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Noções de

Direção Segura
para Taxista

MÓDULO 1
Sumário
Apresentação 4

Unidade 1 | A Direção Segura e os Cuidados no Trânsito 6

1 Conhecimentos Básicos sobre a Direção Segura 8

2 Traçados da Via e seus Elementos 9

3 Problemas nas Vias Que Afetam a Segurança no Trânsito 11

3.1 Problemas no Projeto Viário 11

3.2 Problemas com a Operação Viária 12

3.3 Problemas com a Conservação do Pavimento 13

3.4 Problemas com a Sinalização 14

4 Distâncias para um Deslocamento Seguro no Trânsito 15

Atividades 18

Referências 19

Unidade 2 | Acidentes de Trânsito 22

1 Acidentes de Trânsito 24

2 Como Podemos Evitar os Acidentes? 24

3 Dicas para Ultrapassar e Ser Ultrapassado com Segurança 26

4 Condições Adversas Que Contribuem para a Ocorrência de Acidentes 27

4.1 Condições Adversas de Luz — a Importância de Ver e Ser Visto 27

4.2 Condições Adversas de Tempo (Clima) 28

4.3 Condições Adversas na Via 29

4.4 Condições Adversas dos Veículos 29

4.5 Condições Adversas de Tráfego 30

4.6 Condições Adversas dos Condutores 30

4.7 Condições Adversas dos Passageiros 32

Glossário 33

2
Atividades 34

Referências 36

Unidade 3 | Pontos Críticos em Vias Urbanas e Metropolitanas 39

1 O Que São os “Pontos Críticos”? 41

2 Categorias de Pontos Críticos 41

3 Acidentes Recorrentes em Pontos Críticos 43

3.1 Colisão Traseira 43

3.2 Colisão Frontal 44

3.3 Colisão Lateral 47

3.4 Outros Tipos de Acidente 47

4 Comportamento Seguro em Locais Críticos de Acidentes 48

4.1 Curvas e Terrenos Acidentados 49

4.2 Ultrapassagens 49

Atividades 51

Referências 52

Gabarito 55

3
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Noções de Direção Segura para Taxista!

Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos,
você verá ícones que têm a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

O curso possui carga horária total de 50 horas e foi organizado em 4 módulos e 10


unidades, conforme a tabela a seguir.

Carga
Módulos Unidades
Horária

Unidade 1 | A Direção Segura e os Cuidados no


5h
Trânsito

1 Unidade 2 | Acidentes de Trânsito 5h

Unidade 3 | Pontos Críticos em Vias Urbanas e


5h
Metropolitanas

Unidade 4 | Aplicando a Direção Segura para


5h
Evitar Acidentes
2
Unidade 5 | Comportamento e Conduta no
5h
Trânsito

Unidade 6 | Código de Trânsito Brasileiro (CTB) 5h

Unidade 7 | Sinalização Viária Segundo o CTB 5h

3 Unidade 8 | Legislação sobre o Transporte de


5h
Passageiros por Táxi

Unidade 9 | Responsabilidades no Transporte de


5h
Pessoas

Unidade 10 | Manutenção Periódica e Preventiva


4 5h
de Veículos

4
Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.

Bons estudos!

5
UNIDADE 1 | A DIREÇÃO
SEGURA E OS CUIDADOS NO
TRÂNSITO

6
Unidade 1 | A Direção Segura e os Cuidados no
Trânsito

dd
Você sabe o que é a Direção Segura? O projeto de uma via pode
interferir na segurança durante as manobras? Qual distância
devemos manter dos outros veículos?

Conhecer o sistema viário, as características de seu traçado, e os cuidados a serem


adotados constituem o primeiro passo para dirigir com segurança. Os taxistas devem
estar ainda mais atentos, pois fazem caminhos diferentes a cada corrida, o que demanda
habilitação e perícia. Para começar o curso, vamos conhecer algumas características de
projetos viários e as recomendações operacionais para os motoristas de táxi.

7
1 Conhecimentos Básicos sobre a Direção Segura

Preocupar-se com a segurança no trânsito certamente não é uma novidade para os


motoristas de táxi! Você já deve ter ouvido sobre a importância de conhecer e aplicar
as técnicas de direção e de comportamento seguro no trânsito. Nos dias de hoje, há
muito material disponível sobre o assunto. Mas, será que todos os taxistas realmente
aplicam a direção segura no seu dia a dia?

Os motoristas profissionais devem passar por cursos de atualização, que visam, dentre
outras coisas, retomar os conhecimentos e conceitos que eles adquiriram no passado.

Segundo a Lei nº 12.468 (Brasil, 2011), que regulamenta a


profissão dos taxistas, os motoristas devem fazer cursos de
qualificação que envolvem as relações humanas, direção
defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de
veículos e ter certificação específica para exercer a profissão,
emitida pelo órgão competente da localidade da prestação do
serviço.

Muitas vezes o conceito de direção segura é mal interpretado. Algumas pessoas


acreditam que dirigir defensivamente é dirigir bem devagar. No entanto, esse
entendimento não é correto.

Na verdade, a DIREÇÃO SEGURA, também chamada de DIREÇÃO DEFENSIVA, é um


modo de dirigir a fim de evitar acidentes apesar das condições adversas e das ações
incorretas de outros condutores ou pedestres, prevendo a possibilidade de ocorrerem
acidentes e agindo rapidamente para evitá-los.

Ela pode ser entendida como uma forma de dirigir que permite ao motorista reconhecer
antecipadamente as situações de perigo que possam envolvê-lo, bem como os seus
acompanhantes, seu veículo, os outros veículos e os demais usuários da via, e assim,
evitar a ocorrência de acidentes.

Podemos também conceituar a direção defensiva como sendo um conjunto de


princípios e cuidados aplicados com a finalidade de evitar acidentes. Nem sempre você
é a causa do acidente, pois, infelizmente, muitos motoristas dirigem com atitudes que
pioram as condições de segurança no trânsito.

8
A direção defensiva ajuda você a se proteger dos riscos que
estão presentes ao seu redor.

2 Traçados da Via e seus Elementos

A via é, na verdade, muito mais do que os limites da rua. Ela corresponde à superfície
completa por onde transitam os veículos, as pessoas e os animais. Os elementos
básicos das vias são: pista, calçada, acostamento, ilhas e canteiro central. São também
considerados elementos das vias: as lombadas, rotatórias, alças de acesso, dentre
outros.

