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GEOGRAFIA

DO
MUNICÍPIO
DE
ASTORGA
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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ - SEED
SUPERINTENDÊNCIADA EDUCAÇÃO – SUED
POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS - DIPOL
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - PDE
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

GEOGRAFIA DO MUNICÍPIO DE ASTORGA

Autora: Professora JANETE APARECIDA DE LIMA


Orientador: Sergio Luiz Thomaz
Área: Geografia
NRE: Maringá
Escola: Colégio Estadual de Maringá
Disciplina: Geografia Ensino Médio
Unidade Temática: Geografia Regional
Disciplina de relação interdisciplinar 1: História
Disciplina de relação interdisciplinar 2: Matemática

MARINGÁ, 2008

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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ - SEED
SUPERINTENDÊNCIADA EDUCAÇÃO – SUED
POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS - DIPOL
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - PDE
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

GEOGRAFIA DO MUNICÍPIO DE ASTORGA

Trabalho apresentado para conclusão


do Projeto de Desenvolvimento
Educacional – PDE
Orientador: Prof. Dr. Sérgio Luiz Thomaz

MARINGÁ, 2008
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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Mapa de Localização do município


Figura 2 - Mapa do município de Astorga
Figura 3 - Área colonizada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná
Figura 4 - Estrada rural (Estrada Sória)
Figura 5 - Paisagem da porção inferior de uma propriedade.
Figura 6 - 1949 Avenida Arapongas, atual Avenida Presidente Vargas.
Figura 7 - 1965 Praça Vitória, atual Praça Ermelindo Lopes Barroso.
Figura 8 - Projeto inicial da cidade de Astorga
Figura 9 - Malha ortogonal da cidade
Figura 10 - Carta de Geologia
Figura 11 - Carta de Hipsometria
Figura 12 - Carta de Declividade
Figura 13 - Perfil Geoecológico Norte / Sul do município de Astorga
Figura 14 - Mapa de solo
Figura 15 - Mapa de Hidrografia
Figura 16 - Despejo de esgoto no Ribeirão Jaboticabal.
Figura 17 - Lixo depositado na nascente do Ribeirão Jaboticabal.
Figura 18 - Carta de Cobertura Vegetal
Figura 19 – Fragmento da floresta semidecidual
Figura 20 – uma peroba que resistiu a devastação
Figura 21 - Igreja numa zona rural
Figura 22 - Pirâmide Etária 1960
Figura 23 - Pirâmide Etária 1970
Figura 24 - Pirâmide Etária 1980
Figura 25 - Pirâmide Etária 1991
Figura 26 - Pirâmide Etária 2007
Figura 27 - Plantação de soja e milho
Figura 28 - Plantação de Algodão.
Figura 29 - Plantação de café.
Figura 30 - Plantação de Cana de açúcar.

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Figura 31 – Plantação de Trigo
Figura 32 - Criação de Bovinos no sistema de confinamento.
Figura 33 - Criação de Bovinos no sistema e semi-extensivo
Figura 34 - Criação de Gado Suíno no sistema intensivo.
Figura 35 - Criação intensiva de aves.
Figura 36 – Carta de Uso do solo
Figura 37 - Quadras para esporte no Horto Florestal.
Figura 38 - Parque infantil
Figura 39 - Árvore obstruindo a passagem dos pedestres.

LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Glebas da colônia Içara
Tabela 2 – Eras geológicas
Tabela 3 – Poços Tubulares
Tabela 4 – Classificação de Köeppen
Tabela 5 - Pluviosidade
Tabela 6 – Evolução do crescimento populacional
Tabela 7– População residente nos 4 distritos
Tabela 8 - evolução da urbanização
Tabela 9– Índices demográficos 1
Tabela 10– População censitária segundo as faixas etárias e sexo
Tabela 11 – Índice de analfabetismo
Tabela 12 – Índice de escolaridade
Tabela 13– Índices demográficos 2
Tabela 14 – População economicamente ativa
Tabela 15 – Valor adicionado às atividades econômicas
Tabela 16 – Evolução da cultura do café
Tabela 17 – Lavoura temporária e sua área plantada
Tabela 18 – Efetivo de rebanhos
Tabela 19– População ocupada por ramo industrial

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SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO......................................................................................................................08
2. INTRODUÇÃO...........................................................................................................................09
3. LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE ASTORGA DE LIMITES...........................................10
4. A FORMAÇÃO TERRITORIAL E ASPECTOS AMBIENTAIS DO MUNICÍPIO DE
ASTORGA.........................................................................................................................................14

4.1. Um verdadeiro sanduíche: A geologia .................................................................................27

4.2. Entre altos e baixos: O relevo ..............................................................................................27

4.3. Pés Vermelhos, mas nem tanto: O solo.................................................................................28

4.5. A água que bebemos: A hidrografia......................................................................................40

4.6. Geou, ventou, choveu, estiou... O clima...............................................................................45

4.7. O verde da floresta, cadê? A vegetação................................................................................46

5. ASPECTOS DEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS ................................................................56

5.1. Quem chegou primeiro: A ocupação do município..............................................................56

5.2. Um, dois, três: Quantos somos?...........................................................................................59

5.3. Indo de mala e cuia: A urbanização......................................................................................60

5.4. Ciclos da vida: A pirâmide etária..........................................................................................61

5.5. Já sei ler: Os índices de escolaridade....................................................................................67

5.6. Repartindo o bolo: A renda per capita..................................................................................69

5.7. Vamos trabalhar? A população economicamente ativa (PEA)..............................................71

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5.8. Mãos a obra: As atividades econômicas...............................................................................73

6. MEIO AMBIENTE, LAZER E VIAS PARA PEDESTRES.......................................................86

6.1. O cuidado com o Meio Ambiente: Faça sua parte................................................................86

6.2. A higiene fundamental: o saneamento básico ......................................................................87

6.3. Chegou o final de semana: Os espaços públicos para lazer..................................................89

6.4. Pedestre, cuidado! As vias para pedestres............................................................................92

7. CADERNO DE ATIVIDADES..................................................................................................94

8. BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................103

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APRESENTAÇÃO

Sistematizar os aspectos geográficos do município de Astorga é o objetivo principal desse


trabalho. Existem muitas fontes de pesquisa para se estudar os municípios brasileiros, o problema é
que estão dispersas em vários livros ou sites, tornando inviável a sua utilização no ambiente
escolar ou mesmo para os demais munícipes. A partir da coleta de dados e sua sistematização esse
trabalho se torna um material essencial para professores e alunos no estudo do nosso município. As
informações foram obtidas de fontes oficiais e orientadas por um professor Doutor da reconhecida
Universidade Estadual de Maringá, denotando o aspecto científico que o trabalho precisa ter.
A confecção desse material só foi possível graças ao Programa de Desenvolvimento
Educacional (PDE), a qual fui contemplada com uma das vagas, através de concurso, para poder
me afastar por um período da sala de aula e dedicar-me então a estudos e confecção dele.
Espera-se que após a utilização desse material, professores, estudantes e munícipes possam
conhecer melhor o nosso município e ao reconhecerem que também fazem parte dele, contribuam
positivamente para sua contínua construção / reconstrução.
É oportuno tecer, também alguns agradecimentos a pessoas que, de alguma forma,
colaboraram na realização desse trabalho – meu marido, Paulo Rogério Pereira Costa, que, leu e
releu várias vezes o trabalho; A Jeinni Kelly Pereira Puziol que sempre esteve pronta a auxiliar na
parte da computação gráfica e correção dos textos; Ao professor Doutor Sergio Luiz Thomaz pela
orientação; a Edna Gomes Fogari pelas bibliografias, companhia nas viagens a Maringá e
orientações do conteúdo histórico.

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“Muitas vezes sabemos coisas do mundo, admiramos paisagens
maravilhosas, nos deslumbramos por cidades distantes, temos
informações de acontecimentos exóticos ou interessantes de vários
lugares que nos impressionam, mas não sabemos o que existe e o
que está acontecendo no lugar em que vivemos”. CALLAI,

9
Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In:
CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (org.). Ensino de
Geografia; e práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre,
Mediação, 2000. Pág. 83.

LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE ASTORGA e LIMITES

ASTORGA é um dos 399 municípios do estado do Paraná e um dos 5.562 do Brasil. Está
localizado na porção setentrional do estado, a 23º 13’ 57” de latitude Sul e 51º 39’ 57” de longitude
Oeste (Oeste de Greenwich) ocupando a Zona Tropical da Terra. Veja agora a localização do
município em outros níveis de escala e o gentílico:

Galáxia: Via Láctea


Sistema: Solar
Planeta: Terra
Hemisfério: Sul Ocidental
Continente: Americano
Fuso horário: -3 h GMT / 2º fuso do Brasil (horário de Brasília)
País: Brasil
Região: Sul
Estado: Paraná
Mesorregião: Norte Central Paranaense
Microrregião: Astorga
Distância da capital: 420 km
Região Metropolitana: Maringá
Comarca: Astorga
Gentílico: Astorguense ou Astorgano

Quanto aos limites, conforme mostra a figura 1 e 2, Astorga faz com oito municípios:
Jaguapitã, Pitangueiras, Sabáudia, Mandaguari, Marialva, Maringá, Iguaraçu e Munhoz de Melo.
Além disso, é bom destacar sua proximidade a dois importantes centros urbanos, Londrina e
Maringá, situados respectivamente a 65km e 45km de distância, que nos oferecem uma infinidade

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de serviços, como ensino superior público e privado e especialidades médicas não encontradas ou
bastante restritas em municípios de porte menor como o nosso.

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Figura 1 – Mapa de Localização

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Estudar a localização de um município é de fundamental importância, pois, nos permite
previamente tecer algumas características como clima, vegetação, tipos de plantas cultivadas e
regime dos rios. Quando vamos viajar para um lugar que nunca visitamos, se tivermos um mapa
em mãos, podemos deduzir, por exemplo, que tipo de clima e quais paisagens vegetais iremos
encontrar. Destaco que só o estudo da localização não é suficiente para caracterizar o clima e a
vegetação, embora sejam elementos importantes.

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Figura 2: Mapa do município de Astorga Fonte: Plano Diretor Municipal de Astorga

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A FORMAÇÃO TERRITORIAL DO MUNICÍPIO DE ASTORGA

Nosso município foi instalado oficialmente em 14 de dezembro de 1952, no entanto, nossa


história teve início bem antes. Vamos nos restringir aqui a história do município a partir do século
XX, quando seu espaço territorial se insere no modelo capitalista de produção.
Assim como um grande número de municípios do Norte do Paraná, Astorga tem sua
formação a partir da colonização dirigida, ou seja, previamente planejada. Tivemos aqui duas
formas dessa colonização dirigida, uma particular, representada pela Companhia de Terras
Norte do Paraná (CTNP), e uma oficial. Iniciaremos falando da colonização oficial por ser
mais antiga que a particular.

A Colônia Içara

A porção Norte do município teve colonização oficial, ou seja, a partir de iniciativa do


governo. É a Colônia Içara, onde estão atualmente os distritos de Santa Zélia e Içara. Essa
colônia surge em 1939, no governo do presidente Getúlio Vargas, quando foi retirado o direito
de algumas empresas colonizadoras continuarem responsáveis pela colonização. A então
Concessão Alves de Almeida, a qual pertencia a Colônia Içara, perde seus direitos e transfere-
os para o estado do Paraná.
Por iniciativa do estado do Paraná é implantada na colônia Içara a vila de Içara em
1939 e a de Santa Zélia, em 1944. Além dos lotes destinados à área urbana (vila), também
foram parcelados os lotes para a zona rural e semi-urbanas (chácaras).
Situada à margem esquerda do rio Bandeirantes do Norte, a colônia Içara apresentava
aspecto parecido com um triângulo, constituído pelo rio Bandeirantes do Norte, o ribeirão Içara
(ver mapa de hidrografia) e pela linha divisória com as terras da CTNP/CMNP. Incluiria três
glebas, sendo na gleba 2 instalada a sede do patrimônio (vila Içara).
A gleba 1, localizada entre o rio Bandeirantes do Norte, o ribeirão Dríades e as terras da
CTNP/CMNP apresentava em sua porção Norte, terras relativamente fracas, e indo para o sul,
iam ganhando mais fertilidade e potencialmente mais viáveis para o cultivo de cereais e café.
Essa gleba apresentava várias madeiras de lei, como a peroba, cedro, canela, imbuia,
marfim, angico e guajuvira.

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A gleba 2, apresentava os seguintes limites: a Leste o ribeirão Dríades, ao Norte, o rio
Bandeirantes do Norte, ao Sul pelas terras da Companhia e a oeste pelo ribeirão Içara (ver
mapa de hidrografia). Suas terras eram de composição sílico-argilosa e próprias para a cultura
do café e a presença de madeiras de lei como o cedro e a peroba era farta.
Nessa gleba foi localizada a sede da colônia, em posição geográfica adequada, sendo
previsto o abastecimento de água e levados em consideração a altitude, o reduzido declive e a
facilidade de escoamento das águas pluviais.
A gleba 3, medida e demarcada posteriormente, foi localizada entre a gleba 2 dessa
colônia, o rio Bandeirantes do Norte e as terras de “Fernão Dias” (a oeste).
Na época da demarcação das terras dessa colônia já havia cerca de 100 famílias
ocupando a área. Essas famílias foram notificadas para regularizar a sua situação, enviando
requerimento ao Governo do Estado, solicitando a concessão, por compra de terras.
Por volta de 1940, já se verificava uma expressiva venda tanto de lotes rurais como de
urbanos.
Para efetivar a implantação dessa colônia o estado do Paraná contou com a estrada
Pirapó, construída pela CTNP/CMNP. Essa estrada chegava até as terras da colônia e, com a
construção de mais alguns quilômetros em terras da colônia, pelo estado, permitiu o acesso a
centros urbanos maiores, como o de Rolândia. Também se construiu estradas que ligavam as 3
glebas da colônia, além da estradas vicinais para fazer o escoamento da produção agrícola e o
tráfego de pessoas. Apresentamos agora alguns dados mais detalhados sobre as três glebas da
colônia Içara:
Tabela 1
Gleba 1 2 3
Área global 44.300.000 m² ( 1.830 40.910.000 m² (1.691 108.000 m²
alqueires) alqueires) (872,23 alqueires)
15 lotes suburbanos, 37
lotes rurais e 384
Divisão inicial 46 lotes rurais lotes urbanos e mais 4 52 lotes rurais
quadras destinadas a
praças e edifícios pú-
blicos.
Fonte: Guimarães, Odah Regina

Portanto, pelo que foi exposto acima, a parcela do nosso município que estava sob
domínio do Estado, teve início alguns anos antes da data oficial idealizada pelo município, que
é de 1952. Esse dado é bastante relevante e deve ser fazer parte da história oficial de Astorga.

