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@pneumostudents

Ana Ravene Bezerra Amorim Breno Rocha de Moura


@anaravenebezerra @brenomourafisio

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Definição ................................................................................................................................................ 4
Distúrbios Respiratórios .................................................................................................................... 5
Distúrbios Metabólicos ...................................................................................................................... 5
Respostas Compensatórias .............................................................................................................. 6
Passo-a-passo para classificação dos Distúrbios Acidobásicos ............................................ 8
Excesso de Base (Base Excess) ........................................................................................................ 9
Resumindo........................................................................................................................................... 10
Tabela para Interpretação Fácil de Gasometria Arterial ......................................................... 13
Questões ...............................................................................................................................................14
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 17

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A gasometria arterial é um exame invasivo amplamente utilizado dentro de
uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), principalmente para revelar o estudo dos
gases sanguíneos: valores do pH sanguíneo, Pressão parcial de dióxido de carbono
(PaCO2), da Pressão parcial de oxigênio (PaO2), Concentração dos íons bicarbonato
(HCO3-) e Saturação da oxi-hemoglobina, dentre outros. Analisando, principalmente,
o equilíbrio acidobásico. Em indivíduos saudáveis, o sistema tampão, os pulmões e os
rins funcionam de forma agregada com intuito de manter o equilíbrio acidobásico.
O sistema tampão (bicarbonato e fosfato) ocorre prontamente à modificação
acidobásica, constituindo assim, a primeira linha de defesa para alterações do pH. O
componente pulmonar inicia-se minutos após a alteração acidobásica, sendo o
segundo na linha de defesa. Os rins, por sua vez, constituem-se como terceiro na linha
de defesa contra alterações do equilíbrio acidobásico, levando horas a dias para agir.
No entanto, de todos os mecanismos de regulação, este é o mais duradouro.
O esquema 1 abaixo, ilustra os valores de normalidade da Gasometria arterial,
onde o valor normal do pH sanguíneo, situa-se entre 7,35 e 7,45 (valores abaixo
denominam-se acidose; e, valores acima, alcalose). A PaCO2 é ácida e se relaciona aos
componentes respiratórios, seu valor normal é de 35 a 45 mmHg; o HCO3 _ é a base e
se associada ao componente metabólico (rim), seu valor de normalidade é 22 a 26
mEq/L de plasma; Saturação de Oxigênio deverá ser mais que 95% e a Base Excess
(BE) tem seu valor de normalidade entre -2,0 a +2,0 mEq/L.

Esquema 1 - Valores de normalidade: Gasometria Arterial.

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Os distúrbios acidobásicos podem ser divididos em 4 categorias principais: Acidose
Respiratória , Alcalose Respiratória , Acidose Metabólica e Alcalose Metabólica .

São definidos por níveis do pH anormais produzidos por a lterações da Pa CO2,


que é controlada pela ventilação alveolar. Na imagem abaixo, temos o que acontece
quando um distúrbio respiratório se dá através de uma alcalose ou acidose.

Seria mais apropriado designar os distúrbios metabólicos como não


respiratórios pelo fato de nem sempre envolverem alterações do metabolismo e de
outros distúrbios respiratórios também poderem envolver alterações metabólicas.

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Na presença de um distúrbio acidobásico o organismo desencadeia uma
resposta compensatória em que o pH é restaurado à faixa normal de 7,35 a 7,45. A
resposta compensatória eventualmente é incapaz de corrigir completamente o pH
para dentro de sua normalidade, sendo capaz de evitar que ocorra uma ampla variação
de seu pH, o que seria supostamente fatal para o paciente. Em outras palavras, a
resposta compensatória altera o pH para próximo de sua faixa normal, com exceção
de distúrbios leves. Sendo assim, pode-se dizer que um distúrbio respiratório é
compensado por uma alteração metabólica, e vice-versa; uma acidose é compensada
por uma alcalose, e vice-versa.

Esquema 2 - Relações do pH

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Vamos discutir um pouco sobre o exemplo ao lado?

