Você está na página 1de 9

ENSAIOS DE AGREGADOS E AGLOMERANTES

Fernanda Kemel Ziliel1; Carla Driely Morsch Santos2; Bruna Maria Becker Junges 3;
Mariana Reis Covalesky4

Acadêmicas de Engenharia Civil, UNIPAMPA, Alegrete (RS), Brasil. E-mails:


1fernandakemel@gmail.com; 2carla.driely@hotmail.com; 3brunabjunges@gmail.com;
4maricovalesky_@hotmail.com

Resumo: Foram realizados ensaios em agregado/aglomerante e posterior adequação


laboratório com agregados graúdos, miúdos ao seu respectivo uso.
e com aglomerante (cimento Portland), com O trabalho foi executado na forma de
base nas normas da ABNT para a seguintes ensaios baseados nas normas da ABNT
determinações: (Associação Brasileira de Normas Técnicas)
- Agregados: Composição granulométrica, no Laboratório de Materiais de Construção
massa específica, massa específica aparente, Civil da UNIPAMPA, Campus Alegrete-RS.
absorção de água, massa unitária e volume
de vazios. 2. PROCEDIMENTOS
- Cimento Portland: Massa específica, Foram realizados ensaios de redução
Resistência à compressão, módulo de finura, de amostra (NM-26/01; NM-27/01,
determinação da pasta de consistência item 5.3.1 – Método A), determinação de
normal e resistência à aderência. Os composição granulométrica (NM-248/03), de
resultados obtidos foram satisfatórios. massa específica, massa aparente e absorção
de água (NM-53/09; NM-ISSO-3310-1/96;
Palavras-chave: Agregados, propriedades, NM-248/01) com agregado graúdo de
cimento Portland. dimensão nominal igual a 19 mm (brita 1 –
diâmetro comercial); e determinação do
1. INTRODUÇÃO esqueleto granular (NM-45/06) com
As propriedades do concreto agregado graúdo e miúdo (brita 19 mm e
endurecido dependem das características dos areia). Com agregado miúdo (areia) foram
agregados e dos aglomerantes, pois elas realizados os seguintes ensaios: determinação
exercem influência na resistência mecânica, de massa específica, massa unitária e volume
compressibilidade e sanidade do mesmo. de vazios (NM-45/06); e com o aglomerante
Para uma correta escolha de materiais e hidráulico (cimento Portland): determinação
misturas granulares, bem como para a da massa específica (NM-23/01), resistência
obtenção de uma perfeita dosagem de à compressão (NBR-7215/96), determinação
concretos, torna-se fundamental o da finura por meio da peneira n° 200 (NBR-
conhecimento de tais características do 11579/91), determinação da pasta de
agregado, como por exemplo: granulometria, consistência normal (NBR-NM-43/03); e
massa específica aparente, porosidade, forma determinação da resistência de aderência à
e textura, e também do aglomerante, como tração com argamassa (NBR-13528).
massa específica, resistência à compressão,
módulo de finura, resistência à aderência, 2.1. Descrição dos procedimentos
entre outros.
Por isso, é indispensável a realização 2.1.1. REDUÇÃO DE AMOSTRA
de ensaios, pois é através destes que se obtêm Após a devida preparação (limpeza)
as informações necessárias para a da superfície (chão do laboratório), deu-se
classificação do conjunto início a primeira etapa dos ensaios. Com base
no método A da NBR-MN-27/01, 5.3.1, foi