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A Companhia de Terras Norte do Paraná

A maior parte do nosso município teve colonização particular dirigida pela Companhia de
Terras Norte do Paraná / Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CTNP/CMNP).
Essa companhia, de origem inglesa, adquiriu do governo do estado em 1925, mais de
500.000 alqueires paulistas de terras no Norte do Paraná, conforme vemos na Figura 3. A partir de
então se inicia a venda de lotes, que em geral possuíam pequena e média dimensão, com cerca de
10 a 20 alqueires paulistas. Esta forma de divisão foi determinada por várias leis que já existiam
desde 1916 e orientavam para que o parcelamento dos lotes não tivessem grande dimensão, como
estava previsto inicialmente pela CTNP/CMNP. A forma de pagamento era facilitada através de
vários parcelamentos. Todos os lotes deveriam dispor de cursos d’água na porção inferior, onde
seriam construídas as moradias e estrada na cabeceira (espigão).

Figura 3: Áreas colonizadas pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, que equivale
a 20% da região Norte do estado.

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Tanto na área colonizada pela companhia como na da colônia Içara, a área destinada ao
café era a das terras altas, com altitudes superiores a 400 metros, principalmente devido às
questões climatológicas, procurando-se evitar as geadas As terras mais baixas ficavam para as
pastagens e outras culturas.
Observando hoje o formato das propriedades rurais e das estradas vicinais do nosso
município, tanto na porção de colonização oficial, como na de colonização particular, percebe-se
bem esse desenho inicial, embora muitas propriedades tenham-se aglutinado a partir de 1970.
Em nosso município a companhia foi responsável pela implantação do patrimônio de
Astorga, que mais tarde se torna município e, de maneira indireta pela implantação da vila de
Tupinambá, da qual falaremos mais adiante.
Em 1945 a companhia instala do patrimônio de Astorga, que deu origem à cidade,
obedecendo a uma diretriz que estabelecia que a cada 100 km fossem fundadas cidades destinadas
a se tornarem núcleos econômicos (daí surgiram Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama) e entre
estas cidades, distanciando de 10 a 15 km um do outro, seriam fundados patrimônios que
funcionariam como centros comerciais e abastecimentos intermediários. Tanto nas cidades como
nos patrimônios a área urbana apresentaria uma divisão em datas residenciais e comerciais. Ao
redor das áreas urbanas se situariam cinturões verdes destinados à produção de hortifrutigranjeiros
para atender a comunidade local.
É importante destacar que nessa época os trilhos da Companhia Ferroviária São Paulo-
Paraná, iam avançando do estado de São Paulo para o Norte do Paraná. Essa ferrovia, que até 1944
era propriedade da CTNP, foi bastante importante, pois serviria como meio de transporte para os
imigrantes chegarem até a região e também para depois transportar o café.

O distrito de Tupinambá

Em 1948 um funcionário da CTNP/CMNP, de nacionalidade ucraniana, adquire 200


alqueires dessa companhia e projeta a construção da cidade de Tupinambá, obedecendo as mesmas
diretrizes das outras cidades fundadas por ela, como exemplo, a malha urbana ortogonal. Essa
iniciativa, que na verdade tratou-se de uma terceirização da companhia, atraiu vários emigrantes do
Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Curitiba, quase sempre descendentes de imigrantes russos-
alemães, vindos para o Brasil na época da Primeira Guerra Mundial. A intenção da fundação dessa
cidade era que ela servisse de ligação entre Astorga e Maringá. Em 1954 é criado o distrito de

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Tupinambá e anexado ao município de Astorga. Nesse contexto a cidade de Tupinambá passa à
condição de vila. O projeto dessa cidade, embora inicialmente despertasse interesse de muitos
imigrantes e tido um crescimento razoável nos seus primeiros anos, mas logo começou a declinar,
principalmente depois que a ponte sobre o rio Pirapó, que ligava Tupinambá a Maringá, ruiu e
também após a construção da rodovia ligando a cidade de Astorga a Maringá por outro trecho que
não passaria mais por Tupinambá, mesmo que esse fosse mais extenso. A distância astorga a
Maringá passando por tupinambá é bem menor, mas a estrada não é asfaltada. Atualmente esse
distrito, situado ao na porção Sudoeste de Astorga, possui uma área de 120.000 m² e uma
população de 1.628 habitantes (2000).

Autor: Costa, P. R. P. (2008)

Figura 4: Estrada rural (Estrada da Sória) construída no espigão, entre os rios Sória e Astorga.

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Autora: Lima, J. A. (2008)
Figura 5: Paisagem da porção inferior de uma propriedade. Ainda mantém traços
da colonização inicial, como a moradia e uma área de pastagem na porção inferior.

Para ficar mais fácil a seqüência cronológica dos fatos, segue abaixo um pequeno resumo:

1925: Criação da Companhia de Terras Norte do Paraná;


1934: o governo revoga o império latifundiário da Colonizadora Alves de Almeida e assume a
colonização da porção Norte do nosso município, onde estão atualmente Içara e Santa Zélia;
1939: formação da Colônia Içara;
1944: A Companhia de Terras Norte do Paraná é vendida e transformada em Companhia
Melhoramentos Norte do Paraná e a Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná é incorporada pelo
Governo Federal à Rede de Viação Paraná – Santa Catarina (em 1957 é incorporada a Rede
Ferroviária Federal S.A -RFFSA, privatizada na década de 1990);
1944: formação da Vila Santa Zélia;
1945: é projetado e instalado oficialmente o patrimônio de Astorga;
1947: o patrimônio de Astorga é elevado a Vila e cria-se o Distrito de Astorga, pertencendo ao
município de Arapongas;
1948: lançamento oficial da cidade de Tupinambá por uma imobiliária que comprou 200 alqueires
da CTNP/CMNP;
1951: Através da Lei nº 790, Astorga se desmembra de Arapongas e é elevada a município;
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1952: instalação oficial do município com 4 distritos: Astorga, Içara, Santa Zélia e Santa Fé;
1954: é criado o distrito de Tupinambá e anexado ao município de Astorga
1955: Santa Fé e Iguaraçu, que também faziam parte de Astorga, são desmembrados e elevados a
município. A partir de então Astorga passa a ser formada pelos distritos de Astorga, Santa Zélia,
Içara e Tupinambá.

Figura 6: 1949 - Avenida Arapongas, atual Avenida Presidente Vargas.

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Figura 7: 1965 - Praça Vitória, atual Praça Ermelindo Lopes Barroso.

Atualmente nosso município é constituído por quatro distritos administrativos: Astorga


(sede), Içara, Santa Zélia e Tupinambá, com área territorial de 435,994 km².
A seguir citamos algumas conclusões a respeito da formação do nosso município:

 A composição atual da área territorial do município teve duas origens: CTNP/CMNP e


colonização oficial, fato incomum a maioria dos municípios paranaenses;
 Tupinambá, que foi projetado inicialmente para ser cidade tornou-se Vila e, Astorga que era
vila passou à condição de cidade;
 As vilas de Santa Zélia e Içara foram projetadas pelo Estado, a cidade de Astorga pela
CTNP/CMNP e Tupinambá por uma imobiliária. Todas obedeciam a um traçado comum: a
malha ortogonal;
 As vilas de Içara e Santa Zélia são mais antigas que a própria sede do município.

22
A escolha do nome do município foi dada pelo russo Vladimir Babkov, que era topógrafo,
funcionário da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, responsável pela colonização e
toponímia de vários municípios de nossa região. Babkov, ao girar o Globo terrestre, aleatoriamente
apontou o dedo sobre a cidade de Astorga na Espanha, aí estava decidido o nome do nosso
município.
O termo Astorga vem do latim “Asturica” (Augusta), cidade romana no país dos Ástures,
dedicada a Augusto.
O projeto inicial da cidade também foi de responsabilidade de Babkov. Ele o fez em forma
de triângulo, simbolizando a letra V, em homenagem à vitória dos Aliados (do qual a Rússia fazia
parte) na Segunda Guerra Mundial.
O traçado do novo patrimônio segue o padrão de todas as cidades e patrimônios fundados
pela companhia. Era uma malha ortogonal que ia, de um modo ou de outro, sendo adaptado às
circunstâncias topográficas, resultando em distintas conformações urbanas, mas confirmando a
regularidade ortogonal.
No traçado haviam várias quadras cortadas por avenidas e ruas. As quadras eram dividas
em lotes com mais de 600m², e constavam de espaço destinados à prefeitura, escola, praças e datas
residenciais. O lote destinado à cidade era pequeno, contava com apenas 19 quadras e 238 lotes,
pois a Companhia não acreditava no seu êxito. Mas ao tomar conhecimento da população urbana
alguns anos depois de sua instalação percebemos que houve um equívoco e, então seu plano
original ficou defasado, sendo necessário a abertura de novos lotes.
Atualmente o tamanho da cidade é bem maior que o original e, através do Plano Diretor do
município, está regulamentado a ocupação urbana, prevendo assim como ela poderá se expandir de
forma correta.
No entanto a característica ortogonal ainda se mantém. Compare os dois mapas:

23
Figura 8: Projeto inicial da cidade de Astorga elaborado por Vladimir Babkov, engenheiro da C.T.N. P. /C.M.N.
P.
Fonte: MENDES, M. M.; MORATO, E. P

24
Figura 9: Malha ortogonal. A cidade se expandiu bastante, mas manteve o traçado original. Também se observa,
na zona rural, a divisão dos lotes de acordo com o plano da CTNP/CMNP e do estado do Paraná (lotes com
água na porção inferior e estrada na cabeceira, originando, quase sempre lotes retangulares).

25
É importante que todos os moradores do município conheçam o Plano Diretor, que como o
próprio nome já diz, é o plano que orientará o seu crescimento. Sendo assim, muito mais que
conhecê-lo, também devemos ajudar a construí-lo, como determina a lei, e cobrar aquilo que foi
proposto. Façamos valer a nossa cidadania.

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ASPECTOS AMBIENTAIS

Um verdadeiro sanduíche: A estrutura geológica

Entendemos por estrutura geológica a maneira como as rochas estão organizadas abaixo de
nossos pés, como e quando foram formadas e ainda os tipos de rochas existentes.
Geologicamente Astorga está situada em uma bacia sedimentar, a Bacia do Paraná,
desenvolvida completamente sobre crosta continental e, preenchida por diversas camadas de
rochas sedimentares e vulcânicas.
Comparamos nossa estrutura a um verdadeiro sanduíche, pois existem muitas camadas de
rochas superpostas abaixo nós, ou seja, camadas sobre camadas, perfazendo vários quilômetros.
Algumas rochas até conseguimos ver, como aquelas no leito dos rios ou próximo a eles. Mas a
maioria está encoberta por uma grossa camada de solo e pelas rochas superficiais. A visualização
dessas camadas pode ser feita através da perfuração de vários metros de profundidade, onde são
retiradas várias amostras. Em nosso município encontramos duas unidades geológicas, a saber:
• Formação Serra Geral: essa formação se caracteriza por basaltos resultantes do vulcanismo
fissural ocorrido na Era Mesozóico entre 135 e 120 milhões de anos atrás. O tipo de lava
dominante desse vulcanismo é a básica, que por ser mais fluida, ao extravasar através de
fendas. não formou a tradicional “montanha”, como ocorre com as lavas ácidas.
Intercalados nesses derrames é comum a ocorrência de camadas de arenitos conhecidos
como intrabasálticos ou “intertrapp”. A grande efusão de magmas básicos deu origem a um
espesso pacote de basaltos atingindo, em algumas áreas, 32 derrames sucessivos, com
espessura em torno de 50 metros cada um. A ocorrência de arenitos intercalados mostra a
persistência da atividade eólica marginando a área, sob o domínio de um clima árido.
• Formação Santo Anatácio: essa formação, parte do Grupo Bauru (final do Período
Cretáceo), é constituída por arenitos com pouca matriz argilosa, sendo freqüentemente
recobertos por película limonítica, responsável pela cor avermelhada, rosada ou amarelada.
O ambiente de formação é o aluvial.

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A tabela abaixo nos dá mais algumas informações sobre nossa estrutura geológica:

Tabela 2
ERA / PERÍODO GRUPO FORMAÇÃO FÁCIES
Mesozóica/Cretáceo Bauru Santo Arenitos finos a médios,
Anastácio com pouca matriz
argilosa.
Mesozóica/Jurássico São Bento Formação Basaltos, arenitos
Serra Geral eólicos.
Fonte: Mineropar

Água mole em pedra dura: as rochas

Quais são as rochas que encontramos aqui? Como e quando foram formadas?
Uma rocha bastante comum a nós é o basalto. É uma rocha de cor escura, bastante usada na
construção civil como pedra britada e também no calçamento de ruas. A formação dessa rocha se
deu a partir do endurecimento de lava vulcânica. A lava recobriu nossa região durante a Era
Mesozóica, há mais de 65 milhões de anos atrás. Esse fenômeno constituiu a maior manifestação
de vulcanismo conhecida no Planeta, abrangendo uma área de cerca de 1.200.000 km².
Recobrindo boa parte do basalto, encontramos o arenito, que tem origem sedimentar, ou
seja, é proveniente da desagregação de outra rocha e foi sedimentada nas áreas mais baixas. Assim
como o basalto, a areia também é muito utilizada na construção civil.
Atualmente o estudo da estrutura geológica tem se tornado muito importante, pois permite
aos gestores públicos planejar o bom uso do espaço. O conhecimento da estrutura dá condições
para avaliar se uma determinada porção do município é apta ou não para algum empreendimento,
como por exemplo, a implantação de um bairro ou prática da agricultura. O planejamento baseado
em conhecimentos geológicos colabora com manutenção do bem estar do ambiente, evitando
assoreamento dos rios, enchentes, voçorocas e demais problemas ocasionados pela ocupação
desordenada do solo. Ainda dá condições de conhecer se existem recursos minerais capazes de
serem explorados economicamente e sem riscos ambientais.

28
Figura 10: Carta de Geologia

29
Entre altos e baixos: O relevo

O nosso município ocupa terras do Terceiro Planalto Paranaense ou Planalto de


Guarapuava, ou ainda, conforme classificação de Jurandir Ross (1990), recebe a denominação:
Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. O Planalto em Astorga, que pertence ao bloco de
Apucarana, apresenta altitude média de 634 metros. Observando o mapa de hipsometria (altitude)
notamos que a porção central do município, que ocupa parte do interflúvio Pirapó-Bandeirantes,
apresenta as maiores altitudes, as quais vão diminuindo para a porção Norte (vale do rio
Bandeirantes do Norte) e ainda mais para a porção Sul (vale do rio Pirapó).

30
Figura 11: carta de hipsometria

31
Figura 12: Carta de declividade

32
Ao analisar o mapa de declividade percebemos quatro unidades a serem descritas:
 Plano: com topografia esbatida ou horizontal, na qual os desníveis são pequenos;
 Suave ondulado: superfície de topografia pouco acidentada, formada por um conjunto de
colinas e outeiros (pequenos morros);
 Ondulado: topografia pouco mais movimentada constituída por colinas e outeiros;
 Forte ondulado / montanhoso escarpado: superfícies de relevo acidentado, formada por
outeiros e morros, chegando à topografia vigorosa com predomínio de formas acidentadas,
além de relevo escarpado com formas abruptas.
Percebe-se facilmente a preponderância do suave ondulado e o plano, sendo que na porção
sul, no vale do rio Pirapó é onde encontramos o relevo com maior declividade.
Quando estudamos o relevo do município temos condições de perceber, por exemplo, quais
áreas estão mais sujeitas a erosão e geadas, e a partir disso estabelecer um plano de uso do solo,
tanto para a zona rural como para a zona urbana, compatível com a sua característica, evitando
problemas futuros.

