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Jéssica Fávaro e Zenaide Carvalho

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Você Sabia? – Dicas Práticas de Departamento Pessoal

Você Sabia?
Dicas Práticas de Departamento Pessoal

Jéssica Fávaro

Zenaide Carvalho

1ª Edição – 2017

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Jéssica Fávaro e Zenaide Carvalho

eBook (livro digital) – 2017

Todos os direitos reservados pela lei 9.610 de 19/02/1998. É proibida a


reprodução desta obra, mesmo parcial, por qualquer processo, sem prévia
autorização, por escrito, das autoras.

Contato com as autoras:

Jéssica Fávaro: www.jessicafavaro.com.br

Zenaide Carvalho: www.zenaide.com.br – www.nith.com.br

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Você Sabia? – Dicas Práticas de Departamento Pessoal

Prefácio
Gilberto Braga
Auditor Fiscal do Trabalho

Dispomos de uma legislação trabalhista que não dispensa a assessoria


de pessoas especializadas na matéria. É com prazer, então, que faço este
prefácio ao “VOCÊ SABIA?”, da Jéssica e da Zenaide, com dicas práticas de
Departamento Pessoal.

A Zenaide dispensa apresentação, é uma profissional consagrada, com


larga experiência no assunto, enquanto que a Jéssica, minha amiga e colega na
administração do grupo no Facebook “Departamento Pessoal em Ação”,
embora mais nova na área, já possui amplo conhecimento da matéria. Tenho
a maior admiração pelas duas amigas.

Ambas estão naturalmente em condições de esclarecer muitas dúvidas


e oferecer uma série de informações úteis no trato das questões trabalhistas.

Não desconhecendo as dificuldades que, de ordinário, se apresentam


nestes assuntos, as autoras procuram facilitar a árdua tarefa dos profissionais
de Departamento Pessoal apresentando dicas práticas sobre rotinas
trabalhistas, através de uma linguagem acessível e com muitos exemplos.

Este “VOCE SABIA?” trata-se, portanto, de um trabalho sério, com


orientações de grande utilidade a quem ele é particularmente dirigido:
profissionais de Departamento Pessoal e de Recursos Humanos, e na qual
todos poderão encontrar um elemento seguro de consulta.

Parabéns Jéssica e Zenaide.

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Jéssica Fávaro e Zenaide Carvalho

Sumário
Prefácio ......................................................................................................... 5
Introdução, por Jéssica Fávaro .................................................................... 10
Introdução, por Zenaide Carvalho............................................................... 12
Como este livro está organizado? ............................................................... 17
1 – Você quer ser um bom profissional de Departamento Pessoal? ........... 18
2 – CLT – Consolidação das Leis do Trabalho ............................................... 22
3 – Cadastrar empresa no PAT .................................................................... 27
4 – Como Consultar se a empresa é cadastrada no PAT? ............................ 31
5 – Readmissão – Informações Importantes ............................................... 32
6 – MEI com Empregado: O que fazer? ....................................................... 34
7 – Como Gerar Número de PIS Online?...................................................... 37
8 – Atestado Médico x Contrato de Experiência ......................................... 44
9 – Dependentes de IRRF ............................................................................ 47
10 – Transferência de Empregado ............................................................... 51
11 – Avo do Décimo Terceiro Salário no Salário Maternidade .................... 59
12 – Licença-Maternidade: INSS x Décimo Terceiro Salário – MEI e
Doméstico ................................................................................................... 64
13 – Licença-Maternidade – Situações Especiais ......................................... 67
14 – Férias x Atestado Médico .................................................................... 69
15 – Soma de Atestado Médico................................................................... 72
16 – DSR x Falta........................................................................................... 76
17 – Férias Coletivas.................................................................................... 78
18 – Incidências: Ajuda de Custo x Diárias x Adicional de Transferência ..... 85
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19 – Entidade Sem Fins Lucrativos .............................................................. 87


20 – Retorno do Empregado antes da Perícia ............................................. 90
21 – Domingo Indenizado ........................................................................... 93
22 – Férias Pagas em Atraso...................................................................... 109
23 – Pensão Alimentícia e IRRF ................................................................. 110
24 – CAGED – Qual o valor da Multa? ....................................................... 114
25 – CAGED: Como recuperar o Recibo mesmo não tendo o número do
envio? ....................................................................................................... 116
26 – CAGED: Como fazer o acerto?............................................................ 118
27 – CAGED – Como fazer a Exclusão (Competência ou empregado) ........ 120
28 – GFIP: Folha Complementar de Aumento após a data-base................ 122
29 – GFIP: Erro 300550 - Gambiarra para recolher o valor correto do INSS
.................................................................................................................. 129
30 – GFIP: Aviso Prévio Indenizado – Informação e Incidência de INSS..... 131
31 – GFIP: Como saber quais alíquotas de RAT e FAP usar? ...................... 133
32 – GFIP e CAIXA: Alteração da Razão Social ........................................... 137
33 – GFIP: Como reimprimir o protocolo da GFIP enviada pelo ICP? ......... 139
34 – GFIP – Conversão de Auxílio Doença em Acidente de Trabalho......... 140
35 – GFIP: Individualização do FGTS.......................................................... 143
36 – Erro de Java no Conectividade Social ICP ........................................... 145
37 – RAIS: Conferência .............................................................................. 147
38 – RAIS: Segunda Via da Declaração ...................................................... 156
39 – RAIS: Multa ....................................................................................... 158
40 – DIRF: Conferência .............................................................................. 161
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41 – DARF e GPS: Juros e Multa ................................................................ 168


42 – GPS: Códigos de GPS Individual ......................................................... 173
43 – MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) – Complemento INSS .... 175
O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI PODERÁ AUMENTAR A SUA
CONTRIBUIÇÃO MENSAL DO INSS PARA TER O DIREITO A APOSENTADORIA?
.................................................................................................................. 177
O PERÍODO CONTRIBUÍDO COMO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL SERÁ SOMADO AO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
ANTES DA FORMALIZAÇÃO? ..................................................................... 178
44 – DAE e DARF – Como Tirar o Comprovante de Pagamento ................. 179
45 – GPS - Comprovante de Pagamento.................................................... 181
46 – INSS: Parcelamento ........................................................................... 182
47 – FGTS: Conferência dos Encargos (Recálculo)...................................... 185
48 – FGTS/INSS Complementar – Pagamento a menor ............................. 189
49 – FGTS: Como Calcular a Atualização Monetária .................................. 191
50 – Exame Médico Demissional ............................................................... 194
51 – GRRF: Cálculo Manual ....................................................................... 195
52 – GRRF Complementar - Dissídio .......................................................... 200
53 – SD: Como Cadastrar a Empresa no Seguro Desemprego web? .......... 203
54 – SD: Seguro Desemprego web – Dicas e Erros ..................................... 206
55 – SD: Cálculo da Parcela do Seguro Desemprego.................................. 209
56 – eSocial dos Domésticos ..................................................................... 213
57 – DAE: Como recalcular o DAE do Empregador Doméstico? ................. 215
58 – eSocial: Você Sabia sobre o eSocial? ................................................. 217

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59 – Você sabia dessas curiosidades? ....................................................... 223


60 – Você Sabia o que incide IRRF/INSS/FGTS? ......................................... 228
Mensagem final ......................................................................................... 241
Agradecimentos ........................................................................................ 242
Convite...................................................................................................... 243

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Jéssica Fávaro e Zenaide Carvalho

Introdução, por Jéssica Fávaro

Você sabia que você é uma metamorfose do DP?

Não se assuste! Tenha como um elogio. Metamorfose no dicionário


significa “Transformação”. O ciclo mais conhecido como “Ovos/Larva/Pupa e
fase Adulta”. O que tem isso a ver com o Departamento Pessoal? TUDO!.. rss...
e já explico abaixo.

O Departamento Pessoal é um ciclo da metamorfose, onde não tem


como ficar acomodado/estacionado.

A grande maioria entra nesta área sem ter nenhum tipo de


conhecimento, e eu apelido isso como o OVO. Afinal, você foi lançado ali, mas
não sabe nem o que é uma CTPS, por exemplo.

Após a eclosão do ovo, torna-se uma LARVA, que é composta por


cabeça, tórax e abdômen. Ou seja, você, caro leitor, está criando forma. Você
não está totalmente “boiando” na área. Já sabe o que é uma CTPS, onde bater
carimbo, como cadastrar empregados no sistema... já está começando a
engatinhar.

O próximo ciclo, conhecido como PUPA, é o período de preparação


para facilitar o vôo, quando adulto. Esta fase é aquela que eu considero
“dolorida” pois toda transformação é difícil. Se você chegou nessa fase é
porque não é um empregado acomodado. Você tem dúvidas, mas corre atrás
das respostas. Você chora muitas vezes de raiva querendo jogar tudo pro ar

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porque não tem reconhecimento. Você fica inquieto quando vê algo errado e
só descansa depois de resolver. Você passa horas estudando, faz cursos, lê
livros e dedica-se para aprender a fazer com êxito seu serviço.

O último ciclo é a FASE ADULTA, é a fase em que você é transformado


para querer voar. É a fase que você encontrará muitos obstáculos, desafios,
mas é a fase que você terá reconhecimento profissional. Você se esforçou para
chegar até essa fase, então merece ter essa liberdade.

Você se tornou uma borboleta no DP. Sabe o que fazer, sabe que todo
seu esforço para ser um ótimo profissional valeu a pena.

Agora te pergunto: Qual é o seu ciclo atualmente? Se você está lendo


esse Ebook, eu aposto que no clico pupa pelo menos você está.

Então te digo uma coisa: Prepara-se para VOAR.


No caminho certo você já está.
Use e abuse desse ebook e seja bem-vindo(a).

Jéssica Fávaro (Jeh)

Desde 2010 empregada da MR Contábil (empresa contábil, localizada


em Barueri/SP), Técnica de Administração, desenvolvedora de conteúdo para
área de Departamento Pessoal e, nos tempos livres, trabalha prestando
serviços com Consultoria Prática em Departamento Pessoal.

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Jéssica Fávaro e Zenaide Carvalho

Introdução, por Zenaide Carvalho

Você sabia que temos aqui uma obra sem igual no DP?

Se você ainda não sabe quem é Jéssica Fávaro e está começando a


trabalhar na área de Departamento Pessoal, precisa conhecer. E o melhor
caminho é este livro.

Eu a conheci em um grupo de estudos do Facebook, o “Departamento


Pessoal em Ação”, onde diariamente ela dava bom dia e escrevia “Jesus é o
Nosso Alvorecer!”. Mas não é só isso, continue a leitura.

No momento que escrevo esta introdução, o grupo conta com quase


50 mil participantes. E ela brilha por lá. E ela ainda tem um grupo de estudos
no Whatsapp. Sobre DP, claro. E sempre responde a todos.

Nunca vi – em todos os meus mais de 36 anos de vida profissional –


alguém que gosta tanto de ajudar os profissionais que atuam no departamento
pessoal, alguém que divide tanto o seu tempo com outras pessoas, como a
Jéssica Fávaro.

No meu blog – o Blog da Zê (www.zenaide.com.br) – ativo desde 2007


e que alcança mais de 1 milhão de acessos/ano – já compartilhei também
muitas dicas e informações. E vejo na Jéssica não uma, mas “A” futura
blogueira do DP. Estou em vias de me aposentar das atividades do DP – são
muitas leis publicadas todos os dias e haja interpretação. Mas tenho certeza

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que encontrei uma profissional que ama o DP e que poderá continuar


ajudando a muita gente.

E foi através do Grupo no Facebok “Departamento Pessoal em Ação”


que a conheci. E conheci o “Você Sabia”.

Embora eu tenha criado mais de 10 grupos de estudos no Facebook,


nem sempre dá tempo de estar diariamente me todos. Porém, sempre que
meu tempo permite, participo, tiro dúvidas. E foi aí que a conheci, quando vi a
formatação peculiar do “Você Sabia”, que realmente chama a atenção pelos
ícones que ela usa. Todos devidamente preservados nesta obra.

Inicialmente, pensei que ela copiava de algum lugar, alguma


publicação de consultoria trabalhista e previdenciária. Até que, como diria
minha saudosa mãe, “um belo dia”, Jéssica me chamou no Whatsapp, pedindo
para verificar se um tal tema do “Você Sabia” estava correto e se eu poderia
corrigir eventuais erros.

Espanto. Então ela não copiava de algum lugar?! Como assim, corrigir
o “Você Sabia?”?!

Perguntei: Jéssica, de onde você tira o “Você Sabia”? E para mais


espanto meu ela respondeu: “Eu escrevo na hora, no Facebook ou no grupo
de Whatsapp”!

Caramba! Um conteúdo riquíssimo, pronto para ajudar a quem quer


uma dica rápida, e ela escreve tudo na hora, no Facebook, no grupo?!

E eu continuei: “Mas você tem isso tudo aí, separado, organizado?”,


perguntei.

Como empreendedora e trabalhando com educação profissional


desde 2005 – tendo iniciado minha carreia no DP há mais de 36 anos – antes
mesmo de Jéssica ter nascido – percebi ali a possibilidade de ajuda a muito
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mais pessoas, através de um livro, considerando que já escrevi alguns.


Inclusive o meu livro sobre “eSocial nos Órgãos Públicos”, serviu de base para
a implantação do eSocial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em
São Paulo.

E ela respondeu: “Não, está tudo solto pelo grupo, pelo Facebook...”
Foi o alerta que eu precisava para ajudar. “Vamos fazer um livro disso aí,
Jéssica! Vamos ajudar a mais pessoas. Este conteúdo é riquíssimo para quem
está começando na prática em departamento pessoal!”. E ela topou!

E me propus a fazer a organização – curadoria, como alguns dizem,


rever cada um dos “Você Sabia?”, incluir bases legais e comentar.

O conteúdo do “Você Sabia?” é todo “by Jéssica Fávaro”. A linguagem


é informal, própria. É a forma como ela posta no Grupo de Estudos do
Facebook “Departamento Pessoal em Ação” no seu Grupo de Whatsapp,
amiga íntima conversando com o leitor e, algumas vezes até finalizando o tema
com beijos e risos. Mantive os beijos e os risos. É assim que o “pessoal do DP”
já está acostumado a ler a Jéssica e o “Você Sabia?” nas redes sociais. Mantive
a informalidade. Perdoe, erudito leitor, se esta não é a sua linguagem. Mas
temos que nos adaptar aos tempos modernos. Preservei inclusive os ícones e
emojis, característica visual do “Você Sabia?”.

Para contribuir um pouco mais, escrevi ao final um capítulo “Você


Sabia sobre o eSocial?” onde abordo as novas obrigações acessórias que
impactarão o Departamento Pessoal das empresas, escritórios contábeis.

Meu objetivo – incluindo o eSocial - é alertar aos Profissionais do


Departamento Pessoal sobre as novas obrigações acessórias federais sobre o
quem por aí e que será a “Nova Era do DP”.

Quem não souber o que é o eSocial a fundo, pode procurar emprego


em outra área, que não seja o Departamento Pessoal.
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Organizei, revi e fiz um “Comentário da Zê” ao final de cada um dos


mais de 50 (cinquenta) “Você Sabia?” deste livro, incluindo algumas bases
legais, quando percebi conveniente.

E como uma fã muito feliz, tornei-me coautora deste livro, com muito
orgulho.

Ganhamos todos. Jéssica, que pode ver sua primeira (de muitas,
espero) obra publicada, os leitores, que terão um guia prático realmente útil
para o seu dia-a-dia no DP, uma área que requer muito conhecimento legal e
prático e eu, que pude colaborar neste que, sem dúvida, será um marco para
a área de Departamento Pessoal.

Reduzo com orgulho minha participação. Sou mais uma admiradora do


trabalho da Jéssica Fávaro que teve a oportunidade ímpar, de poder ler antes
de todos este material tão precioso.

Deliciem-se e deixem ao lado da cabeceira – ou em cima da mesa de


trabalho – a leitura vai agradar!

Para finalizar, deixo uma frase do Mestre Taniguchi, que é quase um


mantra para mim:

“Por maior que seja a capacidade, sem treinamentos não se manifesta.”

Zenaide Carvalho (Zê)

Administradora, Contadora, Pós-Graduada em Auditoria e Controladoria,


Diretora Executiva da Nith Treinamentos – empresa fundada em 2005,
instrutora, palestrante e autora de livros, dentre eles “Os Erros Mais Comuns
na GFIP: Como Evitar ou Corrigir” e “eSocial nas Empresas e Escritórios
Contábeis – Guia Prático para Implantação”. Desenvolvedora de conteúdo
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para cursos presenciais em todo o Brasil e cursos online, dentre eles os Cursos
“Auxiliar de Departamento Pessoal”, “Formação de Analista em Departamento
Pessoal”, “Supervisor de Departamento Pessoal” e “Gestor de Departamento
Pessoal com Foco no eSocial”. Saiba mais em www.zenaide.com.br

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Como este livro está organizado?

O formato do livro é em tamanho A5 para facilitar para você, que


deseja IMPRIMIR na versão digital (ebook) para consulta futura.

Você pode imprimir duas páginas por folha A4 e riscar à vontade e até
mesmo anotar as suas dúvidas e depois colocar nos Grupos de Estudo.

Como curadora, privilegiei separar por assuntos, em partes que


facilitem a quem está realmente começando no Departamento Pessoal.

A primeira parte é sobre algumas verdades que você não pode


esquecer. Vou dar as minhas contribuições ao final de cada texto da Jéssica
Fávaro.

E os demais conteúdos estão em agrupados nas subáreas do


Departamento Pessoal: Admissão, Rotinas de Manutenção do Empregado, tais
como Folha de Pagamento, Férias, Décimo Terceiro Salário, Recolhimentos à
Previdência Social – aqui muitas vezes simplesmente denominado “INSS”,
Imposto de Renda e FGTS, Obrigações Acessórias, como GFIP, CAGED, RAIS,
DIRF, Desligamento e, por último, minha colaboração com o “Você Sabia sobre
o eSocial?”.

Minha sugestão é que você leia pela primeira vez na ordem em que se
apresentam os temas. Depois, mantenha esta obra para consulta.

Vamos começar?

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1 – Você quer ser um bom profissional de


Departamento Pessoal?

Você sabia ❓ ❓

- Somente para pessoas maduras!

Você quer ser um bom profissional de Departamento Pessoal?

Então por favor tire da sua vida as frases a seguir:

✔ Eu aprendi assim:

Se você aprendeu assim, não quer dizer que aprendeu certo. E se quem
te ensinou aprendeu errado? Você vai fazer errado o resto da vida? Temos
Leis, consultoria, manuais e amigos de trabalho.

✔ Não tem lógica isso, por isso vou continuar fazendo assim:

Nem tudo vai ter lógica... Um exemplo claro é a GFIP! Gente, ela é
desatualizada! Lembram daquele meu post sobre o Aviso Prévio Indenizado?
Que não deve ser informado na GFIP?

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Muitos disseram: Se eu desconto do empregado vou informar sim.

Outro caso esta semana: Empresas com 2 anexos (III e IV por exemplo) a GFIP
tem que ser informada no código 2003. A GPS da GFIP deve ser
desconsiderada e recolher a GPS do sistema da folha (que sai o RAT/CPP)!

Nem tudo tem lógica, em uma fiscalização você vai dizer o que para o fiscal:
“Fiz assim porque não vejo lógica fazer como está na Lei”?

✔ Sempre fiz assim e nunca deu em nada:

Um bom profissional não tem que pensar assim! Eu não consigo dormir
se eu sei que estou fazendo algo errado...

Exemplo: GFIP complementar - reajuste salarial

Você sabe que é errado somar todas as diferenças e lançar na folha mensal e
mesmo assim faz! Por que?

Está na Lei, amores! GFIP complementar tem que ser feita quando sai o
reajuste retroativo... Esqueça isso de somar tudo e achar que nunca deu em
"nada"! Manual da GFIP já está claro sem contar a Instrução Normativa da
RFB!

✔ ESocial não vai funcionar:

Não sou da época que saiu a GFIP, mas pelo que sei o papo era o
mesmo. "GFIP não vai dar certo"... Mas deu! Com erros e acertos! Com e sem
gambiarras.

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Mas o eSocial, funcionando ou não, a gente tem que fazer nossa parte.

O eSocial NÃO virá para alterar Lei e sim para OBRIGAR o empregador de
cumpri-la.
Bom... vamos repensar sobre nossa área! Reclamamos que não somos
valorizados, mas muitas vezes não valorizamos também o nosso serviço!

Quer uma dica para se tornar um bom profissional? Se coloque no lugar do


seu chefe, que paga seu salário. Avalie se você fosse o chefe, se você iria
contratar VOCÊ como empregada (o)! Iria?

Bom... Vamos nos ajudar? Vamos tentar fazer o correto?

Iremos errar? SIM!

Mas só não vamos nos acomodar.

E se o reconhecimento não vier? Aproveite onde você está para adquirir


conhecimento e amanhã você terá mais impulso para voar!

Comentário da Zê

Não poderia ter começado melhor este livro. Um alerta para


profissionais do DP, que acham que não precisam estudar, aprender, evoluir.

Não adianta reclamar, tem que buscar conhecimento, para ser o


melhor profissional, já que você está nesta área, que cada vez será mais
valorizada, com a entrada em vigor do eSocial.
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Comecei minha carreira, provavelmente, como você: sem nenhum


conhecimento na área, sem ter faculdade ou mesmo experiência profissional.
Mas sempre agarrei as oportunidades que apareceram. Estudando sempre.

Dedique-se, amadureça, aprenda, corrija. E verás que este é o caminho


para tornar-se um bom profissional do DP.

Sumário

21

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2 – CLT – Consolidação das Leis do Trabalho

Você sabia ❓ ❓

Que às vezes – de pouco praticar ou se falar, acaba passando


desapercebido uma Lei importante (CLT)? Advogados trabalhistas
estão de olho, para cobrarem das empresas em processo!

Que a CLT tem quase mil artigos já sabemos, mas decorar é


impossível né? Por isso, vou passar abaixo 6 artigos que não
costumamos ouvir ou praticar (não generalizando) para ficarmos
atentos: O item 4 para mim é o mais importante...

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

1 - Art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia,


escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho
consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos
da duração normal de trabalho.

2- Art. 133 - Não terá direito a férias o empregado que, no curso do


período aquisitivo:

22

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I - Deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias


subsequentes à sua saída;

* Isto quer dizer que, se o empregado for readmitido após 60 dias, ele perde
o período aquisitivo anterior. Já no caso de readmissão antes de 60 dias,
retoma-se a contagem do período aquisitivo de férias. Por isso aconselho em
caso de pedido de demissão, a readmissão ser depois de 60 dias.

3 - Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das


câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente
quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40
(quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20
(vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho
efetivo.

Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente


artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do
mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze
graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas
a 10º (dez graus).

4 - Art. 384 - Em caso de prorrogação do horário normal (Hora Extra),


será obrigatório um descanso de 15 (quinze) minutos no mínimo, ANTES do
início do período extraordinário do trabalho. (Isso para mulheres).

5 – Art. 389 - § 1º - Os estabelecimentos em que trabalharem pelo


menos 30 (trinta) mulheres com mais de 16 (dezesseis) anos de idade terão
local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e
assistência os seus filhos no período da amamentação. (Poderá ser
substituída por creches).

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6 - Art. 394-a. A empregada gestante ou lactante será afastada,


enquanto durar a gestação e a lactação, de quaisquer atividades, operações
ou locais insalubres, devendo exercer suas atividades em local salubre.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

⚠ A CLT é dividida em capítulos. Então separei alguns capítulos/ artigos


para facilitar na hora da procura...

❗ Abaixo os artigos que falam das profissões. Se está falando dessas


profissões especificamente, é porque tem alguns cuidados no contrato de
trabalho para serem tomadas. Fique atento se tiver alguma profissão abaixo:

Bancários: Trata desse assunto do Artigo 224 a 226


Telefonia/Telegrafia submarina/Radiotelefonia: Trata desse assunto do
Artigo 227 a 231
Músicos: Trata desse assunto do Artigo 232 à 233
Operadores Cinematográficos: Trata desse assunto do Artigo 234 a 235
Motoristas: Trata desse assunto do Artigo 235A à 235G
Serviço Ferroviário: Trata desse assunto do Artigo 236 a 247
Embarcações Marinha e Similares: Trata desse assunto do Artigo 248 a
252
Frigoríficos: Trata desse assunto no Artigo 253
Minas de Subsolo: Trata desse assunto do Artigo 293 a 301
Jornalistas: Trata desse assunto do Artigo 302 a 316
Professores: Trata desse assunto do Artigo 317 a 323
Químicos: Trata desse assunto do Artigo 325 a 350

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➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Dos Artigos 372 a 401 = Trata de assuntos relacionados a PROTEÇÃO


DO TRABALHO da MULHER

Dos Artigos 402 a 441 = Trata de assuntos relacionados a PROTEÇÃO


DO TRABALHO ao MENOR

Comentário da Zê

O melhor conselho que recebi, ao começar a trabalhar em DP – na


época com 16 anos de idade – foi: Vai ler a CLT!

O Decreto-Lei 5.452/43 traz regras para férias, horas extras, contrato


de trabalho, relações sindicais, proteção ao trabalho da mulher e do menor,
regras para rescisões contratuais.

Mas não pare por aí. Ainda é pouco. É necessário ler as leis ordinárias,
como a do Seguro Desemprego, Décimo Terceiro Salário, Vale-Transporte,
Fundo de Garantia, Aviso Prévio Proporcional e tantas outras legislações
pertinentes à área do DP.

Minha sugestão é que você compre um exemplar impresso da CLT,


preferencialmente comentada. Um bom exemplar de CLT Comentada sempre
traz a legislação ordinária, onde será possível que você leia e se aprofunde.

Anote isso: Não existe profissional do DP que não goste de ler. E ainda
tem que procurar interpretar. Se você nunca leu a CLT, comece logo após a
leitura deste livro.

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E ainda há as obrigações acessórias com todos os seus manuais: GFIP,


RAIS, CAGED, DIRF, HOMOLOGNET, SEGURO DESEMPREGO WEB e agora o
eSocial dos Domésticos e o eSocial “grandão” que é das empresas.

Mantenha-se atualizado participando de fóruns, consultando blogs e


outros profissionais, mas não deixe de ler antes os manuais e a legislação
trabalhista, fiscal e previdenciária vigente. Tenho certeza que você ganhará
muito. No link a seguir você pode ler a CLT, diretamente do site do Planalto.
Sempre recomendo leitura de leis federais no site do Planalto, pois se houver
alguma atualização é lá que você encontra o texto atualizado.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452compilado.htm

Sumário

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3 – Cadastrar empresa no PAT

Você sabia? ❓ ❓ ❗
Que é muito simples cadastrar uma empresa no PAT?

Antes de aprender a cadastrar, temos que saber o que é isso.

Pois bem. PAT é o Programa de Alimentação do Trabalhador. As empresas que


fornecem por obrigação de sindicato ou por liberalidade, deverão ser
cadastradas nesse programa. O fornecimento em dinheiro, ou em cartão que
não tenha sido cadastro no PAT, deverá incluir os valores pagos como “salário”
incidindo INSS/FGTS/IRRF.

Como Cadastrar?

⚫ Entra no site: http://pat.mte.gov.br/login/login.asp#


Opção “Cadastre-se”, digita seu “CPF”, dá um TAB para puxar automático seu
nome, coloque o e-mail, opção “beneficiária” e cadastre uma senha. Chegará
no seu e-mail uma senha. Você volta para página inicial desse site e coloca
seu CPF + Senha e-mail.

⚫ Vai na ABA Beneficiária, Inscrição:

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ABA Dados da empresa:

- Digita o CNPJ, dá um TAB, (Se a empresa já foi cadastrada irá aparecer uma
mensagem dizendo), coloca se a empresa é optante do Simples, e preencha
os demais campos.

ABA Execução do Programa:

- Se tiver empregados na Matriz clica nessa opção que vai trazer o CNPJ
automático. Se for filial, clica na opção Filial.

- Preencha o total de empregados

- Na coluna modalidade, preencha quantos empregados existem na empresa:


Ex: 12 empregados na modalidade ALIMENTAÇÃO e 3 empregados na
modalidade REFEIÇÃO

- Na coluna ao lado (Até 5 SM ou Acima de 5 SM), tem que colocar a


quantidade de empregados que recebem até ou mais que um salário mínimo:
Ex: 12 empregados recebem até 5 SM e 3 empregados recebem acima de 5
SM (Salário Mínimo)

- No campo “Empresas Fornecedoras”:

Clica em consultar, coloca o número do Registro (Ex: 080002736) e pesquisar.

Clica no nome da empresa e inserir.

- Preencha a quantidade disponibilizada para Almoço, Jantar:

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Ex: Doze almoços e 3 (três) jantares ou 15 (quinze) almoços. Preencha os


campos novamente de “Até 5 SM e Acima de 5 SM” e clica em incluir.

