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PET - FILOSOFIA

ATIVIDADE 3
SEMANA 3

Disciplina: Filosofia
Serie: 3º ano Ensino Médio Regular e Eja
TEMA: INDIVÍDUO E COMUNIDADE: CONFLITO

1. Quais são os motivos que levam a sociedade a elaborar o contrato que dá origem
ao Estado segundo Hobbes? (SEED-Pr, 2006, p. 199).

Durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de os


manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição a que se chama guerra;
e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens. Pois a guerra não
consiste apenas na batalha ou no ato de lutar, mas naquele lapso de tempo durante o
qual a vontade de travar batalha é suficientemente conhecida. (...) porque assim como o
mau tempo não consiste em dois ou três chuviscos, mas numa tendência para chover
que dura vários dias seguidos, assim também a natureza da guerra não consiste na luta
real, mas na conhecida disposição para tal durante todo o tempo em que não há garantia
do contrário. (HOBBES, T. O Leviatã. São Paulo: Abril Cultural,1973, p. 79-80.)
Para Hobbes os homens, em estado de natureza, são iguais quanto às faculdades
do corpo (força) e do espírito (inteligência) e quanto às esperanças de atingir seus fins,
podendo desejar todas as coisas. Os fins são, basicamente, a própria conservação e a
sobrevivência, mas também podem ser apenas o deleite. Dominado por suas paixões,
desconhecendo as intenções e desejos dos outros em relação a si próprio, o homem vive
solitário, em guarda, pronto a defender-se ou a atacar; quando desejam a mesma coisa,
ao mesmo tempo, os homens se tornam inimigos e lutam entre si em defesa de seus
interesses pessoais. Nessas circunstâncias, a melhor garantia contra a insegurança é
antecipar-se às possíveis atitudes do outro, subjugando-o pela força e pela astúcia e
ampliando, assim, o domínio sobre os outros, até conseguir a supremacia. Pode-se
entender bem isto no ditado popular que diz “a melhor defesa é o ataque”. O que se tem,
então, é um ambiente de tensão permanente: enquanto não se criam mecanismos
capazes de conter a força e equilibrar os desejos, os homens se encontram predispostos
à luta, na condição de guerra de todos os homens contra todos os homens. Um conflito
que não consiste unicamente na batalha, no enfrentamento ostensivo, mas numa atitude,
tendência ou disposição constante para a luta. Enquanto não houver garantias para a
convivência o homem é o lobo do homem.

2. Pesquise, compare e registre a posição de Rousseau nessa questão de


contratualismo com relação a Hobbes.

Jean-Jacques-Rousseau foi um filosofo do chamado século das luzes, para ele, a


verdadeira filosofia é a virtude. Segundo ele, o pacto social “ o homem nasce livre, e
por toda parte encontra-se aprisionado”. Trata-se da passagem do estado de natureza do
homem para o surgimento da propriedade privada, o que acaba limitando a liberdade
que o homem possuía, o que também acaba levantando a questionamentos sobre o que
seria melhor para a sociedade. Isso é descrito na obra: ‘Discurso dobre a origem da
desigualdade’.
Thomas Hobbes foi um filosofo que nasceu na segunda metade do século XVI e é autor
da teoria que o homem é um ser egoísta por natureza, e a única forma de evitar a
barbárie, característica de uma sociedade violenta e egoísta em que todos lutam contra
todos, é a sociedade civil, pois e deve compreender que o estado de natureza deu a cada
um o direito a tudo. Assim, é a formação do Estado civil por meio de um contrato tácito
em que todos aceitam a regulação de um poder maior, proveniente do Estado enquanto
autor e da sua tutela do uso da forca que, se podem regular as ações dos homens sobre
todas as coisas, garantindo o que esses desejarem possuir a mesma coisa não venham
agora conflituosamente com seu adversário.

3. No Brasil, a lei é aplicada a todos de forma igual? Justifique a sua resposta.


(SEED-Pr, 2006,p. 196).

Não, a lei no Brasil não é aplicada igualmente a todos os cidadãos.


A lei é aplicada de maneira excludente, injusta e assassina, ela não leva em
consideração que todos “são iguais perante a lei”, que consta na Constituição Federal,
ela exclui o negro, o pobre, a mulher, o favelado, age de acordo com seus princípios
pessoais e privados.
Pode-se ver, em qualquer notícia, em qualquer meio de comunicação, que a justiça
desde sempre, mas, mais fortemente no momento atual não atua de forma igual, temos
como exemplo, o uso dos interesses pessoais pelo representante do Brasil, com intenção
de proteger sua família e amigos do rigor da lei, mas, em contrapartida, quando o
interesse é contra a oposição de seu governo, cobra-se a justiça e o uso rigoroso dos
meios jurídicos.
Quando um representante, não se preocupa com seus cidadãos, e vende cargos jurídicos,
ministeriais e demais cargos, ele torna o acesso à justiça muito mais distante da
realidade popular.
Aqueles que possuem poder aquisitivo mais alto, e com influência entre seus pares,
acabam usando esse “poder” para se esquivar da justiça, minimizando o crime
cometido, podendo exemplificar, - o filho do rico não é preso por atropelar com sua
Ferrari, voltando da balada na madrugada, visivelmente embriagado, o pedreiro que sai
mais cedo da sua casa, para ir a pé até ao trabalho, pois, economiza na passagem de
ônibus e perde o braço nesse acidente, perde seu instrumento de trabalho e de sustento
da família.-
Quando a justiça passa a mão na cabeça do rico, continua usando o chicote no filho do
pobre.

