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18 TEMA-PROBLEMA | 6.

2 O desenvolvimento de novas atitudes no trabalho e no emprego: o empreendedorismo

Estudo de caso 1

© AREAL EDITORES
Quatro biografias, quatro empreendedores…
Think Different: visão, inovação, criação…
Steve Jobs (…) foi um empresário inovador, criador de um novo estilo de vida digital que ini-
ciou na garagem de casa, onde experimentava, descobria e empreendia. (…) De personalidade
intensa e apaixonado pela perfeição em tudo o que criou. Como um mágico, Jobs deixou o seu
toque irrepetível em áreas muito díspares. Dos computadores pessoais aos tablets, das telecomu-
nicações móveis ao cinema de animação computorizada, da música à edição digital, tudo trans-
formou: consumo e modelo de negócio. Steve Jobs é o reflexo de um espírito visionário que,
como poucos, construiu um mundo em que a arte e a tecnologia se tocaram e completaram, em
harmonia. Por tudo isto, criou um conceito único, a design diferente, um software exclusivo, de
fácil utilização, um novo estilo da vida digital que hoje tem milhares de fiéis seguidores.
Adaptado de: Steve Jobs, Coleção histórias de génio, 2012

O Facebook tornou-se tão famoso como a Coca-Cola


Com apenas 10 anos de idade, o pequeno Mark criou um sistema de troca de mensagens
pessoais para ser usado pela família – o Zucknet.
Mais tarde, já na universidade de Harvard, criou o Course Match: um programa de computa-
dor que serviria para ajudar os alunos de Harvard a escolherem que cursos ou cadeiras preten-
diam seguir, baseando-se nas escolhas dos restantes universitários. Inspirado no sucesso do
Course Match desenvolveu um outro projeto – FaceMash, cuja finalidade era apenas encontrar
o aluno ou aluna mais bonita de Harvard. Tendo em conta a adesão decidiu tornar o projeto
mais sério e criou um site – o Thefacebook – onde todos os estudantes de Harvard pudessem
partilhar informações úteis sobre si próprios, a universidade e as aulas. Muitos estudantes,
motivados pelo mundo de oportunidades desta rede social online, desenvolveram projetos
similares. Contudo, Mark, ao eliminar as restrições de partilha através do envio de um
“toque” a uma outra pessoa que, se aceitasse o “toque”, tornaria os dois “amigos”, partilhando
uma rede social comum, arrasou com a concorrência. Mark aspirou a que o Thefacebook se tornasse mais do que
um site “divertido” ou da “moda”, mas uma “ferramenta”, um meio de comunicação, que se tornasse parte inte-
grante na vida das pessoas. E, assim, nasceu oficialmente o Facebook.com, que se tornou um movimento imparável e
histórico, um vício incontornável, o maior “depósito” de imagens da História da Humanidade, com milhares de
milhões de fotografias disponíveis – o maior fenómeno de sempre da História da internet.
Adaptado de Mark Zuckerberg, Coleção histórias de génio, 2012

17. Lê o texto: “Think Different: visão, inovação, criação…”


17.1. Refere o contributo de Steve Jobs no mundo das telecomunicações.
18. Lê o seguinte texto:
O Facebook apesar de ser, muitas vezes, criticado por não ponderar seriamente o efeito que a sua
utilização por parte de pré-adolescentes e crianças (teoricamente proibida) terá nos seus futuros, tor-
nou-se “um Estado dentro de cada Estado”. (…) No Médio Oriente foi usado pelos manifestantes antipo-
der que causariam a “primavera Árabe”. (…) Em 2008, um jovem e quase desconhecido político
norte-mericano Barack Obama (…) tornou-se, através do Facebook, na pessoa mais famosa, influente e
poderosa do mundo. Tudo isto num espaço de escassos meses.
Mark Zuckerberg, Coleção histórias de génio, 2012

