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REGIMES ADUANEIROS

 Exportação
 Exportação Tempóraria
 Reexportação
 Reimportação
 Armazéns de Regime Aduaneiro
 Zonas Francas Industriais
 Zonas Económicas Especiais
 Lojas Francas
 Importação
 Importação Tempóraria
 Trânsito Aduaneiro

Exportação
É a saída da mercadoria do território aduaneiro.

Para fazer a exportação deve apresentar à alfândega a declaração aduaneira, a licença quando
for aplicável, a factura comercial que, contenha elementos mínimos como o local de venda, Local
de venda; Nome do comprador; Quantidade e peso da mercadoria; Moeda estrangeira negociada;
Condições de venda, Local e data da emissão; Modalidade de pagamento; Total do peso líquido;
Total do peso bruto; deve ter ainda o Conhecimento de Embarque, aonde conta o Porto de
embarque; Porto de destino; a Carta de Crédito; Certificado de Origem, Certificado Fitossanitário
para casos de exportação de plantas, frutas e alimentos em geral; Borderô Bancário, Documento
que descreve toda a documentação referente a um embarque e que é enviado ao Banco
negociador. Toda a documentação, bem como instruções de cobrança ao importador seguem
junto com o Borderô Bancário.

Para executar exportação como actividade, o Operador de Comércio deve se registar como
exportador.

Exportação Temporária
É o regime aduaneiro especial que permite a exportação de mercadorias que devam permanecer
fora do território aduaneiro durante prazo fixado estabelecidos no artigo 29 do Decreto 34/2009 de
06 de Julho, com suspensão no pagamento de direitos e demais imposições.
 
São permitidas exportações temporária das seguintes mercadorias:

 1.  Aeronaves de turismo;

 2.  Animais reprodutores;

 3.  Aparelhagem necessária à produção ou realização de documentários fotográficos ou


cinematográficos, ainda que montada sobre veículos;

 4.  Material de acampamento destinado a excursões de carácter científico ou cinegético;

 5.  Automóveis e outros veículos, pertencentes a pessoas que saiam do País temporariamente, nos
termos regulamentares;

 6.  Discos e outros suportes de som ou imagem destinados a emissões radiofónicas que sejam
propriedade dos órgãos de informação;
 7.  Filmes cinematográficos revelados, sonorizados ou não;

 8.  Equipamento e materiais que acompanhem entidades que se desloquem em missão oficial,
devidamente credenciadas;

 9.  Material cénico e de trabalho artístico pertencente a artistas, companhias ou empresários de


espectáculos públicos;

 10. Mercadorias que façam parte de mostruários;

 11. Mercadorias e animais que vão a concursos, exposições, feiras ou espectáculos públicos;

 12. Mercadorias que vão receber aperfeiçoamento, beneficiação, concerto ou complemento do seu


fabrico;

 13. Encerados e outras coberturas para resguardo de carga transportada em veículos de qualquer tipo;

 14. Géneros em pequenas quantidades que se destinem a feiras ou mercados públicos fronteiriços;

 15. Colecções e obras de arte que constituam património artístico ou cultural nacional, mediante
parecer favorável do Ministério que superintende a área da Cultura;

 16. Taras acondicionando mercadorias;

 17. Outras mercadorias cuja exportação temporária seja permitida por legislação especial.

 Entidades competentes para conceder o regime previsto neste Quadro:

Presidente da Autoridade Tributaria, nos números 1 e 15.

Director-Geral das Alfândegas, nos números 2, 3, 6, 7, 10, e 12.

Directores Regionais, nos números 4, 9, 11 e 17.

Chefes das Estâncias Aduaneiras, nos números 5, 8, 13, 14 e 16.

Reexportação
É o regime aduaneiro sob o qual uma mercadoria importada temporariamente é retirada gozando
de isenção de direitos aduaneiros e demais imposições, excepto se tiver sido incorporado
beneficiações, peças e componentes passíveis de tributação na exportação.
 
