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DIÁRIO DA REPÚBLICA

Sexta-feira, 8 de Julho de 2011 I Série — N.º 129

ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA


Preço deste número — Kz: 250,00

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SUMÁRIO Atendendo que as soluções normativas agora aprovadas


se baseiam nas mais avançadas técnicas de segurança contra
Presidente da República incêndios em edifícios, não se prevendo que a sua aplicação
acarrete um acréscimo significativo do custo final da cons-
Decreto Presidencial n.º 195/11: trução, na medida em que muitas dessas soluções são já
Estabelece o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios. quotidianamente adoptadas na execução de projectos e na
— Revoga toda a legislação que contrarie o disposto no presente construção de edifícios;
diploma.

Tendo em conta que a fiscalização das condições de


segurança contra incêndios nos vários tipos de edifícios,

PRESIDENTE DA REPÚBLICA
recintos e estabelecimentos, é exercida de modo a garantir
uma adequada racionalização dos procedimentos adminis-
––––– trativos, a simplificação, a desburocratização e a moderniza-
ção, nesta área específica de actividade da administração
Decreto Presidencial n.º 195/11 pública, tanto a nível central como local;
de 8 de Julho
O Presidente da República decreta, nos termos da alí-
Considerando que a Secção III do Capítulo V (condições nea l) do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da
especiais relativas à segurança das edificações) do Decreto Constituição da República de Angola, o seguinte:
n.º 13/07, de 26 de Fevereiro, sobre o Regulamento Geral das
Edificações Urbanas, define de forma insuficiente as normas –––––
aplicáveis à segurança das edificações contra incêndios;
REGULAMENTO SOBRE O REGIME JURÍDICO
Tornando-se imperioso aprovar um regulamento sobre o DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS
regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios, EM EDIFÍCIOS
enquanto tronco normativo comum de aplicação geral a todos
os edifícios, sem prejuízo de nele se incluírem disposições
CAPÍTULO I
específicas complementares julgadas convenientes à cada uti-
Disposições Gerais
lização – tipo;

Considerando que, com esta opção legiferante, se pre- ARTIGO 1.º

tende favorecer, por parte das várias entidades responsáveis (Objecto)


pela aplicação da lei, uma visão sistematizada e uma inter-
pretação uniforme das normas com evidente salvaguarda da O presente diploma estabelece o regime jurídico da
autoridade técnica que a estas deve assistir; segurança contra incêndios em edifícios.
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ARTIGO 2.º k) «Plano de referência», plano de nível, à cota de


(Definições) pavimento do acesso destinado às viaturas de
socorro, medida na perpendicular a um vão de
Para efeitos do presente diploma e legislação comple- saída directa para o exterior do edifício;
mentar, entende-se por: l) «Área bruta de um piso ou fracção», superfície total
de um dado piso ou fracção, delimitada pelo
a) «Edifício», toda e qualquer edificação destinada à perímetro exterior das paredes exteriores e pelo
utilização humana que disponha, na totalidade ou eixo das paredes interiores separadoras dessa
em parte, de um espaço interior utilizável, abran- fracção, relativamente às restantes;
gendo as utilizações-tipo referidas no n.º 1 do m) «Área útil de um piso ou fracção», soma da área
artigo 8.º do presente diploma; útil de todos os compartimentos interiores de um
b) «Edifícios independentes», edifícios dotados de dado piso ou fracção, excluindo-se vestíbulos,
estruturas independentes, sem comunicação inte- circulações interiores, escadas e rampas comuns,
rior ou quando exista, efectuada exclusivamente instalações sanitárias, roupeiros, arrumos, armá-
rios nas paredes e outros compartimentos de fun-
através de câmaras corta-fogo e que cumpram as
ção similar e mede-se pelo perímetro interior das
disposições de segurança contra incêndios em
paredes que delimitam aqueles compartimentos,
edifícios, relativamente à resistência ao fogo dos
descontando encalços até 30cm, paredes interio-
elementos de construção que os isolam entre si;
res, divisórias e condutas;
c) «Utilização-tipo», classificação do uso dominante
n) «Carga de incêndio», quantidade de calor suscep-
de qualquer edifício ou recinto, incluindo os esta-
tível de ser libertada pela combustão completa da
cionamentos, os diversos tipos de estabeleci- totalidade de elementos contidos num espaço,
mentos que recebem público, os industriais, incluindo o revestimento das paredes, divisórias,
oficinas e armazéns, em conformidade com o pavimentos e tectos;
disposto no artigo 8.º do presente diploma; o) «Densidade de carga de incêndio», carga de incên-
d) «Altura da utilização-tipo», diferença de cota entre dio por unidade de área útil de um dado espaço
o plano de referência e o pavimento do último ou para o caso de armazenamento, por unidade
piso acima do solo, susceptível de ocupação por de volume;
essa utilização-tipo; p) «Densidade de carga de incêndio modificada»,
e) «Recintos», espaços delimitados ao ar livre desti- densidade de carga de incêndio afectada de coefi-
nados a diversos usos, desde os estacionamentos, cientes referentes ao grau de perigosidade e ao
aos estabelecimentos que recebem público, aos índice de activação dos combustíveis, determi-
industriais, oficinas e armazéns, podendo dispor nada com base nos critérios referidos no n.º 4 do
de construções de carácter permanente, temporá- artigo 12.º do presente diploma;
rio ou itinerante; q) «Categorias de risco», classificação em quatro
f) «Efectivo», número máximo estimado de pessoas níveis de risco de incêndio de qualquer utiliza-
que pode ocupar em simultâneo um dado espaço ção-piso de um edifício e recinto, atendendo a
de um edifício ou recinto; diversos factores de risco, como a sua altura, o
g) «Efectivo de público», número máximo estimado efectivo, o efectivo em locais de risco, a carga de
de pessoas que pode ocupar em simultâneo um incêndio e a existência de pisos abaixo do plano
edifício ou recinto que recebe público, excluindo de referência, nos termos previstos no artigo 12.º
do presente diploma.
o número de funcionários e quaisquer outras pes-
soas afectas ao seu funcionamento;
ARTIGO 3.º
h) «Espaços», áreas interiores e exteriores dos edifí- (Âmbito)
cios ou recintos;
i) «Imóveis classificados», monumentos classificados 1. Estão sujeitos ao regime de segurança contra incêndios:
nos termos da legislação aplicável;
j) «Local de risco», classificação de qualquer área de a) Os edifícios ou suas fracções autónomas, qualquer
um edifício ou recinto, em função da natureza do que seja a utilização e respectiva envolvente;
risco de incêndio, com excepção dos espaços b) Os edifícios de apoio a postos de abastecimento de
interiores de cada fogo e das vias horizontais e combustíveis, tais como estabelecimentos de res-
verticais de evacuação, em conformidade com o tauração, comerciais e oficinas;
disposto no artigo 10.º do presente diploma; c) Os recintos.
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2. Exceptuam-se do disposto no número anterior: b) Limitar o desenvolvimento de eventuais incêndios,