⚠ Reparem que na tela abaixo, será preenchido automaticamente com os


percentuais e quantidades correspondentes.

⚫ Clica em Próximo e preencha os dados do responsável. (Você por


exemplo) e incluir inscrição. Se quando você clicar em incluir a tela travar,
pode ir em consultar (conforme vou explicar abaixo no item 1) que é bem
provável que ele apareça por La.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

OBSERVAÇÕES:

1) Se você não conseguiu imprimir o comprovante/ basta acessar:


Aba beneficiaria, consultar, CNPJ, pesquisar, clica na empresa. Observe que
o campo “Número de inscrição” irá aparecer preenchido.

Aí você volta para área Beneficiária, Reemitir Comprovante, CNPJ e coloca


esse número de inscrição acima. Confirmar e tcharannnn.... vai aparecer o
comprovante!

2) Esse programa só pega no Explorer...Indicado pelo próprio M.T.E.

3) Vantagem da Inscrição no PAT: Isenção de encargos de


FGTS/INSS/IRRF e empresas do Lucro Real poderão deduzir parte das
despesas com o Pat no Imposto de Renda.

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4) Se você não tiver o número do Registro da fornecedora, deverá


entrar em contato com a empresa e solicitar.

5) Se for cadastrar a modalidade de serviço próprio, deverá ter um


profissional de nutrição (registrada no Pat também).

Comentário da Zê
Segundo o Ministério do Trabalho, o Programa de Alimentação do
Trabalhador (PAT) foi instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976 e
regulamentado pelo Decreto nº 5, de 14 de janeiro de 1991, que priorizam o
atendimento aos trabalhadores de baixa renda, isto é, aqueles que ganham
até cinco salários mínimos mensais. Este Programa, estruturado na parceria
entre Governo, empresa e trabalhador, tem como unidade gestora o
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção
do Trabalho.

Faça download do “PAT Responde”, no link:


http://trabalho.gov.br/images/Documentos/PAT/PAT-RESPONDE-versao-
atualizada-em-29-09-2016.pdf

Sumário

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4 – Como Consultar se a empresa é cadastrada


no PAT?

Você sabia? ❓ ❓ ❗
Como consultar se a empresa é cadastrada no PAT?

✅ Entra no site: http://pat.mte.gov.br/login/login.asp

✅ Opção “Cadastre-se”, digita seu “CPF”, dá um TAB para puxar automático


seu nome, coloque o e-mail, opção beneficiária, e cadastre uma senha.
Chegará no seu e-mail uma senha.

✅ Você volta para página inicial desse site e coloca seu CPF + Senha e-mail.

✅ Vai na ABA Beneficiaria > Consultar e coloque o CNPJ que desejar + TAB.
Irá aparecer nessa tela se já tem cadastro ou não e se consta ativo ou não.

Comentário da Zê

Esta dica é muito útil quando um escritório contábil recebe um novo


cliente. Consulte sempre!

Sumário

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5 – Readmissão – Informações Importantes

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Readmissão - Informações Importantes

Segue abaixo os prazos para Readmissão:

Nos casos em que os contratos de trabalho foram encerrados por:

Pedido de demissão:

Não tem prazo mínimo. Porém se ele for readmitido dentro do prazo de 60
(sessenta) dias ele terá direito ao período aquisitivo de férias anterior. Isso
quer dizer, que nesse caso retoma-se a contagem do período aquisitivo de
férias. Portanto nesse caso especifico recomendo admitir após 60 (sessenta)
dias.
Base legal: Artigo 133 CLT

Dispensa sem justa causa:

* Se o contrato desligado foi "contrato indeterminado" ele poderá ser


readmitido depois de 3 (três) meses.
Base legal: Portaria 384/92 - artigo 2

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* Se o contrato desligado foi "contrato determinado" ele poderá ser


readmitido depois de 3 (três) meses como contrato "indeterminado"
diretamente.

Ou, se quiser fazer um novo contrato determinado, só poderá fazer a


readmissão depois de 6 meses.
Base legal: Artigo 452 CLT

Observação: Se for readmitido para a mesma função, um novo contrato de


experiência se torna nulo. Já que o empregado tem habilidades para tal.

Comentário da Zê

Consta no art. 2º da Portaria 384/92:

Art. 2° Considera-se fraudulenta a rescisão seguida de


recontratação ou de permanência do trabalhador em serviço
quando ocorrida dentro dos noventa dias subsequentes à
data em que formalmente a rescisão se operou.

O objetivo é evitar as fraudes para saque do FGTS e ao Seguro


Desemprego.
Para ler a Portaria 384/92 completa CLIQUE AQUI.

Sumário

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6 – MEI com Empregado: O que fazer?

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Empregado MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL)

✅ Para você saber se a empresa é MEI (Microempreendedor Individual),


deve entrar no site do Simples Nacional e consultar se aparece OPTANTE ou
não como "MEI (Microempreendedor Individual)"
(www8.receita.fazenda.gov.br/SIMPLESNACIONAL/aplicacoes.aspx…)

Empregador MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) tem algumas


particularidades em relação à Folha de Pagamento.

Recolhe 3% Patronal (Devendo ser compensado na GFIP os 17% - que é a


diferença dos 20% que o programa gera)

Exemplo:
Salário: R$ 1.000,00
Desconto INSS Empregado: R$ 80,00 (8%)

GFIP irá calcular parte Patronal:


20% = R$ 200,00

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Mas a parte devida é somente:


3% = R$ 30,00

Portanto, deverá ir na Aba “Informações Complementares” - Campo


“Compensação” e lançar o valor de R$ 170,00 (que é a diferença de 17% que
a empresa não deve pagar) colocando a competência inicial e final a mesma
que da GFIP.

GPS a Pagar: R$ 30,00 (3% patronal) + R$ 80,00 (8% Empregado)


= R$ 110,00.

Código da GPS: 2100


RAT: 0
FAP: 1,00 (Neutro)
Terceiros: 0000
Só pode ter 1 empregado
O salário só pode ser o Salário Mínimo ou o Piso Salarial da Categoria

Licença Maternidade – MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL):

Quem paga a Licença Maternidade do MEI (MICROEMPREENDEDOR


INDIVIDUAL) é a Previdência Social, não a empresa.

Mas como fazer em relação à GFIP no caso de Licença Maternidade?

É esse o passo-a-passo que vou colocar abaixo:

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Ahhh, antes que me esqueça: Mesmo que a empregada esteja afastada de


Licença Maternidade, o empregador tem que recolher o FGTS e a parte
Patronal normalmente.

Primeiro você informa no seu sistema de Folha o afastamento, para a folha


sair correta.

Na GFIP:

Você altera o Empregado para a ocorrência 05! Aba “Cadastro”


“Ocorrência”
Se a empregada tiver algum saldo de salário (que não seja licença
maternidade), no campo "Valor Descontado do Segurado" (na Aba
“Informações do Movimento”) você coloca o valor que foi descontado dele
de INSS na Folha. Se não tiver, deixa em branco esse campo.
Depois simula a GFIP e você vai ver que ele só vai trazer os 20% patronais
(ai você compensa os 17%)! E vai trazer o FGTS (8%) e SE tiver INSS
proporcional aos dias trabalhados irá trazer o valor certinho.

Comentário da Zê

Vamos às bases legais (clique no link e vá direto):

 Regras do MEI: Artigos 18-A a 18-C da LC 123/06.


 Regras da GFIP do MEI com empregado – ADE
CODAC 049/2009
 Regras da GFIP com Licença Maternidade da
Empregada do MEI – ADE CODAC 21/2012

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7 – Como Gerar Número de PIS Online?

“Você Sabia” ❓ ❓

Que não existe mais o protocolo DCN para gerar o número do PIS?

Agora a empresa gera o PIS online através de 3 (três) maneiras:

1 – PIS em Lote: (Para quem tem certificado digital):

Quando recebe o número do PIS? Em 24 horas.

O seu sistema de folha gera o arquivo.

Entra na Conectividade ICP, nas opções: “Caixa Postal”, “Nova Mensagem”,


“Envio de Arquivo Cadastro NIS”, anexa o arquivo gerado e envia.

No outro dia ele irá chegar na sua caixa postal (ICP) em formato de
“Retorno.TXT”, basta salvar ele.

Para visualizar o número do PIS no bloco de Notas (PIS em Lote):

✅ Abra o arquivo em Txt - Bloco de Notas

Vai em: "Formatar" - verifica se está selecionado a "quebra automática" (Se


tiver tire a seleção, tem que estar sem nada selecionado nessa opção)

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✅ Depois vai em "Exibir"

Selecionar a Barra de status (Se não estiver selecionado, clica para


selecionar)

Depois repare que no rodapé fica marcando o número da linha e coluna.

Vai na coluna aproximadamente 20 e linha 266... Só clicando com o mouse p


direita que embaixo vai mostrando o número

O número que aparecer da coluna 266 até 277 é o número do PIS. Verifica se
esse número repete abaixo.

Na dúvida, basta ligar no 0800-726-0207 e confirmar o número gerado


direto com a Caixa.

2 – PIS online FICUS: (Para quem tem certificado digital):

Quando recebe o número do PIS? Na hora

Entra na Conectividade ICP, nas opções: “Selecione – opção em laranja” clica


em “Cadastro NIS”, vai aparecer uma tela de inclusão. Basta preencher com
os dados do Empregado e no final clicar em “Confirmar Inclusão”. O número
do PIS irá aparecer na tela.

3 – PIS online FICUS: (Para quem NÃO tem certificado digital):

Quando recebe o número do PIS? Na hora

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Esse item apesar de NÃO divulgado pela Caixa, é uma “gambiarra” que está
funcionando, fazendo o PIS de um empregado com o Certificado Digital de
outro empregador.

Entra na Conectividade ICP com qualquer certificado digital, nas opções:


“Selecione – opção em laranja” clica em “Cadastro NIS”, vai aparecer uma
tela de inclusão.

Truque: Observe que esse campo já trouxe automaticamente o CNPJ/CPF do


certificado digital e está em “cinza” não permitindo a digitação.

Então clique no campo em “branco” onde está escrito CNPJ/CPF e altere para
outra opção e depois retorna para o campo CNPJ (observe que ele irá
permitir o lançamento manual do CNPJ o qual o Empregado tem vínculo e
que não possui o certificado digital).

Basta preencher com os dados do Empregado e no final clicar em “Confirmar


Inclusão”. O número do PIS irá aparecer na tela.

4 – PIS online FICUS: (Para quem NÃO tem certificado digital):

Quando recebe o número do PIS? Na hora

Para quem não tem certificado digital, é necessário cadastrar a empresa na


Caixa, seguindo os passos abaixo:

1- Entrar no site da CAIXA/Downloads / FICUS e baixar o formulário.

✅ Preencher: INCLUSÃO

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✅ Campo 1: Dados da empresa que quer cadastrar

✅ Campo 2: Nesse campo você terá q colocar o número do PIS de alguém


para ter acesso ao sistema. (No meu caso contabilidade eu coloquei o PIS do
contador). E claro, os dados desse campo será do responsável pelo PIS
cadastrado. Mas pode ser o seu também. Porém será através desse número
que irá acessar o sistema.

✅ Campo 3: SIPIS

✅ Campo 4: Deixa em branco

✅ Campo 5:

Assinatura do usuário externo:

Vai assinar a pessoa que teve os dados preenchidos no campo 2!

Assinatura Representante Legal/Preposto:

Vai assinar o representante legal ou preposto do usuário do campo 1.

2 - Documentação para levar à CAIXA:

✔ Formulário FICUS/E preenchido e assinado; duas vias (para você ficar com
uma via, onde tem o número do protocolo)

✔ Cópia de Identidade e CPF do usuário que acessará o sistema (preenchido


do campo 2)

✔ Documentos relativos à constituição da empresa e do representante legal;


(Cópia Autenticada ou cópia simples + original do "Contrato Social " e Cartão
CNPJ (empresa a ser cadastrada e da empresa procuradora)

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✔ Cópia de Procuração (com firma reconhecida), quando se tratar de


cadastramento realizado pelo preposto.

Obs: Nem todas as agências da Caixa estão solicitando o "Convênio"! Caso


precise, é só seguir as instruções deles.

3- Depois de dar Entrada:

Não precisa aguardar a Caixa te enviar a senha!!! Depois de uns 3 dias você
mesmo pode cadastrar a senha seguindo os passos abaixo:

✔ Entra no site

Https://servicossociais.caixa.gov.br/internet.do?segmento=CONVENIADO01

✔ Preencha o Número do PIS cadastrado lá no campo 2 do Ficus

✔ Coloca a senha do cartão cidadão! Caso não tenha, é só clicar em


cadastrar senha e seguir as instruções...

✔ Para fazer o LOGIN do sistema, você entra nesse link acima, coloca o PIS
cadastrado e a senha q acabara de cadastrar.

Prontinho! Você terá acesso ao sistema, e o site é autoexplicativo... não tem


erro para cadastrar o PIS (Somente informando os dados do Empregado) e o
número irá aparecer na tela.

Observações finais:

***Sempre que levar a documentação na Caixa, leve o FICUS em 2 vias. Pois


se você ficar com uma "eles irão carimbar o número do Protocolo" e fica mais
fácil para você acompanhar o andamento.

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Comentário da Zê

Muitas vezes o empregado chega na empresa e não tem o


comprovante do PIS/PASEP ou NIT (Número de Inscrição do Trabalhador, que
é gerado pela Previdência Social, para quem fez a inscrição por lá).

Uma dica para saber já foi passada acima:

Ligar para a CEF no telefone 0800-726-0207 para confirmar.

A outra dica é verificar no site da Previdência Social, simulando um


cadastramento no NIT, usando o link a seguir. Só um cuidado: se o empregado
tem NIT também, vai aparecer primeiro o número do NIT e não o número do
PIS. Fique atento!

Link do Site da Previdência:


https://www5.dataprev.gov.br/cnisinternet/faces/pages/pfcnis/cadastrarF
iliado/cadastro.xhtml

Tela a seguir:

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8 – Atestado Médico x Contrato de Experiência

“Você Sabia” ❓ ❓

Que o Atestado Médico não tem poder para prorrogar um contrato


determinado/experiência?

Vamos de exemplo para entender melhor:

Casos que SUSPENDEM o contrato:

Contrato de Experiência:
Primeiro Período vence em 15/08 (Primeiro 45 dias)
Segundo Período vence em 29/09 (Segundo 45 dias)

Atestado: 29/08 – 25 dias

✅ Os 15 Primeiros dias da empresa vão até dia 12/09.


29/08 (atestado) + 15 dias = 12/09.

Como a empresa só tem obrigação de pagar até dia 12/09, concorda que
ainda FALTAM 17 dias para a data do término do contrato que é dia 29/09?

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Nesse caso o contrato é suspenso, e começa a contar os 17 dias depois que a


empregada retornar do INSS.

Exemplo:
Retorno da Previdência Social: 13/11.

Os 17 dias restantes deverão ser contados a partir da data do retorno 13/11.


Antes o término do contrato era dia 29/09, agora será dia 29/11.
Pois 13/11 (data do retorno) + 17 dias (dias que faltavam para término do
contrato) = 29/11.

Casos que NÃO SUSPENDEM o contrato:

Contrato de Experiência:
Primeiro Período vence em 15/08 (Primeiro 45 dias)
Segundo Período vence em 29/09 (Segundo 45 dias)
Atestado: 22/09 – 9 dias

✅ Os 15 Primeiros dias da empresa vão até dia 30/09.


22/09 (atestado) + 9 dias = 30/09.

Observe que a data final (30/09) da “obrigação” da empresa, COBRIU a data


do término do contrato (29/09) sendo possível a dispensa normal desse
Empregado na data como “Término de Contrato”.

Comentário da Zê

Incluo aqui a situação de GRAVIDEZ durante o contrato de experiência.


Segundo a Súmula 244 do TST, a empregada tem direito à estabilidade. Leia o
teor:

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Súmula nº 244 do TST

GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA (redação do item III


alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012)
- Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012

I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não


afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da
estabilidade (art. 10, II, "b" do ADCT).

II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração


se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a
garantia restringe-se aos salários e demais direitos
correspondentes ao período de estabilidade.

III - A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória


prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão
mediante contrato por tempo determinado.

Faça download ou estude online todas as Súmulas do TST e estude. Segue o


link:

http://www.tst.jus.br/sumulas

Sumário

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9 – Dependentes de IRRF

“Você Sabia” ❓ ❓

Que todos os CASADOS que declararem seus filhos como dependentes de


IR, precisará pegar a assinatura do cônjuge?

Ou seja, somente um deles – pai ou mãe – poderá declarar e usar o


filho como dependente de IR.
A assinatura é para assegurar que o cônjuge esteja ciente que o outro
não pode usar também o filho como dependente. Base legal: IN RFB 1.500/14

Quem são os dependentes de IR, de acordo com a Receita Federal?

Podem ser dependentes, para efeito do imposto sobre a renda:

I - o cônjuge;
II - o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em
comum por mais de 5 (cinco) anos, ou por período menor se da união
resultou filho;
III - a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 (vinte e um)
anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para
o trabalho;
IV - o menor pobre, até 21 (vinte e um) anos, que o contribuinte
crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial;

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V - o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 (vinte


e um) anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de
qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
VI - os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram
rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal;
VII - o absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja tutor ou
curador.

Comentário da Zê

Os dependentes estão listados no artigo 90 da IN RFB 1.500/14.


Além dos citados na Dica, também se incluem os companheiros de casais
homoafetivos e ainda é possível considerar os filhos, enteados, irmãos, netos
ou bisnetos até os 24 anos, se estiverem cursando ensino superior ou escola
técnica de segundo grau.
Para 2017, devem ter CPF os menores a partir de 12 anos. Para
2018 já será exigido o CPF para dependentes a partir de 6 anos. Avise aos
empregados.
Veja a seguir um MODELO da Declaração de Encargos de Família
para fins de imposto de renda e aproveite para atualizar de todos os
empregados e diretores, pegando a assinatura do cônjuge, caso declarem
filhos.
E já que estamos em tempos de eSocial, aproveite para utilizar os
códigos de dependentes da Tabela 7 do eSocial, para já deixar o seu sistema
atualizado. Lembro que na tabela 7 a seguir é geral, para todo o tipo de
dependentes. Há os códigos 15 e 99 que, para fins de imposto de renda, não
podem ser utilizados.

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Tabela 07 - Tipos de Dependente


Cód. Descrição
01 Cônjuge
02 Companheiro (a) com o (a) qual tenha filho ou viva há mais de
5 (cinco) anos ou possua Declaração de União Estável (Nota Z:
inclusive homoafetivos)
03 Filho(a) ou enteado(a)
04 Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, do(a) qual
detenha a guarda judicial
05 Pais, avós e bisavós
06 Menor pobre do qual detenha a guarda judicial
07 A pessoa absolutamente incapaz, da qual seja tutor ou curador
08 Filho(a) ou enteado(a) universitário(a) ou cursando escola técnica
de 2º grau, até 24 (vinte e quatro) anos
15 Ex-cônjuge
99 Agregado/Outros

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Modelo da Declaração:
DECLARAÇÃO DE ENCARGOS DE FAMÍLIA PARA FINS DE IMPOSTO DE RENDA

EMPRESA : CNPJ:

ENDEREÇO :

Em obediência à legislação do Imposto de Renda – Dec. 3000/99 e IN RFB 1.500/14 –


informo que tenho como encargo de família, as pessoas abaixo relacionadas:

DEPENDENTES CONSIDERADOS COMO ENCARGO DE FAMÍLIA

Data CPF (pessoas com


Nome Completo dos Dependentes Código eSocial
nascimento 14 anos ou mais)

Declaro sob as penas da lei, que as informações aqui prestadas são verdadeiras e de minha inteira
responsabilidade, não cabendo à empresa/órgão qualquer responsabilidade perante a fiscalização.

DECLARANTE:
EST. CIVIL:
CPF:
ENDEREÇO:
CIDADE:

(local e data):

Assinatura: ________________________________ Ciente do Cônjuge: ____________________

(o ciente do cônjuge é obrigatório no caso de dependentes em comum – IN RFB 1.500/14 artigo 90)

*** Sempre que houver alteração esta declaração deve ser renovada pelo trabalhador ***

Sumário

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Você Sabia? – Dicas Práticas de Departamento Pessoal

10 – Transferência de Empregado

“Você Sabia” ❓ ❓

Transferência: Empregado

Na lei fala que é possível a transferência desde que as empresas


tenham o mesmo grupo econômico. Claro que apenas ter um ou mais “sócio”
em comum, não significa ter mesmo grupo econômico. Porém para fins
trabalhistas desde que sejam resguardados todos os direitos e benefícios que
o trabalhador tinha na outra empresa é aceitável, inclusive a Caixa Econômica
Federal faz transferência das contas do FGTS.

Passos da transferência:

✅ Transferir os empregados no seu sistema de folha

✅ Enviar a GFIP de “saída” (empresa antiga) e a primeira GFIP já com a


transferência de "entrada"!

N2 – Código de saída dos empregados da empresa antiga


N3 – Código de entrada dos empregados da empresa nova

✅ Fazer anotação na CTPS dos empregados e na ficha de registro contendo


essa alteração:
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Exemplo de anotação:

“ A partir de xx/xx/xxx o Empregado, cujo registro n° x, passou a


desempenhar suas atividades em favor da empresa ____________(Empresa
Nova), integrante do mesmo grupo econômico.
Permanecem inalterados o salário, função e jornada de trabalho.
Ficam garantidos direitos em conformidades com o Artigo 20 da CLT.
A partir da data acima, passou a ter assunção dos encargos trabalhistas da
Empresa _________(Empresa Antiga) para a empresa ______________
(Empresa Nova), situada a Rua xxxx- Cep: xxxx Estado: xx” .

(Carimbo com CNPJ – empresa antiga e atual) + assinatura do sócio.

✅ Levar a documentação abaixo na Caixa:

Preencher em 2 vias o formulário PTC TOTAL (Se for todos os


empregados) ou PTC PARCIAL (se for alguns empregados)... Esse formulário
você encontra no site da Caixa em “Downloads”, “Extrato e Retificação de
Dados”.

Cópia do FGTS da empresa atual paga. Ou seja, só vai conseguir dar


entrada depois que constar o Primeiro pagamento do FGTS da empresa
atual.

Contrato Social da empresa "antiga" e "atual" (Cópia autenticada ou


cópia simples + Original).

Cartão CNPJ da empresa antiga e atual.

Relatório de Inconsistências Cadastrais da empresa antiga e atual:


Se você usa a chave Pri ou ICP (Conectividade com certificado digital), vai
perceber que tem a opção “ Solicitar Relatório de Contas com Insistências
Cadastrais”. Você solicita e o relatório chega no dia seguinte na Caixa Postal.
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Cópia da CTPS com anotações da transferência

Cópia da Ficha de Registro com as anotações da transferência

✅ Enviar CAGED de transferência:

80 – Código de saída dos empregados da empresa antiga


70 – Código de entrada dos empregados da empresa nova

Observações: As transferências deverão constar na RAIS e DIRF.

Comentário da Zê

É possível também transferir empregados de uma empresa para outra,


mesmo não sendo do mesmo grupo econômico, já que a legislação vigente não
tem regra em contrário.

Coloco a seguir um artigo escrito por mim – Zenaide Carvalho – e que


já foi atestado em transferências entre empresas.

Transferência do empregado para outra empresa – Como proceder?

“Todos os acontecimentos nos ensinam algo.” (Taniguchi)

Pode o empregado ser transferido de uma empresa para outra? Essa


pergunta assola o departamento pessoal de várias empresas e também é uma
dúvida constante de empregadores. A empresa está fechando, posso transferir
os empregados para outra empresa? O que deve ser feito, na prática, para que
a situação seja concretizada corretamente?
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O que diz a CLT?

A CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, protege o empregado para


os casos de fraude, principalmente, na mudança do empregador. Os artigos 10
e 448 nos revelam que quaisquer mudanças na estrutura das empresas não
podem afetar os contratos de trabalho dos empregados. E ele não pode ser
prejudicado em seus direitos com qualquer mudança de empregador.

Já é bastante comum, do ponto de vista jurídico, a aceitação das


transferências nos casos em que a empresa é vendida para outro dono
(sucessão trabalhista) ou mesmo em casos de fusão ou incorporação.

Falta de previsão legal

O que não está previsto é outra situação que ocorre muito em


pequenas empresas, principalmente as empresas familiares, quando não há
nenhuma alteração legal na estrutura da empresa. É quando a empresa não
tem condições de continuar arcando com os custos de um empregado,
principalmente se a empresa está falindo.

Algumas vezes, ou é o filho do dono da empresa que tem outro


negócio e pode absorver a mão-de-obra – sem ter que rescindir o contrato de
trabalho. Outras vezes pode ser um sócio da empresa que tem outra empresa
e quer também manter o mesmo empregado. Como proceder nesses casos?

O mais indicado é fazer a rescisão do empregado na empresa atual e


admiti-lo na outra empresa. Mas nem sempre isso é possível, justamente pela
falta de recursos do empregador atual.

A seguir, darei orientações práticas para os casos de transferência de


empregadores. As orientações não substituirão a consulta a um advogado
especialista na área trabalhista. Alguns poderão orientar que, por prudência,
a transferência não seja efetivada.

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Documento para transferência

Se houver a concordância do empregado e transferência outra


empresa – se não há a intenção de fraude, o empregado não terá direitos
reduzidos e, principalmente, se ele (o empregado) concorda com a situação –
o recomendado é fazer um documento a ser assinado pelas três partes
(empregador atual, empregado e futuro empregador), em que haja cláusula
de concordância com a transferência e que o futuro empregador irá assumir
todo o passivo trabalhista do empregado.

Este documento deve conter também cláusula onde o empregador


atual assuma a responsabilidade de manter todos os direitos do empregado
preservado. Esse documento deve ser registrado em cartório de títulos e
documentos, em quatro vias, para atestar a veracidade e a boa fé. Este
documento tem o mesmo objetivo de um aditivo ao contrato de trabalho, só
que recomendamos o registro no cartório.

Na prática o que fazer?

Feito o documento e registrado em cartório, é a hora de providenciar


a transferência na prática, fazendo as mudanças no registro do empregado, na
carteira de trabalho, CAGED, GFIP, transferência da conta no FGTS e, no final
do exercício, informar também na RAIS.

Registros do Empregado

No registro da empresa atual não deve ser dada a baixa com data de
desligamento. Deve ser colocado um “vide observações” próximo do espaço
para data de desligamento. E nas observações, coloque: “transferido por
sucessão de empregador em (data) para a empresa (nome da empresa que
receberá o empregado), CNPJ, endereço.”

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Deve ser aberto um novo registro na nova empresa, mantendo a data


de admissão na antiga empresa. Faça anotação nas observações: “transferido
por sucessão de empregador em (data) da empresa (nome da antiga empresa),
CNPJ, endereço.”

Carteira de Trabalho

Na Carteira de Trabalho do empregado não deve ser dada a baixa no


contrato antigo. Próximo do espaço para a data de saída, coloque “vide página
xx” (página de observações). E na página de observações coloque a mesma
observação constante da ficha de registro na empresa anterior. O empregador
antigo deve assinar sob carimbo.

Abra um novo registro de contrato de trabalho na carteira, informando


sempre a data de admissão original (da empresa anterior). Próximo à data de
admissão coloque “vide página xx” (página de observações). E na página de
observações da empresa sucessora, coloque a mesma observação constante
na ficha de registro da empresa nova. O empregador novo deve assinar sob
carimbo.
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CAGED

Deve ser informado no CAGED – Cadastro de Admitidos e Demitidos –


das duas empresas a transferência, na competência da efetivação.

GFIP

Na GFIP da empresa antiga deve ser colocado o código “N2”, na


movimentação do empregado, com o último dia de trabalho na empresa
antiga. Na GFIP da empresa que receberá o empregado, deve ser incluída a
movimentação com código “N3”, informando o dia seguinte ao do último dia
na empresa anterior. A nova empresa passa então a fazer os recolhimentos de
FGTS e Previdência Social.

FGTS

Para fins de transferência da conta vinculado do FGTS da empresa


antiga para a nova, deve ser preenchido o formulário PTC-Parcial (Pedido de
Transferência de Contas) e entregue na Caixa Econômica Federal, com a
documentação da transferência (incluindo o documento registrado em
cartório). A documentação é a constante no Manual de Retificações do FGTS,
disponível no site da CEF, área de downloads.

RAIS

A RAIS deve ter a informação dos dados do empregado nas duas


empresas, no exercício da transferência, também com a devida informação da
transferência para outro empregador.

