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Noções de

Direção Segura
para Taxista
SEST – Serviço Social do Transporte
SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Curso on-line – Noções de Direção Segura para Taxista


– Brasília: SEST/SENAT, 2016.

156 p. :il. – (EaD)

1. Motorista de táxi - treinamento. 2. Segurança no


trânsito. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço
Nacional de Aprendizagem do Transporte. III. Título.

CDU 656.017.2:005.963.1

ead.sestsenat.org.br
Sumário
Apresentação 8

Módulo 1 10

Unidade 1 | A Direção Segura e os Cuidados no Trânsito 11

1 Conhecimentos Básicos sobre a Direção Segura 13

2 Traçados da Via e seus Elementos 14

3 Problemas nas Vias Que Afetam a Segurança no Trânsito 16

3.1 Problemas no Projeto Viário 16

3.2 Problemas com a Operação Viária 17

3.3 Problemas com a Conservação do Pavimento 18

3.4 Problemas com a Sinalização 19

4 Distâncias para um Deslocamento Seguro no Trânsito 20

Atividades 23

Referências 24

Unidade 2 | Acidentes de Trânsito 27

1 Acidentes de Trânsito 29

2 Como Podemos Evitar os Acidentes? 29

3 Dicas para Ultrapassar e Ser Ultrapassado com Segurança 31

4 Condições Adversas Que Contribuem para a Ocorrência de Acidentes 32

4.1 Condições Adversas de Luz — a Importância de Ver e Ser Visto 32

4.2 Condições Adversas de Tempo (Clima) 33

4.3 Condições Adversas na Via 34

4.4 Condições Adversas dos Veículos 34

4.5 Condições Adversas de Tráfego 35

4.6 Condições Adversas dos Condutores 35

4.7 Condições Adversas dos Passageiros 37

3
Glossário 38

Atividades 39

Referências 41

Unidade 3 | Pontos Críticos em Vias Urbanas e Metropolitanas 44

1 O Que São os “Pontos Críticos”? 46

2 Categorias de Pontos Críticos 46

3 Acidentes Recorrentes em Pontos Críticos 48

3.1 Colisão Traseira 48

3.2 Colisão Frontal 49

3.3 Colisão Lateral 52

3.4 Outros Tipos de Acidente 52

4 Comportamento Seguro em Locais Críticos de Acidentes 53

4.1 Curvas e Terrenos Acidentados 54

4.2 Ultrapassagens 54

Atividades 56

Referências 57

Módulo 2 60

Unidade 4 | Aplicando a Direção Segura para Evitar Acidentes 61

1 Elementos Que Caracterizam a Direção Segura 63

1.1 Conhecimento 63

1.2 Atenção 63

1.3 Previsão 64

1.4 Decisão 64

1.5 Habilidade 65

2 Como Evitar Acidentes com Pedestres e Outros Integrantes do Trânsito 65

2.1 Procedimentos e Cuidados Antes de Iniciar uma Corrida 66

4
2.2 Cuidados com os Passageiros Durante a Viagem 67

3 A Importância de Ver e Ser Visto 68

Atividades 70

Referências 72

Unidade 5 | Comportamento e Conduta no Trânsito 75

1 A Importância do Comportamento Seguro no Trânsito 77

2 Comportamento Seguro e Comportamento de Risco 77

3 Estado Físico e Mental do Condutor 79

4 Consequências da Ingestão e Consumo de Bebida Alcoólica e Substâncias Psicoativas 81

Atividades 83

Referências 84

Módulo 3 87

Unidade 6 | Código de Trânsito Brasileiro (CTB) 88

1 O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) 90

2 Categorias de Habilitação e Sua Relação com os Veículos Conduzidos 91

3 Documentação Exigida para Condutor e Veículo 92

4 Classificação Viária 92

Atividades 94

Referências 95

Unidade 7 | Sinalização Viária Segundo o CTB 98

1 Sinalização Vertical 100

1.1 Sinalização de Regulamentação 100

1.2 Sinalização de Advertência 101

1.3 Sinalização de Indicação 102

2 Sinalização Horizontal 103

3 Dispositivos Auxiliares 105

5
4 Sinalização Semafórica 105

5 Sinalização Complementar 106

6 Gestos 106

6.1 Gestos de Agentes da Autoridade de Trânsito 107

6.2 Gestos de Condutores 108

Atividades 110

Referências 111

Unidade 8 | Legislação sobre o Transporte de Passageiros por Táxi 114

1 Transporte de Passageiros por Táxi 116

2 Regras Gerais de Estacionamento, Parada e Circulação 117

Atividades 122

Referências 123

Unidade 9 | Responsabilidades no Transporte de Pessoas 126

1 Responsabilidades do Taxista 128

2 Principais Normas do CTB 129

2.1 Manter o Veículo em Condições Adequadas 129

2.2 Cuidados Durante a Operação 130

2.3 Cuidados com a Velocidade 131

2.4 Cuidados em Cruzamentos e Semáforos 131

2.5 Atenção no Embarque e Desembarque de Passageiros 133

2.6 Nos Casos de Acidente 133

Atividades 135

Referências 136

Módulo 4 139

Unidade 10 | Manutenção Periódica e Preventiva de Veículos 140

1 Elementos da Manutenção Preventiva 142

6
1.1 Motor e Carroceria 142

1.1.1 Sistema de Arrefecimento (Radiador) 143

1.2 Baterias 143

1.3 Pneumáticos 144

1.3.1 Calibragem 144

1.3.2 Pneu Recapado e Pneu Remoldado 145

1.4 Filtros de Óleos 146

1.5 Faróis, Lanternas e Luzes de Advertência 146

1.6 Vazamentos 147

2 Procedimentos para uma Manutenção Segura e Abrangente 147

2.1 Higiene 147

2.2 Equipamentos de Segurança e de Emergência 149

Atividades 150

Referências 151

Gabarito 154

7
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Noções de Direção Segura para Taxista!

Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos,
você verá ícones que têm a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

O curso possui carga horária total de 50 horas e foi organizado em 4 módulos e 10


unidades, conforme a tabela a seguir.

Carga
Módulos Unidades
Horária

Unidade 1 | A Direção Segura e os Cuidados no


5h
Trânsito

1 Unidade 2 | Acidentes de Trânsito 5h

Unidade 3 | Pontos Críticos em Vias Urbanas e


5h
Metropolitanas

Unidade 4 | Aplicando a Direção Segura para


5h
Evitar Acidentes
2
Unidade 5 | Comportamento e Conduta no
5h
Trânsito

Unidade 6 | Código de Trânsito Brasileiro (CTB) 5h

Unidade 7 | Sinalização Viária Segundo o CTB 5h

3 Unidade 8 | Legislação sobre o Transporte de


5h
Passageiros por Táxi

Unidade 9 | Responsabilidades no Transporte de


5h
Pessoas

Unidade 10 | Manutenção Periódica e Preventiva


4 5h
de Veículos

8
Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.

Bons estudos!

9
Noções de
Direção Segura
para Taxista

MÓDULO 1
UNIDADE 1 | A DIREÇÃO
SEGURA E OS CUIDADOS NO
TRÂNSITO

11
Unidade 1 | A Direção Segura e os Cuidados no
Trânsito

dd
Você sabe o que é a Direção Segura? O projeto de uma via pode
interferir na segurança durante as manobras? Qual distância
devemos manter dos outros veículos?

Conhecer o sistema viário, as características de seu traçado, e os cuidados a serem


adotados constituem o primeiro passo para dirigir com segurança. Os taxistas devem
estar ainda mais atentos, pois fazem caminhos diferentes a cada corrida, o que demanda
habilitação e perícia. Para começar o curso, vamos conhecer algumas características de
projetos viários e as recomendações operacionais para os motoristas de táxi.

12
1 Conhecimentos Básicos sobre a Direção Segura

Preocupar-se com a segurança no trânsito certamente não é uma novidade para os


motoristas de táxi! Você já deve ter ouvido sobre a importância de conhecer e aplicar
as técnicas de direção e de comportamento seguro no trânsito. Nos dias de hoje, há
muito material disponível sobre o assunto. Mas, será que todos os taxistas realmente
aplicam a direção segura no seu dia a dia?

Os motoristas profissionais devem passar por cursos de atualização, que visam, dentre
outras coisas, retomar os conhecimentos e conceitos que eles adquiriram no passado.

Segundo a Lei nº 12.468 (Brasil, 2011), que regulamenta a


profissão dos taxistas, os motoristas devem fazer cursos de
qualificação que envolvem as relações humanas, direção
defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de
veículos e ter certificação específica para exercer a profissão,
emitida pelo órgão competente da localidade da prestação do
serviço.

Muitas vezes o conceito de direção segura é mal interpretado. Algumas pessoas


acreditam que dirigir defensivamente é dirigir bem devagar. No entanto, esse
entendimento não é correto.

Na verdade, a DIREÇÃO SEGURA, também chamada de DIREÇÃO DEFENSIVA, é um


modo de dirigir a fim de evitar acidentes apesar das condições adversas e das ações
incorretas de outros condutores ou pedestres, prevendo a possibilidade de ocorrerem
acidentes e agindo rapidamente para evitá-los.

Ela pode ser entendida como uma forma de dirigir que permite ao motorista reconhecer
antecipadamente as situações de perigo que possam envolvê-lo, bem como os seus
acompanhantes, seu veículo, os outros veículos e os demais usuários da via, e assim,
evitar a ocorrência de acidentes.

Podemos também conceituar a direção defensiva como sendo um conjunto de


princípios e cuidados aplicados com a finalidade de evitar acidentes. Nem sempre você
é a causa do acidente, pois, infelizmente, muitos motoristas dirigem com atitudes que
pioram as condições de segurança no trânsito.

13
A direção defensiva ajuda você a se proteger dos riscos que
estão presentes ao seu redor.

2 Traçados da Via e seus Elementos

A via é, na verdade, muito mais do que os limites da rua. Ela corresponde à superfície
completa por onde transitam os veículos, as pessoas e os animais. Os elementos
básicos das vias são: pista, calçada, acostamento, ilhas e canteiro central. São também
considerados elementos das vias: as lombadas, rotatórias, alças de acesso, dentre
outros.

A tabela a seguir apresenta algumas definições presentes no Anexo I do Código de


Trânsito Brasileiro (CTB) para os principais elementos das vias, e para outros elementos
urbanos configurados a partir deles:

14
Tabela 1: Elementos das vias

ELEMENTO DEFINIÇÃO

Parte da via normalmente utilizada para a circulação de


veículos, identificada por elementos separadores ou por
Pista
diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou canteiros
centrais.

Parte da via, normalmente segregada e em nível diferente,


não destinada à circulação de veículos, reservada ao
Calçada
trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.

Parte da via, diferenciada da pista de rolamento, destinada


à parada ou estacionamento de veículos em caso de
Acostamento
emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas,
quando não houver local apropriado para esse fim.

Margem da pista, podendo ser demarcada por linhas


Bordo da pista longitudinais de bordo que delineiam a parte da via
destinada à circulação de veículos.

Obstáculo físico construído como separador de duas pistas


Canteiro central de rolamento, eventualmente substituído por marcas
viárias (canteiro fictício).

Obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado


Ilha
à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.

Cruzamento Interseção de duas vias em nível

Todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação,


Interseção incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
entroncamentos ou bifurcações.

Fonte: Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

15
3 Problemas nas Vias Que Afetam a Segurança no Trânsito

O que o taxista mais encontra em seu dia a dia são situações de risco, muitas vezes
causadas por problemas nas vias. A seguir, apresentamos alguns problemas e as dicas
de conduta que podem prevenir acidentes.

3.1 Problemas no Projeto Viário

Muitas vias não são projetadas adequadamente para o local onde estão construídas.
Dentre os principais problemas, ressaltamos:

• Largura das faixas de rolamento e dos acostamentos;

• Quantidade de faixas, em razão do volume e velocidade de tráfego, em relação


ao uso e à classe da via (arterial, de ligação, coletora, local);

• Raios de curva e distância de visibilidade de ultrapassagem, em aclives, em


desacordo com a velocidade permitida;

• Distância de visibilidade de parada em cruzamentos;

• Conflitos presentes nas interseções, com fluxos que se cruzam;

• Entrelaçamentos necessários para acesso de retorno; e

• Sinalização insuficiente ou inadequada.

16
hh
• Para trafegar de maneira segura em todos os locais, o primeiro
requisito é estar sempre atento ao desenho geométrico da via;

• Procure manter contato visual com a via, enxergando alguns


metros à frente do veículo. Tome cuidado adicional ao dirigir à
noite;

• Fique atento aos cruzamentos ou entrelaçamentos e, caso


necessário, reduza sua velocidade mesmo estando em via
preferencial. Lembre-se: cortesia e educação também fazem
parte da Direção Segura; e

• Quando utilizar alças ou acessos em desnível, reduza a


velocidade e procure fazer as curvas com raios abertos.

3.2 Problemas com a Operação Viária

Para o taxista e seus passageiros, um dos principais problemas na operação viária é a


interrupção ou a lentidão no trânsito. Ela pode ser causada por falhas na programação
semafórica, bloqueios de vias, lentidão em locais de entrada e saída de veículos etc.

Nas grandes cidades, a fiscalização ajuda a prevenir possíveis


conflitos motivados pelo trânsito que podem acarretar lentidão,
interrupções no tráfego, acidentes etc. O taxista deve estar
sempre preparado para enfrentar esse tipo de situação em seu
dia a dia.

17
hh
• Obedeça sempre à velocidade regulamentada na via.

• Ao perceber a aproximação de veículos de grande porte,


procure manter uma distância de segurança e reduza a
velocidade.

• Se notar um veículo com velocidade acima da sua ou acima da


velocidade permitida, deixe que ele o ultrapasse, evitando
situações de conflito.

3.3 Problemas com a Conservação do Pavimento

A manutenção do pavimento deve ser constante, com o objetivo de mantê-lo em


perfeitas condições de circulação. No entanto, muitas vezes as vias estão mal
conservadas e o taxista se vê obrigado a dirigir desviando de buracos, rachaduras,
asfalto irregular, objetos na pista etc.

18
hh
• Fique atento à presença de óleo ou água na pista. Se notar sua
presença, reduza a velocidade.

• Se a via apresentar buracos e rachaduras, reduza a velocidade.


Se precisar desviar-se de algum obstáculo, sinalize
adequadamente com o uso da seta.

• Ao conduzir sob chuva, fique atento às poças d’água, pois elas


podem esconder verdadeiras armadilhas para seu veículo
(buracos).

