórios é de R$ 25 mil. Esse fator talvez
represente a maior desvantagem de um FIDC.

34
Além disso, todo FIDC possui uma avaliação e classificação de acordo com o seu
risco. Essa nota, atribuída por uma agência de rating, classifica o fundo quanto ao
risco, orientando os investidores quanto à qualidade da carteira dos recebíveis. Além
disso, existe uma auditoria, feita por uma empresa independente, para prestar
auditoria dos recebíveis cedidos e das demonstrações financeiros do fundo.

A rentabilidade dos FIDCs é geralmente mais alta do que outros fundos, e seu
benchmark geralmente acompanha a variação do CDI, mas também podem usar como
benchmark a variação do IPCA ou do IGP-M, por exemplo.

Atualmente, existem 4 classes de fundos de investimentos em direitos creditórios, a


saber:

1. Fomento Mercantil

Nessa classe de FIDC, os investimentos são feitos em carteiras de recebíveis


pulverizadas (minimizando assim o risco), originadas e vendidas por diversos cedentes
que antecipam seus recebimentos por meio de uma Factoring, também conhecida
como fomento mercantil, através de títulos como cheques e duplicatas.

2. Financeiro

Os fundos investem em carteiras de recebíveis de empresas nos setores de crédito


imobiliário, consignado, crédito pessoal, financiamento de veículos e multicarteira
financeiro.

3. Agro, Indústria e Comércio

Os FIDCs investem em carteiras de recebíveis de empresas nos setores de


infraestrutura, agronegócio, indústria e comércio, crédito corporativo, recebíveis
comerciais e multicarteira agro.

4. Outros

Nessa classe, os fundos investem seus recursos em carteiras de recebíveis no setores


de recuperação, poder público e multicarteira outros.

O FIDCs são regulados pelas instruções CVM nº 356/01 e 393/03.

35
2. Como Funciona

Vamos supor que uma determinada empresa vende seus produtos a prazo. Os
consumidores que comprarem os produtos vão pagar prestações até quitarem o valor
total do produto. Essas prestações poderão ser negociadas. A empresa então constitui
um FIDC, cedendo seus direitos creditórios ao fundo, que emite as cotas e as vende
para os investidores. O Fundo paga a empresa pela cessão do crédito, e passa a ser o
dono desses recebíveis.

No vencimento das prestações, o consumidor que comprou as mercadorias quitará as


dívidas em um determinado banco, que repassa diretamente os recursos para o FIDC.
Com os recursos em mãos, o fundo paga os rendimentos aos investidores, conforme
pactuado no regulamento do fundo.

Dentro de um FIDC, existe um reforço de garantia para os investidores, por parte da


empresa que vende seus créditos ao FIDC. São as chamadas cotas subordinadas.
Existem dois tipos de cotas nos fundos em direitos creditórios:

Cotas subordinada

As cotas subordinadas são aquelas que se subordinam no resgate de cotas em


relação as cotas seniores para efeitos de amortização, resgate e distribuição dos
rendimentos, ou seja, elas são cotas não preferenciais. As empresas ou instituições
que cedem os recebíveis de crédito para os fundos devem subscrever parte de suas
cotas subordinadas, o que significa que só receberão os rendimentos da aplicação
depois que as cotas seniores receberem. Outro ponto importante, é que se algo der
errado com o FIDC e o mesmo for liquidado, as cotas subordinadas serão usadas para
pagar as cotas seniores, servindo assim como uma espécie de garantia.

Cotas sênior

Já as cotas sêniores, são as cotas preferenciais, isto é, possuem preferencia no


pagamento de juros e amortização. Como as cotas seniores são protegidas, até um
limite, de calote, elas possuem risco significamente menor.

Há duas maneiras de adquirir essas cotas: no mercado primário, isto é, no momento


em que o fundo é criado ou no mercado secundário, onde as cotas são revendidas
para outros investidores, na Bolsa de Valores ou no mercado de balcão organizado.

3. Tributação
A tributação dentro dos FIDCs é isento de imposto de renda e IOF, além de CSLL, PIS
e COFINS, isto é, ao receber o pagamento dos crédito, não há incidência dos
impostos.

Já para os cotistas, existe o pagamento do imposto de renda na fonte, que incidirá na


amortização das cotas ou no momento de resgate das cotas. A alíquota será
determinada em função do prazo de investimento do FIDC, conforme abaixo:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

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4. Vantagens
▪ Rendimento mais alto do que outros investimentos,
▪ Oportunidade de diversificação de investimentos;
▪ Empresas de rating podem ajudar a escolher fundos mais seguros e confiáveis;
▪ Contam com uma espécie de garantia, as chamadas cotas subordinadas, dando
mais segurança na hora de investir.