33
P e rfil G e o e c o ló g ic o N o rte /S u l d o M u n ic íp io d e A s to rg a /P R

660

620

580

540

500

460

420

0 1 ,5 3 4 ,5 6 7 ,5 9 1 0 ,5 12 1 3 ,5 15 1 6 ,5 18 1 9 ,5 21 2 2 ,5 24 2 5 ,5 27 2 8 ,5 30 m
G e o l o g ia U s o d o S o lo
A ren ito Á rea U rb an a
D ireçã o: N orte/S u l
B a sa lto U s o M isto
F a lhas geo lógic as A g ric ultu ra
E s ca la H orizon ta l
S o lo s U s o P o t e n c ia l 1 ,5 0 1 ,5 3 4 ,5 3 km

N e os solo L itó lic o Ina pto - e ro são


1 :1 5 0 .0 0 0
La toss olo V erm elho D is tró fico (1 ) Bom
E s ca la Vertic al
La toss olo V erm elho D is tró fico (2 ) B a c ia H id ro g r á f ic a 40 0 40 80 1 20 1 60 m

La toss olo V erm elho E utró fic o P irap ó 1 :4 .0 0 0


N itos solo V erm elho E utroférric o B a nd eira ntes
E lab oraç ão : A lv es, 20 07
A rgis solo V er m elho -A m arelo E u tró fic o C u rs o d’ág ua

34
Figura 13: Perfil Geoecológico Norte / Sul do município de Astorga

35
Pés vermelhos, mas nem tanto: O solo.

Você já ouviu falar que os habitantes do Norte do Paraná, que é o nosso caso, são
conhecidos na capital como pés vermelhos? Você sabe porquê?
Ao estudar a geologia do nosso município, vimos que parte dele é formado por basalto, que
é uma rocha de origem vulcânica. A parte superficial dessa rocha começou a se decompor pelo
processo de intemperismo e deu origem a terra roxa, solo que apresenta coloração avermelhada,
em função da oxidação do ferro (elemento químico existente na rocha). Esse solo tem grande
facilidade de aderir à pele e “encardir” a sola dos pés quando se anda descalço e daí a expressão
“pés vermelhos”.
Você deve estar se perguntando: se a terra (solo) tem coloração avermelhada, por que se
fala então terra roxa? A explicação vem da imigração que tivemos aqui no Brasil. Os italianos ao
conhecerem a terra, diziam “terra rossa” que, significa em italiano terra vermelha. Daí, devido a
pronúncia, acabou ficando como terra roxa.
Pra quem acha que ser chamado de “pés vermelhos” é uma ofensa, saiba que esse tipo de
solo é um dos mais férteis do nosso planeta e o melhor do Brasil.
O grupo musical Herança homenageou os “pés vermelhos” com a seguinte canção:

“Deixa eu cantar meu Paraná


deixa eu dizer que por você eu enfrento guerra e por esta terra vou trabalhar
terra vermelha colorindo a vida nas chuvas de primavera e verão
terra vermelha que se veste de verde na metamorfose da germinação
coração aberto para qualquer raça filhos de outras terras aqui são irmãos
somos sementes nessa multidão você a mãe terra do Brasil espelho somos pés vermelhos filhos
deste chão”. (Pé vermelho: grupo Herança).

Além da terra roxa encontramos também solos arenosos e solos mistos. A origem desses
dois tipos de solo está associada ao arenito. Temos que lembrar que a origem do solo está quase
sempre relacionada ao tipo de rocha existente na região.
Os solos arenosos, diferentes da terra roxa, possuem em geral baixa fertilidade e são
bastante friáveis (erodidos facilmente), exigindo, portanto maiores despesas com calagem e
adubação e outros cuidados especiais para a prática da agropecuária e ocupação urbana. Nas áreas

36
onde há presença desse tipo de solo são mais convenientes culturas perenes, como o café, laranja
ou pastagens, pois assim se evita a erosão e, em virtude desse solo também apresentar dificuldade
para retenção de água, exige-se culturas que resistam mais a períodos de estiagem.
De acordo com a nova nomenclatura proposta pelo Sistema Brasileiro de Classificação de
Solos implantado em 1999, nosso município apresenta os seguintes tipos de solos:
• Neossolo Litólico: São solos muito rasos, não alagados, onde a rocha de origem
está a menos de 50 cm da superfície. Suas propriedades são inteiramente dominadas
pelas da rocha de origem. Tipicamente, possuem seqüência de horizontes A-C-R,
onde R representa a rocha, que no caso é o basalto;
• Latossolo Vermelho Distrófico: São solos profundos, muito bem drenados,
homogêneos e altamente intemperizados e lixiviados com teores de argila médios
ou altos. São solos ácidos (pH baixo) e de fertilidade média ou baixa e necessitam
de grandes quantidades de fertilizantes e corretivos. Ocorre em relevo suave
ondulada e praticamente plano. Apresentam espessura superior a 3 metros,
refletindo num grande volume de solo a ser explorado pelas raízes. A coloração é
vermelho escura. Diferencia-se dos demais latossolos por apresentar altas
percentagens de areais, [coloração avermelhada escura] e baixos teores de ferro.
Sua origem está relacionada ao arenito;
• Argissolo Vermelho-amarelo Eutrófico: São solos relativamente profundos e bem
drenados. O horizonte B do solo é obrigatoriamente mais argiloso que os horizontes
acima e abaixo dele. Sua origem está relacionada ao arenito;
• Nitossolo Vermelho Eutroférrico: São solos profundos, porosos e bem drenados.
Possui alto grau de fertilidade natural. Trata-se um solo mineral, não hidromórfico,.
São de coloração avermelhada e sua origem está relacionada ao basalto.
• Latossolo Vermelho Eutrófico: São solos profundos, muito bem drenados,
homogêneos e altamente intemperizados e lixiviados. Tendem a teor teores de argila
médios ou altos. São solos básicos (pH maior que 7) e de fertilidade alta. O
Latossolo Vermelho Eutrófico típico com textura argilosa ocorre em relevo suave
ondulado e praticamente plano. Trata-se de solos derivados da mistura de resíduos
da decomposição do basalto e do Arenito. São bons para o uso agrícola por
apresentarem uma boa resistência à erosão. Possuem espessura superior a 3 metros,
refletindo num grande volume de solo a ser explorado pelas raízes. A coloração é

37
vermelho escura, com textura variando de argilosa a muito argilosa. A consistência
é muito friável, com torrões desmanchando-se com facilidade durante o preparo do
terreno. Possuem boa capacidade de armazenamento de água.
Pelas descrições acima apresentadas e localização desses solos no mapa, é possível
sabermos quais porções do município possuem os melhores solos para a agricultura e por
conseqüência, os mais valiosos. Também a análise do mapa permite aos gestores públicos fazer um
zoneamento com as culturas mais viáveis para cada lugar, obedecendo as características do solo.
Nas últimas décadas a preocupação com a erosão do solo se tornou maior, isso
principalmente em função da implantação de culturas temporárias, soja, milho e trigo, a partir da
década de 1970. A construção de curvas de nível nos terrenos com declividade e, depois a
introdução da prática do plantio direto, contribuíram bastante para que o processo fosse reduzido.
Através do mapa abaixo você poderá visualizar todos os tipos de solo de Astorga e sua
vocação.

38
Figura 14: Tipos de Solo

39
Como se viu o conhecimento do solo nos dá condições de avaliar quais são suas
potencialidades e restrições e, a partir disso viabilizar seu plano de ocupação. Um plano bem
formulado e aplicado beneficiará todo o município, pois teremos menos erosão, menos
assoreamento dos rios, maior produção agrícola, entre outras vantagens. Vários órgãos públicos se
encarregam de instruir os agricultores sobre a melhor forma de ocupar sua propriedade, entre esses
órgãos está a Emater, que tem tido papel importante no combate à erosão em nosso município.
Essas iniciativas, aliada à recuperação da mata ciliar, podem nos garantir solos férteis por muito
mais tempo. Vamos ajudar contribuir para isso, afinal, é dele que vem nosso alimento.

40
A água que bebemos: A hidrografia

Figura 15: Mapa de Hidrografia

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Você deve estar pensando que esse discurso de que a água vai acabar é uma grande mentira.
Olhem só quantos rios em nosso município! É bem verdade que aqui talvez ela não acabe mesmo,
mas se não houver uma mudança do nosso comportamento, os rios vão se tornando cada vez mais
rasos em função do assoreamento e ainda com água de péssima qualidade, conseqüência do lixo e
esgoto não tratado que são despejados diariamente neles.
Se você observar o mapa perceberá que quase todos os rios do nosso município nascem na
porção central e, parte corre para o sul, indo para o Pirapó, enquanto que a outra parte para o norte,
indo para o rio Bandeirantes do Norte. Por que será? Devemos entender isso analisando o relevo.
Sabemos que as águas procuram sempre altitudes mais baixas para correr, e então, como a porção
central é mais elevada, os rios vão correr para essas duas direções. Essa porção central, que se
caracteriza por apresentar as maiores altitudes, recebe o nome de interflúvio ou divisor de águas.
Todos os nossos rios fazem parte da bacia do Pirapó, isso significa que depois de correrem
seus percursos, todos os rios do município vão desaguar no Pirapó. Até mesmo o rio Bandeirantes
do Norte, faz parte da bacia do Pirapó.
O maior rio do nosso município é o Pirapó que, em linguagem Tupi-Guarani, significa
Salto do Peixe. Esse rio drena a porção Sul do nosso município e serve como divisa entre os
municípios de Maringá, Marialva e Mandaguari. Esse importante rio faz parte da bacia do
Paranapanema que, por sua vez compõe a bacia do Paraná e esse à bacia Platina. Sendo assim, as
águas que nascem em nosso município, depois de um longo percurso chegam ao oceano Atlântico,
juntamente com a água de todos os rios da bacia Platina.
Todos os rios são perenes e normalmente apresentam quedas d’água, por correrem sobre
um relevo de planalto caracterizado por desníveis. Eles até podem ser aproveitados para a
produção de energia elétrica, embora sejam rios pequenos. Você já ouviu falar da usina do Salto
Cebolão? Essa usina foi instalada no ribeirão Cebolão, na década de 1950 e, para aquela época, era
uma construção um tanto ousada. Astorga era a primeira cidade do interior abastecida por energia
elétrica com recursos próprios. Atualmente está desativada.
Além da água dos rios, que são as águas superficiais, existem as águas subterrâneas. Estas
se encontram em profundidade e podem ser aproveitadas quando retiradas por meio de perfuração
de poços.

De onde vem a água que bebemos?

42
A Sanepar abastece 99,93% da população de nosso município, com água tratada.
O sistema de tratamento de água de Astorga, realizado pela Sanepar, é composto das
seguintes fases: pré-sedimentação, pré-cloração, coagulação, floculação, decantação, filtração,
desinfecção e fluoretação.
Para abastecer a cidade, a Sanepar capta água do ribeirão Noitibó e também faz captação de
água subterrânea de cinco poços tubulares profundos. Esses poços retiram água do aqüífero Serra
Geral, que se caracteriza por um conjunto de rochas maciças (basaltos) que contém fraturas onde a
água subterrânea é armazenada, sendo baixo os riscos de contaminações vindas da superfície.
Os poços situam-se em área urbana e são protegidos com revestimento e laje, que impedem
a entrada de águas superficiais, que poderiam levar poluentes para o interior dos poços e do
aqüífero.
O ribeirão Noitibó nasce dentro do município e faz parte da Bacia do Pirapó. Suas margens
foram desprovidas das matas ciliares, mas estão sendo desenvolvidas ações para recuperá-las. A
água captada no rio enquadra-se na classe apropriada para ser tratada para consumo humano.
A tabela abaixo mostra alguns dados sobre os poços tubulares:
Tabela 3
Número do Poço Produção Profundidade
CSB 1 51,10 m³/h 100 m
CSB 2 16,10 m³/h 199 m
CSB 3 Inativo -
CSB 4 10,10 m³/h 150 m
CSB 5 24,40 m³/h 120 m
CSB 6 43,80 m³/h 99 m
Em processo de
CSB 7 implantação -
SUB TOTAL =145,50m³/h
Fonte: Sanepar-Astorga *Captação Subterrânea – CSB

O órgão responsável pelo monitoramento da qualidade das águas nos mananciais é o


Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e nos poços é a Superintendência de Desenvolvimento de
Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA).
Em nosso município o órgão responsável pela Vigilância da Qualidade da Água é a
Secretaria Municipal de Saúde, situada na Av. Dr José Soares de Azevedo, 48, telefone (44)3234
3770.
Será que estamos cuidando bem dos rios? Veja as fotos abaixo, reflita e tome atitude.

43
Autor: Dada, C. (2007)
Figura 16: Imagem mostra despejo de esgoto no Ribeirão Jaboticabal

Autor: Dada, C. (2007)

Figura 17: Imagem mostra lixo depositado na nascente do ribeirão Taquari.


Descuido com o meio ambiente.

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Como você está vendo, precisamos urgentemente de tomar conhecimento sobre as
condições ambientais dos nossos rios e atitudes que os beneficiem. Devemos cuidar, além de
cuidar da água, cobrar do poder público para que fiscalizem e punam aqueles que poluem, afinal a
água é um bem que pertence a todos nós.
Estudos da Sanepar apontam que cerca de 30% da água consumida em casa poderia ser
economizada. A média de consumo de água, por pessoa, recomendada pelos órgãos de saúde para
um hábito adequado de higiene é de 80 litros por dia.
A Sanepar dá dicas para economizar água, tais como: reduzir o tempo do banho; evitar
lavar as mãos com a torneira aberta o tempo todo; não jogar cigarros, absorventes ou papéis no
vaso sanitário, pois isso aumenta o consumo; não lavar o carro e, se for imprescindível, usar
apenas a água de um balde pequeno. Se observar vazamento de água na rua, avise a Sanepar
imediatamente pelo telefone 115. A Sanepar também informa sobre a qualidade da água. Para obter
maiores informações é só procurar prédio na rua Pará, 208.

Geou, ventou, choveu, estiou... O clima

Se observarmos a localização astronômica do nosso município em um mapa, veremos que


ela se encontra na zona tropical. E o que isso tem a ver com o clima? É que na zona tropical os
raios solares incidem mais perpendicularmente (retos). Isto faz com que aqui a temperatura seja
maior que em outros lugares onde os raios solares são mais inclinados (zonas temperadas e zonas
polares).
Segundo a classificação de Köeppen, nosso clima é definido como Cfa – Subtropical
Úmido Mesotérmico, com verões quentes e geadas pouco freqüentes.Veja outras características:

Tabela 4
Pluviosidade dos últimos 9 anos: varia entre 1175 mm a 2046 mm
anuais.
Distribuição das chuvas: chuvas concentradas no verão: dezembro, janeiro e
fevereiro e estiagem de inverno: junho, julho e agosto.
Temperatura média anual: entre 20ºC e 22ºC, sendo o mês mais frio inferior a
18º C e o mais quente superior a 22ºC.

45
Massas de ar que atuam: Massa Polar Atlântica, Massa Equatorial Continental,
Massa Tropical Atlântica e Tropical Continental.