3.4 Problemas com a Sinalização

Certamente, o motorista de táxi conhece boa parte das ruas por onde passa. No
entanto, sempre encontrará um passageiro que deseja ir a um local por onde o taxista
não circula com frequência. Este é um exemplo de situação em que o taxista depende
da sinalização para um deslocamento seguro.

Muitas vezes a sinalização necessária não está disponível, causando dificuldades


diversas aos motoristas. Os motivos da falta de sinalização são muitos: falhas de
projeto, depredação, desgaste natural e falta de reposição.

As várias formas de sinalização são importantes para mostrar ao

ee condutor o que é permitido e o que é proibido. Ela funciona


como um alerta permanente sobre os perigos das vias e os
caminhos a tomar.

Em alguns locais, a sinalização está encoberta por árvores, postes, propaganda etc.
Isso exige atenção maior do motorista. A experiência, o bom senso e o controle de
velocidade são grandes aliados nessa hora.

19
Você não pode parar o veículo para embarque e desembarque
de passageiros em qualquer local. Verifique sempre a presença
de placas que proíbem simultaneamente a parada e o
estacionamento.

Em locais próximos a hospitais e escolas, fique atento às faixas de pedestres — respeite-


as. Procure um local seguro para você e para os seus passageiros.

Se você precisar parar emergencialmente, lembre-se de verificar se há sinalização


indicando local de parada. Adote os seguintes cuidados:

• Domine a situação: verifique o movimento de veículos atrás e ao lado do seu.


Veja se não há alguém tentando ultrapassá-lo ou se há veículos estacionados à
direita. Tome cuidado adicional em locais e horários de muito movimento;

• Sinalize sua intenção: ligue as luzes indicadoras de sentido com antecedência,


avisando ao condutor do veículo de trás que você vai parar;

• Diminua a velocidade gradativamente, para sair lateralmente em segurança.


Saídas bruscas podem causar acidentes;

• Se o seu veículo apresentar problemas e precisar ficar parado, use sempre o


triângulo de segurança;

• Se precisar parar em local perigoso (em uma curva, após uma lombada etc.),
coloque outros avisos além do triângulo. Comece a sinalizar a uma distância
maior que 30 metros do veículo.

4 Distâncias para um Deslocamento Seguro no Trânsito

Muitos acidentes ocorrem porque os motoristas dirigem muito próximo dos outros
veículos. A distância que você deve manter entre o seu veículo e o que vai à frente é
chamada Distância de Seguimento (DS).

20
Quando você estiver conduzindo em condições normais de pista

ee e de clima, o tempo necessário para manter uma distância


segura é de, aproximadamente, dois segundos (tempo válido
para veículos de passeio).

Existe uma regra simples que ajudará você a manter uma distância segura de outro veículo:

• Escolha um ponto fixo à margem da via – exemplos: placa de sinalização, poste,


marcação viária, entre outros;

• Quando o veículo que vai à sua frente passar pelo ponto fixo escolhido, comece
a contar;

• Conte dois segundos pausadamente. Uma maneira fácil é contar seis palavras em
sequência, exemplificando: cinquenta e um, cinquenta e dois;

• A distância entre o seu veículo e o que vai à frente vai ser segura se o seu veículo
passar pelo ponto fixo após a contagem de dois segundos; e

• Caso contrário, reduza a velocidade e faça nova contagem. Repita até estabelecer
a distância segura.

A distância de seguimento deve ser sempre maior do que a


distância de parada, garantindo que haja espaço suficiente para
que seu veículo pare antes de colidir com o que vai à sua frente.

A distância percorrida pelo veículo entre o momento em que o condutor aciona os freios
e aquele em que o veículo para completamente é chamada Distância de Frenagem.
Essa distância pode variar de acordo com alguns fatores:

• Tipo de veículo, especialmente quanto ao estado de conservação do sistema de


frenagem (convencional ou ABS);

• Velocidade de deslocamento do veículo; e

• Aderência dos pneus do veículo à pista, que varia em função do estado de


conservação dos pneus, do estado de conservação da pista e do estado em que
ela se encontra (seca, molhada, com óleo etc.).

21
O freio ABS (sigla para Anti-lock Breaking System) é um sistema
que impede o bloqueio (travamento) das rodas quando o
motorista pisa nos freios bruscamente. Com ele, o veículo fica
mais aderente à pista e mais protegido contra derrapagens. No
sistema convencional, mais antigo, os veículos tendiam a
derrapar quando o freio era acionado com muita força.

Os cuidados com a velocidade


e a distância entre os veículos
são especialmente importantes
quando você está trafegando em
vias rápidas e expressas.

Resumindo

Dirigir defensivamente tornou-se uma questão de sobrevivência no trânsito


cada vez mais conturbado das cidades brasileiras.

O motorista de táxi participa como elemento fundamental do trânsito e


deve estar sempre atento à prática de direção segura no seu dia a dia.

Muitas vias apresentam problemas de projeto e outras deficiências que


devem ser avaliadas e contornadas pelos motoristas profissionais, garantindo
melhores condições de segurança para todos os usuários das vias.

22
Atividades

aa
1) Parte da via, normalmente segregada e em nível diferente,
não destinada à circulação de veículos:

a. ( ) Pista

b. ( ) Calçada

c. ( ) Acostamento

d. ( ) Bordo da pista

2) A distância que você deve manter entre o seu veículo e o


que vai à frente é chamada Distância de Seguimento (DS).

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) A quantidade de faixas em cada via:

a. ( ) É sempre fixa nas vias.

b. ( ) Depende de fatores como a velocidade de tráfego.

c. ( ) Depende de fatores como a conservação do pavimento

d. ( ) É sempre variável, não havendo repetição.

4) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso):

a. ( ) A Direção Segura é um modo de dirigir que pode propiciar


acidentes.

b. ( ) As lombadas não são consideradas elementos das vias.

c. ( ) O canteiro central é um obstáculo físico separador de


pistas.

d. ( ) Um cruzamento é uma interseção de duas vias em nível.

23
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

24
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

25
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

26
UNIDADE 2 | ACIDENTES DE
TRÂNSITO

27
Unidade 2 | Acidentes de Trânsito

dd
Como aplicar os conceitos da direção defensiva no dia a dia?
Quais os procedimentos indicados para dirigir de maneira
segura? Como um passageiro pode atrapalhar o taxista e causar
um acidente?

Nesta unidade, vamos estudar um pouco a respeito dos acidentes de trânsito. Nosso
objetivo é o de identificar as causas dos acidentes, entender quais podem ser de fato
evitados, e aprender a relacionar nosso comportamento à ocorrência dos acidentes.
Lembre-se de que os motoristas profissionais devem estar sempre atentos e preparados
para evitar os acidentes e reduzir suas consequências.

28
1 Acidentes de Trânsito

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e a Associação Nacional de


Transportes Públicos (IPEA/ANTP, 2003), o acidente de trânsito é todo evento ocorrido
na via pública, inclusive calçadas, decorrente do trânsito de veículos e pessoas, que
resulta em danos humanos e materiais. Compreende a colisão entre veículos, choques
com objetos fixos, capotamentos, tombamentos, atropelamentos e queda de pedestres
e ciclistas.

Outras definições apontam que o acidente de trânsito é todo evento danoso que
envolve: o veículo, a via, o homem e/ou animais. Para caracterizar um evento como
acidente, é necessária a presença de ao menos dois desses fatores.

Segundo o Portal Trânsito BR (2016), no Brasil ocorrem mais de 1 milhão de acidentes


de trânsito por ano, deixando mais de 40 mil mortos e quase 400 mil feridos em todo
o país.

2 Como Podemos Evitar os Acidentes?

Infelizmente muitos acidentes ocorrem diariamente nas cidades brasileiras. O taxista e


seus passageiros estão sujeitos a comportamentos inadequados de alguns motoristas
e involuntariamente podem se ver envolvidos em acidentes bastante sérios. Mas
podemos tomar algumas precauções.

Acidente evitável é aquele que ocorre porque os motoristas envolvidos, ou pelo menos
um deles, não fizeram tudo o que poderiam ter feito para evitar o acidente.

Um acidente não acontece por acaso, por destino ou por azar.


Na maioria dos casos, o fator humano está presente, ou seja,
cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de
responsabilidade.

29
Todo acidente de trânsito é evitável? Grande parte dos acidentes sim, pois quase
sempre há algo que poderia ser feito.

Acidentes acontecem devido a um fator ou a uma combinação de fatores. Nesse


sentido, a direção defensiva ajuda a prever tais fatores e ensina técnicas para controlá-
los, de forma a evitar que os acidentes ocorram. Porém, não existe uma divisão clara
entre os dois tipos de acidente — evitáveis e não evitáveis, de maneira que muitas
vezes fica impossível classificá-los.

Normalmente as pessoas perguntam quem é o culpado, quando o mais correto seria


tentar descobrir como o acidente poderia ter sido evitado. Lembre-se de que uma das
principais causas dos acidentes de trânsito é o comportamento do próprio condutor
do veículo.

Exemplos de causas dos acidentes:

a) Fatores humanos: estresse, pressa, sono, cansaço, problemas familiares, estado


de saúde e efeitos de substâncias psicoativas; e

b) Condições adversas, como clima, luminosidade, condições das vias, trânsito etc.

Em muitos casos, não é possível identificar, exatamente, qual foi

cc a causa ou o conjunto de fatores que causaram o acidente. Um


exemplo desta situação são as chamadas colisões misteriosas.

A colisão misteriosa é definida como o acidente de trânsito que


envolve apenas um veículo e em que o condutor, saindo vivo,
não sabe ou não se lembra exatamente o que ocorreu, ou qual a
causa do acidente. Não há testemunhas e ninguém sabe o que
houve.

Estatísticas comprovam que a colisão misteriosa representa 1/3 dos acidentes de


trânsito e, na grande maioria, envolvem a morte do condutor, de passageiros e até de
pedestres.

30
Novas técnicas de perícia são desenvolvidas e, a cada dia, mais

ee acidentes têm suas verdadeiras causas reveladas. Mesmo que o


condutor não se lembre do ocorrido, ou que não queira admitir
que tenha cometido uma falha, ainda pode ser possível
comprovar a sua responsabilidade.

3 Dicas para Ultrapassar e Ser Ultrapassado com Segurança

De acordo com o Art. 29 do CTB:

IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá


ser feita pela esquerda, obedecida a sinalização regulamentar
e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto quando
o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de
entrar à esquerda.

Nas subidas, só ultrapasse quando estiver disponível a terceira


faixa, destinada a veículos lentos. Se não existir essa faixa, siga
as orientações anteriores, mas considere que a potência exigida
do seu veículo vai ser maior que na pista plana. Lembre-se de
que nas subidas é mais difícil ultrapassar do que em locais
planos.

Ainda, de acordo com o Art. 29 do CTB:

XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:

a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando


a luz indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto
convencional de braço;

b) afastar-se do usuário ou de usuários que ultrapassa, de tal


forma que deixe livre uma distância lateral de segurança;

31
c) retomar, após a efetivação da manobra, à faixa de trânsito de
origem, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou
fazendo gesto convencional de braço, adotando os cuidados
necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos
veículos que ultrapassou.

Nos declives, as velocidades dos veículos


tendem a ser maiores. Portanto, tome
cuidado adicional com a velocidade.
Mesmo para ultrapassar você não pode
exceder a velocidade máxima permitida
naquele trecho da via.

Quando houver sinalização proibindo a


ultrapassagem, não ultrapasse.

4 Condições Adversas Que Contribuem para a Ocorrência


de Acidentes

Muitos acidentes são causados por situações adversas, que são aquelas situações
contrárias ao desejado ou esperado. A seguir mencionaremos algumas condições
adversas, conforme encontrado no Manual para Primeira Habilitação de Condutores
(ANDRADE, 2012).

4.1 Condições Adversas de Luz — a Importância de Ver e Ser


Visto

A luz deficiente, ou em excesso, afeta a nossa capacidade de ver ou de sermos vistos,


seja ela natural ou artificial. Se o motorista não tiver condições de ver ou de ser visto
perfeitamente, há um risco muito grande de ocorrer um acidente.

32
Dentre outras causas, pode haver ofuscamento da visão causado pelo farol alto de um
veículo em sentido contrário, ou mesmo a luz solar incidindo diretamente nos olhos do
condutor. Nessas situações a visão fica bastante prejudicada, reduzindo-se o tempo de
reação. Portanto, o condutor deve tomar cuidado com o uso indevido dos faróis.

No período noturno, ocorre uma redução da visibilidade. O motorista deve diminuir a


velocidade e aumentar a distância de segurança. Se os veículos forem de grande porte
é necessário manter uma distância ainda maior.

ee
É importante tomar cuidados especiais ao dirigir nos períodos
noturnos, pois a visibilidade humana nesses casos fica reduzida
para 1/6 em relação à capacidade visual durante o dia.

4.2 Condições Adversas de Tempo (Clima)

A ocorrência de chuva, granizo, vento forte, neblina etc. afetam a percepção e o controle
do veículo. Grande parte dos acidentes automobilísticos ocorre em dias chuvosos. Isso
acontece porque, com a chuva, a pista fica escorregadia. Ao dirigir com pista molhada
ou em dias chuvosos, independentemente da quantidade de água na pista, diminua
a velocidade, aumente a distância de outros veículos e não utilize o freio de forma
brusca.

Em situações de pista molhada, pode ocorrer o que chamamos de aquaplanagem


ou hidroplanagem, que consiste na perda de controle do veículo em decorrência da
diminuição do atrito e da aderência dos pneus ao solo. A falta de contato dos pneus
com a pista faz com que o veículo derrape e o condutor perca o controle do veículo,
podendo causar um acidente.

33
Além das condições de chuva, os
condutores podem enfrentar situações
de ventos fortes. Se os ventos forem
transversais, o condutor deverá abrir
os vidros e reduzir a velocidade. Se os
ventos forem frontais, deverá reduzir
a velocidade, segurando com firmeza o
volante.

4.3 Condições Adversas na Via

O desenho geométrico, a largura, o tipo e o estado da pavimentação da pista são os


fatores que definem as velocidades máximas indicadas para cada via. As vias nem
sempre estão em bom estado de conservação ou sinalizadas adequadamente, por isso,
o condutor deve estar sempre atento para evitar acidentes.