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


montada uma pilha de cone amostral, procedimento foi realizado na seguinte
separando-o da forma mais uniforme possível sequência, utilizando-se de um cesto de
em quatro partes iguais. Duas partes foram arame com abertura de malha de 3,35 mm e
unidas e descartadas e outras duas partes, em capacidade para 7 dm³; uma peneira de malha
diagonal, foram unidas para formar a amostra 4.75 mm; brita limpa, livre de material
a ser trabalhada. A partir do resultado do pulverulento, lavada em água corrente;
método A, utilizando um separador de calhas recipiente estanque para conter água onde
com base no método B da NBR-MN-27/01, será submerso o cesto com a amostra, e
5.3.1, foi realizada a divisão da amostra em balança de precisão: a) a amostra ficou
duas partes iguais. submergida em água a temperatura ambiente
por aproximadamente 24 + 4h, escorrida e
2.1.2. DETERMINAÇÃO DA colocada no cesto; c) as amostras foram
COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA pesadas em água a 23 + 2°C com precisão de
Esta fase, também realizada com 1 g (fornecendo ma , massa em água) e
agregado graúdo (brita) de dimensão nominal retiradas do cesto para secagem com auxílio
igual a 19 mm, tem por objetivo principal a de um pano (agregado saturado com
determinação da granulometria real do superfície seca); e) foi realizada pesagem.
agregado, a fim de compará-la com o Utilizando os dados, foram calculadas: massa
tamanho de grão informado pelo específica do agregado seco (d), massa
fabricante/vendedor (tamanho comercial) e específica do agregado na condição saturado
verificar sua adequabilidade ou não com as de superfície seca (ds), massa específica
normas específicas vigentes. O ensaio aparente (da) e absorção de água (A). O
realizado foi o de peneiramento, usado para resultado deste ensaio é a média de duas
determinar a curva granulométrica de determinações. Para os cálculos foram
agregados miúdos e graúdos. utilizadas as equações da NM-53/09 (7.1.1 e
Depois de efetuada a redução e 7.1.2, p. 5; 7.1.3, p. 6).
separação do material (conforme item
anterior 2.1.1), ficaram assim discriminadas 2.1.4. DETERMINAÇÃO DE MASSA
as amostras: Amostra A com 3,66 kg, ESPECÍFICA (γ), MASSA UNITÁRIA
Amostra B com 3,30 kg. Foram utilizadas as (𝜌𝑎𝑝 ) E VOLUME DE VAZIOS (EV)
seguintes peneiras: 25 mm, 19.10 mm, 12.70
mm, 9.52 mm, 6.35 mm, 4.75 mm, 2.36 mm, 2.1.4.1. Determinação de massa específica
1.18 mm, 0.60 mm, 0.30 mm, 0.15 mm, (γ)
fundo. Esta etapa foi realizada com agregado
O agregado foi colocado na primeira miúdo (areia). A determinação da massa
peneira (25 mm) e sacudido o suficiente para específica foi feita pelo método do frasco de
que o mesmo, de menor granulometria, Chapman, onde foram utilizados dois frascos
passasse pelas devidas peneiras. (frasco 1 e frasco 2) com capacidade de 200
ml cada. O ensaio foi executado na seguinte
2.1.3. DETERMINAÇÃO DE MASSA sequência: a) foi depositada água no frasco
ESPECÍFICA (d), MASSA APARENTE até a marca de 200 cm³; b) o frasco, já com a
(da) E ABSORÇÃO DE ÁGUA (A) água, ficou em repouso por alguns minutos,
Esta etapa foi realizada após tempo este suficiente para que a água aderida
determinar a composição granulométrica do às faces internas do recipiente escorressem
agregado a qual apresentou dimensão totalmente; c) a areia seca (500 g) foi
máxima característica de 19 mm. Para introduzida no frasco; d) a fim de evitar erros
amostra 1 foram utilizados 3052 g e para a de leitura de nível, o frasco foi agitado
amostra 2, 3053.8 g (massa seca) de agregado suavemente para eliminação das bolhas de ar;
graúdo (brita), sendo eliminado todo material e) a mistura foi deixada em repouso até que
que passou pela peneira de 4.75 mm. O as faces internas do recipiente ficassem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


