Você está na página 1de 23

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO DO CEARÁ – CAMPUS CAMOCIM

TURMA: LICENCIATURA EM LETRAS - PORTUGUÊS E INGLÊS


DISCIPLINA: PESQUISA CIENTÍFICA

BREVE ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS DE ARGUMENTAÇÃO DE C. H.


SPURGEON NO SERMÃO: EM DEFESA DO CALVINISMO
Francisco Evair Silva das Chagas

CAMOCIM – CE
2020
1

Francisco Evair Silva das Chagas

BREVE ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS DE ARGUMENTAÇÃO DE C. H.


SPURGEON NO SERMÃO: UMA DEFESA DO CALVINISMO

Projeto apresentado ao curso de


Licenciatura em Letras do Instituto
Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Ceará, Campus Camocim,
como requisito de avaliação para a
disciplina Pesquisa Cientifica, sob a
orientação do professor Esp. Fernando
Nunes de Vasconcelos.

CAMOCIM – CE
2020
2

Francisco Evair Silva das Chagas

Projeto de Pesquisa apresentado pelo(a) graduando(a) do Instituto Federal de


Educação do Ceará – Campus Camocim

_______________________________________
Fernando Nunes de Vasconcelos
Professor Orientador
Instituto Federal de Educação do Ceará – Campus Camocim

_______________________________________
Francisco Evair Silva das Chagas
Aluno Autor
Instituto Federal de Educação do Ceará – Campus Camocim

CAMOCIM – CE
2020
3

Primeiramente a Deus, em seguida a


familiares e amigos da faculdade pelo
apoio oferecido. Aos professores Ivan
Freitas e Fernando Nunes de
Vasconcelos por suas valiosas
orientações.
Dedicamos!
4

A Deus, única e exclusivamente.


Agradecemos!
5

“126”

Pareceu um sonho
Quando Deus nos libertou
Houve riso e canto
Maravilhoso, eterno Senhor

Vem nos restaurar


Nos encher como um rio

Se sair a semear
E as lágrimas do teu rosto
Não pararem de cair
Lembre quem te libertou
É a alegria que o fará
Voltar a sonhar

“Projeto Sola - 126”. (Guilherme Andrade / Guilherme Iamarino - 2017)


6

BREVE ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS DE ARGUMENTAÇÃO DE C. H.


SPURGEON NO SERMÃO: UMA DEFESA DO CALVINISMO

Resumo:

O presente trabalho tem como foco discorrer e analisar de forma breve e sucinta as
estratégias de argumentação do famoso teólogo Charles Haddon Spurgeon, no seu
famoso sermão: Uma Defesa do Calvinismo. Objetiva-se então, compreender a
função ideológica do discurso do autor e como ela funciona dentro do referido
sermão. Bem como entender como o discurso do autor revela traços de sua
personalidade ao argumentar em favor da causa proposta no sermão. Para além
dessas questões, o trabalho em questão tem como função, refletir através da
observação dos aspectos argumentativos utilizados por Spurgeon a respeito do
papel da linguagem como uma importante ferramenta ideológica, pois é sabido que
nos meandros da linguagem humana encontram-se discursos cujo o objetivo é
transmitir ideias de grupos sociais específicos. Dessa forma, os discursos humanos
são locais de fala privilegiados para a propagação de ideais e princípios sociais. No
decorrer da pesquisa foram feitas algumas conceituações de aspectos específicos,
com o fim de esclarecer e contribuir para o objetivo final. Com o intuito de abarcar e
proporcionar as análises e as reflexões propostas, o referido trabalho teve como
arcabouço teórico os seguintes autores: Fiorin (2018), Weston (1996), Koch (2018),
Lawson (2012), Pires (2011), dentre outros.

Palavras – chaves: Ideologia. Discurso. Argumentação.


7

BRIEF ANALYSIS OF THE ARGUMENTATION STRATEGIES OF C. H.


SPURGEON IN THE SERMON: AN DEFENSE OF CALVINISM

Abstract:

The present work focuses on discussing and analyzing briefly and succinctly the
strategies of argument of the famous theologian Charles Haddon Spurgeon, in his
famous sermon: A Defense of Calvinism. The objective is to understand the
ideological function of the author's discourse and how it works within that sermon. As
well as understanding how the author's discourse reveals personality traits when
arguing in favor of the cause proposed in the sermon. In addition to these issues, the
work in question has the function of reflecting through the observation of the
argumentative aspects used by Spurgeon regarding the role of language as an
important ideological tool, as it is known that in the intricacies of human language
there are discourses whose objective is to convey ideas from specific social groups.
Thus, human discourses are privileged places of speech for the propagation of social
ideals and principles. During the research some conceptualizations of specific
aspects were made, in order to clarify and contribute to the final objective. In order to
cover and provide the analyzes and reflections proposed, the referred work had as
theoretical framework the following authors: Fiorin (2018), Weston (1996), Koch
(2018), Lawson (2012), Pires (2011), among others.