4.4 Condições Adversas dos Veículos

Manter o veículo em bom estado é dever do taxista. Ele deve garantir que os pneus e
estepes sejam verificados e calibrados periodicamente, revisar motores, para-brisas
e limpadores, combustível e radiadores, e ajustar freios desregulados, suspensão
desalinhada, direção com folga, sinaleiras e faróis com defeitos, espelhos mal regulados
ou sujos, vazamentos de fluidos, entre outros. Cabe ao taxista verificar a presença e
o funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, especialmente dos cintos de
segurança.

34
4.5 Condições Adversas de Tráfego

As condições de tráfego envolvem a segurança de todos os usuários da via. O taxista


deve estar atento aos congestionamentos ou trânsito lento resultantes do excesso de
veículos, e ao trânsito rápido, pois muitos motoristas ignoram a distância de segurança.
Ocorrendo alguma adversidade, não conseguem parar a tempo, provocando colisões
ou mesmo “engavetamentos”.

Lembre-se de que no ambiente urbano a presença dos motociclistas é bastante intensa.


Para a segurança em qualquer manobra, considere os pontos cegos antes de efetuar
qualquer movimento.

4.6 Condições Adversas dos Condutores

As condições físicas e mentais são muito importantes, pois são elas que podem
afetar o modo de dirigir do condutor e sua “performance”. Existem fatores físicos
como: fadiga, capacidade de atenção, audição e visão. E fatores mentais e emocionais
como: a inexperiência, a familiaridade com a via, a excitação ou a depressão. Essas
características levam o motorista a dirigir com pressa ou sem atenção, com raiva, ira,
calor, frustração, insegurança, entre outros fatores.

Não podemos deixar de mencionar que o consumo de substâncias psicoativas, tais


como bebidas alcoólicas, drogas e medicamentos, também afetam a capacidade de
conduzir do motorista.

A automedicação é uma prática prejudicial à saúde, visto que


pode acarretar sérias consequências ao organismo e atrapalhar
o ato de dirigir. Atenção! Não se deve tomar medicamentos sem
prescrição médica.

35
Muitas vezes dirigimos com automatismos, sem atentar para o que ocorre ao nosso
redor. É importante destacar que a falta de atenção e o estado do motorista são
determinantes para os riscos de acidente. Entre os principais problemas geradores de
acidente podemos citar:

a) Imprudência

Dirigir sob o efeito de álcool ou substância entorpecente. O álcool altera a capacidade


de autoavaliação, de percepção e de coordenação motora, e afeta vários órgãos do
corpo humano, principalmente o cérebro. As drogas são substâncias que influenciam
o comportamento do condutor chegando a provocar diversos efeitos: sono, euforia
etc. A alteração temporária do estado físico e psíquico do condutor pode afetar a
sua habilidade em satisfazer as exigências da tarefa de dirigir e manter o controle do
veículo. O condutor é responsável tanto pela sua segurança quanto pela segurança do
outro condutor e do pedestre.

Seu principal patrimônio é a saúde! Cuide bem dela.

Outros tipos de imprudência muito comuns:

• Dirigir em estado emotivo alterado;

• Dirigir cansado;

• Dirigir por longos períodos;

• Dirigir após tomar alguns medicamentos;

• Dirigir com excesso de velocidade;

• Fazer manobras arriscadas;

• Avaliar incorretamente as distâncias;

• Desviar-se da direção;

• Reagir fora de tempo;

• Perder o controle das situações; e

• Trafegar em velocidade inadequada.

36
b) Imperícia

Inexperiência ou falta de conhecimento da via e do veículo. A falha humana acontece,


principalmente, por deficiência de qualificação. Dizemos que num acidente houve
imperícia quando o condutor não teve habilidade e perícia suficientes para evitá-lo.

c) Negligência

Falta de atenção, de observação e falha na conservação do veículo.

4.7 Condições Adversas dos Passageiros

Além dos aspectos psíquicos do próprio motorista, o comportamento dos passageiros


também é importante. Quando está irritado, nervoso ou ansioso, o passageiro pode
contribuir para desviar a atenção do taxista ou para a ocorrência direta de um acidente.

O comportamento de alguns passageiros pode se tornar um fator de desequilíbrio. O


estresse do passageiro pode minar a paciência do condutor. Ao lidar com um passageiro
de comportamento alterado:

a) Converse o mínimo possível;

b) Responda às perguntas sem desviar a atenção do trânsito;

c) Tenha cuidado no embarque e desembarque; e

d) Alerte para o uso do cinto de segurança.

37
Resumindo

Direção defensiva, ou direção segura, é a melhor maneira de dirigir e de se


comportar no trânsito.

Ao aplicar os conceitos e atitudes da direção defensiva, é possível conduzir


preservando a vida, a saúde e o meio ambiente, bem como prever situações
de riscos de acidentes que envolvam o seu e os outros veículos, bem como
você próprio e os demais usuários da via.

Sua atitude no trânsito pode evitar muitos acidentes ou ao menos reduzir


os estragos que eles causam.

Glossário

Aquaplanagem: deslizamento sobre a água de um veículo.

Hidroplanagem: ocorre quando veículos passam sobre água ou lama e os pneus


perdem o contato com a pista.

38
Atividades

aa
1) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso).

a. ( ) A direção defensiva é o modo de dirigir que corrige as


ações incorretas de outros condutores.

b. ( ) A direção defensiva é um conjunto de princípios e cuidados


aplicados com a finalidade de evitar acidentes.

c. ( ) Acidente evitável é aquele em que os motoristas


envolvidos não fizeram tudo o que poderiam ter feito para evitar
que o acidente acontecesse.

d. ( ) A luz em grande quantidade sempre melhora nossa


capacidade de ver ou de sermos vistos, seja ela natural ou
artificial.

2) Direção defensiva é a forma de dirigir que permite a você


reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever
o que pode suceder somente em relação a você.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Nos trechos onde houver sinalização permitindo a


ultrapassagem, ou onde não houver qualquer tipo de
sinalização, só ultrapasse se:

a. ( ) A faixa do sentido contrário de fluxo estiver ocupada.

b. ( ) Não houver acostamento no sentido contrário.

c. ( ) A faixa do sentido contrário de fluxo estiver livre.

d. ( ) O outro veículo estiver em velocidade maior que a sua.

39
4) A aquaplanagem é uma situação séria, que ocorre
principalmente em situações de chuva. Quando a pista está
molhada, pode ocorrer a perda de controle do veículo em
decorrência da diminuição do atrito e da diminuição da
aderência dos pneus ao solo.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

40
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

41
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

42
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


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TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

43
UNIDADE 3 | PONTOS
CRÍTICOS EM VIAS URBANAS E
METROPOLITANAS

44
Unidade 3 | Pontos Críticos em Vias Urbanas e
Metropolitanas

dd
O que são os pontos críticos para a segurança viária? Qual a
relação entre os pontos críticos e a ocorrência de acidentes?
Como identificar um ponto crítico?

Nas unidades anteriores estudamos alguns conceitos de direção segura e apresentamos


dicas para a prevenção de acidentes. O correto é estarmos sempre alertas e nos prepararmos
para todas as situações de risco. Mas é importante lembrar que em determinados locais o
risco é maior. São os chamados pontos críticos. Vamos conhecê-los.

O acidente de trânsito é todo acontecimento indesejado, casual ou não, tendo como


consequência danos físicos e ou materiais, envolvendo veículos, pessoas e/ ou animais nas
vias públicas. Eles ocorrem com maior frequência nos chamados pontos críticos.

45
1 O Que São os “Pontos Críticos”?

Os PONTOS CRÍTICOS ou SEGMENTOS CRÍTICOS são aqueles locais em que, devido às


deficiências de projeto viário ou, ainda, às características operacionais das vias, ocorre
determinada concentração de acidentes, seja em quantidade, seja em gravidade.

Segundo o DNIT (2010), são considerados críticos os segmentos homogêneos de 1,0


a 1,9 km, agrupados em categorias segundo o número de faixas (Simples ou Dupla),
Uso do Solo (Urbano ou Rural), e a configuração do terreno (Plano, Ondulado e
Montanhoso).

Nas vias urbanas, os principais locais de ocorrência de segmentos críticos são:

• Travessias urbanas, especialmente de pedestres;

• Interseções em nível;

• Curvas; e

• Pontes e viadutos.

2 Categorias de Pontos Críticos

Tecnicamente, são consideradas 12 categorias de pontos/segmentos críticos. Para


cada situação de conflito no trânsito, determinados tipos de acidente ocorrem com
maior frequência (DNIT, 2010). A seguir são listados os principais tipos de acidentes
que ocorrem, de acordo com o tipo de segmento crítico.

46
Tabela 2: Principais Tipos de Acidentes de Acordo com o Tipo de Segmento Crítico

SEGMENTO CRÍTICO PRINCIPAIS TIPOS DE ACIDENTE


• Atropelamentos
• Colisão traseira
Travessias urbanas
• Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão transversal
Cruzamento em nível – • Colisão traseira
conflito de veículos • Colisão transversal
• Saída do veículo da pista
• Colisão frontal
Curvas com geometria ou • Colisão lateral, mesmo sentido
topografia inadequada • Capotagem
• Choques com objetos fixos
• Isolamento
• Colisão lateral, sentidos opostos
Trechos de pista mais • Colisão frontal
estreitos que o normal • Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão traseira
• Atropelamento
• Colisão frontal
Capacidade da pista saturada • Colisão lateral, sentidos opostos
• Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão traseira
• Colisão com veículo estacionado
Ausência de acostamento • Colisão traseira
• Colisão com objeto fixo
• Colisão com veículo estacionado
Acostamento mais estreito
• Colisão lateral, mesmo sentido
que o normal
• Colisão com objeto fixo
• Atropelamento
Travessia de pedestre em local
• Colisão lateral, mesmo sentido
sem condição adequada
• Colisão traseira
• Atropelamento
Fluxo de pedestres ao longo da pista
• Colisão lateral, mesmo sentido
por falta de alternativa
• Colisão traseira

47
• Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão lateral, sentidos opostos
Fluxo de bicicleta no
• Colisão transversal
acostamento ou na pista
• Colisão traseira
• Colisão frontal
Veículos superlentos (carrinho de • Colisão traseira
mão ou veículos de tração animal) • Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão traseira
Acessos diretos à pista • Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão transversal

Fonte: adaptado de DNIT, 2009; Vias Seguras, 2007; Mello, 2009.

3 Acidentes Recorrentes em Pontos Críticos

É sempre possível reduzir as chances de acidentes, bem como a gravidade de suas


consequências. Procurando esse objetivo, a seguir apresentamos algumas dicas.

3.1 Colisão Traseira

Uma das principais causas de colisão traseira


é o hábito de dirigir muito próximo ao
veículo da frente. Nem sempre o motorista
da frente consegue avisar sobre a manobra
que pretende fazer, principalmente em
situações inesperadas.

Outro motivo é a falta de consciência dos


condutores para sinalizar previamente suas
manobras de conversão e parada repentina.
Essas atitudes descuidadas podem trazer consequências graves para o veículo e seus
ocupantes.

48
Quando ocorre o impacto, a cabeça do condutor é lançada
violentamente para trás, podendo, em alguns casos, provocar a
fratura de pescoço, deixando-o paraplégico ou levando-o à
morte. Esse é um dos motivos que justificam a utilização do
encosto de cabeça nos veículos.

Quatro atitudes para evitar colisão traseira

• Saiba o que fazer: Não fique indeciso, principalmente para entrar à direita ou
esquerda. Planeje sua manobra com antecedência, para não confundir o condutor
que vem atrás;

• Sinalize suas intenções: Informe, ao condutor que o segue, o que você pretende
fazer. Não deixe que ele tente adivinhar. Ligue o pisca-alerta (indicador de
direção), pise no freio lentamente para que as luzes das lanternas se acendam,
avisando-o de suas intenções. Se necessário, faça sinais com as mãos de maneira
a melhorar a interpretação do que você deseja transmitir;

• Pare suave e gradativamente: Muitos condutores pisam repentinamente no freio


e até tentam dar marcha a ré, sem lembrar que existem outros veículos. Essa
manobra obriga o condutor de trás a dar um golpe no volante para não bater,
podendo projetar-se contra outros veículos; e

• Não permita que veículos o sigam muito próximo. Use o princípio da cortesia e
ajude-o a ultrapassar, evitando os riscos de uma viagem interrompida por falta
de percepção. Facilite a ultrapassagem com a redução da velocidade e um ligeiro
deslocamento lateral.

3.2 Colisão Frontal

A mais perigosa das colisões é aquela que ocorre entre veículos que trafegam na mesma
direção, porém, em sentidos contrários. Nessa situação, a velocidade do choque é a
soma das velocidades dos veículos.

49
No momento do choque, ambos os veículos param, enquanto os
condutores continuam se deslocando, podendo ser esmagados
pela lataria do veículo. Se não estiverem com o cinto de
segurança devidamente colocado, correm o risco de se chocarem
com as partes internas do veículo.

Os principais locais em que ocorrem as colisões frontais são:

• Nas retas;

• Nas curvas; e

• Nos cruzamentos.

a) Colisão Frontal nas Retas

A principal causa é a ultrapassagem em locais de pouca visibilidade. Também é comum


que os condutores não avaliem com precisão as relações entre espaço, tempo, potência
e condições do veículo, arriscando-se na ultrapassagem mesmo sem condições plenas
de fazer a manobra.

b) Colisão Frontal nas Curvas

A reunião de vários fatores (velocidade, tipo de pavimento, o ângulo da curva, as


condições de pneus) pode provocar a saída de um veículo da sua mão de direção,
empurrando-o para a contramão ou para o acostamento.

A força responsável por esse perigoso e indesejável


deslocamento chama-se força centrífuga.

Quando um veículo faz uma curva, descreve um movimento que os físicos chamam de
“Movimento Circular”, pois se assemelha a um círculo. Ao fazer a curva, ele tende a sair
lateralmente para fora da pista. A força que não deixa que o veículo capote para fora
da pista é chamada de “Força Centrípeta”.

Quando o motorista utiliza incorretamente os freios ou entra na curva em velocidade


acima da permitida, corre sérios riscos de fazer com que a força centrípeta, que é
provocada pelo atrito dos pneus com o chão quando o veículo faz a curva, não seja

50
suficientemente grande para “segurar” o veículo na pista. Dirija com prudência,
respeitando os limites de velocidade e não submeta o veículo a uma condição para a
qual ele não está preparado.

Em curvas para a direita, a força centrífuga empurra o veículo


para a esquerda, no sentido da faixa da contramão. Ao fazer
uma curva para a esquerda, a força o veículo empurra para a
direita, no sentido do acostamento.

