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Gerton Flávio Bambo

 
 
  
 
 
 

Manuntenção da Rodóvia: Caso de Maqueze-Changanine numa Extensão de 30


Quilómetros-2019
 
 

Curso Médio de Estradas e Pontes


 
 
 
 
 
 
  
 
 

Instituto Politécnico Indico


Chongoene
2020
Gerton Flávio Bambo
 
 
  
 
 
 

Manuntenção da Rodóvia: Caso de Maqueze-Changanine numa Extensão de 30


Quilómetro-2019

 
 
 
 
  
 
Monografia a ser apresentado ao Curso Médio de
Estradas e Pontes do Instituto Politécnico Indico,
como requisito para obtenção do título de
Técnico Profissional em Estradas e Pontes
O Supervisor: Eng. Santos Balate
 
 

  

Instituto Politécnico Indico


Chongoene
2020
II

Índice

Lista de símbolos, siglas e acrónimos..................................................................................................IV

Declaração.............................................................................................................................................V

Dedicatória...........................................................................................................................................VI

Agradecimentos..................................................................................................................................VII

Resumo.............................................................................................................................................VIII

0.0.Introdução........................................................................................................................................9

0.1.Delimitação do Tema.....................................................................................................................10

0.2.Problema da Pesquisa....................................................................................................................11

0.3.Objectivos......................................................................................................................................11

0.3.1.Objectivo Geral.......................................................................................................................11

0.3.2.Objectivo Específicos.............................................................................................................12

0.4.Justificativa....................................................................................................................................12

0.5.Hipotese.........................................................................................................................................13

Capítulo II - Enquadramento Teórico..................................................................................................14

2.1.Definição de Conceitos..............................................................................................................14
2.2.1. Dimensão Histórica do Surgimento da Estradas em Moçambique..................................15
2.2.2. Classificação das estradas................................................................................................15
2.2.3. Estradas não – pavimentadas...........................................................................................16
2.2.4. Defeitos e severidade.......................................................................................................19
2.2.5. Manutenção de estradas...................................................................................................22

Capítulo III- Metodologia....................................................................................................................24

1.1. Tipo de Pesquisa..................................................................................................................24

1.2. Método de Abordagem........................................................................................................24

1.3. Método de procedimento.....................................................................................................25


III

1.4. Técnica e instrumentos de recolha de dados.............................................................................25


1.4.1. Técnica de recolha de dados..............................................................................................25
1.4.2. Instrumentos de Recolha de dados.....................................................................................25

1.5. Técnica de análise de dados.................................................................................................26

1.6. População e amostra............................................................................................................26

1.7. Localização do campo de Estudo.........................................................................................27

Capítulo IV - Apresentação e Análise Descritiva dos Dados..............................................................29

4.0. Descrição da Área de Estudo...............................................................................................29

4.1. Identificação dos defeitos da Rodovia de Maqueze-Changanine...........................................29

4.2. Nível de severidade dos defeitos da Rodovia de Maqueze-Changanine..................................29

4.3. Propostas para o Melhoramento................................................................................................29

Capítulo V – Conclusões e Sugestões..................................................................................................30

4.1. Conclusões....................................................................................................................................30

4.2. Sugestões......................................................................................................................................31

Capítulo V – Referências Bibliográficas.............................................................................................32

Anexos.................................................................................................................................................34
IV

Lista de símbolos, siglas e acrónimos

KM – Quilometro
MAE -Ministério de Administração Estatal
ANE- Nacional de Estradas
CFM - Caminhos de Ferro de Moçambique
MC- Moçambique
IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
URCI - Índice de Condição de Estrada Não – Pavimentada
V

Declaração
Declaro que este trabalho é resultado da minha investigação e das orientações do meu
supervisor. O seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão devidamente
mencionadas no texto, nas notas e nas referências bibliográficas finais.

Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma instituição para obtenção de
qualquer grau académico.

Chongoene, aos___ de Janeiro de 2020

_________________________________

(Gerton Flávio Bambo)


VI

Dedicatória

Dedico este trabalho ao Senhor Deus


O Criador, dos céus e da terra!
Presente em todos momentos da minha vida.
VII

Agradecimentos
A materialização de um trabalho pressupõe sempre a entrega do sujeito, mas também acarreta
a cooperação de infindas forças, que, por serem externas, não são menos relevantes. E
reconhecê-las envolve sair de nós para vermos como o outro vê, pois somos apenas parte de
um universo incomensurável que só cabe nas mãos de Deus. Ente que me guardou e iluminou
durante os anos de formação.

Agradecer ao Eng°. Santos Balate, supervisor deste trabalho, que provido de proficiência e
rigor, igualmente se mostrou sensível em todos os momentos da nossa jornada;

Agradecemos a todos docentes do Curso Médio de Estradas e Pontes do Instituto Politécnico


Indico e aos colegas, que sempre se mostraram dispostos a ajudar e que tantas vezes me
estimularam o alento.

À minha família, que suportou as carências e os humores condicionados pela fadiga,


particularmente aos meus pais, o meu Khanimambu!

A todos aqueles que, directa ou indirectamente, contribuíram para a concretização deste


trabalho vai o meu obrigado!
VIII

Resumo

Palavras-chave: Manutenção; Rodovia;


9

0.0. Introdução
Outrora os trilhos e caminhos, serviam como meio de comunicação versus comercialização entre
as comunidades, pela modernização ou explosão industrial, a evolução dos mesmos para estradas
fizera-se sentir, onde, inicialmente eram as não pavimentadas sucessivamente atingindo as
pavimentadas.