Segundo aponta a coleta de dados pluviométricos efetivada pela Iapar em Astorga, existe
uma grande variação entre os anos. Essa variação pode ser explicada por fenômenos como o El
Niño, responsável pelo aumento da pluviosidade e, a La Niña pela diminuição. Veja a seguir a
pluviosidade em nosso município de 1998 até 2006:
Tabela 4
ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO - ASTORGA
ANO 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Pluviosidade (mm) 2175 1569 1493 1804 1690 1749 1938 2046 1620
Média dos 9 anos= 1.787mm
Fonte: Iapar

Quando conhecemos o clima de um município, podemos compará-lo com os de outros e


estabelecer diferenças e semelhanças, por exemplo, se é mais quente ou mais frio e se é chuvoso ou
não. Também é importante que se descubra por que o clima do nosso município apresenta tais
características e quais atividades agrícolas se adaptam à região. Um zoneamento agrícola, além das
variáveis solo e relevo devem, de modo imprescindível, levar em conta os aspectos climáticos. Os
comerciantes também necessitam desse conhecimento para que possam saber o que provavelmente
irão vender, onde e em cada período do ano. Até mesmo a venda de aparelhos eletrodomésticos e
produtos de supermercados têm suas vendas limitadas ou ampliadas em determinados tipos de
clima. Por exemplo, em Astorga vende-se mais aquecedores do que em uma cidade de clima
tropical. Portanto, os responsáveis pelo planejamento da produção industrial e os atacadistas
cientes destas informações, saberão quanto produzir e para onde destinar seus produtos. Outros
profissionais como turismólogos, engenheiros, arquitetos e veterinários também necessitam um
conhecimento amplo do clima da região em que atuam. Os gestores públicos, das esferas
Municipal, Estadual e Federal, quando planejam suas ações, como por exemplo, implantação de
uma usina hidroelétrica, projetos de irrigação e campanhas de vacinação contra doenças típicas de
determinada estação do ano, devem antes obter conhecimento do clima da área em questão.

O verde da floresta, cadê? A vegetação

46
Observando um mapa de cobertura vegetal original do Paraná ou Brasil, verifica-se que
aqui a vegetação que cobria praticamente todo nosso município era a Floresta Estacional
Semidecidual, adaptada a um período quente e chuvoso e a uma estação mais seca e menos quente.
Como apenas parte das árvores perde as folhas na estação mais seca ela ganha essa denominação:
semidecidual.
Essa floresta exuberante era composta por árvores como peroba, canafístula, pau-marfim,
seringueira, figueira-branca, palmeira, cedro, canela, ipê, cabriúva entre outras espécies.

47
C A R TA D E C O B E R TU R A
V E G E T A L A T U A L D O M U N IC ÍP IO
D E A S T O R G A /P R
F lo r e s ta E s ta c io n a l S e m id e c id u a l

O u t r o s E le m e n t o s
R io s

E s t r a d a s P a v im e n ta d a s
Á re a U rb a n a

1 :2 1 0 .0 0 0

B a s e : I P A R D E S - C o b e r tu r a V e g e ta l A tu a l,
2 0 0 1 /2 0 0 2 .
E la b o r a ç ã o : A lv e s , G . B ., 2 0 0 7 .

Figura 18: Carta de cobertura vegetal

48
O que aconteceu com essa floresta?

Como já citamos anteriormente, em meados do século XX iniciou-se o processo de


colonização moderna da região onde está nosso município. Essa colonização se baseava na
derrubada da floresta para fazer a exploração da madeira, seguido pelo plantio, principalmente, do
café. A falta de responsabilidade e consciência ecológica do Estado, das companhias colonizadoras,
e dos próprios agricultores, permitiu que quase toda a floresta fosse derrubada, até mesmo nas
áreas próximas aos rios ou em áreas de relevo mais inclinado. As companhias colonizadoras
iniciavam a derrubada com a abertura de estradas e logo depois vinham os agricultores derrubando
a mata para construir casas, paióis, estábulos, pocilgas, fazer a plantação e criação de animais. A
madeira de lei, como a peroba e o marfim, era vendida às serrarias. A mata era algo que precisava
ser domada. Sendo assim, derrubá-la era apenas uma conseqüência.
Retomando a questão da inserção do município ao modelo capitalista, entendemos como
que em menos de duas décadas quase toda floresta foi ao destruída. Não havia mais espaço para
ela, só para o café. Aliás, ela seria muito mais útil, na visão capitalista, se além de ceder lugar ao
café, pudesse ser madeira e não árvore. Foi assim que a floresta deixou de existir até mesmo em
lugares onde certamente a agricultura enfrentaria vários problemas em função altitude (nos lugares
mais baixos as geadas eram mais constantes) e inclinação do relevo.
O resultado trágico dessa colonização é que atualmente apenas 200 hectares do município é
coberto pela vegetação original, porém, bem descaracterizada porque as árvores de madeira de lei
foram retiradas.
Daqui alguns anos, teremos mais áreas verdes, pois segundo o Código Florestal
Brasileiro de 1965, foi estabelecido que em cada propriedade rural existissem Áreas de
Preservação Permanente e Reserva Legal. As Áreas de Preservação Permanente são áreas de
preservação stricto sensu que ocupam posições críticas do relevo, como faixas ao longo dos rios,
topos de morros, ao redor de nascentes e outras. Já a Reserva Legal refere-se, no caso do Paraná, a
20% da superfície da propriedade onde o uso é condicionado ao manejo sustentável. Essa reserva
pode gerar bens como madeiras valiosas de espécies nativas e produtos não lenhosos: mel, frutos,
plantas medicinais e ornamentais, entre outros.
Em seu conjunto as Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal devem formar
um mosaico expressivo de vegetação natural na paisagem rural. Ele garante à sociedade, benefícios

49
como proteção dos mananciais, redução dos riscos de enchente, amenidade dos ventos e da
temperatura e manutenção da biodiversidade.
Embora a lei já seja antiga e até alguns anos atrás pouco se havia feito, o governo do
Paraná recentemente passou a cobrá-la de modo intensivo.
É interessante ressaltar que em 1934 o Código Florestal Brasileiro já destinava 25% dos
lotes à área de conservação e, descumprindo a lei, a CTNP colocava em seus contratos de venda
apenas 10%, mas nem isso foi preservado. Naqueles anos, a preocupação com o ambiente ainda era
bastante modesta, aliada ao desejo de lucro rápido, nossa vegetação e fauna nativa, que levou
milhares de anos para se constituir, quase desapareceu em poucos anos de ocupação.
Grandes problemas resultaram da derrubada da floresta, dentre eles podemos citar:
 Erosão dos solos, em conseqüência o assoreamento dos rios, pois com a terra desnuda,
principalmente em terrenos mais inclinados, as chuvas fortes carregam sedimentos para
dentro do rio;
 Empobrecimento do solo, ocasionada pela erosão que, conseqüentemente faz cair a
produção e aumentar os custos com adubação;
 Mudanças climáticas como a diminuição da pluviosidade;
 Rebaixamento do lençol freático, efeito da menor infiltração das águas das chuvas.
 Extinção de espécies vegetais e animais.

Autor: Edna Gomes

Figura 19:
fragmento da floresta semidecidual no município de Astorga

50
Autor: Edna Gomes
Figura 20; uma peroba que resistiu a devastação da floresta

A Mata Ciliar

Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas
e nascentes. Também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta
ripária. Considerada pelo Código Florestal Federal (Lei n.° 4.771/65) como "Área de
Preservação Permanente", com diversas funções ambientais, e de acordo com o artigo 2° desta lei,
deve se respeitar uma extensão específica levando se em conta a largura do rio, lago, represa ou
nascente. Sendo uma área de preservação permanente deve-se manter intocada, e caso esteja
degradada deve-se prever a imediata recuperação. Toda a vegetação natural (arbórea ou não)
presente ao longo das margens dos rios, e ao redor de nascentes e de reservatórios, deve ser
preservada. A figura abaixo apresenta as dimensões das faixas de mata ciliar ajustadas a cada
especificidade:

51
Figura 19: Largura da mata ciliar

O que acontece sem mata ciliar?

 Escassez da água: a ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a
superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático. Com isso,
reduzem-se as nascentes, os córregos, os rios e riachos;
 Erosão e assoreamento: a mata ciliar é uma proteção natural contra o assoreamento. Sem
ela, a erosão das margens leva terra para dentro do rio, tornando-o barrento e dificultando a
entrada da luz solar, o que faz diminuir a vida aquática;
 Pragas na lavoura: a ausência da mata ciliar pode provocar o aparecimento de pragas e
doenças na lavoura e outros prejuízos econômicos às propriedades rurais;
 Impede a formação de corredores naturais: essas áreas naturais possibilitam que as
espécies, tanto flora quanto a fauna, possam se deslocar, reproduzir e garantir a
biodiversidade da região.

52
Algumas razões para se preservar as Matas Ciliares

 Reter / filtrar resíduos de agroquímicos evitando a poluição dos cursos d’água;


 Proteger contra o assoreamento dos rios e evitar enchentes;
 Formar corredores para a biodiversidade;
 Recuperar a biodiversidade nos rios e áreas ciliares;
 Conservar o solo;
 Auxiliar no controle biológico das pragas;
 Equilibrar o clima;
 Melhorar a qualidade do ar, água e solo;
 Manter a harmonia da paisagem
 Melhorar a qualidade de vida.

Pelo que foi exposto, está muito claro que não podemos mais ficar alheios a esse assunto.
Precisamos tomar conhecimento das condições da mata ciliar do nosso município e cobrar através
do poder público que sejam recompostas onde ela não existe mais. A Secretaria Municipal do Meio
Ambiente, juntamente com a Emater e Iap realizam um trabalho de acompanhamento da
implementação da mata ciliar em nosso município. Se precisar, procure esses órgãos, afinal, essas
matas protegem elementos fundamentais da natureza: solo, água e vegetais e animais. Em Astorga
o viveiro municipal é responsável na distribuição das mudas para recomposição da mata ciliar.

A vegetação na zona urbana

Você já observou quais árvores existem plantadas no perímetro urbano do nosso município?
Conhece o nome e a origem delas? Sabe se pode ser plantado qualquer tipo de árvore em frente sua
casa? Existem áreas verdes no perímetro urbano em Astorga?
Ao andarmos pelas ruas percebemos que existem várias espécies de árvores plantadas,
umas grandes, outras pequenas, algumas florescem, outras não, as perenes, decíduas, exóticas,
nativas, latifoliadas, entre outras.

53
A arborização urbana, embora muitos se sintam incomodados com a “sujeira” que fazem
quando perdem as folhas, flores e sementes, é de extrema importância por trazer vários benefícios,
tais como:

 Diminui a incidência dos raios solares sobre a superfície, deixando então a temperatura
mais agradável;
 Diminuição da poluição atmosférica (por fixação de poluentes, fotossíntese, depuração
bacteriana e outros microorganismos);
 Reduz a velocidade dos ventos;
 Influencia no balanço hídrico;
 Abrigo à fauna;
 Amortecimento dos ruídos de fundo sonoro contínuo e descontínuo de caráter estridente;
 Quebra da monotonia da paisagem das cidades, causada pelas edificações;
 Valorização visual e ornamental do espaço urbano;
 Contribui para conservação da umidade do solo, atenuando sua temperatura;
 Serve como área de lazer.

Tendo em vista os vários aspectos positivos da vegetação em área urbana, fica claro a
importância que temos que dar a ela e contribuir para sua instalação adequada e manutenção. E
para que saibamos como devemos agir em relação a elas, o poder público através do Código de
Posturas do Município (SUBSEÇÃO III Da proteção das formas de vegetação) estabeleceu
que:

Art. 404. Árvores localizadas em vias e logradouros públicos não poderão ser cortadas,
podadas, pichadas, pintadas, derrubadas, sacrificadas, danificadas ou contra elas praticar ou
cometer qualquer ato de vandalismo, com exceção dos pedidos justificados e autorizados pela
Administração Municipal e demais órgãos competentes.

Parágrafo único.- A proibição deste Artigo é extensiva às concessionárias de


serviços públicos ou de utilidade pública, ressalvados os casos em que
houver autorização específica do Município e/ou quando a arborização

54
oferecer risco iminente ao patrimônio ou a integridade física de qualquer
cidadão.

Art. 405. É expressamente proibida a utilização da arborização pública para colocar cartazes,
anúncios, faixas, afixar cabos, fios, ou quaisquer outros objetos.

Parágrafo único - Excetuam-se da proibição deste Artigo:

.I A decoração natalina de iniciativa do Poder Público Municipal;

.II A decoração utilizada em desfiles de caráter público, executados ou autorizados


pelo Poder Público Municipal.

Art. 406. O ajardinamento e a arborização das praças e das vias públicas são atribuições
exclusivas do Poder Executivo Municipal, observado os dispositivos legais.

Parágrafo único - Nos logradouros abertos por particulares, licenciados


pelo Município, é facultado aos interessados promover e custear a respectiva
arborização, observados os dispositivos legais.

Art. 407. Qualquer árvore, grupo de árvores ou plantas poderá ser declarado, por ato do Poder
Executivo Municipal, imune de corte, poda ou qualquer outro ato, por motivo de localização,
raridade, beleza ou outras condições e características.

Art. 408. A derrubada de mata dependerá de licença do Município, ouvidos os órgãos estaduais
e federais competentes.

Parágrafo único - Fica proibida a derrubada de mata se considerada de


utilidade pública, estiver em área de preservação permanente, ou constituir-
se em reserva legal.

Art. 409. Nas praças, parques, áreas verdes, gramados, jardins públicos e assemelhados,
inclusive canteiros centrais de vias, é proibido, sob pena de multa e reparo do dano causado:

.III Danificar árvores e caminhar sobre os gramados e canteiros, colher flores ou tirar
mudas de plantas;

.IV Armar barracas, coretos, palanques ou similares ou fazer ponto de venda e

55
propaganda, sem prévia autorização da do órgão competente do Poder Executivo
Municipal.

Art. 410. As autoridades incumbidas da fiscalização ou inspeção para fins de controle das
queimadas, dos cortes de árvores, das pastagens e da preservação do meio ambiente, terão livre
acesso, cumpridas as formalidades legais, às áreas, imóveis ou locais públicos e privados.

Art. 411. Na infração de qualquer Artigo desta Subseção, será imposta multa correspondente
ao valor 10 (dez) a 1000(mil) Unidades Fiscais do Município, sem prejuízo de outras
penalidades a que estiverem sujeitos pela legislação municipal, estadual e federal pertinentes,
além da obrigação de replantar, remover ou sacrificar árvore ou vegetação.

Agora já sabemos como cuidar de nossas árvores, só falta por em prática.


É interessante que antes da escolha da muda que pretende plantar em seu lote, se informem
com a / o responsável pelo viveiro municipal sobre quais são as espécies mais adequadas,
tendo em vista que algumas espécies não são adequadas às áreas urbanas em função do
tamanho, dos frutos e raízes, entre outros inconvenientes. A Prefeitura Municipal também
dispõe de um viveiro de mudas que podem ser doadas a qualquer morador da cidade.

