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UFV GOVERDE PERNAMBUCO 2 ALUGUEL DE

INFRAESTRUTURA SPE LTDA


ENDEREÇO: SÍTIO UMBURANA, S/N, FAZENDA PICOS, PETROLINA – PE.

ESTUDO DE SELETIVIDADE

COORDENAÇÃO E PROTEÇÃO
PARA UMA SUBESTAÇÃO
ABRIGADA DE
3 x 1.000 kVA

RECIFE
MAIO / 2020

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Sumário
1. FINALIDADE ........................................................................................................................... 5
2. METODOLOGIA...................................................................................................................... 5
3. REFERÊNCIAS, NORMAS, ARQUIVOS ..................................................................................... 6
4. PARÂMETROS DO SISTEMA CELPE ........................................................................................ 7
4.1. IMPEDÂNCIAS REDUZIDAS E CURTOS-CIRCUITOS............................................................. 7
4.2. AJUSTES ATUAIS DAS PROTEÇÕES DA CELPE .................................................................... 8
4.3. ORIENTAÇÕES DA ÁREA DE PROTEÇÃO E CONTROLE – CELPE ......................................... 8
5. PARÂMETROS DO SISTEMA DA CONEXÃO SE COM A UFV ................................................... 9
5.1. CUBÍCULO DE SECCIONAMENTO 15kV.............................................................................. 9
5.2. DISJUNTOR PRIMÁRIO 13,8kV........................................................................................... 9
5.3. INFORMAÇÕES DOS TRANSFORMADORES ....................................................................... 9
5.4. DISJUNTOR DE PROTEÇÃO NA BAIXA TENSÃO (600V) .................................................... 10
5.5. INFORMAÇÕES DA USINA FOTOVOLTÁICA ..................................................................... 10
5.5.1. GERAÇÃO – PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS ........................................................................ 10
5.5.2. INVERSORES ................................................................................................................ 10
6. CÁLCULO DOS CURTOS-CIRCUITOS ..................................................................................... 11
6.1. VALORES DE BASE ........................................................................................................... 11
6.1.1. MUDANÇA DE BASE..................................................................................................... 11
6.1.2. IMPEDÂNCIAS NA BARRA E REDE ................................................................................ 11
6.1.3. VALORES DE CURTOS-CIRCUITOS (kA) ........................................................................ 12
6.1.3.1. GERAÇÃO MÁXIMA – CELPE E UFV ......................................................................... 12
6.1.3.2. GERAÇÃO MÍNIMA – APENAS CELPE ....................................................................... 12
6.1.3.3. CONTINGÊNCIA – PERDA DA CELPE, APENAS UFV .................................................. 13
6.2. DIAGRAMAS – CURTOS-CIRCUITOS E CONTRIBUIÇÕES DA CELPE E UFV........................ 13
6.2.1. CASO 1: CURTOS-CIRCUITOS SEM UFV ....................................................................... 13
6.2.1.1. CURTOS-CIRCUITOS TRIFÁSICOS ............................................................................. 13
6.2.1.2. CURTOS-CIRCUITOS BIFÁSICOS ............................................................................... 14
6.2.1.3. CURTOS-CIRCUITOS FASE-TERRA ............................................................................ 15
6.2.2. CASO 2: CURTOS-CIRCUITOS GERAÇÃO MÁXIMA COM CELPE E UFV......................... 15
6.2.2.1. CURTOS-CIRCUITOS TRIFÁSICOS ............................................................................. 15
6.2.2.2. CURTOS-CIRCUITOS BIFÁSICOS ............................................................................... 16
6.2.2.3. CURTOS-CIRCUITOS FASE-TERRA ............................................................................ 17