5. Desvantagens
▪ Os fundos de em direitos creditórios não são garantidos pelo fundo garantidor de
crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
▪ Risco relativamente alto. O risco de crédito é o mais importante. Saber a
composição da carteira de recebíveis, o prazo médio de pagamento e atraso
assim como a qualidade e pulverização por emissor desses créditos é
fundamental na hora de decidir investir nesse tipo de fundo.
▪ Somente para investidor qualificado;
▪ Aplicação mínima de R$ 25 mil;

ETF’s - Fundos de Índices

ETF DE RENDA FIXA

O ETF de Renda Fixa é fundo negociado em Bolsa que busca refletir as


variações e a rentabilidade, antes de taxas e despesas, de índices de renda
fixa cujas carteiras teóricas são compostas, majoritariamente, por títulos
públicos ou títulos privados. Como índice de referência do ETF, admite-se
qualquer índice de renda fixa reconhecido pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM).

Os índices de renda fixa permitem ao investidor avaliar como um grupo


específico de ativos se comportou em relação a um outro grupo ou à sua
própria carteira de ativos. Isso porque os índices são calculados a partir de
uma carteira teórica de ativos, criada apenas para medir o desempenho desses
ativos.

A BM&FBOVESPA oferece ambiente para emissão e resgate das cotas, que


caracterizam o mercado primário de um ETF. Os processos de integralização e
de resgate das cotas permitem que o ETF aumente ou reduza seu patrimônio
através da emissão de novas cotas ou cancelamento das cotas existentes pelo
administrador do ETF.

37
Tanto na emissão quanto no resgate das cotas deve ser utilizado o valor
patrimonial apurado no fechamento do dia da solicitação. O valor patrimonial
da cota é o resultante da divisão do valor do patrimônio líquido do fundo pelo
número das cotas existentes no encerramento do dia, apurado com base nos
mesmos critérios utilizados para o cálculo do valor de fechamento do índice de
referência.

Os investidores que desejam investir em um ETF através deste processo no


mercado primário, devem fazê-lo por meio dos agentes autorizados pelo fundo,
que são as corretoras ou distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

O processo de integralização das cotas, através de um agente autorizado,


requer: (i) a entrega da cesta de ativos ao administrador, em troca do lote
mínimo das cotas do ETF (modelo In Kind); ou (ii) entrega de moeda corrente
nacional, em troca do lote mínimo das cotas do ETF (modelo In Cash).

O processo de resgate das cotas, solicitado pelo investidor através de um


agente autorizado, requer a entrega de pelo menos um lote mínimo de cotas do
ETF de Renda Fixa ao administrador, em troca (i) da cesta de ativos (modelo In
Kind) ou (ii) de moeda corrente nacional (modelo In Cash).

As cotas do ETF são negociadas na BM&FBOVESPA de forma semelhante às


ações. Ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todos
os títulos de renda fixa da carteira teórica do índice de referência, sem ter de
comprá-los separadamente no mercado. Dessa forma, o ETF pode
proporcionar mais rapidez e eficiência no momento de diversificar seus
investimentos.

Vantagens do produto

• Quando comparado com fundos de renda fixa tradicionais, o ETF costuma ter uma
taxa de administração menor. O investidor somente será cobrado pelos dias em
que ficar com as cotas em sua carteira, como ocorre nos fundos tradicionais.

• Com apenas uma transação, os ETFs proporcionam o investimento em uma


carteira diversificada de títulos de renda fixa. Em outras palavras, os ETFs
permitem a exposição do investidor em todos os títulos que integrem a carteira do
seu índice de referência.

• É possível comprar e vender cotas do ETF no mercado secundário como se fosse


uma ação. O crédito e o débito dos valores na conta do investidor ocorrerão no dia
útil seguinte ao do fechamento da operação (D+1).

• Possibilita que o investidor acompanhe as alterações na composição ou proporção


da carteira teórica de títulos de renda fixa do índice de referência sem ter que
realizar a compra ou venda destes títulos.

• Requer baixo valor inicial para investimento.

Os custos envolvidos ao se investir nos fundos de índices são iguais ao de investir


diretamente em ações, isto é:

38
▪ Taxa de corretagem: esse custo será cobrado ao se comprar ou vender cotas
dos fundos na Bolsa. Poderá ser uma porcentagem do valor da operação
realizada ou um valor fixo.

