Você está na página 1de 25

ESCOLA ESTADUAL PROF. JOSE FERNANDO ABBUD.

DIADEMA, ___________________________DE_______________________________DE 2020.


NOME:_____________________________________________Nº______________8º ANO_____.
PROFº JAIME PORTUGUÊS NOTA:_______.

Parte 1 – Leitura e interpretação de notícia

1. Leia a notícia na íntegra.

Arco-íris da esperança: crianças espalham cartazes com mensagens pelo mundo


Adriana Negreiros Colaboração para Nossa, de Portugal 26/03/2020 04h00

Pelas fachadas, as casas do Porto, no norte de Portugal, parecem tão abandonadas quanto as ruas, exceto
por um detalhe: janelas e sacadas enfeitadas por desenhos de arco-íris acompanhados pela frase "vai ficar tudo
bem".
Os traços são inconfundivelmente infantis e as letras, por vezes, tremidas, de tamanhos diferentes, como
costuma ser a caligrafia de quem só há pouco aprendeu a escrever.
O movimento, ao que tudo indica, começou na cidade de Bari, no sul da Itália - uma ideia de um grupo de
mães no Facebook. A inspiração delas, por sua vez, teria vindo da China, onde a palavra cantonesa "jiayou" - algo
como "não desista" - tem ganhado as ruas desde o início do surto.
Pois, ainda bem, a moda pegou aqui em Portugal. Todos os dias, de manhã, quando passeio com minha
cadela pelas ruas desertas do bairro onde moramos, o Bonfim, emociono-me se vejo um desenho novo. Bela, minha
cachorra, é uma golden retriever gorda, molenga e bonachona, de modo que, em tempos ordinários, não há uma
única vez em que não saiamos à rua e ela não distribua lambidas entre crianças ansiosas por "fazer-lhe festinhas",
como se chama, por aqui, a prática de dar carinho aos animais.
Desde que o país entrou em quarentena, sair para passear com a Bela tem sido uma experiência estranha.
Não encontrar crianças nos brinquedos das praças ou a caminho da escola é esquisito, como se de repente elas
tivessem sido transferidas para outro planeta. Por isso, emociono-me quando vejo os desenhos nas janelas: os
miúdos ainda estão por aqui, logo ali, atrás daquela parede. Entediados, enlouquecendo os pais, mas também
assustados.
E desenhar arco-íris com mensagens fofas, em todo o mundo, parece que tem sido um bom jeito de, por
alguns segundos, fazê-los sentir-se um pouco mais leves. E a nós, pais, também.

Esperança sem fronteiras


Pelas redes sociais, pergunto para amigos e conhecidos espalhados pelo mundo se seus filhos também
aderiram à moda. Descubro que na Espanha, na Alemanha e nos Estados Unidos, a ideia italiana foi encampada
com entusiasmo.
O que começou com "AndráTuttoBene" logo virou "VaQuedarTodoBien", "AllesWirdGut" e
"EverythingsGonnaBeOkay", com pequenas variações. Os pais, ansiosos por qualquer atividade que distraia os
pequenos por alguns minutos, são os principais incentivadores da atividade. E eles curtem. Gostam quando veem,
pela internet ou pelas janelas de suas casas, que outras crianças fizeram o mesmo.
Julia, 9 anos, e Vinícius, 7, moram em Roma, capital da Itália, há três anos. O país é, atualmente, o cenário
mais dramático da pandemia. Os irmãos fizeram os cartazes provocados pelos colegas da escola, que enviaram os
desenhos pelos grupos de WhatsApp das salas. Depois, como conta a mãe, a advogada Roberta Vella, grudaram os
papéis na janela de casa.

Ação que aproxima, mesmo longe


Nina, de 5 anos, também fez seu arco-íris, assim como as amigas (todas ítalo-brasileiras) Sofia, da mesma
idade, e Chiara, de 7 anos. As mães enviaram os desenhos umas para as outras. De algum jeito, as meninas se
sentiram mais próximas. "Nina sente falta de sair, de encontrar os amigos", diz a promotora cultural Cassiana
Joaquim, mãe de Nina. A garota já consegue ter alguma compreensão sobre a pandemia.
Já Ettore, de dois anos, não parece entender porque não pode mais sair para passear. "Páque", balbucia
para a mãe, a videomaker Dáila Assis, pedindo para ir ao parque. Outro dia, pela janela, viu o avô passar na rua, a
caminho das compras. "Nonno, nonno", chamou, eufórico, durante alguns minutos. Em vão. Embora muitos
apegados, os dois já não podem estar juntos.
Tem dias que Dáila fica "como louca", fazendo cálculos e tentando descobrir quando a curva de contágio vai
começar a apresentar sinais de inflexão. Em outros, apega-se ao encontro de novos pontos de luz, em meio às
sombras da clausura. Esses dias, descobriu que pode levar Ettore para o telhado do prédio onde vive, lá no alto,
onde ficam as antenas. Do topo, tem uma vista panorâmica das ruas ao redor. "Já dá uma acalmada", ela diz.
A certa altura, vê-se ainda melhor os cartazes das crianças nas janelas dos apartamentos vizinhos. "Andrá
tutto bene", escrevem elas, na Itália. "Tudo vai ficar bem", respondem minhas filhas, daqui de Portugal.

https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2020/03/26/arco-iris-da-esperanca-criancas-espalham-cartazes-com-
mensagens-pelo-mundo.htm
(Se quiser, coloque, com o mouse, o cursor em cima do link e aperte a tecla Ctrl para abrir o site de onde a noticia foi
retirada e veja também imagens e vídeos sobre o tema)
2. Responda:
a) Qual o título e a data da notícia?

b) Onde ela foi publicada e quem são os autores?

c) Segundo o texto, onde e quando começaram as mensagens? Por quê?

d) Por quais países a moda se espalhou? Retire um trecho do texto que comprove sua resposta.

e) Por que a autora se emociona ao ver os desenhos nas janelas? Explique.

f) A notícia é de Portugal, por isso tem palavras expressões típicas do português de lá. Dessa forma, reescreva o
trecho abaixo, substituindo o termo em destaque pelo seu correspondente aqui, no português do Brasil.
- “Por isso, emociono-me quando vejo os desenhos nas janelas: os miúdos ainda estão por aqui, logo ali, atrás
daquela parede.”

g) O que significa a expressão ítalo-brasileiras e a quem ela se refere?

h) Qual a tradução para estas expressões e em que idioma elas estão: AndráTuttoBene", "VaQuedarTodoBien",
"AllesWirdGut”, "EverythingsGonnaBeOkay".

i) Por que, na opinião dos pais, é bom para as crianças fazerem estes desenhos? Justifique sua reposta.

j) E você, o que acha da atitude das crianças em fazer os desenhos? Explique.

Parte 2 – Audição de música


Agora, para nos sensibilizarmos com a questão do confinamento social que estamos vivendo, com a crise da saúde
mundial e ainda termos um pouco de esperança, procure no youtube o link abaixo e ouça a música sugerida.

https://www.youtube.com/watch?v=d8bIcbpe0uQ

Faça uma reflexão sobre a música, comparando como este momento que o mundo está passando e relate em
poucas linhas (8 a 10) o que você pensou, sentiu e refletiu ao ouví-la.

Parte 3 – Desenho e interação (Atividade Principal) Nota 10 só pelo desenho e publicação

É tempo de empatia!
Empatia é se colocar no lugar do outro, é sentir amor por quem você nem conhece.
Para mostrar que sabemos amar, vamos ficar em casa cuidando da nossa higiene,
assim, estaremos cuidando dos outros.

