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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Departamento de Produção

Coordenação de Produção e diretoria: Fábio Figueirôa


Diretoria administrativa: Raquel Figueirôa
Design e Diagramação: Fabiano Soares Costa
Edição de videoaulas: José Roberto

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUSA...............................................................................................................................5
MATEMÁTICA...........................................................................................................................................51
RACIOCÍNIO LÓGICO............................................................................................................................82
INFORMÁTICA........................................................................................................................................111
CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS........................................................144
ESTATUTO DO SERVIDOR PÚBLICO DA BARRA DOS COQUEIROS.........................................149
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS.................................................195
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS SOBRE EDUCAÇÃO..................................................................323
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LÍNGUA PORTUGUESA

LÍNGUA PORTUGUESA
1.1. Compreensão e a partir de textos que as questões normal-
interpretação de textos mente cobram a aplicação das regras gra-
de gêneros variados maticais nos grandes concursos de hoje
em dia. Por isso é cada vez mais impor-
Compreensão e interpretação de textos tante observar os comandos das questões.
é um tema que nos acompanha na vida Normalmente o candidato é convidado a:
escolar, nos vestibulares, no Enem e em
todos os concursos públicos. Comumente • identificar: Reconhecer elementos fun-
encontrarmos pessoas que se queixam de damentais apresentados no texto.
que não sabem compreender e interpre-
tar textos. Muitas pessoas se acham in- • comparar: Descobrir as relações de se-
capazes de resolver questões sobre com- melhanças ou de diferenças entre situ-
preensão e interpretação de textos. ações apresentadas no texto.

Nos concursos públicos, este tema está • comentar: Relacionar o conteúdo apre-
presente nas mais variadas formas. Nas sentado com uma realidade, opinando a
provas, há sempre vários textos, alguns respeito.
bem grandes, sobre os quais há muitas
perguntas com o objetivo de testar a ha- • resumir: Concentrar as ideias centrais
bilidade do concurseiro em leitura, com- em um só parágrafo.
preensão e interpretação de textos. É
preciso ler com muita atenção, reler, e na • parafrasear: Reescrever o texto com
hora de examinar cada alternativa, voltar outras palavras.
aos trechos citados para responder com
muita confiança. • continuar: Dar continuidade ao texto
apresentado, mantendo a mesma linha
Entender as técnicas de compreensão e temática.
interpretação de textos, além de ser im-
portante para responder as questões es- Por isso, considera-se que são condições
pecíficas, é fundamental para que você básicas para o candidatofazer uma correta
compreenda o enunciado das questões interpretação de textos: o conhecimento
de atualidades, de matemática, de direito histórico (aí incluída a prática da leitura),
e de raciocínio lógico, por exemplo. Mui- o conhecimento gramatical e semânti-
tos candidatos, embora tenham bastante co (significado das palavras, aí incluídos
conhecimentos das matérias que caem homônimos, parônimos, sinônimos, de-
nas provas, erram nas questões, simples- notação, conotação), e a capacidade de
mente porque não entendem o que a ban- observação, de síntese e de raciocínio”¹.
ca examinadora está pedindo. Já Nos próximos posts vamos ver alguns
pensou, nadar, nadar, nadar... e morrer conceitos como a diferença entre com-
na praia? Então não deixe de estudar e preensão e interpretação de textos, língua
preste atenção nas dicas que vamos dar e fala, denotação e conotação, funções da
neste blog.”As questões de compreensão linguagem, intertextualidade e figuras de
e interpretação de textos vêm ganhando linguagens.
espaço nos concursos públicos. Também é
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LÍNGUA PORTUGUESA

Outras dicas: 4º - Faça exercícios de sinônimos e antôn-


imos.
Dicas para analisar, compreender e inter-
pretar textos 5º - Leia verdadeiramente. Somos um
País de poucas leituras. Veja o que diz a
É comum encontrarmos alunos se queix- reportagem, a seguir, sobre os estudantes
ando de que não sabem interpretar tex- brasileiros. Dados do Programa Internac-
tos. Muitos têm aversão a exercícios nessa ional de Avaliação de Alunos (Pisa) reve-
categoria. Acham monótono, sem graça, lam que, entre os 32 países submetidos ao
e outras vezes dizem: cada um tem o seu exame para medir a capacidade de leitura
próprio entendimento do texto ou cada dos alunos, o Brasil é o pior da turma.A
um interpreta a sua maneira. No texto lit- julgar pelos resultados do Pisa, divulgados
erário, essa idéia tem algum fundamento, no dia 5 de dezembro, em Brasília, os es-
tendo em vista a linguagem conotativa, os tudantes brasileiros pouco entendem do
símbolos criados, mas em texto não-lit- que lêem. O Brasil ficou em último lugar,
erário isso é um equívoco. Diante desse numa pesquisa que envolveu 32 países
problema, seguem algumas dicas para e avaliou, sobretudo, a compreensão de
você analisar, compreender e interpretar textos. No Brasil, as provas foram aplica-
com mais proficiência. das em 4,8 mil alunos, da 7ª série ao 2º
ano do Ensino Médio.
1º - Crie o hábito da leitura e o gosto por
ela. Quando nós passamos a gostar de 6º - Leia algumas vezes o texto, pois a
algo, compreendemos melhor seu fun- primeira impressão pode ser falsa. É pre-
cionamento. Nesse caso, as palavras tor- ciso paciência para ler outras vezes. Antes
nam-se familiares a nós mesmos. Não se de responder as questões, retorne ao tex-
deixe levar pela falsa impressão de que ler to para sanar as dúvidas.
não faz diferença. Também não se intim-
ide caso alguém diga que você lê porcar- 7º - Atenção ao que se pede. Às vezes a
ia. Leia tudo que tenha vontade, pois com interpretação está voltada a uma linha do
o tempo você se tornará mais seleto e texto e por isso você deve voltar ao pará-
perceberá que algumas leituras foram su- grafo para localizar o que se afirma. Out-
perficiais e, às vezes, até ridículas. Porém ras vezes, a questão está voltada à idéia
elas foram o ponto de partida e o estímu- geral do texto.
lo para se chegar a uma leitura mais re-
finada. Existe tempo para cada tempo de 8º - Fique atento a leituras de texto de to-
nossas vidas. Não fique chateado com co- das as áreas do conhecimento, porque al-
mentários desagradáveis. gumas perguntas extrapolam ao que está
escrito. Veja um exemplo disso:
2º - Seja curioso, investigue as palavras
que circulam em seu meio.

3º - Aumente seu vocabulário e sua cultu-


ra. Além da leitura, um bom exercício para
ampliar o léxico é fazer palavras cruzadas.
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Texto: a) Só, o Diego da M110 fez o trabalho de


artes.
Pode dizer-se que a presença do negro b) Só o Diego da M110 fez o trabalho de
representou sempre fator obrigatório no artes.
desenvolvimento dos latifúndios coloni- c) Os alunos dedicados passaram no ves-
ais. Os antigos moradores da terra foram, tibular.
eventualmente, prestimosos colabora- d) Os alunos, dedicados, passaram no ves-
dores da indústria extrativa, na caça, na tibular.
pesca, em determinados ofícios mecâni- e) Marcão, canta Garçom, de Reginaldo
cos e na criação do gado. Dificilmente se Rossi.
acomodavam, porém, ao trabalho acura- f) Marcão canta Garçom, de Reginaldo
do e metódico que exige a exploração Rossi.
dos canaviais. Sua tendência espontânea
era para as atividades menos sedentári- Explicações:
as e que pudessem exercer-se sem regu-
laridade forçada e sem vigilância e fiscal- A. Diego fez sozinho o trabalho de artes.
ização de estranhos. B. Apenas o Diego fez o trabalho de artes.
C. Havia, nesse caso, alunos dedicados e
(Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes) não-dedicados e, passaram no vestibu-
lar, somente, os que se dedicaram, re-
- Infere-se do texto que os antigos mora- stringindo o grupo de alunos.
dores da terra eram: D. Nesse outro caso, todos os alunos eram
dedicados.
a) os portugueses. E. Marcão é chamado para cantar.
b) os negros. F. Marcão pratica a ação de cantar.
c) os índios.
d) tanto os índios quanto aos negros. 10º - Leia o trecho e analise a afirmação
e) a miscigenação de portugueses e índi- que foi feita sobre ele.
os.
(Aquino, Renato. Interpretação de textos, “Sempre fez parte do desafio do mag-
2ª edição. Rio de Janeiro : Impetus, 2003.) istério administrar adolescente com
hormônios em ebulição e com o desejo
Resposta: Letra C. Apesar do autor não ter natural da idade de desafiar as regras. A
citado o nome dos índios, é possível con- diferença é que, hoje, em muitos casos, a
cluir pelas características apresentadas no relação comercial entre a escola e os pais
texto. Essa resposta se sobrepõe à autoridade do professor.”
exige conhecimento que extrapola o tex- (VEJA, p. 63, 11 maio 2005.)
to.
Frase para análise.
9º - Tome cuidado com as vírgulas. Veja
por exemplo a diferença de sentido nas • Desafiar as regras é uma ati-
frases a seguir. tude própria do adolescente das escolas
privadas. E esse é o grande desafio do pro-
fessor moderno.
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1 – Não é mencionado que a escola seja A paráfrase pode ser construída de várias
da rede privada. formas, veja algumas delas.

2 – O desafio não é apenas do professor A. substituição de locuções por palavras;


atual, mas sempre fez parte do desafio do B. uso de sinônimos;
magistério. Outra questão é que o grande C. mudança de discurso direto por indire-
desafio não é só administrar os desafios às to e vice-versa;
regras, isso é parte do desafio, há também D. converter a voz ativa para a passiva;
os hormônios em ebulição que fazem par- E. emprego de antonomásias ou perí-
te do desafio do magistério. frases (Rui Barbosa = A águia de Haia;
o povo lusitano = portugueses).
11º - Atenção ao uso da paráfrase (ree-
scritura do texto sem prejuízo do sentido 12º - Observe a mudança de posição de
original). palavras ou de expressões nas frases.

Veja o exemplo: Exemplos:

Frase original: Estava eu hoje cedo, para- a) Certos alunos no Brasil não convivem
do em um sinal de trânsito, quando olho com a falta de professores.
na esquina, próximo a uma porta, uma b) Alunos certos no Brasil não convivem
loirona a me olhar e eu olhava também. com a falta de professores.
(Concurso TRE/ SC – 2005) c) Os alunos determinados pediram ajuda
aos professores.
A frase parafraseada é: d) Determinados alunos pediram ajuda
aos professores.
A. Parado em um sinal de trânsito hoje
cedo, numa esquina, próximo a uma Explicações:
porta, eu olhei para uma loira e ela
também me olhou. a) Certos alunos = qualquer aluno
B. Hoje cedo, eu estava parado em um si- b) Alunos certos = aluno correto
nal de trânsito, quando ao olhar para c) Alunos determinados = alunos decidi-
uma esquina, meus olhos deram com dos
os olhos de uma loirona. d) Determinados alunos = qualquer aluno
C. Hoje cedo, estava eu parado em um si-
nal de trânsito quando vi, numa esqui-
na, próxima a uma porta, uma louraça
a me olhar.
D. Estava eu hoje cedo parado em um
sinal de trânsito, quando olho na es-
quina, próximo a uma porta, vejo uma
loiraça a me olhar também.

Resposta: Letra C.
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Veja as diferenças entre analisar, com- cias históricas em que o texto foi escri-
preender e interpretar to. Por exemplo, para entender que, no
poema Canção do Exílio, de Gonçalves
1. O que se pretende com a análise textu- Dias, o advérbio aqui e lá é, respectiva-
al? mente, Portugal e Brasil, você tem que
saber onde o poeta escreveu seu poe-
• identificar o gênero; a tipologia; as fig- ma naquela época.
uras de linguagem; • observe se há no texto intertextual-
• verificar o significado das palavras; idade por meio da paráfrase, paródia
• contextualizar a obra no espaço e tem- ou citação.
po;
• esclarecer fatos históricos pertinentes 4. Afinal o que é interpretar?
ao texto;
• conhecer dados biográficos do autor; • Interpretar é concluir, deduzir a partir
• relacionar o título ao texto; dos dados coletados.
• levantar o problema abordado;
• apreender a idéia central e as se-
cundárias do texto; 5. Existe interpretação crítica?
• buscar a intenção do texto;
• verificar a coesão e coerência textual; • Sim, a interpretação crítica consiste em
• reconhecer se há intertextualidade. concluir os dados e, em seguida, julgar,
opinar a respeito das conclusões.
2. Qual o objetivo da análise?

• levantar elementos para a com- PROFESSOR ADORA


preensão e, posteriormente, fazer jul- COMPLICAR NA PROVA!
gamento crítico.
Será mesmo que o professor adora com-
3. Para compreender bem é necessário plicar na prova? Não, mas ele deseja que
que o leitor: você amplie o vocabulário e compreenda
os enunciados. E isso vem com a prática, a
• conheça os recursos lingüísticos.Por leitura e o estudo. Podemos começar pela
exemplo, a regência verbal não com- leitura de alguns verbos, que são utiliza-
preendida pelo leitor pode levá-lo ao dos nos enunciados de muitas provas.
erro. Veja: Assisti o doente diferente
de assisti ao doente. No primeiro caso,
a pessoa ajuda ao doente; no segundo, Afirmar: certificar, comprovar, declarar.
ela vê o doente.
• perceba as referências geográficas, mi- Explicar: expor, justificar, expressar, sig-
tológicas, lendárias, econômicas, reli- nificar.
giosas, políticas e históricas para que
faça as possíveis associações. Caracterizar: distinguir, destacar o caráter,
• esclareça as suas dúvidas de léxico. as particularidades.
• esteja familiarizado com as circunstân-
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Consistir: ser, equivaler, traduzir-se por Determinar: precisar, indicar (algo) a par-
(determinada coisa), ser feito, formado ou tir de uma análise, de uma medida, de
composto de. uma avaliação; definir.

Associar: estabelecer uma correspondên- Citar: transcrever, referir ou mencionar


cia entre duas coisas, unir-se, agregar. como autoridade ou exemplo ou em apoio
do que se afirma.
Comparar: relacionar (coisas animadas
ou inanimadas, concretas ou abstratas, Indicar: fazer com que, por meio de ges-
da mesma natureza ou que apresentem tos, sinais, símbolos, algo ou alguém seja
similitudes) para procurar as relações de visto; assinalar, designar, mostrar.
semelhança ou de disparidade que en-
tre elas existam; aproximar dois ou mais Deduzir: concluir (algo) pelo raciocínio; in-
itens de espécie ou de natureza diferente, ferir.
mostrando entre eles um ponto de analo-
gia ou semelhança. Inferir-se: concluir, deduzir.

Justificar: provar, demonstrar, argumen- Equivaler: ser idêntico no peso, na força,


tar, explicar. no valor etc.

Relacionar: fazer comparação, conexão, Propor: submeter (algo) à apreciação


ligação, adquirir relações. (de alguém); oferecer como opção; apre-
sentar, sugerir.
Definir: revelar, estabelecer limites, indic-
ar a significação precisa de, retratar, con- Depreender: alcançar clareza intelectual
ceituar, explicar o significado. a respeito de; entender, perceber, com-
preender; tirar por conclusão, chegar à
Diferenciar: fazer ou estabelecer distinção conclusão de; inferir, deduzir.
entre, reconhecer as diferenças.
Aludir: fazer rápida menção a; referir-se.
Classificar: distribuir em classes e nos re- (Fonte: dicionário Houaiss)
spectivos grupos, de acordo com um sis-
tema ou método de classificação; deter-
minar a classe, ordem, família, gênero e
espécie; pôr em determinada ordem, ar- PARA DAR AQUELE REFORÇO!
rumar (coleções, documentos etc.). (click na imagem)

Identificar: distinguir os traços carac-


terísticos de; reconhecer; permitir a iden-
tificação, tornar conhecido.

Referir-se: fazer menção, reportar-se,


aludir-se.
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1.2. Tipologia textual e Gêneros textuais


gêneros textuais
São as espécies de textos efetivamente
Conhecer as diferenças entre tipos e produzidos em nosso cotidiano, cumprin-
gêneros textuais faz toda a diferença para do funções em situações comunicativas e
quem quer interpretar adequadamente que apresentam características gerais co-
um texto muns — como forma, estrutura linguística
e assunto — facilmente identificáveis.
A compreensão e identificação dos gêner-
os textuais é um tema recorrente em con- Possuem função comunicativa e estão in-
cursos e vestibulares. Entretanto, existem seridos em um contexto cultural.
também os chamados “tipos textuais”,
que são comumente confundidos com Possuem um conjunto ilimitado de carac-
os gêneros, induzindo inúmeros candida- terísticas, que são determinadas de acor-
tos ao erro. As diferenças entre gêneros e do com o estilo do autor, conteúdo, com-
tipos textuais existem e são bem impor- posição e função.
tantes!
São infinitos os exemplos de gêneros: re-
Gêneros e tipos textuais são elementos ceita culinária, blog, e-mail, lista de com-
distintos, observe: pras, bula de remédios, telefonema, carta
comercial, carta argumentativa etc.

Tipos Textuais Podemos afirmar que a tipologia textu-


al está relacionada com a forma como
São composições linguísticas que têm um texto apresenta-se e é caracterizada
como característica a predominância de pela presença de certos traços linguísti-
certas estruturas sintáticas, tempos e cos predominantes. O gênero textual ex-
modos verbais, classes gramaticais, com- erce funções sociais específicas, que são
binações etc., de acordo com sua função pressentidas e vivenciadas pelos usuários
e intencionalidade no interior do gêne- da língua.
ro textual. Se os gêneros textuais são in-
úmeros, a tipologia textual é limitada. Fontes: Mundo Educação e Conhecimento
São tipos textuais: Narrativo, Descritivo, literatura
Argumentativo, Expositivo (que é o texto
informativo) e Injuntivo (ordem).
São tipos textuais:
Geralmente variam entre 5 e 9 tipos.
Narrativo, Descritivo, Argumentativo, Ex-
positivo (que é o texto informativo), Dis-
sertativo e Injuntivo (ordem).
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Narrativo Expositivo

Modalidade em que se conta um fato, Apresenta informações sobre assuntos,


fictício ou não, que ocorreu num deter- expõe ideias; explica, avalia, reflete. (ana-
minado tempo e lugar, envolvendo cer- lisa ideias).
tos personagens. Refere-se a objetos do
mundo real. Há uma relação de anterior- Estrutura básica:
idade e posterioridade. O tempo verbal ideia principal;
predominante é o passado. Estamos cer- desenvolvimento;
cados de narrações desde as que nos con- conclusão.
tam histórias infantis, como o Chapeuzin- Uso de linguagem clara.
ho Vermelho ou a Bela Adormecida, até as
picantes piadas do cotidiano. Ex: Ensaios, artigos científicos, exposições,
etc…

Descritivo
Dissertativo
Um texto em que se faz um retrato por
escrito de um lugar, uma pessoa, um an- Dissertar é o mesmo que desenvolver ou
imal ou um objeto. A classe de palavras explicar um assunto, discorrer sobre ele.
mais utilizada nessa produção é o ad- Assim, o texto dissertativo pertence ao
jetivo, pela sua função caracterizadora. grupo dos textos expositivos, juntamente
Numa abordagem mais abstrata, pode-se com o texto de apresentação científica, o
até descrever sensações ou sentimentos. relatório, o texto didático, o artigo enci-
Não há relação de anterioridade e poste- clopédico. Em princípio, o texto dissertati-
rioridade! Significa”criar” com palavras a vo não está preocupado com a persuasão
imagem do objeto descrito. É fazer uma e sim, com a transmissão de conhecimen-
descrição minuciosa do objeto ou da per- to, sendo, portanto, um texto informativo.
sonagem a que o texto se refere.

Injuntivo
Argumentativo
Indica como realizar uma ação. É também
Os textos argumentativos, ao contrário, utilizado para predizer acontecimentos e
têm por finalidade principal persuadir o comportamentos. Utiliza linguagem obje-
leitor sobre o ponto de vista do autor a re- tiva e simples. Os verbos são, na sua maio-
speito do assunto. Quando o texto, além ria, empregados no modo imperativo. Há
de explicar, também persuade o interlocu- também o uso do futuro do presente. Ex:
tor e modifica seu comportamento, temos Receita de um bolo e Manuais.
um texto dissertativo-argumentativo.
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1.3. Ortografia oficial preencher...)

Emprego das letras K, W e Y 3) Após a sílaba inicial “me-”.

Utilizam-se nos seguintes casos: Exemplos: mexer, mexerica, mexicano,


mexilhão
a) Em antropônimos originários de outras Exceção: mecha
línguas e seus derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, dar- 4) Em vocábulos de origem indígena ou
winismo; Taylor, taylorista. africana e nas palavras inglesas aportu-
guesadas.
b) Em topônimos originários de outras lín- Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará,
guas e seus derivados. xerife, xampu
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
5) Nas seguintes palavras:
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em pala- bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa,
vras adotadas como unidades de medida lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá,
de curso internacional. praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xax-
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg im, xícara, xale, xingar, etc.
(quilograma), km (quilômetro), Watt.
Emprega-se o dígrafo Ch:
EMPREGO DO X E DO Ch
1) Nos seguintes vocábulos:
Emprega-se o X: bochecha, bucha, cachimbo, chalé, char-
que, chimarrão, chuchu, chute, cochilo,
1) Após um ditongo. debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
Exemplos: caixa, frouxo, peixe mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
Exceção: recauchutar e seus derivados
Para representar o fonema /j/ na forma es-
2) Após a sílaba inicial “en”. crita, a grafia considerada correta é aque-
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca la que ocorre de acordo com a origem da
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que palavra.
recebem o prefixo “en-”
Veja os exemplos:
Exemplos: encharcar (de charco), en-
chiqueirar (de chiqueiro), encher e gesso: Origina-se do grego gypsos
seus derivados (enchente, enchimento, jipe: Origina-se do inglês jeep.
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Emprega-se o G: 2) Nas palavras de origem tupi, africana,


árabe ou exótica
1) Nos substantivos terminados em Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jer-
-agem, -igem, -ugem ico, manjericão, Moji
Exemplos: barragem, miragem, viagem,
origem, ferrugem 3) Nas palavras derivadas de outras que
Exceção: pajem já apresentam j
Exemplos: laranja- laranjeira, loja- lojista,
2) Nas palavras terminadas em lisonja - lisonjeador, nojonojeira, cereja-
-ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio cerejeira, varejo- varejista, rijo- enrijecer,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, jeito- ajeitar
relógio, refúgio
4) Nos seguintes vocábulos:
3) Nas palavras derivadas de outras que berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majesta-
se grafam com g de, jeito, jejum, laje, traje, pegajento
Exemplos: engessar (de gesso), massag-
ista (de massagem), vertiginoso (de ver-
tigem) Emprego das Letras S e Z

4) Nos seguintes vocábulos: Emprega-se o S:


Exemplos: algema, auge, bege, estrangei-
ro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemo- 1) Nas palavras derivadas de outras que
nia, herege, megera, monge, rabugento, já apresentam s no radical
vagem. Exemplos: análise- analisar, catálise- catal-
isador, casa- casinha, casebre, liso- alisar
Emprega-se o J:
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem na-
1) Nas formas dos verbos terminados em cionalidade, título ou origem
-jar ou -jear Exemplos: burguês- burguesa, inglês- in-
Exemplos: glesa, chinês- chinesa, milanês- milanesa
arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem 3) Nos sufixos formadores de adjetivos
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando -ense, -oso e -osa
enferrujar: enferruje, enferrujem Exemplos: catarinense, gostoso- gostosa,
viajar: viajo, viaje, viajem amoroso- amorosa, palmeirense, gasoso-
gasosa, teimoso- teimosa
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
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Exemplos: catequese, diocese, poetisa, 1.4. Acentuação gráfica


profetisa, sacerdotisa, glicose, metamor-
fose, virose O acento gráfico é apenas um sinal de
escrita e não deve ser confundido com o
5) Após ditongos acento tônico.
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea
O acento tônico tem maior intensidade de
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, voz apresentada por uma sílaba quando
bem como em seus derivados pronunciamos determinadas palavras:
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puser-
am, pusera, pusesse, puséssemos, quis, Ela era uma criança muito sábia.Margari-
quisemos, quiseram, quiser, quisera, da não sabia nada sobre a prova.
quiséssemos, repus, repusera, repusesse,
repuséssemos O sabiá tem o canto mais lindo.

7) Nos seguintes nomes próprios person- As sílabas que formam cada uma das pa-
ativos: lavras destacadas são pronunciadas com
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, maior ou menor intensidade.
Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás
sá bi a
8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, bra- sa bi a
sa, cortesia, decisão, despesa, empre-
sa, freguesia, fusível, maisena, mesada, sa bi á
paisagem, paraíso, pêsames, presépio,
presídio, querosene, raposa, surpresa, te- A sílaba em destaque em cada um dos ex-
soura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc. emplos é pronunciada com maior força
em relação às outras. É nela que recai o
Emprego da Letra Z: acento tônico, sendo, portanto, chamada
sílaba tônica. As sílabas restantes recebem
A letra “z” é utilizada em derivadas de pa-
lavras primitivas que possuem a mesma o nome de sílabas átonas.
letra; sufixo -ez ou -eza; sufixo que forma
um verbo terminado em -izar.

Cruzeiro, enraizado, timidez, modernizar,


riqueza, palidez, atualizar, organizar.
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Acentos gráficos Classificação das palavras quanto à


posição do acento tônico
A sílaba tônica pode ser indicada, na escri-
ta, por um sinal sobre a vogal: sábia. Esse Em relação ao acento tônico, é possível
sinal, inclinado para a direita (´), indica observar que o mesmo pode recair na úl-
que a tônica tem som aberto e recebe o tima, na penúltima ou na antepenúltima
nome de acento agudo. Se a sílaba tôni- sílaba.
ca é fechada, temos o acento circunflexo
(^): avô. O acento grave, inclinado para a ca-quíes-té-ril
esquerda (`), possui outra função, que é
assinalar uma fusão, a crase. ló-gi-ca

Monossílabos tônicos e átonos Estando o acento tônico na última síla-


ba, a palavra é chamada de oxítona; se o
As palavras de apenas uma sílaba também acento incide na penúltima sílaba, a pala-
podem ser pronunciadas com maior ou vra é paroxítona, se recai na antepenúlti-
menor intensidade de voz: ma sílaba, a palavra é proparoxítona.

Estou com um nó na garganta desde on- Hiatos, ditongos e tritongos


tem.
A sequência de fonemas vocálicos numa
Recebi um telefone pedindo para eu palavra dá-se o nome de encontro vocáli-
aguardar no parque. co. Este pode ser hiato, ditongo ou triton-
go.
As palavras destacadas apresentam ap-
enas uma sílaba: são monossílabos. Com- • Hiato = é a sequência de vogal com vo-
parando nó e no é possível perceber que gal em sílabas separadas: po-e-ta; sa-
nó é mais forte do que no. A primeira é ú-de; ca-í-da.
um monossílabo tônico, já segunda é um • Ditongo = é a sequência de vogal com
monossílabo átono. semivogal (decrescente) ou semivogal
com vogal (crescente) na mesma síla-
Para identificar se um monossílabo é tôni- ba: vai-da-de; can-tei, ár-duo.
co ou átono, é preciso pronunciá-lo numa • Tritongo = é a sequência de semivogal
frase. Mesmo sem o acento, se a pronun- com vogal e outra semivogal na mes-
cia for mais forte, é tônico, se for mais ma sílaba: em-xa-guei; i-guais; a-guou
fraca, átono.
17
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Os hiatos e os ditongos são importantes No entanto, isso não ocorre com os ver-
para o estudo da acentuação gráfica. bos monossilábicos terminados em “-em”,
uma vez que a terceira pessoa termina em
Regras de acentuação: “-êm”, permanecendo acentuada.

Monossílabos tônicosAcentuam-se grafi-


camente os terminados por: Logo:Ele tem – Eles têm
Ela vem – Elas vêm
-a(s) → chá(s), má(s)
-e(s) → pé(s), vê(s) OxítonasLevam acento todas as oxítonas
-o(s) → só(s), pôs terminadas em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)” e
“em(ens)”, seguidas ou não de “s”.
Logo, não se acentuam monossílabos
tônicos como: cajá – até – jiló – armazém – parabéns

tu, nus, quis, noz, vez, par… Sendo assim, não se acentuam oxítonos
como: saci(s), tatu(s), talvez, tambor e etc.
Vale lembrar que:
Paroxítonas
Os monossílabos tônicos formados por
ditongos abertos -éis, -éu, -ói recebem o São acentuados graficamente todos os
acento: paroxítonos, exceto os terminados por
–a(s), -e(s), -o(s) (desde que não formem
Exemplos: réis, véu, dói. ditongos), -am, -em e ens:

No caso dos verbos monossilábicos termi- útil, caráter, pólen, tórax, bíceps, imã,
nados em “-ê”, em que a terceira pessoa glória, série, empório, jóquei, órfão,
do plural termina em “-eem”, forma ver- órgão…
bal que antes era acentuada, agora, por
conta do novo acordo ortográfico não leva Paroxítonos como imã, órfã etc não termi-
acento. nam por –a, mas por ã.

Assim: Ele vê – Eles veem Paroxítonos como glória, série, empório e


etc. não terminam, respectivamente, por
Ele crê – Eles creem –a, -e e –o, mas por ditongo crescente.
Ele lê – Eles leem
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Não são acentuados graficamente os pre- * De acordo com a nova ortografia, os di-
fixos paroxítonos terminados por –i e –r: tongos terminados em –ei e –oi não são
semi, super, hiper, mini… mais acentuados.

Não se acentuam as paroxítonas forma- Proparoxítonos Todos os proparoxítonos


das pelos ditongos orais abertos –ei e –oi: são acentuados, sem exceção: médico,
ideia, geleia, boleia, assembléia, jiboia, álibi, ômega, etc.
paranoia, claraboia, espermatozoide, an-
droide … HiatosAcentuam-se as letras –i e –u desde
sejam a segunda vogal tônica de um hiato
Não se acentuam as vogas i e u, precedi- e estejam sozinhas ou seguidas de –s na
das de ditongos, das palavras paroxítonas: sílaba: caí (ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú) e
sainha, cheinho, feiura e etc. etc.

Abaixo, um exemplário de terminações de Quando o –i é seguido de –nh, não recebe


paroxítonos que devem receber acento acento: rainha, bainha, moinho etc.
gráfico:
O –i e o –u não recebem acento quando
l: afável, incrível, útil… aparecem repetidos: xiita, juuna e etc
-r: caráter, éter, mártir…
-n: hífen, próton… Hiatos formados por –ee e –oo não devem
ser acentuados: creem, deem, leem, ma-
Observação: quando grafadas no plural, goo, enjoo e etc.
não recebem acento: polens, hifens…
Acento diferencialO acento diferencial foi
-x: látex, tórax… eliminado na última reforma ortográfi-
-os: fórceps, bíceps… ca, em 2008. Assim, apenas as palavras
-ã(s): ímã, órfãs… seguintes devem receber acento:
-ão(s): sótão(s), bênção(s)…
-um(s): fórum, álbum… Pôde ( 3ª pessoa do singular do pretéri-
-on(s): elétron, próton… to perfeito do indicativo do verbo poder)
-i(s): táxi, júri… para diferenciar de pode (3ª pessoa do
-u(s): Vênus, ônus… singular do presente do indicativo desse
-ei(s): pônei, jóquei… verbo);
-ditongo oral (crescente ou decrescente),
seguido ou não de “s”: história, série,
água, mágoa…
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Têm (3ª pessoa do plural do presente do É a palavra que nomeia os seres em geral,
indicativo do verbo ter) e seus derivados desde objetos, fenômenos, lugares, quali-
(contêm, detêm, mantêm etc.) para difer- dades, ações, dentre outros.
enciar do tem (3ª pessoa do singular do
presente do indicativo desse verbo e seus Exemplos: Ana, Brasil, beleza.
derivados);
O verbo pôr para diferenciar da prep- Flexões: Gênero (masculino e feminino),
osição por. número (singular e plural) e grau (aumen-
tativo e diminutivo).
PARA DAR AQUELE REFORÇO!
(click na imagem)
Verbo

É a palavra que indica ações, estado ou


fenômeno da natureza.

Exemplos: existir, sou, chovendo.

Flexões: Pessoa (primeira, segunda e ter-


ceira), número (singular e plural), tempo
(presente, passado e futuro), modo (indic-
ativo, subjuntivo e imperativo) e voz (ati-
1.5. Classes de palavras va, passiva e reflexiva).

As classes de palavras ou classes gramat- Adjetivo


icais são dez: substantivo, verbo, adjetivo,
pronome, artigo, numeral, preposição, É a palavra que caracteriza, atribui quali-
conjunção, interjeição e advérbio. dades aos substantivos.

Essas categorias são divididas em palavras Exemplos: feliz, superinteressante, amáv-


variáveis (aquelas que variam em gênero, el.
número ou grau) e palavras invariáveis (as
que não variam). Flexões: Gênero (uniforme e biforme),
número (simples e composto) e grau
Palavras Variáveis e Flexões (comparativo e superlativo).

Substantivo
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome É a palavra que liga dois termos ou duas


orações de mesmo valor gramatical.
É a palavra que substitui ou acompanha o
substantivo, indicando a relação das pes- Exemplos: mas, portanto, conforme.
soas do discurso.
Interjeição
Exemplos: eu, contigo, aquele.
Flexões: Gênero, número e pessoa. É a palavra que exprime emoções e senti-
mentos.
Artigo
Exemplos: Olá!, Viva! Psiu!
É a palavra que antecede o substantivo.
Advérbio
Exemplos: o, as, uns, uma.
É a palavra que modifica o verbo, o adjeti-
Flexões: Gênero e número. vo ou outro advérbio, exprimindo circun-
stâncias de tempo, modo, intensidade,
Numeral entre outros.
Exemplos: melhor, demais, ali.
É a palavra que indica a posição ou o
número de elementos. Embora seja considerado invariáv-
el porque não sofre flexão de gênero e
Exemplos: um, primeiro, dezena. número, os advérbios apresentam flexões
de grau: comparativo e superlativo.
Flexões: Gênero, número e grau.

1.6 - Uso do sinal


Palavras Invariáveis indicativo de crase
Preposição Crase (Regras)

É a palavra que liga dois elementos da Conceito: é a fusão de duas vogais da mes-
oração. ma natureza. No português assinalamos a
crase com o acento grave (`). Observe:
Exemplos: a, após, para. Obedecemos ao regulamento.
                  ( a + o )
Conjunção
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Não há crase, pois o encontro ocorreu en- I. se pudermos empregar a combinação


tre duas vogais diferentes. Mas: da antes da palavra, é sinal de que ela
aceita o artigo
Obedecemos à norma. II. se pudermos empregar apenas a prep-
                ( a + a ) osição de, é sinal de que não aceita.
Ex: Vim da Bahia. (aceita)
Há crase pois temos a união de duas vogais Vim de Brasília (não aceita)
iguais ( a + a = à ) Vim da Itália. (aceita)
Vim de Roma. (não aceita)
Regra Geral:
Nunca ocorre crase:
Haverá crase sempre que:
1) Antes de masculino.
I. o termo antecedente exija a prep- Caminhava a passo lento.
osição a; (preposição)
II. o termo consequente aceite o artigo a.
2) Antes de verbo.
Fui à cidade. Estou disposto a falar.
( a + a = preposição + artigo ) (preposição)
( substantivo feminino )
3) Antes de pronomes em geral.
Conheço a cidade. Eu me referi a esta menina.
( verbo transitivo direto – não exige prep- (preposição e pronome demonstrativo)
osição )
( artigo) Eu falei a ela.
( substantivo feminino) (preposição e pronome pessoal)

Vou a Brasília. 4) Antes de pronomes de tratamento.


( verbo que exige preposição a) Dirijo-me a Vossa Senhoria.
( preposição) (preposição)
( palavra que não aceita artigo)
Observações:
Observação:
1. Há três pronomes de tratamento que
Para saber se uma palavra aceita ou não aceitam o artigo e, obviamente, a crase:
o artigo, senhora, senhorita e dona.
basta usar o seguinte artifício: Dirijo-me à senhora.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

2. Haverá crase antes dos pronomes que (preposição)


aceitarem o artigo, tais como: mesma,
própria... Observação:
Eu me referi à mesma pessoa.
Se o mesmo a vier seguido de s haverá
3) Com as expressões formadas de pala- crase.
vras repetidas. Falei às pessoas estranhas.
Venceu de ponta a ponta. (a + as = preposição + artigo)
(preposição)
Sempre ocorre crase:
Observação:
1) Na indicação pontual do número de
É fácil demonstrar que entre expressões horas.
desse tipo ocorre apenas a preposição: Às duas horas chegamos.
Caminhavam passo a passo. (a + as)
(preposição)
Para comprovar que, nesse caso, ocorre
No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser preposição + artigo, basta confrontar com
o artigo o e teríamos o seguinte: uma expressão masculina correlata.
Caminhavam passo ao passo – o que não Ao meio-dia chegamos.
ocorre. (a + o)

6) Antes dos nomes de cidade. 2) Com a expressão à moda de e à manei-


Cheguei a Curitiba. ra de.
(preposição) A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo
que parte da expressão (moda de) venha
implícita.
Observação: Se o nome da cidade vier de- Escreve à (moda de) Alencar.
terminado por algum adjunto adnominal,
ocorrerá a crase. 3) Nas expressões adverbiais femininas.
Expressões adverbiais femininas são
Cheguei à Curitiba dos pinheirais. aquelas que se referem a verbos, expri-
(adjunto adnominal) mindo circunstâncias de tempo, de lugar,
de modo...
7) Quando um a (sem o s de plural) vem Chegaram à noite.
antes de um nome plural. (expressão adverbial feminina de tempo)
Falei a pessoas estranhas.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Caminhava às pressas. Casos especiais:


(expressão adverbial feminina de modo)
1) Crase antes de casa.
Ando à procura de meus livros. A palavra casa, no sentido de lar, residên-
(expressão adverbial feminina de fim) cia própria da pessoa, se não vier determi-
nada por um adjunto adnominal não acei-
Observações: ta o artigo, portanto não ocorre a crase.

No caso das expressões adverbiais femi- Por outro lado, se vier determinada por
ninas, muitas vezes empregamos o acen- um adjunto adnominal, aceita o artigo e
to indicatório de crase (`), sem que tenha ocorre a crase. Ex: Volte a casa cedo.
havido a fusão de dois as. É que a tradição (preposição sem artigo)
e o uso do idioma se impuseram de tal
sorte que, ainda quando não haja razão Volte à casa dos seus pais.
suficiente, empregamos o acento de crase (preposição sem artigo)
em tais ocasiões. (adjunto adnominal)

4) Uso facultativo da crase 2) Crase antes de terra.


Antes de nomes próprios de pessoas fem- A palavra terra, no sentido de chão firme,
ininos e antes de pronomes possessivos tomada em oposição a mar ou ar, se não
femininos, pode ou não ocorrer a crase. vier determinada, não aceita o artigo e
não ocorre a crase.
Ex: Falei à Maria. Ex: Já chegaram a terra.
(preposição + artigo) (preposição sem artigo)
Falei à sua classe.
(preposição + artigo) Se, entretanto, vier determinada, aceita o
Falei a Maria. artigo e ocorre a crase.
(preposição sem artigo) Ex: Já chegaram à terra dos antepassados.
Falei a sua classe. (preposição + artigo)
(preposição sem artigo) (adjunto adnominal)

Note que os nomes próprios de pessoa


femininos e os pronomes possessivos
femininos aceitam ou não o artigo antes
de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer
a crase ou não.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

3) Crase antes dos pronomes relativos. Chegou até à muralha.


Antes dos pronomes relativos quem e (locução prepositiva = até a)
cujo não ocorre crase. (artigo = a)
Ex: Chegou até a muralha.
Achei a pessoa a quem procuravas. (preposição sozinha = até)
Compreendo a situação a cuja gravidade (artigo = a)
você se referiu.
6) Crase antes do que.
Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá Em geral, não ocorre crase antes do que.
crase se o masculino correspondente for
ao qual, aos quais. Ex: Esta é a cena a que me referi.
Ex: Pode, entretanto, ocorrer antes do que
Esta é a festa à qual me referi. uma crase da preposição a com o pronome
Este é o filme ao qual me referi. demonstrativo a (equivalente a aquela).
Estas são as festas às quais me referi. Para empregar corretamente a crase an-
Estes são os filmes aos quais me referi. tes do que convém pautar-se pelo seguin-
te artifício:
4) Crase com os pronomes demonstra-
tivos aquele (s), aquela (s), aquilo. I. se, com antecedente masculino, ocorrer
Sempre que o termo antecedente exigir a ao que / aos que, com o feminino ocor-
preposição a e vier seguido dos pronomes rerá crase;
demonstrativos: aquele, aqueles, aquela,
aquelas, aquilo, haverá crase. Ex: Houve um palpite anterior ao que você
deu.
Ex: (a+o)
Falei àquele amigo. Houve uma sugestão anterior à que você
Dirijo-me àquela cidade. deu.
Aspiro a isto e àquilo. (a+a)
Fez referência àquelas situações.
II. se, com antecedente masculino, ocor-
5) Crase depois da preposição até. rer a que, no feminino não ocorrerá crase.
Se a preposição até vier seguida de um
nome feminino, poderá ou não ocorrer a Ex: Não gostei do filme a que você se
crase. Isto porque essa preposição pode referia.
ser empregada sozinha (até) ou em lo- (ocorreu a que, não tem artigo)
cução com a preposição a (até a). Não gostei da peça a que você se referia.
Ex: (ocorreu a que, não tem artigo)
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: dos termos de cada oração.

O mesmo fenômeno de crase (preposição Neste texto, daremos uma breve noção do
a + pronome demonstrativo a) que ocorre que é frase, oração, período e falaremos
antes do que, pode ocorrer antes do de. dos termos que compõem as orações:
Ex:
Meu palpite é igual ao de todos. TERMOS ESSENCIAIS
(a + o = preposição + pronome demon-
strativo) Sujeito
Predicado
Minha opinião é igual à de todos. Predicativo
(a + a = preposição + pronome demonstra-
tivo) TERMOS INTEGRANTES

7) há / a Objeto direto
Nas expressões indicativas de tempo, é Objeto direto preposicionado
preciso não confundir a grafia do a (prep- Objeto direto pleonástico
osição) com a grafia do há (verbo haver). Objeto indireto
Objeto indireto pleonástico
Para evitar enganos, basta lembrar que, Complemento nominal
nas referidas expressões: Agente da passiva
a (preposição) indica tempo futuro (a ser
transcorrido); TERMOS ACESSÓRIOS
há (verbo haver) indica tempo passado (já
transcorrido). Adjunto adnominal
Ex: Adjunto adverbial
Daqui a pouco terminaremos a aula. Aposto
Há pouco recebi o seu recado. Vocativo

1.7 - Sintaxe da oração Abordaremos o período composto por co-


ordenação e o por subordinação na pági-
e do período na de classificação das orações. Uma out-
ra postagem deste blog trata da análise de
A análise sintática examina a estrutura
orações, uma revisão de muitos assuntos
de um período que pode ser dividido em
vistos aqui.
orações e determina a função sintática
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

FRASE servem que cada oração tem seu verbo.


Orações coordenadas e subordinadas
É todo enunciado capaz de transmitir tudo fazem parte do período composto e serão
que pensamos a quem nos ouve: estudadas em outros artigos deste blog.
Cuidado!
Que horror! TERMOS ESSENCIAIS
Por que agridem a natureza?
SUJEITO
ORAÇÃO
É o ser do qual se diz alguma coisa. É
É a frase que apresenta sujeito e predica- constituído de um nome, pronome ou
do ou apenas predicado: qualquer termo substantivado. O sujeito
Nossa viagem será longa. possui umnúcleo que é o nome ou pro-
Choveu durante a noite. nome e ao redor dele podem aparecer
palavras secundárias como artigos e adje-
PERÍODO tivos:
Todos os ligeiros rumores da mata tinham
É um enunciado composto de uma ou uma voz para a selvagem filha do sertão.
mais orações. Pode sersimples (apenas Sujeito: Todos os ligeiros rumores da mata.
uma oração) ou composto (mais de uma Núcleo do sujeito: rumores
oração). De uma forma prática, cada O sujeito pode ser:
oração é organizada em torno de um ver-
bo: Simples ou Composto
Período simples:
O amor vence sempre. Simples
Período composto:
O comandante garante que a tropa che- Um só núcleo do sujeito:
gará a tempo. O gato bebeu o leite.
Composto
Notem que, no simples, só existe um ver-
bo ou locução verbal. Pode ser chamado Mais de um núcleo:
também de oração absoluta. No compos- Jairo e Mônica foram à escola juntos.
to, existem 2 ou mais verbos ou locuções
verbais. No exemplo acima, temos a
oração principal (O comandante garante)
e a segunda oração, que, no caso, é subor-
dinada (que a tropa chegará a tempo). Ob-
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Expresso ou Oculto 2) Usando-se o verbo na 3ª pessoa do sin-


gular acompanhado do pronome se, que
Expresso neste caso passa a ser índice de indeter-
minação do sujeito:
Quando está explícito: Aqui se vive bem.
Eu viajarei amanhã.
3) Segundo Cegalla, usando-se o verbo no
Oculto infinitivo impessoal: (Item controverso)
Quando está implícito: É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Viajarei amanhã. (sujeito oculto: Eu, de-
duzido da desinência do verbo) agente, Orações sem sujeito
paciente ou agente e paciente
São constituídas com verbos impessoais.
Agente O conteúdo verbal não é atribuído a nen-
Aquele que pratica a ação imposta pelo hum ser:
verbo: Ventava muito durante o desfile.
O remorso atormenta o criminoso.
São verbos impessoais:1) Haver no senti-
Paciente do de existir, ocorrer, acontecer:
Havia quadros nas paredes.
Aquele que sofre a ação:
O criminoso é atormentado pelo remorso. 2) Fazer, passar, ser e estar com referência
ao tempo:
Agente e Paciente Faz muito calor naquela cidade.

Aquele que pratica e sofre a ação imposta 3) Chover, ventar, nevar, gear, relampejar,
por verbos reflexivos: amanhecer, anoitecer e outros que expri-
O vidraceiro feriu-se. mem fenômenos meteorológicos:

Indeterminado Ontem choveu muito.

Quando não se indica o agente da ação ATENÇÃO: Usados em sentido figurado,


verbal. Pode-se apresentar de três formas: esse verbos têm sujeito.
1) Usando-se o verbo na 3ª pessoa do plu- Choveram pétalas sobre a imagem da san-
ral: ta.
Atropelaram uma senhora na esquina.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

PREDICADO O verbo não precisa de complemento.


Carlos morreu.
Há três tipos de predicado: Sujeito: Carlos
Nominal Predicado verbal: morreu (verbo intransi-
Verbal tivo)
Verbo-nominal
Transitivo direto
PREDICADO NOMINAL
O verbo precisa de complemento que é li-
Seu núcleo é um nome (substantivo, adje- gado a ele de forma direta, ou seja, sem o
tivo, pronome). É ligado ao sujeito por um auxílio de preposição. Este complemento
verbo de ligação: chama-se objeto direto.
Nossas praias são lindíssimas.
Comprei um novo aparelho.
Sujeito: Nossas praias Sujeito: Eu (oculto)
Núcleo do sujeito: praias Predicado verbal: comprei um novo apa-
Predicado nominal: são lindíssimas relho.
Verbo de ligação: são Verbo transitivo direto: comprei
Predicativo do sujeito: lindíssimas Objeto direto: um novo aparelho.

ATENÇÃO: O predicativo do sujeito é uma Transitivo indireto


qualidade ligada ao sujeito pelo verbo de
ligação. São verbos de ligação: ser, estar, O verbo precisa de complemento que é li-
permanecer, ficar, parecer, etc. gado a ele de forma indireta, ou seja, com
o auxílio de preposição. Este complemen-
PREDICADO VERBAL to chama-se objeto indireto.
Todos precisam de afeto.
Seu núcleo é um verbo seguido ou não de
complemento ou termos Sujeito: Todos
acessórios. Classifica-se em: Predicado verbal: precisam de afeto
Intransitivo Verbo transitivo indireto: precisam
Transitivo direto Objeto indireto: de afeto
Transitivo indireto
Transitivo direto e indireto Transitivo direto e indireto

Intransitivo O verbo necessita dos dois complemen-


tos: o direto e o indireto.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

A empresa fornece comida aos tra- ATENÇÃO!! O predicativo do objeto é uma


balhadores. qualidade ligada ao objeto: O avarento
Sujeito: A empresa comerciante está pobre.
Núcleo do sujeito: empresa
Predicado verbal: fornece comida aos tra- PREDICATIVO
balhadores
Verbo transitivo direto e indireto: fornece Há o predicativo do sujeito e do objeto.
Objeto direto: comida
Objeto indireto: aos trabalhadores PREDICATIVO DO SUJEITO

PREDICADO VERBO-NOMINAL É o termo que exprime um atributo, quali-


dade, estado ou modo de ser do
Tem dois núcleos significativos: um verbo sujeito, ao qual se prende por um verbo
e um nome. Formado por um verbo tran- de ligação, que está presente no predica-
sitivo ou intransitivo e um predicativo do do nominal e no verbo-nominal.
sujeito ou do objeto. A casa era de vidro.
A vida tornou-se insuportável.
Isabel fez os doces nervosa. A ilha parecia um monstro.
Sujeito: Isabel O menino abriu a porta ansioso.
Predicado verbo-nominal: fez os doces
nervosa PREDICATIVO DO OBJETO
Verbo transitivo direto: fez
Objeto direto: os doces É o termo que se refere ao objeto de um
Predicativo do sujeito: nervosa (...fez os verbo transitivo.
doces e estava nervosa) O juiz declarou o réu inocente.
A ganância deixou pobre o avarento com- Alguns chamam-no (de) impostor.
erciante. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor.
Sujeito: A ganância A mãe viu-o desanimado.
Núcleo do sujeito: ganância

Predicado verbo-nominal: deixou pobre o


avarento comerciante
Verbo transitivo direto: deixou
Objeto direto: o avarento comerciante
Predicativo do objeto: pobre
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

TERMOS INTEGRANTES Judas traiu a Cristo.


Não amo a ninguém, Pedro.
OBJETO DIRETO
OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO
É o complemento de verbos transitivos di-
retos. Este complemento, normalmente, Quando se quer chamar atenção para o
vem ligado ao verbo sem auxílio de prep- objeto direto que precede o verbo, cos-
osição. tuma-se repeti-lo por meio do pronome
oblíquo. A esse objeto repetido sob forma
João comprou uma bola. pronominal chama-se pleonástico, enfáti-
co ou redundante.
ATENÇÃO!! O objeto direto torna-se sujei- O dinheiro, Jaime os trazia escondico nas
to da voz passiva. mangas da camisa.
Uma bola foi comprada por João.
OBJETO INDIRETO
OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO
É o complemento de verbos transitivos in-
É o complemento de verbos transitivos di- diretos. Esse complemento vem
retos com o auxílio de preposição, geral- ligado ao verbo por meio de preposição.
mente a preposição a. Isso acontece prin- Os filhos precisam de carinho.
cipalmente: Assisti ao jogo.