▪ Taxa de custódia: É cobrado um valor mensal pela guarda das ações e outros
serviços oferecidos pela corretora.

▪ Taxa de administração: Taxa que remunera os serviços prestados pelo


administrador do fundo. Sempre atentar para esta taxa, pois taxas altas podem
afetar o rendimento do fundo.
▪
Ao serem negociadas na Bolsa, as cotas possuem um sistema de cálculo, dando um
preço indicativo do preço das cotas dos fundos negociadas no mercado. Esse sistema
de cálculo é chamado de IOPV (indicative optimized portfolio value). Ele é calculado
multiplicando os a quantidade de ativos em carteira pelos respectivos preços mais
recentes negociados na Bolsa de Valores, sendo calculado a cada 30 segundos.

1. Tributação

A tributação nos fundos de índices é parecida com a tributação em ações. A alíquota


que incide sobre as operações nos fundos de índices é de 15% sobre o ganho de
capital.

Quando o fundo é formado, se o investidor alienar suas ações, as movimentações de


até R$ 20 mil são isentas de tributação, sendo a mesma regra para a negociação com
ações. Se o investidor resgata suas cotas dos fundos e optar por receber em ações,
isto é, se na hora do resgate ele optar por receber as ações compostas no índice,
também há isenção de tributação de até R$ 20 mil. Entretanto, se ao resgatar as cotas
ele optar por receber em dinheiro, não há qualquer isenção de tributação.

ETF RENDA VARIÁVEL

O ETF de Ações, também conhecido como Exchange TradedFund (ETF), é fundo


negociado em Bolsa que representa uma comunhão de recursos destinados à
aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma
geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. Como
índice de referência do ETF de Ações admite-se qualquer índice de ações reconhecido
pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os índices de ações permitem ao investidor avaliar como um grupo específico de


ações se comportou em relação a um outro grupo ou à sua própria carteira de ações.
Isso porque os índices de ações são calculados a partir de uma carteira teórica de
ações, criada apenas para medir o desempenho desses ativos.

A BM&FBOVESPA oferece ambiente para emissão e resgate das cotas, que


caracterizam o mercado primário de um ETF. Os processos de integralização e de
resgate das cotas permitem que o ETF aumente ou reduza seu patrimônio através da
emissão de novas cotas ou cancelamento das cotas existentes pelo administrador do
ETF.

39
Tanto na emissão quanto no resgate das cotas deve ser utilizado o valor patrimonial
apurado no fechamento do dia da solicitação. O valor patrimonial da cota é o
resultante da divisão do valor do patrimônio líquido do fundo pelo número das cotas
existentes no encerramento do dia, apurado com base nos mesmos critérios utilizados
para o cálculo do valor de fechamento do índice de referência.

Os investidores que desejam investir em um ETF através deste processo no mercado


primário devem fazê-lo por meio dos agentes autorizados pelo fundo, que são as
corretoras ou distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

O processo de integralização de cotas, por intermédio de um agente autorizado,


requer a entrega da cesta de ativos ao administrador em troca do lote mínimo de cotas
do ETF (modelo In Kind). O lote mínimo e máximo de ativos financeiros para emissão
e resgate das cotas são estabelecidos no regulamento do Fundo.

O processo de resgate das cotas, solicitado pelo investidor através de um agente


autorizado, requer a entrega de pelo menos um lote mínimo de cotas do ETF ao
administrador em troca da cesta de ativos (modelo In Kind).

As cotas do ETF são negociadas na BM&FBOVESPA de forma semelhante às ações.


Ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todas as ações da
carteira teórica do índice, sem ter que comprá-las separadamente no mercado. Dessa
forma, o ETF pode proporcionar mais rapidez e eficiência no momento de diversificar
seus investimentos.

• Quando comparado com fundos de ações tradicionais, os ETFs costumam ter uma
taxa de administração menor. O investidor somente será cobrado pelos dias em
que ficar com as cotas em sua carteira, como ocorre nos fundos de ações
tradicionais.

• Com apenas uma transação, os ETFs proporcionam o investimento em uma


carteira diversificada de ações. Em outras palavras, os ETFs permitem a exposição
do investidor em todas as ações que integrem a carteira do seu índice de
referência, reduzindo, assim, o risco de concentração.

• É possível comprar e vender cotas do ETF no mercado secundário como se fosse


uma ação.