A tabela a seguir apresenta algumas definições presentes no Anexo I do Código de


Trânsito Brasileiro (CTB) para os principais elementos das vias, e para outros elementos
urbanos configurados a partir deles:

9
Tabela 1: Elementos das vias

ELEMENTO DEFINIÇÃO

Parte da via normalmente utilizada para a circulação de


veículos, identificada por elementos separadores ou por
Pista
diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou canteiros
centrais.

Parte da via, normalmente segregada e em nível diferente,


não destinada à circulação de veículos, reservada ao
Calçada
trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.

Parte da via, diferenciada da pista de rolamento, destinada


à parada ou estacionamento de veículos em caso de
Acostamento
emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas,
quando não houver local apropriado para esse fim.

Margem da pista, podendo ser demarcada por linhas


Bordo da pista longitudinais de bordo que delineiam a parte da via
destinada à circulação de veículos.

Obstáculo físico construído como separador de duas pistas


Canteiro central de rolamento, eventualmente substituído por marcas
viárias (canteiro fictício).

Obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado


Ilha
à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.

Cruzamento Interseção de duas vias em nível

Todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação,


Interseção incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
entroncamentos ou bifurcações.

Fonte: Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

10
3 Problemas nas Vias Que Afetam a Segurança no Trânsito

O que o taxista mais encontra em seu dia a dia são situações de risco, muitas vezes
causadas por problemas nas vias. A seguir, apresentamos alguns problemas e as dicas
de conduta que podem prevenir acidentes.

3.1 Problemas no Projeto Viário

Muitas vias não são projetadas adequadamente para o local onde estão construídas.
Dentre os principais problemas, ressaltamos:

• Largura das faixas de rolamento e dos acostamentos;

• Quantidade de faixas, em razão do volume e velocidade de tráfego, em relação


ao uso e à classe da via (arterial, de ligação, coletora, local);

• Raios de curva e distância de visibilidade de ultrapassagem, em aclives, em


desacordo com a velocidade permitida;

• Distância de visibilidade de parada em cruzamentos;

• Conflitos presentes nas interseções, com fluxos que se cruzam;

• Entrelaçamentos necessários para acesso de retorno; e

• Sinalização insuficiente ou inadequada.

11
hh
• Para trafegar de maneira segura em todos os locais, o primeiro
requisito é estar sempre atento ao desenho geométrico da via;

• Procure manter contato visual com a via, enxergando alguns


metros à frente do veículo. Tome cuidado adicional ao dirigir à
noite;

• Fique atento aos cruzamentos ou entrelaçamentos e, caso


necessário, reduza sua velocidade mesmo estando em via
preferencial. Lembre-se: cortesia e educação também fazem
parte da Direção Segura; e

• Quando utilizar alças ou acessos em desnível, reduza a


velocidade e procure fazer as curvas com raios abertos.

3.2 Problemas com a Operação Viária

Para o taxista e seus passageiros, um dos principais problemas na operação viária é a


interrupção ou a lentidão no trânsito. Ela pode ser causada por falhas na programação
semafórica, bloqueios de vias, lentidão em locais de entrada e saída de veículos etc.

Nas grandes cidades, a fiscalização ajuda a prevenir possíveis


conflitos motivados pelo trânsito que podem acarretar lentidão,
interrupções no tráfego, acidentes etc. O taxista deve estar
sempre preparado para enfrentar esse tipo de situação em seu
dia a dia.

12
hh
• Obedeça sempre à velocidade regulamentada na via.

• Ao perceber a aproximação de veículos de grande porte,


procure manter uma distância de segurança e reduza a
velocidade.

• Se notar um veículo com velocidade acima da sua ou acima da


velocidade permitida, deixe que ele o ultrapasse, evitando
situações de conflito.

3.3 Problemas com a Conservação do Pavimento

A manutenção do pavimento deve ser constante, com o objetivo de mantê-lo em


perfeitas condições de circulação. No entanto, muitas vezes as vias estão mal
conservadas e o taxista se vê obrigado a dirigir desviando de buracos, rachaduras,
asfalto irregular, objetos na pista etc.

13
hh
• Fique atento à presença de óleo ou água na pista. Se notar sua
presença, reduza a velocidade.

• Se a via apresentar buracos e rachaduras, reduza a velocidade.


Se precisar desviar-se de algum obstáculo, sinalize
adequadamente com o uso da seta.

• Ao conduzir sob chuva, fique atento às poças d’água, pois elas


podem esconder verdadeiras armadilhas para seu veículo
(buracos).

3.4 Problemas com a Sinalização

Certamente, o motorista de táxi conhece boa parte das ruas por onde passa. No
entanto, sempre encontrará um passageiro que deseja ir a um local por onde o taxista
não circula com frequência. Este é um exemplo de situação em que o taxista depende
da sinalização para um deslocamento seguro.

Muitas vezes a sinalização necessária não está disponível, causando dificuldades


diversas aos motoristas. Os motivos da falta de sinalização são muitos: falhas de
projeto, depredação, desgaste natural e falta de reposição.

As várias formas de sinalização são importantes para mostrar ao

ee condutor o que é permitido e o que é proibido. Ela funciona


como um alerta permanente sobre os perigos das vias e os
caminhos a tomar.

Em alguns locais, a sinalização está encoberta por árvores, postes, propaganda etc.
Isso exige atenção maior do motorista. A experiência, o bom senso e o controle de
velocidade são grandes aliados nessa hora.

14
Você não pode parar o veículo para embarque e desembarque
de passageiros em qualquer local. Verifique sempre a presença
de placas que proíbem simultaneamente a parada e o
estacionamento.

Em locais próximos a hospitais e escolas, fique atento às faixas de pedestres — respeite-


as. Procure um local seguro para você e para os seus passageiros.

Se você precisar parar emergencialmente, lembre-se de verificar se há sinalização


indicando local de parada. Adote os seguintes cuidados:

• Domine a situação: verifique o movimento de veículos atrás e ao lado do seu.


Veja se não há alguém tentando ultrapassá-lo ou se há veículos estacionados à
direita. Tome cuidado adicional em locais e horários de muito movimento;

• Sinalize sua intenção: ligue as luzes indicadoras de sentido com antecedência,


avisando ao condutor do veículo de trás que você vai parar;

• Diminua a velocidade gradativamente, para sair lateralmente em segurança.