O pH= 7,39 se encontra dentro da


faixa de normalidade, no entanto, não
significa que neste caso não há presença de
distúrbios no equilíbrio acidobásico. Para isso,
precisamos conferir se a PaCO2 e o HCO3-
estão dentro do seu valor de normalidade
também. Ao avaliar a PaCO2 e o HCO3-
percebemos que ambos estão acima do seu
valor de normalidade. Na figura 1 ilustrada ao
lado, observamos que a PaCO2 alta tende a Figura 1 - Exemplo de Gasometria.
fazer o pH ficar baixo, ou seja, seria uma causa de distúrbios de acidose; já com relação
ao HCO3- elevado, a tendência é a elevação do pH.
Sendo assim, contamos com alterações da PaCO 2 e do HCO3-, sendo que um
leva o pH para baixo e o outro para cima, respectivamente. A grande questão nesse
momento é identificar quem está causando o distúrbio e quem o está compensando.
De forma bem didática, deve-se observar quanto se tem de diferença do valor obtido
para o seu valor de normalidade. Notamos que para a PaCO2, há uma diferença de 5.
Enquanto há uma diferença de 3 unidades para o HCO 3-. Convencionalmente, é
creditado a quem está mais distante do seu valor de normalidade a responsabilidade
por causar o distúrbio primário. O outro valor, consequentemente, será atribuído ao
distúrbio compensatório. Então, neste caso, a alteração da PaCO 2 está mais distante
do seu valor de normalidade, sua modificação para “cima” faz com que o pH fique
baixo, significando que teremos uma acidose. E se a causa da acidose é o CO2, logo, é
uma acidose respiratória.
Mas aí, você pode se perguntar: o pH não está dentro da faixa de normalidade?
Sim! Em função disso que usamos o termo Compensada. Sendo assim, essa acidose
respiratória está compensada e quem está compensando é o mecanismo do
bicarbonato. É sabido que o distúrbio é sempre compensado pelo distúrbio oposto,
não havendo necessidade de ser descrito. Logo, estamos diante de uma Acidose
Respiratória Compensada.

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Figura 2 - Relações de proporcionalidade da alcalose e acidose.

Esquema 3 - Passo-a-passo para Classificação dos Distúrbios Acidobásicos.

Para facilitar a classificação dos distúrbios acidobásicos com base nos dados
da gasometria (pH, PaCO2 e HCO3-) estes passos podem ser seguidos: No passo 1,
temos a categorização do pH que objetiva determinar se o pH se encontra dentro da
faixa normal ou se existe alcalose (>7,45) ou acidose (<7,35). Em seguida, iremos
determinar o envolvimento respiratório por meio da verificação da PaCO 2 e nos
perguntarmos se ela pode explicar a alteração do pH. A PaCO 2 é o indicador lógico de
envolvimento respiratório porque os pulmões controlam o nível de CO 2 no sangue
arterial. Posteriormente, devemos determinar o envolvimento metabólico através da
análise da [HCO3-] e nos perguntarmos se ela pode explicar a alteração do pH. A
[HCO3-] plasmática é o indicador lógico do envolvimento metabólico porque é
controlada por fatores não respiratórios. Finalmente, precisamos averiguar se existe
alguma compensação do pH por parte do componente não causal do distúrbio
acidobásico. Verificar se a compensação se encontra dentro da resposta esperada.

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Sempre que houver um Distúrbio Acidobásico (DAB) respiratório, o organismo
estabelecerá uma resposta compensatória metabólica e o inverso é verdadeiro. Dessa
forma, devemos ter em mente algumas regras básicas: um distúrbio respiratório é
compensado por uma alteração metabólica (e vice-versa), uma acidose é compensada
por uma alcalose (e vice-versa) e a resposta compensatória raramente é capaz de
corrigir totalmente o pH para faixa normal em grandes DAB.

O excesso de base consiste no número de ácido ou base necessário para titular


1L de sangue a um pH de 7,4 a 37ºC, se a PaCO 2 for mantida a 40mmHg. É preciso
considerar que: o excesso de base normal varia entre -2 e +2 mEq/L (alguns autores
consideram – 3 e + 3); o excesso de base > +2 mEq/L indica ganho de base ou perda de
ácido por causas não respiratórias; e o excesso de base < -2 mEq/L indica diminuição
da base ou excesso de ácido por causas não respiratórias.