circunscrevendo e minimizando os seus efeitos,
a) Os estabelecimentos prisionais e os espaços classi- nomeadamente, a propagação do fumo e gases de
ficados de acesso restrito das instalações de for- combustão;
ças armadas ou de segurança; c) Facilitar a evacuação e o salvamento dos ocupantes
b) Os paióis de munições ou de explosivos e as car- em risco;
reiras de tiro. d) Permitir a intervenção eficaz e segura dos meios de
socorro.
3. Estão apenas sujeitos ao regime de segurança em maté-
ria de acessibilidade dos meios de socorro e de disponibili- 3. A resposta aos princípios referidos no n.º 1 do presente
dade de água para combate à incêndios, aplicando-se nos artigo, é estruturada com base na definição das utilizações-
demais aspectos os respectivos regimes específicos: -tipo, dos locais de risco e das categorias de risco, que orien-
tam as distintas disposições de segurança previstas no
a) Os estabelecimentos industriais e de armazena- presente diploma.
mento de substâncias perigosas;
b) Os espaços afectos à indústria de pirotecnia e à ARTIGO 5.º
indústria extractiva; (Competência)
c) Os estabelecimentos que transformem ou armaze-
nem substâncias e produtos explosivos ou radioac- 1. O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros é
tivos. a entidade competente para assegurar o cumprimento do
regime de segurança contra incêndios em edifícios.
4. Nos edifícios com habitação, exceptuam-se do disposto
no n.º 1, os espaços interiores de cada habitação, onde ape- 2. Ao Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros
nas se aplicam as condições de segurança das instalações téc- incumbe a credenciação de entidades para a realização de
nicas. vistorias e de inspecções das condições de segurança contra
incêndios em edifícios, nos termos previstos no presente
5. Quando o cumprimento das normas de segurança con- diploma e em outros diplomas complementares.
tra incêndios nos imóveis classificados se revele lesivo dos
mesmos, ou sejam de concretização manifestamente despro- ARTIGO 6.º
porcionada, são adoptadas as medidas de autoprotecção ade- (Responsabilidade no caso de edifícios ou recintos)
quadas, após parecer do Serviço Nacional de Protecção Civil
e Bombeiros. 1. No caso de edifícios e recintos em fase de projecto e
construção são responsáveis pela aplicação e pela verifica-
6. Às entidades responsáveis pela gestão dos edifícios e ção das condições de segurança contra incêndios em edifí-
recintos referidos no n.º 2 do presente artigo, incumbe pro- cios:
mover a adopção das medidas de segurança mais adequadas
a cada caso, ouvido o Serviço Nacional de Protecção Civil e a) Os autores de projectos e os coordenadores dos pro-
Bombeiros, sempre que entendido conveniente. jectos de operações urbanísticas, no que respeita
à respectiva elaboração, bem como as interven-
ARTIGO 4.º ções acessórias ou complementares a esta a que
(Princípios gerais) estejam obrigados, no decurso da execução da
obra;
1. O presente diploma baseia-se nos princípios gerais da b) A empresa responsável pela execução da obra;
preservação da vida humana, do ambiente e do património c) O Director de obra e o Director de fiscalização de
cultural. obra, quanto à conformidade da execução da obra
com o projecto aprovado.
2. Tendo em vista o cumprimento dos princípios referidos
no número anterior, o presente diploma é de aplicação geral 2. Os autores dos projectos, os coordenadores dos pro-
a todas as utilizações de edifícios e recintos, visando em cada jectos, o Director de obra e o Director de fiscalização de obra,
uma delas: referidos nas alíneas a) e c) do número anterior devem subs-
crever os termos de responsabilidade, do qual conste, res-
a) Reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios; pectivamente, que na elaboração do projecto e na execução
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e verificação da obra em conformidade com o projecto apro- a) Tipo I «habitacionais», corresponde a edifícios ou
vado, foram cumpridas as disposições de segurança contra partes de edifícios destinados à habitação unifa-
incêndios em edifícios. miliar ou multifamiliar, incluindo os espaços
comuns de acessos e as áreas não residenciais
3. A manutenção das condições de segurança contra risco reservadas ao uso exclusivo dos residentes;
de incêndio aprovadas e a execução das medidas de auto- b) Tipo II «estacionamentos», corresponde a edifícios
protecção aplicáveis aos edifícios ou recintos destinados à ou partes de edifícios destinados exclusivamente
utilização-tipo I referida na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º, à recolha de veículos e seus reboques, fora da via
durante todo o ciclo de vida dos mesmos, é da responsabili- pública ou recintos delimitados ao ar livre, para
dade dos respectivos proprietários, com excepção das suas o mesmo fim;
partes comuns na propriedade horizontal, que são da respon- c) Tipo III «administrativos», corresponde a edifícios
ou partes de edifícios onde se desenvolvem
sabilidade do administrador do condomínio.
actividades administrativas, de atendimento ao
público ou de serviços, nomeadamente, escritó-
4. Durante todo o ciclo de vida dos edifícios ou recintos
rios, repartições públicas, tribunais, conservató-
que não se integrem na utilização-tipo referida no número
rias, balcões de atendimento, notários, gabinetes
anterior, a responsabilidade pela manutenção das condições
de profissionais liberais, espaços de investigação
de segurança contra risco de incêndio aprovadas e a exe-
não dedicados ao ensino, postos de forças de
cução das medidas de autoprotecção aplicáveis, é das segurança e de socorro, excluindo as oficinas de
seguintes entidades: reparação e manutenção;
d) Tipo IV «escolares», corresponde a edifícios ou
a) Do proprietário, no caso do edifício ou recinto estar partes de edifícios recebendo público, onde se
na sua posse; ministrem acções de educação, ensino e forma-
b) De quem detiver a exploração do edifício ou do ção ou exerçam actividades lúdicas ou educati-
recinto; vas, podendo ou não incluir espaços de repouso
c) Das entidades gestoras no caso de edifícios ou ou de dormida afectos aos participantes nessas
recintos que disponham de espaços comuns, acções e actividades, nomeadamente, escolas de
espaços partilhados ou serviços colectivos, sendo todos os níveis de ensino, creches, jardins de
a sua responsabilidade limitada aos mesmos. infância, centros de formação, centros de ocupa-
ção de tempos livres destinados a crianças e
ARTIGO 7.º jovens e centros de juventude;
(Responsabilidade pelas condições exteriores de segurança e) Tipo V «hospitalares e lares de idosos», corres-
contra incêndios em edifícios) ponde a edifícios ou partes de edifícios rece-
bendo público, destinados à execução de acções
Sem prejuízo das atribuições próprias das entidades de diagnóstico ou à prestação de cuidados na área
públicas, as entidades referidas nos n.os 3 e 4 do artigo ante- da saúde, com ou sem internamento, ao apoio a
pessoas idosas ou com condicionalismos decor-
rior são responsáveis pela manutenção das condições exte-
rentes de factores de natureza física ou psíquica
riores de segurança contra incêndios em edifícios, nomea-
ou onde se desenvolvam actividades dedicadas a
damente, no que se refere às redes de hidrantes exteriores e
essas pessoas, nomeadamente, hospitais, clínicas,
às vias de acesso ou estacionamento dos veículos de socorro,
consultórios, policlínicas, dispensários médicos,
nas condições previstas no presente diploma e em diplomas
centros de saúde, de diagnóstico, de enfermagem,
complementares, quando as mesmas se situem em domínio
de hemodiálise ou de fisioterapia, laboratórios de
privado. análises clínicas, bem como lares, albergues,
residências, centros de abrigo e centros de dia
CAPÍTULO II com actividades destinadas à terceira idade;
Caracterização dos Edifícios e Recintos f) Tipo VI «espectáculos e reuniões públicas», cor-
responde a edifícios, partes de edifícios, recintos
ARTIGO 8.º itinerantes ou provisórios e ao ar livre que rece-
(Utilizações-tipo de edifícios e recintos) bam público, destinados a espectáculos, reuniões
públicas, exibição de meios audiovisuais, bailes,
1. Aos edifícios e recintos correspondem as seguintes jogos, conferências, palestras, cultos religiosos e
utilizações-tipo: exposições, podendo ser ou não, polivalentes e
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desenvolver as actividades referidas em regime científica e técnica, desde que não se enquadrem
não permanente, nomeadamente teatros, cinetea- nas utilizações-tipo VI e IX;
tros, cinemas, coliseus, praças de touros, circos, l) Tipo XI «bibliotecas e arquivos», corresponde a
salas de jogos, salões de dança, discotecas, bares edifícios ou partes de edifícios, recebendo ou não
com música ao vivo, estúdios de gravação, audi- público, destinados a arquivo documental podendo
tórios, salas de conferências, templos religiosos, disponibilizar os documentos para consulta ou
pavilhões multiuso e locais de exposição não visualização no próprio local ou não, nomeada-
classificáveis na utilização-tipo X; mente, bibliotecas, mediatecas e arquivos;
g) Tipo VII «hoteleiros e restauração», corresponde a m) Tipo XII «indústrias, oficinas e armazéns», cor-
edifícios ou partes de edifícios, recebendo responde a edifícios, partes de edifícios ou
público, fornecendo alojamento temporário ou recintos ao ar livre, não recebendo habitualmente
exercendo actividades de restauração e bebidas, público, destinados ao exercício de actividades
em regime de ocupação exclusiva ou não, industriais ou ao armazenamento de materiais,
nomeadamente, os destinados a empreendimen- substâncias, produtos ou equipamentos, oficinas
tos turísticos, alojamentos, estabelecimentos de de reparação e todos os serviços auxiliares ou
restauração ou de bebidas, dormitórios e, quando complementares destas actividades.
não inseridos num estabelecimento escolar,
residências de estudantes e colónias de férias, 2. Atendendo ao seu uso os edifícios e recintos podem ser
ficando excluídos deste tipo os parques de cam- de utilização exclusiva, quando integrem uma única utiliza-
pismo e caravanismo, que são considerados ção-tipo ou de utilização mista, quando integrem diversas uti-
espaços da utilização-tipo IX; lizações-tipo e devem respeitar as condições técnicas gerais
h) Tipo VIII «comerciais e gares de transportes», cor- e específicas definidas para cada utilização-tipo.
responde a edifícios ou partes de edifícios, rece-
bendo público, ocupados por estabelecimentos 3. Aos espaços integrados numa dada utilização-tipo, nas
comerciais onde se exponham e vendam mate- condições a seguir indicadas, aplicam-se as disposições
gerais e as específicas da utilização-tipo onde se inserem, não
riais, produtos, equipamentos ou outros bens,
sendo aplicáveis quaisquer outras:
destinados a ser consumidos no exterior desse
estabelecimento ou ocupados por gares destina-
a) Espaços onde se desenvolvam actividades admi-
dos a aceder a meios de transporte rodoviário,
nistrativas, de arquivo documental e de armaze-
ferroviário, marítimo, fluvial ou aéreo, incluindo
namento necessários ao funcionamento das enti-
as gares intermodais, constituindo espaço de
dades que exploram as utilizações-tipo IV a XII,
interligação entre a via pública e esses meios de
desde que sejam geridos sob a sua responsabili-
transporte, com excepção das plataformas de
dade, não estejam normalmente acessíveis ao
embarque ao ar livre;
público e cada um desses espaços não possua
i) Tipo IX «desportivos e de lazer», corresponde a edi-
uma área bruta superior a:
fícios, partes de edifícios e recintos, recebendo
ou não público, destinados a actividades despor-
i) 10 % da área bruta afecta às utilizações-tipo IV
tivas e de lazer, nomeadamente, estádios, pica- a VII, IX e XI;
deiros, hipódromos, velódromos, autódromos, ii) 20 % da área bruta afecta às utilizações-tipo
motódromos, kartódromos, campos de jogos, VIII, X e XII;
parques de campismo e caravanismo, pavilhões
desportivos, piscinas, parques aquáticos, pistas b) Espaços de reunião, culto religioso, conferências e
de patinagem, ginásios e saunas; palestras ou onde se possam ministrar acções de
j) Tipo X «museus e galerias de arte», corresponde a formação, desenvolver actividades desportivas
edifícios ou partes de edifícios, recebendo ou não ou de lazer e, ainda, os estabelecimentos de res-
público, destinados à exibição de peças do patri- tauração e bebidas, desde que esses espaços
mónio histórico e cultural ou a actividades de sejam geridos sob a responsabilidade das entida-
exibição, demonstração e divulgação de carácter des exploradoras de utilizações-tipo III a XII e o
científico, cultural ou técnico, nomeadamente seu efectivo não seja superior a 200 pessoas, em
museus, galerias de arte, oceanários, aquários, edifícios ou a 1000 pessoas, ao ar livre;
instalações de parques zoológicos ou botânicos, c) Espaços comerciais, oficinas, de bibliotecas e de
espaços de exposição destinados à divulgação exposição, bem como os postos médicos, de
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socorros e de enfermagem, desde que sejam i) Mais de 90% dos ocupantes não se encontram
exploradoras de utilizações-tipo III a XII e pos- limitados na mobilidade ou nas capacidades
suam uma área útil não superior a 200m2. de percepção e reacção a um alarme;
ii) As actividades nele exercidas ou os produtos,
ARTIGO 9.º materiais e equipamentos que contém não
(Produtos de construção) envolvam riscos agravados de incêndio;

1. Os produtos de construção são os produtos destinados c) Local de risco C — local que apresenta riscos agra-
a ser incorporados ou aplicados, de forma permanente, nos vados de eclosão e de desenvolvimento de
empreendimentos de construção. incêndio devido, quer às actividades nele desen-
volvidas, quer às características dos produtos,
2. Os produtos de construção incluem os materiais de materiais ou equipamentos nele existentes,
construção, os elementos de construção e os componentes designadamente, à carga de incêndio;
isolados ou em módulos de sistemas pré-fabricados ou insta- d) Local de risco D — local de um estabelecimento
lações. com permanência de pessoas acamadas ou desti-
nado a receber crianças com idade não superior a
3. A qualificação da reacção ao fogo dos materiais de seis anos ou pessoas limitadas na mobilidade ou
construção e da resistência ao fogo padrão dos elementos de nas capacidades de percepção e reacção a um
construção é feita de acordo com as normas a serem fixadas alarme;
em regulamento técnico específico. e) Local de risco E — local de um estabelecimento
destinado a dormida, em que as pessoas não apre-
4. As classes de desempenho de reacção ao fogo dos sentem as limitações indicadas nos locais de risco
materiais de construção e a classificação de desempenho de D;
resistência ao fogo padrão constam, respectivamente, dos f) Local de risco F — local que possua meios e siste-
anexos I, II e VI ao presente diploma, que dele são parte inte- mas essenciais à continuidade de actividades
grante. sociais relevantes, nomeadamente os centros
nevrálgicos de comunicação, comando e con-
ARTIGO 10.º trolo.
(Classificação dos locais de risco)
2. Quando o efectivo de um conjunto de locais de risco A,
1. Todos os locais dos edifícios e dos recintos, com excep- inseridos no mesmo compartimento corta-fogo ultrapassar os
ção dos espaços interiores de cada fogo e das vias horizontais valores limite constantes da alínea b) do número anterior,
e verticais de evacuação, são classificados, de acordo com a esse conjunto é considerado um local de risco B.
natureza do risco, do seguinte modo:
3. Os locais de risco C, referidos na alínea c) do n.º 1,
compreendem, designadamente, o seguinte:
a) Local de risco A — local que não apresenta riscos
especiais, no qual se verifiquem simultanea- a) Oficinas de manutenção e reparação onde se veri-
mente, as seguintes condições: fique qualquer das seguintes condições:

i) O efectivo não exceda 100 pessoas; i) Sejam destinadas a carpintaria;