• Possibilita que o investidor acompanhe as alterações na composição ou proporção


da carteira teórica de ações do índice de referência sem ter que comprar ou vender
todos os ativos que estiverem na referida carteira. A qualquer momento é possível
saber a composição do ETF. Além disso:

o todas as informações sobre as negociações com as cotas dos ETFs no mercado


secundário da BM&FBOVESPA são divulgadas;

o a disponibilidade de informações permite a comparação imediata entre o valor


de um ETF e seu respectivo índice de referência.

Principais vantagens

Ao adquirir um ETF, você ―leva para casa‖ uma cesta com ações de diferentes
companhias que, juntas, reproduzem um determinado índice, diminuindo, desta forma,
a probabilidade e o risco de perda quando optamos por negociar uma ação em
especial.

40
Além disso, o custo da operação torna-se menor caso decidíssemos montar a mesma
carteira de ações por conta própria. Isto porque para investir nas ações que compõem
o índice, seria preciso comprar, nas devidas proporções, os componentes daquele
índice, com os custos de negociação de cada operação.

E tem mais: para manter a mesma posição do índice, o investidor ainda tem que gerir,
de forma bastante dinâmica, as proporções dos componentes deste índice.

Outra vantagem é que o investidor pode comprar ou vender seu ETF no mercado
secundário, da mesma forma que faz com suas ações, ou solicitar a emissão ou o
resgate de ETFs, desde que tais operações sejam feitas com os papéis que compõem
a carteira teórica daquele índice ao qual o ETF é vinculado e de acordo com o
regulamento específico de cada produto.

• Diversificação: a compra de várias ações numa única operação permite diluir


bastante o risco do investimento no mercado de ações.

• Baixo custo: além de pagar apenas uma taxa de corretagem, a taxa de administração
desses fundos é muito baixa, diminuindo significativamente os custos para investir em
ações.

• Tempo livre: ao investir nesses fundos, não é mais necessário ficar analisando
diversas ações, estudando balanços e pesquisando em fóruns. Basta comprar cotas e
o resto fica por conta do administrador do fundo.

Desvantagens

A principal delas é que qualquer venda de cotas desses fundos com lucro sofre
incidência do imposto de renda.

Enquanto os investidores são isentos do imposto de renda quando a soma das suas
vendas mensais de ações não ultrapassam R$ 20.000,00, nos fundos de índice não
há essa isenção.

E qual é a diferença entre reinvestir os dividendos por conta própria e o


reinvestimento através dos ETFs?

1. O reinvestimento através dos ETFs é totalmente automático.

2. Você não paga corretagem extra para reinvestir os dividendos.

3. Você não fica com dinheiro parado entre o recebimento do dividendo e o


reinvestimento desse dinheiro.

Para ser justo, é válido lembrar que o IR na venda dos ETFs com lucro é de 15%
obrigatoriamente, enquanto nas ações existe uma isenção para vendas abaixo de R$
20.000 mensais.

41
Fundos Cambiais

Os fundos cambiais investem em títulos relacionados à variação de preços de uma


determinada moeda estrangeira ou em taxas de juros, o chamado cupom cambial.
Deverão investir no mínimo 80% do seu patrimônio líquido em ativos que busquem a
variação de uma moeda estrangeira. Os fundos que seguem a variação do Dólar são
os mais conhecidos.

O montante não aplicado em ativos relacionados à variação da moeda poderá ser


aplicado em títulos e operações de renda fixa, isto é, no máximo 20% da carteira,
sendo possível utilizar-se de derivativos somente para fazer proteção (hedge), não
sendo permitida a alavancagem. Vale lembrar que se um fundo tem como benchmark
a variação do dólar, ele não necessariamente acompanha a cotação do dólar.

O principal objetivo desse tipo de fundo é manter o poder de compra em moeda


estrangeira, ou acompanhar a variação dessa moeda. Logo, ele deverá ser feito caso
o investidor busque proteção contra a desvalorização do real no médio e longo prazo,
e não como um fundo para rentabilizar seu dinheiro através da especulação com a alta
do dólar. Esses fundos são ótimos para quem tem dívidas em moedas estrangeiras,
ou qualquer outro tipo de obrigação de longo prazo no exterior, como por exemplo,
empresas importadoras, pessoas que mandam dinheiro para a família no exterior ou
até quem planeja fazer um intercâmbio ou morar fora do país. Além disso, os fundos
cambiais estão sujeitos às oscilações das taxas de juros indexadas, chamadas de
cupom cambial.

