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OS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO

Influência dos Filósofos

Sócrates, filósofo grego (470 a.C. – 399 a.C.)

Expõe seu ponto de vista sobre a administração como habilidade pessoal separada do
conhecimento técnico e da experiência.

Platão, filósofo grego (429 a.C. – 347 a.C.).

Discípulo de Sócrates, analisou os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento


social e cultural do povo grego. Em sua obra a República, expõe a forma democrática de governo
e de administração dos negócios públicos.

Aristóteles, filósofo grego (429 a.C. – 347 a.C.)

Discípulo de Platão, deu o impulso inicial à Filosofia, Cosmologia, Nosologia


(medicina/doenças), Metafísica, Lógica e Ciências Naturais), abrindo as perspectivas do atual
conhecimento humano. No livro Política, que versa sobre a organização do Estado, distingue as
três formas de Administração Pública:

 Monarquia ou governo de um só;


 Aristocracia ou governo de uma elite;
 Democracia ou governo do povo.

Francis Bacon (1561 – 1626)

Filósofo e estadista inglês, fundador da Lógica Moderna baseada no método experimental e


indutivo, mostra a preocupação prática de se separar experimentalmente o que é essencial, do
que é acessório ou acidental.

René Descartes (1596 – 1650)

Filósofo, matemático e físico francês, considerado fundador da Filosofia Moderna, criou as


coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e a geometria da época. No livro o Discurso
do Método descreve seu método filosófico denominado método cartesiano (verificar, analisar,
sintetizar e enumerar), cujos princípios são:

 Princípio da dúvida sistemática ou da evidência. Consiste em não aceitar coisa alguma


enquanto não se souber como evidência aquilo que realmente é verdadeiro. Com a dúvida
sistemática evita-se a prevenção e precipitação, aceitando-se apenas como certo o que
seja evidentemente certo.
 Princípio da análise ou decomposição. Consiste em dividir e decompor cada dificuldade
ou problema em tantas partes quantas forem possíveis e necessárias à adequação e
solução e resolvê-las cada uma, separadamente.
 Princípio da Dúvida ou da Composição. Consiste em conduzir ordenadamente nossos
pensamentos e nosso raciocínio, começando pelos objetivos e assuntos mais fáceis e mais
simples de se conhecer, para passarmos gradualmente aos mais difíceis.
 Princípio da enumeração e verificação. Consiste em fazer contagens e recontagens,
verificações e revisões tão gerais que se fique seguro de nada haver omitido ou deixado a
parte.

Thomas Hobbes (1588 – 1679)

Filósofo, político inglês, defendia o governo absoluto em função de sua visão pessimista da
humanidade. Na ausência do governo, os indivíduos tendem a viver em guerra permanente e
conflito interminável para obtenção de meios de subsistência. O povo renuncia seus direitos em
favor do governo que, investido do poder a ele conferido, impõe a ordem, organiza a vida social
e garante a paz. O estado representa um pacto social que ao crescer alcança dimensões que pode
ameaçar a liberdade dos cidadãos.

Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778)

Desenvolveu a teoria do “contrato social”: o estado surge de um acordo de vontades. Contrato


social é um acordo entre os membros de uma sociedade pelo qual reconhecem a autoridade igual
sobre todos de um regime político, governante ou de um conjunto de regras. De acordo com
Rousseau o homem é por natureza bom e afável e a vida em sociedade o deturpa.

Karl Marx (1818 – 1883) – Friedrich Engels (1820 – 1895)

Propõem uma teoria da origem econômica do Estado. O poder político e do Estado nada mais é
do que o fruto da dominação econômica do homem pelo homem. O Estado vem a ser uma ordem
coativa imposta por uma classe social exploradora. No manifesto comunista, afirmam que a
história da humanidade é uma história de luta de classes. Homens livres e escravos, patrícios e
plebeus, nobres e servos, mestres e artesãos, em uma palavra explorador e explorados, sempre
mantiveram uma luta, oculta ou manifesta. Marx afirma que os fenômenos históricos são o
produto das relações econômicas entre os homens. O marxismo foi a primeira ideologia a afirmar
o estudo das leis objetivas do desenvolvimento econômico da sociedade, em oposição aos
metafísicos.

