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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO

Caderno do Professor

5º ano do Ensino Fundamental

Língua Portuguesa e Matemática

ATUALIZADO EM 18/04/2016

São Paulo
1º Bimestre de 2016
11ª edição
APRESENTAÇÃO
A Avaliação da Aprendizagem em Processo – AAP - se caracteriza como uma ação
desenvolvida de modo colaborativo entre a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica e a
Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional.
Iniciada em 2011 e voltada a apenas dois anos/séries, foi gradativamente sendo
expandida e, desde 2015, abrange todos os alunos dos Ensinos Fundamental e Médio além de,
continuamente, aprimorar seus instrumentos.
A AAP, fundamentada no Currículo do Estado de São Paulo, propõe o
acompanhamento da aprendizagem das turmas e alunos de forma individualizada, com um
caráter diagnóstico. Tem como objetivo apoiar as unidades escolares e os docentes na
elaboração de estratégias adequadas a partir da análise de seus resultados, contribuindo
efetivamente para melhoria da aprendizagem e desempenho dos alunos, especialmente nas
ações de recuperação contínua.
As habilidades selecionadas para a AAP, em Língua Portuguesa e Matemática, têm
como referência, a partir de 2016, a Matriz de Avaliação Processual elaborada pela CGEB e já
disponibilizada à rede no início deste ano. Além dessas, outras habilidades, compondo cerca
de 20% das provas, foram escolhidas da plataforma Foco Aprendizagem e serão repetidas nos
diferentes bimestres, articulando, dessa forma, a AAP com os aspectos mais significativos
apontados pelo SARESP para o desenvolvimento das competências leitora, escritora e
conhecimentos matemáticos.
Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental permanece a articulação com o SAEB, Prova
Brasil, Provinha Brasil, ANA, as expectativas de aprendizagem de Língua Portuguesa e
Matemática, e com os materiais do Programa Ler e Escrever e da Educação Matemática nos
Anos Iniciais – EMAI. E, já está instituída a aplicação dos mapas de sondagem, que é um
instrumento de gestão da aprendizagem dos alunos relacionados à aquisição do sistema de
escrita alfabética e traz informações importantes para os professores no planejamento das
atividades.
Além da formulação dos instrumentos de avaliação, na forma de cadernos de provas
para os alunos, também foram elaborados os respectivos exemplares do Professor, com
orientações específicas para os docentes, instruções para a aplicação (Anos Iniciais), quadro
de habilidades de cada prova, gabaritos, orientações e grades para correção e recomendações
pedagógicas gerais.
Estes subsídios, agregados aos registros que o professor já possui e informações
sistematizadas no Sistema de Acompanhamento dos Resultados de Avaliações - SARA,
incorporando os dados resultantes da AAP, devem auxiliar no planejamento, replanejamento
e acompanhamento das ações pedagógicas, mobilizando procedimentos, atitudes e conceitos
necessários para as atividades de sala de aula, sobretudo aquelas relacionadas aos processos
de recuperação das aprendizagens.

COORDENADORIA DE GESTÃO DA COORDENADORIA DE INFORMAÇÃO,


EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO EDUCACIONAL-CIMA

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SUMÁRIO

1. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO NOS ANOS INICIAIS – LÍNGUA PORTUGUESA E


MATEMÁTICA - 5º ANO................................................................................................................................................. 4
2. INSTRUÇÕES PARA A APLICAÇÃO DAS PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E MATEMÁTICA ......................... 6
3. EXEMPLAR DAS “PROVAS DO PROFESSOR” ....................................................................................................... 8
4. ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA E MATEMÁTICA ............................ 42
5. RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA ............................................. 44
PARTE B – PRODUÇÃO DE TEXTO...............................................................................................................................47
PARTE C- ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DA PRODUÇÃO DO FINAL DE UMA HISTÓRIA .................................. 49
PARTE D- RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA O TRABALHO COM A PRODUÇÃO DE TEXTO ................................... 51
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................................................... 53

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1. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO NOS ANOS INICIAIS – LÍNGUA
PORTUGUESA E MATEMÁTICA - 5º ANO

Na Avaliação da Aprendizagem em Processo para o 5º ano de Língua


Portuguesa, para o 1º bimestre de 2016, são avaliadas algumas habilidades de leitura
em 16 questões objetivas e a capacidade escritora, por meio da escrita de uma carta
de leitor.
Para a seleção/elaboração das provas objetivas, foram considerados conteúdos
e habilidades pautados no Currículo Oficial do Estado de São Paulo, nas Orientações
Curriculares para o Ensino Fundamental I, a Matriz de Referência para a Avaliação –
SARESP e o SAEB.
A fim de subsidiar os professores, essas recomendações contêm:
 exemplar da prova aplicada;
 as matrizes de referência elaboradas para essa ação;
 a habilidade e, ou o descritor em cada um dos itens;
 questões comentadas;
 orientações para a correção;
 recomendações pedagógicas;
 indicações de outros materiais impressos ou disponíveis na internet e
 referências bibliográficas.
Em Matemática, a Avaliação da Aprendizagem em Processo – AAP para o 5º ano,
para o 1º bimestre de 2016, apresenta 16 questões fechadas. Os itens da prova têm
como objetivo avaliar as expectativas concernentes aos 4 blocos de conteúdos:
Números e Operações com Números Naturais e Racionais; Espaço e Forma; Grandezas
e Medidas e Tratamento da Informação.
Nesses campos, espera-se que os alunos tenham capacidade de:
 Resolver problema com dados apresentados por meio de tabelas simples
ou tabelas de dupla entrada;
 Calcular o resultado de multiplicação ou divisão com números naturais,
pelo uso de técnicas operatórias convencionais;
 Resolver situação-problema, compreendendo diferentes significados das
operações do campo multiplicativo envolvendo números naturais;

