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O

Engano da Androginia
Parte 3

“O Traje Americano”

Nós estivemos a descobrir a conspiração de


Satanás de introduzir a
mentalidade andrógina em nossa igreja. Agora
consideraremos um importante aspecto de seu
esquema, mostrando
como ele pôs seu pé na porta, por assim dizer.

Lembra a citação sobre o “vestuário reformado”?


De que se tratava tudo aquilo? Vamos orar para
que os
corações abertos ouçam a voz de Jesus na
seguinte
mensagem.

É importante para nós, enquanto povo de Deus,


entender
o desenvolvimento da moda mundana e ver como
o
adversário tem, sutil e lentamente, insinuado seus
costumes e
práticas para dentro da igreja?

EGW: “Quando vemos o amor à moda e à


ostentação entre os que professam crer na
verdade presente, perguntamos com
tristeza: O povo de Deus nada aprenderá
da história do passado?
Poucos entendem o próprio coração.”
{Mensagens aos Jovens, p. 324.3 / MYP 354.3}
Agora consideraremos a história do
vestuário das mulheres e veremos como as
modas têm-se desenvolvido. Voltando a um
tempo em que Ellen White ainda estava
viva, daremos uma olhada nas modas
prevalecentes de seus dias.
Os vestidos femininos da década de 1850
incluíam saias-balão e
saias que se arrastavam na sujeira. As
pesadas saias de baixo
e espartilhos eram extremamente doentios.
Os espartilhos comprimiam a cintura, causando
importantes problemas de saúde.

Saias-balão das décadas de 1850 e 1860


EGW: “Pelo que me tem sido mostrado, as
saias-balão
são uma abominação. São indecentes; e
o povo de Deus erra quando as aprova e
adota, mesmo no mínimo que seja.”*
{† / 4bSG 66.1}

* Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 286.2. (Leia a nota abaixo.)


† Spiritual Gifts (4 volumes) não tem versão em português. Entretanto, segundo informado no site Centro de
Pesquisas Ellen G. White, do UNASP (http://www.centrowhite.org.br/ellen-g-white/publicacoes/), o volume aqui
referenciado está contido no livro Testimonies for the Church [Testemunhos para a Igreja], vol. 1, 3 e IV.
Gabavam-se as saias-balão (crinolinas
engaioladas) por
libertarem as mulheres das muitas
camadas de pesadas
anáguas que arrastavam para baixo a
cintura
feminina. As mulheres que não vestiam
saias-balão vestiam
até seis saias de baixo!

EGW: “Quando viajo em carruagens e trens...


tenho
visto muitas mulheres em vagões lotados. E
quando tentam avançar, as saias-balão têm de ser
erguidas
e posicionadas de uma forma indecente.”*{ † / 4bSG
68.1}

EGW: “A exposição das formas é dez vezes maior


naquelas que usam saias-balão, do que naquelas
que
não as usam... Mas a modéstia e a decência
precisam ser sacrificadas à
deusa‡ da moda. Que o Senhor livre Seu povo
* Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 286.2. (Leia a nota abaixo.)
† Mesma nota de rodapé da penúltima citação.
‡ O texto original (que está em Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 277.2, 278), traz “God” [Deus], não “god” como
no site.
desse
repugnante pecado! Deus não terá piedade
daqueles que são
escravos da moda.” {† / 4bSG 68.1}

Quem está por trás do deus


da moda?
EGW: “Ao formar as modas do dia, ele

† (Mesma nota de rodapé da antepenúltima citação.) Copiado de: Testemunhos para a Igreja, vol.1, p. 286.2, 287.
(Satanás) tem um propósito definido.”
{Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 230.2 / 3SM 244.3}

Satanás tem uma agenda!


Não sejamos ignorantes de seus
expedientes.
EGW: “ É nosso privilégio, nosso dever
receber
luz dos céus, para que possamos perceber
os
ardis de Satanás e obter força para resistir
a seu
poder.” {Review and Herald, 23 de outubro de
1888, par. 10 / RH, October 23, 1888 par. 10}
Satanás especializa-se em misturar verdade
com erro,
bom com mau, até nas modas mundanas.

Ele cria uma moda errada e então leva


pessoas ímpias a “corrigir” o errado com
algo que também é errado.
Quão importante é, então, que
aprendamos os
princípios de Deus e nos submetamos à
Sua vontade, para que
não sejamos enganados pelo diabo!