4. Para você, existe algum uso legítimo da violência em nossa sociedade? Explique
sua resposta, apresentando as motivações que sustentam esse tipo de violência e
avaliando as responsabilidades e consequências envolvidas nesse processo. (É
difícil? É difícil. É necessário? É necessário. Então vamos pensar…).

Primeiramente, não é difícil apresentar as motivações da violência, não é difícil avaliar


e apresentar as consequências advindas da violência, realmente, quando se pergunta
isso, mostra o desconhecimento da realidade dos alunos e o descrédito na capacidade de
pensar.
Teoricamente, não há uso legitimo para o uso da violência na sociedade. Porém, o medo
funciona mais do que o respeito, a violência é usada como mostra de poder de
indivíduos que estão sob a tutela do governo, sobre a farda que o enche de segurança
para legitimar os seus “eventuais” atos de violência, afastando a responsabilidade e
consequências envolvidas em tais ações. Mas, como sabemos, a teoria e a pratica são,
opostas.
Quais as motivações que sustentam a violência? Desde problemas emocionais,
familiares, de caráter, de ideologia, de credo, de preconceito, de exclusão, econômicos,
sentimentais, psicológicos, frustações de toda ordem. Ou, a índole é ruim mesmo, e com
a posição que se acredita de ‘poder’, essa índole má é alimentada por indivíduos iguais e
ambientes propícios a violência. A certeza de impunidade também é um fator primordial
ara as motivações do uso da violência.
PET - FILOSOFIA
ATIVIDADE 4
SEMANA 4

DISCIPLINA: FILOSOFIA
SERIE: 3º ANO ENSINO MÉDIO REGULAR E EJA
TEMA: INDIVÍDUO E COMUNIDADE: LEI E JUSTIÇA

1. QUAL O SENTIDO DOS TERMOS EUROCENTRISMO E


ETNOCENTRISMO?

*EUROCENTRISMO: é uma expressão que emite a ideia no mundo como um todo de


que a Europa e seus elementos culturais são referência no contexto de composição de
toda sociedade moderna. De acordo com alguns estudiosos e analistas essa perspectiva
se mostra como uma doutrina que toma a cultura europeia como pioneira da história,
dessa forma se enquadra como referência mundial para todas as nações, como se apenas
a cultura europeia fosse útil e verdadeira.
Resumindo, o eurocentrismo coloca a Europa como centro do mundo.

*ETNOCENTRISMO: é um conceito antropológico, segundo o qual a visão ou


avaliação que um indivíduo ou grupo de pessoas faz de um grupo social diferente do seu
é apenas baseada nos valores, referencias e padrões adotados pelo grupo social ao qual o
próprio individuo ou grupo fazem parte.
Essa avaliação é, por definição preconceituosa, feita a partir de um ponto de vista
especifico. Basicamente, encontramos tal posicionamento um grupo étnico considerar-
se como superior ao outro. É a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com
os olhos dos outros.
Resumindo, demonstra desconhecimento de hábitos culturais, que pode levar ao
desrespeito, xenofobia, preconceito e intolerância. Situação que vivemos atualmente no
Brasil.

2. ANALISAR O SENTIDO E POSSÍVEIS IMPLICAÇÕES DOS TERMOS


SOBERANIA, ALIENAÇÃO DO PODER E REPRESENTAÇÃO,
APRESENTADOS POR ROUSSEAU. (O TEXTO NÃO MENCIONA
ROUSSEAU, ENTÃO CORAGEM E DÊ AQUELA PESQUISADINHA
BÁSICA...).