18.1. Debate na turma as vantagens e desvantagens desta rede social.


ÁREA 2 – A SOCIEDADE | UNIDADE TEMÁTICA 6 – O MUNDO DO TRABALHO 19

a mais bem sucedida empresa de informática de sempre


Aos 12 anos, Bill Gates e o seu amigo Paul Allen partilhavam um assoberbado entusiasmo
por um inovador terminal informático que tinha sido instalado na sala de estudos do colégio.
O terminal tinha teclado, mas não tinha ecrã: as respostas às questões saíam numa impressora,
escritas em papel. Mas, com esse terminal, um ano depois, Bill Gates já tinha desenvolvido o
seu primeiro programa de computador. Mais tarde, juntamente com o seu melhor amigo, criou
o Lakeside Programmers Group, formando uma pequena empresa de Seattle. Posteriormente
criaram outra empresa – Traf-O-Data. Com os avanços e a crescente aposta no software, em
detrimento do hardware, decidiu fundar uma outra empresa: a Microsoft. Bill e os seus
colaboradores desenvolveram microprocessadores cada vez mais potentes, criaram duas novas
aplicações (Microsoft Word, Microsoft Excel) e lançaram várias versões do Windows. Ao tornar-se um dos homens
mais ricos do Mundo decidiu, em 2000, abandonar a presidência da empresa, tornando-se apenas diretor não
executivo, através da criação do cargo de “engenheiro-chefe de software”, passando a trabalhar a tempo inteiro na
Bill & Melinda Gates Foundation, a maior fundação privada do mundo que tem como objetivos investir em saúde e
erradicar a fome, investir em educação e no mais fácil acesso aos jovens às tecnologias da informação, nos EUA.
Adaptado de: Bill Gates, Coleção histórias de génio, 2012

a primeira rock-star dos negócios


Richard sofria de dislexia mas, de forma persistente, foi vencendo as suas dificuldades,
enveredando pelo desporto. Apesar da sua descoordenação motora, tornou-se capitão das
equipas de futebol, râguebi e críquete e mundialmente famoso devido a publicidade ligada
a desportos radicais. Ao nível dos estudos conseguiu ganhar o prémio Gavin Maxwell de
excelência da Língua Inglesa. Imbuído do espírito empreendedor, fundou uma revista esco-
lar – Student, mas a distribuição da revista não lhe dava dinheiro. Então, surgiu-lhe a ideia
de vender discos por correio abaixo dos preços das lojas de discos, divulgando-os na revista.
Era o início da sua empresa Virgin. Uma demorada greve nos correios britânicos amea-
çou a Virgin de falência pelo que, juntamente com outros sócios, abriu uma loja na popular
Oxford Street. Mais tarde transformou a Virgin em editora.
Aos 23 anos de idade, Richard estava milionário. Resolveu investir, sob o nome Virgin, em várias áreas de negócio
pouco exploradas. Abriu uma cadeia de roupa neo-hippie chamada Virgin Rags, uma megaloja Virgin especializada em
comida biológica, uma cadeia de sandes take-away e um restaurante em Londres, o Duveens e começou a vender siste-
mas hi-fi. Contudo, o mundo hippie tinha-se esgotado, sendo necessário encontrar outros nichos de mercado ainda não
explorados pela concorrência. Apostou, assim, em outros estilos musicais, investiu na indústria aeronáutica (Virgin
Atlantic Airways), na área cinematográfica, numa cadeia de lojas de CD’s (Virgen Megastores), na área dos refrigerantes e
bebidas alcoólicas (Cola Virgen e Virgen Vodka), na área das comunicações móveis (Virgen Mobile) e da internet (Virgen
Net), na área de venda de automóveis (Virgin Cars), na área dos health clubs (Virgen Active), em comboios (Virgen Trains),
na venda de viagens à Lua (Virgen Galactic), etc. Fundou mais de 400 empresas, umas com enorme sucesso, outras nem
tanto mas, para Richard, “um falhanço nunca é uma má experiência, apenas uma lição de vida.”
Adaptado de: Richard Branson, Coleção histórias de génio, 2012

19. Atenta a seguinte frase:


“Ok, mas eu mando. Vou habituar-me a mandar e vai ser muito difícil lidar comigo a não ser que
seja eu a mandar.”
Bill Gates, ainda no colégio, falando ao amigo Paul Allen.
Bill Gates, Coleção histórias de génio, 2012
© AREAL EDITORES

19.1. Enumera as características do perfil do empreendedor implícitas nesta frase proferida


por Bill Gates.
20. Dá exemplos de outros empreendedores nacionais e/ou internacionais que conheças.