1 ROSA MALENA DE OLIVEIRA MARQUES

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – AVANÇOS E DESAFIOS: A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO CEJA DE BARRAS -PIAUÍ

Barras - Piauí 2006

2 ROSA MALENA DE OLIVEIRA MARQUES

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – AVANÇOS E DESAFIOS: A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO CEJA DE BARRAS-PIAUÍ

Monografia apresentada à disciplina Prática e Pesquisa Educacional – Redação e Defesa do TCC como requisito parcial para obtenção do grau de licenciada em Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí tendo como orientadora a Professora Lídia Maria Marques.

BARRAS-PIAUÍ 2006

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_________________________________________________________________________ ORIENTADORA _________________________________________________________________________ BANCA EXAMINADORA _________________________________________________________________________ BANCA EXAMINADORA _________________________________________________________________________ BANCA EXAMINADORA

BARRAS-PIAUÍ 2006

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Agradeço Deus por tudo que tenho recebido e, em especial, ao meu esposo e filhos que se alegram com esta conquista.

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A meus pais, Antônio Marques Sobrinho e Maria Suzana Rodrigues, (em memória), pelo incentivo dado em todos os momentos que estiveram presentes na minha vida.

6 “Quero me alfabetizar porque estou cansada de viver na sombra.” Alfabetizanda. 1990 . MOVA-SP.

usando sua proposta há quatro anos somente como arquivo. (Ministério de Educação e Cultura). Com os resultados desse estudo. contudo. e como a escola tem demorado a perceber este fato. com vistas melhorar sua qualidade de ensino. que esse estudo contribua para que a escola aproveitando-se de sua autonomia pedagógica. como por exemplo. acolha melhor esse público. buscando investigar a proposta pedagógica do Centro de Educação de Jovens e Adultos . como os métodos e as políticas educacionais se distanciam da realidade dos educandos. E é pensando nisso.CEJA de Barras-PI. onde o professor também reflita sua prática pedagógica e ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. oferecendo-lhe realmente um ensino de qualidade. Espera-se. chega-se a algumas conclusões bastante significativas. .7 RESUMO Há décadas buscam-se métodos e práticas educativas adequadas a realidade cultural e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos. que se apresenta este projeto de monografia para término de curso. a fim de se verificar sua base de sustentação teórica e ainda o que a escola tem feito para acompanhar as mudanças que vem sendo proposta pelo MEC.

............................................................... Alfabetização Conscientizadora ..1..... METODOLOGIA.................................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................ 1....7 3......................................................4.................... APÊNDICE ................. Técnicas ..... 3.............. Resultado e análise do dos dados ............. O MOBRAL e a Educação Popular .... 28 31 34 34 34 34 35 35 36 36 39 42 45 47 3....... 27 2............................................ 3............ 2.. Sujeito da Pesquisa...................5 3......................... .................................................................................................... 26 2................................ Implicações para os professores ...1........................... A proposta pedagógica do CEJA ...............................4 3........................................................................ Implicações para os alunos .......8 Procedimentos .................................A proposta pedagógica para o sistema modular semipresencial fundamental e médio....................................... 1................................................................. LISTA DE QUADROS ........................... INTRODUÇÃO ............................................................ Tipo de Pesquisa.................2........... Característica da escola .....................................................................2.......................8 SUMÁRIO RESUMO ........................................... 2...................................2..................................3 3........................3...............................3 A proposta pedagógica do Telecurso 2000 ......................................... 6 9 10 12 12 15 18 21 OS DESAFIOS PARA O NOVO SÉCULO ................................................................................................. 1........ BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL.................... CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................... 1.................... As Políticas Educacionais voltadas para a EJA ............................. 1.................. 3.........1...............................................................................6 3................................. Conferências Internacionais e a Legalidade da EJA ................................................................................................................................................................................................................................................

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QUAIS OUTROS RECURSOS VOCÊ UTILIZA NA EJA QUADRO 08 O MATERIAL DIDÁTICO QUE VOCÊ UTILIZA É COERENTE COM A REALIDADE DOS ALUNOS? POR QUÊ? .10 LISTA DE QUADROS QUADRO 01 POR QUE VOLTOU A ESTUDAR QUADRO 02 O QUE ACHA DA ATUAÇÃO DOS PROFESSORES NA SALA QUADRO 03 QUE MAIORES DIFICULDADES ENCONTR QUADRO 04 O QUE VOCÊ ACHA DAS APOSTILAS UTILIZADAS QUADRO 05 FEZ ALGUM CURSO DE CAPACITAÇÃO ESPECÍFICO PARA TRABALHAR NA EJA QUADRO 06 VOCÊ TRABALHA COM A EJA FUNDAMENTADA EM ALGUM POSICIONAMENTO TEÓRICO ESPECÍFICO? QUAL? QUADRO 07 ALÉM DAS APOSTILAS.

na qual se reconhecem os enfoques teóricos baseados na prática (Art. formais ou não formais. Os estudos perpassam a história e o parâmetro Legal da Educação de Jovens e Adultos e se fundamentam com Freire (1980). pretende-se conhecer e analisar os métodos e práticas educativas aplicadas na EJA . Pinto (1985). cujo entorno social considerados adultos. Por isso. (1997) e (2000). mas precisamente no Centro de Educação de Jovens e Adultos . seguido de uma investigação empírica. . Furter (1975). enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender às suas próprias necessidades e as da sociedade. Será feito um estudo teórico aprofundado da EJA.11 INTRODUÇÃO O presente estudo tem como enfoque principal a Educação de Jovens e Adultos (EJA). a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. surgiu a partir do contato com a EJA. A educação de adultos compreende a educação formal e permanente. graças aos quais as pessoas. no curso de Pedagogia. o conjunto de processos de aprendizagens. que trata especificamente dessa temática. atuando como técnica de ensino/aprendizagem da 2ª Gerência Regional de Educação e a partir do contato com a disciplina Educação de Jovens e Adultos. ao longo dessa pesquisa. Referenciais Curriculares Básicos para o Ensino Médio (2000) e pesquisas na Internet. ou seja. Schuch (1988).CEJA. com o objetivo de confrontar teoria e prática. O interesse pelo tema em questão. Freitag (1980). Paiva (1987). as Propostas Curriculares Para as turmas de primeiro e segundo segmentos (2002). desenvolve suas capacidades. 3º da Declaração de Hamburgo sobre a Educação de Jovens e Adultos).

12 Diante dessa temática. Dentro desta perspectiva este trabalho está estruturado em três capítulos. Destacar as modalidades de ensino oferecidas pelo CEJA. . bem como as metodologias empregadas. Este estudo busca entender teórica e empiricamente o que escola analisada vem propondo pedagogicamente para adequar-se à realidade cultural e subjetiva do seu público alvo. acolha esse público. No primeiro. aproveitando-se de autonomia pedagógica. aborda-se um breve histórico da EJA. onde o professor também reflita sua prática pedagógica e ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. Espera-se contudo. busca-se elucidar as seguintes questões: • • • Traçar um breve percurso histórico da EJA Caracterizar a educação básica da EJA sob o ponto de vista legal. faz se um estudo da Proposta Pedagógica do CEJA e no terceiro apresenta-se a metodologia e às implicações desta para vida dos sujeitos envolvidos: Professores e alunos. isso tomando como base uma pesquisa empírica realizada com os mesmos e outras observações feitas na escola. Analisar as implicações para os sujeitos envolvidos: professores e alunos. propõe se e o seguinte problema:Qual a base de sustentação teórica da proposta pedagógica do CEJA? Segundo a problemática abordada. que são os jovens e adultos. poder contribuir para que a escola. no segundo. oferecendo-lhe realmente um ensino de qualidade.

As Políticas Educacionais voltadas para a Educação de Jovens e Adultos A educação básica de adultos começou a delimitar seu lugar na história da educação no Brasil a partir da década 30. 1.13 CAPITULO I 1. RETROSPECTIVA HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL A educação de jovens e adultos é necessariamente considerada como parte integrante da história da educação no país... a oferta do ensino básico gratuito estendia-se consideravelmente. mais precisamente a partir da experiência encabeçada por Anísio Teixeira. 172) . como uma das arenas mais importante aonde vem se empreendendo esforços para a democratização do acesso ao conhecimento. Nesse sentido se faz necessário iniciar o presente trabalho fazendo uma revisão histórica das políticas educacionais que marcaram o seu desenvolvimento. a começar pela de 30 . p. discorrendo sobre os principais fatos que ocorreram nas décadas . associada ao processo de industrialização e concentração populacional em centros urbanos.a educação de adultos começa assumir importância desde o início dos anos vinte (20). Neste período a sociedade brasileira passava por grandes transformações. A primeira manifestação importante que anuncia o desvinculamento . quando finalmente começa a se consolidar um sistema público de educação elementar no país. abrangendo setores sociais cada vez mais diversos.1. até os dias atuais. embora englobada no problema mais geral da difusão do ensino elementar. segundo explica PAIVA(1987. A ampliação da educação elementar foi impulsionada pelo governo federal.

