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Aula 01

Legislação Específica (tópicos 5 a 9) p/ TJ-MG


Professor: Ricardo Torques
Legislação Específica TJMG
teoria e questões
Aula 01 - Prof. Ricardo Torques

AULA 00
APRESENTAÇÃO DO CURSO

CRONOGRAMA DE AULA

Sumário

1 - Considerações Iniciais .......................................................................... 2

2 - Lei dos Juizados Especiais ..................................................................... 2

2.1 - Introdução .................................................................................... 2

2.2 - Disposições gerais .......................................................................... 4

2.3 - Juizados Especiais Cíveis ................................................................. 9

2.4 - Dos Juizados Especiais Criminais .................................................... 23

3 - Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública ....................................... 25

4 - Questões .......................................................................................... 28

4.1 - Questões sem Comentários ........................................................... 28


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4.2 - Gabarito...................................................................................... 33

4.3 - Questões com Comentários ........................................................... 33

5 - Resumo ............................................................................................ 43

5.1 - Lei dos Juizados Especiais ............................................................. 43

5.2 - Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública .................................. 48

6 - Considerações Finais .......................................................................... 50

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AULA 01 – LEIS DOS JUIZADOS

1 - Considerações Iniciais
Na aula de hoje vamos analisar, especificamente, os pontos 5 e 6 da ementa do
pré-edital, que escolheu a CONSULPLAN como banca do nosso concurso.

5. Lei dos Juizados Especiais - Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995: 5.1. Disposições
gerais (arts. 1º e 2º). 5.2. Dos Juizados Especiais Cíveis (arts. 3º a 11). 5.3. Dos Juizados
Especiais Criminais (arts. 60 a 62).

6. Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública - Lei nº 12.153, de 22 de dezembro de


2009: 6.1. Arts. 1º, 2º e 5º.

Será uma aula tranquila. Contudo, nossa expectativa é de que tenhamos, ao


menos, uma questão envolvendo o assunto! Portanto, estude a aula com atenção
e revise o resumo perto da data da prova!

Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões. Será um


prazer orientá-los da melhor forma possível nesta caminhada que se inicia hoje.

rst.estrategia@gmail.com

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2 - Lei dos Juizados Especiais


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2.1 - Introdução
Para começar com a matéria, temos que analisar o art. 24, X, e art. 98, I, ambos
da CF. Vamos ler esses dispositivos?

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar


concorrentemente sobre:

X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;

Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão:

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I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para
a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e
infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e
sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de
recursos por turmas de juízes de primeiro grau;

O primeiro dispositivo prevê a regra de competência para criação dos Juizados


Especiais e o segundo dispositivo confere aos entes criar os Juizados,
estabelecendo alguns parâmetros para os Juizados.

Portanto, a União, juntamente com os Estados e o DF, podem estabelecer normas


tratando dos Juizados Especiais. No caso, a Lei 9.099/1995 é uma lei federal
(elaborada pela União) de caráter nacional (que se aplica a todo o país).

Os Juizados Especiais atuarão na conciliação, julgamento e execução de duas


espécies de causas:

Causas cíveis de menor


complexidade; e
OS JUIZADOS
ESPECIAIS SÃO
CRIADOS PARA TRATAR
Infrações penais de menor
potencial ofensivo.

Além disso, a CF estabelece alguns parâmetros relevantes para a atuação dos


Juizados Especiais. Atenção!

PARÂMETROS PARA OS
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JUIZADOS ESPECIAIS

Julgamento de
Com o objetivo de
Procedimento recursos por turmas
Procedimento oral promover a
sumariíssimo de juízes de
transação
primeiro grau

Note que todos esses parâmetros indicam que os Juizados têm por finalidade
principal desafogar da Justiça comum, com a análise dos processos mais simples.
Com isso, são criados parâmetros para agilizar o julgamento desses processos.

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Vamos à Lei do Juizado?!

2.2 - Disposições gerais


Nas disposições gerais, nós temos dois artigos, um que define a aplicabilidade da
lei e outro que trata dos princípios que orientam a Lei dos Juizados Especiais!
Nem é preciso dizer que você tem que memorizar ambos os dispositivos.

Por isso, vamos com calma...

O art. 1º esclarece que os Juizados Especiais, tanto os civis (denominados de


JECs) como os criminais (denominados de JECRIMs), serão criados para atuar na
Justiça Estadual Comum.

Veja o dispositivo:

Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão


criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para
conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Pergunta:

Como assim Justiça Estadual Comum?

Veja, o Poder Judiciário, que está disciplinado no art. 92, da CF, é estruturado
em ramos!

A estrutura do Poder Judiciário brasileiro é hierarquizada e distribuída em


diversos órgão. No ápice de todo o sistema está o Supremo Tribunal Federal,
guardião da CF. Também em nível hierárquico superior estão o STJ, TSE, SMT e
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TST.

Na segunda instância temos uma grande divisão: diferencia-se as “justiças


comuns” das “justiças especializadas”. Os Juizados Especiais, como diz o
dispositivo, está na estrutura da justiça ordinária, ou seja, na Justiça Comum!

A Justiça Comum, por sua vez, distingue-se em Justiça Comum Estadual e Justiça
Comum Federal. A diferença entre elas é simples: a Justiça Federal é responsável
por julgar os processos que são de competência da União, conforme regras de
competência do art. 109, da CF.

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Portanto, a Lei 9.099/1995 aplica-se à Justiça Comum estadual, sem considerar


a Justiça Federal, cujos juizados observam uma lei específica, que não interessa
para a nossa prova. Ok?

Veja o organograma do Poder Judiciário:

STF

STJ TSE STM TST

Juiz
TJ TRF TRE Auditor TRT
Militar

juízes juízes Juízes juízes do


estaduais federais Eleitorais trabalho

Os Juizados estão, portanto, nessa área destacada acima!

Só uma observação, no âmbito do Distrito Federal, dadas as peculiaridades desse


ente federativo, quem instituirá o Juizado Especial Cível e Criminal será a União.

Sigamos!

O art. 2º é fundamental para a prova, como dissemos, ele estabelece princípios


que informam toda a Lei 9.099/1995. 13430236452

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade,


informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível,
a conciliação ou a transação.

Temos várias informações valiosas nesse dispositivo! São quatro os princípios


identificados a partir desse dispositivo:

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PRINCÍPIO DA LEI 9.099/1995


Princípio da Oralidade

Princípio da simplicidade e da Oralidade

Princípios da economia processual e da


gratuidade no primeiro grau de jurisdição

Princípio da Celeridade

Vejamos cada um desses princípios.

Princípio da Oralidade

Os processos judiciais caracterizam-se por serem demorados, com a produção de


diversas peças processuais, com juntada de documentos e concessão de vários
prazos. Todo esse procedimento burocratizado torna o processo lento!

Com o intuito de agilizar o trâmite, a Lei dos Juizados prioriza a oralidade, ou


seja, dá prevalência à prática de atos processuais de forma verbal. Ao invés de o
advogado da parte peticionar, prefere-se que ele se manifeste oralmente, de
forma objetiva e direta, sem maior “enrolação”. Esse é o espírito do princípio.

Temos alguns exemplos de utilização desse princípio na Lei dos Juizados:

 Possibilidade de a parte outorgar procuração ao advogado de forma


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verbal na audiência; e

 Possibilidade de apresentação da contestação de forma oral.

Princípio da simplicidade e da informalidade

Esse princípio destaca que a pretensão da Lei dos Juizados é analisar a matéria
sem se preocupar com o formalismo inerente ao processo. A finalidade de um
processo é julgar a causa de acordo com a lei, fazendo a justiça no caso concreto.
Para tanto, criou-se a falsa acepção de que o formalismo é necessário para que
as regras jurídicas materiais e processuais sejam cumpridas.

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O resultado dessa realidade prejudica o desenvolvimento do processo e a entrega


da prestação jurisdicional, ou seja, a sentença do juiz resolvendo a lide entre as
partes.