Agora, seguindo o exemplo da notícia, chegou a sua vez de demonstrar a solidariedade e apoio a todos os cidadãos
que estão em quarentena neste momento.

1) Em uma folha de sulfite, faça margem de caneta azul ou preta; escreva só o seu nome em algum lugar da
folha.
2) FAÇA um desenho que possa transmitir uma mensagem positiva de apoio, de esperança, de motivação,
de não desistir para os seus familiares, amigos, vizinhos e outras pessoas;
3) Seu desenho deve ter um arco-íris e também a frase TUDO FICARÁ BEM, o restante ficará pro sua conta.
Seja criativo, use cores diferentes, distribua o desenho na folha, não faça tudo muito grande ou pequeno
demais. E o principal, não copie de outros lugares. Deixe a sua marca.
4) Depois de pronto, tire uma foto bem nítida (clara) apenas do seu desenho e a publique como foto do seu
perfil no facebook e deixe por uma semana.
5) A data de publicação será somente dia 01.04.20 a partir das 12h. Assim que publicar, marque-me para
que eu possa dar nota no seu desenho e na sua atividade. Não precisa mandar no Messenger.
6) Vamos viralizar uma mensagem positiva nestes dias tão cinzentos e difíceis. Conto com a participação de
todos para esta campanha.
Bom trabalho a todos!

Leia o texto a seguir e responda às questões 1,2 e 3.

Formaturas espetaculares
Rosely Sayão
A garotada não está muito interessada em celebração, despedida, etc.,
mas sim no tal do estilo de vida

O consumo e, consequentemente , a publicidade, intensificaram-se muito nas últimas


décadas. Anos atrás, a publicidade veiculada nas mídias era bem diferente.
O núcleo principal de quase todas elas eram as características dos produtos anunciados,
que eram bem enaltecidas. As peças publicitárias tentavam convencer o consumidor de que o
produto que vendiam era especial e, por isso, deveria ser o escolhido entre tantos produtos
similares. Outro foco era a marca, que funcionava mais ou menos como um indicador de
qualidade.
Além disso, o público-alvo dos anúncios eram os adultos. Eles eram considerados os
consumidores por excelência porque detinham o poder de decisão de compra.
Hoje, muitas vezes assistimos a um comercial e ao final dele não lembramos bem qual foi
o produto anunciado. É que o foco das peças atuais não é o produto, e sim o estilo de vida
prometido a quem o comprar. Se você comprar o carro tal, terá êxito na vida etc. Essa foi uma
mudança e tanto, porque hoje todos consomem determinados estilos de vida.
Outra mudança radical foi o público-alvo da publicidade: saiu o adulto e entrou o jovem. Ou
o adulto é travestido de jovens. É que, mesmo sem ter poder aquisitivo, são o jovem e a criança
que quase sempre decidem o que os pais devem comprar.
Na era do consumo, os jovens têm consumido de tudo em exagero. O alcance da
publicidade é maior do que os objetivos anunciados. E os pais têm aceitado tal situação, mesmo
quando consideram exagerado.
E meu exemplo de hoje a esse respeito são festas de formatura do ensino médio.
Li uma reportagem informando que festas desse tipo chegam a custar o valor equivalente
de um apartamento. Quando li a notícia, fui checar com conhecidos, com formandos e na internet.
Há festas para quase todos os bolsos e há, sim, festas que custam uma pequena fortuna,
cujo valor relativo os jovens não têm condições de avaliar.
Eles não estão interessados em celebração, despedidas e etc. Estão querendo mais é o tal
estilo de vida que vem sendo anunciado por quase todas as peças publicitárias.
Nossa pergunta deve ser: “Por que bancamos essas atitudes deles?”. Será por querermos
a mesma coisa?

(Folha de S.Paulo, 9/4/2013.)

1- A tese defendida pela autora do texto, Rosely Sayão, é a de que:

a- os jovens consomem mais do que os adultos.


b- os adultos possibilitam ao jovem consumir exageradamente.
c- a publicidade é direcionada para o consumidor adulto com poder de compra.
d- a publicidade se modificou e gerou mais consumo.

2- Segundo o texto, a publicidade de anos atrás focava:

a- as características do produto, a marca e o público jovem.


b- as características do produto, a marca e o público adulto.
c- as características do produto, o estilo de vida e o público adulto.
d- produtos apresentados como especiais, marcas e o público jovem e adulto.
3- Para fundamentar sua tese, a autora afirma que a publicidade procura vender mais um “
estilo de vida” do que um produto e foca o consumidor jovem, embora ele não tenha poder
de compra. Isso ocorre, segundo ela, porque os pais:

a- procuram controlar o impulso consumista de seus filhos.


b- são influenciados pela mídia a consumir os produtos oferecidos por ela.
c- são influenciados pelos filhos e compram tudo que eles querem.
d- não são influenciados pelos filhos nem pela mídia a consumir determinados produtos.

Leia o texto a seguir, de Luis Fernando Veríssimo, e responda às questões de 4 a 6.

ALEGRIAS
[...]
Um caminhão de limpeza pública recolhendo o lixo. Lixeiros se cruzam, pegando sacos de
lixo na calçada dos dois lados da rua e atirando os sacos na parte traseira de um caminhão.
Enquanto trabalham, os lixeiros conversam, aos gritos, e dão gargalhadas. É quando se abre a
janela de um segundo andar e um homem olha para a rua.
__ Que história é essa? __ grita o homem.
Os lixeiros param e olham para cima. Um deles pergunta:
__ O que foi, vizinho?
__ Que alegria é essa?
Os lixeiros se entreolham.
__ Tamo incomodando?
__ Quanto vocês ganham? __ pergunta o homem do segundo andar.
Um dos lixeiros diz quanto ganham.
__ E como é que vocês estão alegres desse jeito?
__ Bom, doutor, é que ...
__ Eu ganho dez vezes isso e vivo preocupado.
Os lixeiros não sabem o que dizer.
__ Desculpe se nós acordamos o senhor...
__ Eu não estava dormindo. Quem consegue dormir com tanta preocupação?
Outro lixeiro abre os braços.
__ Desculpe, né, vizinho?
__ Eu não sou seu vizinho! Você deve morar num barraco de vila e eu moro aqui, com todo
o conforto. E sabe quando foi a última vez que eu ri como vocês estão rindo?
__ Quando, doutor?
__ Eu não me lembro!
O motorista do caminhão se impacienta e diz para os outros:
__ Vamlá. Vamlá.
Os lixeiros começam a se afastar. O homem se debruça para fora da janela e grita:
__ Como é que vocês conseguem rir desse jeito?
Um lixeiro, já correndo para pegar outro saco, responde por cima do ombro:
__ É o jeito, né, padrinho.
__ Inconscientes! __ grita o homem. __ Inconscientes! Parem de rir!
Mais tarde os lixeiros comentam entre si:
__ Pô. Coroa sem cintura!
(Crônicas da vida pública. Porto Alegre: L& PM,1996. P.72-3.)
______________________________________________________________________________

4- No texto há um desentendimento do morador com os lixeiros. O que gera esse conflito?

a- a alegria dos lixeiros.


b- o barulho feito pelos lixeiros.
c- ser chamado de vizinho por um dos lixeiros.
d- o fato de o morador ser uma pessoa preocupada.