A segunda guerra mundial recém terminara e a ONU . voltada à capacitação profissional e ao desenvolvimento comunitário. o país vivia a efervescência política da redemocratização. a experiência do Distrito Federal chamou atenção para importância desse campo de atuação educativa.. 189-190). o que (para a sociedade onde há diversas classes) significa: preponderantemente os interesses daqueles que tem a direção da comunidade. Num certo período de tempo. 77): . Tal movimento inclui esforços articulados nacionalmente de extensão do ensino elementar aos adultos. Com o fim da ditadura de Vargas em 1945. e mais a condensação do curso primário em dois períodos de sete meses. determinando as responsabilidades dos estados e municípios. seguiria depois uma “ação em profundidade”.. Nos primeiros anos . Por outro lado. Era urgente a necessidade de aumentar as bases eleitorais para a sustentação do governo central. Pretendia-se. mobilizando esforços das várias esferas administrativas de profissionais e voluntários. Conforme PAIVA(1987. reflete os interesses nela dominantes. a Campanha de Alfabetização de Adolescentes Adultos CAAA.14 da educação elementar é o Convênio Estatístico de 1931 no qual se inclui a categoria ensino supletivo. tentadas através da Campanha Nacional de Educação Rural – CNER. p. p. especialmente nos anos 40. iniciativas voltadas à ação comunitária em zonas rurais. Ainda assim. caracterizando-se fundamentalmente pelo seu aspecto extensivo. Esse fato está de acordo com a afirmação de VIEIRA(1987. Tudo isso contribuiu para que a educação de adultos ganhasse destaque dentro da preocupação geral com a educação elementar comum. lançada em 1947. O clima de entusiasmo começou a diminuir na década de 50. numa primeira etapa. Nesse período a educação de adultos define sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional de massa. foram criadas várias escolas supletivas. sobreviveu uma rede de ensino supletivo por meio dela implantada assumida pelos estados e municípios . a educação em cada fase da evolução histórica é sempre um produto cultural da sociedade. A partir dessa experiência o Governo Federal passou a traçar diretrizes educacionais para todo o país. a campanha conseguiu resultados significativos. integrar as massas populacionais de imigração recente e também aumentar a produção.Organização das Nações Unidas – alertava para a urgência de integrar os povos visando à paz e a democracia. articulando e ampliando os serviços já existentes e estendendo-os às diversas regiões do país. uma ação extensiva que previa a alfabetização em três meses. não tiveram o mesmo sucesso e a campanha se extinguiu no final da década. sob a direção do professor Lourenço Filho.

foram descompactando-se as vozes dos que superavam esse preconceito reconhecendo o adulto analfabeto como ser produtivo. Uma professora. [. . segundo PAIVA(1987. manter a família e uma profissão.] ele tem que ser posto à margem como elemento sem significação nos empreendimentos comuns. [.] inadequadamente preparado para exercer as atividades da vida adulta [. técnica simples de trabalho e mensagens do moral e civismo. encarregada de formar os educadores da Campanha.. Nesse momento o analfabetismo era concebido como causa e não efeito da situação econômico. As primeiras lições também tinham algumas frases montadas com as mesmas sílabas. Já em artigo de 1945 Lourenço Filho argumentara nesse sentido. material didático específico para o ensino da leitura e da escrita para os adultos.]. Durante a própria campanha essa visão modificou-se. O primeiro guia de leitura. Dependente do contato face a face para o enriquecimento de sua experiência social. este sim o foco do estudo. Adulto criança como crianças eles tem que viver num mundo de egocentrismo que não lhe permite ocupar os planos em que as decisões comuns são tomadas..15 A instauração dessa campanha deu lugar também à conformação de um campo teórico-pedagógico orientado para a discussão sobre o analfabetismo e a educação de adultos no Brasil. distribuído em larga escala pelas escolas supletivas do país.. 185-186) . usava as seguintes palavras para descrever o adulto analfabeto. E se tem as responsabilidades do adulto.. ele tem. que desmentiam postulados anteriores de que a capacidade de aprendizagem dos adultos seria menor do que a das crianças. social e cultural do país.. Para tanto contribuíram teorias mais modernas da psicologia.]. p.. que por força sentir-se uma criança grande.. As sílabas deveriam ser memorizadas e remontadas para formar outras palavras. orientava o ensino pelo método silábico. ele fará em plano deficiente. O analfabeto onde se encontre será um problema de definição social quanto aos valores: aquilo que vale para ele é sem mais valia para os outros e se tornam pueril para os que dominam o mundo das letras. capaz de raciocinar e resolver seus problemas. por ocasião da campanha de 47..... Essa concepção legitimava a visão do adulto analfabeto como incapaz e marginal identificado psicológica socialmente com a criança. A função dessas palavras era remeter aos padrões silábicos. lançando mão de estudos da psicologia experimental lançada nos Estados Unidos nas décadas de 20 e 30. irresponsável e ridícula [. A confiança na capacidade de aprendizagem dos adultos e a difusão de um método de leitura conhecido como Laubach inspirou a iniciativa do Ministério da Educação de produzir pela primeira vez. .. As lições partiam de palavras-chave selecionadas e organizadas segundo suas características fonéticas. Nas lições finais as frases compunham pequenos textos contendo orientações sobre a preservação da saúde.

O pensamento pedagógico de Paulo Freire. quando foi lançada uma outra também extensiva orientada pelo método de Paulo Freire. inspirou os principais programas de alfabetização e educação . ela seguramente alfabetizou ou semialfabetizou um número significativo de pessoas que entraram de posse de seus direitos políticos e o predomínio desse seu fundamento político sobre os aspectos técnico-educativos é que deu origem a sucessivas acusações de que o programa se havia transformado numa “fábrica de eleitores”. como pode-se observar. Contudo. tais campanhas. índices cada vez maiores de evasão.2. cuja referência principal foi o educador Paulo Freire. as críticas à Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos dirigiam-se tanto às suas deficiências administrativas e financeiras quanto sua orientação pedagógica. só sobreviveram até 1963. parece ter contribuído para o enfraquecimento de algumas oligarquias tradicionais na medida em que muitos novos eleitores escaparam ao controle dos “currais eleitorais” dominantes. Outras críticas também estavam voltadas para a falta de investimentos em espaços físicos adequados. conseqüentemente só conseguiam atrair para seus quadros os mais desqualificados. causando com isso. Se ela não “educou” muitos adultos. Todas essas críticas convergiam para uma nova visão sobre o problema do analfabetismo e para a consolidação de um novo paradigma pedagógico para a educação de adultos. fortalecendo as discordâncias oligárquicas – em geral mais abertas. estes recebiam uma quantia irrisória. o material didático era considerado pouco adequado aos adultos nas várias regiões brasileiras. de acordo com as exigências de muitos educadores. assim como sua proposta pedagógica de alfabetização de adultos. Alfabetização Conscientizadora No final da década de 50. Denunciava-se o caráter superficial do aprendizado que se efetivava no curto período de alfabetização. lançadas no final dos anos 40 e início dos anos 50. ou para aquisição de material escolar. pelo seu próprio caráter de oposição – e possibilitando a desobediência eleitoral aos líderes. pode-se destacar a falta de pagamento aos professores. Assim como também. ao contrário de seu fundamento político. 1. a inadequação do método para a população adulta e para as diferentes regiões do país.16 A CAAA. Dentre as causas de seu fracasso. tanto a CEAA e ligada a ela a CNER.

Esses programas foram empreendidos por estudantes. p. dos Movimentos de Cultura Popular que reuniam artistas intelectuais e tinham apóio de administrações municipais. p. 35): . com forte engajamento dos estudantes. dos CPCs –Centros de Cultura Popular. sindicatos e diversos grupos estimulados pela efervescência política da época.17 popular que se realizaram no país no início dos anos 60. portanto. Além dessa dimensão social e política os ideais pedagógicos que se difundiam tinham um forte componente ético.” A educação não é um instrumento válido se não estabelece uma relação dialética com o contexto da realidade na qual o homem está radicado”. que considerava o analfabeto pária e ignorante. seria interrompida alguns meses depois pelo golpe militar. O paradigma pedagógico que se constituiu nessas práticas baseava-se num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. ligado à CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil. mas que a fosse transformando através do diálogo. que o processo educativo interferisse na estrutura social que produzia o analfabetismo. uma espécie de gaveta vazia onde o educador deveria depositar conhecimento.60): “O diálogo é um encontro entre os homens. Era preciso. organizados pela UNE – União Nacional dos Estudantes. Desenvolvendo e aplicando essas novas diretrizes. que possuíam cultura. contudo FREIRE afirmava (1980. Freire propunha uma ação educativa que não negasse sua cultura. Tornando o educando como sujeito de sua aprendizagem. atuaram os educadores do MEB – Movimento de Educação de Base. criticou a educação bancária. Em janeiro de 1964. intelectuais e católicos engajados numa ação política junto aos grupos populares. implicando um profundo comprometimento do educador com os educandos. Na época ele referiase a uma consciência ingênua ou intransitiva. pois segundo FREIRE (1980.” para designá-lo. Antes apontado como causa da pobreza e da marginalização. Esses diversos grupos de educadores foram se articulando e passaram a pressionar o governo federal para que os apoiassem e estabelecesse uma coordenação nacional das iniciativas. A alfabetização e a educação de base dos adultos deveriam partir sempre de um exame crítico da realidade existencial dos educandos. mediatizados pelo mundo. foi aprovado o plano nacional de alfabetização orientado pela proposta de Paulo Freire. da identificação da origem de seus problemas e das possibilidades de superá-los. o analfabeto passou a ser interpretado como efeito da situação de pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária. herança de uma comunidade fechada. A preparação do plano. Dessa perspectiva.. agrária e .. Os analfabetos deveriam ser reconhecidos como homens e mulheres produtivos.