Geralmente, as estradas não pavimentadas resultam da evolução de trilhas e em caminhos


precários que, com o tempo e o aumento do volume de tráfego, passam a necessitar de melhorias
nas suas condições de rolamento. O traçado segue as curvas naturais do terreno, desviando-o
para evitar pendentes pronunciadas e obstáculos locais. A medida em que o tráfego aumenta,
essas estradas passam a receber melhorias, ficando com a secção transversal e o traçado melhor
definido (NUNES, 2003).
Dentro deste quadro, importa referenciar o postulado de DEPARTAMENTO NACIONAL DE
ESTRADAS DE RODAGEM – DNER (2004:45) que aponta, que as estradas não pavimentadas
representam um importante meio de ligação entre as zonas rurais e urbanas. Servem para escoar
produtos, quer agro-pecuários tanto outros, de campo para cidade e vice - versa e proporcionam
aos moradores da zona rural acesso aos serviços de educação, saúde e lazer disponíveis nas
cidades.
E, grande parte das estradas não pavimentadas são construídas por solos argilosos, o que facilita
os defeitos em épocas de chuva, como por exemplo, os lamaçais e a pista escorregadia. Mediante
solos arenosos os defeitos mais comuns são corrugações, os areiões, buracos e os problemas de
erosão.
Segundo a ADMINISTRAÇÃO NACIONAL DE ESTRADA (ANE, 2009), a malha rodoviária
Moçambicana é constituída por cerca de 30.000 quilómetros de estradas, dos quais apenas 20%
são estradas pavimentadas.
Neste caso, a estrada Maqueze-Changanine faz parte das estradas não classificadas na rede viária
moçambicana e simplesmente terraplenada, com a faixa de rodagem constituída pelo solo franco
- arenoso em toda sua extensão, assim, acelerando a sua deterioração pelo tráfego.Nesta
perspectiva, a presente pesquisa versa sobre os fenómenos subjacentes à Manuntenção da
Rodóvia: Caso de Maqueze- Changanine.
10

Estruturalmente, a presente pesquisa apresenta a parte introdutória, que compreende a


delimitação do tema, os objectivos, o problema, a hipótese, a justificativa, o Capítulo da
Metodologia de Pesquisa relativo à descrição do perfil metodológico que foi percorrido para
materialização do tema em estudo; o Capítulo referente ao Enquadramento Teórico que inclui
descrição dos Pressupostos da Manutenção de Rodovia, Dimensão Histórica do Surgimento da
Estradas em Moçambique, Classificação das estradas, Defeitos e severidade, o Capítulo da
Apresentação e Análise de dados; o Capítulo das Conclusões e Sugestões, as Referências
Bibliográficas. Por fim, os anexos.

0.1. Delimitação do Tema


A delimitação do tema “é a determinação do objecto de estudo do fenómeno, espaço ou local da
realização da pesquisa” (RICHARDSON, 2008:13). As estradas não pavimentadas representam
um importante meio de ligação entre as zonas rurais e urbanas. Servem para escoar produtos,
quer agro-pecuários tanto outros, de campo para cidade e vice-versa e proporcionam aos
moradores da zona rural acesso aos serviços de educação, saúde e lazer disponíveis nas cidades.
No entanto, diversos factores, em particular a erosão de solo aparece como um problema central
no diagnóstico ambiental deste troço Maqueze- Changanine, que apresenta como consequências
o assoreamento e a poluição de mananciais. A principal causa relacionada à erosão desta estrada
ocorre em função do tráfego intenso e pesado para colheita e transporte de produções agrícolas,
além da falta de manutenção nessa via.
Perante esta realidade, traçamos o presente trabalho referente ao tema: Manutenção da
Rodovia: Caso de Maqueze-Changanine numa Extensão de 30 Quilómetros 2019.

0.2. Problema da Pesquisa

Segundo FIELD MANUAL, (2001), as estradas não pavimentadas são feitas simplesmente por
solo, estas, quando não são executadas com técnicas apropriadas, na construção, manutenção e
reabilitação, proporcionam condições superficiais problemáticas, como é o caso da deterioração,
podendo iniciar ou agravar processos erosivos em áreas cultivadas, prejudicando a produtividade
e a lucratividade dos produtos rurais, além de afectar a qualidade e disponibilidade dos recursos
hídricos.
11

Em particular, a estrada Maqueze-Changanine constituinte da rede viária moçambicana e


simplesmente terraplenada, constitui-se por um solo propenso a degradação em toda sua
extensão, assim, podendo danificar os automóveis, reduzir o nível de circulação dos mesmos,
dificultar o escoamento de produtos agro-pecuários, reduzir a velocidade de deslocamento dos
automóveis, alongando a viagem dos passageiros, colocando em risco suas actividades e podem
causar acidente de viações cada vez mais ascendentes, provocando mortes, muito mais nesta
extensão.

Diante desta situação, queremos responder a seguinte questão: Que factores influenciam para a
degradação infra-estrutural e que mecanismos técnicos devem ser tomados para manutenção
da Rodovia Maqueze-Changanine numa Extensão de 30 Quilómetros?

0.3. Objectivos
ANDEREGG (1978:62) apud MARCONI & LAKATOS (2010:140) diz que a pesquisa deve ter
um objectivo determinado para saber o que se vai procurar, o que se pretende alcançar e deve
partir de um objectivo limitado e claramente definido. Nesse âmbito, desenvolvemos este estudo
com base nos seguintes objectivos:

0.3.1. Objectivo Geral


Descrever as técnicas subjacentes ao Processo de Manutenção da Rodovia de Maqueze-
Changanine- Extensão de 30 Kilometros-2019.

0.3.2. Objectivo Específicos


Discutir questões teóricas relativas à Manutenção de Rodovias;
Identificar Identificar os defeitos da Rodovia de Maqueze-Changanine numa extensão de
30 Quilómetros;
Analisar o nível de severidade dos defeitos da Rodovia de Maqueze-Changanine-
Extensão de 30 Quilómetros;
Propor estratégias para o melhoramento da rodovia em Rodovia de Maqueze-
Changanine- Extensão de 30 Quilómetros.
12

0.4. Justificativa
A opção pelo tema deve-se ao facto de, durante o Estágio Profissional na Empresa do ramo de
construção Civil designada, Ilulifemo Construções, termos verificado que algumas estradas da
província de Gaza, em particular a estrada de Maqueze-Changanine não apresentam condições
infra-estruturais abonatórias, condicionadas por diversos factores.