O que fazer para evitar colisões em curvas?

• Curvas à direita: Reduza a marcha e a velocidade ao aproximar-se da curva,


mantendo o seu veículo no lado direito da faixa e bem próximo ao acostamento.
Acelere suavemente ao entrar na curva, pois a força do motor, ou força motriz,
compensa a ação da força centrífuga; e

• Curvas à esquerda: Reduza a marcha e a velocidade ao aproximar-se da curva,


mantendo o seu veículo mais próximo do meio da pista. Acelere suavemente ao
fazer a curva, para que a força motriz compense os efeitos da força centrífuga.

c) Colisão Frontal em Cruzamentos

Muitas colisões em cruzamentos consistem no que chamamos de colisão em passagem


de nível. Elas podem ocorrer quando duas vias se cruzam em um mesmo nível mas,
também, ocorrem quando há cruzamentos de vias com ferrovias. Nesses casos, as
colisões envolvem um veículo rodoviário (automóvel, ônibus, caminhão) e um trem.

Infelizmente esse tipo de colisão é frequente, em especial devido à desatenção dos


condutores.

51
3.3 Colisão Lateral

Muitos condutores afirmam que é mais fácil dirigir em uma rodovia do que nas vias
urbanas, devido à amplitude de visão. Essa informação parece coerente pois, dentro
da cidade, o condutor cruza muitas vias e não tem visão ampla e, em muitos casos, as
construções, bancas de jornal, veículos estacionados, árvores etc., escondem outros
veículos que passam em sentido transversal.

Dessa maneira, o condutor enfrenta risco maior de colisão lateral em áreas urbanas,
justamente nos cruzamentos. Estatisticamente, um terço de todos os acidentes de
trânsito ocorre nos cruzamentos, e as causas principais são:

• Falta de visibilidade;

• Desconhecimento e desrespeito às regras de circulação e conduta;

• Manobras inesperadas de condutores de veículos;

• Trânsito de pedestres.

3.4 Outros Tipos de Acidente

• Colisão com objeto fixo: acidente que se caracteriza pelo impacto de um veículo
em movimento contra qualquer obstáculo fixo (árvore, poste, veículo parado
etc.);

• Atropelamento de pessoas: acidente em que uma ou mais pessoas são atingidas


por um veículo em movimento, tendo como consequências lesões leves ou graves
(morte);

• Choque ou colisão com animais: acidente em que um ou mais animais são


atingidos por um veículo em movimento, tendo como consequências lesões leves
ou graves (morte);

• Tombamento: acidente em que um veículo em movimento declina sobre um dos


seus lados, imobilizando-se; e

52
• Capotamento: acidente em que o veículo em movimento gira em torno do seu
eixo longitudinal, chegando a tocar com o teto no solo, imobilizando-se em
qualquer posição.

4 Comportamento Seguro em Locais Críticos de Acidentes

As principais ações corretivas e intervenções para a redução e acidentes em pontos


críticos envolvem:

• Correção de deficiências físicas e de projeto;

• Sinalização intensiva para condutores e pedestres;

• Maior controle do tráfego; e

• Controle da velocidade nos trechos críticos, como: na aproximação de


cruzamentos, em curvas horizontais acentuadas, e em travessias urbanas.

Para o condutor, a principal recomendação é obedecer sempre ao limite de velocidade


regulamentado para a via. Lembre-se de que os limites de velocidade foram calculados
considerando os aspectos físicos e geométricos, sempre com o intuito de preservar a
segurança de todos.

Algumas situações exigem que você reduza ainda mais a

ee velocidade para continuar dirigindo com segurança. Essas


situações envolvem as condições adversas, que já estudamos
nas unidades anteriores.

Quanto maior a velocidade, maior o risco de sofrer acidentes e


maiores as possibilidades de consequências sérias.

53
4.1 Curvas e Terrenos Acidentados

Quando você estiver trafegando em curvas:

• Diminua a velocidade antes de


entrar na curva;

• Utilize o sistema de freios e, se


necessário, reduza a marcha;

• Execute a curva com movimentos


suaves;


Retome gradativamente à
velocidade original após a
conclusão do trajeto curvilíneo; e

• Não se esqueça de obedecer sempre aos limites de velocidade.

Em locais de relevo muito acidentado, preste atenção às descidas. Teste os freios


antes e mantenha o carro engrenado. Em uma situação inesperada, se o seu veículo
estiver desengatado, você não terá a força do motor para ajudá-lo a parar ou a reduzir
a velocidade.

4.2 Ultrapassagens

As situações de ultrapassagem são sempre situações de risco. Isso ocorre, principalmente,


quando você é obrigado a dirigir na contramão para realizar a ultrapassagem. Nesses
casos, haverá risco de ocorrer a colisão frontal. Você já percebeu o quanto essa situação
de risco se repete? A ultrapassagem é feita tantas vezes que o motorista pode acabar
negligenciando os procedimentos defensivos para essa manobra.

54
Em situações de ultrapassagem:

• Ultrapasse somente nos locais em que a sinalização horizontal permita;

• Se você estiver sendo ultrapassado, colabore. A situação de risco está com o


outro, mas você também está envolvido;

• Se necessário, reduza a velocidade para facilitar a manobra do outro motorista;

• Se você for ultrapassar, calcule bem a distância e o tempo que você vai utilizar
para a manobra. Considere, ainda, a velocidade do veículo que vem no sentido
contrário.

Resumindo

Para evitar acidentes de trânsito em pontos críticos, muitas medidas devem


ser tomadas. É preciso monitorar constantemente o sistema viário,
identificando e tratando os segmentos críticos.

A correção da geometria, a fiscalização de velocidade e a implantação da


sinalização são medidas que contribuem para melhorias na segurança.

Ao condutor cabe respeitar todas as normas de circulação, estando atento,


ainda, ao comportamento dos demais condutores. A participação de todos
é fundamental para a redução dos acidentes de trânsito.

55
Atividades

aa
1) Uma das principais causas de _______________ é o hábito de
dirigir muito próximo ao veículo da frente:

a. ( ) colisão frontal

b. ( ) colisão lateral

c. ( ) colisão traseira

d. ( ) colisão transversal

2) Ao fazer uma curva, o veículo tende a sair lateralmente


para fora da pista. A força que não deixa que o veículo capote
é chamada de Força Centrífuga.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Os pontos críticos são aqueles locais em que normalmente


ocorre maior concentração de acidentes e que, em geral, são
mais graves.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) A mais perigosa das colisões é a ________________, que


ocorre entre veículos que trafegam na mesma direção, porém,
em sentidos contrários.

a. ( ) colisão frontal

b. ( ) colisão lateral

c. ( ) colisão traseira

d. ( ) colisão transversal

56
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

57
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

58
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

59
Noções de
Direção Segura
para Taxista

MÓDULO 2
UNIDADE 4 | APLICANDO A
DIREÇÃO SEGURA PARA EVITAR
ACIDENTES

61
Unidade 4 | Aplicando a Direção Segura para Evitar
Acidentes

dd
Você sabe quais são os elementos que caracterizam a direção
segura? Como agir para evitar acidentes com pedestres e outros
usuários das vias? Para o taxista, qual a importância de ter uma
boa visibilidade?

Os acidentes em vias urbanas normalmente envolvem mais de um veículo. Além das falhas
humanas, eles podem ser resultantes de falhas mecânicas. Nesta unidade, vamos conhecer
os procedimentos e cuidados para evitar e prevenir acidentes envolvendo outros veículos,
pedestres e demais integrantes do trânsito.

62
1 Elementos Que Caracterizam a Direção Segura

Dirigir defensivamente é uma questão de atitude. Esse posicionamento abrange,


principalmente, a capacidade de prevenir acidentes e de perceber com antecipação
possíveis situações de risco, visando preparar o condutor para contorná-las. Para
tanto, o condutor defensivo deve dominar os cinco elementos da direção defensiva:
conhecimento, atenção, previsão, decisão e habilidade.

1.1 Conhecimento

Dirigir com segurança demanda uma gama de informações que têm de ser aplicadas
na condução de um veículo. A experiência é, também, uma grande e importante fonte
de conhecimentos. É fundamental perceber os riscos e saber como se defender. O
conjunto de informações sobre as condições de dirigibilidade do veículo, o percurso
a ser realizado, a real capacidade do condutor, precisa, também, ser considerado na
condução veicular.

1.2 Atenção

A condução de veículos de transporte de passageiros exige muita atenção do condutor,


pois é necessário observar todos os fatores do trânsito: sinalização, comportamento
dos outros condutores, pedestres, ciclistas, animais e demais veículos não motorizados.

O taxista tem que estar alerta a todo instante, zelando por sua própria segurança e
pela dos passageiros e terceiros. A direção defensiva classifica a atenção do condutor
em três tipos: fixa, dispersa e difusa.

• Atenção Difusa: significa dirigir com atenção, tanto concentrada quanto


distribuída. Significa utilizar todos os meios para ter uma visão completa e
assumir a condição de condutor consciente, antecipando ações e utilizando bem
os retrovisores, eliminando os pontos cegos de visão do veículo.

63
• Atenção Dispersa: é quando o condutor dirige de maneira distraída. Exemplos:
falando ou mexendo no telefone celular, sintonizando o som, namorando,
acendendo cigarro, entre outras ações que tirem sua atenção por segundos.

• Atenção Fixa: a atenção do condutor é somente em linha reta. O motorista se


esquece das laterais e da retaguarda do veículo. Dificulta todo tipo de manobras,
inclusive as ultrapassagens.

1.3 Previsão

Prever é antecipar-se a situações de perigo, sejam elas mediatas ou imediatas. Se você


é capaz de prever o que pode acontecer em uma viagem e se prepara para isso, você
faz uma previsão mediata. Se você enfrenta a rotina do trânsito e antecipa-se a uma
possível situação de perigo, esta é uma previsão imediata.

Ser preventivo significa lembrar-se, por exemplo, de verificar as


condições do veículo antes de uma viagem. Um motorista
descuidado pode enfrentar sérios problemas, pois não há
habilidade na direção que contorne uma falha mecânica.

1.4 Decisão

Uma boa decisão implica no conhecimento das alternativas que se apresentam em


uma determinada situação no trânsito, bem como a capacidade de fazer uma escolha
inteligente de manobra, a tempo de evitar um acidente.

No momento da situação de risco não pode haver hesitação, sob risco de não se tomar a
decisão acertada e se envolver em acidentes. A ação correta é a principal ferramenta da
direção defensiva, numa combinação baseada em conhecimento, atenção e previsão.

64
1.5 Habilidade

A habilidade se desenvolve por meio do aprendizado e do desenvolvimento constante


dos automatismos corretos. Teoricamente, quanto mais um indivíduo desenvolve
uma ação, mais qualificado ele estará. Porém, esta regra não pode ser considerada
para o condutor, pois a dinâmica do trânsito na prática da direção veicular faz com
que ele adquira, de maneira inconsciente, gestos ou ações incorretas, chamadas de
automatismos incorretos.

Adquirir habilidades para conduzir um veículo significa conhecer o automóvel e seus


equipamentos, ter recebido correto e cuidadoso treinamento para manusear os
controles e saber efetuar com sucesso todas as manobras necessárias em cada situação
de risco.

2 Como Evitar Acidentes com Pedestres e Outros Integrantes


do Trânsito

O método básico de prevenção de acidentes deve ser utilizado para o desenvolvimento


de qualquer atividade cotidiana que envolva riscos. Basicamente, o método consiste
em três ações interligadas:

a) Preveja o perigo;

— A previsão de situações de risco que indicam a possibilidade de que os acidentes


aconteçam deve ser efetuada com antecedência, podendo ser de horas, dias, ou
até semanas, caracterizando a previsão mediata.

b) Descubra o que fazer;

— A mesma falha que provoca um acidente leve pode causar um acidente fatal.
Isso quer dizer que os acidentes, mesmo os pequenos, merecem ser revistos,
analisando-se o tipo de erro cometido, para afastar a possibilidade de repetição.
Muitas vezes, o acidente ocorre porque o motorista não agiu a tempo, não sabia
como se defender, ou ainda, porque desconhecia o perigo.

65
c) Aja a tempo.

— Além de estar consciente sobre as atitudes que devem ser tomadas, é preciso
saber agir imediatamente, não esperando para ver o que vai acontecer. Algumas
vezes, os acidentes ocorrem porque o motorista aguarda a atitude dos outros e
presume que os demais conheçam e respeitem as regras de trânsito.

Atitudes que valem para todos:

• Para reduzir a velocidade é necessária cautela. Sinalize adequadamente e a


tempo. Indique sempre essa manobra;

• Diante de um cruzamento, modere a velocidade e demonstre precaução. Tenha


sempre total controle sobre o veículo;

• Mesmo que o semáforo esteja verde para você, não entre em um cruzamento se
houver risco para os seus passageiros ou para as outras pessoas e veículos;

• Jamais desafie o outro condutor. Se você notar que alguém deseja ultrapassar,
reduza a velocidade e permita a ultrapassagem;

• Evite freadas bruscas. Elas podem causar acidentes ou machucar seus passageiros; e

• Evite buzinar, principalmente se você estiver próximo a hospitais ou escolas. A buzina


deve ser utilizada apenas para alertar condutores ou pedestres em casos de risco.

2.1 Procedimentos e Cuidados Antes de Iniciar uma Corrida

Antes de iniciar uma corrida, é


recomendável adotar alguns
procedimentos para que o percurso
decorra sem incidentes e para que o
passageiro seja bem tratado e bem
atendido durante todo o trajeto. São
eles:

• Procure esclarecer o destino


desejado antes de iniciar a viagem;

66
• Procure estabelecer previamente o itinerário. Para facilitar a escolha dos
caminhos, procure levar consigo um mapa com as vias locais e solicite ao
passageiro as informações do trajeto que ele deseja fazer;

• Esteja bem informado quanto à interrupção temporária ou definitiva de vias;

• Tenha disponíveis os telefones úteis para emergência (190 – Polícia Militar, 191 –
Polícia Rodoviária Federal, 192 – Samu, 193 – Bombeiros);

• Esteja atento aos locais em que as vias são mais perigosas e exigem mais cautela
na condução do veículo.