ii) O efectivo de público não exceda 50 pessoas; ii) Sejam utilizadas chamas nuas, aparelhos
iii) Mais de 90% dos ocupantes não se encontram envolvendo projecção de faíscas ou ele-
limitados na mobilidade ou nas capacidades mentos incandescentes em contacto com o ar
de percepção e reacção a um alarme; associados à presença de materiais facilmente
iv) As actividades nele exercidas ou os produtos, inflamáveis;
materiais e equipamentos que contém não
envolvam riscos agravados de incêndio; b) Farmácias, laboratórios, oficinas e outros locais
onde sejam produzidos, depositados, armazena-
b) Local de risco B — local acessível ao público ou ao dos ou manipulados líquidos inflamáveis em
pessoal afecto ao estabelecimento, com um efec- quantidade superior a 10 L;
tivo superior a 100 pessoas ou um efectivo de c) Cozinhas em que sejam instalados aparelhos ou
público superior a 50 pessoas, no qual se verifi- grupos de aparelhos, para confecção de alimentos
cam simultaneamente, as seguintes condições: ou sua conservação, com potência total útil
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superior a 20kW, com excepção das incluídas no e) Locais destinados ao ensino especial de defici-
interior das habitações; entes.
d) Locais de confecção de alimentos que recorram a
combustíveis sólidos; 5. Os locais de risco E, referidos na alínea e) do n.º 1,
e) Lavandarias e rouparias com área superior a 50m2 compreendem, designadamente, o seguinte:
em que sejam instalados aparelhos ou grupos de
aparelhos, para lavagem, secagem ou engoma- a) Quartos nos locais afectos à utilização-tipo IV não
gem, com potência total útil superior a 20kW; considerados na alínea d) do número anterior ou
f) Instalações de frio para conservação cujos aparelhos grupos desses quartos e respectivas circulações
possuam potência total útil superior a 70kW;
horizontais exclusivas;
g) Arquivos, depósitos, armazéns e arrecadações de
b) Quartos e suítes em espaços afectos à utilização-
produtos ou material diverso com volume supe-
-tipo VII ou grupos desses espaços e respectivas
rior a 100m3;
circulações horizontais exclusivas;
h) Reprografias com área superior a 50m2;
c) Espaços turísticos destinados a alojamento, inclu-
i) Locais de recolha de contentores ou de compacta-
indo os afectos a turismo do espaço rural, de
dores de lixo com capacidade total superior a
10m3; natureza e de habitação;
j) Locais afectos a serviços técnicos em que sejam d) Camaratas ou grupos de camaratas e respectivas
instalados equipamentos eléctricos, electromecâ- circulações horizontais exclusivas.
nicos ou térmicos com potência total superior a
70kW, ou armazenados combustíveis; 6. Os locais de risco F, referidos na alínea f) do n.º 1, com-
l) Locais de pintura e aplicação de vernizes; preendem, nomeadamente, o seguinte:
m) Centrais de incineração;
n) Locais cobertos de estacionamento de veículos com a) Centros de controlo de tráfego rodoviário, ferro-
área compreendida entre 50m2 e 200m2, com viário, marítimo ou aéreo;
excepção dos estacionamentos individuais, em b) Centros de gestão, coordenação ou despacho de ser-
edifícios destinados à utilização-tipo referida viços de emergência, tais como centrais 112, cen-
na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º do presente tros de operações de socorro e centros de orienta-
diploma; ção de doentes urgentes;
o) Outros locais que possuam uma densidade de carga c) Centros de comando e controlo de serviços públicos
de incêndio modificada superior a 1000 MJ/m2 ou privados de distribuição de água, gás e ener-
de área útil, associada à presença de materiais gia eléctrica;
facilmente inflamáveis e, ainda, os que compor-
d) Centrais de comunicações das redes públicas;
tem riscos de explosão.
e) Centros de processamento e armazenamento de
dados informáticos de serviços públicos com
4. Os locais de risco D, referidos na alínea d) do n.º 1,
interesse social relevante;
compreendem, designadamente, o seguinte:
f) Postos de segurança, definidos no presente diploma
e em diplomas complementares.
a) Quartos nos locais afectos à utilização-tipo V ou
grupos desses quartos e respectivas circulações
ARTIGO 11.º
horizontais exclusivas;
(Restrições do uso em locais de risco)
b) Enfermarias ou grupos de enfermarias e respecti-
vas circulações horizontais exclusivas;
c) Salas de estar, de refeições e de outras actividades 1. A afectação dos espaços interiores de um edifício a
ou grupos dessas salas e respectivas circulações locais de risco B acessíveis ao público deve respeitar as
horizontais exclusivas, destinadas a pessoas seguintes regras:
idosas ou doentes em locais afectos à utilização-
-tipo V; a) Situar-se em níveis próximos das saídas para o exte-
d) Salas de dormida, de refeições e de outras activi- rior;
dades destinadas a crianças com idade inferior a b) Caso se situe abaixo das saídas para o exterior, a
seis anos ou grupos dessas salas e respectivas cir- diferença entre a cota de nível dessas saídas e a
culações horizontais exclusivas, em locais afec- do pavimento do local não deve ser superior a
tos à utilização-tipo IV; 6m.
3352 DIÁRIO DA REPÚBLICA

2. Constituem excepção ao estabelecido no número ante- b) Utilização-tipo II — espaço coberto ou ao ar livre,


rior, os seguintes locais de risco B: altura da utilização-tipo, número de pisos abaixo
do plano de referência e a área bruta, a que se
a) Espaços em anfiteatro, onde a diferença de cotas refere o quadro II;
pode corresponder à média ponderada das cotas c) Utilizações-tipo III e X — altura da utilização-tipo
de nível das saídas do anfiteatro, tomando como e efectivo, a que se referem os quadros III e VIII,
pesos as unidades de passagem de cada uma respectivamente;
delas; d) Utilizações-tipo IV, V e VII — altura da utilização-
-tipo, efectivo, efectivo em locais de tipo D ou E
b) Plataformas de embarque afectas à utilização- e apenas para a 1.ª categoria, saída independente
-tipo VIII. directa ao exterior de locais do tipo D ou E, ao
nível do plano de referência, a que se referem os
3. A afectação dos espaços interiores de um edifício a quadros IV e VI, respectivamente;
locais de risco C, desde que os mesmos possuam volume e) Utilizações-tipo VI e IX — espaço coberto ou ao ar
superior a 600m3, carga de incêndio modificada superior a livre, altura da utilização-tipo, número de pisos
20 000MJ, potência instalada dos seus equipamentos eléctri- abaixo do plano de referência e efectivo, a que se
cos e electromecânicos superior a 250kW, alimentados a gás refere o quadro V;
superior a 7 kW, serem locais de pintura ou aplicação de ver-
f) Utilização-tipo VIII — altura da utilização-tipo,
nizes em oficinas, constituírem locais de produção, depósito,
número de pisos abaixo do plano de referência e
armazenagem ou manipulação de líquidos inflamáveis em
efectivo, a que se refere o quadro VII;
quantidade superior a 100 L, deve respeitar as seguintes
g) Utilização-tipo XI — altura da utilização-tipo,
regras:
número de pisos abaixo do plano de referência,
efectivo e carga de incêndio, calculada com base
a) Situar-se ao nível do plano de referência e na peri-
no valor de densidade de carga de incêndio modi-
feria do edifício;
ficada, a que se refere o quadro IX;
b) Não comunicar directamente com locais de risco B,
h) Utilização-tipo XII — espaço coberto ou ao ar livre,
D, E ou F, nem com vias verticais que sirvam
número de pisos abaixo do plano de referência e
outros espaços do edifício, com excepção da
densidade de carga de incêndio modificada, a que
comunicação entre espaços cénicos isoláveis e
se refere o quadro X.
locais de risco B;

3. O efectivo dos edifícios e recintos corresponde ao


4. A afectação dos espaços interiores de um edifício a
locais de risco D e E deve assegurar que os mesmos se somatório dos efectivos de todos os seus espaços susceptí-
situem ao nível ou acima do piso de saída para local seguro veis de ocupação, determinados de acordo com os critérios
no exterior. definidos no regulamento técnico a que se refere o artigo 15.º
do presente diploma.
ARTIGO 12.º
(Categorias e factores do risco) 4. A densidade de carga de incêndio modificada a que se
referem as alíneas g) e h) do n.º 2 do presente artigo é deter-
1. As utilizações-tipo dos edifícios e recintos em matéria minada com base nos critérios técnicos definidos em Despa-
de risco de incêndio podem ser da 1.ª, 2.ª, 3.ª e 4.ª categoria, cho do Comandante do Serviço Nacional de Protecção Civil
nos termos dos quadros I a X do anexo III e são consideradas e Bombeiros.
respectivamente, de risco reduzido, risco moderado, risco
elevado e risco muito elevado. ARTIGO 13.º
(Classificação do risco)
2. São factores de risco:
1. A categoria de risco de cada uma das utilizações-tipo é
a) Utilização-tipo I — altura da utilização-tipo e a mais baixa que satisfaça integralmente os critérios indi-
número de pisos abaixo do plano de referência, a cados nos quadros constantes do anexo III ao presente
que se refere o quadro I; diploma.
I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3353

2. É atribuída a categoria de risco superior a uma dada técnicas gerais e específicas da segurança contra incêndios
utilização-tipo, sempre que for excedido um dos valores da em edifícios:
classificação na categoria de risco.
a) As condições exteriores comuns;
3. Nas utilizações de tipo IV, onde não existam locais de b) As condições de comportamento ao fogo, isola-
risco D ou E, os limites máximos do efectivo das 2.ª e 3.ª mento e protecção;
categorias de risco podem aumentar em 50%. c) As condições de evacuação;
d) As condições das instalações técnicas;
e) As condições dos equipamentos e sistemas de
4. No caso de estabelecimentos com uma única utiliza-
segurança;
ção-tipo distribuída por vários edifícios independentes, a
f) As condições de autoprotecção.
categoria de risco é atribuída a cada edifício e não ao seu con-
junto. ARTIGO 16.º
(Projectos e planos de segurança contra incêndios em edifícios)
5. Os edifícios e os recintos de utilização mista são clas-
sificados na categoria de risco mais elevada das respectivas 1. A responsabilidade pela elaboração dos projectos de
utilizações-tipo, independentemente da área ocupada por segurança contra incêndios em edifícios referentes a edifí-
cada uma dessas utilizações. cios e recintos classificados na 3.ª e 4.ª categorias de risco,
decorrentes da aplicação do presente diploma e dos diplomas
ARTIGO 14.º complementares, tem de ser assumida exclusivamente por
(Perigosidade atípica) um arquitecto, reconhecido pela Ordem dos Arquitectos (OA)
ou por um engenheiro, reconhecido pela Ordem dos Enge-
Quando comprovadamente, as disposições do regula- nheiros de Angola (OEA), com certificação de especialização
mento técnico a que se refere o artigo 15.º do presente declarada para o efeito nos seguintes termos:
diploma sejam inadequadas face às grandes dimensões em
a) O reconhecimento directo dos associados das OA e
altimetria e planimetria ou às suas características de funcio-
OEA, propostos pelas respectivas associações
namento e exploração, tais edifícios e recintos ou as suas
profissionais, desde que comprovadamente pos-
fracções são classificados de perigosidade atípica e ficam
suam um mínimo de cinco anos de experiência
sujeitos a soluções de segurança contra incêndios em edifí- profissional em segurança contra incêndios em
cios que, cumulativamente: edifícios;
b) O reconhecimento dos associados das OA e OEA,
a) Sejam devidamente fundamentadas pelo autor do propostos pelas respectivas associações profis-
projecto, com base em análises de risco, associa- sionais, que tenham concluído com aproveita-
das a práticas já experimentadas, métodos de mento as necessárias acções de formação na área
ensaio ou modelos de cálculo; específica de segurança contra incêndios em
b) Sejam baseadas em tecnologias inovadoras no edifícios, cujo conteúdo programático, forma-
âmbito das disposições construtivas ou dos sis- dores e carga horária tenham sido objecto de pro-
temas e equipamentos de segurança; tocolo entre o Serviço Nacional de Protecção
c) Sejam explicitamente referidas como não confor- Civil e Bombeiros e cada uma daquelas associa-
mes no termo de responsabilidade do autor do ções profissionais.
projecto;
2. A responsabilidade pela elaboração dos planos de segu-
d) Sejam aprovadas pelo Serviço Nacional de Protec-
rança internos referentes a edifícios e recintos classificados
ção Civil e Bombeiros.
na 3.ª e 4.ª categorias de risco, constituídos pelos planos de
prevenção, pelos planos de emergência internos e pelos
CAPÍTULO III registos de segurança, tem de ser assumida exclusivamente
Condições de Segurança Contra Incêndios em Edifícios por técnicos associados das OAA e OEA, propostos pelas
respectivas associações profissionais.
ARTIGO 15.º
(Condições técnicas de segurança contra incêndios em edifícios) 3. O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros
deve proceder ao registo actualizado dos autores de projec-
Por Decreto Executivo Conjunto dos Ministros do Inte- tos e planos de segurança contra incêndios em edifícios
rior e do Urbanismo e da Construção deve ser aprovado um referidos nos números anteriores e publicitar a listagem dos
regulamento técnico que estabelece as seguintes condições mesmos no seu sítio.
3354 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ARTIGO 17.º Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros ou de uma


(Operações urbanísticas) entidade por ele credenciada.