Assim, o presente estudo constitui mais um instrumento para a discussão e reflexão da


Manutenção de estradas, pelo facto de traçar uma abordagem sobre as características particulares
da rodovia em estudo. A nível científico, o trabalho procura alargar a percepção sobre o
conjunto de técnicas adequadas para a manutenção de estradas e de recursos que permitam o
diagnóstico e que possam pontuar os defeitos causadores do problema.

A nível social espera-se que venha despertar novas visões correlativamente estradas não-
pavimentadas responsáveis pela interligação entre propriedades rurais e povoados vizinhos,
servindo também, de acesso às vias principais ou à sede de municípios, sendo comummente
chamadas de estradas vicinais de terra. Além dessas, existem ainda aquelas destinadas
unicamente à movimentação interna à propriedade, as quais têm a função de permitir o trânsito
de moradores, máquinas e equipamentos ou o deslocamento de produtos agrícolas até as estradas
pavimentadas. Em suma, o presente trabalho de pesquisa propõe-se a ser mais um instrumento de
resolução de problemas relacionados à manutenção de estradas não pavimentadas.

0.5. Hipotese
Segundo GIL (1999: 59), hipótese “é uma resposta para a resolução de um problema, sugere
explicações para os factos, podendo ser verdadeiros ou falsos. Sua comprovação ou reprovação
pode ser feita por meio de análise empírica, sendo esta a intenção da pesquisa científica”.

De acordo com o problema levantado, a pesquisa apresenta como hipótese:

Os factores que influenciam para a degradação infra-estrutural e que por sua vez, necessitam
de meios os para manutenção da Rodovia Maqueze-Changanine numa Extensão de 30
Quilómetros 2019 sejam resultantes da estrutura da terra que não facilita também o
escoamento de produtos agro-pecuários tanto alonga a distância pela diminuição da
13

velocidade dos automóveis, assim também pode aumentar o número de acidentes do tipo
capotamento pela qualidade da estrad
14

Capítulo II - Enquadramento Teórico


Segundo PRODANOV & FREITAS (2013:34), a revisão de literatura resultará do processo de
levantamento e análise do que já foi publicado sobre o tema e o problema de pesquisa
escolhidos. Permitirá um mapeamento de quem já escreveu e o que já foi escrito sobre o tema
e/ou problema da pesquisa. No presente capítulo, apresenta-se a base teórica referente a
manutenção de estradas.

2.1. Definição de Conceitos


Tomando em conta o tema reservamos este espaço para o esclarecimento de alguns termos de
capital importância para a pesquisa:

Estrada
As estradas são entendidas como elementos geográficos presentes nas paisagens rurais. Existem,
desde caminhos primitivos ou vias modernas com grande infra-estrutura, permitiram e permitem
a interligação entre regiões, influenciando no aspecto social, económico e cultural das nações
(PIMENTA & OLIVEIRA, 2004).

De acordo com GUIMARES (2004), define estrada como faixas de terreno com características
adequadas para permitir o deslocamento de pessoas e veículos. Neste trabalho, considerou – se
este conceito, alem de ser um pouco mas antigo constitui o mais directo, claro, simples,
relacionado a Engenharia Civil e realça a realidade que se consegue enxergar em qualquer tipo
de estrada, pode considerar – se também em Moçambique. Onde, a composição da sua superfície
de rolamento geralmente denomina – se por pavimento, dependendo da percepção de cada autor.

Defeito
Segundo DARONCHO (2001), a abordagem dos defeitos na superfície de pavimentos relaciona-
se com a qualidade de viagens numa estrada, os define como desarranjos que contribuem para
aumentar ou gerar desconforto ao usuário da estrada ou impedir o tráfego de veículos pela
mesma.
15

Defeito define - se como, qualquer alteração na superfície da estrada que influencie


negativamente as suas condições de rolamento. Estas alterações estão hierarquizadas em graus
ou níveis de severidade que variam de acordo com a interferência na trafegabilidade da estrada
(VALENCIA, 2007).

Manutenção

Para CABRAL (2011), manutenção é o conjunto de operações destinadas a preservar as


características técnicas e operacionais de uma estrada ou obra de arte de acordo com sua
concepção original.

De acordo com DNEP (1998), em Moçambique manutenção de estrada é uma actividade


contínua que visa garantir e manter a estrada em boas condições.

2.2. Contextualização do Estudo

2.2.1. Dimensão Histórica do Surgimento da Estradas em Moçambique


Em Moçambique (Mc), antes da chegada dos portugueses, as estradas já vinham existindo em
forma de caminhos, onde usavam para comunicação entre a comunidade em direcção a casa do
Rei, também, para escoar os seus produtos através de tracção animal puxando carruagem de
madeira. A pois chegada dos portugueses, porém, o aumento da sua extensão fez – se sentir,
rumo as firmas, em casa do administrador, ate do governador, isso, em zonas de maior
aglomerante populacional, assim, houve a necessidade de reabilitar e alastrar e/ou pavimentar,
tanto criação de novas vias terrestres como Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).
O alastramento das estradas, deve se pelas necessidades do desenvolvimento económico-social
tanto cultural, cada fase da sua existência, é causa de pavimentação, onde, este termo é uma
reflexão naquilo que é a imaginação do actual, estrada sem pavimento ninguém quer transita-lá
(DARONCHO, 2001).

2.2.2. Classificação das estradas

Segundo INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE (2001),


Maior parte dos Países Europeus, Americanos, Asiáticos e Africanos, nas suas normativas
16

classificam as estradas em três categorias, quanto a hierarquia, quanto a jurisdição,a área e


proximidade de aglomerados populacional e categoria técnica.
Quanto a hierarquia:
Estradas primárias;
Estradas secundárias;
Estradas terciárias;
Estradas vicinais;
Estradas não classificadas.
Quanto a jurisdição as estradas são classificadas da seguinte maneira:
Estradas federais;
Estradas estaduais;
Municipais;
Vicinais.
Quanto a área e proximidade de aglomerados populacional:
Estradas urbanas;
Estradas rurais;
Estradas suburbanas.
Quanto a categoria técnica segundo as normas:
Classe especial, (acima de 2.000 veículos por dia);
Classe I, (1.000 ate 2.000 veículos por dia);
Classe II, (500 à 1.000 veículos por dia);
Classe III, (ate 500 veículos por dia);
Classe IV, esta classe divide - se em duas partes, onde compreende em:
Classe IV A, (50 à 300 veículos por dia);
Classe IV B, (menos de 50 veículos por dia).