56
ASPECTOS DEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS

Quem chegou primeiro: A ocupação do município

Engana-se quem acredita que os primeiros habitantes do espaço onde está o nosso
município datam de meados do século XX, como fazem acreditar algumas literaturas. A verdade é
que, o que conhecemos hoje por Astorga, vem sendo ocupado por diferentes populações humanas
há mais de 2.000 anos, como está comprovado nas margens do rio Pirapó, com a existência de um
sítio arqueológico.
Quando falamos da colonização moderna desse espaço, aí sim podemos falar dos primeiros
colonizadores do séc. XX.. Então que fique bem claro, falar dos primeiros habitantes é diferente de
falar dos primeiros colonizadores. Por quê? Porque quando relatamos primeiros habitantes, como
já foi dito, devemos recorrer a todo grupo humano que ocupou em algum período esse espaço. Já
quando tratamos dos colonizadores, devemos nos remeter aos grupos populacionais que aqui
chegaram no período da chamada colonização moderna, incentivada principalmente pela
Companhia de Terras Norte do Paraná / Companhia Melhoramento Norte do Paraná
(CTNP/CMNP) e colonização oficial.
De onde vieram os primeiros colonos (pioneiros)? Quando vieram? O que vieram fazer?
Grande parte deles tem origem do Sudeste e Nordeste. Além deles, também vieram gaúchos
e catarinenses entre outros. Portanto, podemos dizer que aqui tivemos imigrantes oriundos de
quase todos os estados brasileiros e até de outros países, representando várias culturas.
Acreditamos que a imigração acabou por ser mais física do que cultural, ou seja, ao chegarem aqui,
muitas culturas originais desapareceram. Tomamos como exemplo as festas populares, como a
Festa de Reis e o Bumba Meu Boi. Esse fato pode ser explicado, em parte, pela massificação da
cultura por qual estamos sendo dominados.

57
Autor: Costa, P. R. P. (2008)
Figura 20: Igreja numa zona rural resistindo ao tempo. A fé católica era
predominante entre os imigrantes.

Chegando em Astorga

Por volta de 1940 chegaram aqui pessoas de vários estados do país, predominando mineiros
e paulistas, geralmente cafeicultores de origem humilde, que atraídos por extensiva propaganda
realizada pela Companhia a qual dizia que aqui no Norte era a “terra onde se anda sobre o
dinheiro” ou ainda a “Nova Canaã”. A maioria dos imigrantes buscavam terras para o cultivo do
café que, na época, era o principal produto de exportação do Brasil, correspondendo até 1970 por
cerca de 60% da receita nacional.
Muitos vinham conhecer a terra e já compravam, depois traziam suas famílias. Também
havia casos em que trabalhadores, na condição de meeiros, depois de alguns anos de muita
economia, conseguiam juntar dinheiro suficiente para sua aquisição.
Atualmente nosso município é bem servido por rodovias, mas não foi sempre assim. No
início da ocupação, para se chegar até aqui, era bastante difícil e demorado. Por aqui não passava a
linha férrea como acontecia em várias outras cidades. Então vinham de trem até Rolândia ou
Arapongas e, tinham como opções para chegar a Astorga, cavalos, caminhões que transportavam
58
madeira ou mesmo a pé. Isso tudo em estrada de chão rodeado ora por cafezais, ora pela floresta.
Quando chovia muito, as condições das estradas pioravam em função do barro que se formava. Em
época de estiagem também não era nada fácil, formava muita poeira. Quase sempre o desconforto
para se transitar pelas primeiras estradas era muito grande: meios de transporte ruins e estrada ora
com lama, ora poeira.
Para falar sobre quando vieram e o que vieram fazer aqui, precisamos recordar a história do
café no Brasil, pois foi essa cultura a grande responsável pela ocupação do nosso município, bem
como de grande parte do Norte do Paraná.
Durante muitas décadas o café foi o principal produto da economia brasileira e, ávidos por
terra para o plantio dessa cultura, mineiros e paulistas, principalmente, já experientes na produção
encontraram aqui solo e clima favorável, além de preços das terras razoavelmente baixos e
parcelados, além de haver aqui restrições governamentais para o plantio, como aconteceu em São
Paulo.
A CTNP / CMNP comprou parte dessas terras do Estado e depois de fazer a divisão em
lotes, vendeu a particulares. Cabia a companhia assegurar assistência técnica aos colonos,
transportes e instruções gerais.
Como desde 1916 já haviam normas para que as terras colonizadas fossem divididas em
pequenos lotes, tanto a porção de colonização privada como a de colonização oficial tiveram
aspectos bastante semelhantes tais como: lotes em geral pequenos com estradas no espigão e
aguada na porção inferior, pagamento parcelado, demarcação dos lotes urbanos, semi-urbanos e
rurais,.
Com os primeiros colonos chegando, vai surgindo a necessidade de hotéis, restaurantes,
farmácias e outros estabelecimentos para suprir suas necessidades. Portanto é enganoso afirmar
que todos os imigrantes vinham em busca de terras férteis. Como se vê, havia já desde o início, a
chegada de imigrantes com destino a outras atividades econômicas como serralheria, “secos e
molhados”, hotelaria, farmacêutica, gastronômica e beneficiamento de arroz. Alguns vinham para
ser proprietários, outros, despossuídos de dinheiro, buscavam apenas emprego. Iniciava-se aqui a
construção / reprodução de mais um espaço capitalista, com uma sociedade dividida entre
proprietários e operários, embora muitos tenham vindo para cá buscando sair da condição de
simples operário para se tornar proprietário, mesmo que fosse de um humilde pedaço de terra.

59
Um, dois, três... Quantos somos?

Astorga, segundo o Censo de 1950 já contava com uma população de 23. 164 habitantes
(12.419 homens e 19.745 mulheres). Veja que em pouquíssimo tempo Astorga ganhou muitos
habitantes. Do total recenseado, 89% estavam localizados na zona rural. Analisando o gráfico
abaixo vemos a dinâmica dos números nos vários anos: 1950, 1970, 1991, 2000 e 2007.

Tabela 6
EVOLUÇÃO DO CRESCIMENTO POPULACIONAL
Ano 1950 1970 1980 1991 2000 2007
Nº de 23.164 25.018 20.677 22.458 23.637 24.191
Habitantes
Fonte: IBGE

Através do quadro é possível fazer algumas afirmações como: Astorga cresceu rapidamente
em seus primeiros anos e após 1970, passou por um período de retração e, a partir de 1980 a
população começa a crescer novamente, porém mais lentamente.
Dos quatro distritos, o de Astorga é o mais populoso e ao contrário dos outros, sua
população está em crescimento. Observe a tabela:
Tab. 7 POPULAÇÃO RESIDENTE NOS DISTRITOS DE ASTORGA
Distrito Número de habitantes em 1991 Número de habitantes em 2000
Astorga 17.226 18.839
Santa Zélia 2.221 2.119
Tupinambá 1.810 1.628
Içara 1.201 1.051
Fonte: IBGE
Por que será que o crescimento populacional do município de Astorga teve momentos de
crescimento positivo e em outros, negativo?
Devemos lembrar que a dinâmica do crescimento populacional de determinado espaço é
bastante dependente do fator econômico, ou seja, se a economia passa por um momento de
crescimento, a população também cresce. Isso porque esse espaço se torna atrativo e vem a
imigração. Já em momentos de estagnação econômica, ocorre a emigração, e daí a diminuição da
população.
O que aconteceu em nosso município é comum a vários municípios paranaenses de
pequeno porte. Na fase áurea do café no Norte do nosso estado, nos tornamos área de atração e,

60
quando a economia cafeeira entra em declínio, há a repulsão. Se observarmos, o maior declínio
populacional se deu entre 1970 e 1980, justamente quando há a erradicação quase que total do
café.

Indo de mala e cuia: A urbanização

A década de 1970 foi marcada pelo rápido processo de urbanização, causada pelo êxodo
rural. Confira os dados pela tabela abaixo:
Tabela 8
EVOLUÇÃO DA URBANIZAÇÃO
Ano 1950 1970 1980 1991 2000
Rural 20.616 14.289 6.497 3.924 3.161
Urbana 2.548 10.729 14.180 18.534 20.476
Fonte: IBGE

Quais fatores explicam o êxodo rural que provocou a urbanização do município?


Para respondermos essa questão, precisamos recorrer ao contexto histórico desse período.
Lembra-se do café? Pois é, ele foi o principal produto da economia brasileira por várias décadas.
Até meados do séc. XX o Brasil era um país essencialmente agrícola. A partir da década de 1950,
principalmente, nosso país passa por uma grande transformação, começa a efetivar-se agora como
país industrial.Essa industrialização, que atinge tanto o campo como a cidade, impulsiona o
processo de urbanização. Vejamos porque: a indústria precisa de mão-de-obra e consumidores e ao
mesmo tempo a máquina ocupa postos de trabalho no campo. Temos então uma combinação de
fatores: a cidade atraindo, em função da oferta de empregos, educação, médicos, lazer, etc. Por
outro lado tínhamos campo expulsando por motivos como: o declínio do preço do café e as
constantes geadas (principalmente a de 1975). Isso fez com que a continuidade de seu cultivo se
tornasse nada atrativa. Em substituição a essa cultura vem o binômio soja-trigo. Essas duas
culturas, diferentes do café, que utilizava muita mão-de-obra, se caracterizam pela alta
mecanização e utilização maciça de agroquímicos que vão conter o avanço das pragas e dispensar a
capina. Também podemos citar como causa do êxodo rural, o Estatuto do Trabalhador Rural,
criado em março de 1963. A lei que tinha como objetivo assegurar legalmente o trabalhador rural
obteve, resultado paradoxal, pois muitos empregadores, temerosos dos encargos com seus
empregados, passaram a rejeitar os empregados permanentes, dando preferência aos chamados

61
“volantes” ou “bóias frias”; em conseqüência, esse trabalhadores passaram a se deslocar para a
cidade, contribuindo bastante para a urbanização. Uma parcela desses trabalhadores continuaram o
trabalho no campo, mas agora na condição de “bóia fria”. Essa modalidade de trabalho deixou
muitos aquém de qualquer garantia trabalhista. O trabalhador rural agora só receberia pelo dia
trabalhado. Não haveria qualquer vínculo entre trabalhador e empregadores.
Lembramos que o contingente de pessoas que saíram do campo foi superior ao número de
empregos e infra-estrutura oferecidos pela cidade. Entendemos que grande parte dos problemas
urbanos atualmente são resultantes desse descompasso ocorrido principalmente na década de 70.
Se na zona rural o trabalhador tinha quase tudo gratuitamente para suprir suas necessidades,
como moradia, alimentação, água e até lazer, na cidade, para se ter acesso a esses bens, era
necessário dinheiro e isso só se conseguiria se houvesse emprego, portanto, muitas famílias ao se
deslocarem para a cidade empobreceram, não havia emprego para todos.
Em poucos anos quase toda a população rural se transfere para a zona urbana e, como nem
todos se dirigiram para a cidade de Astorga, também migravam para outros centros urbanos e até
mesmo para a zona rural em outros estados houve, além da urbanização, queda expressiva no
número total de habitantes.

Ciclos da vida: As faixas etárias

Você sabe a qual faixa etária pertence? Qual faixa etária domina em seu município? Por
que precisamos estudar as faixas etárias?Para responder essas questões, leia o texto abaixo:
Normalmente classificamos a população em três faixas etárias, a jovem (entre 0 e 19
anos), a dos adultos (entre 20 e 59 anos) e dos idosos ( mais de 60 anos).
No começo do nosso município existia um número grande de crianças e era reduzido o
número de idosos, hoje isso mudou e bastante. Aconteceram muitas coisas que fizeram com que as
taxas de natalidade diminuíssem e a expectativa de vida aumentasse. No caso da queda da taxa de
natalidade está relacionada a queda na taxa de fecundidade, que tem como fatores a ampliação do
uso de métodos contraceptivos, maior participação da mulher no mercado de trabalho e casamentos
tardios, entre outros. Uma vez que o número de nascimentos diminui, a proporção de jovens tende
a diminuir. Foi o que aconteceu em nosso município. A diminuição da proporção está relacionada
também ao aumento da longevidade que se deu nas últimas décadas, conforme mostra o quadro
XXX. Conclui-se portanto que diminuiu a proporção de jovens e aumentou a de idosos.
Tabela 9

62
ÍNDICES DEMOGRÁFICOS DE ASTORGA 1
ANO 1970 1980 1991 2000
Mortalidade Infantil (por mil nascimentos) 86,23 60,81 36,57 26,28
Longevidade 55,08 59,51 66,03 66,75
Fecundidade 2,93 2,71 2,29 2,17
Fonte: Ipeadata/IBGE

O estudo das faixas etárias do nosso município pelos gestores é muito importante, para que
possam planejar com eficiência o seu futuro. Pois, sabendo da quantidade de pessoas existentes
em cada faixa etária, é possível prever para os anos seguintes, por exemplo, qual será a quantidade
de salas de aula necessárias para os diversos ciclos, bem como a quantidade de empregos, leitos
hospitalares e áreas de lazer para idosos.
A composição etária da população é dinâmica, ou seja, o número ou a porcentagem de
indivíduos de cada faixa etária está sempre se alterando, cada época domina uma ou outra faixa.
Em nosso município ela também vem se alterando. Com a diminuição das taxas de natalidade e
fecundidade e o aumento da expectativa de vida, a porcentagem de jovens diminuiu, enquanto que
a de adultos e idosos aumentou. A partir dessas constatações e das estimativas para os anos
posteriores os gestores podem planejar a infra-estrutura capaz de atender a demanda de todas as
faixas etárias.

Tabela 10
POPULAÇÃO CENSITÁRIA SEGUNDO AS FAIXAS ETÁRIAS E SEXO - 2000
Faixas Etárias (ANOS) Masculino Feminino Total
Menores de 01 ano 144 162 306
De 00 a 04 861 864 1725
De 05 a 09 1080 1026 2106
De 10 a 14 1154 1068 2222
De 15 a 19 1162 1087 2249
De 20 a 24 961 987 1948
De 25 a 29 928 951 1879
De 30 a 34 917 1025 1942
De 35 a 39 927 940 1867
De 40 a 44 783 827 1610
De 45 a 49 672 770 1442

63
De 50 a 54 552 570 1122
De 55 a 59 491 468 959
De 60 a 64 387 399 786
De 65 a 69 317 357 674
De 70 e mais 506 600 1106
Total 11698 11939 23637
FONTE: IBGE - Censo Demográfico - Resultados da amostra

Figura 21
Fonte: IBGE – Censo Demográfico – Recenseamento Geral
NOTA: Traço verde representa um modelo de população jovem.

64
Figura 22
Fonte: IBGE – Censo Demográfico – Recenseamento Geral
NOTA: Traço verde representa um modelo de população jovem.

Figura 23
Fonte: IBGE – Censo Demográfico – Recenseamento Geral
NOTA: Traço verde representa um modelo de população jovem.

65
Figura 24
Fonte: IBGE – Censo Demográfico – Dados do Universo
NOTA: Traço verde representa um modelo de população jovem.

Figura 25
Fonte: IBGE – Contagem da População
NOTA: Traço verde representa um modelo de população adulta.