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6.2.3. CASO 3: CONTINGÊNCIA – ILHAMENTO – SEM CELPE, APENAS UFV .......................... 17
6.2.3.1. CURTOS-CIRCUITOS TRIFÁSICOS ............................................................................. 17
7. DIMENSIONAMENTO DOS TC’S DE PROTEÇÃO ................................................................... 18
7.1. CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DE SAUTRAÇÃO ..................................................................... 18
7.2. TC’S DE PROTEÇÃO DISJUNTOR GERAL 13,8kV ............................................................... 20
8. DIMENSIONAMENTO DOS TP’S DE PROTEÇÃO ................................................................... 20
9. AJUSTES DE PROTEÇÃO DA CONEXÃO AT ........................................................................... 20
9.1. AJUSTES DO RELÉ URP6000 – DISJUNTOR UFV 13,8kV ................................................... 21
9.1.1. AJUSTES GERAIS .......................................................................................................... 21
9.1.2. AJUSTES DE SOBRECORRENTES DE FASE (50F/51F/51V) ............................................ 21
9.1.2.1. CORRENTE INRUSH .................................................................................................. 21
9.1.2.2. INSTANTÂNEO DE FASE (50F) .................................................................................. 22
9.1.2.3. TEMPORIZADO DE FASE (51F) ................................................................................. 22
9.1.2.4. CORRENTE COM RESTRIÇÃO DE TENSÃO (51V) ...................................................... 23
9.1.3. AJUSTES DE SOBRECORRENTES DE NEUTRO 50N/51N ............................................... 24
9.1.3.1. INSTANTÂNEO DE NEUTRO (50N) ........................................................................... 24
9.1.3.2. TEMPORIZADO DE NEUTRO (51N) .......................................................................... 25
9.1.4. SOBRECORRENTE DIRECIONAL DE FASE (67F) ............................................................ 25
9.1.5. SOBRECORRENTE DIRECIONAL 67N ............................................................................ 25
9.1.6. AJUSTES SOBRE-SUBTENSÃO (59/59N) ....................................................................... 26
9.1.6.1. SOBRETENSÃO (59) ................................................................................................. 26
9.1.6.2. SUBTENSÃO (27)...................................................................................................... 26
9.1.6.3. UNIDADE DE TENSÃO RESIDUAL DE SEQUÊNCIA ZERO (59N) ................................. 26
9.1.7. SOBRE E SUBFREQUÊNCIA (81O/81U) ........................................................................ 26
9.1.8. UNIDADE DIRECIONAL DE POTÊNCIA (32) .................................................................. 27
9.1.9. UNIDADE DE SINCRONISMO (25) ................................................................................ 27
9.2. COORDENOGRAMA DE FASE E NEUTRO CELPE X UFV .................................................... 28
9.2.1. CURVAS DE FASE ......................................................................................................... 28
9.2.2. CURVAS DE NEUTRO ................................................................................................... 29
9.3. ANÁLISE DO DESEMPENHO DA PROTEÇÃO..................................................................... 30
9.3.1. DIAGRAMA SIMPLIFICADO DAS PROTEÇÕES CELPE / UFV .......................................... 30
10. TABELA RESUMO DOS AJUSTES DE PROTEÇÃO – DISJUNTOR UFV TAPERA ................... 31
ANEXO 1 – DIAGRAMA UNIFILAR MEDIÇÃO/PROTEÇÃO DISJUNTOR GERAL ............................. 32
ANEXO 2 – DIAGRAMA UNIFILAR DA SUBESTAÇÃO TRANSFORMADOR (3x1MVA) ................... 33

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ANEXO 3 – DIAGRAMA DE BAIXA TENSÃO – UFV 1000kW / 8 INVERSORES .............................. 34
ANEXO 4 – DADOS DOS TRANSFORMADORES ............................................................................ 35
ANEXO 5 – DISJUNTOR DE PROTEÇÃO DA ALTA TENSÃO ........................................................... 36
ANEXO 6 – RELÉ PEXTRON URP 6000 .......................................................................................... 37
ANEXO 7 – INVERSORES .............................................................................................................. 38
ANEXO 8 – FÓRMULA E EQUAÇÕES PARA CÁLCULO DOS CURTOS-CIRCUITOS .......................... 39

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1. FINALIDADE
O presente documento tem por finalidade fornecer dados do Estudo de
Proteção, na propriedade da UFV GOVERDE PERNAMBUCO 2 ALUGUEL DE
INFRAESTRUTURA SPE LTDA inscrita no CNPJ nº. 36.152.118/0001-82,
localizada no Sítio Umburana, s/n, Fazenda Picos, Petrolina - PE. CEP: 56.300-
000, que vai operar em paralelismo com o sistema de distribuição 13,8kV, da
subestação MSD da Celpe, alimentador MSD-01S4.
Será analisada a configuração da conexão, que é composta de uma
subestação de 3.000 kVA - tensão de alimentação 13.800V – 60 Hz,
composta por 03 (três) transformadores de 1000kVA com tensão no secundário
de 600/345V.

2. METODOLOGIA
O estudo de proteção verificará o dimensionamento dos equipamentos,
disjuntores, transformadores de potência, de acordo com suportabilidade e
saturação do transformador de corrente, para as contribuições de curtos-
circuitos e carregamentos máximos. Serão analisadas três configurações:
 Geração mínima: considerando somente as contribuições de curtos-
circuitos da Celpe;
 Geração máxima: considerando a Celpe e a UFV GOVERDE – AREAL;
 Contingência e Ilhamento:

Indicará ainda, os ajustes mais adequados, atendendo aos critérios de


sensibilidade, seletividade e coordenação da proteção entre o disjuntor da
conexão do cliente e os religadores do alimentador (MSD-01S4), analisando o
desempenho da proteção em todos os sentidos e contribuições das correntes
de curtos-circuitos da Celpe e da geração do cliente.