1) quando o objeto direto é pronome pes- OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO


soal tônico(obrigatoriamente preposicio-
nado): À semelhança do objeto direto, o objeto
Deste modo, prejudicas a ti e a ela. indireto pode vir repetido ou
2) quando o objeto é pronome relativo reforçado por ênfase:
quem (obrigatoriamente preposicionado): A mim ensinou-me tudo.
Pedro Severiano tinha um filho a quem
idolatrava. COMPLEMENTO NOMINAL

3) Para evitar ambiguidades (obrigatoria- É o complemento de nomes (substantivos,


mente preposicionado): adjetivos e advérbios) sempre regido de
Convence, enfim, ao pai o filho amado. preposição, reclamado pela sua signifi-
cação transitiva incompleta.
4) Com os verbos que exprimem senti-
mentos, referindo-se apessoas:
31
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Representa o recebedor, o paciente, o al- 2) pelos artigos:


voda declaração expressa por um nome. O ovo é a cruz que a galinha carrega na
A defesa da pátria. vida.
O respeito às leis.
ATENÇÃO!! COMPLEMENTO NOMINAL X 3) pelos pronomes adjetivos:
OBJETO INDIRETO Vários vendedores de artesanato expun-
ham suas mercadorias.
A diferença entre o complemento nominal
e o objeto indireto é que este complemen- 4) pelos numerais:
ta verbos e aquele complementa nomes. Casara-se havia duas semanas.

AGENTE DA PASSIVA 5) pelas locuções adjetivas:


Tinha uma memória de prodígio.
É o complemento de um verbo na voz pas-
siva. Representa o ser que pratica a ação ATENÇÃO!! ADJUNTO ADNOMINAL X
expressa pelo verbo passivo. Geralmente, COMPLEMENTO NOMINAL
vem acompanhado pela preposição por:
Uma bola foi comprada por João. (João Não se deve confundir o adjunto adnomi-
praticou a ação de comprar) nal formado por locução adjetiva e o com-
plemento nominal. Este é o paciente da
ATENÇÃO!! Na voz passiva pronominal ou ação expressa por um nome transitivo.
sintética não se declara o agente: Aquele representa o agente da ação ou a
origem, qualidade de alguém ou de algu-
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. ma coisa.

TERMOS ACESSÓRIOS Eleição do presidente. (Presidente é pa-


ciente da eleição, sofre a ação)
ADJUNTO ADNOMINAL Discurso do presidente. (Presidente é
agente do discurso, pratica a ação)
É o termo de valor adjetivo que serve para O complemento nominal vem ligado por
especificar ou delimitar o significado de preposição ao substantivo, ao adjetivo ou
um substantivo. Pode ser expresso: ao advérbio cujo sentido integra ou limita.
1) pelos adjetivos: Já o adjunto adnominal serve para especi-
Na areia podemos fazer até castelos so- ficar ou delimitar o significado de um sub-
berbos, onde abrigar o nosso íntimoson- stantivo.
ho.
32
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

ADJUNTO ADVERBIAL do sujeito)

É o termo que exprime uma circunstân- VOCATIVO [do latim vocare = chamar]
cia (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em
outras palavras, que modifica o sentido de É o termo usado para chamar alguém ou
um verbo, adjetivo ou advérbio. Pode vir alguma coisa.
representado: A ordem, meus amigos, é a base do gor-
verno.
1) por advérbio: Meu nobre perdigueiro, vem comigo!
Aqui não passa ninguém.
ATENÇÃO!! O vocativo é um termo à par-
2) por locução adverbial: te. Não pertence à estrutura da oração,
Lá embaixo aparece Jacarecanga sob o sol por isso não se anexa ao sujeito nem ao
do meio-dia. predicado.

3) por oração adverbial:


Fechemos os olhos até que o sol comece 1.9. Pontuação
a declinar.
A regra básica da concordância verbal é o
APOSTO verbo concordar em número (singular ou
plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujei-
É uma palavra ou expressão que explica to da frase.
ou esclarece, desenvolve ou resume outro
termo da oração: Sujeito simples – o verbo concordará com
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um ele em número e pessoa.
monarca sábio.
Casas e pastos, árvores e planatações, Ex.: O artista excursionará por várias ci-
tudo foi destruído pela enchente. dades do interior.
Prezamos acima de tudo duas coisas: a
vida e a liberdade. Sujeito composto – em regra geral, o ver-
Minha irmã Beatriz é linda. bo vai para o plural.

ATENÇÃO!! O aposto não pode ser for- Ex.: Sua avareza e seu egoísmo fizeram
mado por adjetivos. Nestes casos, tem- com que todos o bandonassem.
se um predicativo.
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se
às ondas. (Audaciosos =predicativo
33
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Se o sujeito vier depois do verbo, concor- 5. Quando o sujeito é representado por


da com o núcleo mais próximo, ou vai para expressões como a maioria de, a maior
o plural. Ex.: “Ainda reinavam (ou reinava) parte de e um nome no plural, o verbo
a confusão e a tristeza” (Dinah S. de Que- concorda no singular (realçando o todo)
iroz). Se o sujeito vier composto por pro- ou no plural (destacando a ação dos in-
nomes pessoais diferentes – o verbo con- divíduos).
cordará conforme a prioridade gramatical
das pessoas. Ex.: Eu e você somos pessoas Ex.: A maioria dos jovens quer as refor-
responsáveis. Atenção! Tu e ela estudais / mas. (ou) A maioria dos jovens querem as
estudam. A segunda forma é mais usada reformas.
atualmente.
6. Não sou daqueles que recusa / recusam
3. Expressões não só...mas também, tan- as obrigações. Nesse caso, o referente do
to/quanto que relacionam sujeitos com- pronome relativo que é daqueles, a regra
postos permitem a concordância do verbo fundamental de concordância com o sujei-
no singular ou no plural. to deverá levar o verbo para a 3ª pessoa
do plural. Entretanto, também é aceito
Ex.: Tanto o rapaz quanto o amigo obtiver- quando refletimos em uma concordância
am/obteve nota máxima na redação do com um daqueles que.
ENEM.
7. Verbo ser + pronome pessoal + que – o
4. Sujeito composto ligado por ou: - in- verbo concorda com o pronome pessoal.
dicando exclusão, ou sinonímia – o verbo
fica no singular. Ex.: Sou eu que executo a obra. Seremos
nós que executaremos a obra.
Ex.: Maria ou Joana será representante.
- indicando inclusão, ou antonímia – o ver- Verbo ser + pronome pessoal + quem – o
bo fica no plural. verbo concorda com o pronome pessoal
ou fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: O amor ou o ódio estão presentes.
- indicando retificação – o verbo concorda Ex.: Sou eu quem inicio a leitura. Sou eu
com o núcleo mais próximo. quem inicia a leitura.

Ex.: O aluno ou os alunos cuidarão da ex-


posição.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

8. Nomes próprios locativos ou intitula- nome que vem depois.


tivos – se precedidos de artigo plural, o
verbo irá para o plural; não sendo assim, Ex.: Quem eram os culpados?
irá para o singular.
c) 1º TERMO – SUJEITO = substantivo; 2º
Ex.: Os Estados Unidos reforçam as suas termo = pronome pessoal, o verbo con-
bases. corda com o pronome pessoal.
Minas Gerais progride muito.
Ex: Os defensores somos nós.
9. Pronome relativo antecedido da ex-
pressão “um dos”, “uma das” – verbo na d) Nas expressões é muito, é pouco, é
3ª pessoa do singular ou do plural. mais de, é tanto, é bastante + determi-
nação de preço, medida ou quantidade:
Ex.: Ela é uma das que mais impressiona verbo no singular.
(ou impressionam).
Ex.: Dez reais é quase nada.
Quando apresenta uma ideia de seletivi-
dade, fica obrigatoriamente no singular. e) Indicando hora, data ou distância – o
verbo concorda com o predicativo.
Ex.: Aquela é uma das peças de Nelson
Rodrigues que hoje se apresentará neste Ex.: São três horas. Hoje são 15 de feverei-
teatro. ro.

10. Concordância do verbo ser: 11. PASSIVO – NA VOZ PASSIVA SINTÉTI-


CA, com o pronome apassivador SE, o
a) sujeito nome de coisa ou um dos pro- verbo concorda com o sujeito paciente
nomes nada, tudo, isso ou aquilo + verbo (que é um aparente objeto direto).
ser + PREDICATIVO no plural: verbo no
singular ou no plural (mais comum). Ex.: Escutavam-se vozes.

Ex.: “A pátria não é ninguém: são todos.” INDETERMINADO – com o pronome inde-
(Rui Barbosa) terminador do sujeito, o verbo fica na 3ª
pessoa do singular.

b) NAS ORAÇÕES INTERROGATIVAS inici- Ex.: Precisa-se de operários.


adas pelos pronomes quem, que, o que–
verbo ser concorda com o nome ou pro-
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

CONCORDÂNCIA NOMINAL próximo.

As relações que as palavras estabelecem Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e


com o substantivo que as rege constitui o os eletrodomésticos.
que em gramática se chama de sintagma
nominal. Essa relação caracteriza os casos d) Substantivos com sentido equivalente
de concordância nominal. ou expressam gradação, o adjetivo con-
corda com o mais próximo.
1. Concordância de gênero e número
entre o núcleo nominal e os artigos que Ex.: Revelava pura alma e espírito.
o precedem, os pronomes indefinidos
variáveis, os demonstrativos, os posses- CASOS PARTICULARES
sivos, os numerais cardinais e os adjetivos.
1. POSSÍVEL
Ex.: Um luar claro e belíssimo.
a) precedido de o mais,o menor, o melhor,
2. Concordância do adjetivo com dois ou o pior – singular;
mais substantivos
b) precedido de os mais, os menores, os
a) Substantivos do mesmo gênero, o adje- melhores, os piores – plural.
tivo irá para o plural desse gênero ou con-
cordará com o mais próximo (concordân- Ex.: Estampas o mais possível claras. / Es-
cia atrativa). tampas as mais claras possíveis.

Ex.: Bondade e alegria raras ou rara. 2. ANEXO / INCLUSO – adjetivos, concor-


dam com o substantivo a que se referem.
b) Substantivos de gêneros diferentes,
o adjetivo irá para o masculino plural ou Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os doc-
concordará com o mais próximo. umentos. (em anexo, junto a são invar-
iáveis)
3. LESO (adjetivo = lesado, prejudicado)
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou ap- concorda com o substantivo com o qual
ropriado. forma uma composição.
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria.
c) Adjetivo anteposto aos substantivos,
nos dois casos acima, a norma geral é
que ele concorde com o substantivo mais
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

4. PREDICATIVO Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso


a) substantivo com sentido indetermina- fiquemos sempre alerta.
do (sem artigo) – adjetivo no masculino.
9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a
Ex.: É proibido entrada; que se refere.
b) substantivo com sentido determinado
(com artigo) – adjetivo concorda com o Ex.: Estamos quites com a mensalidade.
substantivo.
10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO – con-
Ex.: É necessária muita cautela. cordam com o gênero e número da pes-
soa a que se referem.
5. MEIO – numeral = metade (variável)
Ex.: Ela disse:
Ex.: Falou meias verdades. - Muito obrigada, eu mesma cuidarei do
assunto.
Advérbio = parcialmente (variável).

Ex.: Encontrava-se meio fatigada. 1.9. Concordância


6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO –
Verbal e Nominal
PRONOMES – (variáveis).
Crase (Regras)
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS (invar-
Conceito: é a fusão de duas vogais da mes-
iáveis).
ma natureza. No português assinalamos a
crase com o acento grave (`). Observe:
Ex.: Estavam bastante felizes.
Obedecemos ao regulamento.
7. SÓ – adjetivo = sozinho (variável).
                  ( a + o )
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotati-
va de exclusão (invariável).
Não há crase, pois o encontro ocorreu en-
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião
tre duas vogais diferentes. Mas:
(= somente).
Obedecemos à norma.
8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO – são
                ( a + a )
palavras invariáveis.
Há crase pois temos a união de duas vogais
37
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

iguais ( a + a = à ) Ex: Vim da Bahia. (aceita)


Vim de Brasília (não aceita)
Regra Geral: Vim da Itália. (aceita)
Vim de Roma. (não aceita)
Haverá crase sempre que:
Nunca ocorre crase:
III. o termo antecedente exija a prep-
osição a; 1) Antes de masculino.
IV. o termo consequente aceite o artigo a. Caminhava a passo lento.
(preposição)
Fui à cidade.
( a + a = preposição + artigo ) 2) Antes de verbo.
( substantivo feminino ) Estou disposto a falar.
(preposição)
Conheço a cidade.
( verbo transitivo direto – não exige prep- 3) Antes de pronomes em geral.
osição ) Eu me referi a esta menina.
( artigo) (preposição e pronome demonstrativo)
( substantivo feminino)
Eu falei a ela.
Vou a Brasília. (preposição e pronome pessoal)
( verbo que exige preposição a) 4) Antes de pronomes de tratamento.
( preposição) Dirijo-me a Vossa Senhoria.
( palavra que não aceita artigo) (preposição)

Observação: Observações:

Para saber se uma palavra aceita ou não o 1. Há três pronomes de tratamento que
artigo, basta usar o seguinte artifício: aceitam o artigo e, obviamente, a crase:
senhora, senhorita e dona.
III. se pudermos empregar a combinação Dirijo-me à senhora.
da antes da palavra, é sinal de que ela
aceita o artigo 2. Haverá crase antes dos pronomes que
aceitarem o artigo, tais como: mesma,
IV. se pudermos empregar apenas a prep- própria...
osição de, é sinal de que não aceita. Eu me referi à mesma pessoa.
38
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

3) Com as expressões formadas de pala- Observação:


vras repetidas.
Venceu de ponta a ponta. Se o mesmo a vier seguido de s haverá
(preposição) crase.

Observação: Falei às pessoas estranhas.


(a + as = preposição + artigo)
É fácil demonstrar que entre expressões
desse tipo ocorre apenas a preposição: Sempre ocorre crase:
Caminhavam passo a passo.
(preposição) 1) Na indicação pontual do número de
horas.
No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser
o artigo o e teríamos o seguinte: Às duas horas chegamos.
Caminhavam passo ao passo – o que não (a + as)
ocorre.
Para comprovar que, nesse caso, ocorre
6) Antes dos nomes de cidade. preposição + artigo, basta confrontar com
Cheguei a Curitiba. uma expressão masculina correlata.
(preposição)
Ao meio-dia chegamos.
(a + o)
Observação: Se o nome da cidade vier de-
terminado por algum adjunto adnominal, 2) Com a expressão à moda de e à manei-
ocorrerá a crase. ra de.
A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo
Cheguei à Curitiba dos pinheirais. que parte da expressão (moda de) venha
(adjunto adnominal) implícita.

Escreve à (moda de) Alencar.


7) Quando um a (sem o s de plural) vem
antes de um nome plural. 3) Nas expressões adverbiais femininas.

Falei a pessoas estranhas. Expressões adverbiais femininas são


(preposição) aquelas que se referem a verbos, expri-
mindo circunstâncias de tempo, de lugar,
de modo...
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Chegaram à noite. femininos e os pronomes possessivos


(expressão adverbial feminina de tempo) femininos aceitam ou não o artigo antes
de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer
Caminhava às pressas. a crase ou não.
(expressão adverbial feminina de modo)
Casos especiais:
Ando à procura de meus livros.
(expressão adverbial feminina de fim) 1) Crase antes de casa.

Observações: A palavra casa, no sentido de lar, residên-


cia própria da pessoa, se não vier determi-
No caso das expressões adverbiais femi- nada por um adjunto adnominal não acei-
ninas, muitas vezes empregamos o acen- ta o artigo, portanto não ocorre a crase.
to indicatório de crase (`), sem que tenha
havido a fusão de dois as. É que a tradição Por outro lado, se vier determinada por
e o uso do idioma se impuseram de tal um adjunto adnominal, aceita o artigo e
sorte que, ainda quando não haja razão ocorre a crase. Ex: Volte a casa cedo.
suficiente, empregamos o acento de crase (preposição sem artigo)
em tais ocasiões.
Volte à casa dos seus pais.
4) Uso facultativo da crase (preposição sem artigo)
Antes de nomes próprios de pessoas fem- (adjunto adnominal)
ininos e antes de pronomes possessivos
femininos, pode ou não ocorrer a crase. 2) Crase antes de terra.

Ex: Falei à Maria. A palavra terra, no sentido de chão firme,


(preposição + artigo) tomada em oposição a mar ou ar, se não
vier determinada, não aceita o artigo e
Falei à sua classe. não ocorre a crase.
(preposição + artigo)
Falei a Maria. Ex: Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo) (preposição sem artigo)

Falei a sua classe. Se, entretanto, vier determinada, aceita o


(preposição sem artigo) artigo e ocorre a crase.

Note que os nomes próprios de pessoa


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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Ex: Já chegaram à terra dos antepassados. 5) Crase depois da preposição até.


(preposição + artigo)
(adjunto adnominal) Se a preposição até vier seguida de um
nome feminino, poderá ou não ocorrer a
3) Crase antes dos pronomes relativos. crase. Isto porque essa preposição pode
Antes dos pronomes relativos quem e ser empregada sozinha (até) ou em lo-
cujo não ocorre crase. cução com a preposição a (até a).

Ex: Ex:
Achei a pessoa a quem procuravas. Chegou até à muralha.
Compreendo a situação a cuja gravidade (locução prepositiva = até a)
você se referiu. (artigo = a)

Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá


crase se o masculino correspondente for Chegou até a muralha.
ao qual, aos quais. (preposição sozinha = até)
(artigo = a)
Ex:
Esta é a festa à qual me referi. 6) Crase antes do que.
Este é o filme ao qual me referi.
Estas são as festas às quais me referi. Em geral, não ocorre crase antes do que.
Estes são os filmes aos quais me referi.
Ex: Esta é a cena a que me referi.
4) Crase com os pronomes demonstra-
tivos aquele (s), aquela (s), aquilo. Pode, entretanto, ocorrer antes do que
uma crase da preposição a com o pronome
Sempre que o termo antecedente exigir a demonstrativo a (equivalente a aquela).
preposição a e vier seguido dos pronomes
demonstrativos: aquele, aqueles, aquela, Para empregar corretamente a crase an-
aquelas, aquilo, haverá crase. tes do que convém pautar-se pelo seguin-
te artifício:
Ex: I. se, com antecedente masculino, ocorrer
Falei àquele amigo. ao que / aos que, com o feminino ocor-
Dirijo-me àquela cidade. rerá crase;
Aspiro a isto e àquilo.
Fez referência àquelas situações.
41
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Ex: Houve um palpite anterior ao que você osição) com a grafia do há (verbo haver).
deu.
(a+o) Para evitar enganos, basta lembrar que,
nas referidas expressões:
Houve uma sugestão anterior à que você
deu. a (preposição) indica tempo futuro (a ser
(a+a) transcorrido);
há (verbo haver) indica tempo passado (já
II. se, com antecedente masculino, ocor- transcorrido).
rer a que, no feminino não ocorrerá crase.
Ex:
Ex: Não gostei do filme a que você se Daqui a pouco terminaremos a aula.
referia. Há pouco recebi o seu recado.
(ocorreu a que, não tem artigo)

Não gostei da peça a que você se referia. 1.10. Regência Verbal e Nominal
(ocorreu a que, não tem artigo)
Regência verbal é a relação de subordi-
Observação: nação que ocorre entre um verbo e seus
O mesmo fenômeno de crase (preposição complementos.
a + pronome demonstrativo a) que ocorre
antes do que, pode ocorrer antes do de. Há pouco tempo foi exibido na televisão
um anúncio cujo texto dizia:
Ex:
Meu palpite é igual ao de todos. “… a marca que o mundo confia.”
(a + o = preposição + pronome demon-
strativo) Acontece que quem confia, “confia em”.
Logo, o correto seria dizer:
Minha opinião é igual à de todos.
(a + a = preposição + pronome demonstra- “… a marca em que o mundo confia.”
tivo)

7) há / a

Nas expressões indicativas de tempo, é


preciso não confundir a grafia do a (prep-
42
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

As pessoas falam “A rua que eu moro”, VERBOS INTRANSITIVOS


“Os países que eu fui”, “A comida que eu
mais gosto”. O correto seria dizer “A rua São os verbos que não necessitam ser
em que moro” (quem mora, mora em...), completados. Sozinhos, indicam a ação ou
“Os países a que fui” (quem vai, vai a...), o fato.
“A comida de que mais gosto” (quem gos-
ta, gosta de...). Comparecer, Chegar, Ir, Vir, Voltar, Cair e
Dirigir-se:
O problema também está presente em
uma letra da dupla Roberto e Erasmo Car- Estes verbos aparentam ter complemen-
los, “Emoções”. to, por exemplo, “Quem vai, vai a algum
lugar”. Porém a indicação de lugar é cir-
“… são tantas já vividas são momentos cunstância, não complementação. Classi-
que eu não me esqueci…” ficamos este complemento como Adjunto
Adverbial de Lugar. É importante observar
Se eu me esqueci, eu “me esqueci de”. que a regência destes verbos exige a prep-
Quem esquece, “esquece algo”. Quem se osição a na indicação de destino e de na
esquece, “esquece-se de algo”. Logo, o indicação de procedência. Só se usa a
correto seria “são momentos de que não preposição em na indicação de meio, in-
me esqueci.” Pode-se, também, eliminar strumento.
a preposição de e o pronome me. Ficaria
“são momentos que eu não esqueci”. Irei em Santiago de Cuba; (errado)
Em um jornal de grande circulação o texto Irei a Santiago de Cuba;
de uma campanha afirmava: Vou em São Paulo; (errado)
“A gente nunca esquece do aniversário de Vou a São Paulo;
um amigo.” Muitos não compareceram na prova do
Enem; (errado)
O que poderia ser corretamente escrito Muitos não compareceram à prova do
das seguintes formas: Enem;
Jesus dirigiu-se aos apóstolos andando so-
“A gente nunca esquece o aniversário de bre o mar;
um amigo.” A comida caiu no chão; (errado)
(quem esquece, esquece algo) A comida caiu ao chão;
“A gente nunca se esquece do aniversário Você caiu do céu;
de um amigo.” Voltei de lá;
(quem se esquece, esquece-se de...) Cheguei de Curitiba há meia hora;
43
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

OBS: O fenômeno denominado crase O objeto direto pode ser representado por
também ocorrerá quando houver um ver- um substantivo, palavra substantivada,
bo intransitivo regendo a preposição a, oração (oração subordinada substanti-
seguido de um substantivo feminino, que va objetiva direta) ou pronome oblíquo.
exija o artigo a, como no terceiro exemplo Uma vez que pronomes oblíquos tônicos
acima. (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas) só
são usados com preposição, quando estes
Morar, Residir e Situar-se: representam objeto direto, tem-se um ob-
jeto direto preposicionado.
São intransitivos mas costumam estar
acompanhados de adjunto adverbial, reg- Vamos à lista, então, dos mais importantes
endo a preposição em. verbos transitivos diretos:
Moro / Resido em Londrina;
Minha casa situa-se no Jardim Petrópolis; Desfrutar e Usufruir:
Não utilize a preposição a para logra-
douros. São VTD, apesar de serem muito usados
Minha casa situa-se à rua Pero Vaz; (erra- com a preposição de.
do)
Moro a cem metros da estrada; Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que
Deitar-se e Levantar-se: menos o usufruem.
Deito-me às 22h e levanto-me bem cedo. Desfrutaremos da aposentadoria na vel-
hice.
Verbos Transitivos Diretos
Compartilhar:
São verbos que indicam que o sujeito
pratica a ação, sofrida por outro termo, É VTD, apesar de ser muito usado com a
denominado <objeto direto>. Por essa preposição de.
razão, uma das maneiras mais fáceis de Berenice compartilhou o meu sofrimento.
analisar se um verbo é transitivo dire- Compartilharam de tudo durante a vida.
to é passar a oração para a voz passiva,
pois somente verbo transitivo direto ad-
mite tal transformação, além dos verbos
(des)obedecer, pagar, perdoar, aludir,
apelar, responder, assistir(ver), que ad-
mitem a passiva mesmo não sendo VTD.
(Motivo: eram diretos antigamente.)
44
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Verbos Transitivos Indiretos Todos falam desse filme, mas eu não assiti
a ele ainda.
São verbos que se ligam ao complemento Constar (de, em):
por meio de uma preposição. O comple-
mento é denominado <objeto indireto>. Quando se usa o verbo constar com o sen-
O objeto indireto pode ser representado tido de “estar escrito, registrado ou men-
por substantivo, palavra substantivada, cionado” ou “fazer parte, incluir-se”, as
oração (oração subordinada substantiva preposições – de e em – são corretas :
objetiva indireta) ou pronome oblíquo.
Seu nome consta da lista de aprovados.
OBS: Estes verbos admitem os pronomes Consta nos autos que...
lhe, lhes como objeto indireto; Consta dos autos que...
alguns, porém, não. Vou fazer constar o incidente em meu
relatório.
Obedeceu ao chefe => Obedeceu a ele =>
Obedeceu-lhe. Já quando constar tem o significado de
“ser composto, constituído ou formado;
Mas há exceções: assistir, aludir, referir-se, consistir em algo”, usa-se apenas a prep-
aspirar, recorrer, depender. Os gramáticos osição de:
não trazem as razões históricas para esse A casa consta de partes grandes e areja-
modo peculiar de construção de alguns das.
verbos. Nem precisariam fazê-lo, assim Seu relatório constava de 50 páginas.
como não precisam justificar o motivo de
um determinado verbo ser hoje transiti- Obedecer e Desobedecer (a):
vo direto e outro, transitivo indireto. Às Obedeço a todas as regras da empresa.
vezes, os verbos são sinônimos, mas apre-
sentam diferentes transitividades. Em ver- Revidar (a):
dade, a função primordial da Gramática
não é fixar regras impositivas de cima para Ele revidou ao ataque instintivamente.
baixo, mas sistematizar os fatos e as con-
dutas que encontra na língua como man- Responder (a):
ifestação.
Responda aos testes com atenção.
Assistir(ver), Aspirar, Visar, Aludir, Refer-
ir-se (a):
45
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Simpatizar e Antipatizar (com): Agradecer, Pagar e Perdoar:


São VTDI, com a preposição a. O objeto
Não são verbos pronominais, portanto direto sempre será a coisa, e o objeto in-
não se deve dizer simpatizar-se, nem an- direto, a pessoa.
tipatizar-se. Agradeci a ela o convite.
Paguei a conta ao Banco.
Sempre simpatizei com ele, mas antipati- Se o time rival ganhasse, a torcida não per-
zo com seu irmão. doaria aos jogadores a derrota em casa.

Sobressair (em): Pedir:

Não é verbo pronominal, portanto não se É VTDI, com a preposição a. A frase deve
deve usar sobressair-se. ser sintaticamente estruturada assim:

No colegial, sobressaía em todas as “Quem pede, pede algo a/para alguém”;


matérias. “Quem pede, pede que alguém faça algo”;
Pedimos a todos que trouxessem os livros.
Torcer (por, para): Pedimos que todos trouxessem os livros.
É inadequado ao padrão culto da língua:
Pode ser também verbo intransitivo. So- “Pedir para que alguém faça algo”.
mente neste caso, usa-se com a prep-
osição para, que dará início a Oração Sub- Preferir:
ordinada Adverbial de Finalidade. Para
ficar mais fácil, memorize assim: É VTDI, com a preposição a. Não admite
ênfase, como: mais, muito mais, mil vezes.
Torcer por + substantivo ou pronome. Prefiro estar só a ficar mal acompanhado.
Torcer para + oração (com verbo).
Estamos torcendo por você. Informar, avisar, advertir, certificar, comu-
Estamos torcendo para você conseguir nicar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir:
seu intento. São VTDI, admitindo duas construções:
“Quem informa, informa algo a alguém”;
VERBOS BITRANSITIVOS “Quem informa, informa alguém de/sobre
algo.”
Também chamados de transitivo diretos e Informamos aos usuários que não nos re-
indiretos. São os verbos que possuem os sponsabilizamos por furtos ou roubos.
dois complementos - objeto direto e obje- Informamos os usuários de que não nos
to indireto. responsabilizamos por furtos ou roubos.
46
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LÍNGUA PORTUGUESA

Regência oscilante / Mais de uma Regên- Gosto de assistir aos jogos do Santos.
cia O descanso semanal remunerado assiste
ao trabalhador.
Aspirar:
Será VTD, quando significar sorver, absor- Será VI quando implicar morada.
ver. Assisto em Londrina desde que nasci.
O papa assiste no Vaticano.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.
Será VTI, com a preposição a, quando sig- Chamar:
nificar almejar, objetivar.
Aspiramos a uma vaga naquela universi- Pode ser VTD ou VTI com a preposição a
dade. quando significar dar qualidade.
A qualidade pode vir precedida da prep-
Agradar: osição de, ou não.
Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de
Será VTI, com a preposição a, quando sig- bobo)
nificar ser agradável; satisfazer. Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de
Para agradar ao pai, estudou com afinco o bobo)
ano todo. Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
Será VTD, quando significar acariciar ou
contentar. Será VTI com a preposição por quando sig-
A garotinha ficou agradando o cachorrin- nificar invocar.
ho por horas. Chamei por você insistentemente, mas
não me ouviu.
Assistir:
Será VTD, quando significar convocar.
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a Chamei todos os sócios para participarem
quando significar ajudar, prestar assistên- da reunião.
cia.
Minha família sempre assistiu o Lar dos Será VTDI, com a preposição a, quando
Velhinhos. significar repreender.
Minha família sempre assistiu ao Lar dos Chamei os meninos à atenção, pois con-
Velhinhos. versavam na sala de aula.
Chamei-o à atenção.
Será VTI com a preposição a quando sig-
nificar ver ou ter direito.
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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: Não confundir com a express]ao sem Atenderam ao meu pedido prontamente.
crase “chamar a atenção”, que não signifi- Anteceder:
ca repreender, mas fazer ser notado.
O cartaz chamava a atenção de todos que Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
por ali passavam. A velhice antecede a morte.
A velhice antecede à morte.
Casar:
Esquecer e Lembrar:
Será VI quando por si só apresentar senti-
do completo. Serão VTD quando não forem pronomi-
Eles casaram (ou se casaram – na quali- nais, ou seja, quando não forem
dade de pronome reflexivo). acompanhados de pronome oblíquo
átono (esquecer-se, lembrar-se):
Será VTI quando requisitar um comple- Esqueci que havíamos combinado sair.
mento regido pelo uso da preposição: Ela não lembrou o meu nome.
Ele se casou com a melhor amiga.

Será VTDI quando requisitar os dois com- Esquecer-se e Lembrar-se:


plementos:
O vizinho casou sua filha com meu primo. Serão VTI, com a preposição de, quando
forem pronominais:
Custar: Esqueci-me de que havíamos combinado
Será VI quando significar ter preço. sair.
Estes sapatos custaram muito. Ela lembrou-se do meu nome.
Será VTDI, com a preposição a, quando
significar causar trabalho, transtorno. Implicar:
Sua irresponsabilidade custou sofrimento
a toda a família. Será VTD, quando significar fazer supor,
Será VTI com a preposição a quando sig- dar a entender, produzir como conse-
nificar ser difícil. Nesse caso o verbo custar quência, acarretar.
terá como sujeito aquilo que é difícil. A Os precedentes daquele juiz implicam
pessoa a quem algo é difícil será objeto grande honestidade.
indireto.
Custou-lhe acreditar em Maria. Suas palavras implicam denúncia contra o
Custou a ele acreditar em Maria. deputado.
As despesas extras implicam em gastos
Ele custou a acreditar... (está errado) desnecessários.
Atender:
Será VTI, com a preposição com, quando
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a. significar antipatizar. Não sei por que o
Atenderam o meu pedido prontamente. professor implica comigo.
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LÍNGUA PORTUGUESA

Os alunos implicaram com o professor. Será VTI, com a preposição a, quando sig-
nificar dar início.
Será VTDI, com a preposição em, quando Os fiscais procederam à prova com atraso.
significar envolver alguém em algo. Im-
plicaram o advogado em negócios ilícitos. Será VI quando significar ter fundamento.
Ela implicou-se em atos ilícitos. Suas palavras não procedem.

Namorar:
Renunciar:
Apesar de ser muito usado com a prep- Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
osição com, que só deveria ser usada para Nunca renuncie seus sonhos.
iniciar adjunto adverbial de companhia, Nunca renuncie a seus sonhos.
será VTD quando possuir os significados
de inspirar amor a, galantear, cortejar, Satisfazer:
apaixonar, seduzir, atrair, olhar com in-
sistência, cobiçar. Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Não satisfaça todos os seus desejos.
Joana namorava o filho do delegado. Não satisfaça a todos os seus desejos.
O mendigo namorava a torta que estava
sobre a mesa. Abdicar:
Eu estava namorando este cargo há anos.
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição
Pode ser também VI: de, e também VI.
Comecei a namorar muito cedo. O Imperador abdicou o trono.
O Imperador abdicou do trono.
Presidir: O Imperador abdicou.
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Presidir o país. Gozar:
Presidir ao país.
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de.
Ele não goza sua melhor forma física.
Proceder: Ele não goza de sua melhor forma física.
Será VTI, com a preposição de, quando
significar derivar-se, originar-se. Atentar:
Esse mau humor de Pedro procede da ed-
ucação que recebeu. Pode ser VTD ou VTI, com as preposições
em, para ou por.
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LÍNGUA PORTUGUESA

Atente o ouvido. Podem ser VI ou VTI, com a preposição a.


Deram-se bem os que atentaram nisso. Muitos alunos faltaram hoje.
Não atentes para os elementos supérflu- Três homens faltaram ao trabalho hoje.
os. Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Atente por si, enquanto é tempo.
Pisar:
Cogitar:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, ad-
em ou de: mitirá a preposição em, iniciando
Começou a cogitar uma viagem pelo lito- Adjunto Adverbial de Lugar.
ral brasileiro. Pisei a grama para poder entrar em casa.
Hei de cogitar no caso. Não pise no tapete, menino!
O diretor cogitou de demitir-se.
Prevenir
Consentir:
Pode ser VTD fazendo referência a evitar
Pode se VTD ou VTI, com a preposição em. dano:
Como o pai desse garoto consente tantos A precaução previne acontecimentos ine-
agravos? sperados.
Consentimos em que saíssem mais cedo.
Pode ser VTDI referindo-se ao ato de avis-
Ansiar: ar com antecedência.

Pode ser VTD ou VTI, com a preposição Prevenimos os moradores de que haveria
por: corte de energia.
Ansiamos dias melhores.
Ansiamos por dias melhores. Querer:

Almejar: Será VTI, com a preposição a, quando sig-


nificar estimar.
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição Quero aos meus amigos, como aos meus
por, ou VTDI, com a preposição a. irmãos.
Almejamos dias melhores.
Almejamos por dias melhores. Será VTD, quando significar desejar, ter a
Almejamos dias melhores ao nosso país. intenção ou vontade de, tencionar.
Sempre quis seu bem.
Faltar, Bastar e Restar: Quero que me digam quem é o culpado.
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LÍNGUA PORTUGUESA

Visar: alheio a, de liberal com


ambicioso de apto a, para
Será VTI, com a preposição a, quando sig- análogo a grato a
nificar almejar, objetivar. bacharel em indeciso em
Sempre visei a uma vida melhor. capacidade de, para natural de
contemporâneo a, nocivo a
Será VTD, quando significar mirar, ou dar de
visto. contíguo a paralelo a
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro. curioso a, de propício a
O gerente visou o cheque do cliente. falto de sensível a
incompatível com próximo a, de
Proibir: inepto para satisfeito com, de,
em, por
Pode ser VTD. Proibir alguma coisa: misericordioso com, suspeito de
A lei brasileira proíbe o aborto. para com
preferível a longe de
Pode ser VTDI. Proibir alguém de alguma propenso a, para perto de
coisa / Proibir alguma coisa a alguém: hábil em
O pai proibiu o filho de viajar.
A ANVISA proíbe oferecer prêmios à in- Exemplos:
dústria farmacêutica.
Está alheio a tudo.
REGÊNCIA NOMINAL Está apto ao trabalho.
Gente ávida por dominar.
Regência Nominal é o nome da relação en- Contemporâneo da Revolução Francesa.
tre um substantivo, adjetivo ou advérbio É coisa curiosa de ver.
transitivo e seu respectivo complemento Homem inepto para a matemática.
nominal. Essa relação é intermediada por Era propenso ao magistério.
uma preposição.
No estudo da regência nominal, deve-se
levar em conta que muitos nomes seguem
exatamente o mesmo regime dos verbos
correspondentes.
Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos no-
mes cognatos.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

MATEMÁTICA
2.1 - Conjuntos
D = {w,x,y,z}
A teoria dos conjuntos é a teoria matemática
capaz de agrupar elementos. Logo,

Dessa forma, os elementos (que podem ser w ∈ D (w pertence ao conjunto D)


qualquer coisa: números, pessoas, frutas) são j ∉ D (j não pertence ao conjunto D)
indicados por letra minúscula e definidos como
um dos componentes do conjunto. Relação de Inclusão

Exemplo: o elemento “a” ou a pessoa “x” A relação de inclusão aponta se tal conjunto
está contido (⊂), não está contido (⊄) ou se
Assim, enquanto os elementos do conjunto um conjunto contém o outro (⊃), por exemplo:
são indicados pela letra minúscula, os conjun-
tos, são representados por letras maiúsculas e, A = {a,e,i,o,u}
normalmente, dentro de chaves ({ }). B = {a,e,i,o,u,m,n,o}
C = {p,q,r,s,t}
Além disso, os elementos são separados por
vírgula ou ponto e vírgula, por exemplo: Logo,

A = {a,e,i,o,u} A ⊂ B (A está contido em B, ou seja, todos os


elementos de A estão em B)
Diagrama de Euler-Vem C ⊄ B (C não está contido em B, na medida em
que os elementos do conjuntos são diferentes)
No modelo de Diagrama de Euler-Vem (Diagra- B ⊃ A (B contém A, donde os elementos de A
ma de Venn), os conjuntos são representados estão em B)
graficamente:
Conjunto Vazio

O conjunto vazio é o conjunto em que não há


elementos; é representado por duas chaves { }
ou pelo símbolo Ø. Note que o conjunto vazio
está contido (⊂) em todos os conjuntos.

União, Intersecção e Diferença entre Conjun-


tos
Teoria dos Conjuntos
A união dos conjuntos, representada pela let-
Relação de Pertinência ra (U), corresponde a união dos elementos de
dois conjuntos, por exemplo:
A relação de pertinência é um conceito muito
importante na “Teoria dos Conjuntos”. A = {a,e,i,o,u}
B = {1,2,3,4}
Ela indica se o elemento pertence (∈) ou não Logo,
pertence (∉) ao determinado conjunto, por ex-
AB = {a,e,i,o,u,1,2,3,4}
emplo:
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

União de conjuntos Diferença entre conjuntos

A intersecção dos conjuntos, representada pelo Igualdade dos Conjuntos


símbolo (∩), corresponde aos elementos em co-
mum de dois conjuntos, por exemplo: Na igualdade dos conjuntos, os elementos de
dois conjuntos são idênticos, por exemplo nos
conjuntos A e B:
C = {a, b, c, d, e} ∩ D = {b, c, d}
A = {1,2,3,4,5}
Logo,
B = {3,5,4,1,2}
CD = {b, c, d}
Logo,

A = B (A igual a B).

Operações com Conjuntos

As operações com conjuntos são as operações fei-


tas com os elementos que formam uma coleção.
São elas: união, intersecção e diferença.
Intersecção de conjuntos
Lembre-se que na matemática os conjuntos rep-
A diferença entre conjuntos corresponde ao con- resentam a reunião de diversos objetos. Quando
junto de elementos que estão no primeiro con- os elementos que formam o conjunto são númer-
junto, e não aparecem no segundo, por exemplo: os, são chamados de conjuntos numéricos.

A = {a, b, c, d, e} - B={b, c, d} Os conjuntos numéricos são:

Números Naturais (N)


Números Inteiros (Z)
Logo, Números Racionais (Q)
Números Irracionais (I)
A-B = {a,e} Números Reais (R)

Conjunto Complementar
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

foi concebido pelos hindus e divulgado no oci-


Dado um conjunto A, podemos encontrar o con- dente pelos árabes, por isso, é também chamado
junto complementar de A que é determinado pe- de “sistema de numeração indo-arábico”.
los elementos de um conjunto universo que não
pertençam a A.

Este conjunto pode ser representado por AC ou


CAU ou Ā

Quando temos um conjunto B, tal que B está con-


tido em A (B ⊂ A), a diferença A - B é igual ao
complemento de B.

Exemplo: Evolução do sistema de numeração decimal

Dados os conjuntos A= {a, b, c, d, e, f} e B = {d, e,


f, g, h}, indique o conjunto diferença entre eles. Características

Para encontrar a diferença, primeiro devemos • Possui símbolos diferentes para representar
identificar quais elementos pertencem ao con- quantidades de 1 a 9 e um símbolo para rep-
junto A e que também aparecem ao conjunto B. resentar a ausência de quantidade (zero).
• Como é um sistema posicional, mesmo tendo
No exemplo, identificamos que os elementos d, e poucos símbolos, é possível representar to-
e f pertencem a ambos os conjuntos. Assim, va- dos os números.
mos retirar esses elementos do resultado. Logo, o • As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e
conjunto diferença de A menos B sera dado por: recebem as seguintes denominações:

A – B = {a, b, c} 10 unidades = 1 dezena


10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por
2.2 - Sistema de Numeração diante
Decimal e Outras Bases

O sistema de numeração decimal é de base 10,


ou seja utiliza 10 algarismos (símbolos) diferentes
para representar todos os números.

Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,


9, é um sistema posicional, ou seja, a posição do
algarismo no número modifica o seu valor.

É o sistema de numeração que nós usamos. Ele


Exemplos
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

ta e três.
2) 12839696

Separando os blocos de 3 algarismos temos:


12.839.696

O número então será lido como: doze milhões,


oitocentos e trinta e nove mil, seiscentos e no-
venta e seis.

Outras Bases Decimais

Sistema de Base 2 ( Sistema Binário )


Ordens e Classes

No sistema de numeração decimal cada algar- No Sistema Binário contamos de dois em dois
ismo representa uma ordem, começando da e sabemos que cada 2 unidades de
direita para a esquerda e a cada três ordens 1ª ordem equivalem a 1 unidade de 2ª ordem.
temos uma classe. Cada 2 unidades de 2ª ordem equivalem a 1
unidade de 3ª ordem. Cada 2 unidades de 3ª
ordem equivalem a 1 unidade de 4ª ordem, e
assim sucessivamente.

Tabela posição-valor

Para fazer a leitura de números muito grandes,


dividimos os algarismos do número em class-
es (blocos de 3 ordens), colocando um ponto
para separar as classes, começando da direita
para a esquerda.

Exemplos No sistema binário contamos de 2 em 2. Com


isso formamos 21 grupos de 2 e mais 1 uni-
1) 57283 dade. Como cada dois grupos desses 21 gru-
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos pos formam uma unidade de ordem superi-
da direita para a esquerda e colocamos um or, teremos 21 : 2 = 10 unidades de terceira
ponto para separar o número: 57. 283. ordem e uma unidade de segunda ordem de
resto. Como cada dois grupos desses 10 gru-
No quadro acima vemos que 57 pertence pos formam uma unidade de ordem superior,
a classe dos milhares e 283 a classe das un- teremos 10 : 2 = 5 unidades de quarta ordem
idades simples. Assim, o número será lido e zero unidades de terceira ordem.
como: cinquenta e sete mil, duzentos e oiten- Como cada dois grupos desses 5 grupos formam
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

uma unidade de ordem superior, teremos 5 : 2


= 2 unidades de quinta ordem e uma unidade de
quarta ordem. Como cada dois grupos desses 2
grupos formam uma unidade de ordem superior,
teremos 2 : 2 = 1 unidade de sexta ordem e zero
unidades de quinta ordem.

Dessa forma : 43(10) = 101011(2)

Sistema de Base 3 ( Sistema Ternário ) No sistema quaternário contamos de 4 em 4. Com


isso formamos 10 grupos de 4 e mais 3 unidades.
No Sistema Ternário contamos de três em três e Como cada 4 grupos desses 10 grupos formam
sabemos que cada 3 unidades de uma unidade de ordem superior, teremos 10 :
1ª ordem equivalem a 1 unidade de 2ª ordem. 4 = 2 unidades de terceira ordem e 2 unidades
Cada 3 unidades de 2ª ordem equivalem a 1 uni- de segunda ordem de resto. Como cada 3 grupos
dade de 3ª ordem. Cada 3 unidades de 3ª ordem desses 4 grupos formam uma unidade de ordem
equivalem a 1 unidade de 4ª ordem, e assim su- superior, teremos 4 : 3 = 1 unidades de quarta
cessivamente. ordem e uma unidade de terceira ordem.

Dessa forma : 43(10) = 223(4)

Sistema de Base 8 ( Sistema octal ou octagenário)

No Sistema de base oito contamos de oito em


oito e sabemos que cada 8 unidades de 1ª or-
dem equivalem a 1 unidade de 2ª ordem. Cada 8
unidades de 2ª ordem equivalem a 1 unidade de
3ª ordem. Cada 8 unidades de 3ª ordem equiva-
(10) = 1121(3) lem a 1 unidade de 4ª ordem, e assim sucessiva-
mente.
Sistema de Base 4
( Sistema quaternário )

No Sistema Quaternário contamos de quatro em


quatro e sabemos que cada 4 unidades de 1ª or-
dem equivalem a 1 unidade de 2ª ordem. Cada 4
unidades de 2ª ordem equivalem a 1 unidade de
3ª ordem. Cada 4 unidades de 3ª ordem equiv-
alem a 1 unidade de 4ª ordem, e assim sucessi-
vamente.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

No sistema octal contamos de 8 em 8. Com isso 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.


formamos 5 grupos de 8 e mais 3 unidades.
Como a quantidade 5 grupos é inferior a 8, já Exemplo: 753(8) ; 6714(8)
concluímos a transformação solicitada.
Na base 16, seriam os 10 algarismos usados na
Dessa forma : 43(10) = 53(8) base 10 e mais os símbolos A, B, C, D, E e F, rep-
resentando respectivamente 10, 11, 12, 13, 14 e
Notação 15 unidades.

Quando escrevemos numa base diferente da Exemplo: 9AE0(16) ; 84CD(16)


decimal, grifamos o número com um índice que
determina a sua base de numeração. Sempre De um modo geral, temos que uma base b
que um número for apresentado sem índice que qualquer utilizará b algarismos, onde b varia en-
indique sua base de numeração, entenderemos tre 0 e b - 1.
que a base é dez. Sempre que outra base for uti- Mudança de Base
lizada, essa base terá de ser, obrigatoriamente,
indicada. Mudança da Base Decimal para uma Base
Qualquer
Se o número ABC estiver escrito na base n, es-
creveremos : ABC(n) ou ABCn ou (ABC)n Para transformarmos da base decimal para uma
base qualquer devemos dividir sucessivamente
o número e a seguir os quocientes obtidos pelo
algarismo representativo dessa base até que a
Na base 10, dispomos de 10 algarismos para a divisão não seja mais possível.
representação do número:
Só um exemplo tornará mais clara essa definição.
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
Exemplo 01 - Transforme para a base 5 o número
Na base 2 utilizamos apenas 2 algarismos: 0 e 1. 269. Como a base 5 trabalha em grupos de 5,
devemos dividir, sucessivamente, essas 269 un-
Exemplo: 1001(2) ; 100010101(2) idades por 5.

Na base 4 utilizamos apenas os 4 primeiros algar-


ismos: 0, 1, 2 e 3.

Exemplo: 3201(4) ; 22031(4) ou dessa forma, mais prática

Na base 7 utilizamos os 7 primeiros algarismos: 0,


1, 2, 3, 4, 5 e 6.

Exemplo: 562(7) ; 3405(7)

Na base 8, seriam os 8 primeiros os algarismos: 0,


57
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

E lendo o número de trás para frente, e con- devemos dividir, sucessivamente, essas 97 uni-
siderando, apenas o último quociente e os dades por 2.
demais restos, teremos a nossa solução:

269 = 2034(5)

Esse número não pode ser lido como dois mil


e trinta e quatro na base cinco, já que essa
leitura é específica da base decimal. O corre-
to será: dois, zero, três, quatro na base cinco.

Exemplo 02 - Transforme para a base 8 o


número 531. Como a base 8 trabalha em gru-
pos de 8, devemos dividir, sucessivamente,
essas 531 unidades por 8. E lendo o número de trás para frente, e consid-
erando, apenas o último quociente e os demais
restos, teremos a nossa solução: 97 = 1000011(2)

Como já sabemos, esse número deverá ser lido


como: um, zero, zero, zero, zero, um, um na base
ou dessa forma, mais prática
dois.

Exemplo 04 - Transforme para a base 12 o núme-


ro 1579, considerando A = 10 e B = 11. Como a
base 12 trabalha em grupos de 12, devemos di-
vidir, sucessivamente, essas 1579 unidades por
12.

E lendo o número de trás para frente, e consid-


E lendo o número de trás para frente, e consid- erando, apenas o último quociente e os demais
erando, apenas o último quociente e os demais restos, e, também, lembrando que A = 10 e B =
restos, teremos a nossa solução: 11, teremos a nossa solução: 1579 = AB7(12)
531 = 1023(8)

Esse número não pode ser lido como mil e vinte e


três na base oito, já que essa leitura é específica
da base decimal. O correto será: um, zero, dois,
três na base cinco.

Exemplo 03 - Transforme para a base 2 o núme-


ro 97. Como a base 2 trabalha em grupos de 2,
58
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

2.3 - Operações com Percebe-se que na divisão é possível descobrir


Números Naturais qual o valor multiplicado leva ao primeiro núme-
ro. Veja: 15 x 2 = 30. Essa divisão é exata. Há di-
Números Naturais visões que sobram o “resto” e há vírgulas, com
números decimais também.
Os números naturais são aqueles que usamos
diariamente para contar objetos, números. Por Números fracionários
exemplo: 1, 2, 55, 325 e assim por diante. Com
os números naturais e possível realizar diversas Os números fracionários são aqueles representa-
operações matemáticas: adição, subtração, mul- dos por frações. No momento de realizar as op-
tiplicação e divisão. erações, é preciso rever algumas dicas práticas.

