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MANUAL para o

condomínio sustentável
como ser amigo do planeta e ganhar com isso.

Dr. Igor Pinheiro


Olá,

Nada melhor do que a nossa casa, certo?

E se, ainda por cima, nossa casa ajudasse a


transformar a cidade e o planeta em lugares
melhores. Excelente, não?

Este manual que você está lendo tem o


propósito de auxiliar aos condomínios - nossa
casa - a se tornarem parceiros das cidades e de
todo o planeta, através de boas práticas
sustentáveis, e, com disso, reduzir despesas e
economizar recursos.

A ÎANDÉ quer que você desfrute da sua


residência com conforto, segurança e
sustentabilidade. Estamos à sua disposição para
esclarecer qualquer dúvida, bem como para
ouvir sua crítica ou sugestão.

As ações deste manual levarão


seu condomínio a contemplar os
seguintes Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável:

Guarde este manual para futuras consultas.


Mensagem do autor
A experiência de ser síndico no condomínio onde moro, me mostra
diariamente o quanto é desafiador trabalhar sustentabilidade neste ambiente.
Desafiador, mas não impossível.

Este manual foi concebido para auxiliar os tomadores de decisões nos


condomínios a tornarem estes empreendimentos mais amigos do planeta e
ganhar com isso.

É uma obra inacabada, quero que esta seja a primeira versão de algo maior
que está sendo cosntruído em tempo real e de forma colaborativa por nossa
equipe de profissionais, parceiros e por nossos clientes, verdadeiras
testemunhas oculares de o quanto a sustentabilidade
pode fazer a diferença na vida condominial.

A segunda versão deste documento já está em


andamento e contará com mais informações sobre os
assuntos aqui expostos e outros da mesma
relevância, como paisagismo funcional e compliance.

Espero que a leitura deste manual seja tão agradável


quanto foi sua elaboração.

Registro a contribuição da Analista Ambiental Juliana


Magalhães, da estagiária em engenharia civil Daniele
Kauctz, do Engenheiro Eletricista Max Mauro e do
Contador Alan Teixeira. Sem vocês este manual não
seria tão rico.

Até o próximo!

Dr. Igor Pinheiro


Diretor da Îandé Engenharia Sustentável

R. MILTON EMÍLIO DE GOES FILHO, 12 A. iande.eng.br


GRAGERU. CEP 49027-260. (79) 9.9985.4467
Aracaju/SE. www.iande.eng.br
Sumário

1. Condomínio Legal tem Licença Ambiental ......................... Pg. 2

2. Eficiência Energética ........................................................................ Pg. 4

3. Gestão Inteligente da Água ........................................................ Pg. 5

4. Cuidados com o Esgoto.................................................................. Pg. 7

5. Gestão de Resíduos Sólidos ....................................................... Pg. 9

Pg. 1
Condomínio Legal tem
Licença Ambiental
O documento é essencial para o funcionamento

Tão importante quanto o HABITE-SE e o Laudo dos


Bombeiros, a Licença Ambiental é uma exigência legal,
conforme a Lei 6.803/80, a Lei 6.938/81, a Lei
Complementar nº 140/2011, o Decreto 99.274/90 e as
Resoluções CONAMA 001/86 e 237/97. - Ufa!

O órgão responsável por conceder ou renovar a Licença


Ambiental do seu condomínio varia de acordo com a sua
localização. Naqueles municípios que possuem Secretaria
Municipal do Meio Ambiente (SEMA), como a capital
Aracaju, este será o órgão. Mas quando não houver uma
Secretaria Municial, a Administração Estadual do Meio
Ambiental (ADEMA) será o orgão responsável.

Validade e prazos
O condomínio pode ser autuado ou multado,
ORGÃO
se não tiver Licença Ambiental ou se esta
AMBIENTAL estiver vencida.

Toda Licença Ambiental tem prazo de validade entre 1 a 5 anos, e


precisa ser renovada, pelo menos, 120 dias antes de vencer
para o condomínio continuar regular com o órgão ambiental e
garantir os benefícios da renovação.

Geralmente, o prazo entre a protocolização do pedido junto ao


órgão e a emissão da Licença Ambiental varia entre 30 a 180
dias, ficando o condomínio resguardado neste prazo de
qualquer multa ou notificações.

Tem dúvidas?
caremos felizes em ajudar.
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Pg. 2
E quando o condomínio já possui
a Licença Ambiental?
É realmente relaxante ter a Licença Ambiental do
condomínio em mãos, mas é preciso ficar atento a
algumas coisas importantes para sua renovação,
principalmente às Condicionantes Ambientais.

Como o termo já sugere, as coondicionantes ambientais são condições exigidas


para que a Licença Ambiental continue válida e seja renovada.

O que define o conjunto de condicionantes de cada licença são as características


de cada condomínio. Porém, publicar a licença em jornal é comum a todos.

Outras condicionantes que comumente aparecem nas Licenças Ambientais de


condomínios estão relacionadas aos sistemas de tratamento de esgoto,
geradores e à destinação dos resíduos.