completamente secas, sem grãos aderentes; f) foi colocada em um recipiente e pesado. O
foi efetuada a leitura do nível atingido pela processo foi repetido adicionando-se
água no gargalo graduado do frasco, que agregado miúdo para alcançar as
indica o volume em cm³ ocupado pelo porcentagens de cada agregado conforme a
conjunto água-agregado miúdo; g) cálculo Tabela 1.
dos resultados. A diferença entre as leituras
dos dois frascos (frasco 1 e frasco 2) não deve Tabela 1. Percentuais de agregados para mistura.
exceder a 0,05 g/cm³. Para cálculo dos Brita(%) Areia(%) Brita(Kg) Areia(kg)
65 35 27,24 14,67
resultados (constantes no item 3.4) foi 60 40 12,00 8,00
utilizada a equação da NM-45/06 (9.1.1, p. 6). 55 45 12,00 9,82
50 50 12,00 12,00
45 55 12,00 14,67
2.1.4.2. Determinação da massa unitária
(𝜌𝑎𝑝 ) e do volume de vazios (EV)
2.1.6. DETERMINAÇÃO DA MASSA
A determinação da massa unitária do
ESPECÍFICA (ρ ) DO CIMENTO
agregado é um dos parâmetros mais
PORTLAND
utilizados atualmente na dosagem de
Este ensaio é utilizado para
concreto. É realizada pesando-se o recipiente
determinação da finura do cimento Portland.
onde será inserido o agregado e, logo após,
Foram utilizadas duas amostras de 50 g (m)
pesando-se o recipiente junto com o
cada de cimento Portland, funil de haste
respectivo agregado. Tem por objetivo a
longa, frasco volumétrico Le Chatellier e
determinação de densidade a granel e do
querosene. Procedimento: enchimento do
volume de vazios de agregados miúdos,
frasco com querosene até a marca de 0,6 cm³
graúdos, ou da mistura dos dois, em estado
(volume inicial V1); secagem das paredes
compactado ou solto. Nesta etapa o ensaio foi
internas com papel toalha; inserção do
efetuado com agregado graúdo (brita) no
cimento de forma lenta e gradativa; pequenos
estado solto. A brita foi inserida em um
golpes no fundo do frasco para deslocamento
recipiente em 3 etapas: 1/3 + 1/3 + 1/3. A
das partículas presas na parte interna do
cada etapa concluída foram dados 25 golpes
frasco; retirada das bolhas de ar sacudindo e
sobre as camadas. O material foi pesado,
girando o frasco suavemente; repouso por
fornecendo, assim, a massa da brita
aproximadamente 15 minutos; leitura do
compactada. O ensaio foi realizado com 2
volume final V2; cálculo da massa específica
amostras. A massa unitária foi calculada pela
equação da NM-45/06 (9.1.1, p. 6). pela equação ρ= m/(V2 – V1) (1), onde ρ é
Conhecendo a massa específica e a massa a massa específica (g/cm³) e m é a massa do
unitária, foi possível, então, determinar o cimento (g). O ensaio foi realizado a uma
volume de vazios, que é dado pela equação temperatura ambiente entre 30 e 31°C. O
9.2 da NM-45/06. resultado é a média de duas ou mais
determinações que não difiram entre si em
2.1.5. DETERMINAÇÃO DO mais de 0,01 g/cm³.
ESQUELETO GRANULAR, AGREGADO
GRAÚDO E MIÚDO (COMBINAÇÃO DE 2.1.7. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
GRÃOS) DO CIMENTO PORTLAND
O ensaio foi executado segundo a NM Os materiais utilizados foram:
45. Foi utilizada uma massa total de 20 kg, cimento Portland CP IV-32, areia normal
sendo 12 kg de agregado graúdo (brita) e o (NBR-7214/82) e água, na proporção de
restante completado com agregado miúdo 1/3/0,48 em massa, conforme as proporções
(areia). Após a pesagem, foi efetuada a apresentadas na Tabela 2.
mistura dos agregados na betoneira,
conforme percentuais de agregados dados na
Tabela 1. Em seguida, uma parte da mistura