procurando expressar o . p. as palavras geradoras seriam substituídas por temas geradores.(1992. Em fim era apresentado um quadro com as famílias silábicas com as quais os educandos deveriam montar novas palavras. Numa etapa posterior. cujo princípio básico pode ser traduzido numa frase que ficou célebre: FREIRE. a arte. necessária ao engajamento ativo no desenvolvimento político e social da nação. O objetivo era. Utilizando uma série de abstrações (cartazes ou slides) o educador deveria dirigir uma discussão na qual fosse sendo evidenciado o papel ativo dos homens como portadores de cultura: a cultura letrada e não letrada. a partir dos quais os alfabetizandos aprofundariam a análise de seus problemas. ainda que num nível elementar. das palavras utilizadas pelo grupo para expressar essa realidade. Tratava-se também de ultrapassar uma compreensão mágica da realidade e desmistificar a cultura letrada. desenvolveu um conjunto de procedimentos pedagógicos que ficou conhecido como método Paulo Freire. como ser capaz e responsável. Paulo Freire propunha ainda um momento inicial em que o conteúdo do diálogo educativo girava em torno do conceito antropológico de cultura. levar o educando a assumir-se como sujeito de sua aprendizagem.18 oligárquica. iniciava-se o estudo das palavras geradoras. Concomitantemente. ou seja. Ele previa uma etapa preparatória quando o alfabetizador deveria fazer uma pesquisa sobre a realidade existencial do grupo junto ao qual deveria atuar. os diferentes padrões de relacionamento e sociabilidade. faria um levantamento do seu universo vocabular. o trabalho. antes mesmo de iniciar o aprendizado da escrita. Prescindindo da utilização de cartilhas. Normalmente elaborados regionais ou localmente. acreditava-se conseguir alfabetizar um educando em seis meses. O referido autor elaborou uma proposta de alfabetização de adultos conscientizadora. a religião. Nesse período foram produzidos diversos materiais de alfabetização orientados por esses princípios. Com um elenco de dez a vinte palavras geradoras. Depois de cumprida essa etapa. ou seja. preferencialmente já se engajando em atividades comunitárias ou associativas. na qual o educando estaria se iniciando. que também eram apresentadas junto com cartazes contendo imagens referentes às situações existenciais a elas relacionadas. Com cada gravura desencadeava-se um debate em torno do tema e só assim a palavra escrita era analisada em suas partes componentes: as sílabas. 12) “A leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Antes de entrar no estudo dessas palavras geradoras. a aquisição da cultura como aquisição sistemática da experiência humana. que deveria ser transformada em consciência crítica.

379. acrescidas de pequenas frases para leitura. escrita e cálculo como meio de integrá-la à sua comunidade. mas principalmente a intenção de problematizar essa realidade.3.19 universo vivencial dos alfabetizandos. não pode visar reflexão radical da realidade existencial do alfabetizando porque é por em perigo seus objetivos. 1. A atividade de pensar proposta é direcionada para motivar e preparar o indivíduo para o desenvolvimento. pois concebe a educação como investimento. vê-se que o objetivo do MOBRAL relaciona a ascensão escolar a uma condição melhor de vida. Ou seja. segundo o Modelo Brasileiro em vigor no período estudado de 1970 a 1975.MOBRAL surgiu como um prosseguimento das campanhas de alfabetização de adultos iniciadas com Lourenço Filho. Essa campanha foi sucedida por outra também de grande ação extensiva: O MOBRAL. visando a formação de mão-de-obra com uma ação pedagógica prédeterminada. O MOBRAL e a Educação Popular O Movimento Brasileiro de Alfabetização . O MOBRAL assume a educação como investimento. propondo a alfabetização funcional de jovens e adultos. colocando a discussão só nos melhores meios para atingir objetivos previamente estabelecidos pela equipe central. qualificação de mão-de-obra para o desenvolvimento econômico. O que caracterizava esses materiais era não apenas a referência à realidade imediata dos adultos. sem uma preocupação maior com a formação do homem. Apesar da ênfase na pessoa. visando conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura. Só que com um cunho ideológico totalmente diferenciado do que vinha sendo feito até então. Sendo assim. Isso faz impedir a horizontalidade elite e povo. Foi criado pela Lei número 5. esses materiais continham palavras geradoras acompanhadas de imagens relacionadas a temas para debate. sabe-se que a primordial preocupação do MOBRAL era tão somente fazer com que os seus alunos aprendessem a ler e a escrever. o quadro de descobertas com as sílabas derivadas das palavras. escrever e contar que estará apto a melhorar de vida. . permitindo melhores condições de vida. de 15 de dezembro de 1967. Apesar dos textos oficiais negarem. ressaltando-a. como humana (como se a pessoa pudesse não ser humana!). deixando à margem a análise das contradições sociais inerentes ao sistema capitalista. numa redundância. O método do MOBRAL não parte do diálogo. basta aprender a ler.

Todo material trabalhado é síntese das visões de mundo dos educadores/educando. etc. escrever. c. No MOBRAL não se executa essa primeira etapa. As codificações elaboradas são para todo o Brasil. b. e muito nítida. obra. uniforme para as várias regiões do país. Aqui a visão de mundo apresentada é a da equipe central. sutil e marcante diferença: no método de Paulo Freire. Paulo Freire idealizou a palavra geradora como marco inicial de seu processo de alfabetização e o MOBRAL também. Codificações. cimento. pode-se afirmar que o método de Paulo Freire foi . Assim. cartazes com as famílias fonéticas. Já no MOBRAL esta palavra era imposta a partir da definição dos tecnocratas de zona sul do Rio de Janeiro . A palavra geradora de Paulo Freire era pesquisada com os alunos. para o operário poderia ser tijolo. a falta de fé na historicidade do povo na sua possibilidade de construir um mundo junto com a elite. as palavras geradoras poderiam ser enxada. para preparação do material. Parece mesmo que os planejadores do MOBRAL copiaram uma série de procedimentos do educador nordestino perseguido pelo sistema imposto. elaborar codificações específicas para cada comunidade. É reflexão rigorosa e conjunta sobre a realidade em que se vive. A metodologia de alfabetização do MOBRAL não se diferenciava sobremaneira do método proposto por Paulo Freire. enquanto no MOBRAL esta palavra era imposta pelos tecnocratas a partir de um estudo preliminar das necessidades humanas básicas. o que vem a ser o modelo de Paulo Freire. obedecendo aos seguintes passos: a. para o mecânico poderiam ser outras e assim por diante. Mas na pedagogia de Paulo Freire há uma equipe de profissionais e elementos da comunidade que se vai alfabetizar. contar e não a busca da síntese das visões de realidade elite/povo.20 O momento pedagógico proposto é autoritário. quadros ou fichas de descoberta e material complementar está presente na sua pedagogia. Assim. terra.. na visão do homem. colheita. de onde surgirá o projeto de ação. a palavra geradora era subtraída do universo vivencial do alfabetizando. palavras geradoras. levantar o pensamento-linguagem a partir da realidade concreta.. trazendo com isso a descrença. dessa realidade destaca-se e escolhe as palavras geradoras. Só que existia uma pequena. a fim de perceber aquela realidade e. para o camponês. Em Paulo Freire a educação é conscientização. A diferença estava. Trata-se fundamentalmente de ensinar a ler. etc. porque ele (MOBRAL) acredita que sabe o que é melhor para o povo. tanto quanto as palavras geradoras.

A proposta de educação era toda baseada aos interesses políticos vigentes na época. Conveniou-se inclusive com o próprio MEB.320. Mas o que fica de marcante é que. 93). p. Para financiar esta superestrutura o MOBRAL recebia recursos da União.00 para atender a 342. quando se conveniou com o Projeto Minerva. No ano de 1977 a sua receita foi de Cr$ 853. aproveitando-se do já dito por FURTER (1975.21 refuncionalizado “como prática. O MOBRAL pode ser considerado como uma instituição criada para dar suporte ao sistema de governo vigente. não de liberdade. mesmo no tempo do milagre econômico. O projeto MOBRAL permite compreender bem esta fase ditatorial por que passou o país. Como Aparelho Ideológico de Estado. que passou a se servir das cartilhas do MOBRAL. A diferença é marcada pelo referencial ideológico contido numa prática e noutra.488. Por ter de repassar o sentimento de bom comportamento para o povo e justificar os atos da ditadura. o que permite saber que o custo per capita foi de Cr$ 2. o MOBRAL teve uma atuação perfeita. Os custos financeiros do MOBRAL eram muitos altos. 1986. desenvolvido pelo Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação e Cultura. Enquanto Paulo Freire propunha a educação como prática da liberdade. esta instituição estendeu seus braços a uma boa parte das populações carentes. sociedade política e sociedade civil” (FREITAG. Também do extinto programa do MEB. Esteve onde deveria estar para conter qualquer ato de rebeldia de uma população que. o projeto pedagógico do MOBRAL propunha intrinsecamente o condicionamento do indivíduo ao status quo. do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Mas não foi só de Paulo Freire que o MOBRAL tirou inspiração para criar seus programas. Metodologicamente as diferenças entre o método proposto por Paulo Freire e pelo MOBRAL não têm diferenças substanciais. . mas de integração ao 'Modelo Brasileiro' ao nível das três instâncias: infra-estrutura.877 mil pessoas. .142. 2% do Imposto de Renda e ainda um percentual da Loteria Esportiva. p. vivia na mais absoluta miséria.00. 59) “a alfabetização e a educação de massa tanto podem ser fatores de libertação como de dominação”. já que as suas (do MEB) eram subversivas. A própria descrição dos fatos já falariam por si mesmo. através de seus diversos Programas. para continuar realizando seu trabalho de alfabetização.