Saídas bruscas podem causar acidentes;

• Se o seu veículo apresentar problemas e precisar ficar parado, use sempre o


triângulo de segurança;

• Se precisar parar em local perigoso (em uma curva, após uma lombada etc.),
coloque outros avisos além do triângulo. Comece a sinalizar a uma distância
maior que 30 metros do veículo.

4 Distâncias para um Deslocamento Seguro no Trânsito

Muitos acidentes ocorrem porque os motoristas dirigem muito próximo dos outros
veículos. A distância que você deve manter entre o seu veículo e o que vai à frente é
chamada Distância de Seguimento (DS).

15
Quando você estiver conduzindo em condições normais de pista

ee e de clima, o tempo necessário para manter uma distância


segura é de, aproximadamente, dois segundos (tempo válido
para veículos de passeio).

Existe uma regra simples que ajudará você a manter uma distância segura de outro veículo:

• Escolha um ponto fixo à margem da via – exemplos: placa de sinalização, poste,


marcação viária, entre outros;

• Quando o veículo que vai à sua frente passar pelo ponto fixo escolhido, comece
a contar;

• Conte dois segundos pausadamente. Uma maneira fácil é contar seis palavras em
sequência, exemplificando: cinquenta e um, cinquenta e dois;

• A distância entre o seu veículo e o que vai à frente vai ser segura se o seu veículo
passar pelo ponto fixo após a contagem de dois segundos; e

• Caso contrário, reduza a velocidade e faça nova contagem. Repita até estabelecer
a distância segura.

A distância de seguimento deve ser sempre maior do que a


distância de parada, garantindo que haja espaço suficiente para
que seu veículo pare antes de colidir com o que vai à sua frente.

A distância percorrida pelo veículo entre o momento em que o condutor aciona os freios
e aquele em que o veículo para completamente é chamada Distância de Frenagem.
Essa distância pode variar de acordo com alguns fatores:

• Tipo de veículo, especialmente quanto ao estado de conservação do sistema de


frenagem (convencional ou ABS);

• Velocidade de deslocamento do veículo; e

• Aderência dos pneus do veículo à pista, que varia em função do estado de


conservação dos pneus, do estado de conservação da pista e do estado em que
ela se encontra (seca, molhada, com óleo etc.).

16
O freio ABS (sigla para Anti-lock Breaking System) é um sistema
que impede o bloqueio (travamento) das rodas quando o
motorista pisa nos freios bruscamente. Com ele, o veículo fica
mais aderente à pista e mais protegido contra derrapagens. No
sistema convencional, mais antigo, os veículos tendiam a
derrapar quando o freio era acionado com muita força.

Os cuidados com a velocidade


e a distância entre os veículos
são especialmente importantes
quando você está trafegando em
vias rápidas e expressas.

Resumindo

Dirigir defensivamente tornou-se uma questão de sobrevivência no trânsito


cada vez mais conturbado das cidades brasileiras.

O motorista de táxi participa como elemento fundamental do trânsito e


deve estar sempre atento à prática de direção segura no seu dia a dia.

Muitas vias apresentam problemas de projeto e outras deficiências que


devem ser avaliadas e contornadas pelos motoristas profissionais, garantindo
melhores condições de segurança para todos os usuários das vias.

17
Atividades

aa
1) Parte da via, normalmente segregada e em nível diferente,
não destinada à circulação de veículos:

a. ( ) Pista

b. ( ) Calçada

c. ( ) Acostamento

d. ( ) Bordo da pista

2) A distância que você deve manter entre o seu veículo e o


que vai à frente é chamada Distância de Seguimento (DS).

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) A quantidade de faixas em cada via:

a. ( ) É sempre fixa nas vias.

b. ( ) Depende de fatores como a velocidade de tráfego.

c. ( ) Depende de fatores como a conservação do pavimento

d. ( ) É sempre variável, não havendo repetição.

4) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso):

a. ( ) A Direção Segura é um modo de dirigir que pode propiciar


acidentes.

b. ( ) As lombadas não são consideradas elementos das vias.

c. ( ) O canteiro central é um obstáculo físico separador de


pistas.

d. ( ) Um cruzamento é uma interseção de duas vias em nível.

18
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

19
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

20
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

SOSA, M. R. Manual Básico de Segurança no Trânsito. Fiat. Impresso n. 60350067,


1998. v. 1.

TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


www.transitobr.com.br/index2.php?id_conteudo=9>. Acesso em: mar. 2016.

VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

21
UNIDADE 2 | ACIDENTES DE
TRÂNSITO

22
Unidade 2 | Acidentes de Trânsito

dd
Como aplicar os conceitos da direção defensiva no dia a dia?
Quais os procedimentos indicados para dirigir de maneira
segura? Como um passageiro pode atrapalhar o taxista e causar
um acidente?

Nesta unidade, vamos estudar um pouco a respeito dos acidentes de trânsito. Nosso
objetivo é o de identificar as causas dos acidentes, entender quais podem ser de fato
evitados, e aprender a relacionar nosso comportamento à ocorrência dos acidentes.
Lembre-se de que os motoristas profissionais devem estar sempre atentos e preparados
para evitar os acidentes e reduzir suas consequências.

23
1 Acidentes de Trânsito

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e a Associação Nacional de


Transportes Públicos (IPEA/ANTP, 2003), o acidente de trânsito é todo evento ocorrido
na via pública, inclusive calçadas, decorrente do trânsito de veículos e pessoas, que
resulta em danos humanos e materiais. Compreende a colisão entre veículos, choques
com objetos fixos, capotamentos, tombamentos, atropelamentos e queda de pedestres
e ciclistas.

Outras definições apontam que o acidente de trânsito é todo evento danoso que
envolve: o veículo, a via, o homem e/ou animais. Para caracterizar um evento como
acidente, é necessária a presença de ao menos dois desses fatores.

Segundo o Portal Trânsito BR (2016), no Brasil ocorrem mais de 1 milhão de acidentes


de trânsito por ano, deixando mais de 40 mil mortos e quase 400 mil feridos em todo
o país.

2 Como Podemos Evitar os Acidentes?

Infelizmente muitos acidentes ocorrem diariamente nas cidades brasileiras. O taxista e


seus passageiros estão sujeitos a comportamentos inadequados de alguns motoristas
e involuntariamente podem se ver envolvidos em acidentes bastante sérios. Mas
podemos tomar algumas precauções.

Acidente evitável é aquele que ocorre porque os motoristas envolvidos, ou pelo menos
um deles, não fizeram tudo o que poderiam ter feito para evitar o acidente.