Veja: Adição e Subtração

• 24 + 50 = 74 Se as frações tiverem o mesmo denominador,


basta somar os numeradores. Exemplo: 2/5 +
10/5 = 12/5. O mesmo vale para a subtração de
denominadores iguais. Porém, se tiver o denomi-
Você iguala as casas das dezenas e faz a conta, nador diferente, é necessário descobrir o denom-
adicionando números. A ordem dos números na inador comum. Veja:
adição não influencia no resultado.
2/5+ 5/10 + 9/2
• 89 – 70 = 19
Faça o MMC (mínimo múltiplo comum) com os
Na subtração, é preciso retirar de um número denominadores e veja com quantos números é
para o outro. Pode ser que dê negativo também, possível chegar a um denominador comum.
entretanto, na maioria das vezes é preciso veri-
ficar se deve “emprestar” do número esquerdo 2, 5, 10 | 2
para realizar a operação corretamente. A ordem
dos números influencia o resultado em uma ex- 1, 5, 5 | 5
pressão maior.
1, 1, 1 – 2 x 5 = 10 é o denominador comum.
• 5 x 100 = 500
Em seguida divida o denominador comum pelos
A multiplicação dos números naturais envolve denominadores
adicionar novos números, dobrando, triplicando
o valor. Logo, 5 vezes o número 100 é a mesma 10/5 = 2; 10/10 = 1; 10/2 = 5
coisa que 100 + 100 + 100 + 100 + 100. A ordem
não influencia o resultado. O número um é um Agora basta multiplicar o quociente em cada di-
elemento neutro, não alterando o resultado. visão pelo numerador e encontrar o resultado
(vale também para subtração):
• 30 / 2 = 15
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

2x2/10 + 1x5/10 + 5x9/10 = 54/10 1º) Potenciação e Radiciação


2º) Multiplicação e Divisão
Multiplicação 3º) Soma e Subtração

Na multiplicação dos números fracionários, bas- Se a expressão apresentar mais de uma operação
ta multiplicar denominador com denominador e com a mesma prioridade, deve-se começar com
numerador com numerador. Exemplo: a que aparece primeiro (da esquerda para a di-
reita).
5/8 x 9/15 = 45/120
Confira abaixo três exemplos de expressões
Divisão numéricas com potência, raiz quadrada e frações.

Na divisão é preciso multiplicar a primeira fração a) 87 + 7 . 85 - 120 =


pela inversão da outra. Por exemplo: 87 + 595 - 120 =
682 - 120 = 562
8/9 : 3/24 = 8/9 x 24/3 = 72/18
b) 25 + 6 2 : 12 - √169 + 42 =
Com os números fracionários, você pode redu- 25 + 36 : 12 - 13 + 42 =
zi-los até uma fração mais simples, se ambos nu- 25 + 3 - 13 + 42 =
merador e denominador conseguirem ser divid- 28 - 13 + 42 =
idos pelo mesmo número. A fração 72/18 pode 15 + 42 = 57
ser dividida por 2: 36/9. Agora pode ser dividida
por 3, ambos os números: 6/3 e então o número
pode ficar inteiro, dando o resultado de 2 (con-
tinuar dividindo).

2.4 - Expressões Numéricas

Expressões numéricas são sequências de duas


ou mais operações que devem ser realizadas res-
peitando determinada ordem.

Para encontrar sempre um mesmo valor quan-


do calculamos uma expressão numérica, usamos
regras que definem a ordem que as operações
serão feitas. Usando símbolos

Ordem das operações Nas expressões numéricas usamos parênte-


ses ( ), colchetes [ ] e chaves { } sempre que for
Devemos resolver as operações que aparecem necessário alterar a prioridade das operações.
em uma expressão numérica, na seguinte ordem:
60
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Quando aparecer esses símbolos, iremos resolv- 2) 237 não é divisível por 2, pois não é um núme-
er a expressão da seguinte forma: ro par.

1º) as operações que estão dentro dos parênte-


ses
2º) as operações que estão dentro dos colchetes Divisibilidade por 3
3º) as operações que estão dentro das chaves
Um número é divisível por 3 quando a soma dos
Exemplos valores absolutos dos seus algarismos for divisív-
el por 3.
a) 5 . ( 64 - 12 : 4 ) =
5 . ( 64 - 3 ) = Exemplo:
5 . 61 = 305 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algaris-
mos é igual a 2+3+4=9, e como 9 é divisível por 3,
b) 480 : { 20 . [ 86 - 12 . (5 + 2 ) ] 2 } = então 234 é divisível por 3.
480 : { 20 . [ 86 - 12 . 7 ] 2 } =
480 : { 20 . [ 86 - 84 ] 2 } = Divisibilidade por 4
480 : { 20 . [ 2 ] 2 } =
480 : { 20 . 4 } = Um número é divisível por 4 quando termina em
480 : 80 = 6 00 ou quando o número formado pelos dois últi-
mos algarismos da direita for divisível por 4.
c) - [ - 12 - ( - 5 + 3 ) ] =
- [ - 12 - ( - 2 ) ] = Exemplo:
- [ - 12 + 2 ] = 1800 é divisível por 4, pois termina em 00.
- [ - 10] = + 10 4116 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.
1324 é divisível por 4, pois 24 é divisível por 4.

2.5 - Critérios de Divisibilidade 3850 não é divisível por 4, pois não termina em
e Números Primos 00 e 50 não é divisível por 4.

Divisibilidade por 5
Para alguns números como o dois, o três, o cinco
e outros, existem regras que permitem verificar a
Um número natural é divisível por 5 quando ele
divisibilidade sem se efetuar a divisão. Essas re-
termina em 0 ou 5.
gras são chamadas de critérios de divisibilidade.
Exemplos:
Divisibilidade por 2
1) 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
Um número natural é divisível por 2 quando ele
2) 90 é divisível por 5, pois termina em 0.
termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja,
quando ele é par.
3) 87 não é divisível por 5, pois não termina em
0 nem em 5.
Exemplos:
1) 5040 é divisível por 2, pois termina em 0.
61
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Divisibilidade por 6 por 9, então 2871 é divisível por 9.

Um número é divisível por 6 quando é divisível Divisibilidade por 10


por 2 e por 3.
Um número natural é divisível por 10 quando ele
Exemplos: termina em 0.
1) 312 é divisível por 6, porque é divisível por 2
(par) e por 3 (soma: 6). Exemplos:
1) 4150 é divisível por 10, pois termina em 0.
2) 5214 é divisível por 6, porque é divisível por 2 2) 2106 não é divisível por 10, pois não termina
(par) e por 3 (soma: 12). em 0.
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3) 716 não é divisível por 6, (é divisível por 2, mas
não é divisível por 3). Divisibilidade por 11

4) 3405 não é divisível por 6 (é divisível por 3, Um número é divisível por 11 quando a diferença
mas não é divisível por 2). entre as somas dos valores absolutos dos algar-
ismos de ordem ímpar e a dos de ordem par é
Divisibilidade por 8 divisível por 11.

Um número é divisível por 8 quando termina em O algarismo das unidades é de 1ª ordem, o das
000, ou quando o número formado pelos três úl- dezenas de 2ª ordem, o das centenas de 3ª or-
timos algarismos da direita for divisível por 8. dem, e assim sucessivamente.

Exemplos: Exemplos:
1) 87549
1) 7000 é divisível por 8, pois termina em 000. Si (soma das ordens ímpares) = 9+5+8 = 22
2) 56104 é divisível por 8, pois 104 é divisível por Sp (soma das ordens pares) = 4+7 = 11
8. Si-Sp = 22-11 = 11
3) 61112 é divisível por 8, pois 112 é divisível por Como 11 é divisível por 11, então o número
8. 87549 é divisível por 11.
4) 78164 não é divisível por 8, pois 164 não é di-
visível por 8. 2) 439087
Si (soma das ordens ímpares) = 7+0+3 = 10
Divisibilidade por 9 Sp (soma das ordens pares) = 8+9+4 = 21
Si-Sp = 10-21
Um número é divisível por 9 quando a soma dos Como a subtração não pode ser realizada, acres-
valores absolutos dos seus algarismos for divisív- centa-se o menor múltiplo de 11 (diferente de
el por 9. zero) ao minuendo, para que a subtração possa
ser realizada: 10+11 = 21. Então temos a sub-
Exemplo: tração 21-21 = 0.
2871 é divisível por 9, pois a soma de seus algar- Como zero é divisível por 11, o número 439087 é
ismos é igual a 2+8+7+1=18, e como 18 é divisível divisível por 11.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Divisibilidade por 12 um produto com fatores. Podemos entender a


fatoração como sendo a simplificação das sen-
Um número é divisível por 12 quando é divisível tenças matemáticas.
por 3 e por 4.
Ao escrever um polinômio como a multiplicação
Exemplos: de outros polinômios, frequentemente consegui-
1) 720 é divisível por 12, porque é divisível por 3 mos simplificar a expressão.
(soma=9) e por 4 (dois últimos algarismos, 20).
2) 870 não é divisível por 12 (é divisível por 3, Confira abaixo os tipos de fatoração de polinômi-
mas não é divisível por 4). os:
3) 340 não é divisível por 12 (é divisível por 4,
mas não é divisível por 3). Fator Comum em Evidência

Divisibilidade por 15 Usamos esse tipo de fatoração quando existe


um fator que se repete em todos os termos do
Um número é divisível por 15 quando é divisível polinômio.
por 3 e por 5.
Esse fator, que pode conter número e letras, será
Exemplos: colocado na frente dos parênteses.
1) 105 é divisível por 15, porque é divisível por 3
(soma=6) e por 5 (termina em 5). Dentro dos parênteses ficará o resultado da di-
2) 324 não é divisível por 15 (é divisível por 3, visão de cada termo do polinômio pelo fator co-
mas não é divisível por 5). mum.
3) 530 não é divisível por 15 (é divisível por 5,
mas não é divisível por 3). Na prática, vamos fazer os seguintes passos:

Divisibilidade por 25 1º) Identificar se existe algum número que divide


todos os coeficientes do polinômio e letras que
Um número é divisível por 25 quando os dois al- se repetem em todos os termos.
garismos finais forem 00, 25, 50 ou 75. 2º) Colocar os fatores comuns (número e letras)
na frente dos parênteses (em evidência).
Exemplos: 3º) Colocar dentro dos parênteses o resultado da
200, 525, 850 e 975 são divisíveis por 25. divisão de cada fator do polinômio pelo fator que
está em evidência. No caso das letras, usamos a
regra da divisão de potências de mesma base.
2.6 - Fatoração
Exemplos

Fatoração é um processo utilizado na matemática a) Qual é a forma fatorada do polinômio 12x +


que consiste em representar um número ou uma 6y - 9z?
expressão como produto de fatores.

Fatorar significa transformar a soma e a sub-


tração de expressões algébricas ou equações em
63
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Primeiro, identificamos que o número 3 divide muns dos agrupamentos em evidência.


todos os coeficientes e que não existe nenhuma
letra que se repete. Exemplo

Colocamos o número 3 na frente dos parênteses, Fatore o polinômio mx + 3nx + my + 3ny


dividimos todos os termos por três e o resultado
iremos colocar dentro dos parênteses: Os termos mx e 3nx tem como fator comum o x.
Já os termos my e 3ny possuem como fator co-
12x + 6y - 9z = 3 (4x + 2y - 3z) mum o y.

b) Fatore 2a2b + 3a3c - a4. Colocando esses fatores em evidência:

Como não existe número que divide ao mes- x (m + 3n) + y (m + 3n)


mo tempo 2, 3 e 1, não iremos colocar nenhum
número na frente dos parênteses. Note que o (m + 3n) agora também se repete nos
dois termos.
A letra a se repete em todos os termos. O fator
comum será o a2, que é o menor expoente do a Colocando novamente em evidência, encon-
na expressão. tramos a forma fatorada do polinômio:

Dividimos cada termo do polinômio por a2: mx + 3nx + my + 3ny = (m + 3n) (x + y)

2a2 b : a2 = 2a2 - 2 b = 2b Trinômio Quadrado Perfeito

3a3c : a2 = 3a3 - 2 c = 3ac Trinômios são polinômios com 3 termos.

a4 : a2 = a2 Os trinômios quadrados perfeitos a2 + 2ab + b2 e


a2 - 2ab + b2 resultam do produto notável do tipo
Colocamos o a2 na frente dos parênteses e os re- (a + b)2 e (a - b)2.
sultados das divisões dentro dos parênteses:
Assim, a fatoração do trinômio quadrado perfeito
2a b + 3a c - a = a (2b + 3ac - a )
2 3 4 2 2
será:

Agrupamento a2 + 2ab + b2 = (a + b)2 (quadrado da soma de dois


termos)
No polinômio que não exista um fator que se
repita em todos os termos, podemos usar a fa- a2 - 2ab + b2 = (a - b)2 (quadrado da diferença de
toração por agrupamento. dois termos)

Para isso, devemos identificar os termos que po- Para saber se realmente um trinômio é quadrado
dem ser agrupados por fatores comuns. perfeito, fazemos o seguinte:

Nesse tipo de fatoração, colocamos os fatores co-


64
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

1º) Calcular a raiz quadrada dos termos que apa- Assim, a fatoração de polinômios desse tipo será:
recem ao quadrado.
2º) Multiplicar os valores encontrados por 2. a2 - b2 = (a + b) . (a - b)
3º) Comparar o valor encontrado com o termo
que não apresenta quadrados. Se forem iguais, é Para fatorar, devemos calcular a raiz quadrada
um quadrado perfeito. dos dois termos.

Exemplos Depois, escrever o produto da soma dos valores


encontrados pela diferença desses valores.
a) Fatorar o polinômio x2 + 6x + 9
Exemplo
Primeiro, temos que testar se o polinômio é
quadrado perfeito. Fatorar o binômio 9x2 - 25.

√x2 = x e √9 = 3 Primeiro, encontrar a raiz quadrada dos termos:

Multiplicando por 2, encontramos: 2 . 3 . x = 6x √9x2 = 3x e √25 = 5

Como o valor encontrado é igual ao termo que Escrever esses valores como produto da soma
não está ao quadrado, o polinômio é quadrado pela diferença:
perfeito.
9x2 - 25 = (3x + 5) . (3x - 5)
Assim, a fatoração será:
Cubo Perfeito
x + 6x + 9 = (x + 3)
2 2

Os polinômios a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 e a3 - 3a2b +


b) Fatorar o polinômio x2 - 8xy + 9y2 3ab2 - b3 resultam do produto notável do tipo (a
+ b)3 ou (a - b)3.
Testando se é trinômio quadrado perfeito:
√x2 = x e √9y2 = 3y Assim, a forma fatorada do cubo perfeito é:

Fazendo a multiplicação: 2 . x . 3y = 6xy a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 = (a + b)3

O valor encontrado não coincide com o termo do a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 = (a - b)3


polinômio (8xy ≠ 6xy).
Para fatorar polinômios desse tipo, devemos cal-
Como não é um trinômio quadrado perfeito, não cular a raiz cúbica dos termos ao cubo.
podemos usar esse tipo de fatoração.
Depois, é necessário confirmar se o polinômio é
Diferença de Dois Quadrados cubo perfeito.

Para fatorar polinômios do tipo a2 - b2 usamos o Se for, elevamos ao cubo a soma ou a subtração
produto notável da soma pela diferença. dos valores das raízes cúbicas encontradas.
65
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MATEMÁTICA

Exemplos 2.7 - Números Racionais


a) Fatorar o polinômio x3 + 6x2 + 12x + 8 Os Números Racionais são os números repre-
sentados por frações ou números decimais.
Primeiro, vamos calcular a raiz cúbica dos termos
ao cubo: São compostos de números inteiros, perten-
centes ao conjunto dos Números Reais (R) junto
3√ x3 = x e 3√ 8 = 2 aos Números Irracionais (I).

Depois, confirmar se é cubo perfeito: Observe que o conjunto dos Números Racionais,
representado pela letra maiúscula Q, é formado
3 . x2 . 2 = 6x2 pelos conjunto dos Números Naturais N = {0, 1,
2, 3, 4, 5,...} e dos Números Inteiros Z={..., -3, -2,
3 . x . 22 = 12x -1, 0, 1, 2, 3,...}:

Como os termos encontrados são iguais aos ter- Q = {x = Números Racionais , com a Z e b Z*}
mos do polinômio, então é um cubo perfeito.
A fração formada pelos elementos a e b onde “a”
Assim, a fatoração será: pertence ao conjunto dos números inteiros (Z) e
“b” ao conjunto dos números inteiros não-nulos
x3 + 6x2 + 12x + 8 = (x + 2)3 (Z*), ou seja, sem o zero, por exemplo:

b) Fatorar o polinômio a3 - 9a2 + 27a - 27 Q= 1/2, 3/4, –5/4.

Primeiro vamos calcular a raiz cúbica dos termos Exemplos de Números Racionais
ao cubo:
Observe alguns exemplos de números racionais:
√ a3 = a e 3√ - 27 = - 3
3

Números Inteiros
Depois confirmar se é cubo perfeito:

3 . a2 . (- 3) = - 9a2

3 . a . (- 3)2 = 27a

Como os termos encontrados são iguais aos ter- Números Decimais Exatos
mos do polinômio, então é um cubo perfeito.

Assim, a fatoração será:

a3 - 9a2 + 27a - 27 = (a - 3)3


66
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

2.8 - Grau, quadrática,


exponencial e logaritmos

A função quadrática, também chamada de função


polinomial de 2º grau, é uma função representa-
Números Periódicos (Dízimas Periódicas) da pela seguinte expressão:

f(x) = ax2 + bx + c

Donde a, b e c são números reais e a ≠ 0.

Exemplo: f(x) = 4x2 + 6x + 10,

sendo,

a=2
b=3
c=5

Classificação dos Números Racionais (Q) Nesse caso, o polinômio da função quadrática é
de grau 2.
• Racionais não-nulos (Q*): Representado
pelo acréscimo do ‘*’ ao lado da letra Q, esse Como Resolver a Função Quadrática?
conjunto é composto dos números racionais
sem o zero (0). Confira abaixo o passo-a-passo por meio um ex-
• Racionais não-negativos: (Q+): Representa- emplo de resolução de função quadrática:
do pelo acréscimo do sinal ‘+’ ao lado da letra
Q, esse conjunto é composto dos números Exemplo:
racionais positivos e o zero.
• Racionais não-positivos: (Q- ): Representado Determine a, b e c na função quadrática dada
pelo acréscimo do sinal ‘_’ ao lado da letra por: f(x) = ax2 + bx + c, sendo:
Q, esse conjunto é composto dos números
racionais negativos e o zero. f (–1) = 8
• Racionais positivos: (Q*+): Representado f (0) = 4
pelo acréscimo dos sinais ‘*’ e ‘+’, esse con- f (2) = 2
junto é composto dos números racionais pos-
itivos. Primeiramente, vamos substituir o x pelos va-
• Racionais negativos (Q*-): Representado lores de cada função e assim teremos:
pelo acréscimo dos sinais ‘*’ e ‘_’, esse con-
junto é composto dos números racionais neg- f (–1) = 8
ativos. a (–1)2 + b (–1) + c = 8
a – b + c = 8 (equação I)
67
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

f (0) = 4
a . 02 + b . 0 + c = 4 a=1
c = 4 (equação II) b=–3
c=4
f (2) = 2 Gráficos
a . 22 + b . 2 + c = 2
4a + 2b + c = 2 (equação III) Os gráficos das funções polinomiais são repre-
sentados por curvas, chamadas de parábolas.
Pela segunda função f (0) = 4, já temos o valor de
c = 4. Assim, vamos substituir o valor obtido para Dependendo do valor de a na expressão y = ax2 +
c nas equações I e III para determinar as outras bx + c, a parábola pode ser:
incógnitas (a e b):
• a > 0: a parábola apresenta uma concavidade
(Equação I) voltada para cima.
• a < 0: a parábola apresenta uma concavidade
a–b+4=8 voltada para baixo.
a–b=4
a=b+4

Já que temos a equação de a pela Equação I, va-


mos substituir na III para determinar o valor de b:

(Equação III)

4a + 2b + 4 = 2 Sendo assim, o valor de a vai definir a concavi-


4a + 2b = – 2 dade da parábola.
4 (b + a) + 2b = – 2
4b + 16 + 2b = – 2 A partir dos pares ordenados dados (x; y), pode-
6b = – 18 mos construir a parábola num plano cartesiano,
b=–3 por meio da ligação entre os pontos encontrados.
Por fim, para encontrar o valor de a substituímos Obs: os gráficos de funções de 1º grau são repre-
os valores de b e c que já foram encontrados. sentados por retas e não parábolas.
Logo:
Função Exponencial
(Equação I)
a–b+c=8 Função Exponencial é aquela que a variável está
a – (– 3) + 4 = 8 no expoente e cuja base é sempre maior que zero
a=–3+4 e diferente de um.
a=1

Sendo assim, os valores das incógnitas da função


quadrática dada são:
68
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Essas restrições são necessárias, pois 1 elevado a


qualquer número resulta em 1. Assim, em vez de
exponencial, estaríamos diante de uma função
constante.

Além disso, a base não pode ser negativa, nem


igual a zero, pois para alguns expoentes a função
não estaria definida.

Por exemplo, a base igual a - 3 e o expoente igual


a 1/2. Como no conjunto dos números reais não
existe raiz quadrada de número negativo, não ex-
istiria imagem da função para esse valor.

Exemplos:
Função Crescente ou Decrescente
f(x) = 4x
f(x) = (0,1)x A função exponencial pode ser crescente ou de-
f(x) = (2/3)x crescente.

Nos exemplos acima 4, 0,1 e 2/3 são as bases, en- Será crescente quando a base for maior que 1.
quanto x é o expoente. Por exemplo, a função y = 2x é uma função cres-
cente.
Gráfico
Para constatar que essa função é crescente,
O gráfico da função exponencial passa pelo pon- atribuímos valores para x no expoente da função
to (0,1), pois todo número elevado a zero é igual e encontramos a sua imagem. Os valores encon-
a 1.Além disso, a curva exponencial não toca no trados estão na tabela abaixo.
eixo x.

Na função exponencial a base é sempre maior


que zero, portanto a função terá sempre imagem
positiva. Assim sendo, não apresenta pontos nos
quadrantes III e IV (imagem negativa).

Abaixo representamos o gráfico da função expo-


nencial.
69
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Observando a tabela, notamos que quando au-


mentamos o valor de x, a sua imagem também
aumenta. Abaixo, representamos o gráfico desta
função.

Gráfico da função crescente

Por sua vez, as funções cujas bases são valores


maiores que zero e menores que 1, são decres-
centes. Por exemplo, f(x) = (1/2)x é uma função
decrescente.

Calculamos a imagem de alguns valores de x e o


resultado encontra-se na tabela abaixo.

Função Logarítmica

A inversa da função exponencial é a função loga-


rítmica. A função logarítmica é definida como f(x)
= logax, com a real positivo e a ≠ 1.

Sendo, o logaritmo de um número definido como


Notamos que para esta função, enquanto os va- o expoente ao qual se deve elevar a base a para
lores de x aumentam, os valores das respectivas obter o número x, ou seja, y = logax ↔ ay = x.
imagens diminuem. Desta forma, constatamos
que a função f(x) = (1/2)x é uma função decres- Uma relação importante é que o gráfico de duas
cente. funções inversas são simétricos em relação a bis-
setriz dos quadrantes I e III.
Com os valores encontrados na tabela, traçamos
o gráfico dessa função. Note que quanto maior Desta maneira, conhecendo o gráfico da função
o x, mais perto do zero a curva exponencial fica. exponencial de mesma base, por simetria pode-
mos construir o gráfico da função logarítmica.
70
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

No gráfico acima, observamos que enquanto a


função exponencial cresce rapidamente, a função
logarítmica cresce lentamente.
Figura do Círculo Trigonométrico dos ângulos
expressos em graus e radianos

2.9 - Funções
Funções Periódicas

As funções trigonométricas, também chamadas As funções periódicas são funções que possuem
de funções circulares, estão relacionadas com as um comportamento periódico. Ou seja, que
demais voltas no ciclo trigonométrico. ocorrem em determinados intervalos de tempo.

As principais funções trigonométricas são: O período corresponde ao menor intervalo de


tempo em que acontece a repetição de determi-
• Função Seno nado fenômeno.
• Função Cosseno
• Função Tangente Uma função f: A ―› B é periódica se existir um
número real positivo p tal que
No círculo trigonométrico temos que cada
número real está associado a um ponto da cir- f(x) = f (x+p), ∀ x ∈ A
cunferência.
O menor valor positivo de p é chamado de perío-
do de f.

Note que as funções trigonométricas são exem-


plos de funções periódicas visto que apresentam
certos fenômenos periódicos.
Função Seno

A função seno é uma função periódica e seu


período é 2π. Ela é expressa por:
71
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

função f(x) = sen x

No círculo trigonométrico, o sinal da função seno


é positivo quando x pertence ao primeiro e se-
gundo quadrantes. Já no terceiro e quarto quad-
rantes, o sinal é negativo.

Função Cosseno

A função cosseno é uma função periódica e seu


período é 2π. Ela é expressa por:

função f(x) = cos x

No círculo trigonométrico, o sinal da função cos-


seno é positivo quando x pertence ao primeiro
e quarto quadrantes. Já no segundo e terceiro
quadrantes, o sinal é negativo.

Além disso, no primeiro e quarto quadrantes a


função f é crescente. Já no segundo e terceiro
quadrantes a função f é decrescente.

O domínio e o contradomínio da função seno


são iguais a R. Ou seja, ela está definida para to-
dos os valores reais: Dom(sen)=R.

Já o conjunto da imagem da função seno corre-


sponde ao intervalo real [-1, 1]: -1 < sen x < 1.
Em relação à simetria, a função seno é uma
função ímpar: sen(-x) = -sen(x).

O gráfico da função seno f(x) = sen x é uma curva Além disso, no primeiro e segundo quadrantes a
chamada de senoide: função f é decrescente. Já no terceiro e quarto
quadrantes a função f é crescente.

O domínio e o contradomínio da função cosseno


são iguais a R. Ou seja, ela está definida para to-
dos os valores reais: Dom(cos)=R.
72
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Já o conjunto da imagem da função cosseno cor- função ímpar: tg(-x) = -tg(-x).


responde ao intervalo real [-1, 1]: -1 < cos x < 1.
O gráfico da função tangente f(x) = tg x é uma
Em relação à simetria, a função cosseno é uma curva chamada de tangentoide:
função par: cos(-x) = cos(x).

O gráfico da função cosseno f(x) = cos x é uma


curva chamada de cossenoide:

2.10 - Matrizes e Determinantes

As Matrizes e os Determinantes são concei-


tos utilizados na matemática e em outras áreas
Função Tangente como, por exemplo, da informática.

A função tangente é uma função periódica e seu São representadas na forma de tabelas que cor-
período é π. Ela é expressa por: respondem a união de números reais ou com-
plexos, organizados em linhas e colunas.
função f(x) = tg x
Matriz
No círculo trigonométrico, o sinal da função tan-
gente é positivo quando x pertence ao primeiro A Matriz é um conjunto de elementos dispostos
e terceiro quadrantes. Já no segundo e quarto em linhas e colunas. As linhas são representadas
quadrantes, o sinal é negativo. pela letra ‘m’ enquanto as colunas pela letra ‘n’,
onde n ≥ 1 e m ≥ 1.
Sinal função tangente
Nas matrizes podemos calcular as quatro oper-
Além disso, a função f definida por f(x) = tg x é ações: soma, subtração, divisão e multiplicação:
sempre crescente em todos os quadrantes do cír-
culo trigonométrico. Exemplos:

O domínio da função tangente é: Dom(tan)={x ∈| Uma matriz de ordem m por n (m x n)


R ≠ x ≠ de π/2 + kπ; K ∈ Z}. Assim, não definimos
tg x, se x = π/2 + kπ. A = | 1 0 2 4 5|

Já o conjunto da imagem da função tangente cor- Logo, A é uma matriz de ordem 1 (com 1 linha)
responde a R, ou seja, o conjunto dos números por 5 (5 colunas)
reais.
Lê-se Matriz de 1 x 5
Em relação à simetria, a função tangente é uma
73
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Encontrar as diagonais e multiplicar os elemen-


tos, não esquecendo de trocar o sinal no resulta-
do da diagonal secundária:

Diagonal principal (da esquerda para a direita):


(1,-9,1) (5,6,3) (6,-7,2)
Diagonal secundária (da direita para a esquerda):
Logo B é uma matriz de ordem 3 (com 3 linha) (5,-7,1) (1,6,2) (6,-9,3)
por 1 (1 colunas) Portanto, o Determinante da matriz 3x3 = 182.

Lê-se Matriz de 3 x 1 Curiosidades

• Pierre Frédéric Sarrus (1798-1861) foi um


Determinante matemático francês que inventou um méto-
do para o encontrar os determinantes das
O Determinante é um tipo de matriz, chamada matrizes quadradas de ordem 3 (3x3) conhe-
de “Matriz Quadrada” que apresenta o mesmo cido como a “Regra de Sarrus”.
número de linhas e de colunas, ou seja, quando • O “Teorema de Laplace”, um método para
m = n. calcular o determinante de qualquer tipo
de matriz quadrada, foi inventado pelo
Neste caso, é chamada de Matriz Quadrada de matemático e físico francês Pierre Simon
ordem n. Em outras palavras, toda matriz quad- Marquis de Laplace (1749-1827).
rada possui um determinante, seja ele um núme-
ro ou uma função associado à ela: • Os determinantes considerados nulos são
aqueles em que a soma dos elementos de
Exemplo: qualquer das diagonais seja igual a zero.

• São tipos de Matrizes Quadradas: Matriz


Identidade, Matriz Inversa, Matriz Singular,
Matriz Simétrica, Matriz Positiva Definida
e Matriz Negativa. Há também as matrizes
Assim, para calcular o Determinante da Matriz transpostas e opostas.
Quadrada:

• Deve se repetir as 2 primeiras colunas


74
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

2.11 - Sistemas Lineares (D ≠ 0).


• Sistema Possível e Indeterminado (SPI): as
Sistemas Lineares são conjuntos de equações soluções possíveis são infinitas, o que acon-
associadas entre elas que apresentam a forma a tece quando o determinante é igual a zero (D
seguir: = 0).
• Sistema Impossível (SI): não é possível apre-
sentar qualquer tipo de solução, o que acon-
tece quando o determinante principal é igual
a zero (D = 0) e um ou mais determinantes
secundários são diferentes de zero (D ≠ 0).

As matrizes associadas a um sistema linear po-


dem ser completas ou incompletas. São comple-
tas as matrizes que consideram os termos inde-
A chave do lado esquerdo é o símbolo usado pendentes das equações.
para sinalizar que as equações fazem parte de
um sistema. O resultado do sistema é dado pelo Os sistemas lineares são classificados como nor-
resultado de cada equação. mais quando o número de coeficientes é o mes-
mo que o número de incógnitas. Além disso,
Os coeficientes amxm, am2xm2, am3xm3, ... , an, an2, quando o determinante da matriz incompleta
an3 das incógnitas x1, xm2,xm3, ... , xn, xn2, xn3 são desse sistema não é igual a zero.
números reais.
Exercícios Resolvidos
Ao mesmo tempo, b também é um número real
que é chamado de termo independente. Vamos resolver passo a passo cada equação a fim
de classificá-las em SPD, SPI ou SI.
Sistemas lineares homogêneos são aqueles cujo
termo independente é igual a 0 (zero): a1x1 + a2x2 Exemplo 1 - Sistema Linear com 2 Equações
= 0.
Portanto, aqueles que apresentam termo inde-
pendente diferente de 0 (zero) indica que o siste-
ma não é homogêneo: a1x1 + a2x2 = 3.

Classificação

Os sistemas lineares podem ser classificados


conforme o número de soluções possíveis. Lem-
brando que a solução das equações é encontrado
pela substituição das variáveis por valores.

• Sistema Possível e Determinado (SPD): há


apenas uma solução possível, o que acontece
quando o determinante é diferente de zero
75
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Exemplo 2 - Sistema Linear com 3 Equações

Como o determinante principal é igual a zero e


Se D = 0, podemos estar diante de um SPI ou de um determinante secundário também é igual a
um SI. Assim, para saber qual a classificação cor- zero, sabemos que esse sistema é classificado
reta, vamos ter de calcular os determinantes se- como SPI.ilidade.
cundários.
Nos determinantes secundários são utilizados os
termos independentes das equações. Os termos 2.12 - Probabilidade e Estatística
independentes substituirão uma das incógnitas
escolhidas.
Probabilidade

Na matemática, a probabilidade permite obter


Vamos resolver o determinante secundário Dx,
o cálculo das ocorrências possíveis num exper-
por isso, vamos substituir o x pelos termos inde-
imento aleatório (fenômeno aleatório). Em out-
pendentes.
ras palavras, a probabilidade analisa as “chances”
de obter determinado resultado.

A teoria das probabilidades inclui conceitos


matemáticos que foram explorados já na antigui-
dade. O termo derivado do latim “probare” cor-
responde ao verbo provar ou testar.
76
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

Experimento Aleatório Da mesma forma, o espaço amostral no lança-


mento de um dado, são as seis faces que o
O experimento ou evento aleatório é aquele que compõem: S = {1, 2, 3, 4, 5 e 6}.
pode ocorrer e resultar de diferentes maneiras
cada vez que é lançado. Ou seja, não sabemos Note que os subconjuntos de um espaço amos-
seu resultado, porém podemos calcular quais re- tral são denominados “eventos”, ou seja, no con-
sultados possíveis podemos obter. junto de cartas, há 52 eventos possíveis, enquan-
to no dado há seis.

Assim, podemos concluir que a probabilidade é


Por exemplo, podemos citar um dado, com 6 fac- calculada pela divisão de eventos pelo espaço
es, donde cada face é um número de 1 a 6. amostral.

Fórmula da Probabilidade Análise Combinatória

Assim, se num fenômeno aleatório as possibili- A análise combinatória, ou simplesmente combi-


dades são igualmente prováveis, a probabilidade natória, é um método para obter resultados den-
de ocorrer um evento é medida pela divisão en- tre a probabilidade relacionada com a contagem
tre o número de eventos favoráveis e o número dos números.
total de resultados possíveis:

Exercícios Resolvidos

1. Se lançarmos um dado de 6 faces, qual a prob-


abilidade de sair o número seis?

Segundo a teoria da probabilidade, ela é calcu-


Donde lada pela divisão entre o número de eventos fa-
voráveis e o número de eventos possíveis, nesse
P: probabilidade caso:
na: número de casos (eventos) favoráveis
n: número de casos (eventos) possíveis

Espaço Amostral

Representado pela letra S, o espaço amostral


corresponde ao conjunto de resultados possíveis na (casos favoráveis): 1 lado (lado seis)
obtidos a partir de um evento ou fenômeno n (casos possíveis) : 6 lados
aleatório.
Logo,
Por exemplo num baralho de cartas, onde o es-
paço amostral corresponde às 52 cartas que P = 1/6
compõem o baralho. P = 0,166 ou 16,6%
77
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

2. O baralho de cartas é formado por 52 cartas recolha de dados pode solucionar um prob-
divididas em quatro naipes (copas, paus, ouros lema
e espadas) sendo 13 cartas de cada naipe. Des- 2. Planejamento: elaborar como fazer o levan-
sa forma, se retirar uma carta do baralho, qual tamento dos dados
a probabilidade de sair uma carta do naipe de 3. Coleta de dados: reunir dados após o plan-
paus? eamento do trabalho pretendido, bem
como definição da periodicidade da coleta
Segundo a teoria da probabilidade, devemos ob- (contínua, periódica, ocasional ou indireta)
ter o número de evento favoráveis e possíveis, 4. Correção dos dados coletados: conferir da-
para assim, calcular, através da fórmula: dos para afastar algum erro por parte da pes-
soa que os coletou
5. Apuração dos dados: organização e con-
tagem dos dados
6. Apresentação dos dados: montagem de
suportes que demonstrem o resultado da co-
leta dos dados (gráficos e tabelas)
7. Análise dos dados: exame detalhado e inter-
na: 13 (total de cartas do naipe de paus) pretação dos dados
n: 52 (total de cartas do baralho)
Aliada à probabilidade, pode ser aplicada nas
Logo, mais diversas áreas. São exemplos a análise dos
dados sociais, econômicos e demográficos. É o
P = 13/52 que faz o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia
P = 0,25 ou 25% e Estatística.

O IBGE é o órgão que fornece ao nosso país os


Estatística dados necessários para a definição do modelo de
planejamento mais adequado nas políticas públi-
Estatística é uma ciência exata que estuda a co- cas.
leta, a organização, a análise e registro de dados
por amostras. A palavra estatística, do latim status + pseudo
prefixo latino -isticum, relaciona-e com “estado”.
Utilizada desde a Antiguidade, quando se regis-
travam os nascimentos e as mortes das pessoas, No início, a palavra era usada para se referir ao
é um método de pesquisa fundamental para “cidadão político”. Posteriormente, passou a ser
tomar decisões. Isso porque fundamenta suas utilizada em alemão com o sentido de “conjunto
conclusões nos estudos realizados. de dados do Estado”, de onde decorre o seu sig-
nificado desde o século XIX.

Para tanto, as fases do método estatístico são:

1. Definição do problema: determinar como a


78
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

2.13 - QUESTÕES IBFC e IBADE IBFC 2018


Cargo: Procurador Jurídico Adjunto
1. Matemática - Aritmética e Algebra - Institu- Banca: Instituto Brasileiro de Formação e Capa-
to Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) citação (IBFC)
- 2018 - Secretaria de Estado de Planejamento e
Gestão - SE (SEPLAG/SE) - Especialista em Políti- Felipe recebeu seu salário e gastou, num primei-
cas Públicas ro momento, 3/5 para pagar uma dívida e do va-
lor que sobrou gastou a terça parte na compra
Uma rede de lojas fez um levantamento da de um tablet. Se após os dois gastos Felipe ficou
quantidade de queixas apresentadas por seus ainda com R$ 616,00, então para o tablet Felipe
clientes ao longo de uma semana, nas 16 lojas utilizou um valor, em reais, entre:
da rede em uma região. O resultado é apresen-
tado no gráfico abaixo. Acerca do levantamento A. 300 e 400
realizado, em relação ao número de queixas por B. 500 e 700
loja, analise: C. 800 e 1000
D. 1200 e 1400

3. Concurso: Câmara de Feira de Santana - BA


2018
Cargo: Procurador Jurídico Adjunto
Banca: Instituto Brasileiro de Formação e Capa-
citação (IBFC)

Numa pesquisa de mercado sobre a preferência


entre três produtos participaram 300 pessoas
que opinaram uma única vez. O resultado foi:
Baseando-se em sua análise, assinale a alterna- 23% escolheram o produto A, 24% escolheram
tiva correta: o produto B, 15% escolheram o produto C, 11%
escolheram os produtos A e B, 9% escolheram
A. A moda na distribuição de queixas por loja é os produtos B e C, 7% escolheram os produtos A
igual a 4 queixas por loja e C, 5% escolheram os três. Nessas condições, é
correto afirmar que:
B. A moda na distribuição de queixas por loja é
menor que a média A. exatamente 70 pessoas escolheram somente
um dos produtos
C. A média de queixas por loja foi inferior a 3
B. exatamente 36 pessoas escolheram pelo me-
D. O total de queixas ao longo da semana, so- nos dois dos produtos
mando-se todas as lojas, foi menor que 50
C. exatamente 180 pessoas escolheram nenhum
dos três produtos
2. Concurso: Câmara de Feira de Santana - BA
79
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

D. exatamente 130 pessoas escolheram pelo me- 7. Prefeitura de Divinópolis - MG - Técnico de en-
nos um dos produtos fermagem (IBFC - 2018)

João gastou 20% de 50% de seu salário com pre-


4. A soma dos dois próximos termos da sequên- sentes para seus sobrinhos. Se o salário de João
cia lógica 3,4,7,10,11,16,15,22,..., indica a idade é R$ 1.600,00, então o valor gasto por João com
de Ana hoje. Desse modo, a idade de Ana daqui presentes para seus sobrinhos foi:
3 anos será igual a:
A. R$ 320,00
A. 47 B. R$ 800,00
B. 50 C. R$ 160,00
C. 51 D. R$ 480,00
D. 52

8. Prefeitura de Divinópolis - MG - Técnico de en-


5. Câmara de Feira de Santana - BA - Procurador fermagem (IBFC - 2018)
Jurídico (IBFC - 2018)
Ana tem 2/9 do valor necessário para comprar
Felipe recebeu seu salário e gastou, num primei- um produto. Se com mais R$ 252,00 ela compra
ro momento, 3/5 para pagar uma dívida e do va- o produto,então o valor que Ana possui é igual
lor que sobrou gastou a terça parte na compra a:
de um tablet. Se após os dois gastos Felipe fcou
ainda com R$ 616,00, então para o tablet Felipe A. R$ 72,00
utilizou um valor, em reais, entre: B. R$ 324,00
C. R$ 252,00
A. 300 e 400 D. R$ 56,00
B. 500 e 700
C. 800 e 1000
D. 1200 e 1400 9. Câmara Municipal de Araraquara - SP - Agente
Administrativo (IBFC - 2017)

6. Prefeitura de Divinópolis - MG - Técnico de en- O sexto termo de uma P.G. (progressão geomé-
fermagem (IBFC - 2018) trica), representa o valor, em reais, de tributos
pagos sobre o salário de Paulo. Se a soma entre
A soma dos 7 primeiros termos da sequencia ló- o segundo e quarto termos da P.G. é igual a 60 e
gica 2,5,8,11,..., é: a soma entre o terceiro e quinto termos da P.G.
é 180, então o valor de tributos pagos por Paulo
A. 57 é igual a:
B. 68
C. 77 A. R$ 768,00
D. 80 B. R$ 532,00
C. R$ 972,00
D. R$ 486,00
80
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

10. EMBASA - Agente Operacional (IBFC - 2017) 12. IPERON - RO - Auditor (IBADE - 2017)

Substituindo o valor da raiz da função , na fun- Qual a probabilidade de um candidato desse


concurso, ao resolver as cinco questões de racio-
ção g(x) = x2 - 4x + 5, encontramos
cínio lógico matemático, com cinco opções cada
como resultado:
questão, acertar exatamente quatro questões?
A. 12
B. 15
C. 16
D. 17 A.

IBADE B.

11. IPERON - RO - Auditor (IBADE - 2017) Consi-


dere três doces da culinária rondoniense a base
de Cupuaçu: C.

A: Bolo de cupuaçu;

B: Bombom de cupuaçu; D.

C: Torta mousse de cupuaçu.

O resultado de uma pesquisa em que todos es- E.


colheram pelo menos um desses doces, foi re-
gistrado por uma doceira na tabela a seguir:

De acordo com os dados da tabela anterior, o


número de consumidores que preferem pelo me-
nos dois doces a base de cupuaçu é:

A. 46.
B. 82.
C. 58.
D. 39.
E. 94.
81
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

MATEMÁTICA

13. IPERON - RO - Técnico em Informática (IBADE


- 2017)

Em um grupo de técnicos em TI, todos optaram


por pelo menos um dos três programas anali-
sados e os dados foram registrados na tabela a
seguir:

GABARITO
1. C 2. A 3. C 4. B 5. A 6. C 7. C
8. A 9. D 1 0 . 1 1 . 1 2 . 1 3 . 1 4 .
De acordo com os dados da tabela anterior, e D C C C C
sabendo que 33 técnicos em TI optaram exata-
mente pelos três programas, pode-se afirmar
que o número de técnicos em TI que optaram
por exatamente dois desses três programas foi:

A. 36
B. 44
C. 72
D. 24
E. 11

14. Câmara de Feira de Santana - BA - Professor


- Matemática (IBADE - 2017)

Encontre o conjunto solução da equação logarít-


mica a seguir:

log7 (x) + log49(x + 1)² + log1/7(6)= 0

A. S = {-2.3}
B. S = {-6, 1}
C. S = {2}
D. S = {3}
E. S = {-3, 2}
RACIOCÍNIO LÓGICO - 1ª PARTE  LÓGICA

82
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS
TIPOS DE SENTENÇAS
CONECTIVOS
RACIOCÍNIO LÓGICO
EQUIVALÊNCIAS E IMPLICAÇÕES LÓGICAS
SILOGISMOS E LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
3 - RACIOCÍNIO LÓGICO
QUANTIFICADORES E DIAGRAMAS LÓGICOS
ESTRUTURAS LÓGICAS
3.1. Conceitos básicos de raciocínio lógico: proposições; valores lógicos das
proposições; sentenças abertas; proposições simples; proposições compostas.

Tipos de Sentenças:

1) Imperativas  Expressam uma ordem.


Exemplos: “Faça o dever”; “Silêncio”;
2) Exclamativas  Trazem uma interjeição.
Exemplos: “Bom dia!”; “Que carrão!”;
3) Interrogativas  Formulam uma pergunta.
Exemplos: “Que horas são?”; “Será que vai chover hoje?”;
4) Declarativas  Fazem uma afirmação.
Exemplos: “A lua é um satélite natural da Terra”; “A prata é um vegetal”.
Só podemos considerar como proposições as sentenças declarativas para as quais pudermos
atribuir um valor-verdade, VERDADEIRO (V) ou FALSO (F).
Já para as sentenças imperativas, exclamativas e interrogativas, não é possível atribuir um
valor-verdade e por isso não podem ser consideradas proposições.
Também não serão proposições as sentenças declarativas abertas, como por exemplo:
• “Ele foi um craque do futebol”;
• “X + 2 = 7”.
Na primeira sentença, o sujeito é indeterminado e não podemos atribuir um valor-verdade para a
declaração. Se “ele” se referir a Pelé, será verdadeira, mas para outros sujeitos, poderá ser falsa.
Na segunda sentença, X é uma incógnita e não podemos atribuir valor-verdade para a afirmação.
Para X = 5, a declaração será verdadeira, mas para qualquer outro valor será falsa.
Outro caso de sentença declarativa em que não podemos atribuir um valor-verdade é o paradoxo. Por
exemplo, a declaração: “Esta sentença é falsa”. Se a considerarmos como verdadeira, então ela não pode ser
falsa e se a considerarmos como falsa, ela passaria a ser verdadeira.
Portanto a definição de proposição pode ser dada por: “São proposições as sentenças declarativas
para as quais podemos atribuir um valor-verdade (V ou F)”.

Princípios básicos da Lógica Proposicional:


i) Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo (Princípio da Não-Contradição);
ii) Uma proposição só admite V ou F, não havendo uma terceira hipótese (Princípio do Terceiro Excluído);

Somente as proposições serão objeto de nosso estudo e podem ser:


RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 1
Simples – quando for uma proposição única;
Compostas – quando forem usados conectivos (explicaremos o significado de conectivos mais
adiante), unindo, ligando ou conectando duas ou mais proposições.
O uso das Tabelas Verdade facilitará a verificação do valor-verdade das proposições compostas.
Número de linhas de uma Tabela Verdade:
Dependerá do número de proposições envolvidas. Para uma proposição simples, é claro que o
1
número de linhas será igual a 2 (2 ), pois essa proposição (p) só poderá ser V ou F. A Tabela Verdade será:
p
V
F

Para uma proposição composta, o número de linhas da Tabela Verdade dependerá do número de
proposições simples que a compõem. Para uma proposição composta por duas proposições (p, q), o nº de
2
linhas será igual a 4 (2 ), pois podemos ter quatro situações: as duas verdadeiras, as duas falsas, apenas a
1ª verdadeira ou apenas a 2ª verdadeira. A Tabela Verdade será:
83
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO
Somente as proposições serão objeto de nosso estudo e podem ser:
Simples – quando for uma proposição única;
Compostas – quando forem usados conectivos (explicaremos o significado de conectivos mais
adiante), unindo, ligando ou conectando duas ou mais proposições.
3.2 - facilitará
O uso das Tabelas Verdade TabelaaVerdade e Questões
verificação do valor-verdade das proposições compostas.
Número de linhas de uma Tabela Verdade:
Dependerá do número de proposições envolvidas. Para uma proposição simples, é claro que o
1
número de linhas será igual a 2 (2 ), pois essa proposição (p) só poderá ser V ou F. A Tabela Verdade será:
p
V
F

Para uma proposição composta, o número de linhas da Tabela Verdade dependerá do número de
proposições simples que a compõem. Para uma proposição composta por duas proposições (p, q), o nº de
2
linhas será igual a 4 (2 ), pois podemos ter quatro situações: as duas verdadeiras, as duas falsas, apenas a
1ª verdadeira ou apenas a 2ª verdadeira. A Tabela Verdade será:
p q
V V
V F
F V
F F

3
Para uma proposição composta por três proposições (p, q, r), o nº de linhas será igual a 8 (2 ), pois
podemos ter oito situações: (VVV), (VVF), (VFV), (VFF), (FVV), (FVF), (FFV) ou (FFF).
A Tabela Verdade será:
p q r
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F

Podemos então inferir que a fórmula para o número de linhas da T.V. de uma proposição composta é:
n
2 , onde n será o número de proposições simples que a compõe.
Podemos observar também, que uma forma prática de construir a Tabela Verdade é fazer, na 1ª
coluna, “blocos” de V e de F com a metade do número de linhas encontrado para a T.V. Na 2ª coluna,
“blocos” de V e de F com a metade do número de linhas dos blocos da 1ª coluna. Na 3ª coluna, “blocos” de
V e de F com a metade do número de linhas dos blocos da coluna anterior, e assim por diante, até que
intercalemos V com F. Por exemplo, se tivéssemos quatro proposições (p, q, r, s), a nossa T.V. teria 16
4
linhas (2 ). Na 1ª coluna (p) colocaríamos 8 V’s seguidos e depois 8 F’s seguidos. Na 2ª coluna (q)
colocaríamos 4 V’s seguidos e depois 4 F’s seguidos. Na 3ª coluna (r) colocaríamos 2 V’s seguidos e depois
2 F’s seguidos. E, finalmente na 4ª coluna (s) intercalaríamos V com F.

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 2


84
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

3.3 - Conectivos Lógicos, Observações da Conjunção,


Observações da Disjunção, Observações da Condicional e Questões.

Conectivos:
Os conectivos são operadores lógicos. Assim como na aritmética os sinais de soma (+), subtração (−),
multiplicação (x) e divisão (÷) definem o resultado de uma operação aritmética, na proposição composta o
resultado lógico (V ou F) dependerá não apenas do valor lógico das proposições simples que a compõem,
mas também dos conectivos que as une. Cada um dos conectivos (∧, ∨, →, ↔; ∨) tem definição própria como
veremos logo adiante. Exemplos:
Com os valores numéricos 10 e 2, obteremos resultados diferentes, dependendo do operador
aritmético utilizado:
10 + 2 = 12; 10 – 2 = 8; 10 x 2 = 20; 10 ÷ 2 = 5.
Com os valores lógicos V e F (nesta ordem) para duas proposições, também vamos obter
resultados diferentes, dependendo do operador lógico utilizado:
V ∧ F = F; V ∨ F = V; V → F = F; V ↔ F = F; V ∨ F = V.