Direitos Trabalhistas

O empregado, como já exposto, não pode ter seus direitos


prejudicados. Assim, a Convenção Coletiva do antigo empregador deve ser
observada no tocante a piso salarial, quinquênios, anuênios, percentuais de
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horas extras ou outros benefícios que o empregado detinha. Férias não


gozadas, décimo terceiro não pago ou qualquer outro direito deverá ser
suportado pelo novo empregador, inclusive em casos de dispensa, quanto ao
pagamento da multa rescisória.

Reclamatória Trabalhista

Mesmo com todos esses cuidados, nada impedirá que o empregado,


futuramente, entre com uma reclamatória trabalhista contra a empresa antiga
ou a atual. Caso isso aconteça, caberá às empresas provarem que o empregado
não foi prejudicado com a transferência e o ato deu-se de boa fé, sem objetivo
de fraudes.

Sumário

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11 – Avo do Décimo Terceiro Salário no Salário


Maternidade

Você sabia? ❓ ❓ ❗
Que podemos abater a licença maternidade no Décimo Terceiro Salário (2ª
Parcela ou na Rescisão)?

Certeza que disso você já sabia! Rs... Mas e o cálculo? Você sabe fazer?

Primeiro vamos na parte teórica e depois prática como eu sempre costumo


fazer nesse tópico do “Você Sabia”.

É muito simples !!!!

♦ Passo 1: Contar quantos dias teve de afastamento dentro do período


que você vai utilizar (data de início e término da Licença Maternidade)

♦ Passo 2: Verificar se esse período acima será abatido na GPS da


Rescisão ou GPS do Décimo Terceiro Salário

♦ Passo 3: Anotar a “Base de Cálculo”:


Se for abater na GPS da 2ª Parcela13 (Base de Cálculo será o valor do Décimo
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Terceiro Salário* proporcional da Folha 13- 2 ª Parcela)


Se for abater na GPS do mês da Rescisão (Base de Cálculo será o valor do
Décimo Terceiro Salário* proporcional pago em Rescisão)

♦ Passo 4: Verificar quantos avos de Décimo o Empregado teve direito


em cada ocasião do item 3.

Agora praticando:
♦ Passo 5:

➡ Fórmula = Base de cálculo/30/avos de direito*dias de afastamento


L.M

/ = dividido
*= multiplicado
L.M= Licença Maternidade
Base de Cálculo = Valor 13Salário (Sem deduções)

⚫ Exemplo:
Admissão: 10/05/2011
Licença Maternidade: 03/11/2014 à 02/03/2015
Desligamento: 28/04/2015
15 faltas

CÁLCULO DEDUÇÃO – FOLHA 13/2014:

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Passo 1: Licença Maternidade: 03/11/2014 à 31/12/2014 = 59 dias de


afastamento (Nesse caso vamos contar até dia 31/12 somente).

Passo 2: Concorda que dentro desse período ela recebeu Décimo


Terceiro Salário Normal em Dez?

Passo 3: Base de Cálculo (R$ 1.752,53) – Valor Folha 2ª Parcela

Passo 4- Folha 2ª Parcela: a empregada teve direito a 12/12 avos

Passo 5 (Fórmula): R$ 1.752,53 / 30 / 12 x 59 dias = R$ 287,22

O valor a deduzir na Folha 13/2014 será R$ 287,22 de FPAS.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

CÁLCULO DEDUÇÃO – RESCISÃO – DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO:

Passo 1: Licença Maternidade: 01/01/2015 à 02/03/2015 = 61 dias


(Nesse caso vamos contar a partir de 01/01 até a data que terminou a
licença).

Passo 2: Concorda que dentro desse período ela também recebeu


Décimo Terceiro Salário na Rescisão?

Passo 3: Base de Cálculo (R$ 439,95) – Valor do 13Rescisão proporcional


pago na Rescisão

Passo 4: Rescisão= A empregada teve direito a 3/12 avos

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Passo 5: R$ 439,95 / 30 / 3 x 61 dias = R$ 298,19

O valor a deduzir na Folha 04/2015 (mês da Rescisão) será R$ 298,19 de


FPAS.

Comentário da Zê

As regras estão no parágrafo 1º do artigo 86 da IN RFB 971/09. Leia:

Art. 86. O salário-maternidade pago pela empresa ou pelo


equiparado à segurada empregada, inclusive a parcela do décimo
terceiro salário correspondente ao período da licença, poderá ser
deduzido quando do pagamento das contribuições sociais
previdenciárias devidas, exceto das contribuições destinadas a outras
entidades ou fundos.
§ 1º Para fins da dedução da parcela de décimo terceiro
salário, de que trata o caput, proceder-se-á da seguinte forma:
I - a remuneração correspondente ao décimo terceiro
salário deverá ser dividida por 30 (trinta);
II - o resultado da operação descrita no inciso I deverá ser
dividido pelo número de meses considerados no cálculo da
remuneração do décimo terceiro;
III - a parcela referente ao décimo terceiro salário
proporcional ao período de licença-maternidade corresponde ao
produto da multiplicação do resultado da operação descrita no
inciso II pelo número de dias de gozo de licença-maternidade no
ano.
§ 2º Para efeito de dedução, o valor pago a título de
salário-maternidade não poderá ser superior ao subsídio mensal, em

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espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe


o art. 248 da Constituição Federal.
§ 3º Em relação ao período de 29 de novembro de 1999 a
31 de agosto de 2003, devem ser observados os seguintes
procedimentos:
I - as contribuições sociais relativas ao salário-
maternidade de responsabilidade da empresa deviam ser recolhidas
juntamente com as demais contribuições devidas por esta no prazo
previsto no art. 80, caso não tenham sido recolhidas, deverá ser feito
o recolhimento em atraso;
II - a responsabilidade pela arrecadação e pelo
recolhimento da contribuição da segurada empregada, era da
empresa, relativamente aos dias trabalhados no início e no término
da licença-maternidade, mediante a aplicação da alíquota
correspondente à remuneração mensal integral da segurada,
respeitado o limite máximo do salário-de-contribuição;
III - quando a remuneração paga pela empresa,
proporcional aos dias trabalhados no mês de início da licença, e o
salário-de-benefício, proporcional aos dias de licença-maternidade
no mês do fim da licença, correspondiam ao limite máximo do
salário-de-contribuição, a responsabilidade pelo desconto, previsto
no inciso II, era da empresa em relação aos dias trabalhados no início
da licença e do INSS em relação aos dias de licença no final.

Sumário

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12 – Licença-Maternidade: INSS x Décimo


Terceiro Salário – MEI e Doméstico

“Você Sabia” ❓ ❓ ❓

Assunto: Licença maternidade INSS x Décimo Terceiro Salário

Sabemos que a Licença maternidade da empregada do MEI


(MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) – Microempreendedor Individual – e
do Empregador Doméstico é pago pelo INSS, correto?

Pois bem. Mas você calcula o INSS correto quando vai fechar o Décimo
Terceiro Salário deles?

➡ Você sabia que é o empregador que recolhe o INSS do Décimo


Terceiro Salário, proporcional recebido pela Previdência Social?

Base Legal: Instrução Normativa RFB nº 971/09:

Art. 95. Parágrafo único. A contribuição social previdenciária da segurada


relativa à parcela do Décimo Terceiro Salário proporcional aos meses de
salário-maternidade, ainda que esse tenha sido pago pelo INSS, no período
referido no § 3º do art. 86, é *descontada* *pela* *empresa* *ou* *pelo*
*empregador* *doméstico* quando do pagamento da 2ª (segunda) parcela

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do Décimo Terceiro Salário, ou na rescisão de contrato de trabalho,


*incidindo* *sobre* *o* *valor* *TOTAL* do Décimo Terceiro Salário
recebido.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Agora vamos para a parte prática, do jeito que gosto para esclarecer:

Admissão: 05/08/2010
Licença Maternidade paga pelo INSS: 01/01/2016 a 29/04/2016 – 4
meses
Décimo Terceiro Salário pago pelo INSS: 4/12 avos
Décimo Terceiro Salário pago pela Empresa: 8/12 avos

Salário: R$ 1.500,00

✔ Vamos calcular o décimo 2ª Parcela + INSS?

Proventos:

- 13º Integral : 8/12 avos = R$ 1.000 (pagos pela empresa)

Descontos:

- 1ª parcela: R$ 500,00

- INSS sobre 13º: R$ 120,00 (1.500 x 8%)

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⚠ Observe que é aqui o X da questão... O INSS é descontado sobre os R$


1.500,00 (Total do Décimo Terceiro Salário) e não somente sobre o
proporcional da empresa que são R$ 1.000,00.

❌ LIQUIDO A RECEBER: R$ 380,00.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Observações: Parte patronal do MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL)


(3%) + Parte patronal do doméstico é feito normalmente sobre o valor total
também (12/12avos) – Décimo Terceiro Salário pago pela Empresa + Décimo
Terceiro Salário pago pelo INSS. (Assim como FGTS também)!

Comentário da Zê

Onde está escrito que é a Previdência Social quem paga o Salário-maternidade


da empregada do MEI? No artigo 86-A da IN RFB 971/09. Leia:

Art. 86-A. O salário-maternidade devido à empregada do


microempreendedor individual (MEI), pago diretamente pela Previdência
Social, na forma do § 3º do art. 72 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, com
redação dada pela Lei nº 12.470, de 31 de agosto de 2011, constitui base de
cálculo da contribuição patronal prevista no § 3º do art. 18-C, da Lei
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, e alterações posteriores.
(Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1453, de 24 de fevereiro de
2014)

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13 – Licença-Maternidade – Situações Especiais

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Licença Maternidade – Situações Especiais

Natimorto: Você sabia que em caso de natimorto (ser vivo que não
nasce com vida) a empregada gestante continua tendo direito a
Licença maternidade de 120 dias no mínimo? O fato gerador é o
PARTO, e a mãe tem direito a licença para sua recuperação. Esse
pagamento é feito por parte do empregador e sendo “abatido “ o valor
na GPS da empresa (exceto Empregado MEI (MICROEMPREENDEDOR
INDIVIDUAL) – Que nesse caso quem paga é a Previdência Social).

Aborto: No caso do aborto espontâneo não criminal, a empregada tem


direito a duas semanas (14 dias) de licença maternidade, pago pela
empresa e compensado na GPS da empresa.

Adoção: No caso de adoção independentemente da idade da criança,


a mãe terá licença de 120 dias, pago diretamente pela Previdência
Social.

Empregada MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) ou Doméstica:


Licença de 120 dias pagos diretamente pela Previdência Social.

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Comentário da Zê

Uma Instrução Normativa que poucos leem é a IN INSS/PRES 77/2015,


que trata das rotinas para agilizar e uniformizar o reconhecimento de direitos
previdenciários no âmbito da Previdência Social. Consta lá, no artigo 340:

Art. 340. O salário-maternidade será devido na forma do


art. 343 desta IN, inclusive nos casos de natimorto, aborto
não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de
adoção, conforme o caso, para os segurados:
I - empregado;
II - trabalhador avulso;
III - empregado doméstico;
IV - contribuinte individual;
V - facultativo;
VI - especial; e

Para ler a IN INSS PRES 77/2015, siga o link:

http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/38/inss-pres/2015/77.htm

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14 – Férias x Atestado Médico

“Você Sabia” ❓ ❓

Você sabia que o Atestado Médico durante o gozo NÃO SUSPENDE as


férias?
E que a Empresa só paga os 15 Primeiros dias depois da data de retorno das
férias? E só a partir daí que é encaminhado para o INSS?

Vamos de Exemplo para entender melhor:

Férias: 11/10 à 30/10


Retorno das férias: 31/10
Atestado: 21/10 – 30 dias

✅ Dentro das férias foram pagas 10 dias do atestado (21/10 a 30/10).

✅ Empregado retornou dia 31/10.

A partir daí como o atestado ainda não terminou os 30 dias, a empresa tem
que pagar os 15 Primeiros dias.

Retorno: 31/10 + 15 Primeiros dias (empresa) = Empregado recebe pela


empresa até dia 14/11.

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✅ A partir do dia 15/11 Empregado é encaminhado para o INSS e recebe por


lá os 5 dias restantes. Totalizando os 30 dias de atestado.

Comentário da Zê

Esta regra também consta na IN INSS PRES 77/2015, no artigo 303. Leia:

Art. 303. A DIB será fixada:

I - no décimo sexto dia do afastamento da atividade para o


segurado empregado, exceto o doméstico;
II - na DII, para os demais segurados, quando requerido até o
trigésimo dia do afastamento da atividade ou da cessação das
contribuições; ou
III - na DER, quando requerido após o trigésimo dia do
afastamento da atividade ou da cessação das contribuições para
todos os segurados.

§ 1º Quando o acidentado empregado não se afastar do


trabalho no dia do acidente, os quinze dias de responsabilidade
da empresa serão contados a partir da data que ocorrer o
afastamento.
§ 2º No caso da DII do segurado ser fixada quando este estiver
em gozo de férias ou licença-prêmio ou qualquer outro tipo de
licença remunerada, o prazo de quinze dias de
responsabilidade da empresa, será contado a partir do dia
seguinte ao término das férias ou da licença.
§ 3º Se o segurado empregado, por motivo de doença, afastar-
se do trabalho durante quinze dias, retornando à atividade no
décimo sexto dia, e se dela voltar a se afastar dentro de sessenta
dias desse retorno, em decorrência da mesma doença, fará jus
ao auxílio doença a partir da data do novo afastamento.

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Você Sabia? – Dicas Práticas de Departamento Pessoal

§ 4º Na hipótese do § 3º deste artigo, se o retorno à atividade


tiver ocorrido antes de quinze dias do afastamento, o segurado
fará jus ao auxílio-doença a partir do dia seguinte ao que
completar os quinze dias de afastamento, somados os períodos
de afastamento intercalados.

DIB = Data de Início do Benefício

DII = Data de Início da Incapacidade

DER = Data de Entrada do Requerimento

Sumário

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15 – Soma de Atestado Médico

“Você Sabia” ❓ ❓

Que os atestados médicos podem ser somados dentro de um prazo de 60


dias e o empregador só paga os 15 Primeiros dias?

Exemplo: Empregado apresentou atestado:

Dia 01/01/2016 – atestado de 9 dias


Dia 18/01/2016 – atestado de 5 dias
Dia 23/02/2016 – atestado de 8 dias

De acordo com o exemplo acima, o empregador tem por obrigação pagar o


Primeiro atestado (9 dias) + o segundo atestado (5 dias) e o terceiro atestado
só precisa pagar (1) dia, totalizando os 15 Primeiros dias pago pela empresa.
Em outras palavras, do dia 24/02/2016 em diante o Empregado irá receber
pela Previdência Social.

Observações:

1- Todos os atestados devem ser informados na GFIP para cruzamento dos


dados. Normalmente muitos profissionais do Departamento Pessoal só
informam na GFIP atestados superiores a 15 dias. Se o Empregado se afastou
apenas 1 dia, o mesmo deve ser informado.

Na GFIP existem esses códigos específicos:

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Afastamento temporário por motivo de acidente do trabalho, por


O3
período igual ou inferior a 15 dias;

Novo afastamento temporário em decorrência da mesma doença,


P2
dentro de 60 dias contados da cessação do afastamento anterior;

Afastamento temporário por motivo de doença, por período igual ou


P3
inferior a 15 dias;

1- Os CID’s não precisam ser iguais. Porém a causa tem que ser da mesma
família (Mesma classe da doença).

2- Os atestados que não consta o CID, podem ser somados também.

Comentário da Zê

O Decreto 3.048/99 é o Regulamento da Previdência Social,


também chamado de RPS. Nele consta a regra, no artigo 75:

Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de


afastamento da atividade por motivo de doença, incumbe à
empresa pagar ao segurado empregado o seu
salário. (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

§ 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio


ou em convênio o exame médico e o abono das faltas
correspondentes aos primeiros quinze dias de afastamento.

§ 2º Quando a incapacidade ultrapassar quinze dias


consecutivos, o segurado será encaminhado à perícia médica do
INSS, que o submeterá à avaliação pericial por profissional
médico integrante de seus quadros ou, na hipótese do art. 75-B,
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de órgãos e entidades públicos que integrem o Sistema Único de


Saúde - SUS, ressalvados os casos em que for admitido o
reconhecimento da incapacidade pela recepção da
documentação médica do segurado, conforme previsto no art.
75-A. (Redação dada pelo Decreto nº 8.691, de 2016)

§ 3º Se concedido novo benefício decorrente da mesma


doença dentro de sessenta dias contados da cessação do
benefício anterior, a empresa fica desobrigada do pagamento
relativo aos quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-
se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se
for o caso.

§ 4o Se o segurado empregado, por motivo de doença,


afastar-se do trabalho durante quinze dias, retornando à
atividade no décimo sexto dia, e se dela voltar a se afastar
dentro de sessenta dias desse retorno, em decorrência da
mesma doença, fará jus ao auxílio doença a partir da data do
novo afastamento. (Redação dada pelo Decreto nº 5.545, de
2005)

§ 5º Na hipótese do § 4º, se o retorno à atividade tiver


ocorrido antes de quinze dias do afastamento, o segurado fará
jus ao auxílio-doença a partir do dia seguinte ao que completar
aquele período. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003)

§ 6º A impossibilidade de atendimento pela Previdência


Social ao segurado antes do término do período de
recuperação indicado pelo médico assistente na documentação
autoriza o retorno do empregado ao trabalho no dia seguinte à
data indicada pelo médico assistente. (Incluído pelo
Decreto nº 8.691, de 2016)

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Para ler todo o RPS:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3048compilado.htm

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16 – DSR x Falta

“Você Sabia” ❓ ❓

Você sabia que quando o Empregado FALTA, ele não perde o DSR (Descanso
Semanal Remunerado) da semana da falta?

Ele perde o DSR da semana POSTERIOR a falta.

✅ Quando começa e termina a semana?

Decreto 27.048/1949 reza:

Artigo 11: § 4º Para os efeitos do pagamento da remuneração,


entende-se como semana o período da segunda-feira a domingo,
anterior à semana em que recair o dia de repouso definido no art. 1º.

✅ Qual DSR descontar?

Lei N° 605/1949 diz:

Art. 6º Não será devida a remuneração [DSR] quando, sem motivo


justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a
semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.

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EXEMPLO:

Falta do Empregado: 06/09/2016 – Terça feira.

1 – Essa data está dentro da semana do dia 05/09/2016 à 11/09/2016


(segunda à domingo).

Ou seja, o feriado do dia 07/09/2016 não será descontado, pois está dentro
da semana da falta e não na semana posterior.

DSR a descontar: Dia 18/09/2016 (Domingo posterior a falta).

E se houvesse feriado dentro dessa semana “ 12/09/2016 à 18/09/2016”


(semana posterior à falta) seria descontado também.

Comentário da Zê

Alguns juristas interpretam o termo “durante toda a semana anterior”


da lei 605/49 como sendo “durante toda a semana anterior ao descanso”, que
normalmente é domingo. Esta não é uma interpretação pacificada.
Recomendamos prudência na aplicação das regras.

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17 – Férias Coletivas

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Férias Coletivas

OBSERVAÇÕES:
Só pode sair se tiver no mínimo 10 dias de gozo

Só pode vender 1/3 mediante acordo com sindicato

A data do início do novo período será a data de início das férias


coletivas.

As empresas devem comunicar ao Ministério do Trabalho e sindicato


com antecedência mínima de 15 dias - Exceto empresas tributadas pelo
Simples Nacional, que só comunica ao sindicato.

Empresas devem comunicar os empregados com antecedência mínima


de 15 dias

O pagamento das férias coletivas são 2 dias antes do período de gozo.

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Não precisa sair a empresa toda de férias coletivas, mas tem que sair o
Setor todo.

***A cada 1/avo adquirido, o Empregado terá direito a 2,5 dias de férias.
Ex: 2/12 avos = 5 dias, 4/12 avos = 10 dias, 12/12 = 30 dias ...

CONTRATADOS HÁ MENOS DE 1 ANO:

Empresa queira conceder 15 dias de férias coletivas:

Empregado tem só 10 dias de direito:


Nesse caso a empresa pagará os 10 dias como férias coletivas + 5 dias (como
licença remunerada na folha)!
O período de férias ficará quitado devendo começar um NOVO período a
partir da data do início das férias.

Empregado tem 20 dias de direito:


Nessa situação conheço empresas que fazem dois procedimentos:

1- Dá os 20 dias de uma vez e encerra o período aquisitivo, começando um


novo período. (Sem a empresa ficar devendo nada). (Certo ✅)

2- Dá os 15 dias de férias, e ficará com um "saldo" de 5 dias em relação às


coletivas, para tirar dentro do mesmo período aquisitivo juntamente com os
10 dias de direito quando vencer o período totalizando 30 dias! Ou seja,
saldo de 15 dias. (Sem alterar o período aquisitivo). (ERRADO )

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Considerações: Apesar de "aparentemente" não ter problemas, em um


processo trabalhista quem faz a opção 2 poderá ser penalizada por não
seguir o que está na CLT que diz que empregados contratados há menos de 1
ano DEVEM alterar o período aquisitivo. Se você fizer a segunda opção, qual
base legal terá para se defender se for necessário?

Empregado tem direito a 15 dias de direito:


Nesse caso irá tirar os 15 dias sem recebimento de licença remunerada e terá
o período aquisitivo alterado a partir da data de gozo.

EMPREGADOS COM MAIS DE 1 ANO:

Empresa queira conceder 15 dias de férias coletivas:

Se o Empregado já tem o período vencido:


Nesse caso pode dar os 30 dias direto ou dar 15 + 15. (Sem alterar o período
aquisitivo).

Se o Empregado não tem o período vencido:


Exemplo - Direito: 10 dias
O período aquisitivo não altera conforme diz artigo 140 da CLT.
Então: O Empregado tira os 10 dias de férias coletivas e fica com saldo de 20
dias até completar o período aquisitivo.
5 dias pagos como licença remunerada (porque até aquela data só tem
direito a 10 dias de gozo).

O período não será alterado.

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Exemplo - Direito: 20 dias


O período aquisitivo não altera conforme diz artigo 140 CLT.

Então: O Empregado tira os 15 dias de férias coletivas e fica com saldo de 5


dias + dias de direito até completar o período aquisitivo.

Ou, tira os 20 dias direto e fica com saldo de 10 dias até completar o período
aquisitivo. Totalizando os 30 dias.
O período não será alterado.

CASO EXCEPCIONAL COM MAIS DE 1 ANO: (MENOR DE 18 E ACIMA DE


50ANOS):
Como vimos, quem tem mais de 1 ano não tem o período aquisitivo alterado.
Porém para empregados menores de 18 anos e maiores de 50 anos não
podem ter férias fracionadas (em 2 períodos).

Se o Empregado não tem o período vencido:

Exemplo: Férias coletivas 15 dias:


1- Se ele tiver direito a 10 dias:
*Empresa paga 15 dias como “licença remunerada”. (Pois mesmo que ele
tenha direito a 10 dias – Ele não pode ter o período alterado e nem pode
fracionar as férias).

Se o Empregado tem o período vencido:


Exemplo: Férias coletivas 15 dias:

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1 - Se ele tiver direito a 30 dias:


Ele tira os 30 diretos ou 20 dias + 10 de abono caso queira. (A Lei diz que não
pode fracionar, porém não diz que não pode vender 1/3 das férias).

Comentário da Zê

As regras sobre as férias coletivas encontram-se na CLT, a partir do


artigo 139, salvo o chamado “Terço Constitucional”, que foi instituído pela
Constituição Federal de 1988.
Salvo melhor condição em CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), a
CLT já prevê o abono pecuniário – trabalhar 1/3 dos dias de férias.
Está previsto também na chamada “Reforma Trabalhista” a ampliação
do gozo de férias em até 03 (três) períodos. Até o momento do fechamento
deste livro a Reforma Trabalhista não havia sido votada e transformada em lei.
No eSocial os empregadores deverão informar os valores das férias, a
data do pagamento, do afastamento e retorno.
Um outro alerta em relação ao eSocial é quanto às férias que são
“emendadas” com afastamento por auxílio doença ou acidente de trabalho em
período superior a 30 (trinta) dias e parto. Neste caso, é necessário que o
empregado compareça obrigatoriamente ao médico do trabalho no primeiro
dia imediato ao término do afastamento, para fazer o Exame Médico de
Retorno, conforme prevê o item 7.4.3.3 da Norma Regulamentadora nº 7.
É uma prática não prevista na legislação as chamadas “férias mistas”,
que muitos empregadores praticam, concedendo uma parte coletiva e uma
parte de forma individual.
Leia, a seguir o artigo 139 da CLT, que trata das férias coletivas.

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DAS FÉRIAS COLETIVAS

Art. 139 - Poderão ser concedidas férias coletivas a todos os


empregados de uma empresa ou de determinados
estabelecimentos ou setores da empresa.

§ 1º - As férias poderão ser gozadas em 2 (dois) períodos


anuais desde que nenhum deles seja inferior a 10 (dez) dias
corridos.

§ 2º - Para os fins previstos neste artigo, o empregador


comunicará ao órgão local do Ministério do Trabalho, com a
antecedência mínima de 15 (quinze) dias, as datas de início e
fim das férias, precisando quais os estabelecimentos ou
setores abrangidos pela medida.

§ 3º - Em igual prazo, o empregador enviará cópia da


aludida comunicação aos sindicatos representativos da
respectiva categoria profissional, e providenciará a afixação de
aviso nos locais de trabalho.

Art. 140 - Os empregados contratados há menos de 12


(doze) meses gozarão, na oportunidade, férias proporcionais,
iniciando-se, então, novo período aquisitivo.

Art. 141 - Quando o número de empregados


contemplados com as férias coletivas for superior a 300
(trezentos), a empresa poderá promover, mediante carimbo,
anotações de que trata o art. 135, § 1º.

§ 1º - O carimbo, cujo modelo será aprovado pelo


Ministério do Trabalho, dispensará a referência ao período
aquisitivo a que correspondem, para cada empregado, as férias
concedidas.

§ 2º - Adotado o procedimento indicado neste artigo,


caberá à empresa fornecer ao empregado cópia visada do
recibo correspondente à quitação mencionada no parágrafo
único do art. 145.
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§ 3º - Quando da cessação do contrato de trabalho, o


empregador anotará na Carteira de Trabalho e Previdência
Social as datas dos períodos aquisitivos correspondentes às
férias coletivas gozadas pelo empregado.

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18 – Incidências: Ajuda de Custo x Diárias x


Adicional de Transferência

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: INCIDÊNCIAS INSS/ FGTS/ IRRF


Ajuda de Custo x Diárias X Adicional de Transferência

Ajuda de custo : Serve para cobrir despesas de deslocamento...


Mudança de local de serviço. (Pago em uma única parcela)... É para
ele chegar até lá e não para se manter. (Não tem incidência se for
para esse fim).

Diária: A diária é para cobrir despesas de viagem para outro


município, cidade... (Alimento, hotel, transporte)... Se exceder 50%
do salário do empregado tem incidência de INSS e FGTS.

Exemplo:

Salário Mensal ................................................................ R$ 3.000,00


50% do salário do empregado corresponde ................. R$ 1.500,00
Valor da Diária de Viagem ............................................... R$ 1.800,00

Nesse caso, terá Incidência total, pois o valor da diária ultrapassou os


50% do salário do Empregado.

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Adicional Transferência: Paga 25% do salário do empregado. Só paga


quando o Empregado muda de casa provisoriamente. Se for mudança
definitiva não tem direito. (Tem incidência INSS, FGTS e IRRF)!

Comentário da Zê

A regra para a tributação previdenciária das Diárias consta no artigo


28 da Lei 8.212/91 – Lei Orgânica da Previdência e também na IN RFB 971/09.

Meu alerta é quanto às diárias constantes em Convenção Coletiva de


Trabalho (CCT). Muitas vezes a CCT reza que tal valor não é tributável. Porém,
uma CCT não tem poder legislativo sobre tributação. Fique atento!

Leia, no capítulo 60 – todas as regras para as tributações de INSS, IRRF


e FGTS, na Tabela de Incidências.

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19 – Entidade Sem Fins Lucrativos

“Você Sabia” ❓ ❓

Que entidades sem fins lucrativos podem obter o certificado de isenção da


cota patronal (INSS)?

No site da Previdência Social, tem a relação de documentos para isso.

✅ Como eu sei se a “empresa” que chegou aqui para eu cadastrar é Isenta


ou não?
Você pode consultar no
link: http://www020.dataprev.gov.br/pls/filantro/filan$.startup
Basta você colocar somente o CNPJ ou o nome. Não precisa preencher tudo
Essa tela irá mostrar se realmente ela é isenta (Tem o certificado de Isenção).

✅ Não basta só ser uma entidade sem fins lucrativos, tem que comprovar
isso através do certificado.

Isenção INSS:

✅ Parte patronal (20%)


✅ RAT/SAT
✅ Terceiros.

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Ou seja, terá somente o INSS descontado do empregado ou autônomo.