Um acidente não acontece por acaso, por destino ou por azar.


Na maioria dos casos, o fator humano está presente, ou seja,
cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de
responsabilidade.

24
Todo acidente de trânsito é evitável? Grande parte dos acidentes sim, pois quase
sempre há algo que poderia ser feito.

Acidentes acontecem devido a um fator ou a uma combinação de fatores. Nesse


sentido, a direção defensiva ajuda a prever tais fatores e ensina técnicas para controlá-
los, de forma a evitar que os acidentes ocorram. Porém, não existe uma divisão clara
entre os dois tipos de acidente — evitáveis e não evitáveis, de maneira que muitas
vezes fica impossível classificá-los.

Normalmente as pessoas perguntam quem é o culpado, quando o mais correto seria


tentar descobrir como o acidente poderia ter sido evitado. Lembre-se de que uma das
principais causas dos acidentes de trânsito é o comportamento do próprio condutor
do veículo.

Exemplos de causas dos acidentes:

a) Fatores humanos: estresse, pressa, sono, cansaço, problemas familiares, estado


de saúde e efeitos de substâncias psicoativas; e

b) Condições adversas, como clima, luminosidade, condições das vias, trânsito etc.

Em muitos casos, não é possível identificar, exatamente, qual foi

cc a causa ou o conjunto de fatores que causaram o acidente. Um


exemplo desta situação são as chamadas colisões misteriosas.

A colisão misteriosa é definida como o acidente de trânsito que


envolve apenas um veículo e em que o condutor, saindo vivo,
não sabe ou não se lembra exatamente o que ocorreu, ou qual a
causa do acidente. Não há testemunhas e ninguém sabe o que
houve.

Estatísticas comprovam que a colisão misteriosa representa 1/3 dos acidentes de


trânsito e, na grande maioria, envolvem a morte do condutor, de passageiros e até de
pedestres.

25
Novas técnicas de perícia são desenvolvidas e, a cada dia, mais

ee acidentes têm suas verdadeiras causas reveladas. Mesmo que o


condutor não se lembre do ocorrido, ou que não queira admitir
que tenha cometido uma falha, ainda pode ser possível
comprovar a sua responsabilidade.

3 Dicas para Ultrapassar e Ser Ultrapassado com Segurança

De acordo com o Art. 29 do CTB:

IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá


ser feita pela esquerda, obedecida a sinalização regulamentar
e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto quando
o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de
entrar à esquerda.

Nas subidas, só ultrapasse quando estiver disponível a terceira


faixa, destinada a veículos lentos. Se não existir essa faixa, siga
as orientações anteriores, mas considere que a potência exigida
do seu veículo vai ser maior que na pista plana. Lembre-se de
que nas subidas é mais difícil ultrapassar do que em locais
planos.

Ainda, de acordo com o Art. 29 do CTB:

XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:

a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando


a luz indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto
convencional de braço;

b) afastar-se do usuário ou de usuários que ultrapassa, de tal


forma que deixe livre uma distância lateral de segurança;

26
c) retomar, após a efetivação da manobra, à faixa de trânsito de
origem, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou
fazendo gesto convencional de braço, adotando os cuidados
necessários para não pôr em perigo ou obstruir o trânsito dos
veículos que ultrapassou.

Nos declives, as velocidades dos veículos


tendem a ser maiores. Portanto, tome
cuidado adicional com a velocidade.
Mesmo para ultrapassar você não pode
exceder a velocidade máxima permitida
naquele trecho da via.

Quando houver sinalização proibindo a


ultrapassagem, não ultrapasse.

4 Condições Adversas Que Contribuem para a Ocorrência


de Acidentes

Muitos acidentes são causados por situações adversas, que são aquelas situações
contrárias ao desejado ou esperado. A seguir mencionaremos algumas condições
adversas, conforme encontrado no Manual para Primeira Habilitação de Condutores
(ANDRADE, 2012).

4.1 Condições Adversas de Luz — a Importância de Ver e Ser


Visto

A luz deficiente, ou em excesso, afeta a nossa capacidade de ver ou de sermos vistos,


seja ela natural ou artificial. Se o motorista não tiver condições de ver ou de ser visto
perfeitamente, há um risco muito grande de ocorrer um acidente.

27
Dentre outras causas, pode haver ofuscamento da visão causado pelo farol alto de um
veículo em sentido contrário, ou mesmo a luz solar incidindo diretamente nos olhos do
condutor. Nessas situações a visão fica bastante prejudicada, reduzindo-se o tempo de
reação. Portanto, o condutor deve tomar cuidado com o uso indevido dos faróis.

No período noturno, ocorre uma redução da visibilidade. O motorista deve diminuir a


velocidade e aumentar a distância de segurança. Se os veículos forem de grande porte
é necessário manter uma distância ainda maior.

ee
É importante tomar cuidados especiais ao dirigir nos períodos
noturnos, pois a visibilidade humana nesses casos fica reduzida
para 1/6 em relação à capacidade visual durante o dia.

4.2 Condições Adversas de Tempo (Clima)

A ocorrência de chuva, granizo, vento forte, neblina etc. afetam a percepção e o controle
do veículo. Grande parte dos acidentes automobilísticos ocorre em dias chuvosos. Isso
acontece porque, com a chuva, a pista fica escorregadia. Ao dirigir com pista molhada
ou em dias chuvosos, independentemente da quantidade de água na pista, diminua
a velocidade, aumente a distância de outros veículos e não utilize o freio de forma
brusca.

Em situações de pista molhada, pode ocorrer o que chamamos de aquaplanagem


ou hidroplanagem, que consiste na perda de controle do veículo em decorrência da
diminuição do atrito e da aderência dos pneus ao solo. A falta de contato dos pneus
com a pista faz com que o veículo derrape e o condutor perca o controle do veículo,
podendo causar um acidente.

28
Além das condições de chuva, os
condutores podem enfrentar situações
de ventos fortes. Se os ventos forem
transversais, o condutor deverá abrir
os vidros e reduzir a velocidade. Se os
ventos forem frontais, deverá reduzir
a velocidade, segurando com firmeza o
volante.

4.3 Condições Adversas na Via

O desenho geométrico, a largura, o tipo e o estado da pavimentação da pista são os


fatores que definem as velocidades máximas indicadas para cada via. As vias nem
sempre estão em bom estado de conservação ou sinalizadas adequadamente, por isso,
o condutor deve estar sempre atento para evitar acidentes.