Keywords: Ideology. Discourse. Argumentation.


8

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...........................................................................................................09
JUSTIFICATIVA.........................................................................................................09
PROBLEMA...............................................................................................................10
HIPÓTESE.................................................................................................................10
OBJETIVOS...............................................................................................................11
Objetivo geral................................................................................................11
Objetivos específivos...................................................................................11
OBJETO....................................................................................................................11
REFERÊNCIAL TEÓRICO........................................................................................11
O gênero oratório sermão............................................................................14
Duas correntes opostas: Arminianismo X Calvinismo..............................15
A argumentação de Spurgeon.....................................................................16
A clareza e o Páthos.....................................................................................16
O discurso ideológico de Spurgeon...........................................................18
METODOLOGIA.......................................................................................................20
RESULTADOS.........................................................................................................20
CONCLUSÃO...........................................................................................................21
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................22
9

INTRODUÇÃO.

Argumentar é indubitavelmente uma tarefa inerente a linguagem humana,


logo, onde existir linguagem, irá existir argumentação. Inserido diretamente nesse
ramo encontra-se a capacidade de convencimento e de relacionar ideias de forma
logica e compreensiva, com o fim de persuadir o leitor e/ou ouvinte a aderir a um
determinado pensamento ou ideia.
Diversos gêneros textuais tem a argumentação como ferramenta textual,
dentre ele temos os textos jurídicos, a redação, o sermão religioso, etc. O projeto em
questão irá focar nesse último, o sermão religioso, mas especificamente em analisar
as estratégias argumentativas presentes no sermão do Pastor batista Charles
Haddon Spurgeon, em defesa do calvinismo.
Isto posto, tendo como base nomes renomados da analise argumentativa a
presente pesquisa se propõe a identificar e analisar a construção da argumentação
do pastor no sermão supracitado.

JUSTIFICATIVA.
As análises que este projeto de pesquisa apresenta, estão voltadas para
questões relacionadas a argumentação do famoso pastor batista, Charles H.
Spurgeon. No entanto, antes de adentrarmos por completo no assunto, faz-se
necessário explicar quem foi Charles Haddon Spurgeon. Nascido em 19 de junho de
1834, Spurgeon, foi um famoso Pastor e pregador Batista Reformado. Conhecido
por sua dedicação ao estudo das escrituras e a pregação da sã doutrina, Spurgeon
é por muitos considerado como o “Príncipe dos Pregadores”, sendo um dos mais
renomados teólogos de sua época. Sua forma eloquente e convincente de pregar,
levou milhões de fies por toda a Inglaterra a conversão.
Sua importância é tamanha, que mesmo após mais de 100 anos de sua
morte, seu exemplo de fé, a forma como pregava, a maneira como ele fazia a
exposição dos textos bíblicos, continuam a arrebatar e a surpreender os leitores que
as leem. Com seus sermões cheios de alegorias e ilustrações, o escritor concernia
as suas obras e pregações um certo grau de simplicidade, mas, sem deixar de lado
a seriedade das doutrinas.
10

A maneira como argumentava, por mais dura que fosse, trazia aos seus
ouvintes e leitores um instantâneo entendimento das escrituras. Sua forte convicção
sobre o que pregava e a dedicação aos estudos, o deram grande autoridade para
argumentar sobre o assunto, o que fez a Inglaterra estremecer com seus estudos,
causando uma grande reviravolta religiosa na época.
Isto posto, e sabendo que um dos aspectos comuns a todo texto é a
inexistência de neutralidade, ou seja, ao se ler um texto, deve-se ter em mente que
ele foi feito com o intuito de convencer o leitor sobre determinado assunto ou ponto
de vista. Esse trabalho terá como objetivo, analisar as estratégias utilizadas pelo
pastor em seus sermões, mais especificamente no sermão de nome: Em Defesa do
Calvinismo. Onde o autor defende seu ponto de vista a respeito de uma famosa
doutrina da Igreja reformada.

PROBLEMA.
Analisar as estratégias de argumentação presentes no sermão “Em Defesa do
Calvinismo”, bem como observar as características ideológicas presentes na sua
argumentação. Dessa forma o problema da presente pesquisa se constitui em
analisar: “Como funcionam e se constroem as estratégias de argumentação do
escritor C. H. Spurgeon dentro do sermão: Uma Defesa do Calvinismo?”

HIPÓTESE.
Como afirma Platão & Fiorin (2003), um texto ganha mais confiabilidade e
peso quando se apoia em outros que abordam as mesmas temáticas, seja isso feito
de forma direta ou indireta. A isso chamamos de Argumento de autoridade. Esse é
um dos principais aspectos que compõe os textos, sabendo disso, pode se ter como
hipótese para a pesquisa aqui apresentada a seguinte afirmação: “O sermão, Uma
Defesa do Calvinismo, apresenta como principal característica o discurso ideológico
e subjetivo na formulação dos argumentos.”
11

OBJETIVOS.
Objetivo geral.
analisar como se constroem as estratégias de argumentação ideológicas no sermão:
Uma Defesa do Calvinismo, do teólogo C. H. Spurgeon.