Em razão disso, por esse princípio, pretende-se enfatizar a finalidade do


processo: que é julgar o mérito da discussão.

Em razão desse princípio, se houver alguma irregularidade, mas essa


irregularidade não for capaz de gerar prejuízos às partes, não haverá decretação
de nulidade do ato. O processo seguirá, ainda que algum dos atos processuais
praticados no processo esteja irregular.

Como exemplo de simplificações e da informalidade podemos citar:

 as intimações são consideradas válidas quando simplesmente entregues


ao encarregado da recepção nas intimações postais de pessoas jurídicas de
direito privado.

Princípios da economia processual e da gratuidade no primeiro grau


de jurisdição

A economia processual remete à ideia de “obter o máximo de rendimento da lei


com menor número de atos processuais”. Já a gratuidade implica a dispensa do
pagamento de custas, taxas ou eventuais despesas da propositura até o final da
ação. Esses valores somente serão pagos ao final do processo, pela parte vencida
na demanda judicial.
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Princípio da Celeridade

Esse é o principal objetivo da Lei dos Juizados. O princípio da celeridade sempre


foi alvo de discussão, pois o processo não pode ser rápido demais a ponto de
“passar por cima” do direito das partes. Também não pode demorar em excesso,
sob pena de não haver utilidade na prestação jurisdicional.

Por isso, se diz que o processo deve demorar apenas o estritamente necessário
para o seu correto julgamento.

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Como as causas simples envolvem menos discussões jurídicas, recursos e provas,


entende-se que devem tramitar mais rápido. Portanto, o princípio da celeridade
é o pressuposto básico das ações que passam pelos Juizados.

Nessa parte inicial da matéria é importante ter conhecimento de alguns exemplos


de aplicação desse princípio:

 Realização de uma audiência única, para tentativa de conciliação, para


produção de provas e, inclusive, para lançamento da sentença pelo juiz.

 Ao contrário do que temos no processo comum, não se admite a


participação de terceiros e assistentes no processo, para que a demanda
seja julgada mais rapidamente.

Busca pela conciliação e pela transação

Na parte final do art. 2º fala-se em busca pela “conciliação e pela transação”. A


ideia aqui é chegar à solução da causa, sem a necessidade da sentença. Ou seja,
pretende-se que as partes (e não o juiz!) resolvam a lide judicial!

Mas você sabe qual a diferença entre conciliação e transação?

Para a Lei dos Juizados, considere:

é necessário que o acordo surja perante o


CONCILIAÇÃO juiz, com intervenção do magistrado na
orientação e convencimento das partes

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as partes, após o ajuizamento da demanda no


Juizado, se reúnem e decidem por fim ao
TRANSAÇÃO
processo e, após o acordo, formalizam no
processo o acordo para ser homologado.

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2.3 - Juizados Especiais Cíveis


Na sequência, vamos estudar as regras gerais relativas aos Juizados Especiais
Cíveis, em especial os arts. 3º a 11, da Lei dos Juizados. São quatro os assuntos
que estudaremos:

 Competência;
 Juiz, conciliadores e juízes leigos;
 Partes; e
 Atos processuais.

Competência

Nós vimos no início da aula que as “causas cíveis de menor complexidade” serão
de competência dos Juizados Especiais Cíveis, que denominaremos aqui de JEC.

E quais são essas causas?

O art. 3º estabelece quais são as ações de conhecimento de competência do


JEC. Leia, com atenção!

Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e


julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;

III - a ação de despejo para uso próprio;

IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no


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inciso I deste artigo.

Nós temos, portanto, quatro hipóteses. A primeira delas é a mais importante.


Todas as ações cujo valor da causa não exceder a 40 vezes o salário mínimo,
podem ser ajuizadas perante o JEC.

40 X R$ 880,00 = R$ 35.200,00

Assim, a causa que não ultrapassar a importância de R$ 35.200,00 poderá ser


ajuizada perante o JEC.

A segunda hipótese faz referência ao art. 275, II, do antigo CPC.

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Com o Novo CPC, qual regra será aplicável?

Prevê o art. 1.063 do NCPC:

Art. 1.063. Até a edição de lei específica, os juizados especiais cíveis previstos na Lei no
9.099, de 26 de setembro de 1995, continuam competentes para o processamento e
julgamento das causas previstas no art. 275, inciso II, da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de
1973.

Portanto, o que o dispositivo acima quer nos dizer, em verdade, é que


continuamos a aplicar as hipóteses do art. 275, II, do CPC. Vamos a ela,
então?!

II – nas causas, qualquer que seja o valor:

a) de arrendamento rural e de parceria agrícola;

b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio;

c) de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico;

d) de ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre;

e) de cobrança de seguro, relativamente aos danos causados em acidente de veículo,


ressalvados os casos de processo de execução;

f) de cobrança de honorários dos profissionais liberais, ressalvado o disposto em legislação


especial;

g) que versem sobre revogação de doação;

h) nos demais casos previstos em lei.

Para a nossa prova, é importante memorizar as hipóteses acima. Aqui não tem
outra alternativa a não ser ler essas hipóteses várias vezes até conseguir
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memorizar o conteúdo.

Para facilitar a absorção, confira este esquema:

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É DA COMPETÊNCIA DO JEC, INDEPENDENTEMENTE DO


VALOR DA CAUSA

•arrendamento rural e parceria agrícola;


•cobrança ao condômino;
•ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico;
•ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre;
•cobrança de seguro em acidente de veículo, ressalvados os casos de processo
de execução;
•cobrança de honorários dos profissionais liberais, ressalvado legislação especial;
•revogação de doação;
•demais casos previstos em lei.

Note que vimos até agora duas hipóteses de competência, uma pautada no valor
da causa. Nessa primeira hipótese, se a causa for cível, mas não ultrapassar o
valor de R$ 35.200,00 será de competência do Juizado. Além disso, temos o rol
acima que são matérias de competência do JEC, independentemente do valor
conferido à ação.

Ainda, dentro do art. 3º estudado, temos outras duas hipóteses de competência


do JEC:

 a ação de despejo para uso próprio; e

 as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não exceda a R$


35.200,00.

Para que você não erre questões sobre o assunto na prova, memorize o quadro
de competência abaixo.

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As ações cujo valor da Ação de arrendamento


Ação de cobrança ao
causa não exceder R$ rural e parceria
condômino.
35.200,00. agrícola.

Cobrança de seguro
Ressarcimento por
Ressarcimento por em acidente de
danos causados em
danos em prédio veículo, ressalvados os
acidente de veículo de
urbano ou rústico. casos de processo de
via terrestre.
execução.

Cobrança de
honorários dos
Demais ações
profissionais liberais, Revogação de doação.
previstas em lei.
ressalvado legislação
especial.

Ações possessórias
Ação de despejo para sobre bens imóveis de
uso próprio. valor não exceda a R$
35.200,00.

Esse rol acima retrata a competência do JEC para processar e julgar processos
de conhecimento. O §1º, do art. 3º, traz processos de execução que são de
competência do JEC. Veja como é fácil:

§ 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução:

I - dos seus julgados;

II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo,
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observado o disposto no § 1º do art. 8º desta Lei [ressalva: o incapaz, o preso, as pessoas


jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente
civil].

Assim, o JEC será competente para executar seus próprios processos e


todos os títulos executivos extrajudiciais, com exceção daqueles nos
quais uma das partes for incapaz, preso, pessoa jurídica de direito
público, empresas públicas da União, massa falida ou insolvente civil.

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Com isso, finalizamos a análise das regras de competência dos Juizados. Na


sequência, avançamos para o §2º, do art. 3º, que traz um rol de processos que
não podem ser da competência do JEC.

§ 2º Ficam EXCLUÍDAS da competência do Juizado Especial as causas de natureza


alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a
acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho
patrimonial.