4.4 Condições Adversas dos Veículos

Manter o veículo em bom estado é dever do taxista. Ele deve garantir que os pneus e
estepes sejam verificados e calibrados periodicamente, revisar motores, para-brisas
e limpadores, combustível e radiadores, e ajustar freios desregulados, suspensão
desalinhada, direção com folga, sinaleiras e faróis com defeitos, espelhos mal regulados
ou sujos, vazamentos de fluidos, entre outros. Cabe ao taxista verificar a presença e
o funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, especialmente dos cintos de
segurança.

29
4.5 Condições Adversas de Tráfego

As condições de tráfego envolvem a segurança de todos os usuários da via. O taxista


deve estar atento aos congestionamentos ou trânsito lento resultantes do excesso de
veículos, e ao trânsito rápido, pois muitos motoristas ignoram a distância de segurança.
Ocorrendo alguma adversidade, não conseguem parar a tempo, provocando colisões
ou mesmo “engavetamentos”.

Lembre-se de que no ambiente urbano a presença dos motociclistas é bastante intensa.


Para a segurança em qualquer manobra, considere os pontos cegos antes de efetuar
qualquer movimento.

4.6 Condições Adversas dos Condutores

As condições físicas e mentais são muito importantes, pois são elas que podem
afetar o modo de dirigir do condutor e sua “performance”. Existem fatores físicos
como: fadiga, capacidade de atenção, audição e visão. E fatores mentais e emocionais
como: a inexperiência, a familiaridade com a via, a excitação ou a depressão. Essas
características levam o motorista a dirigir com pressa ou sem atenção, com raiva, ira,
calor, frustração, insegurança, entre outros fatores.

Não podemos deixar de mencionar que o consumo de substâncias psicoativas, tais


como bebidas alcoólicas, drogas e medicamentos, também afetam a capacidade de
conduzir do motorista.

A automedicação é uma prática prejudicial à saúde, visto que


pode acarretar sérias consequências ao organismo e atrapalhar
o ato de dirigir. Atenção! Não se deve tomar medicamentos sem
prescrição médica.

30
Muitas vezes dirigimos com automatismos, sem atentar para o que ocorre ao nosso
redor. É importante destacar que a falta de atenção e o estado do motorista são
determinantes para os riscos de acidente. Entre os principais problemas geradores de
acidente podemos citar:

a) Imprudência

Dirigir sob o efeito de álcool ou substância entorpecente. O álcool altera a capacidade


de autoavaliação, de percepção e de coordenação motora, e afeta vários órgãos do
corpo humano, principalmente o cérebro. As drogas são substâncias que influenciam
o comportamento do condutor chegando a provocar diversos efeitos: sono, euforia
etc. A alteração temporária do estado físico e psíquico do condutor pode afetar a
sua habilidade em satisfazer as exigências da tarefa de dirigir e manter o controle do
veículo. O condutor é responsável tanto pela sua segurança quanto pela segurança do
outro condutor e do pedestre.

Seu principal patrimônio é a saúde! Cuide bem dela.

Outros tipos de imprudência muito comuns:

• Dirigir em estado emotivo alterado;

• Dirigir cansado;

• Dirigir por longos períodos;

• Dirigir após tomar alguns medicamentos;

• Dirigir com excesso de velocidade;

• Fazer manobras arriscadas;

• Avaliar incorretamente as distâncias;

• Desviar-se da direção;

• Reagir fora de tempo;

• Perder o controle das situações; e

• Trafegar em velocidade inadequada.

31
b) Imperícia

Inexperiência ou falta de conhecimento da via e do veículo. A falha humana acontece,


principalmente, por deficiência de qualificação. Dizemos que num acidente houve
imperícia quando o condutor não teve habilidade e perícia suficientes para evitá-lo.

c) Negligência

Falta de atenção, de observação e falha na conservação do veículo.

4.7 Condições Adversas dos Passageiros

Além dos aspectos psíquicos do próprio motorista, o comportamento dos passageiros


também é importante. Quando está irritado, nervoso ou ansioso, o passageiro pode
contribuir para desviar a atenção do taxista ou para a ocorrência direta de um acidente.

O comportamento de alguns passageiros pode se tornar um fator de desequilíbrio. O


estresse do passageiro pode minar a paciência do condutor. Ao lidar com um passageiro
de comportamento alterado:

a) Converse o mínimo possível;

b) Responda às perguntas sem desviar a atenção do trânsito;

c) Tenha cuidado no embarque e desembarque; e

d) Alerte para o uso do cinto de segurança.

32
Resumindo

Direção defensiva, ou direção segura, é a melhor maneira de dirigir e de se


comportar no trânsito.

Ao aplicar os conceitos e atitudes da direção defensiva, é possível conduzir


preservando a vida, a saúde e o meio ambiente, bem como prever situações
de riscos de acidentes que envolvam o seu e os outros veículos, bem como
você próprio e os demais usuários da via.

Sua atitude no trânsito pode evitar muitos acidentes ou ao menos reduzir


os estragos que eles causam.

Glossário

Aquaplanagem: deslizamento sobre a água de um veículo.

Hidroplanagem: ocorre quando veículos passam sobre água ou lama e os pneus


perdem o contato com a pista.

33
Atividades

aa
1) Coloque V (verdadeiro) ou F (falso).

a. ( ) A direção defensiva é o modo de dirigir que corrige as


ações incorretas de outros condutores.

b. ( ) A direção defensiva é um conjunto de princípios e cuidados


aplicados com a finalidade de evitar acidentes.

c. ( ) Acidente evitável é aquele em que os motoristas


envolvidos não fizeram tudo o que poderiam ter feito para evitar
que o acidente acontecesse.

d. ( ) A luz em grande quantidade sempre melhora nossa


capacidade de ver ou de sermos vistos, seja ela natural ou
artificial.

2) Direção defensiva é a forma de dirigir que permite a você


reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever
o que pode suceder somente em relação a você.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Nos trechos onde houver sinalização permitindo a


ultrapassagem, ou onde não houver qualquer tipo de
sinalização, só ultrapasse se:

a. ( ) A faixa do sentido contrário de fluxo estiver ocupada.

b. ( ) Não houver acostamento no sentido contrário.

c. ( ) A faixa do sentido contrário de fluxo estiver livre.

d. ( ) O outro veículo estiver em velocidade maior que a sua.

