Você está na página 1de 5

Belmiro Ismael Braimo

Idalina Albino

Julião Alfredo

Leopoldina Eusébio

Sarina Joaquim Rosário

Simões Artur Ernesto

Zacarias Atumane

Docente:

As formas de Exploração económica na época colonial

Escola Secundaria 12 de Outubro

Nampula, Março de 2018


Índice
1 As formas de exploração económica: o papel das companhias monopolistas..........3
1.1 As companhias monopolistas – caso de Moçambique........................................3
1.1.1 Companhia do Niassa..................................................................................3
1.1.2 Companhia de Moçambique........................................................................4
1.1.3 A companhia da Zambézia..........................................................................5
1 As formas de exploração económica: o papel das companhias monopolistas
Instalada a administração colonial, passou-se à fase seguinte, o aproveitamento dos
espaços, a exploração da riqueza e a utilização da mão-de-obra africana nos projectos
coloniais.

Uma das formas de exploração económica imposta pelo colonialismo em africa,


em geral, e em moçambique em particular foi através das companhias monopolistas, que
eram sociedades que detinham o monopólio de certos produtos com o qual obtinham
muito dinheiro, o qual pretendiam investir para aumentar os seus lucros. A estas
companhias foram atribuídos poderes totais de exploração das colonias.

Em muitas regiões de áfrica, os governos europeus usaram companhias


concessionárias para explorar os impérios recém conquistados por este sistema, as
companhias privadas eram concedidas vastos territórios africanos para explorar pelos
seus próprios recursos, em nome das potências colonizadoras.

Esta foi uma tentativa dos europeus colonizarem de forma mais barata.

Os britânicos usaram este sistema das companhias monopolistas na Rodézia e na


Nigéria, através da British South Africa.

1.1 As companhias monopolistas – caso de Moçambique


Portugal, país colonizador de fraco poder económico, não conseguiu ocupar e
administrar moçambique sozinho. Por isso acabou por conceber poder a algumas
companhias majestáticas ou monopolistas de outras potências imperialistas sobre tudo,
Inglaterra e Alemanha.

1.1.1 Companhia do Niassa


Foi fundada em 1891, com a concessão por um período de 25 anos (que mais tarde foi
extendido para 35 anos).

O seu território abrangia a região do cabo delgado e Niassa. Teve três períodos
de actuação. O primeiro durou de 1894 a 1898, durante o qual a companhia tinha como
objectivo o desenvolvimento económico da região, embora politica económica sobre o
território. No entanto tal objectivo não se efectivou, excepto em alguns pontos isolados
da costa, onde esta companhia introduziu o imposto de palhota em 1898. De referir que
este imposto era cobrado em função do numero de palhotas que cada agregado tivesse.

O segundo período foi de 1899 a 1914. Neste período a companhia concentrou-se no


agravamento do imposto de palhota como forma de aumentar os seus rendimentos,
expandindo e intensificando os abusos que sempre cometeram ate a sua extinção em
1929, pelo então governo de António de Oliveira Salazar.

1.1.2 Companhia de Moçambique


A formação da companhia de moçambique foi em processo longo iniciado e, 1878,
quando o oficial português Joaquim Carlos Paiva de Andrade Fundou a Sociéte des
foundatours de la compagnie general du Zambeze (1878-79), a qual recebeu longas
extensões de terra ao longo do rio Zambeze.

Em 1883, ela entrou em falência, e em sua substituição Paiva de Andrade criou a


companhia de Ophir em 1884, a qual recebeu concessões de terras e licenças de
exploração exclusiva das minas de quiteve e Manica.

Em 1888 Paiva de Andrade recebeu do governo português a concessão de direito de


exploração mineira na bacia dos rios Búzi e Pungue.

Através do decreto de 11 de Fevereiro de 1891 a companhia recebeu poderes


majestáticos para administrar uma área de cerca de 134 822km2 limitada a sul pelo
paralelo 22º com limites do rio Save, pela rodezia a oeste, pelo rio Zambeze a norte e
nordeste e pelo oceano indicam a leste.

Em Maio de 1892, a companhia de moçambique tomou posse de imediato iniciou o


processo de ocupação e exploração do território.

1.1.2.1 Direitos
A companhia de moçambique sendo majestática tinha os seguintes direitos:

1. Monopólio do comércio;
2. Exclusividade de concessões minerais e de pesca ao longo da zona costeira;
3. Direito de colectar impostos e taxas.
4. O direito de construir portos e vias de comunicação;
5. Privilégio de concessão a terceiros dos encargos daí derivados;
6. Privilégios bancários e pastais, incluindo os de emissão de selos e moedas.
7. O direito de transferência de terras em favor de pessoas individuais e colectivas.

Na agricultura a companhia apostou na produção de cana-de-açúcar, tabaco, arroz,


gergelim e sisal.

1.1.2.2 Deveres
A companhia tinha o dever de:

1. Pagar 10% dos dividendos distribuídos e 7,5% dos lucros líquidos totais ao
governo Português.
2. Desenvolver o território â administração portuguesa, uma vez expirado o alvará
e a carta de concessão segundo o contracto;
3. A sede da companhia de moçambique devia ser fixada em lisboa;
4. O corpo administrativo da companhia devia ser maioritariamente português,
embora de forma fictícia uma vez que Portugal não detinha a maior parte do
capital (condição necessária para tomada de decisão numa sociedade de capital.
5. Submeter toda legislação concernente as irregularidades da companhia a
ratificação pelo governo Português antes de serem implementados no território
colonizado.

1.1.3 A companhia da Zambézia


Ate 1870, Quelimane era uma das poucas zonas onde Portugal exercia efectivamente a
sua autoridade. Em 1832, a coroa Portuguesa aprovou um decreto através do qual
extinguia os “prazos da coroa”, em 1832, uma carta régia proibia a alienação das terras
dos antigos prazos. Por incumprimento do decreto de 1832, em 1854 é aprovado outro
decreto proibindo a venda das terras dos antigos prazos, revertendo todas as terras a
favor do Estado.

De Salientar que o aparelho colonial era complementado pelos sipatos e cabos de terras,
encarregues de cobrar impostos (mussoco e imposto de palhota); que a conquista da
Zambézia foi possível graças ao apoio dos antigos prazeiros, como João Bonifácio da
Silva de Manganja da Costa e do seu sucessor Mariano Henriques de Nazareth;

Mais ainda, os portugueses contaram com o apoio de chefes de povoações como foi o
caso de fumo sacaneio da costa.