Para a prova, memorize:

alimentar

falimentar
COMPETÊNCIA DO JEC AS
CAUSAS DE NATUREZA
NÃO PODEM SER DA

fiscal

interesse da Fazenda Pública

relativas a acidentes de trabalho

relativas a resíduos

relativas ao estado

relativas à capacidade das pessoas

Essas espécies processuais acima não podem ser julgadas perante o JEC.
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Agora, para encerrar o art. 3º, resta uma pergunta:

E se ao final do julgamento, a condenação ultrapassar o valor limite?


Por exemplo, e se a condenação atingir R$ 40.000,00?

Para essas hipóteses aplica-se o §3º. Esse dispositivo prevê que se a parte optar
por executar o valor da ação perante o Juizado Especial, abrirá mão (renúncia)
do valor excedente a 40 salários mínimos.

Há, entretanto, uma exceção: a conciliação! A conciliação, como vimos, é


incentivada no âmbito dos Juizados Especiais. Assim, se as partes firmarem

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acordo em valor superior a 40 salários mínimos, tal acordo será exigível perante
o Juizado Especial. Vale dizer, se a parte não pagar como acordado, será possível
executar o valor integral perante o JEC.

Leia:

§ 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito


excedente ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação.

Com isso, finalizamos as regras de competência. Estudamos, as matérias que


podem ser julgadas perante o JEC. O art. 4º, que passamos a estudar, trata
do foro.

Uma vez definida a competência do Juizado Especial, a parte tem que saber
exatamente perante qual Juizado irá ajuizar a ação. A definição do foro – também
chamada de competência de foro – tem por finalidade definir entre os inúmeros
Juizados qual é o competente para julgar a ação que se pretende ingressar.

A leitura do art. 4º vai facilitar a sua compreensão:

Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:

I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades
profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência,
sucursal ou escritório;

II - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita;

III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de
dano de qualquer natureza.

Parágrafo único. EM QUALQUER HIPÓTESE, PODERÁ A AÇÃO SER PROPOSTA NO


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FORO PREVISTO NO INCISO I DESTE ARTIGO.

Embora o dispositivo acima seja relativamente extenso, a regra é simples: uma


vez sendo matéria de competência do Juizado Especial, a ação deve ser
proposta perante o domicílio do réu ou no local onde o réu exerça suas
atividades. É o que estabelece o inc. I.

Os incs. II e III trazem duas hipóteses específicas de fixação do foro.

A primeira delas se aplica aos processos que envolvem obrigações. Por exemplo,
se determinada pessoa se obriga a efetuar uma pintura em determinada casa e

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não o faz, a ação, se ajuizada perante o JEC, deverá ser proposta no foro onde
está a casa, local em que deveria ter sido cumprida a obrigação. Assim, se o
contratante residir em Uberlândia e o pintor e Belo Horizonte, mas a casa estiver
localizada em Juiz de Fora, será perante o Juizado Especial de Juiz de Fora que a
ação deverá ser proposta. Isso pelo simples fato de que é o local onde a obrigação
de fazer (no caso, de pintar) deveria ser cumprida.

A segunda hipótese específica prevê que a ação poderá ser ajuizada no domicílio
do autor, nas ações de reparação de danos. Note que nesse caso, temos uma
situação específica: reparação de danos. A fim de facilitar o ingresso em Juízo
pela vítima, admite-se que a ação seja proposta perante o domicílio do autor.

Para encerrar o dispositivo, é fundamental que você compreenda bem o parágrafo


único. Ele disciplina que nas hipóteses do inc. II e III, mesmo que seja possível
ingressar com a ação em outro lugar (local em que a obrigação deve ser cumprida
ou domicílio do autor, respectivamente), a parte autora poderá optar pela regra
geral, qual seja: propor a ação perante o domicílio do réu!

O que eu levo para a prova?

COMPETÊNCIA DE
FORO

regra hipóteses específicas


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domicílio do autor nas


local em que a obrigação
domicílio do réu ações de reparação de
deve ser cumprida
dano

Juiz, dos Conciliadores e dos Juízes Leigos

Neste tópico vamos analisar 3 artigos! Vamos começar com o art. 5º:

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Art. 5º O Juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem
produzidas, para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou
técnica.

Nós vimos na parte dos princípios que o processo que tramita perante o Juizado
Especial é orientado pela informalidade. Nesse contexto, o Juiz, ao julgar, deve
levar em consideração a lei e, para isso, terá que analisar as provas do processo
para decidir. Nesse contexto, o art. 5º traz uma flexibilização em nome do
princípio da informalidade, a fim de permitir que o juiz julgue de acordo com as
regras de experiência comum ou técnica, para além das provas produzidas nos
autos. Trata-se de julgar com o “bom senso”, mesmo que as provas não sejam
cabais.

Em razão disso, deverá decidir o magistrado de acordo com o que reputar mais
justo e equânime, com vistas a atingir o objetivo central do processo, qual seja,
prestar a tutela jurisdicional a quem tem direito. É exatamente nesse sentido a
regra do art. 6º. Veja?

Art. 6º O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime,
atendendo aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum.

No art. 7º novamente vamos falar de conciliação. Esse instituto é tão destacado


no âmbito da Lei 9.099/1995, que há previsão de contratação de conciliadores e
juízes leigos, cuja finalidade principal é auxiliar na solução dos litígios,
especialmente por intermédio da conciliação. Veja:

Art. 7º Os conciliadores e Juízes leigos são auxiliares da Justiça, recrutados, os


primeiros, preferentemente, entre os bacharéis em Direito, e os segundos, entre advogados
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com mais de cinco anos de experiência.

Parágrafo único. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os


Juizados Especiais, enquanto no desempenho de suas funções.

Da leitura do art. 7º extraímos uma pequena diferença entre conciliador e Juiz


Leigo:

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CONCILIADOR preferencialmente bacharel em Direito

preferencialmente advogados com mais


JUIZ LEIGO
de 5 anos de experiência

É só essa a diferença entre um e outro?

Não! Sem necessidade de maior aprofundamento para fins de prova, você tem
que saber que o conciliador atua apenas na condução da audiência de conciliação,
que será realizada de forma supervisionada por um juiz leigo ou por um
magistrado de Direito. Já o juiz leigo poderá atuar com maior liberdade, sem
necessidade de supervisão, na audiência de conciliação. Além disso, o juiz leigo,
desde que supervisionado, poderá fazer audiência de instrução (de produção de
provas) e proferir decisão, que será posteriormente homologada, ou não, pelo
juiz.

De todo modo, para fins da nossa prova basta lembrar dos dispositivos acima.

Partes

Em relação às partes envolvidas nos processos que tramitam perante o Juizado


Especial, a Lei 9.099/1995 traz os arts. 8º a 11. Esses dispositivos estabelecem
várias regras, como algumas vedações, ou seja, algumas pessoas e entidades
que não podem se valer dos Juizados Especiais para julgarem seus litígios e
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também regras de representação no JEC.

 Pessoas e entidades que não podem se valer do JEC

Não podem ser partes (seja autor ou réu) no JEC:

 Incapaz;
 Preso;
 Pessoas jurídicas de direito público;
 Empresas públicas da União;

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 Massa falida; e
 Insolvente civil.

As ações que envolvem essas pessoas possuem interesses específicos, mais


relevantes e que não podem ser flexibilizados em nome da celeridade. Vale dizer,
não se corre o risco de julgar processos envolvendo incapazes, presos, pessoas
jurídicas de direito público, empresas da União, massa falida e insolventes
perante o Juizado.

Assim, para que uma pessoa física possa demandar perante o Juizado Especial
deverá ser capaz.

Em relação às pessoas jurídicas, somente podem demandar perante o JEC:

 microempreendedores individuais;
 microempresas;
 empresas de pequeno porte;
 OSCIP;
 sociedades de crédito ao microempreendedor.

Todas essas regras estão previstas no art. 8º. Para memorizar, leia com atenção
e, em seguida, veja um quadro síntese:

Art. 8º NÃO poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso,
as pessoas jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa
falida e o insolvente civil.