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 Resolver situação-problema utilizando o sistema monetário brasileiro;
 Resolver situação-problema, compreendendo diferentes significados das
operações do campo multiplicativo envolvendo números naturais;
 Utilizar as regras do sistema de numeração decimal para leitura ou escrita
de números naturais;
 Utilizar fração com significado parte-todo;
 Resolver problema que envolva o uso de medidas de comprimento,
massa ou capacidade, representadas na forma decimal;
 Reconhecer elementos e propriedades dos poliedros, explorando
planificações dessas figuras.
Para elaboração da prova foram considerados a matriz de descritores da
Avaliação da Aprendizagem em Processo – AAP, os conteúdos e habilidades pautados
no Currículo do Estado de São Paulo (documento “Orientações Curriculares do Estado
de São Paulo – Anos Iniciais do Ensino Fundamental” quem contém as expectativas de
aprendizagem para a disciplina de Matemática1), além das matrizes de Referência das
Avaliações SARESP, Provinha Brasil, Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) e Prova
Brasil – Saeb.
A fim de subsidiar os professores, esse documento é composto pelas:
 Instruções para a aplicação da prova;
 Orientações da avaliação;
 Orientações para correção da prova e
 Recomendações pedagógicas.
Por meio das Recomendações Pedagógicas, o professor poderá analisar os
resultados, tendo como norteador:
a) as matrizes de referência elaboradas para essa ação;
b) a expectativa e, ou o descritor em cada um dos itens;
c) indicações de outros materiais impressos ou disponíveis online;
d) orientações referentes à análise da organização do plano de recuperação e das
atividades planejadas para o 5º ano;
e) referências bibliográficas.

1 Ambos documentos disponíveis para download em http://lereescrever.fde.sp.gov.br e na Biblioteca da CGEB na


Intranet – Espaço do Servidor.

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2. INSTRUÇÕES PARA A APLICAÇÃO DAS PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E
MATEMÁTICA

LÍNGUA PORTUGUESA
Parte A – Questões objetivas
Os alunos serão instruídos a ler, sozinhos, as questões e a responderem dentro
do limite de tempo estabelecido, pelo professor.

Parte B - Produção de uma carta de leitor


Essa atividade pressupõe que os alunos produzam uma carta de leitor a partir
da leitura autônoma de uma reportagem.

Cabe ao aplicador:
 solicitar aos alunos que leiam sozinhos a comanda da produção;
 orientar os alunos a escreverem considerando o contexto apresentado.

MATEMÁTICA
Antes da Prova

O professor deve:

 Organizar a sala de forma que os alunos possam realizar a avaliação


individualmente.

Preparação para a aplicação da prova

O professor deverá seguir os seguintes procedimentos:

 Informar aos alunos que a prova é de Matemática, e que eles devem responder
a ela com muito cuidado, não deixando questões em branco, procurando
mostrar o que realmente sabem sobre o conteúdo avaliado. Esta ação é
importante para que os alunos percebam que essa prova é um instrumento de
avaliação que lhes trará benefícios, pois o professor poderá organizar atividades
que os ajude a sanar suas possíveis dificuldades.
 Criar um clima agradável e tranquilo.
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 Estimular os alunos para que respondam com cuidado e atenção a todas as
questões.

Aplicação da prova

O professor deverá:

 Distribuir os cadernos de prova.


 Autorizar o início da prova.
 Anotar, na lousa, o horário de início e término da prova.

Atenção: aos alunos com necessidades educacionais especiais deverá ser garantido
o suporte pedagógico necessário para a realização das provas.

Durante a prova

O professor deverá:

 Ficar atento a todos os fatos que ocorrerem.


 Circular pela sala de aula, dando orientações aos alunos que necessitem de
encaminhamentos para a resolução dos exercícios propostos, lembrando que a
avaliação tem como objetivo diagnosticar seus saberes.
 Prestar atenção ao ritmo da realização da prova, para que a classe vá fazendo a
prova mais ou menos ao mesmo tempo.
 Certificar-se de que todos os alunos responderam a todas as questões da prova.

Final da prova

O professor deverá:

 Recolher todos os cadernos de prova para posterior correção.

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3. EXEMPLAR DAS “PROVAS DO PROFESSOR”
Observação: professor, antes de aplicar esta prova é necessária a leitura das
orientações para a aplicação da avaliação.

EXEMPLAR DA PROVA DO PROFESSOR


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO

Língua Portuguesa
5° ano do Ensino Fundamental Turma _________
1º Bimestre de 2016 Data _____ / _____ / _____
Escola _____________________________________
Aluno ______________________________________

Leia o texto e responda às questões de 1 a 3.

"Vin Diesel de Curitiba" vende panos de prato para enfrentar


a crise
A semelhança de Marcos com o
ator é tamanha que distribuir
autógrafos virou rotina
Uma silhueta de generosos
104kg e 1,85m desponta todas as
manhãs pelos retrovisores de
quem passa pelo cruzamento
entre a avenida Presidente
Getúlio Vargas e a rua Ângelo
Sampaio, em Curitiba.
De óculos escuros e cabeça raspada, Marcos Aparecido Salvo, 37, posa em frente
à janela dos motoristas com nada mais que um maço de panos de prato debaixo do
braço.
"Não está fácil para ninguém", diz o autônomo, que ganhou o apelido carinhoso de
"Vin Diesel de Curitiba".
A semelhança de Marcos com o popular ator norte-americano da série "Velozes
e Furiosos" é tamanha que distribuir autógrafos virou rotina para o carismático
personagem.
"Tem gente que para o carro e desce apenas para tirar uma foto e pedir até autógrafo,
e não para comprar a mercadoria, infelizmente", comenta o também ex-instrutor de
academia.