Objetivos específicos.

Refletir brevemente sobre algumas das possibilidades argumentativas dentro de um


texto persuasivo.
OBJETO
Uma investigação dos mecanismos argumentativos e ideológicos presentes
no sermão: Em Defesa do Calvinismo, do escritor C. H. Spurgeon
REFERENCIAL TEÓRICO.

Com o surgimento das sociedades, vem à tona a necessidade de o homem


exercer o seu poder argumentativo, para que se estabelecessem as relações de
poder no âmbito do discurso. Fiorin (2018), a respeito do assunto aferi:
[...] não se poderiam resolver todas as questões pela força, era preciso usar
a palavra para persuadir os outros a fazerem alguma coisa. Por isso, o
aparecimento da argumentação está ligado à vida em sociedade e,
principalmente, ao surgimento das primeiras democracias. (FIORIN ,2018,
p. 9)
Partindo dessa necessidade de fala, entende-se que a argumentação está
primordialmente ligada ao surgimento das sociedades, da mesma forma a
linguagem. Do mesmo modo, estando a argumentação ligada a sociedade como um
todo, e sendo a “sociedade [...] dividida em grupos sociais, com interesses
divergentes, então os discursos são sempre o espaço privilegiado de luta entre
vozes sociais [...]” (Fiorin 2018, p. 9). Assim sendo, todo discurso existe dentro do
contexto de uma dimensão argumentativa.
Dessa maneira, pode-se então começar a traçar algumas reflexões
referentes a construção dos discursos escritos. Sabe-se que um texto não é
meramente um aglomerado de frases dispostas em ordem aleatória. Naturalmente,
ele segue uma sequência lógica, que obviamente é previamente planejada para
contribuir com a defesa do argumento defendido no texto. Além disso, todo texto
está inserido em um determinado contexto social e foi escrito com um fim especifico,
portanto, ele não possui um significado autônomo.
12

Outro fato a ser considerado em relação ao texto é a necessidade que o leitor


tem de analisá-lo como um todo, e não isolar determinadas partes, a saber frases, e
concluir algo com base em seu significado isolado. “[..] em qualquer texto, o
significado das frases não é autônomo. Desse modo, não se pode isolar frase
alguma do texto e tentar conferir-lhe o significado que deseja.” (Platão & Fiorin 1995,
p. 18)
Finalmente, feitas as primeiras colocações a respeito do tema abordado no
presente trabalho, faz-se necessário definirmos melhor o que é argumentação e qual
a sua finalidade. Antes de qualquer coisa é preciso explicar em que não se constitui
a argumentação. Ao contrário do que muitos pensam, argumentar não é expor
preconceitos e opiniões ultrapassadas com uma roupagem nova, bem como não é
discutir de forma que haja algum tipo disputa verbal.
De acordo com Weston (1996) argumentar é:
oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer
dados favoráveis a uma conclusão. [...] argumentar não é apenas a
afirmação de determinado ponto de vista nem uma discussão. Os
argumentos são tentativas de sustentar certos pontos de vista com razões.
(Weston 1996, p. 3)

Logo, a argumentação pode ser classificada como uma forma discursiva onde
se pode descobrir novos conceitos e pontos de vistas sobre os mais variados temas,
para que, a partir disso, o leitor ou então o receptor do discurso possa escolher qual
é o mais coerente.
Desse modo, é através da observação dos variados pontos de vistas
observados que alguns resultados surgem, e esses resultados ou conclusões podem
ser considerados de valor ou não. É tendo isso como base que se entende a
necessidade dos argumentos “[...] para sustentar diferentes conclusões e, depois,
avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons.” (Weston 1996, p. 2)
Nessa perspectiva, a argumentação nada mais é que o ato de expor e
defender uma opinião sobre determinado assunto de forma persuasiva. Em suma,
argumentar é oferecer ao receptor do discurso ou leitor do texto razões e dados para
que ele, assim, se convença de que o ponto de vista apresentado e o melhor e mais
coerente.
Por isso, estando a argumentação ligada ao advento das sociedades e a
necessidade de comunicação do ser humano, é correto afirmar que, onde existe
sociedade e linguagem, existe argumentação. Portando, a linguagem se torna um
13