Se for isenta, na GFIP terá:

Código FPAS: 639


GPS: 2305
Na GFIP tem um campo que diz: "Perc. isenção Filantropia " que fica na
Aba Movimento / Dados do Movimento.
Nesse campo coloca - 100%

Autônomo:

Um detalhe especial para “entidades sem fins lucrativos”

❌ Se tiver a ISENÇÃO – Será descontado 20% do autônomo - INSS (e não 11%


como de costume)

❌ Se NÃO tiver a ISENÇÃO – Será descontado normalmente 11% do


autônomo – INSS

DARF PIS:

❌ Uma coisa que muita gente confunde é o recolhimento do PIS sobre a


Folha de Pagamento. Tem que fazer sim, mesmo com isenção.
Código: 8301
1% sobre a Folha
Vencimento: dia 25 do mês subsequente

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Observação Final:

Esses procedimentos acima são para empresas que possuem isenção


(certificado) de INSS.
Empresas que NÃO possuem, devem fazer o enquadramento normal na GFIP.

Comentário da Zê

Para cadastrar uma entidade Beneficente de Assistência Social (EBAS)


como ISENTA de Contribuições Previdenciárias, consultE as regras no site da
Receita Federal, no link a seguir:

https://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/isencoes/ise
ncao-de-contribuicoes-sociais

o DETALHAMENTO das regras estão na IN RFB 971/09, a partir do


artigo 227.

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20 – Retorno do Empregado antes da Perícia

“Você Sabia” ❓ ❓

Que se o empregado não conseguir agendamento da perícia do INSS, ele


pode retornar para a empresa, mesmo sem passar na perícia?

Exemplo: Atestado de 25 dias

Dia 01/12/2016 à 25/12/2016.

✅ Empresa pagou os 15 Primeiros dias: 01/12/2016 à 15/12/2016 (15 dias)

✅ Previdência Social (INSS) paga: 16/12/2016 à 25/12/2016 (10 dias)

*Digamos que o no dia 25/12/2016 (data do término do atestado), o


empregado esteja apto, ele pode retornar para a empresa dia 26/12/2016
conforme explica Lei abaixo:

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Segundo Decreto 3048/99:

Art 75 diz:

§ 6º A impossibilidade de atendimento pela Previdência Social ao


segurado antes do término do período de recuperação indicado pelo
médico assistente na documentação autoriza o retorno do empregado
ao trabalho no dia seguinte à data indicada pelo médico assistente.”
(NR)

Observação:

✅ Mesmo que o Empregado retorne para a empresa, a perícia continua


agendada. Pois ele precisa passar na perícia para receber os dias que a
empresa não teve obrigação de pagar (No nosso exemplo: receber os 10 dias
do dia 16/12/2016 à 25/12/2016).

✅ A empresa pode pedir um laudo para o médico, autorizando o Empregado


a retornar.

Comentário da Zê

Em caso de afastamento por período igual ou superior a 30 dias – em caso de


afastamento por doença, acidente ou parto - não esqueça de enviar o
empregado para fazer o EXAME MÉDICO DE RETORNO no primeiro dia
imediatamente ao retorno. Esta regra consta na NR-7 (Norma
Regulamentadora do Ministério do Trabalho), no item 7.4.3.3. Leia:

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7.4.3.3. No exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser


realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de
trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias
por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não,
ou parto. (107.023-1 / I1)

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21 – Domingo Indenizado

“Você Sabia” ❓ ❓

Que em caso de Aviso Prévio Trabalhado terminado em uma Sexta-Feira (se


o sábado for compensado) ou no próprio sábado, o empregado tem que
receber um DSR denominado como "DOMINGO INDENIZADO"?!

Claro, que se ele cumprir integralmente a carga horária de trabalho semanal.

Esse "domingo indenizado" não tem incidência de FGTS.

Exemplo:

✅ Empregado estava cumprindo aviso prévio, e o término vai ser dia 29/04 -
sexta-feira. Se ele cumpriu a jornada dele normalmente, ele terá que receber
o "Domingo" na Rescisão.

Essa instrução consta lá no Artigo 27 – Instrução Normativa SRT 03/2002 que


diz:

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Art. 27. Nos contratos por prazo indeterminado, desde que


integralmente cumprida a carga horária de trabalho semanal, é
devido o descanso semanal remunerado na rescisão do contrato de
trabalho quando:

I - o descanso for aos domingos, e o prazo do aviso prévio terminar


no sábado, ou na sexta-feira, se o sábado for compensado; e

II - existir escala de revezamento, e o prazo do aviso prévio se


encerrar no dia anterior ao descanso previsto.

Parágrafo único. No TRCT, esses pagamentos serão consignados


como “domingo indenizado” ou “descanso indenizado” e os
respectivos valores não integram a base de cálculo do FGTS.

Comentário da Zê

A IN SRT 03/2002 REVOGADA pela IN SRT 15/2010, que não trouxe o


mesmo texto e não faz citação quanto ao “domingo indenizado”.

Entretanto, a lei 605/49 – que trata do Descanso Semanal


Remunerado, reza a obrigatoriedade de remunerar, ao empregado que
laborou durante toda a semana.

Isto posto, recomendo que se PAGUE o “domingo indenizado”, na


situação citada nesta dica.

Consulte sempre também a Convenção Coletiva de Trabalho, que pode


trazer regras sobre o tema.

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É muito importante observar TODAS AS REGRAS para a Homologação da


Rescisão Contratual, que constam na IN SRT 15/2010. Leia a seguir:

INSTRUÇÃO NORMATIVA SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO


TRABALHO - SRT Nº 15 DE 14.07.2010

D.O.U.: 15.07.2010

Estabelece procedimentos para assistência e homologação na


rescisão de contrato de trabalho.

A SECRETÁRIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO DO MINISTÉRIO DO


TRABALHO E EMPREGO, no uso da atribuição que lhe confere o art.
5o, inciso IX, do Regimento Interno da Secretaria de Relações do
Trabalho, aprovado pela Portaria Ministerial nº 483, de 15 de
setembro de 2004, e tendo em vista o disposto nas Portarias nº 1.620
e nº 1.621, de 14 de julho de 2010, resolve:

Capítulo I

Seção I

Disposições preliminares

Art. 1º A assistência na rescisão de contrato de trabalho, prevista no


§ 1º do art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada
pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, obedecerá ao
disposto nesta Instrução Normativa.

Art. 2º Na assistência à rescisão do contrato de trabalho, o Sistema


Homolognet, instituído pela Portaria nº 1.620, de 14 de julho de
2010, será utilizado gradualmente, conforme sua implantação nas
Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego, Gerências
Regionais do Trabalho e Emprego e Agências Regionais.

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§ 1º Nas rescisões contratuais em que não for adotado o


Homolognet, será utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de
Trabalho - TRCT previsto no Anexo I da Portaria nº 1.621, de 14 de
julho de 2010.

§ 2º Quando for adotado o Homolognet, serão utilizados os seguintes


documentos:

I - Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho, previsto no Anexo II


da Portaria nº 1.621, de 2010;

II - Termo de Homologação sem ressalvas, previsto no Anexo III da


Portaria nº 1.621, de 2010;

III - Termo de Homologação com ressalvas, previsto no Anexo IV da


Portaria nº 1.621, de 2010;

IV - Termo de Comparecimento de uma das partes;

V - Termo de Comparecimento de ambas as partes, sem


homologação da rescisão em face de discordância quanto aos valores
constantes no TRCT; e

VI - Termo de Compromisso de Retificação do TRCT.

Art. 3º O empregador, ao utilizar o Homolognet, deverá acessar o


Sistema por meio do portal do MTE na internet: www.mte.gov.br,
cadastrar-se previamente e:

I - incluir os dados relativos ao contrato de trabalho e demais dados


solicitados pelo Sistema;

II - informar-se com o órgão local do MTE, para verificar a


necessidade de agendamento da homologação; e

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III - dirigir-se ao órgão local do MTE, munido dos documentos


previstos no art. 22 desta Instrução Normativa.

Seção II

Disposições gerais

Art. 4º A assistência na rescisão de contrato de trabalho tem por


objetivo orientar e esclarecer empregado e empregador acerca do
cumprimento da lei, bem como zelar pelo efetivo pagamento das
parcelas rescisórias, e é devida:

I - nos contratos de trabalho firmados há mais de um ano;

II - quando o cômputo do aviso prévio indenizado resultar em mais de


um ano de serviço; e

III - na hipótese de aposentadoria em que ocorra rescisão de contrato


de trabalho que se enquadre nos incs. I e II deste artigo.

Parágrafo único. Conta-se o prazo de um ano e um dia de trabalho


pelo calendário comum, incluindo-se o dia em que se iniciou a
prestação do trabalho.

Art. 5º Não é devida a assistência na rescisão de contrato de trabalho


em que são partes a União, os estados, os municípios, suas
autarquias e fundações de direito público, e empregador doméstico,
ainda que optante do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.

Capítulo II

Seção I

Da competência

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Art. 6º São competentes para prestar a assistência na rescisão do


contrato de trabalho:

I - o sindicato profissional da categoria do local onde o empregado


laborou ou a federação que represente categoria inorganizada;

II - o servidor público em exercício no órgão local do MTE, capacitado


e cadastrado como assistente no Homolognet; e

III - na ausência dos órgãos citados nos incs. I e II deste artigo na


localidade, o representante do Ministério Público ou o Defensor
Público e, na falta ou impedimentos destes, o Juiz de Paz.

Art. 7º Em função da proximidade territorial, poderão ser prestadas


assistências em circunscrição diversa do local da prestação dos
serviços ou da celebração do contrato de trabalho, desde que
autorizadas por ato conjunto dos respectivos Superintendentes
Regionais do Trabalho e Emprego.

Seção II

Dos procedimentos

Art. 8º Diante das partes, cabe ao assistente:

I - inquirir o empregado e confirmar a veracidade dos dados contidos


no TRCT; e

II - verificar a existência de dados não lançados no TRCT, observados


os prazos previstos no inc. XXIX do art. 7º da Constituição Federal.

Parágrafo único. O assistente deverá esclarecer às partes que:

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I - a homologação de rescisão por justa causa não implica a


concordância do empregado com os motivos ensejadores da
dispensa; e

II - a quitação do empregado refere-se somente ao exato valor de


cada verba especificada no TRCT.

Art. 9º São itens de verificação obrigatória pelo assistente:

I - a regularidade da representação das partes;

II - a existência de causas impeditivas à rescisão;

III - a observância dos prazos legais ou, em hipóteses mais favoráveis,


dos prazos previstos em convenção ou acordo coletivo de trabalho ou
sentença normativa;

IV - a regularidade dos documentos apresentados;

V - a correção das informações prestadas pelo empregador;

VI - o efetivo pagamento das verbas devidas;

VII - o efetivo recolhimento dos valores a título de FGTS e de


Contribuição Social, prevista no art. 1º, da Lei Complementar nº 110,
de 29 de junho de 2001, devidos na vigência do contrato de trabalho;

VIII - o efetivo pagamento, na rescisão sem justa causa, da


indenização do FGTS, na alíquota de 40% (quarenta por cento), e da
Contribuição Social, na alíquota de 10% (dez por cento), incidentes
sobre o montante de todos os depósitos de FGTS devidos na vigência
do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos
dos respectivos juros remuneratórios, não se deduzindo, para o
cálculo, saques ocorridos; e

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IX - indícios de qualquer tipo de fraude, especialmente a rescisão


contratual que vise somente ao saque de FGTS e à habilitação ao
Seguro-Desemprego.

Art. 10. No caso de incorreção ou omissão de parcela devida, o


assistente deve solucionar a falta ou a controvérsia, por meio de
orientação e esclarecimento às partes.

§ 1º Quando a incorreção relacionar-se a dados do contrato de


trabalho ou do empregado, tais como tipo do contrato de trabalho,
categoria profissional, causa de afastamento, data de admissão e
afastamento, percentual de pensão alimentícia a ser retida na
rescisão, data do aviso-prévio, dentre outros, o TRCT deverá ser
retificado pelo empregador, devendo o assistente lavrar o Termo de
Compromisso de Retificação do TRCT.

§2º Havendo incorreções não sanadas, o assistente deve comunicar


o fato ao setor de fiscalização do trabalho do órgão para as devidas
providências.

§ 3º Desde que haja concordância do empregado, a incorreção de


parcelas ou valores lançados no TRCT não impede a homologação da
rescisão, devendo o assistente consignar as devidas ressalvas no
Homolognet.

Art. 11. Na correção dos dados ou na hipótese do § 3º do art. 10 desta


Instrução Normativa, será impresso o Termo de Homologação
gerado pelo Homolognet, que deverá ser assinado pelas partes ou
seus prepostos e pelo assistente.

Parágrafo único. Devem constar das ressalvas:

I - parcelas e complementos não pagos e não constantes do TRCT;

II - matéria não solucionada, nos termos desta Instrução Normativa;


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III - a expressa concordância do empregado em formalizar a


homologação e

IV - quaisquer fatos relevantes para assegurar direitos e prevenir


responsabilidades do assistente.

Seção III

Dos impedimentos

Art. 12. São circunstâncias impeditivas da homologação:

I - nas rescisões de contrato de trabalho por iniciativa do


empregador, quando houver estabilidade do empregado decorrente
de:

a) gravidez da empregada, desde a sua confirmação até cinco meses


após o parto;

b) candidatura para o cargo de direção de Comissões Internas de


Prevenção de Acidentes - CIPA, desde o registro da candidatura e, se
eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato;

c) candidatura do empregado sindicalizado a cargo de direção ou


representação sindical, desde o registro da candidatura e, se eleito,
ainda que suplente, até um ano após o final do mandato;

d) garantia de emprego dos representantes dos empregados,


titulares ou suplentes, em Comissão de Conciliação Prévia - CCP,
instituída no âmbito da empresa, até um ano após o final do
mandato; e

e) demais garantias de emprego decorrentes de lei, convenção ou


acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;

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II - suspensão contratual, exceto na hipótese prevista no § 5º do art.


476-A da CLT;

III - irregularidade da representação das partes;

IV - insuficiência de documentos ou incorreção não sanável;

V - falta de comprovação do pagamento das verbas devidas;

VI - atestado de saúde ocupacional - ASO com declaração de


inaptidão; e

VII - a constatação de fraude, nos termos do inciso IX do art. 9º desta


Instrução Normativa.

Seção IV

Das partes

Art. 13. É obrigatória a presença de empregado e empregador para


que seja prestada a assistência à rescisão contratual.

§ 1º Tratando-se de empregado com idade inferior a dezoito anos,


será obrigatória a presença e a assinatura de seu representante legal
no Termo de Homologação, exceto para os emancipados nos termos
da lei civil.

§ 2º O empregador poderá ser representado por procurador


legalmente habilitado ou preposto designado por carta de
preposição em que conste referência à rescisão a ser homologada e
os poderes para assinatura dos documentos na presença do
assistente.

§ 3º O empregado poderá ser representado, excepcionalmente, por


procurador legalmente constituído em procuração com poderes
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expressos para receber e dar quitação e com firma reconhecida em


cartório.

Art. 14. No caso de morte do empregado, a assistência na rescisão


contratual será prestada aos beneficiários habilitados perante o
órgão previdenciário, reconhecidos judicialmente ou previstos em
escritura pública lavrada nos termos do art. 982 do Código de
Processo Civil, desde que dela constem os dados necessários à
identificação do beneficiário e à comprovação do direito, conforme o
art. 21 da Resolução nº 35, de 24 de abril de 2007, do Conselho
Nacional de Justiça, e o art. 2º do Decreto nº 85.845, de 26 de março
de 1981.

Seção V

Do aviso prévio

Art. 15. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado,


salvo se houver comprovação de que ele obteve novo emprego.

Art. 16. O período referente ao aviso prévio, inclusive quando


indenizado, integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais.

Art. 17. Quando o aviso prévio for indenizado, a data da saída a ser
anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS deve ser:

I - na página relativa ao Contrato de Trabalho, a do último dia da


data projetada para o aviso prévio indenizado; e

II - na página relativa às Anotações Gerais, a data do último dia


efetivamente trabalhado.

Parágrafo único. No TRCT, a data de afastamento a ser consignada


será a do último dia efetivamente trabalhado.

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Art. 18. Caso o empregador não permita que o empregado


permaneça em atividade no local de trabalho durante o aviso prévio,
na rescisão deverão ser obedecidas as mesmas regras do aviso prévio
indenizado.

Art. 19. É inválida a comunicação do aviso prévio na fluência de


garantia de emprego e de férias.

Subseção I

Da contagem dos prazos do aviso prévio

Art. 20. O prazo de trinta dias correspondente ao aviso prévio conta-


se a partir do dia seguinte ao da comunicação, que deverá ser
formalizada por escrito.

Parágrafo único. No aviso prévio indenizado, quando o prazo previsto


no art. 477, § 6o, alínea "b" da CLT recair em dia não útil, o
pagamento poderá ser feito no próximo dia útil.

Art. 21. Quando o aviso prévio for cumprido parcialmente, o prazo


para pagamento das verbas rescisórias ao empregado será de dez
dias contados a partir da dispensa de cumprimento do aviso prévio,
salvo se o termo final do aviso ocorrer primeiramente.

Seção VI

Dos documentos

Art. 22. Para a assistência, é obrigatória a apresentação dos


seguintes documentos:

I - Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho - TRCT, em quatro vias;

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II - Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, com as anotações


atualizadas;

III - Livro ou Ficha de Registro de Empregados;

IV - notificação de demissão, comprovante de aviso prévio ou pedido


de demissão;

V - extrato para fins rescisórios da conta vinculada do empregado no


FGTS, devidamente atualizado, e guias de recolhimento das
competências indicadas como não localizadas na conta vinculada;

VI - guia de recolhimento rescisório do FGTS e da Contribuição Social,


nas hipóteses do art. 18 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, e do
art. 1º da Lei Complementar nº 110, de 29 de junho de 2001;

VII - Comunicação da Dispensa - CD e Requerimento do Seguro


Desemprego, nas rescisões sem justa causa;

VIII - Atestado de Saúde Ocupacional Demissional, ou Periódico,


durante o prazo de validade, atendidas as formalidades especificadas
na Norma Regulamentadora - NR 7, aprovada pela Portaria nº 3.214,
de 8 de junho de 1978, e alterações posteriores;

IX - documento que comprove a legitimidade do representante da


empresa;

X - carta de preposto e instrumentos de mandato que, nos casos


previstos nos §§ 2º e 3º do art. 13 e no art. 14 desta Instrução
Normativa, serão arquivados no órgão local do MTE que efetuou a
assistência juntamente com cópia do Termo de Homologação;

XI - prova bancária de quitação quando o pagamento for efetuado


antes da assistência;

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XII - o número de registro ou cópia do instrumento coletivo de


trabalho aplicável; e

XIII - outros documentos necessários para dirimir dúvidas referentes


à rescisão ou ao contrato de trabalho.

Seção VII

Do pagamento

Art. 23. O pagamento das verbas rescisórias constantes do TRCT será


efetuado em dinheiro ou em cheque administrativo, no ato da
assistência.

§ 1º O pagamento poderá ser feito, dentro dos prazos estabelecidos


no § 6º do art. 477 da CLT, por meio de ordem bancária de
pagamento, ordem bancária de crédito, transferência eletrônica ou
depósito bancário em conta corrente ou poupança do empregado,
facultada a utilização da conta não movimentável - conta salário,
prevista na Resolução nº 3.402, de 6 de setembro de 2006, do Banco
Central do Brasil.

§ 2º Para fins do disposto no § 1º deste artigo:

I - o estabelecimento bancário deverá se situar na mesma cidade do


local de trabalho; e

II - o empregador deve comprovar que nos prazos legais ou previstos


em convenção ou acordo coletivo de trabalho o empregado foi
informado e teve acesso aos valores devidos.

§ 3º O pagamento das verbas rescisórias será efetuado somente em


dinheiro na assistência à rescisão contratual de empregado não
alfabetizado, ou na realizada pelos Grupos Especiais de Fiscalização
Móvel, instituídos pela Portaria MTE nº 265, de 6 de junho de 2002.
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Capítulo III

Seção I

Disposições finais e transitórias

Art. 24. Não comparecendo uma das partes, ou na falta de


homologação da rescisão em face de discordância quanto aos
valores, o assistente emitirá os Termos de Comparecimento gerados
pelo Homolognet.

Art. 25. Havendo homologação do TRCT, os Termos de Homologação


serão assinados pelas partes e pelo assistente e, juntamente com as
vias do TRCT, terão a seguinte destinação:

I - três vias para o empregado;

II - uma via para o empregador.

Art. 26. A assistência prestada nas homologações de rescisões de


contrato sem utilização do Homolognet obedecerá, no que couber,
ao disposto nesta Instrução Normativa, devendo ser observado:

I - o servidor público em exercício no órgão local do MTE, mediante


ato próprio do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego,
ficará autorizado a prestar assistência na rescisão do contrato de
trabalho;

II - em caso de incorreção de parcelas ou valores lançados no TRCT, o


assistente deverá consignar as devidas ressalvas no verso;

III - é obrigatória a apresentação do demonstrativo de parcelas


variáveis consideradas para fins de cálculo dos valores devidos na
rescisão contratual e de cópia do instrumento coletivo aplicável;

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IV - o assistente deverá conferir manualmente os valores das verbas


rescisórias.

Art. 27. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua


publicação.

Art. 28. Fica revogada a Instrução Normativa nº 3, de 21 de junho de


2002.

ZILMARA DAVID DE ALENCAR

Sumário

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22 – Férias Pagas em Atraso

“Você Sabia” ❓ ❓

Que se atrasar o pagamento das férias do Empregado, o mesmo tem direito


a receber as férias em dobro?

SÚMULA Nº 450 do TST

FÉRIAS. GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. PAGAMENTO FORA DO PRAZO.


DOBRA DEVIDA. ARTS. 137 E 145 DA CLT (conversão da Orientação
Jurisprudencial nº 386 da SBDI-1)

É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído


o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda
que gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o
prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal.

Comentário da Zê

No eSocial será necessário informar a data do pagamento das férias.


Fique atento e avise aos empregadores sobre essa prática irregular!

Sumário

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23 – Pensão Alimentícia e IRRF

Você Sabia? ❓ ❓ ,
Que para calcular a Pensão Alimentícia usamos o valor do IRRF e para
calcular o IRRF usamos o valor da Pensão?

Isso você sabia. Mas como eu faço para achar um valor se eu não tenho o
outro e vice-versa? Hahaha

Aí é que entra o famoso: “looping”.

Então abaixo vou mostrar a FÓRMULA para o cálculo da Pensão, colocando


exemplo com valores para ficar melhor a compreensão; E na FOTO vai estar o
modelo de como entender a fórmula. Basta você dar zoom na foto e
entender a legenda.

⚫ LEGENDA:
P = Pensão a ser pagar
RB = Rendimento Bruto
CP = INSS
T= % da faixa base de cálculo a que pertence o RB
D = Dedução Dependentes

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PD = Parcela a Deduzir
N = Percentagem da Pensão

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

FÓRMULA:
P = {RB – CP – [ (T/100) x (RB – CP – D – P) ] + PD} x (N/100)
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Dados para o cálculo da FOTO:

Rendimento Bruto: R$ 2.769,70


INSS: R$ 304,67
Percentual da Pensão: 22%
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

⚠ Depois que você efetuou o cálculo da foto, podemos tirar a “prova


real” conferindo para você entender como um cálculo depende do outro:

✅ CHECANDO CÁLCULO DO IRRF:

Rendimento Bruto: R$ 2.769,70


(-) INSS: R$ 304,67
(-) Pensão Alimentícia: R$ 541,99
(-) Dependentes: R$ 0,00

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Base de Cálculo de IR: R$ 1.923,04


7,5% x R$ 1.923,04 = R$ 144,23
(-) Parcela a deduzir: R$ 142,80
VALOR DO IRRF: R$ 1,43
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖
✅ CHECANDO CÁLCULO DA PENSÃO:
Rendimento Bruto: R$ 2.769,70
(-) INSS: R$ 304,67
(-) IRRF: R$ 1,43
Líquido: R$ 2.463,60
22 % Pensão = R$ 541,99
PENSÃO A PAGAR: R$ 541,99
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

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Comentário da Zê

Costumo brincar indicando “não faça isso em casa”, já que esse cálculo
é um pouco mais complexo. Deixe que o seu sistema faça para você!

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24 – CAGED – Qual o valor da Multa?

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Multa CAGED

* Omissão ou atraso da declaração sujeita o estabelecimento a multa


automática.

MULTA ESPONTÂNEA:

DARF:

Campo 04 (código da Receita): 2877

Abaixo do campo 01: “Multa Automática Lei Nº 4923/65”;

No campo 05 (Número de Referência): “3800165790300843-7”

A multa é calculada de acordo com o tempo de atraso e a quantidade de


empregados omitidos.

Para encontrar o período de atraso, iniciar a contagem a partir da data


máxima permitida para a postagem das informações, ou seja, o dia 07 do mês
subsequente à movimentação não declarada.

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Período de Atraso Valor por Empregado (R$)

até 30 dias R$ 4,47

de 31 a 60 dias R$ 6,70

acima de 60 dias R$ 13,40

Procure efetuar o pagamento da multa por meio do DARF no mesmo dia da


postagem ou entrega das informações.

Uma via do DARF deverá ser arquivada com a 2ª via do CAGED


(relatórios/extratos/disquetes), para comprovação junto à fiscalização do
Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Comentário da Zê

CAGED significa “Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos” e


deve ser enviado ao Ministério do Trabalho até o dia 07 do mês seguinte à
ocorrência das admissões e desligamentos.

Para o empregado que está recebendo seguro desemprego, deve


ser enviado no mesmo dia da admissão.
Para entrar no Portal CAGED e saber mais CLIQUE AQUI.

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25 – CAGED: Como recuperar o Recibo mesmo


não tendo o número do envio?

“Você Sabia” ❓ ❓

Que você consegue recuperar o Recibo do CAGED mesmo não tendo o


número de envio?

➡ Entra no site do Ministério do Trabalho – CAGED


(https://CAGED.maisemprego.Ministério do
Trabalho.gov.br/portalCAGED/paginas/home/home.xhtml)

➡ Recibo CAGED
Digita o CNPJ do autorizado (É o CNPJ da empresa responsável pelo envio do
CAGED) e o mês que deseja.

➡ Clica em RECUPERAR

➡ Coloca os dados do autorizado (os mesmos dados que você usa quando
preenche o CPF, e-mail, nome – responsável pelo envio) e pronto, irá sair o
recibo.

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Observação: Essa opção de recuperar só aparece quando for preencher os


dados do autorizado. Se você selecionar “Estabelecimento” não irá conseguir.

Comentário da Zê

Dica bem prática, para recuperação do Recibo e serve bastante para


escritórios contábeis que recebem algum novo cliente que estava sendo
atendido por outro escritório contábil e não recebeu os documentos. Segue a
tela que aparece para a recuperação:

Sumário

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26 – CAGED: Como fazer o acerto?

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Acerto CAGED

Para fazer acerto no CAGED (Enviar em atraso, retificar algo) você fará o
seguinte:

➡ Baixe o programa ACI no site do Ministério do Trabalho

➡ Opção "Arquivo, Abrir" e selecione o arquivo gerado no seu sistema


referente ao mês que você esqueceu de enviar ou queira retificar.

Preencha as informações (Nome do responsável, CPF e-mail) e salva clicando


no disquete verde.

➡ Opção "Arquivo, Converter para acerto" e ache esse último arquivo q


você salvou no item acima ☝ e importa.

➡ Quando importar vai pedir para você selecionar o mês e ano (Nesse caso
não é o mês que você quer do CAGED e sim o mês que está VIGENTE no site).

Exemplo: Você quer enviar um CAGED de 01/2015 em (10/12/2015). Então


nessa opção você vai colocar o mês 12/2015 e salvar.

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➡ Entra no site do Ministério do Trabalho e envia esse último arquivo que


você salvou.

Observação: Eu recomendo o ACI apenas para enviar o CAGED em acerto. Se


for enviar competência normal, basta acessar o site direto e enviar por lá.
Bem rápido e prático.

Comentário da Zê

Faça Download do Manual do CAGED e aprenda um pouco mais:

> CLIQUE AQUI <

Para fazer download do Programa que emite o CAGED (ACI):

> CLIQUE AQUI <

Sumário

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27 – CAGED – Como fazer a Exclusão


(Competência ou empregado)

“Você Sabia” ❓ ❓

Como fazer a Exclusão CAGED (Competência ou Empregado)?

Enviado indevidamente, colocou o PIS incorreto....

Entra no ACI e importa o arquivo do seu sistema q você usou quando


enviou o CAGED.

Entra em arquivo, abrir e importa e preenche os dados que estiverem


faltando (e-mail, telefone, CPF). Depois clica no disquete verde e salva.