Após a validação da Declaração, o declarante pode, então, efectuar o pagamento de quaisquer encargos liquidados e
devem sempre anexar toda a documentação utilizada na importação temporária à sua declaração de exportação

Em alguns casos pode acontecer que haja necessidade de reexportar mercadorias importadas e
consideradas de especificação errada ou com padrão de qualidade abaixo do normal; Máquinas e
equipamentos usados em Moçambique sendo reexportados para serem usados ou devolvidos à
proveniência.
Nos casos onde não há lugar a reclamação de qualquer restituição, submete-se a declaração com
o CPA 34X03 CPA. São aplicáveis os procedimentos de exportação.
 
Em casos em que se verificar especificação errada ou baixa qualidade da mercadoria das mercadorias, o importador
pode submeter um pedido de reembolso de direitos ou solicitar a substituição dos mesmos.

 
Para o efeito, o Declarante deve solicitar ao Chefe da Estância aduaneira a intenção reexportar a mercadoria, anexando
os documentos comprovativos.

 
Se a substituição dos bens for aprovada, o declarante deverá apresentar uma declaração de reexportação, com CPA
34X04. O procedimento segue o processo de exportação padrão.

Reimportação
É o regime aduaneiro especial que permite a entrada de mercadorias que tenham sido exportadas
temporariamente.
 

São permitidas as reimportações de mercadoria dentro dos períodos estabelecidos na declaração


de importação temporária, mediante confrontação dos dados.
 

 1. Mercadorias exportadas temporariamente;

 2. Obras e publicações impressas em Moçambique, devidamente registadas;

 3. Mercadorias com certificado de origem moçambicano que por motivo justificado venham de retorno
ao País;

 4. Mercadorias sem certificado de origem moçambicano, mas para as quais possa ser produzida prova
de que foram exportadas a partir do território aduaneiro de Moçambique, que por motivo justificado
venham de retorno ao País;

 5. Taras que tenham servido na exportação de mercadorias desde que seja possível proceder à sua
identificação;

 6. Outras mercadorias cuja reimportação seja permitida por legislação especial;

 7. Estupefacientes e substâncias psicotrópicas, excepto quando importadas para usos hospitalares.

 Entidades competentes para conceder o regime previsto neste Quadro:

Director-Geral das Alfândegas, nos números 3 e 4.


Directores Regionais, nos números 1 e 6.

Chefes das Estâncias Aduaneiras, nos números 2 e 5.

Armazéns de Regime Aduaneiro


É o regime aduaneiro especial que permite conter mercadorias em armazéns aduaneiros sob
regime suspensivo de pagamento de direitos e demais imposições durante um certo período.

Zonas Francas Industrias


É o regime aduaneiro especial que permite que uma área definida, dentro do território aduaneiro,
seja de livre comércio, com observância aos requisitos e condições estabelecidos em
regulamento próprio.

O Artigo 16 do Regulamento Aduaneiro das ZFI exige que as Declarações das Alfândegas sejam
apresentadas pelo respectivo Operador da ZFI ou Empresa para o movimento das mercadorias
dentro e fora da ZFI depois da autorização do Regime da ZFI. Nos casos em que os DUs são
exigidos nas transações a serem realizadas pelo Operador ou Empresa da ZFI, os mesmos
devem se fazer acompanhar dos necessários documentos de apoio, nos termos da legislação em
vigor.

Todas as declarações aduaneiras submetidas às Alfândegas relativas às entradas na Zona


Franca, Loja Franca e armazéns francos são automaticamente seleccionadas e encaminhadas
para o sector de Conformidade.

Após a validação, a declaração é encaminhada para o Gestor de conformidade do Regime dos


Armazéns ou para o gestor local, se aplicável. O Gestor do armazém deve presenciar o
carregamento e selagem da consignação à transferir para Zona Franca.

A transferência da remessa do Armazém para a Zona Franca deve ser realizada seguindo o
processo normal de gestão de garantia e de acompanhamento fiscal, se aplicável.

Zonas Económicas Especiais


É o regime aduaneiro especial que permite que uma área definida, dentro do território aduaneiro,
seja de livre comércio, com observância aos requisitos e condições estabelecidos em
regulamento próprio.