instrumento de convencimento onde razões e interesses sociais são externados com


o intuito de “induzir o interlocutor a praticar determinado ato (com a livre e firme
convicção de que é a melhor coisa a fazer)”. (Rossetti 2014, p. 80)
Decerto, em todo diálogo existe uma troca de informações, onde cada ser
participante do discurso estará “doando o sentido” de sua fala para o outro. Desse
modo deixamos a máxima de que a linguagem é um emaranhado de regras
predefinidas, e passamos a observá-la como uma “racionalização normatizada de
uma ideia, é o próprio modo de ser e de pensar de alguém.” (Rossetti 2014, p. 81).
Logo, ao argumentar, o enunciador está criando uma imagem da sua própria
essência. É possível então afirmar que ele está se revelando ao receptor do discurso
de tal forma que ali, ele se mostra como é de verdade.
Concordando com essa perspectiva, Fiorin afirma: “O enunciador, ao
constituir seu discurso, edifica também uma imagem de si.” (Fiorin 2018, p.70) Essa
caracterização é conhecida como o éthos do enunciador, sobre isso Aristóteles
afirma:
É o éthos (caráter) que leva à persuasão, quando o discurso é organizado
de tal maneira que o orador inspira confiança. Confiamos sem dificuldade e
mais prontamente nos homens de bem, em todas as questões, [...] No
entanto, é preciso que essa confiança seja resultado da força do discurso e
não de uma prevenção favorável a respeito do orador. (Fiorin 2018, p. 70.
Apud, Aristóteles, II, 1356a)

No entanto, o ethos não é o autor real, mas apenas uma imagem construída
por ele através do seu discurso. É através dessa imagem que ele, o enunciador,
constrói, por assim dizer, a sua confiabilidade discursiva. Aristóteles, em sua
Retórica mostra quais são os elementos que conferem confiança ao orador:
Há três coisas que inspiram confiança no orador, porque há três razões que
nos levam à convicção, independentemente das demonstrações. São o bom
senso, a prudência, a sabedoria prática (phrónesis), a virtude (areté) e
benevolência (eúnoia). (Fiorin 2018, p. 70. Apud, Aristóteles, II, I, V-VI,
1378a,)
Logo, o orador, ou enunciador é um construto de si mesmo para a sociedade,
e assim como mostrou Bakhtin, ele é sempre um sujeito social. Portanto, todo
discurso é um resultado de interações sociais, feitas em uma esfera coletiva ou
individual. Dessa perspectiva, a argumentação é um ato impregnado de opinião,
onde o discurso é resultado de interações dialógicas entre seres sociais.
14

O GÊNERO ORATÓRIO SERMÃO.


O termo sermão é originário do latim sermone, e significa conversação. É um
texto que tem como finalidade propagar uma ideia voltada para o campo do discurso
religioso. Almeida atesta que ele faz parte da oratória, logo, é um gênero onde o
falar e a maneira como falar são de extrema importância. Ainda segundo a autora, o
sermão é a arte do falar bem, “empreendendo os recursos verbais com o objetivo de
ensinar, persuadir e comover. (ALMEIDA, 2008, p.9)
Muitos são os textos que fazem parte da oratória: o acadêmico, o judiciário, o
político e o religioso, esse último, no qual focaremos, tem por finalidade transmitir e
discutir dogmas para um determinado público. Esse gênero da oralidade pode ser
subclassificado por suas funções, que de acordo com Pires (2011) como:
homilia, que é a explicação de um tema ou de uma passagem evangélica; o
panegírico, que é uma oração de louvor; a oração fúnebre; e, por fim, [...] o
sermão, também chamado de prédica. Geralmente o discurso oratório
composto pelas seguintes partes: a) exórdio ou princípio; b)
desenvolvimento; c) peroração; d) conclusão ou epílogo. (Pires 2011, p.
128)
O termo sermão evoluiu com o passar do tempo, hoje ele é mais conhecido
como “pregação”, palavra derivada de “prédica”, ou seja, é conceito predicável, que
pode ser pregado. Esse conceito é um texto bíblico que o orador vai usar para
interpretar, levantar teses e transmitir as verdades ali existentes para os ouvintes.
Almeida exemplifica melhor esse conceito da seguinte forma ao afirmar que o:
Discurso [...], normalmente proferido do púlpito, a partir do texto bíblico,
pretende conter a verdade de uma tradição compartilhada. Exemplo de
sedução e argumentação, de um árduo e incessante trabalho com a
linguagem, o sermão - veículo dotado de regras próprias, com reconhecida
tradição - dirige-se a um auditório particular, numa circunstância conjuntural
precisa, em determinada situação. (Almeida 2009, p.9).
Desse modo, o sermão, ou a pregação, igualmente a todo e qualquer texto
argumentativo, tem por finalidade final, conseguir a adesão “do enunciatário a tese
do enunciador (Pires 2011, p. 132). E para que ocorra essa adesão, faz-se
necessário que sejam utilizadas estratégias argumentativas de forma eficaz. E para
isso, ele terá que observar as características do seu público, de forma que adeque o
discurso a ele.
Sob esta perspectiva, observa-se que para um melhor entendimento do
objetivo proposto por esse trabalho, faz-se necessário contextualizarmos por qual
motivo o sermão em análise foi escrito, o que ele se propõe a fazer e por qual razão
15