As informações e parâmetros que servirão de insumos e referências para


realização do estudo de proteção foram fornecidos pela Celpe (orientações,
parâmetros do sistema, de curtos-circuitos, ajustes e normas) e pelo cliente
(potência da UFV, dados dos equipamentos, relé de proteção e demais
informações técnicas necessárias). Além das fontes oficiais citadas, foram
utilizados vários trabalhos técnicos, livros, normas, manuais do relé e
equipamentos.

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3. REFERÊNCIAS, NORMAS, ARQUIVOS
 Celpe: NOR.DISTRIBU-ENGE-0011 – Conexão de Minigeradores ao
Sistema de Distribuição;
 Celpe: NOR.DISTRIBU-ENGE-0023 – Fornecimento de Energia Elétrica
em Média Tensão de Distribuição a Edificação Individual;
 Celpe: NOR.DISTRIBU-ENGE-0022 – Fornecimento de Energia Elétrica
a Edificações com Múltiplas Unidades Consumidoras;
 Celpe: Informações Gerais: Impedâncias reduzidas e níveis de curto-
circuito, Ajustes de proteção do religador 01L3, subestação PTD,
Orientações da Área de Proteção;
 Cliente: Projeto da UFV, Informação do disjuntor da proteção, Relé de
proteção;
 Cigré-Brasil: Comparação dos Requisitos das Distribuidoras para
Inserção de Acessantes de Geração Distribuída;
 SEL: Seleção de TC’s para Otimização do Desempenho dos Relés
(Gabriel Benmouyal);
 Manual do Relé Pextron – URP6000;
 Manual do Religador / INGETEAM.

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4. PARÂMETROS DO SISTEMA CELPE

4.1. IMPEDÂNCIAS REDUZIDAS E CURTOS-CIRCUITOS

Figura1: Dados de curto-circuito do cliente

Considerando apenas os valores de curtos-circuitos a Celpe recomenda TC


mínimo 100/5. Vamos verificar todos os criterios de saturação do TC.

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4.2. AJUSTES ATUAIS DAS PROTEÇÕES DA CELPE

Figura 2: Ajustes do religador à montante.

4.3. ORIENTAÇÕES DA ÁREA DE PROTEÇÃO E CONTROLE –


CELPE
 Dados de placa dos transformadores de potência (potência, impedância
e ligações);
 Dados de placa dos transformadores de corrente (TC) de proteção
(relações disponíveis, fator térmico, fator de sobrecorrente e classe de
exatidão);
 Dados de placa dos transformadores de potencial (TP);
 Dados de placa do disjuntor da proteção de entrada (corrente nominal,
capacidade de curto-circuito simétrica e assimétrica);
 Dados do Relé de Proteção (fabricante, modelo, funções ANSI/IEC
disponíveis e manual do relé);
 Demanda máxima contratada;
 Descrever os critérios adotados na definição de cada função de
proteção;
 Coordenogramas de fase e neutro;
 Ajustes das funções 27 e 59 devem levar em consideração a
suportabilidade e sensibilidade dos equipamentos do cliente;
 Inserir na última página do estudo de seletividade desenvolvido, uma
tabela com resumo dos ajustes definidos. É importante que os ajustes
definidos estejam dentro do range que o relé permite.
 Para clientes com geração em rampa, fornecer os dados de placa dos
geradores (potência, impedâncias X”d, X’d, Xd e Xo). Como também
informar o valor total em ampères da contribuição dos geradores que
passará pelo seu TC de proteção para um curto na barra do cliente e na
primeira barra remota da Celpe.
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5. PARÂMETROS DO SISTEMA DA CONEXÃO SE COM A UFV

5.1. CUBÍCULO DE SECCIONAMENTO 15kV


 Tensão nominal: 15kV;
 Tensão nominal de operação: 13,8kV;
 NBI: 95Kv;
 Frequência nominal: 60Hz;
 Corrente de curto-circuito simétrica: 16kA/1s;
 Corrente de curto-circuito assimétrica: 41,6kA;
 Corrente nominal barramento: 440ª.