A confiança no excesso de base para classificar os distúrbios acidobásicos pode


levar a interpretações errôneas. Nos casos de acidoses respiratórias não compensadas,
o excesso de base deve estar dentro da faixa normal, indicando que o distúrbio é de
origem puramente respiratória. No entanto, quando ocorre compensação renal para
compensar a hipercapnia, o excesso de base deve estar acima da faixa normal, o que
poderia ser interpretado como alcalose metabólica primária.

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Acidose Respiratória

• É produzida por qualquer processo fisiológico que aumente a PaCO 2


(>45mmHg) com consequente redução do pH (<7,35);

• Tem como causa qualquer processo em que a ventilação alveolar não consegue
eliminar o CO2 na mesma velocidade com que o organismo o produz, como por
exemplo: Depressão do Sistema Nervoso Central, Doenças Neuromusculares,
Traumatismos da Medula Espinhal, Cerebrais ou da Parede Torácica, dentre
outros*;

• Em relação ao tratamento, seu objetivo principal é a melhoria da ventilação


alveolar, com intuito de corrigi-la; pode ser obtida por técnicas de higiene
brônquica e de expansão pulmonar ou, até mesmo, por intubação traqueal e
ventilação mecânica (VM).

Alcalose Respiratória

• É produzida por qualquer processo fisiológico que diminua a PaCO 2


(<35mmHg) com consequente aumento do pH (>7,45);

• Tem como causa qualquer processo em que a eliminação ventilatória de CO2


excede sua produção, como por exemplo: Ansiedade, Febre, Drogas
Estimulantes, Lesão do SNC, Dor, Sepse, Hipobarismo (alta altitude), Asma
Aguda, Pneumonia, Edema Pulmonar, dentre outros;

• Entre seus sinais clínicos estão: parestesia, convulsões tetânicas, tonturas e


desmaios;

• Seu tratamento consiste na remoção do estímulo causador da hipoventilação.


A diminuição da ventilação pode ser tentada pelo aumento do espaço morto e
pela diminuição do volume corrente. No caso da síndrome de ansiedade e
hiperventilação, sedação e psicoterapia são eficazes. Respirar dentro de um
saco plástico ou em qualquer sistema fechado traz alívio imediato dos
sintomas.

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Acidose Metabólica

• É produzida por qualquer processo fisiológico que diminua a [HCO 3-]


plasmática com consequente redução do pH (<7,35);

• Tem como causa: acúmulo de ácidos fixos no sangue (em situações de baixo
fluxo sanguíneo nas quais a hipóxia tecidual e o metabolismo anaeróbio
produzem ácido lático: acidose lática [hipoxemia, anemia, choque, exercício
vigoroso, síndrome da angústia respiratória] cetoacidose, insuficiência renal) e
perda excessiva de HCO3- (como no caso de diarreia grave);

• Em relação aos sinais clínicos, a hiperventilação compensatória pode gerar


dispneia, e a hiperpneia (aumento do volume corrente) é um achado comum.
Pacientes com cetoacidose diabética podem apresentar respiração profunda e
difícil (Respiração de Kussmaul). Os sintomas neurológicos podem variar de
letargia a coma.
• A Acidose metabólica é a manifestação de uma doença primária, e o
tratamento deve ser dirigido à correçã o da etiologia .

Alcalose Metabólica

• É produzida por qualquer processo fisiológico caracterizado pelo aumento da


[HCO3-] plasmática, pela perda de íons H+, com consequente aumento do pH
(> 7,45);

• As suas causas são: perda de ácidos fixos e ganho de base tampão no sangue,
como por exemplo: vômitos, aspiração nasogástrica, hipocalemia,
hipocloremia, infusão ou ingestão de bicarbonato ou outras bases (antiácidos),
dentre outros.

• Seu tratamento tem por objetivo o tratamento da doença de base e a


restauração do volume líquido e das concentrações de eletrólitos normais.
• A alcalose metabólica é comum em pacientes agudamente doentes, sendo,
provavelmente, o distúrbio acidobásico mais complicado de ser tratado por
envolver desequilíbrio hidroeletrolítico

* Depressão do Sistema Nervoso Central (anestesia, sedativos, analgésicos, narcóticos), Doenças


Neuromusculares (Miastenia Grave, Síndrome de Guillain-Barré), Traumatismos da Medula Espinhal, Cerebrais ou
da parede torácica, Distúrbios Restritivos Graves (Obesidade, Síndrome de Pickwick, Cifoescoliose), Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica e Obstrução Aguda das Vias Aéreas (fases tardias);

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Quadro 1 - Tabela para interpretação de valores de Gasometria Arterial.
* Ou o exame foi mal executado ou houve um erro na obtenção/digitação dos dados.
** Afim de identificar dentre as duas possíveis condições, você deve analisar a CO 2 e HCO 3- com a
finalidade de descobrir quem está causando o distúrbio e quem está compensando.