Lembre-se: cada licença é única e deve ser


acompanhada com muita atenção.

Como saber se o condomínio


já tem Licença ambiental?
Simples, consultando a construtora ou o órgão ambiental.

Nós também podemos te ajudar com isso. Aliás, já ajudamos vários condomínios
sem compromisso. Faz parte da nossa missão!

Verifique se na apólice de seguro do seu condomínio


tem alguma cláusula que exige a apresentação da
Licença Ambiental em caso de eventual sinistro,
principalmente de ordem ambiental.

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Pg. 3
Eciência Energética
Como fazer mais consumindo menos?

O consumo de energia elétrica responde, em


média, por 20% das despesas do condomínio.

A eficiência energética é o conjunto de ações que


vão desde diversificar as fontes de energia a
substituir equipamentos por outros mais
eficientes.

A energia fotovoltaica é uma opção de fonte


renovável e já realidade em diversos condomínios.
Reduz até 95% da conta de energia elétrica. O
sistema não emite ruído, partículas ou poluentes e
os paineis possuem vida útil superior a 25 anos.
O alto custo de implantação do sistema, no entanto, pode assustar no início, mas
existem linhas de crédito disponíveis em diversas instituições financeiras para esta
finalidade. O importante é que o projeto seja feito por um especialista, isso
garantirá sua eficiência e ajudará ao condomínio a entender como o sistema
funcionará em termos de manutenção e redução dos custos ao longo do tempo.

Mais por menos


Algumas ações trazem economias significativas para o condomínio.
Estudar a troca de lâmpadas, elevadores, climatização de
ambientes, equipamentos de segurança, bombas e instalações
elétricas em geral, são exemplos de práticas do projeto de
eficiência energética do condomínio. A ideia é fazer com que os
equipamentos possuam melhor desempenho com o menor
consumo de energia possível. Acredite, isto é muito possível!

Além do retorno do investimento a longo prazo, o


condomínio que investe em um projeto de eficiência
energética é mais valorizado. Além de ambientalmente
sustentável, é rentável.

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Pg. 4
Gestão Como salvar este precioso líquido!

Inteligente
da Água
Vazamentos nas instalações hidráulicas do condomínio são os
maiores vilões da economia e do meio ambiente. Quando
ocorrem, o prejuízo é tão certo quanto alto. Frequentemente
estão associados aos temidos rateios, não é?

Realizar duas leituras diárias no medidor macro é uma ótima


maneira de perceber vazamentos e agir a tempo. Outra boa
prática para salvar água e alguns Reais, é adotar e manter um
cronograma de inspeção periódica nas tubulações aparentes
do condomínio.

Bloqueadores de ar tem sido usado com algum sucesso


em condomínios. Eles prometem extrair o ar da tubulação
e reduzir a conta de água. Porém, sua legalidade é
discutível. Verifique com a concessionária local.

O que é Rateio? INDIVIDUALIZAÇÃO JÁ!

Quando o condomínio possui medição A medição individual do


individual de água, cada unidade consumo de água, além de ser
(micro) tem direito a um excedente de uma ação justa, pois cada unidade
consumo para ser ‘‘doado’’ às áreas é cobrada pelo seu consumo,
comuns. permite que os condôminos
racionem seu consumo de água.
Se a leitura do medidor macro (entrada
do condomínio) for maior que a soma Claro, isto também valoriza o
de todas as leituras micro, incluindo os condomínio, pois aqueles que
excedentes, haverá um maior consumo possuem o sistema de rateio são
global e a cobrança da diferença será considerados antiquados e
dividida entre as unidades. onerosos.

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Pg. 5
Reaproveitar é a ordem
Dentro de condomínios, as águas pluviais (águas da chuva)
podem ser reutilizadas de diversas formas, trazendo
benefícios como redução de gastos, maior independência
da concessionária e redução de desperdício de água.

Esta é uma outra forma de gestão inteligente da água, na


forma de um projeto de captação e armazenamento. Esse sistema comumente é
composto pelas calhas de captação, condutores verticais, filtros autolimpantes e
tanque de estocagem, podendo ou não ser necessário o uso de bombeamento.
Contudo, dependendo do seu uso futuro, a água reaproveitada da
chuva pode precisar ser tratada.

Para a irrigação ou limpeza de pátios, nenhum tratamento é


necessário. Porém, alguns cuidados são recomendados, como
inspeção visual periódica do aspecto da água, a fim de detectar
possíveis anormalidades que podem ser corrigidas, métodos de
gradeamento (telas e grandes para impedir entrada de folhas e
outros sólidos), tratamento químico de cloração no reservatório,
além de filtros lentos de areia.

Assim, o uso do reservatórios tipo cisterna em condomínios, além


de ser uma ótima forma de trazer sustentabilidade, também
contribui para evitar o rateio. Adaptado de Group Raindrops (2002).