2.2 Cuidados com os Passageiros Durante a Viagem

Durante o trajeto ou nas paradas para embarque e desembarque, alguns cuidados


devem ser obrigatoriamente observados. A lista a seguir detalha alguns deles:

• Dirigir numa velocidade compatível com as condições da via, respeitando os


limites estabelecidos;

• Para o embarque e desembarque de passageiros, o táxi deverá parar junto à guia


(meio-fio) e se posicionar sempre no sentido do fluxo;

• Só permita que o passageiro abra a porta quando o veículo estiver totalmente


parado e estacionado em local seguro;

• Não abra a porta nem a deixe aberta sem ter a certeza de que isso não vai trazer
perigo para você ou para os outros usuários;

• Ao desembarcar, o passageiro deve ser lembrado de não atravessar a rua pela


frente do táxi, pois pode ser atropelado por outros veículos;

• Em local onde o estacionamento é proibido, o táxi só deverá ficar parado durante


o tempo suficiente para o embarque ou o desembarque de passageiros, e desde
que a parada não venha a interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de
pedestres;

67
• Alguns usuários necessitam de cuidados especiais, principalmente durante o
embarque e o desembarque do veículo. Preste atenção, sobretudo às usuárias
gestantes, aos deficientes, às pessoas com dificuldades para se locomoverem, às
crianças e aos idosos.

3 A Importância de Ver e Ser Visto

Quanto mais você enxerga o que acontece à sua volta, maior a possibilidade de evitar
situações de perigo. Os retrovisores externos, esquerdo e direito, devem ser ajustados
de maneira que você, sentado na posição correta para dirigir, enxergue o limite traseiro
do seu veículo abrindo o máximo (90 graus) e com isso reduza a possibilidade de pontos
cegos.

Sente-se na posição correta e ajuste o retrovisor interno de modo que lhe dê uma
visão ampla do vidro traseiro. Não coloque bagagens ou objetos que impeçam sua
visão pelo retrovisor interno. Se você não conseguir eliminar os pontos cegos apenas
movimentando os retrovisores, movimente a cabeça ou o corpo para encontrar outros
ângulos de visão pelos espelhos externos.

68
O uso adequado de faróis, luzes indicadoras de direção (setas) e pisca-alerta também
é essencial. Eles auxiliam você a ser visto pelos demais condutores. Lembre-se de
que sinalizar corretamente as manobras no trânsito é fundamental para que todas as
pessoas que utilizam as vias possam perceber a presença do seu veículo e prever seus
movimentos.

Resumindo

Grande parte dos acidentes urbanos envolve mais de um veículo. No


entanto, é sempre possível reduzir as chances de tais ocorrências.

O método básico de prevenção de acidentes deve ser utilizado diariamente


por todos os condutores, inclusive pelos taxistas, como proteção para a sua
vida, a de seus passageiros e a de todos os demais usuários das vias.

Durante o trajeto ou nas paradas para embarque e desembarque, alguns


cuidados devem ser obrigatoriamente observados com todos os
passageiros, especialmente com aqueles que possuem alguma dificuldade
de deslocamento.

69
Atividades

aa
1) O condutor defensivo deve dominar os cinco elementos da
direção defensiva, que são:

a. ( ) Conhecimento, atenção, previsão, decisão e habilidade.

b. ( ) Previsão, atenção, preparação, decisão e habilidade.

c. ( ) Conhecimento, atenção, preparação, decisão e


habilidade.

d. ( ) Conhecimento, atenção, previsão, desistência e


habilidade.

2) A direção defensiva classifica a atenção do condutor em


três tipos: fixa, móvel e difusa.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) O método básico de prevenção de acidentes consiste em


três ações interligadas: (i) preveja o perigo; (ii)
__________________; (iii) aja a tempo.

a. ( ) Identifique as vítimas.

b. ( ) Descubra o que fazer.

c. ( ) Calcule os riscos.

d. ( ) Proteja o veículo.

70
4) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso).

a. ( ) Dirigir defensivamente é uma questão de atitude.

b. ( ) Prever é antecipar-se a situações de perigo, sejam elas


mediatas ou imediatas.

c. ( ) O uso adequado de faróis, luzes indicadoras de direção e


pisca-alerta auxilia você a ser visto pelos demais condutores.

d. ( ) Para o embarque e desembarque, permita que o
passageiro abra a porta quando o veículo estiver bem lento.

71
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


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Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

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CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


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______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


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72
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


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DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


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DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
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______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


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Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
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DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


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aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

73
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
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RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

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VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

74
UNIDADE 5 | COMPORTAMENTO
E CONDUTA NO TRÂNSITO

75
Unidade 5 | Comportamento e Conduta no Trânsito

dd
Os acidentes em áreas urbanas podem ser bastante graves e
afetar uma grande quantidade de pessoas, inclusive ciclistas e
pedestres. Quais comportamentos dos condutores podem
aumentar as chances de ocorrência de acidentes? O que o
condutor pode fazer para adotar um comportamento seguro e
reduzir os riscos de acidentes? O estado físico e mental do
condutor interfere na segurança?

Nesta unidade vamos detalhar alguns comportamentos humanos que podem afetar
a segurança no trânsito. O foco principal é no condutor, mas vamos tratar também do
comportamento geral das pessoas como causa dos riscos de acidentes.

76
1 A Importância do Comportamento Seguro no Trânsito

Hoje a violência contra o motorista de táxi está cada vez maior e mais frequente. É
preciso que ele mantenha atenção redobrada e que adote medidas preventivas para se
proteger dos bandidos. Além dos assaltos, sequestros e outros crimes, o taxista precisa
se prevenir contra certo comportamento dos condutores, ciclistas, pedestres e outros
usuários das vias que não têm consciência sobre os riscos que um comportamento
inadequado pode causar.

Em condições normais, nosso cérebro leva alguns décimos de

cc segundo para registrar o que enxergamos. Isso significa que,


por mais atento que você esteja, não será possível observar
tudo.

Diante de tantos perigos, o taxista deve fazer a sua parte e adotar um comportamento
seguro em quaisquer circunstâncias do trânsito.

2 Comportamento Seguro e Comportamento de Risco

Alguns fatores contribuem para reduzir a concentração do condutor:

• Usar o telefone celular ao dirigir, mesmo que seja viva-voz;

• Assistir à televisão ou DVD a bordo enquanto dirige;

• Ouvir aparelho de som em volume que não permita escutar os sons do seu
próprio veículo, dos outros veículos ou dos passageiros;

• Realizar leitura ao dirigir (jornais, revistas, mapas, propaganda etc.);

• Fumar dirigindo ou ingerir bebidas (refrigerante, café, suco, água);

• Transportar animais soltos e desacompanhados no interior do veículo; e

77
• Transportar sem cuidado objetos que possam se deslocar durante o percurso.

Geralmente nós não conseguimos manter nossa atenção

ee durante o tempo todo enquanto dirigimos. Constantemente


somos levados a pensar em outras coisas, sejam elas importantes
ou não.

Force a sua concentração no ato de dirigir, acostumando-se a observar, sempre e


alternadamente, enquanto dirige:

• As informações no painel e os sinais luminosos;

• Os espelhos retrovisores;

• A movimentação de outros veículos em todas as direções;

• A movimentação dos pedestres, em especial próximo aos cruzamentos; e

• A posição de suas mãos no volante.

Em relação aos cuidados com a operação, algumas ações favorecem a inclusão


do condutor num comportamento considerado prejudicial ao trânsito, direta ou
indiretamente, quais sejam:

• Não acionar freio de estacionamento;

• Dirigir com o pé sobre a embreagem, prejudicando a vida útil do sistema;

• Não usar cinto de segurança ou deixar de solicitar aos passageiros do táxi que o
façam;

• Dirigir com apenas uma das mãos (falar ao celular, mão para fora do veículo, mão
sobre a alavanca do câmbio, manuseio constante do rádio, não olhar para frente
com a devida atenção);

• Não regular os espelhos retrovisores, criando “pontos cegos”;

• Deixar de sinalizar mudança de direção;

• Acionar a embreagem antes do freio, desfavorecendo o uso do freio motor;

78
• Não regular o assento (distância, inclinação e postura).

Atitudes do condutor preventivo

• Antes de tudo, avalie todos os aspectos que puder. Reflita sobre todas as
condições antes de iniciar a viagem e durante todo o trajeto. Mantenha sempre o
controle, independentemente das ações dos outros;

• Adapte-se ao ritmo dos outros condutores, aceite as condições do trânsito e as


condições da via;

• Respeite sempre os limites de velocidade. Em situações de risco, dirija abaixo da


velocidade;

• Ajuste seu modo de dirigir às condições atmosféricas e a todas as condições


adversas;

• Procure sempre prever o perigo. É a única forma de descobrir o que fazer, e agir a tempo;

• Demonstre calma e deixe claras suas intenções aos outros condutores; e

• Não faça nada que desvie sua atenção ao dirigir.

3 Estado Físico e Mental do Condutor

Você sabe dizer o que significa ter saúde?

Ter saúde não significa apenas inexistência de dor ou apresentar


boas taxas de colesterol e glicose. A saúde é um estado de
completo bem-estar físico, mental e social, não somente uma
ausência de doenças.

79
Se você não estiver saudável ou se estiver pouco concentrado na direção, seu tempo
normal de reação vai aumentar, transformando os riscos da direção em perigos no
trânsito.

Alguns dos fatores que alteram seu estado físico e mental reduzem a sua concentração
e retardam os reflexos:

• Consumir bebida alcoólica;

• Usar drogas, que serão verificadas


conforme determinam as
Resoluções 517 e 529 do Contran;

• Usar medicamento que modifique


o comportamento;

• Ter participado, recentemente, de


discussões fortes com familiares,
no trabalho, ou por qualquer outro
motivo;

• Ficar muito tempo sem dormir, dormir pouco ou dormir muito mal; e

• Ingerir alimentos muito pesados, que acarretem sonolência.

Alguns fatores humanos ou comportamentos também devem ser considerados


importantes na ocorrência de acidentes. Exemplos:

• Ocorrência de fadiga resultante do excesso de trabalho ou das más condições


ergonômicas do veículo; e

• Aspectos psíquicos do condutor que influenciam sua maneira de ser e de se


comportar.

Todo motorista deve realizar exames periódicos e adotar algumas práticas de direção
que podem prevenir doenças e evitar acidentes, ou aposentadoria por invalidez.
Exemplos: adotar uma postura adequada ao dirigir; parar o veículo em local seguro;
fazer exercícios de alongamento.

80
Não podemos nos esquecer, também, da saúde psicológica. A pressão no dia a dia
é muito grande. Isso sem falar dos riscos de acidentes, assaltos e outros eventos
indesejáveis.

4 Consequências da Ingestão e Consumo de Bebida Alcoólica


e Substâncias Psicoativas

A combinação álcool-volante resulta em situações de muito risco. Grande parte dos


acidentes com vítimas fatais envolvem um motorista alcoolizado.

Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a

ee concentração, afeta a coordenação motora, muda o


comportamento e diminui o desempenho, limitando a percepção
de situações de perigo e reduzindo a capacidade de ação e
reação do motorista.

O álcool presente na corrente sanguínea provoca alterações na percepção e nos


reflexos. Uma dosagem excessiva conduz a perigosa diminuição da percepção e a total
lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência do perigo. Todo condutor em estado
de embriaguez, mesmo leve, compromete sua segurança, a dos demais usuários da via
e a dos passageiros, que estão apostando 100% de suas próprias vidas nas condições
deste motorista.

A Lei nº 12.760/2012 altera os Artigos 165, 262, 276, 277 e 306 do CTB. Ela define novas
regras para o consumo de bebidas alcoólicas por condutores de veículos e estabelece
sua proibição para todos os condutores, qualquer que seja a quantidade ingerida.

81
Veja a seguir algumas dicas de como
evitar problemas por causa das bebidas:

• Não beba antes de dirigir;

• Os efeitos do álcool são mais fortes


se você beber em jejum;


Não deixe os condutores
consumirem bebida alcoólica; e

• Se você ingeriu alguma bebida


alcoólica o único remédio é o tempo. Não se engane! Café e banho gelado não
conseguem eliminar os efeitos do álcool.

Resumindo

O motorista de táxi, ao realizar manobras como conversão, ultrapassagem,


manobras em cruzamentos, frenagens ou paradas, deve ser mais cuidadoso
do que os outros condutores.

Algumas atitudes dos condutores podem salvar muitas vidas. É indispensável


manter atenção aos requisitos de segurança, utilizando sempre a direção
defensiva a seu favor.

Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete sua


segurança, a dos demais usuários da via e a dos passageiros que transporta.

82
Atividades

aa
1) Dirigir enquanto fala ao celular:

a. ( ) É sempre perigoso, podendo causar acidentes graves.

b. ( ) Não oferece riscos.

c. ( ) Não oferece riscos quando você utiliza o viva-voz.

d. ( ) Oferece riscos controlados e pode ajudar a esclarecer


dúvidas.

2) Em condições normais, nosso cérebro leva alguns décimos


de segundo para registrar o que enxergamos. Portanto,
mesmo um motorista muito atento pode se envolver em
algum acidente.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) O álcool presente na corrente sanguínea provoca:

a. ( ) Queima de gordura corporal e melhora na sensibilidade.

b. ( ) Aceleração do metabolismo e perda de peso.

c. ( ) Aprimoramento na percepção e o refinamento dos


reflexos.

d. ( ) Alterações na percepção e o retardamento dos reflexos.

4) A combinação álcool-volante resulta em situações de


muito risco. Felizmente, após a publicação da Lei nº 12.760/12,
praticamente não ocorrem mais acidentes com vítimas fatais
envolvendo motoristas alcoolizados.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

83
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

84
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

85
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

86
Noções de
Direção Segura
para Taxista

MÓDULO 3
UNIDADE 6 | CÓDIGO DE
TRÂNSITO BRASILEIRO (CTB)

88
Unidade 6 | Código de Trânsito Brasileiro (CTB)

dd
Você conhece as categorias de habilitação definidas pelo Código
de Trânsito? Qual a documentação exigida para os taxistas e
seus veículos? Quais a classes de vias definidas pelo CTB?

Já estudamos bastante coisa sobre os pontos críticos e os acidentes de trânsito. Mas, como
a legislação lida com esse assunto para diminuir a sua ocorrência? Nesta unidade, vamos
apresentar a legislação de trânsito, a documentação exigida dos motoristas de táxi, e
especificar os documentos veiculares que, quando solicitados, devem ser apresentados ao
agente de fiscalização.

As regras de trânsito são importantes para aumentar a segurança e organizar a circulação


de veículos, pedestres e demais usuários das vias. No transporte de passageiros, o respeito
às leis de trânsito passa a ser ainda mais relevante.