66
A mortalidade infantil

Entendemos como mortalidade infantil o número de óbitos de menores de um ano de idade,


desde que nascidas vivas. É expresso por mil (‰). Nas últimas décadas, segundo mostra o quadro
XXX, ela caiu de 86,23 ‰ em 1970 para 26,28‰ em 2000. Para que isso contribuíram:
1. Crescimento do número de atendimentos pré-natais e neonatais;
2. Incentivo ao aleitamento materno;
3. Aumento do nível de escolaridade;
4. Campanhas nacionais de vacinação;
5. Advento dos antibióticos;
6. Urbanização.

É evidente que os números estão bem melhores, mas ainda não temos motivos para
comemorar, pois ainda é uma taxa muito alta em relação a dos países desenvolvidos e, para que
possamos chegar aos números desses países, precisamos enfrentar as causas da mortalidade.
Sabemos que os altos índices de mortalidade infantil estão relacionados à falta de assistência
médico-hospitalar materna, pré-natal e neonatal, baixo nível de escolaridade da mãe, déficit
alimentar da mãe, falta de saneamento básico, entre outros fatores. Sendo assim fica muito claro
que só teremos os índices desejados quando houver políticas públicas que ataquem esses
problemas. É preciso, portanto investimentos em saúde pública, educação, geração de emprego e
distribuição de renda. As medidas tomadas para diminuição da mortalidade infantil conseguem
elevar a qualidade de vida e aumentar a longevidade.

Já sei ler: Os índices de escolaridade

Você sabe qual é o significado de analfabeto?

Para fins estatísticos, o IBGE considera analfabeto aquele que não sabe ler nem escrever
um bilhete simples. Analisando o gráfico de analfabetismo de nosso município podemos verificar
que o índice ainda é bastante alto. Nosso índice em 2000 era de 12%, enquanto que em países
como o Japão e os Estados Unidos, esse índice é quase nulo. O simples fato de saber qual é a taxa

67
de analfabetismo não e suficiente. Ela nos aponta o quanto ainda temos que avançar. Para isso
devemos cobrar dos gestores, políticas públicas de combate efetivo ao analfabetismo.
Embora o índice ainda esteja longe de um nível satisfatório, não devemos negar que evoluímos
bastante, segundo o que nos mostra o quadro:
Tabela 11
ÍNDICE DE ANALFABETISMO - ASTORGA
ANO 1970 1980 1991 2000
ANALFABETOS (%) 28,3 23,7 16 12
Fonte: Ipeadata

Existem hoje no município programas de combate ao analfabetismo. Várias escolas estão


oferecendo aulas gratuitamente para todas as idades, para que esse problema seja sanado ou, ao
menos diminuído bastante.
É muito difícil atualmente uma pessoa não saber ler nem escrever. Além da questão
relacionada a dificuldade de se conseguir emprego, imaginem, quando vão ao mercado, ao banco
ou às lojas? Como os analfabetos vão saber os preços dos produtos e para que servem? Não
conseguem contar o dinheiro da aposentadoria podendo ser facilmente enganadas, não sabem ler
bulas de medicamentos e nem rótulos de produtos de limpeza, por exemplo. É, nesse mundo de
letras, não dá mais para ser analfabeto.
A seguir temos outras informações para conhecermos melhor a educação no nosso
município:
a. Taxa de analfabetismo (entre 10 e 15 anos): 1,3%.

b. Números de estabelecimentos por categoria administrativa (2006):


 Privada: 4
 Municipal: 14
 Estadual: 5
 Total: 23

c. Número de IES (Instituição de Ensino Superior): Privada: 1

d. Número de matrículas na rede municipal (2006):


 Creche: 219
68
 Pré-escola: 562
 Ensino fundamental - Anos iniciais: 1.537

e. Alunos matriculados no Ensino Fundamental (2005):


 Privada: 238
 Municipal: 1.576
 Estadual: 1.561
 Total: 3.375

f. Matriculados no Ensino Médio (2005):


 Estadual: 1.041
 Privado: 87
 Total: 1.128

g. Matriculados no Ensino Superior (2005):


 Privado: 221
 Total : 221

Nas últimas décadas a Educação do Município de Astorga teve muitas alterações positivas,
melhorando nossos índices estatísticos como está exposto no quadro abaixo:
Tabela 12
ÍNDICES DE ESCOLARIDADE - ASTORGA
ANO 1970 1980 1991 2000
Pessoas c/ menos de 4 anos de 80,80% 65,90% 49,40% 35,80%
Estudo (c/ mais de 25 anos de
idade)
Média de anos de Estudos 1,7 3,0 4,3 5,4 anos
anos anos anos
Mais de 11 anos de Estudos 1,07% 4,08% 6,82% 7,40%
Evasão Escolar (Fora da Escola) 25,20% 22,70% 14,90% 3,22%

Fonte: Ipeadata

69
Como podemos observar, embora os índices tenham melhorado, ainda não se apresentam
satisfatórios. A média de anos de estudos mostra-se demasiadamente baixa, influenciando
negativamente no desenvolvimento econômico e social do nosso Município. É preciso que os
gestores públicos planejem políticas educacionais capazes de corrigir as distorções relativas à
educação. Assim conseguiremos democratizar todos os níveis da educação e elevar a tão desejada
qualidade de vida dos nossos munícipes.

Repartindo o bolo: A renda per capita

Entende-se por renda per capita o resultado da divisão do PIB do município, estado ou país
pelo número de habitantes. É como se a renda do município fosse dividido entre todos os seus
habitantes. Isso é feito, mas só no papel. Sabemos que a realidade não é assim. Quando fazemos
essa divisão: PIB ÷ população, temos um resultado fictício.
Uma das características dos países capitalistas subdesenvolvidos, como o Brasil, é a má
distribuição de renda, ou seja, ela está concentrada nas mãos de poucos. O Brasil está entre os
primeiros nesse quesito. Isso ocorre em todos os seus municípios, inclusive no nosso. Para
comprovar essa realidade é só analisar a diferença entre os bairros ou o estilo de vida dos
habitantes. Alguns têm mais dinheiro e podem ter acesso a uma boa casa, carro novo, plano de
saúde, cursos particulares (inglês, computação etc), enquanto alguns sequer têm dinheiro para a
alimentação. Somos um município de contrastes e, para melhor entendermos do que estamos
falando vamos analisar o quadro:
Tabela 13
ÍNDICES DEMOGRÁFICOS DE ASTORGA 2
ANO 1970 1980 1991 2000
Renda Per Capta (em salário mínimo) 0,51 1,24 1,1 1,77
Indigentes (%) nd nd 7,73 4,93
Pobres (%) 75,13 35,54 33,54 21,34
Índice de Gini nd nd 0,541 0,546
Índice de Theil 0,54 0,54 0,503 0,511
IDH-M 0,455 0,686 0,713 0,75
IDH - educação 0,517 0, 574 0,656 0,848
IDH - longevidade 0,501 0,506 0,579 0,696
IDH - renda 0,348 0,907 0,657 0,707
Fonte:IPEADATA

70
* (nd) sem dados.

Analisando o quadro percebe-se que houve uma melhora representativa em quase todos os
índices, no entanto, estão muito longe de serem o ideal. Por exemplo, através do IDH (índice de
desenvolvimento humano) temos condições de avaliar aspectos da saúde, educação e renda. Esse
índice, que já melhorou bastante nas últimas décadas, precisa avançar mais. Isto só irá acontecer
quando tivermos mais investimentos em saúde, educação e geração de renda. Eis mais uma tarefa
para os gestores públicos.
Outro aspecto que precisamos destacar, como já foi dito, é que os índices são uma média e
não condiz com a realidade de cada indivíduo. Por exemplo, em 2000 a renda era de 1,77 salários
mínimos, mas quando analisamos o quadro, verificamos a existência de uma grande porcentagem
de indigentes e pobres, ou seja, muitos astorguenses vivem com renda muito menor que essa
quantia.
Vamos trabalhar? A População Economicamente Ativa (PEA)

A População Economicamente Ativa compreende o potencial de mão-de-obra com que


pode contar o setor produtivo, dividindo-se em população ocupada e a população desocupada.
Segundo o Ipeadata, a População Economicamente Ativa do nosso município quase que
dobrou em três décadas e, segundo a figura XXX abaixo também observamos que o número de
trabalhadores urbanos cresceu, enquanto os da zona rural tiveram um decréscimo, evidenciando as
transformações no espaço agrícola do município a partir da década de 70.
Tabela 14
POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA - ASTORGA
ANO 1970 1980 1991 2000
PEA (nº. de habitantes) 7.982 8.410 10.554 12.693
População total 25.018 20.677 23.637 24.191
PEA (%) 31,9 40,67 44,65 52,47
População ocupada 7.890 8.365 10.389 11.195
População ocupada - rural 4.350 2.589 1.701 1.557
População ocupada - urbana 3.540 5.776 8.688 9.638
População economicamente ativa - 3.623 5.821 8.823 11.079
urbana
População economicamente ativa - 4.359 2.589 1.731 1.616
rural
Fonte: Ipeadata

71
Dois fatores são importantes para se explicar o aumento da PEA: maior participação da
mulher no mercado de trabalho e o aumento do número de adultos no total da população, em
função da queda da taxa de fecundidade e natalidade.
Conhecendo os dados relativos a PEA do município, os gestores públicos devem tomar
medidas visando atender a demanda de mão-de-obra através da geração de empregos. Cabe
ressaltar que, como há uma evidente diminuição da necessidade de mão-de-obra no meio rural, a
cidade acaba recebendo esses ex-trabalhadores do campo e, se não absorvida em trabalhos urbanos,
aumenta ainda mais a porcentagem de desocupados que em muitos casos não possuem capacitação
em outra atividade além da rural.
Diante dessa realidade fica evidente que, além da geração de emprego, há a necessidade de
investimentos para a qualificação de mão-de-obra. Mais um desafio para os gestores públicos.
Outro aspecto da PEA é a distribuição nas diversas atividades econômicas. O quadro acima
mostra o número de trabalhadores em cada atividade econômica e, sua análise permite diagnosticar
quais segmentos empregam mais mão-de-obra e assim podemos caracterizar o nosso perfil
econômico. No caso do nosso município, a porcentagem de trabalhadores no setor primário e
secundário é menor que o terciário, característica comum a grande parte dos municípios brasileiros.
O setor terciário, mesmo que de forma muito precária acaba absorvendo grande parte dos
trabalhadores excluídos das atividades rurais e industriais em função da mecanização. Muitos
trabalhadores se tornam informais, ou seja, subempregados, pois são trabalhos esporádicos e sem
garantias trabalhistas. É o que conhecemos como “estar fazendo bico”.
Portanto, quando citamos População Ocupada, um sério problema a ser destacado é o
pequeno número de empregos formais, que segundo o IPARDES (31/12/2005), havia apenas 4.963
pessoas empregadas formalmente.
O registro em carteira, embora seja um direito do trabalhador e dever do empregador, é
uma prática ainda pouco adotada em nosso município, fazendo com que nossos trabalhadores
fiquem desamparados legalmente, o que piora suas condições sócio-econômicas. Tão
importante como conhecer nossos direitos é cobrá-los. A não formalização do emprego acarreta
muitos problemas aos trabalhadores, pois perdem vários direitos como:
 O trabalhador não contribuindo junto ao INSS e fica impossibilitado de se aposentar por
tempo de serviço;
 Direito à licença maternidade;
 Á licença para cuidar da saúde;

72
 Acesso ao FGTS;
 13º salário;
 Férias, entre outras vantagens.
Ainda, um trabalhador subempregado se sente inferiorizado pela sua condição, e muitas vezes,
até se sente culpado. Mas, quando entendemos que no sistema capitalista não há emprego para
todos, descobrimos que, por mais qualificação e dedicação que os trabalhadores tenham,
alguém vai ficar desempregado.

Mãos à obra: As atividades econômicas

Como já vimos anteriormente, nosso município teve sua ocupação baseada na agricultura.
Atualmente esse ainda é um importante setor, embora tenha perdido bastante sua participação tanto
na renda gerada e muito mais nos geração de empregos. O quadro abaixo nos mostra o valor
adicionado a cada ramo de atividade:
Tabela 15
Origem Agropecuária Indústria Serviços Recursos/autos Total
Valor ($) 95.264.959 63.677.592 35.856.244 880.931 195.679.726
Fonte: Ipardes

Através das informações do quadro acima entendemos porque o setor agropecuário é um


setor ainda tão importante para o nosso município. Agora vamos aprender um pouco mais sobre
cada atividade:

a. Agricultura: é o setor que envolve atividades relacionadas a agricultura e a pecuária. Em


nosso município temos os dois. Nela se destacam o cultivo de soja, cana-de-açúcar, milho
e trigo. Ao longo das décadas os produtos cultivados ora aumentaram participação, ora
diminuíram. Essa oscilação está quase sempre associada aos preços dos produtos
alcançados no mercado externo. Um bom exemplo para ilustrar o que estamos falando é a
cultura do café. Essa cultura, que foi responsável pela colonização do nosso município,
ocupou grande parte dele até a década de 1970 e, em função dos preços baixos
alcançados no mercado mundial, houve um desestímulo para continuar a produção e

73
então sua erradicação quase que completa. A geada de 1975 também contribuiu com a
erradicação e, embora tenha tido papel importante, não deve ser colocada como único
fator. Mesmo ante de 1975, o governo já incentivava os cafeicultores a erradicarem suas
lavouras Vejam que há muito tempo nosso espaço é controlado pelo capital externo, ou
seja, é ele quem decide o que vai ou não ser produzido aqui. A submissão do nosso
espaço aos ditames do capital externo é também uma das características dos países
subdesenvolvidos.
O quadro abaixo ilustra bem a evolução da área plantada de café em Astorga:

Tabela 16
EVOLUÇÃO DA CULTURA DO CAFÉ - ASTORGA
ANO 1970 1980 1996 2006
Área plantada (ha.) 3.459 562 1.016 370
Qtde Produzida (Ton.) 2.425 62 1.337 614
Fonte: IBGE

Um outro exemplo mais recente é a cultura da soja, que nos anos de 2002, 2003 e 2004, ao
alcançar altos preços, teve a área plantada bastante ampliada, chegando a ocupar 19.097 hectares
em 2004 e, no ano seguinte, em 2005, quando o preço declinou, a área recuou para 11.900
hectares. No quadro abaixo é possível analisar a evolução da área plantada dos principais produtos
cultivados em nosso município:

Tabela 17
LAVOURAS TEMPORÁRIAS: ÁREA PLANTADA (HECTARE) - ASTORGA
ANO 1990 1995 2000 2005
Soja 7.500 9.120 15.000 11.000
Milho 1.900 4.450 9.252 5.500
Trigo 7.900 2.300 8.204 5.000
Cana-de-açúcar 1.418 2.466 2.352 2.955
Algodão herbáceo 4.541 3.000 50 1.500
Fonte: IBGE

74
Autor: Costa, P. R. P. (2008)
Figura 26: Plantação de soja e milho, principais culturas do município. Essas duas lavouras
substituíram o café na década de 1970. Seus cultivos utilizam-se de tecnologias modernas. A
utilização de mão-de-obra é bastante reduzida.