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1. (Fisioterapeuta UTI – Ebserh UFF 2016) Assinale a alternativa correta. Paciente do sexo masculino, de
30 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no 2º PO (pós-operatório) de cirurgia
abdominal em choque hipovolêmico, apresenta gasometria arterial: PH=7,25; PaCO2=25mmHg;
HCO3- =10,7 mEq/L. O distúrbio primário é:

a) acidose metabólica
b) alcalose metabólica
c) acidose respiratória
d) alcalose respiratória
e) alcalose respiratória compensada

2. (Fisioterapia – IASEP/PA – FADESP – 2010) Considere a seguinte questão: “homem de 25 anos


admitido em hospital público com história de lesão por arma branca no tórax, submetido a toracotomia
à D, com colocação de dreno torácico em selo d´água HTD decorrente de hemopneumotórax
traumático. Permaneceu em suporte ventilatório por quatro dias. Após extubação, observou-se
respiração superficial e bradipneia. A gasometria arterial revelou PH = 7,20, PCO² = 60 mmHg, HCO³ =
28 mEq/l. Com base nos dados expostos, podemos considerar que o paciente se encontra em:

a) acidose metabólica
b) acidose respiratória
c) alcalose respiratória
d) alcalose metabólica

3. (Fisioterapeuta UTI – Ebserh UFPR 2015) Paciente de 45 anos, sexo masculino, respirando em ar
ambiente, deu entrada no Pronto Socorro (PS) com quadro de dispneia aguda, os valores de sua
gasometria são: PO2 70 mmHg, PCO2 31 mmHg, pH 7,30, e quociente respiratório de 0,8. Conclui-se
que se trata de:

a) Alcalose respiratória primária com compensação metabólica.


b) Acidose metabólica parcialmente compensada.
c) Acidose metabólica.
d) Alcalose metabólica compensada.
e) Acidose respiratória.

4. (Fisioterapeuta UTI – Ebserh UFPA 2016) Ao analisar uma gasometria arterial e observar-se pH: 7,18,
PCO2: 68 mmHg, PO2: 80 mmHg e HCO3: 18 mmol/L, é correto afirmar que há uma:

a) Acidose respiratória descompensada.


b) Acidose metabólica descompensada.
c) Acidose mista.
d) Acidose respiratória parcialmente compensada.
e) Acidose respiratória compensada.

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5. (Marinha do Brasil [PS – CSM] – 2008, DENSM) Observe a gasometria arterial a seguir: PH: 7.52/
PaCO²: 22 mmHg / PaO²: 88mmHg / HCO³: 24 mEq/l / BE: + 2/SatO²: 90. Qual a interpretação da
gasometria arterial apresentada acima?

a) Acidose respiratória
b) Alcalose respiratória
c) Acidose metabólica
d) Alcalose metabólica
e) Acidose mista

6. (CETREDE – 2017, Morada Nova) Um paciente apresenta manifestações clínicas como: sonolência,
confusão e depressão respiratória. Em sua gasometria foi verificada redução do pH, sem alterações
metabólicas significativas. Diante das informações, podemos afirmar:

a) Possivelmente, ocorreu uma hipercapnia devido à diminuição dos níveis sanguíneos de CO2 abaixo
de 35 mmHg, provocando uma alcalose respiratória.
b) Possivelmente, ocorreu uma hipoxemia devido à diminuição dos níveis sanguíneos de CO2 abaixo de
35 mmHg, provocando uma acidose respiratória.
c) Possivelmente, ocorreu um aumento dos níveis sanguíneos de CO2 abaixo de 35 mmHg, provocando
uma alcalose respiratória.
d) Possivelmente, ocorreu uma hipercapnia devido ao aumento dos níveis sanguíneos de CO2 acima de
45 mmHg, provocando uma acidose respiratória.
e) Possivelmente, ocorreu uma hipoxemia devido ao aumento dos níveis sanguíneos de CO2 acima de
45 mmHg, provocando uma alcalose respiratória.