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


um movimento suave de vaivém horizontal,
de maneira que o cimento se espalhasse sobre
a superfície da tela. Peneirou-se até que os
Tabela 2: Proporções ideais para preparo da grãos mais finos passassem quase que
argamassa. totalmente pelas malhas da tela, num
MATERIAL MASSA (g) intervalo de 3 a 5 minutos. Com a peneira
Cimento Portland 624 (+/- 0,4) tampada e o fundo retirado, foram dados
Água 300 (+/- 0,2) golpes suaves no rebordo exterior do caixilho
Areia normal: --- com o bastão para desprender as partículas
- grossa 468 (+/- 0,3) aderidas. Com auxílio de um pincel, limpou-
- média grossa 468 (+/- 0,3) se toda a superfície inferior da tela da peneira.
- média fina 468 (+/- 0,3) Depois disso, encaixando a peneira no fundo
- fina 468 (+/- 0,3) e retirando a tampa, continuou-se o
peneiramento com suaves movimentos de
Para o preparo da argamassa foi vaivém horizontais, durante 15 a 20 minutos.
utilizado um misturador mecânico de acordo Com a peneira tampada, foram realizados
com a NBR-7215, da seguinte forma: movimentos rápidos de vaivém com o
inserção de toda água na cuba do misturador; conjunto inclinado, durante 60 segundos. O
inserção do cimento e início da mistura em cimento retido na peneira foi transferido para
velocidade baixa por 30 segundos; inserção um recipiente a fim de ser pesado.
das frações de areias, já misturadas, por 30
segundos; mudança para velocidade alta, por 2.1.9. CIMENTO PORTLAND
mais 30 segundos; desligamento do DETERMINAÇÃO DA PASTA DE
misturador por 1 minuto e 30 segundos; 15 CONSISTÊNCIA NORMAL
primeiros segundos para retirada da Para a produção da pasta de
argamassa aderida nas paredes da cuba; o consistência normalizada pesou-se 500 g de
tempo restante permaneceu em repouso cimento Portland (CP- IV) e 175 g de água.
coberto com pano limpo e úmido; ligamento O cimento foi colocado na cuba do
do misturador em velocidade alta por mais 1 misturador planetário, marcou-se o tempo
minuto. Imediatamente após o amassamento, inicial T0 e foi adicionada água num intervalo
é realizada a moldagem dos corpos de prova, de 30 s. Ligou-se o misturador planetário na
normalizados com 50 mm de diâmetro e 100 velocidade baixa por 30 s, após desligou-se
mm de altura, da seguinte maneira: quatro o misturador e foi efetuada a raspagem das
camadas com alturas iguais, colocadas com paredes da cuba colocando todo o material
espátula, dando 30 golpes em cada camada para o fundo da mesma em 15 s, sendo o
com soquete também normalizado; realizada misturador novamente ligado na velocidade 2
a rasadura do corpo de prova com régua. por 1 minuto. O material foi colocado no
Feito isto, os corpos de prova foram molde e feita a regularização da parte
protegidos com pano úmido nas primeiras 24 superior. Com o aparelho de Vicat provido da
horas. Após as 24 horas, foram desmoldados, sonda de Tetmajer, abaixou-se a sonda até
regularizados, e realizada a cura submersos estar em contato com a placa base e foi
em água. ajustada a marca zero na escala. Levantou-se
a sonda soltando a régua guia e, após 30 s, foi
2.1.8. DETERMINAÇÃO DA FINURA efetuada a leitura.
POR MEIO DA PENEIRA 75 μm (nº 200)
Foi determinada a percentagem em 2.1.10. DETERMINAÇÃO DA
massa da fração retida (grãos superiores a 75 RESISTÊNCIA DE ADERÊNCIA À
μm). Para a realização deste ensaio, foram TRAÇÃO (REVESTIMENTO DE
colocadas 50 g (gramas) de cimento sobre a PAREDES E TETOS DE ARGAMASSAS
tela da peneira 75 µm (nº 200). Executou-se INORGÂNICAS)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