Modificador:
Faz a negação de uma proposição (simples ou composta).
Pode ser simbolizado por “~” ou “¬” (símbolo mais utilizado nas provas da Cespe/UnB), cujo
significado (“não”), também pode ser lido como: “é falso que”; “não é verdade que”.
O modificador inverte o significado lógico das proposições. Se a proposição originalmente era
Verdadeira, com o uso do modificador, passa a ser Falsa. E se originalmente era Falsa, após o uso do
modificador passa a ser Verdadeira.
Exemplos:
1) Seja p a proposição simples: “Salvador é capital da Bahia” (proposição verdadeira).
A sua negação, ~p, poderá ser lida como:
“Salvador não é capital da Bahia”;
“É falso que Salvador é capital da Bahia”;
“Não é verdade que Salvador é capital da Bahia” (sentenças falsas).

2) Seja p a sentença: “Aristóteles foi um filósofo italiano” (sentença falsa).


A sua negação, ~p, poderá ser lida como:
“Aristóteles não foi um filósofo italiano”;
“Não é verdade que Aristóteles foi um filósofo italiano”;
“É falso que Aristóteles foi um filósofo italiano” (sentenças verdadeiras).

Podemos montar a seguinte Tabela Verdade para uma proposição (p) e sua negação (~p):
p ~p
V F
F V

Observação: O sinal “~” abrange apenas a proposição mais próxima, salvo o caso de parêntesis.
Exemplos: ~p ∨ q ∨ r, o sinal ~ modifica (nega) somente o p;
~(p ∨ q) ∨ r, o sinal ~ modifica (nega) toda a disjunção (p ∨ q).

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 3


85
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Conectivo da Conjunção – Símbolo: “∧


∧” – Significado: “e”.
A proposição composta p ∧ q é chamada conjunção das proposições p, q.
Se duas proposições simples estiverem unidas por esse conectivo, a proposição composta somente
será Verdadeira se ambas as proposições forem verdadeiras e será Falsa nos demais casos. Colocando
os possíveis valores de p e de q numa Tabela Verdade e usando esse operador teremos os seguintes
resultados possíveis (na 3ª coluna):
p q p∧q
V V V
V F F
F V F
F F F

Conectivo da Disjunção – Símbolo: “∨


∨” – Significado: “ou” (inclusivo).
A proposição composta p ∨ q é chamada disjunção das proposições p, q. O símbolo (∨)
corresponde ao “ou” inclusivo, também chamado de soma lógica.
Se duas proposições simples estiverem unidas pelo conectivo "ou" inclusivo, a proposição composta
será Verdadeira se pelo menos uma das proposições for verdadeira, sendo Verdadeira também se as duas
forem verdadeiras (ou seja, inclui a interseção das duas proposições verdadeiras) e somente será Falsa se
ambas forem falsas. Colocando os possíveis valores de p e de q numa Tabela Verdade e usando esse
operador teremos os seguintes resultados possíveis (na 3ª coluna):
p q p∨q
V V V
V F V
F V V
F F F

Mais adiante veremos o conectivo ∨ que corresponde ao “ou” exclusivo (um ou outro, mas não
ambos), que exclui a interseção das duas proposições verdadeiras, ou seja, neste caso será F e não V.

Conectivo Condicional – Símbolo: “→


→” – Significado: “se ... então”.
Quando duas proposições são conectadas com a palavra “se” antes da primeira e a inserção da
palavra “então” entre elas, a proposição resultante é chamada de proposição condicional, hipotética,
implicativa ou uma implicação. O componente que se encontra entre o “se” e o “então” costuma ser
chamado de antecedente (ou implicante) e o componente que se segue à palavra “então” é chamado de
conseqüente (ou implicado).
Uma proposição condicional afirma que seu antecedente implica seu conseqüente. Não afirma que
seu antecedente seja verdadeiro, mas tão somente que, se seu antecedente for verdadeiro, então seu
consequente deverá ser também verdadeiro. O significado essencial de uma proposição condicional está na
relação de implicação que se afirma existir entre o antecedente e o conseqüente, nesta ordem.
O condicional p → q pode ser lido também de uma das seguintes maneiras:
p implica (ou acarreta) q;
p somente se q;
p é condição suficiente para q;
q é condição necessária de p.

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 4


86
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Repare que o uso do conectivo ∨ (ou exclusivo) resulta, na sua Tabela Verdade, em valores
contrários aos do uso do conectivo bicondicional. Portanto, a proposição composta p ∨ q (p ou q, mas não
ambos) equivale à negação de p ↔ q.

Propriedade Comutativa:
Verifica-se que ocorre essa propriedade para quatro dos cinco conectivos, pois:
1) A proposição q ∧ p equivalerá à proposição p ∧ q, isto é, produzirão os mesmos valores lógicos na T.V.;
2) Idem para a proposição q ∨ p, que é equivalente à proposição p ∨ q;
3) Idem para q ↔ p, que é equivalente à proposição p ↔ q;
4) Idem para a disjunção exclusiva, pois q ∨ p, que é equivalente à proposição p ∨ q;

O único conectivo que não goza dessa propriedade é o condicional, pois a proposição q → p não
equivalerá à proposição p → q, como podemos demonstrar na Tabela Verdade abaixo:
p q p→q q→p
V V V V
V F F V
F V V F
F F V V

Equivalências Lógicas (⇔
⇔):
Devemos fazer uma distinção entre os símbolos ↔ e ⇔: O primeiro símbolo (↔ ↔) representa uma
operação entre duas proposições enquanto o segundo símbolo (⇔
⇔) representa uma relação (de equivalência).
Como já falamos antes, quando definimos os conectivos, podemos comparar com os operadores
aritméticos. Por exemplo: 7 + 5 = 3 • 4 = 12. O sinal + é o operador da soma, o sinal • é o operador do
produto e o sinal = define uma relação (no caso, de igualdade) entre as duas operações. Na lógica, os
conectivos são operadores lógicos e, quando duas proposições diferentes tiverem os mesmos resultados
em todas as linhas de suas Tabelas Verdade, teremos uma relação de equivalência lógica.
Podemos verificar se ocorre uma equivalência lógica entre duas proposições quando, ao ligarmos
estas com o operador ↔, ocorrer uma Tautologia (V em todas as linhas da Tabela Verdade). Vejamos um
exemplo para melhor entendimento: verificar se ocorre a equivalência [p ∧ (q ∨ r)] ⇔ [(p ∧ q) ∨ (p ∧ r)].
Fazendo a Tabela Verdade temos:
p q r q∨
∨r p ∧ (q∨
∨r) (p∧
∧q) (p∧
∧r) (p∧
∧q) ∨ (p∧
∧r) [p ∧ (q∨
∨r)] ↔ [(p∧
∧q) ∨ (p∧
∧r)]
V V V V V V V V V
V V F V V V F V V
V F V V V F V V V
V F F F F F F F V
F V V V F F F F V
F V F V F F F F V
F F V V F F F F V
F F F F F F F F V

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 6


87
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Regras para as Operações de Negação:


I) DUPLA NEGAÇÃO: ~(~p) ⇔ p.
A negação da negação (dupla negação) retorna ao valor-verdade da proposição original;
Regras para as Operações de Negação:
II) NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO: ~(p ∧ q) ⇔ ~p ∨ ~q.
I) DUPLA NEGAÇÃO: ~(~p) ⇔ p.
Equivale a fazer a disjunção entre as negações das proposições simples;
A negação da negação (dupla negação) retorna ao valor-verdade da proposição original;
III) NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO: ~(p ∨ q) ⇔ ~p ∧ ~q.
II) NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO: ~(p ∧ q) ⇔ ~p ∨ ~q.
Equivale a fazer a conjunção entre as negações das proposições simples;
Equivale a fazer a disjunção entre as negações das proposições simples;
IV) NEGAÇÃO DA CONDICIONAL: ~(p → q) ⇔ p ∧ ~q.
III) NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO: ~(p ∨ q) ⇔ ~p ∧ ~q.
Equivale a fazer a conjunção entre o antecedente e a negação do consequente;
Equivale a fazer a conjunção entre as negações das proposições simples;
V) NEGAÇÃO DA BICONDICIONAL: ~(p ↔ q) ⇔ (p ∧ ~q) ∨ (~p ∧ q) ⇔ p ∨ q.
IV) NEGAÇÃO DA CONDICIONAL: ~(p → q) ⇔ p ∧ ~q.
Equivale
Equivale à Disjunção
a fazer Exclusiva,
a conjunção como
entre já observado
o antecedente e anteriormente.
a negação do consequente;
V) NEGAÇÃO DA BICONDICIONAL: ~(p ↔ q) ⇔ (p ∧ ~q) ∨ (~p ∧ q) ⇔ p ∨ q.
Estas propriedades podem ser facilmente comprovadas construindo-se a Tabela Verdade para cada
uma delas e, assim,
Equivale verificar que
à Disjunção ocorrem
Exclusiva, as equivalências
como já observado supracitadas.
anteriormente.

Tautologia
Estas (ou proposição
propriedades logicamente
podem ser verdadeira): construindo-se a Tabela Verdade para cada
facilmente comprovadas
uma delas e, assim, verificar que ocorrem as equivalências supracitadas.
Temos uma Tautologia quando, para uma proposição composta, obtemos V em todas as linhas da
3.4 - Tautologia,
Tabela Verdade, ou Contigência, Proposições
seja, essa proposição Equivalentes,
será sempre Principais
V independentemente equivalências,
das proposições simples que
Condições
a compõe. Suficiente e Necessária
Tautologia (ou proposição logicamente verdadeira):
Exemplo:
Temos uma[p ∧Tautologia
(q ∨ r)] ↔quando,
[(p ∧ q) ∨para
(p ∧uma
r)] é proposição
uma Tautologia. Verifique
composta, a T.V.:V em todas as linhas da
obtemos
Tabela Verdade, ou seja, essa proposição será sempre V independentemente das proposições simples que
p q r q∨∨r p ∧ (q∨∨r) (p∧∧q) (p∧
∧r) (p∧
∧q) ∨ (p∧
∧r) [p ∧ (q∨∨r)] ↔ [(p∧∧q) ∨ (p∧
∧r)]
a compõe.
V V V V V V V V V
V V F [p V∧ (q ∨ r)] ↔
Exemplo: V [(p ∧ q) ∨V(p ∧ r)] éFuma Tautologia.
V Verifique a T.V.: V
p
V q
F r
V q∨
V∨r p ∧V (q∨
∨r) (p∧∧q)
F (p∧
∧r)
V (p∧
∧q) V
∨ (p∧
∧r) [p ∧ (q∨∨r)] ↔ V[(p∧
∧q) ∨ (p∧
∧r)]
V F
V F
V F
V F
V F
V F
V F
V V
F
V V V
F V F
V F
V F F
V V
F
V V
F F
V V F
V F F
V F
V V
F
V F V
F V
F F F F F V
F F
V F
V F
V F F F F V
F V F V F F F F V
F Contradição
F V V (ou proposição
F logicamente
F Ffalsa): F V
F Temos
F F umaFContradiçãoF quando, Fpara umaFproposição composta,
F obtemos F em todas
V as linhas da
Tabela Verdade, ou seja, essa proposição será sempre F independentemente das proposições simples que
a compõe.
Contradição (ou proposição logicamente falsa):
Exemplo:
Temos uma~[(p ∧ q) → (p ∨quando,
Contradição q)] é uma Contradição.
para Verifique
uma proposição a T.V.: obtemos F em todas as linhas da
composta,
Tabela Verdade, ou seja, essa proposição será sempre F independentemente das proposições simples que
p q (p ∧ q) (p ∨ q) (p ∧ q) → (p ∨ q) ~[(p ∧ q) → (p ∨ q)]
a compõe.
V V V V V F
V F ~[(p ∧Fq) → (p ∨Vq)] é uma Contradição.
Exemplo: V Verifique a T.V.:
F
p
F q
V (p F
∧ q) (p V ∨ q) (p ∧ q) →
V (p ∨ q) ~[(p ∧ q) F→ (p ∨ q)]
F
V F
V F
V F
V V F
V F F V V F
F V F V V F
F F F F V F
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88
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Contingência:
Temos uma Contingência quando, para uma proposição composta, a Tabela Verdade dessa
proposição nos fornece alguns V e alguns F.
Exemplo: p → [p → (q ∧ ~p)] é uma Contingência. Verifique a T.V.:
Contingência:
p
Temos quma ~p
Contingência
(q ∧ ~p) quando,
p → (q para
∧ ~p) umap proposição
→ [p → (q ∧composta,
~p)] a Tabela Verdade dessa
proposiçãoVnos fornece
V F algunsFV e alguns F. F F
V F p →F[p → (q F
Exemplo: ∧ ~p)] é uma Contingência.
F F a T.V.:
Verifique
F V V V V V
p q ~p (q ∧ ~p) p → (q ∧ ~p) p → [p → (q ∧ ~p)]
F F V F V V
V V F F F F
V F F F F F
Implicações
F V Lógicas
V (Símbolo:
V ⇒ )V V
F como
Assim F V equivalências,
nas F paraVa implicação devemos V distinguir os símbolos → e ⇒.
3.5 - Argumento, Argumentos Válido e Inválido e Questões
→) representa uma operação entre duas proposições enquanto o segundo
O primeiro símbolo (→
⇒) representa
símbolo Implicações
(⇒ uma relação.
Lógicas (Símbolo: ⇒)
Podemos dizer que, operando a proposição q com a proposição p através do conectivo →, resultará
Assim como nas equivalências, para a implicação devemos distinguir os símbolos → e ⇒.
a proposição q → p. Podemos estabelecer uma relação da proposição p com a proposição composta q → p
através Odo primeiro
símbolo ⇒símbolo
. →) representa uma operação entre duas proposições enquanto o segundo
(→
símbolo (⇒⇒) representa uma relação.
Por exemplo: ao estabelecermos que p ⇒ q → p estamos dizendo que a proposição p implica q → p,
ou seja, Podemos dizer que, operando
estamos estabelecendo a proposição
uma relação q com aentre
(de implicação) proposição p através do conectivo →, resultará
estas proposições.
a proposição q → p. Podemos estabelecer uma relação da proposição p com a proposição composta q → p
E quando ocorrerá implicação entre duas proposições? Quando na Tabela Verdade não ocorrer VF
através do símbolo ⇒.
(nessa ordem) ou então, ao ligarmos as duas proposições com o operador → ocorrer uma Tautologia.
Por exemplo: ao estabelecermos que p ⇒ q → p estamos dizendo que a proposição p implica q → p,
ou seja, Exemplo, para melhor entendimento:
estamos estabelecendo verificar
uma relação (de se ocorre
implicação) a implicação
entre p ∧ q ⇒ p ∨ q.
estas proposições.
E quando
p q ocorrerá
(p ∧ q)implicação
(p ∨ q) entre duas proposições? Quando na Tabela Verdade não ocorrer VF
Fazendo a T.V e comparando o valor-verdade (em negrito)
(nessa ordem)
V ou
V então,V ao V as duas proposições com o operador → ocorrer uma Tautologia.
ligarmos
das duas colunas referentes às proposições implicadas,
V
Exemplo, F
F para melhor V
entendimento: verificar se ocorre
verificamos que em a implicação
nenhuma das p ∧ linhas
q ⇒ p ocorre
∨ q. a ordem VF.
F V F V Temos apenas VV, FV e FF. Portanto, podemos afirmar que
p q (p ∧ q) (p ∨ q)
F F F F ocorre a implicação
Fazendo lógica, isto é,
a T.V e comparando p ∧ q implica p(em
o valor-verdade ∨ q.negrito)
V V V V
das duas colunas referentes às proposições implicadas,
V F F V verificamos
A outra forma de verificarmos a implicação lógicaque emincluir
seria nenhuma
mais das
umalinhas
colunaocorre a ordem
à direita VF.
na Tabela
F V F V
Verdade e, unindo as duas proposições com oTemos apenas
conectivo VV, FV→e, FF.
(operador) Portanto,
resultar numa podemos
Tautologia.afirmar que
F F F F ocorre a implicação lógica, isto é, p ∧ q implica p ∨ q.
p q (p ∧ q) (p ∨ q) (p ∧ q) → (p ∨ q)
V
A outra V
forma deV verificarmos
V a implicaçãoV lógica seria incluir mais uma coluna à direita na Tabela
Como a última coluna resultou numa
Verdade e,Vunindo
F as duas
F proposições
V V
com o conectivo (operador) → , resultar podemos
Tautologia, numa Tautologia.
afirmar que ocorre
F V F V V a implicação.
p q (p ∧ q) (p ∨ q) (p ∧ q) → (p ∨ q)
F F F F V
V V V V V
Como a última coluna resultou numa
V F F V V
Implicações Notáveis (Regras de Inferência): Tautologia, podemos afirmar que ocorre
F V F V V a implicação.
Temos várias implicações notáveis, mas as duas mais importantes são:
F F F F V
I) Regra Modus Ponens: dada por (p → q) ∧ p ⇒ q
Implicações Notáveis (Regras de Inferência):
II) Regra Modus Tollens: dada por (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p
Temos várias implicações notáveis, mas as duas mais importantes são:
Estas implicações serão detalhadas mais adiante, quando tratarmos da Validade dos Argumentos
Lógicos.I) Regra Modus Ponens: dada por (p → q) ∧ p ⇒ q
II) Regra Modus Tollens: dada por (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p
Estas implicações serão detalhadas mais adiante, quando tratarmos da Validade dos Argumentos
Lógicos.
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89
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Relações entre as implicações:


1ª) p ⇒ q e q ⇒ p (implicações recíprocas):
Duas proposições recíprocas não são logicamente equivalentes; uma pode ser verdadeira sem que
a outra o seja;
2ª) p ⇒ q e ~p ⇒ ~q (implicações inversas):
Duas proposições inversas não são logicamente equivalentes; uma pode ser verdadeira sem que a
outra o seja;
3ª) p ⇒ q e ~q ⇒ ~p (implicações contrapositivas):
Duas proposições contrapositivas SÃO logicamente equivalentes.
Sempre que uma É VERDADEIRA, a outra também SERÁ VERDADEIRA.
Exemplo: Considere a proposição: “Se ela é uma boa cozinheira, então, ela é pobre” (p → q).
Determine:
a) A proposição recíproca;
b) A proposição inversa;
c) A proposição contrapositiva.
Respostas:
a) A proposição recíproca será: “Se ela é pobre, então, ela é uma boa cozinheira” (q → p);
b) A proposição inversa será: “Se ela não é uma boa cozinheira, então, ela não é pobre” (~p → ~q);
c) A proposição contrapositiva: “Se ela não é pobre, então, ela não é uma boa cozinheira” (~q → ~p).
As duas primeiras não são equivalentes à proposição original, isto é, não têm os mesmos resultados
nas linhas de suas Tabelas Verdade. Somente para a contrapositiva, teremos uma equivalência com a
proposição inicial, ou seja: p → q ⇔ ~q → ~p. Demonstração, através das Tabelas Verdade:
Recíproca Inversa Contrapositiva
p q p→q q→p ~p ~q ~p → ~q ~q → ~p
V V V V F F V V
V F F V F V V F
F V V F V F F V
F F V V V V V V

Formas de encontrar uma Equivalência Lógica para uma Proposição Condicional (p → q):
É um assunto bastante cobrado nas provas de Raciocínio Lógico. Temos duas formas de encontrar
a proposição logicamente equivalente a uma Proposição Condicional (p → q).
1ª Forma: Por Contraposição. Como demonstrado acima, p → q e ~q → ~p são logicamente
equivalentes, isto é, têm o mesmo valor-verdade. Se a proposição p → q for verdadeira, ~q → ~p também
será verdadeira. Se a proposição p → q for falsa, ~q → ~p também o será.
2ª Forma: Por Dupla Negação. Como vimos anteriormente, a negação da negação retorna ao
valor-verdade da proposição original, produzindo uma equivalência lógica. Negando a proposição
condicional (ver regra IV), teremos: ~(p → q) ⇔ p ∧ ~q. Fazendo mais uma negação no resultado (p ∧ ~q)
da primeira negação e observando a regra número II, teremos: ~(p ∧ ~q) ⇔ ~p ∨ q.
Portanto, p → q ⇔ ~p ∨ q, ou seja, estas duas proposições serão logicamente equivalentes.

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90
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Silogismo:
É um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita, constituída de
três proposições declarativas que se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras, chamadas
premissas, é possível deduzir uma conclusão. Sua origem está ligada ao berço da civilização ocidental, a
Grécia antiga com o pensamento do filósofo Aristóteles.
Argumentação Lógica:
Chama-se argumento toda afirmação de que uma dada seqüência finita de proposições P1, P2, P3, ..., Pn
têm como consequência uma proposição final Q. As proposições P1, P2, P3, ..., Pn são chamadas de
premissas do argumento e a proposição final Q chama-se conclusão do argumento.
A seqüência de premissas e conclusão poderá estar disposta horizontalmente ou verticalmente.
No 1º caso temos: P1, P2, P3, ..., Pn  Q onde o símbolo  (traço de asserção) significa “acarreta”, ou
seja, as premissas P1, P2, P3, ..., Pn, acarretam uma conclusão Q.
Nos diversos exemplos de silogismos dispostos abaixo, será demonstrado o 2º caso (disposição
vertical), com a conclusão precedida por ∴ (símbolo de conclusão).

Os argumentos são divididos em dois grupos:


1) ARGUMENTOS INDUTIVOS  Quando suas premissas NÃO fornecerem o apoio completo para
ratificar as conclusões. Exemplo:
• O Fluminense é um bom time de futebol
• O Palmeiras é um bom time de futebol
• O Grêmio é um bom time de futebol
∴ Todos os times de futebol do Brasil são bons
Resultado: A conclusão possui informações que ultrapassam as fornecidas nas premissas e não se
aplica a validade ou não para argumentos indutivos.
A validade é uma propriedade dos argumentos DEDUTIVOS, e dependerá da forma lógica das
proposições e não do conteúdo delas.

2) ARGUMENTOS DEDUTIVOS  Quando suas premissas fornecem prova conclusiva da


veracidade da conclusão, isto é, o argumento é dedutivo quando a conclusão é completamente derivada
das premissas.
Exemplo 1:
• Todas as mulheres são bonitas
• Todas as loiras são mulheres
∴ Todas as loiras são bonitas

Repare que a validade do argumento depende apenas da estrutura dos enunciados.


Se dissermos:
B
• Todo M é B
• Todo L é M M
∴ Todo L é B
L
O argumento continua sendo válido.

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 10


91
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Observação Importante: Não devemos confundir veracidade das premissas com validade do
argumento, pois mesmo com premissas falsas e conclusão falsa, o argumento poderá ser válido (ou não),
dependerá da sua estrutura lógica.
Exemplo 2:
• Todos os pássaros têm asas (V)
• Todas as gaivotas são pássaros (V)
∴ Todas as gaivotas têm asas (V)
Neste exemplo, tivemos todas as premissas verdadeiras e conclusão verdadeira, sendo válido o
argumento (veja no diagrama que não há como negar que todo G tem asas). Mas se trocarmos as palavras
“pássaros” por “peixes” e “gaivotas” por “gatos”, ainda assim o argumento será válido. Veja o exemplo 3.
Exemplo 3:
TÊM ASAS
• Todos os peixes têm asas (F)
• Todos os gatos são peixes (F) P
∴ Todos os gatos têm asas (F)
G

Ficamos com todas as premissas falsas e a conclusão também falsa, mas ainda assim o argumento
será válido (veja, no diagrama, que não há como negar que todo G tem asas). Assim, a conclusão, mesmo
sendo falsa, é sustentada pelas premissas (também falsas). Agora vamos trocar as palavras “gatos” por
“pássaros”. Veja o exemplo 4.
Exemplo 4: TÊM ASAS
Peixes
• Todos os peixes têm asas (F)
• Todos os pássaros são peixes (F)
∴ Todos os pássaros têm asas (V) Pássaros

Todas as premissas continuam falsas, mas a conclusão passa a ser verdadeira (no mundo real).
Ainda assim, com premissas falsas, o argumento será válido, pois como pode ser visto no diagrama, não há
como negar que todos os pássaros têm asas. Abstendo-se do mundo real e pensando apenas no mundo
lógico, se fosse verdade (V) que “todos os peixes têm asas” e fosse verdade (V) que “todos os pássaros são
peixes”, a conclusão “todos os pássaros têm asas” seria necessariamente verdadeira (V), veja o diagrama
acima.
Assim, podemos ter argumentos VÁLIDOS com:
PREMISSAS V F F
CONCLUSÃO V F V

Só não podemos ter: premissas verdadeiras e conclusão falsa. Se isto acontecer, o argumento
não será válido, estaremos diante de um sofisma ou falácia, pois a verdade das premissas é incompatível
com a falsidade da conclusão.

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 11


92
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

ARGUMENTOS VÁLIDOS IMPORTANTES:


I) AFIRMAÇÃO DO ANTECEDENTE (MODUS PONENS): (p → q) ∧ p ⇒ q.
Exemplo:
• Se Lalau for pego roubando, então será demitido. (p → q)
• Lalau foi pego roubando. (p)
∴ Lalau será demitido. (q)

II) NEGAÇÃO DO CONSEQÜENTE (MODUS TOLLENS): (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p.


Exemplo:
• Se ela me ama, então quer casar comigo. (p → q)
• Ela não quer casar comigo. (~q)
∴ Ela não me ama. (~p)

Já para os argumentos NÃO VÁLIDOS a tabela terá quatro colunas, pois podemos ter
argumentos não válidos com qualquer caso, especialmente com premissas verdadeiras e conclusão falsa.
Neste último caso o argumento jamais poderá ser válido. Sempre será não válido (a verdade das
premissas é incompatível com a falsidade da conclusão).
Assim, podemos ter argumentos NÃO VÁLIDOS com:
PREMISSAS V F F V
CONCLUSÃO V F V F
MORTAIS
Mamíferos
EXEMPLOS DE ARGUMENTOS NÃO VÁLIDOS:
• Todos os mamíferos são mortais (V) G G
• Todos os gatos são mortais (V)
∴ Todos os gatos são mamíferos (V) G

Como podemos ver no diagrama, com essas premissas a conclusão não será necessariamente
verdadeira, pois podemos ter todos os gatos mortais e mamíferos, mas também podemos ter todos os gatos
mortais e apenas alguns serem mamíferos. E ainda podemos ter todos os gatos mortais e nenhum ser
mamífero. Ou seja, ainda que as premissas sejam verdadeiras, a conclusão poderá ser falsa.
É fácil demonstrar que o argumento não é válido e que as premissas não garantem a veracidade da
conclusão. Basta substituir os gatos por cobras. Ficamos com:

MORTAIS
• Todos os mamíferos são mortais (V) Mamíferos
• Todas as cobras são mortais (V)
∴ Todas as cobras são mamíferas (F)
C C

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93
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

O argumento não é válido pelo mesmo motivo anterior, a veracidade das premissas não garante
a veracidade da conclusão. Como podemos ver no diagrama, podemos ter todas as cobras mortais e
mamíferas, ou cobras mortais e apenas algumas serem mamíferas ou ainda o caso de mortais e nenhuma
ser mamífera.
Além disso, para que um argumento seja VÁLIDO, a conclusão terá que ser verdadeira se todas
as premissas forem verdadeiras, pois o argumento válido goza da seguinte propriedade:
A veracidade das premissas é incompatível com a falsidade da conclusão.
A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as premissas e a
conclusão. Logo, afirmar que um dado argumento é válido significa afirmar que as premissas estão
relacionadas com a conclusão de tal forma, que não é possível ter a conclusão falsa se todas as premissas
forem verdadeiras.
Essa validade pode ser verificada, demonstrada ou testada através das tabelas-verdade, com o uso
das regras de inferência ou pelos diagramas de Euler/Venn, que deverão ser utilizados sempre que tivermos
proposições categóricas (proposições usando os quantificadores “todo”, “algum” ou “nenhum”) através de
silogismos (duas premissas e uma conclusão).
Um bom exemplo do que acabamos de ver sobre ARGUMENTOS DEDUTIVOS e sua validade é
uma questão proposta pela Cespe/UnB no concurso nacional para Agente da Polícia Federal em 2004:
Uma noção básica da lógica é a de que um argumento é composto de um conjunto de sentenças
denominadas premissas e de uma sentença denominada conclusão. Um argumento é válido se a conclusão é
necessariamente verdadeira sempre que as premissas forem verdadeiras. Com base nessas informações,
julgue os itens que se seguem.
47 Toda premissa de um argumento válido é verdadeira.
48 Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.
49 Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido.
50 É válido o seguinte argumento: Todo cachorro é verde, e tudo que é verde é vegetal, logo todo
cachorro é vegetal.

GABARITOS E RESOLUÇÃO:
47 Item ERRADO, pois como já vimos, um silogismo pode ter as premissas falsas e, ainda assim, ser válido;
48 Item ERRADO. Nada podemos afirmar sobre a validade ou não do argumento. O item estaria certo se
afirmasse que a conclusão é falsa com todas as premissas verdadeiras. Como não temos essa
informação, o argumento pode ser válido ou não válido;
49 Item ERRADO. Um silogismo pode ter a conclusão verdadeira e, mesmo assim, não ser válido;
50 Item CERTO. Basta fazer o Diagrama de Venn para verificar que: se a premissa “todo cachorro é verde”
for verdadeira, a premissa “tudo que é verde é vegetal” também for verdadeira, a conclusão “todo
cachorro é vegetal” será, necessariamente, verdadeira.

Vegetais
Verdes

Cachorros

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94
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Veremos agora um tipo de argumento que, ao contrário dos silogismos, só será válido quando
todas as premissas e a conclusão forem verdadeiras.
Usando como exemplo uma questão de concurso público (SERPRO-96):
Se Ana não é advogada, então Sandra é secretária. Se Ana é advogada, então Paula não é professora.
Ora, Paula é professora. Portanto:
(a) Ana é advogada.
(b) Sandra é secretária.
(c) Ana é advogada ou Paula não é professora.
(d) Ana é advogada e Paula é professora.
(e) Ana não é advogada e Sandra não é secretária.

Como resolvê-la? Sabemos que, para esse tipo de argumento ser válido, todas as suas premissas
terão que ser verdadeiras e a conclusão também. O que está sendo pedido nesta questão e também será
em todas as outras deste tipo, é:
Qual a conclusão (necessariamente verdadeira) para o conjunto de premissas (todas verdadeiras) dado?
Neste exemplo de questão, temos três premissas:
1) Se Ana não é advogada, então Sandra é secretária;
2) Se Ana é advogada, então Paula não é professora;
3) Paula é professora.
Por qual delas iremos começar a questão? A primeira e a segunda são premissas condicionais
(do tipo: se, então) e podem ser verdadeiras de três formas diferentes (V,V), (F,V) ou (F,F). Já a terceira,
além de ser incondicional, ela é dada (afirmada) como verdadeira, pois é dito:
“Ora, Paula é professora.”
Será por essa premissa que começaremos a resolução da questão, mas antes vamos transformar
as proposições em letras e usar os símbolos lógicos para os conectivos, ou seja, vamos traduzir o
enunciado para a linguagem lógica. Denominaremos por:
“a” a proposição: “Ana é advogada”;
“s” a proposição: “Sandra é secretária”;
“p” a proposição: “Paula é professora”.
Note que devemos colocar (para não confundir) as proposições sempre na forma afirmativa e usar o
modificador para negá-la quando for necessário. É mais seguro do que colocar umas na forma afirmativa e
outras na forma de negação. Então a argumentação lógica fica assim:
~a → s; a → ~p; p  CONCLUSÃO (?).
Para descobrir o valor dessa conclusão (a única entre as opções de resposta, que será V), vamos
começar pela única das três premissas que é incondicional, a terceira, atribuindo-lhe o valor V. Sendo a
proposição p verdadeira, a sua negação (~p) só pode ser falsa. Assim:
~a → s; a → ~p; p.
; F; V.
A segunda premissa, para ser verdadeira, não pode ter o valor V para a proposição a, pois na
condicional a seqüência VF tem como resultado o valor F. Logo, a proposição a tem que ter o valor F para
que a premissa a → ~p tenha V como resultado. Sendo a proposição a falsa, a sua negação (~a) só pode
ser verdadeira. Logo:
~a → s; a → ~p; p.
V ; F → F; V.
; V; V.

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 14


95
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Portanto, na primeira premissa, o valor-verdade da proposição s não poderá ser F, pois a


sequência VF na condicional terá F como resultado. Terá que ser V para que o seu resultado seja V.
Assim, ficamos com:
~a → s; a → ~p; p.
V → V; F → F; V.
V ; V; V.

Para essa argumentação ser válida, a conclusão também terá que ser verdadeira.

Já sabemos que:
A proposição “a”: “Ana é advogada” É FALSA;
A proposição “s”: “Sandra é secretária” É VERDADEIRA;
A proposição “p”: “Paula é professora” É VERDADEIRA.

Examinemos agora, cada uma das opções de resposta:


(a) Ana é advogada.
Não pode ser a opção de resposta, pois no argumento dado, esta proposição É FALSA;
(b) Sandra é secretária.
É a resposta da questão, pois no argumento dado, esta proposição É VERDADEIRA;
Já chegamos ao gabarito da questão, mas vamos demonstrar porque não podemos ter como
gabarito da questão nenhuma das outras três opções:
(c) Ana é advogada ou Paula não é professora.
Proposição disjuntiva (OU). Ana é advogada É FALSA e Paula não é professora também É FALSA.
Mesmo na disjunção, a seqüência FF resultará em F e não poderá ser a opção de resposta;
(d) Ana é advogada e Paula é professora.
Proposição conjuntiva (E). Logo na primeira proposição já temos FALSA e com o conectivo E, uma
delas sendo F, o resultado será FALSA. Também não pode ser a opção de resposta;
(e) Ana não é advogada e Sandra não é secretária.
Assim como na opção de resposta anterior, é uma proposição conjuntiva (E). A primeira proposição
é VERDADEIRA (negação de uma proposição falsa), mas a segunda É FALSA (negação de uma
proposição V) e assim, a seqüência VF resultará FALSA. Também não pode ser a opção de resposta.
Logo, entre as opções de resposta, a única conclusão possível (verdadeira) para o argumento é o
exposto na letra B: Sandra é secretária. O argumento completo ficaria assim:
Se Ana não é advogada, então Sandra é secretária. Se Ana é advogada, então Paula não é
professora. Ora, Paula é professora. Portanto, Sandra é secretária.
O raciocínio é o mesmo para as outras questões com este tipo de argumento: começar
escolhendo uma das premissas (que não seja condicional ou disjuntiva) para atribuir valor V e assim
descobrir o valor-verdade das outras de forma que todas as premissas sejam verdadeiras. Depois, basta
descobrir entre as opções de resposta a única que possa ser conclusão (necessariamente verdadeira).

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 15


96
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Quantificadores:
Universal – Símbolo: ∀ – Significado: “para todo”, “qualquer que seja”;
Existencial – Símbolo: ∃ – Significado: “existe algum”, “algum”, “existe pelo menos um”;
Símbolo: ∃| – Significado: “existe apenas um”, “existe um único”;
Símbolo: ∃
/ – Significado: “não existe”.
Vimos nas implicações lógicas, nas equivalências lógicas e na argumentação lógica quão
importante é sabermos usar as Tabelas Verdade. Nas sentenças quantificadas (proposições categóricas),
será importante sabermos utilizar os Diagramas de Euler-Venn (Diagramas Lógicos).
Por exemplo: se dissermos que todo A é B, isto quer dizer que todo o conjunto A está contido no
conjunto B. Podemos representar tal situação através do seguinte diagrama:

Se dissermos que algum A é B, isto quer dizer que alguns elementos de A pertencem ao conjunto
B e outros não. Podemos representar tal situação através do seguinte diagrama:

B
A

Para a situação em que não existe A em B, ou seja, nenhum A é B temos:

A B

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 16


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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Negação das proposições quantificadas:

Tipo Proposição A negação será


1 (∀x) (p(x)) (∃x) (~p(x))
2 (∃x) (~p(x)) (∀x) (p(x))
3 (∃x) (p(x)) ( ∃/ x) (p(x))
4 ( ∃/ x) (p(x)) (∃x) (p(x))

No tipo 1, temos o Quantificador Universal (∀x) e uma sentença positiva (p(x)). Para negá-la,
trocaremos o Quantificador Universal (∀x) pelo Quantificador Existencial (∃x) e negaremos a sentença.
Exemplo: “Todos os policiais são honestos”.
Negação: “Algum policial não é honesto”.
OBS.: Ver que este exemplo faz parte da prova para Escrivão da PF de 2009 (item 78), cujo item (ERRADO)
citava a negação como sendo “Nenhum policial é honesto”, quando o correto é “Algum policial não é honesto”.
No tipo 2, temos o Quantificador Existencial (∃x) e uma sentença negativa (~p(x)). Para negá-la,
trocaremos o Quantificador Existencial (∃x) pelo Quantificador Universal (∀x) e afirmaremos a sentença
(faremos a negação da negação, que retorna uma afirmação).
Exemplo: “Algum leão não é feroz”.
Negação: “Todos os leões são ferozes”.
No tipo 3, temos o Quantificador Existencial (∃x) e uma sentença afirmativa (p(x)). Para negá-la, basta
negar o Quantificador Existencial (∃x) e manter a sentença afirmativa.
Exemplo: “Algum milionário é humilde”.
Negação: “Nenhum milionário é humilde” ou ainda, “Não existe milionário humilde”.
No tipo 4, temos a negação do Quantificador Existencial ( ∃/ x) e uma sentença afirmativa (p(x)). Para
negá-la, basta fazer a negação da negação ( ∃/ x) do Quantificador Existencial, voltando a tê-lo na forma
afirmativa (∃x) e manter a sentença.
Exemplo: “Nenhum músico é surdo” ou a equivalente “Não existe músico surdo”
Negação: “Algum músico é surdo” ou ainda, “Existe músico surdo”.
OBS.: Ver que este exemplo foi a questão 23 da prova de Raciocínio Lógico para Assistente Previdenciário da
Rioprevidência, realizada pelo CEPERJ, cuja resolução comentada está no Toque de Mestre nº 35 na Seção
Aulas Virtuais, na página da Editora Ferreira. A opção de resposta correta era a que citava como negação a
sentença equivalente “Há, pelo menos, um músico surdo”.

Número de Tabelas de Valorações Distintas


Não devemos jamais confundir o número de tabelas de valorações distintas com o número de linhas
o o
de uma Tabela Verdade. N de tabelas de valorações distintas ≠ N de linhas da Tabela Verdade.
Como já vimos antes, logo no início do nosso estudo, o número de linhas de uma Tabela Verdade
n
será dado pelo número de proposições envolvidas e será igual a 2 , onde n será o número de proposições
2
simples da proposição composta. Para n = 2, o número de linhas da T.V. será 2 = 4 linhas.

Já o número de valorações distintas será dado por:   .
Mas como  é o número de linhas de uma T.V. podemos dizer que o número de valorações distintas
número de linhas da T.V.
é dado por 2 .
4
Por exemplo, para duas proposições, teremos quatro linhas e 2 = 16 valorações distintas conforme
demonstrado a seguir.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Valorações distintas para duas proposições:


Proposições Valorações distintas
p q V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8 V9 V10 V11 V12 V13 V14 V15 V16
V V V V V V V V V V F F F F F F F F
V F V V V V F F F F V V V V F F F F
F V V V F F V V F F V V F F V V F F
F F V F V F V F V F V F V F V F V F

A valoração V1 corresponde à proposição: p ∨ ~p;


A valoração V2 corresponde à proposição: p ∨ q;
A valoração V3 corresponde à proposição: p ∨ ~q;
A valoração V4 corresponde à proposição: p;
A valoração V5 corresponde à proposição: p → q;
A valoração V6 corresponde à proposição: q;
A valoração V7 corresponde à proposição: p ↔ q;
A valoração V8 corresponde à proposição: p ∧ q;
A valoração V9 corresponde à proposição: ~(p ∧ q);
A valoração V10 corresponde à proposição: p ∨ q;
A valoração V11 corresponde à proposição: ~q;
A valoração V12 corresponde à proposição: p ∧ ~q;
A valoração V13 corresponde à proposição: ~p;
A valoração V14 corresponde à proposição: ~p ∧ q;
A valoração V15 corresponde à proposição: ~(p ∨ q);
A valoração V16 corresponde à proposição: p ∧ ~p;

OBS.: Este assunto foi cobrado na prova para Papiloscopista da PF em 2004, cujo item 46 dizia: “O número
de tabelas de valorações distintas que podem ser obtidas para proposições com exatamente duas variáveis
4
proposicionais é igual a 2 ” (CERTO).

Agora, vamos ver como fazer a resolução de questões, bastante comuns em provas de concursos,
que envolvem verdades e mentiras. Como exemplo, uma questão do concurso para Fiscal do Trabalho em
1998, realizado pela ESAF.
Um crime foi cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de cinco suspeitos: Armando, Celso,
Edu, Juarez e Tarso. Perguntados sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu:
Armando: "Sou inocente"
Celso: "Edu é o culpado"
Edu: "Tarso é o culpado"
Juarez: "Armando disse a verdade"
Tarso: "Celso mentiu"
Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que todos os outros disseram a verdade, pode-se concluir
que o culpado é:
(a) Armando
(b) Celso
(c) Edu
(d) Juarez
(e) Tarso

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99
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

RESOLUÇÃO
Atentar para as seguintes observações do enunciado:
1ª) O crime foi cometido por um e apenas um dos cinco suspeitos;
2ª) Apenas um dos suspeitos mentiu, os outros quatro disseram a verdade;
Pela observação 2, teremos 5 hipóteses para a identidade do mentiroso:
HIPÓTESES
SUSPEITO DECLARAÇÕES
H1 H2 H3 H4 H5
Armando "Sou inocente" F V V V V
Celso "Edu é o culpado" V F V V V
Edu "Tarso é o culpado" V V F V V
Juarez "Armando disse a verdade" V V V F V
Tarso "Celso mentiu" V V V V F

As hipóteses H1, H4 e H5 podem ser imediatamente descartadas, pois considerando verdadeiras as


declarações de Celso e Edu, teríamos dois culpados (Edu e Tarso). Mas o enunciado explicita que somente
um é culpado. A hipótese H1 é ainda pior, pois sendo falsa a declaração de Armando, ele também seria
culpado e ficaríamos com três culpados. Assim, ficam somente duas hipóteses para examinar: H2 e H3.
HIPÓTESES
SUSPEITO DECLARAÇÕES
H2 H3
Armando "Sou inocente" V V
Celso "Edu é o culpado" F V
Edu "Tarso é o culpado" V F
Juarez "Armando disse a verdade" V V
Tarso "Celso mentiu" V V

A hipótese H2 é perfeita, pois ficamos com:


Armando = INOCENTE, pois estamos considerando a sua declaração verdadeira;
Edu = INOCENTE, pois estamos considerando que a declaração de Celso é falsa;
Tarso = CULPADO, pois estamos considerando que a declaração de Edu é verdadeira;
Juarez = INOCENTE, pois ninguém o acusa e ele confirma a declaração de Armando;
Celso = INOCENTE, pois ninguém o acusa e Tarso confirma que ele mentiu sobre a culpa de Edu;
A hipótese H3 não é viável porque temos, nesta hipótese, uma contradição entre duas declarações. Se
considerarmos verdadeira a declaração de Celso e verdadeira a declaração de Tarso ("Celso mentiu"),
teríamos Celso falando verdade e mentira ao mesmo tempo, o que não é possível, pois uma declaração não
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo (princípio da Não-contradição).

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Agora, para divertir um pouco, abaixo relaciono alguns exemplos de argumentos dedutivos NÃO VÁLIDOS ou
FALÁCIAS:

Deus ajuda quem cedo madruga.


Quem cedo madruga, dorme à tarde...
Quem dorme à tarde, não dorme à noite...
Quem não dorme à noite, sai na balada!!!!!!!
Conclusão: Deus ajuda quem sai na balada!!!!!!

Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Logo, Steve Wonder é Deus.

Disseram-me que eu sou ninguém.


Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!!!!
Meu Deus, eu sou cego!!!

Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem cheios de buracos.


Quanto mais queijo, mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
Quanto mais queijos mais buracos, e quanto mais buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Toda regra tem exceção.


Isto é uma regra.
Logo, deveria ter exceção.
Portanto, nem toda regra tem exceção.

Existem biscoitos feitos de água e sal.


O mar é feito de água e sal.
Logo, o mar é um biscoitão.

Quando bebemos, ficamos bêbados.


Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos, não cometemos pecados.
Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu.
Então, vamos beber para ir pro Céu!

Penso, logo existo.


Loiras burras não pensam, logo, loiras burras não existem.
Meu amigo diz que não é gay porque namora uma loira inteligente.
Se uma loira inteligente namorasse meu amigo ela seria burra.
Como loiras burras não existem, meu amigo não namora ninguém.
Logo, meu amigo é gay mesmo.

Tempo é dinheiro.
Hoje em dia, os trabalhadores não têm tempo pra nada.
Já os vagabundos... têm todo o tempo do mundo.
Logo, os vagabundos têm mais dinheiro do que os trabalhadores.

RL-PF-V_2013.doc Pedro Bello Página 20


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RACIOCÍNIO LÓGICO

3.6 - Análise Combinatória, Questões de Solução: Onde n ind


Análise Combinatória e Permutação, Questões Cada termo, a partir do segundo, foi obtido do termo cia. Nestas co
anterior somando-se 1, 2, 3, e 4, respectivamente. da sequência?
de Permutação e Combinação. Equivalência e Assim, seguindo o mesmo padrão o valor do termo x será
Implicação Lógica. Sequência. Questões Solução:
12 + 5 = 17 Usando a
e a de Denise e a nota RACIOCÍNIO SEQUENCIAL mo será:
Beatriz, se e somente Apenas como curiosidade, veja que fórmula abaixo pode
do que a de Cláudia”; Chamaremos genericamente de sequência a toda fila nos dar todos os termos dessa sequência:
mesma nota, se e so- ordenada de termos (números, letras, figuras, palavras etc.)
gual à de Alice”.
que obedeçam a algum padrão de formação. T(n) = [n × (n−1)] ÷ 2 + 2
ções do professor são
ente que a nota de: Exemplos: T(1) = [1 × (1−1)] ÷ 2 + 2 = 2 Obs.: toda
nise, menor do que a 1.Na sequência (13, 18, 23, 28, 33, 38) cada termo, a par- T(2) = [2 × (2−1)] ÷ 2 + 2 = 3 do tipo an
. tir do segundo, é igual ao anterior adicionado de 5 unidades. a razão da
...
atriz, menor do que a 2. Na sequência (A, D, G, J) é formada tomando-se a posição do
. primeira letra de cada três seguidas na ordem alfabética, ou
...
láudia, menor do que seja: A, b, c, D, e, f, G, h, i, J. T(6) = [6 × (6−1)] ÷ 2 + 2 = 17
de Alice. 3. Na sequência (triângulo‑0, quadrado‑2, pentágono‑5,
2. Conside
Denise, menor do que hexágono‑9) tem-se os nomes dos polígonos, a partir de três Note que, embora essa fórmula possa parecer desne- cada termo an
ia. lados, acompanhados do número de diagonais em cada um cessariamente complicada, ela seria muito valiosa se o
áudia, maior do que a deles, isto é: triângulo – nenhuma diagonal; quadrado – duas pedido fosse para encontrar o valor do milésimo termo
diagonais; pentágono – cinco diagonais; e hexágono – nove em vez do 6º termo como foi o caso!
diagonais. Onde n ind
ceram, cada uma, em
cia é morena como a 3. Determinar na sequência abaixo o valor do termo cia. Nessas c
gaúcha e mais velha orientação temporal indicado por x: décima posiçã
lista e Helena gostam
A paulista, a mineira e Alguns problemas envolvendo sequências podem ser usa- (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, x) Solução:
mineira costuma ir ao dos como testes de orientação temporal porque exigem que Usando a
ulista é mais moça do se identifique qual termo ocorre antes e qual ocorre depois. mo será:
o que a mineira; esta, Solução:
Paula. Cada termo, a partir do terceiro, foi obtido somando-se
Determinação de um termo por indução
os dois anteriores.
mais velha do que a Veja: 1+1=2, 1+2=3, 2+3=5, 3+5=8, 5+8=13.
São comuns as questões de concurso onde se deve encon-
a do que a paulista. Então, seguindo o mesmo padrão teremos:
velha do que Helena, trar o valor de um termo numa dada sequência sem que o
e Maria. padrão de formação de seus termos seja declarado. Nessas
mais velha do que a questões é necessário descobrir o padrão de formação e x = 8+13 = 21
do que a cearense. isto exige um tipo de raciocínio, conhecido como raciocínio
4. Determinar na sequência abaixo a letra que deve Determina
s moça do que a cea- indutivo ou indução, no qual nossas conclusões justificam-se
Recorrênc
o que a mineira. apenas por sua coerência em relação aos casos anteriores. ocupar o lugar do x:
elha do que a paulista, Algo como: “Se todos os casos anteriores obedeceram
a gaúcha. a este padrão que encontrei, então o próximo deverá Uma fórm
(B, F, J, N, x)
obedecê‑lo também”. valor de cada t
É importante entender que, nesses casos, não há nenhum é calculado a p
Obs.: Considere o alfabeto de 26 letras, ou seja, inclusive
tipo de garantia lógica ou matemática de que as conclu- K, W e Y.
53. e sões obtidas por indução estejam certas. Na matemática,
54. b inclusive, existem alguns exemplos célebres de conclusões Exemplo:
55. a incorretas obtidas a partir de raciocínios indutivos. Solução: 1. Conside
56. a O que se pretende verificar como as questões que envol- As letras foram tomadas de quatro em quatro, a partir cada termo an
57. e vem a percepção de padrões é simplesmente a capacidade de “B”. = 2×an – 1 + 3 , o
58. e de o candidato perceber padrões formulando e testando Continuando a sequência, temos: termos consec
59. b hipóteses. será o valor en
60. a B, c, d, e, F, g, h, i, J, k, l, m, N, o, p, q, R.
61. b Exemplos:
62. c Solução:
1. Determinar na sequência abaixo o valor do termo Deste modo, a letra que deve ocupar o lugar de x deve
63. c Analisando
indicado por x: ser o “R”.
64. d termo é ca
65. c (2, 8, 32, 128, x) e adiciona
66. d Determinação de um termo dada uma Fórmula geral valores do
67. b Solução:
68. b Nas sequências numéricas, é bastante comum encon-
Cada termo, a partir do segundo, é igual ao quádruplo
69. e do anterior.
trarmos uma fórmula ou expressão matemática que permita
Desse modo, seguindo o mesmo padrão o valor do determinarmos o valor de um dado termo conhecendo-se
termo x será somente a posição ocupada por ele.