o autor se posiciona a respeito do tema abordado. Assim pois, passemos agora a


entender melhor sobre o assunto.
DUAS CORRENTES OPOSTAS: ARMINIANISMO X CALVINISMO
Pautar as diferenças crucias entre as correntes teológicas arminiana e
calvinista é de extrema valia para o bom entendimento do sermão em análise. Vale
ressaltar que de forma alguma busca-se explicar de forma completa todas as
nuances que permeiam o assunto. No entanto, de forma breve e concisa busca-se
explicar as principais diferenças existentes entre as mesmas.
De acordo com Mark R. Rushdoony (2000):
As diferenças entre Calvinismo e Arminianismo são fundamentais, pois eles
diferem sobre a natureza de Deus e do homem. O Calvinismo prega um
Deus que Ele mesmo salva pecadores, enquanto estes estão mortos em
seus pecados; o Arminianismo prega um Deus que torna a salvação
possível. O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o
chamado são todos para as mesmas pessoas; o Arminianismo deve
distinguir a eleição de Deus como se referindo àqueles que respondem, Sua
redenção como se referindo a toda a humanidade, e o Seu chamado como
se referindo a todos os que ouvem o evangelho. (Rushdoony 2000, p.
03,04)

Em suma, enquanto que o Calvinismo defende que a salvação do homem é


obra exclusiva de Deus, e que Ele (Deus) efetivamente salvou o homem, ou seja, ele
não o possibilitou salvação, mas sim, efetivamente salvou a quem elegeu desde
antes da fundação do mundo. Então, nesse processo o homem é apenas o
beneficiário de tamanha obra de redenção, um mero coadjuvante.
O Arminianismo por sua vez, ensina justamente o contrário, ele prega que
Deus somente preparou o caminho para a salvação, enquanto que o Calvinismo
coloca toda a responsabilidade da salvação dos eleitos em Deus, o “Arminianismo
vê a mesma como um ato da vontade livre e consciente do homem.” (Rushdoony
2000, p. 4)
Sabendo disso, observaremos agora como C. H. Spurgeon constrói a sua
argumentação dentro do sermão “Em defesa do Calvinismo”. Observaremos como o
autor usa da argumentação para defender a corrente teológica do Calvinismo. Nesse
ponto também analisaremos a linguagem utilizada, as escolhas gramaticais, bem
como pautar as diversas estratégias de convencimento que o autor usa para
convencer o ouvinte de seu sermão.
16

A ARGUMENTAÇÃO DE SPURGEON.
Analisar questões voltadas para a linguagem exige um alto grau de atenção e
cuidado por parte do pesquisador. Ao nos depararmos com questões do campo da
linguagem passamos a observar primordialmente a língua como uma fonte produtora
de sentido e significados, onde cada palavra, seja escrita ou falada, possui diversos
significados e variadas utilizações.
Como vimos anteriormente, o ato de argumentar está estritamente ligado a
linguagem. Argumentar por sua vez, tem em sua natureza primaria a função de
convencer o enunciatário a aderir a determinada tese proposta pelo enunciador.
Ainda sobre o tema, Koch ressalta que:
o ato de argumentar, isto é, de orientar o discurso no sentido de
determinadas conclusões, constitui o ato linguístico fundamental, pois a todo
e qualquer discurso subjaz uma ideologia. (Koch 2002, p.19)

Nessa perspectiva, ao argumentar o orador está sendo um guia para o


ouvinte. Sua função é guiar o enunciatário pelas veredas do sentido da linguagem,
levando-o ao ponto de chegada, que é a adesão do seu ponto de vista por meio de
argumentos plausíveis.
Nesse sentido, argumentar é também um ato de persuasão, e não um mero
ato de convencimento. Perelman distingue convencer e persuadir da seguinte forma,
o primeiro se baseia em argumentos lógicos, pela razão e provas concretas. Já o
segundo busca a adesão do enunciatário por meio de argumentos plausíveis. Ou
seja, a adesão depende da forma com que o argumento é construído.
A CLAREZA E O PÁTHOS
Ideias, ideologias, opiniões, dogmas, etc. Todos esses elementos transitam
no campo da linguagem de forma natural. Ao falarmos com alguém ou ao
escrevermos um texto, estamos transpondo nossas experiências, nossas
preferências, nossas crenças, nossas ideologias ao outro. Fazemos isso de forma
inconsciente ou deliberada. Nesse segundo ponto, caracteriza-se a argumentação,
ou seja, o ato de persuadir alguém que não possui suas mesmas concepções.
Ao observamos a escrita de Spurgeon no sermão “Em Defesa do Calvinismo”,
percebemos primeiro, a maestria com a qual o autor construía a sua escrita, e
segundo, em uma observação mais profunda, a forma como o mesmo se utiliza dos
chamados procedimentos argumentativos, que são todos os elementos utilizados ou
acionados pelo produtor do discurso ou do texto para chamar a atenção do leitor ou
17

