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Meiose I (Primeira Divisão Meiótica)

Prófase I – É a etapa mais marcante da meiose. Nela ocorre o pareamento dos
cromossomos homólogos e pode acontecer um fenômeno conhecido como crossing-over
(também chamado de permuta).

Como a prófase I é longa, há uma sequência de eventos que, para efeito de estudo, pode
ser dividida nas seguintes etapas:

 Inicia-se a espiralação cromossômica. É a fase de leptóteno (leptós = fino), em que


os filamentos cromossômicos são finos, pouco visíveis e já constituídos cada um por
duas cromátides.

 Começa a atração e o pareamento dos cromossomos homólogos; é um pareamento


ponto por ponto conhecido como sinapse (o prefixo sin provém do grego e significa
união). Essa é a fase de zigóteno (zygós = par).

 A espiralação progrediu: agora, são bem visíveis as duas cromátides de cada


homólogo pareado; como existem, então, quatro cromátides, o conjunto forma uma
tétrade ou par bivalente. Essa é a fase de paquíteno (pakhús = espesso).
 Ocorrem quebras casuais nas cromátides e uma troca de pedaços entre as
cromátides homólogas, fenômeno conhecido como crossing-over (ou permuta). Em
seguida, os homólogos se afastam e evidenciam-se entre eles algumas regiões que
estão ainda em contato. Essas regiões são conhecidas como quiasmas (qui
corresponde à letra “x” em grego). Os quiasmas representam as regiões em que
houve as trocas de pedaços. Essa fase da prófase I é o diplóteno (diplós = duplo).

 Os pares de cromátides fastam-se um pouco mais e os quiasmas parecem


“escorregar” para as extremidades; a espiralação dos cromossomos aumenta. è a
última fase da prófase I, conhecida por diacinese (dia = através; kinesis =
movimento).
Enquanto acontecem esses eventos, os centríolos, que vieram duplicado da interfase,
migram para os pólos opostos e organizam o fuso de divisão; os nucléolos desaparecem; a
carioteca se desfaz após o término da prófase I, prenunciando a ocorrência da metáfase I.

Metáfase I – os cromossomos homólogos pareados se dispõem na região mediana da


célula; cada cromossomo está preso a fibras de um só pólo.

Anáfase I – o encurtamento das fibras do fuso separa os cromossomos homólogos, que
são conduzidos para pólos opostos da célula, não há separação das cromátides-irmãs.
Quando os cromossomos atingem os pólos, ocorre sua desespiralação, embora não
obrigatória, mesmo porque a segunda etapa da meiose vem a seguir. Às vezes, nem
mesmo a carioteca se reconstitui.

Telófase I – no final desta fase, ocorre a citocinese, separando as duas células-filhas
haploides. Segue-se um curto intervalo a intercinese, que procede a prófase II.

Próximo: Fases da meiose - Meiose II

Meiose II (segunda divisão meiótica)


Prófase II – cada uma das duas células-filhas tem apenas um lote de cromossomos
duplicados. Nesta fase os centríolos duplicam novamente e as células em que houve
formação da carioteca, esta começa a se desintegrar.

Metáfase II - como na mitose, os cromossomos prendem-se pelo centrômero às fibras do


fuso, que partem de ambos os pólos.
Anáfase II – Ocorre duplicação dos centrômeros, só agora as cromátides-irmãs separam-
se (lembrando a mitose).

Telófase II e citocinese – com o término da telófase II reorganizam-se os núcleos. A


citocinese separa as quatro células-filhas haploides, isto é, sem cromossomos homólogos e
com a metade do número de cromossomos em relação à célula que iniciou a meiose.

Variabilidade: Entendendo o crossing-over


A principal consequência da meiose, sem dúvida, é o surgimento da diversidade entre os
indivíduos que são produzidos na reprodução sexuada da espécie.

A relação existente entre meiose e variabilidade é baseada principalmente na ocorrência


de crossing-over.

O crossing é um fenômeno que envolve cromátides homólogas. Consiste na quebra


dessas cromátides em certos pontos, seguida de uma troca de pedaços
correspondentes entre elas.