5.2. DISJUNTOR PRIMÁRIO 13,8kV

SIEMENS SION LATERAL 3AE6

 Tensão nominal: 24kV;


 Corrente nominal: 630A;
 Capacidade de interrupção simétrica: 16kA;
 Capacidade de interrupção assimétrica: 40kA;

O disjuntor está adequado, atende com boas margens de folga as correntes de


curto-circuito e carregamento máximo nominal.

A proteção do disjuntor Relé Pextron modelo: URP6000 Multifunção.

3 TC’s de proteção 100/5 * (RTC 100/5 atende a sugestão da Celpe e análise


de saturação).

3 TP’s de Proteção em Delta Aberto para proteção 59N/3V0: RTP = 120.

5.3. INFORMAÇÕES DOS TRANSFORMADORES

Transformador: 3x1000 kVA – 13800/600/345 V – Z% 6%

 Potência: 1000 kVA;


 Tensão Primária [kV]: 13.8 kV;
 Tensão Secundária: 600/345 V;
 Primário: Triângulo (delta);
 Secundário: Estrela, com neutro aterrado;
 Deslocamento Angular: 30°;
 Frequência nominal: 60 Hz;
 Impedância a 75° C: 6 %;
 Corrente nominal primária: 42A;
 Corrente nominal secundária: 962A;
 Corrente nominal primária total: 3x42A = 126A;
 Corrente primária da demanda por trafo (833kW): 38A;
 Corrente primária da demanda total (2500kW): 114A.
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5.4. DISJUNTOR DE PROTEÇÃO NA BAIXA TENSÃO (600V)
 Quantidade de pólos: tripolar;
 Tensão máxima de operação: 1150V;
 Corrente nominal de operação: 1250A;
 Corrente de curto-circuito máxima: 50kA;

5.5. INFORMAÇÕES DA USINA FOTOVOLTÁICA

5.5.1. GERAÇÃO – PAINÉIS FOTOVOLTÁICOS

Potência da UFV: 1000 kW / 1230 kWp / FP: 0,92

Figura 3: Dados Gerais da Usina Fotovoltaica.

Ins (barra 600V) = 1000/(1,73 x 0,6 x 0,92) = 1047 A


Inp (barra 13.8kV) = 1000/(1,73 x 13.8 x 0,92) = 42 A
Vp / Vs = 23 Is / 23 = Ip = 42 A
Para 1230kWp: Is = 1288 A  Ip = 58 A

5.5.2. INVERSORES

Inversores Canadian Solar, Potência Total: 3000 kW – 600 V

Figura 4: Dados Gerais Inversores.

INVERSORES POR TRANSFORMADOR:


 Inversores trifásicos = 8
 Potência/inversor = 125 kW
 Tensão = 600 V
 Corrente nominal = 120 A / inversor
 Corrente total = 8 x 120 = 960 A

Para Curtos circuitos considerar 1,5 In / inversor = 1,5 x 120 A  180 A /


inversor
180 x 8 =1440 A Icc BT = 1440 A por transformador
Total Icc BT = 4320 A (contribuições dos inversores)

Proteções do inversor 25-27-59-81U/O--81df/dt-51-78-

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6. CÁLCULO DOS CURTOS-CIRCUITOS

Os cálculos de curtos-circuitos servem para dimensionar os equipamentos,


verificando a suportabilidade (valores máximos de curtos-circuitos), a
sensibilidade (valores mínimos de curtos circuitos e a coordenação da
proteção).

6.1. VALORES DE BASE

Os curtos serão calculados nas barras 13,8kV e na BT 600/345V

Vb [kV] Sb [MVA] Ib [A] Zb [ohm] R0/[ohm) R0 [pu]


13,80 100 4.184 1,9044 36,9 19
0,600 100 96.225 0,0036 10 2778

6.1.1. MUDANÇA DE BASE

As impedâncias nas bases do transformador devem ser transformadas para os


respectivos valores de base em pu.

Zpu(novo) = Zpu(velho) x (Vb velha/Vb nova)2 x (Sb nova/Sb velha)


Sb velha Vb velha Z velho Sb nova Vb nova Z novo Z% (Anafas)
1,000 13,800 0,0600 100,0 13,800 6,000 600,00

6.1.2. IMPEDÂNCIAS NA BARRA E REDE

Figura 5: Impedâncias no Formato Retangular.

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Figura 6: Impedâncias no Formato Polar.

Figura 6: Curtos-Circuitos Calculados nas Barras.

6.1.3. VALORES DE CURTOS-CIRCUITOS (kA)

6.1.3.1. GERAÇÃO MÁXIMA – CELPE E UFV


Os valores das correntes de curtos-circuitos na geração máxima da UFV, são
utilizados para dimensionamento de disjuntores, transformadores e saturação
de TC’s e coordenação da proteção.

