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LORENA VELOSO OLIVEIRA

PSICOLOGIA NOTURNA 5°P - FASI

RESUMO 4 – ARTIGO: O ESTADO DA ARTE DA PESQUISA SOBRE O


FRACASSO ESCOLAR

O Artigo faz um levantamento sobre as tendências anteriores e presentes que


englobam o fracasso escolar, sendo estruturadas teses de concepções
psicológicas e técnicas sobre o poder existente numa sociedade de classes e
de que forma o fracasso escolar é inserido nesse contexto. Traz ás ciências
sociais como teoria chave para explicar a forma como se dão os processos
entre escolaridade e nível socioeconômico, com o predomínio da teoria do
capital humano, na qual a educação era concebida como terceiro fator de
importância na sociedade.

Em 1970, são realizadas pesquisas com relatos que permitiam fazer um retrato
da pesquisa educacional brasileira, e eis que surge a novidade da
disseminação de uma concepção de fracasso escolar e saída preventiva e
remediativas para as altas taxas de aprovação e evasão na rede publica de
ensino fundamental, em relação aos estudos de avaliação psicológica dos
alunos. O artigo traz outra pesquisa feita pelos cursos de pedagogia e
psicologia de São Paulo que que visavam explicar o fracasso escolar numa
perspectiva cultural, econômica e politica, sendo especificidade a análise das
implicações do governo neoliberal nesse contexto, levanta subsídios nos
distúrbios de problemas de desenvolvimento e de problema s de
aprendizagem, remediação do fracasso escolar e papel do professor a
eliminação do fracasso escolar, trazendo uma crítica a presença significativa de
pesquisas que concebem o fracasso escolar como fenômeno restrito ao
individual, centrando ao aluno a responsabilidade dessa dificuldade, atribuindo-
lhe problemas cognitivos, psicomotores e neurológicos. E quando por vez
responsabiliza o professor é relacionado á técnicas inconsistentes ao
aprendizado. Então categorizou o fracasso escolar as seguintes relações : ás
causas psíquicas como a culpabilização das crianças e de seus pais, como
problema técnico, , na culpabilização do professor e como questão institucional
em uma lógica excludente em relação ao ensino.
Na primeira, dá-se aos prejuízos da capacidade intelectual dos alunos
decorrente de problemas emocionais. Aqui não se trata de dizer que essas
crianças tem carência cultural por serem de classes populares e sim de afirmar
uma inibição intelectual causada por dificuldades emocionais adquiridas em
relações familiares patologizantes. Como problema técnico, engloba técnicas
de ensino inadequadas ou pouco eficazes, certa falta de domínio do professor
ou da prática pedagógica da escola. Na terceira, é colocado os determinantes
políticos como responsáveis pelo fracasso, dessa forma a escola como
instituição inserida em uma sociedade de classes regida por interesses do
capital, que para que fosse revertido esse quadro, seria necessário resistência
aos interesses privatizantes e compromisso com a construção de uma escola
pública capaz de distribuir com igualdade, habilidades e conhecimentos que lhe
cabe transmitir