128×4 = 512 Exemplos:


1. Considere a sequência numérica (a1, a2, a3, .....) em que
2. Determinar na sequência abaixo o valor do termo cada termo an é dado pela expressão: No nosso e
indicado por x: tivemos qu
an= 3n + 4
(2, 3, 5, 8, 12, x)

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102
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

Onde n indica a posição ocupada pelo termo na sequên‑ Daí já é possível notar que usar a fórmula de recorrência 5. (50, 360
foi obtido do termo cia. Nestas condições, qual será o valor do vigésimo termo para encontrar algo como o 30º ou o 50º termo dessa a) x = 4
spectivamente. da sequência? sequência seria bem trabalhoso se não soubéssemos do b) x = 3
valor do termo x será valor de algum termo próximo ao termo pedido. Nesses c) x = 5
Solução: casos, seria melhor encontrar outra saída para o problema. d) x = 1
Usando a fórmula geral dada, o valor do vigésimo ter- e) x = 3
mo será: 2. Considere a sequência numérica (a1, a2, a3, .....) onde
fórmula abaixo pode cada termo an , a partir do terceiro, é dado pela seguinte fór‑ 6. (243, 42
uência: a20 = 3×20 + 4 mula de recorrência an = an – 1 + an – 2 . Sabendo que os valores
a) 248
dos dois primeiros termos da sequência são definidos como
a1 = 3 e a2 = 4, determinar o valor do oitavo termo.
b) 249
+ 2 a20 = 60 + 4 = 64
c) 428
Obs.: toda progressão aritmética (PA) é uma sequência Solução: d) 429
2 = 2
do tipo an = r×n+k, onde o valor da constante r indica De acordo com a fórmula apresentada, o valor de cada e) 250
2 = 3
a razão da PA, k é uma constante de ajuste e n nos dá termo é conseguido adicionando-se os valores dos dois
posição do termo na PA. termos imediatamente anteriores a ele na sequência. 7.
2 = 17 Assim, teremos:
2. Considere a sequência numérica (a1, a2, a3, .....) onde a) 5
cada termo an é dado pela expressão: a1 = 3 b) 6
ossa parecer desne-
a2 = 4 c) 7
a muito valiosa se o
an = 2n2 – 3 a3 = 3 + 4 = 7 d) 8
r do milésimo termo
a4 = 4 + 7 = 11 e) 9
o!
Onde n indica a posição ocupada pelo termo na sequên‑ a5 = 7 + 11 = 18
cia. Nessas condições, qual será o valor encontrado na a6 = 11 + 18 = 29 8. (1.568,
o o valor do termo a7 = 18 + 29 = 47
décima posição desta sequência? a) x = 1
a8 = 29 + 47 = 76
b) x = 1
x) Solução: c) x = 1
Usando a fórmula geral dada, o valor do décimo ter- O valor do oitavo termo da sequência é 76.
d) x = 1
mo será: e) x = 1
obtido somando-se
EXERCÍCIOS
a10 = 2×102 – 3 9. (37, 26,
Nas questões de 1 a 13 cada uma das sequências apresen-
5+8=13. tadas segue um determinado padrão de formação. Procure a) 5
eremos: a10 = 2×100 – 3
descobrir qual é o padrão de cada sequência e encontre o b) 4
a10 = 200 – 3 = 197 valor que deve ocupar o lugar de cada incógnita, x ou y (note c) 3
que em algumas das sequências é possível encontrarmos d) 2
Determinação de um termo dada uma Fórmula de mais de um padrão que se ajuste a todos os termos). e) 1
xo a letra que deve
Recorrência
1. (30, 37, 44, 51, x) 10. (3, 6, 10
Uma fórmula de recorrência é uma fórmula na qual o a) 55 a) 28
valor de cada termo, a partir de um dado ponto da sequência, b) 56 b) 27
é calculado a partir dos valores termos anteriores a ele. c) 57 c) 26
ras, ou seja, inclusive d) 58 d) 25
e) 59 e) 24
Exemplo:
1. Considere a sequência numérica (a1, a2, a3, .....) onde 2. (9876, 7654, 5432, x) 11. (2, 6, 12
em quatro, a partir cada termo an , a partir do segundo, é dado pela expressão an a) 1234 a) 32
= 2×an – 1 + 3 , onde n e n–1 indicam as posições ocupadas por b) 2345 b) 38
termos consecutivos na sequência. Sabendo que a1 = 0, qual c) 3210 c) 42
será o valor encontrado na sexta posição desta sequência? d) 3456 d) 48
, o, p, q, R.
e) 4321 e) 52
Solução:
ar o lugar de x deve Analisando a fórmula dada, vemos que o valor de cada 3. (17, 20, 21, 24, 25, 28, x)
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo

12. (3, 10, 1


LógiCo-MateMátiCo

termo é calculado dobrando o valor do termo anterior a) 31 a) 56


e adicionado 3 unidades ao resultado. Deste modo os b) 29
uma Fórmula geral valores dos seis primeiros termos da sequência são: b) 57
c) 30
c) 58
d) 27
ante comum encon- a1 = 0 d) 59
e) 28
emática que permita a2 = 2×0 + 3 = 3 e) 60
rmo conhecendo-se a3 = 2×3 + 3 = 9 4. (2, 3, 4, 5, 8, 7, x, y)
a4 = 2×9 + 3 = 21 13. (77, 49,
a) x = 16 e y = 9
a5 = 2×21 + 3 = 45 b) x = 9 e y = 16 a) 7
RaCioCínio

a6 = 2×45 + 3 = 93 c) x = 6 e y = 5 b) 8
a1, a2, a3, .....) em que c) 9
d) x = 5 e y = 6
No nosso exemplo, para obtermos o valor do sexto termo e) x = 16 e y = 9 d) 10
tivemos que usar a fórmula de recorrência cinco vezes. e) 11

28
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103
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

mula de recorrência 5. (50, 360, 140, 180, 230, 90, x, y) 14. Considere a sequência numérica tal que o valor do ter- 20. (FCC/CEA
o 50º termo dessa a) x = 45 e y = 320 mo na n-ésima posição é determinado pela expressão da sequê
ão soubéssemos do b) x = 360 e y = 50 an = n2 – 2n. Qual é o valor do vigésimo termo desta uma lei d
rmo pedido. Nesses c) x = 50 e y = 30 sequência? número
da para o problema. d) x = 180 e y = 50 a) 420 a) meno
b) 360 b) maior
e) x = 320 e y = 45 c) 280
a1, a2, a3, .....) onde c) par.
do pela seguinte fór‑ d) 220
6. (243, 424, 245, 426, 247, x) d) o trip
endo que os valores e) 180
a) 248 e) a met
são definidos como
avo termo.
b) 249 15. Dada a sequência numérica cujo termo geral é expresso
c) 428 por an = 2n – 1, qual o valor da soma dos seis primeiros 21. (FCC/CEA
d) 429 termos desta sequência? compost
e) 250 a) 36 vos. Obse
da, o valor de cada
os valores dos dois b) 38 sugere u
a ele na sequência. 7. c) 46
d) 48
a) 5 e) 56
b) 6
16. Os valores da sequência cujo termo geral e dado por
c) 7 dn = n×(n–3)÷2 correspondem, a partir do terceiro
d) 8 termo, ao número de diagonais de um polígono com
e) 9 n lados. Assim, por exemplo, um quadrado (n = 4) tem
d4 = 4×(4–3)÷2 = 2 diagonais enquanto um hexágono
8. (1.568, 1586, 1658, x, y) (n =6) tem d6 = 6×(6–3)÷2 = 9 diagonais. A questão é: Nessas c
a) x = 1.856 e y = 1.685 Qual o polígono no qual o número de diagonais é igual
desse tri
b) x = 1.685 e y = 1.856 ao número de lados?
a) octógono a) 2.500
a é 76. c) x = 1.658 e y = 1.865
b) hexágono b) 3.000
d) x = 1.865 e y = 1.658
c) pentágono c) 20.00
e) x = 1.568 e y = 1.568
d) heptágono d) 25.50
e) eneágono e) 30.00
equências apresen- 9. (37, 26, 17, 10, 5, x)
formação. Procure a) 5
17. Numa sequência cujo valor do primeiro termo é 4, cada Instruções: na
uência e encontre o b) 4 termo, a partir do segundo, pode ser descrito como deve ocupar o
cógnita, x ou y (note c) 3
fabéticas apre
sível encontrarmos d) 2 an = an–1 + 5. ou seja, inclui
s os termos). e) 1
Qual é o valor do quinto termo desta sequência? 22. (E, J, O, T
10. (3, 6, 10, 15, 21, x) a) 34 a) Y
a) 28 b) 54 b) A
b) 27 c) 44
c) L
c) 26 d) 64
e) 24 d) B
d) 25 e) D
e) 24
18. Numa sequência o valor do primeiro termo é 1 e cada
termo, a partir do segundo, pode ser descrito como 23. (R, O, L, I
11. (2, 6, 12, 20, 30, x) a) B
a) 32 b) C
an = 2⋅an–1 + 5.
b) 38 c) D
c) 42 Determine o valor do 11º termo desta sequência. d) E
d) 48 a) 6.193 e) F
e) 52 b) 3619
c) 6.139 24. (B, D, G,
12. (3, 10, 13, 23, 36, x) d) 3.916 a) O
a) 56 e) 9.631 b) P
b) 57 c) Q
c) 58 19. (FCC/TRF 1ª Região/2006) Assinale a alternativa que
d) ℝ
d) 59 complete seguinte série
e) S
e) 60
9, 16, 25, 36, ?
25. (S, Q, N,
13. (77, 49, 36, 18, x) a) B
a) 45
a) 7 b) C
b) 49
b) 8 c) 61 c) D
c) 9 d) 63 d) E
d) 10 e) 72 e) F
e) 11

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104
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

tal que o valor do ter- 20. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) Considere que os termos Instruções: nas questões de 26 a 29 complete a última a) BℝON
inado pela expressão da sequência (5, 12, 10, 17, 15, 22, 20, ...) obedecem a sequência seguindo o mesmo padrão da anterior (considere b) LIXO
igésimo termo desta uma lei de formação. Assim, o termo que vem após o o alfabeto de 26 letras, ou seja, incluindo as letras K, W e Y): c) MEN
número 20 é d) CHAV
a) menor que 25. 26. (B, E, G, J) → (C, F, H, ?) e) HEℝO
b) maior que 30. a) M
c) par. b) J 33. Uma pro
d) o triplo de 9. c) K
e) a metade de 52. d) L JUiZ, Fa
e) Q
ermo geral é expresso Sendo a
ma dos seis primeiros 21. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) O triângulo seguinte é 27. (E, G, A, C) → (L, N, H, ?)
composto de uma sucessão de números ímpares positi- asterisco
a) E a) PALIT
vos. Observe que, em cada linha, a soma dos elementos b) F
sugere uma regra geral. b) CABE
c) G c) JILÓ
d) H d) LOUS
1 = 1 e) J
e) ELEFA
3 + 5 = 8 28. (E, B, F, A) → (M, J, N, ?)
34. Observe
mo geral e dado por a) F
7 + 9 + 11 = 27 sete letr
a partir do terceiro b) G
de um polígono com 13 + 15 + 17 + 19 = 64 c) H
d) I LoSang
quadrado (n = 4) tem 21 + 23 + 25 + 27 + 29 = 125
quanto um hexágono e) J
Assinale
agonais. A questão é: Nessas condições, a soma dos elementos da 30ª linha bulo da
o de diagonais é igual 29. (J, L, N, H) → (D, F, H, ?)
desse triângulo é um número compreendido entre a) Z a) NOVE
a) 2.500 e 3.000 b) A b) LEGIS
b) 3.000 e 3.500 c) B c) MAℝ
c) 20.000 e 25.000 d) C d) PℝOF
d) 25.500 e 30.000 e) D e) SUPIM
e) 30.000 e 35.000
30. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) Dos cinco grupos de 4 gaBaRito
letras que aparecem nas alternativas abaixo, quatro
meiro termo é 4, cada Instruções: nas questões de 22 a 25 encontre a letra que
têm uma característica comum. Se a ordem alfabética 1. d
ser descrito como deve ocupar o lugar de x em cada uma das sequências al- adotada EXCLUI as letras K, W, e Y, então o único grupo
fabéticas apresentadas (considere o alfabeto de 26 letras, 2. c
que NÃO tem a característica dos outros é: 3. b
ou seja, incluindo K, W e Y): a) GHJI
4. a
b) CDGF
esta sequência? 5. e
22. (E, J, O, T, x) c) STXV
d) QRUT 6. c
a) Y
e) NOℝQ 7. e
b) A 8. b
c) L 9. d
d) B 31. (FCC/TRF 1ª Região/2006) Assinale a alternativa que
completa a série seguinte: 10. a
e) D 11. c
C3, 6G, L10, ...
eiro termo é 1 e cada
ser descrito como 23. (R, O, L, I, x) a) C4 32. a
a) B b) 13M Justificati
b) C c) 9I “RIMAM
c) D d) 15R “sete” e “
desta sequência. d) E e) 6Y em orde
e) F BRONZE
Encontrar os padrões de certas sequências pode nem sem- na sequê
pre ser uma tarefa simples. As questões seguintes são bons 33. c
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo

24. (B, D, G, K, x)
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo

a) O exemplos disso. O objetivo de mostrá-las aqui é que você Justificati


se convença de que não há como prever todos os padrões coincidem
b) P
possíveis, mas uma boa estratégia é procurar aprender os Abril e M
c) Q padrões mais comuns uma vez que estes terão maior chance inicial co
ale a alternativa que
d) ℝ de caírem novamente na sua prova. Tente resolver as ques- ser JILÓ.
e) S tões seguintes sem recorrer ao gabarito e lembre-se de que,
felizmente, a grande maioria das questões sobre sequências 34. a
25. (S, Q, N, J, x) costuma ser mais fácil que estas. Justificati
a) B das palav
b) C 32. Analise as palavras abaixo, que formam uma sucessão losAngo
c) D “lógica” e, em seguida, assinale a alternativa que pre- A–B–C
d) E enche corretamente a lacuna. Então, a p
nenHUM, FRegUÊS, BRinCo, RePete, PRoMoVe, do meio
e) F
__________.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

complete a última a) BℝONZE RACIOCÍNIO VERBAL 4. Assinale


a anterior (considere b) LIXO mero qu
o as letras K, W e Y): c) MENINO As questões de raciocínio verbal são aquelas que en-
d) CHAVEIℝO volvem, de algum modo, palavras, seus significados e seus
e) HEℝOI diversos tipos de classificações ou de associações possíveis.
Na grande maioria das vezes, as questões de raciocínio a) 20
33. Uma propriedade “lógica” define a sucessão: verbal exploram: b) 29
– pares de palavras ligadas por alguma forma de asso- c) 100
JUiZ, FaRinHa, MaCaCo, aBeLHa, MaLeta, * . ciação;
– anagramas de palavras (letras misturadas) que devem 5. (FCC/CE
Sendo assim, assinale a alternativa que substitui o ser descobertas; observe
asterisco corretamente: – reordenação de um grupo de palavras dadas para palavras
a) PALITO formar uma frase com sentido.
b) CABELO
c) JILÓ Existem também certas questões sobre padrões em se‑
d) LOUSA quências cujos padrões estão ligados a raciocínios verbais. A mesm
e) ELEFANTE Quando isso ocorre, temos as chamadas sequências lexico‑ e a quar
gráficas. Em outras palavras, as sequências lexicográficas a) cacho
34. Observe a sucessão de vocábulos formados todos com são aquelas onde a ordem é explicada por raciocínios que b) cobra
sete letras: dependem de certas palavras que são usadas para gerar a c) cavalo
sequência.
LoSango – iCeBeRg – BRUCUtU – DoiDiCe – ? Um exemplo famoso de se uma sequência desse tipo é 6. (FCC/CEA
o seguinte: duas pal
Assinale a alternativa que apresenta o próximo vocá- na. Essas
Qual deve ser a sexta letra dessa sequência? de modo
bulo da sucessão acima:
a mesma
a) NOVENTA
b) LEGISTA J, F, M, A, M, ...
Primeiro
c) MAℝASMO
d) PℝOFANO a) A
e) SUPIMPA b) B
c) F Assim, a
d) M gunda la
s cinco grupos de 4 gaBaRito e) J a) fileira
tivas abaixo, quatro b) ganho
e a ordem alfabética 1. d 12. d 23. e Você consegue ver a relação que justifica a ordem das c) vitóri
então o único grupo 2. c 13. b 24. b
outros é: letras apresentadas nessa sequência? Qual a letra que de-
3. b 14. b 25. d veria ocupar a sexta posição nessa sequência? 7. Colocand
4. a 15. a 26. c A resposta esperada é que as cinco letras apresentadas pertence
5. e 16. c 27. e nessa sequência correspondem, respectivamente, às iniciais a) HOILF
6. c 17. e 28. d dos nomes dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril e b) OIT
7. e 18. c 29. c maio. Então, a sexta letra deveria ser J que é a inicial do c) IPA
8. b 19. b 30. a mês de junho.
le a alternativa que 9. d 20. d 31. d 8. Qual a pa
10. a 21. d EXERCÍCIOS demais?
11. c 22. a a) Carro
1. A Lua está para a Terra, assim como a Terra está para b) Canap
32. a a) o Sol. c) Camis
Justificativa: as sílabas finais das palavras apresentadas b) as nuvens.
“RIMAM”, respectivamente com “um”, “três”, “cinco”, c) as estrelas. 9. Colocand
“sete” e “nove” que são os primeiros números ímpares d) a galáxia. pertence
em ordem crescente. Então, a palavra procurada é e) o universo. a) CUÉ
BRONZE porque rima com o próximo número ímpar b) UNOℝ
cias pode nem sem- na sequência que é onze. 2. Assinale a palavra que não pertence ao mesmo grupo c) SÉVU
s seguintes são bons 33. c das restantes
las aqui é que você Justificativa: as letras iniciais nas cinco palavras dadas a) serra. 10. Colocand
er todos os padrões coincidem com as iniciais de Janeiro, Fevereiro, Março, b) britadeira. pertence
rocurar aprender os Abril e Maio. Então, a próxima palavra deve ter sua c) martelo. a) ORTE
s terão maior chance inicial coincidindo com a de Junho e, por isso, deve d) prego. b) LAℝA
nte resolver as ques- ser JILÓ. e) serrote. c) ZALU
e lembre-se de que,
ões sobre sequências 34. a 11. Qual a le
3. Desembaralhe as letras e assinale a alternativa que
Justificativa: observe a letra do meio em cada uma corresponde ao material mais duro. para com
das palavras dadas: a) UGAA
rmam uma sucessão losAngo – iceBerg – bruCutu – doiDice 1
alternativa que pre- b) LEPPA
A–B–C–D c) ℝADPE a) A
Então, a palavra procurada deverá ser aquela cuja letra d) LEG b) B
ePete, PRoMoVe, do meio seja um “E”: novEnta. c) C
e) ℝOAℝB

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106
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

4. Assinale a alternativa que mostra corretamente o nú- 12. Assinale a alternativa que mostra corretamente o nú- FoRMaÇÃ
mero que deve suceder o 19, na sequência abaixo. mero que deve suceder o 19, na sequência abaixo. DiSCRiMin
ão aquelas que en-
s significados e seus 2,10,12,16,17,18,19, ... J, A, S, O, N, ...
sociações possíveis.
EXERCÍCIO
estões de raciocínio a) 20 d) 200 a) A
b) 29 e) 1000 1. (FCC/TRF
b) B represen
uma forma de asso- c) 100 c) C
d) D
turadas) que devem 5. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) No esquema abaixo,
observe que há certa relação entre as duas primeiras e) E
alavras dadas para palavras.
gaBaRito a)
GATO – GALO :: LEÃO – ?
obre padrões em se‑ 1. a
raciocínios verbais. A mesma relação deve existir entre as terceira palavra Justificativa: a Lua orbita a Terra assim como a Terra
s sequências lexico‑ e a quarta, que está faltando. Essa quarta palavra é orbita o Sol. b)
ências lexicográficas a) cachorro d) golfinho 2. b
por raciocínios que b) cobra e) sabiá
Justificativa: a britadeira é a única ferramenta que não
usadas para gerar a c) cavalo c)
é usada em marcenaria.
6. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) Na sentença seguinte há 3. c
quência desse tipo é
duas palavras grifadas, cada qual seguida de uma lacu- Justificativa: as alternativas mostram, respectivamen- d)
na. Essas lacunas devem ser preenchidas por palavras, te, os anagramas das seguintes palavras: AGUA, PAPEL,
equência? de modo que a primeira palavra tenha, para a segunda, PEDRA, GEL e BARRO. Desses, o material mais duro é
a PEDℝA. e)
a mesma relação que a terceira tem para com a quarta.
4. d
Primeiro está para ...... assim como janeiro está para Justificativa: a sequência mostra, em ordem crescente
2. (FCC/CEA
...... . de valores, todos os números cujos nomes, em portu- de uma n
guês, começam com a letra ”D”: Dois, Dez, Doze, Dezes- necessár
Assim, as palavras que preenchem a primeira e a se- seis, Dezessete, Dezoito, Dezenove e, então, Duzentos. obter-se
gunda lacunas são, respectivamente 5. e é mostra
a) fileira e mês. d) último e dezembro. Justificativa: gato e galo são felino e ave, respecti- número 1
b) ganho e verão. e) número e mês. vamente. Então, devemos ter novamente um felino
ustifica a ordem das c) vitória e reis. (leão) e uma ave (sabiá).
Qual a letra que de- 6. d
uência? 7. Colocando as letras em ordem, qual a palavra que não Justificativa: primeiro e último indicam o início e o final
letras apresentadas pertence ao mesmo grupo das demais? Com bas
de uma sequência assim como janeiro e dezembro. Ob-
tivamente, às iniciais a) HOILF d) ℝOMAÇ afirmar q
serve que, embora este seja o raciocínio que justifica o
reiro, março, abril e b) OIT e) OTEN a) meno
c) IPA gabarito da banca, pode-se encontrar raciocínios para
J que é a inicial do b) 4
justificar todas as demais alternativas o que, por si só,
c) 5
8. Qual a palavra que não pertence ao mesmo grupo das poderia dar causa à anulação da questão.
d) 6
demais? 7. d e) maior
a) Carro d) Colo Justificativa: com exceção da letra “D”, todas as outras
b) Canapé e) Carícia opções formam as palavras que indicam parentescos: 3. (FCC/CEA
mo a Terra está para
c) Camisa FILHO, TIO, PAI, MARÇO e NETO. que segu
8. d caracterí
9. Colocando as letras em ordem, qual a palavra que não Justificativa: das cinco, “Colo” é a única palavra que tal caract
pertence ao mesmo grupo das demais? não começa com “Ca”. a) (6;36)
a) CUÉ d) TRAME 9. a b) (9;54)
b) UNOℝA e) ARTRE Justificativa: colocando as letras na ordem certa, c) (11;63
c) SÉVUN temos: CÉU, URANO, VÊNUS, MARTE e TERRA. Todas d) (12;72
ce ao mesmo grupo
são nomes de planetas, exceto CÉU. e) (15;90
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo

10. Colocando as letras em ordem, qual a palavra que não 10. d


pertence ao mesmo grupo das demais? Instruções: Pa
Justificativa: todas as outras formam nomes de cores: deve observar
a) ORTEP d) FOℝℝE PRETO, AMARELO, AZUL, VIOLETA.
b) LAℝAMEO e) TIVOLEA palavras dada
11. d palavra da esq
c) ZALU
Justificativa: a letra final indica a inicial no nome (em deve descobri
11. Qual a letra que deve ser colocada no lugar do asterisco português) da centena em cada numeral apresentado: palavra àquela
e a alternativa que 108 = Cem, 648 = Seiscentos, 325 = trezentos e 214 = do ponto de in
o. para completar corretamente a sequência:
Duzentos. Então teremos: 214 = Duzentos
108 ( C ) 648( S ) 325( T ) 214( * ) 12. d 4. (FCC/CEA
a) A d) D Justificativa: as letras são as iniciais dos nomes dos
b) B e) E meses do 2º semestre: Julho, Agosto, Setembro, Ou-
c) C tubro, Novembro e, portanto, Dezenbro.

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RACIOCÍNIO LÓGICO

a corretamente o nú- FoRMaÇÃo De ConCeitoS e a) troca 9. Que nú


sequência abaixo. DiSCRiMinaÇÃo De eLeMentoS b) roca
c) cada l
d) caro
EXERCÍCIOS e) orca a) 3
b) 4
1. (FCC/TRF 1ª Região/2006) Qual dos cinco desenhos c) 5
5. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005)
representa a comparação adequada? d) 6
capitular – lar e) 7
loucura – cura
batalho – ? 10. Observ
ros que
a) a) alho
b) bolha
c) atola
a assim como a Terra d) atalho
e) talho a) 16
b) 64
6. Observe o exemplo: b) 36
a ferramenta que não 216
c)
SoPa ( PaLa ) geRaL c) 32
128
ram, respectivamen- d) d) 216
No exemplo dado, a palavra do meio, entre parênteses,
alavras: AGUA, PAPEL, 36
segue uma lei de formação que depende das outras
material mais duro é e) 128
e) duas palavras. Seguindo a mesma lei, qual a palavra que 32
se deve colocar entre os parênteses no caso abaixo?
em ordem crescente Instruções p
2. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) Chama-se persistência FoCa ( ..... ) atLaS Nas questõe
os nomes, em portu- de uma número inteiro e positivo o número de etapas como senha
ois, Dez, Doze, Dezes- necessárias para, através de operações sucessivas, a) FALA As senhas nu
e e, então, Duzentos. obter-se um número de um único algarismo. Como b) CALA usando as pi
é mostrado no exemplo seguinte, a persistência do c) FALTA Cada pista é
lino e ave, respecti- número 1.642 é 3: d) FACA mero de letr
ovamente um felino e) CASA - o primeiro
certas nas po
7. Observe o exemplo: - o segundo n
dicam o início e o final erradas a pis
neiro e dezembro. Ob- Com base na definição e no exemplo dados, é correto 326 ( 20 ) 423 Assim, se a s
iocínio que justifica o afirmar que a persistência do número 27.991 é PeRto : 4-0
ntrar raciocínios para a) menor que 4. No exemplo dado, o número do meio, entre parênteses, nenhuma let
tivas o que, por si só, b) 4 segue uma lei de formação que depende dos outros NERVO : 3-0
c) 5 dois números. Seguindo a mesma lei, qual o número nenhuma let
questão.
d) 6 que se deve colocar entre os parênteses no caso abaixo? teRno : 3-1
e) maior que 6 letra certa em
a “D”, todas as outras 427 ( ..... ) 113
ndicam parentescos: 3. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) Em quatro das alternativas a) 20 11. Assinale
que seguem, os pares de números apresentam uma b) 21
característica comum. A alternativa cujo par NÃO tem c) 41
a única palavra que tal característica é d) 45
a) (6;36) e) 73
b) (9;54)
as na ordem certa, c) (11;63) 8. Observe o exemplo:
ARTE e TERRA. Todas d) (12;72)
ÉU. e) (15;90) 28 ( 82 ) 13
a) ALI
Instruções: Para resolver as duas questões seguintes, você
mam nomes de cores: No exemplo dado, o número do meio, entre parênteses, b) LIA
deve observar que, em cada um dos dois primeiros pares de
A. segue uma lei de formação que depende dos outros c) ELA
palavras dadas, a palavra da direita foi formada a partir da
dois números. Seguindo a mesma lei, qual o número d) ℝIA
palavra da esquerda segundo um determinado critério. Você
inicial no nome (em deve descobrir esse critério e usá-lo para associar a terceira que se deve colocar entre os parênteses no caso abaixo? e) DIA
umeral apresentado: palavra àquela que deve ser corretamente colocada no lugar
5 = trezentos e 214 = do ponto de interrogação. 16 ( ..... ) 17 12. Assin
Duzentos ve.
4. (FCC/CEAL/Assist. Téc./2005) a) 17
b) 61
ciais dos nomes dos
telefonar – arte c) 67
gosto, Setembro, Ou- d) 71
ezenbro. robustecer – erro
cadastro – ? e) 76

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istribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal. A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-
108
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

9. Que número completa a sequência: a) AMOℝ 17. Assinale


b) ℝOMA
livro (5) olho (4) castor (6) noite (?) c) MOℝA B
d) ℝOAM T
a) 3 e) AℝMO
b) 4 P
c) 5 13. Assinale a alternativa que corresponde à palavra. A
d) 6 B
e) 7
P U N H O: 0 – 0
C O N T A: 3 – 0
a) PℝIM
10. Observe a sequência abaixo e descubra quais os núme-
ros que faltam. b) ℝOM
S U ℝ D O: 0 – 1
c) CUR
P ℝ E S O: 0–2 d) PℝU
1 8 9 64 25 ? 49
1 4 27 16 125 ? 343 P O L A R: 0 – 1 e) SUR
a) BESTA
a) 16
b) CORTA
gaBaRit
64
b) 36 c) CESTA
d) CARTA 1. e
216
c) 32 e) NESTA 2. a
aL 3. c
128
d) 216 14. Assinale a alternativa que corresponde à palavra-chave. 4. b
eio, entre parênteses, 5. d
36
e depende das outras 6. e
e) 128 M A D ℝ E: 0 – 0
lei, qual a palavra que 32 7. d
eses no caso abaixo? M Ó V E L: 3 – 0 8. b
Instruções para as questões 11 a 17: N A V I O: 2 – 1 9. c
aS Nas questões 11 a 17 deve-se descobrir uma palavra usada F ℝ A C O: 0–2
como senha. C A S A L: 2 – 0 RACIOCÍN
As senhas nunca têm letras repetidas e pode-se deduzi-las
usando as pistas apresentadas. a) CANAL
Cada pista é composta por uma palavra com o mesmo nú- O objetivo de
b) COVIL representaçõ
mero de letras da senha procurada seguida dois números:
c) CANIL ou tridimens
- o primeiro número, em negrito, mostra quantas letras
certas nas posições certas a pista tem em relação à senha. d) BANAL
- o segundo número mostra quantas letras certas em posição e) SENIL Exemplo
erradas a pista tem em relação à senha. A figura
Assim, se a senha fosse a palavra CeRto teríamos: 15. Assinale a alternativa que corresponde à palavra-chave. cação de um
PeRto : 4-0 (4 letras certas nas posições certas: E, R, t, O e figura, pode
meio, entre parênteses, nenhuma letra certa em posição errada) F I L M E: 0 – 0 certa disposi
depende dos outros NERVO : 3-0 (3 letras certas nas posições certas: E, R , O e O círculo, po
F O ℝ M A: 2 – 0
ma lei, qual o número nenhuma letra certa em posição errada) mostra um “
nteses no caso abaixo? teRno : 3-1 (3 letras certas nas posições certas: E, R, O e 1 L I M A R: 0 – 1
letra certa em posição errada: t) S U M I A: 1–2
P L U M A: 3 – 0
11. Assinale a alternativa que corresponde à palavra-chave.
a) POUSA
M Ê S 0 – 0 b) LOUSA
S I M 0 – 1 c) PAUSA
ℝ Ó I 1 – 0 d) LOUℝA Assinale
e) CAUSA uma possíve
ℝ O L 0 – 1
planificação
M O A 0 – 1 16. Assinale a alternativa que corresponde à palavra-chave.
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo

a)
a) ALI
meio, entre parênteses, b) LIA V I S T O: 0 – 0
depende dos outros c) ELA ℝ O G U E: 3 – 1 b)
ma lei, qual o número d) ℝIA ℝ O S N E: 1 – 1
nteses no caso abaixo? e) DIA G O S T A: 1 – 1
c)
12. Assinale a alternativa que corresponde à palavra-cha- ℝ E V O A: 3 – 0
ve.
a) ℝENOVA d)
ℝ I J O 0–2 b) VEℝONA
T ℝ E M 0–2 c) ℝAVINA
P U M A 0–2 d) RANGE e)
S O L A 0–2 e) RÉGUA

34 33

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109
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

17. Assinale a alternativa que corresponde à palavra-chave. Solução: 2. As pi


Fechando a figura com a face branca para baixo, o cubo guard
B E S T A: 0 – 0 formado ficaria assim: tada
– Em baixo: Face branca.
T U M B A: 0–2 – Em cima: Face riscada (riscas diagonais).
P O B ℝ E: 1–2 – Faces laterais: A partir do círculo e seguindo para a
sponde à palavra. A M B A R: 0–2 direita: círculo – figura cinza – X – preta – circulo
B ℝ U T O: 3 – 0 novamente.
O: 0 – 0 Note que ao deixarmos a face branca para baixo teremos:
A: 3 – 0
a) PℝIMO
b) ℝOMPE – O círculo à direita da preta;
O: 0 – 1 – A preta à direita do X; Seguin
c) CURTO mostra
O: 0–2 – O X à direita da figura cinza;
d) PℝUMO – A figura cinza à direita do círculo.
R: 0 – 1 e) SURTO
Então, avaliando os cubos nas alternativas, temos:
gaBaRito – A alternativa “A” mostra o círculo com a figura cinza à
sua direita. Então a face de cima deveria ser a riscada
1. e 10. d e não a do X.
2. a 11. a – Na alternativa “B” mostra a face branca virada para a
3. c 12. a frente (como se olhássemos o fundo do nosso cubo) a) 1 –
4. b 13. c com o X à esquerda da figura cinza. Mas o X deveria 2 –
ponde à palavra-chave. estar à direita da figura cinza.
5. d 14. b 1 –
6. e 15. a – A alternativa “C”, que mostra a face riscada para cima, b) 3 –
E: 0 – 0 7. d 16. e a face preta deveria estar à esquerda do círculo e não 2 –
L: 3 – 0 8. b 17. d à direita. 1 –
O: 2 – 1 9. c – Na alternativa “D” as laterais mostram o círculo com a c) 3 –
figura cinza à sua direita. Então a face de cima deveria
O: 0–2 2 –
ser a riscada.
L: 2 – 0 RACIOCÍNIO ESPACIAL 1 –
– Por exclusão, chegamos à alternativa “E”. Realmente,
se virássemos esse cubo pondo a face branca para d) 3 –
O objetivo desses problemas é medir a capacidade de formar baixo, o X ficaria para frente e a face preta ficaria à sua 2 –
representações mentais de objetos no espaço bidimensional direita, exatamente como acontece com o cubo que 1 –
ou tridimensional e transformá-las em novas representações. nós formamos a partir da planificação dada na figura. e) 1 –
2 –
Exemplo: Portanto o gabarito é alternativa “E”. 1 –
A figura apresentada a seguir representa uma planifi‑
ponde à palavra-chave. cação de um cubo. Dobrando-se convenientemente essa EXERCÍCIOS 3. Sabe
figura, pode-se obter um cubo cujas faces exibirão, numa está
E: 0 – 0 certa disposição, os desenhos que aparecem na planificação. 1. A figura abaixo pode ser dobrada para formar um bloco quan
A: 2 – 0 O círculo, por exemplo, ficará numa face oposta à face que com seis faces retangulares.
mostra um “X”.
R: 0 – 1
A: 1–2
A: 3 – 0

a) 12
b) 13
Assinale a única alternativa que mostra corretamente c) 14
uma possível representação do cubo formado a partir da d) 15
planificação dada acima. e) 16
ponde à palavra-chave.
a) 4. Quan
Dos blocos mostrados a seguir, pode (podem) correspon-
O: 0 – 0 der ao bloco que se obteria a partir da figura acima:
E: 3 – 1 b)
E: 1 – 1
A: 1 – 1
c)
A: 3 – 0

d) a) somente o II. a) m
b) o I e o II. b) ex
c) o III e o V. c) ex
e) d) o I e o II. d) ex
e) o I, o II e o IV. e) m

i adquirido por FABIO FIGUEIROA - CPF: 596.354.105-06. Este eBook foi adquirido por FABIO FIGUEIR
distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal. A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitand
110
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

RACIOCÍNIO LÓGICO

2. As pilhas de cubos representadas na figura seguinte 5. Assinale a alternativa que mostra uma possível planifi- nÚMeRo
a para baixo, o cubo guardam uma relação numérica com a tabela apresen- cação do cubo abaixo.
tada à sua direita. O conju
números car
gonais). nos referirmo
o e seguindo para a 3 – 2 – 1
X – preta – circulo
2 – 1 – 0
Represen
1 – 0 – 0
para baixo teremos: Sucessor
a) Sucessor
Seguindo a mesma regra, assinale a alternativa que
• Todo n
mostra a tabela correspondente à pilha de cubos abaixo.
• O suc
• O suc
ou de
nativas, temos: b) • Se n +
com a figura cinza à antec
deveria ser a riscada • O ant
• O ant
branca virada para a dente
ndo do nosso cubo) a) 1 – 2 – 3 • O ant
za. Mas o X deveria 2 – 2 – 1 c) n–1
1 – 1 – 1
e riscada para cima, b) 3 – 2 – 1 Operações co
rda do círculo e não 2 – 1 – 2
1 – 2 – 1 ‑ Adição
tram o círculo com a c) 3 – 2 – 1 d) • A adi
ace de cima deveria núme
2 – 2 – 1
1 – 1 – 1
tiva “E”. Realmente,
a face branca para d) 3 – 2 – 1
• Numa
ce preta ficaria à sua 2 – 1 – 3
ce com o cubo que 1 – 2 – 1 e)
ação dada na figura. e) 1 – 2 – 3
2 – 1 – 2
”. 1 – 1 – 1 • O Elem
6. O molde apresentado na figura abaixo pode ser dobrado
3. Sabendo que, nas camadas superiores, cada cubinho para formar um cubo.
está apoiado completamente sobre outro cubinho, • A adiç
ara formar um bloco quantos cubinhos há na figura abaixo?

• A adiç

- Subtraç
• A sub
result
• A sub
a) 12 São possíveis representações corretas desse cubo:
adiçã
b) 13
c) 14
d) 15 • Numa
e) 16
LógiCo-MateMátiCo
RaCioCínio LógiCo-MateMátiCo

(podem) correspon- 4. Quantos cubinhos há na figura abaixo?


a) somente I.
figura acima:
b) I , II e III.
c) somente IV. • A sub
d) somente V.
e) I e V.
• A sub
gaBaRito n
a) menos de 9
RaCioCínio

b) exatamente 9 ‑ Multipl
c) exatamente 11 1. c 4. e
2. c 5. c • A mu
d) exatamente 12 result
3. c 6. b
e) mais de 8 e menos de 12

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ok foi adquirido por FABIO FIGUEIROA - CPF: 596.354.105-06. Este eBook foi adquirido por FABIO FIGUEIROA - CPF:
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111
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

11 2INFORMÁTICA
- INFORMÁTICA
Informática
4.1 - Software e Noções de sistema Software proprietário
operacional (ambientes Windows)
Software É aquele cuja cópia, redistribuição ou modificação são em alguma
O software é toda parte lógica do computador. Fazem parte do medida restritos pelo seu criador ou distribuidor. Para utilizar,
software: os programas, o sistema operacional, os dados, o copiar, ter acesso ao código-fonte ou redistribuir, deve-se solicitar
compilador, o interpretador, etc. O software é utilizado para ao proprietário, ou pagar para poder fazê-lo. Exemplos: Microsoft
gerir o funcionamento do computador e ampliar sua Windows, Real Player, Adobe Photoshop, entre outros.
potencialidade, para que possamos ter a solução de um
problema. Podemos dividir o software em três grupos: software Software livre
básico (do fabricante), software utilitário (de apoio) e software
aplicativo (do usuário). É qualquer programa de computador que pode ser usado,
copiado, estudado e redistribuído sem nenhuma restrição ou
pagamento. O código-fonte do programa é disponível
Tipos de software. gratuitamente.
Software Básico
É um conjunto de programas que define o padrão de
comportamento do equipamento, tornando-o utilizável, ou
seja, são os programas usados para permitir o
funcionamento do hardware. O software básico é orientado
para a máquina e torna possível a operação e a pró- pria
programação do computador. Seus programas se destinam a
realizar tarefas básicas do computador, como: acionar
periféricos, gerenciar buffers, mapear memória, manter o
relógio e a data, etc. Exemplo: Sistema Operacional.
Software Utilitário Os softwares livres se baseiam em 04 liberdades
GPL – LICENÇA PÚBLICA GERAL
São programas desenvolvidos com aplicações definidas, que
facilitam a operação do compu- tador por parte do usuário.
Liberdade 00 Executar o software seja qual for a
sua finalidade.
Software Aplicativo
Acessar o código-fonte do programa
São programas utilizados na automação das rotinas e modificá-lo conforme sua neces-
comerciais, industriais e científicas. É o conjunto de Liberdade 01
sidade e distribuir suas melhorias ao
programas voltados para a solução de problemas do usuário,
ou seja, executa uma série de instruções comandadas pelo público, de modo que elas fiquem
usuário. disponíveis para a comunidade.
Freeware
Liberdade 02 Fazer cópias e distribuí-la para quem
São programas gratuitos, eles não expiram e você pode usá- desejar de modo que você possa
los livremente que nunca terá que pagar nada por isso. ajudar ao seu próximo.
Alguns programas são gratuitos apenas para pessoas físicas
ou uso não comercial. Melhorar o programa e distribuir
Liberdade 03
suas melhorias ao público, de modo
que elas fiquem disponíveis para a
Adware (Advertising software) comunidade.

São programas gratuitos, mas fazem publicidade em forma


de banners ou links que bancam SISTEMA OPERACIONAL.
os custos do desenvolvimento e manutenção do software. É o principal programa do computador, responsável pelo
controle do equipamento em si, gerenciando o uso dos
Shareware dispositivos (memória, drive's) e demais programas
(processadores de texto, planilhas de calculo) e demais
periféricos tais como impressoras e scanners, discos entre
São programas gratuitos para testar, que após um
outros. Exemplo: Windows, Linux, Unix, Netware, Mac OS,
determinado tempo de uso é cobrado.
DOS, entre outros. Quanto à forma de trabalho e uso o sistema
operacional, pode ser:
Não permite ser utilizado por mais de um
Monousuário
usuário simultaneamente.
Exemplo: MS-DOS, WindWs 3.x, Windows
9x, Millenium.

Multiusuário Projetados para suportar várias sessões de


usuário em um computador.
Exemplo: Windows XP, Vista 7, Linux e Mac
OS.

Tipos de licença de software. Monotarefa Capazes de executar apenas uma tarefa de


cada vez.

7
112
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA
12 Informática
Multitarefa - Controla os periféricos de Entrada e Saída de informação;
É aquele que permite (aparenta) executar
várias tarefas simultâneas. Exemplo: - Cria uma plataforma comum entre os programas.
Navegar na internet com um browser e
editar um texto no Word.
ELEMENTOS DO SISTEMA OPERACIONAL ATUAL:

Principais características do Microsoft Windows.


Sistema Operacional Gráfico: O Windows apresenta telas
amigáveis, menus simplificados.

Multitarefa: Permite trabalhar com diversos programas ao


mesmo tempo (Word e Excel abertos ao mesmo tempo).
Multiusuário: Capacidade de criar diversos perfis de usuários.
Questão:
Plug And Play (PnP): Instalação automática dos itens de
hardware. Sem a necessidade de desligar o computador para O sistema operacional linux é composto por três componentes
iniciar sua instalação. principais. Um deles, o shell, é o elo entre o usuário e o sistema,
funcionando como intérprete entre os dois. Ele traduz os
Sistema de Arquivos FAT32 ou NTFS: O sistema de arquivos comandos digitados pelo usuário para a linguagem usada pelo
padrão do Windows é o NTFS, podendo optar pelo FAT32. kernel e vice-versa. Sem o shell a interação entre usuário e o
kernell seria bastante complexa.
O que faz o Sistema Operacional Windows?
(X)CERTO ( )ERRADO
- Gerencia as memórias;
- Gerencia o processamento;

PRINCIPAIS ITENS E FUNÇÕES DO WINDOWS podem ser exibidos temporariamente, mostrando o status das
atividades em andamento. Por exemplo, o ícone da impressora é
Tela de logon: Nela, selecionamos o usuário que irá utilizar o exibido quando um arquivo é enviado para a impressora e
computador. desaparece quando a impressão termina. Você também verá um
lembrete na área de notificação quando novas atualizações do
Ícones: Representação gráfica de um arquivo, pasta ou Windows.
programa. Você pode adicionar ícones na área de trabalho,
assim como pode excluir. Alguns ícones são padrões do Botão Iniciar: É o principal elemento da Barra de Tarefas. Ele
Windows: Meu Computador, Meus Do- cumentos, Meus locais de dá acesso ao Menu Iniciar, de onde se podem acessar outros
Rede, lnternet Explorer e a Lixeira. Os ícones de atalho menus que, por sua vez, acionam programas do Windows. Ao
oferecem links para os programas ou arquivos que eles ser acionado, o botão lniciar mostra um menu vertical com
representam. Você pode adicioná-los e excluí-los sem afetar os várias opções. Alguns comandos do menu lniciar têm uma seta
programas ou arquivos atuais. para a direita, significando que há opções adicionais disponíveis
em um menu secundário. Se você posicionar o ponteiro sobre
Barra de tarefas : Mostra quais as janelas estão abertas neste um item com uma seta, será exibido outro menu. O Menu iniciar
momento, mesmo que algumas estejam minimizadas ou ocultas oferece a você acesso mais rápido a e-mail e lnternet, seus
sob outra janela, permitindo assim, alternar entre estas janelas documentos, imagens e música e aos programas usados
ou entre programas com rapidez e facilidade. recentemente, pois estas opções são exibidas ao se clicar no
botão Iniciar.
A barra de Tarefas pode conter ícones e atalhos e desocupa
memória RAM, quando as janelas são minimizadas. A barra de Painel de controle: Pelo Painel de Controle temos acesso às
tarefas também possui o menu lniciar e a área de notificação, configurações do Windows. Podemos também usar as diversas
onde você verá o relógio. Outros ícones na área de notificação ferramentas oferecidas neste painel, como Adicionar ou

8
113
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

13 Informática
Remover programas, visualizar impressoras instaladas e instalar
novas impressoras, adicionar, remover ou alterar contas
usuários, configurar o firewall do Windows, entre outras
aplicabilidades.

Lixeira: É uma pasta que armazena temporariamente arquivos


excluídos; O tamanho padrão é de 10% do HD (podemos alterar
o tamanho da lixeira acessando as propriedades da lixeira).

QUESTÕES

1- CESPE - 2012 -CARCTERISTICAS


PRINCIPAIS MPE-PI - CARGOS DE NÍVEL MÉDIO
DO SISTEMA LINUX.
Julgue os próximos itens, acerca de conceitos relacionados a organ-
O Linux
ização é um pastas
de arquivos, Sistema Operacional
e programas. desenvolvido
Quando um programapelo
é in-
programador Linus Torvalds.É considerado um Software básico.
stalado em um computador, normalmente, são criadas pastas onde
É um Software Livre (Open Source).
arquivos relacionados a esse programa são armazenados. A remoção
de arquivos
Licença de dessas pastas de GPL/GNU
uso: GPL/GNU. armazenamento poderá
- significa comprometer
Licença Pública o
correto funcionamento
geral, consiste do programa.
na designaçãode licença para softwares livres.
( ) Certo ( ) Errado
É um sistema operacional Multitarefa e Multiusuário: Capacidade
de criar diversos perfis de usuários.
2- CESPE - 2010 - TRT - 21ª REGIÃO (RN) - TÉCNICO JUDICIÁRIO
Acerca de hardware
É Preemptivo e software,
- permite julgue de
a interrupção os processos.
itens subsequentes.
(É também Todo
software, para do
característica serWindows).
executado por meio de écomputador,
Preemptivo a ideia de deve ser car-
ter vários
programas
regado sendo processados
na memória principal doao mesmo tempo,
computador, e com
ou seja, isso,
na memória
conseguimos alternar de um para o outro, interrompendo desta
RAM.
(forma,
) Certoo(processo
) Errado de um para executar outro.
Multiprocessamento (também característica do Windows).
3-CESPE-2009-ADAGRI-CE
Multiprocessamento é um -FISCAL ESTADUAL
compu- tador AGROPECUÁRIO
com mais de um
Com relação à informática e Internet, julgue os itens a seguir. Free-
processador.
ware são software sem qualquer proteção de direitos autorais, que
Sistema Monolítico (também característica do Windows).
podem ser utilizados sem restrição de uso e de código fonte.
Sistema monolítico - todos os processos em um só núcleo.
( ) Certo ( ) Errado
Compartilhamento de bibliotecas (também característica do
4-CESPE-2009-ADAGRI-CE-AGENTE
Windows). É o compartilhamen- ESTADUAL
to de AGRO PECUÁRIO
recursos com os
softwares
De acordo cominstalados no a computador.
o disposto Exemplo:
respeito do direito de uso,asos fontes
software
instaladasnos
utilizados no computadores
computador para
podem ser utilizadas
diversas finalidadesem vários
operacionais
programas como Word, Excel, Power Point, Pho- toshop e etc.
podem ser de vários tipos de função, como, por exemplo, software
proprietários,
Capacidade software comerciais, sharewares
de processamento 32/ 64e freewares.
bits (também
(característica
) Certo ( ) Errado
do Windows) - Há versões de 32 e 64 bits. Pode
ser instalado tanto em processadores de 32 bits, como de 64
5- CESPE - 2010 - ANEEL - TÉCNICO ADMINISTRATIVO
bits.
A respeito dos fundamentos operacionais e pacotes dos sistemas
Superusuário (também presente no Windows, mas com o nome
Windows e Linux, julgue os itens que se seguem. O sistema opera-
de Administrador) é o usuário com controle total do
cional é uma plataforma, ou seja, uma espécie de base sobre a qual
computador.
são executados os programas usados em um computador. Além dis-
Usuário
so, traduzcomum (também
as tarefas presente
requisitadas no Windows,
pelo usuário mas com para
ou por programas o
nomelinguagem
uma de UsuárioqueLimitado) é o usuário
o computador que não tem poder para
compreenda.
(manipular
) Certo ( ) todos
Erradoos recursos existentes no computador.
lnterface gráfica e Prompt de comando (também existente no
6- CESPE - 2011
Windows) - PC-ES -interagir
- É possível CARGOScom DE NÍVEL SUPERIOR
o Linux de duas maneiras:
Acerca de conceitos
Pela lnterface básicos
Gráfica de informática
ou Prompt e sistemas
de Comando operacionais,
(Shell, bash sh,
julgue
etc). os itens a seguir. No ambiente Windows, a opção de Mapear
unidade de rede permite se associar um atalho para uma unidade
Distribuição
local,de modo Linux.
que esta possa estar disponível para outro usuário ou
Algumas
outra rede.bancas citam nas provas algumas das principais
(distribuições, portanto cabe aqui comentarmos sobre elas.
) Certo ( ) Errado

9
114
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

15 Informática
4.2 - Noções de vírus, worms e pragas virtuais
NOÇÕES DE VÍRUS, WORMS E PRAGAS VIRTUAIS.

É um termo genérico utilizado para denominar qualquer tipo de código/programa malicioso.