As trocas provocam o surgimento de novas sequências de genes ao longo dos


cromossomos. Assim, se em um cromossomo existem vários genes combinados segundo
uma certa sequência, após a ocorrência do crossing a combinação pode não ser mais a
mesma. Então, quando se pensa no crossing, é comum analisar o que aconteceria, por
exemplo, quanto à combinação entre os genes alelos A e a e B e b no par de homólogos
ilustrados na figura.

Nessa combinação o gene A e B encontram-se em um mesmo cromossomo,


enquanto ae b estão no cromossomo homólogo. Se a distância de A e B for
considerável, é grande a chance de ocorrer uma permuta. E, se tal acontecer, uma
nova combinação gênica poderá surgir.

As combinações Ab e aB são novas. São recombinações gênicas que contribuem para a


geração de maior variabilidade nas células resultantes da meiose. Se pensarmos na
existência de três genes ligados em um mesmo cromossomo (A, b e C, por exemplo), as
possibilidades de ocorrência de crossings dependerão da distância em que os genes se
encontram – caso estejam distantes, a variabilidade produzida será bem maior.

Outro processo que conduz ao surgimento de variabilidade na meiose é a segregação


independente dos cromossomos. Imaginando-se que uma célula com dois pares de
cromossomos homólogos (A e a, B e b), se divida por meiose, as quatro células resultantes
ao final da divisão poderão ter a seguinte constituição cromossômica: (a e b), (a e B), (A e
b) e (A e B).
A variabilidade genética existente entre os organismos das diferentes espécies é muito
importante para a ocorrência da evolução biológica. Sobre essa variabilidade é que atua a
seleção natural, favorecendo a sobrevivência de indivíduos dotados de características
genéticas adaptadas ao meio. Quanto maior a variabilidade gerada na meiose, por meio de
recombinação gênica permitida pelo crossing-over, maiores as chances para a ação
seletiva do meio.

Na meiose, a variação da quantidade de DNA pode ser representada como no gráfico,


partindo-se, por exemplo, de uma célula que tenha uma quantidade 2C de DNA em G 1.

Gametogênese
Gametogênese é o processo pelo qual os gametas são produzidos nos organismos
dotados de reprodução sexuada. Nos animais, a gametogênese acontece nas gônadas,
órgãos que também produzem os hormônios sexuais, que determinam as características
que diferenciam os machos das fêmeas.

O evento fundamental da gametogênese é a meiose, que reduz à metade a quantidade de


cromossomos das células, originando células haploides. Na fecundação, a fusão de dois
gametas haploides reconstitui o número diploide característico de cada espécie.

Em alguns raros casos, não acontece meiose durante a formação dos gametas. Um
exemplo bastante conhecido é o das abelhas: se um óvulo não for fecundado por nenhum
espermatozoide, irá se desenvolver por mitoses consecutivas, originando um embrião em
que todas as células são haploides. Esse embrião haploide formará um indivíduo do sexo
masculino.

O desenvolvimento de um gameta sem que haja fecundação chama-se partenogênese. Se


o óvulo for fecundado, o embrião 2n irá originar uma fêmea.

Em linhas gerais, a gametogênese masculina (ou espermatogênese) e a gametogênese


feminina (ovogênese ou ovulogênese) seguem as mesmas etapas. Estudaremos a seguir
cada uma delas.
A duplicação do DNA
O DNA controla toda a atividade celular. Ele possui a “receita” para o funcionamento de
uma célula. Toda vez que uma célula se divide, a “receita” deve ser passada para as
células-filhas.

Todo o “arquivo” contendo as informações sobre o funcionamento celular precisa ser


duplicado para que cada célula-filha receba o mesmo tipo de informação que existe na
célula-mãe. Para que isso ocorra, é fundamental que o DNA sofra “auto-duplicação”.

O modelo estrutural do DNA proposto por Watson e Crick explica a duplicação dos genes:
as duas cadeias do DNA se separam e cada uma delas orienta a fabricação de uma
metade complementar.

O experimento dos pesquisadores Meselson e Stahl confirmou que a duplicação do DNA é


semiconservativa, isto é, que metade da molécula original se conserva íntegra em cada
uma das duas moléculas-filhas.