89
1 O Código de Trânsito Brasileiro (CTB)

O Brasil possui um conjunto de leis que regem e disciplinam o trânsito nas vias
terrestres. A principal delas é a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu
o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Além do CTB, existe a legislação complementar, as Resoluções


do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as Portarias do
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e outras
regulamentações estaduais e municipais que você precisa
consultar.

No Art. 1º, o CTB estabelece: “O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do
território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código”. O § 2º, assegura que

o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever


dos órgãos e entidades competentes do Sistema Nacional de
Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências,
adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

Já o Art. 5º define que o Sistema Nacional


de Trânsito (SNT) é um conjunto de órgãos
e entidades que tem a finalidade de
promover as atividades de planejamento,
administração, normalização, pesquisa,
registro e licenciamento de veículos,
formação, habilitação e educação
continuada de condutores.

90
2 Categorias de Habilitação e Sua Relação com os Veículos
Conduzidos

O Art. nº 143 do CTB estabelece que os candidatos à CNH podem habilitar-se nas
categorias A, B, C, D ou E. A tabela a seguir relaciona a categoria de habilitação com o
tipo de veículo conduzido.

Condutor de3:veículo
Tabela motorizado
Categorias de duas ou três rodas, com
de Habilitação
Categoria A
ou sem carro lateral

Condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria


A, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos
Categoria B
quilogramas e cuja lotação não exceda a oito lugares, excluído
o do motorista.

Condutor de veículo motorizado utilizado em transporte de


Categoria C carga, em que o peso bruto total exceda a três mil e quinhentos
quilogramas.

Condutor de veículo motorizado utilizado no transporte de


Categoria D passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o do
motorista.

Condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora


se enquadre nas categorias B, C ou D e cuja unidade acoplada,
Categoria E reboque, semirreboque, trailer ou articulada tenha 6.000 kg
(seis mil quilogramas) ou mais de peso bruto total, ou cuja
lotação exceda a 8 (oito) lugares.

O candidato à primeira habilitação só poderá obter a CNH nas categorias “A”, “B” ou “A
e B”. Caso o candidato seja aprovado nos exames e avaliações obrigatórios, receberá a
Permissão para Dirigir na categoria em que prestou os exames.

91
3 Documentação Exigida para Condutor e Veículo

Para a condução de veículos automotores é obrigatório o porte do documento de


habilitação, apresentado no original e dentro da data de validade.

Os taxistas devem possuir habilitação para conduzir veículo automotor, em uma das
categorias B, C, D ou E (Brasil, 2011).

A Resolução do Contran nº 205/2006


estabelece os documentos de porte
obrigatório e também determina que
esses documentos devam ser os originais.
Em relação à documentação do veículo,
é obrigatório portar o Certificado de
Registro e Licenciamento de Veículo
(CRLV), que comprova o recolhimento
dos impostos, taxas e multas devidas por
parte do proprietário do veículo.

Não é mais obrigatório portar os comprovantes de pagamento do Imposto sobre


Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Seguro Obrigatório de Danos
Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

4 Classificação Viária

O CTB apresenta as seguintes classes e definições:

• Via de Trânsito Rápido: aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito
livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e
sem travessia de pedestres em nível.

• Via Arterial: aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada


por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais,
possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.

92
• Via Coletora: aquela destinada a coletar e distribuir o fluxo de veículos que
tenham necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais,
possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.

• Via Local: aquela caracterizada por interseções em nível, não semaforizadas,


destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.

• Via Rural: estradas e rodovias

• Via Urbana: ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulação


pública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por possuírem
imóveis edificados ao longo de sua extensão.

hh
Fique atento! O Código atribui às autoridades locais a
responsabilidade de determinar a velocidade máxima permitida
em cada via. Assim, é preciso estar alerta e respeitar a sinalização
local.

Resumindo

Os taxistas devem possuir habilitação para conduzir veículo automotor, em


uma das categorias B, C, D ou E.

Cada um, individualmente, tem muito a contribuir para melhorar as relações


entre todos os usuários das vias. Para isso, é sempre bom repassar alguns
conceitos e conhecimentos da legislação de trânsito.

Conhecer a legislação é uma oportunidade para o taxista de reduzir


conflitos, evitar acidentes e contribuir para a boa convivência no trânsito.

93
Atividades

aa
1) Assim como todos os demais motoristas profissionais, os
taxistas devem possuir CNH compatível com o tipo de veículo
que utilizam para o transporte de passageiros.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

2) Os candidatos à CNH poderão habilitar-se nas categorias de


A, B, C, D e E. A categoria D corresponde à habilitação para:

a. ( ) Condutor de veículo motorizado utilizado no transporte


de passageiros, cuja lotação seja inferior a oito lugares, excluído
o do motorista.

b. ( ) Condutor de veículo motorizado utilizado no transporte


de cargas, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o do
motorista.

c. ( ) Condutor de veículo motorizado utilizado no transporte


de passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o do
motorista.

d. ( ) Condutor de veículo motorizado utilizado no transporte


de pessoas, exceto passageiros do transporte coletivo.

3) É obrigatório para todos os motoristas portar os


comprovantes de pagamento IPVA e do DPVAT.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) Em relação à documentação do veículo, é obrigatório portar


o ____________, que comprova o recolhimento dos impostos,
taxas e multas devidas por parte do proprietário do veículo.

a. ( ) IPVA

b. ( ) DPVAT

c. ( ) Renavam

d. ( ) CRLV

94
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

95
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

96
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007..

97
UNIDADE 7 | SINALIZAÇÃO
VIÁRIA SEGUNDO O CTB

98
Unidade 7 | Sinalização Viária Segundo o CTB

dd
Quais categorias de sinalização viária são definidas pelo CTB?
Como a sinalização vertical deve ser classificada? Você conhece
os sinais luminosos e sonoros?

Apesar de conhecermos boa parte da sinalização, ainda nos enganamos com algumas
placas. Em situações de emergência, uma interpretação equivocada pode causar
problemas no trânsito. Lembre-se de que a sinalização viária não se resume às placas. Ela
compreende as pinturas no pavimento, os gestos, os sinais sonoros e luminosos e outros.

Os conteúdos e conceitos apresentados nesta unidade foram extraídos do Código de


Trânsito Brasileiro (CTB). Eles também podem ser encontrados, detalhadamente, no
Manual para Primeira Habilitação de Condutores, do Senado Federal (ANDRADE, 2012).

99
1 Sinalização Vertical

Este tipo de sinalização viária utiliza placas, onde o meio de comunicação (sinal) está na
posição vertical, fixadas ao lado ou suspensas sobre a pista, transmitindo mensagens
de caráter permanente e, eventualmente, variável, por meio de legendas e/ou símbolos
conhecidos e legalmente instituídos.

1.1 Sinalização de Regulamentação

Tem por finalidade informar aos usuários as condições, proibições, obrigações ou


restrições no uso das vias. Suas mensagens são imperativas e o desrespeito a elas
constitui infração.

Sua forma-padrão é a circular, e as cores são vermelha, preta e branca. Alguns dos
sinais mais importantes que o motorista deve conhecer são:

R-6a R-6b R-6c


Proibido estacionar Estacionamento Proibido
regulamentado parar e estacionar

100
ee
Fique atento ao parar seu veículo para o embarque e
desembarque de passageiros! Só pare onde a sinalização
permitir!

Constituem exceção, quanto à forma, os sinais “R-1 – Parada Obrigatória” e “R-2 – Dê a


Preferência”.

R-1 Parada Obrigatória


R-2 Dê a Preferência

1.2 Sinalização de Advertência

Tem por finalidade alertar os usuários da via para condições potencialmente perigosas,
indicando sua natureza. Sua forma-padrão é quadrada, devendo uma das diagonais
ficar na posição vertical, e as cores são amarela e preta.

Esteja especialmente atento às placas de advertência que indicam as travessias de


pedestres e de escolares, bem como à sinalização indicativa de área escolar.

A-32 b A-33b A-33a


Passagem sinalizada de Passagem sinalizada de Área escolar
pedestres escolares

101
1.3 Sinalização de Indicação

Tem por finalidade identificar as vias e os locais de interesse, assim como orientar
condutores de veículos quanto aos percursos, destinos, distâncias e serviços auxiliares,
podendo também ter como função a educação do usuário. Suas mensagens possuem
caráter informativo ou educativo.

As placas de indicação estão divididas nos seguintes grupos:

• Placas de Identificação: que posicionam o condutor ao longo do seu deslocamento,


ou com relação a distâncias ou ainda aos locais de destino; e

• Placas de Orientação de Destino: que indicam ao condutor a direção a ser seguida


para atingir determinados lugares, orientando seu percurso e/ou distâncias.

Posicionamento de Pré-indicação
localidades de locais Marco
quilométrico

102
2 Sinalização Horizontal

Utiliza linhas, marcações, símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o pavimento


das vias. Tem como funções:

• Organizar o fluxo de veículos e pedestres;

• Controlar e orientar os deslocamentos em situações com problemas de


geometria, topografia ou frente a obstáculos; e

• Complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou indicação.


Em casos específicos, tem poder de regulamentação.

103
Tabela 4: Sinalização Horizontal

Separam e ordenam as correntes de tráfego, definindo


a parte da pista destinada normalmente à circulação
Marcas de veículos, a sua divisão em faixas reversíveis, a
Longitudinais separação de fluxos opostos, faixas de uso exclusivo
de um tipo de veículo, além de estabelecer as regras
de ultrapassagem e transposição.

Ordenam os deslocamentos frontais dos veículos e os


harmonizam com os deslocamentos de outros veículos
Marcas Transversais e dos pedestres, assim como informam os condutores
sobre a necessidade de reduzir a velocidade, e indicam
travessia de pedestres e posições de parada.

Orientam os fluxos de tráfego em uma via,


Marcas de
direcionando a circulação de veículos. Regulamentam
Canalização
as áreas de pavimento não utilizáveis.

Marcas de Delimitam e propiciam melhor controle das áreas onde


delimitação são proibidos ou regulamentados o estacionamento e
e controle de a parada de veículos, quando associadas à sinalização
estacionamento e/ vertical de regulamentação. Em casos específicos,
ou parada têm poder de regulamentação.

Melhoram a percepção do condutor quanto às


Inscrições no condições de operação da via, permitindo-lhe tomar
pavimento a decisão adequada, no tempo apropriado, para as
situações que se apresentarem.

104
3 Dispositivos Auxiliares

São elementos aplicados ao pavimento da via, junto a ela ou nos obstáculos próximos,
de forma a tornar mais eficiente e segura a operação da via. São constituídos de
materiais, formas e cores diversos, dotados ou não de refletividade, com as funções de:

• Incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da via ou de obstáculos


à circulação;

• Reduzir a velocidade praticada;

• Oferecer proteção aos usuários; e

• Alertar os condutores quanto a situações de perigo potencial ou que requeiram


maior atenção.

Cone sinalizador Cavalete sinalizador Tachões sinalizadores

4 Sinalização Semafórica

Composta de indicações luminosas acionadas alternada ou intermitentemente por


meio de sistema elétrico/eletrônico, cuja função é controlar os deslocamentos.

Existem dois grupos:

• Sinalização Semafórica de Regulamentação: tem a função de efetuar o controle


do trânsito em um cruzamento ou seção de via, pelas indicações luminosas,
alternando o direito de passagem dos vários fluxos de veículos e/ou pedestres; e

• Sinalização Semafórica de Advertência: tem a função de advertir a existência de


obstáculo ou situação perigosa, devendo o condutor reduzir a velocidade e adotar
as medidas de precaução compatíveis com a segurança para seguir adiante.

105
5 Sinalização Complementar

Conjunto de sinalização composto por faixas de cor ou mensagens complementares


à sinalização básica, e das quais esta última não é dependente. A sinalização
complementar tem a finalidade de:

I – complementar, através de um conjunto de faixas de cor, símbolos ou mensagens


escritas, a sinalização básica, nas seguintes situações:

a) indicação continuada de rotas de saída;

b) indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída;

c) mensagens específicas escritas que acompanham a sinalização básica, onde for


necessária a complementação da mensagem dada pelo símbolo;

II – informar circunstâncias específicas em uma edificação ou áreas de risco, através


de mensagens escritas;

II – demarcar áreas para assegurar corredores de circulação destinados às rotas


de saídas e acesso a equipamentos de combate a incêndio e alarme, em locais
ocupados por estacionamento de veículos, depósitos de mercadorias e máquinas
ou equipamentos de áreas fabris;

IV – identificar sistemas hidráulicos fixos de combate a incêndio.

6 Gestos

De acordo com a Resolução Contran nº 160/2004, os gestos utilizados na sinalização


viária se dividem em:

106
6.1 Gestos de Agentes da Autoridade de Trânsito

As ordens emanadas por gestos de agentes da autoridade de trânsito prevalecem


sobre as regras de circulação e as normas definidas por outros sinais.

107
6.2 Gestos de Condutores

Sinais que os condutores realizam quando vão executar alguma manobra.

7 Sinais Sonoros
Somente devem ser utilizados em conjunto com os gestos dos agentes. Eles prevalecem
sobre as regras de circulação e as normas de trânsito.

Tabela 5: Sinais Sonoros

SINAIS DE APITO SIGNIFICADO APLICAÇÃO

Liberar o trânsito na
Um silvo breve Siga. direção ou no sentido
indicado pelo agente.

Indicar parada
Dois silvos breves Pare.
obrigatória.

Utilizar quando for


Um silvo longo Diminua a marcha. necessário diminuir a
marcha dos veículos.

108
gg
A sinalização viária definida pelo CTB está reunida em seu anexo
II e foi aprovada pela Resolução 160/2004 do Contran, disponível
no link a seguir.

http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm

Resumindo

O Brasil possui um conjunto de leis que regem e disciplinam o transporte.


A principal delas é a Lei nº 9.503/1997, que institui o CTB. Existem, ainda, a
legislação complementar, as Resoluções do Contran, as Portarias do
Denatran e outras regulamentações estaduais e municipais.

A sinalização viária tem como objetivos: garantir a melhor fluidez no


trânsito e uma maior segurança para veículos e pedestres.

Alguns motoristas de táxi, embora sentindo-se já bem preparados para


enfrentar o dia a dia nas ruas, muitas vezes se esquecem da observância à
sinalização. Por isso, é importante relembrar todos os sinais de trânsito.