As medidas de segurança julgadas úteis para permitir o controlo das mercadorias em trânsito
aduaneiro, serão estabelecidas em regulamento próprio.

Lojas Francas
É o regime aduaneiro especial que permite que um estabelecimento instalado em zona primária
de porto ou aeroporto alfandegado vender mercadoria nacional, nacionalizada ou estrangeira a
passageiro em viagem internacional, contra pagamento em moeda nacional ou estrangeira.

São permitidas entradas para aquisição de bens apenas os passageiros que se destinam ao
exterior do país e os que fazem trânsito. A venda dos bens nestes locais é mediante a
apresentação do passaporte e bilhete de embarque e os bens vendidos destina-se à exportação.

As declarações aduaneiras para entrada de mercadorias nos armazéns das Lojas Francas são
processadas normalmente como a de qualquer um regime aduaneiro, mediante apresentação do
manifesto, devendo no entanto, o operador da Loja Franca, juntar o Documento Único e a relação
das mercadorias e apresentar as alfândegas trimestralmente.

Deve ainda o operador ser capaz de distinguir no seu armazém as mercadorias adquiridas no
mercado interno das importadas.

Importação
 

 Mercadorias Proibidas
 Franquias
 Moeda externa de obras de artezanato
 Isenções
 Mercadorias com Regime Especial

Mercadorias Proibidas
 1. Mercadorias com marcas de fabrico, de comércio ou de proveniência falsas como, por exemplo:
livros, obras artísticas, cassetes, suportes magnéticos (CD), e outras mercadorias quando sejam de
edições contrafeitas;

 2. Objectos, fotografias, discos, gravações de som e/ou imagem e fitas cinematográficas de material
pornográfico ou outros materiais que forem julgados ofensivos da moral e dignidade pública;

 3. Imitações de formas de franquia postal usadas no País;

 4. Medicamentos e produtos alimentares nocivos à saúde pública;

 5. Produtos alimentares nocivos à saúde pública, que não possam ser reprocessados para outros fins;

 6. Bebidas alcoólicas destiladas que contenham essência ou produtos químicos reconhecidos como
nocivos, tais como: absinto, aldeído benzóico, badia, éteres silicitos, hissopo e tuinana;

 7. Estupefacientes e substâncias psicotrópicas, excepto quando importadas para usos hospitalares;

 8. Outras mercadorias cuja proibição de importação seja estabelecida por legislação especial.

Franquias
Declaração do Viajante

Os passageiros que não tenham:

 Mercadorias em excesso na sua bagagem pessoal ou, além das franquias


concedidas;
 Artigos de carácter comercial; e
 Mercadorias restritas ou proibidas, devem  afirmar que NADA TÊM A
DECLARAR
Outros passageiros e todos tripulantes devem fazer uma DECLARAÇÃO  COMPLETA às
alfândegas dos bens importados.
Se tiver dúvida opte por fazer uma DECLARAÇÃO COMPLETA.

A sua declaração poderá ser confrontada e você e a sua bagagem poderão ser
seleccionados para a verificação, independentementeda declaração que fizer.

Aviso: Existem PENAS SEVERAS nos termos da lei Aduaneira para FALSAS
DECLARAÇÕES.

Franquias concedidas
 
São, mensalmente, concedidas franquias fiscais individuais aos bens importados pelos
viajantes destinados ao uso pessoal ou familiar do viajante.

 Produtos de tabaco  *200 cigarros ou 100 cigarrilhas ou 50 charutos  ou 250 gramas de tabaco
para fumar
 Bebidas alcoólicas  *1 litro de bebidas espirituosas e 2,25 litros de vinho
 Perfumes  50ml de perfume ou 250ml de água de toucador
 Especialidades  Quantidades consideradas razoáveis para o consumo próprio
farmacêuticas
 Outros artigos  Até ao valor de 5000 meticais
* Os viajantes menores de 18 anos não beneficiam da franquia relativamente as
mercadorias assinaladas.