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"Ganhei esse apelido há 10 anos, quando comecei a treinar. Meu instrutor disse:
'você parece com o ator do Velozes e Furiosos!'", conta Marcos, que até então
desconhecia o astro hollywoodiano.
O vendedor ambulante está à procura de um emprego como motorista
particular, decidiu apostar em um novo ramo: "espero que toda a repercussão possa
impulsionar essa minha carreira como sósia."

Fonte: adaptado de <http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/02/12/vin-diesel-de-curitiba-


vende-panos-de-prato-para-enfrentar-a-crise.htm>, acesso em 12/02/2016.

Questão 1
H 01- Identificar a posição / opinião de uma declaração de sujeitos relacionado ao
fato retratado em uma notícia.

O "Vin Diesel de Curitiba” declara que


(A) toda a repercussão da mídia pode impulsionar sua carreira como sósia.
(B) sua semelhança tem a ver com a silhueta de 104kg e 1,85m de altura.
(C) é parecido com o ator norte-americano do filme "Velozes e Furiosos".
(D) posa em frente à janela dos carros com um maço de panos de prato.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno consegue identificar uma posição
de um determinado sujeito frente a um assunto retratado em uma notícia de jornal
diante de uma declaração explícita no texto.
Para sua resolução, o aluno precisa ter construído alguns conhecimentos quanto
a procedimentos e comportamentos de leitura de jornal, assim como reconhecer os
diversos sujeitos que fazem parte de uma notícia.
Como a notícia é um texto que tem como finalidades: informar sobre fatos /
acontecimentos, transmitir dados, atualizar conceitos e ensinar sobre um tema,
somente pela aproximação sucessiva com o gênero é que os alunos poderão se
apropriar de procedimentos, comportamentos e capacidades próprias da leitura de
notícias e do jornal, pois a ênfase, do ponto de vista do leitor, encontra-se no
conteúdo temático, já que o que ele busca é a informação sobre os fatos do
cotidiano, assim como acompanhar uma notícia que está com bastante destaque na
mídia.
No trabalho com o gênero notícia em sala de aula é necessário que os alunos
fiquem imersos em diversas situações de leitura em que a notícia seja discutida, a
exemplo disso:
 leitura compartilhada de notícia com diversos propósitos, entre elas, ler
para refletir sobre as características do gênero, ler para compreender o
tema, ler, refletir e identificar as opiniões de diferentes sujeitos e
especialistas frente ao fato / acontecimento relatado.
 Leitura em voz alta realizada pelo professor, em que tenha como foco a
aproximação dos alunos com o gênero notícia, bem como, o professor

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assumindo o papel de um leitor que compartilha de fatos /
acontecimentos que possam interessar os alunos acompanhando
diariamente o desenrolar da notícia trazendo novos elementos, posições,
argumentos, fatos sobre determinada notícia.

Questão 2
H 01- Identificar a posição / opinião de uma declaração de sujeitos relacionado ao
fato retratado em uma notícia.

Marcos ganhou esse apelido devido


(A) a sua diferença com o ator americano, observada por seu instrutor.
(B) a sua semelhança com o ator americano, observada por seu instrutor.
(C) a sua vida de vendedor ambulante, observada por seu instrutor.
(D) sua semelhança com o ator americano e à distribuição de autógrafos.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno consegue identificar uma posição
de um determinado sujeito frente a um assunto retratado em uma notícia de jornal
diante de uma declaração explícita no texto.
Para sua resolução, o aluno precisava ter construído alguns conhecimentos
quanto a procedimentos e comportamentos de leitura de jornal, assim como
reconhecer os diversos sujeitos que fazem parte de uma notícia.
Como a notícia é um texto que tem como finalidades: informar sobre fatos /
acontecimentos, transmitir dados, atualizar conceitos e ensinar sobre um tema,
somente pela aproximação sucessiva com o gênero é que os alunos poderão se
apropriar de procedimentos, comportamentos e capacidades próprias da leitura de
notícias e do jornal, pois a ênfase, do ponto de vista do leitor, encontra-se no
conteúdo temático, já que o que ele busca é a informação sobre os fatos do
cotidiano, assim como acompanhar uma notícia que está com bastante destaque na
mídia.
No trabalho com o gênero notícia em sala de aula é necessário que os alunos
fiquem imersos em diversas situações de leitura em que a notícia seja discutida, a
exemplo disso:
 Leitura compartilhada de notícia com diversos propósitos, entre elas, ler
para refletir sobre as características do gênero, ler para compreender o
tema, ler, refletir e identificar as opiniões de diferentes sujeitos e
especialistas frente ao fato / acontecimento relatado.
 Leitura em voz alta realizada pelo professor, em que tenha como foco a
aproximação dos alunos com o gênero notícia, bem como, o professor
assumindo o papel de um leitor que compartilha de fatos /
acontecimentos que possam interessar os alunos acompanhando
diariamente o desenrolar da notícia trazendo novos elementos, posições,
argumentos, fatos sobre determinada notícia.