34
4) A aquaplanagem é uma situação séria, que ocorre
principalmente em situações de chuva. Quando a pista está
molhada, pode ocorrer a perda de controle do veículo em
decorrência da diminuição do atrito e da diminuição da
aderência dos pneus ao solo.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

35
Referências

ANDRADE, C. Manual para primeira habilitação de condutores. Senado Federal.


Brasília, 2012.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília/DF: Senado, 1988.


Disponível em: <www.presidencia.gov.br>. Acesso em: 28 jun. 2009.

______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 maio 2008.

______. Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro


de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
trânsito. Brasília, 2014.

CONTRAN. Resolução nº 160, de 22 de abril de 2004. Aprova o Anexo II do Código de


Trânsito Brasileiro. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 166 de 15 de setembro de 2004. Aprova as diretrizes da Política


Nacional de Trânsito. Brasília, 2004.

______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

36
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


nº 517, de 29 de janeiro de 2015, de forma a prorrogar o prazo para a exigência do
exame toxicológico de larga janela de detecção. Brasília, 2015.

DENATRAN. Manual de Direção Defensiva do Denatran. Brasília, 2016. Disponível


em: <www.denatran.gov.br/publicacao.htm>. Acesso em: mar. 2016.

DETRAN/MS. Curso de formação de instrutor de trânsito. Detran/MS, 2000.

DETRAN/SP. Dicas de Direção Defensiva. Secretaria de Estado de Segurança Pública.


Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível em: <http://www.detran.
sp.gov.br/renovacao/direcao_defensiva.asp>. Acesso em: 11 dez. 2016.

______. Direção Defensiva. Trânsito seguro é um direito de todos. Secretaria


de Estado de Segurança Pública. Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/educacao.htm>. Acesso em: 11 dez.
2016.

DNIT. Produto 3 – Relatório de Identificação e priorização de segmentos críticos.


Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária, por meio de
identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do DNIT. Brasília,
2009.

______. Identificação e Priorização de Segmentos Críticos para Estudos de


Intervenção. Elaboração de ações preventivas e corretivas de segurança rodoviária,
por meio de identificação e mapeamento dos segmentos críticos da malha viária do
DNIT. Brasília, 2010.

IPEA/ANTP. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas


aglomerações urbanas brasileiras. Relatório Executivo. Brasília, 2003.

MELLO, E. P. Segmentos Críticos. 2009.

37
PORTAL DO TRÂNSITO. Celular no trânsito causa 1,3 milhão de acidentes por ano.
Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://portaldotransito.com.br/noticias/
celular-no-transito-causa-13-milhao-de-acidentes-por-ano/>. Acesso em: mar. 2016.

RIBEIRO, L. A. Manual de Educação para o Trânsito. Curitiba: Juruá, 1998.

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TRÂNSITOBR. Acidentes — Números. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://


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VIAS SEGURAS. Tratamento de pontos críticos em rodovias: exemplos de medidas de


engenharia. 2007.

38
UNIDADE 3 | PONTOS
CRÍTICOS EM VIAS URBANAS E
METROPOLITANAS

39
Unidade 3 | Pontos Críticos em Vias Urbanas e
Metropolitanas

dd
O que são os pontos críticos para a segurança viária? Qual a
relação entre os pontos críticos e a ocorrência de acidentes?
Como identificar um ponto crítico?

Nas unidades anteriores estudamos alguns conceitos de direção segura e apresentamos


dicas para a prevenção de acidentes. O correto é estarmos sempre alertas e nos prepararmos
para todas as situações de risco. Mas é importante lembrar que em determinados locais o
risco é maior. São os chamados pontos críticos. Vamos conhecê-los.

O acidente de trânsito é todo acontecimento indesejado, casual ou não, tendo como


consequência danos físicos e ou materiais, envolvendo veículos, pessoas e/ ou animais nas
vias públicas. Eles ocorrem com maior frequência nos chamados pontos críticos.

40
1 O Que São os “Pontos Críticos”?

Os PONTOS CRÍTICOS ou SEGMENTOS CRÍTICOS são aqueles locais em que, devido às


deficiências de projeto viário ou, ainda, às características operacionais das vias, ocorre
determinada concentração de acidentes, seja em quantidade, seja em gravidade.

Segundo o DNIT (2010), são considerados críticos os segmentos homogêneos de 1,0


a 1,9 km, agrupados em categorias segundo o número de faixas (Simples ou Dupla),
Uso do Solo (Urbano ou Rural), e a configuração do terreno (Plano, Ondulado e
Montanhoso).

Nas vias urbanas, os principais locais de ocorrência de segmentos críticos são:

• Travessias urbanas, especialmente de pedestres;

• Interseções em nível;

• Curvas; e

• Pontes e viadutos.

2 Categorias de Pontos Críticos

Tecnicamente, são consideradas 12 categorias de pontos/segmentos críticos. Para


cada situação de conflito no trânsito, determinados tipos de acidente ocorrem com
maior frequência (DNIT, 2010). A seguir são listados os principais tipos de acidentes
que ocorrem, de acordo com o tipo de segmento crítico.

41
Tabela 2: Principais Tipos de Acidentes de Acordo com o Tipo de Segmento Crítico

SEGMENTO CRÍTICO PRINCIPAIS TIPOS DE ACIDENTE


• Atropelamentos
• Colisão traseira
Travessias urbanas
• Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão transversal
Cruzamento em nível – • Colisão traseira
conflito de veículos • Colisão transversal
• Saída do veículo da pista
• Colisão frontal
Curvas com geometria ou • Colisão lateral, mesmo sentido
topografia inadequada • Capotagem
• Choques com objetos fixos
• Isolamento
• Colisão lateral, sentidos opostos
Trechos de pista mais • Colisão frontal
estreitos que o normal • Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão traseira
• Atropelamento
• Colisão frontal
Capacidade da pista saturada • Colisão lateral, sentidos opostos
• Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão traseira
• Colisão com veículo estacionado
Ausência de acostamento • Colisão traseira
• Colisão com objeto fixo
• Colisão com veículo estacionado
Acostamento mais estreito
• Colisão lateral, mesmo sentido
que o normal
• Colisão com objeto fixo
• Atropelamento
Travessia de pedestre em local
• Colisão lateral, mesmo sentido
sem condição adequada
• Colisão traseira
• Atropelamento
Fluxo de pedestres ao longo da pista
• Colisão lateral, mesmo sentido
por falta de alternativa
• Colisão traseira

42
• Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão lateral, sentidos opostos
Fluxo de bicicleta no
• Colisão transversal
acostamento ou na pista
• Colisão traseira
• Colisão frontal
Veículos superlentos (carrinho de • Colisão traseira
mão ou veículos de tração animal) • Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão traseira
Acessos diretos à pista • Colisão lateral, mesmo sentido
• Colisão transversal

Fonte: adaptado de DNIT, 2009; Vias Seguras, 2007; Mello, 2009.