 NOTAS:

 Bagagem Pessoal - compreende os artigos que normalmente levam consigo


de casa e de que irá precisar durante a viajem, tais como roupa, ferramentas de
trabalho, câmaras, etc. Deve-se notar que isto NÃO inclui artigos coprados durante
a viagem trazidos por residentes de regresso à Moçambique.
 
 Separado de Bagagem -  consideram-se os objectos, artefactos e
equipamento pertecentes ao passageiro que o acompanham ou que tenham sido
despachados, mas que não se enquadram nas franquias. Este é cativo de
pagamento de direitos e demais imposições aduaneiras.
 
 Mercadoria restrita ou proibida - inclui narcóticos, armas de fogo ou outras,
pornografia, produtos de falsificações, matérias ervanários, carne e derivados de
carne. 
Isenções
Condição para beneficiar de isenção na importação de um veículo

Ser cidadão moçambicano maior de 18 anos e ter permanecido no estrangeiro por tempo superior
a um ano.

Para requerer Isenção, o veículo de ser propriedade do cidadão a mais de 180 dias no país de
procedência: concede-se a redução de 80% dos direitos e demais imposições se tiver menos de
180 dias.

Excepcionalmente tem o tratamento de separado da bagagem pela aquisição no mercado interno


ou importação de um veículo em estado novo ou usado, sendo concedido a redução de 50% das
imposições devidas.

Se o cidadão moçambicano regressar ao país com mais de um veículo, apenas um beneficia de


isenção de direitos e demais imposições.

Atenção: O moçambicano que tenha residido mais do que um ano no estrangeiro, ao regressar
definitivamente ao país beneficia de isenção para todos os bens de uso pessoal incluindo móveis,
roupas e objectos de uso doméstico, desde que tenha sinais de uso.

Os benefícios fiscais devem ser requeridos no prazo de 60 dias após a chegada, ou 30 dias após
a concessão da autorizacão de residência para estrangeiros, podendo ser prorrogada até 30 dias.

Mercadoria Autorizada mediante Licença requerida às Entidades Competentes 

Mercadoria Entidade  

 Armas, explosivos e artifícios pirotécnicos  Ministério do Interior

 Ouro, prata e platina em moeda, em barra ou em lingote  Banco de Moçambique

 Animais, despojos e produtos  Ministério da Agricultura

 Plantas, raízes e tubérculos  Ministério da Agricultura

 Medicamentos  Ministério da Saúde

Entrada e Saída de moeda estrangeira

É livre a declaração até ao montante equivalente a 5.000 USD (cinco mil dólares) em dinheiro ou
em cheque de viagem. Acima deste valor deverá ser prestada uma declaração às Alfândegas de
Moçambique.

ercadorias com Regime Especial


 1.  Animais, despojos e produtos animais que não podem ser importados sem autorização dos Serviços
de Veterinária;

 2.  Plantas, raízes, tubérculos, bolbos, estacas, ramos, gemas, olhos, botões, frutas e sementes, mel e
outros produtos agrícolas, bem como as respectivas embalagens, as quais ficam sujeitas a
inspecção fitossanitária antes do seu desalfandegamento;

 3.  Cartas de jogar, que devem ser seladas nos termos da legislação em vigor;

 4.  Medicamentos, mediante autorização dos Serviços de Saúde ou de Veterinária consoante os casos,
excepto os transportados como bagagem para uso próprio;

 5.  Armas, explosivos e artifícios pirotécnicos, pólvoras físicas ou químicas mediante autorização do
Ministério do Interior;

 6.  Mercadorias cuja importação esteja condicionada por esta ou outra legislação;

 7.  Mercadorias cuja isenção ou tributação especial seja condicionada ao seu uso e que possam ter
outras aplicações, nos termos da legislação em vigor;

 8.  Mercadorias importadas de países com os quais haja acordos ou tratados de comércio que
prevejam tributação especial;

 9.  Selos e valores selados, fiscais ou postais em uso no País, que só podem ser importados pelo
Estado;

 10. Substâncias venenosas ou tóxicas e drogas estupefacientes, ou seus preparados, que só podem


ser importados mediante autorização dos Serviços de Saúde ou veterinários;