§ 1o SOMENTE serão admitidas a propor ação perante o Juizado Especial:

I - as pessoas físicas capazes, EXCLUÍDOS os cessionários de direito de pessoas


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jurídicas;

II - as pessoas enquadradas como microempreendedores individuais, microempresas


e empresas de pequeno porte na forma da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro
de 2006;

III - as pessoas jurídicas qualificadas como Organização da Sociedade Civil de


Interesse Público, nos termos da Lei no 9.790, de 23 de março de 1999;

IV - as sociedades de crédito ao microempreendedor, nos termos do art. 1o da Lei


no 10.194, de 14 de fevereiro de 2001.

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§ 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive


para fins de conciliação.

Para a prova...

PODEM SER PARTE NO JEC NÃO PODEM SER PARTE NO JEC

Incapaz

Pessoas físicas capazes Preso

Microempreendedores individuais Pessoas jurídicas de direito público

Microempresas Empresas públicas da União

Empresas de pequeno porte Massa falida

OSCIP Insolvente civil

Sociedades de crédito ao microempreendedor Pessoas jurídicas de modo geral (a não ser as


que constam do outro lado da tabela)

 Regras de representação no JEC

Em regra, a parte deve estar acompanhada de advogado para ingressar ou se


defender em um processo judicial. Assim, antes de tudo, a parte precisa contratar
um advogado. Essa regra é flexibilizada nos Juizados Especiais!

O art. 9º estabelece que, nas causas de até 20 salários mínimos, as partes podem
comparecer em Juízo pessoalmente, sem necessidade de advogado. Contudo, se
a condenação for no valor de 20 ou mais salários mínimos (claro, limitado até
40), a contratação de advogado é obrigatória!
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Veja:

Art. 9º Nas causas de valor ATÉ VINTE SALÁRIOS MÍNIMOS, as partes comparecerão
pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de VALOR SUPERIOR, a
assistência é obrigatória.

Contudo, na prática teremos situações nas quais uma parte poderá comparecer
com advogado e a outra sem. Se isso acontecer, entendeu o legislador que tais
situações são prejudiciais ao desenvolvimento e defesa da parte sem advogado.
Em razão dessa situação de desvantagem (denominada de hipossuficiência

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jurídica), o §1º abaixo prevê que o próprio JEC terá serviço de assistência
judiciária, que atuará junto ao órgão para a defesa dativa dessas partes.

Leia com atenção:

§ 1º Sendo facultativa a assistência, se uma das partes comparecer assistida por


advogado, ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual, terá a outra parte,
se quiser, assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado
Especial, na forma da lei local.

Sigamos com os demais parágrafos.

§ 2º O Juiz alertará as partes da conveniência do patrocínio por advogado, quando a causa


o recomendar.

§ 3º O mandato ao advogado poderá ser verbal, SALVO quanto aos poderes especiais.

O parágrafo acima estabelece que o mandato do advogado poderá ser concedido


verbalmente. Essa regra respeita os princípios da oralidade, simplificação e
informalidade que estudamos acima. Contudo, é importante chamar atenção para
o fato de que, para concessão de poderes especiais, é necessário que o mandato
seja escrito.

E o que significa essa expressão “poderes especiais”?

Quando uma pessoa contrata um advogado, ela assina um mandato que confere
poderes para o advogado atuar em nome da parte. Esse mandato poderá ser o
geral de foro, ou seja, uma espécie de mandato “básico”, que tem por finalidade
permitir que o advogado atue em nome da parte, apresentando petições,
produzindo provas, conduzindo o processo. Há, contudo, a possibilidade de que
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esse mandato seja concedido com poderes especiais, como, por exemplo, com a
prerrogativa de desistir da ação, de assinar um acordo, de efetuar pagamento ou
de receber valores. Note que nesse último caso a responsabilidade é maior. Em
razão disso, o mandato é qualificado com poderes especiais. Além disso, em tal
hipótese, de acordo com o que vimos acima, o mandato não poderá ser concedido
verbalmente, mas deverá ser necessariamente por escrito.

Vamos seguir com a análise dos dispositivos.

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Como vimos, existem algumas pessoas jurídicas que podem atuar perante os
Juizados Especiais. A pessoa jurídica, tal como estudada em Direito Civil, é uma
ficção jurídica, pois não é uma pessoa propriamente, mas a reunião de várias
pessoas ou capitais em torno de um objetivo. Assim, para que a pessoa se faça
presente, ela deve se apresentar na figura do administrador ou dos sócios. Essa
é a regra. Contudo, muitas vezes, ainda mais em empresas maiores, o
administrador ou sócio não pode comparecer para resolver todas necessidades
da empresa.

Sensibilizado com essa realidade, o legislador estabeleceu a regra constante do


§4º, segundo o qual as pessoas jurídicas podem comparecer perante o JEC
representados por um preposto. Esse preposto não precisa ser necessariamente
um empregado da empresa, mas deve portar o que se denomina de carta de
preposição, ou seja, um documento assinado pelo administrador ou pelo sócio da
empresa que autorize a pessoa a atuar naquele processo.

Além disso, existe uma outra regra relevante relativamente à carta de


preposição: ela deverá conter a menção expressa de que o preposto poderá
firmar acordos perante o Juizado Especial.

Qual o motivo dessa regra?

Muito simples! Um dos principais objetivos do JEC é propiciar que os processos


sejam decididos sem necessidade da sentença, por intermédio do acordo ou da
transação. Não é mesmo?

Em razão disso, a carta de preposição deverá conter poderes para que o preposto
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possa transigir em nome da pessoa jurídica.

Agora veja como ficou fácil compreender o §4º:

§ 4o O réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderá ser representado
por preposto credenciado, munido de carta de preposição com poderes para transigir, sem
haver necessidade de vínculo empregatício.

Para encerrar mais esse ponto da matéria, vejamos os arts. 10 e 11, que trazem
duas regras simples, mas que caem com frequência em prova:

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Art. 10. NÃO se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem
de assistência. ADMITIR-SE-Á O LITISCONSÓRCIO.

Art. 11. O Ministério Público intervirá nos casos previstos em lei.

Esses dispositivos falam de outras pessoas que podem ou não podem atuar nos
processos perante o Juizado. Para a prova você tem que memorizar:

NÃO PODEM PARTICIPAR DO PROCESSO PODEM PARTICIPAR DO PROCESSO

Terceiros Litisconsortes

Assistentes Ministério Público

A ideia aqui é de simplicidade. Se a causa for complexa, que envolva outros


interesses ou outras pessoas, o processo não poderá tramitar pelo JEC. Contudo,
admite-se a participação do Ministério Público, que atua na defesa dos interesses
da sociedade e de litisconsortes.

Em relação aos litisconsortes, a regra não poderia ser diferente, porque


litisconsorte é aquele que é, também, autor ou réu no processo. A diferença é
que ele foi chamado ao processo posteriormente. Como é autor, ou réu, ele tem
que participar. Por exemplo, em uma ação que vise cobrar condomínio atrasado
de um casal, proprietários do imóvel. Se a ação for intentada apenas contra um
dos cônjuges, o outro deverá ser chamado na condição de litisconsorte, pois, em
verdade, também é réu, tal como seu cônjuge.

Atos processuais
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Ao longo do processo as partes se manifestam, produzem provas, formulam


requerimentos, são intimadas etc. Esse conjunto de atos praticados no
desenvolvimento de todo o processo são chamados de “atos processuais”.

Na sequência, vamos estudar alguns dispositivos que trazem regras específicas


relativamente à pratica dos atos processuais. São regras simples e com a leitura
atenta podemos compreendê-las sem maiores dificuldades.

Art. 12. Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno,
conforme dispuserem as normas de organização judiciária.

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Art. 13. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades
para as quais forem realizados, atendidos os critérios indicados no art. 2º desta Lei.

§ 1º NÃO se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo.

§ 2º A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer
meio idôneo de comunicação.