A questão da representação é o problema central da filosofia política moderna, é na


resposta a esse problema que a questão da representação desempenha o papel central.
Como fazer de uma pluralidade dispersa de indivíduos um sujeito político? Face a essa
questão, dir-se-ia que o pensamento de Rousseau se encontra numa situação ou espaço
muito particular e que culmina a reflexão moderna em torno do poder, um ponto no qual
a representação é compreendida como o resultado daquilo a que se poderia chamar de
um abuso metonímico pelo qual uma parte usurparia uma prerrogativa inalienável do
todo. Por outro lado, é a partir dessa critica as representações que são antecipados a
Rousseau muitos dos desenvolvimentos, dos paradoxos e das dificuldades do futuro.
Já o conceito de soberania, no Estado moderno lhe serve de alicerce, assentaria ainda,
num momento inicial, na representação de uma ordem natural das coisas na qual a
diferença ou a hierarquia entre os homens surgia como algo natural.
Rousseau fala num povo unitário, detentor da ‘vontade geral’, cuja a unidade política
imanente o constitui já como um soberano cuja soberania não pode ser representada. É
por essa razão que Rousseau não apenas apresenta o povo como soberano legitimo – o
povo – a sua própria soberania. “ Digo que a soberania, não sendo senão o exercício da
vontade geral, não pode jamais alienar-se, e que o soberano, que não é senão um ser
coletivo, não pode ser representado senão por si mesmo”.
Desse modo, percebe-se que somente a alienação é entendida como renuncia voluntaria
de todos os diretos individuais, vida e propriedades ao poder soberano.

3. CONVERSE COM SEU/SUA PROFESSOR (A) DE HISTÓRIA (À


DISTÂNCIA!) E FAÇA TAMBÉM UM LEVANTAMENTO NA INTERNET DE
QUAIS FORAM E ONDE ACONTECERAM OS REGIMES QUE PODEM SER
CONSIDERADOS DEMOCRÁTICOS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE - DA
ANTIGUIDADE ATÉ O SÉCULO XIX. (SEED-PR, 2006, p. 166).

Inicialmente é necessário conceituar o que é democracia: é um regime político em que


todos os cidadãos elegíveis participam igualmente, diretamente ou através de
representantes eleitos, na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo
o poder da governação através do sufrágio universal.
Tem origem grega, demos (povo), kratos (poder), em geral, a democracia é a pratica
política de dissolução, de alguma maneira, do poder e das decisões políticas em meio
aos cidadãos.
Historicamente, o poder democrático na Grécia era restrito e essa ideia começou a
mudar a partir da Revolução Francesa e do Iluminismo moderno.
Não existe apenas um tipo de regime político democrático, a democracia divide-se em:
direta, participativa e representativa.
Segundo a pesquisa realizada pela revista THE ECONOMIST sobre os países mais
democráticos,
4. O QUE CARACTERIZOU A REALIZAÇÃO DA ESSÊNCIA DO POLÍTICO
PARA OS ATENIENSES E PARA OS ÍNDIOS DO BRASIL? QUAIS SÃO AS
APROXIMAÇÕES E QUAIS OS DISTANCIAMENTOS ENTRE ESSAS
CULTURAS TÃO DISTANTES E, APARENTEMENTE, TÃO DISTINTAS? O
QUE DIFERENCIA SUAS POLÍTICAS DAQUELA QUE CARACTERIZA A
MODERNIDADE E A CONTEMPORANEIDADE? PESQUISE NO LIVRO DE
REFERÊNCIA ESSAS INFORMAÇÕES E CONHEÇA MAIS SOBRE A
HISTÓRIA POLÍTICA DE NOSSO PAÍS.

“O ideal político se caracteriza pela existência de uma comunidade e pela construção e


manutenção de uma unidade desta comunidade, sem que para isso ela precise submeter-
se a um poder externo (do tipo: ‘eles’ são o poder; eles fazem as leis que nós devemos
obedecer).
Não se trata, contudo, de uma defesa da anarquia. É importante registrar que não é
possível a vida em comum sem que haja regras e sanções muito claras. Logo, uma
comunidade política ideal deve estabelecer suas finalidades, suas regras, suas
prioridades, enfim, devem autogovernar-se (nós somos o poder; nós fazemos as leis que
normatizam a vida na comunidade e isso constitui a nossa liberdade). No entanto, a
história testemunha o quão difícil é a consecução desse ideal do político.
Se houvesse uma comunidade que, em lugar de manter-se por meio de um poder
distinto dela mesma (uma instância organizada para esse fim, um chefe todo-poderoso,
um grupo dirigente, uma classe dominante, um Estado), se conservasse em sua unidade
apenas por sua própria potência, uma sociedade na qual o poder político só pudesse ser
localizado na comunidade política em seu conjunto, poderíamos dizer dessa sociedade
que ela realizou a ideia do político. (WOLFF, F. A invenção da política. In: NOVAES, A. (org.) A crise do
Estado-nação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p.31).
Wolff (2003) defende a tese de que apenas duas sociedades conseguiram realizar o ideal
político, que é a unidade da comunidade política, sem coerção externa. Quais foram
essas sociedades? Essas sociedades foram, os atenienses da Antiguidade e os índios do
Brasil, de antes da descoberta.
Certamente você já ouviu falar da genialidade dos gregos e da sua famosa invenção: a
democracia na Atenas da Antiguidade. Mas alguma vez já ouviu falar que os índios
brasileiros, particularmente os tupis-guaranis, também foram, de maneira diferente,
bem-sucedidos na aventura de construir uma comunidade política que garantisse uma
vida boa aos seus integrantes?