 11. Roupas usadas, acompanhadas de certificado de fumigação;

 12. Ouro, Prata e Platina, em moeda, em barra ou em lingote, que só podem ser importados pelo Banco
de Moçambique, nos termos da legislação em vigor;

 13. Notas e moedas estrangeiras quando importadas por instituições bancárias devidamente


autorizadas;

 14. Notas e moedas nacionais com curso legal no País que só podem ser importadas pelo Banco de
Moçambique;

 15. Mercadorias que venham receber no País qualquer beneficiação, aperfeiçoamento ou conserto,


destinando-se à reexportação;

 16. Pneumáticos usados, carcaças para recauchutagem e outros pneumáticos recauchutados ou


usados das posições pautais 40 12 10, 40 12 11 00, 40 12 12 00, 40 12 20, 40 12 13 00, 40 12 19
00, 40 12 20 10, 40 12 20 90, 40 12 90 10 e 40 12 90 90, sujeitos à autorização pelo Ministério dos
Transportes e Comunicações.

Importação Temporária
É o regime aduaneiro especial que permite a importação de mercadorias que devam permanecer no território aduaneiro
durante prazo fixado, estabelecidos no artigo 28 do Decreto 34/2009 de 06 de Julho, com suspensão no pagamento de
direitos e demais imposições.
São permitidas importações temporária das seguintes mercadorias:
 

 1.  Animais reprodutores – 180 dias;

 2.  Mercadorias, matérias ou animais destinados a concursos, exposições, feiras ou espectáculos


públicos, incluindo material para reclame – 90 dias;

 3.  Mercadorias que façam parte de mostruários sem valor comercial, ou quando com valor comercial
devidamente inutilizadas nos termos da legislção aduaneira, que entrem no País para fins de
demonstração – 30 dias;

 4.  Veículos automóveis, acompanhados ou não de reboques, tractores e outros veículos, caravanas,
barcos de recreio, autocaravanas, motocicletas e motorizadas, nos prazos fixados para importação
temporária de veículos;

 5.  Aviões e avionetas, em turismo ou em viagem de negócios – 30 dias;

 6.  Mercadorias importadas temporariamente para receber qualquer beneficiação, aperfeiçoamento ou


conserto, sendo posteriormente reexportadas – 90 dias;

 7.  Discos e outros suportes de som ou imagem, destinados a emissões radiofónicas ou televisivas,
dos órgãos de informação autorizados – 90 dias;

 8.  Taras acondicionando ou não mercadorias – 90 dias;

 9.  Instrumentos, filmes e materiais, para fins científicos ou de estudo – 180 dias;

 10. Aparelhos, utensílios, ferramentas e máquinas para utilização temporária em actividades agrícolas,


industriais e de construção – 360 dias;

 11. Aparelhagem e material necessário à produção e realização de filmes ou documentários


fotográficos – 90 dias;

 12. Material portátil para transmissão de reportagens, propriedade de órgãos de informação


estrangeiros – 90 dias;

 13. Aparelhos, máquinas, instrumentos, utensílios, veículos, material de acampamento e quaisquer


outros artefactos destinados à execução de obras pertencentes ao Estado, mediante depósito de
uma cópia do referido contrato na Alfândega – 360 dias, ou o referido no Quadro dos prazos para
importação temporária de veículos;

 14. Fitas cinematográficas para exibição em recintos públicos – 180 dias;

 15. Armas de caça com autorização do Ministério do Interior – 30 dias; e

 16. Outras mercadorias previstas em legislação especial – 360 dias.

 Entidades competentes para conceder o regime previsto neste Quadro:


Presidente da Autoridade Tributaria, nos números 5 e 13.

Director-Geral das Alfândegas, nos números: 1, 6 e 10.

Directores Regionais, nos números 2, 3, 9, 11, 14 e 16.