1. Os procedimentos administrativos respeitantes a opera- ARTIGO 19.º


ções urbanísticas são instruídos com um projecto de espe- (Inspecções)
cialidade de segurança contra incêndios em edifícios, com o
conteúdo descrito no anexo IV ao presente diploma, que dele 1. Os edifícios ou recintos e suas fracções estão sujeitos
é parte integrante. a inspecções regulares, a realizar pelo Serviço Nacional de
Protecção Civil e Bombeiros ou por entidade por ele creden-
2. As operações urbanísticas das utilizações-tipo I, II, III, ciada, para verificação da manutenção das condições de segu-
VI, VII, VIII, IX, X, XI e XII da 1.ª categoria de risco, são rança contra incêndios aprovadas e da execução das medidas
dispensadas da apresentação de projecto de especialidade de de autoprotecção, a pedido das entidades responsáveis refe-
segurança contra incêndios em edifícios, o qual é substituído ridas nos n.os 3 e 4 do artigo 6.º do presente diploma.
por uma ficha de segurança por cada utilização-tipo, con-
2. Exceptuam-se do disposto no número anterior os
forme modelos aprovados pelo Serviço Nacional de Protec-
edifícios ou recintos e suas fracções das utilizações-tipo I, II,
ção Civil e Bombeiros, com o conteúdo descrito no anexo V
III, VI, VII, VIII, IX, X, XI e XII da 1.ª categoria de risco.
ao presente diploma, que dele é parte integrante.

3. As inspecções regulares referidas no n.º 1 do presente


3. Nas operações urbanísticas promovidas pela Adminis-
artigo, devem ser realizadas de três em três anos no caso
tração Pública, devem ser cumpridas as condições de segu-
da 1.ª categoria de risco, de dois em dois anos, no caso da
rança contra incêndios em edifícios.
2.ª categoria de risco e anualmente para a 3.ª e 4.ª categorias
de risco.
4. As operações urbanísticas cujo projecto careça de apro-
vação pela administração central e que nos termos da legis- 4. As entidades responsáveis, referidas nos n.os 3 e 4 do
lação especial aplicável tenham exigências mais gravosas de artigo 6.º do presente diploma, podem solicitar ao Serviço
segurança contra incêndios em edifícios, seguem o regime Nacional de Protecção Civil e Bombeiros a realização de ins-
nelas previsto. pecções extraordinárias.

ARTIGO 18.º 5. Compete às entidades, referidas nos n.os 3 e 4 do arti-


(Utilização dos edifícios) go 6.º do presente diploma, assegurar a regularização das
condições que não estejam em conformidade com o presente
1. O pedido de autorização de utilização de edifícios ou diploma e sua legislação complementar, dentro dos prazos
suas fracções autónomas e recintos, referido no diploma legal fixados nos relatórios das inspecções referidas nos números
que estabelece o regime jurídico da urbanização e edifica- anteriores.
ção, deve ser instruído com termo de responsabilidade subs-
ARTIGO 20.º
crito pelos autores de projecto de obra e do Director de
(Delegado de segurança)
fiscalização de obra, no qual devem declarar que se encon-
tram cumpridas as condições de segurança contra incêndios
1. A entidade responsável nos termos dos n.os 3 e 4 do
em edifícios.
artigo 6.º do presente diploma, designa um delegado de
segurança para executar as medidas de autoprotecção.
2. Quando haja lugar a vistorias, nos termos do diploma
legal que estabelece o regime jurídico da urbanização e edifi-
2. O delegado de segurança age em representação da
cação ou em virtude de legislação especial em matéria de
entidade responsável, ficando esta integralmente obrigada ao
autorização de funcionamento, nas mesmas deve ser apre- cumprimento das condições de segurança contra incêndios
ciado o cumprimento das condições de segurança contra em edifícios, previstas no presente diploma e demais legis-
incêndios em edifícios e dos respectivos projectos ou fichas lação aplicável.
de segurança, sem prejuízo de outras situações previstas na
legislação específica que preveja ou determine a realização ARTIGO 21.º
de vistoria. (Medidas de autoprotecção)

3. As vistorias referidas no número anterior, referentes 1. A autoprotecção e a gestão de segurança contra incên-
à 3.ª e 4.ª categorias de risco, integram um representante do dios em edifícios e recintos, durante a exploração ou utiliza-
I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3355

ção dos mesmos, para efeitos de aplicação do presente critérios definidos no regulamento técnico a que se refere o
diploma e legislação complementar, baseiam-se nas seguin- artigo 15.º do presente diploma.
tes medidas:
3. Na fase de concepção das medidas de autoprotecção,
a) Medidas preventivas, que tomam a forma de pro- podem ser solicitadas ao Serviço Nacional de Protecção Civil
cedimentos de prevenção ou planos de preven- e Bombeiros consultas prévias sobre a adequação das pro-
ção, conforme a categoria de risco; postas de solução para satisfação das exigências de segurança
b) Medidas de intervenção em caso de incêndio, que contra incêndios.
tomam a forma de procedimentos de emergência
ou de planos de emergência interno, conforme a ARTIGO 23.º
categoria de risco; (Comércio e instalação de equipamentos de segurança contra
c) Registo de segurança onde devem constar os rela- incêndios em edifícios)
tórios de vistoria ou inspecção e relação de todas
as acções de manutenção e ocorrências directa ou 1. A actividade de comercialização de produtos e equipa-
indirectamente relacionadas com a segurança mentos de segurança contra incêndios em edifícios, a sua ins-
contra incêndios em edifícios; talação e manutenção é feita por entidades registadas no
d) Formação em segurança contra incêndios em edifí- Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, sem pre-
cios, sob a forma de acções destinadas a todos juízo de outras licenças, autorizações ou habilitações previs-
os funcionários e colaboradores das entidades tas na lei para o exercício de determinada actividade.
exploradoras ou de formação específica, desti-
nada aos delegados de segurança e outros ele- 2. O procedimento de registo deve ser definido por
mentos que lidam com situações de maior risco Decreto Executivo Conjunto dos Ministros do Interior, do
de incêndio; Urbanismo e da Construção e da Economia.
e) Simulacros, para teste do plano de emergência
interno e treino dos ocupantes com vista a criação ARTIGO 24.º
de rotinas de comportamento e aperfeiçoamento (Fiscalização)
de procedimentos.
1. São competentes para fiscalizar o cumprimento das
2. O plano de segurança interno é constituído pelo plano condições de segurança contra incêndios em edifícios:
de prevenção, pelo plano de emergência interno e pelos
registos de segurança. a) O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bom-
beiros;
3. Os simulacros de incêndio são realizados com a perio- b) A Direcção Nacional e as Direcções Provinciais de
dicidade máxima, definida no regulamento técnico a que se Inspecção e Investigação das Actividades Econó-
refere o artigo 15.º do presente diploma. micas, no que respeita à colocação no mercado
dos equipamentos previstos no regulamento téc-
4. As medidas de autoprotecção respeitantes a cada utili- nico referido no artigo 15.º do presente diploma.
zação-tipo, de acordo com a respectiva categoria de risco são
as definidas no regulamento técnico a que se refere o arti- 2. No exercício das acções de fiscalização pode ser soli-
go 15.º do presente diploma. citada a colaboração das autoridades administrativas e poli-
ciais para impor o cumprimento de normas e determinações
ARTIGO 22.º que, por razões de segurança, devam ter execução imediata
(Implementação das medidas de autoprotecção) no âmbito de actos de gestão pública.

1. As medidas de autoprotecção aplicam-se a todos os CAPÍTULO IV


edifícios e recintos, incluindo os existentes à data de entrada Transgressões e Processo
em vigor do presente diploma.
ARTIGO 25.º
2. As alíneas d) e e) do n.º 1 do artigo anterior não são (Transgressões e multas)
aplicáveis às utilizações-tipo I referidas na alínea a) do n.º 1
do artigo 8.º do presente diploma, salvo em caso de risco sig- 1. Sem prejuízo da responsabilidade civil, criminal ou dis-
nificativo, devidamente fundamentado, de acordo com os ciplinar, constitui transgressão:
3356 DIÁRIO DA REPÚBLICA