Deus ordenou que o marido seja o cabeça


do
lar.
“[…] o homem [é] o cabeça da
mulher.”
1 Coríntios 11:3

EGW “O marido e pai é a cabeça da


família.” {O Lar Adventista, p. 192.4 / AH
211.4}
EGW “O pai representa o
Legislador divino em sua família.” {O Lar
Adventista, p. 193.2 / AH 212.2}

A verdade sobre a ordem da criação de


Deus—a
chefia do homem—tem sido ODIADA por
muitas
mulheres rebeldes por longo tempo!

O diabo lançou ataque maciço


contra
a ordem da criação de Deus na década de
1850, quando
inspirou um grupo de “desassossegadas
Evas modernas” a
rebelar-se contra os princípios de Deus.
Essas mulheres
desafiaram a Bíblia. Elas eram espíritas.

Elas decidiram que usar o vestuário dos


homens
dar-lhes-ia poder e autoridade. Elas
cobiçaram o papel que Deus dera aos
homens.

Na década de 1850, Elizabeth Smith


Miller adotou uma
"curta" saia sobre pantalonas.
Sua prima, Elizabeth Cady Stanton, e sua
amiga Amelia Bloomer, também usaram
atavio similar.
Parte da motivação delas era nobre—usar
atavio mais saudável.

Esse estilo particular, designado por


Amelia Bloomer, consistia de calças sob
um curto vestido.

Havia vários estilos.


Esse vestido na altura do joelho sobre o
visual de calças era
chamado o “Traje Americano”.
O “Traje Americano” era usado por
mulheres
que se rebelaram contra o princípio da
Bíblia de que
“o cabeça da mulher é o homem”.
1 Coríntios 11:3

Essas mulheres rebeldes eram espíritas.


“Os espíritas criam que os indivíduos
poderiam servir
como veículos da verdade porque cada um
incorporava as
leis da natureza em seu ser. Tal
individualismo deitou o fundamento para
a rejeição [por parte] do Espiritismo da
chefia masculina sobre as
mulheres.”
—De “Radical Spirits: Spiritualism And Women's Rights In
Nineteenth-Century AmericaӠ escrito por Ann Brauden

† “Espíritos Radicais: o Espiritualismo e os Direitos das Mulheres na América do Século XIX” é a tradução do título.
“O mais elementar motivo por trás
do movimento
dos direitos das mulheres de meados
de 1800 foi um esforço de perturbar
o
patriarcalismo tradicional. O desejo
de usar
calças foi mais certamente
compreendido em uma
amarga guerra contra a autoridade
masculina tanto
na sociedade quanto na igreja.”
(Veja http://oldlandmark.wordpress.com/2006/04/.)
Suas crenças espíritas as levaram a
desafiar a Palavra de Deus.

A Bíblia diz:
Deuteronômio 22:5: "Não haverá trajo de
homem na mulher, e não vestirá
o homem veste de mulher; porque
qualquer que faz isto abominação é ao
Senhor, teu Deus."†

† Almeida Revista e Corrigida – Fiel.


Amelia Bloomer, em uma irada resposta a
um
sermão que se referia a Deuteronômio
22:5, declarou:
“Não importa a nós o que Moisés teve de
dizer aos
homens e mulheres de seu tempo sobre o
que
deveriam vestir . . .”
Esse cartoon de 1855 pinta a luta por poder sobre
as calças

Que essas mulheres estão dizendo?

“A mulher nasceu para mandar e não para


obedecer a essas
contemptíveis† criaturas chamadas
homens.”

† Contemptível = desprezível.
“Somos somente nós que deveremos
mandar e para quem as
calças ficam melhor!”

As calças são o símbolo da


autoridade masculina.
http://kentbrandenburg.blogspot.com/2011/10/god-
expects-or-assumes-separate-visible.html
“A sra. Bloomer tornou as calças num
UNIFORME DE REBELIÃO…
DESAFIANDO a longa TRADIÇÃO
de quem na família vestia as 
CALÇAS.” –
tirado de
"Panati's Extraordinary Origins of Everyday Things" de 
Charles Panati 
Elizabeth Cady Stanton foi líder dos
direitos das mulheres, espírita e advogada
do
Traje Americano. Ela falou e escreveu
vigorosamente contra a bíblica chefia dos
homens.
A sra. Stanton escreveu: "Quando as mulheres
compreenderem que
governos e religiões são invenções humanas; que
bíblias, livros de orações, catecismos e cartas
encíclicas
são todos emanações dos cérebros do homem,
elas já não
serão oprimidas pelas ordens que
vêm a
elas com a autoridade divina do 'Assim diz o
Senhor.’ “

A Bíblia e a Igreja têm sido


os maiores
pedras de tropeço no caminho
da emancipação das mulheres.
-Elizabeth Cady Stanton-
e Bible and the Church have
been the greatest stumbling
blocks in the way oOs promotores do
“Traje Americano”
consideravam que a Bíblia e a Igreja estavam no
caminho de seus objetivos.
Note o despeito, quando Amelia Bloomer,
espírita, declarou: “Já não responderemos
às leis de Deus ou do homem, já não
estaremos sujeitas a castigo por quebrá-
las.”
Ellen White censurou o “Traje
Americano" como também o espírito
rebelde das advogadas dos direitos das
mulheres.
A atitude delas era totalmente
incompatível com as crenças adventistas
do sétimo dia.