Influência da Organização da Igreja Católica

Através dos séculos, as normas administrativas e os princípios de organização pública foram se


transferindo das instituições dos Estados, para as instituições da Igreja Católica e da organização
militar. Ao longo dos séculos, a Igreja Católica estruturou sua organização com uma hierarquia
de autoridade, um estado-maior (assessoria) e a coordenação funcional para assegurar integração.
A organização é tão simples e eficiente que sua enorme organização mundial pode operar sob o
comando de uma só cabeça executiva, o Papa. A estrutura da organização eclesiástica serviu de
modelo, para as demais organizações que, ávidas de experiências bem-sucedidas, passaram a
incorporar os princípios e normas utilizadas pela Igreja Católica.
Influência da Organização Militar

A organização linear tem suas origens na organização militar dos exércitos da antiguidade e da
época medieval. O princípio da unidade de comando (pelo qual cada subordinado só pode ter
um superior) é o núcleo das organizações militares.

Outra contribuição da organização militar é o princípio da direção, que preceitua que todo o
soldado deve saber perfeitamente o que se espera dele e aquilo que deve fazer.

Mesmo Napoleão Bonaparte, o general mais autocrata da organização militar, nunca deu uma
ordem sem explicar o seu objetivo e certificar-se que o haviam compreendido corretamente, pois
estava convencido de que a obediência cega jamais leva a uma execução inteligente e
estabeleceu o nível de atuação de acordo com a hierarquia:

 Estratégico – General, Coronel e Major


 Tático – Capitão e Tenente
 Operacional – Sargento, Cabo e Soldado

O conceito de hierarquia na organização militar é tão antigo quanto a própria guerra. O estado-
maior formal como um quartel-general apareceu em 1665 com a Marca de Brandengurgo,
precursor do exército prussiano. A evolução do princípio de assessoria e a formação de um
estado maior tiveram sua origem no século XVIII na Prússia, com o imperador Frederico II, o
Grande. Para aumentar a eficiência de seu exército, criou um estado-maior (staff) para assessorar
o comando (linha) militar. Os oficiais de assessoria (staff) cuidavam do planejamento e os de
linha se incumbiam da execução das operações de guerra. Os oficiais formados no estado-maior
(staff) eram transferidos para posições de comando (linha) e novamente para o estado-maior, o
que assegurava experiência e vivência nas funções de gabinete, de campo e novamente de
gabinete.

Influência da Revolução Industrial

A Revolução Industrial significou o início do processo de acumulação rápida de bens de capital,


gerando um aumento da mecanização, visando a busca de lucros, ênfase do capitalismo, sistema
econômico em pleno desenvolvimento na época. Esta assertiva é contestada por Karl Max
(sociólogo alemão), para ele, o capitalismo seria um produto da revolução industrial e não sua
causa.

Caracterizou a Revolução Industrial a velocidade do aumento da renda per capta, antes muito
lentamente, depois de maneira acelerada, sendo que o crescimento da população também
obedeceu esta tendência.

No período que antecedeu a Revolução Industrial, prevalecia, no campo da transformação ou


criação de produtos, a atividade de artesanato, onde os artesãos eram proprietários dos meios de
produção: matéria-prima, instalações – na própria residência, ferramentas, evidentemente que da
tecnologia/conhecimento/habilidade e comercializavam o próprio produto final. Um único
artesão realizava o trabalho ou um grupo se organizava para dividir as etapas do processo da
produção, sem utilizar máquinas, por isso se chama manufatura.

E momento intermediário, manufatura e indústria, alguns “comerciantes” passaram a fornecer


matéria-prima a artesãos que trabalhavam, em casa, produzindo sob encomenda, de tal forma que
já não existia mais o controle sobre o produto gerado. É o advento da manufatura.

Com o advento da Revolução Industrial, os artesãos passaram para a condição de empregados,


não eram mais os “donos” do negócio. A matéria-prima, máquinas e o produto final já não eram
mais suas propriedades, aos artesãos coube controlar máquinas que pertenciam ao empresário,
dono dos demais fatores de produção e para o qual se destinava o lucro. Pelo trabalho ser
realizado com máquinas e o trabalhador ser submetido ao ritmo desta, ficou conhecido por
maquinofatura.

Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana, hidráulica e animal para a


motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social e econômica que vinha se
processando na Europa desde Idade Média, com maior intensidade nos países onde a Reforma
Protestante reduziu a influência da Igreja Católica. Nos países que permaneceram católicos a
revolução industrial aparece, regra geral, mais tarde e num esforço declarado de copiar aquilo
que se fazia nos países mais avançados tecnologicamente (os países protestantes).

De acordo com Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, integra o conjunto das
chamadas “Revoluções Burguesas” do século XVIII, que alteraram a concepção de Estado e
Nação, provocando a passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois
movimentos que a acompanham são a independência dos Estados Unidos e a Revolução
Francesa, que sobre a influência de princípios iluministas - enfatizavam a razão e a ciência como
formas de explicar o universo - assinalam a transição da Idade Moderna para a Contemporânea.
Para ele, o capitalismo seria um produto da revolução industrial e não sua causa.

A Inglaterra se destacou no processo da Revolução Industrial, pois possuía condições propícias


para isto:

 a principal delas foi a adoção de uma política econômica liberal, em substituição à


restrição de entrada de novos competidores, limitando a inovação tecnológica.
 firmou vários acordos comerciais vantajosos; como exemplo tem-se o Tratado de
Methuen, celebrado com a monarquia portuguesa, em 1703, por meio do qual conseguiu
taxas preferenciais para os seus produtos no mercado português. Com esse acordo,
Portugal elevou ainda mais suas dívidas com a Inglaterra e para pagá-las usou todos os
metais preciosos retirados de suas colônias.
 a Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral, utilizado como energia das
máquinas a vapor e minério de ferro em abundância, uma das principais matéria-prima da
indústria.
 disponibilidade de mão-de-obra, deslocada do campo em razão da exploração das terras
deixar de ser comunitária e do investimento da burguesia em propriedades rurais, que
passaram a ser exploradas com métodos capitalistas.
 o capital financeiro, dominado pela burguesia, passou a ser investido no financiamento de
fábricas, compra de matéria-prima e máquinas e a contratação de empregados por causa
da grande taxa de poupança que existia na época.

O Brasil integra um grupo de países de industrialização tardia, que tem início apenas nas décadas
de 1880 e 1890.

Tendo sido dominada a utilização de formas alternativas de energia, principalmente o vapor


(James Watt - operário inglês que a aprimorou a máquina a vapor-1776), de forma concomitante,
surge algumas máquinas industriais. O avanço tecnológico em 100 anos (1780 a 1880) foi maior
que todas as mudanças do milênio anterior, com reflexos significativos nas estruturas sociais, na
ordem econômica e política.

Este avanço chamado Revolução Industrial iniciado na Inglaterra, para efeitos didáticos, é
dividido em dois momentos distintos:

1. 1ª Revolução Industrial ou revolução do carvão e do ferro - 1780 a 1860.


2. 2ª Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade - 1860 a 1914.

A partir da invenção de máquinas acionadas por força não humana, fala-se numa primeira, numa
segunda e até terceira e quarta Revoluções Industriais. Porém, se concebermos a industrialização
como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento - energia a vapor, num
segundo momento – energia elétrica e num terceiro – energia nuclear e quarto momento –
avanço da informática, da robótica e comunicações, porém este dois últimos momentos ainda
não estão sedimentados como revoluções.

A 1ª Revolução Industrial ou revolução do carvão e do ferro (1780 a 1860) caracteriza-se por


quatro fases distintas:

 1ª Fase: mecanização da indústria e da agricultura: em fins do século XVIII, com a