Depois vai em arquivo, converter para acerto e acha esse arquivo q você
acabou de salvar. (Nesse campo coloca mês vigente do site).

Exemplo: Você quer excluir um CAGED de 01/2015 em (10/12/2015). Então


nessa opção você vai colocar o mês 12/2015 e salvar.

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Aí você vai na aba ACERTOS, na lupa e procura a empresa. Depois, na aba


ao lado, "Listar Acertos"

Exclui os empregados que você não precisa mexer, só deixa o Empregado que
você mandou errado.

Clica duas vezes nesse Empregado, e coloca na opção "Exclusão de


Registro", clica em salvar e depois no disquete verde.

Agora é só entrar no site do Ministério do Trabalho e enviar.

Comentário da Zê

Para entrar no Portal do CAGED, clique aqui!

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28 – GFIP: Folha Complementar de Aumento


após a data-base

Você sabia? ❓ ❓
Que quando o reajuste salarial sai após a data base do sindicato, devemos
fazer a GFIP Complementar?

Muitas pessoas pagam a diferença na Folha de Pagamento que saiu o


reajuste. Mas está errado! Devemos fazer separado.

Exemplo:

Data Base: Agosto/2016


Data que saiu o Reajuste: Setembro/2016

☑ Dicas a seguir:

– Seu sistema de Folha estará preparado para calcular a folha


complementar.

A folha complementar seria a diferença:

Folha atual reajustado – Folha paga sem reajuste.

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Exemplo:

Folha Agosto: (Sem reajuste)

Salário - R$ 1.000,00
INSS – R$ 80,00
FGTS – R$ 80,00

Folha Agosto: (Com reajuste – 8%)

Salário - R$ 1.080,00
INSS – R$ 86,40
FGTS – R$ 86,40

Folha Agosto: (Folha Complementar)

Salário - R$ 80,00 (Diferença)


INSS – R$ 6,40 (Diferença)
FGTS – R$ 6,40 (Diferença)

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Qual a importância de você ter em mãos os valores da folha complementar?

É que já sairá o valor total a pagar complementar de GPS / FGTS. Lembrando


que essas diferenças refletem também no RAT/ FAP / CPP/TERCEIROS.

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Exemplo:

RAT: 3% FAP: 1% CPP: 20% TERCEIROS: 5,8%

GPS Agosto: (Sem reajuste)

RAT / FAP - R$ 1.000,00 X 3% = 30,00


CPP – R$ 1.000,00 X 20% = 200,00
TERCEIROS: R$ 1.000,00 X 5,8% = 58,00

Total GPS paga:

R$ 80,00 (Empregado) + 30,00 (RAT/FAP) + 200,00 (CPP) + 58,00 (Terceiros)


= R$ 368,00
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

GPS Agosto: (Com reajuste: 8%)

RAT/FAP: R$ 1.080,00 X 3% = 32,40


CPP: R$ 1.080,00 X 20% = 216,00
TERCEIROS: R$ 1.080,00 X 5,8% = 62,64

Total GPS que deveria ter sido paga:

R$ 86,40 (Empregado) + R$ 32,40 (RAT/FAP) + R$ 216,00 (CPP) + 62,64


(Terceiros)
= R$ 397,44

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

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GPS Agosto: (Folha Complementar)

RAT / FAP - R$ 80,00 X 3% = 2,40


CPP – R$ 80,00 X 20% = 16,00
TERCEIROS: R$ 80,00 X 5,8% = 4,64

Total GPS Complementar:

R$ 6,40 (Empregado) + R$ 2,40 (RAT/FAP) + R$ 16,00 (CPP) + R$ 4,64


(Terceiros)
= R$ 29,44

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Agora vamos para a parte da GFIP:

Competência da GFIP :
Mês e ano que SAIU o Acordo / Dissidio / Convenção Coletiva
Não é o mês da data base.

Código da GFIP :
650

Número do Processo (Na aba Informações Complementares):


Colocar o número do registro da Convenção Coletiva. Nesse caso, se a cct
não foi registrada a tempo, você pode criar um número de controle.

Exemplo: 12345678901 (Com 11 dígitos).

Ano (Na aba Informações Complementares):


Ano da Convenção Coletiva: Exemplo: 2016
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Vara (Na aba Informações Complementares):


Número da Vara – Conforme explicação abaixo

Período Início e Fim (Na aba Informações Complementares):

Mês e ano da GFIP. Exemplo: 04/2016 a 04/2016


Nesse caso, se for na mesma GFIP 3 meses de atraso, pode colocar:
04/2016 a 06/2016

Código GPS:
2950

Característica do Recolhimento: (Essa opção vai aparecer quando for


Executar)
Número da Característica – Conforme explicação abaixo

Acordo Coletivo: Quando o reajuste é celebrado entre a EMPRESA e


o SINDICATO
Vara: 05
Característica do Recolhimento: 05

Convenção Coletiva: Quando o reajuste é celebrado com sindicato


Patronal e sindicato dos Empregados (maioria dos casos)
Vara: 07
Característica do Recolhimento: 07

Dissídio Coletivo: Quando o reajuste é celebrado em Juízo! Ou seja,


os sindicatos não entraram em acordo e encaminharam para o juiz!
Vara: Número da Vara Trabalhista
Característica do Recolhimento: 06
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Você vai fazer o processo normal de simular (para conferir os encargos –


nesse caso somente da folha complementar), executar e enviar.

OBSERVAÇÕES:
- Se houver Rescisões, tem que calcular antes de fechar a Folha, para poder
puxar as bases para a GFIP. Empregados desligados na Folha complementar,
deverá estar com código de desligamento V3.

- Data de Vencimento da GPS: (Sem juros/ multa) = Até dia 20 do mês


posterior ao que saiu o dissídio

- Data de Vencimento do FGTS: (Sem juros/ multa) = Até dia 7 do mês


posterior ao que saiu o dissídio

Comentário da Zê

A previsão legal para o preenchimento da GFIP das diferenças de


salário oriundas de Acordo ou Dissídio coletivo ou Convenção Coletiva que
retroagem à data-base está na Instrução Normativa 971/09 da RFB em seu
artigo 108.
Na IN RFB 971/09 pode-se ler a obrigatoriedade de que seja feita uma
folha de pagamento complementar separada da folha de pagamento mensal,
onde serão incluídas as diferenças salariais mensais, com a contribuição
previdenciária dos empregados sendo calculada mês a mês, observados o teto
máximo do salário de contribuição da época e a tabela com suas alíquotas
progressivas.

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Ainda na mesma Instrução Normativa observa-se que não haverá


pagamento de juros ou multas e que a contribuição deverá ser recolhida até o
dia 20 do mês seguinte ao da decisão do acordo, dissídio ou convenção.

Sumário

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29 – GFIP: Erro 300550 - Gambiarra para


recolher o valor correto do INSS

Você sabia? ❓ ❓
Que o erro da GFIP a seguir, tem duas "gambiarras" para recolher o valor
certo do INSS?

"ERRO 300550 - Base de Cálculo 13º Salário Previdência Social - Referente à


competência do movimento não deve ser informada quando houver
afastamento definitivo com menos de 15 dias trabalhados no ano."

PRIMEIRA GAMBIARRA: (Aba movimento na GFIP)

➖ SE AS ALÍQUOTAS DO INSS (VERBAS + DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO) FOREM


IGUAIS!

✅ Somar o campo "Remuneração sem 13 + Remuneração 13 (Incluindo o


indenizado). Colocar o resultado apenas no Primeiro campo. (Remuneração
sem 13) e deixar em branco o campo ao lado (Remuneração com 13).

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

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SEGUNDA GAMBIARRA:

➖ SE AS ALÍQUOTAS DO INSS (VERBAS + DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO) FOREM


DIFERENTES!

✅ Ir na aba do cadastro do Empregado e alterar a ocorrência para 05


(GFIP)
Depois na aba movimento você digita assim:

No campo Remuneração SEM 13: Somar o campo "Remuneração sem 13 +


Remuneração 13 (Incluindo o Indenizado) e colocar o valor.

No campo Remuneração COM 13: Deixa em branco

No campo "Valor descontado do Segurado" = Total/Soma do valor


descontado do INSS na Rescisão (INSS verbas + INSS 13).

E o resto deixa tudo zerado. Depois simule, que irá bater!

Comentário da Zê

O importante é fazer o recolhimento correto, já que o programa SEFIP


não está atualizado. Lembro que a GFIP será extinta. Algumas informações
passarão a ser prestadas no eSocial, outras na EFD-REINF e a compensação irá
para a PERD/COMP, que será adaptada. Estude eSocial!

Sumário

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30 – GFIP: Aviso Prévio Indenizado –


Informação e Incidência de INSS

Você sabia ❓ ❓ ❗
Que o valor do Aviso Prévio Indenizado tem incidência, mas NÃO deve ser
informado na GFIP?!

Somente o “avo” indenizado do 13º salário que deve ser informado (a gente
paga, mas conta somente como tempo de contribuição a projeção e não
como remuneração).

Como assim? A GFIP nessa situação será informada a "menor", onde


devemos desconsiderar a GPS da GFIP e recolher a GPS do Sistema da Folha
que calcula certo. Ou seja, a GFIP não irá bater com a folha de pagamento.

Então, a partir de hoje se informar a GFIP errada (Somando as verbas com o


Aviso Prévio Indenizado) estará fazendo errado porque quer!!! Rsrs... Não
tem como falar: "Eu não sabia"!!! Hahaha

"IN 925/2009 diz:


As pessoas jurídicas ou os contribuintes equiparados que efetuarem rescisão
de contrato de trabalho de seus empregados e pagarem aviso prévio
indenizado deverão preencher o GFIP da seguinte forma:
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a) o valor do aviso prévio indenizado não deverá ser informado; e


b) o valor do 13º salário correspondente ao aviso prévio indenizado deverá
ser informado no campo "Base de Cálculo 13º salário da Previdência
Social".....

Nas hipóteses previstas anteriormente, a GPS gerada pelo GFIP deverá ser
desprezada, devendo ser preenchida GPS manualmente com os valores
efetivamente devidos, incluindo as contribuições incidentes sobre o aviso
prévio indenizado e sobre o 13º salário correspondente ao aviso prévio
indenizado, observado o disposto no item 4.1."!

Comentário da Zê

Já há decisões da PGFN, STF e STJ de que não incide mais contribuição


previdenciária sobre o Aviso Prévio Indenizado. Mas sobre o décimo terceiro
salário incide, inclusive o “avo” projetado pelo aviso prévio indenizado.

A legislação ainda não mudou, nem a RFB publicou alterações na IN


RFB 925/09, até o momento. Assim, alguns empregadores, por prudência,
ainda fazem os recolhimentos previdenciários sobre o Aviso Prévio Indenizado.

Ao final deste livro você pode consultar uma Tabela de Incidências que
utilizo em meus treinamentos.

Sumário

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31 – GFIP: Como saber quais alíquotas de RAT e


FAP usar?

“Você Sabia” ❓ ❓ ❓

Para você saber as alíquotas que deve usar na GFIP, basta seguir essas dicas
abaixo:

Primeiro precisa saber a TRIBUTAÇÃO. Se é Simples Nacional ou Lucro


Presumido ou Lucro Real:

Entra no
link: http://www8.receita.fazenda.gov.br/SIMPLESNACIONAL/aplicacoes.aspx
?id=21

Coloca o CNPJ da empresa

Observa o que diz no campo “Situação no Simples Nacional”. Se SIM ou NÃO

Se a empresa não for do Simples, sobre a Folha terá os encargos abaixo:

RAT, FAP, Patronal 20%, Terceiros (Outras entidades)

133

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Como saber a alíquota de cada um?

RAT: (Alíquotas de 1 a 3 %)

Link: http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/Ins/2010/Anexo
_I_INRFB10272010.doc

Se não achar pelo link, pode acessar a Instrução Normativa RFB 971/2009 –
Baixe o Anexo I. (Fica no rodapé da página).

Procure o CNAE principal e observa que tem a coluna “RAT” – alíquota e o


código FPAS que vai utilizar na GFIP.

FAP: (Alíquotas de 0,5000 a 2,0000%)

Link: https://www2.dataprev.gov.br/FapWeb/pages/LOGIN.xhtml

Se não achar pelo link, entre no site http://www.previdencia.gov.br , Aba


“Outros Assuntos”, “FAP”, “Acessar o Fap”.

Colocar os 8 Primeiros dígitos do CNPJ Matriz/Filial, e a senha previdenciária.


Se não tiver senha, basta ir em “Incluir Senha”.

- Se a empresa for Simples Nacional ou CEI: FAP será 1

- Se o FAP da empresa não tiver sido calculado pela Previdência Social: FAP
será 1

- Se tiver FAP Original x FAP Bloqueado: O FAP a ser utilizado é o bloqueado.

FAP abaixo de 1 = Benéfica

134

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FAP igual 1 = Neutro


FAP acima de 1 = Maléfica

TERCEIROS:

Na Instrução Normativa 971/2009 – Baixe o Anexo II . (Fica no rodapé da


página).
Irá aparecer a tabela com os códigos e alíquotas totais.

Patronal - CPP:

A alíquota será 20%.

Observações: As alíquotas de FAP e RAT não são calculadas na folha


separadamente.

Você usa a fórmula: RAT X FAP.

Exemplo: RAT = 3% e FAP = 0,500

RAT Ajustado: 3 X 0,500 = 1,5%. (Essa alíquota que você vai usar: 1,50)

Resumindo, na Folha que NÃO É SIMPLES NACIONAL, você vai pagar de


encargos:

Patronal 20% + FAP Ajustado (RAT X FAP) + Terceiros.

Código GPS: 2100

SIMPLES NACIONAL:

1 - Quando a empresa for tributada pelo Simples Nacional, você tem que
consultar o ANEXO. Pois se for ANEXO 4, os encargos alteram:

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2 - Para consultar o anexo, basta colocar o CNAE no link: http://CNAE-


simples.com.br/ e fazer uma consulta à área tributária de sua empresa.

3 - Se NÃO aparecer anexo 4 nos CNAE’s, a empresa não terá "nenhum"


encargo de RAT, FAP. TERCEIROS e Patronal para recolher na folha/GFIP.
Apenas vai ter na GPS o INSS descontado do Empregado.

Código GPS: 2003

➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖ ➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖ ➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖

SIMPLES NACIONAL ANEXO 4:

1- Se for enquadrada no Anexo 4, os encargos serão:

RAT + 20% Patronal

O FAP é neutro = Coloca 1,00 na GFIP.

Nesse caso NÃO TERÁ TERCEIROS (deixando zerado esse campo).

Código GPS: 2100

Comentário da Zê

O programa SEFIP não está adaptado ao FAP com 4 casas decimais.


Assim, despreza-se as duas últimas casas ao gerar a GFIP. Porém o
pagamento deve ser feito com GPS recalculada, considerando as quatro
casas. Leia as orientações da RFB no link:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/declaracoes-e-
demonstrativos/gfip-sefip-guia-do-fgts-e-informacoes-a-previdencia-social-
1/fap-fator-acidentario-de-prevencao-legislacao-perguntas-frequentes-
dados-da-empresa

Sumário
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32 – GFIP e CAIXA: Alteração da Razão Social

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Alteração Razão Social

Para fazer a alteração da Razão Social, a CAIXA pede para levar até a agência
os seguintes documentos:

✅ 2 vias do formulário RDE (Disponível no site da Caixa, “Downloads”)


Preencher campo 1 e 2.

✅ Contrato Social Original + cópia do Contrato ou Cópia autenticada do


Contrato constando a alteração.

✅ Cartão CNPJ

✅ Comprovante da alteração na GFIP. (Como fazer? Segue abaixo)

GFIP:

✅ Aba movimento clica no prédio amarelo, botão direito, marcar


participações.
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✅ No rodapé terá uma aba escrita "Alteração Cadastral".

✅ Seleciona o tipo de alteração que você deseja.

Ex: Razão Social. A GFIP vai abrir o campo para você alterar (De acordo com a
sua seleção) e ai você clica em salvar e envia a GFIP normalmente.

Depois de enviar:

✅ Aba relatórios
✅ movimento
✅ Analítico de alterações
✅ Alteração cadastral
✅ Visualizar comprovante de alteração. (Esse é o comprovante que a Caixa
solicita).

Comentário da Zê

As orientações da CEF estão no link:


http://www.caixa.gov.br/empresa/fgts-empresas/FGTS-Retificacao-de-
Dados/Paginas/default.aspx

Faça download do Manual de Retificação do FGTS, CLICANDO AQUI.

Sumário

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33 – GFIP: Como reimprimir o protocolo da


GFIP enviada pelo ICP?

“Você Sabia” ❓ ❓

Que você consegue reimprimir o protocolo da GFIP enviada pelo ICP?

✅ Entre no ICP

✅ Caixa postal

✅ Itens Enviados (Localize pelo número do arquivo – Lá no “Comprovante


de Declaração das Contribuições” em relatórios da GFIP, tem o código
marcando lá na parte superior.

✅ Selecione o arquivo e no final da página tem uma aba chamada


"protocolo" depois que ticou a mensagem desejada, clique em "protocolo",
pronto!

Comentário da Zê

Mantenha sempre o Certificado Digital e a Procuração eletrônica


atualizados.

Sumário

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34 – GFIP – Conversão de Auxílio Doença em


Acidente de Trabalho

“Você Sabia” ❓ ❓

Que quando existe o caso de “Conversão da doença para Acidente de


Trabalho” você NÃO tem que RETIFICAR GFIP por GFIP para recolher o FGTS
devido?

Então, como fazer?

Crie uma GFIP somente com esse Empregado que teve a conversão.
Competência: Mês devido o FGTS e não recolhido (cada GFIP com sua
competência)
Código de Recolhimento: 660
Opção FGTS: Em atraso – e coloca a data que vai pagar
Modalidade: Branco
Na movimentação do Empregado, coloca o Código O1 – Afastamento
Temporário por motivo Acidente de Trabalho
E a data anterior que ele se afastou.

Na Base “Remunerações sem 13º ” – Preencha a base do salário* para


apurar o FGTS e o resto deixa zerado.

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Na Aba “Informações Complementares” terá que preencher:

Número do Processo: Número do processo ou se não tiver colocar 2


Ano: Informar o ano que saiu a conversão
Vara: 02
Período Início e Fim: É o mês e ano da GFIP que você está fazendo..

Opção Executar e irá pedir para colocar uma “Característica” – Nesse caso
coloque a número 2

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

O resto você já sabe... envia o arquivo e gere o protocolo para imprimir a


GRF.
Obs:
- Nesse caso não irá gerar valor de INSS, pois não é devido seu recolhimento.
- Cada mês/competência com sua GFIP própria.

Comentário da Zê

Fique atento ao mês de início e mês de fim do acidente de trabalho,


quando a base de INSS É DIFERENTE da base do FGTS, já que o recolhimento
do FGTS será integral, porém o INSS será apenas sobre os dias trabalhados. E
neste caso, é na GFIP no código 115/150/155 mesmo, não é na GFIP 660.

Nesta situação, no programa SEFIP – no Movimento do Trabalhador -


deverão ser preenchidos os campos “Remuneração Sem Décimo Terceiro
Salário” com o valor INTEGRAL da remuneração mensal – para o
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recolhimento do FGTS – e o Campo “Base de Cálculo da Previdência Social”


deve ser informado apenas a remuneração relativa aos dias trabalhados.

Minha dica para quem está começando no DP – para quem acha que
já sabe tudo também – é ler todos os Manuais da GFIP, que são 03. Todos
são instalados com o SEFIP, no seu computador:

 Manual da GFIP/SEFIP
 Manual Operacional
 Manual de Erros e Ações

 Aproveite e leia também o Manual do FGTS, onde você terá


várias dicas para acerto de RDT, RDE, PTC, RDF > Site da Caixa >
Downloads
 Já passei o link em dica anterior, mas passo aqui novamente:

http://www.caixa.gov.br/Downloads/fgts-extrato-retificacao-
dados/MANUAL_DE_RETIFICACAO_V0104.pdf

Sumário

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35 – GFIP: Individualização do FGTS

“Você Sabia” ❓ ❓

Que as vezes o pagamento do FGTS foi pago, mas não consta para a Caixa?

O que fazer? Individualização na GFIP.

Individualização do FGTS – GFIP:

✅ Competência: Mês/Ano que não entrou o pagamento


✅ Código de Recolhimento utilizado
✅ Opção “Individualização”
✅ Data: Data exata que houve o pagamento do FGTS
✅ Aba Movimento, Botão direito sobre o prédio amarelo, marcar
participações e depois modalidade
✅ Modalidade em branco: Para o Empregado que houve o recolhimento da
guia e os demais na modalidade 9 – Confirmação.

Agora o envio da GFIP é normal.

Depois de enviar:
✅ Relatórios
✅ Comprovante/Protocolo
Selo – Chave Pri (envio do arquivo)
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ICP – Certificado Digital (envio do arquivo)


✅ Individualização e selecione o arquivo/protocolo.

Comentário da Zê

Quando não aparecer o FGTS na conta do empregado, nem sempre a


empresa deixou de pagar, pode ser falta de individualização.
Veja a tela de abertura da GFIP, para a individualização:

Sumário

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36 – Erro de Java no Conectividade Social ICP

“Você Sabia” ❓ ❓

“O CNS requer utilização do Plug-in Java superior a 1.5”?

✅ Abra o Internet Explorer, Ferramentas, Gerenciar Complementos, na barra


mostrar: Colocar “Todos os complementos”, Achar a opção Oracle (clica em
cima dele para ficar tudo azul, e lá no rodapé clica em HABILITAR TUDO).

✅ Depois volta em ferramentas, configurações do modo de exibição de


compatibilidade, digita: https://Conectividade.caixa.gov.br e
http://Conectividade.caixa.gov.br, clica em adicionar, selecione a opção:
“Exibir sites da intranet no modo de exibição de compatibilidade.” Fecha
tudo e tenta novamente.

Comentário da Zê

Para verificar se a versão do aplicativo JAVA está atualizada no seu


computador, entre no site http://java.com. Atualize para a última versão
disponibilizada (o próprio site dá as orientações passo-a-passo).

SE você ainda utiliza o sistema operacional Windows 7, para marcar a


“compatibilidade” do programa SEFIP no seu computador, é possível também
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clicando com o botão direito do mouse no ícone do programa SEFIP >


Propriedades > Compatibilidade. Clicar em “executar em modo
Administrador” e marcar a opção de compatibilidade com o Windows XP,
conforme a tela a seguir:

Sumário

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37 – RAIS: Conferência

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Conferência RAIS:

Observações Importantes:

- Se a empresa não tem vínculo, deve ser enviado a RAIS NEGATIVA (No site da
RAIS ou pelo GDRAIS). Para empresa MEI (MICROEMPREENDEDOR
INDIVIDUAL) e CEI não envia.

- Se a empresa tiver 11 ou mais vínculos, será necessário o envio com


CERTIFICADO DIGITAL. Não precisa ser do cliente e nem ter procuração. Pode
usar da contabilidade, do contador por exemplo.

- Quem deve enviar normalmente: Empregados CLT, Temporários, Sócios (que


tem FGTS), Aprendiz, Contrato Determinado
- Quem NÃO deve enviar: Sócios que não tem FGTS, autônomos, estagiários,
domésticos.

____________________________________________________

147

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*Importar a RAIS (Maioria dos casos):

Abra o programa RAIS / Declaração / Importar / Ano Atual / Avançar /


Selecione a empresa e Concluir.

* Abrir Declaração (Para conferência):


Declaração / Abrir / Exibir

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ ABA INFORMAÇÕES CADASTRAIS**:


Informar CNPJ / Nome da empresa / Selecionar se teve empregados / Se teve
encerramento / endereço e demais dados

Observações:

- Se houve alteração na Razão Social: Deverá informar o nome da Razão


vigente em dezembro.

- Exerceu atividade no ano: Se a empresa teve movimento / Faturamento /


Receita

- Encerramento de atividade: Se a empresa foi baixada/encerrada em 2016


nesse campo deverá colocar a data da baixa. Caso você esteja ANTECIPANDO
ou seja, já queira declarar a empresa que foi baixada já nesse ano (2017) a
data que deverá colocar NÃO é a data da baixa, e sim a data que você está
entregando a RAIS e informar as remunerações normais.
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⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ ABA INFORMAÇÕES ECONÔMICAS: **

Informar os dados da empresa (Esses dados constam no cartão CNPJ da


empresa) / Informar data base dos empregados / Informar se é Simples
Nacional ou não.

Observações:

- Data Base dos empregados: Se tiver mais de uma data base (Pois tem
empregados em sindicatos diferentes), informar a data base da MAIORIA dos
empregados.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ ABA ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR: **

Informar se a empresa é cadastrada no PAT ou não. Se for tem que


preencher as informações.

Observações:
- Essas informações de percentual, número e etc você pode retirar as
informações no Comprovante de Inscrição do PAT. (Isso se estiver
atualizado);

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- Nesse campo NÃO basta só o empregado receber alimentação. A empresa


tem que estar cadastrada no PAT. Se não tiver cadastrada e ele receber
alimentação/refeição colocar a opção NÃO nessa aba.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ ABA CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS PATRONAIS: **

Informar se a empresa teve as contribuições e os dados do sindicato.


Observações:

- Se foi pago com multa e juros: Informar o valor TOTAL pago (com multa e
juros)
- Para as empresas que não são OBRIGADAS a recolher: Deixa em branco
- Se o pagamento foi centralizado na MATRIZ: Colocar na RAIS da filial a
opção (SIM – Centralizado) e o CNPJ da empresa que recolheu. Na empresa
matriz esse campo fica como NÃO

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ ABA VÍNCULO: **

Ache o Empregado que queira conferir / e vamos lá aos detalhes:

DADOS PESSOAIS:
Informar os dados pessoais do empregado

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INFORMAÇÕES DA ADMISSÃO:
Informar os dados da admissão

Tipo de Vínculo: Se for CNPJ é o 10. Se for CEI é o 15. Mas leiam as
demais opções, pois pode ser que seu caso se enquadre em outros.

Salário Contratual: Mensalista (Informa o valor fixo) ... Horista


(Informar o valor Hora) ... Fixo + Comissão (Informar o salário + médias)
Comissionado: Médias das comissões. – opção 7

CBO: Nesse campo costuma pegar muita gente que admite um


Empregado e não olha a exigência de escolaridade. Por exemplo: Para agente
funerário é obrigatório ter concluído o ensino fundamental. Para
administrador é obrigatório ter o ensino superior e por ai vai. Se você colocar
um CBO incompatível com nível de escolaridade, o programa irá acusar.

Local de Trabalho: Só preencher, se o Empregado não trabalhar no


mesmo município do empregador, aí coloca o município que ele presta
serviços. Caso contrário, deixe em branco.

REMUNERAÇÃO MENSAL:
Informar as remunerações e Horas extras de cada mês

➡ O que podemos colocar nesse campo (REMUNERAÇÕES)? Vou postar


as verbas mais utilizadas:

Salários, Diárias (Acima de 50%), adicionais por tempo de serviço (biênio,


triênio), comissões, horas extras, férias + 1/3.(Se for em DOBRO, somente o
valor de 50% que deve declarar), DSR, abonos que incidam FGTS e INSS, aviso

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prévio trabalhado, insalubridade, periculosidade, adicional noturno, salário


maternidade, salário paternidade....

➡ O que NÃÃÃÃOOOOO podemos colocar nesse campo


(REMUNERAÇÕES)?

Multa do “dissídio” - indenizações, salário família (só vai colocar se o valor do


salário família for maior que o mínimo estipulado), férias + 1/3 indenizadas
em rescisões (dobras também), abonos de férias, ajuda de custo – parcela
única, complemento de auxilio doença, diárias (inferior a 50%), PLR
(PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS), Multa do FGTS – 40%, multa
de 1 salário – atraso rescisão, assistência médica, seguro de vida etc.

HORAS EXTRAS:
Colocar a quantidade de Horas mensais
Nesse caso das horas extras, as horas (quando fracionadas) devem ser
ARRENDONDADAS. Valores até 30 minutos para número inteiro inferior,
valor acima de 30 minutos para número inteiro superior.
Exemplo: 2H30 = Vai lançar nesse campo 2 HORAS SOMENTE
Exemplo: 5H35 = Vai lançar nesse campo 6 HORAS SOMENTE

DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO:


Informar os meses que houve o pagamento e os valores brutos.
Se o Empregado saiu antes de receber a primeira parcela, você preenche
somente o campo PARCELA FINAL e coloca o mês da rescisão e o valor total
recebido.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

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✅ ABA CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS:**

Informar os valores pagos (se houver) para o sindicato e os dados do


sindicato.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ABA AFASTAMENTO: **
Informar os afastamentos (data e motivo).

