Você está na página 1de 15

Sessão – 3 Junho

Cuidados Básicos de
Higiene em Crianças e
Jovens – UFCD 9852

Formadora: Joana Pereira


PRIVACIDADE E
INTEGRIDADE
Regras e práticas
A PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE HIGIENE DEVE PRIMORDIALMENTE
TER EM CONTA O CONFORTO DA CRIANÇA OU JOVEM E SER LEVADA
A CABO COM TOTAL RESPEITO PELA PRIVACIDADE DO MESMO.
Contemplar o cuidado na esfera da instituição da educação infantil significa
compreendê-lo como parte integrante da educação, embora possa exigir
conhecimentos, habilidades e instrumentos que extrapolam a dimensão
pedagógica.
Ou seja, cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração
de vários campos de conhecimentos e a cooperação de profissionais de
diferentes áreas.
A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se
desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar e ajudar a
desenvolver capacidades.

Embora as necessidades humanas básicas sejam comuns, como


alimentar-se, proteger-se etc., as formas de identificá-las, valorizá-las e
atendê-las são construídas socialmente.
As necessidades básicas podem ser modificadas e acrescidas de outras de
acordo com o contexto sociocultural. Pode-se dizer que além daquelas que
preservam a vida orgânica, as necessidades afetivas são também base para o
desenvolvimento infantil.
A identificação dessas necessidades sentidas e expressas pelas crianças,
depende também da compreensão que o adulto tem das várias formas de
comunicação que elas, em cada faixa etária possuem e desenvolvem.
Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua
singularidade, ser solidário com suas necessidades, confiando em suas capacidades.
Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida e quem é cuidado.
Comunicação
COMO AJUDAR E
APOIAR AS CRIANÇAS
DURANTE AS ROTINAS
DE CUIDADOS
CORPORAIS?
1. Integrar os cuidados corporais na atividade e exploração lúdica da criança.

O adulto deve respeitar o que quer que a criança esteja a realizar na altura em que
os cuidados corporais forem necessários.

O adulto deve reduzir o impacto de uma eventual perturbação fornecendo à


criança uma indicação prévia de que ela precisa de fazer uma pausa para um
determinado cuidado corporal (mudar a fralda, fazer chichi), dando-lhe algum
tempo para chegar a um momento em que possa parar a sua brincadeira
2. Centrar-se em cada criança durante a rotina de cuidados.

O adulto deve estabelecer, reciprocamente, muitos contactos visuais durante os cuidados corporais.
É uma das formas de focalizar a atenção na criança.

Isso possibilita por um lado que o adulto se aperceba daquilo que a criança está a comunicar
através da expressão, ação e gesticulação e, por outro lado permite é criança ver e ler o rosto do
adulto e ter a sensação de estar a orientar e captar a sua atenção.
3. Proporcionar às crianças opções sobre partes da rotina.

As decisões simples das crianças que possam ocorrer, poderão à partida parecer insignificantes
para os adultos, mas envolvem os bebés e as crianças como alguém que desempenha um papel
ativo em vez de ser intervenientes passivos, proporcionando-lhes um sentido de
responsabilidade sobre os seus cuidados corporais.
4. Estimular a criança a fazer as coisas sozinha.

Os adultos devem apoiar as primeiras tentativas das crianças de cuidarem do seu próprio corpo.
Alguns exemplos de atuação das crianças são:
• Segurar em fraldas limpas, panos ou toalhas e pequenas peças de roupa.
• Limpar a cara ou as mãos.
• Subir as escadas até à mesa de mudar as fraldas.
• Lavar os dentes.
• Puxar as cuecas para baixo e depois para cima quando utilizam o bacio.
• Enfiar os braços nas mangas e as pernas nas calças.
• Tirar as meias e tentar enfiá-las nos pés.
• Tirar a muda de roupa lavada do seu armário ou caixa.
• Pôr o chapéu.
• Abrir e fechar fechos, etc…
Este procedimento fará com que os adultos fiquem mais disponíveis para as observarem em ação e
apreciarem, comentando, as competências que vão emergindo.