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Questão 3

H 02 - Reconhecer a sequência temporal dos fatos relatados em uma notícia.

Assinale a alternativa que indica o que aconteceu há mais tempo na vida de


Marcos
(A) começou a posar na janela dos carros.
(B) seu treinador o apelidou na academia.
(C) começou a vender panos de pratos.
(D) pessoas começaram a pedir autógrafos.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno reconhece a sequência temporal
dos fatos relatados em uma notícia veiculada em jornal ou revista.
Para sua resolução, o aluno precisava ter construído alguns conhecimentos
quanto a procedimentos e comportamentos de leitura de jornal, assim como
compreender que como a notícia é um gênero da tipologia "Relatar" que segue uma
ordem cronológica / temporal nos acontecimentos do fato noticiado.
Como a notícia é um texto que tem como finalidades: informar sobre fatos /
acontecimentos, transmitir dados, atualizar conceitos e ensinar sobre um tema,
somente pela aproximação sucessiva com o gênero é que os alunos poderão se
apropriar de procedimentos, comportamentos e capacidades próprias da leitura de
notícias e do jornal, pois a ênfase, do ponto de vista do leitor, encontra-se no
conteúdo temático, já que o que ele busca é a informação sobre os fatos do
cotidiano, assim como acompanhar uma notícia que está com bastante destaque na
mídia.
No trabalho com o gênero notícia em sala de aula é necessário que os alunos
fiquem imersos em diversas situações de leitura em que a notícia seja discutida, a
exemplo disso:
 Leitura compartilhada de notícia com diversos propósitos, entre elas, ler
para refletir sobre as características do gênero, ler para compreender o
tema, ler refletir e identificar as opiniões de diferentes sujeitos e
especialistas frente ao fato / acontecimento relatado.
 Leitura em voz alta realizada pelo professor, em que tenha como foco a
aproximação dos alunos com o gênero notícia, bem como, o professor
assumindo o papel de um leitor que compartilha de fatos /
acontecimentos que possam interessar os alunos acompanhando
diariamente o desenrolar da notícia trazendo novos elementos, posições,
argumentos, fatos sobre determinada notícia.
 Situações de aprendizagem (coletivas, grupos ou em duplas) em que seja
analisado o eixo temporal presente em diferentes notícias.

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Leia os textos e responda às questões 4 e 5.
Texto 01:
Ex-doméstica assiste a 'Que Horas Ela Volta' e diz que preconceito é
real

Doméstica durante 24 anos, Maria Lima, 65, cobre o


rosto com as mãos quando Val –empregada interpretada
por Regina Casé no filme "Que Horas Ela Volta?", de Anna
Muylaert– leva para a festa de aniversário da patroa o
conjunto de xícaras que deu de presente a ela. A cena
termina com Val sendo empurrada pela patroa de volta
para a cozinha. "Val, pelo amor de Deus, essa não. Eu disse
que essa a gente vai levar para o Guarujá."
Além da própria experiência, Maria traz em suas
reações o mandato como presidente do sindicato da categoria na cidade. Ela diz que
situações como as do filme não são raras, mas que hoje as domésticas estão
empenhadas em cobrar seus direitos.
Segundo a presidente do sindicato, a história é velha porque todas nós somos
imigrantes, viemos do Nordeste para São Paulo à procura de uma vida melhor. É uma
história já antiga, conhecida e reconhecida mundialmente. E achei muito bom. Tudo é
verdade. Ela querer ser mãe do filho da outra, a história de fazer parte da família, o que
não é coisa nenhuma. Sempre tem uma relação de desigualdade.
Fonte: adaptado de: <http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/10/1689475-apos-ver-que-horas-ela-volta-
ex-domestica-diz-que-preconceito-e-real.shtml> Acesso em 15/02/16.

Texto 02:
Não aprendi muito com 'Que Horas Ela Volta?', diz representante de
patrões
Em seu escritório, na sede do sindicato dos empregadores
domésticos do Estado de São Paulo, a advogada Margareth
Carbinato balança a cabeça a cada cena em que Jéssica enfrenta
os patrões da mãe, a empregada Val, interpretada por Regina Casé
no filme "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert.
Jéssica senta na cama do quarto de hóspedes, testando o
colchão. "Ninguém dorme aqui?". Na exibição do filme, o olhar de
Margareth é de reprovação. "Não é porque o doméstico reside na
casa que vai poder tomar certas liberdades como se fosse um
hóspede. "
Segundo Carbinato "Não é comum patrão acolher parentes
de empregada. Acho que quem escreveu o filme quis dar uma
conotação do patrão querendo se impor, mas não quero acreditar
nisso, porque na casa o dono deve colocar a ordem. A [Regina] Casé estava maravilhosa,
fez o papel de uma empregada consciente. Se sentiu oprimida pelas atitudes da filha.
Houve um "abuso" da menina. Gostei do papel da patroa porque ela foi até onde suportou
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e não ofendeu. Não aprendi muita coisa com o filme e acho que você sempre tem que
extrair uma mensagem. Não entendi a mensagem".
Presidente de honra e fundadora do sindicato, ela diz que "está faltando no ser
humano cada um saber o seu lugar" e critica o que considera falta de profissionalismo das
domésticas.
Adaptado de: <http http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/10/1689476-nao-aprendi-muito-com-que-
horas-ela-volta-diz-representante-de-patroes.shtml> Acesso em 15/02/2016.

Questão 4
H 03 - Distinguir as diferentes opiniões, em relação ao mesmo fato, por meio da
leitura de notícias veiculadas nos meios de comunicação.