Chefes das Estâncias Aduaneiras, nos números: 4, 7, 8, 12, e 15.

Prazos para Importação Temporária de Veículos


 

 1. Veículos automóveis ligeiros, em viagem de turismo ou de negócios, pertencentes ou conduzidos por


pessoas que não sejam residentes em Moçambique – 30 dias, prorrogáveis até mais 30 dias;

 2. Ambulâncias e carros funerários, quando em serviço de transporte internacional 30 dias, prorrogáveis


até mais 30 dias;

 3. Veículos automóveis comerciais de transporte de mercadorias e passageiros, em viagem


internacional, propriedade de pessoas singulares ou colectivas que não tenham o seu domicílio em
Moçambique, desde que tenham sido autorizadas a realizar a respectiva actividade pelo Ministério
que superintende a área dos Transportes - 30 dias, prorrogáveis até mais 30 dias;

 4. Veículos automóveis e tractores destinados às obras pertencentes ao Estado – Durante a vigência


do contrato;

 5. Veículos automóveis e tractores destinados a projectos aprovados pelo Governo – durante o


contrato, até o máximo de 2 anos;

 6. Veículos automóveis com ou sem dispositivo especial e seus pertences, propriedade de pessoas
singulares ou colectivas que não tenham o seu domicílio no País e que tenham contrato para
trabalharem em Moçambique, com excepção do previsto em legislação própria - durante o contrato,
até o máximo de 2 anos.

 Entidades competentes para conceder o regime previsto neste Quadro:

Para veículos referido nos nºs 1, 2 e 3:

À entrada no País – Chefe da Estância Aduaneira; prorrogação – Director Regional.

Para os veículos referidos nos nºs 4, 5 e 6:

Á entrada no País – Chefe da Estância Aduaneira; Prorrogação – Director-Geral das Alfândegas.

Trânsito Aduaneiro
 Trânsito
 Transferência
 Transbordo
 Cabotagem
Trânsito
É o regime aduaneiro especial que permite a entrada e saída de mercadorias e meios de transporte, destinada a um
terceiro pais, através de um ponto, rota e tempos definidos.

As mercadorias em trânsito estão sujeitas a declaração aduaneira e isentas de pagamento de direitos e outras
imposições, mediante a prestação de uma garantia e caso não seja comprovadas que tenham saído do país estão
sujeitas ao pagamento de direitos e demais imposições através da garantia prestada.

O transitários deve fazer o registo da Garantia na Secretaria de Despacho das Alfândegas. A caução deve ser igual a
recita em risco. O declarante pode, então, submeter a declaração no MCMS.

As declarações de trânsito são submetidas às mercadorias que não são consignadas a um importador local e que
devem ser transferidas sob controlo aduaneiro de uma estância aduaneira de entrada para outra de saída.
Todas as declarações de trânsito aduaneiro submetidas são automaticamente seleccionadas e encaminhadas para o
sector de verificação de conformidade.

Havendo necessidade de realizar o exame físico ou aplicação de cautelas fiscais e a declaração será encaminhada a
partir do sector de conformidade para o sector examinação do terminal respectivo.

Não havendo lugar a exame físico ou aplicação de cautelas fiscais o sistema enviará automaticamente uma mensagem
electrónica, para os operadores relevantes do terminal e para o declarante, confirmando a aprovação e desembaraço.

As mercadorias em trânsito podem ser transportadas por qualquer meio de transportes aprovados pelas Regras Gerais
de Desembaraço Aduaneiro.

As declarações de trânsito submetidas devem ser mantidas abertas, enquanto se aguarda a confirmação de que a
remessa foi enviada para fora do país. Somente a partir da confirmação de saída ponto deve ser considerada a
declaração como fechada e desobrigadas a garantia.

É importante sempre assegurar o fecho da declaração, a fim de evitar qualquer atraso no desembaraço das remessas
subsequentes a serem processadas.

No caso em que, por qualquer motivo, a remessa não tenha saído do país dentro do tempo permitido de trânsito, é
importante entrar em contacto com o gestor de verificação de conformidade para tomar as medidas necessárias. 