O disjuntor, o transformador e o TC estão adequados aos valores máximos de


corrente de curto-circuito (Icc).

6.1.3.2. GERAÇÃO MÍNIMA – APENAS CELPE


Os valores das correntes de curto-circuito em geração mínima são utilizados
para sensibilidade e coordenação da proteção.

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6.1.3.3. CONTINGÊNCIA – PERDA DA CELPE, APENAS UFV

Neste caso, os valores das correntes de curto-circuito (42A), são da mesma


ordem de grandeza da corrente de demanda da exportação (38A). Proteções
51V e 67F serão ativadas.
Proteções dos inversores e do disjuntor geral devem atuar para evitar o
ilhamento.

6.2. DIAGRAMAS – CURTOS-CIRCUITOS E CONTRIBUIÇÕES DA


CELPE E UFV

6.2.1. CASO 1: CURTOS-CIRCUITOS SEM UFV

6.2.1.1. CURTOS-CIRCUITOS TRIFÁSICOS


De acordo com o dimensionamento dos equipamentos, estes suportam os
valores máximos de Icc.
Sensibilidade – as proteções da Celpe e da UFV, atuam para os menores Icc.
Coordenação > 0,2s com a Celpe.

Figura 7: Curtos-Circuitos Trifásicos – sem UFV.

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6.2.1.2. CURTOS-CIRCUITOS BIFÁSICOS

Figura 8: Curtos-Circuitos Bifásicos – sem UFV.

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6.2.1.3. CURTOS-CIRCUITOS FASE-TERRA

Figura 9: Curtos-Circuitos Fase-Terra – sem UFV.

6.2.2. CASO 2: CURTOS-CIRCUITOS GERAÇÃO MÁXIMA COM CELPE


E UFV

6.2.2.1. CURTOS-CIRCUITOS TRIFÁSICOS


As correntes de curto-circuito nos inversores variam entre 1,5 e 5 In do inversor.
Duração de 1 a 4,25ms.
Vamos considerar 1,5 pu na barra 600V (1,5x120 = 180A) x 8 inversores =
1440A.
Para inversores, só existe componente de sequência positiva, mesmo para
curto-circuito. Não existem contribuições de sequência zero, nem negativa
relacionadas aos geradores fotovoltaicos.

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Figura 10: Curtos-Circuitos Trifásicos – com Celpe e UFV.

6.2.2.2. CURTOS-CIRCUITOS BIFÁSICOS

Figura 11: Curtos-Circuitos Bifásicos – com Celpe e UFV.

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6.2.2.3. CURTOS-CIRCUITOS FASE-TERRA
 Não existem componentes de sequência zero ou negativa da UFV;
 Para curto-circuito com as contribuições Celpe, todas as proteções
podem atuar;
 Para curtos-circuitos na RD, contribuições da UFV, proteções que
devem atuar:
 Disjuntor da UFV – 59N/3V0, se houver variação de tensão e
frequência 27/59/81;
 Inversor – 25-27-59-81U/O-51-78-81df/dt.

Figura 12: Curtos-Circuitos Fase-Terra – com Celpe e UFV.

Como não existem I2 e I0, vamos considerar os valores das contribuições da


Celpe.

6.2.3. CASO 3: CONTINGÊNCIA – ILHAMENTO – SEM CELPE, APENAS


UFV
A Celpe não permite que a UFV alimente as cargas em 13,8kV, sem estar em
paralelo. Se o disjuntor 11B2 ou religador 21S4 estiverem abertos, a UFV tem
que atuar as proteções do disjuntor e/ou dos inversores, principalmente para
evitar acidentes.

6.2.3.1. CURTOS-CIRCUITOS TRIFÁSICOS


No caso de ilhamento, existem apenas contribuições de curtos-circuitos da
UFV.

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A proteção de desligamento da rede quando o sistema estiver fora da faixa de
tensão e frequência da rede e com falha de sobre corrente, conforme os
requisitos da IEC 11-20 e normas da distribuidora de energia elétrica local.
Reset automático das proteções – neste caso as proteções dos inversores da
baixa tensão devem atuar, evitando o ilhamento.
No disjuntor da UFV, devido aos valores das contribuições da alta tensão
serem baixas (42A), na ordem da corrente de exportação (38A), não podemos
ativar a proteção para o direcional de fase (67). Porém, podemos ativar a
proteção com restrição de tensão (51V), para garantir a operação da proteção
do disjuntor da proteção na alta tensão (13,8V). Além disso, a direcional de
potência (81/27/59) será ativada, atuando para valores maiores que a
exportação autorizada (833kW / UC).