§ 3º Apenas os atos considerados essenciais serão registrados resumidamente, em


notas manuscritas, datilografadas, taquigrafadas ou estenotipadas. Os demais atos poderão
ser gravados em fita magnética ou equivalente, que será inutilizada após o trânsito em
julgado da decisão.

§ 4º As normas locais disporão sobre a conservação das peças do processo e demais


documentos que o instruem.

Dos dispositivos acima, vamos efetuar dois destaques:

 Como vimos, a ideia de simplicidade impõe que eventuais falhas (leia-


se, irregularidades) sejam desconsideradas. Ainda que determinado ato
processual tenha sido praticado com alguma irregularidade, mas sem
causar prejuízo às partes, esse ato será considerado válido. É que diz a
regra constante do §2º.

 Em nome da oralidade, os atos são praticados, em regra, na forma


verbal, com exceção dos atos essenciais, que são registrados de forma
resumida.

Com isso encerramos a primeira parte relativa ao estudo dos Juizados. Vimos as
regras que se aplicam aos Juizados Especiais Cíveis. Na sequência, vamos
analisar as regras relativas ao Juizados Especiais Criminais, denominados de
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JECRIM. Para nossa sorte, são apenas 3 artigos! Vamos em frente!

2.4 - Dos Juizados Especiais Criminais


Em relação ao JECRIM devemos saber que se trata de órgão responsável para
julgar a prática de contravenções penais e crimes de menor potencial ofensivo.
Esses delitos poderão ser julgados tanto por juízes de direito como por juízes
leigos auxiliados por juízes togados.

Veja:

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Art. 60. O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos,
tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de
menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência. (Redação
dada pela Lei nº 11.313, de 2006)

Parágrafo único. Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri,


decorrentes da aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos
da transação penal e da composição dos danos civis. (Incluído pela Lei nº 11.313, de 2006)

A grande pergunta está em saber:

Que delitos se enquadram nesses parâmetros?

Contravenções penais são os delitos considerados como tal em lei específica. Essa
norma é o Decreto-Lei 3.688/1941. Não precisa estudá-lo, nem sequer saber
quais os parâmetros definidos nesse diploma. Para fins do nosso estudo basta
saber que os crimes tipificados na Lei de Contravenções Penais podem ser
processados e julgados no JECRIM.

E quanto aos crimes de menor potencial ofensivo, o art. 61 diz determina:

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos
desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não
superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. (Redação dada pela Lei nº
11.313, de 2006)

Portanto, são considerados crimes de menor potencial ofensivo aqueles para os


quais a lei cominar pena máximo não superior a 2 anos!

Memorize:
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Contravenções penais
ESTÃO
SUJEITOS AO
JECRIM:
Crimes cuja pena máxima
não ultrapasse 2 anos.

Para encerrar o tópico relativos aos Juizados Especiais Criminais, falta analisar o
art. 62 que traz os parâmetros que orientam o JECRIM. Note que esses
parâmetros são os mesmos daqueles estabelecidos lá no art. 2º:

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Art. 62. O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade,
informalidade, economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a
reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de
liberdade.

A única diferença reside no fato de que busca-se, no JECRIM, sempre que


possível, a reparação dos danos causados à vítima e a não aplicação de penas
restritivas de liberdade ao culpado.

Reparação do dano causado à


vítima
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS DO
JECRIM
Não aplicação de penas restritivas
de liberdade

Encerramos o estudo dos dispositivos exigidos relativos à Lei 9.099/1995.

3 - Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública


Os Juizados Especiais da Fazenda Pública são criados com uma finalidade
específica: conciliar, processar e julgar causas cíveis de interesses dos Estados-
membros, do Distrito Federal e dos Municípios, quando o valor da causa não
atingir 60 salários mínimos.

Tal como vimos em relação à Lei 9.099/1990, a Lei 12.153/2009 impõe à União
a obrigação de criar tais Juizados no âmbito do Distrito Federal. Já aos Estados-
membros compete criar seus próprios Juizados de Fazenda Pública. Confira:
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Art. 1º Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e


integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no Distrito Federal
e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas
causas de sua competência.

Parágrafo único. O sistema dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal é
formado pelos Juizados Especiais Cíveis, Juizados Especiais Criminais e Juizados Especiais
da Fazenda Pública.

O art. 2º discrimina a regra de competência desses Juizados, que segue o valor


da causa como parâmetro:

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Art. 2º É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar


e julgar causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios
e dos Municípios, ATÉ O VALOR DE 60 (SESSENTA) SALÁRIOS MÍNIMOS.

§ 1º NÃO se incluem na competência do Juizado Especial da Fazenda Pública:

I – as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação,


populares, por improbidade administrativa, execuções fiscais e as demandas sobre direitos
ou interesses difusos e coletivos;

II – as causas sobre bens imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios,
autarquias e fundações públicas a eles vinculadas;

III – as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a
servidores públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares.

Portanto:

COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS


ESPECIAIS FEDERAIS

não entram na regra de


regra
competência

causas até 60 salários mínimos (R$


mandado de segurança
52.800,00)

ações de desapropriação, divisão e


demarcação

ações de improbidade administrativa

execuções fiscais
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demandas que envolvam direitos ou


interesses difusos e coletivos

causas sobre bens imóveis dos Estados-


membros, DF e municípios (e respectivas
entidades indiretas)

causas que tenham como objetivo


impugnar penalidade de demissão
aplicada a servidor ou sanções
disciplinares aplicadas a militares

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O §2º traz uma regra específica que trata de obrigações parceladas. Por exemplo,
se o Estado-membro tiver um crédito de 10 parcelas de R$ 6.000,00 não poderá
demandar perante a Fazenda Pública, pois o total de parcelas, vencidas e
vincendas (a vencer), ultrapassa o limite de 60 mínimos.

Assim, de acordo com o dispositivo abaixo, o total do crédito devido não pode
ultrapassar o limite, no apurado de 12 parcelas, o montante de R$
52.800,00.

Confira:

§ 2º Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, para fins de competência do


Juizado Especial, a soma de 12 (doze) parcelas vincendas e de eventuais parcelas
vencidas não poderá exceder o valor referido no caput deste artigo.

§ 3º Vetado.

Pergunta-se:

Um crédito de 60 parcelas de R$ 2.000,00 cada, poderá ser exigido


perante o Juizado Especial de Fazenda Pública?

Sim poderá! Embora o montante total da dívida ultrapasse o limite de 60 salários


mínimos, devemos considerar apenas a soma das 12 parcelas vincendas e
eventuais vencidas. Se esse somatório não atingir mais de R$ 52.800,00, poderá
ser exigido perante o Juizado.

Quanto ao §4º, ele determina que a competência do Juizado, embora fixada em


razão do valor da causa, é absoluta, ou seja, não poderá ser convencionada pelas
partes. Desse modo
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§ 4º No foro onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda Pública, a sua competência
é absoluta.

Para finalizarmos a parte teórica pertinente à aula de hoje, vamos analisar o art.
5º que informa quem poderá ser autor e quem poderá ser réu perante o Juizado
Especial da Fazenda Pública. Confira:

Art. 5o Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública:

I – como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de pequeno porte,


assim definidas na Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006;

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II – como réus, os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como


autarquias, fundações e empresas públicas a eles vinculadas.

Memorize:

pessoas físicas
PODEM SER PARTES NO JUIZADO

autor microempresas

empresas de pequeno
porte

Estados-membros (e
entidades)

réus DF (e entidades)

Municípios (e
entidades)

Vamos para a parte prática!

4 - Questões

4.1 - Questões sem Comentários

Questão 01 – CONSULPLAN/TJ-MG - Juiz Leigo - 2015 13430236452

Nas causas previstas na Lei nº 9.099/1995, é competente o Juizado do Foro:

a) Do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita.

b) Do domicílio do autor em caso de dívidas relativas a cheques.

c) Do local do ato ou fato no caso de cobrança de dívidas em geral.

d) Exclusivamente no local do domicílio do autor, nas ações de reparação de


dano.