no ano de 1963. Seus Programas foram incorporados pela Fundação Educar. a educação de Adultos passou a ser vista sob dois enfoques distintos: como uma continuação da educação formal.22 Mas a recessão econômica a partir dos anos 80 veio inviabilizar o MOBRAL que sugava da nação altos recursos para se manter ativa. permanente e como uma educação de base ou comunitária. pela primeira vez. 1. duração e regime escolar que se ajustem às suas finalidades próprias e ao tipo de especial de aluno a que se destinam.4. em 1949. Art. sobretudo para os menos privilegiados que habitavam as áreas das zonas urbanas e rurais. p. escrever e contar e a formação profissional defendida em lei específica até o estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de conhecimentos. sendo concebida como uma espécie de Educação Moral. realizada na Dinamarca. a legislação educacional através da Lei de Reforma nº 5692/71 atribui um capítulo destinado a esse público. desde a iniciação no ensino de ler. Um pouco antes dessa época.25 – O ensino supletivo abrangerá. b)Proporcionar mediante repetida volta à escola. estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte.(1988. Depois da III Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos em Tóquio no ano de 1972. Após a I Conferência Internacional de Adultos. . Parágrafo único – o ensino supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos os respectivos Conselhos de Educação. Dessa forma. a Educação de Adultos tomou outro rumo. Conferências Internacionais e a legalidade da EJA Até a segunda guerra mundial a educação popular era concebida como uma extensão da Educação formal para todos. $1º .Os cursos supletivos terão estrutura. 33-34) Capítulo IV Do Ensino supletivo Art. não conseguindo superar todos os traumas causados pela guerra. conforme as necessidades a atender. A partir da II Conferência Internacional de Jovens e Adultos em Montreal. tendo como finalidade principal contribuir para o resgate do respeito aos direitos humanos e para a construção da paz duradoura. – O ensino supletivo terá como finalidade: a) Suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria. a escola. buscou fazer um “paralelo” fora dela. a educação de Adultos volta a ser entendida como suplência da Educação Fundamental.

Art. Na década de 90 a EJA ganha mais um reforço com a promulgação das LDB (Lei das Diretrizes e Bases). 28 – Os certificados de aprovação em exames supletivos e os relativos a conclusão de cursos de aprendizagem qualificação serão expedidos pelas instituições que os mantenham.Os cursos supletivos serão ministrados em classes ou mediante a utilização de rádio. televisão. concomitantemente. a esse nível ou de 2º grau. ministrados a alunos de 14 a 18 anos. para os maiores de 21 anos. correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos. 208. fixado pelo Conselho Federal de Educação. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.p. a educação voltada para esse segmento mereceu um capítulo na legislação educacional distinguindo as várias funções: a suplência . e. Observando novamente. indicados nos vários sistemas. Porém essa lei limitou a obrigatoriedade da oferta pública de ensino de primeiro grau apenas às crianças e adolescentes na faixa de 07 a 14 anos. Parágrafo único – Os cursos de aprendizagem e os de qualificação darão direito a prosseguimento de estudos quando incluírem disciplinas. cursos de aprendizagem.Os exames supletivos poderão ser unificados na jurisdição de todo um sistema de ensino. que diz (1988. para os maiores de 18 anos. $2º . e poderão quando realizados para o exclusivo efeito de habilitação profissional de 2º grau. de acordo com as normas especiais baixadas pelo respectivo Conselho de Educação. que pela primeira vez.Os exames supletivos ficarão a cargo de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos. dispõe as regras básicas para o provimento de educação supletiva correspondente a esse grau de ensino aos jovens e adultos. ao nível de uma ou mais das quatro últimas séries do ensino de 1º grau.27 . cursos intensivos de qualificação profissional.abranger somente o mínimo estabelecido pelo mesmo Conselho. Art.º 9394/96. Ao nível de conclusão de 2º.23 $2º . anualmente.138) : Art. inclusive para os que não tiveram acesso na idade própria”.relativa à reposição de escolaridade. o suprimento – relativo ao aperfeiçoamento ou atualização. Lei n.ou parte deste.“O dever do Estado com a educação só será efetivada mediante a garantia de: I – ensino fundamental obrigatório e gratuito. Essa Lei assegurou aos jovens e adultos a oportunidade de continuarem seus estudos no ensino fundamental – com idade mínima de quinze anos.26 – Os exames supletivos compreenderão a parte do currículo resultante do nucleo-comum. A Lei Federal 5692/71 consagrara a extensão da educação básica obrigatória de 04 para 08 anos.Desenvolver-se-ão. Art. e . constituindo o então ensino de primeiro grau e.Os exames a que se refere a este artigo deverão realizar-se: Ao nível de conclusão do ensino de 1º grau. em complementação da escolarização regular. a aprendizagem e a qualificação – referentes à formação para o trabalho e profissionalização. O direito mais amplo à educação básica só seria estendido aos jovens e adultos na Constituição Federal de 1988. pelos respectivos Conselhos de Educação. áreas de estudos e atividades que os tornem equivalentes ao ensino regular. $3º . conforme estabeleçam as normas de vários sistemas. $1º .

define a EJA como modalidade da Educação Básica e como direito do cidadão. na vida social. 37 . resolução CNE/CEB nº 1/2000. no nível de conclusão do ensino fundamental. Função equalizadora: relaciona-se à igualdade de oportunidades. Nessa linha.que representa uma conquista e um avanço. p. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. mas também o reconhecimento da igualdade antológica de todo e qualquer ser humano a um bem real. afastando-se da idéia de compensação e suprimento e assumindo a de reparação. essa modalidade deve desempenhar três funções ( MEC. sendo consideradas suas características.24 médio . A equidade é um espaço pelo qual os bens sociais são distribuídos tendo em vista maior igualdade. 2002): Função reparadora: não se refere apenas à entrada dos jovens e adultos no âmbito dos direitos civis.18): Art. seus interesses. consideradas as características do alunado. mediante cursos e exames. para os maiores de quinze anos. que compreenderam a base nacional comum do currículo. social e simbolicamente importante. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I. conforme enuncia (1996. . habilitando-os ao prosseguimento nos estudos. seus interesses. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. 38 . nos espaços da estética e nos canais de participação. II.A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. De acordo ainda com as Diretrizes. oportunidades educacionais apropriadas. dentro de situações específicas. equidade e qualificação . já que não tiveram acesso na idade própria. pela restauração de um direito a eles negado – o direito de uma escola de qualidade. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. no nível de conclusão do ensino médio. § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames Conforme a proposta pedagógica elaborada para o segundo segmento do ensino fundamental. para os maiores de dezoito anos.Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. as Diretrizes Curriculares Nacional para a Educação de Jovens e Adultos. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola.de dezoito anos. mediante ações integradas e complementares entre si. condições de vida e trabalho. que compreenderão a base nacional comum do currículo. Para tanto é indispensável um modelo educacional que crie situações pedagógicas satisfatórias para atender as necessidades de aprendizagem específicas de alunos jovens e adultos. condições de vida e de trabalho mediante cursos e exames. que possibilite oferecer aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho. Mas não se pode confundir a noção de reparação com a de suprimento. Art.

aconteceu ainda. em janeiro do mesmo ano. cujo potencial de desenvolvimento e adequação pode se atualizar em quadros escolares ou não–escolares.25 a EJA representa uma possibilidade de efetivar um caminho de desenvolvimento a todas as pessoas. aprender a fazer e aprender a conviver – sendo considerados estratégicos para o cidadão. em que reafirma a declaração de Jomtien na Tailândia onde ocorreu a Conferência Mundial de Educação para Todos em 1990. está citada na proposta Curricular do segundo segmento quinta a oitava série MEC (2002. permitindo que jovens e adultos atualizem seus conhecimentos..p. levando em conta que o desenvolvimento das sociedades exige de seus membros capacidade de aprendizagens de forma global e permanente Nesse intuito foram propostos os quatro pilares educativos: aprender a ser. com base no caráter incompleto do ser humano. no Senegal. em Hamburgo. aprender a conhecer.. realizada em julho de 1997.] toda criança jovem e adulto tem direito humano de se beneficiar de uma educação que satisfaça suas necessidades básicas de aprendizagem. na Alemanha.. em abril de 2000. (realizada no Brasil). demonstrando que a EJA deveria seguir novas orientações devido ao processo de transformações econômicas e culturais vivenciadas a partir das últimas décadas do século 20. 21): [. e que inclua aprender a aprender. a fazer. mostrem habilidades troquem experiências e tenham acesso a novas formas de trabalho e cultura. de todas as idades. Dentro da década de 90. a realização da 5ª Conferência Internacional de Jovens e Adultos (Confintea). Em outro momento. para que possam melhorar suas vidas e transformar suas sociedades [. no melhor e mais pleno sentido do termo. É uma educação que se destina a captar talentos e o potencial de cada pessoa e desenvolver a personalidade dos alunos..] assegurar que as necessidades de aprendizagem de todos os jovens e adultos sejam atendidas pelo . e precedida por uma Conferência Regional Preparatória da América Latina e Caribe. Função qualificadora: refere-se à educação permanente. Mas que uma função. Todas as orientações da Confintea priorizam principalmente a formação integral do ser humano. segundo a qual. em Dacar. A 5ª Confintea objetivava levar em consideração as conferências realizadas anteriormente. a conviver e a ser. havendo a elaboração de documentos. é o próprio sentido da educação de jovens e adultos. a Cúpula Mundial de Educação aprovou a declaração denominada Marco de Ação de Dacar. sendo esta considerada um grande marco.