5- Assinale a passagem que apresenta informalidade da linguagem:

a- “ __ E como é que vocês estão alegres desse jeito?”


b- “ __ Tamo incomodando?”
c- “__ Desculpe se nós acordamos o senhor...”
d- “__ Eu ganho dez vezes isso e vivo preocupado.”

6- Entende-se pelo comentário: “__ Pô. Coroa sem cintura!” que o morador:

a- desrespeita quem está trabalhando.


b- precisa reduzir a gordura.
c- não sabe conviver com o que a vida lhe oferece nem “dançar conforme a música”.
d- Preocupa-se com o que não lhe diz respeito.

GABARITO: ATIVIDADE 01 LÍNGUA PORTUGUESA 9ºANO

1- D 2- B 3- C

4-A 5- B 6- C

“Arrumar o homem”

Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso,
porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira.
Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”
Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que,
para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou
8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um
companheiro de lazer.

A idéia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a
deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem
à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. sentencia entre dentes, prelibando pelo
menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa
do mundo com dos cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o
puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo.

Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave
da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era
mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!”

“Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão
cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.

( Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)

01. Assinale o item cuja afirmativa está de acordo com o primeiro parágrafo do texto:

a) embora o autor do texto não confie na veracidade da estória narrada, conta-a por seu valor moral;

b) como o autor do texto confia na pessoa que lhe narrou a estória, ele a transfere para o leitor,
mesmo sabendo que não é autêntica;

c) A despeito de ser bastante graciosa a história narrada, o autor do texto tem certeza de sua
inautenticidade ;

d) O autor do texto nos narra uma história de cuja autenticidade não está certo, apesar de ter sido
contada por pessoa digna de ;

e) a estória narrada possui autenticidade, veracidade e , além disso, certa graça.

02. O título dado ao texto:

a) representa a tarefa que deveria ser executada pelo menino;

b) indica a verdadeira finalidade do jogo de quebra- cabeça;

c) mostra a desorganização reinante na família moderna;

d) assinala a tarefa básica inicial para a organização do mundo;

e) demonstra a sabedoria precoce do menino da estória narrada.

03. Na continuidade de um texto, algumas palavras referem-se a outras anteriormente expressas;


assinale o item em que a palavra destacada tem sua referência corretamente indicada:

a) Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar - refere-se à
autenticidade da estória narrada;
b) Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei... - refere-se à veracidade
da estória narrada;

c) ...e, por isso tenho-a como verdadeira. - refere-se a não poder duvidar da veracidade da pessoa
que lhe narrou a estória;

d) ...tenho-a como verdadeira. - refere-se à pessoa que lhe narrou a estória do texto;

e) Salva-me de qualquer modo, o provérbio italiano. - refere-se à pessoa de cuja veracidade o autor
do texto não pode

04. O item em que o vocábulo destacado está tomado em sentido não- figurado é:

a) Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória...

b) Estava, pois, aquele pai carioca ...

c) ...não cessava de atormentá-lo com perguntas...

d) ...comemora o pai-engenheiro.

e) Mas esse garoto é um sábio !

05. ..pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça...; o substantivo quebra-cabeça forma o plural
de modo idêntico a um dos substantivos abaixo:

a) guarda-chuva;

b) tenente-coronel;

c) terça-feira;

d) ponto-de-vista;

e) caneta-tinteiro.

06. O item em que o vocábulo destacado tem seu sinônimo corretamente indicado é:

a) Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano... – citação;

b) ...com perguntas de todo jaez .. –- tipo;

c) ...tentando conquistar um companheiro de lazer. – aventuras;

uma hora... - desejando;

e) o peralta não levará menos do que isso... – revolucionário.

07. Basta arrumar o homem (...) e o mundo fica arrumado! A noção expressa pela primeira oração, em
relação à segunda é:

a) concessão;

b) causa;

c) tempo;

d) comparação;

e) condição.
08. A frase do menino: E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado! mostra que:

a) o pai do menino desconhecia a brilhante inteligência do filho;

b) o menino tinha uma visão critica do mundo bastante apurada;

c) o menino já havia feito a mesma tarefa antes;

d) o autor do texto quer mostrar a sabedoria do menino;

e) o menino descobrira um meio mais fácil de completar a tarefa.

09. Mas esse garoto é um sábio...; esta frase do autor do texto é introduzida por uma conjunção
adversativa que marca, nesse caso, a oposição entre:

a) a idade e a sabedoria;

b) a autoridade e a desobediência;

c) o trabalho e o lazer;

d) a teoria e a prática;

e) a ignorância e o conhecimento.

10. O segmento do texto que NÃO apresenta qualquer processo de intensificação vocabular é:

a) Arrumar o homem é a tarefa das tarefas...;

b) Em menos de uma hora era impossível.;

c) Era mais fácil.;

d Nunca ouvi verdade tão cristalina;

e) A idéia mais luminosa que ocorreu ao pai...

11. ... você não percebeu que atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? ...se é que se quer
arrumar o mundo ; a palavra mundo nesses dois segmentos:

a) apresenta significados idênticos;

b) representa significados opostos;

c) mostra significados abstratos;

d) possui alguns traços em comum;

e) é exemplo de substantivo próprio.

12. ..se é quer se quer arrumar o mundo.; a frase final do texto mostra que:

a) o autor do texto participa do desejo geral de mudar o mundo;

b só uma parte da população anseia por mudanças;

c) o autor do texto faz uma ressalva negativa sobre o desejo das pessoas;

d) o filho do engenheiro desconfia das reais intenções das pessoas;


e) só o mundo, por si mesmo, pode salvar-se.

Analise calmamente, pois questões de múltipla escolha nos deixam embaraçados!