Transferência
É permitido a transferência, de mercadorias e meios de transporte entre Estâncias Aduaneiras, sem pagar direitos e
outras imposições, mediante a prestação de uma garantia ou de cautelas fiscais. 

Transbordo
Transbordo é um sistema pelo qual as mercadorias são manifestados para a entrada (importação) num determinado
porto aprovado, destinadas á uma eventual exportação a partir desse porto, quer por via marítima ou aérea, para um
destino final noutro país. Contudo, as mercadorias permanecem, em todo o momento, nos limites do referido porto. É
essencial que a consignação seja claramente expressa, no manifesto, como sendo para Transbordo.

Existem duas formas de Transbordo:

 
 Transbordo directo
 Transbordo ordinário ou comum
Transbordo directo - refere-se às mercadorias que não são descarregadas, em vez disso são transferidas
directamente do meio de transporte de entrada (importação) para o meio de transporte de saída (exportação).

Transbordo comum - refere-se às mercadorias que são declaradas e descarregadas para o transbordo através de um
meio de transporte e são subsequentemente exportadas, por outro meio de transporte. 

Cabotagem
Mercadorias nacionais são transferidas de um porto local para outro porto local, por via marítima – CPA 80X03

Mercadorias importadas com direitos e demais imposições pagos, nacionalizadas, descarregadas num porto local e
transferidas para outro porto local – CPA 80X05
Mercadorias importadas e cativas de direitos e demais imposições descarregadas num porto local e transferidas para
outro porto local para o cumprimento das formalidades aduaneiras – CPA 80X04

Em todos estes casos, o declarante deve submeter a declaração aduaneira com o CPA apropriado. Para o caso de
mercadorias cativas de direito, devem ser observados os procedimentos relativos à prestação de garantia.

Para o caso de mercadorias importadas e ainda não nacionalizadas onde o importador decide transportá-las até
estância de desembaraço ou porto de descarga, por via rodoviária, são aplicáveis os procedimentos de trânsito. 

Submissão do Manifesto
O primeiro passo de qualquer processo de desembaraço aduaneiro, quer por via marítima, aérea ou
terrestre no que concerne às operações aduaneiras é a apresentação do Manifesto.

O agente de navegação, a companhia aérea ou agente de carga  submete o Manifesto,


electronicamente, à Alfândega via TradeNet na forma de uma mensagem. O sistema é aberto para a
aceitação de qualquer das declarações do declarante ou manifesto doméstico apresentado pelos
agentes de navegação no caso de consolidações.

Submissão da Declaração Aduaneira


O declarante deve submeter o Documento Único, acompanhado de todos os documentos de suporte comprovativos e o
respectivo Código de Procedimento Aduaneiro (CPA) à Estância Aduaneira de desembaraço. Na mesma declaração
aduaneira não podem ser incluídas as mercadorias que estão nas seguintes situações:
 
 Com regimes aduaneiros diferentes;
 Que beneficiem de isenção ou redução de direitos aduaneiros e demais imposições, e as que não gozem
desses benefícios;
 Que beneficiem de tratamento preferencial e os que não beneficiam deste;
 Que pertençam à mesma contra marca e tenham de ser desembaraçadas em estâncias aduaneiras
diferentes;
 Que sejam de deferentes consignações;
 Que sejam destinadas a diferentes consignatários;
 Que sejam originárias de fornecedores ou exportadores diferentes. 
 A declaração é validada pelo sistema TradeNet num processo que tem quatro níveis:
 

1. Aprovação do manifesto
2. Verificação dos dados e códigos de referência da declaração
3. Cálculo dos direitos e demais imposições
4. Filtragem através do módulo de selectividade para o controlo do risco 
Uma vez processados com sucesso a todos os níveis a declaração aduaneira é validada e um número de ordem é gerado.
Após a validação, seguem-se os seguintes estágios:

 Pagamento de Direitos e demais Imposições


 Gestão de risco
 Verificação documental
 Inspecção não intrusiva
 Exame físico de mercadorias
 Fim do Desembaraço Aduaneiro - Saída de Mercadorias 
 Outras situações