109
Atividades

aa
1) São exemplos de Dispositivos Auxiliares:

a. ( ) Placas de orientação.

c. ( ) Dispositivos Delimitadores.

d. ( ) Marcas de Canalização.

e. ( ) Cones e cavaletes.

2) A sinalização vertical de trânsito é pintada sobre o


pavimento e utiliza linhas, marcações, símbolos e legendas.
Tem como função organizar o fluxo de veículos e pedestres,
sendo muitas vezes aplicada para complementar a sinalização
vertical.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso).

a. ( ) Um silvo (apito) breve indica que o motorista pode


prosseguir.

b. ( ) Os sinais sonoros somente devem ser utilizados como


complementação dos gestos dos agentes.

c. ( ) Os gestos utilizados na sinalização viária se dividem em:


Gestos de Agentes da Autoridade de Trânsito e Gestos de
Passageiros.

d. ( ) A Sinalização de Regulamentação tem por finalidade


informar aos usuários as condições, proibição, obrigação ou
restrições no uso do transporte.

4) A sinalização horizontal é acionada alternada ou


intermitentemente por meio de sistema elétrico/eletrônico,
e sua principal função é garantir o fluxo e controlar os
deslocamentos.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

110
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

111
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

112
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

113
UNIDADE 8 | LEGISLAÇÃO
SOBRE O TRANSPORTE DE
PASSAGEIROS POR TÁXI

114
Unidade 8 | Legislação sobre o Transporte de
Passageiros por Táxi

dd
O que diz o CTB a respeito do transporte de passageiros? Quais
Artigos são especialmente importantes para o condutor de táxi?
Quais os limites de velocidade nas vias brasileiras?

Nesta unidade, vamos conhecer as principais normas que os condutores devem seguir,
e quais as orientações e regras de estacionamento, parada, conduta e circulação, e os
aspectos relativos à responsabilidade do condutor de transporte de passageiros.

115
1 Transporte de Passageiros por Táxi

A condução de veículos de transporte público individual de passageiros está sujeita às


normas específicas elaboradas pelos Municípios, com a finalidade de disciplinar esse
tipo de transporte diante da realidade local. No âmbito nacional, esta atividade está
regulamentada pela Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011 (BRASIL, 2011). Além disso,
há regras nacionais estabelecidas pelo CTB, que são válidas para todos os condutores.

Segundo a Lei nº 12.468, no Art. 2º, o transporte por táxi corresponde à atividade
privativa dos profissionais taxistas com a utilização de veículo automotor, próprio ou
de terceiros, para o transporte público individual remunerado de passageiros, cuja
capacidade será de, no máximo, 7 passageiros.

Estão relacionados a seguir os Artigos do CTB que dizem respeito, direta ou


indiretamente, ao transporte de passageiros. O conteúdo apresentado é apenas o
ponto de partida para que você procure conhecer melhor, e detalhadamente, todos os
Artigos do CTB.

Art. 107. Os veículos de aluguel, destinados ao transporte


individual ou coletivo de passageiros, deverão satisfazer, além
das exigências previstas neste Código, às condições técnicas e
aos requisitos de segurança, higiene e conforto estabelecidos
pelo poder competente para autorizar, permitir ou conceder a
exploração dessa atividade.

Art. 135. Os veículos de aluguel, destinados ao transporte individual


ou coletivo de passageiros de linhas regulares ou empregados
em qualquer serviço remunerado, para registro, licenciamento e
respectivo emplacamento de característica comercial, deverão
estar devidamente autorizados pelo poder concedente.

Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando


a via pública, ou os demais veículos:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa - retenção do veículo e recolhimento do

116
documento de habilitação.

Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas,


ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros
centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas
de canalização, gramados e jardins públicos:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes).

Art. 216. Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar adequadamente


posicionado para ingresso na via e sem as precauções com a
segurança de pedestres e de outros veículos:

Infração - média;
Penalidade - multa.

2 Regras Gerais de Estacionamento, Parada e Circulação

Apesar de serem procedimentos básicos, os erros em manobras são extremamente


frequentes, sendo os principais responsáveis por grande parte das infrações e
acidentes.

De acordo com o Art. 26 do CTB, os usuários das vias terrestres devem:

I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito
de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades
públicas ou privadas;

II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando


ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro
obstáculo.

117
O Art. 28 estabelece que o condutor deverá, a todo momento,
ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados
indispensáveis à segurança do trânsito.

O Art. 29 apresenta diversas normas para circulação e conduta de veículos nas vias
terrestres. De maneira resumida, o Artigo define que:

I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as


exceções devidamente sinalizadas;

II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e


frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao
bordo da pista;

III - terá preferência de passagem:

a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente


de rodovia, aquele que estiver circulando por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;

IV - quando houver várias faixas na pista, as da direita são


destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos, e as da
esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos
veículos de maior velocidade;

V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos


acostamentos, só poderá ocorrer para que se adentre ou se saia
dos imóveis ou áreas especiais de estacionamento.

Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada


por meio de sinalização, obedecidas suas características
técnicas e as condições de trânsito. Onde não existir sinalização
regulamentadora, a velocidade máxima será de:

118
Tabela 6: Velocidade

a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito


rápido
I - nas vias urbanas b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais
c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras
d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais

a) nas rodovias:
• 110 (cento e dez) quilômetros por hora para
automóveis, camionetas e motocicletas
• noventa quilômetros por hora, para ônibus e micro-
II - nas vias rurais
ônibus
• oitenta quilômetros por hora, para os demais
veículos
b) nas estradas, sessenta quilômetros por hora

Fique atento, pois o CTB também estabelece procedimentos para as ultrapassagens


e para os cruzamentos. Ademais, há situações em que são necessárias mudanças de
direção ou outras manobras. Algumas dessas regras serão tratadas ao longo do curso.
Para saber mais, consulte o Capítulo III do CTB, que traz o conjunto de normas gerais
de circulação e conduta.

gg
Além dessas normas gerais, o CTB define outras, para se reduzir
a velocidade do veículo, frear, parar ou estacionar. Existem
normas, também, para o uso das luzes do veículo e de buzina.
Consulte o documento, disponível no link a seguir.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503Compilado.
htm

119
Art. 191. Forçar passagem entre veículos que, transitando em
sentidos opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro
ao realizar operação de ultrapassagem:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e


cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:

Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 203. Ultrapassar pela contramão outro veículo:

I - nas curvas, aclives e declives, sem visibilidade suficiente;


II - nas faixas de pedestre;
III - nas pontes, viadutos ou túneis;
IV - parado em fila junto a sinais luminosos, porteiras, cancelas,
cruzamentos ou qualquer outro impedimento à livre circulação;
V - onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos
opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela:

120
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.

Dirigir falando no celular também é infração! Segundo o Art. 252, constitui infração
de trânsito dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto quando se deva fazer
sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos
e acessórios do veículo. O mesmo Artigo estabelece que também é infração dirigir
utilizando-se de fones nos ouvidos, conectados a aparelhagem sonora ou de telefone
celular.

Infração - média;

Penalidade - multa.

Anualmente são registrados cerca de 1,3 milhão de acidentes

ee por ano relacionados ao uso do celular. Aproximadamente 80%


dos motoristas admitem que utilizam o aparelho ou outras
tecnologias que geram distração enquanto dirigem (PORTAL
DO TRÂNSITO, 2015).

Resumindo

Com o propósito de tornar o trânsito mais seguro, com menor número de


acidentes e de vítimas, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece normas
de circulação e conduta.

As regras gerais de circulação definem o comportamento correto dos


usuários das vias, principalmente dos condutores.

Fique atento às infrações e suas penalidades. Muitas delas constituem


crimes de trânsito e podem deixar você sem a sua CNH.

121
Atividades

aa
1) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso).

a. ( ) Transitar com o veículo em ciclovias e ciclofaixas é infração


gravíssima.

b. ( ) O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu


veículo.

c. ( ) Nas estradas, a velocidade máxima permitida é de 110


km/h.

d. ( ) Dirigir falando ao celular também é infração.

2) Nas vias urbanas, a velocidade máxima permitida é de:

a. ( ) 50 km/h.

b. ( ) 60 km/h.

c. ( ) 80 km/h.

d. ( ) 100 k/h.

3) Quando houver várias faixas na pista, as da direita são


destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos, e as da
esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento
dos veículos de maior velocidade.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) Ao ultrapassar uma bicicleta, o táxi deverá manter distância


mínima de:

a. ( ) 50 cm.

b. ( ) 80 cm.

c. ( ) 100 cm.

d. ( ) 150 cm.

122
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

123
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


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DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
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DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
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TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

125
UNIDADE 9 |
RESPONSABILIDADES NO
TRANSPORTE DE PESSOAS

126
Unidade 9 | Responsabilidades no Transporte de
Pessoas

dd
Quais as responsabilidades do condutor segundo o CTB? Quais
os cuidados relativos à velocidade? E se houver um acidente?
Como o condutor deve agir?

Nesta unidade, vamos conhecer as responsabilidades do condutor em relação ao veículo


durante a jornada de trabalho e como ele deve agir nos casos de acidente, em especial no
atendimento aos passageiros que transporta e às vítimas.

127
1 Responsabilidades do Taxista

Um taxista precisa ocupar-se de muitas atividades e tarefas:

• Verificar as condições do carro: uma boa checagem da parte mecânica, elétrica,


pneus, estepe, água no radiador e tudo que influenciar na dirigibilidade do
veículo;

• Verificar se o tanque de combustível está cheio, para ter mais segurança (com
menos espaço vazio no tanque, há menos vapores de combustível);

• Conferir os documentos do seu táxi (licença, licenciamento, seguro etc.) E os


pessoais (identidade, habilitação etc.).

• Preservar a higiene e a conservação do veículo. Para evitar que um cliente se


suje, manter o veículo limpo e íntegro é muito importante;

• Conduzir o veículo com segurança e perícia;

• Obedecer às leis de trânsito e à sinalização. A viagem deve ser tranquila; dirigir


com segurança, concentração e responsabilidade; e

• Zelar pela integridade física dos passageiros.

ee
Lembre-se dos cuidados no embarque e desembarque dos
passageiros. E não se esqueça de que todos devem usar o cinto
de segurança durante todo o trajeto!

128
2 Principais Normas do CTB

A seguir serão apresentadas as principais normas, baseadas nos Artigos do CTB, que
são especialmente importantes para esclarecer as responsabilidades dos motoristas
de táxi no transporte de passageiros.

2.1 Manter o Veículo em Condições Adequadas

Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas,


o condutor deverá verificar a existência e as boas condições de
funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como
assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar
ao local de destino.

Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre


outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

I - cinto de segurança, conforme regulamentação


específica do CONTRAN, com exceção dos
veículos destinados ao transporte de passageiros
em percursos em que seja permitido viajar em pé;
II - para os veículos de transporte e de condução escolar,
os de transporte de passageiros com mais de dez lugares
e os de carga com peso bruto total superior a quatro mil,
quinhentos e trinta e seis quilogramas, equipamento
registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo;
III - encosto de cabeça, para todos os tipos de veículos automotores,
segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN;
IV - (VETADO)
V - dispositivo destinado ao controle de emissão de gases poluentes
e de ruído, segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN;
VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira,
traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo;

129
VII - equipamento suplementar de retenção - air bag frontal para
condutor e passageiro do banco dianteiro. (Incluído pela Lei nº
11.910, de 2009)

2.2 Cuidados Durante a Operação

Art. 34. O condutor que queira executar uma manobra deverá


certificar-se de que pode executá-la sem perigo para os demais
usuários da via que o seguem, precedem ou vão cruzar com ele,
considerando sua posição, sua direção e sua velocidade.

Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique


deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de
forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora
de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.

Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e


passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em
situações regulamentadas pelo CONTRAN.

130
2.3 Cuidados com a Velocidade

Art. 42. Nenhum condutor deverá frear bruscamente seu veículo,


salvo por razões de segurança.

Art. 43. Ao regular a velocidade, o condutor deverá


observar constantemente as condições físicas da via,
do veículo e da carga, as condições meteorológicas e a
intensidade do trânsito, obedecendo aos limites máximos
de velocidade estabelecidos para a via, além de:
I - não obstruir a marcha normal dos demais veículos
em circulação sem causa justificada, transitando a
uma velocidade anormalmente reduzida;
II - sempre que quiser diminuir a velocidade de seu veículo deverá antes
certificar-se de que pode fazê-lo sem risco nem inconvenientes para
os outros condutores, a não ser que haja perigo iminente;
III - indicar, de forma clara, com a antecedência necessária e a
sinalização devida, a manobra de redução de velocidade.

De acordo com o Art. 220, deixar de reduzir a velocidade do


veículo quando se aproximar de passeatas, aglomerações,
cortejos, préstitos e desfiles, ou nas proximidades de escolas,
hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros,
ou ainda onde houver intensa movimentação de pedestres,
constitui infração gravíssima. De acordo com o Art. 311, este é
considerado um crime em espécie pelo CTB.

2.4 Cuidados em Cruzamentos e Semáforos

Art. 44. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento,


o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial,
transitando em velocidade moderada, de forma que possa deter

131
seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a
veículos que tenham o direito de preferência.

gg
Para ilustrar o assunto, assista ao vídeo disponível no link a
seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=TSGGwh1prwI

Art. 45. Mesmo que a indicação luminosa do semáforo lhe seja


favorável, nenhum condutor pode entrar em uma interseção se
houver possibilidade de ser obrigado a imobilizar o veículo na área
do cruzamento, obstruindo ou impedindo a passagem do trânsito
transversal.

132
2.5 Atenção no Embarque e Desembarque de Passageiros

Art. 47. Quando proibido o estacionamento na via, a parada


deverá restringir-se ao tempo indispensável para embarque
ou desembarque de passageiros, desde que não interrompa ou
perturbe o fluxo de veículos ou de pedestres.

Art. 48. Nas paradas, operações de carga ou descarga e nos


estacionamentos, o veículo deverá ser posicionado no sentido
do fluxo, paralelo ao bordo da pista de rolamento e junto à
guia da calçada (meio-fio), admitidas as exceções devidamente
sinalizadas.

Art. 49. O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta


do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se
certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para
outros usuários da via.

Durante as operações de embarque e desembarque de passageiros, obedeça às normas


de segurança. São cuidados que podem evitar acidentes:

• Observar os limites de velocidade da via, indicados pela sinalização e estabelecidos


no Código de Trânsito Brasileiro; e

• Em caso de pane ou acidente, usar o triângulo de segurança e as luzes de


emergência e sinalize o local da melhor maneira possível.