do ouvinte com o intuito de ganhar a confiança e levar o leitor o ouvinte a crer


naquilo que o autor se propõe.
Para observarmos isso de forma mais clara, vejamos primeiramente um
fragmento do sermão do autor, onde ele logo de inicio chama a atenção do leitor
para o conteúdo do seu texto com o fim de prendê-lo na temática proposta:
É algo grandioso começar a vida cristã acreditando em boas e sólidas
doutrinas. Algumas pessoas ouviram vinte “evangelhos” diferentes durante
um espaço de alguns anos; é difícil dizer-se quantos mais eles irão aceitar
antes de chegarem ao fim de sua jornada. Sou grato a Deus por ele ter me
ensinado o evangelho e tenho estado tão perfeitamente satisfeito com isso
que não quero conhecer nenhum outro. Mudanças constantes de credo
certamente implicarão em perda para nós. Se uma árvore tiver que ser
arrancada duas ou três vezes por ano, certamente você não precisará
construir um grande depósito para armazenar as maçãs. (Em Defesa do
Calvinismo - Spurgeon 1834 – 1892, p. 03)

Partindo desse fragmento, observamos que Spurgeon já levanta a questão da


importância para a vida cristã de aderir a fortes e sólidas doutrinas. Logo após, ele já
nos apresenta o problema a ser tratado no sermão, o fato de “outros evangelhos”
estarem ganhando força durante a caminhada do cristianismo. Seguidamente o
autor contrapõe esse advento das varias doutrinas com a capacitação, que segundo
ele lhe foi dada por Deus para não ter vontade de conhecer nenhuma outra.
Ainda a respeito do fragmento citado, após mostrar os dois pontos anteriores,
ele mostra as consequências de uma mudança constante de credo, que, segundo o
mesmo acarretaria uma grande perda para o cristão. Assim, logo de início o autor
mostra com clareza o assunto que irá desenvolver durante o sermão.
Passemos agora a outro aspecto sobre o sermão. Spurgeon se refere
frequentemente de modo pessoal ao público, observamos isso em diversos trechos
do sermão, vejamos alguns exemplos: “Se eu acreditasse [...]” (Em Defesa do
Calvinismo - Spurgeon 1834 – 1892, p. 03) “Eu tenho imaginado que se Deus me
tivesse deixado nos meus próprios caminhos” (Em Defesa do Calvinismo - Spurgeon
1834 – 1892, p. 04). Esses e muitos outros trechos mostram que o autor fala de
forma pessoal ao público, ele constantemente se inclui como sendo parte integrante
da plateia. Ele nos mostra isso ao fazer uso do pronome “nós”. Isso se deve ao fato
de que a sua plateia é composta por elementos que partilham da fé protestante, ou
seja, a sua mesma fé. Por isso, o autor se coloca juntamente com a plateia. Fato
esse que nos remete ao que Aristóteles chamou de Ethos, ou seja, a imagem que o
orador constrói de si.
18

Essa imagem de si que o orador vai construindo depende o tipo de auditório


para o qual está sendo dirigido o discurso. Por isso é necessário que o orador
conheça bem o seu público, Fiorin (2018) discorre sobre o tema da seguinte
maneira:
O orador, portanto, para construir seu discurso, precisa conhecer seu
auditório. Mas conhecer o quê? O páthos ou o estado de espírito do
auditório. O páthos é a disposição do sujeito de ser isso ou aquilo. Por
conseguinte, bem argumentar implica conhecer o que move ou comove o
auditório a que o orador se destina (I, II, III, 1356ª) (Fiorin 2018, p. 73)

Dessa maneira, é extremamente necessário que o orador tenha a capacidade


de perceber e antecipar as preferências de seu público, de forma que entenda como
pensam e agem, para que tenha maior sucesso na árdua tarefa de persuadir o
interlocutor.
Spurgeon faz isso de maneira magistral, e isso não só pela razão dele está se
adaptando ao seu público, mas sim porque pregava aquilo que ele cria, em suas
palavras ressoava uma paixão que o movia a pregar de tal forma que lhe concernia
uma autoridade que poucos tinham, ele era o que pregava.
Ele partilhava das mesmas paixões de seu público, por isso, ele sabia
exatamente aquilo o que era preciso para alcançar o seu objetivo. Fiorin (2018) ao
citar Cícero diz: “o orador precisa saber o que pensam (cogitent), sentem (sentiant),
opinam (opinentur), esperam (exspectent) aqueles a quem se deseja persuadir.”
(Fiorin 2018, p. 74)
O DISCURSO IDEOLÓGICO DE SPURGEON
A argumentação trabalha por meio de argumentos plausíveis e possíveis.
Argumentar é doar razões ao ouvinte de forma que ele concorde com determinada
tese. Já a demonstração lógica diz que:
se duas ideias forem contraditórias, uma será verdadeira e a outra falsa, a
argumentação em sentido lato mostra que uma ideia pode ser mais valida
que a outra. [...] Assim, a argumentação opera com o preferível, isto é, com
juízos de valor, em que alguma coisa é considerada superior a outra, melhor
do que a outra, etc. (Fiorin 2018, p. 77)