Os fundos cambiais não investem diretamente em moedas estrangeiras, como o dólar


ou o euro, mas em títulos de moedas estrangeiras. Isso se dá através de operações
com derivativos. Os fundos cambiais não seguem exatamente s cotação da moeda.
Existe o imposto de renda e as taxas de administração, que correm parte do lucro.
Portanto, mesmo se um investidor obter lucro com a alta da moeda, deverá descontar
o imposto de renda e outros custos envolvidos. Como o imposto de renda é menor
conforme o prazo de aplicação, o mais aconselhável é, caso você queira se proteger
da oscilação de uma determinada moeda, investir no longo prazo, pois no curto prazo
pode não ser tão interessante.

O principal fator de risco da carteira nos fundos cambiais é a própria variação da


moeda estrangeira ou do cupom cambial. Se você investir R$ 1,00, com um dólar
valendo R$ 2,00, você terá o equivalente a US$ 0,50 centavos de dólar em cotas.
Caso o dólar caia para R$ 1,00, você continuará tendo os US$ 0,50 centavos de dólar,
porém, se você quiser trocar por Reais, terá somente R$ 0,50 centavos de Reais.

Tributação

A tributação dos fundos cambiais é igual aos fundos de renda fixa, isto é, ela é
decrescente em função do prazo da aplicação, conforme a seguir:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)
Além disso, caso o resgate for feito ANTES de 30 dias da aplicação, Existe também o
chamado come-cotas, que nada mais é do que uma espécie de adiantamento
obrigatório do imposto de renda. Sua dedução acontece sempre no último dia dos

42
meses de maio e novembro, ou seja, 2 vezes por mês. Essa cobrança de imposto
antecipado tem esse nome porque ela diminui a quantidade de cotas total, ou seja, a
quantidade que você possui sempre é diminuída quando ocorre o come-cotas.

Para os fundos de investimentos de longo prazo, a alíquota do come-cotas é de 15%.


Para os fundos de curto prazo, a alíquota é de 20%.

O imposto de renda é calculado diariamente e provisionado na sua conta. A cada 6


meses (maio e novembro), são aplicados as menores alíquotas da tabela regressiva
do IR de cada tipo de fundo, sobre o rendimento do cotista. Logo, se sua aplicação
atingir a alíquota mínima de IR, essa provisão deixa de existir. Vale lembrar que não
há bi-tributação no come-cotas. Por exemplo, se sua aplicação ficar investida tempo
suficiente até atingir a menor alíquota do imposto de renda, não haverá IR no resgate,
caso já tenha ocorrido o come-cotas. Caso contrário, se você resgatar antes de atingir
a menor alíquota do IR, na hora do resgate, você pagará apenas a diferença.

3. Vantagens
▪ Proteção – Uma das maiores vantagens dos fundos cambiais é a proteção contra
as oscilações das moedas;
▪ Pode ser uma boa alternativa caso esteja planejando uma viagem para outro país,
no longo prazo;
▪ Ótimo para empresas que tenham dívidas no exterior, fazendo um hedge da
moeda destino.

4. Desvantagens
▪ Os fundos cambiais não são garantidos pelo fundo garantidor de crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
▪ Alto risco, pois os fundos cambiais estão sujeitas às variações da moeda, não
sendo indicado como um investimento para multiplicação do dinheiro.

Fundos da Dívida Externa

Os fundos de investimentos da dívida externa (também conhecidos como fundos de


investimentos no exterior) tem como objetivo investir em títulos brasileiros negociados
no mercado internacional. É a forma mais fácil, rápida e prática para o investidor
comum de investir em papéis brasileiros negociados no mercado internacional.
Somente os fundos da dívida externa podem adquirir títulos representativos da dívida
externa de responsabilidade da União.

Esses fundos deverão aplicar, no mínimo, 80% do seu patrimônio líquido em títulos
representativos da dívida externa de responsabilidade da União. Os outros 20%
restantes poderão ser investidos em outros títulos de crédito negociados no mercado
internacional. Esses títulos da dívida externa deverão ser mantidos no exterior, em
conta de custódia em nome do fundo. É permitida a utilização de derivativos, inclusive
nacionais, para fazer proteção da carteira (hedge), não sendo permitida a utilização de
derivativos para alavancagem.

É proibido exceder 10% do patrimônio líquido do fundo em títulos de credito


transacionados no exterior de uma mesmo pessoas jurídica, ou de sociedades por ela

43
controlada. Também é proibido investir em títulos no país, exceto na utilização de
derivativos.