Em uma parede revestida com Analisando os resultados
argamassa foi efetuado o corte dos corpos de apresentados Tabela 3, obtêm-se um
prova de 5 cm de diâmetro com a serra copo, percentual retido acumulado imediatamente
garantindo o corte de toda a camada de inferior a 5% na peneira de 19.10 mm
revestimento até atingir o substrato. Foi feita (diâmetro característico) sendo o agregado,
a colagem de um dispositivo para acoplar o quanto à sua terminologia, considerado como
equipamento de tração 24h antes da agregado graúdo (brita), brita 2 conforme a
realização do ensaio. O equipamento de NBR-7225 e brita 1 conforme a NBR-6502.
tração manual foi acoplado e a manivela O módulo de finura das duas amostras
girada em velocidade constante até o foi diferente (módulo de finura: amostra A =
rompimento de cada corpo de prova. 6,37; amostra B = 6,25), pois a porcentagem
retida em cada peneira da série normal
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO apresentou variação entre as duas amostras.
Quanto maior forem as partículas do
3.1. Redução de Amostra agregado, maior será o módulo de finura.
Conclui-se que: a) acontece a Outro dado importante que também
segregação do material, ficando o agregado pode ser verificado por meio do ensaio de
de maior granulometria na parte externa de peneiramento é a curva granulométrica. Neste
baixo, chamada de “saia do cone” e o caso, o agregado em questão demonstrou
agregado fino acomodado na parte central do pertencer a uma série quase uniforme,
respectivo cone, da mesma forma como conforme curva granulométrica no Gráfico 1,
ocorre nas pilhas de agregados dos pois cerca de 80% das partículas pertencem
fornecedores (empresas) após a formação do praticamente a mesma fração granulométrica.
cone amostral; isto ocorre devido ao peso do
agregado graúdo que, por ser mais pesado que Curva Granulométrica
o material mais fino, acaba caindo com mais
Material Passante (%)

facilidade, deslocando-se até a parte inferior


externa do cone; b) parte do material fino e
pulverulento perdeu-se durante a execução do
teste; uma parte devido talvez ao vento e
outra por causa do descuido durante a
preparação da amostra, como por exemplo no
momento da separação e formação do cone
amostral, pois a cada formação de cone a
varredura final pode ter sido feita de forma Diâmetro (mm)
incompleta, ocasionando na perda de material Média Amostra A
fino que ficou depositado no piso do Gráfico 1: curva granulométrica da brita.
laboratório, sendo descartado quando deveria
permanecer como parte da amostra; outro
motivo deve-se ao fato de que o agregado
amostral estava totalmente seco, contendo pó
ao seu redor que, ao revolver a amostra,
perdeu-se, soltando-se do agregado; por isso
é adequado umedecer levemente a amostra
antes de trabalhar com a mesma, evitando
assim a perda das partículas mais finas.

3.2. Determinação da Composição


Granulométrica

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


O limite para massa específica é de
0,02 g/cm³ para repetitividade e de 0,05 g/cm³
para reprodutibilidade.

Tabela 3. Resultados do ensaio de determinação da composição granulométrica.