Spurgeon ao escrever o sermão em questão tem por objetivo principal


defender a corrente teológica do Calvinismo em detrimento da sua concorrente, o
Arminianismo. Isso dá ao seu sermão um cunho altamente ideológico, que por si só
já possui essa característica, porém, no caso de Spurgeon e do sermão em questão
ganha mais força.
19

A respeito dessa característica argumentativa Koch 2002 afirma:


Como ser dotado de razão e vontade, o homem, constantemente, avalia,
julga, critica, isto é, forma juízos de valor. Por outro lado, por meio do
discurso - ação verbal dotada de intencional idade - tenta influir sobre o
comportamento do outro ou fazer com que compartilhe determinadas de
suas opiniões. É por esta razão que se pode afirmar que o ato de
argumentar, isto é, de orientar o discurso no sentido de determinadas
conclusões, constitui o ato linguístico fundamental, pois a todo e qualquer
discurso subjaz uma ideologia, na acepção mais ampla do termo. (Koch
2020, p. 17)

O que a autora está dizendo é que é simplesmente impossível existir um texto


ou discurso pautado na neutralidade, como ela mesma diz, “a neutralidade é um
mito” (Koch 2002, p.17). Spurgeon, em seu sermão se posiciona de acordo com
aquilo que acredita, mostrando ao interlocutor as suas ideologias de forma coesa,
com o fim de convencê-lo do seu ponto de vista.
Nesse processo, ele:
procura atingir a vontade, o sentimento do(s) interlocutor(es), por meio de
argumentos plausíveis ou verossímeis e tem caráter ideológico, subjetivo,
temporal, dirigindo-se, pois, a um "auditório particular. (Koch 2020, p. 18)

“Como todos os homens, por natureza, eu nasci arminiano [...]” (Em Defesa
do Calvinismo - Spurgeon 1834 – 1892, p. 05 grifos meu). Nesse trecho vemos a
forma direta como o autor se reporta diretamente a corrente teológica oposta à que
defende. Ele não se priva de mencionar e a cita diretamente. “[...] continuava
acreditando nas coisas antigas que havia ouvido continuamente do púlpito, e não
era capaz de ver a graça de Deus.” (Em Defesa do Calvinismo - Spurgeon 1834 –
1892, p. 05, grifos meus). Além de citar, ele a chama de “coisas antigas”, afirmando
que não era capaz de ver a graça do Seu salvador.
Claramente ele se posiciona fortemente, não deixando dúvidas a respeito
daquilo que estava a defender. Como diz Lawson (2012):
Spurgeon proclamava o evangelho com ousadas proclamações. Nunca
murmurava a mensagem da salvação, mas a declarava com força. Disse
ele: “Sempre sinto que não cumpri meu dever como pregador do evangelho
se eu descer do púlpito sem ter colocado claramente diante dos pecadores
o caminho da salvação”. Não importava qual era seu texto, ele sentia que o
sermão tinha de conter uma proclamação do evangelho. (Lawson 2012, p.
107)
Essa forte convicção e força para pregar se dava pelo fato de que o
evangelho que Spurgeon cria que devia ser pregado estava por assim dizer em
desuso, Lawson (2012) comenta que Spurgeon:
Percebendo que muitos pregadores de seus dias procuravam tornar o
evangelho mais palatável às pessoas não convertidas, [...] advertiu contra o
amolecimento de suas verdades: “Evitai um evangelho açucarado, assim
20

como evitaríeis um açúcar amaciado pelo chumbo. Procurai o evangelho


que rasga e rompe e corta e fere, entalha e até mesmo mata, pois é esse o
evangelho que também vivifica. Quando o tiverdes encontrado, prestai boa
atenção nele. Permiti que penetre vosso mais íntimo ser. Como a chuva
penetra o chão, orai ao Senhor para que o seu evangelho encharque vossa
alma” (Lawson 2012, p 108)

Vemos assim que Spurgeon tinha muito definida a sua posição ideológica e
não se privava de expô-la. Dessa maneira seu discurso se encaixa nas concepções
argumentativas que Fiorin (2018) nos apresenta na sua obra “Argumentação”, onde
ele nos mostra que:
em qualquer construção linguística, [...] a neutralidade e a imparcialidade
são impossíveis, pois a linguagem está sempre carregada dos pontos de
vista, da ideologia, das crenças de quem produz o texto, [..] (Fiorin 2018,
p.83)