CONTO: A MENINA E AS BALAS - GEORGINA MARTINS - COM


GABARITO
Conto: A MENINA E AS BALAS

                               Georgina Martins
        Todos os dias a menininha estava lá: vendia doces na porta de uma
lanchonete, perto de uma pracinha, onde brincam quase todas as crianças da
redondeza. Mas ela não brincava, só vendia doces. Mesmo porque ela não era
moradora do bairro. Sempre chegava por volta das quatro da tarde e ficava até os
doces acabarem. Nos finais de semana ela chegava mais tarde, mas nunca faltava.
Devia ter uns oito anos e, às vezes, distraía-se olhando as crianças brincarem.
        Quando eu era menina, queria ter uma fábrica de doces só para poder comer
todos os doces que eu quisesse; naquela época eu era muito pobre, e quase nunca
sobrava dinheiro lá em casa para comprar doces. A menininha não comia nenhum.
        Ficava lá até vender todos. Será que algum dia ela já desejou ter uma fábrica
de doces só pra ela?
        Todas as vezes que eu passava por ela pensava nessas coisas. Eu também
desejava ter uma fábrica de leite condensado, só para poder furar todas as latinhas
que quisesse. Eu sempre gostei de furar latinhas de leite condensado, e quando
sobrava algum dinheiro lá em casa, minha mãe dava um jeito de comprar uma
latinha de leite condensado. Mas, como ela não sabia cozinhar, nunca preparava
nada com as latinhas, e eu furava todas, sempre escondido dela, que fingia não
saber.
        Eu nunca pensava em vender os doces das fábricas dos meus sonhos, só
pensava em comê-los. Acho que os doces não foram feitos para serem vendidos
por crianças, foram feitos para serem comidos por elas. Mas aquela garotinha não
comia nenhum, mesmo quando não conseguia vendê-los.
        Um dia, resolvi perguntar se ela não tinha vontade de comê-los, e ela me
respondeu que seu irmão menor trabalhava em uma mercearia e que também não
podia comer nada sem pagar. Ela me disse que os doces não eram dela: ela os
pegava em uma lojinha em Japeri, perto de sua casa; no final do dia, acertava as
contas com o seu Alberto, o dono da loja. Adorava chupar balas e queria muito ter
bastante dinheiro para poder comprar um monte de uma vez. Mas não tinha. Nem
tinha pracinha perto da casa dela, mas achava ótimo poder brincar com as amigas
na rua mesmo.
        Uma noite, quando eu voltava do cinema, passei pela menina e percebi que
ela estava com muito sono, quase cochilando; a lanchonete já ia fechar e ela ainda
tinha alguns doces na caixa. Eu tinha acabado de assistir a um filme sobre
crianças, um filme iraniano que eu adoro e que foi um dos filmes mais bonitos que
eu já vi: chama-se Filhos do paraíso, e conta a história de dois irmãos, um menino e
uma menina; o menino perde o único par de sapatos que a irmã possuía e os pais
deles não têm como comprar outro.
        Acho que todas as crianças do mundo deveriam assistir a esse filme.
        Contei o dinheiro que eu tinha na bolsa e cheguei à conclusão de que dava
para pagar todos os doces que ainda restavam. Depois de ver um filme como
aquele, eu achava impossível deixar uma menininha daquelas cochilando no meio
da rua, numa noite fria.
        — Olhe só, vou lhe dar esse dinheiro. Dá pra comprar todos os doces que
você tem aí, e você não precisa nem me dar os doces, pode ficar com eles e
vendê-los amanhã.
        Ela me olhou sem entender direito e disse que eu tinha que levar os doces.
        — Mas, menina, é a mesma coisa: você ganha o dinheiro e ainda fica com os
doces; é muito melhor pra você...
        — Melhor nada, minha mãe diz que eu não posso voltar pra casa enquanto
não vender tudo.
        — Mas você vai vender, vai levar o dinheiro que levaria se tivesse vendido
tudo.
        — Tia, você não entendeu, eu não posso voltar com doce pra casa, senão eu
apanho da minha mãe e do meu padrasto. Preciso ajudar em casa, minha mãe
trabalha muito, lá em casa tem muita gente pra comer, tenho seis irmãos... é por
isso que eu vendo doces.
        — Já entendi, mas eu só estou querendo lhe ajudar, você leva o dinheiro e
ainda sobra doce pra amanhã.
        — Mas não pode sobrar nada, minha mãe falou. Por que a senhora não quer
levar os doces?
        — Pra ajudar você! Amanhã, quando você for lá na loja do seu Alberto, você
vai precisar comprar menos doces e vai ter mais dinheiro.
        — Não, tia, não é assim. Eu não estou pedindo o seu dinheiro, estou
vendendo doces e tenho que vender tudo, minha mãe falou. Por favor, leva os
doces.
        — Minha querida, vou lhe explicar direitinho: eu vou lhe pagar por todos os
doces que tem aí, mas não vou levá-los, assim você vai poder vendê-los pra outras
pessoas.
        — Tia, você não entende mesmo, hein? Minha mãe vai brigar comigo, ela fica
muito braba quando eu faço alguma besteira. Já falei que ela disse que eu não
posso voltar com nada pra casa. O meu padrasto, quando eu chego em casa, faz
as contas e quando sobra doce ele me bate. Ele sempre conta quanto dinheiro tem
e tem que ter tudo certinho.
        Percebi que não adiantava nada tentar convencê-la, ela já estava ficando
nervosa de tentar me explicar o seu problema. Dei-lhe o dinheiro e tive que levar
todos aqueles doces, que ela, rapidamente, enfiou em minha bolsa.
        Ao ver-se livre deles, seus olhinhos brilharam de contentamento e ainda pude
ouvi-la falando sozinha, muito indignada com a minha pouca compreensão a
respeito do seu problema:
        — Que tia burra, não entende nada de vender doces. Vai ver que ela nunca
trabalhou, porque nem sabe fazer conta!
                                                                                Georgina Martins.
Entendendo o texto:
01 – O texto lido começa assim: “Todos os dias a menininha estava lá.” Não
sabemos quem é essa menininha. Mas, aos poucos, o texto vai nos dando
informações sobre ela. Encontre os seguintes dados sobre essa personagem:
a) Idade: Aproximadamente 8 anos.
b) Parentes: Mãe, padrasto e irmão menor.
c) Obrigações: Vender todos os doces antes de voltar pra casa.
d) Desejos: Ela queria ter muito dinheiro para comprar muitos doces.
02 – Além da menininha, no texto há outra personagem, a que conta os fatos. Essa
narradora-personagem diz que também foi pobre quando criança. Responda: qual
era o sonho dela quando menina?
      O sonho dela, quando era menina, era ter uma fábrica de doces para poder
comer todos os doces que quisesse.
03 – Assinale qual(is) alternativa(s) a seguir mostram o que a narradora
personagem pretendia.
(A) Proteger a menina.
(B) Aumentar a venda de doces.
(C) Ajudar a garotinha a ganhar mais dinheiro.
(D) Despertar o interesse dos pais da menina.
04 – Por que o mais importante para a menina era vender todos os doces?
      Para a menina, era importante vender todos os doces, pois a mãe dela dizia
que não poderia sobrar nada. Quando sobram doces, a mãe briga com ela e ela
apanha do padrasto.
05 – Numere os fatos na ordem que ocorreram no texto e marque abaixo sua
opção:
(3) Certa noite uma boa senhora que já vinha observando a criança, quis ajudá-la
pagando todos os doces, sem leva-los.
(2) Sua família era muito pobre e precisava trabalhar, assim também como seu
irmão.
(4) A menininha não compreendeu a atitude da compradora e disse não poder
aceitar por medo de apanhar em casa.
(1) Todos os dias uma menininha vendia doces nas ruas de um bairro para um
certo comerciante, não comendo nem um doce e não brincando com outras
crianças.
(5) A boa senhora vendo que nada adiantava, deu-lhe o dinheiro, recebeu os doces
e a criança saiu contente, porém indignada sem compreender a bondade da amiga.
 A sequência correta é:
(A) 3, 1, 4, 2 e 5
(B) 3, 2, 4, 1 e 5
(C) 2, 3, 4, 1 e 5
(D) 3, 2, 5, 4 e 1
06 – Marque a opção que melhor substituir a palavra destacada na frase: “... e
ainda pude ouvi-la falando sozinha, muito INDIGNADA com a minha pouca
compreensão a respeito do seu problema.”
(A) Chateada
(B) Desinteressada
(C) Disfarçada
(D) Revoltada
07 – Como vimos em nossas aulas, o tempo e o espaço são elementos essenciais
para a construção de uma narrativa. A respeito desses elementos, responda:
a) É possível definir o tempo em que se desenrola os acontecimentos narrados no
texto? Se sim, retire do texto um fragmento que comprove sua resposta.
      Os principais acontecimentos se desenrolam em uma noite, quando a narradora
voltava do cinema. Isso pode ser observado no trecho “Uma noite, quando eu
voltava do cinema, passei pela menina e percebi que ela estava com muito sono,
quase cochilando; a lanchonete já ia fechar e ela ainda tinha alguns doces na
caixa.”
b) No texto lido, é possível determinar o espaço onde a história narrada acontece?
Explique.
      A história acontece, principalmente, na porta de uma lanchonete, onde a
menina vendia os doces.