Questão 02 – CONSULPLAN/TJ-MG - Juiz Leigo

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Quanto aos temas “Das Partes” e “Do Pedido”, nos processos relativos aos
Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, admitir se á:

a) Assistência.

b) Litisconsórcio.

c) Reconvenção.

d) Intervenção de terceiros.

Questão 03 – CONSULPLAN/TJ-MG - Titular de Serviços de


Notas e de Registro – 2015 - adaptada

Quanto à legislação especial, julgue o item seguinte:

Quanto aos atos processuais de competência dos Juizados Especiais


Criminais (Lei 9.099/95), não se pronunciará qualquer nulidade sem que
tenha havido prejuízo.

Questão 04 – VUNESP/PC-CE - Delegado de Polícia Civil de 1a


Classe - 2015

De acordo com a Lei no 9.099/95, que dispõe sobre os Juizados Especiais


Cíveis, assinale a alternativa correta.

a) Os incapazes não podem ser parte nas ações que tramitam perante o
Juizado Especial Cível.

b) Têm competência para processar e julgar causas que não excedam 60


13430236452

(sessenta) vezes o salário-mínimo.

c) É dispensável o comparecimento da parte autora na audiência de


conciliação.

d) É indispensável a assistência da parte por advogado, independentemente


do valor da causa.

e) Os microempreendedores individuais, microempresas e empresas de


pequeno porte não podem propor ação perante o Juizado Especial Cível.

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Questão 05 – VUNESP/MPE-SP - Oficial de Promotoria I - 2016

Pela regra do art. 61 da Lei no 9.099/95, assinale a alternativa que traz pena
que corresponde à infração penal de menor potencial ofensivo.

a) Detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa

b) Reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.

c) Detenção de 6 (seis) meses a 4 (quatro) anos.

d) Detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos.

e) Reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Questão 06 – UFMT/TJ-MT - Técnico Judiciário - 2016

De acordo com Lei n.º 9.099, de 26 de setembro de 1995, Juizados Especiais


cíveis, poderá propor ação no Juizado Especial:

a) O microempreendedor.

b) O Município.

c) O preso.

d) A massa falida.

Questão 07 – UFMT/TJ-MT - Técnico Judiciário - 2016

Dispõe a Lei n.º 9.099, de 26 de setembro de 1995, Juizado Especial


Criminal, que NÃO é critério de orientação processual no Juizado Especial
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Criminal:

a) A oralidade.

b) A formalidade.

c) A celeridade.

d) A economia processual.

Questão 08 – VUNESP/TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário -


2015

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O processo perante o Juizado Especial Criminal objetivará, sempre que


possível, a reparação dos d anos sofridos pela vítima e a aplicação de pena
não privativa de liberdade. Nesse contexto, de acordo com o expresso texto
do art. 62 da Lei n o 9.099/95, orientar- se -á pelos critérios de

a) oralidade, informalidade e economia processual, apenas.

b) oralidade e economia processual, apenas.

c) economia processual e celeridade, apenas.

d) oralidade, informalidade, economia processual e celeridade, apenas.

e) oralidade, informalidade, economia processual, celeridade e verdade


formal.

Questão 09 – VUNESP/TJ-MS - Juiz Substituto - 2015

O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos,


tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das
infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de
conexão e continência. Consideram-se infrações de menor potencial
ofensivo, para efeitos da Lei no 9.099/95:

a) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a um ano, desde que não cumulada com multa.

b) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.
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c) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 2 (dois) anos, desde que não cumulada com multa.

d) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 3 (três) anos, cumulada ou não com multa.

e) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 3 (três) anos, desde que não cumulada com multa.

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Questão 10 – FGV - TJ-PI - Analista Judiciário - Analista


Judicial

Os Juizados Especiais são previstos pela Constituição, em seu art. 98, I,


como competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas
cíveis de menor complexidade. Segundo a Lei nº 9.099/1995, o processo
perante os Juizados Especiais Cíveis é orientado, dentre outros, pelo
seguinte princípio:

a) escritura;

b) desconcentração dos atos processuais;

c) oralidade;

d) formalidade;

e) não imediação na produção probatória.

Questão 11 – FCC/TRE-SE - Analista Judiciário - Área


Administrativa - 2015

Analise as seguintes situações hipotéticas sobre indivíduos indiciados,


primários e de bons antecedentes:

I. Rodrigo cometeu crime de resistência, com pena de detenção de 2 meses


a 2 anos.

II. Paulo cometeu crime de peculato culposo, com pena de detenção de 3


13430236452

meses a 1 ano.

III. Ricardo cometeu crime de coação no curso do processo, com pena de


reclusão de 1 a 4 anos e multa.

IV. Suzete cometeu crime de favorecimento pessoal, com pena de detenção


de 1 a 6 meses e multa.

Nos termos estabelecidos pela Lei no 9.099/95 poderão ser beneficiados com
a transação penal

a) Paulo, apenas.

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b) Paulo e Suzete, apenas.

c) Rodrigo, Paulo, Ricardo e Suzete.

d) Suzete, apenas.

e) Rodrigo, Paulo e Suzete, apenas.

Questão 12 – Inédita – 2016

De acordo com a Lei 12.153/2009 é de competência dos Juizados Especiais


da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar causas cíveis de interesse
dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios:

a) até o valor de 20 salários mínimos.

b) até o valor de 30 salários mínimos.

c) até o valor de 40 salários mínimos.

d) até o valor de 50 salários mínimos.

e) até o valor de 60 salários mínimos.

4.2 - Gabarito

Questão 01 – A Questão 02 – B

Questão 03 – CORRETA Questão 04 – A

Questão 05 – A 13430236452
Questão 06 – A

Questão 07 – B Questão 08 – D

Questão 09 – B Questão 10 – C

Questão 11 – E Questão 12 - E

4.3 - Questões com Comentários

Questão 01 – CONSULPLAN/TJ-MG - Juiz Leigo - 2015

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Nas causas previstas na Lei nº 9.099/1995, é competente o Juizado do Foro:

a) Do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita.

b) Do domicílio do autor em caso de dívidas relativas a cheques.

c) Do local do ato ou fato no caso de cobrança de dívidas em geral.

d) Exclusivamente no local do domicílio do autor, nas ações de reparação de


dano.

Comentários

Esse é tipo de questão que certamente você enfrentará no dia da prova. Note
que a questão cobra a competência de foro do Juizado Especial Cível. A
competência de foro é aquela que determina em que Juizado a ação será
proposta.

A disciplina desse conteúdo é encontrada no art. 4º da Lei 9.099/1995. Conforme


estudado:

COMPETÊNCIA DE
FORO

regra hipóteses específicas

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domicílio do autor nas


local em que a obrigação
domicílio do réu ações de reparação de
deve ser cumprida
dano

A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, muito embora traga uma


regra específica.

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A alternativa B está incorreta, pois no caso de um cheque entra na regra geral


de ingresso no domicílio do réu. Lembre-se que no domicílio do autor somente se
for ação de reparação de dano.

A alternativa C está incorreta, pois a regra geral é o domicílio do autor.

A alternativa D também está incorreta, pois ao contrário do afirmado, no caso


de reparação de dano, embora possa ingressar com a ação no próprio domicílio,
o autor poderá optar por demandar no domicílio do réu.

Questão 02 – CONSULPLAN/TJ-MG - Juiz Leigo

Quanto aos temas “Das Partes” e “Do Pedido”, nos processos relativos aos
Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, admitir se á:

a) Assistência.

b) Litisconsórcio.

c) Reconvenção.

d) Intervenção de terceiros.

Comentários

Nós vimos que o processo do Juizado Especial é caracterizado pela simplicidade.


Em face disso, ele não admite intervenção de terceiro, nem assistência. Não é
mesmo?

Com esse raciocínio você considera as alternativas A e D incorretas. No mesmo


dispositivo que veda a assistência e intervenção de terceiros há também uma
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regra admitindo o litisconsórcio, o que torna a alternativa B, correta e gabarito


da questão.

E o que é reconvenção?