3 Acidentes Recorrentes em Pontos Críticos

É sempre possível reduzir as chances de acidentes, bem como a gravidade de suas


consequências. Procurando esse objetivo, a seguir apresentamos algumas dicas.

3.1 Colisão Traseira

Uma das principais causas de colisão traseira


é o hábito de dirigir muito próximo ao
veículo da frente. Nem sempre o motorista
da frente consegue avisar sobre a manobra
que pretende fazer, principalmente em
situações inesperadas.

Outro motivo é a falta de consciência dos


condutores para sinalizar previamente suas
manobras de conversão e parada repentina.
Essas atitudes descuidadas podem trazer consequências graves para o veículo e seus
ocupantes.

43
Quando ocorre o impacto, a cabeça do condutor é lançada
violentamente para trás, podendo, em alguns casos, provocar a
fratura de pescoço, deixando-o paraplégico ou levando-o à
morte. Esse é um dos motivos que justificam a utilização do
encosto de cabeça nos veículos.

Quatro atitudes para evitar colisão traseira

• Saiba o que fazer: Não fique indeciso, principalmente para entrar à direita ou
esquerda. Planeje sua manobra com antecedência, para não confundir o condutor
que vem atrás;

• Sinalize suas intenções: Informe, ao condutor que o segue, o que você pretende
fazer. Não deixe que ele tente adivinhar. Ligue o pisca-alerta (indicador de
direção), pise no freio lentamente para que as luzes das lanternas se acendam,
avisando-o de suas intenções. Se necessário, faça sinais com as mãos de maneira
a melhorar a interpretação do que você deseja transmitir;

• Pare suave e gradativamente: Muitos condutores pisam repentinamente no freio


e até tentam dar marcha a ré, sem lembrar que existem outros veículos. Essa
manobra obriga o condutor de trás a dar um golpe no volante para não bater,
podendo projetar-se contra outros veículos; e

• Não permita que veículos o sigam muito próximo. Use o princípio da cortesia e
ajude-o a ultrapassar, evitando os riscos de uma viagem interrompida por falta
de percepção. Facilite a ultrapassagem com a redução da velocidade e um ligeiro
deslocamento lateral.

3.2 Colisão Frontal

A mais perigosa das colisões é aquela que ocorre entre veículos que trafegam na mesma
direção, porém, em sentidos contrários. Nessa situação, a velocidade do choque é a
soma das velocidades dos veículos.

44
No momento do choque, ambos os veículos param, enquanto os
condutores continuam se deslocando, podendo ser esmagados
pela lataria do veículo. Se não estiverem com o cinto de
segurança devidamente colocado, correm o risco de se chocarem
com as partes internas do veículo.

Os principais locais em que ocorrem as colisões frontais são:

• Nas retas;

• Nas curvas; e

• Nos cruzamentos.

a) Colisão Frontal nas Retas

A principal causa é a ultrapassagem em locais de pouca visibilidade. Também é comum


que os condutores não avaliem com precisão as relações entre espaço, tempo, potência
e condições do veículo, arriscando-se na ultrapassagem mesmo sem condições plenas
de fazer a manobra.

b) Colisão Frontal nas Curvas

A reunião de vários fatores (velocidade, tipo de pavimento, o ângulo da curva, as


condições de pneus) pode provocar a saída de um veículo da sua mão de direção,
empurrando-o para a contramão ou para o acostamento.

A força responsável por esse perigoso e indesejável


deslocamento chama-se força centrífuga.

Quando um veículo faz uma curva, descreve um movimento que os físicos chamam de
“Movimento Circular”, pois se assemelha a um círculo. Ao fazer a curva, ele tende a sair
lateralmente para fora da pista. A força que não deixa que o veículo capote para fora
da pista é chamada de “Força Centrípeta”.

Quando o motorista utiliza incorretamente os freios ou entra na curva em velocidade


acima da permitida, corre sérios riscos de fazer com que a força centrípeta, que é
provocada pelo atrito dos pneus com o chão quando o veículo faz a curva, não seja

45
suficientemente grande para “segurar” o veículo na pista. Dirija com prudência,
respeitando os limites de velocidade e não submeta o veículo a uma condição para a
qual ele não está preparado.

Em curvas para a direita, a força centrífuga empurra o veículo


para a esquerda, no sentido da faixa da contramão. Ao fazer
uma curva para a esquerda, a força o veículo empurra para a
direita, no sentido do acostamento.

O que fazer para evitar colisões em curvas?

• Curvas à direita: Reduza a marcha e a velocidade ao aproximar-se da curva,


mantendo o seu veículo no lado direito da faixa e bem próximo ao acostamento.
Acelere suavemente ao entrar na curva, pois a força do motor, ou força motriz,
compensa a ação da força centrífuga; e

• Curvas à esquerda: Reduza a marcha e a velocidade ao aproximar-se da curva,


mantendo o seu veículo mais próximo do meio da pista. Acelere suavemente ao
fazer a curva, para que a força motriz compense os efeitos da força centrífuga.

c) Colisão Frontal em Cruzamentos

Muitas colisões em cruzamentos consistem no que chamamos de colisão em passagem


de nível. Elas podem ocorrer quando duas vias se cruzam em um mesmo nível mas,
também, ocorrem quando há cruzamentos de vias com ferrovias. Nesses casos, as
colisões envolvem um veículo rodoviário (automóvel, ônibus, caminhão) e um trem.

Infelizmente esse tipo de colisão é frequente, em especial devido à desatenção dos


condutores.

46
3.3 Colisão Lateral

Muitos condutores afirmam que é mais fácil dirigir em uma rodovia do que nas vias
urbanas, devido à amplitude de visão. Essa informação parece coerente pois, dentro
da cidade, o condutor cruza muitas vias e não tem visão ampla e, em muitos casos, as
construções, bancas de jornal, veículos estacionados, árvores etc., escondem outros
veículos que passam em sentido transversal.

