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As palavras de Pierre Boulez remetem-nos para a problemática da procura e experimentação

musical, enquanto forma de comunicação da arte. Esta problemática artística é


inevitavelmente consequência das dinâmicas sociais que surgiram no pós II Guerra Mundial –
um mundo horrorizado pelo extermínio em massa, pela explosão de duas bombas nucleares,
pela eminência de um fim do mundo.

Tal como o modernismo se infletiu na tomada de consciência do pós I grande Guerra, impõe-se
o Vanguardismo - termo genérico para designar os sub-movimentos a ele associados – como
estética preferencial para a musica.

As principais caraterísticas estéticas deste conjunto de movimentos são o recurso a técnicas


de expressão inovadoras – que incorporam a tecnologia e conceitos científicos – que no seu
conjunto se assumem radicalmente inovadoras face ao que tradicionalmente era feito.
Assumindo assim uma postura de rutura, adota um caráter exclusivamente experimental.

Muito contribuíram os avanços tecnológicos para esta experimentação, pois são colocados ao
dispor dos compositores recursos que permitiam trilhar novos caminhos musicais: surge o
primeiro estúdio para produção de música e este já continha tecnologias como: gravadores de
bobina de velocidade variável, filtros, câmaras de eco e amplificadores. Este estúdio integrava
também meios eletrónicos de produção sonora. Posteriormente, os sintetizadores permitiram
aos compositores explorar timbres que não lhes eram até à data possíveis. Associam-se as
ciências exatas à produção artística. Assim como se observa uma miscelânea estre as artes
plásticas e o som. É nestas amálgamas – quase imprevisíveis – que se verifica um fértil campo
de produção musical – ao mesmo tempo que se observa a divergência de caminhos e do
mesmo modo o surgimento de “submovimentos”, isto é, podemos quase dizer que a
experimentação era tão diferente de compositor para compositor que se constata que estas
divergências eram quase como cada uma um novo e diferente movimento (ou
micromovimento).

De entre estas novas formas de abordagem musical, destacam-se o serialismo integral, o


minimalismo, a música eletrónica, entre outros. Estas novas formas de composição destacam-
se entre si pelo estabelecimento de uma premissa para cada uma delas. Assim, o serialismo
integral prevê que seja construída uma sequência no início da obra e que est

Influenciado pelas filosofias orientais (tais como o budismo e hinduísmo), o minimalismo,


principalmente desenvolvido por ….., adotou um conceito lean (o supérfluo é dispensável),
pelo que se procura a simplicidade musical. Na verdade, a permanência nas notas ou
repetição muito frequente dessas mesmas notas, permitiam uma experiência musical e
espiritual. O privilégio de estruturas sonoras estáticas, clareza natural e repetição temática
constante definiram as bases do minimalismo musical.

Assim, se é necessário que a música seja uma procura? Inevitavelmente. Como defende
Boulez, cabe a cada um de nós valer-se dos ambientes, das influências, de todos os recursos
disponíveis para incrementar

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