A partir da leitura dos dois textos, podemos afirmar que


(A) a ex-doméstica concorda com a representante dos empregadores.
(B) a ex-doméstica discorda da forma como são retratadas no filme.
(C) a advogada é a favor e a ex-doméstica contra as ações do filme.
(D) a advogada é contra e a ex-doméstica a favor as ações do filme.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno distingue as diferentes opiniões,
em relação ao mesmo fato, por meio da leitura de notícias veiculadas nos meios de
comunicação.
Para sua resolução o aluno precisava ter construído alguns conhecimentos
quanto a procedimentos e comportamentos de leitura de jornal, assim como
compreender que como a notícia é um gênero da tipologia "Relatar" que segue uma
ordem cronológica / temporal nos acontecimentos do fato noticiado.
Como a notícia é um texto que tem como finalidades: informar sobre fatos /
acontecimentos, transmitir dados, atualizar conceitos e ensinar sobre um tema,
somente pela aproximação sucessiva com o gênero é que os alunos poderão se
apropriar de procedimentos, comportamentos e capacidades próprias da leitura de
notícias e do jornal, pois a ênfase, do ponto de vista do leitor, encontra-se no
conteúdo temático, já que o que ele busca é a informação sobre os fatos do
cotidiano, assim como acompanhar uma notícia que está com bastante destaque na
mídia.
No trabalho com o gênero notícia em sala de aula é necessário que os alunos
fiquem imersos em diversas situações de leitura em que a notícia seja discutida, a
exemplo disso:
 Leitura compartilhada de notícia com diversos propósitos, entre elas, ler
para refletir sobre as características do gênero, ler para compreender o
tema, ler refletir e identificar as opiniões de diferentes sujeitos e
especialistas frente ao fato / acontecimento relatado.
 Leitura em voz alta realizada pelo professor, em que tenha como foco a
aproximação dos alunos com o gênero notícia, bem como, o professor
assumindo o papel de um leitor que compartilha de fatos /
acontecimentos que possam interessar os alunos acompanhando

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diariamente o desenrolar da notícia trazendo novos elementos, posições,
argumentos, fatos sobre determinada notícia.
 Situações de aprendizagem (coletivas, grupos ou em duplas) em que seja
analisado o eixo temporal presente em diferentes notícias.
 Leitura da mesma notícia veiculada em diversos veículos de comunicação,
analisando as opiniões divergentes entre os sujeitos que declaram suas
ideias nas notícias, assim como, as diferentes posições do veículo de
comunicação frente ao fato relatado.

Questão 5
H 01- Identificar a posição/opinião de uma declaração de sujeitos relacionado ao
fato retratado em uma notícia.

A ex-doméstica afirma que


(A) é tudo verdade no filme, pois a patroa suportou tudo sem ofender ninguém.
(B) é tudo inverdade no filme, pois está faltando cada um saber o seu lugar.
(C) é tudo inverdade no filme, pois sempre existe uma relação de igualdade.
(D) é tudo verdade no filme, pois sempre existe uma relação de desigualdade.

Leia o texto abaixo para responder às questões 6 e 7.


Viaduto Santo Amaro ficará interditado após acidente com
caminhões
ACIDENTE - Segundo
informações dos agentes que
atenderam o caso, o motorista de um
dos caminhões, que carregava açúcar,
estava na Avenida dos Bandeirantes e
não parou quando o semáforo fechou
no acesso à Santo Amaro. Ele disse que
foi fechado por um carro de passeio. O
motorista do caminhão-tanque
acelerou logo que o sinal abriu e não percebeu que o outro caminhão não conseguiria
parar. Logo em seguida, houve a explosão. O Corpo de Bombeiros foi chamado e
conseguiu controlar o incêndio. Os motoristas tiveram ferimentos leves.
Logo após o acidente, técnicos e engenheiros da Defesa Civil e dos demais
departamentos da Prefeitura trabalharam na recuperação da Avenida dos Bandeirantes
para liberá-la para o tráfego o mais rápido possível. Tudo para evitar um trânsito
caótico nesta segunda-feira por causa das interdições.
Neste domingo, segundo a Defesa Civil, foram montadas duas estruturas, uma
em cada sentido da Avenida dos Bandeirantes, para suportar o peso do viaduto e
poder liberar a via. Agentes da Prefeitura fizeram o trabalho de limpeza e recuperação
da avenida, pois buracos foram formados na pista por causa da explosão.
Fonte: adaptado de <http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,viaduto-santo-amaro-ficara-interditado-
apos-fogo,10000016361> acesso em 16/02/2016

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Questão 6

H 02 - Reconhecer a sequência temporal dos fatos relatados em uma notícia.

A ordem em que os fatos ocorrem é:


(A) houve a explosão; o motorista passou o semáforo; bombeiros controlaram o
incêndio.
(B) bombeiros controlaram o incêndio; houve a explosão; o motorista passou o
semáforo.
(C) o motorista passou o semáforo; houve a explosão; bombeiros controlaram o
incêndio.
(D) o motorista passou o semáforo; a prefeitura fez a limpeza; houve a explosão na
ponte.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno reconhece a sequência temporal
dos fatos relatados em uma notícia veiculada em jornal ou revista.
Para sua resolução o aluno precisava ter construído alguns conhecimentos
quanto a procedimentos e comportamentos de leitura de jornal, assim como
compreender que como a notícia é um gênero da tipologia "Relatar" que segue uma
ordem cronológica / temporal nos acontecimentos do fato noticiado.
Como a notícia é um texto que tem como finalidades: informar sobre fatos /
acontecimentos, transmitir dados, atualizar conceitos e ensinar sobre um tema,
somente pela aproximação sucessiva com o gênero é que os alunos poderão se
apropriar de procedimentos, comportamentos e capacidades próprias da leitura de
notícias e do jornal, pois a ênfase, do ponto de vista do leitor, encontra-se no
conteúdo temático, já que o que ele busca é a informação sobre os fatos do
cotidiano, assim como acompanhar uma notícia que está com bastante destaque na
mídia.
No trabalho com o gênero notícia em sala de aula é necessário que os alunos
fiquem imersos em diversas situações de leitura em que a notícia seja discutida, a
exemplo disso:
 Leitura compartilhada de notícia com diversos propósitos, entre elas, ler
para refletir sobre as características do gênero, ler para compreender o
tema, ler refletir e identificar as opiniões de diferentes sujeitos e
especialistas frente ao fato / acontecimento relatado.
 Leitura em voz alta realizada pelo professor, em que tenha como foco a
aproximação dos alunos com o gênero notícia, bem como, o professor
assumindo o papel de um leitor que compartilha de fatos /
acontecimentos que possam interessar os alunos acompanhando
diariamente o desenrolar da notícia trazendo novos elementos, posições,
argumentos, fatos sobre determinada notícia.
 Situações de aprendizagem (coletivas, grupos ou em duplas) em que seja
analisado o eixo temporal presente em diferentes notícias.

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Questão 7

H 01- Identificar a posição/opinião de uma declaração de sujeitos relacionado ao


fato retratado em uma notícia.

O motorista que causou o acidente se defende ao afirmar que


(A) acelerou logo que o sinal abriu.
(B) foi fechado por um carro de passeio.
(C) não percebeu o outro caminhão.
(D) percebeu que o caminhão não pararia.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno consegue identificar uma posição
de um determinado sujeito frente a um assunto retratado em uma notícia de jornal
diante de uma declaração explícita no texto.
Para sua resolução o aluno precisava ter construído alguns conhecimentos
quanto a procedimentos e comportamentos de leitura de jornal, assim como
reconhecer os diversos sujeitos que fazem parte de uma notícia.
Como a notícia é um texto que tem como finalidades: informar sobre fatos /
acontecimentos, transmitir dados, atualizar conceitos e ensinar sobre um tema,
somente pela aproximação sucessiva com o gênero é que os alunos poderão se
apropriar de procedimentos, comportamentos e capacidades próprias da leitura de
notícias e do jornal, pois a ênfase, do ponto de vista do leitor, encontra-se no
conteúdo temático, já que o que ele busca é a informação sobre os fatos do
cotidiano, assim como acompanhar uma notícia que está com bastante destaque na
mídia.
No trabalho com o gênero notícia em sala de aula é necessário que os alunos
fiquem imersos em diversas situações de leitura em que a notícia seja discutida, a
exemplo disso:
 Leitura compartilhada de notícia com diversos propósitos, entre elas, ler
para refletir sobre as características do gênero, ler para compreender o
tema, ler, refletir e identificar as opiniões de diferentes sujeitos e
especialistas frente ao fato / acontecimento relatado.
 Leitura em voz alta realizada pelo professor, em que tenha como foco a
aproximação dos alunos com o gênero notícia, bem como, o professor
assumindo o papel de um leitor que compartilha de fatos /
acontecimentos que possam interessar os alunos acompanhando
diariamente o desenrolar da notícia trazendo novos elementos, posições,
argumentos, fatos sobre determinada notícia.

16
Leia o trecho da crônica e responda às questões 8 e 9.

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA


Luis Fernando Veríssimo

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém
andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei
acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando
pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e
trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia
deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para
ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:
— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais
ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho
guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia,
um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos
humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de
assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da
Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
— Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
— Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Fonte: <http://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo>, acesso em 11/02/2016.

Questão 8
H 07 - Identificar o discurso direto em uma crônica por meio do reconhecimento dos
sinais de pontuação e as marcas linguísticas.

Para marcar as falas das personagens, o autor utiliza


(A) reticências.
(B) travessão.
(C) interrogação.
(D) ponto final.

17
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno reconhece, por meio da análise
dos sinais de pontuação, como o autor pontua os falantes durante todo o seu texto.
Para sua resolução o aluno precisa ter consolidado alguns conhecimentos
quanto ao estilo utilizado pelo autor para pontuar as falas em uma crônica, além
disso, no trabalho com o gênero crônica os alunos ainda se apropriam de
conhecimentos relacionados à caracterização do gênero, refletindo sobre sua breve
narrativa em que descreve fatos do nosso dia a dia em um tempo bastante curto e
determinado, de forma bem humorada (em alguns casos a opção do autor por um
tom mais irônico e satírico), mas que de fato seu tema traz uma crítica a um assunto
que o autor pretende colocar em discussão, o evidenciando do decorrer dos fatos
narrados.
Outra característica marcante do gênero é a presença de personagens comuns
do dia a dia, assim como, os espaços ocupados por essas personagens possuem
estão vinculados a espaços comuns da vida cotidiana, tais como: um restaurante;
uma fila de supermercado; um episódio no metrô, parque, trabalho, praça etc.; uma
conversa entre vizinhos, amigos, pessoas que acabaram de se conhecer, entre outros.
Por se tratar de um gênero veiculado no jornal, os cronistas procuram utilizar uma
linguagem simples e mais informal, empregando em diversos momentos recursos
em que marca a transcrição da oralidade e coloquialismo da fala das personagens,
como: expressões regionais e gírias.
No trabalho com crônicas em sala de aula é necessário que os alunos fiquem
imersos neste tipo de texto, por meio de leituras compartilhadas com diversos
propósitos, entre elas, ler para refletir sobre as características do gênero, ler para
compreender o tema, ler para apreciar a linguagem escrita, ler para divertir-se com
o caráter humorístico, ler para comparar a forma da escrita e do discurso de
diferentes crônicas, entre outros.
Para o trabalho com pontuação é necessário que os alunos analisem e reflitam
sobre como os autores profissionais costumam pontuar seus textos, observando as
diferentes possibilidades de se utilizar os sinais de pontuação repensando o uso dos
sinais de pontuação, assim como a sua funcionalidade e que a pontuação é um
recurso do escritor e não do leitor.