ATIVIDADE INTERPRETATIVA: FESTAS JUNINAS (TEXTOS


E EXERCÍCIOS)
Origem da Festa Junina  
         Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das
festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos
da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina. 
     De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o
período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). 
 Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e
franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil,
influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde
teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de
fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.   
         Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos
brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando
características particulares em cada uma delas.   
Festas Juninas no Nordeste  
         Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma
grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João,
São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam
as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura. 
          Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois
muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam
os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez
mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para
acompanhar de perto estas festas.  

Comidas típicas  
          Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados,
relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca,
bolo de milho são apenas alguns exemplos. 
         Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de
amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata
doce e muito mais.  

Tradições  
          As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem
como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez
mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam. 
          No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e
cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas
uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros. 
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por
igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os
visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse. 
          Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres
solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo
Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que
nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

1ª) Como foi a origem das festas juninas?


__________________________________________________________________

2ª) A finalidade do texto é


(A) descrever e informar sobre a tradição junina.
(B) relatar fatos marcantes na festa junina.
(C) relatar experiências vividas por nordestinos.
(D) informar sobre os padroeiros nordestinos.

3ª) De onde veio a tradição de soltar fogos em época de festas juninas?


__________________________________________________________________

4ª) O que significa a expressão apresentada pelo texto “comemoradas nos quatro cantos do Brasil”?
__________________________________________________________________

5ª) Segundo a tradição católica, o que no mês de junho é o momento de se realizar?


__________________________________________________________________

6ª) As festas juninas além de alegrar um povo, elas também representam uma importante fonte econômica. De
que forma as festas juninas contribuem para o favorecimento econômico de uma região?
__________________________________________________________________
7ª) Que turistas internacionais costumam aparecer ao Brasil para acompanhar os festejos juninos?
__________________________________________________________________

8ª) Quais são as comidas típicas das festividades juninas?


__________________________________________________________________

9ª) Dê exemplos de objetos e tradições que fazem parte da cultura junina.


__________________________________________________________________

10ª) Como são as comemoração juninas realizadas na região nordestina?


___________________________________________________________________

11ª) E na sua comunidade, como a população realiza estes festejos juninos? Você gosta deste momento? E em
sua opinião, qual a importância destas festas em nosso povoado?
___________________________________________________________________

12ª) Como é considerado o Santo Antônio durante os festejos juninos? Faça um relatório sobre este padroeiro
da festa junina.
___________________________________________________________________

LINGUAGENS,CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS.

O que é o amor?

Poeta diz que o amor quando desabrocha é tal qual uma ventania que devora quem está descuidado....
Porém, também o poeta fala que estar apaixonado (a) enamorado (a) é esquecer de si mesmo e mergulhar na
aventura da paixão sem censura e sem pudor.
Enamorar-se é deixar a razão de lado e permitir que a emoção borbulhe incessantemente, povoando a mente
até se permitir desvendar o desafiante ... é fantástico o enigma da paixão e do amor.
Dizem que a música é excelente terapia e antídoto para toda mazela que há. Você que está aí, deixando que a
química do amor desfaleça acorde! Surpreenda-se e declare-se apaixonadamente por uma causa, por um
sonho, por alguém. Quem sabe pela vida mesmo!
Cante:” Ai, que saudade de um beija-flor, que me beijou, depois voou, pra longe demais, pra longe de
nós... Saudade de um beija-flor, lembranças de um antigo amor, o dia amanheceu tão lindo, eu durmo
e acordo sorrindo. Que bom hein!! E porque não deixa as dúvidas de lado e cantar para alguém que você
admira e não tem coragem de dizer: Hoje eu acordei, me veio a falta de você, saudade de você, saudade
de você, lembrei que me acordava de manhã só pra dizer: “Bom dia, meu bebê! Te amo, meu bebê!”
Daí meus caros, o amor vinga de fato, então você poderá arrepender-se e começar a declarar: Seu amor me
pegou, “cê” bateu tão forte com o teu amor, nocauteou, me tonteou, veio à tona, fui à lona, foi K.O. E
você aos poucos percebe que vai ficando abobalhado e continuando passageiro das asas da emoção e canta:
Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar, em cada despedida eu vou te amar,
desesperadamente, eu sei que vou te amar, em cada verso, meu... E olhe ... Cuide-se, não deixe seu
coração escorrer por entre os dedos. Quem gosta de experimentar o sentimento de pertença? Alguém poderá
cantar: “por que você me deixa tão solta, por que você não cola em mim, tô me sentindo muito
sozinha, quando a gente gosta é claro que a gente cuida, fala que me ama só que é da boca pra fora,
ou você me ama ou não está maduro .... onde está você agora?
Se você está no estágio capaz de entusiasmar pelo amor, continue buscando e alcançará o sonho dos poetas e
cantarás como artista. “Deixa eu dizer que te amo, deixa eu pensar em você, isto me acalma, me acolhe
a alma, isso me ajuda a viver. Hoje eu contei “pras” paredes, coisas do meu coração, passei o tempo,
caminhei nas horas, mas o que faço oh paixão, é o espelho sem razão, é o amor que está aqui... amor I
love you... amor I love you...
E finalmente você verá que: “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar, a beleza
de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu
repita é bonita, é bonita, é bonita.

Pense nisso... Sucessos...

Agora em seu caderno, elabore um parágrafo musical... O tema é livre! Faça de acordo com o seu gosto e
conhecimento musical. Vamos começar? Confio no seu talento!!

Aprendendo com os erros


            O mestre conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho caminhasse com igualdade,
enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
            O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
            Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e
começa a viagem de volta.
            – Você não me ensinou nada hoje - diz o aprendiz, levando mais um tombo.
            – Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te
ensinar como se lida com os erros da vida.
            – E como lidar com eles?
            – Como deveria lidar com seus tombos - respondeu o mestre - Em vez de ficar amaldiçoando o
lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.

Questões
1)    Qual é o titulo do texto?
 R: O título do texto é “Aprendendo com os erros”.
2)    Quais são os personagens principais da história?
R: Os personagens são o mestre e o aprendiz.
3)    Onde se passa a história?
R: A história se passa em uma floresta.
4)    De acordo com a história qual é a diferença entre aprendiz e mestre?
R: A diferença é que um caminha pela floresta com igualdade e o aprendiz escorregava e caia a todo
instante.
5)    Qual era a reação do aprendiz quando caia? O que isso mostrava sobre ele?
R: O aprendiz levanta-se e cospe no chão. Resposta pessoal.
6)    Qual foi a reação do aprendiz quando o mestre ao chegar ao local sagrado, resolveu voltar?
R: o aluno reclamou dizendo que o mestre não havia lhe ensinado nada.
7)    Explique com suas palavras, o que o mestre ensinou e de que maneira.
R: O mestre ensinou a como lidar e aprender com os erros. Ele usou a caminhada e os tombos para tentar
ensinar o aprendiz.
8)    Em sua opinião, o que o aprendiz poderia ter feito de diferente para aprender a lição mais rápido?
R: Resposta pessoal (Ao invés de ficar reclamando dos tombos ele poderia ter prestado atenção ao que o
fazia cair, para não cair novamente.)
9)    Explique com suas palavras, como podemos usar essa lição em nossas vidas?
R: Resposta pessoal.

Língua Portuguesa

O HOMEM TROCADO

O homem acorda anestesiado e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma
enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
_ Tudo perfeito _ diz a enfermeira, sorrindo.