Amostra A (2,36 kg) Amostra B (2 kg) Granul. e Mód. Finura
Peneira Peso por % % Peso por % % Retido % % Retido
(mm) peneira (g) Retido Retido peneira (g) Retido Acum. Retido Acumulado
Acum. Média Média
25,00 - - - - - - - -
19,10* 58,00 2,48 2,48 28,20 1,41 1,41 1,95 1,95
12,70 891,10 38,03 40,51 650,00 32,49 33,90 35,26 37,21
9,52* 486,30 20,75 61,26 492,30 24,61 58,51 22,68 59,89
6,35 493,30 18,75 80,01 400,20 20,00 78,51 19,38 79,26
4,75* 188,90 8,06 88,07 161,20 8,06 86,57 8,06 87,32
2,36* 166,20 7,09 95,16 137,50 6,87 93,44 6,98 94,30
1,18* 33,80 1,44 96,60 32,70 1,63 95,07 1,54 95,84
0,60* 9,50 0,41 97,01 10,00 0,50 95,57 0,46 96,29
0,30* 14,40 0,61 97,62 17,90 0,89 96,46 0,75 97,04
0,15* 21,20 0,90 98,52 31,90 1,59 98,05 1,25 98,29
Fundo 34,60 1,48 100,00 38,90 1,94 99,99 1,71 100,00
Totais: 2.343,30 g 100 % 2.000,80 g 99,99 % 100,00
2,397 kg 2,001 kg
Módulo de finura: 6,37 Módulo de finura: 6,25 Módulo de finura: 6,10
*Peneiras da série normal. As demais peneiras compõem a série intermediária.
Módulo de finura: [(∑%RA série normal)/100]. Diâmetro máximo característico: 19 mm

3.3. Determinação de massa específica,


massa aparente e absorção de água
Conforme apresentado na Tabela 4, Em relação à reprodutibilidade:
foram obtidos os seguintes resultados para a d diferença de 0,01 g/cm³; aceita
massa específica, massa aparente e absorção ds valores iguais; aceita
de água (ensaio com agregado graúdo – da diferença de 0,01 g/cm³; aceita
brita). A diferença de 0,04%; aceita

Tabela 4. Massa específica, massa aparente e 3.4. Determinação de massa específica,


absorção de água. massa unitária e volume de vazios
Amostra 1 Amostra 2 Média
m (g) 3052,00 3053,80 3052,90
ma (g) 1.992,28 1.997,12 1.994,70 3.4.1. DETERMINAÇÃO DE MASSA
ms (g) 3.035,36 3.042,73 3.039,05
d (g/cm³) 2,88 2,89 2,89 ESPECÍFICA
ds (g/cm³) 2,91 2,91 2,91 Os resultados obtidos para massa
da (g/cm³) 2,96 2,95 2,96
A (%) 0,72 0,76 0,87 específica dos agregados miúdos (areia), nas
amostras 1 e 2, foram respectivamente ɤ1 =
O resultado deste ensaio é a média de 2,64 g/cm³ e ɤ2 = 2,63 g/cm³, estando dentro
duas determinações. Absorção é o processo do limite de diferença estabelecido pela NBR,
pelo qual um líquido é conduzido e tende a de 0,05 g/cm³, sendo considerado como
ocupar os espaços vazios de um corpo sólido agregado de peso pela sua classificação
poroso. Vejamos os resultados em relação à quanto à massa específica. As leituras finais
repetitividade: do frasco de Chapman para as amostras 1 e 2
d diferença de 0,01 g/cm³; aceita foram, respectivamente: 389 ml e 390 ml.
ds valores iguais; aceita
da diferença de 0,01 g/cm³; aceita 3.4.2. DETERMINAÇÃO DE MASSA
A diferença de 0,04%; aceita UNITÁRIA E VOLUME DE VAZIOS
Para a massa unitária do agregado
miúdo, tem-se: ma1 = 11,76 Kg; ma2 = 11,84;