75
Autor: Costa, P. R. P. (2008)
Figura 27: Plantação de Algodão. Cultura que ocupou grandes áreas nas década de 1980 e 1990,
atualmente ocupa área bastante reduzida.

76
Autora: Puziol, J. K. P. (2008)
Figura 28: Plantação de café. Esta cultura que já dominou as paisagens agrícolas do Norte
Paranaense, atualmente aparece de modo disperso. Sua erradicação contribuiu em
grande parte pelo rápido processo de urbanização do município.

77
Autora: Puziol, J. K. P. (2008)
Figura 29: Plantação de Cana de açúcar. Em função das exportações de álcool, sua área vem
crescendo nos últimos anos.

78
Autor: Kurtz, P. (Embrapa Trigo - 2007)
Figura 30: Plantação de trigo

Nossa agricultura se caracteriza de modo geral como moderna por utilizar tecnologias
avançadas na produção, como tratamento do solo, sementes selecionadas, mecanização da lavoura
e acompanhamento de agrônomos. Esses são os fatores responsáveis pelo aumento da produção
agrícola por hectare, que tem ocorrido nas últimas décadas.
Você deve ter observado através do gráfico XX que a maior área de cultivo (área plantada)
está ocupada pela cultura da soja. Essa cultura é destinada basicamente para o consumo animal
(ração). No entanto, culturas destinadas ao consumo humano, como o arroz e o feijão, não
aparecem na lista dos mais cultivados. Esse aspecto revela uma das características da agricultura de
países subdesenvolvidos, como o Brasil: a produção agrícola voltada para a exportação, e isso se
reflete em nosso município.
Lembramos que no início da ocupação a agricultura municipal era muito mais
diversificada. Além do café, cultura principal, havia cultivo de arroz, feijão, cana, mandioca e
milho em praticamente todas as propriedades. O agricultor era auto-suficiente em vários produtos
alimentares, muito diferente da conjuntura atual, onde a propriedade rural produz apenas um
produto, ou seja, é monocultora.

79
b. Pecuária: O gráfico XXXX mostra os três principais rebanhos do nosso município:
criação de aves, bovinocultura e suinocultura. Somos um dos grandes criadores de aves
do Paraná, com 4.133.486 de cabeças, segundo o IBGE (2006). Essa atividade é realizada
de modo intensivo e contribui para a fixação do Homem no campo, pois exige cuidados
diariamente. No caso da bovinocultura, o nosso município tem na especialidade de corte,
o maior rebanho. A bovinocultura leiteira tem menos animais e em geral estão nas
menores propriedades, diferente da de corte que se concentra nas de maior extensão.
Grande parte é criada de modo extensivo e, em algumas propriedades também se pratica
o intensivo, por meio do confinamento.
A suinocultura, que desde o início da colonização esteve muito presente, ainda é praticada
em várias propriedades. Antes a produção era se apresentava em dois tipos, o tipo banha e tipo
carne. Em função da diminuição da procura pela banha, a criação de suínos se destina basicamente
à carne. Quase toda a produção é feita por pequenos proprietários e de modo em geral, em sistema
tradicional, utilizando-se de pouca tecnologia.
Nosso rebanho total é bastante expressivo e contribui para gerar renda para o nosso
município. A criação é realizada tanto de modo tradicional quanto moderno. Há necessidade de se
profissionalizar as que ainda são tradicionalmente criadas, tornando-as mais rentáveis, o que
beneficiaria o criador e sua família e via de regra, o município. O poder público tem também essa
função. Os órgão municipais, estaduais ou federais, através de planos e execuções podem tornar a
pecuária municipal muito maisprodutiva. Eis outro desafio.
Tabela 18
Efetivo de rebanhos (cabeças) – Município: Astorga
ANO 1996 2006
Bovino 44.234 34.366
Suíno 3.575 3.631
Aves (galinhas, galos, frangos e frangas) 1.265.330 4.133.486
Fonte: IBGE

80
Autora: Costa, P. R. P. (2008)
Figura 31: Criação de Bovinos no sistema de confinamento, destinada ao corte.

Autora: Costa, P. R. P. (2008)

Figura 32: Criação de Bovinos no sistema semi-extensivo, destinada ao corte.

81
Autora: Puziol, J. K. P. (2008)
Figura 33: Criação de gado suíno no sistema intensivo destinado a produção de carne.

82
Autora: Costa, P. R. P. (2008)
Figura 34: Criação intensiva de aves. Esta atividade se destaca em nosso município e se caracteriza
pelo alto nível tecnológico utilizado.

c. Atividade Industrial: Astorga conta com dois parques industriais, possuindo no total 80
estabelecimentos (IPARDES, 2005) e gera mais de mil empregos. O setor têxtil se
destaca por gerar mais de 50% dos empregos industriais. A indústria de papel, papelão,
editorial e gráfico também têm grande importância. Embora seja um setor muito
importante por gerar renda para o município, quando se analisa o aspecto geração de
empregos, observa-se pequena contribuição.

83
Tabela 19
FUNCIONÁRIOS OCUPADOS POR RAMO INDUSTRIAL - ASTORGA
Ramo Industrial Nº. de estabelecimentos Nº. de empregos
Indústria de produtos minerais 6 26
não metálicos
Indústria metalúrgica 4 37
Indústria mecânica 2 5
Indústria de materiais elétricos 1 3
e de comunicação
Indústria de materiais de 1 2
transporte
Indústria da madeira e do 14 99
mobiliário
Indústria do papel, papelão, 5 168
editorial e gráfico.
Indústria da borracha, fumo, 2 15
couro, peles, produtos similares
e Indústria diversa.

Indústria têxtil, do vestuário e 44 781


artefato de tecido.
Indústria de calçados 1 7
TOTAL 80 1143
Fonte: IPARDES

84
Figura 35: Carta de Uso do Solo

85
O MEIO AMBIENTE, LAZER E VIAS PARA PEDESTRES.

O cuidado com o Meio Ambiente: Faça sua parte

Embora atualmente seja constante falar em preservação ambiental, uma simples passeio em
alguns pontos do município, demonstra o quanto estamos deteriorando o nosso habitat e o quanto
ainda precisa ser feito para estabelecermos um ambiente dentro dos princípios do
Desenvolvimento Sustentável. Além de informações é necessário que haja responsabilidade.
Acreditamos que o fato de tomar consciência desse ou daquele problema ambiental não tem sido
suficiente, falta agora delegar aos munícipes as suas responsabilidades. Precisamos urgentemente
nos tornar responsáveis pela preservação e revitalização do meio e cobrar do poder público que as
leis se façam cumprir, afinal, o meio é um bem comum e todos tem direito a um ambiente
saudável.
A escola deve auxiliar para que isso venha acontecer de fato. Nas aulas de Geografia, por
exemplo, o professor pode levantar alguns problemas ambientais que estão ocorrendo no
município e a partir disso, propor ações para que sejam sanados. Essas ações podem ser realizadas
pelos próprios alunos e por seus familiares. Aquelas ações que não forem da responsabilidade
deles, devem ser cobradas dos órgãos competentes.O importante é que os alunos descubram-se
como agentes da construção/ reconstrução do ambiente e se tornem responsáveis por ele.

O que cabe a nós moradores desse município em relação à preservação e revitalização do meio?
São várias ações que todo cidadão pode e deve praticar, tais como:

 Separar o lixo orgânico (restos de alimentos) do inorgânico (latas, vidros, plásticos, isopor);
 Limpeza constante do quintal (evita proliferação de vários insetos e roedores e diminui a
poluição visual);
 Limpeza e adequação da calçada. Como é uma via pública, deve estar desobstruída e
adequada;
 Nunca jogar lixo em terrenos vazios;
 Manter os terrenos vazios limpos.

86
Algumas ações devem ser efetivadas pelo poder público, como a coleta de lixo e a fiscalização
e punição sobre os infratores,embora muitas cabe a nós munícipes.
Para essa fiscalização, o que não falta são órgãos. Temos vários e vão desde a esfera municipal a
federal: Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Superintendência de Desenvolvimento de Recursos
Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA) e Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A higiene é fundamental: o saneamento básico

“Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e a coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (Artigo 225 da
Constituição Federal).
Assim como em nossa casa, a cidade deve estar sempre limpa para evitar a proliferação de
doenças associadas à falta de higiene.
Se em nossa casa somos os responsáveis por essa higienização, quem faz isso pela cidade?
Em nosso município, esse serviço é prestado pela Prefeitura e também pela Sanepar. Se
você observar no boleto do IPTU vem o valor que pagamos pelo por cada serviço de saneamento
prestado e, também na fatura da Sanepar vem os valores cobrados pela água e esgoto. É importante
sabermos o quanto pagamos e observarmos se os serviços cobrados estão realmente sendo
oferecidos. Todos os moradores do município tem o dever de pagar os impostos referentes aos
serviços de saneamento básico assim como o direito de tê-los.
Quais são os serviços que envolve o saneamento básico? abastecimento de água,
esgotamento sanitário, limpeza urbana, coleta de lixo e drenagem urbana.
Quanto ao abastecimento de água, como já foi mencionado em capítulo anterior, estamos
bem, ou seja, quase toda população é abastecida com água tratada. Isso é fundamental, pois muitas
doenças são evitadas, diminuindo as internações e gastos com remédios, e ainda reduz a
mortalidade infantil.
Quando o assunto é esgoto, em nosso município, como ocorre em muitos municípios
brasileiros, a porcentagem de pessoas atendidas pela rede de esgoto ainda não atinge a totalidade
(64,56% em 2006). Esse serviço deve ser ampliado para tornar se universal, uma vez que sua

87
ausência é lamentavelmente problemática ao contribuir para a proliferação de inúmeras doenças
como diarréias, dengue, febre tifóide, malária e febre amarela. Também polui os rios, as águas
subterrânea, além da poluição visual.
O descaso e a ausência de investimentos no setor de saneamento em nosso País como um
todo, em especial nas áreas urbanas, tem comprometido a qualidade de vida da população e do
meio ambiente.
Até a década de 1960, o País não possuía uma política para o setor. As altas taxas de
mortalidade infantil e o agravamento da poluição nos principais centros urbanos demonstravam a
precariedade dos serviços e a ausência de investimentos. Nos anos 80, os investimentos no setor
foram centralizados juntamente com o Estado Brasileiro. O Plano Nacional de Saneamento
(Planasa) incentivou a concessão de serviços para as companhias estaduais e contribui para
diminuir a atuação dos municípios. Entre suas metas, estava o atendimento de 90% da população
com serviços adequados de abastecimento de água e 65% com esgotamento sanitário, e não incluía
os serviços de coleta de lixo. Esse mínimo exigido praticamente já alcançamos, mas não é o
suficiente, precisamos chegar a 100%. Para agravar ainda mais o problema, existem ligações de
esgoto em galerias pluviais. Toda a sujeira que seria destinada à lagoa de tratamento, vai direto
para o rio por essas galerias.
Contamos atualmente com duas estações de tratamento de esgoto (ETE), sendo uma tendo
como corpo coletor o rio Taquari o a outra, o rio Jaboticabal.. Em 2006 a Sanepar coletou e tratou
79, 72 m³ de esgoto por hora, somando 53.576 m³.
Quanto a coleta de lixo, também somos bem servidos, no ano 2000, 86,4% da população
tinha o lixo coletado. Um número bem melhor do que em 1991, quando era de 72,4%.
Atualmente, parte do lixo coletado tem como destino um aterro controlado, que embora não
seja impermeabilizado, diminui em muito os riscos ambientais. O lixo oriundo de clínicas e do
hospital são coletados por uma empresa particular e levado para o tratamento em outro município.
Embora em nosso município o índice de coleta seja bom, ainda carece de políticas públicas
que estabeleçam urgentemente o destino de alguns tipos de lixo que não podem ter o mesmo do
lixo comum e nem a reciclagem, tais como: o lixo eletrônico, as lâmpadas fluorescentes, pilhas,
baterias e os resíduos de construção civil. Vamos juntos nessa luta por um ambiente saudável. Faça
sua parte separando adequadamente o lixo e cobrando políticas públicas que superem esse grave
problema.

88
Já possuímos coleta seletiva, mas nem todos os moradores se conscientizaram de sua
importância e ainda não fazem a separação. Esse é um grande problema, pois as valas destinadas
ao lixo orgânico, ao receber também o lixo inorgânico, tendem a serem preenchidas muito mais
rapidamente e conseqüentemente exigindo a abertura de mais valas. E você que já sabe da
necessidade de reciclar, está fazendo sua parte?
Lembramos que uma sociedade baseada no consumismo, como é a nossa, a produção de
lixo se torna maior a cada dia. Os produtos descartáveis são os grandes responsáveis por isso. A
diminuição da retirada de matérias-primas da natureza e a produção de lixo depende da mudança
de nosso comportamento. Exigir que as empresas produzam reutilizáveis, como as garrafas de
refrigerantes e utilização de copos laváveis e pregar o não ao consumismo são idéias que o meio
ambiente agradece.

Chegou o final de semana: os espaços públicos para o lazer

O lazer é importante para qualquer fase de idade e em qualquer município, seja na área
urbana ou na rural. A falta de áreas públicas específicas para esse fim é bastante evidente em nosso
município, a população tem pouca opção para exercer esse direito. Existem sim alguns
“parquinhos” destinados ao público infantil, mas quase todos estão em condições bastante ruins
para uso, além de serem em pequena quantidade e sem segurança (não possuem alambrado e
vistoria permanente, por exemplo). Já para os jovens, a oferta é menor ainda. São poucas áreas
destinadas a essa faixa etária e ainda em péssimas condições de uso, conforme as fotos ilustram.
Para os idosos, foi construído um espaço amplo para diversas atividades (casa do idoso) e na praça
central, existe um espaço onde se joga baralho.
Acreditamos que o investimento em lazer é essencial para um município urbanizado, pois sem
opções, todas as faixas etárias estarão mais sujeitas a uma série de problemas, tais como:

 Atropelamentos: quando crianças brincam em pistas de rolagem (ruas);


 Afogamentos e acidentes: quando crianças e adolescentes nadam em lugares impróprios;
 Depressão: a ociosidade da terceira idade pode favorecer processos depressivos;
 Marginalidade: na rua os jovens estão mais sujeitos ao contato com drogas ilícitas;
 Obesidade: considerada pela OMS como uma epidemia, ela reflete mudanças
comportamentais da sociedade nas últimas décadas. Cada vez mais urbanas, as populações
89
estão cada vez mais sujeitas a dietas ricas em carboidratos e gorduras, principalmente pelo
fácil acesso a alimentos industrializados, como refrigerantes e biscoitos e, isso tudo aliado
ao sedentarismo, provocado em muito pela falta de áreas destinadas ao laser. A existência
de áreas para práticas de esportes e recreação atrai crianças e jovens para essas atividades,
combatendo, portanto, o sedentarismo, e por conseqüência a obesidade e as doenças a ela
relacionadas, tais como a diabetes e pressão alta.