_ Eu estava com medo desta operação...

_ Por quê? Não havia risco nenhum.


_ Comigo, sempre há riscos. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com o seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário
e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho
claro de olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com a sua
verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de
um bebê chinês.

_ E o meu nome? Outro engano.

_ Seu nome não é Lírio?

_ Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e ...

Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular
com sucesso mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não
apareceu na lista.

_ Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar
mais de trezentos reais.

_ O senhor não faz chamadas interurbanas?

_ Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

_ Por quê?

_ Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes . Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até
tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:

_ O senhor está desenganado.

Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

_ E você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

_ Apendicite? – perguntou hesitante.

_ É. A operação era para tirar o apêndice.

_ Não era para trocar de sexo?

Luís Fernando Veríssimo. (ALP,p.30,7ª série)

1- Por que este texto é engraçado, uma comédia?


2- Quais são os personagens?
3- O que há de engraçado na personagem principal?
4- Esta história poderia ter acontecido na vida real? Justifique.
5- O desfecho desta história é previsível, esperado? Justifique.
6- Qual o foco narrativo deste texto? Comprove com um trecho do texto.
7- Que elementos indicam que esta narrativa é de humor?
8- Quais os tempos verbais predominantes no texto?

Em seis meses, Brasil teve mais de 200 casos de intolerância religiosa


Apesar de a Constituição Federal garantir o respeito à liberdade religiosa, agressões a pessoas ou locais
de culto continuam ocorrendo em todo o país

Ingrid Soares - Especial para o Correio


postado em 03/11/2018 08:00

Constitucionalmente, o Brasil é laico há mais de 120 anos e não discrimina nenhuma religião. Na
prática, o país ainda mostra as faces da intolerância religiosa, com agressões físicas, xingamentos,
depredações, destruições de imagens, tentativas de homicídio e incêndios criminosos. Levantamento feito
pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH), com base nas ligações para o Disque 100, aponta que, no
primeiro semestre deste ano, foram registradas 210 denúncias de discriminação por religião. Os estados
campeões são Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro. Desde 2015, o estado potiguar lidera o
ranking, e os outros dois têm alternado o segundo e o terceiro lugares.
Em comparação com 2017, em que ocorreram 255 casos no mesmo período, as ocorrências
diminuíram. No entanto, os números podem ser ainda maiores, pois a taxa de subnotificação é alta. Entre
as religiões que mais sofrem discriminação, está a umbanda, com 34 denúncias; o candomblé, com 20; e
a evangélica, com 16 casos. O Distrito Federal aparece com apenas uma denúncia. Porém, a Secretaria
da Segurança Pública e da Paz Social do DF registra nove ocorrências de discriminação religiosa, de
janeiro a setembro. No mesmo período do ano passado, foram oito casos. A pesquisa do MDH também
traçou o perfil dos agressores. A maioria das ações de intolerância é praticada por mulheres. Elas também
encabeçam a lista das vítimas — são 45,18%, contra 37,35% dos homens.
Adna Santos, 56 anos, mais conhecida como Mãe Baiana, sentiu na pele a discriminação contra o
candomblé, religião à qual pertence. Chefe da Divisão de Proteção de Patrimônio da Casa Palmares, ela
possui um terreiro no Lago Norte, na divisa com o Paranoá. Em novembro de 2015, o Ylê Axé Oyá Bagan
foi incendiado e vários santos e instrumentos religiosos foram queimados ou destruídos. Um laudo da
polícia apontou curto-circuito, conclusão contestada por membros da comunidade. No mesmo ano, foram
registrados mais de 10 ataques a terreiros no DF.

(...)
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2018/11/03/interna-brasil,717238/em-seis-meses-brasil-teve-mais-de-200-casos-de-
intolerancia-religiosa.shtml (acesso em: 22/02/2020 – trecho)

Atividades

1) Assinale o gênero do texto lido:

( a ) notícia ( b ) reportagem ( c ) crônica ( d ) sinopse

2) O assunto principal do texto lido é:

( a ) o preconceito racial.
( b ) a Constituição Federal.
( c ) a intolerância religiosa.
( d ) a ascendência das religiões de origem africana.

3) Explique o significado da palavra laico aplicada no trecho destacado:

“Constitucionalmente, o Brasil é laico há mais de 120 anos e não discrimina nenhuma religião.”

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________

4) O que significa a sigla MDH?


_____________________________________________________________________

Observe o adjetivo gentílico destacado:

Desde 2015, o estado potiguar lidera o ranking, e os outros dois têm alternado o segundo e o terceiro
lugares.

5) Este adjetivo refere-se ao seguinte estado:

( a ) Rio Grande do Norte.


( b ) São Paulo
( c ) Rio de Janeiro
( d ) Rio Grande do Sul.

6) Entre as religiões que mais sofrem discriminação, qual recebeu o maior número de denúncias em 2018?

_____________________________________________________________________

7) Assinale ( V ) para verdadeiro e ( F ) para falso sobre as informações lidas:

( ) A maioria das ações de intolerância é praticada por homens.

( ) De acordo com os dados, a religião evangélica é a que mais sofre, de acordo com as denúncias de
2018.

( ) O país ainda mostra as faces da intolerância religiosa.

( ) As ligações para denúncias devem ser feitas ao Disque 100.

8) Releia:

“...ela possui um terreiro no Lago Norte...“

O trecho acima foi retirado do último parágrafo do texto. A palavra destacada refere-se:

( a ) a Casa Palmares.
( b ) ao candomblé.
( c ) a intolerância religiosa.
( d ) a Adna Santos.