à habilidade para a vida e a programas de formação para a cidadania. .26 acesso eqüitativo à aprendizagem apropriada.

OS DESAFIOS PARA O NOVO SÉCULO Nos últimos anos. Do público que recorre aos programas para jovens e adultos. a EJA contou com muitos reforços no âmbito das políticas educacionais.27 CAPITULO II 2. criou-se um enorme vazio em termo dessas políticas para o setor. principalmente quando implantou os Centros de Educação de Jovens e Adultos – . constata-se que a educação de jovens e adultos chega a esse novo milênio. tendo os educadores de enfrentar com poucos recursos a tarefa. porém os primeiros da década de noventa não foram muito favoráveis. Historicamente o governo federal foi a principal instância de apoio e articulação das iniciativas de jovens e adultos. há uma falta de materiais didático de apoio. assim como algumas organizações da sociedade civil. Com a extinção da Fundação Educar em 1990. entre elas. muitos adolescentes e jovens recém excluídos do sistema regular. mas a oferta estava longe satisfazer a demanda. No estado do Piauí o governo teve a preocupação de expandir a educação de jovens e adultos. da política e da cultura. reclamando a consolidação de reformas pedagógicas em todo seu âmbito de ensino. Acompanhado essa trajetória. Esta relação ressalta o grande desafio pedagógico. Acompanhando a falta de políticas para estender o atendimento. uma ampla maioria é constituída de pessoas que tiveram passagens fracassadas pela escola. de estudos e pesquisas sobre essa modalidade. em termos de seriedade e criatividade que a educação de jovens e adultos impõe: como garantir a esse segmento social que vem sendo marginalizado nas esferas sócio-econômicas e educacional um acesso à cultura letrada que lhe possibilite uma participação mais ativa no mundo do trabalho. Alguns estados e municípios tinham assumido a responsabilidade de oferecer programas na área.

Estes podem contar com auxílio de materiais e livros.28 CEJAs. atividades como fortalecimento da aprendizagem e oficinas de redação Um outro trabalho vem sendo desenvolvido pela escola. Telecurso 2000 Campo Largo e Morro e Matias Olímpio (70 aluno) Além dessas opções.sendo a cidade de Barras beneficiada com um. Nesta proposta pensou-se na comunidade como um todo. foi elaborada em conjunto. onde é disponibilizado um professor para dar aula aos presos lá dentro. Buscando atender os requisitos da LDB. com sede na Avenida São José– Centro. ao qual neste trabalho será analisada sua proposta pedagógica. de uma nova proposta destinada às turmas de primeiro e segundo segmentos.863 de 24 de abril de1996. tão necessários e primordiais para o bom desempenho no campo profissional e na vida de um cidadão crítico e consciente. o Centro proporciona. de vez em quando. diante disso indaga-se: Qual será a base teórica de sua proposta pedagógica que vigora desde 2000? Em que se sustenta? E diante do lançamento pelo Ministério da Educação (MEC).1. Classificação de estudos – ensino Fundamental (exames especiais). é visto como a grande referência em educação de jovens e adultos na cidade. buscando minimizar os problemas que emperram a boa qualidade do ensino-aprendizagem do aluno jovem e adulto de Barras e cidades jurisdicionadas. esta possui um anexo no presídio. que vigora desde 2000. . que foi criado pelo decreto estadual lei Nº 25. o que a escola tem feito para acompanhar essas mudanças? 2. O Centro de Educação de Jovens e Adultos Professor Conrado Amorim– CEJA – de BARRAS-PIAUÍ. Sistema Modular Médio – semipresencial com 199 alunos. norteando o problema do analfabetismo que ainda se faz presente em seu meio. A Proposta Pedagógica do CEJA A proposta pedagógica do CEJA. e nos trabalhadores jovens e adultos que não tiveram como dar prosseguimento e conclusão a seus estudos. por exemplo. ( Professor Conrado Amorim). Classificação de estudos – Ensino Médio (exames especiais). o CEJA está estruturado de acordo com a proposta de Educação Básica do Estado do Piauí dispondo hoje das seguintes modalidades: • • • • • Sistema Modular Fundamental – semipresencial com 122 alunos.

Modernizar a gestão escolar. Seus objetivos estratégicos são: • • • • física. • Definir de modo claro e organizado a rotina do Centro.2. Seu funcionamento é bastante diferente. como o próprio nome sugere o aluno não precisa estar presente à sala de aula. e formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Buscando alcançar seus objetivos. pela maneira como atende aos alunos e pela competência profissional da equipe. A proposta pedagógica para o sistema modular semipresencial fundamental e médio Atendendo ao que propõe a Lei de Diretrizes e Bases – LDB. Sua visão de futuro é tornar-se referência pela qualidade do ensino que ministra. Qualidade – assegurar um padrão mínimo de qualidade orientado pelo princípio da gestão democrática como orientador da construção de uma escola que valorize as relações estabelecidas pelos indivíduos e seu cotidiano. estuda. buscando acompanhar o desenvolvimento e as necessidades dos alunos. neste . Prover a escola de equipamentos. Tem como missão hoje. preparar jovens e adultos para competir no mercado de trabalho. materiais e melhorar as instalações 2. permanecendo integrada ao sistema. cada disciplina é dividida em módulos apresentando os assuntos de forma bem resumida. promovendo estratégias de ação que estimulem o compromisso individual e coletivo dos educandos. o CEJA oferece o sistema semipresencial. • Igualdade – garantir o ingresso de todos que procurarem a escola. caso . O aluno leva-os para casa. para cada modalidade existe uma proposta. e sobre cada uma delas se discorrerá a seguir: Elevar o nível de aprendizagem do aluno.29 Utilizando-se das aberturas concedidas pela LDB. Fortalecer o acompanhamento da equipe com a escola. a Proposta Pedagógica do CEJA passa hoje por algumas transformações. A escola prioriza hoje os seguintes valores: • • Autonomia – capacidade de a escola decidir o seu próprio destino.

criatividade e motivação para o enfrentamento dos desafios que são próprios dos jovens. conforme os RCBs . de iluminação de aspectos não distinguidos. sendo a média seis a considerada satisfatória. para tanto se faz necessário destacar a ética. p. que pode ser de questionamento. de ampliação.26) : Todo conhecimento mantém um diálogo com os outros conhecimentos. • Autonomia – refere-se a capacidade que o aluno tem de aprender e continuar aprendendo sozinho. Todo esse funcionamento possui como referência os RCBs Referenciais Curriculares Básicos para o ensino médio. 26) : . citado nos RCBs (SEDUC. moral. com amparo filosófico. estão dispostos no DCNEM – Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio.2000. • Interdisciplinaridade (SEDUC. 2000. tem como valor máximo o respeito às diferenças – não o elogia as desigualdades. político e educacional na LDB. autonomia intelectual e pensamento crítico como fatores essenciais para o aprimoramento do educador. Tais princípios. de complementação de negação. • Diversidade – a escola. Assim terá sua identidade refletida em seu Projeto Político Pedagógico que norteará uma ação curricular cada vez mais voltada para o fortalecimento do protagonismo juvenil. ao considerar a diversidade. este é encaminhado ao banco de avaliação. ou seja. esta é a razão pela qual as certezas absolutas dão lugar no universo dos possíveis. podem e devem portanto ser fator de desenvolvimento. As diferenças não são obstáculos para o comprimento da ação educativa. para ser avaliado. como direito de todos os alunos realizarem aprendizagens fundamentais para o seu desenvolvimento e socialização. Diversidade e Autonomia. volta ao Centro onde tem professores para atendê-lo individualmente. A atenção à diversidade é um princípio comprometido com a equidade. para a construção de uma identidade autônoma. explorando a ousadia. projeto Escola Viva. segundo aos quais pode-se descrevê-los: • Identidade – é importante que a escola defina-se como uma escola jovem. da Interdisciplinaridade e da Contextualização. ao final de cada um. p. – conforme DCNEM citada nos RCBs Como explica SAMTOMÉ. de conformação. Seus princípios pedagógicos são o da Identidade. Sua proposta é que se trabalhe de acordo com as habilidades e competências dos alunos. lançado em dezembro de 2000.30 tenha dúvidas.

” • Contextualização – a aprendizagem para se fazer significativa para o aluno. colocando aqui também o fundamental . do contrário.33-34.” a contextualização deve evocar dimensões presentes na vida pessoal. 2000p. Para melhor esclarecimento. p. e como diz FREIRE (1980. não no referido sistema. 28): Toda essa proposta que orienta a do CEJA. Conforme Referenciais Básicos para o Ensino Médio (SEDUC. sendo muito oposta aos ideais de Paulo Freire. Isso implica reforçar a interação imprescindível entre a teoria e a prática. porque não existe nenhuma para tal em especial.. tem que fazer sentido para si.31 A interdisciplinaridade é relevante nos dias de hoje. será apresentada a seguir a representação gráfica da concepção curricular para o ensino médio (Referenciais Curriculares para o Ensino Médio. no que concerne ao sistema modular semipresencial médio e fundamental. ”pela complexidade do mundo e da cultura atual que leva a desenhar os problemas com múltiplas lentes.. 2000:27): .) : . os resultados seriam afetados pelas deformações impostas pela seletividade das perspectivas de análises às quais se recorre. ele deve sentir-se como parte dela. não vem sendo seguida na íntegra. social e cultural. tantas como as áreas do conhecimento existentes. Os módulos pelos quais os alunos estudam. encontra-se muito fora de suas realidades. tendo em vista mobilizar competências já adquiridas”.