2.2.3. Estradas não – pavimentadas


Características técnicas fundamentais
Segundo NUNES (2003), duas são características técnicas fundamentais que uma estrada de terra
tem que apresentar para garantir condições de tráfego satisfatórias são: Boa capacidade de
suporte e boas condições de rolamento e aderência.
I. Capacidade de suporte
17

É a característica de uma estrada de não se deformar frente ao tráfego. Com a sua ausência, a
faixa de rodagem apresenta as seguintes deformações típicas: ondulações transversais e tendem
apresentar formação de lama por ocasião de chuvas mais intensas. Estes problemas devem-se a
deficiências técnicas localizadas no sob-leito (terreno natural sobre o qual esta implementada a
estrada), ou na camada de reforço, (CAROFF & PINTO, 2000).
II. Aderência
A aderência é a característica da pista que diz respeito às boas ou mas condições de atrito, ou
seja, uma pista com boa aderência não permite afundamento das trilhas de rodas. As matérias
granulares (especialmente areia e cascalho) são os maiores repensáveis por boas condições de
atrito (aderência), devendo conter o material ligante, porém, asses grãos ficaram soltos e
tenderam a original problemas como: trilhas de rodas em rampas, formação de “ondulações”,
formação de buracos etc, (JONES et al. 2003).
Segundo BRAGAS et al (2009), alguns factores responsáveis pelo estado da superfície de
qualquer estrada são: material da superfície, intempéries, tráfego e manutenção. Para garantir
uma boa estrada vicinal de terra deve contar com características como:
Ter largura de rolamento suficiente para acomodar o tráfego da região;
Ter resistência para suportar as cargas sem que ocorram deformações excessivas;
Apresentar boa capacidade de suporte, a qual depende das características do material da
superfície e da resistência do solo, à medida que o teor de humidade varia.

O leito da estrada deve apresentar-se resistente tanto ao desgaste pelo tráfego como pela erosão,
também deve ser abaulado, de modo a permitir a rápida remoção de água da chuva, facilitando o
trânsito e reduzindo o risco de ocorrência de acidentes, bem como evitar que a água escoe
longitudinalmente sobre a estrada (FLEURY, 2002).
O abaulamento deve ser projectado levando-se em conta, além da drenagem, a comodidade dos
usuários. Recomenda-se que o abaulamento seja de 2 a 8 % para estradas não pavimentadas,
dependendo da precipitação e do tipo de superfície. Uma superfície dura e lisa, com drenagem
facilitada, requer um abaulamento menor que uma superfície rugosa e menos rígida, na qual o
escoamento mostra-se mais lento. O tipo de veículo que transita na estrada, também, é
importante para determinação do abaulamento (CAMPOS, 2003) Desta maneira, há que
18

considerar a constituição duma estrada não pavimentada, onde, de acordo com a ANE (2009),
uma estrada de terra é constituída por:
Bermas, Abaulamento,
Eixo da estrada,
Faixa de rodagem,
Base,
Sob – base,
Valeta lateral,
Plataforma,
Largura deforma,
Revestimento em saibro,
Valeta lateral,
Talude da vala,
Pista de rolamento,
Acostamento (passeio),
Coroa,
Sarjeta (vala),
Taludes,
Área site (faixa de localização),
Estação,
Bombeamento (inclinação longitudinal),
Pavimento,
Terraplenagem (subleito),
Bombeamento factor (inclinação transversal).

As partes duma estrada podem ser observadas na figura nº1, que representa uma secção
transversal de uma estrada, com a respectiva legenda.
19

Fonte:CAMPOS(2003)

II.2.4. Defeitos e severidade


De acordo com SANTOS (1998) defeitos originam-se devido a confluência de factores, que
podem ser classificados em;
Extrínsecos (tráfegos, chuvas e manutenção) e intrínsecos (perfil longitudinal, perfil
transversal, drenagem, tipo de solo e mais).
Ainda interessa realçar que, apenas os três agentes que exercem esforços dinâmicos
consideráveis sobre o leito de uma estrada de terra:
O tráfego, que através das rodas dos veículos aplica tensões, impõe deformações
(recuperáveis ou não) e exerce acção abrasiva sobre a superfície;
A água de chuva, que ao humedecer o solo diminui sua capacidade de suporte;
A actividade de Manutenção, modifica o perfil longitudinal e transversal respectivamente
(SANTANA, 2006).
20

1. Corrugações/OndulaçõeS

Segundo EATON et al. (1987) & RSMS (1991), corrugações consistem em uma serie de sulcos
regularmente especados ou ondulações que ocorrem em intervalos bastante regulares,
perpendiculares à direcção do tráfego.
Nivel de severidade
Segundo EATON et al., (1987ª) & FONTENELE (2001), os níveis de severidade considerados
para corrugações são:
BAIXA: corrugações com profundidade menor que 2,5 cm ou menos que 10 % da área total da
superfície de estrada coberta de corrugações.
MÉDIA: corrugações com profundidade entre 2,5 a 7,5 cm ou entre 10 % e 30 % da área total
da superfície da estrada coberta por corrugações.
ALTA: corrugações mais profundas que 7,5 cm ou mais que 30 % da área total da superfície da
estrada coberta por corrugações.
21

2. Poeira

Nível de severidade
Os níveis de severidade considerados em poeira são:
BAIXA: pouca poeira, nuvem fina, não obstrui a visibilidade, altura menor que 1m;
MÉDIA: poeira moderada, nuvem moderadamente densa, obstrui parcialmente a visibilidade,
altura entre 1 e 2 m, tráfego lento;
ALTA: indica mau estado da estrada e que apresenta muita poeira, severa obstrução
davisibilidade, altura superior a 2 m, tráfego muito lento ou parado.