a) A subscrição dos termos de responsabilidade pre- para a sua localização ou quantidades permitidas,
vistos no n.º 2 do artigo 6.º, verificando-se a exe- em infracção ao disposto nas normas técnicas,
cução das operações urbanísticas em descon- previstas no regulamento técnico referido no
formidade com os projectos aprovados; artigo 15.º do presente diploma;
b) A subscrição de estudos e projectos de segurança l) A comercialização de produtos e equipamentos e
contra incêndios em edifícios, planos de segu- produtos de segurança contra incêndios em edifí-
rança interna, emissão de pareceres, relatórios de cios, a sua instalação e manutenção, sem registo
vistoria ou relatórios de inspecção, relativos a no Serviço Nacional de Protecção Civil e Bom-
condições de segurança contra risco de incêndio beiros, em infracção ao disposto no artigo 23.º do
em edifícios, por quem não detenha os requisitos presente diploma;
legais; m) A inexistência ou a utilização de sinais de segu-
c) A obstrução, redução ou anulação das portas corta- rança, não obedecendo às dimensões, formatos,
-fogo, das câmaras corta-fogo, das vias verticais materiais especificados, a sua incorrecta instala-
ou horizontais de evacuação, ou das saídas de ção ou localização em infracção ao disposto nas
evacuação, em infracção ao disposto nas normas normas técnicas, previstas no regulamento téc-
técnicas, previstas no regulamento técnico refe- nico referido no artigo 15.º do presente diploma;
rido no artigo 15.º do presente diploma; n) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
d) A alteração dos meios de compartimentação ao mento, ou manutenção, dos equipamentos de
fogo, isolamento e protecção, através da abertura iluminação de emergência, em infracção ao dis-
de vãos de passagem ou de novas comunicações posto nas normas técnicas, previstas no regula-
entre espaços, que agrave o risco de incêndio, em
mento técnico referido no artigo 15.º do presente
infracção ao disposto nas normas técnicas, pre-
diploma;
vistas no regulamento técnico referido no arti-
o) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
go 15.º do presente diploma;
mento, manutenção dos equipamentos ou siste-
e) A alteração dos elementos com capacidade de
mas de detecção, alarme e alerta, em infracção
suporte de carga, estanquidade e isolamento tér-
ao disposto nas normas técnicas, previstas no
mico, para classes de resistência ao fogo com
regulamento técnico referido no artigo 15.º do
desempenho inferior ao exigido, que agrave o
presente diploma;
risco de incêndio, em infracção ao disposto nas
p) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
normas técnicas, previstas no regulamento téc-
mento ou manutenção dos equipamentos ou sis-
nico referido no artigo 15.º do presente diploma;
temas de controlo de fumos, a obstrução das
f) A alteração dos materiais de revestimento e acaba-
tomadas de ar ou das bocas de ventilação, em
mento das paredes e tectos interiores, para clas-
ses de reacção ao fogo com desempenho inferior infracção ao disposto nas normas técnicas, pre-
ao exigido no que se refere à produção de fumo, vistas no regulamento técnico referido no arti-
gotículas ou partículas incandescentes, em infrac- go 15.º do presente diploma;
ção ao disposto nas normas técnicas, previstas no q) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
regulamento técnico referido no artigo 15.º do mento ou manutenção dos extintores de incên-
presente diploma; dio, em infracção ao disposto nas normas
g) O aumento do efectivo em utilização-tipo, com técnicas, previstas no regulamento técnico refe-
agravamento da respectiva categoria de risco, em rido no artigo 15.º do presente diploma;
infracção ao disposto nas normas técnicas, pre- r) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
vistas no regulamento técnico referido no arti- mento ou manutenção dos equipamentos da rede
go 15.º do presente diploma; de incêndios armada, do tipo carretel ou do tipo
h) A alteração do uso total ou parcial dos edifícios ou teatro, em infracção ao disposto nas normas téc-
recintos, com agravamento da categoria de risco, nicas, previstas no regulamento técnico referido
sem prévia autorização da entidade competente; no artigo 15.º do presente diploma;
i) A ocupação ou o uso das zonas de refúgio, em s) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
infracção ao disposto nas normas técnicas, pre- mento ou manutenção dos equipamentos da rede
vistas no regulamento técnico referido no arti- de incêndios seca ou húmida, em infracção ao
go 15.º do presente diploma; disposto nas normas técnicas, previstas no regu-
j) O armazenamento de líquidos e de gases combustí- lamento técnico referido no artigo 15.º do pre-
veis, em violação dos requisitos determinados sente diploma;
I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3357

t) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona- técnicas, publicadas no regulamento técnico


mento ou manutenção do depósito da rede de referido no artigo 15.º do presente diploma;
incêndio ou respectiva central de bombagem, em ff) Plantas de emergência ou instruções de segurança
infracção ao disposto nas normas técnicas, inexistentes, incompletas, ou não afixadas nos
publicadas no regulamento técnico referido no locais previstos nos termos do presente regula-
artigo 15.º do presente diploma; mento, em infracção ao disposto nas normas téc-
u) A deficiente instalação, funcionamento ou manu- nicas, publicadas no regulamento técnico refe-
tenção dos hidrantes, em infracção ao disposto rido no artigo 15.º do presente diploma;
nas normas técnicas, publicadas no regula- gg) Não realização de acções de formação de segu-
mento técnico referido no artigo 15.º do presente rança contra incêndios em edifícios, em infracção
diploma; ao disposto nas normas técnicas, publicadas no
v) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona- regulamento técnico referido no artigo 15.º do
mento ou manutenção dos equipamentos ou sis- presente diploma;
temas de controlo de monóxido de carbono, em hh) Não realização de simulacros nos prazos previstos
infracção ao disposto nas normas técnicas, no presente regulamento, em infracção ao dis-
publicadas no regulamento técnico referido no posto nas normas técnicas, publicadas no regula-
artigo 15.º do presente diploma; mento técnico referido no artigo 15.º do presente
x) A existência de extintores ou outros equipamentos diploma;
de segurança contra incêndios em edifícios, com
ii) A falta do registo a que se refere o n.º 3 do arti-
os prazos de validade ou de manutenção ultra-
go 16.º do presente diploma;
passados, em infracção ao disposto nas normas
jj) O incumprimento negligente ou doloso de deveres
técnicas, publicadas no regulamento técnico
específicos que as entidades credenciadas, pre-
referido no artigo 15.º do presente diploma;
vistas no n.º 2 do artigo 5.º e no artigo 30.º do
z) A inexistência ou a deficiente instalação, funciona-
presente diploma, estão obrigadas a assegurar no
mento ou manutenção dos equipamentos ou
desempenho das suas funções.
sistemas de detecção automática de gases-com-
bustível, em infracção ao disposto nas normas
2. As transgressões previstas nas alíneas c), g), i), o), p),
técnicas, publicadas no regulamento técnico
r), t), u), aa) e cc) do número anterior são puníveis com a
referido no artigo 15.º do presente diploma;
multa graduada de UCF 690 até ao máximo de UCF 6.870,
aa) A inexistência ou a deficiente instalação, funcio-
no caso de pessoa singular, ou até UCF 81.715, no caso de
namento ou manutenção dos equipamentos ou
pessoa colectiva.
sistemas fixos de extinção automática de incên-
dios, em infracção ao disposto nas normas técni-
3. As transgressões previstas nas alíneas a), b), d), e), f),
cas, publicadas no regulamento técnico referido
h), j), q), s), v), z), bb), dd), ee), gg), hh) e jj) do n.º 1 são puní-
no artigo 15.º do presente diploma;
veis com a multa graduada de UCF 510 até ao máximo de
bb) O uso do posto de segurança para um fim diverso
do permitido, em infracção ao disposto nas nor- UCF 5.107, no caso de pessoa singular, ou até UCF 51.071,
mas técnicas, publicadas no regulamento técnico no caso de pessoa colectiva.
referido no artigo 15.º do presente diploma;
cc) A inexistência de planos de prevenção ou de emer- 4. As transgressões previstas nas alíneas l), m), n), x), ff)
gência internos actualizados, ou a sua desconfor- e ii) do n.º 1 são puníveis com a multa graduada de UCF 335
midade em infracção ao disposto nas normas até ao máximo de UCF 3.343, no caso de pessoa singular, ou
técnicas, publicadas no regulamento técnico até UCF 20.429, no caso de pessoa colectiva.
referido no artigo 15.º do presente diploma;
dd) A inexistência de registos de segurança, a sua não 5. A tentativa e a negligência são puníveis, sendo os
actualização, ou a sua desconformidade com o limites referidos nos números anteriores reduzidos para
disposto nas normas técnicas, publicadas no metade.
regulamento técnico referido no artigo 15.º do
presente diploma; 6. O pagamento das multas referidas nos números ante-
ee) Equipa de segurança inexistente, incompleta, ou riores não dispensa a observância das disposições constantes
sem formação em segurança contra incêndios em do presente diploma e legislação complementar, cuja viola-
edifícios, em infracção ao disposto nas normas ção determinou a sua aplicação.
3358 DIÁRIO DA REPÚBLICA

7. A medida aplicada é comunicada às associações públi- a) A credenciação de pessoas singulares ou colectivas


cas profissionais e a outras entidades com inscrição obriga- para a realização de vistorias e inspecções das
tória, a que os arguidos pertençam. condições de segurança contra incêndios em
edifícios;
8. Fica ressalvada a punição prevista em qualquer outra b) A emissão de pareceres sobre as condições de segu-
legislação, que sancione com multa mais grave ou preveja a rança contra incêndios em edifícios;
aplicação de sanção acessória mais grave, qualquer dos ilíci- c) A realização de vistorias sobre as condições de
tos previstos no presente diploma. segurança contra incêndios em edifícios;
ARTIGO 26.º d) A realização de inspecções regulares sobre as con-
(Sanções acessórias) dições de segurança contra incêndios em edifí-
cios;
1. Em função da gravidade da infracção e da culpa do e) A realização de inspecções extraordinárias sobre as
agente, simultaneamente com a multa, podem ser aplicadas condições de segurança contra incêndios em
as seguintes sanções acessórias: edifícios, quando sejam solicitadas pelas entida-
des responsáveis a que se referem os n.os 3 e 4 do
a) Interdição do uso do edifício, recinto ou de suas
artigo 6.º do presente diploma;
partes, por obras ou alteração de uso não apro-
f) As consultas prévias referidas no n.º 3 do artigo 22.º
vado ou por não funcionamento dos sistemas e
do presente diploma;
equipamentos de segurança contra incêndios;
g) O registo a que se refere o n.º 3 do artigo 16.º do
b) Interdição do exercício da actividade profissional,
presente diploma;
no âmbito da certificação a que se refere o arti-
h) O processo de registo de entidades que exerçam a
go 16.º do presente diploma;
actividade de comercialização de produtos e
c) Interdição do exercício das actividades, no âmbito
equipamentos de segurança contra incêndios em
da credenciação a que se referem o n.º 2 do arti-
edifícios, a sua instalação e manutenção;
go 5.º e o artigo 30.º do presente diploma.
i) O registo a que se refere o n.º 2 do artigo 30.º do
2. As sanções referidas no número anterior têm a duração presente diploma.
máxima de dois anos, contados a partir da data da sua apli-
cação. 3. As taxas correspondem ao custo efectivo dos serviços
prestados.
ARTIGO 27.º
(Instrução e decisão dos processos sancionatórios) ARTIGO 30.º
(Credenciação)
A instrução e decisão de processos por transgressão pre-
vistas no presente diploma compete ao Serviço Nacional de
1. O regime de credenciação de entidades para a emissão
Protecção Civil e Bombeiros.
de pareceres, realização de vistorias e de inspecções das con-
ARTIGO 28.º dições de segurança contra incêndios em edifícios pelo Ser-
(Destino do produto das multas) viço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, nos termos
previstos no presente diploma e na demais legislação com-
À afectação do produto das multas aplica-se o regime ins- plementar, deve ser definido por Decreto Executivo do
tituído pelo Decreto n.º 17/96, de 26 de Julho. Ministro do Interior.