No processo de duplicação do DNA, as pontes de hidrogênio entre as bases se rompem e


as duas cadeias começam a se separar. À medida que as bases vão sendo expostas,
nucleotídeos que vagam pelo meio ao redor vão se unindo a elas, sempre respeitando a
especificidade de emparelhamento: A com T, T com A, C com G e G com C. Uma vez
ordenados sobre a cadeia que está que está servindo de modelo, os nucleotídeos se ligam
em sequência e formam uma cadeia complementar dobre cada uma das cadias da
molécula original. Assim, uma molécula de DNA reproduz duas moléculas idênticas a ela.
A ação da enzima DNA polimerase
Diversos aspectos da duplicação do DNA já foram desvendados pelos cientistas. Hoje,
sabe-se que há diversas enzimas envolvidas nesse processo. Certas enzimas
desemparelham as duas cadeias de DNA, abrindo a molécula. Outras desenrolam a hélice
dupla, e há, ainda, aquelas que unem os nucleotídeos entre si. A enzima que promove a
ligação dos nucleotídeos é conhecida como DNA polimerase, pois sua função é construir
um polímero (do grego poli, muitas, e meros, parte) de nucleotídeos.

DNA polimerase
A mensagem do DNA é passada para o RNA
O material genético representado pelo DNA contém uma mensagem em código que precisa
ser decifrada e traduzida em proteínas, muitas das quais atuarão nas reações metabólicas
da célula.

A mensagem contida no DNA deve, inicialmente, ser passada para moléculas de RNA que,
por sua vez, orientarão a síntese de proteínas.

O controle da atividade celular pelo DNA, portanto, é indireto e ocorre por meio da
fabricação de moléculas de RNA, em um processo conhecido como transcrição.

RNA: Uma Cadeia (Fita) Simples


As moléculas de RNA são constituídas por uma sequência de ribonucleotídeos, formando
uma cadeia (fita) simples.

Existem três tipos básicos de RNA, que diferem um do outro no peso


molecular: o RNA ribossômico, representado por RNAr (ou rRNA), o RNA mensageiro,
representado por RNAm (ou mRNA) e o RNA transportador, representado por RNAt (ou
tRNA).
 O RNA ribossômico é o de maior peso molecular e constituinte majoritário do
ribossomo, organoide relacionado à síntese de proteínas na célula.

 O RNA mensageiro é o de peso molecular intermediário e atua conjuntamente com os


ribossomos na síntese protéica.

 O RNA transportador é o mais leve dos três e encarregado de transportar os aminoácidos


que serão utilizados na síntese de proteínas.

Transcrição da informação genética


A síntese de RNA (mensageiro, por exemplo) se inicia com a separação das duas fitas de
DNA.

Apenas uma das fitas do DNA serve de molde para a produção da molécula de RNAm. A
outra fita não é transcrita. Essa é uma das diferenças entre a duplicação do DNA e a
produção do RNA.

As outras diferenças são:

 os nucleotídeos utilizados possuem o açúcar ribose no lugar da desoxirribose;


 há a participação de nucleotídeos de uracila no lugar de nucleotídeos de timina.
Assim, se na fita de DNA que está sendo transcrita aparecer adenina, encaminha-se
para ela um nucleotídeo complementar contendo uracila;

Imaginando um segmento hipotético de um filamento de DNA com a sequência de bases:

DNA- ATGCCGAAATTTGCG

O segmento de RNAm formado na transcrição terá a sequência de bases:

RNA- UACGGCUUUAAACGC

Em uma célula eucariótica, o RNAm produzido destaca-se de seu molde e, após passar por
um processamento, atravessa a carioteca e se dirige para o citoplasma, onde se dará a
síntese protéica. Com o fim da transcrição, as duas fitas de DNA seu unem novamente,
refazendo-se a dupla hélice.

O código genético
A mensagem genética contida no DNA é formada por um alfabeto de quatro letras que
correspondem aos quatro nucleotídeos: A, T, C e G.
Com essas quatro letras é preciso formar “palavras” que possuem o significado de
“aminoácidos”. Cada proteína corresponde a uma “frase” formada pelas “palavras”, que são
os aminoácidos. De que maneira apenas quatro letras do alfabeto do DNA poderiam ser
combinadas para corresponder a cada uma das vinte “palavras” representadas pelos vinte
aminoácidos diferentes que ocorrem nos seres vivos?