O Telecurso 2000. • Construção das atitudes de cidadania – O Telecurso 2000 busca oferecer por meio do conteúdo programático de suas disciplinas e de sua metodologia.o trabalho é a principal fonte de sobrevivência dos indivíduos. inovadora e criativa. prioriza. Para eles busca-se promover uma educação básica. toda ação educativa deve necessariamente estar precedida de uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida concreto do homem concreto a quem queremos educar ou melhor dito: a quem queremos ajudar a educar-se).. são determinadas pelo tempo histórico. pensar crítica e criativamente.3. tomar decisões e resolver problemas. A forma como o material foi desenvolvido deve permitir a sua utilização de maneira variada. toda a educação. • Aprendizado de habilidades básicas – habilidades básicas variam segundo o tempo e o espaço. É um programa de educação a distância que utiliza multimeios com a finalidade de discutir o mundo do trabalho e a construção da cidadania. • Ensino contextualizado – o distanciamento entre os conteúdos do ensino e o universo sócio cultural dos alunos tem sido freqüentemente apontado como um dos responsáveis pelo fracasso escolar. ou seja. A Proposta Pedagógica para o Telecurso-2000 O Telecurso-2000 integra conteúdos do Ensino Fundamental e Médio. Os princípios que fundamentam a proposta do Telecurso. segundo o seu projeto (2000). atividades variadas para que seu aluno pense sobre o seu papel como sujeito da . transferindo e aplicando o conhecimento aprendido. As aulas do Telecurso foram elaboradas a partir de situações práticas do dia-a-dia. buscando relacionar teoria e prática. O Telecurso 2000 destina-se aos jovens e adultos que tiveram que se inserir no mercado de trabalho sem estarem devidamente preparados. como habilidades básicas. mostrando alternativas na forma de pensar. são: • Educação para o trabalho . Contextualizar o ensino significa trazer situações do cotidiano para a sala de aula. as capacidades de “aprender a aprender”. relacionada a questões cotidianas da vida produtiva. estimulando o raciocínio crítico.32 Para ser válida. 2.

estuda e reflita sobre o que espera da vida e o que o próximo espera dele. o aluno deve: • • • • • • • Assistir à aula veiculada no dia. observa-se. pois os temas que tem como objetivo a conscientização e favorecimento do conhecimento prévio do aluno são descontextualizados e de linguagem rebuscada Observa-se que o conhecimento é limitado ao conteúdo proposto pelo programa. é um distanciamento entre o que está na proposta e o método seguido em sua aplicação. Os alunos sempre ficam a espera de respostas prontas do professor. pois o material utilizado dar prioridade à diversidade cultural como um todo. Resgate / desenvolvimento da auto-estima dos alunos. ou seja. sob orientação do professor . ligação do mesmo ao cotidiano do aluno. é visto pelos alunos como centro da aprendizagem. devem ser vivenciadas atividades de: Os jovens e adultos na busca de acompanhar os avanços para não ficar fora do mercado de trabalho. o que se observa mais uma vez. Este faz que aprende e o outro faz que ensina. produção de textos. Dentro da telessala. não valoriza somente a do educando. à solidariedade. leitura criação de jornais ou murais. Estímulo à cooperação. É por intermédio da construção da cidadania que se pode garantir aos indivíduos e à coletividade o exercício pleno de suas funções políticas. Realizar em grupos atividades de pesquisas. Porém. . O professor não tem conhecimento de todas as matérias que leciona. procuram cursos rápidos. A única motivação é a certificação do curso.etc. que as aulas repassadas pela televisão não repercute o interesse do público. observação. escrita e exercícios. havendo pouca interação entre ambos. trabalha. companheirismo e liderança. e o professor. Na telessala. sem modificação de nada. refletir e debater sobre os seus conteúdos. Utiliza-se de métodos tradicionais. na qualidade de polivalente. Tirar dúvidas e trocar experiências. não há momento de contextualização/discussão do conteúdo. que se destina à obtenção da qualificação profissional . conseqüentemente.33 história. Realizar atividades individuais de leitura. dando-o tal como está escrito. Participar de atividades de realização próprias do Telecurso 2000. experimentação. às vezes busca apoio no material do próprio Telecurso. e o CEJA vem tentando adequar mais esta modalidade para eles. pense sobre a sua atuação na sociedade em que vive. produtivas e culturais. falta-lhe preparo para lidar com problemas mais pertinentes.

quando explicita (1996. observadas as normas gerais de direito financeiro público. Todavia. aprendem e repetem.34 Nessa proposta os ideais de Paulo Freire também ficam de fora. Do jeito que se aplica o método. é preciso lembrar de que ela mesma dar abertura para que cada escola faça a adequação do seu Projeto Político Pedagógico. 12): Art. 15 – Os sistemas de ensino assegurará às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa de gestão financeira. Como se pode observar. p. só leva a crer que serve apenas para reforçar a tão criticada educação bancária que diz FREIRE (1970.” Só que no caso do Telecurso as informações já vem prontas tanto para os professores. como para os alunos. . o professor dar comunicados que os alunos recebem pacientemente. esta tida como instrumento eficaz para a ação e integração dos segmentos sociais envolvidos. todo o contexto está de acordo com o que propõe a LDB. 79): “Em lugar de comunicar. p.

3 Procedimentos Serão observados procedimentos qualitativos. METODOLOGIA 3. 3. fez se necessária uma pesquisa bibliográfica e de campo utilizando uma abordagem qualitativa de pesquisa no sentido de verificar a proposta pedagógica e qualidade do ensino ministrado no CEJA. tendo como universo trabalhado os alunos.1 Tipo de Pesquisa Para investigar quais os desafios atualmente enfrentados pelos professores do CEJA. 3. 09 professores e 05 alunos na população indicada.2 Sujeitos da Pesquisa Dentre as que fizeram parte do universo dessa pesquisa. Após a coleta deu-se. Foram .35 CAPITULO III 3. professores e diretor da escola utilizados como procedimentos para a realização da pesquisa (CEJA). quantitativos e bibliográficos.ao trabalho da análise sm perder de vista o referencial teórico que serviu de base para a interpretação dos dados que serão apresentados através de tabelas. Este trabalho de coleta de dados foi realizado no período de março de 2006. O trabalho compõe-se com a amostragem de 15 pessoas. foram sujeitos para a amostragem 01 diretor.

foram revisados e aprovados. Sendo o professor e o aluno protagonistas e agentes ativos do processo de construção do conhecimento. • Tabelas. Todos os requisitos utilizados para elaboração da pesquisa. técnicas e metodologia. localizado na Avenida São José. s/n.4 Técnicas As técnicas utilizadas para a análise e comparação dos dados foram: • Questionários. no centro de Barras-PI. A sua estrutura física atende aos mínimos requisitos necessários para atender as necessidades dos seus usuários. Sua educação está assim distribuída: ensino fundamental semipresencial. Formulação da hipótese.36 • • • • • • Seleção do tema. Coleta de dados. Levantamento bibliográfico. 3. conversas informais e assistindo aos planejamentos. 3. • Observações. O Horário de funcionamento ocorre no período da tarde. ensino médio semipresencial e nas cidades de Campo Largo E Matias Olímpio com o Telecurso 2000. seus anseios e pretensões para com a educação na qual se inserem. entrevistas. Indicação dos recursos. se faz necessário investigar no CEJA.5 Caracterização da Escola Esta pesquisa foi realizada no CEJA(Centro de Educação de Jovens e Adultos Professor Conrado Amorim). Que uma vez sistematizados e analisados deu-se como resultado final esta monografia. Análise e tabulação dos dados como monografia final. como: . Essa investigação foi feita mediante observações em salas de aula.