A reconvenção é um expediente pelo qual a parte se defende atacando. Isso


mesmo! A reconvenção é um instrumento processual, utilizado pela parte que foi
demanda em Juízo, para efetuar pedido em face do réu.

Um exemplo facilita a compreensão.

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José ingressa com ação contra Maria para cobrar uma dívida. Maria, aproveita-
se da relação processual criada, para pedir, no mesmo processo, que José repare
eventual dano tenham também causado. Isso é reconvenção!

A reconvenção não é usada no Juizado Especial, mas apenas no processo comum.


Para o Juizado fala-se em pedido contraposto, que é a mesma ideia, a diferença
é que o pedido contraposto é mais simples. Portanto, a alternativa C também
está incorreta. Estaria correta se falasse em pedido contraposto!

Questão 03 – CONSULPLAN/TJ-MG - Titular de Serviços de


Notas e de Registro – 2015 - adaptada

Quanto à legislação especial, julgue o item seguinte:

Quanto aos atos processuais de competência dos Juizados Especiais


Criminais (Lei 9.099/95), não se pronunciará qualquer nulidade sem que
tenha havido prejuízo.

Comentários

Aqui temos uma questão que foi adaptada de uma prova de múltipla escolha.
Contudo, ela é interessante para nosso estudo!

Conforme estudado, os processos no Juizado são informais, assim eventuais


irregularidades podem ser mitigadas, caso não gerem prejuízos.

Portanto, está correta a assertiva ao afirmar que “não se pronunciará qualquer


nulidade sem que tenha havido prejuízo”.

Questão 04 – VUNESP/PC-CE - Delegado de Polícia Civil de 1a


Classe - 2015
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De acordo com a Lei no 9.099/95, que dispõe sobre os Juizados Especiais


Cíveis, assinale a alternativa correta.

a) Os incapazes não podem ser parte nas ações que tramitam perante o
Juizado Especial Cível.

b) Têm competência para processar e julgar causas que não excedam 60


(sessenta) vezes o salário-mínimo.

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c) É dispensável o comparecimento da parte autora na audiência de


conciliação.

d) É indispensável a assistência da parte por advogado, independentemente


do valor da causa.

e) Os microempreendedores individuais, microempresas e empresas de


pequeno porte não podem propor ação perante o Juizado Especial Cível.

Comentários

Vejamos cada uma das alternativas.

A alternativa A é a correta, pois, de acordo com o art. 8º, caput, da Lei


9.099/1995 o incapaz não podem ser parte nas ações que tramitam perante o
Juizado Especial Cível.

A alternativa B está incorreta, pois a competência é limitada a 40 salários


mínimos, e não 60 conforme consta.

A alternativa C está incorreta. Embora não seja conteúdo direto de nosso


estudo, vimos que a conciliação é um dos grandes objetivos da Lei 9.099/1995.
Portanto, ao contrário do afirmado, é indispensável o comparecimento das partes
na audiência de conciliação, especialmente da autora. Se ela não comparecer, o
processo será extinto.

A alternativa D está incorreta. Como vimos, o advogado poderá ser dispensado


em causas que não ultrapassem o montante de 20 salários mínimos.

A alternativa E também está incorreta, pois as os microempreendedores


individuais, microempresas e empresas de pequeno porte constituem exceções
que podem demandar perante o Juizado Especial.
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Questão 05 – VUNESP/MPE-SP - Oficial de Promotoria I - 2016

Pela regra do art. 61 da Lei no 9.099/95, assinale a alternativa que traz pena
que corresponde à infração penal de menor potencial ofensivo.

a) Detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa

b) Reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.

c) Detenção de 6 (seis) meses a 4 (quatro) anos.

d) Detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos.

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e) Reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Comentários

Já que a questão referiu expressamente o dispositivo da lei, veja:

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos
desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não
superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. (Redação dada pela Lei nº
11.313, de 2006)

Portanto, a única alternativa que se enquadra no que traz o dispositivo é a


alternativa A, gabarito da questão.

Questão 06 – UFMT/TJ-MT - Técnico Judiciário - 2016

De acordo com Lei n.º 9.099, de 26 de setembro de 1995, Juizados Especiais


cíveis, poderá propor ação no Juizado Especial:

a) O microempreendedor.

b) O Município.

c) O preso.

d) A massa falida.

Comentários

Para responder à questão devemos lembrar do §1º e caput do art. 8º.

PODEM SER PARTE NO JEC 13430236452


NÃO PODEM SER PARTE NO JEC

Pessoas físicas capazes Incapaz

Microempreendedores individuais Preso

Microempresas Pessoas jurídicas de direito público

Empresas de pequeno porte Empresas públicas da União

OSCIP Massa falida

Sociedades de crédito ao microempreendedor Insolvente civil

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Pessoas jurídicas de modo geral (a não ser as


que constam do outro lado da tabela)

Logo, o gabarito da questão é a alternativa A.

Questão 07 – UFMT/TJ-MT - Técnico Judiciário - 2016

Dispõe a Lei n.º 9.099, de 26 de setembro de 1995, Juizado Especial


Criminal, que NÃO é critério de orientação processual no Juizado Especial
Criminal:

a) A oralidade.

b) A formalidade.

c) A celeridade.

d) A economia processual.

Comentários

Os princípios que orientam a Lei 9.099/1995 está no art. 2º e são os seguintes:

 Princípio da Oralidade
 Princípio da simplicidade e da Oralidade
 Princípios da economia processual e da gratuidade no primeiro grau de
jurisdição
 Princípio da Celeridade

Portanto, a alternativa B está incorreta, pois o critério é INformalismo.


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Questão 08 – VUNESP/TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário -


2015

O processo perante o Juizado Especial Criminal objetivará, sempre que


possível, a reparação dos d anos sofridos pela vítima e a aplicação de pena
não privativa de liberdade. Nesse contexto, de acordo com o expresso texto
do art. 62 da Lei n o 9.099/95, orientar- se -á pelos critérios de

a) oralidade, informalidade e economia processual, apenas.

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b) oralidade e economia processual, apenas.

c) economia processual e celeridade, apenas.

d) oralidade, informalidade, economia processual e celeridade, apenas.

e) oralidade, informalidade, economia processual, celeridade e verdade


formal.

Comentários

Notou a importância de memorizar os critérios estabelecidos no art. 2º e no art.


62 da Lei 9.099/1995?!

Vejamos o art. 62:

Art. 62. O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade,
informalidade, economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a
reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de
liberdade.

Logo, a alternativa D é a correta e gabarito da questão.

Questão 09 – VUNESP/TJ-MS - Juiz Substituto - 2015

O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos,


tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das
infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de
conexão e continência. Consideram-se infrações de menor potencial
ofensivo, para efeitos da Lei no 9.099/95:
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a) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a um ano, desde que não cumulada com multa.

b) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.

c) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 2 (dois) anos, desde que não cumulada com multa.

d) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 3 (três) anos, cumulada ou não com multa.

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e) as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não


superior a 3 (três) anos, desde que não cumulada com multa.

Comentários

Para responder à questão, lembre-se:

CRIME DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO:

 Contravenções penais;
 Crime cuja pena não ultrapasse 2 anos (CUMULADA ou NÃO com multa).

Portanto, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 10 – FGV - TJ-PI - Analista Judiciário - Analista


Judicial

Os Juizados Especiais são previstos pela Constituição, em seu art. 98, I,


como competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas
cíveis de menor complexidade. Segundo a Lei nº 9.099/1995, o processo
perante os Juizados Especiais Cíveis é orientado, dentre outros, pelo
seguinte princípio:

a) escritura;

b) desconcentração dos atos processuais;

c) oralidade;

d) formalidade; 13430236452

e) não imediação na produção probatória.

Comentários

Muito provavelmente você não irá errar esse assunto em prova, não é mesmo?!

Confira o art. 2º:

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade,


informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que
possível, a conciliação ou a transação.

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Portanto, a alternativa C é a correta e gabarito da questão.