Para o pequeno investidor, esta classe de fundo de investimento é um meio ágil e de


baixo custo operacional para investir em títulos do governo brasileiro negociados no
exterior, buscando sempre uma melhor rentabilidade em função do maior risco
assumido. Os fundos de dívida externa são uma alternativa aos fundos cambiais
tradicionais, pois sofrem menor pressão da variação do dólar. Quando o dólar cai, os
papéis da dívida externa geralmente sobem no exterior, e quando o dólar dispara, a
cotação dos papéis caem. Dessa forma, os fundos da dívida externa costumam render
menos que os fundos cambiais.

Como os títulos comprados por esses fundos são no exterior, 3 componentes


determinarão a rentabilidade, isto é, a taxa de juros paga por esses títulos, o
desempenho do papel do exterior e a taxa de câmbio do dólar ante o real. A maior
parte dos títulos pagam cupons de juros semestralmente. O risco país também é
determinante para a rentabilidade dos títulos, pois uma melhora no risco país faz com
que os títulos se valorizem no exterior. O dólar também é determinando para o
desempenho da rentabilidade, pois uma valorização no dólar, por exemplo, poderá
trazer maiores ganhos. Em contrapartida, uma queda no dólar poderá trazer uma
menor rentabilidade e até prejuízos.

O maior risco ao se investir em fundos da dívida externa é o risco de uma moratória,


isto é, do Brasil não honrar com seus compromissos. Se analisarmos somente esse
fator, poderíamos dizer que esses fundos são de baixo risco. Entretanto, existem
outros riscos envolvidos, como por exemplo, a deterioração da percepção do risco
Brasil, o que levaria a uma queda no preço dos títulos, e consequentemente no valor
da cotas, uma vez que existe marcação a mercado. Além disso, a variação do dólar
pode afetar significativamente a rentabilidade dos fundos, uma vez que o investidor
brasileiro contabiliza seu dinheiro na moeda local. Entretanto, esses dois fatores
possuem uma correlação negativa. Em momento de crise, o preço dos títulos caem,
porém, o dólar sobre. O contrário também é válido. Quando o país vai bem, o preço
dos títulos sobem e o dólar cai. Logo, a maioria dos fundos da dívida externa não
sofrem variações bruscas.

Não é necessário muito dinheiro para investir nesse tipo de fundo. É possível fazer
uma aplicação inicial de R$ 1.000,00.

Tributação

A tributação nos fundos da dívida externa seguem o padrão dos fundos de curto prazo.
Fundos de curto crazo são aqueles que mantém uma carteira com prazo médio igual
ou inferior a 365 dias. Neste caso, o imposto será cobrado da seguinte maneira:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)

Além disso, caso o resgate for feito ANTES de 30 dias da aplicação. Existe também o
chamado come-cotas, que nada mais é do que uma espécie de adiantamento
obrigatório do imposto de renda. Sua dedução acontece sempre no último dia dos
meses de maio e novembro, ou seja, 2 vezes por mês. Essa cobrança de imposto
antecipado tem esse nome porque ela diminui a quantidade de cotas total, ou seja, a
quantidade que você possui sempre é diminuída quando ocorre o come-cotas.

Para os fundos de investimentos de longo prazo, a alíquota do come-cotas é de 15%.


Para os fundos de curto prazo, a alíquota é de 20%.

44
O imposto de renda é calculado diariamente e provisionado na sua conta. A cada 6
meses (maio e novembro), são aplicados as menores alíquotas da tabela regressiva
do IR de cada tipo de fundo, sobre o rendimento do cotista. Logo, se sua aplicação
atingir a alíquota mínima de IR, essa provisão deixa de existir. Vale lembrar que não
há bi-tributação no come-cotas. Por exemplo, se sua aplicação ficar investida tempo
suficiente até atingir a menor alíquota do imposto de renda, não haverá IR no resgate,
caso já tenha ocorrido o come-cotas. Caso contrário, se você resgatar antes de atingir
a menor alíquota do IR, na hora do resgate, você pagará apenas a diferença.

3. Vantagens
▪ Uma maneira fácil e prática de se investir em ativos brasileiros no exterior;
▪ Não é preciso muito dinheiro para investir nesse tipo de Fundo;
▪ Pagamento dos rendimentos se dá geralmente a cada 6 meses;
▪ Boa alternativa de diversificação dos investimentos.