máquina de fiar (inventada pelo inglês Hargreaves em 1767), o tear hidráulico (inventado
por Arkwright em 1769), o tear mecânico (criado por Cartwright em 1785) e o
descaroçador de algodão (criado por Whitney em 1792), que substituíram o trabalho e a
força muscular do homem, do animal ou da roda de água. Eram máquinas grandes e
pesadas, mas com incrível superioridade sobre os processos manuais de produção da
época. O descaroçador de algodão trabalhava mil libras de algodão, enquanto no mesmo
tempo, um escravo conseguia trabalhar apenas cinco.
 2ª Fase: aplicação da força motriz à indústria: A força elástica do vapor descoberta por
Dénis Papin no século XVII ficou sem aplicação até 1776, quando Watt inventou a
máquina a vapor. Com a aplicação do vapor às máquinas, iniciam-se as grandes
transformações nas oficinas (que se converteram em fábricas), nos transportes, nas
comunicações e na agricultura.
 3ª Fase: desenvolvimento do sistema fabril: O artesão e sua pequena oficina
desapareceram para ceder lugar ao operário e às fábricas e usinas baseadas na divisão do
trabalho. Surgem novas indústrias em detrimento da atividade rural. A migração de
massas humanas das áreas agrícolas para as proximidades das fábricas provoca a
urbanização.
 4ª Fase: aceleramento dos transportes e comunicações: A navegação a vapor surgiu com
Robert Fulton (1807) e logo depois as rodas propulsoras foram substituídas por hélices. A
locomotiva a vapor foi aperfeiçoada por Stephenson, surgindo a primeira estrada de ferro
na Inglaterra (1825) e logo depois nos Estados Unidos (1829) e no Japão (1832). Morse
inventa o telégrafo 1835. Surge o selo postal na Inglaterra (1840). Graham Bell inventa o
telefone (1876).

“Em 280 anos, de 1500 a 1780, os ingleses saíram dos de 3.5 milhões para 8.5, nos 100 anos
seguintes já eram 36 milhões, isto pode ser tributado à redução da mortalidade infantil que
acompanhou o processo da revolução industrial”.

Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas indústrias têxteis: ano de 1780 - em
torno de 80 horas por semana, 1820 - 67 horas por semana e 1860 - 53 horas por semana.

População de Londres: ano de 1780 - 800.000 habitantes, 1880 ano de – 5.000.000 habitantes”

Reclamações contra o uso de máquinas - inicialmente não possuíam peças de reposição-, para
poupar a mão-de-obra, tomaram vulto a partir de 1811, surgindo o movimento ludista (Ned Ludd
foi seu líder), que era uma forma radical de protesto, com invasão de fábricas e destruição de
máquinas, sendo os manifestantes condenados à forca ou deportados. Ficaram conhecidos por
quebradores de máquinas. Anos depois, os operários ingleses mais experientes adotaram
métodos mais eficientes de luta, como a formação de sindicatos e a realização de greves.

Os embriões dos sindicatos foram as associações denominadas trade unions, de evolução lenta
em razão de repreensão, que reuniam trabalhadores com um considerável nível de ideologização
na busca de obter conquistas na relação com o capitalismo, e mesmo na organização do
movimento revolucionário, cuja meta era construir o Socialismo objetivando o Comunismo.

Outros movimentos também participaram de atos reivindicatórios, a Associação de Operários, –


fortemente influência por movimento português de tendência mais conservadora do liberalismo,
denominado cartista, exigia algumas melhorias nas condições de trabalho: particularmente a
limitação de 8 horas da jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho feminino, a extinção
do trabalho infantil, a folga semanal, salário mínimo, dentre outros.

A 2ª Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade (1860-1914), iniciada a partir de


1860, foi alavancada pelos seguintes fatos:

1. a invenção do dínamo e do motor de combustão interna.


2. a substituição do ferro pelo aço e do vapor pela eletricidade.
3. o desenvolvimento de maquinaria automática e um alto grau de especialização do
trabalho.
4. o predomínio da ciência em relação ao empirismo.
5. avanços nos meios de transportes e comunicações.
6. desenvolvimento de novas formas de organização capitalista:
7. a dominação da indústria pelas inversões bancárias e instituições financeiras e de crédito,
como foi o caso da formação da United States Steel Corporation, em 1901, pela J.P.
Morgan.
8. a formação de imensas acumulações de capital, provenientes de trustes e fusões de
empresas.
9. a separação entre a propriedade particular e a direção das empresas.
10. o desenvolvimento das holding companies.
11. A expansão da industrialização até a Europa Central e Oriental, e até o Extremo Oriente.

Após 1850, a produção industrial se descentralizou da Inglaterra e se expandiu para outros


países, principalmente para o noroeste europeu e para os Estados Unidos, sendo que cada país se
desenvolveu em um ritmo diferente baseado em suas condições econômicas, sociais e culturais.

A Alemanha, como a conhecemos agora, foi unificada em 1871, porém alguns dos estados
germânicos que a integraram já possuíam ações de industrialização desde 1815.