Figura 13: Curtos-Circuitos Trifásicos – sem Celpe, apenas UFV.

7. DIMENSIONAMENTO DOS TC’S DE PROTEÇÃO

7.1. CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DE SAUTRAÇÃO

Foram analisados três critérios:


 Limite Térmico;
 Curtos-circuitos máximos simétricos / assimétricos com UFV;
 Carga secundária x tensão de saturação.
Obs.:
 Foram considerados 20m de cabo de cobre bitola de 2,5mm²;
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 Caso o TC fique integrado ao disjuntor, não considerar bitola x distância.

Figura 14: Cálculo dos fatores térmico, sobrecorrente, impedância, carga/queda de tensão
secundária do TC.

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7.2. TC’S DE PROTEÇÃO DISJUNTOR GERAL 13,8kV

Características dos transformadores de corrente da proteção:

Classe de Tensão: 15kV


TAFI: 34kV
NBI: 95kV
Frequência: 60Hz
Corrente Primária Nominal: 100A
Corrente Secundária Nominal: 5A
Fator Térmico Nominal: 1,2*In
Fator Sobre Corrente: 20*Ip TC
Frequência: 60 Hz
Classe de Exatidão: 10B100
Potência de Exatidão: 12,5VA
RTC: 20

Obs.: O TC de 100/5, está adequado para as correntes máximas de carga e


correntes de curtos-circuitos simétricas, assimétricas e de pico.

8. DIMENSIONAMENTO DOS TP’S DE PROTEÇÃO

Características dos Transformadores de Potencial Geral:

Classe de Tensão: 15kV


TAFI: 34kV
NBI: 95kV
Tensão Primária Nominal: 13,8kV/√3 kV
Tensão Secundária Nominal: 115V
Frequência: 60 Hz
Classe de Exatidão: 0,6%
Potência Térmica: 500VA
Grupo de ligação: 2

Atende aos critérios de ajustes e conexões com todas as funções de proteções


ativadas. Para proteção 59N (3V0), deverá ser utilizado 3 TP´s em delta aberto,
ou a opção do relé calcular os 3V0.

9. AJUSTES DE PROTEÇÃO DA CONEXÃO AT

Serão ativadas obrigatoriamente, todas as funções de proteção exigidas na


norma da CELPE, conforme diagrama do projeto, manuais dos relés
PEXTRON URP 6000.

Os ajustem devem atender aos critérios de sensibilidade, seletividade e


coordenação da proteção

Sensibilidade – atuar para o menor curto circuito na sua área de proteção e


retaguarda;
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Seletividade – Atuar sempre antes do religador da Cosern para todos os
curtos circuitos;
Coordenação – o intervalo de coordenação na distribuição deve maior ou igual
a 0,2s.

9.1. AJUSTES DO RELÉ URP6000 – DISJUNTOR UFV 13,8kV

Conforme manual do relé, utilizaremos as curvas IEC:

Figura 15: Fórmula das Curvas IEC.

Figura 16: Parâmetros das Curvas IEC.

9.1.1. AJUSTES GERAIS

RTC: 100/5 = 20
RTP: 13800/115 = 120

9.1.2. AJUSTES DE SOBRECORRENTES DE FASE (50F/51F/51V)


9.1.2.1. CORRENTE INRUSH
Transformadores a óleo < 1.0 MVA Iinrush = 10xIn
Transformadores a óleo > 1.0 MVA Iinrush = 8xIn

1 transformadores de 1000 kVA (In=42 A)


Iinrush de fase = 10 x In = 420 A
Iinrush de fase <= Icc máx (631 A)
Iinrush residual = 20% de Iinrush de fase = 0,2 x 420 = 84 A

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9.1.2.2. INSTANTÂNEO DE FASE (50F)

Critérios:
50F 110% x Inrush fase = 448 A
50F > Icc-secundário do transformador 9236 A referido ao primário 402 A
50F < 629 A ( Icc bifásico barra 13,8 kV)

Ajustes 50F = 430 A - tap 21,5 x 20 (RTC)

 Tempo 50F= 0,13s.