Questão 9

H 07 - Identificar o discurso direto em uma crônica por meio do reconhecimento dos


sinais de pontuação e as marcas linguísticas.

No trecho " Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no


interior da casa", é marcado por
(A) discurso indireto, o narrador interpreta a personagem.
(B) discurso direto, o narrador dá voz à personagem.
(C) discurso indireto, o narrador dá voz à personagem.
(D) discurso direto, o narrador interpreta a personagem.

18
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS
Essa questão tem como foco aferir se o aluno reconhece, por meio da análise
das marcas linguísticas, o discurso direto presente em uma crônica. Para sua
resolução o aluno, precisa ter consolidado alguns conhecimentos quanto ao estilo
utilizado pelo autor para pontuar as falas em uma crônica, além disso, no trabalho
com o gênero crônica, os alunos ainda se apropriam de conhecimentos relacionados
à caracterização do gênero, refletindo sobre sua breve narrativa em que descreve
fatos do nosso dia a dia em um tempo bastante curto e determinado, de forma bem
humorada (em alguns casos a opção do autor por um tom mais irônico e satírico),
mas que de fato seu tema traz uma crítica a um assunto que o autor pretende colocar
em discussão, o evidenciando do decorrer dos fatos narrados.
Outra característica marcante do gênero é a presença de personagens comuns
do dia a dia, assim como, os espaços ocupados por essas personagens possuem
estão vinculados a espaços comuns da vida cotidiana, tais como: um restaurante;
uma fila de supermercado; um episódio no metrô, parque, trabalho, praça etc.; uma
conversa entre vizinhos, amigos, pessoas que acabaram de se conhecer, entre outros.
Por se tratar de um gênero veiculado no jornal, os cronistas procuram utilizar uma
linguagem simples e mais informal, empregando em diversos momentos recursos
em que marcam a transcrição da oralidade e coloquialismo da fala das personagens,
como: expressões regionais e gírias.
No trabalho com crônicas em sala de aula é necessário que os alunos fiquem
imersos neste tipo de texto, por meio de leituras compartilhadas com diversos
propósitos, entre elas, ler para refletir sobre as características do gênero, ler para
compreender o tema, ler para apreciar a linguagem escrita, ler para divertir-se com
o caráter humorístico, ler para comparar a forma da escrita e do discurso de
diferentes crônicas, entre outros.
Para o trabalho com pontuação é necessário que os alunos analisem e reflitam
sobre como os autores profissionais costumam pontuar seus textos, observando as
diferentes possibilidades de se utilizar os sinais de pontuação repensando o uso dos
sinais de pontuação, assim como a sua funcionalidade e que a pontuação é um
recurso do escritor e não do leitor. É importante também que, por meio da leitura
compartilhada / colaborativa, os alunos possam analisar como o discurso é
estruturado em diferentes crônicas.

Leia o texto e responda às questões de 10 a 13.