EGW: "Aqueles que se sentem chamados a


se unir ao
movimento em favor dos direitos da
mulher e do
vestuário reformado [traje americano],
podem igualmente romper toda conexão
com a
mensagem do terceiro anjo." {Testemunhos
para a Igreja, vol. 1, p. 421.4 / 1T 457†.3}

Essa é a única citação de Ellen G. White em que


ela
faz juízo a respeito do movimento dos direitos
das mulheres. Claramente, ela fala mais
vigorosamente contra ele.
E ela adiciona o elemento das roupas que
confundem os gêneros.
Estas duas questões estão para sempre ligadas:

Unir-se ao Movimento dos Direitos das Mulheres

Aceitar vestuário que confundiu a


distinção masculino/feminino.
† No e-book em inglês a página é 427.
Ambas atividades são contrárias aos princípios do
Adventismo do Sétimo Dia.

A mensagem foi clara de que esse estilo de


vestido
(o Traje Americano ou Traje Bloomer)
não era aprovado pelo Senhor. Ellen White
também
o chamou “o vestuário reformado”†.

† Não confundir com o “vestido reformado” de que ela mesma, Ellen G. White, teve uma visão e que usou, aprovado
pelo SENHOR DEUS.
EGW: "O espírito que assiste a um [movimento
de direitos das mulheres] não pode estar em
harmonia com o
outro [Adventismo do Sétimo Dia].
"{Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 421.4, 422. / 1T
457.3‡}

‡ Aparentemente houve um erro na referência, porque o e-book do original traz 421 (na margem), mas no livro está
na pág. 393 e, portanto, não consta 457. Também pode ser que a versão do(a)(s) autor(a)(s) do texto do site seja
diferente.
EGW: "Deus proíbe que Seu povo adote
essa
moda [Traje Americano]. Não é
um traje decente, e também é inadequado
para mulheres modestas e humildes, que
professam ser seguidoras de
Cristo."{Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 457 / 1T 457.1}

EGW: "As Escrituras são claras sobre as


relações e direitos de homens e mulheres.
As† espíritas adotaram até certo ponto esse
peculiar modo de vestir
[Traje Americano]."{Testemunhos para a Igreja,
vol. 1, p. 422 / 1T 457.3‡}

Vamos descobrir o que estava tão errado


com o Traje Americano.

† Descuido da tradução: claramente, foram as mulheres espíritas (não os homens) que passaram a adotar tal
indumentária.
‡ Aparentemente houve um erro na referência, porque o e-book do original traz 421 (na margem), mas no livro está
na pág. 393 e, portanto, não consta 457. Também pode ser que a versão do(a)(s) autor(a)(s) do texto do site seja
diferente.
Na pior das hipóteses, o Traje Americano
era
masculino demais. Isso instigou Ellen
White a escrever:
"Há uma crescente tendência de as
mulheres serem
em seu vestuário e aparência tão
semelhantes ao outro sexo quanto possível
e de confeccionarem
seu vestuário muito semelhante ao do
homem, mas Deus
declara que isso é uma abominação."
{Orientação da Criança, p. 404.1 / CG 427.2}
Ela declarou que esse estilo menosprezava as
especiais
direções de Deus de ter uma "clara distinção entre
trajes masculinos e femininosӠ.
† A referência do trecho destacado não aparece no texto do site, mas ao pesquisá-lo achei-o no volume 1 do livro
Como veremos, uma clara distinção entre homens e
mulheres era que os homens usavam calças e as
mulheres, vestidos. Quando mais do que algumas
polegadas das calças eram mostradas, as calças
tornavam-se um ponto focal da indumentária, o que
confundia a distinção entre o vestuário de homens e
mulheres.

Testemunhos para a Igreja, p. 457.5 no e-book em português (429.2 no e-book em inglês e 460 na margem): “Deus
determinou que houvesse clara distinção entre trajes masculinos e femininos, e considerou o assunto de suficiente
importância para dar explícitas instruções a esse respeito, pois se o mesmo traje for usado por ambos os sexos,
causaria confusão e grande aumento de crime.”
Assim, o Traje Americano era masculino, não
somente no estilo do vestido, mas por causa
da
quantidade da perna da calça que era
revelada.