2.6 Nos Casos de Acidente

Art. 176. Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima:

I - de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo;


II - de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar
perigo para o trânsito no local;

133
III - de preservar o local, de forma a facilitar
os trabalhos da polícia e da perícia;
IV - de adotar providências para remover o veículo do local, quando
determinadas por policial ou agente da autoridade de trânsito;
V - de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações
necessárias à confecção do boletim de ocorrência.
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão
do direito de dirigir;
Medida administrativa - recolhimento do documento de
habilitação.

Art. 177. Deixar o condutor de prestar socorro à vítima de acidente de


trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

Art. 279. Em caso de acidente com vítima, envolvendo veículo


equipado com registrador instantâneo de velocidade e tempo,
somente o perito oficial encarregado do levantamento pericial
poderá retirar o disco ou unidade armazenadora do registro.

Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito


de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se
exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.

Resumindo

Alguns equipamentos são essenciais e obrigatórios, como o cinto de


segurança para todos os passageiros.

Quando pensamos na responsabilidade do motorista que transporta outras


vidas além da dele, não é difícil concluir que cada um, individualmente, tem
muito a contribuir para melhorar as relações entre os usuários das vias.

Durante as operações de embarque e desembarque de passageiros,


obedeça às normas de segurança.

134
Atividades

aa
1) Quanto ____________ pesado o veículo estiver, ___________
será sua capacidade de manobra, principalmente em
velocidades mais elevadas.

a. ( ) mais – maior.

b. ( ) mais – menor.

c. ( ) menos – menor.

d. ( ) menos – pior.

2) É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e


passageiros em todas as vias do território nacional, salvo para
passageiros em linhas em que seja permitido viajar em pé.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Em caso de acidente, o condutor, quando solicitado pela


autoridade e seus agentes, deverá prestar socorro imediato
às vítimas.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) Mesmo que a indicação luminosa do semáforo lhe seja


favorável, nenhum condutor pode entrar em uma
interseção:

a. ( ) Se houver outros carros no cruzamento.

b. ( ) Se o cruzamento estiver livre.

c. ( ) Se o semáforo estiver verde.

d. ( ) Se houver possibilidade de interromper o fluxo no


cruzamento.

135
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

136
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

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RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

138
Noções de
Direção Segura
para Taxista

MÓDULO 4
UNIDADE 10 | MANUTENÇÃO
PERIÓDICA E PREVENTIVA DE
VEÍCULOS

140
Unidade 10 | Manutenção Periódica e Preventiva
de Veículos

gg
Quais tipos de manutenção devem ser realizadas no táxi? Como
efetuar uma manutenção abrangente para garantir a segurança?
Quais itens necessitam ser verificados periodicamente?

Para finalizar o curso, vamos aprender agora como manter o táxi em condições adequadas
de funcionamento. Nesta unidade vamos entender os diferentes tipos de manutenção e
conhecer os componentes veiculares que mais precisam receber cuidados periódicos.

141
1 Elementos da Manutenção Preventiva

A manutenção periódica e preventiva é aquela efetuada frequentemente, com


o objetivo de garantir o perfeito e contínuo funcionamento do veículo a partir de
procedimentos que diminuam a chance de quebra ou mau funcionamento. Os tipos de
manutenção preventiva são:

• Manutenção sistemática: também chamada de manutenção programada. É


realizada de acordo com o tempo de uso do equipamento, obedecendo a
intervalos fixos; e

• Manutenção condicional: executada de acordo com o estado do equipamento,


quando e sempre que verificado algum sintoma de falha ou desgaste significativo.

Alguns dos principais objetivos da manutenção preventiva são:

• Otimizar os insumos garantindo segurança e reduzindo os impactos ambientais; e

• Manter o controle histórico da manutenção, aumentando o período de vida útil


do veículo.

1.1 Motor e Carroceria

Devem ser inspecionados os espelhos externos e internos; as portas; para-choques;


bancos; borrachas de vedação; frisos e acabamentos laterais; tampas do conjunto de
baterias, do motor, traseiras; grade dianteira; e ar condicionado.

142
1.1.1 Sistema de Arrefecimento (Radiador)

O principal elemento responsável por evitar o exagerado aquecimento do motor é o


fluido de arrefecimento do radiador, que consiste em uma mistura de água destilada e
aditivos especiais. Esse aditivo ajuda a evitar: o congelamento em ambientes de baixa
temperatura; a fervura em altas temperaturas; o surgimento de impurezas internas ao
motor; a geração de espuma ou borra.

Durante a inspeção verifique se o fluido de arrefecimento está

ee entre os níveis mínimo e máximo. Não se esqueça de verificar as


condições da tampa, pois ela também possui válvulas que
controlam a pressão interna do reservatório. Se houver
necessidade, complete o radiador com água destilada e aditivo
próprio para o uso no radiador.

O líquido de arrefecimento funciona em alta temperatura e pressão, portanto, cuidado


ao abrir a tampa. Se precisar remover a tampa quando a temperatura estiver acima
de 90 ºC, utilize um pano para cobrir e girar um pouco a tampa. Espere o vapor sair.
Somente depois de deixar escapar o vapor, é possível retirar a tampa por completo.

1.2 Baterias

O adequado funcionamento de um veículo é totalmente dependente das baterias. Por


isso, antes de iniciar uma viagem com o veículo, deve-se:

• Verificar o nível da água e completá-lo, se necessário;

• Lavar as baterias e seu compartimento;

• Verificar a fixação das baterias; e

• Verificar a fixação de cabos.

143
1.3 Pneumáticos

O conjunto de pneus é responsável pela sustentação do veículo e sua movimentação.


É importante que as partes do pneu que entram em contato com o solo (a banda de
rodagem) estejam em perfeita condição. Os sulcos devem ter a profundidade mínima
e suficiente para permitir o escoamento da água do centro do pneu para os lados,
evitando derrapagens e aquaplanagem.

Os pneus são peças fundamentais para a segurança do motorista e dos passageiros.


Portanto, as seguintes inspeções devem ser realizadas:

• Checar a pressão sempre que os pneus estiverem frios; e

• Checar e identificar avarias, como cortes, desgaste ou perfurações.

1.3.1 Calibragem

A pressão de enchimento deve obedecer àquela indicada pelo fabricante do veículo e


do pneu. Sua inspeção visual deve ser diária e sua aferição deve ser realizada sempre
que se realiza o abastecimento de combustível.

A pressão ideal dos pneus é função


do tipo, da aplicação e da quantidade
de carga que será transportada. A
calibragem deve ser realizada com os
pneus não aquecidos e deve incluir o pneu
sobressalente (estepe). A calibragem
com o pneu aquecido pode levar a erro
na leitura, pois a maior agitação das
moléculas de ar dentro do pneu em
função da temperatura, normalmente,
provocará aumento na medida da
pressão.

144
ee
Uma pressão inadequada (maior ou menor) pode provocar sérios
danos à estrutura do pneu.

1.3.2 Pneu Recapado e Pneu Remoldado

No pneu RECAPADO, é inserida borracha que “encapa” a banda frontal ou superior,


ou ainda de rodagem, e uma pequena parcela da banda lateral do pneu. A carcaça e
a borracha entram em moldes que contêm o desenho da banda de rodagem do pneu.

No pneu REMOLDADO, a borracha encapa a banda de rodagem e toda a lateral do pneu.


Neste caso, é aplicada uma quantidade maior de borracha. A grande desvantagem
deste tipo de pneu é a dificuldade de identificar a “carcaça” (marca) original do pneu,
já que a borracha envolve toda a sua lateral.

ee
Seja qual for o tipo de modelo utilizado em seu veículo, verifique
sempre o Selo de Certificação de Qualidade do Inmetro.

Para manutenção, recomendam-se os seguintes procedimentos:

• Verifique a calibragem uma vez por semana;

• Faça o rodízio a cada 10 mil quilômetros, aliado ao alinhamento de rodas e


direção; e

• Não adie a troca de pneus. Quando a borracha atingir a marca de desgaste, é


hora de trocar.

145
1.4 Filtros de Óleos

Deve-se verificar o nível do óleo nos reservatórios sempre com o motor em


funcionamento. Controle o óleo:

• Do motor;

• Hidráulico da direção;

• Hidráulico de acionamento de freios;

• Hidráulico de acionamento de embreagem;

• Da caixa de marcha; e

• Do eixo traseiro (diferencial).

Finalmente, há necessidade de lubrificação do chassi, sempre utilizando o plano de


lubrificação específico do tipo e do modelo do veículo utilizado.

1.5 Faróis, Lanternas e Luzes de Advertência

No começo do dia, verifique se os faróis estão bem regulados, se as lanternas traseiras


e luzes de freios estão funcionando. As lanternas, os faróis, as luzes de advertência
são itens importantes para praticar uma direção segura. Se eles apresentarem defeito,
podem prejudicar ou impedir o controle em situações de emergência, colocando em
risco a sua vida e a de outras pessoas.

146
1.6 Vazamentos

Uma das principais causas inesperadas de quebra dos veículos são os vazamentos dos
fluidos e/ou líquidos. Antes de acionar o veículo, em especial após um razoável tempo
parado, o motorista deve observar por baixo do veículo se há marcas ou vestígios de
vazamentos, bem como, em caso positivo, que tipo de fluido e/ou líquido vazou.

Caso seja confirmado o vazamento, e se a quantidade vazada for considerável, não


ligue o veículo. Encaminhe-o diretamente para manutenção corretiva.

2 Procedimentos para uma Manutenção Segura e Abrangente

Antes de iniciar um dia de trabalho, o motorista deve certificar-se de que todos os


itens da manutenção descritos anteriormente tenham sido realizados nas datas
programadas.

Se a manutenção estiver em dia com o plano, o motorista vai observar somente alguns
procedimentos básicos antes de dar início às atividades:

• Primeiramente, checar se os pneus estão cheios e sem cortes ou bolhas;

• Em seguida, verificar se as luzes de freio e seta não estão queimadas; e

• Lembrar-se de dirigir seguindo as normas da empresa e as leis de trânsito.

2.1 Higiene

Foi-se o tempo em que fumar era hábito comum entre os passageiros. Antigamente,
até mesmo os motoristas fumavam dirigindo. Hoje, os costumes mudaram. Note que a
maior parte dos veículos novos nem possui mais cinzeiros ou acendedores de cigarro.
Já percebeu isso?

147
É bastante desagradável entrar em um táxi que cheira a cigarro!

Mas os cuidados com a higiene vão além do cheiro de cigarro. Quanto mais usado for o
veículo, maior deve ser a atenção com a higiene, observando sempre se o passageiro
não deixou algum lixo nos bancos ou no chão do veículo.

O mau cheiro é provocado principalmente


por fungos e bactérias que se proliferam
na presença de umidade e de restos de
resíduos orgânicos (alimentos, folhas
de plantas ou dejetos). Por se tratar de
um ambiente fechado, a umidade e as
manchas que se formam no interior do
veículo levam muito mais tempo para
oxidarem e serem eliminadas do que em
ambientes abertos.

Sugestões importantes:

• Quando o táxi for lavado, caso sejam utilizados produtos líquidos ou pano
molhado nos bancos e carpetes, deixe o veículo secar ao sol com os vidros e
portas abertos;

• Verifique se o seu veículo possui filtro de ar de cabine. Ele evita cheiros fortes. O
período para troca é de um ano;

• Se você sente um cheiro forte e desagradável quando para seu veículo no


semáforo, fique atento: seu catalisador pode estar com problemas; e

• Se cair algum líquido de cheiro forte no carpete ou nos bancos, limpe rapidamente
com pano e detergente. Depois deixe o carro aberto ao sol, em lugar ventilado.
Se o cheiro continuar, leve o táxi para uma lavagem especializada de carpetes e
bancos.

148
2.2 Equipamentos de Segurança e de Emergência

Verifique sempre o estado de conservação dos cintos de segurança: engates, cinta e


pontos de fixação. Confira o estado das tiras, lubrifique os mecanismos e faça a limpeza
regularmente.

O extintor de incêndio é um dispositivo fundamental para a segurança. Trata-se de um


equipamento de uso obrigatório e deve ser checado periodicamente para garantir que
esteja sempre funcionando.

Jamais deixe de conferir o estado e a validade do extintor de incêndio. Isso pode lhe
trazer sérios problemas com a fiscalização. Dê a mesma atenção aos demais itens de
emergência, como estepe e triângulo de sinalização.

Fique atento ao estado de conservação dos limpadores de para-

ee brisa. Confira sempre a pressão do braço do limpador e o estado


das borrachas. Aproveite para checar o esguicho de limpeza.

Resumindo

Lembre-se de manter seu táxi sempre limpo e em perfeito estado de


conservação. É impensável transportar passageiros em um veículo sujo ou
com mau cheiro.

Um dos itens do check list mais importantes para a segurança do motorista


e dos passageiros é a verificação dos pneus. Verifique sempre se estão
calibrados e em perfeito estado.

Não se esqueça dos itens de segurança, tais como extintores e cintos de


segurança. Eles são fundamentais para todos.

149
Atividades

aa
1) A __________________ é realizada de acordo com o tempo
de uso do equipamento, obedecendo a intervalos fixos.

a. ( ) manutenção fixa.

b. ( ) manutenção sistemática.

c. ( ) manutenção condicional.

d. ( ) manutenção variável.

2) Quanto mais novo for o táxi, maior deve ser a atenção do


motorista com a manutenção. Em veículos mais antigos esta
preocupação não é tão importante, pois o veículo já está
“amaciado”.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) O principal elemento responsável por evitar o exagerado


aquecimento do motor é o fluido de arrefecimento presente
no ________________:

a. ( ) motor.

b. ( ) tanque de combustível.

c. ( ) reservatório de óleo.

d. ( ) radiador.

4) Jamais deixe de conferir o estado e a validade do extintor


de incêndio. Isso pode lhe trazer sérios problemas com a
fiscalização.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

150
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

151
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


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engenharia. 2007.

153
Gabarito

Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4

Unidade 1 D V B F-V-V-F

Unidade 2 F-V-F-V F C V

Unidade 3 C F V A

Unidade 4 A F B V-V-V-F

Unidade 5 A V D F

154
Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4

Unidade 6 V C F D

Unidade 7 E F V-V-F-F F

Unidade 8 V-V-F-V C V C

Unidade 9 B V V D

Unidade 10 D F D V

155