Estâncias Aduaneiras

Estâncias Aduaneiras da Região Sul Estâncias Aduaneiras da Região Estâncias Aduaneiras da Região
Centro Norte
Maputo Província Zambézia Niassa
Delegação Aduaneira de Ressano Garcia Posto Fiscal de Macuse  Delegação Aduaneira de Lichinga
Delegação Aduaneira de Namaacha Delegação Aduaneira de Pebane Delegação Aduaneira de Entrelagos
Delegação Aduaneira da Matola Delegação Aduaneira de Milage Sub-Delegação Aduaneira Cuamba
Zona Franca de Beleluane Posto Fiscal de Megaza Posto Fiscal  de Mandimba
Posto Fiscal de Ponta de Ouro Posto Fronteiriço de Milange Posto Fiscal de Matchedje
Posto Fiscal de Goba Posto Fiscal de Chinde Posto Fiscal de Metangula
Posto Ferroviário de Ressano Garcia Posto Fiscal de Chire Posto Fiscal de Meponda
Terminal Rodoviário (TIRONA) de Namaacha Sede da Alfândega de Quelimane  
Terminal Internacional Rodoviário (TIRO) - Frigo
  Cabo Delgado
Terminal Internacional de Automóveis 1 (TIAUTOTete1) da Machava Sede das Alfândegas de Pemba
Terminal Internacional Rodoviário de Ressano Garcia
Sede da - KM4
Alfândega de Tete Delegação Aduaneira de Mocímboa da Praia
Terminal Internacional de Automóveis 3 (TIAUTODelegação
3) - Frigo
Aduaneira de Cassacatiza Terminal Internacional Aéreo de Pemba
Posto Fiscal da Mozal Delegação Aduaneira de Zobwé Sede da Alfândega de Pemba
  Delegação Aduaneira de Cuchamano Posto Fiscal do Ibo
Maputo Delegação Aduaneira de Vila Nove de Fronteira
Posto Fiscal de Negomano
Alfândega de Maputo Posto Fiscal de Moatize  
Terminal Internacional Marítimo - TIMAR Posto Fiscal de Doa Nampula
Terminal Internacional Aéreo - TIAR Posto Fiscal de Bire-Bire Delegação Aduaneira de Nampula
Sector Automóvel - TIMAR-Maputo Posto Fiscal de Calomue Delegação Aduaneira de Angoche
Terminal Internacional das Encomendas Postais Posto
- TIEPO
Fiscal de Mucumbura Posto Fiscal de Moma
Terminal Internacional de Automóveis 2 - Multimodal
Posto Fiscal de Namilamba Sede da Alfândega de Nacala
Terminal de Carga - Multimodal Alfândega de Tete-Regularizações Terminal Internacional Maritima (TIMAR) de Nacala
Direcção Geral das Alfândegas Terminal Internacional Aeréo (TIAR) de Tete
Terminal Internacional Ferroviário (TIFER) de Nampula
Porto Internacional de Maputo   Terminal Internacional Aéreo (TIAR) de Nampula
  Manica Terminal Internacional Aéreo (TIAR) de Nacala
Gaza Sede da Alfândega de Manica
Delegação Aduaneira de Gaza Delegação Aduaneira de Machipanda ( Ferroviário)
Posto Fiscal de Chicualacuala Delegação Aduaneira de Machipanda (Rodoviário)
Posto Fiscal de Gyriondo Posto Fiscal de Espungabera
  Posto Fiscal de Penhalonga
Inhambane Posto Fiscal de Rotanda
Delegação Aduaneira de Inhambane Posto Fiscal de M'pengo
Delegação Aduaneira de Vilanculos  
Posto Fiscal de Vilanculos (AIRPORTO) Sofala
Posto Fiscal de Dondo
Posto Fiscal de Inchope
Sede da Alfândega da Beira
Terminal Internacional Aeréo (TIAR) da Beira
Terminal Internacional Marítimo (TIMAR) da Beira