CONTO: Pedro Malasartes e a Sopa de Pedras


        Pedro Malasartes, um caipira danado de esperto, estava morto de fome e sem
dinheiro algum. Precisava arranjar alguma ocupação que lhe desse o dinheiro
suficiente para conseguir comprar comida.
        Cansado de perambular em Porrete Armado, o nome do lugarejo em que se
encontrava, decidiu parar e descansar na porta de um pequeno armazém de secos
e molhados; desses encontrados no interior e onde é possível comprar de tudo que
se pode imaginar.
         Pegou sua viola e começou a cantar uma moda, na esperança de que alguém
lhe desse alguns trocados. Mas além de nada conseguir, os fregueses que bebiam
no balcão quase o expulsaram por “incomodar” sua conversa. Eles conversavam
sobre uma senhora, Dona Agromelsilda, moradora da região e que era conhecida
por sua excessiva avareza.
         A conversa caminhava assim:
         --- Gente, vocês não imaginam como é “unha de fome” aquela Dona
Agromelsilda, que mora para os lados do estradão da Grota Funda!
         Disse o dono do armazém.
         --- Unha de fome é pouco! Aquela velha é capaz de não comer banana só pra
não ter que jogar a casca fora. Completou o segundo, um dos fregueses que
bebiam na venda.
         Um terceiro freguês afirmou:
         --- Aquela velha é tão “pão dura” que nem comida para os coitados dos
cachorros ela dá. Os bichinhos estão todos passando fome. Magros, magros de dar
dó. Acho até que o estômago deles já encostou nas costelas.
         --- Está para nascer o homem que conseguira tirar alguma coisa daquela
velha. Duvido que alguém consiga esta proeza.
         --- Nunca vi coisa assim nesses anos que moro aqui em Porrete Armado. E
olha que eu já vi coisas com esses olhos que a terra há de comer. Terminou o dono
do armazém.
         Pedro decidiu que era hora de agir, se quisesse comer e ganhar algum
dinheiro. Era hora também, de dar uma lição naquela velha que o tratara mal da
outra vez em que passara por Porrete Armado. Dona Agromelsilda era conhecida
pelos seus péssimos modos com as pessoas e acima de tudo por ser muquirana
até o último fio de cabelo. Pedro disse:
           --- Eu aposto o que vocês quiserem como pra mim a velha vai dar alguma
coisa de bom grado. E mais ainda: Ela mesma é quem vem aqui contar que me
encheu de presentes.
           --- Você está ficando doido Pedro Malasartes? Aquela velha, além de não
dar nada para ninguém, também anda armada com uma baita de uma espingarda.
Disse o dono do armazém.
          --- Não se preocupe com isso que é problema meu e eu sei como resolver;
disse o Pedro. –Mas, se vocês duvidam do que eu disse, porque não apostam
comigo, como ela vai me encher de presentes e vem aqui contar para vocês?
          O dono do armazém, rindo muito, respondeu:
         --- Se você conseguir esta proeza, com a velha lhe dando presentes e vindo
aqui contar para nós, te dou todo o dinheiro que eu ganhar numa semana de
trabalho.
         Os outros dois fregueses, animados com a aposta “jogaram lenha na fogueira”
e provocando Pedro Malasartes disseram:
         --- Nós dois também apostamos nossos ganhos da semana. Temos certeza
de que a velha nem vai querer conversa com você. Muito menos te dar algo. Mas
se conseguir ganhar e fazer com que ela venha nos contar, você ganha o dinheiro
que nós conseguirmos nesta semana.
         Uma dúvida, porém, surgiu e o dono do armazém, o mais malandro dos três
queria saber:
         --- Seu Pedro Malasartes, você ganhara nosso dinheiro de uma semana de
serviço se conseguir que a velha lhe dê presentes e venha nos contar aqui no
armazém, mas se você não conseguir o que nós três ganharemos? Pelo que
sabemos você não tem nenhum dinheiro. Vai apostar oque?
         Pedro muito convicto e com certeza da vitória, respondeu:
          --- Eu trabalharei de graça para vocês três. Uma semana na fazenda de um,
outra semana na fazenda de outro e por fim uma semana em seu armazém.
Combinado?
          --- Combinado. Responderam os três.
         Pedro tratou de arranjar um panelão fundo, uma sacola, mais algumas
coisinhas e partiu para a casa da velha a toda velocidade. Para ganhar uma aposta
o malandro não poupava esforços e nem tinha preguiça.
         Chegando perto da porteira da casa da velha, que morava numa enorme
fazenda, Pedro fez um bom fogo, encheu o panelão com a água do riacho, e
juntando muitas pedras do chão, jogou-as na água. Depois ficou de olho no
movimento da casa de Dona Agromelsilda.
         Quando a velha abriu a janela do quarto e viu Pedro fazendo aquele fogareiro,
na frente de sua fazenda, pensou:
         --- Mas o que será que aquele doido está fazendo na entrada das minhas
terras? Vou lá ver.
Chegando ao local em que Pedro estava, perguntou muito irritada:
         --- Será que dá para o senhor explicar o que está pensando em fazer com
todo este fogo na frente da porteira de minha fazenda?
         Pedro que estava de rabo de olho na velha, nem ligou para a malcriação e
respondeu todo educado:
        --- Boa tarde minha Vó? Tudo bom com a senhora? Estou preparando uma
deliciosa sopa de pedras.
        --- Sopa de pedras? Respondeu à velha.
        --- Isso mesmo. Uma deliciosa sopa de pedras, receita de minha finada mãe.
        --- E fica boa?
        --- Boa? Fica muito boa!
        A Velha, sovina como era, pensou em tirar proveito. Pois se a sopa ficasse
boa mesmo e com a quantidade de pedras que tinha em suas terras, certamente
não teria mais despesas com comida, pois comeria diversos pratos de pedra, que
ela criaria: Pedra assada, pedra frita, pedra cozida, pedra ralada, pedra refogada,
pedra ensopada, escondidinho de pedra, pedra, pedra, pedra...
        Fingindo-se muito educada a velha pediu:
        --- Meu filho, quando terminar você dá um pouco para eu experimentar?
         --- Claro minha Vó.
         Assim, Pedro tratou de jogar mais lenha na fogueira e deixou as pedras
cozinharem.
         Passada uma hora:
         --- O meu filho: Essa sopa sai ou não sai?
         --- Claro que sai minha Vó. Daqui a pouco esta prontinha. É que leva um
tempo para cozinhar direitinho as pedras. Mas se a senhora tivesse uns legumes
para colocar na sopa ela ficava melhor ainda. Umas cenouras, umas batatas, umas
mandioquinhas, umas abobrinhas, umas beterrabas...
         A velha faminta como estava, nem pensou duas vezes e disse:
          --- Eu tenho estes legumes todos na horta de casa. Espere um pouco, que eu
já volto. E tratou de entrar em casa para colher os legumes pedidos pelo Pedro.
          Pedro pensou:
          --- Ela caiu direitinho.
          Minutos depois lá estava a velha:
          --- Pronto meu filho. Este tanto dá?
          --- Dá minha Vó.
         Pedro, recolheu os legumes que a velha trouxe. Colocou metade de tudo em
sua sacola e a outra metade na sopa.
          Passada mais uma hora, a velha com mais fome, perguntou:
          --- Mas meu filho, esta sopa sai ou não sai?
         --- Tá saindo minha Vó. Tá saindo. Mas a sopa ficaria tão boa se tivesse uma
linguiça defumada, um paio e uma carninha seca para colocar.
         A velha ansiosa disse:
         --- Eu tenho tudo isso em casa. Vou lá buscar. E tratou de buscar tudo que foi
pedido.
         Quando voltou entregou ao Pedro que, novamente, separou dois montes,
colocando metade na sopa e outra metade em sua sacola.
         Mais uma hora e a velha já estava verde de fome, quase desmaiando. Isso
sem falar na fazenda que estava na maior bagunça com as vacas sem ordenha, os
bezerros sem leite, as galinhas sem os ovos recolhidos.
         A velha então perguntou:
         --- Menino! Esta sopa não fica pronta nunca?
         --- Tá quase minha Vó. Se a senhora tivesse uns temperos ficaria melhor
ainda. Um pouco de sal, pimenta do reino, alho, azeite, açafrão, colorau, cheiro
verde, cebolinha...
         Lá foi a velha buscar os temperos pedidos.
         Quando voltou, tudo se repetiu: Metade foi para a sopa e metade foi para a
sacola do Pedro.
         Depois de mais uma hora, com a velha quase desmaiando:
         --- Meu filho, se esta sopa não sair agora eu desmaio de fome!
         --- Tá prontinha minha vó. A senhora tem uns pratos para poder servir?
         A velha saiu como um raio para dentro da casa e mais rápido ainda voltou
com os pratos e colheres.
         Pedro pegou o prato da velha e encheu de pedras. Quanto ao seu prato,
colocou as partes boas da sopa e poucas pedras. Sentou num canto e quando foi
comer uma colherada de pedras de seu prato, jogou todas elas fora.
        A velha que estava tentando mastigar as pedras, quase quebrando os dentes,
não acreditou no que viu o Pedro fazer. Então perguntou:
         --- Meu filho, você não vai comer as pedras não?
         E Pedro, que já havia planejado isto também, respondeu com a maior cara de
pau:
         --- Comer pedra minha Vó? Tá doida é? Se eu comer estas pedras todas vou
acabar quebrando os dentes.
         Ao dizer isto pegou sua sacola, com as coisas dadas pela velha, e saiu
fugindo sem olhar para traz, pois ouvia os berros indignados dela correndo atrás do
malandro.
         Quando chegou ao armazém, os três amigos da aposta não acreditaram na
história de Pedro. Só tiveram a confirmação de tudo que o Pedro dissera, quando a
velha chegou ao armazém contando que dera para Pedro uma porção de coisas
para fazer uma sopa de pedras, mas que era na verdade uma sopa de legumes
com os ingredientes que ela colheu de sua horta e pertences de sua casa.
         Assim que a velha saiu, Pedro cobrou a aposta e tratou de se mandar.
         Dizem que está andando pelo mundo até hoje, aprontando e dando golpes
nos que tentam enganá-lo.
                       Fontes pesquisadas: “Contos Tradicionais Do Brasil” (Folclore)
Luís Da Câmara Cascudo Editora: Global.