3. Buracos

Os buracos são decorrentes da plataforma mal drenada, provavelmente sem abaulamento


transversal. Constituem pequenas depressões em forma de bacia na superfície da estrada,
produzidas quando o tráfego desgasta pequena parte da superfície da estrada e têm ocrescimento
acelerado pela humidade interior do buraco (NUNES, 2003).
22

4. Afundamento trilhas de rodas

O afundamento é causado por uma deformação permanente em qualquer camada da estrada ou


do sob - leito, resultando de cargas repetidas de tráfego, especialmente quando a capacidade de
suporte é baixa e em períodos de chuva.
Agregado solto

Agregados soltos consiste em acúmulo de partículas de, contidas nos solos granulares, que se
soltam da superfície de rolamento devido ao tráfego, se colocando fora das trilhas de roda e
formando bermas no centro ou ao longo do acostamento da estrada ou ainda na área.

II.2.5. Manutenção de estradas


I. Manutenção de Rotina; é o trabalho que se realiza ao longo de todo ano,
independentemente tráfego e de preferência com algumas das actividades concentradas
antes e depois das chuvas. Uma actividade de pequena escala que não precisa de grande
número de trabalhadores e as condições ambientas da zona.
II. Manutenção Periódica; Se refere a um conjunto de actividades que são realizadas
depois de um certo intervalo de tempo (ano), dependendo do volume de tráfego, o
desgaste provocado na estrada e as condições ambientais da zona.
23

III. Manutenção de Emergência; É um conjunto de actividades que se realizam consoante


as necessidades de carácter urgente e não prévios. Por sinal, resultam de acidentes,
tempestades, grandes chuvas e outras calamidades naturais.
IV. Manutenção Correctiva; É o conjunto de operações de manutenção que tem como
objectivo reparar ou sanar um defeito e restabelecer o funcionamento dos componentes
da rodovia propiciando conforto e segurança aos usuários.
V. Manutenção Periódica; Conservação requerida em intervalos de tempo determinados.
VI. Manutenção Preventiva Periódica; Operação de conservação, realizadas
periodicamente com o objectivo de evitar o surgimento ou agravamento de defeitos. Sua
frequência depende do trânsito, topografia e clima.
Importância da manutenção
Segundo DNEP (1998), A importância da manutenção em Moçambique é:
Preservar o valor na construção ou reabilitação da estrada através da programação da vida
dela, e assim adiar a altura em que uma reconstrução completa for precisa.
A reabilitação duma estrada em Moçambique custa entre 50.000.000 e 140.000.000 mt
por quilómetro, enquanto a manutenção custa a cerca de 2.000.000 e 6.000.000 mt por
quilómetro por ano.
Permitir uma circulação segura de viaturas e manter as via em boas conduções de
circulação ao longo do todo ano.
Minimizar os custos de operação das viaturas através de redução em reparações. Sendo
assim, para garantir uma estrada em boas condições tem de se avaliar quantas vezes
possíveis no intuito de garantir a aplicação da manutenção alem de poder deteriorar – se
ate necessitar da reabilitação que posteriormente torna mais custoso para um País em via
do desenvolvimentomenos transitavel, paralela à linha central da estrada.
24

Capítulo III- Metodologia


Segundo GIL (1999:15), a metodologia consiste, essencialmente, num conjunto de
procedimentos que reflectem o caminho percorrido ou a percorrer, no sentido de organizar,
planificar e desenvolver todo o trabalho. Neste capítulo, procura-se apresentar a metodologia de
investigação que foi usada, para definir o tipo de pesquisa, a amostra, os instrumentos de recolha
de dados e, por último, explicações relativas ao tratamento dos dados.

1.1. Tipo de Pesquisa


Para a efectivação deste trabalho, usou-se a pesquisa Descritiva1 que, segundo pespectiva GIL
(1999:17), está “ relacionada com os aspectos da realidade que não podem ser quantificados, e
centrada na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais”.

Este tipo de estudo permitiu a explicitação das tecnicas de manunteção da rodovia Maqueze-
Changanine- Extensão de 30 Kilometros-2019.

1.2. Método de Abordagem


MARCONI & LAKATOS (2003:85) apontam que o método de abordagem fornece um
panorama geral do estudo, isto é, o raciocínio utilizado no desenvolvimento da pesquisa. Dessa
forma, o presente estudo, teve como método de abordagem o indutivo, que configura “um
processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente
constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas”
(MARCONI & LAKATOS, 2011:12).

O presente estudo surge focado a uma (1) estrada, nesse, caso troço de Maqueze-Changanine,
da Província de Gaza, seleccionada de forma aleatória. A partir da qual, a analisámos a sua
deterioração, que por sua vez, requer uma continua manunteção.

1
Toma o pesquisador como parte fundamental da pesquisa. Ele deve, preliminarmente, despojar-se de preconceitos
e predisposições para assumir uma atitude aberta a todas as manifestações que observa.
O pesquisador não se transforma em mero relatador passivo: sua imersão quotidiana, a familiaridade com os
acontecimentos diários e a percepção das condições que embasam as práticas e os costumes dos sujeitos.
25

1.3. Método de procedimento


De acordo com MARCONI & LAKATOS (2010:28), os métodos de procedimento constituem
etapas mais que concretas de investigação, com finalidade mais restrita em termos de explicação
geral de fenómenos menos abstractos. Desta feita, para este estudo privilegiámos o método
monográfico, baseado no princípio de que o estudo de um caso em profundidade pode ser
considerado representativo de muitos outros ou de todos casos semelhantes. Este método
auxiliou na descrição das técnicas de manunteção da rodovia Maqueze-Changanine numa
Extensão de 30 Quilómetros.