CAPÍTULO V 2. As entidades credenciadas no âmbito do presente


Disposições Finais e Transitórias diploma e legislação complementar, devem fazer o registo da
realização de vistorias e de inspecções das condições de
ARTIGO 29.º segurança contra incêndios em edifícios, no sistema infor-
(Taxas) mático do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros.
1. Os serviços prestados pelo Serviço Nacional de
ARTIGO 31.º
Protecção Civil e Bombeiros, no âmbito do presente diploma,
(Incompatibilidades)
estão sujeitos a taxas cujo valor deve ser fixado por
Decreto Executivo Conjunto dos Ministros do Interior e das
A subscrição de fichas de segurança, projectos ou planos
Finanças.
de segurança contra incêndios em edifícios, é incompatível
2. Para efeitos do número anterior consideram-se serviços com a prática de actos ao abrigo da credenciação do Serviço
prestados pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bom- Nacional de Protecção Civil e Bombeiros no exercício das
beiros, nomeadamente: suas competências de emissão de pareceres, realização de
I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3359

vistorias e inspecções das condições de segurança contra enviado ao Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros
incêndios em edifícios. pelas entidades referidas no artigo 6.º, por via electrónica,
nos seguintes prazos:
ARTIGO 32.º
(Sistema informático) a) Até aos 30 dias anteriores à entrada em utilização,
no caso de obras de construção nova, de altera-
1. A tramitação dos procedimentos previstos no presente ção, ampliação ou mudança de uso;
diploma é realizada informaticamente, com recurso a sistema b) No prazo máximo de um ano, após a data de entrada
próprio, o qual, entre outras funcionalidades, permite: em vigor do presente diploma, para o caso de
edifícios e recintos existentes àquela data.
a) A entrega de requerimentos, comunicações e
ARTIGO 35.º
documentos;
(Comissão de acompanhamento)
b) A consulta pelos interessados do estado dos proce-
dimentos; 1. Por Decreto Executivo Conjunto dos Ministros do
c) O envio de pareceres, relatórios de vistoria e de Interior e do Urbanismo e da Construção deve ser criada uma
inspecções de segurança contra incêndios em comissão de acompanhamento da aplicação do regime esta-
edifícios, quando solicitados ao Serviço Nacio- belecido pelo presente diploma.
nal de Protecção Civil e Bombeiros;
d) A decisão. 2. A comissão de acompanhamento referida no número
anterior deve ser presidida por um representante do Serviço
2. O sistema informático previsto no presente artigo deve Nacional de Protecção Civil e Bombeiros e constituída por
ser objecto de regulamentação, por Decreto Executivo Con- um perito a designar por cada uma das seguintes entidades:
junto dos Ministros do Interior e das Telecomunicações e
Tecnologias de Informação. a) Ministério do Urbanismo e da Construção;
b) Governos Provinciais;
3. As comunicações são realizadas por via electrónica, c) Laboratório de Engenharia de Angola (LEA);
nas quais deve ser aposta assinatura electrónica, que pelo d) Ordem dos Arquitectos (OA);
menos, satisfaça as exigências de segurança e fiabilidade e) Ordem dos Engenheiros de Angola (OEA).
mínimas definidas para a assinatura electrónica avançada.
ARTIGO 36.º
(Revogação)
4. O fornecimento de informação por parte das diferentes
entidades com competência no âmbito do presente diploma e É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no
legislação complementar é concretizado de forma desmate- presente diploma.
rializada, por meio de disponibilização de acesso aos respec-
tivos sistemas de informação. ARTIGO 37.º
(Dúvidas e omissões)
ARTIGO 33.º
(Publicidade) As dúvidas e omissões que se suscitem na interpretação
e aplicação do presente diploma são resolvidas pelo Presi-
As normas técnicas e regulamentares do presente regula- dente da República.
mento devem ser publicitadas no sítio do Serviço Nacional de
Protecção Civil e Bombeiros. ARTIGO 38.º
(Entra em vigor)
ARTIGO 34.º
(Norma transitória) O presente Decreto Presidencial entra em vigor na data da
sua publicação.
1. Os projectos de edifícios e recintos, cujo licenciamento
ou comunicação prévia tenha sido requerida até à data da Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, 1 de
entrada em vigor do presente diploma são apreciados e deci- Junho de 2011.
didos de acordo com a legislação vigente à data da sua apre-
sentação. Publique-se.

2. Para efeitos de apreciação das medidas de autoprotec- Luanda, aos 30 de Junho de 2011.
ção a implementar de acordo com o regulamento técnico
referido no artigo 15.º do presente diploma, o processo é O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
3360 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ANEXO I QUADRO II
Classes de reacção ao fogo para produtos de Classes de reacção ao fogo para produtos de construção
de pavimentos, incluindo os seus revestimentos
construção, a que se refere o n.º 4 do artigo 9.º
Classe Factor de Classificação Classificação complementar
A classificação de desempenho de reacção ao fogo para
produtos de construção é a constante dos quadros seguintes A1FL T, m, tf, PCS

e atende aos seguintes factores, dependendo do produto em T, m, tf, PCS e


A2FL fluxo crítico. Produção de fumo «s1 ou s2».
questão:
BFL Fluxo crítico e Fs. Produção de fumo «s1 ou s2».

T — aumento de temperatura [°C]; CFL Fluxo crítico e Fs. Produção de fumo «s1 ou s2».
m — perda de massa [%]; DFL Fluxo crítico e Fs. Produção de fumo «s1 ou s2».
tf — tempo de presença da chama «duração das EFL Fs
chamas persistentes» [s];
FFL Desempenho não
PCS — poder calorífico superior [MJ kg-1, MJ kg-2 determinado
ou MJ m-2, consoante os casos];
FIGRA — taxa de propagação do fogo [W s-1];
QUADRO III
THR600s — calor total libertado em 600 s [MJ]; Classes de reacção ao fogo de produtos lineares
LFS — propagação lateral das chamas «comparado para isolamento térmico de condutas
com o bordo da amostra» [m];
SMOGRA — taxa de propagação do fumo [m2 s-2]; Classe Factor de Classificação Classificação complementar

TSP600 s — produção total de fumo em 600 s [m2];


A1L T, m, tf, PCS
Fs — propagação das chamas [mm];
Produção de fumo «s1, s 2 ou s3»
Libertação de gotículas ou partículas incandescentes; T, m, tf, PCS, FIGRA, e gotículas ou partículas
A2L LFS e THR600s. incandescentes «d0, d1 ou d2».
Fluxo crítico — fluxo radiante correspondente à
extensão máxima da chama «só para pavimentos». BL FIGRA, LFS, THR600s
Produção de fumo «s1, s2 ou s3»
e gotículas ou partículas incandes-
e Fs. centes «d0, d1 ou d2».

Produção de fumo «s1, s2 e


CL FIGRA, LFS, THR600s ou s3» e gotículas ou partículas
QUADRO I e Fs. incandescentes «d0, d1 ou d2».
Classes de reacção ao fogo para produtos de construção,
Produção de fumo «s1, s2 ou s3»
excluindo pavimentos DL FIGRA, THR600s e Fs e gotículas ou partícula incandes-
centes «d0, d1 ou d2».

Gotículas ou partículas incandes-


EL Fs centes «aprovação ou reprovação».
Classe Factor de Classificação Classificação complementar
FL Desempenho não
determinado
A1 T, m, tf, PCS

Produção de fumo «s1, s 2 ou s3»


T, m, tf, PCS, FIGRA, e gotículas ou partículas ANEXO II
A2 LFS e THR600s. incandescentes «d0, d1 ou d2». Classes de resistência ao fogo padrão para produtos
Produção de fumo «s1, s2 ou s3» de construção, a que se refere o n.º 3 do artigo 9.º
B FIGRA, LFS, THR600s e gotículas ou partículas incandes-
e Fs. centes «d0, d1 ou d2».
A classificação de desempenho de resistência ao fogo
Produção de fumo «s1, s2
C FIGRA, LFS, THR600s ou s3» e gotículas ou partículas padrão para produtos de construção é a constante dos qua-
e Fs. incandescentes «d0, d1 ou d2».
dros seguintes e atende aos seguintes parâmetros, depen-
Produção de fumo «s1, s2 ou s3» dendo do elemento de construção em questão:
D FIGRA e Fs gotículas ou partícula incandes-
centes «d0, d1 ou d2».

Gotículas ou partículas incandes-


a) R — capacidade de suporte de carga;
E Fs centes «aprovação ou reprovação». b) E — estanquidade a chamas e gases quentes;
F Desempenho não c) I — isolamento térmico;
determinado
d) W — radiação;
I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3361

e) M — acção mecânica; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1999-1.2


f) C — fecho automático;
g) S — passagem de fumo; Classificação Duração “em minuto”
h) P ou PH — continuidade de fornecimento de ener-
gia e/ou de sinal; RE........................ — 20 30 — 60 90 120 180 240

i) G — resistência ao fogo; .. 15 20 30 45 60 90 120 180 240

j) K — capacidade de protecção contra o fogo. REI.......................

QUADRO I QUADRO III


Classificação para elementos com funções de suporte Classificação para produtos e sistemas para protecção
de carga e sem função de compartimentação resistente de elementos ou partes de obras com funções de
suporte de carga
ao fogo

Aplicação: tectos sem resistência independente ao fogo


Aplicação: paredes, pavimentos, cobertura, vigas,
pilares, varandas, escadas, passagens Normas EN 13501-2; EN 13381-1

Normas EN 13501-2; EN 1365-1, 2, 3, 4, 5, 6; EN 1992- Classificação — expressa nos mesmos termos do ele-
1.2; EN 1993-1.2; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; mento que é protegido.
EN 1999-1.2
Nota — Se também cumprir os critérios relativamente ao
fogo «seminatural», o símbolo «sn» é acrescentado à classi-
Classificação Duração “em minuto”
ficação.

R............... 15 20 30 45 60 90 120 180 240 360 Aplicação: revestimentos, revestimentos exteriores


e painéis de protecção contra o fogo

QUADRO II Normas EN 13501-2; EN 13381-2 a 7


Classificação para elementos com funções de suporte
Classificação — expressa nos mesmos termos do ele-
de carga e de compartimentação resistente ao fogo
mento que é protegido.

Aplicação: paredes QUADRO IV


Classificação para elementos ou partes de obras sem
Normas EN 13501-2; EN 1365-1; EN 1992-1.2; EN funções de suporte de carga e produtos a eles destinados
1993-1.2;
Aplicação: divisórias «incluindo divisórias com porções
não isoladas»
EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2

Normas EN 13501-2; EN 1364-1; EN 1992-1.2; EN


Classificação Duração “em minuto” 1993-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2

RE........................ — 20 30 — 60 90 120 180 240


Classificação Duração “em minuto”
.. 15 20 30 45 60 90 120 180 240
REI....................... — 20 30 — 60 90 120 180 240
E......................... — 20 30 — 60 90 120 — —
— 20 30 — 60 90 120 180 240
.. 15 20 30 45 60 90 120 180 240
REI- ....................
EI........................ — — 30 — 60 90 120 — —
M.........................
. — 20 30 — 60 90 120 — —
REW.....................
EI-M...................
EW......................
Aplicação: pavimentos e coberturas .

Aplicação: tectos com resistência independente ao fogo


Normas EN 13501-2; EN 1365-2; EN 1992-1.2; EN
1993-1.2; Normas EN 13501-2; EN 1364-2
3362 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Classificação Duração “em minuto” Classificação Duração “em minuto”

EI......................... 15 — 30 45 60 90 120 180 240 RE....................... 15 — 30 45 60 90 120 180 240


.. 15 20 30 45 60 90 120 180 240
..
REI..................... — — — — — — — — —
Nota — A classificação é complementada por «a→b, ..

b→a ou a↔b», indicando se o elemento foi ensaiado e cum-


pre os critérios para o fogo de cima, de baixo ou para ambos. Aplicação: portas e portadas corta-fogo e respectivos
dispositivos de fecho «incluindo as que comportem
Aplicação: fachadas e paredes exteriores envidraçados e ferragens»
«incluindo elementos envidraçados»
Normas EN 13501-2; EN 1634-1
Normas EN 13501-2; EN 1364-3, 4, 5, 6; EN 1992-1.2;
EN 1993-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2
Classificação Duração “em minuto”

E......................... 15 — 30 45 60 90 120 180 240


Classificação Duração “em minuto”
........................... 15 20 30 45 60 90 120 180 240
EL....................... — 20 30 — 60 — — — —
E......................... 15 — 30 — 60 90 120 — — ..
EI....................... 15 — 30 — 60 90 120 — — EW..................... — — — — — — — — —
.. — 20 30 — 60 — — — — ..