Avarenta: pão-duro, unha-de-fome, pessoa que tem apego exagerado ao dinheiro


Negaceando: contra a sua própria vontade
Matutos: pessoas do campo
Matutando: pensando
Matreiro: esperto
Incrédula: que não acredita
Arranchando: acomodando
Entendendo o texto:
01 – Quais são as personagens da história?
      Pedro Malasartes, Dona Agomelsilda e os três amigos.
02 – Circule a resposta correta. No texto "Sopa de Pedras":
    * o narrador participa da história.
    * o narrador somente conta a história.
03 – “Os matutos falavam de uma velha avarenta que morava num sítio pros lados
do rio." Por que a velha era considerada uma pessoa avarenta?
      Porque ela era uma pessoa que só pensava em dinheiro.
04 – Como Pedro fez para que a velha viesse falar com ele?
      Acendeu um bom fogo, na frente da porteira da fazenda.
05 – Marque a resposta correta.
Por que, no decorrer da história, a velha atendeu a todos os pedidos de Pedro
Malasarte?
a) Ela gostou de Pedro e resolveu agradá-lo.
b) Ela ficou curiosa para saber que gosto tinha a tal sopa de pedra.
06 – Para vencer a aposta que Pedro fez com os matutos, o que ele precisava
conseguir?
      Receber presentes da Dona Agromelsilda e ela ir no armazém e contar para os
três amigos.
07 – Que adjetivos você utilizaria para explicar como é a personagem Pedro
Malasarte?
( ) malvado    (X) esperto    ( ) impaciente    (X) convincente.
08 – Faça a correspondência entre as expressões e palavras em destaque e seu
significado.
(1) "A velha, lá da casa, só espiando".              
(2) "E a panela fumegando."                     
(3) "E tratou de se mandar o mais depressa que pôde."  
(4) "Daí a pouco a velha já estava com água na boca!"
(2) Lançando fumaça.
(4) Com vontade de provar.
(1) Observando.
(3) Fugir.
09 – “Cozinha que cozinha, a sopa ficou pronta."
Por que o autor repetiu a palavra cozinha nessa frase? O que ele quis mostrar?
      Porque cozinhou por muito tempo. Que o tempo de cozimento da sopa, foi o
tempo que ele precisava para tirar as coisas da Dona Agromelsilda.   
    
10 – No texto, aparecem nomes como Pedro Malasarte e Chico Charreteiro que são
escritos com letras maiúsculas.
Por que estes nomes são escritos desta maneira?
        Porque são nomes próprios.
11 – O que Pedro estava fazendo na frente da fazenda? De quem era a receita da
sopa?
       Fazendo uma sopa de pedras. Era uma receita da sua finada mãe.
12 – Quais foram os primeiros ingredientes solicitado pelo Pedro?
      Os legumes: cenoura, batata, mandioquinha, abobrinha e beterrabas.
13 – Além dos legumes, o Pedro pediu mais ingredientes, quais foram eles?
      Linguiça defumada, paio, carne seca.
14 – E para completar a sopa, faltava os temperos, o que Pedro pediu para a Dona
Agromelsilda?
      Sal, pimenta do reino, alho, azeite, açafrão, colorau e cheiro verde.
15 – Por que o Pedro Malasartes, saiu correndo da fazenda? Explique com trecho
do texto.
      Por causa da resposta que deu a Dona Agromelsilda. ---“Comer pedra minha
Vó? Tá doida é? Se eu comer estas pedras todas vou acabar quebrando os
dentes.”
16 – O Pedro contou a história aos três amigos, com quem tinha feito a aposta,
mas, como eles tiveram a confirmação?
      Só tiveram a confirmação de tudo que o Pedro dissera, quando a velha chegou
ao armazém contando que dera para Pedro uma porção de coisas para fazer uma
sopa de pedras, mas que era na verdade uma sopa de legumes com os
ingredientes que ela colheu de sua horta e pertences de sua casa.

Racismo no Brasil?

Autor: Ilidio Teixeira

Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância às próprias origens. Qual é o


antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena (os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau
Brasil’)? Os negros (que foram trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de
mercadoria para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores desta
terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje? Afinal de
contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis,
alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios,
uruguaios e até argentinos vivem neste país que é hospitaleiro para com os estrangeiros e, por
vezes, hostil com sua própria população.
Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu?
Quantas vezes você ouviu alguém dizer que... ”meu avô era africano, minha avó espanhola”,
ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’
participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças,
mas apenas um sangue e somente uma paixão: o Brasil.
O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não
enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos. Negros,
mestiços, nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, altos demais, baixos
ou anões e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação. Muitos não
conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na sociedade brasileira!
Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro (como bares,
danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais coragem, verificar o revés da
história, ou seja, favelas e presídios. Claramente, nesses lugares, o racismo vem à tona e
causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade dos fatos.
Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir humilhada, desprezada,
discriminada, etc...por sua cor de pele, religião...pode recorrer a um processo judicial contra
quem cometeu tal atrocidade.
Precisamos mudar essa difícil realidade! O brasileiro tem de valorizar suas origens, para
que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos e por todos
nós.
1. Por que o autor diz que o racismo no Brasil é um ato de ignorância?

2. Você concorda com essa a firmação do autor de que o racismo é ignorância? Justifique.

3. Por que o autor diz que este país é hospitaleiro com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população."?

4. Você concorda que "existe por aqui muito racismo camuflado e algumas pessoas fazem questão de não enxergar."? Justifique.

5. Como você acha que o racismo se manifesta em nossa sociedade? Aponte exemplos de domínio público.

6. "Segundo a Constituição Brasileira, qualquer pessoa que se sentir humilhada, desprezada, discriminada, etc...por sua cor de pele,
religião...pode recorrer a um processo judicial contra quem cometeu tal atrocidade.". Você acha que a Constituição ajuda a combater
o racismo e outros preconceitos no Brasil? Justifique.

7. "Precisamos mudar essa difícil realidade!" O que tem que ser mudado? Aponte duas sugestões de mudança.

08 Por que o autor escreveu o título do texto em forma de pergunta: "Racismo no Brasil?"
09. Pesquise sobre a lei que criminaliza o racismo e escreva sobre as penalidades para quem
pratica esse crime.
10. Explique como funciona a lei para cotas raciais.

11. No livro “Auto da Compadecida”, há uma cena que critica o racismo. Narre essa cena.

12.Com base nos textos lidos em sala sobre esse assunto, escreva sobre a importância de se debater esse