4. Desvantagens
▪ Os fundos da dívida externa não são garantidos pelo fundo garantidor de crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
▪ Risco moderado, pois os fundos da dívida externa estão sujeitas às variações dos
preços dos títulos, de acordo com a percepção do risco país, e da variação da
moeda, principalmente o dólar.

Fundos em Cotas de Fundos de Investimentos

Os fundos de investimentos em cotas de fundos de investimentos (também conhecido


como fundo de Investimento em cotas), como o próprio nome já diz, investem seus
recursos em diversos fundos de investimentos. Eles compram cotas de fundos com as
melhores rentabilidades. Na denominação do fundo, deverá ser especificado qual a
classe do fundo que ele comprará suas cotas, isto é, fundos de curto prazo, longo
prazo, referenciado, cambial, ações, etc. Eles sempre deverão comprar cotas da
mesma classe, ao menos que este fundo seja multimercado, onde poderá comprar
cotas de qualquer tipo de fundo.

Deverão manter, no mínimo, 95% do seu patrimônio em cotas de fundos de


investimentos. Os outros 5% poderá ser investidor em títulos públicos, títulos emitidos
por instituições financeiras e operações compromissadas. Não é possível comprar
cotas de fundos exclusivos.

Se um fundo em cotas for classificado como renda fixa, o limite máximo para se
investir em cotas de fundos imobiliários e cotas de fundos em direitos creditórios é de
20%. O fundo poderá aplicar 100% (cem por cento) de seu patrimônio líquido em
quotas de um mesmo fundo de investimento, desde que respeitada a política de
investimento prevista no regulamento.

A grande vantagem de se investir em fundos de cotas, é a diversificação. Você poderá


investir em vários fundos ao mesmo tempo, ao invés de focar em somente um. Dessa
maneira, você minimiza ainda mais o risco, e busca sempre a maior rentabilidade. Nos
fundos em cotas multimercado, é possível diversificar ainda mais, comprando cotas de
diversos tipos de fundos, maximizando as chances de um retorno maior.

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Tributação

A tributação nos fundos em cotas vai depender do tipo de fundo. Como no nome do
fundo deverá vir especificada a classificação do fundo do qual ele deverá seguir, a
tributação será de acordo essa denominação. Por exemplo:

Fundos de renda fixa e longo prazo (carteira média acima de 365 dias) a tributação
será decrescente em função do prazo da aplicação, conforme a seguir:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5% (somente sobre os rendimentos)
▪ Aplicações acima de 720 dias: 15% (somente sobre os rendimentos)

Fundo de ações e fundos de índices, a alíquota é de 15%, somente no resgate das


cotas.

Fundos de curto prazo (carteira média até 365 dias), a alíquota será conforme a
seguir:

▪ Aplicações de até 180 dias: 22,5% (somente sobre os rendimentos)


▪ Aplicações de 181 a 360 dias: 20% (somente sobre os rendimentos)
Ou seja, a tributação será conforme a estratégia do qual o fundo em cotas adotar,
assim como o IOF e come-cotas.

4. Vantagens

▪ Aplicação inicial baixa;


▪ Diversificação – ao invés de investir em um fundo só, você poderá investir em
vários fundos, buscando sempre a melhor rentabilidade;
▪ Gerenciamento de riscos – Se um fundo cair de performance, sua exposição total
poderá ser diminuída ou até mesmo excluída.

5. Desvantagens

▪ Os fundos de investimentos em cotas não são garantidos pelo fundo garantidor de


crédito;
▪ Taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo;
▪ É necessário sempre analisar qual fundo em cotas investir, pois alguns fundos
podem ser considerados de alto risco (principalmente aqueles que investem em
ações e títulos de renda variável) ou baixo risco (fundos de renda fixa).

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Fundos Off-Shore

Os fundos Off-Shore investem recursos no exterior, sendo sua sede formalmente


localizada no exterior, porém o gestor localiza-se no Brasil.

Logo, esses fundos são destinados a investidores que possuem seus recursos no
estrangeiro, e que desejam ter uma boa oportunidade de remuneração do seu dinheiro
referenciado no risco Brasil. Através desses fundos, é possível investir em ativos
estrangeiros, como ações americanas, títulos do governo americano, ações europeias
e até ativos brasileiros negociados no exterior.

Investir nesse tipo de fundo é a maneira mais fácil de investir em ativos no exterior,
com custo baixo, sendo uma ótima oportunidade de diversificação, pois com uma
carteira grande é possível comprar diversas ações americanas, como ações da Apple,
Coca-Cola, etc.