EW..................... — — — — — — — — —
.. Nota — A classificação I é complementada pela adição
dos sufixos «1» ou «2» consoante a definição do isolamento
Nota — A classificação é complementada por «i→o, o→i utilizada. A adição do símbolo «C» indica que o produto
ou i↔o» consoante cumpram os critérios para o fogo inte- satisfaz também o critério de fecho automático «ensaio
rior, exterior ou para ambos.
pass/fail» (1).

Onde aplicável, estabilidade mecânica significa que não


há partes em colapso passíveis de causar danos pessoais (1) A classificação «C» deve ser complementada pelos
durante o período da classificação E ou EI. dígitos 0 a 5, de acordo com a categoria utilizada, os porme-
nores devem ser incluídos na especificação técnica relevante
Aplicação: pisos falsos do produto.

Normas EN 13501-2; EN 1366-6 Aplicação: portas de controlo do fumo

Classificação Duração “em minuto” Normas EN 13501-2; EN 1634-3

R......................... 15 — 30 — — — — — —
Classificação — S200 ou Sa (consoante as condições de
RE....................... — — 30 — — — — — —
... — — 30 — — — — — —
ensaio cumpridas).
REI....................... — — — — — — — — — Nota — A adição do símbolo «C» indica que o produto
REW..................... — — — — — — — — — satisfaz também o critério de fecho automático «ensaio
... — — — — — — — — — pass/fail» (1).
(1) A classificação «C» deve ser complementada pelos
Nota — A classificação é complementada pela adição do
dígitos 0 a 5, de acordo com a categoria utilizada; os porme-
sufixo «f», indicando resistência total ao fogo ou do sufixo
nores devem ser incluídos na especificação técnica relevante
«r», indicando exposição apenas à temperatura constante
do produto.
reduzida.

Aplicação: vedações de aberturas de passagem Aplicação: obturadores para sistemas de transporte


de cabos e tubagens contínuo por correias ou carris

Normas EN 13501-2; EN 1366-3, 4 Normas EN 13501-2; EN 1366-7


I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3363

QUADRO V
Classificação Duração “em minuto”
Classificação para produtos destinados a sistemas de
E......................... 15 — 30 45 60 90 120 180 240 ventilação «excluindo exaustores de fumo e de calor»
........................... 15 20 30 45 60 90 120 180 240
EL....................... — 20 30 — 60 — — — —
.. Aplicação: condutas de ventilação
EW..................... — — — — — — — — —
..
Normas EN 13501-3; EN 1366-1

Nota — A classificação I é complementada pela adição Classificação Duração “em minuto”


dos sufixos «1» ou «2» consoante a definição do isolamento
utilizada. A adição do símbolo «C» indica que o produto E.......................... — — 30 — 60 — — — —

satisfaz também o critério de fecho automático «ensaio .. 15 20 30 45 60 90 120 180 240

pass/fail» (1). EI........................ — — — — — — — — —

(1) A classificação «C» deve ser complementada pelos Nota — A classificação é complementada por «i→o, o→i
dígitos 0 a 5, de acordo com a categoria utilizada; os porme- ou i↔o» consoante cumpram os critérios para o fogo inte-
rior, exterior ou para ambos, respectivamente. Os símbolos
nores devem ser incluídos na especificação técnica relevante
«ve» e/ou «ho» indicam, além disso, a adequação a uma uti-
do produto.
lização vertical e ou horizontal. A adição do símbolo «S»
indica o cumprimento de uma restrição suplementar às fugas.
Aplicação: condutas e ductos

Aplicação: registos corta-fogo


Normas EN 13501-2; EN 1366-5
Normas EN 13501-3; EN 1366-2
Classificação Duração “em minuto”

Classificação Duração “em minuto”


E......................... 15 20 30 45 60 90 120 180 240
.. 15 20 30 45 60 90 120 180 240 E.......................... — — 30 — 60 — — — —
EI........................ — — — — — — — — — .. 15 20 30 45 60 90 120 180 240
EI........................ — — — — — — — — —
..

Nota — A classificação é complementada por «i→o, o→i


ou i↔o» consoante cumpram os critérios para o fogo inte- Nota — A classificação é complementada por «i→o ,
rior, exterior ou para ambos. Os símbolos «ve» e ou «ho» in- o→i ou i↔o» consoante cumpram os critérios para o fogo
dicam, além disso, a adequação a uma utilização vertical e/ou interior, exterior ou para ambos, respectivamente. Os símbo-
horizontal. los «ve e/ou ho» indicam, além disso, a adequação a uma uti-
lização vertical e ou horizontal. A adição do símbolo «S»
indica o cumprimento de uma restrição suplementar às fugas.
Aplicação: chaminés

QUADRO VI
Normas EN 13501-2; EN 13216
Classificação para produtos incorporados
em instalações
Classificação — G + distância «mm»; por exemplo, G50
Nota. — Distância não exigida aos produtos de constru- Aplicação: cabos eléctricos e de fibra óptica
ção de encastrar. e acessórios; tubos e sistemas de protecção
de cabos eléctricos contra o fogo
Aplicação: revestimentos para paredes e coberturas
Norma EN 13501-3
Normas EN 13501-2; EN 13381-8
Classificação Duração “em minuto”

Classificação — K.
E......................... 15 — 30 — 60 90 120 — —
Nota — Ensaio pass/fail.
3364 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Aplicação: cabos ou sistemas de energia ou sinal QUADRO IV


com pequeno diâmetro «menos de 200 mm e com con-
dutores de menos de 2,5 mm2» Categorias de risco da utilização-tipo IV «Escolares»
e V «Hospitalares e lares de idosos»

Normas EN 13501-3; EN 50200 Critérios referentes à utilização-tipo IV e V Locais de risco D


Efectivo da UT IV ou V ou E com saídas
independentes
Classificação Duração “em minuto” Categoria Altura da Efectivo em directas ao exterior
UT IV ou V Efectivo locais de risco no plano de
D ou E referência
PH........................ 15 — 30 — 60 90 120 — —
.. 1.ª . . . . . . . . ≤9m ≤ 100 ≤ 25 Aplicável a todos
2.ª . . . . . . . . ≤9m (*) ≤ 500 ≤ 100 Não aplicável
ANEXO III 3.ª . . . . . . . . ≤ 28 m (*) ≤ 1 500 ≤ 400 Não aplicável
Quadros referidos no n.º 1 do artigo 12.º 4.ª . . . . . . . . > 28 m (*) > 1500 > 400 Não aplicável

QUADRO I (*) Nas utilizações-tipo IV, onde não existam locais de risco D ou E, os
Categorias de risco da utilização-tipo I limites máximos do efectivo das 2.ª e 3.ª categorias de risco podem aumen-
«Habitacionais» tar em 50%.

Categoria
Critérios referentes à utilização-tipo I QUADRO V

Altura da UT I Número de pisos ocupados pela UT I Categorias de risco das utilizações-tipo VI


abaixo do plano de referência
«Espectáculos e reuniões públicas» e IX «Desporti-
1.ª ≤ 9m ≤1 vos e de lazer»
2.ª ≤ 28m ≤3
Critérios referentes às utilizações-tipo VI e
3.ª ≤ 50 ≤5 IX, quando integradas em edifício
Ao ar livre

Categoria Número de pisos Efectivo da


4.ª > 50m >5 Altura da UT ocupados pela UT UT VI ou Efectivo da
VI ou IX VI ou IX abaixo do IX UT VI ou IX
plano de referência

QUADRO II 1.ª . . . . . . . — ≤ 1 000


Categorias de risco da utilização-tipo II ≤ 9m 0 ≤ 100 —
«Estacionamentos» 2.ª . . . . . . . — ≤ 15 000
≤ 28m ≤1 ≤ 100 —
Critérios referentes à utilização-tipo II, quando
integrada em edifício 3.ª . . . . . . . — ≤ 40 000
≤ 28m ≤1 ≤ 100 —
Categoria Número de pisos
Área bruta
Altura da UT
ocupada pela
ocupados pela UT
Ao ar livre
4.ª . . . . . . . — > 40 000
II II abaixo do plano
UT II
de referência
> 28m >2 > 5000 —
1.ª . . . . . . . Sim
≤ 9m ≤ 3 200 m2 ≤1 Não QUADRO VI
2.ª . . . . . . . ≤ 28m ≤ 9 600 m2 ≤3 Não
3.ª . . . . . . . ≤ 28m ≤ 32 000 m2 ≤5 Não Categorias de risco das utilizações-tipo VII «Hotelei-
4.ª . . . . . . . ≤ 28m ≤ 32 000 m2 ≤5 Não
ros e restauração»

Critérios referentes às utilizações-


tipo VII
QUADRO III
Efectivo da UT VII Locais de risco E
Categorias de risco da utilização-tipo III com saídas indepen-
Categoria
«Administrativos» Altura da Efectivos
dentes directas ao
exterior no plano de
UT VI Efectivo em locais referência
Critérios referentes à utilização-tipo III de risco E
Categoria
Altura da UT III Efectivo da UT III

1.ª ............ ≤9m ≤ 100 1.ª ................ ≤ 9m ≤ 100 ≤ 50 Aplicável a todos


2.ª ............ ≤ 28 m ≤ 1 000 2.ª ................ ≤ 9m ≤ 500 ≤ 200 Não aplicável
3.ª ............ ≤ 50 m ≤ 5 000 3.ª ................ ≤ 28m ≤ 1500 ≤ 800 Não aplicável
4.ª ............ > 50 m > 5 000 4.ª ................ ≤ 28m ≤ 1500 ≤ 800 Não aplicável
I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3365