1.4. Técnica e instrumentos de recolha de dados

1.4.1. Técnica de recolha de dados


As técnicas de recolha de dados são um conjunto de regras ou processos utilizados por uma
ciência, ou seja, corresponde à parte prática da recolha de dados (MARCONI & LAKATOS,
2000:23).
Como técnica de recolha de dados, aplicamos a técnica de observação directa que,
“Pressupõe a colecta sistemática de dados comprobatórios da hipótese.
Aplica-se o método de observação directa para registar sistemática e
fielmente, factos e circunstâncias em situações concretas que foram
definidas de antemão e que estejam interligados com o problema de
pesquisa” (CHIZZOTTI.,2000:45).
Assente a esta técnica, produzimos um guião que nos possibilitou verificar as condições infra-
estruturais e similarmente a técnicas envolvidas na manutenção da da rodovia Maqueze-
Changanine numa extensão de 30 quilómetros.
.

1.4.2. Instrumentos de Recolha de dados


Deve ser salientado que para a recolha de dados foi importante usar a ficha de inspecção em
estradas não pavimentadas, proposta por EATON & BEAUCTHAM (1992) para a aplicação do
URCI, que auxiliava no registo ou anotação de dados recolhidos, formulário que nos permitiu
apresentar os aspectos verificados.
26

1.5. Técnica de análise de dados


Após a recolha dos dados, fez-se a respectiva análise, de acordo com os objectivos propostos.
Neste sentido, Para analisar os dados foi necessariamente usar a revisão bibliográfica, para
conhecer os defeitos e análise do nível de severidade. De referir que, esta fase residiu totalmente
no trabalho da descrição, para tal foi usado os procedimentos do método URCI, a partir da
descrição dos defeitos e seus de níveis de severidade, sequenciada desde primeiro desfeito e os
três níveis de severidade até ao sétimo defeito respectivamente. A presente pesquisa baseou-se na
análise de conteúdos, que compreendeu à categorização do conteúdo, tendo em conta as
unidades de significação, a descrição das diferentes unidades de análise e interpretação
aprofundada dos dados.

1.6. População e amostra


A população é o grupo inteiro de objectos ou pessoas (unidades) das quais se pretende obter
informações, ela deve ser definida claramente em termos daquilo que se pretende conhecer.

Por outro lado, a amostra é uma parte de elementos seleccionada de uma população e usada para
obter informação acerca do todo (GIL,1999:67). Por essa via, o presente trabalho de pesquisa
focalizou-se a um (1) troço da estrada turmas correspondentes ao universo populacional.

Para a concretização desta pesquisa, foi utilizada uma amostra probabilística. De acordo com
KERLINGER (2007:11) “são caracterizados por todos os elementos da população
seleccionados de acordo com uma probabilidade pré-definida e em que se pode avaliar
objectivamente as propriedades de cada elemento da população a ser escolhido por meio de
sorteio”.
No caso da presente pesquisa desde que seja uma estrada com as condições similares a esta pode
satisfazer a resposta da variável seleccionada.
27

1.7. Localização do campo de Estudo


A estrada Maqueze-Changanine localiza-se na Província de Gaza, distrito de Chibuto.

Fonte: Google. Map.com

4.0. Descrição do campo de Estudo


Segundo MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO ESTATAL (MAE, 2005), Maqueze é um
distrito que se localiza a norte da província de Gaza, tendo como limites a norte com o distrito de
Mabalane, a sul com Xai-Xai, a oeste com os distritos de Guijá e Chokwé e a este com Manjate,
Chibuto.
Com uma superfície de 3.867 km² e uma população recenseada em 2017 de 11.045 habitantes e
estimada à data de em cerca de 10.340 habitantes, Maqueze tem uma densidade populacional de
23,6 hab/km².
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A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1,4, é por cada 10


crianças ou anciões existem 14 pessoas em idade activa e a taxa de urbanização é de 18 %. O
clima do distrito é dominado por zonas do tipo tropical seco, no interior, e húmido, á medida que
se caminha para a costa, com duas estacões: quente ou chuvosa que vai de Outubro a Março e a
fresca ou seca de Abril ao Setembro.

Fonte: Google Map.com


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Capítulo IV - Apresentação e Análise Descritiva dos Dados

No presente capítulo, procede-se à apresentação dos dados relativos a Manutenção da Rodovia.


Aferidos a partir da observação minuciosa da estrada Maqueze-Changanine numa dimensão
quilométrica de 30 unidades. Assim, torna-se pertinente antes de apresentarmos detalhes
respeitantes a conservação da via, disponibilizar de forma sucinta os passos que a precedem.

4.0. Descrição da Área de Estudo e Actividades Profissional


Segundo MINISTÉRIO DE ADMINISTRAÇÃO ESTATAL (MAE, 2005), Maqueze é um
distrito que se localiza a norte da província de Gaza, tendo como limites a norte com o distrito de
Mabalane, a sul com Xai-Xai, a oeste com os distritos de Guijá e Chokwé e a este com Manjate,
Chibuto.
Com uma superfície de 3.867 km² e uma população recenseada em 2017 de 11.045 habitantes e
estimada à data de em cerca de 10.340 habitantes, Maqueze tem uma densidade populacional de
23,6 hab/km². A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1,4, é por
cada 10 crianças ou anciões existem 14 pessoas em idade activa e a taxa de urbanização é de 18
%. O clima do distrito é dominado por zonas do tipo tropical seco, no interior, e húmido, á
medida que se caminha para a costa, com duas estacões: quente ou chuvosa que vai de Outubro a
Março e a fresca ou seca de Abril ao Setembro.

4.1.Actividades Profissional

I. Actividade da Semana 1

No dia 12 de Agosto de 2019 demos o inicio ao nosso estágio profissional na alçada da empresa
Ilulifemo Construções, no âmbito da cooperação bilateral com a nossa instituição de Ensino. Na
nossa actividade inicial contamos com a presença do técnico Jorge Mondlane. Nesse dia, o
técnico orientou a actividade relacionada com a recargas de bermas, na parte esquerda da
Estrada Nacional 1 (EN1), BP, importa-nos referenciar que estávamos na companhia dos
discentes Ana Sigaúque, Olésia Uqueio, Titos Macuacua. Importa referenciar que a actividade
de recarga de bermas decorreu sem sobressaltos, e teve a duração de duas semanas. Tratou-se de
uma manutenção de Rotina; trabalho que se realiza ao longo de todo ano, independentemente
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tráfego e de preferência com algumas das actividades concentradas antes e depois das chuvas.
Uma actividade de pequena escala que não precisa de grande número de trabalhadores e as
condições ambientais da zona.