Questão 11 – FCC/TRE-SE - Analista Judiciário - Área


Administrativa - 2015

Analise as seguintes situações hipotéticas sobre indivíduos indiciados,


primários e de bons antecedentes:

I. Rodrigo cometeu crime de resistência, com pena de detenção de 2 meses


a 2 anos.

II. Paulo cometeu crime de peculato culposo, com pena de detenção de 3


meses a 1 ano.

III. Ricardo cometeu crime de coação no curso do processo, com pena de


reclusão de 1 a 4 anos e multa.

IV. Suzete cometeu crime de favorecimento pessoal, com pena de detenção


de 1 a 6 meses e multa.

Nos termos estabelecidos pela Lei no 9.099/95 poderão ser beneficiados com
a transação penal

a) Paulo, apenas.

b) Paulo e Suzete, apenas.

c) Rodrigo, Paulo, Ricardo e Suzete.

d) Suzete, apenas.
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e) Rodrigo, Paulo e Suzete, apenas.

Comentários

Temos que analisar se as pessoas mencionadas nos itens enquadram-se como


crimes de menor potencial ofensivo.

CRIME DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO:

 Contravenções penais;
 Crime cuja pena não ultrapasse 2 anos (CUMULADA ou NÃO com multa).

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Item I – SIM

Item II – SIM

Item III – NÂO

Item IV – SIM

Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

Questão 12 – Inédita – 2016

De acordo com a Lei 12.153/2009 é de competência dos Juizados Especiais


da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar causas cíveis de interesse
dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios:

a) até o valor de 20 salários mínimos.

b) até o valor de 30 salários mínimos.

c) até o valor de 40 salários mínimos.

d) até o valor de 50 salários mínimos.

e) até o valor de 60 salários mínimos.

Comentários

Elaboramos essa questão apenas para demonstrar como a Lei 12.153/2009 pode
ser cobrada em prova.

Lembre-se do art. 2º:


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Art. 2º É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar e


julgar causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos
Municípios, até o valor de 60 (sessenta) salários mínimos.

Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

5 - Resumo

5.1 - Lei dos Juizados Especiais


 INTRODUÇÃO

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 A União, juntamente com os Estados e o DF, podem estabelecer normas


tratando dos Juizados Especiais.

 Os Juizados Especiais atuarão na conciliação, julgamento e execução de duas


espécies de causas:

Causas cíveis de menor


complexidade; e
OS JUIZADOS
ESPECIAIS SÃO
CRIADOS PARA TRATAR
Infrações penais de menor
potencial ofensivo.

 Parâmetros para a atuação dos Juizados Especiais:

PARÂMETROS PARA OS
JUIZADOS ESPECIAIS

Julgamento de
Com o objetivo de
Procedimento recursos por turmas
Procedimento oral promover a
sumariíssimo de juízes de
transação
primeiro grau

 DISPOSIÇÕES GERAIS

 A Lei 9.099/1995 aplica-se à Justiça Comum estadual, sem considerar a Justiça


Federal.
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 Princípios:

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PRINCÍPIO DA LEI 9.099/1995


Princípio da Oralidade

Princípio da simplicidade e da Oralidade

Princípios da economia processual e da


gratuidade no primeiro grau de jurisdição

Princípio da Celeridade

 Busca pela conciliação e pela transação

é necessário que o acordo surja perante o


CONCILIAÇÃO juiz, com intervenção do magistrado na
orientação e convencimento das partes

as partes, após o ajuizamento da demanda no


Juizado, se reúnem e decidem por fim ao
TRANSAÇÃO
processo e, após o acordo, formalizam no
processo o acordo para ser homologado.

 JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS


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 Competência material:

 As ações cujo valor da causa não exceder R$ 35.200,00.


 Ação de arrendamento rural e parceria agrícola.
 Ação de cobrança ao condômino.
 Ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico.
 Ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre.
 Cobrança de seguro em acidente de veículo, ressalvados os casos de
processo de execução.

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 Cobrança de honorários dos profissionais liberais, ressalvado legislação


especial
 Revogação de doação.
 Demais ações previstas em lei.
 Ação de despejo para uso próprio.
 Ações possessórias sobre bens imóveis de valor não exceda a R$
35.200,00.

 Competência material executória: será competente para executar seus


próprios processos e todos os títulos executivos extrajudiciais, com
exceção daqueles que uma das partes for incapaz, preso, pessoas
jurídicas de direito público, empresas públicas da União, massa falida e
insolvente civil.

 Competência de Foro

COMPETÊNCIA DE
FORO

regra hipóteses específicas

domicílio do autor nas


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local em que a obrigação


domicílio do réu ações de reparação de
deve ser cumprida
dano

 PROCESSOS, QUE NÃO PODEM SER DA COMPETÊNCIA DO JEC.

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alimentar

falimentar

COMPETÊNCIA DO JEC AS
CAUSAS DE NATUREZA
NÃO PODEM SER DA
fiscal

interesse da Fazenda Pública

relativas a acidentes de trabalho

relativas a resíduos

relativas ao estado

relativas à capacidade das pessoas

 JUIZ LEIGO X CONCILIADOR

CONCILIADOR preferencialmente bacharel em Direito

preferencialmente advogados com mais


JUIZ LEIGO
de 5 anos de experiência

 PESSOAS E ENTIDADES QUE NÃO PODEM SE VALER DO JEC

 Incapaz;
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 Preso
 Pessoas jurídicas de direito público
 Empresas públicas da União
 Massa falida; e
 Insolvente civil.

 PESSOAS JURÍDICAS QUE PODEM DEMANDAR PERANTE O JEC:

 microempreendedores individuais
 microempresas

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 empresas de pequeno porte


 OSCIP
 sociedades de crédito ao microempreendedor

 PARTICIPAÇÃO DE OUTRAS PESSOAS NO PROCESSO:

NÃO PODEM PARTICIPAR DO PROCESSO PODEM PARTICIPAR DO PROCESSO

Terceiros Litisconsortes

Assistentes Ministério Público

 DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS

 Hipóteses de cabimento de competência

Contravenções penais
ESTÃO
SUJEITOS AO
JECRIM:
Crimes cuja pena máximo
não ultrapasse 2 anos.

 Objetivos:

Reparação do dano causado à


vítima
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS DO
JECRIM
Não aplicação de penas restritivas
de liberdade
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5.2 - Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública


 COMPETÊNCIA

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COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS


ESPECIAIS FEDERAIS

não entram na regra de


regra
competência

causas até 60 salários mínimos (R$


mandado de segurança
52.800,00)

ações de desapropriação, divisão e


demarcação

ações de improbidade administrativa

execuções fiscais

demandas que envolvam direitos ou


interesses difusos e coletivos

causas sobre bens imóveis dos Estados-


membros, DF e municípios (e respectivas
entidades indiretas)

causas que tenham como objetivo


impugnar penalidade de demissão
aplicada a servidor ou sanções
disciplinares aplicadas a militares

 Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, para fins de


competência do Juizado Especial, a soma de 12 parcelas vincendas e de
eventuais parcelas vencidas não poderá exceder o valor R$ 52.800,00.
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 Partes no Juizado Especial de Fazenda Pública

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pessoas físicas

PODEM SER PARTES NO JUIZADO


autor microempresas

empresas de pequeno
porte

Estados-membros (e
entidades)

réus DF (e entidades)

Municípios (e
entidades)

6 - Considerações Finais
Chegamos ao final da nossa Aula 01.

Nós havíamos programado o estudo das Leis dos Juizados e também dos
dispositivos relativos ao Estatuto do Idoso. Contudo, como essa aula envolve
bastante conteúdo para memorizar, vamos deixar as regras do Estatuto para
tratar na próxima aula, antes de iniciarmos o estudo dos diplomas de
informatização do processo. Combinados?

Aguardo vocês em nossa próxima aula!


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Críticas, sugestões ou dúvidas, por favor, nos procurem!

Um forte abraço e bons estudos a todos!

Ricardo Torques

rst.estrategia@gmail.com

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