O curto vestido [Traje Americano] que vinha


aproximadamente até o joelho e acima do
joelho era declarado
imodesto por Ellen White.
Quando as primeiras senhoras rebeldes
adotaram o
"curto" vestido sobre seus bloomers, os
vestidos
vinham aproximadamente até o joelho.

Dentro em pouco, os vestidos ficaram


mais curtos,
até que finalmente alguns estavam a cerca
de meio caminho entre as
ancas e o joelho. A maioria dos retratos
que temos
mostram o vestido na altura do joelho.

Esta é a Dra. Lydia Sayer Hasbrouck,


conferencista e editora d'A Sibila [The Sibyl]: o
boletim de notícias oficial
da National Dress Reform Association (NDRA)
[Associação Nacional da Reforma do Vestido]
Ela dedicou a vida aos direitos das mulheres:
“Eu registrei um voto de que eu resistiria ou
cairia na
batalha pela liberdade e igualdade física, política
e
educacional das mulheres.”

Tiago & Ellen White visitaram “Our Home†” pela


primeira vez em 1863,
que era um sanatório secular.

† “Nosso Lar” é a tradução.


EGW: "Esse é o estilo e a influência do
"Traje Americano”, ensinado e vestido
por muitas em "Our Home”, Dansville N.
Y.”
{Review and Herald, 8 de outubro de 1867, par. 7 /
RH, October 8, 1867 par. 7}

Mostraremos vários estilos do Traje Americano.

EGW: "They have all styles of dress here.


(Our
Home-Danville) Some are very becoming,
if
not so short. We shall get patterns from
this
place and I think we can get out a style of
dress
more healthful than we now wear and yet
not
be bloomer or the American costume.”
{Referência não encontrada, nem na versão e-book
em inglês, nem na versão brasileira. Por isso, não
será traduzido.† / 1T 457.2}

† Além disso, não consegui apreender o sentido porque me pareceu contraditório. Por isso também não me
aventurarei a traduzir.
Um dos problemas com o Traje Americano era
que ele era curto demais. Isso o fazia parecer
masculino.

EGW: "Há uma crescente tendência de as


mulheres usarem vestuário e adotarem
aparência
mais semelhantes
aos do sexo oposto e
escolherem
seus trajes bem parecidos com os dos
homens.
Mas Deus
declara que isso é abominação. . . . . Esse
testemunho
me foi dado como reprovação para as
irmãs que se sentem
inclinadas a adotar um estilo de vestuário
criado
para os homens.” {Testemunhos para a Igreja,
vol. 1, p. 455.1,.4 / 1T 457.2 [1T 457.2, 458.1]†}

EGW: “Existe ainda outro estilo de vestido


adotado pela classe de
supostas reformadoras do vestuário.
† Esta é a referência do e-book e difere em parte da do site porque a do site não contém a referência da pág. 458.
Imitam
o máximo possível o sexo oposto. Usam
bonés, calças, coletes, paletós e botas,
sendo
estas últimas as partes mais destacadas no
traje.” {Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 457.3 /
1T 459.7}
A razão por que estamos tão
cuidadosamente revisando essa
história do Traje Americano e comentários
de Ellen G.
White a respeito dele é porque isso nos
provê com muito clara interpretação de
Deuteronômio 22:5.
"Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem veste de
mulher; porque qualquer que faz isto abominação é ao SENHOR, teu Deus."

Não temos de nos maravilhar do que Deus


quer dizer nesse
verso. A profetisa de Deus claramente nos
diz que
mulheres que usam vestuário similar ao
vestuário dos homens
são uma abominação para Ele.
Isso é extremamente útil a todas que estão
buscando
a vontade de Deus em seu vestir.

EGW: "Vi que a ordem de Deus foi


invertida
e Suas orientações especiais
menosprezadas por aqueles
que adotam o traje americano. Minha
atenção foi chamada para o seguinte
verso: "Não haverá trajo de
homem na mulher, e não vestirá o homem
veste de mulher: porque qualquer que faz
isto abominação é ao
Senhor, teu Deus.'" Deuteronômio 22:5.
{Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 454.4, 455 / 1T
457.1†}

† No e-book em inglês, a página é 426.4.


A Dra. Harriet N. Austin era médica em
“Our
Home” em Danville†. Aqui ela está
vestindo seu
próprio design do Traje Americano com
as pernas das calças retas.

† É “Dansville”, não “Danville”.


As calças eram reveladas desde o joelho
para baixo.
Ellen White declarou que esse visual† era
parecido demais com a roupa dos homens.