Como observamos a argumentação anda lado a lado com o discurso


ideológico, Spurgeon, como qualquer outro escritor e orador não é diferente. Por
meio das suas concepções discursa de forma forte, defendendo aquilo que julga ser
o correto.
METODOLOGIA.
Todo e qualquer trabalho cientifico de cunho bibliográfico inicia-se partindo da
pesquisa de material já existente, faz-se necessário saber, o que e quem já
pesquisou sobre o tema escolhido pelo pesquisador. Dito isso, com o intuito de
analisar o tema proposto, que este trabalho foi traçado partindo do ponto da
investigação bibliográfica. Pois a mesma é feita a partir do levantamento de
referências teóricas, veiculadas em diversos meios, tais como: livros, artigos
científicos e web sites.
No que cerne ao entendimento referente as estratégias argumentativas,
através da leitura e reflexão das obras Para Entender o Texto, dos autores Platão e
Fiorin (2003), e Argumentação do autor Fiorin (2015), foram traçadas análises com o
intuito de compreender como o autor, C. H. Spurgeon, na obra pesquisada nesse
projeto, constrói sua escrita de forma persuasiva. Tendo isso como alvo, as leituras
buscam proporcionar uma maior compreensão de como se constroem os textos
carregados de cunho doutrinário.
RESULTADOS
A partir do momento que se passa a observar a argumentação como uma
ferramenta de construção e representação dos seres envolvidos no discurso,
entendemos algumas das reais dimensões dessa área da linguagem. Em todo
21

discurso o orador deixa impressa marcas de sua essência, que segundo Roland
Barthes (1975) são os éthes, que se caracterizam por: traços de caráter que o
tribuno deve mostrar ao auditório [...] para causar boa impressão. (Fiorin 2018, p. 70.
apud. Barthes 1975: 203)
Spurgeon, quando discursava os seus sermões, estava ali mostrando ao
público suas ideologias. Suas falas carregavam pensamentos ideológicos, onde ele
buscava ensinar e perpassar através de argumentos plausíveis e comprováveis, sua
inspiração vinha dos dogmas religiosos que tanto julgava serem a verdade crua e
imutável do seu credo.
Partindo disso, concluímos que o autor não se esconde atrás de mascaras
discursivas, que o permitam não se revelar ao ouvinte. Pelo contrário, é justamente
seu envolvimento com o tema a que se propõe defender, o seu conhecimento dos
temas sacros, e sua forte convicção que o fez ser considerado como o príncipe dos
pregadores.
CONCLUSÕES
A argumentação é o princípio básico dos discursos, sejam eles falados ou
escritos. Em suma, a argumentação e o discurso caminham lado a lado em direção
a persuasão. É partindo dessa característica, a persuasão, que passamos a
entender de forma mais clara o real objetivo de um discurso argumentativo.
No entanto, a esse respeito, muitos restringem a persuasão ao simples fato
do convencimento. Porém, esse elemento vai muito além disso, o ato de persuadir
está diretamente relacionado ao discurso ideológico, que é encontrado
primordialmente nos discursos religiosos e políticos, esse tipo de texto interfere de
forma direta em como vemos o meio que vivemos, ainda que de maneira subjetiva e
paulatina.
22

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

ALMEIDA, Marialda de Jesus. A persuasão nas crônicas de Lya Luft escritas na


coluna “Ponto de Vista” para a revista Veja. Santo André, SP: 2009.

Fiorin, J. L., & Savioli, F. P. (1995). Para entender o texto: leitura e redação. São
Paulo: Ática.
KOCH, Ingedore. Argumentação e Linguagem. 7ª. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
FIORIN, José Luiz. Argumentação. São Paulo: Contexto, 2018.

LAWSON, Steve J. O Foco Evangélico de Charles Spurgeon – Um perfil de


Homens Piedosos. Copyright © 2012 Editora Fiel 1a Edição em Português: 2012

OLIVEIRA, Manfredo Araújo de. Reviravolta linguístico-pragmática na filosofia


contemporânea. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1996.

PIRES, Elisa Tavares. A LIÇÃO DE BARTHES: A ARGUMENTAÇÃO EM


SERMÃO DA SEXAGÉSIMA: BREVE ANÁLISE. Caderno Seminal Digital Ano 17,
nº 16, V. 16 (Jul.- Dez/2011)

ROSSETTI, Regina. Sentido, argumentação e identidade narrativa:


intersecções entre Bakhtin, Perelman e Ricoeur. Questões Transversais –
Revista de Epistemologias da Comunicação - 2014.

RUSHDOONY, Mark R. A vontade de Deus e a vontade do homem/Tradução:


Felipe Sabino de Araújo Neto / Disponível em:
<http://www.monergismo.com/textos/arminianismo/vontade-Deus-vontade-
homem_Mark-Rushdoony.pdf> Acesso em: 15/02/2020

SPURGEON, Charles Haddon. Uma Defesa do Calvinismo. Edição e adaptação:


Felipe Sabino de Araújo Neto. Tradução: Odayr Olivetti. Disponível
em:<http://www.monergismo.com/textos/chspurgeon/defesa_calvinismo_spurgeon.ht
m>

WESTON, Anthony. A Arte de Argumentar. Tradução: Desidério Murcho. Revisão


do texto: Maria do Rosário Pedreira e José Soares de Almeida. Fotocomposição:
Gradiva Impressão e acabamento: gráfica Manuel Barbosa & Filhos, Ltda. Direitos
reservados a: Gradiva ⎯ Publicações, Ltda. Rua Almeida e Souza, 21, r/c, esq. ⎯
1350 Lisboa 1ª edição: Fevereiro de 1996

Você também pode gostar