Malware lnclui vírus, worms, spywares, trojans, backdoors, rootkits, etc.

Projetado especificamente para apresentar propagandas. Pode ser usado para fins legítimos, quando
incorporado a programas e serviços, porém também pode ser usado para fins maliciosos, quando as
propagandas apresentadas são direcionadas, de acordo com a navegação do usuário e sem que este
Adware saiba que tal mo- nitoramento está sendo feito.

(Porta dos fundos) – é uma falha de segurança (casual ou intencional) que existe em um
programa de computador ou sistema operacional, que permite a um invasor, por meio de acesso
Backdoor remoto, obter total controle da máquina sem que o usuário perceba.

O termo bot é a abreviação de robot. Os criminosos distribuem um software mal-intencionado (malware)


que pode transformar seu computador em um bot (também conhecido como "zumbi"). Quando isso
ocorre, o computador pode executar tarefas au- tomatizadas via lnternet sem que você saiba, tais como

Bot e enviar mensagens de spam, disseminar vírus, atacar computadores e servidores, e cometer outros tipos
Botnet de crimes e fraudes, podendo deixar seu computador lento. Os criminosos costumam usar bots para
infectar grandes quantidades de computadores. Esses com- putadores formam uma rede, ou uma
botnet.

Trojan ou trojan-horse) – é um programa que, além de executar as funções para as quais foi
aparentemente projetado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, sem o conhecimento
Cavalo de
do usuário, tais como furto de senhas, de números de cartões de crédito e outras informações pessoais e,
Troia (
também, inclusão de backdoors.

É o termo usado para designar quem quebra um sistema de segurança de forma ilegal ou sem ética.
Cracker Crackers utilizam seus conhecimentos para fins como vandalismo, revanchismo, espionagem, roubo ou
qualquer prática criminosa em benefício próprio ou corporativo.

Denial of (Negação de serviço) - É uma técnica pela qual um atacante utiliza um computador para tirar de operação
Service ou um serviço, um computador ou uma rede conectada à Internet.
DoS

É a arte de reverter códigos já compilados para uma forma que seja legível pelo ser humano. Técnicas de
Engenharia
engenharia reversa são aplicadas na análise de vírus e também em atividades ilegais, como a quebra de
reversa proteção anticópia. A engenharia reversa é ilegal em diversos países.

(Falsificação de e-mail) - é uma técnica que consiste em alterar campos do cabeçalho de um email, de
forma a aparentar que ele foi enviado de uma determinada origem quando, na verdade, foi enviado de
E-mail
outra. Os atacantes tentam, dessa forma, fazer com que os seus destinatários acreditem que os e-mails
spoofing partiram de pessoas conhecidas.

Programa malicioso que, uma vez instalado no computador, captura o que o usuário digitar, tal como
Keylogger contas bancárias, senhas e outras informações pessoais. As informações capturadas podem ser enviadas
para computadores remotos e utilizadas para realizar transações fraudulentas.

(Pronuncia-se "fishing") é um tipo de roubo de identidade online, pela utilização combinada de meios
Phishing técnicos e engenharia social. Ele usa e-mails que são concebidos para roubar seus dados ou informações
pessoais, como números de cartão de crédito, senhas, dados de contas ou outras informações.

É um tipo específico de phishing que envolve a redireção da navegação do usuário (quanto este tenta
Pharming acessar sites legítimos) para sites falsos, por meio de alterações no serviço de DNS.

Ping of Death (Ping da Morte): é um recurso utilizado na Internet por pessoas mal-intencionadas, que consiste no envio
de pacotes TCP/lP de tamanhos inválidos para servidores, levando-os ao travamento ou ao impedimento de
trabalho.

11
115
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

16 Informática
É um conjunto de programas e técnicas que permite esconder e assegurar a presença de um invasor ou
Rootkit de outro código malicioso em um computador comprometido.

Forma avançada de keylogger, capaz de armazenar a posição do cursor e a tela apresentada no monitor,
Sreenlogger nos momentos em que o mouse é clicado, ou armazenar a região que circunda a posição em que o mouse
é clicado.

Spam E-mail não solicitado pelo remetente, com conteúdo irrelevante ou inapropriado, em geral com propósitos
comerciais.

Programa de computador que, uma vez instalado, coleta informações relacionadas às atividades do usuário
Spyware e as envia para computadores remotos. Alguns tipos específicos de programas spyware são: Keylogger,
Screenlogger e Adware.

Snooping lnvasões sem fins lucrativos, apenas para "bisbilhotar" as infor mações alheias.

São programas de computador criados com algum tipo de intenção maliciosa, como roubar dados,
danificar ou invadir sistemas.
Vírus

São códigos maliciosos que se espalham automaticamente pela rede de computadores sem que sejam
Worms percebidos. Um worm pode realizar ações perigosas, como consumir banda de rede e recursos.
Com relação a Internet, correio eletrônico e navegadores da
Internet, julgue os itens seguintes.
QUESTÕES
O termo worm é usado na informática para designar programas
1- CESPE - 2012 - TRE-RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO que combatem tipos específicos de vírus de computador que
Com relação à segurança da informação, julgue os próximos costumam se disseminar criando cópias de si mesmos em outros
itens. sistemas e são transmitidos por conexão de rede ou por anexos
de e-mail.
Pharming é um tipo de golpe em que há o furto de identidade do
usuário e o golpista tenta se passar por outra pessoa, ( ) Certo ( ) Errado
assumindo uma falsa identidade roubada, com o objetivo de
obter vantagens indevidas. Para evitar que isso aconteça, é 6- CESPE - 2008 - PC-TO - DELEGADO DE POLÍCIA
recomendada a utilização de firewall, especificamente, o do tipo Julgue os itens seguintes relativos a informática.
personal firewall.
Trojan é um programa que age utilizando o princípio do cavalo
( ) Certo ( ) Errado de tróia. Após ser instalado no computador, ele libera uma porta
de comunicação para um possível invasor.
2- CESPE - 2012 - TRE-RJ - CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR
A respeito de segurança da informação, julgue os itens ( ) Certo ( ) Errado
subsequentes.
7- CESPE - 2010 - ANEEL - TODOS OS CARGOS - NÍVEL
Para que um vírus de computador torne-se ativo e dê SUPERIOR
continuidade ao processo de infecção, não é necessário que o Julgue os itens subsequentes, a respeito de conceitos e
programa hospedeiro seja executado, basta que o e-mail que ferramentas de Internet.
contenha o arquivo infectado anexado seja aberto.
Phishing é um tipo de ataque na Internet que tenta induzir, por
( ) Certo ( ) Errado meio de mensagens de e-mail ou sítios maliciosos, os usuários a
informarem dados pessoais ou confidenciais.
3- CESPE - 2012 - TJ-RR - NÍVEL MÉDIO
Acerca de organização e gerenciamento de informações, ( ) Certo ( ) Errado
arquivos, pastas e programas, de segurança da informação e
8- CESPE - 2009 - PREFEITURA DE IPOJUCA - PE - TODOS
de armazenamento de dados na nuvem, julgue os itens
OS CARGOS
subsequentes.
Os programas de antivírus são indicados para fazer controle e
eliminação de pragas virtuais. São exemplos típicos de pragas
Os vírus de boot são programas maliciosos desenvolvidos para
que, no processo pós- infecção, o ciberpirata possa ter acesso virtuais: spyware, worm, firewall, hash e boot.
ao computador para fazer qualquer tipo de tarefa, entre elas o ( ) Certo ( ) Errado
envio do vírus por meio do email.

( ) Certo ( ) Errado
GABARITO

4- CESPE - 2011 - CBM-DF - TODOS OS CARGOS 1-E 2-E 3-E 4-E 5-E 6-C 7-C 8–E
Julgue os itens a seguir, relacionados a conceitos de sistema
operacional, aplicativos e procedimentos de Internet e intranet e
segurança da informação.

Phishing é um programa utilizado para combater spyware,


adware e keyloggers, entre outros programas espiões.

( ) Certo ( ) Errado

5- CESPE - 2008 - TST - TÉCNICO JUDICIÁRIO

12
116
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

17 Informática
174.3 - Programas de Navegação
Informática
NAVEGADORES DE INTERNET
Os navegadores (browser) de internet são utilizados para
acessar as páginas da web. Todos eles são gratuitos, e operam
NAVEGADORES DE INTERNET
adequadamente no ambiente para o qual foram projetados.
Os navegadores (browser) de internet são utilizados para
acessar as páginas da web. Todos eles são gratuitos, e operam
adequadamente no ambiente para o qual foram projetados.

INTERNET EXPLORER

ACTIVEX – Bloquear complementos indesejados.


INTERNET EXPLORER
MODO DE COMPATIBILIDADE – Adaptar um site.
ACTIVEX – Bloquear complementos indesejados.
FILTRO
MODODODESMART SCREEN – Proteger
COMPATIBILIDADE contra
– Adaptar phishing
um site.
e outros malwares.
FILTRO DO SMART SCREEN – Proteger contra phishing NAVEGAÇÃO PRIVADA
MOZILLA FIREFOX
e outros malwares.
Forma de navegação
NAVEGAÇÃO PRIVADA onde os dados da navegação não ficam
SYNC – Sincronizador de dados do navegador: Criar
MOZILLA FIREFOX armazenados no navegador. Ou seja, o histórico, os downloads,
uma conta e utiliza-la em qualquer computador, lembrando Forma deNão
cookies.. navegação onde os no
são guardados dados da navegação
computador não ficam
utilizado com a
SYNC –senhas,
assim dos favoritos, Sincronizador de edados
históricos outrosdorecursos.
navegador: Criar armazenados no navegador.
navegação, mas, isso não Ou seja, ode
impede histórico, os downloads,no
ficar armazenado
uma conta e utiliza-la em qualquer computador, lembrando cookies..
assim dos favoritos, senhas, históricos
servidor deNão são guardados no computador utilizado com a
acesso.
PERSONALIZAR – Utilizar TEMASe outros recursos.
como complementos navegação, mas, isso não impede de ficar armazenado no
para ajustar de modo personalizado o navegador. servidor de acesso.
PERSONALIZAR – Utilizar TEMAS como complementos
para ajustar
GOOGLE CHROME de modo personalizado o navegador.

GOOGLE CHROME AUTOMÁTICAS.


ATUALIZAÇÕES
ATUALIZAÇÕES AUTOMÁTICAS.

1313
117
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

18 Informática

TERMOS:

• URL (Localizador de recursos)

http://www.informaticaconcursos.com/material/net.pptx:80
(:80 é a porta)

• HTML – Linguagem de marcação – Utilizado: HTTP.

• Domínio: nome raiz do site

SERVIÇOS DE BUSCAS.
Diferentes empresas oferecem serviços de buscas na internet.
Entre elas, sem duvida a Google é a mais conhecida. Mas
existem serviços como o bing da Microsoft, Yahoo buscas, da
Yahoo, Ask, da Ask.com, e assim por diante. O que todos
possuem em comum é a capacidade de filtrar os resultados das
buscas, selecionando os resultados. Podemos realizar a seleção
dos resultados por barras de ferramentas (pesquisar, imagens,
mapas, noticiais, etc.) ou opção especificas (guia imagens,
tamanho da imagem, cores, tipo, visual, datas). Nos concursos,
em linhas gerais, são solicitadas as operações de linha de
comando.

QUESTÕES
1- CESPE - 2012 - TRE-RJ - CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR
Ao se digitar o argumento de pesquisa tre - (minas gerais) no
bing, serão localizadas as páginas que contenham o termo “tre”
e excluídas as páginas que apresentem o termo “minas gerais”.
( ) Certo ( ) Errado
2- CESPE - 2012 - TRE-RJ - CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR
Caso se digite, na caixa de pesquisa do Google, o argumento
“crime eleitoral” site:www.tre-rj.gov.br, será localizada a
ocorrência do termo “crime eleitoral”, exatamente com essas
palavras e nessa mesma ordem, apenas no sítio www.tre-
rj.gov.br.
3- CESPE - 2012 - TJ-RR - NÍVEL SUPERIOR
Acerca de Internet, julgue os próximos itens. No campo
apropriado do sítio de buscas do Google, para se buscar um
arquivo do tipo .pdf que contenha a palavra tjrr, deve-se digitar
os seguintes termos: tjrr filetype:pdf.
( ) Certo ( ) Errado

GABARITO
1-C 2-C 3-C

14
118
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

19 Informática
4.4 - Redes de Computadores

15
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA
20 Informática

TIPOS DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO 4.6 - Sítios de busca e


pesquisa
PROTOCOLOS TCP/IPna Internet

4.5CORREIO
- Programas de correio eletrônico
ELETRÔNICO.
O e-mail é uma forma de comunicação assíncrona, ou seja,
mesmo que o usuário não esteja online, a mensagem será
armazenada em sua caixa de entrada, permanecendo disponível
até ela ser acessada novamente. Historicamente, o e-mail foi
uma das primeiras formas de comunicação entre os usuários da
ArpaNET (rede militar EUA que deu origem a internet).

FTP significa File Transfer Protocol ( Protocolo de


Transferência de Arquivos) é uma forma bastante
rápida e versátil de transferir arquivos. E o
Protocolo de aplicação mais utilizado para
transferência de arquivos. A transferência de
arquivos FTP sempre é feita utilizando 2 portas
TCP/lP diferentes , a porta 20 para dados e a
porta 21 para o processo de contro- le dessa
transferência.

Hypertext Transfer Protocol (ou o acrônimo


HTTP; do inglês, Protocolo de Transferência de
Hipertexto) é um protocolo de comunicação (na
camada de aplicação segundo o Modelo OSl)
HTTP utilizado para sistema de informação de
hipermídia distribuídos e colaborativos. Seu uso
para a obtenção de recursos interligados levou
ao estabelecimento da World Wide Web. Porta 80
para comunicação.

HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure), é


uma implementação do protocolo HTTP sobre uma
camada SSL ou do TLS. Essa camada adicional
permite que os dados sejam transmitidos através
HTTPS de uma conexão cryptografada e que se verifica a
autenticidade do servidor e do cliente através
de certificados digitais. A porta TCP usada por
norma para o protocolo HTTPS é a 443.

Address Resolution Protocol ou ARP é um protocolo


usado para encontrar um endereço da camada de
enlace (Ethernet, por exemplo) a partir do
ARP
endereço da camada de rede (como um endereço
IP). Ao processo inverso dá-se o nome de RARP
(Reverse ARP).

O DHCP, Dynamic Host Configuration Protocol (


Protocolo de configuração de host dinâmico), é um
protocolo de serviço TCP/lP que oferece
DHCP
configuração dinâmica de terminais, com
concessão de endereços lP de host e outros
parâmetros de configuração para clientes de rede.

16
120
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA
21 Informática
Biblioteca de dicionário de palavras da internet:

Internet A definição de internet é um conglomerado de redes locais espalhadas pelo mundo, o que torna possível a
interligação entre os computadores utilizando o protocolo de internet.

A intranet é um espaço restrito a determinado público, utilizado para compartilhamento de informações


Intranet restritas. Geralmente é utilizada em servidores locais instalados na empresa.

É o acesso externo feito a uma intranet, como, por exemplo, podemos citar o acesso de um cliente de um
Extranet determinado bancoacessando as informações de sua conta.

A ethernet (também conhecida sob o nome de norma lEEE 802.3) é um padrão de transmissão de dados
Ethernet para rede local baseada no princípio seguinte. Todas as maquinas da rede Ethernet estão conectadas a uma
mesma linha de comunicação, constituída por cabos cilíndricos.

São navegadores, ou seja, programas que permitem visualizar páginas na web. O browser possibilita
Browsers interagir com documentos virtuais da internet, que estão hospedados em servidores web. São exemplos de
browser: lnternet Explorer, Firefox, Google Chrome, Safari, Opera, etc.
URL (Uniform Resource Locator) é o endereço alfanumérico de um site. Por exemplo:
http://www.resumomateriaisparaconcursos.com

Endereço É o endereço numérico utilizado pelo protocolo da internet para identificar os computadores (servidores)
lP dessa rede. Exemplo: 220.45.100.222

(Domain Name System) é o serviço responsável por converter um URL em endereço lP, para que as páginas
possam ser localizadas e abertas pela máquina do solicitante. Quando você visita um site através do seu
DNS navegador ou quando envia um email, a internet precisa saber em qual servidor o site e ou e-mail estão
armazenados para poder responder a sua solicitação. Cada domínio possui um registro no DNS que define
qual o endereço lP do servidor de hospedagem e o lP do servidor de e-mail que responderão por este
domínio.

Provedores É uma empresa que proporciona o acesso dos usuários à internet, normalmente mediante o pagamento de
de Acesso mensalidade. Ex: Terra, UOL, etc.

Página inicial de um site, página principal.


Home Page

É o conjunto de páginas de uma determinada URL.


Site

Hypertext Transfer Protocol - Protocolo de Transferência de Hipertexto - é um protocolo de comunicação


Http responsável pelo tratamento de pedidos e respostas entre cliente e servidor na World Wide Web.

Protocolo utilizado por sites que precisam oferecer mais segurança ao usuário, como páginas de bancos,
por ser menos vulnerável que o convencional "http". Com o "https", a transmissão de dados entre os
Https clientes e os servidores são criptografadas, o que evita que as informações sejam capturadas por pessoas
mal intencionadas. Quando se visita um site assim, geralmente aparece um cadeado na barra de endereços
do navegador.
(Teia mundial), também conhecida como web e www, é um sistema de documentos em hipermídia, ou seja,
World Wide
documentos que podem conter todo o tipo de informação: textos, fotos, animações, trechos de vídeos, sons
Web e programas, que são interligados e executados na Internet.

Domínio é o nome de uma área reservada num servidor lnternet que indica o endereço de um website. O
identificador do ambiente Web (http://www) não faz parte do domínio. Geralmente, o domínio toma a
Domínio forma de nomedaempresa.com.br, se a empresa for comercial, existem vários tipos de domínios: ".com.br,
org.br,.com. gov.br."

Uma hiperligação, ou simplesmente uma ligação (também conhecida em português pelos correspondentes
termos ingleses, hyperlink e link), é uma referência num documento em hipertexto a outras partes deste
Links documento ou a outro documento. Os links agregam interatividade no documento. Ao leitor torna-se possível
localizar rapidamente conteúdo sobre assuntos específicos.

São dados distribuídos na internet através de broadcast, mediante assinatura de um leitor de RSS. O site da
Feeds FCC oferece RSS, e quando no tornamos assinantes, ao invés de acessar o site regularmente a procura de
atualizações, a atualização é comunicada por e-mail ou para o leitor RSS.

São os links de páginas que o usuário adicionou em seu bookmarks, dentro de seu navegador web. As
Favoritos informações de favoritos produzem arquivos LINK (links, atalhos), armazenados na pasta favoritos, do
computador local, do usuário.

17
121
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

22 Informática
Os recursos de sites acessados pelo usuário serão armazenados em uma lista, no computador local, chamada
Histórico de
histórico. Podemos excluir todo o histórico através das opções de internet existentes no menu/função
navegação
ferramentas dos navegadores, ou evitar o seu registro, utilizado o modo anônimo de navegação.

Pop-up é uma pequena janela do navegador da web, que apare- ce no topo do site que você está visitando.
Bloqueador Frequentemente, as janelas pop-up são abertas assim que você entra no site e geral- mente são criadas por
de Pop-up anunciantes. O bloqueador de pop-up é um recurso que permite limitar ou bloquear a maioria dos pop-ups.

cookies Os cookies são arquivos de texto que alguns sites criam no compu- tador do usuário para armazenar as
informações recolhidas sobre a sua visita ao site.

Cookies
É uma memória temporária que tem por objetivo promover em acesso mais rápido a páginas já visitadas.
Cache Qualquer informação temporária armazenada localmente para que não seja necessário processá-la outra vez
durante certo período.

4.7 - Segurança
SEGURANÇA DA da Informação
INFORMAÇÃO

Firewall

Firewall é um software ou um hardware que serve para deixar


seu computador mais seguro. Funciona como uma barreira que
verifica informações vindas da internet ou de uma rede e, em
seguida, joga essas informações fora ou permite que elas
passem pelo computador. Assim, oferece uma defesa contra
hackers ou programas mal intencionados, que tentam conectar
seu computador sem permissão.

O firewall não detecta ou remove vírus, para isso é


necessário instalar um antivírus em seu computador.

Dentre os ataques que podem ser neutralizados por um firewall,


incluem-se os ataques de hackers, rootkits, worms, ping of
death, etc.

Antivírus

Os antivírus são programas de computador que ajudam a


proteger computadores e sistemas contra os vírus de
computador. Os antivírus dedicam-se à prevenção da entrada
dos vírus no computador, à detecção da contaminação do
sistema por vírus e à remoção dos vírus quando da sua
detecção.

Antispyware

O uso do software antispyware pode ajudá-lo a proteger seu


computador contra spyware e outros possíveis softwares
indesejados. O Windows Defender é um exemplo de software
antispywar incluído no Windows e executado automaticamente
ao ser ativado.

18
122
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

23 Informática
CERTIFICAÇÃO E ASSINATURA DIGITAL.

Certificado digital

O certificado digital é um registro eletrônico que contém um


conjunto de dados que distingue uma pessoa ou instituição e
associa a ela uma chave pública. Esse registro
TIPO FUNÇÃO
pode estar armazenado em um computador ou em outra mídia,
como um token ou smart card. Podemos comparar um Um backup de cópia copia todos os
certificado digital com o CNPJ de uma empresa ou o CPF de uma Backup de
arquivos selecionados, mas não os marca
pessoa, por exemplo. Cada um deles contém um conjunto de cópia
como arquivos que passaram por backup.
informações que

identificam a instituição ou a pessoa e a entidade responsável Um backup diário copia todos os arquivos
pela emissão e pela veracidade dos dados. No caso do Backup
selecionados que foram modificados no dia
certificado digital, a entidade responsável pela emissão e pela diário
de execução do backup diário.
veracidade dos dados é a Autoridade Certificadora (AC).

Algumas das principais informações encontradas em um Um backup normal copia todos os arquivos
Backup
certificado digital são: selecionados.
normal 1°.
 Dados que identificam o dono certificado.
 Nome da Autoridade Certificadora (AC) que emitiu o
certificado. Um backup diferencial copia arquivos
 Versão, número de série e o período de validade do criados ou alterados desde o último backup
certificado. normal ou incremental.
 A assinatura digital da AC. Backup
 Chave pública do dono do certificado. diferencial Restauração: a restauração de arquivos e
Um certificado digital pode ser emitido para pessoas, empresas, pastas exigirá o último backup normal e o
equipamentos ou serviços na rede (por exemplo, um site Web) e último backup diferencial.
pode ser homologado para diferentes usos, como
confidencialidade e assinatura digital. Exemplo: um certificado
digital pode ser emitido para que um usuário assine e Um backup incremental copia somente os
criptografe mensagens de correio eletrônico arquivos criados ou alterados desde o
Backup último backup normal ou incremental.
incremental
AssINAtura digital Restauração: exigirá o último normal e
todos os incrementais.
A assinatura digital consiste na criação de um código, através da
utilização de uma chave privada, de modo que a pessoa ou a
entidade que receber uma mensagem contendo esse código
possa verificar se o remetente é mesmo quem diz ser e
identificar qualquer mensagem que possa ter sido modificada.
Sendo assim, a assinatura digital permite comprovar a
autenticidade e a integridade de uma informação. A assinatura
digital baseia-se no fato de que apenas o dono conhece a chave
privada e que, se ela foi usada para codificar uma informação,
então apenas seu dono poderia ter feito isso. A verificação da
assinatura é feita com o uso da chave pública, pois, se o texto
foi codificado com a chave privada, somente a chave pública
correspondente pode decodificá-lo.

4.8 -

4.9 - Computação na Nuvem


COMPUTAÇÃO NA NUVEM.
Cloud Computing

É uma forma de evolução do conceito de Mainframes. Os


Mainframes são super- computado- res normalmente usados em
redes privadas (intranets) os quais são responsáveis pelo tra-
balho pesado de processamento de informações. A computação
na nuvem é uma ideia similar que ao invés de manter
supercomputadores , internamente na empresa, utiliza
computado- res (servidores) localizados na internet, otimizando
assim seu uso. Nessa forma de compu- tação o usuário apenas
envia os dados via conexão com a internet para os servidores,
que trabalham esta informação e devolvem-lhe a resposta, o
que possibilita que o dispositivo que o usuário utilize seja mais

19
123
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

24 Informática
simples como um celular, um netbook, um tabelt ou mesmo um Mídias Sociais: São as ferramentas que as pessoas usam para
computador convencional. Um exemplo de Cloud computing é o compartilhar conteúdo, visões, perspectivas, opiniões e perfis,
aplicativo TALK da Google para o sistema Androide. facilitando a interação entre variados grupos de pessoas,
permitem a interação e a publicação de conteúdo por qualquer
Cloud Storage pessoa, Essas ferramentas incluem fórum de discussão, blog,
podcasts (transmissão de áudio), lifestreams (transmissão de
É uma forma de se manter backup de dados, como também
vídeo ao vivo), bookmarks (conexões de links favoritos em
compartilhar informações. Esse serviço oferece ao usuário a
comum, como o Digg e Delicious), redes sociais, wikis (o mais
criação de uma conta de armazenamento, que pode ser
famoso, Wikipédia), entre outros.
sincroni- zada com uma pasta do computador do usuário. Na
maioria dos casos não é necessário que o usuário instale
aplicativos extras no computador os serviços podem ser
acessados diretamen- te online (por intermédio de um FERRAMENTAS DE COLABORAÇÃO.
navegador). Os principais serviços de cloud Storage disponí-
veis são: o Dropbox, Microsoft skydrive, Google Drive e o Apple De acordo com o site Usability First
lcloud. (http://www.usabilityfirst.com/groupware), as ferramentas de
colaboração (sistemas colaborativos) são classificadas de acordo
com o lugar das interações (presenciais ou à distância) e o

REDES SOCIAIS. 4.10 - Redes Sociais tempo (síncronas ou assíncronas).

Ferramentas síncronas são aquelas que requerem tempo de


Uma rede social é uma rede de pessoas que se relacionam resposta imediato. Por exemplo, mensagens instantâneas (lCQ,
independente do ambiente, ou seja, é uma forma de Messenger), conferências e videoconferências. Já as
relacionamento interpessoal no ambiente web. As principais ferramentas assíncronas não necessitam de um tempo de
redes sociais são: Facebook, Google Plus, Myspace, Orkut, resposta curto ou imediato, como os e-mails e os fóruns de
Linkedin, Twiter, Flickr e lnstangram. discussão.

Wikis

Um Wiki é um espaço democrático de compartilhamento de


ideias que determinado grupo decide administrar. Constitui-se,
enquanto ferramenta, para a construção colaborativa de um
texto eletrônico hipermídia e de conhecimento compartilhado.
Apresenta-se livre e aberto para a publicação e a alteração de
suas páginas por seus integrantes. Exemplo: Wikipédia.

Fóruns de Discussão

É uma ferramenta gerenciável pela lnternet que permite a um


grupo de pessoas a troca de mensagens via e-mail entre todos
os membros do grupo. No fórum, geralmente é colocada uma
questão, uma ponderação ou uma opinião que pode ser
comentada por quem se interes- sar. Quem quiser pode ler as
opiniões e pode acrescentar algo, se desejar.

QUESTÕES
1- CESPE - 2012 - BANCO DA AMAZÔNIA - TÉCNICO
CIENTÍFICO
Julgue os itens a seguir, que tratam da segurança da
informação.

Para que haja maior confidencialidade das informações, estas


devem estar disponíveis apenas para as pessoas a que elas
forem destinadas.

( ) Certo ( ) Errado

2- CESPE - 2011 - IFB - CARGOS DE NÍVEL MÉDIO


Fique ligado Quando se realiza o acesso a um sítio que utiliza o protocolo
HTTPS e, no navegador, existe a indicação de que se trata de
Em concursos, considerar: um sítio seguro, os dados do sítio são enviados de forma
criptografada.
Redes Sociais: (sites de relacionamento) São estruturas sociais
formadas por pessoas ou organizações, essas pessoas estão ( ) Certo ( ) Errado
conectadas de varias formas, existem vários tipos de relação
dentro das redes sociais (familiares, amizades, lazer, 3- CESPE - 2011 - STM - CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR
Julgue os itens seguintes, acerca de correio eletrônico, do
comerciais, sexuais, etc.). Nesse ambiente é normal reunir
Outlook 2003 e do Internet Explorer 7.
pessoas com interesses em comum, nas redes sociais eles
podem expor seu perfil com seus dados suas fotos, vídeos e Um firewall pessoal instalado no computador do usuário impede
mensagem e também podem interagir com os demais que sua máquina seja infectada por qualquer tipo de vírus de
integrantes criando páginas, comunidades (ou grupos) e computador.
enquetes. Exemplos: Facebook, Orkut, Linkedin.
( ) Certo ( ) Errado

20
124
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

25 Informática
O conceito de confidencialidade refere-se a disponibilizar
informações em ambientes digitais apenas a pessoas para as
4- CESPE - 2009 - TRE-PR - ANALISTA JUDICIÁRIO quais elas foram destinadas, garantindo-se, assim, o sigilo da
Acerca de informática, julgue os itens que se seguem. comunicação ou a exclusividade de sua divulgação apenas aos
usuários autorizados.
A confidencialidade, a integridade e a disponibilidade da
informação, conceitos básicos de segurança da informação, ( ) Certo ( ) Errado
orientam a elaboração de políticas de segurança, determinando
regras e tecnologias utilizadas para a salvaguarda da informação 11- CESPE - 2011 - TRE-ES - CARGOS DE NÍVEL MÉDIO
armazenada e acessada em ambientes de tecnologia da Em relação aos mecanismos de segurança da informação, julgue
informação. os itens subsequentes.

( ) Certo ( ) Errado A criação de backups no mesmo disco em que estão localizados


os arquivos originais pode representar risco relacionado à
5- CESPE - 2010 - TRT - 21ª REGIÃO (RN) - ANALISTA segurança da informação.
JUDICIÁRIO
Julgue os itens a seguir, relativos a conceitos e modos de ( ) Certo ( ) Errado
utilização da Internet e de intranets, assim como a conceitos
básicos de tecnologia e segurança da informação. 12- CESPE - 2010 - MPU - TÉCNICO DE INFORMÁTICA
Julgue os itens subsequentes acerca de sistemas operacionais e
O protocolo SMTP permite que sejam enviadas mensagens de softwares de proteção.
correio eletrônico entre usuários. Para o recebimento de
arquivos, podem ser utilizados tanto o protocolo Pop3 quanto o O utilitário Windows Defender propicia, quando instalado em
IMAP. computadores que utilizam o sistema operacional Windows XP
ou Windows 7, proteção contra ataques de vírus.
( ) Certo ( ) Errado
( ) Certo ( ) Errado
6- CESPE - 2010 - TRE-BA - TÉCNICO JUDICIÁRIO
Quanto ao uso seguro das tecnologias de informação e 13- CESPE - 2011 - TRE-ES - CARGOS DE NÍVEL MÉDIO
comunicação, julgue os itens que se seguem. Acerca de conceitos, tecnologias e serviços relacionados a
Internet, julgue os próximos itens.
Uma das formas de bloquear o acesso a locais não autorizados e
restringir acessos a uma rede de computadores é por meio da Por se tratar de uma rede pública, dados que transitam pela
instalação de firewall, o qual pode ser instalado na rede como Internet podem ser acessados por pessoas não autorizadas,
um todo, ou apenas em servidores ou nas estações de trabalho. sendo suficiente, para impedir esse tipo de acesso aos
dados, a instalação de um firewall no computador em uso.
( ) Certo ( ) Errado
( ) Certo ( ) Errado
7- CESPE - 2010 - TRT - 21ª REGIÃO (RN) - TÉCNICO
JUDICIÁRIO 14- CESPE - 2010 - MPU - TÉCNICO ADMINISTRATIVO
Acerca de conceitos e modos de utilização da Internet e de Acerca de conceitos básicos de segurança da informação, julgue
intranets, conceitos básicos de tecnologia da informação e os itens seguintes.
segurança da informação, julgue os itens subsequentes.
De acordo com o princípio da disponibilidade, a informação só
A disponibilidade é um conceito muito importante na segurança pode estar disponível para os usuários aos quais ela é
da informação, e refere-se à garantia de que a informação em destinada, ou seja, não pode haver acesso ou alteração dos
um ambiente eletrônico ou físico deve estar ao dispor de seus dados por parte de outros usuários que não sejam os
usuários autorizados, no momento em que eles precisem fazer destinatários da informação.
uso dela.
( ) Certo ( ) Errado
( ) Certo ( ) Errado
15- CESPE - 2010 - AGU - AGENTE ADMINISTRATIVO
8- CESPE - 2010 - ABIN - OFICIAL TÉCNICO DE Acerca de conceitos de sistemas de informações e de segurança
INTELIGÊNCIA da informação, julgue os itens subsequentes.
Julgue o item abaixo, a respeito de mecanismos de segurança
da informação, considerando que uma mensagem tenha sido A informação é um ativo que, como qualquer outro ativo
criptografada com a chave pública de determinado destino e importante para os negócios, tem valor para a organização e,
enviada por meio de um canal de comunicação. por isso, deve ser adequadamente protegida.

A mensagem criptografada com a chave pública do destinatário ( ) Certo ( ) Errado


garante que somente quem gerou a informação criptografada e
16- CESPE - 2012 - MPE-PI - CARGOS DE NÍVEL MÉDIO
o destinatário sejam capazes de abri-la.
Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos básicos,
( ) Certo ( ) Errado ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet.

9- CESPE - 2011 - PREVIC - TÉCNICO ADMINISTRATIVO Uma das principais características de uma intranet é o fato de
Acerca de tecnologias, ferramentas e procedimentos associados ela ser uma rede segura que não requer o uso de senhas para
à Internet e à intranet, julgue os itens subsequentes. acesso de usuários para, por exemplo, compartilhamento de
informações entre os departamentos de uma empresa.
Firewall é o elemento de defesa mais externo na intranet de
uma empresa e sua principal função é impedir que usuários da ( ) Certo ( ) Errado
intranet acessem qualquer rede externa ligada à Web.
17- CESPE - 2012 - STJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO
( ) Certo ( ) Errado Julgue os itens subsequentes, a respeito de segurança para
acesso à Internet e a intranets.
10- CESPE - 2011 - TJ-ES - CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR

21
125
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

26 Informática
No acesso a uma página na Internet com o protocolo HTTP, esse Gabarito
protocolo protege o endereço IP de origem e de destino na
1-C / 2- C / 3-E / 4-C / 5-C / 6- C / 7-C / 8-E / 9-E / 10-C / 11- C
comunicação, garantindo ao usuário privacidade no acesso.
/ 12-E / 13-E / 14-E / 15-C / 16-E / 17- E / 18-E / 19-E / 20- E

( ) Certo ( ) Errado

18- CESPE - 2012 - STJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO


Quando se usa o protocolo HTTPS para se acessar página em
uma intranet, o certificado apresentado é, normalmente, do tipo
autoassinado com prazo de expiração ilimitado.

( ) Certo ( ) Errado
SUÍTES DE ESCRITÓRIO.
19- CESPE - 2012 - POLÍCIA FEDERAL - PAPILOSCOPISTA
Julgue os itens seguintes, relativos a sistemas operacionais, É um conjunto de elementos que mesmo de forma isolada já
redes sociais e organização de arquivos. Twitter, apresentam funções bem definidas, mas que em conjunto
Orkut, Google+ e Facebook são exemplos de redes sociais que atendem uma necessidade maior. As suítes de escritório
utilizam o recurso scraps para propiciar o compartilhamento de cobradas nas provas são o Microsoft Office e o BrOffice.
arquivos entre seus usuários.

( ) Certo ( ) Errado
Microsoft
BrOffice Editor
Office
20- CESPE - 2010 - TRT - 21ª REGIÃO (RN) - ANALISTA
JUDICIÁRIO
Julgue os itens a seguir, relativos a conceitos e modos de Word Writer Texto
utilização da Internet e de intranets, assim como a conceitos
básicos de tecnologia e segurança da informação. Excel Calc Planilha

No sítio web google.com.br, se for realizada busca por PowerPoint Impress Apresentação de Slides
“memórias póstumas” — com aspas delimitando a expressão
memórias póstumas — o Google irá realizar busca por páginas Acess Base Banco de Dados
da Web que contenham a palavra memórias ou a palavra
póstumas, mas não necessariamente a expressão exata Publisher Draw Desenho
memórias póstumas. Mas se a expressão memórias póstumas
não foi delimitada por aspas, então o Google irá buscar apenas Equation Math Fórmula
as páginas que contenham exatamente a expressão memórias

ática póstumas

.( ) Certo ( ) Errado

tocolo HTTP, esse Gabarito


e de destino na
1-C / 2- C / 3-E / 4-C / 5-C / 6- C / 7-C / 8-E / 9-E / 10-C / 11- C
e no acesso.
/ 12-E / 13-E / 14-E / 15-C / 16-E / 17- E / 18-E / 19-E / 20- E

IÁRIO
cessar página em
malmente, do tipo
.

SUÍTES DE ESCRITÓRIO.
APILOSCOPISTA
mas operacionais, É um conjunto de elementos que mesmo de forma isolada já
uivos. Twitter, apresentam funções bem definidas, mas que em conjunto
redes sociais que atendem uma necessidade maior. As suítes de escritório
mpartilhamento de cobradas nas provas são o Microsoft Office e o BrOffice.

Microsoft
BrOffice Editor
Office
(RN) - ANALISTA

tos e modos de Word Writer Texto


como a conceitos
ão. Excel Calc Planilha

zada busca por PowerPoint Impress Apresentação de Slides


ando a expressão
busca por páginas Acess Base Banco de Dados
as ou a palavra
expressão exata Publisher Draw Desenho
mórias póstumas
rá buscar apenas Equation Math Fórmula
pressão memórias

22
126
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

27 Informática
4.11 - Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office)

23
127
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

28 Informática

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128
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

29 Informática

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

30 Informática

26
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

31 Informática
Hora de praticar – RESOLUÇÃO DE QUESTÕES

1-A 2-C 3-D 4-CERTO 5-A 6-CERTO 7-B

27
131
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

32 Informática

28
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

33 Informática

29
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

36 Informática

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

37 Informática

33
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

38 Informática

ACESSE: WWW.INFORMATICACONCURSOS.COM

34
136
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

39 Informática

- Lista dos principais botões do Microsoft Word 2010.


Guia Página Inicial

Ferram Função
enta
Colar (Ctrl + V) Colar o conteúdo da área de Transferência.

Colar (Ctrl + V) Permite selecionar mais opções, como, por exem-


plo, a colagem somente dos valores ou da formatação.

Recortar (Ctrl + X) Recortar a seleção e colocá-la na área de


transferência.

Copiar (Ctrl + C) Copiar a seleção e colocá-la na área de


transferência.

Pincel de Formatação (Ctrl+Shift+C) Copiar a formatação de um local e


aplicá-la a outro. Clique duas vezes neste botão para apli- car a mesma
formatação a vários locais do documento.

Área de Transferência - Mostrar o "Painel de Tarefas Área de


Transferência do Office".

Fonte (Ctrl+Shift+F) Alterar o tipo da fonte.

Tamanho da Fonte (Ctrl+Shift+P) Alterar o tamanho da fonte.

Negrito (Ctrl + N) Aplicar negrito ao texto selecionado.

Itálico (Ctrl + I) Aplicar itálico ao texto selecionado.

Sublinhado (Ctrl + S) Sublinhar o texto selecionado

Tachado Desenhar uma linha no meio do texto selecionado.

Subscrito (Ctrl + =) Criar letras pequenas abaixo da linha de


base do texto.

Sobrescrito (Ctrl + Shift + +) Criar letras pequenas acima da


li- nha do texto.

Aumentar Fonte (Ctrl + >) Aumentar o tamanho da fonte.

Reduzir Fonte (Ctrl + <) Diminuir o tamanho da fonte.

Maiúsculas e Minúsculas - Alterar todo o texto selecionado


para MAlÚSCULAS, minúsculas ou outros usos comuns de
maiúsculas/ minúsculas.

35
137
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

40 Informática
Limpar Formatação - Limpar toda a formatação da seleção,
dei- xando o texto sem formatação.

Efeitos de Texto - Aplicar um efeito visual ao texto selecionado,


como sombra, brilho ou reflexo.

Cor do Realce do Texto - Fazer o texto parecer como se


tivesse sido marcado com um marca-texto.

Cor da Fonte - Alterar a cor do texto.

Fonte (Ctrl + D) Mostrar a caixa de diálogo Fonte.

Marcadores - Iniciar uma lista com marcadores. Clique na


seta para escolher diferentes estilos de marcador.

Numeração - Iniciar uma lista numerada. Clique na seta para


es- colher diferentes formatos de numeração.

Lista de Vários Níveis - lniciar uma lista de vários níveis.


Clique na seta para escolher diferentes estilos de lista de
vários níveis.
Alinhar Texto à esquerda (Ctrl + Q) Alinhar o texto à esquerda.

Centralizar (Ctrl + E) Centralizar o texto.

Alinhar Texto à direita (Ctrl + G) Alinhar o texto à direita.

Justificar (Ctrl + J) Alinhar o texto às margens esquerda e


direi- ta, adicionando espaço extra entre as palavras
conforme neces- sário. Este recurso promove uma aparência
organizada nas late- rais esquerda e direita da página.

Diminuir Recuo - Diminuir o nível de recuo do parágrafo.

Aumentar Recuo - Aumentar o nível do recuo do


parágrafo.
Espaçamento de Linha e Parágrafo - Alterar o
espaçamento en- tre as linhas de texto. Você também
pode personalizar a quanti- dade de espaço adicionado
antes e depois dos parágrafos.
Classificar - Colocar o texto selecionado em ordem
alfabética ou
classificar dados numéricos.
Mostrar Tudo (Ctrl +*) Mostrar marcas de parágrafos
e outros símbolos de formatação ocultos.

Sombreamento - Colorir o plano de fundo atrás do texto


ou pará-
grafo selecionado.
Borda Inferior - Personalizar as bordas do texto ou
das células selecionadas.

Parágrafo - Mostrar a caixa de diálogo Parágrafo.

36
138
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

41 Informática
Alterar Estilos - Alterar o conjunto de estilos, - cores,
fontes e
espaçamento de parágrafos usado neste documento.

Estilos (Alt+Ctrl+Shift+S) Mostrar a janela Estilos.

Localizar (ctrl+L) Localizar o texto ou outro conteúdo


do docu- mento.

Substituir (Ctrl+U) Substituir um texto no documento.

Selecionar - Selecionar texto ou objetos no documento.


Use Se- lecionar Objeto para permitir a seleção dos
objetos posicionados atrás do texto.

Guia Inserir

Ferramenta Função

Folha de Rosto - Inserir uma folha de rosto completamente for-


matada. Você preencherá o título, o autor, a data e outras infor-
mações.

Página em Branco - lnserir uma nova página em branco na posi-


ção do cursor.

Quebra de Página (Ctrl+Return) lniciar a próxima página na po-


sição atual.

Tabela - Inserir ou desenhar uma tabela no documento.

Inserir Imagem do Arquivo - lnserir uma imagem de um arquivo.

Clip-Art - Inserir clip-art no documento, incluindo desenhos, fil-


mes, sons ou fotos de catálogo para ilustrar um conceito especí-
fico.
-

Formas - lnserir formas prontas, como retângulos e círculos, se-


tas, linhas, símbolos de fluxograma e textos explicativos.

37
139
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

42 Informática
Inserir Elemento Gráfico SmartArt - lnserir um elemento gráfico
SmartArt para comunicar informações visualmente. Os elemen-
tos gráficos SmartArt variam desde listas gráficas e diagramas de
processos até gráficos mais complexos, como diagramas de Venn
e organogramas.

Inserir gráfico - lnserir um gráfico para ilustrar e comparar da-


dos. Barra, Pizza, Linha, Área e Superfície são alguns dos tipos
disponíveis.

Instantâneo - lnserir uma imagem de qualquer programa que não


esteja minimizado na barra de tarefas. Clique em Recorte de Tela
para inserir uma imagem de qualquer parte da tela.

Inserir hiperlink (Ctrl + K) Criar um link para uma página da


web, uma imagem, um endereço de e-mail ou um programa.

Indicador - Criar um indicador para atribuir um nome a um ponto


específico em um documento. Você pode criar hiperlinks que sal-
tam diretamente para um local indicado

Inserir referência cruzada - Referir-se a itens como títulos, ilus-


trações e tabelas, inserindo uma referência cruzada como "Con-
sulte a Tabela 6 abaixo" ou "Vá para a página 8". As referências
cruzadas serão atualizadas automaticamente se o conteúdo for
movido para outro local. Por padrão, elas são inseridas como hi-
perlinks.

Cabeçalho - Editar o cabeçalho do documento. O conteúdo do


cabeçalho será exibido no alto de cada página impressa.

Rodapé - Editar o rodapé do documento. O conteúdo do rodapé


será exibido na parte inferior de cada página impressa.

Inserir número da página - lnserir números de página no docu-


mento.

Caixa de Texto - Inserir uma caixa de texto pré-formatadas.

Partes Rápidas - Inserir trechos de conteúdo reutilizável, incluin-


do campos, propriedades de documento como título e autor ou
quaisquer fragmentos de texto pré-formatado criados por você.

38
140
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

43 Informática

WordArt Inserir um texto decorativo no documento.

Letra Capitular - Criar uma letra maiúscula grande no inicio de


um parágrafo.

Linha de Assinatura - Inserir uma linha de assinatura que espe-


cifique a pessoa que deve assinar. A inserção de uma assinatura
digital requer uma identificação digital, como a de um parceiro
certificado da Microsoft.

Data e Hora - Inserir a data ou hora atuais no documento atual.

Inserir objeto - Inserir um objeto inserido.

Equação (Alt+=) Inserir equações matemáticas ou desenvolver


suas próprias equações usando uma biblioteca de símbolos mate-
máticos.

Inserir Símbolo - lnserir símbolos que não constam do teclado,


como símbolos de copyright, símbolos de marca registrada, mar-
cas de parágrafo e caracteres Unicode.

Guia Layout da Página

Ferramentas Função

Temas - Alterar o design geral do documento inteiro, incluindo


cores, fontes e efeitos.

Cores do Tema - Alterar as cores do tema atual.

Fontes do Tema - Alterar as fontes do tema atual.

Efeitos do Tema - Alterar os efeitos do tema atual.

Margens - Selecionar os tamanhos de margem do documento


inteiro ou da seção atual.

Orientação da Página - Alternar as páginas entre os layouts Re-


trato e Paisagem.

39
141
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

44 Informática

Tamanho da Página - Escolher um tamanho de papel para a se-


ção atual.

Colunas - Dividir o texto em duas ou mais colunas.

lnserir página e Quebras de Seção - Adicionar página, seção ou


quebras de coluna ao documento.

Números de Linha - Adicionar números de linha à margem late-


ral de cada linha do documento.

Hifenização - Ativar a hifenização, que permite ao Word que-


brar linhas entre as sílabas das palavras. Os livros e as revistas
hifenizam o texto para proporcionar um espaçamento mais uni-
forme entre as palavras.

Configurar Página - Mostrar caixa de diálogo Configurar Página.

Marca D’água - Inserir texto fantasma atrás do conteúdo da pá-


gina. Este recurso é geralmente utilizado para indicar que um
documento deve ser tratado de forma especial, como confiden-
cial ou urgente, por exemplo.

Cor da Página - Escolher uma cor para o plano de fundo da pá-


gina.

Bordas de Página - Adicionar ou alterar a borda em torno da


página.

Recuar à Esquerda - Mover o lado esquerdo do parágrafo em um


determinado valor.

Recuar à Direita - Mover o lado direito do parágrafo em um de-


terminado valor.

Espaçamento Antes - Alterar o espaçamento entre parágrafos


adicionando um espaço acima dos parágrafos selecionados.

Espaçamento Depois - Alterar o espaçamento entre parágrafos


adicionando um espaço abaixo dos parágrafos selecionados.

Parágrafo - Mostrar a caixa de diálogo Parágrafo.

Posição do Objeto - Posicionar o objeto selecionado na página.


O texto será automaticamente configurado para circundar o ob-
jeto.

40
142
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

45 Informática

Quebra de Texto Automática - Alterar a forma como o texto


será disposto ao redor do objeto selecionado.

Avançar - Trazer o objeto selecionado para frente para que me-


nos objetos fiquem à frente dele.

Recuar - Enviar o objeto selecionado para trás para que ele fi-
que oculto atrás dos objetos à frente dele.

Painel de Seleção - Mostrar o Painel de Seleção para ajudar a


selecionar objetos individuais e para alterar a ordem e a visibili-
dade desses objetos.

Alinhar - Alinhar as bordas de vários objetos selecionados. Você


também pode centralizá-los ou distribuí-los uniformemente na
página.

Agrupar - Agrupar objetos de modo que sejam tratados como


um único objeto.

Girar - Girar ou inverter o objeto selecionado


sendo editado, é possível usar qualquer uma das duas
seguintes combinações de teclas: CTRL+W ou
QUESTÕES - Writer CTRL+F4.