Na Itália, de modo semelhante à Alemanha, a unificação se completou em 1870, também com a


junção de pequenos estados que estavam submetidos a outras potências. A industrialização só se
efetivou no norte italiano, o sul permaneceu voltado à agricultura.

Muito mais tarde, somente nas últimas décadas do século XIX, começou a industrialização na
Rússia. Especula-se que as conturbações políticas e regime de governo (comunismo iniciado em
1917) podem ter sido os influenciadores desta demora, porém em 1924 (governo do Stalin)
criam-se empresas comunistas em todo país e se revoluciona o sistema de educação.

Nos Estado Unidos a industrialização começou no final do século XVIII, e foi somente após a
Guerra de Secessão – 1861 e 1865 que todo o país se tornou industrializado. A industrialização
relativamente tardia dos EUA em relação a Inglaterra pode ser explicada pelo fato de que nos
EUA existia muita terra per capita, já na Inglaterra existia pouca terra per capita, assim os EUA
tinham uma vantagem comparativa na agricultura em relação à Inglaterra e consequentemente
demorou bastante tempo para que a indústria ficasse mais importante que a agricultura. Outro
fator é que os estados do sul eram escravagistas o que retardava a acumulação de capital, como
tinham muita terra eram essencialmente agrários, impedindo a total industrialização do país que
até a segunda metade do século XIX era constituído só pelos Estados da faixa leste do atual
Estados Unidos.

O término do conflito resultou na abolição da escravatura o que elevou a produtividade da mão


de obra, aumentando assim a velocidade de acumulação de capital, e também muitas riquezas
naturais foram encontradas no período incentivando a industrialização.

A modernização do Japão data do início da era Meiji, em 1867, quando a superação do


feudalismo unificou o país. A propriedade privada foi estabelecida. A autoridade política foi
centralizada possibilitando a intervenção estatal do governo central na economia, o que resultou
no subsidio a indústria. E como a mão-de-obra ficou livre dos senhores feudais, ocorreu
assimilação da tecnologia ocidental e o Japão passou de um dos países mais atrasados do mundo
a um país industrializado.
Influência dos Economistas Liberais

Adam Smith (1723-1790) visualizava o princípio da especialização dos operários em uma


manufatura de agulhas e já enfatizava a necessidade de racionalizar a produção. O princípio da
especialização e o da divisão do trabalho aparecem em referencias em seu livro Da Riqueza das
Nações. Adam Smith reforçou bastante a importância do planejamento e da organização dentro
das funções da Administração.

James Mill (1773-1836), outro economista liberal, sugeria em seu livro Elementos de Economia
Política, publicado em 1826, uma série de medidas relacionadas com os estudos de tempos e
movimentos como meio de obter incremento da produção nas indústrias da época.

David Ricardo (1772-1823) publica seu livro Princípios de Economia Política e Tributação, no
qual aborda trabalho, capital, salário, renda, produção, preços e mercados.

ABORDAGEM CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

Refere-se ás primeiras sistematizações de observações e de análises de situações.

A abordagem clássica se divide em:

 Administração Científica - Frederick Winslow Taylor ( engenheiro/americano) e


 Teoria Clássica - Henry Fayol (engenheiro/europeu)

Partiram de pontos distintos com a preocupação de aumentar a eficiência na empresa. Seus


postulados dominaram aproximadamente as quatro primeiras décadas do século XX no
panorama administrativo das organizações.

A origem da Abordagem Clássica da Administração está nas conseqüências geradas pela


revolução industrial, basicamente no crescimento acelerado e desorganizado das empresas,
exigindo uma substituição do empirismo e da improvisação, e a necessidade de aumentar a
eficiência e competência das organizações no sentido de obter melhor rendimento possível dos
seus recursos e fazer face à concorrência e competição que se avolumavam entre as empresas.

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Descrição

Administração científica ? A obra de Taylor ? Organização racional do trabalho. ? Tempos e


movimentos, fadiga humana, divisão do trabalho, desenho de cargos e tarefas, incentivos
salariais, homo economicus, condições de trabalho, padronização, supervisão funcional. Teoria
clássica ? A obra de Fayol ? Funções básicas da empresa, princípios, divisão do trabalho,
coordenação, planejamento, comando, organização, controle, conceito de linha e staff.

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