EGW: "Nunca deveremos imitar a Srta. Dra.


Austin ou a
Sra. Dra. York. Elas se vestem muito como
os homens." {Manuscript Releases, vol. 5, p.
380.4 / 5MR 380.4}

A Dra. Mary Walker começou a vestir o


Traje Americano regular, mas se tornou
crescentemente masculina em sua maneira
de vestir.

† O original do site é “outfit”. Como não achei tal palavra nos livros do EP aqui aludidos, adotei “visual”.
A Dra. Mary Walker ficava orgulhosa de
que fora
presa várias vezes por ‘personificar um
homem’
- ela tinha passado a usar completamente
vestuário dos homens,
da cartola, colarinho tipo asa† e gravata
† No original: “wing collar”.
borboleta até as
calças e sapatos.

Mary Tillotson era espírita e


membro fundadora da National Dress
Reform
Association; 1866-1870.
Ela primeiramente adotou um vestido
curto da altura do joelho
[Traje Americano] em 1842, então,
encurtou-o
12 polegadas.
O Traje Americano foi popular na década
de
1850 e no início da de 1860, mas perdeu
popularidade na
década de 1870. Na década de 1890 a
mania das bicicletas
trouxe de novo visuais do tipo calça aos
guarda-roupas de algumas mulheres
americanas.

O que vestimos afeta nosso procedimento.


EGW: “Satanás as está levando a se
tornarem um provérbio
na boca dos descrentes, por causa de sua
audácia, falta de discrição e modéstia
femininas.”{O Lar Adventista, p. 60.1 / AH 52.2}
EGW: "A assim chamada reforma do
vestuário
porta um espírito de leviandade e ousadia
que
se ajusta perfeitamente ao vestuário
adotado.
Modéstia e recato
parecem desviar-se daqueles que adotam
esse
estilo de vestir." {Testemunhos para a Igreja, vol.
1, p. 455.3 / 1T 457.4}
O Vestido Reformado
Adventista do Sétimo Dia
foi promovido
por Ellen G. White de
1865
até 1881

Quando olhamos o Vestido Reformado


Adventista do Sétimo Dia, advogado e
usado por Ellen G.
White, veremos claramente que esse
vestido é
designado para ser feminino no estilo, com
comprimento mais longo
do que o Traje Americano.
EGW: "Em total oposição a esse sóbrio
vestido
[o vestido reformado adventista do sétimo
dia], acha-se o
chamado traje americano, parecendo mais
com os trajes masculinos. Consiste de
colete, calças e uma peça semelhante a um
casaco, que
vai até a metade da coxa. Oponho-me a
esse tipo de vestimenta,
pois me foi mostrado como estando em
desacordo com a Palavra de
Deus, enquanto que recomendo o outro
como
modesto, confortável, conveniente e
saudável." {Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p.
461.1 / 1T 465.1}

Ellen G. White
na versão de Deus
do Vestido Reformado
Muito pouco da roupa de baixo do tipo
calça era
visível, de sorte que o vestido era a
principal característica,
não as calças. Sua vantagem sobre a
prevalecente
moda do vestido muito longo é que ele
não
arrastava na sujeira, era mais frouxo na
cintura,
pendia dos ombros e era simples. Era
definitivamente mais saudável.
Assim, estava em completa harmonia com
os 4 princípios básicos do vestido
reformado que Ellen White advogava:
• Modéstia
• Simplicidade
• Distinção de Gêneros
• Salubridade

Em 1865, Ellen White escreveu:


"Deus deseja agora que Seu povo adote
o
vestuário da reforma [Vestido
Reformado ASD], não apenas
para distingui-los do mundo como
Seu
povo peculiar, mas porque uma reforma
no
vestuário é essencial
à sua saúde física e
mental." {Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p.
514.1 / 1T 524.1†}

† No e-book em inglês, a página é 525.1 (a citação está no primeiro parágrafo inteiramente nessa página).
EGW: "O Senhor deixou a luz brilhar e em
Sua providência um estilo de vestido
modesto, saudável e conveniente [Vestido
Reformado ASD], foi
proposto e adotado por aquelas que foram
conscienciosas em seguir a luz.”
Testimony to the Church at Battle Creek - 1872, p. 61

"Embora ninguém fosse


EGW:
compelido a
adotar o traje da reforma [ASD],
nosso povo podia e devia ter
apreciado suas vantagens, e tê-lo
aceitado
como uma bênção." {Testemunhos para a
Igreja, vol. 4, p. 623.3 / 4T 638.5†}