9.1.2.3. TEMPORIZADO DE FASE (51F)

Critérios:
Considerando fp = 0,92
Demanda de 2500 kW/3 = 833 kW, FP=0,92 . In = 38 A
 Ajustes 51F = 1,1 x 38 A = 42A tap 2,1 x 20 (RTC)
 Curva IEC MI = 0,13
- Pontos ANSI – NANSI
Trafo 1000 kVA – in = 42 A Z = 6%
IANSI = (100/(Z%)) x IN = 700 A
Para plotar no coordenograma utilizaremos
IANSI  Z = 6% , 20 IN= 840 A , tempo = 2s
INANSI = 0,58 x I ANSI = 0,58 x 840 A = 487 A t = 2s

Ajustes de FASE  51F=42 A MI= 0,13 INST=430A T= 0,13s


As curvas estão abaixo do ponto ANSI.
Coordenação pelas curvas CELPE intervalo > 0,2 s
(Ver Curvas – Coordenograma de fase e diagramas de atuação das proteções)
As curvas de proteção estão abaixo da curva de suportabilidade térmica para
transformadores categoria II.
Transformadores categoria II - são transformadores trifásicos de 501 kVA a
5000 kVA.

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Figura 17: Curva de suportabilidade térmica – categoria II.

9.1.2.4. CORRENTE COM RESTRIÇÃO DE TENSÃO (51V)


Como as contribuições de corrente de curtos-circuitos da UFV são pequenas,
na ordem da corrente de carga, as proteções direcionais não resolvem, a partir
dessa afirmativa deve ser ativada a proteção 51V.

Vajuste = 85% de V1nominal = 0,85 x 13.800V = 11.730 Vp


Vajuste V = 11.730 Vp / 120 = 98 V  100 Vs  12.000 Vp

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Conforme a curva de atuação da tensão de restrição, 70% da tensão de
restrição, vai baixar a corrente de disparo 42 A em 77,5 % (33 A) < Icc 3F/3
126/3 (42 A de 1 UFV), em contingência, sem as contribuições de curtos
circuitos da Celpe. Apenas as contribuições da UFV, 51V vai atuar, evitando
ilhamento.
Deixa passar a corrente de carga/demanda 38 A. O relé só atua se houver
curtos circuitos (sobre correntes e afundamento de tensão). Além disso outras
proteções podem atuar 27/81 e as proteções dos inversores.

Figura 18: Curva de atuação da tensão de restrição.

9.1.3. AJUSTES DE SOBRECORRENTES DE NEUTRO 50N/51N

9.1.3.1. INSTANTÂNEO DE NEUTRO (50N)


Iinrush residual = 20% de Inrush de fase (464 A) = 93 A

50 N > 110% x Iinrush residual = 102 A


50 N < Icc FT min (154 A)

 Ajuste 50N = 110 A 5,5 x 20 = 120 A – t = 0,05 s

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9.1.3.2. TEMPORIZADO DE NEUTRO (51N)

51N ≤ 20% de 51F (42 A) = 8,4 A


 Ajustes 51N = 10 A (tap 0,5 x 20)
I NANSI = 0,58 x I ANSI = 0,58 x 840 A = 487 A t = 2s

AJUSTES DE NEUTRO  51N= 10 A IEC MI= 0,1 50N = 110 A T= 0,05s


Abaixo de INANS residual = 0,58 x I ANSI = 0,58 x 840 A = 487 A t = 2s

(Ver Curvas – Coordenograma de neutro e diagramas de atuação das


proteções).

9.1.4. SOBRECORRENTE DIRECIONAL DE FASE (67F)

Contribuições de curtos das 3 UFV /3, 126/3=42 A. Na ordem de grandeza da


corrente de exportação 38 A. Neste caso, será ativada 51V

Para a contribuição total 126 A será ativado o direcional de fase.

FUNÇÃO 67F  60 A = tap 3 x 20 (RTC) MI 0,06. Ângulo 30°

Atua no sentido UFVCELPE . Icc 3F = 126 A - 37°

67 instantâneo  Desativado

O inversor também deve atuar para esse caso de ilhamento


25-27-59-81U/O--81df/dt-51-78-

9.1.5. SOBRECORRENTE DIRECIONAL 67N

Não existe contribuição de sequência zero dos geradores. Função 67N


desativada.

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9.1.6. AJUSTES SOBRE-SUBTENSÃO (59/59N)
Conforme tabela orientativa do Normativo Celpe:

9.1.6.1. SOBRETENSÃO (59)

59 > 110% de VN = 1,10 x 13,8 kV = 15,18 kV prim.= 110%-->126,50 kV sec.


t =2s
59>> 115% de VN = 1,15 x 13,8 kV = 15,87 kV prim.= 115%-->132,25 kV sec
t= 0,5s

9.1.6.2. SUBTENSÃO (27)

27< 85% de VN = 0,85 x 13,8 kV = 11,73 kV prim.= 97,75 V sec. t=2s


27<< 75% de VN = 0,75 x 13,8 kV = 10,35 kV prim.= 89,25 V sec t= 0,5s

9.1.6.3. UNIDADE DE TENSÃO RESIDUAL DE SEQUÊNCIA ZERO


(59N)

A tensão 3V0 será calculada no relé ou medida através de 3 TP´s em delta


aberto.