QUADRO VII (*) Nas utilizações-tipo XII, destinadas exclusivamente


a armazéns, os limites máximos da carga de incêndio modi-
Categorias de risco da utilização-tipo VIII
«Comerciais e gares de transportes» ficada devem ser 10 vezes superiores aos indicados neste
quadro.
Critérios referentes às
utilizações-tipo VIII
Categoria
ANEXO IV
Número de pisos ocu-
Altura da UT pados pela UT VIII
Elementos do projecto da especialidade de
Efectivo da UT VIII
VIII abaixo do plano de
referência
segurança contra incêndios em edifícios, exigido para os
1.ª ................ ≤ 9m 0 ≤ 100 edifícios e recintos, a que se refere o n.º 1 do artigo 17.º
2.ª ................ ≤ 28m ≤1 ≤ 1000 do presente diploma
3.ª ................ ≤ 28m ≤2 ≤ 5000
ARTIGO 1.º
4.ª ................ > 28m >2 > 5000
(Projecto da especialidade de segurança contra incêndios em edifícios)
QUADRO VIII
O projecto de especialidade é o documento que define as
Categorias de risco da utilização-tipo X características do edifício ou recinto no que se refere à espe-
«Museus e galerias de arte»
cialidade de segurança contra incêndios, do qual devem cons-
Critérios referentes às
utilizações-tipo X
tar as seguintes peças escritas e desenhadas:
Categoria
Altura da UT X Efectivo da UT X a) Memória descritiva e justificativa, a elaborar em
conformidade com o artigo 2.º deste anexo IV, na
1.ª ............... ≤ 9m ≤ 100
qual o autor do projecto deve definir de forma
2.ª ................ ≤ 28m ≤ 500 clara quais os objectivos pretendidos e as princi-
3.ª ................ ≤ 28m ≤ 1500 pais estratégias para os atingir e identificar as exi-
4.ª ................ > 28m > 1500 gências de segurança contra incêndios que
devem ser contempladas no projecto de arqui-
QUADRO IX tectura e das restantes especialidades a concreti-
Categorias de risco da utilização-tipo XI zar em obra, em conformidade com o presente
«Bibliotecas e arquivos» diploma;
Critérios referentes às utilizações-tipo VI e IX,
b) Peças desenhadas a escalas convenientes e outros
quando integradas em edifício elementos gráficos que explicitem a acessibili-
Categoria Número de pisos
Carga de incên- dade para veículos de socorro dos bombeiros, a
Altura da ocupados pela UT Efectivo
UT XI XI abaixo do plano da UT XI
dio modificada disponibilidade de hidrantes exteriores e o posi-
da UT XI
de referência cionamento do edifício ou recinto relativamente
1.ª................ ≤ 9m 0 ≤ 100 ≤ 5000 MJ/m2
aos edifícios ou recintos vizinhos, a planimetria
2.ª................ ≤ 28m ≤1 ≤ 500 ≤ 50 000 MJ/m2 e altimetria dos espaços em apreciação, a classi-
3.ª................ ≤ 28m ≤2 ≤ 1500 ≤ 150 000 MJ/m2 ficação dos locais de risco, os efectivos totais e
4.ª................ > 28m >2 > 1500 > 150 000 MJ/m2 parciais, as características de resistência ao fogo
que devem possuir os elementos de construção,
QUADRO X as vias de evacuação e as saídas e, finalmente, a
posição em planta de todos os dispositivos, equi-
Categorias de risco da utilização-tipo XII
«Industriais, oficinas e armazéns» pamentos e sistemas de segurança contra incên-
dio previstos para esses espaços.
Critérios referentes às utilizações-tipo XII
Integrada Ao ar livre
ARTIGO 2.º
Categoria Número de pisos
Carga de incêndio Carga de incêndio
modificada da UT
ocupados pela UT
modificada da UT
(Conteúdo da memória descritiva e justificativa de segurança contra
XII abaixo do
XII
plano de referência
XII incêndios em edifícios)
1.ª.............. (*) ≤ 500 MJ/m 2
0 (*) ≤ 1000 MJ/m 2

2.ª............. (*) ≤ 5000 MJ/m 2


≤1 (*) ≤ 10 000 MJ/m2 A memória descritiva e justificativa do projecto da espe-
cialidade de segurança contra incêndios em edifícios deve,
3.ª.............. (*) ≤ 15 000 MJ/m2 ≤1 (*) ≤ 30 000 MJ/m2
quando aplicáveis, conter referência aos seguintes aspectos,
4.ª.............. (*) > 15 000 MJ/m2 >1 (*) > ≤ 30 000 MJ/m2
pela ordem considerada mais conveniente:
3366 DIÁRIO DA REPÚBLICA

I — Introdução: a) Dimensionamento dos caminhos de evacuação e


das saídas;
1. Objectivo. b) Distribuição e localização das saídas.
2. Localização.
3. Caracterização e descrição: 2. Caracterização das vias horizontais de evacuação;
3. Caracterização das vias verticais de evacuação;
a) Utilizações-tipo; 4. Localização e caracterização das zonas de refúgio.
b) Descrição funcional e respectivas áreas, piso a piso.
VI — Instalações técnicas:
4. Classificação e identificação do risco:
1. Instalações de energia eléctrica:
a) Locais de risco;
b) Factores de classificação de risco aplicáveis; a) Fontes centrais de energia de emergência e equipa-
c) Categorias de risco. mentos que alimentam;
b) Fontes locais de energia de emergência e equipa-
II — Condições exteriores: mentos que alimentam;
c) Condições de segurança de grupos electrogéneos e
1. Vias de acesso. unidades de alimentação ininterrupta;
2. Acessibilidade às fachadas. d) Cortes geral e parciais de energia.
3. Limitações à propagação do incêndio pelo exterior.
4. Disponibilidade de água para os meios de socorro. 2. Instalações de aquecimento:

III — Resistência ao fogo de elementos a) Condições de segurança de centrais térmicas;


de construção: b) Condições de segurança de aparelhagem de aque-
cimento.
1. Resistência ao fogo de elementos estruturais e incor-
porados em instalações. 3. Instalações de confecção e de conservação de alimen-
tos:
2. Isolamento entre utilizações-tipo distintas. a) Instalação de aparelhos;
3 . Compartimentação geral corta-fogo. b) Ventilação e extracção de fumo e vapores;
4. Isolamento e protecção de locais de risco. c) Dispositivos de corte e comando de emergência.
5. Isolamento e protecção de meios de circulação:
4. Evacuação de efluentes de combustão.
a) Protecção das vias horizontais de evacuação; 5. Ventilação e condicionamento de ar.
b) Protecção das vias verticais de evacuação; 6. Ascensores:
c) Isolamento de outras circulações verticais;
d) Isolamento e protecção das caixas dos elevadores; a) Condições gerais de segurança;
e) Isolamento e protecção de canalizações e condutas. b) Ascensor para uso dos bombeiros em caso de
incêndio.
IV — Reacção ao fogo de materiais:
7. Instalações de armazenamento e utilização de líquidos
1. Revestimentos em vias de evacuação: e gases combustíveis:

a) Vias horizontais; a) Condições gerais de segurança;


b) Vias verticais; b) Dispositivos de corte e comando de emergência.
c) Câmaras corta-fogo.
VII — Equipamentos e sistemas de segurança:
2. Revestimentos em locais de risco.
3. Outras situações. 1. Sinalização;
2. Iluminação de emergência.
V — Evacuação: 3. Sistema de detecção, alarme e alerta:

1. Evacuação dos locais: a) Concepção do sistema e espaços protegidos;


I SÉRIE — N.º 129 — DE 8 DE JULHO DE 2011 3367

b) Configuração de alarme; ARTIGO 3.º


(Conteúdo das peças desenhadas de segurança contra incêndios em
c) Características técnicas dos elementos constituin- edifícios)
tes do sistema;
d) Funcionamento genérico do sistema (alarmes e O projecto da especialidade de segurança contra incên-
comandos). dios em edifícios deve incluir as seguintes peças desenhadas:

4. Sistema de controlo de fumo: a) Planta de localização à escala de 1:2000 ou de


1:5000;
a) Espaços protegidos pelo sistema; b) Cortes e alçados à escala de 1:100 ou de 1:200,
b) Caracterização de cada instalação de controlo de fumo. evidenciando a envolvente até 5 m;
c) Planta de implantação à escala de 1:200 ou de
5. Meios de intervenção: 1:500, evidenciando a acessibilidade para veí-
culos de socorro dos bombeiros, a disponibili-
a) Critérios de dimensionamento e de localização; dade de hidrantes exteriores e o posicionamento
b) Meios portáteis e móveis de extinção; do edifício ou recinto relativamente aos edifícios
c) Concepção da rede de incêndios e localização das ou recintos vizinhos;
bocas-de-incêndio; d) Plantas de todos os pisos, à escala de 1:100 ou de
d) Caracterização do depósito privativo do serviço de 1:200, representando, para os espaços em apre-
incêndios e concepção da central de bombagem; ciação, a classificação dos locais de risco, os
e) Caracterização e localização das alimentações da efectivos totais e parciais, as características de
rede de incêndios. resistência ao fogo que devem possuir os ele-
mentos de construção, as vias de evacuação e as
6. Sistemas fixos de extinção automática de incêndios: saídas e, finalmente, a posição em planta de todos
os dispositivos, equipamentos e sistemas de
a) Espaços protegidos por sistemas fixos de extinção segurança contra incêndios previstos para esses
automática; espaços.
b) Critérios de dimensionamento de cada sistema.
ANEXO V
7. Sistemas de cortina de água: Fichas de segurança, a que se refere o n.º 2 do
artigo 17.º
a) Utilização dos sistemas;
b) Concepção de cada sistema. ARTIGO 1.º
(Elaboração das fichas de segurança)

8. Controlo de poluição de ar:


1. As fichas de segurança referidas no n.º 2 do artigo 17.º
a) Espaços protegidos por sistemas de controlo de do presente diploma, aplicáveis às utilizações-tipo dos edifí-
poluição; cios e recintos da 1.ª categoria de risco, devem ser elabora-
b) Concepção e funcionalidade de cada sistema. das com base em modelos a definir exclusivamente pelo
Serviço de Bombeiros.
9. Detecção automática de gás combustível:
2. Compete ao Serviço de Bombeiros proceder a todas as
a) Espaços protegidos por sistemas de detecção de gás actualizações das fichas de segurança referidas no número
combustível; anterior que venham eventualmente a ser consideradas
b) Concepção e funcionalidade de cada sistema. necessárias.

10. Drenagem de águas residuais da extinção de 3. Os Governos Provinciais devem ser notificados, opor-
incêndios. tunamente, quer das versões iniciais quer das futuras actua-
11. Posto de segurança: lizações das fichas de segurança.

ARTIGO 2.º
a) Localização e protecção; (Elementos técnicos)
b) Meios disponíveis.
As fichas de segurança devem desenvolver os seguintes
12. Outros meios de protecção de edifícios. elementos técnicos:
3368 DIÁRIO DA REPÚBLICA

a) Identificação; QUADRO II
b) Caracterização dos edifícios e das utilizações-tipo;
c) Condições exteriores aos edifícios; Reacção ao fogo de produtos de construção destinados
a revestimentos de piso
d) Resistência ao fogo dos elementos de construção;
Quadro Incluído
e) Reacção ao fogo dos materiais de construção;
f) Condições de evacuação dos edifícios; Classificação segundo o sistema europeu
g) Instalações técnicas dos edifícios; Classificação de
acordo com as Classificação complementar
h) Equipamentos e sistemas de segurança dos edifí- especificações Classes
cios; do LEA Produção de fumo

i) Observações;
M0 ................... A1FL …
j) Notas explicativas do preenchimento das fichas de
A2FL S1
segurança.

ANEXO VI M1 ................... A2FL Não exigível


Anexo a que se refere o artigo 9.º, n.º 4 (equivalências BFL Não exigível
entre as especificações do LEA e as do sistema europeu)
M2 ................... CFL Não exigível
As equivalências entre as especificações do LEA e as do
sistema europeu são as constantes dos quadros seguintes: M3 ................... DFL Não exigível

QUADRO I M4 ................... EFL …


Reacção ao fogo de produtos de construção, com
excepção de revestimentos de piso Sem classificação FFL …
Quadro Incluído
Classificação segundo o sistema europeu QUADRO III
Classificação de
Resistência ao fogo padrão de produtos de construção
acordo com as Classificação complementar
especificações Classes
do LEA Produção de Queda de gostas/
/partículas infla- Quadro Incluído
fumo
madas
Classificação de acordo Classificação segundo
M0 ................... A1 … … Função do elemento com as especificações
LNEC o sistema europeu
A2 S1 d0
Suporte de cargas........ EF R
M1 ................... A2 Não exigível d0
B Não exigível d0
Suporte de cargas e
M2 ................... A2 estanquidade a chamas
B Não exigível d1 e gases quentes........... PC RE

C Não exigível d0 Suporte de cargas estan-


d1 quidade a chamas e ga-
ses quentes isolamento
M3 ................... D Não exigível d0 térmico...................... CF REI
d1

A2 Não exigível d2 Estanqudade a chamas e


B gases quentes PC E
M4 ................... C
D Estanquidade a chamas e
gases quentes e isola-
.. E … Ausência de mento térmico............... CF EI
classificação d2

Sem classifica-
ção f … …
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.

O. E. 389 — 7/129 — 1500 ex. — I. N.-E. P. — 2011

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