O comprimento do vestido do "Traje


Americano” comparado com o
Vestido Reformado ASD de Ellen
White
EGW: "Minhas visões pretendiam
corrigir a moda
atual — os vestidos longos demais
que se arrastam pelo chão, bem
como os vestidos curtos demais [Traje
Americano] que chegam à altura dos

† No e-book em inglês, a página é 639.1.


joelhos [cerca de 20-24 polegadas acima
do piso] e
que são usados por certos grupos.
Foi-me
mostrado que devemos
evitar ambos os extremos.”
{Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 461 / 1T 464.1}

Os extremos que devemos evitar são:

• Vestidos que se arrastam e varrem o chão


• Vestidos curtos, do comprimento dos

joelhos

EGW: “ Usando o vestido


até a altura do cano da bota da
mulher, mais ou menos
[cerca de 9 polegadas do chão],
evitaremos os males do vestido
extremamente longo, e escaparemos
aos males e notoriedade do vestido
extremamente curto [Traje
Americano]." {Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p.
461 / 1T 464.1}

Botas de polainas

O Vestido Reformado Tinha um Padrão


Aprovado
EGW: "Antes de adotar o vestido
da reforma [ASD], nossas irmãs precisam
adquirir modelos de calças e bata para usar
com ele." {Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p.
511.2 / 1T 521}

Em 1867, Ellen White escreveu:


"Adotei o vestido reformado [ASD]
setembro
de 1865, quando visitei Dansville com
meu doente
marido. Era do mesmo comprimento que
agora uso
e dei a entender distintamente que ele
não era o "Traje Americano". Tenho usado
esse estilo de vestido sempre desde aquele
tempo,
exceto em reuniões, nas ruas atrancadas de
vilas e metrópoles e ao visitar distantes
parentes. Desde que comecei a escrever o
No. 11,
em janeiro de 1867, não vesti nenhum
outro que não o vestido reformado." {Review
and Herald, 8 de outubro de 1867, par. 13 / RH, October 8, 1867
par. 13}

EGW: “Adotei
o vestido [Vestido
Reformado ASD],
em comprimento tão perto do que tinha
visto e descrito como
pude julgar. Minhas irmãs do norte de
Michigan
também o adotaram.”{Review and Herald, 8 de
outubro de 1867, par. 10 / RH, October 8, 1867 par.
10}
• Uma visão dada a Ellen White em
1867 confirmou a aprovação de Deus
do Vestido Reformado
ASD.
EGW: "Mas passaram diante de mim três
grupos de mulheres, com seus vestidos das
maneiras que seguem, no tocante ao
comprimento:" {Mensagens Escolhidas, v. 3, p.
260.4 / 3SM 277.5†}

Errado Errado Certo

Longo, arrastando Acima da altura do joelho Poucas polegadas do chão

† No e-book em inglês, a página é 278.


EGW: "O primeiro era do comprimento
segundo a moda, sobrecarregando os
membros, impedindo o passo, varrendo a
rua e juntando as sujidades; do qual
declarei plenamente os maus resultados.
Esta
classe, serva da moda, parecia fraca e
lânguida.” {Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 260 /
3SM 278.1}

EGW: "O vestuário da segunda classe que


passou diante de mim era a muitos respeitos
como
devia ser. Os membros estavam bem vestidos.
Achavam-se livres das cargas que a tirana
Moda
impusera à primeira classe; fora, porém, a um
extremo de curteza [Traje Americano] que
desgostara e suscitara preconceitos a pessoas
boas, destruindo em grande medida sua
própria influência.” {Mensagens Escolhidas, vol.
3, p. 260.6, 261 / 3SM 278.2}

EGW: “Esteé o estilo e a influência do


“costume† americano”, ensinado e usado
† A palavra que usei para traduzir o termo original foi “traje”. Houve pequeno descuido ao traduzir a palavra “many”
por muitos em “Nosso Lar”, Dansville, N.
I. Esse não chega aos joelhos. Não preciso
dizer que esse estilo me foi mostrado
como sendo demasiado curto.” {Mensagens
Escolhidas, vol. 3, p. 261 / 3SM 278.2}

EGW: "Uma terceira classe passou diante de


mim com
semblantes animados, e passo
desembaraçado e lépido.
Seu vestuário era do comprimento que
descrevi como
apropriado, modesto e saudável. Estava
umas poucas
polegadas acima da sujeira da rua e do
passeio e de acordo com
todas as situações, como subir
ou descer degraus, etc."{Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 261.1 /
3SM 278.3} – Review and Herald, October 8, 1867.

que aparece adiante no original: como se fala aqui de vestidos, claro está que “many” deveria traduzir-se por
“muitas”, não “muitos”.
Deus mostrou a Ellen White que nós não
deveríamos
usar vestidos que se arrastam e varrem o
chão.
Isso é longo demais.
Também não deveríamos usar
vestidos aproximadamente da altura do
joelho. Isso é curto demais.