Uma proposta brilhante sugerida por vários pesquisadores, e depois confirmada por
métodos experimentais, foi a de que cada três letras (uma trinca de bases) do DNA
corresponderia uma “palavra”, isto é, um aminoácido. Nesse caso, haveria 64
combinações possíveis de três letras, o que seria mais do que suficiente para codificar
os vinte tipos diferentes de aminoácidos (matematicamente, utilizando o método das
combinações seriam, então, 4 letras combinadas 3 a 3, ou seja, 43 = 64 combinações
possíveis).

O código genético do DNA se expressa por trincas de bases, que foram


denominadas códons. Cada códon, formado por três letras, corresponde a um certo
aminoácido.

A correspondência entre o trio de bases do DNA, o trio de bases do RNA e os aminoácidos


por eles especificados constitui uma mensagem em código que passou a ser conhecida
como “código genético”.

Mas, surge um problema. Como são vinte os diferentes aminoácidos, há mais códons do
que tipos de aminoácidos! Deve-se concluir, então, que há aminoácidos que são
especificados por mais de um códon, o que foi confirmado. A tabela abaixo, especifica os
códons de RNAm que podem ser formados e os correspondentes aminoácidos que
especificam.
Dizemos que o código genético é universal, pois em todos os organismos da Terra atual ele
funciona da mesma maneira, quer seja em bactérias, em uma cenoura ou no homem.

O códon AUG, que codifica para o aminoácido metionina, também significa início de leitura,
ou seja, é um códon que indica aos ribossomos que é por esse trio de bases qe deve ser
iniciada a leitura do RNAm.

Note que três códons não especificam nenhum aminoácido. São os códons UAA, UAG
e UGA, chamados de códons e parada durante a “leitura” (ou stop códons) do RNA
pelos ribossomos, na síntese protéica.

Diz-se que o código genético é degenerado porque cada “palavra” (entenda-se


aminoácido) pode ser especificada por mais de uma trinca.

O que é o Ácido Desoxirribonucleico


 
O Ácido Desoxirribonucleico (ADN ou DNA) é o material genético de todos os organismos celulares e de
grande parte dos vírus. Este material genético transporta a informação necessária para dirigir a síntese
de proteínas e sua replicação. 
 
A síntese de proteínas nada mais é do que  a produção das proteínas as células e os vírus precisam
para o metabolismo e desenvolvimento. 
 
A replicação é o conjunto de reações por meio das quais o DNA faz uma cópia de si mesmo cada vez
que uma célula se divide e transmite suas informações às células filhas. Em quase todos os organismos
celulares o DNA está organizado na forma de cromossomos, situados no núcleo celular. 
 
O DNA é o responsável pela transmissão das características genéticas (cor dos olhos, pele, cabelo,
fisionomia, etc) entre os seres vivos.
 
Adesina, Citosina, Guanina e Timina são as quatro bases encontradas na estrutura do DNA. 

Qual a diferença entre DNA e RNA?

A principal diferença entre esses dois ácidos nucleicos é que o DNA é o responsável pelo
armazenamento da informação genética utilizada no desenvolvimento dos organismos vivos, enquanto o
RNA é o responsável por sintetizar proteínas.  

Em sua estrutura, eles se diferem pois o DNA possui duas cadeias helicoidais, enquanto o RNA possui
apenas uma cadeia. Porém, o RNA é mais versátil do que o DNA, sendo capaz de realizar inúmeras
tarefas em um organismo.

DNA e RNA são ácidos nucleicos encontrados em praticamente todas as células humanas. Eles são
responsáveis pela transmissão de caracteres hereditários e pela produção de proteínas compostas, que
são o principal constituinte dos seres vivos.

DNA, que significa Ácido desoxirribonucleico, são as moléculas que contêm as instruções genéticas que
coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e de alguns vírus. Ele é
encontrado no núcleo de uma célula (DNA nuclear) ou nas mitocôndrias (DNA mitocondrial).

O DNA é formado por duas cadeias na forma de uma dupla hélice, que são constituídas por um açúcar,
um grupo fosfato e pelas bases nitrogenadas, que podem ser a Citosina, Guanina, Adenina e Timina.

A dupla hélice é um fator essencial na replicação do DNA durante a divisão celular, onde cada hélice faz
uma cópia de si mesmo.