Observações:

- Quando se tratar de afastamento de INSS – Informar somente a data acima


dos Primeiros 15 dias. (Inferior não)
- Se o Empregado já se afastou no Ano anterior/anos anteriores: Você vai
informar a data inicial de 01/01 e a data final (que acabou o afastamento).
Caso ele ainda não tenha retornado no ano inteiro de 2016, colocar a data
final de 31/12. Preencher as remunerações somente se houve pagamento
pelo empregador, caso contrário deixe em branco.

- Acidente de trabalho: Os campos remunerações ficarão ZERADOS. E informa


o afastamento conforme explicação anterior. Mesmo fazendo base para o
FGTS, a Remuneração será zerada.

- Colocar na parte inferior o total de dias de afastamento de acordo com o


motivo que colocou.

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- Aposentadoria por invalidez: Ele só entra na RAIS do ano que ele se


afastou, ou seja, anos anteriores.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

✅ ABA DESLIGAMENTO: **
Informar os dados do desligamento / código / data / etc

Observações:
- Data do desligamento: Será a data PROJETADA, ou seja, se o Empregado saiu
em 01/10 como Aviso Prévio Indenizado, colocar a data de 01/11 por exemplo.
(30 dias de projeção). Em resumo, essa data não é a que efetivamente ele
trabalhou, e sim a data da CTPS que houve a projeção (Incluso a Lei 12506). Se
a sua projeção o Empregado saiu em 2017, não vai preencher esse campo de
desligamento, somente na RAIS do ano que vem.

- Férias Indenizadas: Férias + 1/3 pagas em rescisão


- Multa Rescisória: GRRF – Apenas os 40%
- Banco de Horas: Valores pagos de Horas extras em rescisão do banco de
horas

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

Depois de tudo CONFERIDO, vamos para os passos a seguir dentro da RAIS:

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Clica em Informações / Dados do responsável: Nesse campo colocar os


dados do certificado digital que você irá utilizar;

Exemplo: Contabilidade – ECNPJ – Informar o CNPJ do escritório + dados. O


DDD tem que estar de acordo com o município colocado.

Clica em Declaração / Verificar Inconsistência e Avançar: Olhar


atentamente para os avisos e erros. Somente erro impede o envio da
declaração.

Clica em Declaração / Gravar / Avançar / Opção “LI” / Avançar e


TRANSMITIR.

Comentário da Zê

Faça download do Manual da RAIS e – rimando – estude um pouco


mais!

Segue o link:

http://rais.gov.br/sitio/rais_ftp/ManualRAIS2016.pdf

E leia também o “Perguntas Frequentes” antes de perguntar para


alguém:

http://rais.gov.br/sitio/duvidas.jsf

Sumário

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38 – RAIS: Segunda Via da Declaração

“Você Sabia” ❓ ❓

Que é possível você obter a segunda via da declaração da RAIS?

Pelo site da RAIS você não irá conseguir, somente o Recibo – se tiver os
dados do responsável que enviou a declaração. Sendo assim, caso não tenha
nenhum dos dados, deverá seguir as dicas abaixo:

Enviar os documentos abaixo para o e-mail: rais.sppe@mte.gov.br

Timbre da empresa e assinatura do responsável legal


Nome e CNPJ da empresa (cartão CNPJ)
Cópias dos documentos do responsável pela empresa
Ano-base da declaração desejada
Telefone para contato
Endereço de correspondência
E-mail para envio das informações
Procuração reconhecida em cartório que autorize a contabilidade
solicitar documentos junto ao MTE
Cópia dos documentos do responsável pela contabilidade

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Comentário da Zê

Dados do “Fale Conosco” da RAIS:

FALE CONOSCO

Em caso de dúvidas sobre como utilizar o programa gerador de declaração


RAIS, consulta de CREA, impressão do recibo, transmissão, certificado digital
e dúvidas técnicas, entre em contato com a Central de Atendimento: 0800-
7282326, ou envie sua dúvida clicando no link abaixo:
Fale Conosco
Para orientações sobre preenchimento de campos e assuntos referentes a
legislação, contatar o Ministério do Trabalho, em Brasília.
 rais.sppe@mte.gov.br
 Fax: (0XX61) 2031-8272
 Endereço:
Ministério do Trabalho
Secretaria de Políticas Públicas de Emprego
Departamento de Emprego e Salário
Coordenação-Geral de Estatísticas do Trabalho
Central de Atendimento da RAIS
Esplanada dos Ministérios, Bl. "F", Edifício-Anexo, Ala "B" Sala 204
70059-900 - Brasília /DF
Para orientações sobre pagamento do Abono Salarial, o trabalhador deverá
procurar a Caixa Econômica (no caso de PIS) e o Banco do Brasil (no caso de
PASEP) ou a unidade do Ministério do Trabalho da sua localidade.

Sumário

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39 – RAIS: Multa

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Multa RAIS

De acordo com manual da RAIS temos:

MULTA ESPONTÂNEA:

 O atraso na entrega da declaração, omissão ou declaração falsa ou


inexata, sujeita o estabelecimento à multa, conforme determina a
Portaria nº 14, de 10 de fevereiro de 2006, alterada pela Portaria nº
688, de 24 de abril de 2009.
 Art. 2º O empregador que não entregar a RAIS no prazo legal ficará
sujeito à multa prevista no art. 25 da Lei nº 7.998, de 1990, a ser
cobrada em valores monetários a partir de R$ 425,64 (quatrocentos e
vinte e cinco reais e sessenta e quatro centavos), acrescidos de R$
106,40 (cento e seis reais e quarenta centavos) por bimestre de atraso,
contados até a data de entrega da RAIS respectiva ou da lavratura do
auto de infração, se este ocorrer Primeiro.
 Art. 3º O empregador que omitir informações ou prestar declaração
falsa ou inexata ficará sujeito à multa prevista no art. 25 da Lei nº
7.998, de 1990, a ser cobrada em valores monetários a partir de R$
425,64 (quatrocentos e vinte e cinco reais e sessenta e quatro
centavos), acrescidos de R$ 26,60 (vinte e seis reais e sessenta
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centavos) por empregado omitido ou declarado falsa ou


inexatamente.

1 - EXEMPLO DE CÁLCULO (Espontaneamente):

Exemplo de DARF:

Prazo: 17/03/2017

Entrega: 22/05/2017

 Omissão e Erro: omitiu um empregado e com erros em outro


empregado
 Atraso: Passou do 1º bimestre de atraso

Multa normal: R$ 425,64

Multa por bimestre: R$ 106,40

Multa por omissão de empregado: R$ 26,60

Multa por empregado errado: R$ 26,60

Total da Multa: R$ 585,24

DARF, a ser preenchido com o código da Receita: 2877

Número de Referência 3800165790300842-9

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AUTO DE INFRAÇÃO:

Parágrafo único. O valor da multa resultante da aplicação do previsto no


caput deste artigo, quando decorrente da lavratura de Auto de infração,
deverá ser acrescido de percentuais, em relação ao valor máximo da multa
prevista no art. 25 da Lei nº 7.998, de 1990, a critério da autoridade
julgadora, na seguinte proporção:

I - de 0% a 4% - para empresas com 0 a 25 empregados;

II - de 5% a 8,0% - para empresas com 26 a 50 empregados;

III - de 9% a 12%- para empresas com 51 a 100 empregados;

IV - de 13% a 16,0% - para empresas com 101 a 500 empregados; e

V - de 17% a 20,0% - para empresas com mais de 500 empregados.

Comentário da Zê

Consulta as regras aqui neste link a seguir:

http://rais.gov.br/sitio/como_informar.jsf#penalidade

Sumário

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40 – DIRF: Conferência

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Conferência DIRF:

Segue ALGUMAS DICAS SIMPLES para a CONFERÊNCIA da DIRF.

A maioria dos sistemas tem relatório de "rascunho, conferência" para DIRF


onde pode ser conferida mês a mês de cada Empregado. Porém no Informe de
Rendimentos já irá sair o valor total. Então, antes de tudo, confira esse
relatório que assim irá puxar corretamente para DIRF.

Pega o INFORME DE RENDIMENTOS ou o RELATÓRIO DE CONFERÊNCIA e


verifica os campos abaixo:

Campo 3.1 (Total dos rendimentos):


Soma mês a mês = Saldo de dias de salário ➕variáveis (ad noturno,
comissão, biênio, horas extras,).....➕Férias Normais ➕ 1/3 das férias . (Férias
normais = férias gozadas).
OBS: No caso das férias, você soma o VALOR total pago (sem os descontos).

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Campo 3.2 (Contribuição Previdenciária):


Soma os descontos do INSS efetuados na Folha
OBS: Se tiver férias, tem que somar o INSS das férias + INSS sobre salários.

Campo 3.4 (Pensão Alimentícia):


Soma dos valores descontados da Folha. (Inclusive a pensão sobre as férias).
Depois deve informar no quadro 7 o valor + nome do beneficiário (filho) +
CPF se tiver.

Campo 3.5 (IRRF):


Soma dos valores descontados de IRRF mês a mês

Campo 4.2 (Diárias e Ajuda de Custo):


Soma dos valores pagos de diárias e ajuda de custo.

Campo 4.4 (Lucros e Dividendos):


Valor pago de lucros e dividendos. A obrigatoriedade é somente para valor
igual ou acima de R$ 28.599,70 (DIRF 2017, ano calendário 2016).

Campo 4.6 (Indenizações):


Soma do valores dos Avisos Indenizados ➕ Férias pagas em Rescisão ➕ 1/3
pagas em Rescisão + Artigo 479 (quebra de contrato).

Campo 4.7 (Outros):


Soma do valor do Abono Férias ➕1/3 abono férias ➕ Abono e 1/3 abono
Férias Pagas em Dobro + Salário Família

Campo 5.1 (Décimo Terceiro Salário): Se atente para a fórmula abaixo,


pois é o resultado disso, que deverá ser informado no Informe de
Rendimento. Agora na DIRF será o valor bruto.
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Valor do Décimo Terceiro Salário ➖ INSS 13º Salário ➖IR 13º


Salário Pensão Alimentícia Dependentes.

OBS : No caso dos dependentes será considerado o valor de R$ 189,59 por


dependentes (tabela do IRRF desde abril/2015).

Campo 5.2 (IR 13):


Soma dos valores de IR's descontados do Décimo Terceiro Salário.

Campo 5.3 (Outros):


Valor de PLR (PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS) - Na DIRF irá
informar no campo beneficiário - Rendimentos Trib – no código 3562.

Campo 7 (Outros):
Valor das despesas médicas com informações do convênio.
Só informar, se o empregado teve coparticipação e separar o valor do titular
e dependente.
Informações da PLR (PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS) ...
Dados pensão alimentícia

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

OBS: A DIRF não é algo "simples" que você pode aprender apenas lendo esse
post... Mas a partir do momento q você tem a ideia pelo menos de como
conferir, basta você importar o arquivo e ai você vai se achar. Claro, q p

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algumas empresas são mais fáceis e outras são mais difíceis.... Mas coloquei
os "campos" mais usados.

No programa DIRF: Importa o arquivo ➡ Confere ➡ Analisa


clicando no botão ✅ ➡ Grava para transmissão
➡ Transmite ➡ Faça o Backup.

Atenção: Empresas Lucro Presumido e Real tem que entregar com


CERTIFICADO DIGITAL. (Pode ser por procuração também)! Essa procuração
deverá ser feita no ECAC – Receita Federal.

Obrigatoriedade:
Na DIRF tem que declarar as empresas cujo EMPREGADOS, ESTAGIÁRIOS,
SÓCIOS, AUTÔNOMOS tiveram retenções (IRRF) - mesmo que somente em 1
mês.
SEM retenções (os mesmos acima): Mesmo sem retenção de IRRF, mas
tiveram rendimentos mínimo de R$ 28.599,70 (Ano Base 2016).

Aluguéis ou autônomos com rendimentos acima de R$ 6000,00

Se houve retenção de PJ - Na DIRF quem declara é o TOMADOR e não o


prestador.... DARF's recolhidos com códigos 1708, 8045, 5952 ... - principais
códigos. Deverá declarar no campo Beneficiário – CNPJ do prestador de
serviços – Código da DARF

(Os principais casos da obrigatoriedade. Porém no manual tem mais)

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⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

Se a empresa está OBRIGADA a declarar a DIRF, deverá fazer os seguintes


levantamentos DE OUTRO SETOR para informar:

✅ Valor de Distribuição do Lucro (Obrigatoriedade para valor igual ou


acima de R$ 28.599,70)

✅ Houve retenção de PJ... DARF's recolhidos com códigos 1708, 8045,


5952 ... - principais códigos

✅ Extrato de Cartão de Crédito... Nesse caso a PJ contratada envia o


Extrato com a relação de valores. Na DIRF irá no campo Beneficiário – Código
8045 – CNPJ da empresa contratada.

✅ Aluguel (Nesse caso somente se foi paga de Pessoa Jurídica para Pessoa
Física - mesmo que por intermédio de imobiliária).

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

A DIRF É REGIME CAIXA....


Ou seja, todas essas informações que expliquei do informe, DEVEM CONSTAR
NO MÊS QUE HOUVE O PAGAMENTO.

Exemplo: Salário de Novembro que pagou dia 05/12. O lançamento dos


rendimentos deverá constar no mês de DEZEMBRO. (Mesmo sendo em

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relação a Novembro).

Isso para TUDO: Salário, Férias, Rescisão...

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

Pessoa física declara pelo CPF.... Ou seja, para empresa CEI e empregador
doméstico tem que colocar o CPF do empregador e não o número do CEI.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

O prazo para entregar os Informes de Rendimento para os empregados é até


o último dia útil do mês de fevereiro/2017 (Ano Base 2016)

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

Para retificar a DIRF, deverá ter em mãos o número do Recibo da declaração


já enviada. A declaração deverá conter todas as informações já enviadas
anteriormente.

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

Para excluir a DIRF, é só enviar uma DIRF Retificadora sem nenhum dado,
apenas com a identificação do declarante.

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⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

Multa MÍNIMA: R$ 200 (Simples Nacional) e R$ 500,00 (Demais)

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔
Por fim, cabe lembrar que esses campos do informe são diferentes do
programa PGDIRF. Lá dentro do programa, são várias telas e é IMPOSSIVEL eu
explicar aqui. Mas se tiver noção de onde os valores devem entrar, já irá ajudar
na hora que for transmitir.

Comentário da Zê

Como eu comentei no início deste livro, não existe profissional do DP que


seja bom sem fazer leitura diária.
Para a DIRF 2017 (Ano Base 2016) leia a IN RFB 1.671/16.

Sumário

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41 – DARF e GPS: Juros e Multa

“Você Sabia?” ❓ ❓ ❗

Assunto: Juros/Multa – DARF e GPS

Hoje vamos aprender a calcular Multa e Juros da GPS e do DARF de forma


Manual.

Ok, sabemos que o SICALC e Previdência Social calcula automaticamente...


Mas conhecimento nunca é demais. E se o site ficar indisponível? Ou se um
empregador pedir para você explicar como chegou nesse valor?

Muitas pessoas julgam algo como “nossa, que difícil!” apenas por ser um
“textão” a explicação... Mas é bem simples esse cálculo, porém eu preciso
explicar detalhe por detalhe pois tem gente começando na área.
Mas depois que pegar a “manha”, você vai recalcular manual no máximo 5
minutos.
Portanto, segue a parte teórica e no final a parte prática.

CONFERÊNCIA DA MULTA

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➖1º Passo: Pega o valor total da guia e multiplica por 20%. (O valor que der,
será o TETO que irá pagar de multa).

➖ 2º Passo: A partir do dia seguinte da data de vencimento, CONTE quantos


dias dá até a data do pagamento que irá ser recalculado. (Obs: Se a data de
vencimento for em uma sexta-feira, você só começa a contar a partir de
segunda)... Lembrando que são dias corridos.

➖ 3º Passo: Pega o valor total da guia e multiplica por 0,33%. (Esse será o
valor de multa diária).

➖ 4º Passo e ÚLTIMO: Multiplica o resultado acima do item 3, pela


quantidade de dias do item 2.

CONFERÊNCIA DOS JUROS

➖ 1º Passo: Anota qual é o mês POSTERIOR ao Vencimento


➖ 2º Passo: Anota qual é o mês ANTERIOR ao Pagamento
➖ 3º Passo: Entra no site da Receita e anota as SELIC’s de cada mês do item
1 até o item 2
➖ 4º Passo: Soma as SELIC’s do item 3... o valor que der você acrescenta + 1
➖ 5º Passo: Multiplica o total da SELIC do item 4 pelo valor total da guia.

Observações:
• No caso de JUROS, não tem teto
• Se a guia for recalculada para pagar no mês que venceu a GPS/DARF, não
terá juros

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•Se a SELIC do mês que você precisar, não estiver disponível no site da
Receita, você considera 1% de juros.

Vamos praticar agora:

Vamos recalcular a GPS: (Mas pode ser o DARF também)


Competência 12/2015
Data de Vencimento:20/01/2016
Data de Pagamento: 07/04/2016
Valor Total: R$ 5.277,03 – incluso Valor do INSS + Outras entidades

⚫ CONFERÊNCIA DA MULTA

➖ 1º Passo: R$ 5.277,03 x 20% = R$ 1.055,40 (Máximo que irá pagar de


multa)
➖ 2º Passo: 78 dias (do dia 21/01/2016 à 07/04/2016)
➖3º Passo: R$ 5.277,03 x 0,33% = R$ 17,414199 (por dia de multa)
➖4º Passo: R$ 17,414199x 78 dias = R$ 1.358,30

Nesse caso o valor da multa ULTRAPASSOU o Teto. Sendo assim, para


concluirmos...

❌ Valor da Multa será = R$ 1.055,40. (TETO)

⚫ CONFERÊNCIA DOS JUROS

➖ 1º Passo: Fevereiro/2016
➖ 2º Passo: Março/2016

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➖3º Passo: 1% (Fev) + 1,16%( Març)


➖4º Passo: 2,16 + 1 = 3,16%
➖5º Passo: R$ 5.277,03 x 3,16% = R$ 166,75

❌ Valor dos Juros será = R$ 166,75

❌ TOTAL DA GUIA RECALCULADA A PAGAR: R$ 6.499,18


Agora já sabe: antes de recalcular, faça manual para ver se os valores irão
bater. Beijos

Comentário da Zê

Fique também atento à MULTA DA GFIP entregue com erros ou fora


do prazo. As regras estão no artigo 32-A da Lei 8.212/91, que posto a seguir:

Art. 32-A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de


que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou
que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a
apresentá-la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar-se-á às seguintes
multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).

I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez)


informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009).

II – de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes


sobre o montante das contribuições informadas, ainda que

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integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou


entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o
disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).

§ 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II


do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia
seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e
como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-
apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da
notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).

§ 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão


reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).

I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo,


mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº
11.941, de 2009).

II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da


declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941,
de 2009).

§ 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº


11.941, de 2009).

I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de omissão de


declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição
previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).

II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela


Lei nº 11.941, de 2009).

Sumário
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42 – GPS: Códigos de GPS Individual

“Você Sabia” ❓ ❓

Quais são os códigos de GPS’s individuais e para que servem cada um?

GPS INDIVIDUAL: (Principais códigos)

Código 1007: “Usado” para autônomo*, (atividade remunerada), onde


os serviços prestados foram para pessoa física. Pois quando é empresa, a
mesma que irá recolher. (Autônomo terá que comprovar renda para o
INSS).

Valor: 20% sobre o salário mínimo ou acima do salário mínimo

Vantagem: Aposenta por idade e por tempo de contribuição

Código 1163: “Usado” para autônomo*, (atividade remunerada), onde


os serviços prestados foram para pessoa física. Pois quando é empresa, a
mesma que irá recolher. (Autônomo terá que comprovar renda para o
INSS).

Valor: 11% sobre o salário mínimo apenas (Não pode ser maior).

Vantagem: Aposenta por idade somente. Nesse caso não entra o tempo
de contribuição
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Código 1406: “Usado” para contribuinte NÃO remunerado.


(FACULTATIVO)

Valor: 20% sobre o salário mínimo ou acima do salário mínimo

Vantagem: Aposenta por idade e por tempo de contribuição

Código 1473: “Usado” para contribuinte NÃO remunerado.


(FACULTATIVO)

Valor: 11% sobre o salário mínimo apenas (Não pode ser maior)

Vantagem: Aposenta por idade somente. Nesse caso não entra como
tempo de contribuição.

Comentário da Zê

A GPS será extinta, quando da entra em vigor do eSocial. Será


substituída pelo DARF emitido através da DCTFWEB. Não haverá emissão de
guia de recolhimento previdenciário sem a prévia declaração.

No link a seguir, você poderá ver todos os códigos de GPS hoje existentes:

https://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/pagamentos-e-
parcelamentos/codigos-de-receita/codigos-de-receita-de-contribuicao-
previdenciaria

Sumário

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43 – MEI (MICROEMPREENDEDOR
INDIVIDUAL) – Complemento INSS

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) X COMPLEMENTO INSS

➖ O MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) recolhe de INSS no DAS 5%


sobre o salário mínimo.

E ele só pode aposentar por idade.

➖ Se ele quiser contribuir para aposentar por tempo de contribuição, terá


que recolher:

GPS:

Código 1910
Valor: 15% sobre o salário mínimo (Que é a diferença de 20% para 5%).
Vencimento: dia 15 do mês subsequente

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

➖ Se ele quiser contribuir com valor ACIMA de 1 salário mínimo?

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Vejo muita gente dizendo que pode recolher acima de 1 salário mínimo no
código 1910. Mas EU discordo pelos fatores abaixo:

*O MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) só pode contribuir com 1


salário mínimo. O código 1910 serve para “Complementar” essa contribuição
do MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) totalizando a guia de 20%. Se
ele é “complementação” do MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL), logo
não pode ser acima de 1 salário mínimo.

*Para os contribuintes individuais só podem contribuir acima de 1 salário


mínimo quando o código de GPS for para alíquota de 20%.
Se o código 1910 é só 15%, por que vamos recolher acima de 1 salário
mínimo nesse código?

* Único código que caberia para o MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL)


seria o 1007 (20%) – por ter atividade remunerada. Porém se ele recolher
com esse código, estará contribuindo para a Previdência Social com 25%
(20% - Código 1007) + ( 5% - DAS MEI (MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL) -
obrigatório).

* Código 1163 – Não é possível o recolhimento, pois só contribui com 11% e


só tem direito a aposentar por idade. E isso dá no mesmo. Ou seja, continue
recolhendo pelo DAS.

* Código 1406 e 1473 – Não é possível, pois são para individuais não
remunerados. (Que não obrigados a contribuir). - Facultativos

Quando se trata de $$$$ (dinheiro), a Previdência Social é bem cautelosa.


Podem indeferir os valores acima de 1 salário mínimo por ter feito o
recolhimento por liberalidade e em código errado.

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▶ Minha dica: Procurar a Previdência Social, para se informar e não vá pela


cabeça dos outros...rsrs

⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔ ⛔

RECÁLCULO: GPS 1910;

No site da Previdência Social não tem a opção de recálculo desse código.


Não dá para fazer manual, pois o código de pagamento e identificador será
alterado.

Sendo assim, nesse caso deverá procurar uma Agência da Previdência


Social para atualizar a guia.

Comentário da Zê

No Portal do Empreendedor – www.portaldoempreendedor.gov.br há a


orientação de que o MEI pode sim, aposentar com valor acima do salário
mínimo.

Veja as respostas a seguir:

O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI PODERÁ AUMENTAR A SUA


CONTRIBUIÇÃO MENSAL DO INSS PARA TER O DIREITO A APOSENTADORIA?
Resposta:

Os benefícios concedidos pela Previdência Social ao Microempreendedor


Individual nesta categoria serão no valor de um salário mínimo. Mas, caso
exerça outra atividade, além de MEI, contribuindo com 20% em relação a
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esta atividade e complemente com 15% a contribuição de 5% relativamente


ao MEI, os valores das contribuições serão somados para compor a base de
cálculo para concessão de aposentadoria, inclusive por tempo de
contribuição e CTC.

O PERÍODO CONTRIBUÍDO COMO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL PARA


A PREVIDÊNCIA SOCIAL SERÁ SOMADO AO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO ANTES
DA FORMALIZAÇÃO?
Resposta:

Sim, os anos de contribuição, devidamente recolhidos, podem ser contados


para concessão de benefício para o MEI, exceto para aposentadoria por tempo
de contribuição ou Certidão de Tempo de Contribuição - CTC. Caso o
empreendedor queira que o período contribuído antes da formalização como
MEI seja computado para efeito de aposentadoria por tempo de contribuição
e para CTC deverá complementar o período que foi contribuído como MEI com
base na alíquota de 11% com o recolhimento em Guia de Recolhimento da
Previdência Social-GPS, com o código 1295, no valor correspondente a 9%
sobre o salário mínimo e o período contribuído como MEI com base na
alíquota de 5% complementar com o recolhimento em Guia de Recolhimento
da Previdência Social-GPS, com o código 1910, no valor de 15% sobre o salário
mínimo, mantendo, assim, a contribuição com a alíquota de 20% para todo o
período contribuído.

Sumário

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44 – DAE e DARF – Como Tirar o Comprovante


de Pagamento

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Comprovantes de Pagamento:


DAE –Doméstica
DARF – Desoneração, IRRF, PIS sobre folha

Você sabia que é possível tirar os comprovantes de pagamento das guias


acima?

Entra no site da Receita Federal: http://idg.receita.fazenda.gov.br

Atendimento Virtual – Ecac e Acessar

Se você tiver o certificado digital é só entrar na opção “Certificado


Digital”. Para as Pessoas Físicas e Empresas Simples Nacional que não
tiverem o certificado digital, basta criar o código clicando em “Gerar
código de acesso”.

Opção “Pagamentos e parcelamentos”

Opção “Consulta Comprovante de Pagamento”

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Coloque a opção desejada e imprima o comprovante.

OBSERVAÇÃO DOMÉSTICA:

Para imprimir o comprovante do DAE – eSocial, tem que criar o código de


acesso com os dados do empregador que você usa para entrar no site
eSocial.

Comentário da Zê

Quer saber mais detalhes sobre o eSocial do Empregador Doméstico?


Faça download e estude a fundo o Manual do Empregador
Doméstico:
http://esocial.gov.br/doc/Manual_de_Orientacao_do_eSocial_para_o_Empr
egador_Domestico.pdf

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45 – GPS - Comprovante de Pagamento

“Você Sabia” ❓ ❓

Que é possível tirar o comprovante de Pagamento da GPS paga?

Entra no site:
http://cnd.dataprev.gov.br/cws/contexto/aguia02/aguia02.html

Se você não tem a senha, clique em Cadastrar Senha. Essa senha é a


mesma utilizada para consultar o FAP.
Depois de cadastrar a senha, retorne para a página inicial
Preencha o CNPJ, Competência da GPS, Senha, caracteres
Clica em cima da competência desejada em azul
Clica em cima do “Número do Documento” em azul
O comprovante será impresso da mesma forma que foi paga. Constando a
autenticação bancária.

Comentário da Zê

Você utilizar as cópias das GPS para seu arquivo, caso tenha perdido.
Mas também é muito útil para conferência da GFIP com Divergências, já que
eventualmente a RFB pode ter acatado a GPS em competência diferente, ou o
banco ter configurado algum valor em campo incorreto.

Sumário

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46 – INSS: Parcelamento

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Parcelamento INSS

O que você precisa saber sobre o Parcelamento Previdenciário (INSS)

✅ O parcelamento pode ser feito em no máximo 60 parcelas

✅ O valor mínimo de cada parcela será de R$ 100,00 para Pessoas Físicas e


R$ 500,00 para pessoas jurídicas.

✅ O pagamento da 1ª Parcela será em 2 dias útil depois que efetivar o


Parcelamento, e as demais parcelas serão com vencimento no último dia útil
do mês

✅ O que causa a rescisão do parcelamento:


*A falta de pagamento de 3 (três) parcelas, consecutivas ou não
*A falta de pagamento de até 2 (duas) parcelas, estando pagas todas
as demais ou estando vencida a última prestação do parcelamento.

✅ Código da GPS (Maioria dos casos): 4308


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✅ O valor de cada parcela, por ocasião do pagamento, será acrescido de


juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia - SELIC, acumulada mensalmente, calculados a partir da data do
requerimento até o mês anterior ao do pagamento, e de um por cento
relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado.

Como Parcelar Online:

Entra no ECAC - No site da Receite Federal


(http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/atendimento-virtual) / Acessar e
coloque a senha ou o certificado digital.

Opção: Pagamentos e Parcelamentos / Parcelamento Simplificado


Previdenciário / Negociação de Parcelamento (Nessa tela irá trazer os valores
em aberto passíveis de parcelamento – confira e confirma).