1. (2010 – MPU – Técnico Administrativo) O formato


padrão de arquivos criados no aplicativo Writer do 7. (2010 – INCA) O BROffice Writer é um editor de textos
BrOffice possui a terminação ODT, que é um dos que abre tanto arquivos no formato sxw quanto no
formatos do Open Document Format. formato odt. Para abrir documentos criados no Word, é
necessário salvá- los, a partir do editor de origem, no
formato odt para que possam ser abertos pelo Writer.
2. (2011 – PC – ES – Escrivão de Polícia) Configurando-se
as opções de impressão de um texto editado no Writer
do BrOffice é possível passar para o papel as marcas de 8. (2010 – BRB – Advogado) O Writer não permite a
parágrafo, paradas de tabulação e quebras de linha. geração de arquivos do tipo RTF (rich text format),
entretanto suporta a criação e a manipulação de
tabelas.
3. (2011 – PC – ES – Delegado de Polícia) O aplicativo
Writer é um editor de textos que possui como limitação
principal o fato de adotar formatos do tipo odt e sxw, 9. (2010 – BRB – Escriturário) O editor de texto Writer do
não permitindo que sejam abertos arquivos nos BROffice, disponível para download na Internet, tem a
formatos .doc ou .dot. desvantagem de não permitir a gravação de dados em
formatos comerciais, tal como o PDF, uma vez que não
é possível integrar funcionalidades desse ambiente com
4. (2010 – MS – Técnico de Contabilidade) Na barra de outros softwares proprietários.
status do aplicativo Writer da suíte BR Office, o
asterisco (*) indica que um documento em processo de
edição apresenta alterações que ainda não foram 10. (2010 – EMBASA – Analista de Saneamento) No
salvas. aplicativo Writer do pacote BrOffice.org, a partir do
menu Arquivo, é possível acessar a opção Recarregar,
que substitui o documento atual pela última versão
5. (2010 – AGU – Contador) Ao se clicar a tecla PRINT salva.
SCREEN do teclado do computador, uma réplica da
imagem na tela do monitor será copiada para a área de
trabalho e poderá ser inserida em um texto que esteja 11. (2010 – MPU – Técnico de Informática) Um documento
sendo editado com o Writer do BrOffice. que foi editado no Writer do BrOffice e gravado no
formato padrão desse editor não pode ser aberto e lido
por qualquer uma das versões do editor Microsoft
6. (2010 – MS – Todos os cargos) No aplicativo Writer do Word.
BrOffice.org, para se fechar um arquivo que esteja

41
143
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

INFORMÁTICA

4646 Informática
Informática
12. 12.
(2008(2008
– BB– –BB Escriturário)
– Escriturário)
O BrOffice.Org
O BrOffice.OrgWriter
Writer
é umé um 5. 5.
(2010(2010
– TRT
– TRT
23 – 23 Analista
– Analista
Judiciário)
Judiciário)
No No
Excel,
Excel,
o o
programa
programausadousado
parapara
a edição
a edição
de textos,
de textos,
que que
permite
permite
a a assistente
assistente
parapara
criação
criação
de gráficos
de gráficos
podepode
ser acessado
ser acessado
aplicação de diferentes
aplicação de diferentes formatos no documento
formatos no documento em em clicando-se
clicando-se
a opção
a opçãoGráfico
Gráfico
no no
menu menuINSERIR
INSERIR
ou ou
edição, tais tais
edição, como tipo tipo
como e tamanho de letras,
e tamanho impressão
de letras, impressão clicando-se
clicando-se
o ícone
o ícone
correspondente
correspondente- -- na- barra
na barra
de de
em em colunas, alinhamento
colunas, alinhamento automático,
automático,entre outros.
entre outros. ferramentas.
ferramentas.
A seleção
A seleção
dos dos
dadosdados
da planilha
da planilha
podepode
ser ser
EsseEsse
aplicativo também
aplicativo também permite a utilização
permite de figuras,
a utilização de figuras, feitafeita
antesantes
de se
deativar
se ativar
o assistente
o assistente
de gráfico
de gráfico
ou após.
ou após.
gráficos e símbolos
gráficos no documento
e símbolos no documentoem elaboração.
em elaboração.

6. 6.
(2010(2010
– ABIN)
– ABIN)No Excel,
No Excel,
os sinais
os sinais
de @de (arroba),
@ (arroba),
+ +
13. 13.
(2009 – MDS
(2009 – MDS – Agente
– Agente Administrativo) O BROffice
Administrativo) O BROffice (soma),
(soma),
- (subtração)
- (subtração)
e = e(igual)
= (igual)
indicam
indicam
ao programa
ao programa
dispõe de um
dispõe conjunto
de um conjuntode programas
de programasgratuitos e dee de
gratuitos o início
o início
de uma
de uma
fórmula.
fórmula.
livrelivre
distribuição utilizados
distribuição parapara
utilizados a edição de planilhas,
a edição de planilhas,
textos e apresentações,
textos e apresentações, que que
podem ser instalados
podem em em
ser instalados
diversas
diversas plataformas
plataformas ou ousistemas
sistemasoperacionais,
operacionais, 7. 7.
(2010(2010
– MPU
– MPU
– Técnico
– Técnico
Administrativo)
Administrativo)
Os operadores
Os operadores
inclusive no ambiente
inclusive no ambienteWindows.
Windows. aritméticos
aritméticos
do do
MS MSExcelExcel
20072007
parapara
multiplicação,
multiplicação,
divisão, potenciação
divisão, potenciação e e porcentagem
porcentagem são,são,
respectivamente,
respectivamente, *, /,*,
^ /,
e^%.e %.
1. C
1. C
2. E
2. E
3. E
3. E 8. 8. (2010
(2010 – ABIN)
– ABIN) Considere
Considere que,que,
em em
umauma planilha
planilha em em
4. C
4. C processo
processo de edição
de edição no Excel,
no Excel, as células
as células B2, B2,
C2 eC2D2,
e D2,
5. E
5. E respectivamente,comcomOUTUBRO,
preenchidas,respectivamente,
preenchidas, OUTUBRO,
6. C
6. C NOVEMBRO
NOVEMBRO e DEZEMBRO,
e DEZEMBRO, sejam
sejam selecionadas
selecionadas e, em
e, em
7. E
7. E seguida,
seguida, sejaseja clicado
clicado o ícone
o ícone Mesclar
Mesclar e centralizar.
e centralizar.
8. E
8. E Nesse
Nesse caso,
caso, o resultado
o resultado obtido
obtido seráserá
umauma única
única célula
célula
9. E
9. E preenchida
preenchida comcom as palavras
as palavras OUTUBRO,
OUTUBRO, NOVEMBRO
NOVEMBRO e e
10. C
10. C DEZEMBRO.
DEZEMBRO.
11. E
11. E
12. C
12. C
13. C
13. C 9. 9. (2010
(2010 – BASA
– BASA – Técnico
– Técnico Científico)
Científico) No Excel,
No Excel, a alça
a alça de de
preenchimento
preenchimento é utilizada
é utilizada parapara a duplicação
a duplicação de umde um
dadodado inserido
inserido em uma
em uma célula
célula parapara as demais
as demais células
células na na
direção
direção em emque que o usuário
o usuário arrastar
arrastar o mouse,
o mouse, sejaseja
de de
Questões
Questões
Excel
Excel
cimacima
parapara baixo,
baixo, da direita
da direita parapara a esquerda
a esquerda ou naou na
diagonal.
diagonal.
1. 1.
(2011
(2011
– STM– STM
– Técnico
– Técnico
Judiciário
Judiciário
– Administrativo)
– Administrativo)
No No
Microsoft Excel
Microsoft 2003,
Excel por por
2003, meiomeio
da função lógica
da função Se, Se,
lógica
pode-se testar
pode-se a condição
testar especificada
a condição e retornar
especificada um um
e retornar
10. 10.
(2010(2010 – BASA
– BASA – Técnico
– Técnico Científico)
Científico) A barra
A barra de de
valorvalor
casocaso
a condição sejaseja
a condição verdadeira
verdadeiraou outro
ou outrovalorvalor
ferramentas
ferramentas de formatação
de formatação do Excel
do Excel contém
contém opções
opções
casocaso
a condição sejaseja
a condição falsa.
falsa.
que que permitem
permitem inserir,
inserir, em uma
em uma planilha,
planilha, figuras,
figuras, formas
formas
e linhas
e linhas e também
e também configurar
configurar cores
cores e autoformas.
e autoformas.
2. (2010
2. – MPU
(2010 – MPU– Técnico de de
– Técnico Informática)
Informática) Em Emumauma
planilha que que
planilha estáestá
sendo editada
sendo no Excel
editada 2007,
no Excel um um
2007,
11. 11.
(2009(2009
– MDS– MDS – Agente
– Agente Administrativo)
Administrativo) No Excel,
No MS MS Excel,
a a
triângulo vermelho
triângulo vermelhono canto superior
no canto superiordireito de uma
direito de uma
planilha
planilha corresponde
corresponde às páginas
às páginas disponíveis
disponíveis ou criadas
ou criadas
célula indica
célula que,que,
indica naquela célula,
naquela há algum
célula, há algumerro:erro:
por por
parapara
uso uso dentro
dentro de umde um arquivo
arquivo do Excel,
do Excel, enquanto
enquanto a a
exemplo, se asecélula
exemplo, tem tem
a célula umauma fórmula matemática
fórmula matemática
pastapasta de trabalho
de trabalho é o énome
o nome do arquivo
do arquivo propriamente
propriamente
associada a ela,
associada podepode
a ela, ser um
ser erro nessa
um erro fórmula.
nessa fórmula.
dito.dito.
Ao seAo salvar
se salvar
um um arquivo,
arquivo, salvam-se
salvam-se todas
todas as as
planilhas
planilhas nelenele contidas.
contidas.
3. (2010
3. – ABIN)
(2010 Considere
– ABIN) que,que,
Considere em emplanilha em em
planilha edição
edição
no Excel 2003,
no Excel um usuário
2003, registre,
um usuário nas nas
registre, células C2, C3,
células C2, C3,
C4, C4,C5, C5,C6 C6e eC7, C7,os osseguintes seguintesvalores,
valores,
respectivamente:
respectivamente: 10, 10,
20, 20,
20, 20,
30, 30,
50, 50,
100.100.
NessaNessa
1. 1.
C C
situação, casocaso
situação, o usuário selecione
o usuário a célula
selecione C8, C8,
a célula formate-
formate-
2. 2.
E E
a com
a coma opção Separador
a opção Separadorde Milhares,
de Milhares,nelanela
digite
digite 3. 3.
C C
=C4/C2+C7/C6
=C4/C2+C7/C6 e, eme, seguida, tecletecle
em seguida, ENTER, aparecerá
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4. 4.
C C
nessa célula
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célula 4,00.
o valor 4,00. 5. 5.
C C
6. 6.
C C
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8. 8.
E E
9. 9.
E E
10. 10.
E E
4. (2010
4. – ABIN)
(2010 UmaUma
– ABIN) planilha criada
planilha no Excel
criada 20072007
no Excel e e 11. 11.
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armazenada em em
armazenada arquivo no formato
arquivo xlsx xlsx
no formato podepode
ser ser
exportada parapara
exportada o padrão XML,XML,
o padrão por por
meiomeio
do próprio
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Excel 2007.
Excel 2007.

“Toda
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conquista
conquista
é lembrada
é lembrada porpor
seuseu
percurso
percurso
árduo!
árduo!
Quando
Quando
estiver
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difícil,
difícil,
lembre-se:
lembre-se:Estou
Estou
melhorando!
melhorando!
Quando
Quando
estiver
estiver
fácil,
fácil,
algoalgo
estáestá
errado!
errado!
Sucesso!
Sucesso!
UmUmgrande
grande
abraço
abraço
Prof.
Prof.
Danilo
Danilo
Vilanova”
Vilanova”

42 42
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS

CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS


1.1. Histórico -lhe a fronteira com os Municípios vizinhos: o
Sergipe (navegável), com o de Aracaju, a leste; o
Durante a segunda metade do século XVI, a costa Pomonga e o canal do mesmo nome, na direção
sergipana era freqüentada pelos traficantes do SE-NO, com o de Santo Amaro das Brotas; e o Ja-
pau-brasil. Era a barra do rio Sergipe (barra do paratuba, ao norte, com o do mesmo nome. A
Cotinguiba, como então era chamado) o ponto superfície municipal é de 86 km².
preferido por êsses aventureiros. Portugal pôs
fim à pirataria através da conquista das terras in- O Município liga-se por via fluvial com o de Ara-
termediárias. entre Bahia e Pernambuco, realiza- caju (10 minutos) e Santo Amaro das Brotas (2
da por Cristóvão de Barros. horas e 20 minutos). Por via mista, fluvial até Ara-
caju (10 minutos) e daí, por rodovia - BR-11, SE-2
Segundo alguns historiadores, o atual Município e SE-4 - (2 horas e 40 minutos) ou ferrovia - VFF
teria abrigado, nos primeiros anos de sua funda- Leste Brasileiro - (3 horas), alcança-se o de Japa-
ção, a sede do Govêrno da Capitania de Sergipe- ratuba.
-del-Rei - São Cristóvão -, fundada por Cristóvão
de Barros em 1589, na costa ocidental da ilha dos Em Barra dos Coqueiros havia, em 1960, 4 577
Coqueiros, à margem esquerda do rio Sergipe e habitantes, segundo dados preliminares do últi-
próximo de sua foz, local que corresponde, hoje, mo Censo Demográfico. A população urbana de
ao da Cidade de Barra dos Coqueiros. Era, então, 2 551 pessoas refere-se à cidade, única aglome-
povoado ou, talvez, apenas cidadela. ração dêste tipo existente. Foram contados 982
domicílios. Densidade demográfica: 53 habitan-
A 10 de maio de 1875, por fôrça da Resolução n.° tes por quilômetro quadrado.
1028, a antiga Capela de Nossa Senhora dos Ma-
res da Barra dos Coqueiros foi elevada à categoria A abundância de peixes (atum e cavala, princi-
de freguesia (nunca provida eclesiàsticamente). palmente) e crustáceos, no litoral atlântico e nos
A Lei estadual n.° 525-A, de 25 de novembro de rios, estimula a pesca, que é feita rotineiramente.
1953, criou o Município, desmembrado de Araca- O sal marinho constitui a única riqueza mineral,
ju, compreendendo apenas a ilha de Coqueiros. É explorada por duas salinas situadas à margem do
constituído de um único distrito, que é têrmo da rio Pomonga. Em 1960, a pesca não colonizada,
Comarca de Aracaju. feita por 72 pescadores, rendeu 7,9 toneladas,
no valor de meio milhão de cruzeiros.
A cidade de Barra dos Coqueiros fica à margem
esquerda do rio Sergipe, bem defronte à cidade Formação Administrativa Gentílico: barra-co-
de Aracaju, da qual dista menos de um quilôme- queirense Distrito criado com a denominação de
tro. Altitude sôbre o nível marítimo: 5 metros. O Barra dos Coqueiros, pela lei municipal nº 84, de
clima do Município é úmido e quente. A tempe- 27-011903, subordinado ao município de Araca-
ratura média oscila entre 30 e 20° C. O período ju.Em divisão administrativa referente ao ano de
chuvoso estende-se de abril a junho. Localiza-se 1911, o distrito figura no município de Aracaju.
na zona fisiográfica do litoral do Estado de Sergi-
pe.

O Município estende-se em direção SE-NO, ao


longo do litoral atlântico. Vários rios descrevem-
145
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS

Assim permanecendo em divisão territorial data- 1.2. PONTOS TURISCOS


da de 1-VII-1950. Elevado à categoria de muni-
cípio com a denominação de Barra dos Coquei- PRAIA
ros ex-povoado, pela lei estadual nº 525-A, de
25-11-1953, desmembrado de Aracaju. Sede no • PRAIA DE ATALAIA NOVA 5 Km
atual distrito de Barra dos Coqueiros ex-povoado. • PRAIA DO JATOBÀ 18 Km
Constituído do distrito sede. Instalado em 31-01- • PRAIA DA COSTA 3 Km
1955.
RIO
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o
município é constituído do distrito sede. Geo- • RIO SERGIPE
grafia: Localiza-se a 10º54’32” de latitude sul e • RIO POMOMGA
37º02’19” de longitude oeste, a uma altitude de • RIO JAPARATUBA
8 metros. Sua população estimada em 2006 era
de 21.562 habitantes. POVOADOS MAIS CONHECIDOS

OBSERVAÇÃO: COM O NOVO CENSO DEMOCRÁ- • JATOBÁ 18 Km


FICO REALIZADO PELO IBGE EM 2010. • CANAL 34 Km
• TOURO 33 Km
A POPULAÇÃO DA BARRA DOS COQUEIROS ESTÁ • ATALAIA NOVA 5 Km
ESTIMADA EM 24.283 HABITANTES. • OLHOS D´GUA 2 Km
• CAPOÃ 3 Km
OCUPA UMA ÁREA DE 87,96 km². • PONTAL DA ILHA 36 Km

Religião: Dentre as diversas religiões presentes


no município. 1.3. HISTÓRIA POLITICA
Comunicação Elevado à categoria de Município, a Barra dos
Coqueiros inicio sua vida política-administrati-
Rádios va, através da indicação dos primeiros prefeitos
pela ditadura militar, depois eleição direta, vários
• Barra FM - 87.9 MHz prefeitos e vereadores passaram pelo poder até
• Rede Ilha FM - 102.3 MHz a data de

Televisão 1. Prefeito MOISÉS GOMES PEREIRA - ( 1955 a


1958 ) a posse foi em 23 de Janeiro de 1955.
• Rede Gênesis - Canal 15 (em implantação)
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS

VEREADORES ELEITOS FORAM CINCO: VEREADORES ELEITOS FORAM CINCO

• JOSÉ ALEXANDRE SANTOS • ANTÔNIO RABELO


• MANOEL MELCIADES DOS ANJOS • JOSÉ AFONSO PEREIRA DA SILVA
• JOSÉ ARNALDO DOS SANTOS • JOSÉ DE MATIAS
• ANTÔNIO RAMOS MAIA • ANTÔNIO FELIX DE ANDRADE
• JOSÉ CÂNDIDO DOS SANTOS • JOÃO PESSOA CHAGAS

OBSERVAÇÃO: O vereador, Sr. JOSÉ ARNALDO 5. Prefeito ANTÔNIO RABELO – ( 1971 a 1972 ) a
DOS SANTOS teve o seu mandado casado, e o pri- posse em 31 de Janeiro de 1971.
meiro suplente Sr. MARCOS BISPO DOS SANTOS
assumi o seu lugar. VEREADORES ELEITOS FORAM OITO

2. Prefeito JOÃO PESSOA CHAGAS – ( 1959 A 1962 • JOSÉ BISPO DA CRUZ


) a posse em 31 de Janeiro de 1959. • VALMIR MOURA SANTOS
• JOÃO RODRIGUES DANTAS
VEREADORES ELEITOS FORAM SEIS: • WANDERLEY FARIAS SILVA
• JOSÉ CARVALHO BENJAMIM
• MANOEL BISPO DOS SANTOS • MÁRIO NETO GOMES PEREIRA
• ANTÔNIO RABELO • MAURINA VÁLIDO DE JESUS
• MANOEL MELCIADES DOS ANJOS • JOSÉ MOTA CÂNDIDO
• ANTÔNIO MILITÃO
• LUIZ FRANCISCO SANTOS 6. Prefeito JOÃO HERMES PACIFÍCO. Faleceu an-
• JOSÉ CÂNDIDO DOS SANTOS tes de assumir. Tomou posse provisoriamente
para prefeito o presidente da Câmara Municipal
3. Prefeito ERASMO SANTA BÁRBARA – ( 1963 a o Sr. MANOEL MELCIADES DOS ANJOS. Com a de-
1966 ) a posse em 1 de Fevereiro de 1963. cisão judicial ficou determinado outra eleição.

VEREADORES ELEITOS FORAM CINCO 7. Prefeito JOÃO CÂNDIDO DOS SANTOS (BAIA-
NO) – ( 1972 a 1976 ) a posse em 8 de Fevereiro
• IVAN GOMES PEREIRA de 1972.
• NAIR VERA CRUZ CHAGAS
• JOSÉ CÂNDIDO DOS SANTOS VEREADORES ELEITOS FORAM SETE
• FRANCISCO CORREIA FAGUNDES
• MANOEL MELCIADES DOS ANJOS • MANOEL MELCIADES DOS ANJOS
• JOÃO RODRIGUES DANTAS
OBSERVAÇÃO: No dia 17 de Novembro de 1965 o • VALMIR MOURA SANTOS
suplente de vereador JOSE DE MATIAS toma pos- • GERALDO APÓSTOLO
se no lugar do vereador IVAN GOMES PEREIRA, • PEDRO BISPO DA CRUZ
que pediu licença por 120 dias. • MURILO DUARTE DE CARAVALHO
• PEDRO ROSALVO DA SILVA
4. Prefeito IVAN GOMES PEREIRA – ( 1966 a 1970
) a posse em 1 de Fevereiro de 1966.
147
CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS

8. Prefeito JOSÉ MOTA MACEDO – ( 1977 a 1981 ) 11. Prefeito ALBERTO JORGE DANTOS MACÊDO –
a posse em 1 de Fevereiro de 1977. ( 1989 a 1992 ) a posse em 1 de Janeiro de 1989.

VEREADORES ELEITOS FORAM SETE VEREADORES ELEITOS FORAM DEZ

• LICEU PEREIRA VÁLIDO • MANOEL MESSIAS DOS SANTOS


• MANOEL ROCHA DOS ANJOS • ANA DOS ANJOS SANTOS
• PEDRO ROSALVO DA SILVA • GERGE BATISTA DOS SANTOS
• ANTÔNIO FELIX DA SILVA • MARIA ADILZA DE OLIVEIRA LOPES
• MANOEL MELCIADES DOS ANJOS • GENTIL DA SILVA
• NATANAEL MENDES MOURA • JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS
• LUCIANO MARCOS BISPO • GILVALDO HENRIQUE DE JESUS SILVA
• JOSÉ DE MATIAS
OBSERVAÇÃO: No dia 04 de Janeiro de 1981 fale- • MARIA JOSÉ DOS SANTOS ARAÚJO
ceu o prefeito JOSÉ MOTA MACEDO em acidente • JORGE RABELO DE VASCONCELOS
automobilístico na praia da costa. E assumiu o
seu Vice AURELIANO RODRIGUES. 12. Prefeito NATANAEL MENDES MOURA – ( 1993
a 1996 ) a posse em 1 de Janeiro de 1993.
9. Prefeito AURELIANO RODRIGUES – ( 1981 a
1982 ) VEREADORES ELEITOS FORAM DEZ

10. Prefeito NATANAEL MENDES MOURA – ( 1983 • GEORGE BATISTA DOS SANTOS
a 1988 ) a posse em 1 de Fevereiro de 1983. • WASHGTON LUIZ GOMES PEREIRA
• NORMA MARIA GOMES PEREIRA
VEREADORES ELEITOS FORAM OITO • MARIA JOSÉ DOS SANTOS ARAÚJO
• AIRTON SAMPAIO MARTINS
• LICEU PEREIRA VALIDO • ROBERTO DAS CHAGAS RODRIGUES
• LICIANO MARCOS BISPO • ADSON PEREIRA SANTOS
• ANA DOS ANJOS SANTOS • NOVALDA LIMA DOS SANTOS
• ABDON VISPO FAGUNDES • ANTÔNIO CARLOS SANTOS
• ADAILTON MARTINS DE OLIVEIRA FILHO • FERNADO FRETAS
• JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS
• ARIVALDO MOURA DOS SANTOS 13. Prefeito GILSON DOS ANJOS SILVA – ( 1997 a
• MANOEL MESSIAS DOS SANTOS 2000 ) posse em 1 de Janeiro de 1997.

OBSERVAÇÃO: Prefeito NATANAEL MENDES


MOURA teve o seu mandado prorrogado por
mais dois anos. Então ele passou seis anos no
poder, o motivo foi a integração das eleições de
todos os níveis em 1988, para Presidente da Re-
pública, governador, senador, Dep. Federal e Es-
tadual, prefeitos e Vereadores.
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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

CONHECIMENTOS GERAIS DA BARRA DOS COQUEIROS

VEREADORES ELEITOS FORAM DEZ: • JÂNIO SANTANA DA SILVA


• JOSÉ CLÁDIO DA SILVA BARRETO
• DUVALCI DOS SANTOS • ROBERTO DAS CHAGAS RODRIGUES
• NIVALDA LIMA DOS SANTOS • IVETE OEREIRA MOURA
• GEORGE BATISTA DOS SANTOS
• AIRTON SAMPAIO MARTINS 16. Prefeito GILSON DOS ANJOS SILVA – ( 2009 A
• ROBERTO DAS CHAGAS RODRIGUES 2012 ) posse em 1 de Janeiro de 2009.
• VALDOMIRO TAVARES BISPO
• LANIA RIBEIRO MENDONÇA PEREIRA VEREADORES ELEITOS FORAM NOVE:
• MANOEL VINANA MARTINS
• ANTÔNIO CARLOS SANTOS • ANTÔNIO CARLOS SILVA DOS SANTOS
• DANIEL MENDES MOURA
14. Prefeito GILSON DOS ANJOS SILVA – ( 2000 a • ALBERTO JORGE SANTOS MACÊDO
2004 ) posse em 1 de Janeiro de 2000. • CARMEM MARIA MOURA SANTA BARABARA
• ANTÔNIO CARLOS SANTOS
VEREADORES ELEITOS FORAM ONZE: • JORGE RABELO VASCOCELLOS
• JÂNIO SANTANA DA SILVA
• AIRTON SAMPAIO MARTINS • JOSÉ CLÁUDIO SILVA BARRETO
• ANA DOS ANJOS SANTOS • WILSON CLAUDINO BERNADES SANTOS
• ANTÔNIO CARLOS SANTOS
• DUVALCI DOS SANTOS http://historiadebarradoscoqueiros.blogspot.
• GELVÂNIO TELES MENEZES com
• LÂNIA RIBEIRO MENDONÇA PEREIRA
• MANOEL VIANA MARTINS
• JÂNIO SANTANA SILVA
• ROBERTO DAS CHADAS RODRIGUES
• VALDOMIRO TAVARES BISPO
• JORGE RABELO DE VASCONCELOS

OBSERVAÇÃO: Na época ouve mudança na lei


eleitoral, podendo tanto o presidente, governa-
dor e prefeito e para segunda reeleição.

15. Prefeito AIRTON SAMPAIO MARTINS – ( 2005


a 2008 ) posse em 1 de Janeiro de 2005.

VEREADORES ELEITOS FORAM NOVE:

• GEORGE BATISTA DOS SANTOS


• ALYSSON SOUZA SANTOS
• LÂNIA RIBEIRO MENDONÇA PEREIRA
• ANTÔNIO CARLOS SILVA DOS SANTOS
• HAROLDO BATISTA VASCOCELOS
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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Emenda a Lei Orgânica


Nº 04 de dezembro 2012

Altera, revisa, suprime, acres-


centa, atualiza e sedimenta o tex-
to da Lei Orgânica Municipal à
sistemática constitucional vigen-
te e dá outras providências.

A MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE BARRA


DOS COQUEIROS, nos termos do art. 29, §§ 1º e 2º da Lei
Orgânica Municipal, promulga a presente Emenda ao texto
da LOM, consistindo na revisão, atualização com alterações,
textos supressivos, aditivos e a sedimentação da Lei Orgânica
Municipal.

Art. 1º - Ficam alterados, suprimidos, acrescidos arti-


gos, parágrafos, incisos, itens, alíneas e capítulos da Lei Orgâ-
nica Municipal, que passarão a ter a redação adequada e dentro
da sistemática constitucional vigente.

Art. 2º - Ficam revogados os dispositivos anteriores


e devidamente modificados por esta Emenda.

Art. 3º - Esta Emenda à LOM entra em vigor na data de


sua publicação.

Barra dos Coqueiros, 14 /dezembro /2012.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE


BARRA DOS COQUEIROS:

ALBERTO JORGE SANTOS MACÊDO


(Presidente)

DANIEL MENDES MOURA


(Vice-Presidente)

JANIO SANTANA DA SILVA


(1º Secretário)

CARMEN MARIA MOURA SANTA BÁRBARA


(2º Secretário)

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

PREÂMBULO

Nós, representantes do povo de Barra dos Coqueiros, constitu-


ídos em Poder Legislativo deste Município, investidos no pleno
exercício dos poderes constituintes derivados, conferidos no
art. 29 da Constituição da República Federativa do Brasil, uni-
dos indissoluvelmente pelos mais elevados propósitos de pre-
servar o Estado de Direito, o culto perene à liberdade de todos
perante a lei, intransigentes no combate a toda forma de opres-
são, preconceito, exploração do homem pelo homem e zelando
pela Paz e Justiça Social e sob a proteção de DEUS, aprovamos
e a Mesa Diretora promulga a seguinte Emenda que dá nova
redação desta Lei Orgânica.

TÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA

Art. 1º - O Município de Barra dos Coqueiros, em união in-


dissolúvel da República Federativa do Brasil, com a autonomia
assegurada pela Constituição da República, tem como funda-
mentos:

I. A autonomia;
II. A cidadania;
III. A dignidade da pessoa humana;
IV. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V. Pluralismo político;

§ 1º - A autonomia do Município configura-se, especialmente,


por meio de:

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

I. Elaboração e promulgação da Lei Orgânica;


II. Eleição do Prefeito e Vice-Prefeito e Vereadores;
III. Organização de seu Governo e Administração.

Art. 2º - Todo o Poder emana do povo, que o exerce por meio


de representantes eleitos diretamente, nos termos da Consti-
tuição Federal, da Constituição Estadual e desta Lei Orgânica.

Art. 3º - São objetivos fundamentais dos cidadãos deste Muni-


cípio e de seus representantes:

I. Assegurar a construção de uma sociedade livre, justa e so-


lidária;
II. Contribuir para o desenvolvimento municipal, estadual e
nacional;
III. Erradicar a pobreza e a marginalização, e reduzir as desi-
gualdades sociais na área urbana e rural;
IV. Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem,
raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de
discriminação.
V. Assegurar, nos termos da Constituição Federal, da Consti-
tuição Estadual e desta Lei Orgânica, o direito à saúde, ao
trabalho, à educação, ao lazer, ao transporte, à segurança,
à proteção à maternidade e à infância, à assistência aos de-
samparados, à moradia e a um meio ambiente equilibrado.

TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL

CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

Art. 4º - O Município de Barra dos Coqueiros, com sede na


cidade que lhe dá o nome, dotado de autonomia política, admi-
nistrativa e financeira, rege-se por esta Lei Orgânica.

Art. 5º - São poderes do Município, independentes e harmôni-


cos entre si, o Executivo e o Legislativo.

Art. 6º - São símbolos do Município: a sua Bandeira, seu Hino


e seu Brasão.

Art. 7º - Incluem-se entre os bens do Município, os imóveis,


por natureza ou acessão física, e os móveis que atualmente se-
jam do seu domínio ou a ele pertençam, bem assim os que lhe
vierem a ser atribuídos por lei e os que incorporem ao seu pa-
trimônio por ato jurídico perfeito.

CAPÍTULO II
DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO

Art. 8º - O Município poderá dividir-se, para fins exclusiva-


mente administrativos, em bairros, povoados e distritos:

I. Denominam-se bairros as porções contínuas e contíguas do


território da sede, com denominação própria, representando
meras divisões geográficas desta;
II. Povoado são povoações em áreas rurais de menor propor-
ção territorial que os distritos;
III. Distrito é a parte do território do Município dividido para
fins administrativos de circunscrição territorial e jurisdi-
ção municipal, com denominação própria.

Art. 9º - A criação, organização, supressão ou fusão de distri-


tos, depende de lei, após consulta plebiscitária às populações

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Lei Orgânica do Município

diretamente interessadas, observadas a legislação estadual es-


pecífica e o atendimento aos requisitos estabelecidos no artigo
desta Lei Orgânica.

Parágrafo único – O distrito pode ser criado mediante fusão


de dois ou mais distritos, aplicando-se, neste caso, as normas
estaduais e municipais cabíveis relativas à criação e à supressão.

Art. 10 - São requisitos para criação de distritos:

I. População, eleitorado e arrecadação não inferiores à sexta-


-parte exigida para criação de município;
II. existência no povoado sede de, pelo menos, cinquenta mo-
radias, escola pública, posto policial e posto de saúde.

Parágrafo único – Comprovar-se-á o atendimento às exigên-


cias enumeradas neste artigo mediante:

I. Declaração emitida pela Fundação Instituto Brasileiro de


Geografia e Estatística (IBGE) de estimativa de popula-
ção;
II. Certidão emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral, certifi-
cando o número de eleitores;
III. Certidão emitida pelo Agente Municipal de Estatística de
Barra dos Coqueiros ou pela repartição competente da ju-
risdição, certificando o número de moradias;
IV. Certidão do Órgão Fazendário Estadual e Municipal, cer-
tificando a arrecadação na respectiva área territorial;
V. Certidões emitidas pelas Secretarias de Educação, de
Saúde e de Segurança Pública do Estado, certificando a
existência de escola pública, postos de saúde e policial na
povoação sede.

Art. 11 – Na fixação das divisas distritais devem ser observadas


as seguintes normas:

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Barra dos Coqueiros

I. Sempre que possível, serão evitadas formas assimétricas,


estrangulamentos e alongamentos exagerados;
II. Preferência para a delimitação das linhas naturais facil-
mente identificáveis;
III. Na existência de linhas naturais, utilização de linha reta,
em que os pontos naturais ou não sejam facilmente identi-
ficáveis;
IV. É vedada a interrupção da continuidade territorial do Mu-
nicípio ou do distrito de origem.

Parágrafo único – As divisas distritais devem ser descritas tre-


cho a trecho, salvo, para evitar duplicidade, aquelas em que
coincidirem com os limites municipais.

CAPÍTULO III
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO

SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA

Art. 12 – Compete ao Município de Barra dos Coqueiros:

I. Administrar seu patrimônio;


II. Legislar sobre assuntos de interesse local;
III. Suplementar as legislações federal e estadual no que couber;
IV. Instituir e arrecadar os tributos de sua competência,
bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obri-
gatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos
prazos fixados em lei;
V. Criar, organizar e suprimir distritos ou povoados, ob-
servada a legislação estadual;
VI. Organizar o quadro funcional, plano de carreira e esta-
belecer o regime de seus servidores;

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Lei Orgânica do Município

VII. Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de con-


cessão ou permissão, entre outras, os seguintes serviços:
VIII. Transporte coletivo urbano e intermunicipal, que terá
caráter essencial;
IX. Abastecimento de água e esgotos sanitários;
X. Mercados, feiras e matadouros locais;
XI. Cemitérios e serviços funerais;
XII. Iluminação pública;
XIII. Limpeza pública, coleta domiciliar, hospitalar, detri-
tos industriais destinando o lixo em área adequada,
como aterro sanitário.
XIV. Manter, com cooperação técnica e financeira da União
e do Estado, programa de educação básica e profissio-
nalizante;
XV. Prestar, com a cooperação técnica e financeira da
União e do Estado, serviços de atendimento à saúde
da população;
XVI. Promover, no que couber, adequado ordenamento
territorial, mediante planejamento e controle do uso,
do parcelamento e da ocupação do solo urbano, res-
peitando o Plano Diretor Municipal;
XVII. Promover a proteção do patrimônio histórico, cultu-
ral, artístico, turístico e paisagístico local, observadas
a legislação e as ações fiscalizadoras federal e estadual;
XVIII. Promover a cultura, a arte, o desporto e o lazer;
XIX. Fomentar a produção agropecuária, industrial, co-
mercial, artesanal e demais atividades econômicas,
especialmente a citricultura;
XX. Realizar serviços de assistência social, diretamente ou
por meio de instituições privadas, conforme critério e
condições estabelecidos em Lei Municipal;
XXI. Fixar:
XXII. Tarifas dos serviços públicos, inclusive dos transpor-
tes públicos;

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Barra dos Coqueiros

XXIII. Horário de funcionamento dos estabelecimentos pú-


blicos municipais.
XXIV. Sinalizar as vias públicas urbanas e rurais;
XXV. Regulamentar a utilização de vias e logradouros públicos;
XXVI. Conceder licença para:
a) Localização, instalação e funcionamento de estabele-
cimentos industriais, comerciais e de serviços;
b) Afixação de outdoor, letreiros, faixas em locais públi-
cos, emblemas e utilização de alto falantes para fins de
publicidade e propaganda em locais públicos;
c) Exercício do comércio eventual de ambulante;
d) Realização de jogos, espetáculos e divertimentos pú-
blicos, observadas as prescrições legais;
e) Prestação dos serviços de táxis e/ou mototáxis ou
congêneres e demais serviços de utilidade pública.
XXVII. Elaborar, implantar e executar a política de desenvol-
vimento urbano, com o objetivo de ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais das áreas habita-
das e garantir o bem estar de seus habitantes;
XXVIII.Elaborar e executar, com a participação das associa-
ções representativas da comunidade, o plano diretor
como instrumento básico da política de desenvolvi-
mento e de expansão urbana deste Município;
XXIX. Dispor, mediante lei específica, sobre o adequado
aproveitamento do solo urbano não edificado e subu-
tilizado, podendo promover o parcelamento ou edi-
ficação compulsória, tributação progressiva ou desa-
propriação, na forma da Constituição Federal, caso o
seu proprietário não promova seu adequado aprovei-
tamento;
XXX. Constituir a guarda municipal, destinada à proteção
de seus bens, serviços e instalações, inclusive dos bens
privados, conforme dispuser a lei;

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Lei Orgânica do Município

XXXI. Planejar e promover a defesa permanente contra as


calamidades públicas;
XXXII. Legislar sobre licitação e contratação em todas as moda-
lidades para administração pública municipal, direta e
indiretamente, inclusive as fundações públicas munici-
pais e empresas sob o seu controle, respeitadas as nor-
mas gerais da legislação federal;
XXXIII. Participar da gestão regional na forma que dispuser a lei
estadual;
XXXIV. Ordenar o trânsito nas vias públicas e a utilização do sis-
tema viário;
XXXV. Disciplinar a localização, instalação, funcionamento de
máquinas, motores, estabelecimentos industriais, co-
merciais e de serviços prestados ao público;
XXXVI. Fiscalizar e implementar ações no sentido de impedir
invasões de bens imóveis de propriedade do Município.

SEÇÃO II
DA COMPETÊNCIA COMUM

Art. 13 – É competência comum do Município de Barra dos


Coqueiros, do Estado e da União:

I. Zelar pela guarda da Constituição, da lei e das instituições


democráticas e conservar o patrimônio público;
II. Cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e ga-
rantia das pessoas portadoras de necessidades especiais;
III. Proteger os documentos, as obras e outros bens de valor
histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisa-
gens naturais notáveis e os sítios arqueológicos, inclusi-
ve, arcando com os ônus correspondentes;
IV. Impedir a evasão, a destruição e a descentralização de
obras de arte e de outros bens de valor histórico, artísti-
co ou cultural, sob pena de responsabilidade;

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Barra dos Coqueiros

V. Proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e


à ciência;
VI. Proteger o meio ambiente e combater a poluição em
qualquer de suas formas;
VII. Preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII. Fomentar a produção agropecuária e organizar o abas-
tecimento alimentar;
IX. Promover programas de construção de moradias e a
melhoria das condições habitacionais e de saneamento
básico;
X. Combater as causas da pobreza e os fatores de margi-
nalização, promovendo a integração social dos setores
desfavorecidos;
XI. Registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de di-
reitos de pesquisas e exploração de recursos hídricos e
minerais em seu território;
XII. Estabelecer e implantar política de educação para a se-
gurança do trânsito.

SEÇÃO III
DA COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR

Art. 14 - Compete ao Município de Barra dos Coqueiros su-


plementar a Legislação Federal e a Estadual no que couber e
naquilo que disser respeito ao seu peculiar interesse, visando
adaptá-la à realidade e às necessidades locais.

CAPÍTULO IV
DAS VEDAÇÕES

Art. 15 - Além de outros casos previstos nesta Lei Orgânica, ao


Município é vedado:

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Lei Orgânica do Município

I. Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-


-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com
eles ou seus representantes relações de dependência
ou aliança, ressalvada, na forma da Lei, a colaboração
e interesses pela preservação dos costumes históricos
e culturais públicos;
II. Recusar fé aos documentos públicos;
III. Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si;
IV. Permitir ou fazer uso de bens de seu patrimônio como
meio de propaganda político-partidária;
V. Outorgar isenções ou anistias fiscais ou permitir a re-
missão de dívidas sem interesse público justificado e
sem fins lucrativos, sob pena de nulidade do ato;
VI. Exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça;
VII. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se
encontram em situação equivalente, proibida qualquer
distinção em razão de ocupação profissional ou fun-
ções por eles exercidas, independentemente de deno-
minação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;
VIII. Estabelecer diferença tributária entre bens e serviços,
de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou
destino;
IX. Cobrar tributos:
a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da
vigência da lei que os houver instituído ou reajustados;
b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido pu-
blicada a lei que o instituiu ou reajustou.
X. Utilizar tributos como efeito de confisco;
XI. Estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens,
por meios de tributos, ressalvadas a cobrança de pe-
dágio pela utilização de vias conservadas pelo poder
público;
XII. Instituir impostos sobre:

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Barra dos Coqueiros

a) Patrimônio, renda ou serviço da União, do Estado


e de outros Municípios, e as autarquias e fundações
instituídas e mantidas pelo poder público, no que se
refere ao patrimônio, renda e aos serviços vinculados
a suas finalidades essenciais ou a delas decorrentes;
b) Templo de qualquer culto;
c) Patrimônio, rendas ou serviços dos partidos políticos,
fundações, entidades sindicais dos trabalhadores, das
associações comunitárias, das instituições de educa-
ção e assistência social, sem fins lucrativos, declarados
de utilidade pública, atendidos os requisitos da lei;
d) Livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua
impressão.

CAPÍTULO V
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 16 - A administração pública direta, indireta ou fundacio-


nal de qualquer dos Poderes do Município de Barra dos Co-
queiros, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalida-
de, moralidade, publicidade, eficiência e, também, ao seguinte:

I. Garantia da participação dos cidadãos e de suas orga-


nizações administrativas, através de conselhos cole-
giados em audiências públicas, além dos mecanismos
previstos na Constituição Federal, na Constituição Es-
tadual e desta Lei Orgânica;
II. Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis
aos brasileiros que preencham os requisitos estabeleci-
dos em lei, assim como os estrangeiros, na forma da lei;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

III. A investidura em cargo ou emprego público depende


de aprovação prévia em concurso público de provas ou
de provas e títulos, de acordo com a natureza e a com-
plexibilidade do cargo ou emprego, na forma prevista
em lei, ressalvadas para cargo em comissão declarada
em lei de livre nomeação e exoneração;
IV. O prazo de validade do concurso público será de dois
anos, prorrogável uma vez, por igual período;
V. Durante o prazo improrrogável previsto no edital de
convocação, aquele aprovado em concurso público de
provas ou de provas e títulos será convocado com prio-
ridade sobre novos concursados para assumir cargo ou
emprego na carreira;
VI. As funções de confiança serão exercidas, exclusiva-
mente, por servidores ocupantes de cargo efetivo e os
cargos em comissão, a serem preenchidos por servi-
dores de carreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas as atri-
buições de direção, de chefia e de assessoramentos;
VII. A lei reservará percentual dos cargos e empregos pú-
blicos para as pessoas portadoras de necessidades es-
peciais e definirá os critérios de sua admissão;
VIII. A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo
determinado para atender a necessidade temporária de
excepcional interesse público;
IX. A remuneração dos servidores públicos e os subsídios
dos agentes políticos, somente poderão ser fixados ou
alterados por norma específica, observada a iniciativa
privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual,
sempre na mesma data e sem distinção de índices;
X. Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não po-
derão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XI. É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer es-
pécies remuneratórias, para efeito de remuneração de
pessoal do serviço público;

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Barra dos Coqueiros

XII. Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor


público municipal não serão computados nem acumu-
lados para fins de concessão de acréscimos anteriores;
XIII. Os vencimentos dos servidores públicos municipais
são irredutíveis e a remuneração observará o disposto
nos incisos X e XI deste artigo;
XIV. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos,
exceto quando houver compatibilidade de horários, ob-
servado em qualquer caso o limite estabelecido em lei:
XV. A de dois cargos de professor;
XVI. A de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
XVII. A de dois cargos ou empregos privativos de profissio-
nais da saúde, com profissões regulamentadas.
XVIII. À proibição de acumular estende-se a empregos e fun-
ções e abrange autarquias, empresas públicas, socie-
dade de economia mista, suas subsidiárias e sociedades
controladas, direta ou indiretamente pelo poder público;
XIX. Nenhum servidor será designado para as funções não
constantes das atribuídas ao cargo que ocupa, a não ser
na hipótese de substituição, percebendo gratificação
estabelecida em lei;
XX. A administração tributária e seus servidores fiscais te-
rão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição,
precedências sobre os demais setores administrativos,
na forma da lei;
XXI. Somente por lei específica poderá ser criada autarquia
e autorizada a instituição de empresa pública, socie-
dade de economia mista e de fundação, cabendo a lei
complementar, neste último caso definir as áreas de sua
atuação;
XXII. Depende de autorização legislativa, em cada caso, a
criação de subsidiárias das entidades mencionadas no
inciso anterior, assim como a participação delas em
empresas privadas;

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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

XXIII. Ressalvados os casos determinados na legislação fede-


ral específica, as obras, serviços, compras e alienações
serão contratadas mediante processo de licitação pú-
blica que assegure igualdade de condições a todos os
concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obriga-
ções de pagamento, mantidas as condições efetivas da
proposta, nos termos da lei, a qual somente permitirá
as exigências de qualificação técnica e econômica, in-
dispensável à garantia das obrigações;
XXIV. A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,
empregos públicos e funções de administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer
dos Poderes do Município, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,
pensões ou outras espécies remuneratórias, percebidas
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pes-
soais ou de qualquer natureza, não poderão exceder ao
subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supre-
mo Tribunal Federal, aplicando-se como limite no Mu-
nicípio, o subsídio fixado para o Prefeito;
XXVI. É vedada a dispensa de servidores sindicalizados, a
partir do registro da candidatura a cargo de direção ou
representação sindical e, se eleito, ainda que suplente,
até um ano após o final do mandato, salvo se cometer
falta grave nos termos da lei.
§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e
campanhas dos órgãos públicos municipais, deverão ter cará-
ter educativo, informativo ou de orientação social, dela não po-
dendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem
promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos;
§ 2º - A não observância do disposto nos incisos III e IV deste
artigo, implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade
responsável, nos termos da Lei;

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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

§ 3º - A lei disciplinará a forma de participação do usuário na


administração pública direta e indireta, regulando especial-
mente:
I. As reclamações relativas a apresentação dos serviços pú-
blicos em geral, asseguradas a manutenção de serviço de
atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa
e interna, da qualidade dos serviços;
II. O acesso dos usuários a registros administrativos e a in-
formações sobre atos do governo;
III. A disciplina da representação contra o exercício negli-
gente ou abusivo de cargo, emprego ou função na admi-
nistração pública.
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão em
suspensão dos direitos políticos, perda da função pública, in-
disponibilidade dos bens e ressarcimento do erário, na forma
e gradação prevista na legislação federal, sem prejuízo da ação
penal cabível.

§ 5º - O Município e os prestadores de serviços públicos mu-


nicipais responderão pelos danos que seus agentes, nesta qua-
lidade, causarem a terceiros, assegurando o direito de regresso
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

§ 6º- A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupan-


te de cargo ou emprego da administração direta e indireta, que
possibilite o acesso a informações privilegiadas.

§ 7º- A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos ór-


gãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser
ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus adminis-
tradores e o poder público, que tenha por objetivo a fixação de
metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei
dispor sobre:

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Lei Orgânica do Município

I. O prazo de duração do contrato;


II. Os controles e critérios de avaliação de desempenho, di-
reitos, obrigações e responsabilidades dos dirigentes;
III. A remuneração do pessoal.

§ 8º- É vedada a percepção simultânea de proventos de apo-


sentadoria decorrentes do art. 40 da Constituição Federal, com
a remuneração de cargo, emprego e função pública, ressalva-
dos os cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal e
desta Lei Orgânica, os cargos eletivos e os cargos em comissão
declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
Art. 17 - O Poder Executivo Municipal é obrigado a adotar pla-
no de cargos, carreira, funções e vencimentos.

SEÇÃO II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS

Art. 18 – O Município de Barra dos Coqueiros instituirá, no


âmbito de sua competência, regime jurídico estatutário e plano
de carreira para os servidores da administração pública direta
ou indireta, das autarquia e das fundações públicas.

§ 1º - A lei assegurará aos servidores da administração direta


e indireta isonomia de vencimentos para cargos de atribuições
iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores
do Poder Executivo e Legislativo ressalvado as vantagens de ca-
ráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.

§ 2º - Aplicam-se aos servidores municipais os direitos seguintes:

I. Salário mínimo, fixado em lei nacionalmente unifica-


do, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

e as de sua família com moradia, alimentação, saúde,


educação, lazer, vestuário, higiene, transporte, previ-
dência social, com reajustes periódicos que lhe preser-
vem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação
para qualquer fim;
II. Irredutibilidade de salário, salvo o disposto em con-
venção ou acordo coletivo;
III. Décimo terceiro salário com base na remuneração in-
tegral ou no valor da aposentadoria;
IV. Remuneração do trabalho noturno superior a do diurno;
V. Salário família pago em razão do dependente do traba-
lhador de baixa renda nos termos da lei;
VI. Duração do trabalho normal não superior a 8 (oito)
horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais, facul-
tada a compensação de horários e a redução da jorna-
da, mediante acordo ou convenção coletiva de traba-
lho;
VII. Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos
domingos;
VIII. Remuneração do serviço extraordinário superior, no
mínimo, em 50% (cinquenta) por cento do normal;
IX. Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos,
(1/3) um terço a mais do que a remuneração normal;
X. Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salá-
rio, de 180 (cento e oitenta) dias;
XI. Licença à paternidade, nos termos da lei;
XII. Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante
incentivos específicos, nos termos da lei;
XIII. Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de
normas de saúde, higiene e segurança;
XIV. Proibição de diferença de salários, de exercício de fun-
ções e de critério de admissão por motivo de sexo, ida-
de, cor ou estado civil;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

XV. Fica garantida à funcionária pública que fizer adoção


de criança de 0 (zero) a 3 (três) anos de idade, dentro
dos critérios estabelecidos em lei, licença de 180 (cen-
to e oitenta) dias, sem prejuízo de seus vencimentos e
vantagens.
XVI. Seguro contra acidente de trabalho;
XVII. Aperfeiçoamento pessoal e funcional;
XVIII. Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, nos
termos da lei;
XIX. Licença para interesse particular e sem remuneração.

§ 3º - O membro de poder, o detentor de mandato eletivo e


os secretários municipais serão remunerados, exclusivamente,
por subsídios fixados em parcela única, vedado o acréscimo
de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em
qualquer caso, o que dispõem os artigos 37, X e XI; 39 § 4 º; e
153 § 2º, da Constituição Federal.

§ 4º - Os Poderes Executivos e Legislativos publicarão, anual-


mente, os valores dos subsídios e das remunerações dos cargos
e empregos públicos.

§ 5º - A lei municipal poderá estabelecer a relação entre a maior


e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido,
em qualquer caso, o disposto nesta Lei Orgânica.

§ 6º - O tempo de serviço público federal, estadual ou muni-


cipal será computado integralmente para efeitos de aposenta-
doria e de disponibilidade, incorporando-se a esse tempo as
licenças prêmio não gozadas pelo servidor que, neste caso, é
contado em dobro.

Art. 19 - O servidor público municipal será aposentado nos ter-


mos das Constituições Federal e Estadual, e desta Lei Orgânica.