Durante a transcrição do DNA, o RNA é formado. Essa molécula é complementar ao DNA, ajudando a
realizar as funções do DNA.

Ele possui uma cadeia simples, constituída por uma ribose (açúcar), por um fosfato e bases
nitrogenadas, que podem ser a Citosina, Guanina, Adenina e Uracila.

Em ambos, as bases nitrogenadas estão ligadas ao esqueleto de açúcar e fosfato. Porém, no DNA,
cada base é atribuída à uma base nitrogenada parceira na segunda fita. A adenina se liga à timina e a
citosina à guanina.

No RNA, a adenina se liga à uracila, enquanto a citosina se liga à guanina. Como ela é uma molécula de
cadeia simples, o RNA dobra-se para se ligar às suas bases nitrogenadas, embora nem todas se
associem.

Função do DNA e do RNA

As informações genéticas, que são as responsáveis pelas distinções entre os organismos vivos, são
encontradas nas fitas de DNA.

A informação genética no DNA é o que faz com que as plantas, os animais e os humanos tenham suas
formas específicas. Ela também é responsável pelas características das pessoas, como cor de cabelo,
pele e tamanho. 
Já o RNA é o responsável pela síntese de proteínas da célula, e cada tipo de RNA possui uma diferente
função.

Tipos de RNA

Existem três tipos de RNA, o RNA mensageiro (mRNA ou RNAm), o RNA transportador (tRNA ou RNAt)
e o RNA ribossômico (rRNA ou RNAr). Essas três moléculas são necessárias para a síntese proteica.

RNA mensageiro

O RNA mensageiro é uma cópia de uma das fitas do DNA, e carrega as informações genéticas do
núcleo para o citoplasma de uma célula, onde será produzida a proteína.

RNA transportador

O RNA transportador está localizado no citoplasma celular e ele transporta os aminoácidos que serão
utilizados na formação das proteínas até os ribossomos, onde acontecerá a síntese das proteínas.

RNA ribossômico

O RNA ribossômico está localizado no ribossomo. Quando sintetizados, os rRNA se acumulam,


formando os nucléolos, que se combinam com as proteínas para originar os ribossomos.
RNA
DNA

O DNA, ou ADN em
português, é um composto
orgânico cujas
moléculas contêm as
instruções genéticas que RNA é um ácido
coordenam o nucleico responsável
desenvolvimento e pela síntese de
funcionamento de todos os proteínas da célula. 
seres vivos e de alguns vírus. As várias formas de
Os genes do DNA são RNA sintetizam
expressos através das essas proteínas de
proteínas que seus acordo com as
Definição nucleotídeos produzem com a informações contidas
ajuda do RNA no DNA
Significado Ácido desoxirribonucleico Ácido ribonucleico
Sintetizar proteínas e
transferir informação
Armazenar informação do DNA até o local de
genética, controlar atividade síntese de proteínas
Função celular e produzir RNA na célula
Duas cadeias helicoidais. Uma cadeia. Possui
Suas cadeias são longas e cadeia curta com
possuem milhares de centenas de
Estrutura nucleótidos nucleótidos
Tipo de
açúcar
(pentose) Açúcar desoxirribose Açúcar ribose
Bases As bases são citosina,
nitrogenada As bases são citosina, guanina, adenina e
s guanina, adenina e timina uracila
Estabilidade
química Muito estável Pouco estável
Origem Replicação Transcrição
Menos resistente à
Resistência Mais resistente à hidrólise hidrólise
Pode ser mensageiro,
transportador ou
Forma Apresenta uma forma básica ribossômico 
Varia de acordo com o
O DNA é encontrado no tipo de RNA, podendo
núcleo de uma célula. Existe ser encontrado no
também o DNA mitocondrial, núcleo de uma célula,
que se encontra na no citoplasma e no
Código Genético

O código genético é um código universal que estabelece a equivalência entre a sequência de bases
no DNA (ácido desoxirribonucléico) e a sequência correspondente de aminoácidos, na proteína. É
estabelecido através da complementaridade entre as bases nitrogenadas puras e primídicas, que são de
quatro tipos: adenina (A), guanina (G), timina (T) e citosina (C). O código possui poucos elementos, mas
é necessário que haja conexão química entre as bases que constituem ambos os filamentos, sendo que
a adenina liga-se apenas à timina e a guanina sempre estará ligada à citosina.