3. O CEJA atende discente de toda a região jurisdicionada à 2ª Gerencia de Educação com um público específico( alunos que não conseguiram completar seus estudos na idade apropriada. AO CEJA possui uma proposta pedagógica e os planejamentos são realizados bimestralmente. 02 zeladoras. 01 vídeo e 01 freezer. entre o corpo docente e a coordenadora pedagógica. 01 cantina. 01 diretoria e uma sala de professores. 01coordenadora.37 • • • • • • • 04 salas bem arejadas e com piso de granito. para fim de cumprirem os objetivos estabelecidos. estes encontros são para discutir as atividades referentes à aprendizagem dos alunos. um masculino e outro feminino. e um quadro com 10 professores.7 Implicações para os alunos QUADRO 1 POR QUE VOCÊ VOLTOU A ESTUDAR? 1. Concluir para chegar à universidade e tentar um concurso. 04 vigias. sendo 60% com graduação e 40% sem graduação. 3. 5 3 2 10 % 50 30 20 100 . O quadro administrativo é composto por 01 diretora. Para buscar emprego melhor 2. um auditório. 01 geladeira 02 televisões. melhorar a auto-estima. 01 secretário.6 Resultado e Análise dos dados Agora segue-se a interpretação e análise dos dados onde confirmará o que de fato ocorre com a educação de jovens e adultos na cidade de Barras. 01 bebedouro. TOTAL FONTE: CEJA FREQ. 02 banheiros. 3. 01 depósito e outro de material de expediente. a busca do reconhecimento social.

mas diretamente ligando-se a ela. Os alunos ainda em seus depoimentos. para a escola obter sucesso em seu processo pedagógico e permanência do aluno. ou seja pela vontade de alcançar e cursar o nível superior. e da afirmação da auto-estima. os alunos reclamam a falta de professor no horário. ela deve favorecer-lhes um ambiente social que ofereça a possibilidade de convivência saudável com outras pessoas de mesma condição e a realização de atividades proveitosas e gratificantes. e nem explicitar a sua incapacidade. constantemente estigmatizada pelos padrões sociais. pois sabem que o certificado formal é hoje requisito primordial. vem de outras cidades e . é à busca do reconhecimento social. A proposta curricular para EJA recomenda que. QUADRO 2 O QUE VOCÊ ACHA DA ATUAÇAO DOS PROFESSORES EM SALA? 1. Além da certificação. justificam a vontade de estudar pela vontade de acompanhar os estudos de seus filhos sem passar vergonha. seja pela possibilidade de aprovação em concurso público ou teste para preenchimento de vagas em melhores empregos . O conhecimento escolar é visto como um valor. pois os mesmos. com vistas aumentar suas chances no mercado de trabalho. demonstram a vontade de transitar em espaços públicos. que apresentam menor escolaridade. Faltam muito e com isso nos prejudicam. leva ao insucesso e abandono. e ascender-se socialmente. Já entre os mais velhos. está à vontade de dominar os saberes escolares. sem precisar pedir ajuda. Destinam pouco tempo para as dúvidas trazidas. Há outra razão forte que os fazem procurar os programas de ampliação de escolaridade. não se diferem da maioria dos que em geral buscam a modalidade. tendo em vista que a ausência desses fatores. 2. realizar tarefas simples que necessitem o domínio da leitura e da escrita. de modo que não dominá-lo é uma forma de sentir (ou estar) excluído na sociedade. na sua grande maioria. Sendo que. Este fator é altamente prejudicial ao aluno. o que se observa mais dentre eles é o desejo de emprego melhor.38 Os anseios dos alunos do CEJA. Eles estão procurando melhorar sua escolaridade. e isso prejudica o aprendizado TOTAL FONTE: CEJA FREQ 6 4 10 % 60 40 100 Apesar de demonstrarem satisfação em voltar a estudar de novo conseguindo êxito de certa forma.

problema esse mais visível nas disciplinas de português e de matemática A escola vem tentando contornar esses problemas. pois o CEJA deveria funcionar nos três turnos. 4 6 10 % 40 60 100 O alunado da educação de jovens e adultos sente grande dificuldade em se deslocar do seu município e vir até o centro. No que se refere ao professor do sistema modular semipresencial. TOTAL FONTE: CEJA FREQ. o trabalho fica prejudicado tornando o ensino deficitário. nos deixando muitas vezes esperando alguém terminar para que outro possa prosseguir no módulo. TOTAL FONTE:: CEJA FREQ. do pouco tempo que é destinado na solução de suas dúvidas. não expressando o momento atual. Muito antigas. 6 4 10 % 60 40 100 3. onde os alunos são atendidos individualmente. principalmente. e vários fatores contribui para isso: a questão dos custo. reclamam também. O QUE VOCÊ ACHA? 1. porém quase todas as suas iniciativas são barradas. Implicações para o professor . pois o governo só fala em contensão de despesas. O horário. são poucas. pois muitos alunos trabalham e ficando difícil faltar ao emprego mais de uma vez por semana.8. e. Este problema acaba provocando a evasão e o abandono escolar. além de antigas. Enquanto isso. 2. QUADRO 3 QUAIS AS MAIORES DIFICULDADES QUE ENCONTRA? 1. Relativas ao deslocamento da minha cidade até aqui. QUADRO 4 EM RELAÇÃO ÀS APOSTILAS.39 chegando aqui não encontra alguns professores para tirar-lhe a dúvida. em relação ao horário. (custos) 2. A direção do CEJA não soube dizer como resolver esse problema.

pois o método tradicional torna mais fácil seu trabalho. TOTAL FONTE: CEJA FREQ 6 4 10 % 60 40 100 60% dos professores preferem não utilizar método algum. 2. TOTAL FONTE: CEJA FREQ. O restante fizeram cursos de capacitação destinado a esse público o que tem ajudado nas dúvidas apresentadas. e mesmo do fato deste trabalho ser desenvolvido com jovens e adultos disciplinados. nunca fiz curso dirigido a esse público. Eles acreditam que no CEJA. Tentei utilizar o método Paulo freire. devido a metodologia de ensino é mais fácil repassar os conteúdos.40 Em seu quadro de lotação. Tenho dois curso de capacitação realizado pela Secretaria de Educação do Estado. Nenhum em especial 2. restringem-se a . QUADRO 5 VOCÊ TEM ALGUMA FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA TRABALHAR COM JOVENS E ADULTOS? 1. o CEJA apresenta hoje dez (10) professores distribuídos em suas várias modalidades. 40% acreditam que desenvolver um trabalho dentro destas linhas. se tiver dúvida. Só a experiência. Esse interesse provém principalmente de sua metodologia diferenciada. mas achei trabalhoso. 4 3 3 10 % 40 30 30 100 A maioria dos professores confessa que nunca fez qualquer curso de capacitação destinado a esse público. 3. Esse fato prejudica muito o alunado que já vem de casa cansado e desestimulado. Outros responderam que viram na faculdade uma disciplina referente ao assunto e isso torna mais fácil desenvolver o trabalho. Na faculdade foi visto uma disciplina relativa ao EJA. sem levar em conta a realidade do aluno. deveria discutir a cerca de atividades que poderiam reforçar o aprendizado. recorrem somente as apostilas. porém essas reuniões. Observa-se através desta pesquisa que muitos dos professores demonstram grande interesse em trabalhar no CEJA. é trabalhoso. QUADRO 6 VOCÊ TRABALHA COM A EJA FUDAMENTADA EM ALGUM MÉTODO ESPECÍFICO? 1. usando somente a experiência de muitos anos de trabalho para desenvolver o conteúdo apresentado. onde o aluno é atendido individualmente. A escola em seus encontros pedagógicos que ocorre bimestralmente.

O governo federal elaborou este material.41 passar informes. passando a cada grau ao seguinte. QUADRO 8 ALÉM DA APOSTILA. serve. que priorizasse em sua prática a bagagem de conhecimentos trazidos pelos alunos. mas esqueceu de ficar fazendo sua reformulação. responder pesquisas e tratar da falta de postura de alguns professores que não cumprem horários. QUAIS OUTROS RECURSOS QUE VOCÊ UTILIZA NA EJA? 1. TOTAL FONTE: CEJA FREQ 10 10 % 100 100 100% dos professores utilizam apenas a cartilha como recurso de estudo. também confirmam que as apostilas estão ultrapassas. Planejar que é bom. fica em segundo plano. mas ressaltam que para o tipo de público a que estão destinadas funcionam. o grande perdedor é o aluno. acarretando sempre na mesma discussão. que seria a de um educador mediador de aprendizagem. Infelizmente. por vezes distancia-se muito do que propunha Paulo Freire. Não.Mas para o tipo de aluno que vem aqui. 2. Pela resposta dada. Não. Neste ponto. Não. Somente apostila. O restante (40%). até equipara-se à consciência do professor e eventualmente superá-la. conseqüentemente conscientizando-os do seu papel na sociedade na qual estão radicados. não entra os aspectos regionais. fazendo-os sentir-se sujeitos ativos na construção do saber. É muito antigo e trabalho de uma forma geral.” QUADRO 7 O MATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO É COERENTE COM A REALIDADE DO ALUNO? 1. e percebe-se até uma certa discriminação. 6 4 10 % 40 40 100 A grande maioria dos professores concorda que as apostilas não estão adequadas ao tipo de aluno que está matriculado no CEJA e que não contempla os aspectos regionais e esse fator dificulta o trabalho com os aluno. Pinto também salienta (1986: 85): “A ação do educador tem de consistir em encaminhar o educando adulto a criar por si mesmo sua consciência crítica. TOTAL FONTE: CEJA FREQ. A postura do professor do CEJA. este professor não acredita nas potencialidades do aluno que recebem. Nota-se que esses docentes mesmo sabendo que o material utilizado está defasado e fora do contexto do .

burocrático. É necessário que se faça uma revisão das práticas aplicadas. em situações didáticas planejadas. . p. E as implicações para o professor são muitas. o professor amoroso da vida e das gentes. o professor mal-amado. o professor licencioso. que o seu trabalho e sua postura irá redimensionar toda uma vida. 73): O professor autoritário. o professor incompetente. continuam aplicando por acharem que este é o caminho mais fácil. É preciso ter em mente. sério. racionalista. pois sua atuação torna-se necessária para que os alunos avancem. previsão do tempo a ser utilizado e intervenções pedagógicas consistentes. com organização de formas de trabalho. em tarefas que propõe desafios.42 aluno. o professor competente. aprendam e desenvolva suas competências. engavetada. É uma proposta morta. na metodologia inadequada para que se possa melhorar o nível de ensino deste público interessado e sofrido. sempre com raiva do mundo e das pessoas. com objetivos previamente definidos. não valorizando em nenhum momento o aluno que lá está matriculado. Com isso chega-se a conclusão que a proposta pedagógica apresentada no CEJA é apenas para cumprir as formalidades exigidas pela lei. nenhum desses passam pelos alunos sem deixar sua marca . irresponsável. e diante disso alerta Freire (2000. frio.