II. Actividade da Semana 2

No dia 26 de Agosto de 2019 demos o inicio a nova actividade no âmbito, em Chicumbane


Gaza. Desta vez, fomos desafiados a efectuar a limpeza de aquedutos. A sua obstrução impedia a
circulação da água, assim no decurso destas actividades, refira-se decorrida em uma (1) semana,
aprendemos, os procedimentos adequados para o seu efeito.

III. Actividade da Semana 3

No dia 2 de Setembro, o grupo de estagiários do Instituto Indico fez-se presente para mais
experiencia no mercado grossista para tapamento de buracos, ou pavimentos de terra revestidos
de solo local (revestimento mais comum), devidamente compactado e nivelado, a qualidade do
revestimento depende do tipo de solo. Nesta actividade, compreendemos que o uso dos materiais
granulares como areia grossa, saibro, cascalho e pedregulho natural são imprescindíveis nos
serviços de manutenção e melhorias das estradas de terra.

IV. Actividade da Semana 4

Na semana quatro (4), isto é na semana de 9 a 13 de Setembro, por imperativos alheios a nossa
vontade e devidamente esclarecidos não desenvolvemos nenhuma actividade, no âmbito do
nosso estágio. Nisto de forma individual podemos recapitular as várias actividades já
desenvolvidas até aquela data.

V. Actividade da Semana 5

Na semana cinco (5), ou melhor do dia 16 Setembro a 18 de Outubro, retomamos as actividades


de estágio profissional, particularmente, em Maqueze, com a presença do técnico Jorge
Mondlane. Nesse ensejo, o técnico orientou a actividade relacionada com a betonagem de laje de
Drift, procedemos também a betonagem de muros e construção de aquedutos de recargas de
bermas e terraplanagem, importa-nos referenciar que estávamos na companhia da discente Ana
Sigaúque, Olésia Uqueio, Titos Macuacua. Tivemos oportunidade de aprofunadar que as
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estradas onde foram realizados trabalhos de reconformação da plataforma, infraestrutura de


drenagem corrente (bueiros) e drenagem de superfície, bem como revestimento primário de boa
qualidade executado em toda a sua extensão em camada cuja espessura seja adequada para dar o
devido suporte ao tráfego que por ela transita. Este é o padrão adequado que as estradas rurais
devem atender, uma vez que o seu nível de operação pode ser considerado altamente satisfatório.
O custo de manutenção de estradas sob tais condições manter-se-ão estáveis ao longo dos anos
subsequentes, sendo menor que os custos de manutenção das estradas do Nível 1 e Nível 2.

VI. Actividade da Semana 6

Depois destas actividades de Maqueze retornamos a cidade de Xai-Xai. No dia 21 de Outubro


começamos com as últimas actividades do Estágio, em 2000 Ndambine, onde procedemos com
recarga de Bermas. Ainda na mesma semana procedemos com construção de valetas de
protecção em Chongoene, isto é, na paragem “Baquidade”.

Em suma, este estágio permitiu-nos garantir no seu todo a circulação segura de viaturas e manter
as vias em boas conduções de circulação ao longo do todo ano. Minimizar os custos de operação
das viaturas através de redução em reparações. Sendo assim, para garantir uma estrada em boas
condições tem de se avaliar quantas vezes possíveis no intuito de garantir a aplicação da
manutenção alem de poder deteriorar – se ate necessitar da reabilitação que posteriormente torna
mais dispendioso para um País em via do desenvolvimento.

4.1.Identificação dos defeitos da Rodovia de Maqueze-Changanine


Os defeitos causam irregularidades, provocando desconforto, e dependendo do nível de
severidade, podem levar sérios riscos à segurança dos usuários, além de interferir na velocidade
de operação e no custo operacional dos veículos. As rodovias não pavimentadas podem ser
classificadas em quatro categorias, segundo os materiais que compõem sua superfície de
rolamento, designadas por A, B, C e D.
Assim. em apreciação de campo, constatamos que, as maiores questões despontam devido á
secção transversal e ausência de sistema de drenagem, essas particularidades, simultaneamente
com o tráfego e a acção de intempéris, acabam apressando o processo de deterioração da
superfície da estrada Maqueze-Changanine.
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A estrada é encaixada no terreno na sua maioritariamente, dificultando o escoamento de água


para o lateral também tipo de solo da superfície, que influencia na formação dos defeitos. Sabido
que, em solos arenosos os defeitos mais comuns são os buracos, as ondulações e areiões em
trechos planos, caso vivida na.

4.1.1. Agregados soltos

Denotamos na estrada Maqueze-Changanine a predominancia de agregados soltos, ou seja, os


areiões, na estrada, advêm como agregados soltos só em poucas parte das unidades, veja-se:

Fonte: Autor-Maqueze-Changanine-2019
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4.1.2. Afundamento das trilhas de rodas

Na estrada Maqueze-Changanine, as trilhas de rodas são formadas em faixa de rolamento, Isso,


ocorre porque os veículos circulam no centro da pista, utilizando apenas uma via em ambos os
sentidos, o que implica dizer a solicitação na mesma via é dobrada. Em épocas das chuvas, o solo
fica saturado, reduzindo sua resistência, e com isso ocorrem deformações permanentes das trilhas
de rodas devido o tráfego repetitivo de veículos concentrando cargas sobre a pista.