Também consideramos importante destacar que com o intenso processo de urbanização, houve
a necessidade de se planejar e criar áreas de lazer no ambiente urbano. Na zona rural, as crianças
tinham o quintal, as árvores, o rio, a mata o campinho de futebol, entre outras opções. Tinham
espaço para brincadeiras. Para os jovens, os jogos de futebol e as quermesses e, para a terceira
idade, a bocha e também as quermesses. O simples encontro entre vizinhos já era lazer, as crianças
se juntavam e logo estavam brincando. “Eram brincadeiras como a do “lenço atrás”, “mês”,
“mulher do sapo”, “amarelinha”, “pula corda” e “cabra cega”“. Muitas crianças hoje nem
conhecem essas brincadeiras. É uma pena, pois são bastante lúdicas, além de combaterem o
sedentarismo.
Aqui apenas apontei algumas vantagens e a necessidade do investimento público em áreas de
lazer, embora existam muito mais. O poder público tem que se dar conta disso e levar a cabo um
programa sério de investimentos. Cabe a nós cobrarmos isso também.

90
Autor: Costa, P. R. P. (2008).
Figura 36: Quadras para esporte no Horto Florestal. Abandono e descaso com o dinheiro público.

Autor: Costa, P. R. P. (2008).

Figura 37: Parque infantil: falta manutenção e segurança aos usuários. O espaço é aberto e as
crianças tem acesso à rua.

91
Pedestre, cuidado!

Vocês devem estar achando estranha a expressão, não é, afinal as placas pedem o contrário:
cuidado pedestre. Mas para quem tem que andar a pé pelas vias de Astorga sabe bem o quanto é
difícil andar sobre as calçadas. As imagens abaixo ilustram bem as condições de grande parte
delas:

Autor: Costa, P. R. P. (2008).

Figura 38: Árvore obstruindo a passagem dos pedestres. Fato comum a várias calçadas
da cidade.

Legalmente a calçada é de responsabilidade ao proprietário do terreno do qual a calçada faz


parte. Ma pelo que já foi exposto, vimos que muitos proprietários estão deixando de cuidar dessas
calçadas. É de extrema importância que essas vias estejam sempre adequadas. A falta de
calçamento e reparos periódicos deixa os transeuntes, principalmente os da terceira idade,
vulneráveis a acidentes, como quedas e atropelamentos, pois, muitas vezes não há condição
nenhuma de se transitar pela calçada e então se faz uso da pista de rolamento(rua). Se a calçada é
de responsabilidade particular, ou seja, do proprietário do terreno, quem é responsável pela
fiscalização delas? Existe punição para os que não cuidam delas?

92
Embora estejam documentadas no Plano Diretor do município as regras sobre as calçadas,
percebe-se que ainda falta fiscalização e conscientização e responsabilidade por parte dos
proprietários sobre sua adequação.
Cremos que à medida que os munícipes vão tomando conhecimento de seus diretos e
deveres a cidade tende a se adequar. Por isso é muito importante que todos tenham acesso ao Plano
Diretor.

CADERNO DE ATIVIDADES

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O objetivo deste caderno é que os alunos ao mesmo tempo em que estão estudando os
conteúdos de geografia geral ou do Brasil, consigam transpor esses conteúdos aprendidos para
o nível municipal, assim vão poder caracterizar o seu espaço. Além disso, descobrirão que
também fazem parte desse espaço construído, portanto são agentes dele.
É necessário que antes da aplicação dos exercícios os alunos tenham assimilado os
conceitos daquele capítulo a ser trabalhado. Ex: Para trabalhar rochas do município,
primeiramente estudamos quais são os grupos de rochas existentes no globo (sedimentares,
metamórficas e magmáticas), depois se chega ao nível municipal. O mesmo se faz com os
demais conteúdos.

LOCALIZAÇÃO e LIMITES DO MUNICÍPIO

1. Preencha o quadro abaixo com dados que localizam o seu município no espaço:
Nome do município:
Mesoregião:
Microrregião:
Região Metropolitana:
Latitude:
Longitude:
Zona climática:
Municípios vizinhos:

2. A localização do seu município interfere no clima e vegetação original dele? Justifique.

3. O clima de seu município é diferente do clima da nossa capital? Justifique.

4. Em seu município as quatro estações do ano são bem definidas? Justifique.


5. Com o auxílio de dois mapas (político), sendo um do Paraná e um do Brasil, calcule a
distância, em linha reta, entre seu município e Curitiba e depois entre seu município à
Brasília.

FORMAÇÃO TERRITORIAL DO MUNICÍPIO

1. Desde quando o território de seu município é habitado? Quem foram os primeiros


habitantes?

94
2 Qual atividade econômica efetivou a ocupação de seu município (ex: café, mineração,
pecuária)?

3. Qual é a origem étnica da população de seu município?

4. A origem de seu município foi espontânea ou planejada? Isso interferiu no traçado da


cidade? Como?
5. Qual é a origem do nome de sua cidade? Dados disponíveis em:
http://www.cultura.pr.gov.br/modules/95onteúdo/95onteúdo.php?conteudo=134)
6. Relacione alguns aspectos culturais de seu município (ex:alimentação, festas religiosas,
dialetos, religião) a origem étnica da população. Dados disponíveis em:
(http://www.cultura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=134)

7. A atividade econômica que impulsionou a ocupação do seu município ainda se faz


importante atualmente? Comente.

8. Músicas que podem ser trabalhadas nesse capítulo:


a. Índios ( Renato Russo)
b. Revanche (Lobão)
c. Borzeguim (Tom Jobim)
d. Todo dia era dia de Índio (Jorge Bem Jor)
e. Um Índio (Caetano Veloso)
f. Amor de Índio (Flávio Venturini)
g. Flor no cafezal ( Cascatinha e Inhana)

ASPECTOS AMBIENTAIS: estrutura geológica, relevo, hidrografia, clima e vegetação

1. A qual estrutura geológica pertence o seu município, bacia sedimentar ou escudo


cristalino? Como se dá a formação dessa estrutura?

95
2. As rochas encontradas pertencem a qual(is) grupos(s), sedimentar, metamórfica ou
magmática? Como se dá a formação dela(s)?

3. Existe extração de alguma rocha em seu município? Qual? Para onde é destinada
(marmoraria, construção civil, agricultura)?

4. Quais são os solos encontrados em seu município? Cite algumas de suas características.
(http://www.ipardes.gov.br/website/Aptidao/viewer.htm)

5. Indique quais culturas são mais viáveis para os tipos de solos encontrados em seu
município, se são as perenes ou temporárias. Exemplifique (café, soja, trigo...) e explique o
por que.

6. Qual é o clima de seu município? Quais são as características quanto:


a. Índice pluviométrico: ________________________________________________
b. Temperatura máxima e mínima: _______________________________________
c. Ao comportamento das estações do ano: _________________________________
d. Meses mais chuvosos: _______________________________________________
e. Meses de estiagem: _________________________________________________
f. Ocorrem geadas? ___________________________________________________
g. Qual massa de ar é responsável pelas geadas? _____________________________
h. Qual massa de ar é responsável pela estiagem? ____________________________

7. Qual é vegetação original do município? Qual é a porcentagem que ainda resta dela (ver na
Emater de município)? Quais as atividades humanas contribuíram para sua degradação? Cite
alguns efeitos desta devastação.(através do site http://www.ipardes.gov.br/ se consegue o mapa
de vegetação original e vários outros mapas interessantes).

8. Em seu município existe viveiro de mudas para doação, referente ao programa estadual de
biodiversidade (ver em http://www3.pr.gov.br/mataciliar/)?

9. Quais são as espécies nativas do seu município (ver na Emater de seu município)?

96
10. A qual Bioma seu município faz parte? Cite algumas de suas características originais e atuais.

11. Cite o nome de algumas árvores nativas de seu município e com auxílio do professor de
ciências ou biologia, coloque o nome científico de cada uma.

12. A qual bacia hidrográfica pertence o seu município? Cite algumas de suas características dessa
bacia (ver em Maack/ http://www.ipardes.gov.br/website/hidrografia/viewer.htm).

13. Cite alguns problemas ambientais que atingem os rios de seu município e medidas que
contribuem para sanar esses problemas.

14. A água que abastece o seu município tem qual vem de onde (ver na Sanepar de seu município)?

15. Com o auxílio da fatura de água que recebemos em casa, responda as questões abaixo:
a. Quantos m³ são consumidos mensalmente em sua residência?
b. Quantos m³ per capita são consumidos diariamente em sua residência?
c. A quantidade de água consumida em sua residência está de acordo com o número
estipulado pela Sanepar que é de 80 litros por dia? Justifique sua resposta.

16. Quais medidas você utiliza diariamente para diminuir o consumo de água em sua residência?
Por que isso é importante (Ex.: diminui a retirada de água do rio, diminui o esgoto, diminui custos
com tratamento de água).

17. Assinale as características que fazem parte dos rios de seu município:
( ) De planalto;
( ) De planície;
( ) Permanentes;
( ) Temporários;
( ) Regime Tropical;
( ) Regime Subtropical.

97
18. Existe aqüífero em seu município? Qual? Já é explorado?

19. Tirar fotos que mostram os maus tratos com o meio ambiente (ex: lixo nas vias públicas, na
escola e árvores mal cuidadas). Depois expor as fotos a todos os alunos. Finalmente se faz um
texto sobre o tema tratado comentando sobre os problemas e apontando soluções (por exemplo,
encaminhar algum pedido aos órgãos públicos para intervir em determinado problema, ou fazer
trabalho de conscientização no bairro).

20. Algumas músicas podem ser trabalhadas nesses conteúdos:


a. Planeta água (Guilherme Arantes)
b. Planeta azul (Chitãozinho e Xororó)
c. Herdeiros do Futuro (Toquinho)

ASPECTOS DEMOGRÁFICOS E ECONÔMICOS

1. Construa uma tabela mostrando a evolução do crescimento populacional a partir da década de 70


até o último Censo (ver:
http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/DadosIPEAData.htm?SessionID=1275396131).
2. Peça para os alunos construírem a árvore genealógica, mostrando a origem de cada um. Depois
pode se construir uma tabela ou gráfico com os resultados obtidos e descobrir qual é a origem da
maioria dos alunos (paulistas, mineiros, gaúchos...).

3. Construa uma tabela com mostrando a evolução da população rural/ urbana de seu município a
partir da década de 70 (ver em:
http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/DadosIPEAData.htm?SessionID=1275396131)

4. Houve êxodo rural em seu município? Quais fatores foram responsáveis por esse fenômeno?

5. Qual é a porcentagem de população rural e urbana de seu município? Ele é urbanizado?

6. Escreva alguns problemas urbanos de seu município e medidas que poderiam ser tomadas para
saná-los. Também pode ser feito através de fotografias e depois uma produção de texto.

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7. Faça uma tabela ou gráfico com dados coletados com pais de alunos de determinada sala de
aula: número ou porcentagem de pais que nasceram na zona rural e atualmente vivem na zona
urbana. Também dá para construir um gráfico ou tabela com as causas que levaram a mudança.

8. Qual é a faixa etária que domina em seu município? Sempre foi assim? Justifique.

9. Qual é a porcentagem de indivíduos analfabetos de seu município? E a média de anos de estudo?


(ver em: http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/DadosIPEAData.htm?SessionID=181272591).

10. Faça uma tabela com o grau de escolaridade dos pais dos alunos (da sala em que está sendo
trabalhado o conteúdo) bem como a atividade econômica que ocupam.

11. Qual é o índice de desemprego de seu município? Onde a maioria da PEA está ocupada, na
zona urbana ou rural? (ver em:
http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/DadosIPEAData.htm?SessionID=181272591).

12. Complete os espaços com os índices de seu município e depois elabore um texto comentando
os dados: (dados obtidos em www.ipeadata.gov.br/)
a. Gini: __________________________________________________________________
b. Theil: __________________________________________________________________
c. IDH: ___________________________________________________________________
d. Mortalidade infantil:_______________________________________________________
e. Expectativa de vida (longevidade):____________________________________________
f. média de anos de estudo:____________________________________________________

13. Quais são o os principais produtos cultivados em seu município? E os animais mais criados?

14. O clima de seu município é favorável ao cultivo de café? Justifique

15. Cite o nome de 5 empresas de seu município e diga a qual setor da economia cada uma
pertence (primário, secundário ou terciário)

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16. Tirar fotos de atividades econômicas desenvolvidas em seu município e produzir um cartaz
com elas. Depois discutir com os alunos sobre cada atividade e finalmente fazer produção de
texto (coletiva ou individual);

17. Pesquisa sobre as principais atividades econômicas do município (pode ser feita no site do
Ipardes http://www.ipardes.gov.br/). Depois peça para que os alunos levem revistas para que
possam recortar figuras que representam essas atividades.

18. Elaborar um gráfico com o valor adicionado a cada atividade econômica de seu município.
Depois produza um texto sobre os resultados obtidos ( consultar http://www.ipardes.gov.br/ )

19. Relacionar nome de 5 indústrias de seu município e depois classifique a qual tipo de indústria
ela pertence. Ex: Renault = indústria de bens de consumo duráveis

20. Qual ramo industrial mais emprega em seu município (consultar


http://www.ipardes.gov.br/)?

Para os exercícios que pedem construção de tabelas ou gráficos é interessante


que se faça um texto analisando os resultados e apontando uais medidas os
alunos e/ou poder público podem toma parar melhorar esses resultados.

21. Músicas para serem trabalhadas com estes conteúdos:


a. Cidadão (Zé Geraldo)
b. Vai trabalhar vagabundo (Chico Buarque)
c.. Reino encantado (Daniel)
d. Chitãozinho e Xororó (Chitãozinho e Xororó)
e. Miséria (Titãs)
f. Haiti (Gilberto Gil)
g. Sampa (Caetano Veloso)

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h. Pedro Pedreiro (Chico Buarque)
i. O Velho (Chico Buarque)
j. Que país é esse (Paralamas do Sucesso)´
l. Órfãos do paraíso ( Milton Nascimento)
m.Marvin (Titãs)
n. Paratodos (Chico Buarque)

LAZER, MEIO AMBIENTE E VIAS PARA PEDESTRES

1. Sobre a questão do lixo produzido em seu município, responda:


a. Quem é responsável pela coleta?
b. Existe coleta seletiva?
c. Existe aterro sanitário ou controlado?
d. Para onde é destinado o lixo hospitalar? 2)Quem é responsável pela
distribuição de água tratada em seu município? É empresa privada, pública
ou mista? O serviço é monopolizado?)Sobre a coleta de esgoto,
responda:(dados obtidos na prefeitura ou www.ipeadata.gov.br;
http://www.ipardes.gov.br ; http://www.ibge.gov.br/home )
a. Quantos por cento de seu município possui coleta de esgoto?
b. Quem realiza esse serviço?
c. O esgoto é tratado antes de ser despejado no rio?Qual (ou quais rios recebem)
rio recebe o esgoto?
Obs.: Depois de respondidas as questões sobre o esgoto, elabore um texto com
este tema, considerando os dados de seu município.

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4. Seu bairro é bem servido por praças ou áreas de lazer e esportes? Por que
essas áreas são importantes?
5. Em sua cidade há cuidado com as calçadas? Justifique.
6. Por que é importante que as calçadas estejam sempre em condições propícias
para os transeuntes?
7. Você conhece o Plano Diretor de município? Cite algumas vantagens em
conhecê-lo.
8. Você ou algum familiar seu ajudou a construir o Plano Diretor de seu
município? É importante que os munícipes ajudem a construí-lo? Por quê?

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