Ao passo que não podemos saber exatamente


o que Ellen
White viu nessa visão como o
vestido aceitável
a Deus, nós realmente sabemos que ele ficava
a algumas polegadas do chão.
O padrão do vestido reformado ASD que foi
desenvolvido estava em média a 9 polegadas†
do chão.
Veja {Review and Herald, 8 de outubro de 1867, par. 10 / RH,
October 8, 1867 par. 10}

O Vestido Reformado ASD Foi Posto de


Lado em
1881

Embora o aprovado Vestido Reformado


SDA recebesse alguma aceitação das
† Pouco menos de 23 centímetros.
irmãs Adventistas
do Sétimo dia, ele não se difundiu muito e
sérias dificuldades desenvolveram-se.

Em torno de 1868, Ellen White disse:


"Quando viajo de um lugar para outro,
observo que o traje da reforma do
vestuário [ASD] não é corretamente
representado….”†

† No e-book em inglês, a referência é 1T 480.2 (a página da nota marginal é 521). No e-book em português, a
referência é Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 511.2.
Por exemplo, o comprimento desse vestido está perto do
comprimento aceitável, mas o padrão não está de acordo com o
vestido reformado ASD.

A falta de uniformidade, atitudes erradas --


tanto da parte
daquelas que o adotaram quanto daquelas
que a ele resistiram -- causaram muitos
problemas.
Por isso, em 1881, o Vestido Reformado
ASD
já não era advogado.

EGW: "O vestido reformado [ASD], que foi outrora


advogado, provou [ser] uma batalha a cada passo.”
{SpM 91.1, 1885}

• A batalha foi causada pelos corações


rebeldes das irmãs.
• Por isso, nossas irmãs não foram
encorajadas a adotar esse estilo de vestido
após 1881.

EGW: "O Senhor não moveu nenhuma de


nossas
irmãs [depois de 1881] a adotar o vestido
reformado [ASD].
As dificuldades que outrora tivemos de
enfrentar
não devem ser trazidas de novo. Houve
tanta
resistência entre nosso povo que [o vestido
reformado ASD] foi retirado dele. Ter-se-
ia então provado
uma bênção." {Manuscript Releases, vol. 5, p.
405.1 / 5MR 405.1} 1885

Por causa da rebelião contra o vestido


reformado de Deus, que, a 9 polegadas
acima do chão, era chamado “o vestido
curto”, EGW aconselhou:
"...não introduzais de novo o vestido curto
e
calças [Vestido Reformado ASD] a menos
que tenhais a
Palavra do Senhor para isso." {SpM 92.2} 1895

Dezesseis anos depois, ela escreveu:


EGW: "O Senhor não indicou que seja dever
de nossas
irmãs voltar à reforma do vestuário
[ASD]."† {Manuscript Releases, vol. 1, p. 33.2 / 1MR
33.2} 1897

• Um Menos Objetável Estilo de


Vestido
foi Advogado em 1881

EGW: “Sendo que nossas irmãs geralmente


não aceitavam
o traje da reforma [ASD] como devia ser
usado,
outro estilo menos objetável é
agora apresentado. Ele é desprovido de
enfeites desnecessários

† Encontrei essa declaração em português numa nota de rodapé do livro Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 477 (e a
adotei, para não ter eu mesmo de traduzir). (A versão e-book em inglês traz essa declaração na p. 479.)
e de sobre-saias com ilhoses, amarradas
atrás.
Consiste de uma túnica simples ou blusa
de ajuste livre
[corpete†] e saia, a última curta o
suficiente para evitar a lama e sujeira das
ruas. {Testemunhos para a Igreja, vol. 4, p. 624.3 / 4T
640.1}

† Aparentemente, a palavra que aparece aqui (bodice) não possui tradução exata para o português; uma aproximação
de bodice parece ser corpete.
EGW: “O tecido devia ser isento de
xadrezes e estampas grandes, e de uma
só cor. A mesma atenção
devia ser dada à proteção dos membros
como no vestido curto [Vestido
Reformado ASD].” {Testemunhos para a Igreja,
vol. 4, p. 624.3 / 4T 640.1}
(Esse princípio de saúde de cobrir os
membros não deveria ser ignorado!)