Emissão Primeira Parcela GPS: Pagamentos e Parcelamentos /


Parcelamento Simplificado Previdenciário / Consulta de Acompanhamento
do Pedido / Emitir Documentos / Guia da Previdência Social – 1ª Parcela

Emissão das demais GPS’s: Pagamentos e Parcelamentos /


Parcelamento Simplificado Previdenciário / Extrato de Parcelamento /
Extrato / Reemitir GPS

Emissão da GPS vencida: Pagamentos e Parcelamentos /


Parcelamento Simplificado Previdenciário / Extrato de Parcelamento /
Extrato / Reemitir GPS

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OBSERVAÇÃO: Se ao tentar parcelar online, o sistema não permitir por estar


faltando informações cadastrais da empresa, faça o agendamento para ir até
a Receita Federal e fazer o parcelamento por lá.

Comentário da Zê

É importante que as empresas mantenham suas contribuições


previdenciárias em dia, principalmente as empresas tributadas pelo Simples
Nacional.

E uma condição para manter-se no Simples Nacional a regularidade do


pagamento.

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47 – FGTS: Conferência dos Encargos


(Recálculo)

Você sabia? ❗
Que é muito simples conferir os encargos do FGTS (Recálculo)?

Assunto: ✔ Conferência juros/multa FGTS:

A grande maioria não sabe conferir os encargos quando recalcula FGTS e nem
sabe explicar para o empregador o porquê daquele valor.

Então vamos lá:

1 - Entre no link:
Https://webp.caixa.gov.br/emp…/EditalFGTS/…/001/fgepw001.asp

Preencha os campos a seguir:

• Mês/Ano Competência (da guia que vai recalcular)


• Data p pagamento (data que vai pagar o recálculo)
• Tipo de Inscrição (CNPJ)
• FPAS(Outros)
• Simples (Pode deixar como não optante)

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• Opção FGTS (Optantes após 22/09/1971


• Categoria: (1- Trabalhador)
Vai aparecer uma tabela com o mês/ano e data de pagamento:
* Pega o coeficiente e anota ( Ex: 0,084425837)

2- Pega o valor da guia que deveria ter sido paga e divide por 8%! Esse
resultado será a base do FGTS
Exemplo: R$ 416,00 / 8% = R$ 5.200!

3 - Pega a base acima, e multiplica pelo coeficiente que você anotou


Exemplo: 5.200 x 0,084425837 = R$ 439,01

4- O resultado você subtrai pelo valor da guia que deveria ter sido
pago. Resultado será = ENCARGOS (Juros/Multa)
Exemplo: R$ 439,01 - 416,00
Juros/Multa = R$ 23,01 (Encargos FGTS).

Para você ver que aprendeu, pegue uma guia de FGTS recalculada e confira
seguindo os passos acima para ver se bate.

Comentário da Zê

O programa SEFIP faz este cálculo automaticamente, porém a Tabela de


Encargos precisa estar atualizada no programa.

Para atualizar automaticamente, basta estar conectado à internet e marcar a


opção – na abertura da GFIP, que há o FGTS em atraso.

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Se não atualizar automaticamente, será necessário fazer download do


arquivo de atualização e fazer manualmente.

Fazer automaticamente, abertura da GFIP:

Se não atualizar automaticamente, fazer download da última tabela. Eu


sempre recomendo este site para download, que não é da CEF e nem da RFB:

http://www.quarta.com.br/downloads/governo.aspx

Após fazer download, descompacte a tabela usando o programa 7-ZIP, para


não dar “erro de lacre”. Após a instalação utilize a opção “extrair aqui” e
coloque o arquivo na área de trabalho para não perder no seu computador.

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Link do 7-ZIP para download (escolha a opção conforme o seu sistema


operacional):

http://www.7-zip.org/download.html

Após descompactar o arquivo, insira-o no programa SEFIP, usando o MENU:

Ferramentas > Carga Manual de Tabelas > Índices FGTS.

Confira a atualização no MENU > Ajuda > Sobre o SEFIP

Sumário

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48 – FGTS/INSS Complementar – Pagamento a


menor

Você sabia? ❓ ❓ ❗
Que é muito simples gerar FGTS/INSS complementar?

Digamos que foi pago a MENOR para um ou mais empregados, você


terá que seguir isso:

➡ Dentro da GFIP e no mês de competência você vai "novo", coloca a


opção em "atraso" na coluna FGTS e informa a data q irá pagar.
➡ Na aba MOVIMENTO clica no Empregado que quer ajustar... Na parte
"Remuneração sem 13" você coloca o valor apenas da diferença (Exemplo:
você pagou FGTS sobre R$ 2.000 e o correto seria R$2.500! Você vai lançar
R$ 500,00 - Diferença).
➡ Logo abaixo tem a opção: COMPLEMENTAR FGTS (Você seleciona
essa opção)!
➡ No rodapé tem a opção "BASE De CÁLCULO PREVIDÊNCIA SOCIAL "
Você preenche nesse campo o valor CORRETO (Nesse meu exemplo seria os
R$ 2.500) e não a diferença!
➡ Coloca ele na modalidade em branco e manda bala enviando a GFIP.
Os demais empregados que estiverem corretos, você coloca na modalidade 9
"confirmação"!
Obs: Irá sair o FGTS complementar
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Mas o INSS sairá com o valor TOTAL com todos os empregados. Então você
veja o que foi pago e faça uma guia no site da Previdência Social calculando
somente a DIFERENÇA de uma para outra.

Comentário da Zê

Veja no SEFIP como fica:

Sumário

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49 – FGTS: Como Calcular a Atualização


Monetária

“Você Sabia” ❓ ❓

Que nosso Extrato de FGTS tem atualizações monetárias? (Obaaaa) $


Você sabe como calcular?

Sim? Aeeee... Parabéns

Não? Então “bora” aprender...

Primeiro pegue um extrato de algum Empregado e anote:


1- Valor do Depósito do mês que você queira fazer a atualização
2- O valor * do coeficiente de dois meses após ao mês de depósito (O link
para consultar o índice estará mais abaixo)
3- O valor do saldo anterior *se tiver.

Vamos praticar?

Vou calcular a atualização do mês de 10/2015:

3 - Depósito FGTS: R$ 199,05


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3 - Coeficiente: 0,003766 do mês de 12/2015 (Lembra que eu disse que


são 2 – dois - meses depois)
4 - Saldo anterior: R$ 1.917,12

✅ Fórmula Simples:

Somar o saldo anterior + depósito do mês x coeficiente:

R$ 1917,12 + R$ 199,05 = R$ 2.116,17


R$ 2.116,17 x 0,003766 = 7,96

O valor da Atualização referente esse mês é = R$ 7,96


Saldo total do Extrato atualizado = R$ 2.124,13 (Soma do saldo anterior +
depósito do mês + atualização).

Observações:

• Quando o FGTS é recalculado, ou seja, pago em atraso, há 2 (dois) tipos de


atualização:

Se for recálculo para pagar dentro do mês do vencimento, a atualização é


essa que acabamos de aprender acima . (Ex: 10/2015 recalculado para
pagar em 20/11/15 ... Ainda está dentro do mês de vencimento, que seria dia
07/11/2015).

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Se for recálculo para pagar fora do mês de vencimento, a atualização é


outra.... e essa vocês vão aprender no próximo capítulo do “Você sabia”...
hehe (Ex: 10/2015 recalculado para pagar em 01/12/2015).

O link para consultar esse índice mensal :


https://webp.caixa.gov.br/emp…/EditalFGTS/…/001/fgepw001.asp

Preencha o mês do depósito e clica em consultar.... Vocês vão ver que o mês
da atualização é o segundo mês após o mês de competência.

Comentário da Zê

Excelente forma de saber sobre a atualização do seu saldo de FGTS. Nada a


acrescentar!

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50 – Exame Médico Demissional

“Você Sabia” ❓ ❓

Assunto: Exame Médico Demissional

O Exame Médico Demissional PODE DEIXAR DE SER REALIZADO desde


que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado:

Nos últimos 135 dias para as empresas de grau de risco 1 e 2


segundo o Quadro I da NR 4;

Nos últimos 90 dias para as empresas de grau de risco 3 e 4


segundo o Quadro I da NR 4.

Comentário da Zê

A Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho (NR-4) pode (e


deve) ser lida por todos que trabalham em Departamento Pessoal. Confira no
link da Previdência Social:

http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/05/mtb/4.htm

Sumário

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51 – GRRF: Cálculo Manual

Você sabia? ❓ ❓ ❗
Que tem gente que acredita que para calcular a GRRF - Multa Rescisória
50% FGTS, acha que é apenas pegar o saldo do FGTS e multiplicar por 50%?

Isso é o que vem na mente de muita gente (empregadores, empregados e


para quem está começando na área)! Mas não funciona assim.

Hoje o tópico do "Você sabia" será para CONFERIRMOS o cálculo da GRRF.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Exemplo de verbas na rescisão:

- Saldo de salário = R$ 702,82


- Férias Proporcionais = R$ 1.171,37
- Férias Vencidas = R$ 2.300,00
- Aviso Prévio Indenizado 30 dias = R$ 1.757,05
- Aviso Prévio - 12.506 = R$ 175,71
- Décimo Terceiro Salário = R$ 1.464,21
- Décimo Terceiro Salário (AP Indez) = R$ 146,42
- Décimo Terceiro Salário - 12.506 = R$ 146,42

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- 1/3 Férias = R$ 439,26


- Férias (AP Indez) = R$ 146,42
SALDO DO FGTS: R$ 2.823,58

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Na tela do aplicativo GRRF (eu só faço por lá) tem a opção de SIMULAÇÃO... E
é nessa tela, que é o ideal para conferir o cálculo.
Vamos às 3 abas principais dessa tela: (Que são as 3 colunas que constam no
“Demonstrativo GRRF”).

Conferência GRRF:

MÊS RESCISÃO:

Nessa coluna, você tem que somar as verbas que tem incidência do FGTS na
Rescisão

Ex: Saldo de dias, Décimo Terceiro Salário, PTS, Horas Extras, Comissões.... E
se tiver algum valor de desconto com incidência (atraso, faltas..) tem que
deduzir nesse cálculo.

Olhando as verbas acima, vamos somar ( 702,82 + 1.464,21) - Saldo de dias e


Décimo Terceiro Salário proporcional.

= R$ 2.167,03 - Esse valor você multiplica por 8% .

•••Resultado 1 = R$ 173,36
196

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AVISO PRÉVIO INDENIZADO:

Nessa coluna, você tem que somar o Aviso Prévio Indenizado, Aviso Prévio
12506, Décimo Terceiro Salário (AP Indez), Décimo Terceiro Salário – Lei
12.506.
Olhando as nossas verbas, vamos somar ( 1.757,05 + 175,71 + 146,42 +
146,42)

= R$ 2.225,60 - Esse valor você multiplica por 8% .

•••Resultado 2 = R$ 178,04

MULTA RESCISÓRIA:

Nessa coluna você soma o Saldo do FGTS + Resultado 1 + Resultado 2


(2.823,58 + 173,36 + 178,04)

= R$ 3.174,98 (Essa é a base que vamos usar p calcular os 50%).


3.174,98 x 40% = R$ 1.269,99
3.174,98 x 10% = R$ 317,50

TOTAL GRRF:

50% acima + resultado 1 + resultado 2

♦ GRRF a pagar: R$ 1.938,89 ♦

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➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖
**Vamos às Observações?

✅ Alguns sistemas, importam o valor pago da Lei 12506 no campo "Mês


Rescisão" ao invés do "Aviso Prévio Indenizado"! O resultado será o mesmo.

✅ Não entra Férias nesse cálculo (Nem proporcional nem vencidas) - que
não foram gozadas. Agora, se tiver a descrição de férias gozadas, a soma será
na coluna "Mês Rescisão ".

✅ Na simulação, mostra a data limite para pagamento. Passar disso, será


cobrada juros e multa.

✅ No caso do "Término de Contrato" o que vai mudar é que a coluna


"Multa Rescisória " estará em branco. Vai estar preenchido a coluna "Mês
Rescisão"! - Mas tem que fazer GRRF.

✅No caso de "Quebra de Contrato- pelo empregador", a multa (50%)


GRRF, terá que ser calculada normalmente.

✅ A coluna "Mês Anterior a Rescisão " é o valor das verbas recebidas


referente ao mês anterior da Rescisão. Comigo é muito raro acontecer isso.
Acontece normalmente quando você precisa fechar uma Rescisão antecipada
e o mês anterior ainda não foi fechado (GFIP).

Aí pode colocar na GRRF p pagar aquele mês. Não esquecer de deixar na GFIP
a opção que já foi paga, para não pagar duas vezes.

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Comentário da Zê

É possível gerar a GRRF através do site do Conectividade Social ICP,


online mesmo, sem precisar enviar arquivo.

Confira no link (necessário estar com o Certificado Digital do


empregador ou do procurador):

https://conectividade.caixa.gov.br/

Sumário

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52 – GRRF Complementar - Dissídio

Você sabia? ❓ ❓ ❗

Assunto: GRRF – COMPLEMENTAR (“DISSIDIO”)

⚫ Abra o sistema da GRRF, e ache o Empregado que você fez a rescisão


dele. (Se não tiver gravado, importe novamente já para ter os dados).

⚫ Aba Cadastro, marca o Empregado, e clica em alterar

⚫ Preencha a data do dissídio (Exemplo: 01/10/2016) e ao lado você


coloca o valor do FGTS.

⚫ Campo acima “Valor do FGTS” : É somente o valor da diferença


do FGTS do (Saldo de salário + 13º proporcional) .

⚠ Exemplo:

✔ ANTES DO REAJUSTE: (ANTES)


Saldo de salário + 13º : R$ 2.214,16
Aviso Prévio Indenizado + 13º Ind.: R$ 1.894,03

✔ DEPOIS DO REAJUSTE 8%: (ATUAL)

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Saldo de salário: R$ 2.391,27


Aviso Prévio Indenizado + 13º Ind.: R$ 2.045,54
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Resumindo as DIFERENÇAS:
BASE Saldo de salário + 13º : # R$ 177,11
FGTS: (8%) = R$ 14,16
BASE Aviso Prévio Indenizado + 13º Ind.: # R$ 151,51
FGTS: (8%) = R$ 12,12
➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

VOLTANDOOOO.... Nesse campo de “Valor do FGTS” você vai colocar apenas


o valor de: R$ 14,16.

⚫ Na Aba “Remuneração” você só vai preencher o campo AVISO PRÉVIO


INDENIZADO:

Ou seja, colocar a Diferença da Base, que no nosso exemplo acima é R$


151,51
⚫ Clica em SALVAR e simule.

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

⚠ ⚠ ⚠ ATENÇÃO

O que você precisa ENTENDER na GRRF complementar:

➖ Na GRRF complementar, você não vai conseguir recolher o FGTS do mês


da Rescisão (Isso você vai fazer na GFIP 650). Ou seja, (diferença de saldo de

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salário, horas extras, Décimo Terceiro Salário proporcional).... esses FGTS’s


serão recolhidos na guia GRF com os demais empregados ativos do mês
quando você for enviar a GFIP complementar.

➖ Por esse motivo, a coluna “Mês Rescisão” irá ficar zerada na GRRF
complementar. E se você tentar preencher... Não irá conseguir!

➖ Você concorda que a Base de FGTS não muda? Por esse motivo, a GRRF irá
calcular automaticamente a Multa (50%), sobre o valor da base que você
informou do mês da rescisão La em cima no campo “Valor do FGTS”. Muita
gente pergunta: Mas por que só devo informar essa base e não a base do
indenizado?

Simples.... Porque como a Base de FGTS sobre o Aviso Prévio Indenizado é


INFORMADO na GRRF, ele mesmo irá calcular considerando o FGTS sobre
essa verba automaticamente.

➖ GRRF complementar por “término de contrato” não existe. Recolhe tudo


na GFIP 650.

➖ A Data de vencimento da GRRF Complementar será dia 07 do mês


posterior a que saiu o dissídio. Por isso, se você fizer dessa forma acima, não
irá gerar encargos (juros e multa) para pagar.

Comentário da Zê

Como na Dica anterior, utilize o Conectividade Social online para fazer!

Sumário

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53 – SD: Como Cadastrar a Empresa no Seguro


Desemprego web?

“Você Sabia” ❓ ❓ ❓

Assunto: Cadastrar Empresa – Seguro Desemprego Web

1- Primeiro passo é acessar o site https://sd.maisemprego.Ministério do


Trabalho.gov.br/sdweb/empregadorweb/index.jsf (Se aparecer que a
conexão não é avançada, clica em “Avançado” e depois “Não Seguro”.

2- (Esse link entra direto)

3- Ir onde está escrito CADASTRAR GESTOR

4- Coloque as informações da empresa.

Os dados do gestor, são os dados dos SÓCIOS da empresa (Que é o


responsável pelo certificado digital assim como é o responsável perante a
Receita Federal)

5- Não poderá repetir os "e-mails" cadastrados, então para quem é de


contabilidade aconselho cadastrar os e-mails dos clientes!
6 - O Ministério do Trabalho irá enviar para o e-mail cadastrado a Senha para

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o acesso!

Bom, amores, essa é a primeira parte..

Agora a segunda parte se trata de quem poderá enviar o seguro online!

Só poderá enviar o seguro online se TIVER CERTIFICADO DIGITAL!

Mas minha empresa não tem certificado digital, o q fazer?

Nesse caso, você terá que fazer uma procuração para alguma empresa que
TENHA um certificado (Ex: Contabilidade)!

Como fazer? Você vai na parte de LOGIN onde estiver escrito "SEM
CERTIFICADO", irá entrar e ir na parte de cadastrar Procuração, coloca os
dados da empresa que tenha o certificado e muito cuidado ao preencher!
Pois se errar os dados não dá para mudar.

Nesse caso, vai aparecer um documento (Procuração), você imprime, o


cliente reconhece firma e juntamente com os documentos da empresa tem
que levar no MINISTÉRIO DO TRABALHO! (A relação de documentos aparece
no rodapé da procuração).

Se a empresa tem certificado e fica ao seu poder:


É só fazer LOGIN na opção "COM CERTIFICADO" e enviar o requerimento.

Se a empresa tem o certificado, mas não fica no escritório (caso de


contabilidade):
Você também deverá fazer a procuração... Mas calmaaa! Não vão precisar
levar a documentação até o MINISTÉRIO DO TRABALHO!

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Nesse caso, você entra no LOGIN com a opção "COM CERTIFICADO", claro
(tem q colocar o certificado no computador), vai pedir a senha, e você entra
na parte de cadastrar procuração e coloca os dados da contabilidade.

Prontinho! A procuração será automática e você já poderá usar o certificado


da contabilidade p enviar.

Comentário da Zê

Veja a tela do Seguro Desemprego WEB:

Sumário

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54 – SD: Seguro Desemprego web – Dicas e


Erros

“Você Sabia” ❓ ❓ ❓

Assunto: ERROS/DICAS – Seguro Desemprego Web

✔ Cadastrou o e-mail errado e precisa alterar: Se você consegue entrar COM


CERTIFICADO digital, você pode ir na opção de "Administração" e "Alterar
Dados do gestor"!
Se você não consegue nem efetuar o LOGIN ou não tem certificado, deverá
ligar no 158 ou no M.T.E. da sua cidade e pedir alteração.

✔ Se estiver aparecendo à mensagem "Certificado Não validado": Primeira


coisa é você verificar se esse certificado está lendo em seu pc, tente acessar o
ICP, Eca-c com o certificado por exemplo!

Se estiver ok, esse erro é devido ao sistema. Abra em outro navegador.

✔ Solicitei nova senha e quando o Ministério do Trabalho envia o link no e-


mail, dá LOGIN inválido: Qdo o Ministério do Trabalho enviar no e-mail de
vocês o link para trocar a senha, você NÃO CLICA NESSE LINK! Você COPIA o
link até o final onde vai ter "==" (barra barra) e cola na página da internet q

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dará certo.

✔ Cadastrei o NOME do gestor errado: Se você tem acesso ao certificado


digital poderá fazer a alteração entrando em “ Administração”, "alterar dados
do gestor" e altere o nome ou e-mail! Se não tiver certificado, excluir o
cadastro pelo telefone 158 ou telefone do M.T.E as sua cidade.

✔ Não consigo cadastrar CEI do Doméstico: Nesse caso, não é possível, pois
quem fornece o formulário de seguro desemprego, é o próprio SINE/MTE,
não devendo ser feito o cadastro com CEI antigo do Empregador Doméstico.

✔ Não consigo cadastrar CEI NORMAL: Se der erro ao cadastrar o CEI, você
deverá mudar de navegador. Ao colocar o número do CEI, basta dar TAB.

✔ Cadastro de Filial: Primeiramente você cadastra a MATRIZ! Depois entra


no sistema usando o LOGIN da matriz e cadastra a filial. (Tem que estar com
certificado digital ou procuração).
Não cadastre a filial EM SEPARADO. Vai na opção “Administração”, “Manter
Empresa” , “Cadastrar Filial.”

✔ Não aparece para eu importar ou enviar o formulário do Seguro: Você só


vai conseguir enviar se estiver fazendo o LOGIN com um CERTIFICADO
DIGITAL. Se sua empresa não tem o certificado deverá fazer a procuração
conforme expliquei no post anterior. Aí vai aparecer as opções
“Requerimento”, “Importar Arquivo”

✔ Esqueci a senha: Você pode ir na opção "Solicitar nova senha", e eles irão
mandar no e-mail que está cadastrado.

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✔ Esqueci de imprimir a procuração: Por enquanto não tem como pegar a


segunda via, então o que você poderá fazer, é solicitar a exclusão do cadastro
para fazer novamente. Ou digitar a procuração manual.

✔ Erro Inesperado, procure o suporte: Esse erro aparece em duas situações:

1- Caracter especial: Não pode ter acentos, caracteres especiais,


espaços excessivos.... Olha no cadastro do Empregado se consta algo.
2- Endereço grande: O endereço do Empregado ou bairro está muito
grande. Pode abreviar.

Observações:

- Você só vai conseguir emitir o seguro na data da rescisão em diante (Antes


não)!

Aviso Prévio Trabalhado: No dia ou após a data de término do Aviso


Trabalhado

Aviso Prévio Indenizado: No dia ou após a data do Aviso Prévio Indenizado;

- Se der erro ao importar o arquivo, você vai na tela inicial do site, e clica na
opção “Validar Leiaute”. Irá aparecer os erros em vermelho.

Comentário da Zê

Você só conseguirá fazer algumas aplicações se estiver com o JAVA


atualizado no seu computador. Confira no link: http://java.com/download

Sumário

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55 – SD: Cálculo da Parcela do Seguro


Desemprego

“Você Sabia” ❓ ❓

Que é bem simples calcular o valor das parcelas do seguro desemprego?

Para começar, você precisa saber que todo ano a Tabela do Seguro
Desemprego é atualizada...
Em 2016 as informações da tabela são:

➡ 1ª FAIXA = Até 1.360,70 (Multiplica por 80%)

➡ 2ª FAIXA = De 1.360,71 até 2.268,05 (Multiplica por 50% e soma-se a


1.088,56)

➡ 3ª FAIXA = Acima de 2.268,05 (O valor será de 1.542,24)

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖

Agora que temos as informações acima, vamos praticar o cálculo?

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Primeiro Passo é somar os 3 últimos salários* e dividir por 3 para


acharmos a MÉDIA. A partir daí, saberemos em qual FAIXA estará.

FAIXA 1 :

3 últimos salários: R$ 1.300 + R$ 1.800 + R$ 900,00 = R$ 4.000,00

R$ 4.000 / 3 = R$ 1.333,33 (Média)

Qual faixa se encaixa essa média? Isso na 1ª Faixa

Fórmula: Pega o valor da média x 80%


Valor da Parcela = R$ 1.333,33 x 80% = R$ 1.066,67

Parcela Total = R$ 1.066,67.

FAIXA 2 :

3 últimos salários: R$ 2.200 + R$ 1.900 + R$ 1.000 = R$ 5.100,00

R$ 5.100 / 3 = R$ 1.700,00 (Média)

Qual faixa se encaixa essa média? Isso na 2ª Faixa

Fórmula: Pega o valor da média – R$ 1360,71 x 50% + R$ 1.088,56

Valor da Parcela = R$ 1.700 – R$ 1360,71 = R$ 339,29

R$ 339,29 X 50% = R$ 169,64 + R$ 1.088,56

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Parcela Total = R$ 1.258,20

FAIXA 3 :

3 últimos salários: R$ 3.500 + R$ 2.100 + R$ 1.820 = R$ 7.420,00

R$ 7.420 / 3 = R$ 2.473,33 (Média)

Qual faixa se encaixa esse valor? Isso na 3ª Faixa

Fórmula: Não tem... hehe... Nesse caso valor será:

Parcela Total = R$ 1.542,24

➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖ ➖
Em resumo para a Primeira faixa tem que multiplicar a média por
80%. A Segunda faixa é um pouquinho mais chatinha (porém,
simples) pegando o valor da média – Valor mínimo da 2ª faixa x 50%
+ o valor que consta para somar da segunda faixa.
A terceira faixa o valor é único e não tem fórmula.
Valor mínimo da Parcela: 1 salário mínimo (R$ 880,00)!

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Comentário da Zê

Confira a tabela do Seguro Desemprego para 2017:

TABELA PARA CÁLCULO DO BENEFÍCIO


SEGURO-DESEMPREGO – JANEIRO/2017
Calcula-se o valor do Salário Médio dos últimos três meses
anteriores a dispensa e aplica-se na fórmula abaixo:

O valor não poderá ser inferior a um salário mínimo (R$ 937,00 em


2017).

A lei que trata das novas regras do Seguro Desemprego e do Abono


Salarial anual é a Lei 7.998/90, que poderá ser lida no link a seguir:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7998compilado.htm

Sumário

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56 – eSocial dos Domésticos

“Você Sabia” ❓ ❓

Que desde 10/2015 o empregador doméstico deixou de pagar GPS?

Sendo assim, a partir dessa data, o recolhimento dos encargos dos


empregados domésticos será feito através do Portal ESocial.

Cadastro:

✅ Acesso o site do eSocial (http://www.esocial.gov.br/)

✅ Primeiro Acesso – Preencha com os dados do empregador. Após essa tela,


irá pedir o número da Declaração de Imposto de Renda do empregador (Caso
tenha sido entregue e que seja obrigatória) ou vai solicitar o número do
Título de Eleitor.

✅ Depois de efetuar o cadastro, irá aparecer o código de acesso.

✅ Faça o LOGIN no site usando o CPF, Código de Acesso e a senha escolhida.

✅ Na Aba “Trabalhador” e “Gestão de Trabalhadores” você clica em “


Cadastrar/Admitir” e preencha com os dados do Empregado.

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Encargos do Empregador x Empregado:

EMPREGADOR:

FGTS = 8%
INSS Patronal = 8%
RAT (Seguro Contra Acidente) = 0,8%
Multa rescisória = 3,2%

Total de Encargos pelo Empregador: 20% (Isso é fixo – Custo


Empregador)

EMPREGADO:

INSS = 8% , 9% ou 11% (Depende do salário de acordo com a Tabela


Previdenciária).

Exemplo:
Salário: R$ 1.000,00
Custo Empregador: R$ 200,00 ( 20% sobre salário) -
Custo Empregado: R$ 80,00 (8% sobre salário)
DAE A RECOLHER = 280,00.

Comentário da Zê

Leia a Lei 150/15, que trata dos Direitos dos Empregados Domésticos
e Deveres dos Empregadores Domésticos no link:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm

Sumário

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57 – DAE: Como recalcular o DAE do


Empregador Doméstico?

“Você Sabia” ❓ ❓

RECALCULAR DAE: (Doméstica)

Faça o LOGIN no site do ESocial.

✅ Aba “Folha/Recebimentos e Pagamentos”

✅ Clica no mês que quer recalcular

✅ Não precisa reabrir a folha

✅ No lado direito tem a opção de "Editar a Guia"

✅ Vai ter um quadrado azul claro bem pequeno escrito DAE, clica nele.

✅ Na parte superior vai ter o campo para colocar a data que deseja pagar.

✅ Emitir Dae e Confirmar

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Observação: Se você desejar pagar a guia no dia, pode entrar na


competência que deseja, e clicar em “ emitir Guia” que já sairá para o
vencimento no dia.

Comentário da Zê

Link para o Site do eSocial: www.esocial.gov.br

Sumário

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58 – eSocial: Você Sabia sobre o eSocial?

Por Zenaide Carvalho

Amigo leitor, desde 2010 venho estudando sobre o eSocial e tenho


afirmado que o eSocial será a “Nova Era do DP”.

Tendo escrito dois livros para ajudar empresas, escritórios contábeis e


órgãos públicos a fazerem a implantação do eSocial, posso afirmar que o
eSocial é muito complexo e exigirá uma capacitação completa de todos os
profissionais do DP. Site: www.esocial.gov.br

É uma mudança total de paradigmas, onde os empregadores terão que


cumprir a legislação vigente. O eSocial não muda a legislação, mas chega para
exigir seu cumprimento. E o eSocial não vem sozinho: ainda entra em vigor a
EFD-REINF – instituída pela IN RFB 1.701/17, a DCTFWEB, o SERO e a
Declaração PERD/COMP será atualizada para receber as compensações
previdenciárias que atualmente são informadas na GFIP.

