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Ficha de

Português – 9º ano

Proposição (I, 1-3)


Estâncias 1 e 2

O Poeta, na primeira pessoa, refere que se propões cantar (fazer um poema sobre) as guerras
(“As armas” – I, 1 (metonímia)) os heróis portugueses:

1º) Pessoas de grande valor (homens ilustres) que partiram de Portugal (“Ocidental praia lusitana” – I, 1
(sinédoque)) e navegaram para além dos mares conhecidos ("Por mares nunca de antes navegados" –
I,1); venceram perigos e guerras ("Em perigos e guerras esforçados" – I,1); construíram um Reino novo
no Oriente ("E entre gente remota edificaram / Novo Reino" – I,1);

2º) Os Reis que, nas terras de homens não crentes, de Ásia e de África, expandiram o Império e
difundiram a Fé (religião cristã): "foram dilatando / A Fé, o Império" – I,2;

3º) Aqueles que se tornaram imortais pelos seus feitos, ou seja, que se libertaram da "lei da morte" –
I,2 a lei da morte mais não é do que o esquecimento daqueles que morrem.

O herói d'Os Lusíadas é, portanto, um herói coletivo: o povo português, o "peito ilustre
lusitano"(metonímia) – I,3 – que será celebrado pelo Poeta ao longo do seu poema. Este herói é
constituído por homens reais, de carne e osso, que são, assim, superiores aos heróis míticos e
fantasiados de outras epopeias.

Estância 3

A nova epopeia, Os Lusíadas, superará as epopeias antigas porque estas cantavam heróis
fantasiosos (Ulisses e Eneias: "sábio Grego e do Troiano" – I,3 (antonomásia)) e heróis reais cujos feitos
foram ultrapassados pelos dos portugueses (Alexandre Magno e o Imperador Trajano – I,3). O valor do
herói português suplanta todos os feitos até agora cantados. Este destaca-se também na guerra (venceu
Marte) e no mar (Venceu Neptuno): "eu canto o peito ilustre Lusitano, / A quem Neptuno e Marte
obedeceram" – I,3.
O Poeta apresenta os feitos dos seus heróis como uma novidade, como algo nunca alcançado
por seres humanos, o que é destacado por expressões como : "mares nunca de antes navegados" – I,1;
"Passaram ainda além da Taprobana" – I,1; "Mais do que prometia a força humana" – I,1 e "outro valor
mais alto se alevanta" – I,3.
A_Prova, Carla Marques e Inês Silva, ASA (adaptado)