O estilo de vestido agora advogado pela


profetisa de Deus é como segue:
• Devia ser um vestido simples, desenfeitado,
de comprimento modesto.
• Mas não havia padrão ou estilo específico
para
seguir.
• Devia ser mais longo do que o Vestido
Reformado ASD,
atingindo perto do tornozelo.
• Os membros deviam ser cobertos.
EGW: “O vestido de nosso povo deve ser
simplificado.
A saia e o sacque ou sac [um modesto
corsete† que cobre a parte superior do corpo
de uma mulher, jaqueta feminina] que
mencionei
podem ser usados-- não somente deve ser
aquele padrão e nada
mais estabelecido; mas um simples estilo,
como
foi representado naquele vestido.” {Manuscript
Releases, vol. 1, p. 33.1 / 1MR 33.1}

† Aparentemente, não possuem tradução exata para o português estes três termos: bodice, sacque, sac; uma
aproximação de bodice parece ser corpete.
EGW: “Alguns têm suposto que o próprio
modelo
dado era o modelo que todas deviam usar.
Não é assim. Mas algo tão simples como
isso
seria o melhor que poderíamos adotar nas
circunstâncias atuais. Não me foi
dado nenhum estilo
definido como regra exata para orientar a
todas em seu vestuário. . . .O Senhor não
indicou que seja dever de nossas
irmãs voltar à reforma do vestuário
[ASD].† Devem ser usados vestidos
simples.
Experimentai vosso talento, minhas irmãs,
nesta reforma
essencial.” Carta 19, 1897, p. 2, 3. (Ao Irmão J. H.
Haughey,
4 de julho de 1897.) {Manuscript Releases, vol. 1, p. 33.2 /
† Encontrei essa declaração numa nota de rodapé do livro Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 477 (e a adotei, para não
ter eu mesmo de traduzir). (A versão e-book em inglês traz essa declaração na p. 479.)
1MR 33.2} {HL 119.1} {Mensagens Escolhidas, vol. 3, p.
254.3 / 3SM 254.3}

Lições Do Passado
Deus guiou Ellen White a convocar uma reforma
do vestuário, que corrigia os erros da moda
prevalecente, mas também guardava [as Irmãs]
contra a moda extrema do Traje Americano.
O
vestido reformado Adventista do Sétimo Dia foi
deixado de lado por causa da falta de aceitação e
uniformidade entre as irmãs Adventistas do
Sétimo Dia. Podemos aprender dessa experiência
o que é aceitável a Deus e o que não é
aceitável
a Ele.

No início dos anos 1890, a moda prevalecente


estava
alinhando-se mais com os princípios de Deus para
o vestuário-- modéstia, feminilidade e
salubridade. Era um "mais sensato estilo de
vestido". Não arrastava no chão, não requeria
espartilhos e
não era tão pesado, mas pendia dos ombros.
A extravagância ainda era um problema, mas as
filhas de Deus foram aconselhadas a desistir dos
enfeites extras e a vestir-se com simplicidade.
EGW: "Agora, porém, adotou-se um estilo
de vestuário mais judicioso, o
qual não contém esses aspectos
censuráveis. O estilo de vestuário de
acordo com a moda atual
pode e deve ser abandonado por todos os
que
lêem a Palavra de Deus.†" {SpM 91. 1}‡

Podemos entender o porquê Ellen White


fez a
† Minha versão para a segunda frase: “A parte segundo a moda pode ser descartada e deveria ser por todas as que
lerem a Palavra de Deus”.
‡ Não encontrei esse livro em português, mas a citação também está registrada em Mensagens Escolhidas, vol. 3, p.
238.2 (no e-book em português). (No e-book em inglês 3SM, a página é 165.5. A referência da margem é 3SM, p.
253.3, 254.)
seguinte declaração quando consideramos
como
algumas das modas prevalecentes
realmente
proviam um estilo de vestido que poderia
ser usado
enquanto ainda respeitava os padrões de
Deus.
EGW: "Caso o mundo introduza uma moda
modesta, conveniente e saudável no vestir, que
esteja de acordo com a Bíblia,
não
mudará nossa relação para com Deus ou para com
o mundo
adotar tal estilo." {Orientação da Criança, p. 391.3 / CG
414.3}
Podemos aprender das experiências do
passado
que, independentemente das modas
prevalecentes, Deus
quer que Suas filhas vistam-se modesta,
feminina, simples e saudavelmente.
Precisamos
rejeitar aquelas áreas que não estão em
conformidade, certificando que apoiamos os
princípios de Deus.
Em nossa próxima apresentação,
estaremos a
considerar como as modas se têm
desenvolvido desde a década de 1870 até
nosso presente
tempo.
Fim da Parte 3
A Parte 4 nos levará de 1870 a
hoje,
mostrando a progressão da moda
e como ela tem influenciado nosso
pensamento
atual.

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