Para assistir a meus vídeos sobre o eSocial, no meu canal do Youtube,


acesse o link https://goo.gl/Hq8sFe

O Governo também publicou vários vídeos sobre o tema, que você


pode assistir no link www.arvoredoconhecimento.org.br

Participe do grupo de estudos no Facebook – sobre eSocial, EFD-REINF


e DCTFWEB, com mais de 15 mil pessoas de todo o Brasil, entre no link:
https://www.facebook.com/groups/esocialnapratica/

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Fique atento às 10 (dez) dicas a seguir, para fazer a implantação do eSocial em


sua empresa ou escritório contábil de forma consciente!

eSocial: Dez Dicas para Implantação nas Empresas Contábeis

O eSocial é a nova obrigação acessória que todas as empresas e órgãos


públicos terão que cumprir para gerar informações à Receita Federal,
Previdência Social, Ministério do Trabalho e Caixa Econômica Federal sobre
todas as relações onerosas de trabalho.

Faz parte do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital.

O eSocial já é considerado o maior dos SPEDs, por abranger a


totalidade de empresas e gerar informações de todos os trabalhadores com
vínculo de trabalho formal no país.

Através do Decreto 8.373/14 foi instituído oficialmente o eSocial e em


2017 será aberto o ambiente de testes para envio de arquivos.

O eSocial terá como objetivos: maior transparência fiscal para os entes


participantes, garantia de direitos aos trabalhadores e uma futura
simplificação de processos para os empregadores, já que o eSocial pretende
substituir as declarações GFIP, RAIS, CAGED e DIRF.

Mas será que as empresas contábeis – que atendem a maioria dos


pequenos negócios no Brasil – estão preparadas para vencer este desafio?
Tempo há, porém, algumas ações precisam ser iniciadas, para o êxito no
atendimento da nova obrigação.

Leia a seguir dez dicas com providências imediatas a serem tomadas para
que as empresas contábeis tenham êxito na implantação do eSocial junto aos
seus clientes.

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1) Comunicar às empresas: os pequenos empregadores geralmente


estão mais focados em seus negócios e não acompanham a legislação
em detalhes. A empresa contábil pode promover uma palestra ou
visitar cada um dos clientes para informar sobre a chegada do eSocial.
Depois tal comunicação deverá ser formal – por escrito, para definir
prazos e regras para o cumprimento das novas obrigações. No portal
do eSocial há uma apresentação-padrão disponibilizada pelo Comitê
Gestor que poderá ser utilizada.

2) Mudar paradigmas e procedimentos: talvez a parte mais difícil. Deixe


claro aos empregadores que a legislação trabalhista, fiscal e
previdenciária deverá ser cumprida à risca. Haverá cruzamento de
informações, as admissões deverão ser enviadas antes do início no
trabalho, o pagamento das férias deve ser feito dois dias antes (já que
será informado no eSocial) e as Rescisões Contratuais serão
informadas no mesmo prazo do pagamento. Crie uma lista com os
prazos que os documentos precisam chegar na empresa contábil para
o cumprimento das obrigações.

3) Atualizar exames médicos e laudos de Medicina e Segurança do


Trabalho: Faça um levantamento das datas dos exames médicos
periódicos e também levante as datas da atualização dos laudos de
medicina e segurança do trabalho em todas as empresas. Tais
informações serão solicitadas no eSocial e o PPP – Perfil
Profissiográfico Previdenciário – passará a ser eletrônico com a
entrada do eSocial em vigor, o que exigirá que todas as atividades
sejam descritas – mesmo para as atividades não expostas a agentes
nocivos.

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4) Rever contratos de Estagiários: O cumprimento da Lei do Estagio – Lei


11.788/08 – será cobrado através do eSocial. O exame médico é
exigido pela legislação, bem como a designação de um supervisor com
formação ou experiência profissional na área do estágio. Tal
supervisor será identificado no eSocial com nome e CPF. Caso não
atenda a legislação, o estágio poderá ser considerado como vínculo
empregatício. Reveja os contratos de estágio nas empresas clientes e
corrija o que não estiver de acordo com a lei 11.788/08. No site do
Ministério do Trabalho há o Manual de Aprendizagem, disponível para
download.

5) Analisar a Tributação: Todos os proventos e descontos serão


informados no eSocial, havendo o envio da Tabela de Rubricas já no
Cadastro Inicial e uma “cópia” da folha de pagamento mensalmente,
onde Governo e trabalhadores terão acesso a todos os dados. A Tabela
de Rubricas informará aos entes participantes a tributação de todos os
proventos. Reveja se as tributações dos proventos pagos pelas
empresas estão de acordo com a legislação vigente.

6) Fazer a Qualificação Cadastral: É necessário fazer a Qualificação


Cadastral de todos os trabalhadores, que é o batimento do “Nome X
Data de Nascimento X CPF X NIS (PIS/PASEP/NIT)”. O aplicativo já está
disponível – online ou em lote, no portal www.esocial.gov.br. Faça a
qualificação dos trabalhadores, inclusive dos empregados afastados.
Posteriormente, sempre que houver uma admissão a qualificação

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deverá ser realizada antes do envio, para evitar bloqueios dos


cadastros.

7) Identificar as atividades da empresa: Reveja todas as atividades das


empresas. A melhor forma é ligar para empresa e perguntar quais
atividades ela desenvolve. Tal procedimento é necessário para
conferir os contratos sociais, alvarás e cadastro no CNPJ, além de
informar corretamente a Classificação Tributária da empresa no
eSocial, RAT, FPAS e CNAE Preponderante.

8) Promover treinamento e capacitação: Capacite os empregados do


Setor de Pessoal. Se na empresa cliente houver algum colaborador que
possa fazer o contato com a empresa contábil, recomendamos
também a capacitação do colaborador. No portal do eSocial há um
arquivo de “Perguntas Frequentes” com várias perguntas respondidas
pelo Comitê Gestor do eSocial e recomendo o download. Mas não é
só para conhecer o eSocial A capacitação contínua nas áreas
trabalhista e previdenciária será necessária, já que o eSocial abrangerá
todas as informações de tais áreas.

9) Criar equipe “eSocial” e Plano de Ação: Designe um líder do eSocial e


uma equipe multidisciplinar para estudar a implantação do eSocial. O
líder deve ter um conhecimento aprofundado sobre a legislação
trabalhista, previdenciária e sobre o eSocial. O plano de ação pode ser
o conhecido como “5W2H” (Quem faz, quando faz, como faz, porque
faz, quanto custa etc), gerando um documento para cada um dos
arquivos/eventos do eSocial.

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10) Comunicar sobre Multas e Penalidades: Envie uma lista das


penalidades já existentes na legislação trabalhista e previdenciária em
caso de descumprimento das obrigações por parte do empregador.
Lembre também que segundo o Regulamento do FGTS (Decreto
99.684/90), o empregador que deixar de pagar o FGTS não poderá
pagar pró-labore e em caso de mora de mais de três meses também
poderá perder os incentivos fiscais, como a continuação na tributação
do Simples Nacional.

Todos os sistemas que gerarem dados para o eSocial precisão ser


adaptados, porém as dicas expostas não necessitam de novos programas e tão
somente de ação imediata.

Vigência do eSocial

Julho/2017 – abertura do ambiente restrito de testes

Janeiro/2018 – Início para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões

Julho/2018 – Início para os demais empregadores

Há bastante trabalho a fazer enquanto não chega a obrigação final. E aí,


vai ficar esperando? Mãos à obra!

Aproveite agora que o eSocial ainda não entrou em vigor para melhorar as
suas habilidades.

Sumário

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59 – Você sabia dessas curiosidades?

Qual a diferença entre empregado e funcionário?

“Por uma questão de educação ou delicadeza, tratamos as pessoas que


gentilmente nos atendem por “funcionários”.

Mas, na realidade, existe uma grande diferença entre empregados e


funcionários.

Empregado é toda pessoa física que trabalha para outra pessoa física ou
empresa, mediante o recebimento de salário. Geralmente registrados em
carteira de trabalho ou contratos, mas que tem direito aos depósitos do FGTS,
trabalham regidos pela CLT, são chamados celetistas. Exemplos: quem
trabalha em lojas, supermercados, indústrias, hotéis, limpezas em geral, salão
de beleza, construção em geral, postos de gasolinas, padarias, açougues, etc.

Funcionário é também toda pessoa física, mas que trabalha em repartições


públicas ou órgãos públicos: municipais, estaduais e federais, com ou sem
registro em carteira de trabalho, mas que não tem direito aos depósitos de
FGTS, trabalham regidos por estatutos (são chamados estatutários). Exemplo:
quem trabalha nas prefeituras (somente os concursados ou aqueles que
ocupam cargos de confiança, tais como os Secretários, os demais são
empregados.

Quem trabalha no Banco do Brasil, Caixa Econômica, Universidades, Hospitais


Públicos etc, a maioria são empregados, exceto os concursados ou aqueles que
ocupam cargos de confiança.

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Agradeço se for atendida e mandar divulgar, para conhecimento em geral.”

Ass: Izete Dias Elias

(Transcrito ipsis litteris)

Fonte: http://blog.diarinho.com.br/diferenas-entre-empregado-e-funcionrio

Diferença entre Acordo Coletivo, Convenção e Dissídio?

Resumindo:

Acordo = regras acordadas entre uma empresa e o sindicato laboral

Convenção = regras acordadas entre um sindicato patronal e um sindicato


laboral

Dissídio = regras que vão à Justiça do Trabalho, por falta de acordo entre os
representantes do empregado e do empregador.

Agora vamos às explicações (fonte citada ao final do texto).

Saiba as diferenças entre Convenção, Acordo e Dissídio

Muitos associados desconhecem as diferenças entre os termos dissídio e


acordo coletivos e contratos individuais de trabalho.

De acordo com o advogado do SinBiesp, Dr Delano Coimbra, quando o


sindicato de empregados e uma empresa, órgão ou instituição - em comum
acordo - redigem um documento normativo (elenco de normas) sem a
intervenção de alguma entidade patronal, isso é chamado de Acordo Coletivo
de Trabalho.

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Já a Convenção Coletiva de Trabalho tem origem em uma pauta de


reivindicações aprovada em assembleia da categoria. O advogado explica que
toda categoria profissional tem uma data-base. No caso dos bibliotecários -
filiados ou não ao SinBiesp -a data é 1º de setembro. Três meses antes desta
data, o sindicato convoca a categoria por meio de um edital publicado em
jornal, para participar da assembleia geral que discutirá a pauta de
reivindicações que, depois de aprovada, será apresentada às entidades
patronais. A partir disso são negociadas as bases para uma Convenção Coletiva
de Trabalho, documento firmado entre as entidades sindicais de empregados
e as patronais.

“Independentemente dessa etapa de definições, os empregadores podem


firmar, com cada empregado ou profissional do setor, os Contratos Individuais
de Trabalho, mas sempre deve prevalecer, em cada caso, a norma mais
favorável ao empregado”, esclarece o Dr. Delano.

Em casos em que não há Acordo Coletivo de Trabalho, e as partes envolvidas


na negociação não chegam a um acordo que leve a uma Convenção Coletiva
de Trabalho, o sindicato ingressa com o Dissídio Coletivo no Tribunal Regional
do Trabalho, TRT, que estabelece os benefícios e os reajustes salariais por meio
de uma sentença normativa.

Fonte:

http://www.sinbiesp.org.br/index.php/sinbiesp/dr-delano-responde/24-
saiba-as-diferencas-entre-convencao-acordo-e-dissidio

225

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Qual a diferença entre SEFIP e GFIP?

SEFIP é o programa.

GFIP é a Declaração.

Qual a diferença entre salário e remuneração?

Salário é o valor FIXO combinado entre empregado e empregador.

Remuneração é o conjunto de direitos que o empregado recebe,


incluindo também o salário.

Qual a diferença entre autônomo, contribuinte individual e facultativo?

Autônomo é um tipo de contribuinte individual.

Contribuinte individual é um tipo de segurado obrigatório da


Previdência Social, que não tem relação de emprego, porém recebe
remuneração. É o caso dos autônomos, diretores, conselheiros etc.

Já o contribuinte facultativo pode até nem trabalhar, mas quer


participar dos benefícios da Previdência Social e contribui espontaneamente.
Pode ser o caso de um desempregado, um estudante (a partir de 16 anos), ou
de uma pessoa que não trabalha fora.

Confira mais detalhes aqui: http://www.previdencia.gov.br/servicos-


ao-cidadao/todos-os-servicos/gps/forma-pagar-codigo-pagamento-
contribuinte-individual-facultativo/

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Qual a diferença entre Avulso e Eventual?

Valentim Carrion nos dá o conceito de Trabalhador Avulso> aquele que


presta serviços a varias empresas, agrupado em entidade de classe, por
intermédio desta e sem vínculo empregatício.

Consulte a lei 12.023/2009: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-


2010/2009/lei/l12023.htm

Já um trabalhador eventual é um autônomo e, portanto, considerado


um contribuinte individual, para a Previdência Social.

Qual a diferença entre Estagiário e Aprendiz?

O estagiário não tem vínculo de emprego e as regras para contratação estão


na lei 11.788/08.

Faça Download do Manual do Estagiário, CLICANDO AQUI.

Já o Aprendiz é um empregado – regido pela CLT – contratado por prazo


determinado, com regras específicas.

Faça Download do Manual do Aprendiz CLICANDO AQUI.

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60 – Você Sabia o que incide IRRF/INSS/FGTS?

Compartilhamos a Tabela de Incidências, para ajudar no seu trabalho no DP!

TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Abono do Programa de Integração Social PIS e
1 do Programa de Assistência ao Servidor não não não
Público PASEP;
2 Abono Pecuniário de Férias Não Não Não
Abonos Eventuais - as importâncias recebidas
a título de ganhos eventuais e os abonos
3 não não sim
expressamente desvinculados do salário, por
força da lei.
Adicionais de insalubridade, periculosidade e
4 sim sim sim
do trabalho noturno;
Adicional por tempo de serviço (quinquênios,
5 sim sim sim
triênios, etc)

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Adicional por transferência de local de
6 sim sim sim
trabalho;
Ajuda de custo, em parcela única, recebida
exclusivamente em decorrência de mudança
7 não não não
de local de trabalho do empregado, na forma
do art. 470 da CLT;
Ajudas de custo e o adicional mensal
8 recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei não não sim
nº 5.929, de 30 de outubro de 1973;
9 Ajudas de custo em geral Sim Sim Sim
Assistência - as parcelas destinadas à
assistência ao trabalhador da agroindústria
10 não não sim
canavieira, de que trata o art. 36 da Lei nº
4.870, de 1º de dezembro de 1965;
Auxílio-Alimentação, dado de acordo com o
PAT (Lei 6.321/76 - Programa de Alimentação
do Trabalhador) e cadastro no site
www.mte.gov.br. Ou dado IN NATURA (o
11 próprio alimento), MESMO SEM CADASTRO Não Não Não
NO PAT (ADI RFB 03/2015 DOU 16/04/2015).

Órgãos públicos podem se inscrever no PAT


para evitar a tributação (desde que o Auxílio

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


seja dado em ticket ou carga em cartão e não
em dinheiro).
Auxílio-Alimentação dado em
espécie/pecúnia (ou carga em cartão sem
inscrição no PAT), segundo a legislação
previdenciária (exceto para servidores
12 Sim Sim Sim(*)
temporários federais).

IRRF: isento para servidores públicos federais


(IN RFB 1.500/14, 5º, II)
Auxílio Doença - a importância paga ao
empregado a título de complementação ao
13 valor do auxílio-doença, desde que este Não Não Sim
direito seja extensivo à totalidade dos
empregados da empresa;
Auxílio-Transporte (valor dado em dinheiro,
desvinculado do valor das passagens e em
desacordo com a Lei do Vale-Transporte) ou
Auxílio-Combustível.
14 Sim Sim Sim (*)
(*) IRRF: Isento para servidores da União (IN
RFB 1.500/14, 5º, IV). ver tópico Vale-
Transporte!
15 Aviso prévio, trabalhado sim sim sim
230

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Aviso prévio indenizado (Dec. 6727/09 –
revoga alínea “f” do inciso V do § 9o do art.
214 do dec. 3.048/99);

(*) Segundo o TST (RR - 107100-


40.2008.5.15.0018, publicado em 15/02/2013
não incide contribuição previdenciária, por
ser de caráter indenizatório, mesma decisão
do CARF (Conselho Administrativo de
Recursos Ficais, do Ministério da Fazenda), a
legislação básica ainda não foi alterada mas já
foi reconhecida a não tributação pela PGFN.
16 NOTA PGFN/CRJ/No 485/2016 Sim Não (*) não

Link para baixar e ler o artigo:


https://goo.gl/F6h6Wl

Na tabela de incidências do INSS atualizada


no site da RFB já consta o Aviso Prévio
Indenizado como NÃO TRIBUTÁVEL para fins
de INSS: Link: https://goo.gl/pbvmdy

Obs: Segundo a IN RFB 925/09, o Aviso Prévio


Indenizado não deve ser informado na GFIP,
mas incluir para o pagamento da GPS,

231

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


desprezando a GPS emitida pelo SEFIP. Esta
orientação ainda não foi alterada pela RFB.
Babá - o reembolso-babá, limitado ao menor
salário-de-contribuição mensal e
condicionado à comprovação do registro na
Carteira de Trabalho e Previdência Social da
17 empregada, do pagamento da remuneração e não não não
do recolhimento da contribuição
previdenciária, pago em conformidade com a
legislação trabalhista, observado o limite
máximo de 6 (seis) anos de idade da criança;
Bolsa - Importância recebida a título de bolsa
de complementação educacional de
18 estagiário, quando paga nos termos da Lei nº não não sim
6.494, de 7 de dezembro de 1977 ou 11.788
de 25/09/08;
Outras bolsas de Estudos: ISENTAS também
de IMPOSTO DE RENDA, como a do médico
residente, mestrado, etc.
19 Não Não/Sim Não/Sim
Obs: Bolsa de veterinário-residente é
tributável, a RFB não aceita analogia –
Solução de Consulta 42, de 12/09/2014)

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Bolsa - Programa Mais Médicos (contribuintes
20 Não Sim Não
individuais) Lei 12.871/2013
Bolsa Pronatec: Não há desconto
previdenciário se for recebida por servidor
21 público federal dos Institutos Federais. Se for Não Não/Sim NÃO/Sim
recebida por outra pessoa, é tributável SIM
para fins previdenciários e IRRF
22 Comissões; sim sim sim
Convênios Médicos - o valor relativo à
assistência prestada por serviço médico ou
odontológico, próprio da empresa ou por ela
conveniado, inclusive o reembolso de
23 despesas com medicamentos, óculos, não não não
aparelhos ortopédicos, despesas médico-
hospitalares e outras similares, desde que a
cobertura abranja a totalidade dos
empregados e dirigentes da empresa;
Creche - o reembolso-creche pago em
conformidade com a legislação trabalhista,
observado o limite máximo de 6 (seis) anos de
24 idade da criança (para fins de RGPS e FGTS), não não não
quando devidamente comprovadas as
despesas realizadas; IRRF: limite de 5 anos (IN
RFB 1.500/14, ART 62, inciso XIV)
233

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Despesas com Veículos - o ressarcimento de
25 não não não
despesas pelo uso de veículo do empregado;
Diárias para viagem, desde que não excedam
26 não não não
a 50% (cinquenta por cento) da remuneração;
Diárias para viagem, pelo seu valor global,
quando excederem a 50 (cinquenta por
27 sim sim não
cento) da remuneração do empregado
(exceto para comissionados federais)
Direitos Autorais - os valores recebidos em
28 não não sim
decorrência da cessão de direitos autorais;
Dispensa - a importância prevista do inciso I
do art. 10 do Ato das Disposições
29 não não não
Constitucionais Transitórias, pela dispensa
imotivada;
30 Etapas (marítimos); sim sim sim
Férias gozadas e seu respectivo 1/3
Constitucional (art. 137 CLT)
31 Sim Sim sim
– ver item “Férias - Valor Correspondente à
dobra da remuneração”
Férias - Abono Pecuniário - correspondente à
32 não não não
conversão de 1/3 (um terço) das férias em

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


pecúnia (art. 143 da CLT) e seu respectivo 1/3
(um terço) de adicional constitucional;
Férias Indenizadas - as importâncias recebidas
a título de férias e respectivo 1/3
33 não não não
constitucional, recebidas em rescisão
contratual.
Férias - valor correspondente à dobra da
remuneração de férias, prevista no art. 137,
caput, da CLT + 1/3 CF/88, quando
indenizadas em rescisão contratual ou pagas
na vigência do contrato (*).

34 Ver item “Férias Gozadas”. não não Não (*)

(*) SIM para IRRF se forem pagas na vigência


do contrato.

NÃO para IRRF se forem pagas em rescisão


contratual.
35 Gorjetas; sim sim sim
Gratificação de natal (2ª PARCELA - 13º
salário), inclusive quando indenizadas em
36 sim sim sim
rescisão:

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


tributação em separado da remuneração
habitual
Gratificação de Natal – 1ª parcela
37 Sim Não Não
(adiantamento)
Gratificações ajustadas expressas ou tácitas,
38 tais como de produtividade, de balanço, de sim sim sim
função ou cargo de confiança;
39 Horas extras; sim sim sim
Honorários pagos por serviços prestados por
40 contribuintes individuais (autônomos, Não Sim Sim
conselheiros, etc)
Indenização de que trata o art. 14 da Lei nº
41 Não não sim
5.889, de 8 de junho de 1973;
42 Indenização de que trata o art. 479 da CLT; não não não
Indenização de que trata o art. 9º da Lei nº
7.238, de 29 de outubro de 1984, relativa à
43 nao não não
dispensa no período de 30 (trinta) dias que
antecede a data-base do empregado;
Indenização recebida a título de incentivo a
44 nao não não
demissão;

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Licença-prêmio indenizada ou não gozada por
necessidade de serviço;
45 não não não
(IRRF: IN RFB 1.500/14, art 62, VI, RGPS: IN
RFB 971/09, art 58, V, j)
46 Licença-prêmio; sim sim sim
Multa - valor da multa prevista no § 8º do art.
47 477 da CLT; (IRRF: sim, IN RFB 1.500/14, art não não sim
12, XII)
Parcela “in natura” (o próprio alimento)
recebida ou não de acordo com o PAT –
Programa de Alimentação do Trabalhador.

48 Se for dado em DINHEIRO (Auxílio não não não


alimentação), integra a remuneração para
todos os efeitos legais e tributa para INSS,
IRRF e FGTS, exceto para servidores
temporários federais.
Participações do empregado nos lucros ou
resultados da empresa, quando pagas ou
49 creditadas de acordo com lei específica; (Lei não não sim
10.101/2000) (ver limites anuais de isenção
para IRRF)

237

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Plano Educacional - o valor relativo a plano
educacional, ou bolsa de estudo, que vise à
educação básica de empregados e seus
dependentes e, desde que vinculada às
atividades desenvolvidas pela empresa, à
educação profissional e tecnológica de
empregados, nos termos da Lei no 9.394, de
20 de dezembro de 1996, e: 1. não seja
50 utilizado em substituição de parcela salarial; não não sim
e 2. o valor mensal do plano educacional ou
bolsa de estudo, considerado
individualmente, não ultrapasse 5% (cinco
por cento) da remuneração do segurado a
que se destina ou o valor correspondente a
uma vez e meia o valor do limite mínimo
mensal do salário-de-contribuição, o que for
maior;
Previdência Complementar - o valor das
contribuições efetivamente pago pela pessoa
jurídica relativo a programa de previdência
51 complementar, aberto ou fechado, desde que não não não
disponível à totalidade de seus empregados e
dirigentes, observados, no que couber, os
arts. 9º e 468 da CLT;

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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Quebra de caixa do bancário e do
52 sim sim sim
comerciário.
53 Repouso semanal e feriados civis e religiosos; sim sim sim
Retiradas de diretores não empregados,
quando haja deliberação da empresa,
54 garantindo-lhes os direitos decorrentes do sim sim sim
contrato de trabalho (art. 16 da Lei nº
8.036/90);
Salário em dinheiro, inclusive Salário-
55 sim sim sim
maternidade
56 Salário in natura (em bens ou serviços); sim sim sim
Salário-família e os demais benefícios pagos
57 pela Previdência Social, nos termos e limites não não não
legais, salvo o salário-maternidade;
Salário-família, no que exceder do valor legal
58 sim sim sim
obrigatório;
Seguro - o valor das contribuições
efetivamente pago pela pessoa jurídica
relativo a prêmio de seguro de vida em grupo,
59 desde que previsto em acordo ou convenção não não sim
coletiva de trabalho e disponível à totalidade
de seus empregados e dirigentes, observados,
no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT.
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TABELA DE RUBRICAS (INCIDÊNCIAS): FGTS - RGPS -IRRF


Bases legais:

RGPS: Lei 8.212/91 art. 28, Decreto 3.048/99 (RPS) art. 214 e IN RFB 971/09 art. 57 e 58

FGTS: Lei 8.036/90, Dec. 99.684/90 e Circulares da CEF

IRRF: Decreto 3.000/99, IN RFB 1.500/14 e MAFON (Manual do Imposto de Renda na Fonte)

Nº DISCRIMINAÇÃO DAS VERBAS FGTS RGPS IRRF


Transporte – Alimentação e Habitação - Os
valores correspondentes a transporte,
alimentação e habitação fornecidos pela
empresa ao empregado contratado para
trabalhar em localidade distante da de sua
60 não não não
residência, em canteiro de obras ou local que,
por força da atividade, exija deslocamento e
estada, observadas as normas de proteção
estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e
Emprego;
Vale-transporte, nos termos e limites legais;
(se for “auxílio-transporte” – valor fixo não
61 compatível com o transporte – integra a não não não
remuneração para todos os efeitos legais). Lei
7.418/85 e Dec. 95.247/87
Vestuário e Equipamentos - o valor
correspondente a vestuários, equipamentos e
62 outros acessórios fornecidos ao empregado e não não não
utilizados no local de trabalho para prestação
dos respectivos serviços;
Pro-labore (remuneração do sócio que
63 trabalha na empresa). (*) O FGTS sobre pro- Não* Sim Sim
labore é opcional.

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Mensagem final

Você sabia que você pode ser muito feliz e crescer profissionalmente
no departamento pessoal?

Esperamos que você tenha aproveitado bastante estas dicas práticas


para profissionais iniciantes na área de departamento pessoal de empresas e
escritórios contábeis.

Entretanto, sugerimos que você esteja em constante movimento,


aprendendo. E não só perguntando nos grupos e redes sociais, mas lendo
bastante, para apurar o seu próprio senso crítico e analítico.

Trabalhar no Departamento Pessoal é gratificante e, embora hoje


ainda não seja uma realidade do setor o reconhecimento, esperamos que
VOCÊ busque o seu reconhecimento, crescendo profissionalmente, com seu
próprio esforço.

Desejamos muito sucesso em seu trabalho no DP. Sabemos que não


há mágica, mas com dedicação contínua seu trabalho será recompensado.

Jéssica Fávaro e Zenaide Carvalho

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Agradecimentos

Jéssica Fávaro

Às pessoas que sempre acreditaram no meu potencial (que não citarei nomes
para não pecar em esquecer alguém), a Marta Regina (minha chefe) pela
oportunidade de trabalhar nesta área, aos membros do grupo “Departamento
Pessoal em Ação” e do meu grupo do WhatsApp.

E, em especial, ao anjo que Deus colocou em minha vida.... Zenaide Carvalho


- e sua equipe (Se eu tiver 10% da sabedoria, generosidade e humildade dela
já me sentirei realizada).

Zenaide Carvalho

Aos meus alunos, muito obrigada!

Equipe da Nith Treinamentos, muito obrigada!

Jéssica, obrigada pela oportunidade de participar deste trabalho!

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Convite

Participe dos Grupos de Estudo no Facebook:

Departamento Pessoal em Ação:

https://www.facebook.com/groups/dpemacao/

Conheça os Grupos de Estudo criados pela Prof. Zenaide Carvalho (Nith


Treinamentos) no link a seguir:

http://nith.com.br/duvidas

Todos os Direitos Reservados

Proibida a reprodução total ou parcial sem a expressa autorização das


autoras. Proibida a distribuição paga ou gratuita, sob pena de infração à lei
dos direitos autorais.

“Você Sabia? Dicas de Departamento Pessoal”


1ª edição - 2017

Contato com as autoras:

Jéssica Fávaro – www.jessicafavaro.com.br


Zenaide Carvalho – www.zenaide.com.br

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