Além disso, o risco cambial também faz parte desse tipo de aplicação, pois como uma
boa parte dos investimentos são feitos em dólares ou em euro, a cotação da moeda
pode tirar parte da rentabilidade, ou aumenta-la.

Como são formalmente localizadas no exterior, os fundos Off-Shore não estão


submetidos às regras da maioria dos fundos nacionais, somente à regra de câmbio do
Banco Central. Entretanto, os fundos Off-Shore estão sujeitos às leis de seu país
sede. Por exemplo, em alguns países, os custos e as taxas de administração são
maiores se comparados aos demais fundos nacionais, pois a taxa de custódia cobrada
por um banco no exterior é maior do que no Brasil. Também é possível ter, em alguns
países, impostos menores e até mesmo a isenção total de impostos.

Existem 3 tipos de fundos Off-Shore:

Off-Shore renda fixa

Investem seus recursos em títulos de renda fixa no exterior, como por exemplo, Bonds
e títulos do Tesouro americano.

Off-Shore renda variável

Sua carteira é composta, em sua grande maioria, por ações na Bolsa de Valores de
outros países e outros títulos de renda variável.

Off-Shore Mistos

Podem investir tanto em renda fixa quanto renda variável.

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Tributação

A tributação nos fundos Off-Shore vão depender da sede onde o fundo está localizado,
e variam muito de cada país. Dependendo do país, poderão existir benefícios fiscais
ou até mesmo a isenção de impostos. Em compensação, existem países onde a carta
tributária sobre os rendimentos é alta, inclusive mais alta que a carga brasileira.

Vantagens

▪ Fundos Off-Shore é a maneira mais fácil de aplicar recursos no exterior;


▪ Diversificação – é possível investir em ações no exterior, com diversificação da
carteira;
▪ Rentabilidade atraente.

Desvantagens

▪ Geralmente, os fundos Off-Shore exigem valores altos para se investir;


▪ Os fundos de investimentos Off-Shore não são garantidos pelo fundo garantidor
de crédito;
▪ Custos e taxas de administração altas podem afetar a rentabilidade do fundo. É
sempre bom perguntar ao gestor quais os custos e taxas no exterior;
▪ Variação do dólar pode afetar negativamente a rentabilidade do fundo;
▪ Liquidez reduzida em alguns ativos.

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COMO COMPARA OS FUNDOS DE INVESTIMENTOS

Classe Fator de risco Ativos Sufixos Características


possíveis
Renda fixa Variação da taxa de No mínimo 80% da Curto Prazo Aplica em títulos com prazo máximo a
juros, de índice de carteira em ativos decorrer de 375 dias. O prazo médio
preços ou ambos relacionados à da carteira é inferior a 60 dias
variação da taxa de Longo Prazo Compromete-se a obter o tratamento
juros, de índice de fiscal destinado a fundos de longo
preços ou ambos prazo
Referenciado Investe ao menos 95% do patrimônio
em ativos que acompanham um índice
de referência, destinando 80%% para
títulos públicos e ativos de baixo risco
Simples Destina ao menos 95% do patrimônio a
títulos públicos ou papéis de
instituições financeiras com risco
equivalente. Prevê no regulamento
que seus documentos serão
disponibilizados aos cotistas por meios
eletrônicos
Dívida Externa Aplica ao menos 80% do patrimônio em
títulos da dívida externa da União
Crédito Privado Investe mais de 50% do patrimônio em
ativos de crédito privado
Ações Variação dos preços Ao menos 67% do Mercado de Destina 2/3 do patrimônio a ações de
das ações negociadas patrimônio aplicado Acesso companhias listadas em segmento de
em mercados em ações, bônus de acesso de bolsas de valores
organizados subscrição, BDR – Nível I Investe no mínimo 67% do patrimônio
certificados de PL nos mesmos ativos que os fundos de
depósito de ações, ações, incluindo também os BDRs
cotas de fundos de Nível I
ações e de fundos de
índices e BDRs níveis II
e III
Cambial Variação de preços de Mínimo de 80% da - -
moeda estrangeira carteira em ativos
relacionados à
variação de preços de
moeda estrangeira
Multimercado Vários fatores de - Longo Prazo Tem o compromisso de obter o
risco, sem o tratamento fiscal destinado a fundos
compromisso de de longo prazo
concentração em Crédito Privado Investe mais de 50% do patrimônio em
nenhum deles ativos de crédito privado
Investimento Fundos exclusivamente destinados a
no Exterior investidores profissionais ou
Todas as classes qualificados, em que não há limite de
investimentos no exterior

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