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


volume do recipiente 𝑉= 7,56 dm³. g/cm³. A diferença entre os resultados foi de
Resultado: 𝜌𝑎𝑝 1 = 2148,15 kg/m³; 𝜌𝑎𝑝 2 = 0,02 g/cm³; logo, de acordo com a NM-23/00
2158,73 kg/m³ . este ensaio foi considerado aceitável em
Para a brita, temos: ma3 = 12,90 Kg; relação à repetitividade. Comparando com o
ma4 = 12,88 Kg; 𝑉= 7,56 dm³. Resultados: valor encontrado nas literaturas (ISAIA,
𝜌𝑎𝑝 3 = 1710 kg/m³; 𝜌𝑎𝑝 4 = 1700 kg/m³. Na 2005, p. 779), onde ρcimento = de 2,80 a 3,20
determinação do volume de vazios (areia), g/cm³, o ensaio deveria ser repetido. A
temos: 𝑑1 = 2640 kg/m³; 𝑑2 = 2630 kg/m³; diferença pode ter ocorrido devido à
𝜌𝑎𝑝 1= 2148,15 kg/m³ ; 𝜌𝑎𝑝 2= 2158,73 kg/m³; temperatura ambiente inadequada (excedia
em (10+1)ºC à temperatura ideal ou à
massa específica da água 𝜌𝑤 = 995,83 Kg/m³
dilatação do material devido ao excesso de
(29,4°C). O índice de volume de vazios da
calor).
brita foi de 0,59% e da areia foi de 0,46%.
3.7. Resistência à compressão do
3.5. Determinação do esqueleto
cimento Portland
granular
Para medir a resistência à compressão
Os resultados obtidos no ensaio com
foi utilizada a máquina de ensaio de
agregado graúdo e miúdo estão apresentados
compressão (NBR-6156/83). Os resultados
na Tabela 5.
foram obtidos aos 7 dias e aos 28 dias,
Tabela 5. Resultados da determinação do esqueleto conforme os dados apresentados na Tabela 6.
granular.
Brita(%) Areia(%) Massa(Kg) Tabela 6: Tensões de compressão aos 7 e 28
65 35 15,28 dias.
60 40 15,34* Tensão
55 45 15,24 aplicada Desvio
Média
50 50 15,20 CP Dias para relativo
(MPa)
rompimento máximo
45 55 15,00 (MPa)
1 7 11,67 -
12,38
Quando o peso unitário for máximo, o 2 7 13,09
índice de vazios será mínimo, o que pode ser 3 28 21,18
observado no Gráfico 2. Logo, a melhor 4 28 23,39**
20,47 6,3%
5 28 21,05
opção de preenchimento é onde se obtém o
6 28 19,18
ponto máximo (*): 40% de areia + 60% de ** Valor não utilizado para cálculo do desvio, valor
brita. discrepante.

Massa Unitária Tanto para a repetitividade quanto


para reprodutibilidade: aceitos.
% Conteúdo de Vazios

3.8. Determinação da finura por meio


da peneira 75 μm (nº 200)
O cimento retido na amostra 1,
amostra 2, e amostra 3, foram : 2 g; 1 g; e 1,3
g, respectivamente. Através do cálculo do
% Areia
índice de finura do cimento foram
Gráfico 2: Gráfico do índice de vazios x massa
encontradas as seguintes porcentagens de
unitária. massa: 4% para a amostra 1; 2% para a
amostra 2; e 2,6% para a amostra 3. Segundo
3.6. Determinação da massa específica ( a norma, os resultados não foram
ρ) do cimento Portland satisfatórios, pois a diferença entre os
Foram obtidos os seguintes resultados ultrapassaram os valores da
resultados: ρ1 = 2,63 g/cm³; ρ2 = 2,65 repetitividade e reprodutibilidade.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