as metas de alfabetização do analfabetismo propostas pelo Plano Nacional de Educação e a garantia de atendimento para jovens e adultos no ensino fundamental e médio. Concorre para a composição de tal quadro. Em 2003. para a garantia de direitos humanos e para a promoção da tolerância e da solidariedade.43 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com estes estudos. chega-se a conclusão de que. ao financiamento de um número restrito de projetos e a impressão de materiais para municípios e estados. No âmbito federal.6% dos brasileiros com 15 anos ou mais são considerados analfabetos e 27. Porém. apontada como uma estratégia para fazer frente à exclusão e à desigualdade e vista como uma via para a construção de uma sociedade democrática.3% freqüentaram menos de quatro anos a escola (INEP 2001). as ações limitaram-se à proposição de diretrizes referenciais curriculares. Passos fundamentais foram dados no campo legal: por exemplo. em grande medida o lugar que a educação de jovens e adultos vem ocupando no planejamento das políticas educacionais. 13. . há uma grande distância entre as intenções promulgadas nas leis e o seu cumprimento efetivo: um grupo significativo da população não pode partilhar de atividades sócio-culturais relevantes nas quais a linguagem escrita toma parte. na virada do século. As reformas implementadas nos últimos anos do século XX. como ler e escrever de forma autônoma para se divertir ou se informar sobre questões que afetam diretamente suas vidas. a educação de jovens e adultos retornou à agenda política. à distribuição de subsídios pedagógicos. o direito à educação para todos assegurado pela Constituição Federal de 1988. resultaram na descentralização da oferta e do financiamento dessa modalidade de ensino. em um contexto de restrição dos gastos públicos e de priorização do ensino fundamental para crianças. em especial o tema alfabetização.

sendo por isso a não abordagem nesse trabalho com relação a tal. assemelha-se às campanhas de alfabetização empreendidas no século XX. precisa está melhor preparado pedagogicamente para isso. por si só. Realidades econômicas e sociais e características culturais estão presentes no interior de cada escola e lhe conferem uma identidade peculiar. construindo-o e reconstruindo-o cotidianamente em seus trabalhos com os alunos. já que não existe nada com relação a isso em sua proposta pedagógica. Saber ler e escrever é tomado como ferramenta capaz. os alunos podem beneficiar-se de uma gama de modalidade de ensino. de levar a prosperidade e ao bem estar social. é insignificante o número de alunos procurando alfabetizarse. e que embora seja um documento formal. com bases em estudos teóricos na área de educação e em outras áreas. dentro e fora da sala de aula. avalia. mas de acordo com as observações e análise de dados. mas sabe-se que esse trabalho deve ser feito sempre no início de cada ano. a grande iniciativa foi tomada por parte do governo estadual. com base nos estudos apresentados.44 Alguns desses programas ou iniciativas. Nesse processo. historicamente construídos. registra as ações que vai desenvolver para atingir os objetivos. visando qualificar o processo de ensino-aprendizagem. Em se tratando de proposta pedagógica. ora dito antes. Isso deve acontecer mediante um processo contínuo de reflexão sobre a prática pedagógica. à melhor atuação profissional. possuem uma cultura permeada por valores. é preciso que tais iniciativas estejam articuladas a outras políticas e a mudanças sociais mais amplas. No Piauí. Porém. na troca de experiências entre pares e com outros agentes da comunidade. com vistas dar continuidade aos seus estudos. caracterizadas por sua curta duração e desarticulação de outros programas nos quais jovens e adultos pudessem dar continuidade ao processo de aprendizagem. elaborada puro e simplesmente como documento de existência obrigatória que a escola deve ter. quando implantou os CEJAs. acompanha. a mera aquisição de conhecimentos e habilidades não é suficiente para alcançar tal resultado. Ela produz seu conhecimento pedagógico. . incluindo evidentemente os alunos. ao cuidado de si e da família. várias são as modalidades de ensino oferecidas. O CEJA de Barras que atende hoje a um número significativo de alunos. esta se encontra defasada. a equipe escolar discute. propõe. Cada escola tem uma realidade própria. não deve ser arquivado. Começou a ser reelaborada somente no final desse ano pela coordenadora pedagógica . realiza. tradições. expectativas. a partir de contribuições individuais e coletivas. Nestes. Repetindo. instrumento que deve orientar todo o ensino.

A partir dessas conclusões. fazendo-os lutar para serem mais partícipes de uma prática educativa mais coerente com a realidade cultural por eles vivenciada. . por fim. junto à atuação dos educadores. mais investimento por parte do Estado subsidiando materiais didáticos apropriados. poder contar com a disposição e o entusiasmo dos professores em assumir esse compromisso de mudança a fim de que esse próprio espírito de transformação contagie e motive os educandos da EJA.45 Com relação ao professor. incentivar a parceria de familiares e da própria instituição de ensino e. permitindo a criação de ambientes estimuladores. O que impede esses educadores de colocar a teoria em prática? O que esses profissionais apontam como impedimento para uma prática educativa coerente com a realidade cultural de seus educandos é a falta de material específico. é outro fator que colabora para o estado triste da educação. tem-se também em vista algumas considerações no sentido de que a escola deve estar reestruturando freqüentemente sua proposta. A acomodação dos educandos. ainda continua em plano utópico. Fica-se a imaginar como seria a reação e a desenvoltura desses educandos freqüentadores de EJA se efetivamente se tornassem realmente partícipes. para que os mesmos possam refletir mais sobre a sua prática e criar estratégias para modificar essa prática descontextualizada. Recomendase que sejam feitos mais cursos de capacitação para profissionais da EJA. conclui-se que toda teoria sobre a EJA. o apoio devido do Estado e também a falta de capacitação específica para lidar com esse público. que perpassa décadas e décadas. apesar dos educadores dessa modalidade terem esse conhecimento e discurso embasado teoricamente.

revisão técnica de Benedito Eliseu Leite Cintra]. _____. Escola Estado e Sociedade. 15ª edição. [tradução de Kátia de Mello e Silva. 2000. Secretaria de Educação Fundamental. ed. MEC – Constituição República Federativa do Brasil. FURTER. 1975. 2002. . _____. 2ª. Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos: segundo segmento do ensino fundamental: 5ª a 8ª série. Pierre.São Paulo: Editora Artes Médicas. Paulo. Brasília: Subsecretaria das Edições Técnicas. 1997 FREIRE. Brasília: MEC. _____. São Paulo: Editora Moraes. 1. 3ª ed. A Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários para uma prática educativa. _____. FREITAG. Educação permanente e desenvolvimento cultural. Petrópolis: Vozes.46 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Brasil.394. A Importância do ato de ler em três artigos que completam. 4ª ed. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei Nº 9. 4ª ed. Bárbara. Conscientização: Teoria e Prática da Libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. 1980. 2000.1980.Vol. de 1996.1988. São Paulo: Cortez. São Paulo: Moraes.

Álvaro Vieira. Disponível em http://www. As Sete Lições Sobre a Educação de Jovens e Adultos. PINTO.1987.INEP. SCHUCH. 8ª ed.Secretaria de educação do Estado do Piauí Referenciais Curriculares Básicos para o Ensino Médio. Educação Popular e Educação de Adultos. São Paulo: Cortez. PAIVA.1985. SEDUC . Legislação Mínima da Educação no Brasil: ensino de 1º. 5ª ed.47 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas – INEP. Acesso em: 15 abril de 2006.br.Teresina: SEDUC. São Paulo: Loiola. Vanilda Pereira. Porto Alegre-RS: 1988. 5ª ed. 2º e 3º graus. Vitor Francisco.gov. 2000. Versão Preliminar. .

48 APÊNDICES .

No trabalho que ora desenvolvemos para a elaboração da nossa monografia. precisamos obter algumas informações a cerca de sua prática no Centro de Educação de Jovens e Adultos . Sexo ________________ Idade________________ Formação profissional ______________________________________________________ ________________________________________________________________________ Tempo de atuação no magistério __________anos Tempo de atuação na EJA: _________________ anos Você fez alguma especialização para trabalhar com EJA? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Você trabalha com a EJA fundamentada em algum posicionamento teórico específico? Qual? Por quê? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Além das apostilas. Para tal. quais outros recursos que você utiliza na EJA? .49 APÊNDICE II Prezado (a) Professor (a). solicito sua colaboração respondendo as questões abaixo.CEJA.

50 __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ O material didático que você utiliza é coerente com a realidade dos alunos? Por que? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ APÊNDICE I .

precisamos obter algumas informações a cerca de suas aspirações no Centro de Educação de Jovens e Adultos .CEJA. o que você acha? _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ . No trabalho que ora desenvolvemos para a elaboração de da nossa monografia. Sexo ______________________ Profissão___________________ Por que voltou a estudar? Idade ______________________ Estado civil _______________ O que você acha da atuação dos professores na sala? Que maiores dificuldades você encontra? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Em relação às apostilas. solicito sua colaboração respondendo as questões abaixo. Para tal.51 Prezado (a) aluno (a).

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