A partir destes quatro nucleotídeos, há a codificação de 22 aminoácidos, e estes, podem ser reunidos de
modo que permita a formação de 64 possíveis códons de nucleotídeos. Quando ocorre a ativação dos
genes, há o início da transcrição (formação de moléculas
de RNA: ribossômico, transportador e mensageiro), e em seguida, o processo de tradução (síntese de
proteínas), maneira pela qual o DNA coordena o metabolismo da célula.

Quando o DNA passa a mensagem do seu código genético para o RNA, como uma “cópia invertida”
numa molécula de RNAm (RNA mensageiro), é chamado de transcrição. Quando esse RNAm passa
para o citoplasma será desencadeada a formação de uma proteína específica e correspondente, num
processo chamado de tradução do código genético.

Cada trio de ligação das bases nitrogenadas do DNA correspondem a um códon de RNAm e cada
códon, corresponde a uma anticódon do RNAt (RNA transportador) relacionado a um aminoácido. As
informações que forem codificadas na molécula de DNA irão permitir o controle das atividades celulares
e a transmissão das características hereditárias, e estas, somadas aos fatores ambientais, determinarão
as características gerais de um indivíduo (por exemplo, cor dos olhos, cor e tipo dos cabelos, estatura,
entre outras).

RNA

O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula responsável pela síntese de proteínas das células do


corpo. Sua principal função é a produção de proteínas.
Por meio da molécula de DNA, o RNA é produzido no núcleo celular, sendo encontrado também no
citoplasma da célula. A sigla de RNA vem da língua inglesa: RiboNucleic Acid.

A molécula de RNA é composta por ribonucleotídeos, os quais são formados por uma ribose
(açúcar), um fosfato e as bases nitrogenadas.
As bases nitrogenadas são classificadas em:
 Adenina (A) e Guanina (G): purinas
 Citosina (C) e Uracila (U): pirimidinas

Tipos de RNA
 RNA Ribossômico (RNAr): recebe esse nome pois é o principal constituinte dos ribossomos. Ele
possui o maior peso, sendo o principal responsável pela síntese de proteínas.
 RNA Mensageiro (RNAm): junto ao RNA ribossômico, ele auxilia na síntese de proteínas, orientando
a ordem dos aminoácidos para a formação proteica. Ele é responsável por levar do núcleo celular até o
citoplasma as informações genéticas recebidas do DNA. Seu peso é menor que o RNA ribossômico.
 RNA Transportador (RNAt): seu nome já indica que sua função é transportar as moléculas de
aminoácidos que serão utilizados na síntese de proteínas. Ele transporta essas moléculas até os ribossomos,
local em que se unem e formam as proteínas. Comparado com os outros, este possui o menor peso.

RNA Polimerase
O RNA polimerase é o nome da enzima que auxilia na catalisação da síntese do RNA. A partir de
uma molécula de DNA ela é formada por um processo chamado de transcrição.

Ribozimas
As proteínas enzimáticas formadas por RNA são chamadas de ribozimas. Essas enzimasestão
relacionadas com a síntese de proteínas nas células.
Sua principal função é acelerar a velocidade de algumas reações químicas permanecendo
quimicamente intactas após a reação.

Diferença entre DNA e RNA


Tanto o DNA quanto o RNA são materiais genéticos responsáveis pela transmissão de caracteres
hereditários.
O DNA (ácido desoxirribonucleico) é uma molécula que carrega toda a informação genética de um
organismo e está presente no núcleo das células de todos os seres vivos.
Tem como função transmitir as informações genéticas para o RNA. Em relação à pentose que
contém, o RNA é formado por uma ribose, enquanto o DNA por uma desoxirribose.

Em relação ao tamanho, o RNA é menor que o DNA. Isso porque o RNA é formado por uma cadeia
simples (ou seja, uma única fita), enquanto o DNA é composto de uma dupla hélice. Assim, o RNA é
formado a partir de uma fita do DNA.

Quanto à estrutura do DNA e do RNA, elas são semelhantes, no entanto, o filamento de DNA é
formado pelas seguintes bases nitrogenadas:
 Adenina (A)
 Guanina (G)
 Citosina (C)
 Timina (T)

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