Uso requerido da água Tratamento necessário


Irrigação de jardins Nenhum tratamento
Cuidados para manter o sistema de combate
Prevenção de incêndio
a incêndio em condições de uso
Fontes e lagoas, descargas de Tratamento higiênico, devido ao possível
banheiro, lavagem de
roupas e carros contato do corpo humano com a água

Piscina/banho, consumo Desinfecção, para a água ser


humano e preparo de alimentos consumida direta ou indiretamente

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Pg. 6
Cuidados com
o Esgoto
Euente é o principal fator
poluidor em condomínios

Esgoto doméstico é todo o rejeito que é produzido


ao se utilizar a água na residência, como acontece
com os produtos dos vasos sanitários, pias e ralos.
do esgoto do país Esse efluente contém diversos micro-
54% não é tratado. organismos que podem causar
doenças, além de contaminar o
solo e outros corpos
milhões estão nas hídricos.
3,5 100 maiores cidades Esse fluído precisa ser
coletado e tratado devido
a questões de saúde
SÓ pública e preservação
do esgoto no
35% Nordeste é tratado
ambiental.

Nas localidades em que não há rede


pública de esgotamento sanitário, é
SÓ do esgoto em necessário a adoção de sistemas
30% Sergipe é tratado autônomos de tratamento de
efluentes.

Em localidades atendidas por rede de esgoto da


concessionária pública, 80% da conta de água é referente
ao tratamento do esgoto. Portanto, ao economizar água o
consumidor também reduz o pagamento pelo esgoto.

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Pg. 7
Sistemas de As soluções mais comuns em
condomínios não atendidos por rede
pública são as Estações de Tratamento
Tratamento (ETE) ou os Digestores Anaeróbios (DAFA).

de Esgoto Ambas são soluções eficientes, mas,


necessitam de manutenção periódica e
monitoramento do efluente, geralmente
bem definidos na Licença Ambiental.

Se o seu condomínio tem uma dessas


duas soluções ou outra autônoma,
fique atento às orientações dos
fabricantes e cumpra rigorosamente o
cronograma de manutenção.

Como saber qual sistema


tem em meu condomínio?
Esta informação deve constar no
Manual do Síndico e nos projetos
fornecidos pela construtora. Contudo,
se precisar de ajuda para identificar o
seu sistema, fale conosco.

Já conheçe a
Fossa Ecológica TEvap?
Para condomínios horizontais, a Îandé
aprimorou uma solução individual
chamada Fossa Ecológica tipo
Ta n q u e d e E v a p o t r a n s p i r a ç ã o
(TEvap), a “fossa de bananeiras”.

É um sistema de tratamento fechado


que não polui o solo e o lençol freático.

Nele os dejetos são transformados em


nutrientes para plantas e a água só sai
por evapotranspiração, completamente
limpa.

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Pg. 8
Gestão de Resíduos
Sólidos
O lixo virando e gerando recurso

Parece mágica, mas é atitude! É incrível


o que simplesmente separar o lixo pode
proporcionar de mudança na sociedade.
Mas separar o resíduo, que é o seu nome correto, é apenas uma parte do plano.

Sim, existe um plano. O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que


pode ser resumido em 4 etapas, veja:

GRAVIMETRIA
PGRS
PLANO DE GERENCIAMENTO
Reconhecimento e DE RESÍDUOS SÓLIDOS
classicação dos resíduos
do condomínio.

ELABORAÇÃO
DO PLANO
Com as informações os
engenheiros pensam nas
melhores formas de agir.

MOBILIZAÇÃO
SOCIAL
Hora de comunicar e
engajar a pessoas.
Sem elas, nada feito.

IMPLEMENTAÇÃO
DAS AÇÕES
Vai começar! Hora de
instalar os contentores e
comunicação visual.

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Pg. 9
Repensar, Recusar, Reduzir,
Reutilizar e Reciclar.
Os cinco Rs da Sustentabilidade
Seu condomío ainda não possui um PGRS, e mesmo assim gostaria de
contribuir com a gestão dos resíduos sólidos? Não se preocupe, encoraje os
condôminos a separar minimamente os resídos por tipo ou por material.

Depois faça contato com uma cooperativa de catadores ou com o consórcio da


sua cidade, com certeza eles ajudarão a destinar adequadamente o resíduo.

é=)
ÎAND

pik.
em Free
@brgfx
@brgfx em Freepik.

papel plástico orgânico vidro metal Lixo Lixo


Seco úmido
Separe por material Separe por tipo

Como destinar o lixo separado?


no interior, procure o Consórcio
na grande Aracaju, procure ao qual seu município pertence.
uma das cooperativas:
REVIRAVOLTA - (79) 9.8885.1338 Consórcio do Agreste Central Sergipano
COORES - (79) 3011.4751 (79) 3449.1934
CARE - (79) 3243.1581 Consórcio do Baixo São Francisco
(79) 9.9639.1112
Consórcio do Sul e Centro Sul Sergipano
(79) 3543-1289
Consórcio da Grande Aracaju
(79) 9.9979.4940

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iande.eng.br
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www.iande.eng.br