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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

Art. 20 - Ao servidor público municipal, em exercício de man-


dato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:

I. Tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual , fica-


rá afastado de seu cargo, emprego ou função;
II. Investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo,
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela remu-
neração;
III. Investido no mandato de Vereador, havendo compatibi-
lidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo,
emprego ou função, sem prejuízo do subsídio do cargo
eletivo, e não havendo compatibilidade, será aplicada a
norma do inciso anterior;
IV. Em qualquer caso que exija o afastamento para o exercí-
cio do mandato eletivo, seu tempo de serviço será conta-
do para todos os efeitos legais, exceto para promoção por
merecimento;
V. Para efeito de benefício previdenciário, no caso de afasta-
mento, os valores são determinados como se no exercício
estivesse.

Art. 21 - São estáveis, após três anos de efetivo exercício, os


servidores municipais nomeados para cargo de provimento
efetivo em virtude de concurso público.

§ 1º - O servidor público estável só perderá o cargo:

I. Em virtude de sentença judicial transitada em julgado;


II. Mediante processo administrativo em que lhe seja asse-
gurada ampla defesa;
III. Mediante procedimento de avaliação periódica de de-
sempenho, na forma de lei complementar, assegurada
ampla defesa.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

§ 2º - Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor


estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se
estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indeni-
zação, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilida-
de com renumeração proporcional ao tempo de serviço.

§ 3º - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o


servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração
proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveita-
mento em outro cargo.

§ 4º - Como condição para a aquisição da estabilidade, é obri-


gatória a avaliação especial de desempenho por comissão insti-
tuída para essa finalidade.

Art. 22 – É livre a associação profissional ou sindical do servidor


público municipal na forma da lei federal, observando o seguinte:

I. É vedada a criação de mais de uma organização sindi-


cal, em qualquer grau, representativa de categoria profis-
sional ou econômica, na mesma base territorial, para os
servidores da administração direta, das autarquias e das
fundações;
II. É assegurado o direito de filiação de servidores, profis-
sionais liberais, profissionais da área de saúde, à associa-
ção sindical de sua categoria;
III. Os servidores da administração indireta, das empresas
públicas e de economia mista, poderão associar-se em
sindicato próprio;
IV. Ao sindicato dos servidores públicos municipais cabe a de-
fesa dos direitos e interesses coletivos e individuais da cate-
goria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

V. A assembleia geral fixará a contribuição que, em se tra-


tando de categoria profissional, será descontada em folha,
para custeio do sistema confederativo da representação
sindical respectiva, independentemente da contribuição
prevista em lei;
VI. Ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado ao
sindicato;
VII. É obrigatório a participação do sindicato nas negocia-
ções coletivas de trabalho;
VIII. O servidor aposentado filiado tem direito a votar e ser
votado nas organizações sindicais.

Art. 23 - O direito de greve será exercido nos termos e nos li-


mites definidos em lei específica.

Art. 24 - A lei disporá, em caso de greve, sobre o atendimento


das necessidades inadiáveis da comunidade.

Art. 25 - É assegurada a participação dos servidores públicos


municipais, por eleição, nos colegiados da administração pú-
blica em que seus interesses profissionais ou previdenciários
sejam objeto de discussão e deliberação.

Art. 26 - Haverá uma instância colegiada administrativa para


dirimir controvérsias entre o Município e seus servidores pú-
blicos, garantida a paridade na sua composição.

Art. 27 - O Município instituirá Conselhos de política de admi-


nistração e remuneração de pessoal, integrados por servidores
designados pelos respectivos poderes.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES

CAPITULO I
DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I
DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 28 - O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Munici-


pal que tem funções legislativas, de fiscalização e julgamento e
de controle externo do Executivo, de julgamento político ad-
ministrativo, de assessoramento ao Poder Executivo e de ad-
ministração de sua economia interna.

Parágrafo único – Cada legislatura tem a duração de 4 (quatro)


anos, correspondente cada ano a uma Sessão Legislativa.

Art. 29 - A Câmara Municipal compõe-se de Vereadores eleitos


pelo sistema proporcional, como representantes do povo, com
mandato de 4 (quatro) anos.

§ 1º - São condições de elegibilidade para o exercício do man-


dato de Vereador, de acordo com o art. 14, § 3º da Constituição
Federal:

I. A nacionalidade brasileira;
II. O pleno exercício dos direitos políticos;
III. O alistamento eleitoral;
IV. O domicílio eleitoral na circunscrição;
V. A filiação partidária;
VI. A idade mínima de dezoito anos;
VII. Ser alfabetizado.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

§ 2º - O número de vereadores deste Município será de 11


(onze), observado o censo do IBGE e os parâmetros estabeleci-
dos na Constituição Federal.

Art. 30 - A Câmara Municipal reunir-se-á anual e ordinaria-


mente, na sede do Município, de 02 de fevereiro a 17 de julho e
de 1º de agosto a 22 de dezembro, podendo reunir-se também
por convocação extraordinária.

§ 1º - As reuniões inaugurais de cada sessão legislativa mar-


cadas para as datas que lhes correspondem serão transferidas
para o primeiro dia útil subsequente, quando coincidirem com
sábados, domingos e feriados.

§ 2º - A convocação extraordinária da Câmara far-se-á:

I. Pelo Prefeito, quando este a entender necessária;


II. Pelo Presidente da Câmara ou a requerimento da maioria
dos membros da casa, em casos de urgência ou interesse
público relevante;
III. Pela Comissão Representativa da Câmara.

§ 3º - Na sessão Legislativa Extraordinária, a Câmara Munici-


pal somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convo-
cada, vedado o pagamento de parcela indenizatória em razão
da convocação.

§ 4º - As sessões da Câmara Municipal serão sempre iniciadas


com a expressão: “Sob a proteção de Deus e em nome do povo
de Barra dos Coqueiros e havendo número legal, declaro aber-
ta a presente sessão”.

Art. 31 - As deliberações da Câmara serão tomadas por maio-


ria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros, sal-

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

vo disposição em contrário prevista no Regimento Interno da


Casa ou disposição desta Lei Orgânica.

Art. 32 - A Sessão Legislativa Ordinária não será interrompida,


por recesso, sem a deliberação sobre os projetos de leis do ciclo
orçamentário.

Art. 33 - As Sessões da Câmara realizar-se-ão em recinto des-


tinado ao seu funcionamento, salvo hipóteses previstas no Re-
gimento Interno.

§ 1º - O dia e horário das Sessões Ordinárias, Extraordinárias e


Especiais da Câmara Municipal serão estabelecidos de acordo
com o que dispuser o Regimento Interno.

§ 2º - Poderão ser realizadas Sessões Solenes fora do recinto da


Câmara.

§ 3º - No recinto de reuniões do Plenário não poderão ser afi-


xados quaisquer símbolos, quadros, faixas, cartazes ou fotogra-
fias que impliquem propaganda político-partidária, ideológica,
religiosa ou de cunho promocional de pessoas vivas ou de en-
tidades de qualquer natureza.

§ 4º - O disposto neste artigo não se aplica à colocação de bra-


são ou bandeira do País, Estado e do Município, na forma da
legislação aplicável.

Art. 34 - As Sessões serão públicas, salvo deliberação em con-


trário, por voto de 2/3 (dois terços), dos Vereadores, adotado
em razão de motivo relevante.

Art. 35 - As Sessões somente serão abertas com a presença de,


no mínimo, 1/3 (um terço) dos Membros da Câmara, não po-
dendo, neste caso, haver deliberação.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

§ 1º - As deliberações da Câmara terão duas discussões, exce-


tuando-se as moções, as indicações e os requerimentos, decre-
tos legislativos e resolução, que terão apenas uma discussão e
votação.

§ 2º - Considerar-se-á presente à Sessão, o Vereador que assi-


nar o livro de presença até a declaração de abertura dos traba-
lhos, da Ordem do Dia, participar dos trabalhos do Plenário e/
ou de votação.

SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÃMARA MUNICIPAL

Art. 36 - Compete à Câmara Municipal, com a sanção do Pre-


feito, legislar sobre as matérias de competência do Município,
especialmente sobre:

I. Assunto de interesse local, inclusive suplementando


a legislação federal e a estadual, notadamente no que
diz respeito:
II. Saúde, a assistência pública e à proteção e garantia
das pessoas de necessidades especiais;
III. Proteção de documentos, obras, outros bens de valor
histórico, artístico e cultural como os monumentos,
as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológi-
cos do Município;
IV. Impedir a evasão, destruição e descaracterização de
obras de arte e outros bens de valor histórico, artísti-
co e cultural do Município;
V. Abertura de meios de acesso à cultura, à educação e à
ciência;
VI. Proteção ao meio ambiente e ao combate a poluição
em qualquer de suas formas;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

VII. Incentivo à indústria e ao comércio;


VIII. Criação de distritos industriais;
IX. Fomento da produção agropecuária e a organização
do abastecimento alimentar;
X. Promoção de programas de construção de moradias,
melhorando as condições habitacionais e de sanea-
mento básico;
XI. Combater as causas da pobreza e os fatores da margi-
nalização, promovendo a integração social dos seto-
res desfavorecidos;
XII. Registro, acompanhamento e fiscalização das conces-
sões de pesquisa e exploração dos recursos hídricos e
minerais em seu território;
XIII. Estabelecimento e implantação da política de educa-
ção para o trânsito;
XIV. Cooperação com a União e o Estado, tendo em vista
o equilíbrio do desenvolvimento e do bem estar so-
cial atendendo as normas fixadas em lei complemen-
tar federal;
XV. Uso e armazenamento dos agrotóxicos, seus compo-
nentes e afins;
XVI. Políticas públicas do Município.
XVII. Tributos municipais, bem como autorizar isenção e
anistias fiscais e a remissão de dívidas;
XVIII. Orçamento anual, plano plurianual e diretrizes orça-
mentárias, bem como autorizar a abertura de crédi-
tos suplementares e especiais;
XIX. Obtenção e concessão de empréstimo e operações de
crédito, bem como a forma e os meios de pagamento;
XX. Concessão de auxílio e subvenções;
XXI. Concessão e permissão de serviços públicos;
XXII. Concessão de direito real de uso de bens municipais;
XXIII. Alienação de bens imóveis;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

XXIV. Aquisição de bens imóveis, destinado à doação;


XXV. Criação, organização e supressão de distritos ou po-
voados, observada a legislação estadual;
XXVI. Criação, alteração, extinção de cargos, empregos e
funções públicas e fixação na respectiva remuneração;
XXVII. Plano diretor;
XXVIII. Alteração e denominação de prédios, vias e logra-
douros públicos;
XXIX. Ordenamento, parcelamento, uso e ocupação do solo
urbano;
XXX. Organização e prestação de serviços públicos;

Art. 37 - Compete à Câmara Municipal, privativamente, entre


outras, as seguintes atribuições:

I. Elaborar o seu Regimento Interno;


II. Eleger sua Mesa Diretora, bem como destituí-la na for-
ma desta Lei Orgânica e do Regimento Interno;
III. Fixar, em cada legislatura para a subsequente, o subsí-
dio do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, bem
como dos Secretários Municipais;
IV. Autorizar a fixação da remuneração dos agentes públi-
cos, obedecidos os limites legais e assegurada revisão
geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de
índices na forma da lei.
V. Exercer, com auxílio do Tribunal de Contas ou órgão
estadual competente, a fiscalização financeira, orça-
mentária, operacional e patrimonial do Município;
VI. Julgar as contas anuais do Município, compreendendo
as da Prefeitura e da Mesa da Câmara e apreciar os re-
latórios sobre a execução dos planos de governo;
VII. Sustar os atos normativos do Poder Executivo que
exorbitem o poder regulamentar ou dos limites de de-
legação legislativa;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

VIII. Dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia,


criação, transformação ou extinção de cargos, empregos
e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixa-
ção da respectiva remuneração, observados os parâme-
tros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
IX. Autorizar o Prefeito a se ausentar do Município, quan-
do a ausência exceder a 10 (dez) dias;
X. Mudar, temporariamente a sua sede;
XI. Fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, inclu-
ídos os da administração indireta e funcional;
XII. Proceder à tomada de Contas anuais do Prefeito Mu-
nicipal, quando não apresentadas à Câmara, dentro do
prazo de 120 (cento e vinte) dias, após o encerramento
do exercício anterior;
XIII. Processar e julgar o Prefeito, o vice-Prefeito e os Vere-
adores na forma da lei;
XIV. Representar ao Procurador Geral de Justiça, mediante
aprovação de 2/3 (dois terços) dos seus membros, con-
tra o Prefeito, o Vice-Prefeito e Secretários Municipais
ou ocupantes de cargos da mesma natureza, pela prá-
tica de crime contra a Administração Pública que tiver
conhecimento;
XV. Dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, conhecer de
sua renúncia e afastá-los definitivamente do cargo, nos
termos previsto em lei;
XVI. Conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Ve-
readores para afastamento do cargo;
XVII. Criar Comissões Especiais de Inquéritos sobre fato de-
terminado que se inclua na competência da Câmara
Municipal, sempre que o requerer pelo menos 1/3 (um
terço) dos membros da Câmara;
XVIII. Convocar os Secretários Municipais ou ocupantes de
cargos da mesma natureza ou quaisquer outros servi-

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

dores para prestar informações sobre matéria de sua


competência;
XIX. Solicitar informações ao Prefeito Municipal sobre as-
suntos referentes à Administração;
XX. Autorizar referendo e convocar plebiscito;
XXI. Conceder Títulos de Cidadão Honorífico ou conferir
homenagens a pessoas que, reconhecidamente, tenham
prestado relevantes serviços ao Município ou nele se
tenham destacados pela atuação exemplar na vida pú-
blica e particular, bem como emitir moção de alerta,
repúdio ou Título de Persona non Grata, mediante pro-
posta pelo voto de 2/3 (dois terços) dos membros da
Câmara.

§ 1º - A Câmara de Vereadores ou quaisquer de suas Comissões


poderão convocar Secretários Municipais ou quaisquer titulares
de órgãos diretamente subordinados ao Executivo para pres-
tarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente
determinado, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, importando
crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.

§ 2º - Os Secretários Municipais poderão comparecer à Câmara


Municipal ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa
e mediante entendimentos com a Mesa Diretora, para exporem
assunto de relevância de sua Secretaria.

§ 3º - A Mesa da Câmara poderá encaminhar pedidos escri-


tos de informações a Secretários Municipais ou a qualquer das
pessoas referidas no § 2º deste artigo, importando em crime
de responsabilidade a recusa ou o não atendimento, dentro do
prazo de trinta (30) dias, bem como a prestação de informa-
ções falsas.

Art. 38 - A Mesa da Câmara enviará ao Poder Executivo, até


31 de julho de cada exercício, a sua proposta orçamentária, de-

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

vendo ser incluída no orçamento geral do Município para o


exercício seguinte.

SEÇÃO III
DOS VEREADORES
DA INVIOLABILIDADE DOS VEREADORES

Art. 39 – Os Vereadores, agentes políticos do Município, são


invioláveis no exercício do mandato, por suas opiniões, pala-
vras e votos, na circunscrição do Município, e terão livre aces-
so às repartições públicas, seus documentos e as informações
relevantes do interesse do município.

Parágrafo único - Os Vereadores não serão obrigados a teste-


munhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do
exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhe confiaram
ou deles receberam informações.

Art. 40 – É vedado ao Vereador:

I – Desde a expedição do diploma:

I. Firmar ou manter contrato com o município, com suas


autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de
economia mista ou com concessionárias de serviço públi-
co, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas unifor-
mes;
II. Aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remune-
rado, inclusive os que sejam demissíveis ad nutum, nas
entidades constantes da alínea anterior, salvo aprovação
em concurso público, observado o disposto no art. 38 da
Constituição Federal.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

II – Desde a posse:

I. Ocupar cargo, função ou emprego na administração pú-


blica direta ou indireta do Município, de que seja demis-
síveis ad nutum, salvo o cargo de Secretário Municipal ou
equivalente;
II. Exercer outro cargo eletivo federal, estadual ou municipal;
III. Ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que
goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica
de direito público do Município, ou nela exercer função
remunerada;
IV. Patrocinar causa junto ao Município em que seja interes-
sada qualquer das entidades a que se refere à alínea “I” do
inciso I deste artigo.

Art. 41– Perderá o mandato o Vereador:

I. Que infringir qualquer das proibições estabelecidas no


artigo anterior;
II. Cujo procedimento for declarado incompatível com o
decoro parlamentar ou atentatório às instituições vigen-
tes;
III. Que deixar de comparecer, em cada Sessão Legislativa
anual, a 1/3 (terça parte) das Sessões Ordinárias da Câ-
mara, salvo motivo de doença devidamente comprovada,
licença ou missão autorizada pela edilidade;
IV. Que ausentar-se do Município por prazo superior a 10
(dez) dias ou deixar de comparecer às sessões por prazo
superior a 120 (cento e vinte) dias por motivos alheios à
edilidade;
V. Que perder ou tiver suspensos os direitos políticos, na
forma da lei;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

VI. Quando decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos


nesta Lei Orgânica, nas Constituição Federal e Estadual;
VII. Que sofrer condenação criminal em sentença transitada
em julgado.
VIII. Que fixar residência fora da jurisdição do Município,

§ 1º - Além de outros casos definidos no Regimento Interno


da Câmara Municipal, considerar-se-á incompatível com o
decoro parlamentar, o abuso das prerrogativas asseguradas ao
Vereador ou a percepção de vantagens ilícitas ou imorais ou
revelar o conteúdo de debates considerados secretos pela casa
legislativa.

§ 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será


declarada pela Câmara por decisão de dois terços (2/3) dos
seus membros, mediante provocação da Mesa ou de Partido
Político representado no Legislativo, assegurada ampla defesa.

§ 3º - Nos casos previstos nos incisos, III, IV e V, a perda será


declarada pela Mesa da Câmara, de ofício ou mediante pro-
vocação de qualquer de seus membros ou de Partido Político
representado na Casa, assegurada ampla defesa.

SEÇÃO IV
DAS LICENÇAS

Art. 42 - O Vereador poderá licenciar-se:

I. Por motivo de doença impeditiva do exercício de suas


funções, devidamente comprovada por perícia ou por
junta médica;
II. Para tratar, sem remuneração, de interesse particular, des-
de que o afastamento não ultrapasse 120 (cento e vinte)
dias por Sessão Legislativa;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

III. Para desempenhar missões temporárias, de caráter cultu-


ral ou de interesse do Município;
IV. Para desempenhar as funções de Secretário do Município
ou função equivalente;
V. Por até 180 (cento e oitenta) dias no caso da gestante ou
adoção;

§ 1º - Não perderá o mandato, considerando-se automatica-


mente licenciado, o Vereador investido no cargo de Secretário
Municipal ou equivalente.

§ 2º - O Vereador licenciado nos termos dos incisos I, III e V


perceberão sua remuneração integral.

§ 3º - Independentemente de requerimento, considerar-se-á


como faltante o não comparecimento às reuniões dos Vereado-
res privados temporariamente de sua liberdade, em virtude de
processo criminal em curso.

§ 4º- No caso do § 1º, o Vereador considerar-se-á automatica-


mente licenciado, sendo-lhe facultado optar pela remuneração.

§ 5º - O exercício da vereança por servidor público se dará de


acordo com o estabelecido no art. 38 da Constituição Federal.

§ 6º - O Vereador ocupante de cargo, emprego ou função pú-


blica municipal é inamovível de ofício pelo tempo de duração
do seu mandato.

Art. 43 - Dar-se-á a convocação do Suplente de Vereador nos


casos de vaga, de investidura em funções prevista neste artigo
ou licença a partir de 121 (cento e vinte e um) dias.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

§ 1º - O Suplente convocado deverá tomar posse no prazo de


10 (dez) dias, contados da data da convocação, salvo motivo
justo e aceito pela Câmara, admitindo-se nesse caso prorroga-
ção do prazo.

§ 2º - Ocorrendo vaga e não havendo suplente, o Presidente


da Câmara comunicará o fato, dentro de 48 (quarenta e oito)
horas, ao Tribunal Regional Eleitoral.

§ 3º - Enquanto a vaga a que se refere o parágrafo anterior não


for preenchida, calcular-se-á o quorum em função dos Verea-
dores remanescentes.

Art. 44 - No ato da posse os Vereadores apresentarão declara-


ção de bens, com indicação das fontes de renda, repetida ao
final de cada exercício financeiro, bem como, nos casos de tér-
mino de mandato, renúncia ou afastamento efetivo do mesmo,
sendo arquivada em pasta.

SEÇÃO V
DA ELEIÇÃO DA MESA

Art. 45 - A Câmara Municipal reunir-se-á, em Sessão Legislati-


va, a 1º de janeiro, do ano subsequente às eleições municipais,
para posse dos seus membros, eleição e posse da Mesa Direto-
ra, do Prefeito e do Vice-Prefeito.

§ 1º A posse ocorrerá em sessão solene, que se realizará in-


dependente de número, sob a Presidência do Vereador mais
idoso dentre os eleitos.

§ 2º - O vereador que não tomar posse na sessão prevista no


parágrafo anterior deverá fazê-lo no prazo de 10 (dez) dias, sob

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

pena de perda do mandato, salvo motivo justo e aceito pela


maioria absoluta dos membros da Câmara.

§ 3º - Imediatamente a posse, os Vereadores reunidos, confor-


me § 1º e, havendo maioria absoluta dos membros da Câmara,
elegerão os componentes da Mesa, que serão automaticamente
empossados.

§ 4º- Inexistindo número legal, o Vereador mais idoso dentre


os eleitos presentes, permanecerá na Presidência e convocará
sessões diárias, até que seja eleita a Mesa.

§ 5º - A eleição da Mesa da Câmara, para o segundo biênio,


far-se-á a partir do segundo período legislativo e até a última
sessão ordinária do segundo ano de cada legislatura, e a posse
dos eleitos para nova Mesa Diretora dar-se-á no dia 1º de janei-
ro do ano subsequente.

Art. 46 - O mandato da Mesa será de dois (02) anos, sendo


admitida recondução, no todo ou em parte de seus membros,
para o período subsequente.

Art. 47 - A Mesa da Câmara compõe-se dos cargos de Presi-


dente, Vice–Presidente, 1º e 2º Secretários, com mandato de 02
(dois) anos.

§ 1º - Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto pos-


sível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos
parlamentares que participam da Casa.

§ 2º - Na ausência dos membros da Mesa, o Vereador mais ido-


so assumirá a Presidência.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

§ 3º- Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído da


mesma, pelo voto de 2/3 (dois terços) dos membros da Câma-
ra, quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de
suas atribuições regimentais, elegendo-se outro Vereador para
a complementação do mandato, assegurada ampla defesa.

Art. 48 - A Câmara terá Comissões Permanentes e Especiais.

§ 1º - Às Comissões Permanentes e Especiais, em razão da ma-


téria de sua competência, cabe:

I. Realizar audiências com entidade civil;


II. Discutir e votar Projeto de Lei, dispensada a compe-
tência do Plenário, salvo recurso de 1/3 (um terço)
dos membros da Câmara e excetuados os projetos que
criam despesas ou altera legislação em vigor, e espe-
cialmente a que cuidam:
III. De lei complementar;
IV. De código;
V. De iniciativa popular ou de comissão;
VI. Relativo à matéria que não possa ser objeto de delega-
ção, nos termos da Lei Orgânica Municipal;
VII. Que tenha recebido pareceres divergentes;
VIII. Em regime de urgência especial e simples;
IX. Relativo a matéria definida nesta Lei Orgânica como
de competência especifica do Plenário;
X. Convocar os secretários ou servidores públicos muni-
cipais, para prestar, pessoalmente, informações sobre
assunto previamente determinado, ou conceder-lhe
audiência para expor assunto de relevância de sua área;
XI. Receber petições, reclamações, representações ou
queixas de qualquer pessoa ou entidade contra atos ou
omissão das autoridades ou entidades públicas;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

XII. Encaminhar, através da Mesa, pedido escrito de infor-


mação a Secretário Municipal;
XIII. Solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cida-
dão, bem como inquirir testemunhas;
XIV. Exercer, no âmbito de sua competência, a fiscalização
dos atos do Executivo e da administração indireta;
XV. Apreciar programas de obras e planos, e sobre ele emi-
tir parecer; acompanhar junto à Prefeitura Municipal a
elaboração da proposta orçamentária, bem como a sua
posterior execução;
XVI. Exercer o acompanhamento e a fiscalização contábil,
financeira e operacional do Município;
XVII. Determinar a realização, com o auxílio do Tribunal de
Contas do Estado, diligências, perícias, inspeções e au-
ditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial nas unidades administrati-
vas dos Poderes Executivo e Legislativo;
XVIII. Estudar qualquer assunto no respectivo campo temático
ou área de atividade, podendo promover, em seu âmbi-
to, conferências, exposições, palestras ou seminários.

§ 2º - As Comissões Especiais de Representação serão consti-


tuídas para representar a Câmara em atos externos de caráter
cívico ou cultural, dentro ou fora do território do Município.

§ 3º - Na formação das comissões, assegurar-se-á, tanto quanto


possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blo-
cos parlamentares que participam da Câmara, ainda que pela
proporcionalidade não lhe caiba lugar.

§ 4º - As Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão po-


deres de investigação próprios das autoridades judiciais, além
de outros previstos no Regimento Interno da Casa, serão cria-

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

das pela Câmara Municipal, mediante requerimento de 1/3


(um terço) de seus membros, para a apuração de fato determi-
nado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso,
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a res-
ponsabilidade civil ou criminal dos infratores.

Art. 49 - A Maioria, a Minoria, as Representações Partidárias


mesmo com apenas um membro, e os blocos parlamentares
terão Líder e, quando for o caso, Vice-Líder.

§ 1º - A indicação dos líderes será feita em documento subscri-


to pelos membros das representações majoritárias, minoritá-
rias, blocos parlamentares ou Partidos Políticos à Mesa, nas 24
(vinte e quatro) horas que se seguirem à instalação do período
legislativo anual.

§ 2º - Os Líderes indicarão os respectivos Vice-Líderes, se for


o caso, dando conhecimento à Mesa da Câmara dessa desig-
nação.

Art. 50 - Além de outras atribuições previstas no Regimento


Interno, os Líderes indicarão os representantes partidários nas
comissões da Câmara.

Parágrafo único – Ausente ou impedido o Líder, suas atribui-


ções serão exercidas pelo Vice-Líder.

Art. 51 - À Câmara Municipal, observado o disposto nesta Lei


Orgânica, compete elaborar seu Regimento Interno, dispondo
sobre sua organização, política e provimento de cargos de seus
serviços e, especialmente, sobre:

I. Instalação e funcionamento;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

II. Posse de seus membros;


III. Eleição da Mesa, sua composição e suas atribuições;
IV. Periodicidade das reuniões;
V. Formação das comissões;
VI. Realização das sessões;
VII. Forma das deliberações;
VIII. Todo e qualquer assunto de sua administração interna.

SEÇÃO VI
DAS ATRIBUIÇÕES DA MESA

Art. 52 – Compete à Mesa da Câmara Municipal, além de ou-


tras atribuições estabelecidas no Regimento Interno:

I. Receber do Prefeito Municipal e da Mesa Diretora, até o


dia 30 (trinta) do mês de abril, as contas do exercício ante-
rior;
II. Propor, ao Plenário, Projetos de Resolução que criem,
transforme e extinguam cargos, empregos ou funções da
Câmara Municipal, bem como a iniciativa de norma espe-
cífica para fixação da respectiva remuneração;
III. Elaborar e encaminhar ao Prefeito até o dia 31 de julho, a
proposta orçamentária da Câmara para que seja incluída
no orçamento geral do Município para o exercício seguin-
te;
IV. Apresentar projetos de lei dispondo sobre abertura de cré-
ditos suplementares ou especiais, através do aproveitamen-
to total ou parcial das consignações orçamentárias da Câ-
mara;
V. Promulgar a Lei Orgânica e suas emendas.

Parágrafo único – Em caso de matéria inadiável, poderá o Pre-


sidente, ou quem o estiver substituindo, decidir, ad referendum

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

da Mesa, sobre assunto de competência desta, sendo as demais


decisões tomadas por maioria de seus membros.

SEÇÃO VII
DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 53 – Dentre outras atribuições previstas no Regimento In-


terno, compete ao Presidente da Câmara:

I. Representar a Câmara em juízo ou fora dele;


II. Dirigir, executar e disciplinar os trabalhos administrati-
vos da Câmara;
III. Interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno;
IV. Promulgar as resoluções e decretos legislativos;
V. Promulgar as leis em que tenha havido sanção tácita ou
cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário e enviado ao
Prefeito para promulgação e este não o faça em 48 (qua-
renta e oito) horas;
VI. Fazer publicar os atos da Mesa, quer legislativos ou ad-
ministrativos, compreendendo as resoluções, decretos
legislativos e as leis que vier a promulgar, decretos, por-
tarias e demais atos pertinentes;
VII. Autorizar as despesas da Câmara;
VIII. Representar, por decisão da Câmara, sobre a inconstitu-
cionalidade de lei ou ato municipal;
IX. Solicitar, por decisão da maioria absoluta da Câmara,
a intervenção do Município nos casos admitidos pela
Constituição Federal e pela Constituição Estadual;
X. Encaminhar, para parecer prévio, as contas do exercício
anterior do Município, até 30 de junho, ao Tribunal de
Contas do Estado ou órgão a que for atribuído tal com-
petência na forma do art. 31 da Constituição Federal;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

XI. Nomear ou exonerar, admitir ou demitir, realizar contra-


tações de prestação de serviços técnicos especializados
ou temporários, para atender necessidade transitória de
excepcional interesse público, nos casos admitidos em
lei.

Parágrafo único – O Presidente da Câmara, ou quem o subs-


titui, somente manifestará o seu voto nas seguintes hipóteses:

I. Eleição da Mesa Diretora;


II. Quando a matéria exigir, para a sua aprovação, o voto
favorável de 2/3 (dois terços) ou de maioria absoluta dos
membros da Câmara;
III. Quando ocorrer empate em qualquer votação no Plená-
rio;
IV. Em qualquer votação com escrutínio secreto.

SEÇÃO VIII
DO VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 54 – Compete ao Vice-Presidente da Câmara:

I. Substituir o Presidente da Câmara em suas faltas, ausên-


cias, impedimentos ou licenças;
II. Promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as resolu-
ções e os decretos legislativos sempre que o Presidente,
ainda que se ache em exercício, deixar de fazê-lo no pra-
zo estabelecido em lei;
III. Promulgar e fazer publicar, obrigatoriamente, as leis
quando o Prefeito Municipal e o Presidente da Câmara,
sucessivamente, tenham deixado de fazê-lo, sob pena de
perda do mandato de membro da Mesa.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

SEÇÃO IX

DO SECRETÁRIO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA


MUNICIPAL

Art. 55 – Ao Secretário compete, além das atribuições contidas


no Regimento Interno, as seguintes:

I. Redigir a ata das Sessões Secretas e das reuniões da Mesa;


II. Acompanhar e supervisionar a redação das atas das de-
mais Sessões;
III. Fazer a chamada dos vereadores;
IV. Registrar, em livro próprio, os precedentes firmados na
aplicação do regimento Interno;
V. Fazer a inscrição dos oradores na pauta dos trabalhos;
VI. Substituir os demais membros da Mesa, quando necessá-
rio;
VII. Providenciar a expedição de comunicados individuais
aos Vereadores;
VIII. Receber convites, representações, petições e memoriais
dirigidos à Câmara;
IX. Assinar com o Presidente as atas e as proposições pro-
mulgadas.

SEÇÃO X
DO PROCESSO LEGISLATIVO

Art. 56 - O processo Legislativo Municipal compreende a ela-


boração de:

I. Emendas à Lei Orgânica Municipal;


II. Leis Complementares;
III. Leis Ordinárias;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

IV. Leis Delegadas;


V. Medidas provisórias;
VI. Decretos Legislativos;
VII. Resoluções.

Parágrafo único – Lei Complementar disporá sobre a elabora-


ção, redação, alteração e consolidação das leis.

Art. 57 - A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada me-


diante proposta:

I. De 1/3 (um terço), no mínimo, dos membros da Câmara


Municipal;
II. Do Prefeito Municipal.

§ 1º - A proposta será votada em dois turnos com interstício


mínimo de 10 (dez dias), e aprovada em ambos os turnos por
2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal.

§ 2º - A emenda à Lei Orgânica Municipal será promulgada


pela Mesa da Câmara com o respectivo número de ordem.

§ 3º - A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de


estado de sítio ou de intervenção no Município.

§ 4º - A matéria constante de emenda rejeitada ou havida por


prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma
sessão legislativa.

Art. 58 - A iniciativa das Leis Complementares e Ordinárias


cabe a qualquer Vereador, Comissão Permanente da Câmara,
ao Prefeito e aos cidadãos na forma e nos casos previstos nesta
Lei Orgânica.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

Parágrafo único. A iniciativa popular pode ser exercida pela


apresentação, à Câmara Municipal, de projetos de lei subscrito
por, no mínimo, cinco por cento do eleitorado do Município.

Art. 59 - As Leis Complementares somente serão aprovadas se


obtiverem maioria absoluta de votos dos membros da Câmara
Municipal.

Parágrafo único – Lei Complementar disporá, dentre outras


matérias previstas nesta Lei Orgânica, sobre elaboração de:

I. Código Tributário Municipal;


II. Código de Obras e Edificações;
III. Código de Posturas;
IV. Código de Zoneamento;
V. Código de Parcelamento do Solo;
VI. Lei instituidora do regime jurídico dos servidores mu-
nicipais;
VII. Lei Instituidora da Guarda Municipal;
VIII. Lei de criação de cargos, funções ou empregos públicos
e sua remuneração;
IX. Lei que institui o Plano Diretor do Município;
X. Lei que institui o Estatuto dos Servidores do Município.

Art. 60 - São de iniciativa exclusiva do Prefeito as Leis que dis-


ponham sobre:

I. Criação, transformação ou extinção de cargos, funções


ou empregos públicos na administração direta e autár-
quica ou aumento de sua remuneração;
II. Servidores públicos do Poder Executivo, da adminis-
tração Indireta e autarquias, seu regime jurídico, provi-
mento de cargos, estabilidade e aposentadoria;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

III. Criação, estruturação e atribuições das secretarias, de-


partamentos ou diretorias equivalentes e órgãos da ad-
ministração pública;
IV. Matéria do ciclo orçamentário, e a que autorize a aber-
tura de créditos ou conceda auxílios e subvenções.

Parágrafo único - Não será admitido aumento de despesa pre-


vista nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito Municipal.

Art. 61 - É de competência exclusiva da Mesa da Câmara, a


iniciativa das leis que disponham sobre autorização para aber-
tura de créditos suplementares ou especiais, através do apro-
veitamento total ou parcial das consignações orçamentárias da
Câmara.

Art. 62 - O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação


de Projetos de sua iniciativa.

§ 1º - Solicitada urgência, a Câmara se manifestará em até qua-


renta e cinco dias sobre a proposição, contados da data em que
for feita a solicitação e, tendo se esgotado o prazo sem deli-
beração da Câmara, será a proposição incluída na Ordem do
Dia, sobrestando-se as demais proposições, até que se ultime a
votação.

§ 2º - O prazo previsto no parágrafo anterior não corre nos pe-


ríodos de recesso da Câmara de Vereadores nem se aplica aos
Projetos de Código e Orçamento.

Art. 63 - Aprovado o Projeto de lei, será este enviado ao Prefei-


to, que, aquiescendo, sancionará.

§ 1º - Se o Prefeito considerar o Projeto, no todo ou em parte,


inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á,

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

total ou parcialmente, no prazo de (15) quinze dias úteis, conta-


dos da data de recebimento, e comunicará, dentro de (48) qua-
renta e oito horas, ao Presidente da Câmara os motivos do veto.

§ 2º - O Veto parcial somente abrangerá texto integral de arti-


go, de parágrafo, de inciso ou de alínea.

§ 3º - Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias, o silêncio do Pre-


feito importará sanção.

§ 4º - O veto será apreciado pela Câmara Municipal, dentro


de (30) trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo
ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores, em
votação de escrutínio secreto.

§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado para


promulgação, ao Prefeito.

§ 6º - Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4°,


o Veto será colocado na Ordem do Dia da Sessão imediata, so-
brestadas as demais proposições, até a sua votação final.

§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro do prazo de (48) qua-


renta e oito horas pelo Prefeito, nos casos dos § 3º e § 5º, o Pre-
sidente da Câmara promulgará e, se este não o fizer, em igual
prazo, caberá ao Vice-Presidente da Câmara fazê-lo.

Art. 64 - As Leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito, que


deverá solicitar a delegação à Câmara Municipal.

§ 1º - Os atos de competência privativa da Câmara, a matéria


reservada à Lei Complementar, os Planos Plurianuais e Orça-
mentos não serão objeto de delegação.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

§ 2º - A delegação ao Prefeito será efetuada sob a forma de


resolução, que especificará o seu conteúdo e os termos de seu
exercício.

§ 3º - A resolução poderá determinar a apreciação do projeto


pela Câmara, que fará em votação única, vedada a apreciação
de emenda.

Art. 65 – Em caso de urgência e relevância, o Chefe do Executi-


vo poderá adotar medidas provisórias com força de lei, as quais
serão submetidas, de imediato, à Câmara Municipal, para con-
versão em lei.

Parágrafo único – Ocorrendo a hipótese prevista no caput des-


te artigo, durante o recesso da Câmara, será ela convocada ex-
traordinariamente para se reunir no prazo de 5 (cinco) dias.

Art. 66 – Os projetos de resolução disporão sobre matérias de


interesse exclusivo da Câmara e terão efeitos internos, e os pro-
jetos de decreto legislativo sobre os demais casos de sua com-
petência privativa, de efeitos externos.

Parágrafo único - Nos casos de Projeto de Resolução e de Pro-


jeto de Decreto Legislativo, considerar-se-á concluída a delibe-
ração com votação final da norma jurídica, que será promulga-
da pelo Presidente da Câmara.

Art. 67 – A matéria constante de Projeto de Lei rejeitado so-


mente poderá ser objeto de novo Projeto na mesma Sessão Le-
gislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos Membros
da Câmara.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

SEÇÃO XI

DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA


E ORÇAMENTÁRIA

Art. 68 - A fiscalização contábil, financeira e orçamentária,


operacional e patrimonial do Município será exercida pela Câ-
mara Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas
de controle interno do Poder Executivo Municipal, instituídos
em Lei.

§ 1º - O controle externo da Câmara será exercido com auxílio


do Tribunal de Contas do Estado ou órgão Estadual a que for
atribuída essa incumbência, ao qual compete:

I. Apreciar as contas do Prefeito e da Mesa da Câmara;


II. Acompanhar as atividades financeiras e orçamentárias,
bem como o julgamento das contas dos administradores
e demais responsáveis por bens e valores públicos.

§ 2º - As contas dos Poderes Executivos e Legislativos, pres-


tadas anualmente, serão julgadas pela Câmara dentro de 180
(cento e oitenta) dias, após o recebimento do Parecer Prévio do
Tribunal de Contas ou órgão estadual a que for atribuída essa
incumbência.

§ 3º - O Parecer Prévio, a ser emitido pelo prazo de 180 (cento


e oitenta) dias pelo T.C.E. ou órgão estadual incumbido dessa
atribuição, sobre as contas que o Prefeito e a Mesa Diretora de-
vem, anualmente, prestar, só deixará de prevalecer por decisão
de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal.

§ 4º - As contas do Município, antes do seu encaminhamento


ao T.C.E., ficarão à disposição de qualquer cidadão ou entida-
des, pelo prazo de 60 (sessenta) dias; e, durante todo o exercício,

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a sua


legitimidade nos termos da lei, mesmo após a protocolização
naquela Corte.

§ 5º - O não cumprimento do prazo pelo T.C.E. implica no ins-


tituto da intempestividade, podendo a Mesa Diretora, na con-
formidade do art. 82 da Lei nº 4.320/64, instituir comissão de 3
(três) peritos contadores com o fim específico de ser elaborado
o respectivo parecer prévio sobre as contas, obedecendo-se o
mesmo quorum dos 2/3 (dois terços) para a decisão plenária.

§ 6º - As contas relativas à aplicação dos recursos transferidos


pela União e pelo Estado serão prestadas na forma da legislação
federal e estadual em vigor, podendo o Município suplementá-
-las, sem prejuízo de sua inclusão na prestação de contas anual.

Art. 69 - O Executivo e o Legislativo manterão sistema de con-


trole interno, a fim de:

I. Avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plu-


rianual, a execução dos programas de Governo e do or-
çamento do Município;
II. Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto
à eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira
e patrimonial dos órgãos e entidades da administração
municipal, bem como da aplicação de recursos públicos
por entidades de direito privado;
III. Exercer o controle das operações de crédito, avais e ga-
rantias, bem como dos direitos e haveres do Município;
IV. Apoiar o controle externo no exercício de sua missão ins-
titucional.

Parágrafo único – Os responsáveis pelo Controle Interno, ao


tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegali-

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

dade, darão ciência ao respectivo Tribunal de Contas, sob pena


de responsabilidade solidária.

CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO

SEÇÃO I
DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO

Art. 70 - O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxilia-


do pelos Secretários Municipais ou Diretores com atribuições
equivalentes ou assemelhadas.

Art. 71 – A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizar-se-á


simultaneamente com a dos Vereadores, nos termos estabeleci-
dos no art. 29, incisos I e II da Constituição Federal.

§ 1º - A eleição do Prefeito importará a do Vice-Prefeito com


ele registrado, desde que ambos tenham no mínimo 21 (vinte
e um) anos.

§ 2º - Será considerado eleito Prefeito o Candidato que, regis-


trado por partido político, obtiver a maioria absoluta dos vo-
tos, não computados os em branco e os nulos.

Art. 72 - O Prefeito e Vice-Prefeito tomarão posse no dia 1º


de janeiro do ano subsequente a eleição, em Sessão Solene na
Câmara Municipal, prestando o compromisso de:

“PROMETO MANTER, DEFENDER E CUMPRIR A LEI OR-


GÂNICA DO MUNICÍPIO, AS CONSTITUIÇÕES FEDE-
RAIS E DO ESTADO, OBSERVAR AS LEIS, PROMOVER O
BEM GERAL DO POVO BARRACOQUEIRENSE E EXER-

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

CER O MEU CARGO SOB A INSPIRAÇÃO DO INTERESSE


PÚBLICO, DA LEALDADE E DA HONRA”...

Parágrafo único – Decorridos 10 (dez) dias da data fixada para


a posse, se o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo motivo de força
maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.

Art. 73 – Substituirá o Prefeito, em casos de impedimento ou


vaga, suceder-lhe-á, o Vice-Prefeito.

§ 1º - O Vice- Prefeito não poderá recusar-se a substituir o Pre-


feito, sob pena de extinção do mandato.

§ 2º - O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem


conferidas por lei, auxiliará o Prefeito, sempre que por ele for
convocado para missões especiais.

Art. 74 – Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Pre-


feito, ou vacância do cargo, assumirá a administração munici-
pal o Presidente da Câmara.

Parágrafo único – A recusa do Presidente da Câmara, por qual-


quer motivo, a assumir o cargo de Prefeito, importará em au-
tomática renúncia a sua função de dirigente do Legislativo, en-
sejando, assim, a eleição de outro membro para ocupar, como
Presidente da Câmara, a chefia do Poder Executivo.

Art. 75 – Verificando-se a vacância do cargo de Prefeito e de


Vice-Prefeito, far-se-á eleição 90 (noventa) dias depois de aber-
ta a última vaga.

§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos 2 (dois) anos do man-


dato, a eleição para ambos os cargos será feita 30 (trinta) dias
depois da última vaga, pela Câmara, na forma da lei.

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o


período de seus antecessores.

Art. 76 – O mandato do Prefeito é de 4 (quatro) anos, admitida


a reeleição para um único período subsequente.

Art. 77 - O Prefeito e o Vice-Prefeito, quando no exercício do


cargo, não poderão, sem licença da Câmara Municipal, ausen-
tar-se do Município, por período superior a 10 (dez) dias, sob
pena de perda do cargo.

Parágrafo único – O Prefeito regularmente licenciado terá di-


reito a perceber a remuneração, quando:

I. Impossibilitado de exercer o cargo, por motivo de doença


devidamente comprovada;
II. Em gozo de férias;
III. A serviço ou em missão de representação do Município.

Art. 78 – O Prefeito gozará férias anuais de 30 (trinta) dias, sem


prejuízo da remuneração, ficando a seu critério a época para
usufruir do descanso.

SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO

Art. 79 - Compete exclusiva ou privativamente ao Prefeito:

I. Representar o Município em juízo e fora dele;


II. Nomear e exonerar os Secretários Municipais e de-
mais cargos, nos termos da lei;
III. Exercer, com auxílio dos Secretários Municipais, a di-
reção superior da Administração Municipal;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Barra dos Coqueiros

IV. Iniciar o processo Legislativo, na forma da Constitui-


ção e desta Lei Orgânica;
V. Sancionar, promulgar e fazer publicar as Leis apro-
vadas pela Câmara, expedir decretos e regulamentos
para a sua fiel execução;
VI. Vetar no todo ou em parte Projetos de Leis aprovados
pela Câmara;
VII. Enviar à Câmara o Plano Plurianual, as Diretrizes Or-
çamentárias e o Orçamento Anual do Município;
VIII. Remeter Mensagem e Plano de Governo à Câmara
Municipal por ocasião da abertura da Sessão Legisla-
tiva, expondo a situação do Município e solicitando as
providências que julgar necessárias;
IX. Dispor sobre a organização e o funcionamento da Ad-
ministração Municipal, na forma da Lei;
X. Prover e extinguir cargos, os empregos e as funções
públicas municipais, na forma da lei;
XI. Decretar, nos termos da Lei, desapropriação por ne-
cessidade ou utilidade pública ou por interesse social;
XII. Decretar as situações de emergência e estado de cala-
midade pública;
XIII. Celebrar convênios com entidades públicas ou priva-
das para a realização de projetos de interesse do Mu-
nicípio;
XIV. Prestar, anualmente à Câmara Municipal, dentro de
90 (noventa) dias, após a abertura da Sessão Legislati-
va, as contas referentes ao exercício anterior;
XV. Prestar à Câmara, dentro de 30 (trinta) dias, as infor-
mações solicitadas, podendo o prazo ser prorrogado,
a pedido, pela complexidade da matéria ou pela difi-
culdade de obtenção dos dados solicitados;
XVI. Publicar, até 30 (trinta) dias após o encerramento de
cada bimestre, relatório resumido da execução orça-
mentária;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

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Lei Orgânica do Município

XVII. Entregar a Câmara Municipal até o dia 20 (vinte) de


cada mês, os recursos correspondentes às suas do-
tações orçamentárias, de acordo com as disposições
expressas nos art. 29 - A, § 2º, II e art. 168 da Consti-
tuição Federal;
XVIII. Informar à população e às entidades representativas
da comunidade (associações comunitárias), mensal-
mente, por meios eficazes, sobre receitas e despesas
da Prefeitura, bem como, sobre planos e programas
de implantação;
XIX. Solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o
cumprimento de seus atos, bem como fazer uso da
Guarda Municipal, na forma da lei;
XX. Solicitar intervenção estadual;
XXI. Convocar extraordinariamente a Câmara;
XXII. Fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos e
permitidos, bem como aqueles explorados pelo pró-
prio Município, conforme critérios estabelecidos na
legislação municipal;
XXIII. Requerer à autoridade competente a prisão admi-
nistrativa de servidor público omisso ou remisso na
prestação de contas dos dinheiros públicos;
XXIV. Propor denominação a prédios municipais e logra-
douros públicos;
XXV. Superintender a arrecadação dos tributos e preços,
bem como a guarda e a aplicação da receita, autori-
zando as despesas e os pagamentos, dentro das dispo-
nibilidades orçamentárias ou dos créditos autorizados
pela Câmara;
XXVI. Aplicar as multas previstas na legislação e os contra-
tos ou convênios, bem como relevá-los quando for o
caso;
XXVII. Realizar audiências públicas com entidades da socie-
dade civil e com membros da comunidade;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

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Barra dos Coqueiros

XXVIII. Resolver sobre os requerimentos, as reclamações ou


as representações que lhe forem dirigidas;
XXIX. Expedir Decretos, Portarias e outros atos administrativos;
XXX. Representar aos tribunais, contra leis e atos que vio-
lem dispositivos das Constituições Federais e Estadu-
ais e desta Lei Orgânica;
XXXI. Desenvolver o sistema viário do Município;
XXXII. Diligenciar sobre o incremento do ensino;
XXXIII. Exercer outras atribuições previstas nesta Lei Orgânica;
XXXIV. Encaminhar à Câmara até o final de cada mês, o de-
monstrativo da receita e despesa da Prefeitura, acom-
panhado das respectivas notas de empenho, referente
ao mês anterior; e
XXXV. Decretar situação de emergência ou calamidade pública.

SEÇÃO III
DA TRANSIÇÃO ADMINISTRATIVA

Art. 80 - Além das atribuições estabelecidas no artigo anterior,


cabe ainda ao Prefeito, até 30 (trinta) dias antes do término
da gestão, preparar, para entrega ao sucessor e para publica-
ção imediata, relatório da situação da administração municipal
que conterá, entre outras, informações atualizadas sobre:

I. Dívidas do Município, por credor, com datas dos respec-


tivos vencimentos, inclusive dívidas de longo prazo e en-
cargos decorrentes de operações de créditos, informando
sobre a capacidade da administração municipal em reali-
zar operações de crédito de qualquer natureza;
II. Medida necessária à regularização das contas municipais
perante o Tribunal de Contas ou órgão equivalente, se for
o caso;
III. Prestação de contas de convênios celebrados com orga-
nismos da União e do Estado, bem como recebimento de
subvenções ou auxílios;

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CONCURSO BARRA DOS COQUEIROS

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DA BARRA DOS COQUEIROS

Lei Orgânica do Município

IV. Situação dos contratos com concessionárias e permissio-


nárias de serviços públicos;
V. Estado dos contratos de obras e serviços em execução ou
apenas formalizados, informando sobre o que foi realiza-
do e pago e o que há por executar e pagar, com os respec-
tivos prazos;
VI. Transferências a serem recebidas da União e do Estado
por força de mandamento constitucional ou de convê-
nios;
VII. Projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em curso
na Câmara Municipal, para admitir que a nova adminis-
tração decida quanto à conveniência de lhes dar procedi-
mento, acelerar seu andamento ou retirá-lo;
VIII. Situação dos servidores do município, seu custo, quanti-
dade e órgão em que estão lotados.

Parágrafo único – O Chefe do Poder Executivo, no prazo es-


tabelecido no caput deste artigo, deverá apresentar toda docu-
mentação referente ao período de seu mandato.

Art. 81 - É vedado ao Prefeito Municipal