Dessa maneira, o condutor enfrenta risco maior de colisão lateral em áreas urbanas,
justamente nos cruzamentos. Estatisticamente, um terço de todos os acidentes de
trânsito ocorre nos cruzamentos, e as causas principais são:

• Falta de visibilidade;

• Desconhecimento e desrespeito às regras de circulação e conduta;

• Manobras inesperadas de condutores de veículos;

• Trânsito de pedestres.

3.4 Outros Tipos de Acidente

• Colisão com objeto fixo: acidente que se caracteriza pelo impacto de um veículo
em movimento contra qualquer obstáculo fixo (árvore, poste, veículo parado
etc.);

• Atropelamento de pessoas: acidente em que uma ou mais pessoas são atingidas


por um veículo em movimento, tendo como consequências lesões leves ou graves
(morte);

• Choque ou colisão com animais: acidente em que um ou mais animais são


atingidos por um veículo em movimento, tendo como consequências lesões leves
ou graves (morte);

• Tombamento: acidente em que um veículo em movimento declina sobre um dos


seus lados, imobilizando-se; e

47
• Capotamento: acidente em que o veículo em movimento gira em torno do seu
eixo longitudinal, chegando a tocar com o teto no solo, imobilizando-se em
qualquer posição.

4 Comportamento Seguro em Locais Críticos de Acidentes

As principais ações corretivas e intervenções para a redução e acidentes em pontos


críticos envolvem:

• Correção de deficiências físicas e de projeto;

• Sinalização intensiva para condutores e pedestres;

• Maior controle do tráfego; e

• Controle da velocidade nos trechos críticos, como: na aproximação de


cruzamentos, em curvas horizontais acentuadas, e em travessias urbanas.

Para o condutor, a principal recomendação é obedecer sempre ao limite de velocidade


regulamentado para a via. Lembre-se de que os limites de velocidade foram calculados
considerando os aspectos físicos e geométricos, sempre com o intuito de preservar a
segurança de todos.

Algumas situações exigem que você reduza ainda mais a

ee velocidade para continuar dirigindo com segurança. Essas


situações envolvem as condições adversas, que já estudamos
nas unidades anteriores.

Quanto maior a velocidade, maior o risco de sofrer acidentes e


maiores as possibilidades de consequências sérias.

48
4.1 Curvas e Terrenos Acidentados

Quando você estiver trafegando em curvas:

• Diminua a velocidade antes de


entrar na curva;

• Utilize o sistema de freios e, se


necessário, reduza a marcha;

• Execute a curva com movimentos


suaves;


Retome gradativamente à
velocidade original após a
conclusão do trajeto curvilíneo; e

• Não se esqueça de obedecer sempre aos limites de velocidade.

Em locais de relevo muito acidentado, preste atenção às descidas. Teste os freios


antes e mantenha o carro engrenado. Em uma situação inesperada, se o seu veículo
estiver desengatado, você não terá a força do motor para ajudá-lo a parar ou a reduzir
a velocidade.

4.2 Ultrapassagens

As situações de ultrapassagem são sempre situações de risco. Isso ocorre, principalmente,


quando você é obrigado a dirigir na contramão para realizar a ultrapassagem. Nesses
casos, haverá risco de ocorrer a colisão frontal. Você já percebeu o quanto essa situação
de risco se repete? A ultrapassagem é feita tantas vezes que o motorista pode acabar
negligenciando os procedimentos defensivos para essa manobra.

49
Em situações de ultrapassagem:

• Ultrapasse somente nos locais em que a sinalização horizontal permita;

• Se você estiver sendo ultrapassado, colabore. A situação de risco está com o


outro, mas você também está envolvido;

• Se necessário, reduza a velocidade para facilitar a manobra do outro motorista;

• Se você for ultrapassar, calcule bem a distância e o tempo que você vai utilizar
para a manobra. Considere, ainda, a velocidade do veículo que vem no sentido
contrário.

Resumindo

Para evitar acidentes de trânsito em pontos críticos, muitas medidas devem


ser tomadas. É preciso monitorar constantemente o sistema viário,
identificando e tratando os segmentos críticos.

A correção da geometria, a fiscalização de velocidade e a implantação da


sinalização são medidas que contribuem para melhorias na segurança.

Ao condutor cabe respeitar todas as normas de circulação, estando atento,


ainda, ao comportamento dos demais condutores. A participação de todos
é fundamental para a redução dos acidentes de trânsito.

50
Atividades

aa
1) Uma das principais causas de _______________ é o hábito de
dirigir muito próximo ao veículo da frente:

a. ( ) colisão frontal

b. ( ) colisão lateral

c. ( ) colisão traseira

d. ( ) colisão transversal

2) Ao fazer uma curva, o veículo tende a sair lateralmente


para fora da pista. A força que não deixa que o veículo capote
é chamada de Força Centrífuga.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

3) Os pontos críticos são aqueles locais em que normalmente


ocorre maior concentração de acidentes e que, em geral, são
mais graves.

( ) Verdadeiro ( ) Falso

4) A mais perigosa das colisões é a ________________, que


ocorre entre veículos que trafegam na mesma direção, porém,
em sentidos contrários.

a. ( ) colisão frontal

b. ( ) colisão lateral

c. ( ) colisão traseira

d. ( ) colisão transversal

51
Referências

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Brasília, 2012.

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de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’, e a Lei nº 9.294, de 15 de julho
de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros,
bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do §
4º do Art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por
condutor de veículo automotor, e dá outras providências. Brasília, 2008.

______. Lei nº 12.468, de 26 de agosto de 2011. Regulamenta a profissão de taxista;


altera a Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; e dá outras providências. Brasília, 2011.

______. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de


setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 2012.

______. Lei nº 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os Arts. 173, 174, 175, 191, 202,
203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui
o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e crimes de
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______. Resolução nº 205 de 20 de outubro de 2006. Dispõe sobre os documentos de


porte obrigatório e dá outras providências. Brasília, 2006.

52
______. Resolução nº 517 de 29 de janeiro de 2015. Altera a Resolução Contran nº
425, de 27 de novembro de 2012, que dispõe sobre o exame de aptidão física e mental,
a avaliação psicológica e o credenciamento das entidades públicas e privadas de que
tratam o Art. 147, I e §§ 1º a 4º, e o Art. 148 do Código de Trânsito Brasileiro. Brasília,
2015.

______. Resolução nº 529, de 14 de maio de 2015. Altera o Art. 3º da Resolução Contran


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54
Gabarito

Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4

Unidade 1 B V B F-V-V-V

Unidade 2 F-V-V-F V C -

Unidade 3 C F V A

55