7. (POLÍCIA CIVIL/MG – FUMARC – 2013) Analise a tabela abaixo e assinale a alternativa incorreta:
Caso pH PaO2 PaCO2 HCO3- BE
Clínico
1 7,33 50 82 42 +11
2 7,12 50 82 25 +2
3 7,12 50 110 42 +11
4 7,02 50 45 12 -15

Sobre a gasometria dos pacientes, NÃO é correto afirmar que a do paciente:

a) 1 mostra hipoxemia e acidose respiratória parcialmente compensada pela retenção de bicarbonato.


b) 2 mostra hipoxemia e acidose respiratória sem compensação renal.
c) 3 mostra hipoxemia e acidose metabólica não compensada.
d) 4 mostra hipoxemia e uma grave acidose metabólica.

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8. (PREFEITURA DE CRICIÚMA/SC – FEPESE – 2014) Paciente adulto com DPOC chega ao serviço de
emergência apresentando dificuldade respiratória moderada; está alerta e cooperativo. Frequência
respiratória de 26 ciclos respiratórios por minuto. A ausculta pulmonar revela hipoventilação alveolar e
sibilos expiratórios. A gasometria arterial em ar ambiente mostra pH de 7,24; PaCO2 de 60 mmHg e
PaO2 de 60 mmHg. Assinale a alternativa correta em relação ao caso.

a) O paciente apresenta alcalose respiratória


b) Somente os broncodilatadores e corticosteroides são indicados nesse caso em função da debilidade
do paciente
c) Devem ser feitos esforços para manutenção do volume corrente entre 2 e 4 ml/kg.
d) Para melhora da função ventilatória, a intubação nessa situação é a melhor escolha para ventilação
mecânica.
e) A ventilação por pressão positiva não invasiva via máscara facial pode ser o primeiro método de
escolha para o tratamento ventilatório, iniciando através por meio do modo de pressão suporte com
nível de 10cmH2O e PEEP de 5cmH2O.

9. (MARINHA, CMS – 2017) Assinale a opção que apresenta o distúrbio que pode ser evidenciado ao
serem avaliados os seguintes parâmetros da Gasometria Arterial: PaCO2 baixa, pH alto e HCO3 normal
ou baixo.

a) Alcalose Respiratória
b) Acidose Respiratória
c) Alcalose Metabólica
d) Acidose Metabólica e Respiratória
e) Acidose Metabólica

10. (Aeronáutica, CIAAR – 2009) Em relação aos distúrbios ácido-básicos assinale a alternativa correta.

a) A alcalose metabólica é um distúrbio clínico caracterizado por pH baixo (concentração de H+


aumentada) e baixa concentração plasmática de bicarbonato.
b) A acidose metabólica é um distúrbio clínico caracterizado por pH elevado (concentração de
H+ diminuída) e concentração plasmática alta de bicarbonato, podendo ser produzida por um ganho de
bicarbonato ou perda de H+ .
c) A acidose respiratória deve-se na grande maioria à excreção inadequada do CO 2 com a ventilação
inadequada, resultando em níveis plasmáticos diminuídos de CO 2 e, assim, em níveis diminuídos de
ácido carbônico (H2CO3).
d) A alcalose respiratória deve-se na grande maioria a hiperventilação, o que causa a excessiva retirada
do CO2 e, daí, uma diminuição na concentração plasmática de ácido carbônico.

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1. A 2. B 3. B 4. C 5. B
6. D 7. C 8. E 9. A 10. D

FURONI, R. M. et al. Distúrbios do equilíbrio ácido-básico. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de


Sorocaba . v. 12, n.1, p. 5-12. 2010.

MACHADO, M. G. Bases da Fisioterapia Respiratória – Terapia Intensiva e Reabilitação. 2ªed. 2018.

MOTA, I. L.; QUEIRÓZ, R. S. Distúrbios do equilíbrio ácido básico e gasometria arterial: uma revisão
crítica. Revista Digital (Buenos Aires). v. 14, n. 141. 2010.

PROFISIO, Programa de Atualização em Fisioterapia. Sistema de Educação Continuada a Distância –


Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto. Ciclo 3, volume 1.

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