3.9. Cimento Portland determinação da por exemplo, o resultado encontrado nos
pasta de consistência normal ensaios excedeu o resultado (2,64 g/cm³)
Os resultados foram satisfatórios, pois apresentado em outras fontes - de 2,80 a 3,20
com apenas uma tentativa encontrou-se a g/cm³ (Votorantin, 2014),devido ao excesso
quantidade exata de água (175g) para obter a de calor presente no dia do ensaio, tendo que,
pasta de consistência normal, em uma na prática, ser refeito. Para resistência à
temperatura de 22,8° e umidade do ar de 63%. compressão, o CP apresentou um resultado
Na régua guia do aparelho de Vicat foi feita a um tanto abaixo do esperado (32 MPa), mas
leitura de 7 mm, sendo que a norma prescreve conciso em relação aos corpos de prova. Foi
uma distancia de (6±1) mm da placa base; e possível concluir também que a cura térmica
assim, o resultado encontrado é aceitável. (submerso em água) é essencial para uma boa
resistência do cimento, pois a água está
3.10. Determinação da resistência de diretamente ligada à sua hidratação e não
aderência à tração (Revestimento de deve ser perdida para o meio. Como já
paredes e tetos de argamassas inorgânicas) sabemos, a finura do cimento é de extrema
Os resultados foram obtidos através importância, pois quanto maior o número de
de quatro determinações. A tensão de finos, melhor será a sua resistência mecânica.
arrancamento (Ra) foi obtida dividindo-se a No ensaio de finura do cimento, os dados não
força de arrancamento pela área do corpo de foram satisfatórios devido a grande variação
prova. Como pode ser observado na Tabela 7. entre as amostras, que se deu porque o
cimento não estava em condições ideais para
Tabela 7: Resistência de aderência à tração. utilização. Para a consistência da pasta, foi
Ra (MPa) Superfície de ruptura observado que para 500 g de cimento, são
0,53959 Rompimento na cola necessários 175 g de água para produzir uma
0,324753 Rompimento na pasta que esteja de acordo com a norma para
argamassa utilização. No ensaio de resistência de
0,479636 Rompimento na aderência à tração a média das tensões
argamassa atendeu às normas.
0,274791 Rompimento na
argamassa
5. REFERÊNCIAS
A média das tensões é de 0,404693
ABNT NBR NM 45. Agregados –
MPa , o desvio padrão é de 0,125271 e o
Determinação de massa unitária e do
coeficiente de variação de 0,309546. O caso
volume de vazios. 1ª ed., Rio de Janeiro:
mais crítico que a norma cita é para a coloção
ABNT, 2006, 18 p. Disponível em:
de cerâmica prevendo uma resistência ao
<http://www.abntcolecao.com.br/unipampa/j
arrancamento maior ou igual a 0,3 MPa,
ava/viewnormajava.aspx?Q=F1E5062D816
então a média das tensões encontradas no
D7766F474DB34452DC7FBFBEBC18FFA
ensaio atende à norma. Os rompimentos
4741E3>. Acesso em: 20/01/2014, 14:50.
aconteceram em 75% no lugar desejado para
analise, ou seja, na argamassa.
BAUER, L. A. F. Materiais de Construção,
1. 5 ed., Rio de Janeiro: LTC, 2008, 488 p.
4. CONCLUSÕES E
CONSIDERAÇÕES FINAIS ISAIA, G. C. Concreto – Ensino, pesquisa e
Tendo em vista os ensaios
realizações - Volume 1 e Volume 2. Editora:
realizados com o cimento, conclui-se que o
IBRACON, 2005.
cimento é muito vulnerável às ações externas,
modificando pequenas características
NORMA MERCOSUR NM 53:2009.
importantes muito facilmente na presença de
Agregado Graúdo – Determinação de
diversos fatores, como umidade, calor, etc.
massa específica, massa específica
Na determinação da massa específica do CP,

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL


aparente e absorção de água. 2ª ed.,
Uruguay, Montevideo: Asociación Mercosur
de Normalización, 2009, 14 p. Disponível
em: < http://www.engenhariaconcursos.com
.br/arquivos/Materiais/tipos_de_concreto.pdf
>. Acesso em: 18/01/2014, 19:44.

NORMA MERCOSUR. NM 23:2000.


Cimento Portland e outros materiais em pó
– Determinação da massa específica. 1ª ed.
11 p. Disponível em:
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAB
Ur0AF/nbr-nm-23-2000-cimento-portland-
outros-materiais-po-determinacao-massa-
especifica> Acesso em: 08/02/2014; 20:01.

PETRUCCI, E. G. R. Materiais de
Construção. 12 ed., São Paulo: Globo, 2003,
435 p.

VOTORANTIN. Ficha de informações de


segurança de produtos químicos.
Disponível em:
WWW.vcimentos.com.br/extras/pdf/CIMEN
TO.pdf. Acesso em: 20/03/2014, 15:50.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Você também pode gostar