Fonte: Autor-Maqueze-Changanine-2019

4.1.3. Buracos

Os buracos identificados na estrada Maqueze-Changanine, apresentam as ondulações


diversificadas dos mais pequenes aos mais grandes:
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Fonte: Autor-Maqueze-Changanine-2019

4.2. Propostas para a Manutenção da Rodovia Maqueze


A prioridade de manutenção é total, ou melhor, reflectindo na avaliação feita ao longo da estrada,
em observação, entendemos que, a prioridade não seria a manutenção mais sim a construção de
infra-estruturas de raiz, no entanto, devido a inexistência de recursos financeiros para executar-
se a estrada , pode-se operar a manutenção,,no entanto, importa-nos destacar que os gastos
serão continuos e não poderão sanar os defeitos na totalidade. Em, todo o nosso objectivos e
aventar algumas propostas para a manutenção desta estrada, assim a seguir apresentamos:

A estrada Maqueze-changanine, necessita de uma correção e deve começar pela


drenagem das águas da plataforma através do abaulamento transversal, valetas e sangras.
Os buracos isolados, em seguida, devem ser tapados;
Deve ocorrer a substituição do material existente por revestimento primário e execução
de um dreno ou sangra para favorecer a drenagem;
Devido à má compactação, o material acaba se desagregando e ficando solto e com a
passagem contínua dos veículos os agregados são movidos para as áreas menos
trafegáveis, assim propomos que se use o material existente com material ligante (argila
na maioria dos casos);
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Em casao de aguas estagnadas Inicia-se com a retirada de vegetação e entulho. Depois


retira-se a água acumulada no local através de sangras. Em alguns casos, é necessária a
execução de um dreno profundo;

Deve-se efectuar, o patrolamento da pista, a simultânea execução das sarjetas e leiras e a


execução da correta compactação. O objetivo é conseguir um perfil transversal correto
para o trecho. Nas curvas, a superfície da estrada deve ter inclinação constante, de borda
a borda, sendo que o lado externo deve ser mais elevado.
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Capítulo V – Conclusões e Sugestões

4.1. Conclusões
O estudo desenvolvido procurou compreender descrever as técnicas subjacentes ao Processo de
Manutenção da Rodovia de Maqueze-Changanine numa Extensão de 30 Kilometros-2019. A
partir da nossa observação constatamos que esta estrada possui vários problemas que acabam
interferindo negativamente na estrutura, capacidade de suporte, condições de rolamento,
segurança e conforto, gerando aumento no tempo de viagem, depreciação de veículos e
consequentemente aumento nos gastos com manutenção de veículos e no valor de transporte em
geral.
Assim é importante ressaltar que, em virtude das actividades desenvolvidas impera-se que
efectue a correção começando pela drenagem das águas da plataforma através do abaulamento
transversal, valetas e sangras. Os buracos isolados, em seguida, devem ser tapados, igualmente
deve-se operar a substituição do material existente por revestimento primário e execução de um
dreno ou sangra para favorecer a drenagem e
E por fim, para a durabilidade das operações de manutenção deve efectuar uma constante
assistência ou supervisão da estrada durante períodos curtos, visto que dependendo das pressões
atmosféricas a estrada sofre diversos impactos que levam a sua degradação. Assim se a
assistência não é feita, dificilmente detectara-se os aspectos negativos e por via disso será difícil
a durabilidade das manutenções que serão feitas. Para que isso aconteça é necessária a
colaboração e a entrega de todos os elementos envolvidos).
Desta forma, confirmamos a nossa hipótese segundo a qual
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4.2. Sugestões

A pesquisa parte da Manutenção da Rodovia Maqueze-Changanine numa Extensão de 30


Quilómetros, relativamente a estrada em referência constatam a existência de vários factores que
influenciam para sua contínua degradação assim, colocamos as seguintes sugestões:

Que haja a inserção de empresas privadas nas obras e serviços inclusos na manutenção/
restauração/ conservação e melhoramentos rodoviários, por meio de concessão, ou na
modalidade de PPP – parceria pública privada, transferindo-se algumas rodovias para a
iniciativa privada.
A Administração nacional de Estrada deve avaliar a estrada periodicamente determinante
das condições climatéricas, para evitar a degradação total da via, levando dessa forma a
dificuldades de transitabilidade da populações que vivem na zona Maqueze-Changanine.
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Capítulo V – Referências Bibliográficas

1. Chizziotti, A. (2000).Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 4ª Edição. São Paulo,


Editora Cortez.
2. Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (2006). Manual básico de
estradas vicinais. São Paulo. Brasil.
3. Eaton et al., (1987). Rating Unsurfaced Roads – A Field Manual for Measuring maintenance
Problems. Special report. 87 – 15 U.S. Army Corps of engineers. Cold Regions Research &
Engineering Laboratory. Editora UFV, 259 p.Atlas.
4. Fleury, P.F. (2002) Gestão estratégica do transporte. Revista Tecnológica.N.82. São Paulo.
5. Gil, A. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo, Editora Atlas.
6. Gil, A.C. 1999. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5ª Edição, São Paulo, Editora Atlas.
7. Griebeler, N.P. (2005) Hidros: dimensionamento de sistemas hidroagrícolas. Viçosa.]
8. Kerlinger. F.N. 1995. Metodologia da Pesquisa em Ciências Sociais. 10ª Edição.
9. Marconi, M.A, Lakatos, E.M (2010).. Fundamentos da Metodologia Científica. 7ª Edição,
São Paulo, Editora Atlas.
10. Marconi, M.A, Lakatos, E.M2003.. Fundamentos da Metodologia Científica. 5ª Edição, São
Paulo, Editora Atlas.
11. Marconi,M.A, Lakatos, E.M(2000) Metodologia científica. 2ª Edição, São Paulo.
12. Marconi,M.A, Lakatos, E.M2011.. Metodologia Científica. 6ª Edição. São Paulo, Editora
Atlas.
13. Oliveira, M. F (2011).Metodologia científica: um manual para a realização de pesquisas em
Administração, Catalão: UFG.
14. Prodanov, C.C (2013), FREITAS, E.C. Metodologia do trabalho científico: Métodos e
Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Académico. 2ª Edição, Novo Hamburgo.
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40

Anexos
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Imagem: Construção do Aqueduto


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Imagem: Recarga de Bermas


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