30%Vnp = (4,14 kVp/120) =34,5 Vsec


Tempo: 1 s.

9.1.7. SOBRE E SUBFREQUÊNCIA (81O/81U)

Conforme Normativo Celpe:


 Quando a frequência da rede assumir valores abaixo de 57,5 Hz, o
sistema de geração distribuída deve cessar o fornecimento de energia à
rede elétrica em até 0,2 s. O sistema somente deve voltar a fornecer
energia à rede quando a frequência retornar para 59,9 Hz, respeitando o
tempo de reconexão;
 Quando a frequência da rede ultrapassar 62 Hz, o sistema de geração
distribuída deve cessar de fornecer energia à rede elétrica em até 0,2 s.
O sistema somente deve voltar a fornecer energia à rede quando a
frequência retornar para 60,1 Hz, respeitando o tempo de reconexão.

Considerando não ser permitido o ilhamento:

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81O - 61,5 HZ e 0,5s
81U - 58,5 HZ e 0,5s

9.1.8. UNIDADE DIRECIONAL DE POTÊNCIA (32)

Está liberado o fluxo no sentido exportação, a proteção 32 pode ficar


desativada, ou ativada liberando a potência autorizada no sentido exportação
833 kW x 1,1 = 916 kW – 2s.

9.1.9. UNIDADE DE SINCRONISMO (25)

Conforme tabela orientativa Celpe:

Ajustes da função 25  F = +- 0,2 Hz, V%= 5% , Graus = +- 15°

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9.2. COORDENOGRAMA DE FASE E NEUTRO CELPE X UFV

9.2.1. CURVAS DE FASE

:CURVAS DE FASE MSD 04 X UFV AREAL


10
MSD 50F 1600 A
T=0,05s

Icc 3F S / UFV =
517 A

UFV AREAL
51F=42 A MI= 0,13
1 50F=430A T= 0,13s

Inrush 10 In = 420
A

ANSI 1000 kVA 20


In= 831 (2s) < Icc 3F

0,1 Icc 3f max Celpe +


UFV 630 A

Icc 3f SÓ UFV 126


A

FASE MSD
51F=330 A NI=0,09
50F=1600 T = 0,05s

0,01
UFV AREAL 67 =
60A MI 0,06 - ANG
= 30° 67 INST =
BLOQ

0,001
10 100 1000 10000

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9.2.2. CURVAS DE NEUTRO

CURVAS DE NEUTRO CELPE MSD 04 X UFV AREAL

100

MSD 50 N = 800 A T =
0,05

Icc Ftmin UFV AREAL =


154 A
10

NEUTRO MSD 51N=40


A MI=0,4 50N=800 A T =
0,05s

1 UFV AREAL 51N=10 A


IEC MI= 0,1 50N = 110 A
T= 0,05s

INRUSH RES 20%


INRUSH FASE =84 A

0,1
NANSI = 0,58 ANSI(840
A) = 487 A (2s)

0,01

0,001
10 100 1000 10000

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9.3. ANÁLISE DO DESEMPENHO DA PROTEÇÃO

9.3.1. DIAGRAMA SIMPLIFICADO DAS PROTEÇÕES CELPE / UFV

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10. TABELA RESUMO DOS AJUSTES DE PROTEÇÃO – DISJUNTOR
UFV TAPERA

Recife, 14 de maio de 2020.

_________________________________
Fernando Roberto de Albuquerque
Engenheiro Eletricista
CREA: PE 031.466-D
Responsável Técnico

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ANEXO 1 – DIAGRAMA UNIFILAR MEDIÇÃO/PROTEÇÃO DISJUNTOR
GERAL

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ANEXO 2 – DIAGRAMA UNIFILAR DA SUBESTAÇÃO TRANSFORMADOR
(3x1MVA)

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ANEXO 3 – DIAGRAMA DE BAIXA TENSÃO – UFV 1000kW / 8
INVERSORES

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ANEXO 4 – DADOS DOS TRANSFORMADORES

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ANEXO 5 – DISJUNTOR DE PROTEÇÃO DA ALTA TENSÃO

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ANEXO 6 – RELÉ PEXTRON URP 6000

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ANEXO 7 – INVERSORES

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ANEXO 8 – FÓRMULA E EQUAÇÕES PARA CÁLCULO DOS CURTOS-
CIRCUITOS

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