Joãozinho-sem-medo
Ítalo Calvino
Um menino chamado Joãozinho-sem-medo, pois não tinha medo de nada.
Andando pelo mundo, pediu abrigo em uma hospedaria.
— Aqui não tem lugar — disse o dono. — Mas se você não tem medo, posso
mandá-lo para um palácio.
— Por que eu sentiria medo?
— Porque ali todo mundo sente. Ninguém saiu de lá, a não ser morto.
De manhã, a Companhia leva o caixão para carregar quem teve a coragem de
passar a noite lá. Imaginem Joãozinho! Levou um candeeiro, uma garrafa, uma linguiça,
e lá se foi. À meia-noite, estava comendo sentado à mesa quando ouviu uma voz
saindo da chaminé:
— Jogo?
19
— Jogue logo! Respondeu rápido Joãozinho. Da chaminé desceu uma perna de
homem. Joãozinho bebeu um copo de vinho.
— Jogo? Tornou a perguntar a voz. E Joãozinho:
— Jogue logo! E desceu outra perna de homem. Joãozinho mordeu a linguiça.
De novo:
— Jogo?
— Jogue logo! E desceu um braço. Joãozinho começou a assobiar.
— Jogo?
— Jogue logo! Outro braço.
— Jogo?
— Jogue! E caiu um corpo, que se colou nas pernas e nos braços, ficando em
pé um homem sem cabeça.
— Jogo?
— Jogue! Caiu a cabeça e pulou em cima do corpo. Era um homenzarrão
gigantesco, e Joãozinho levantou o copo dizendo:
— À saúde! - O homenzarrão disse:
— Pegue o candeeiro e venha. Joãozinho pegou o candeeiro, mas não se mexeu.
— Passe na frente! — disse Joãozinho.
— Você! — disse o homem.
— Você! — disse Joãozinho. Então, o homem se adiantou e, de sala em sala,
atravessou o palácio, com Joãozinho atrás, iluminando o caminho. Embaixo de uma
escadaria havia uma portinhola.
— Abra! — disse o homem.
— Abra você! - respondeu Joãozinho. E o homem abriu com um empurrão.
Havia uma escada em caracol, na qual pediu para que o menino descesse, mas que, no
entanto Joãozinho pediu para que fosse a frente. Chegaram a um subterrâneo, e o
homem indicou uma laje no chão.
— Levante!
— Levante você! — disse Joãozinho. E o homem a ergueu como se fosse uma
pedrinha. Embaixo da laje havia três tigelas cheias de moedas de ouro.
— Leve para cima! — disse o homem.
— Leve para cima você! — disse Joãozinho. E o homem levou uma de cada vez
para cima. Quando foram de novo para a sala da chaminé, o homem disse:
— Joãozinho, quebrou-se o encanto!
E arrancou-se uma perna, que saiu esperneando pela chaminé.
— Destas tigelas, uma é sua.
Arrancou-se um braço, que trepou pela chaminé
— Esta outra é para a Companhia, que virá buscá-lo pensando que está morto,
já a terceira é para o primeiro pobre que passar. Nesse instante ele já havia arrancado
a perna e o braço que restavam e ficou sentado no chão.
— Pode ficar com o palácio também.
Arrancou-se o corpo e ficou só a cabeça no chão.
— Porque se perdeu para sempre a estirpe dos proprietários deste palácio.
E a cabeça se ergueu e subiu pelo buraco da chaminé. Assim que o céu clareou,
ouviu-se um canto:
— Miserere mei, miserere mei.
Era a Companhia com o caixão, que vinha recolher Joãozinho morto. E o viram
na janela, fumando cachimbo. Joãozinho-sem-medo ficou rico com aquelas moedas

20
de ouro e morou feliz no palácio. Até um dia em que, ao se virar, viu sua sombra e
levou um susto tão grande que morreu.
Fonte: adaptado de Programa Ler e Escrever - Livro Texto do Aluno, 2013.
Questão 10
H 08 - Identificar as personagens de uma narrativa literária que, em seu enredo, possua
o efeito de mistério.

As personagens principais da narrativa são


(A) Homenzarrão e o dono da hospedaria.
(B) Joãozinho e o dono da hospedaria.
(C) Joãozinho e o Homenzarrão.
(D) Homenzarrão e o candeeiro.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno identifica as personagens


principais que fazem parte de uma narrativa literária, cujo enredo possua efeito de
mistério, neste caso um conto de terror / assombração.
Os contos são breves narrativas escritas em prosa, composta por poucos
personagens. O seu enredo é composto por um conflito em que no desenrolar da
narrativa chega-se ao clímax, ou seja, o ponto alto da tensão entre as personagens
e seus dramas.
Os contos estão presentes na sala de aula no decorrer da escolaridade, tanto da
leitura em voz alta realizada pelo professor, quanto pela leitura realizada pelos
alunos. Na leitura realizada pelas crianças somam-se as realizadas individualmente
com as em parcerias com colegas da classe, outras classes, bem como as leituras
pessoais, em que o aluno por iniciativa própria busca constantemente. É essa
variedade de leituras de contos (e outros textos narrativos) que faz os alunos se
apropriem da linguagem escrita, assim como, diferenciando-a da linguagem oral,
mobilizando assim não só as capacidades de leituras, como também a qualidade das
produções escritas dos alunos.
No trabalho com contos de assombração / terror em sala de aula é necessário
que os alunos fiquem imersos neste tipo de texto, por meio de leituras
compartilhadas com diversos propósitos, entre elas:
 ler para refletir sobre as características do gênero;
 ler para compreender o tema;
 ler para apreciar a linguagem escrita;
 ler para sentir medo;
 ler para analisar as características das personagens;
 ler para comparar a forma da escrita e seu efeito de mistério.
A leitura de diferentes textos realizada diariamente pelo professor, é uma
ferramenta essencial para o trabalho com a apropriação da linguagem escrita, assim
como o reconhecimento da estrutura dos diferentes gêneros do discurso. O
programa "Ler e Escrever" promove a reflexão de diferentes contos em que seu
enredo é marcado pelo efeito de mistério, por meio da sequência didática de
"Contos de Mistério".
21
Questão 11

H 09 - Identificar marcas do foco narrativo no enunciado de um texto literário do


gênero conto (assombração, detetive, popular e mistério) que envolva o efeito de
mistério em seu enredo.

Podemos afirmar que o autor criou um clima de mistério em


(A) “Embaixo da laje havia três tigelas cheias de moedas de ouro”.
(B) “Andando pelo mundo, pediu abrigo em uma hospedaria”.
(C) “Joãozinho-sem-medo ficou rico com aquelas moedas de ouro”.
(D) “À meia-noite, Joãozinho ouviu uma voz saindo da chaminé”.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno Identifica as marcas do foco
narrativo no enunciado de um texto literário do gênero conto (assombração,
detetive, popular e mistério) que envolva o efeito de mistério em seu enredo.
Os contos são breves narrativas escritas em prosa, composta por poucos
personagens. O seu enredo é composto por um conflito em que no desenrolar da
narrativa chega-se ao clímax, ou seja, o ponto alto da tensão entre as personagens
e seus dramas.
Os contos estão presentes na sala de aula no decorrer da escolaridade, tanto da
leitura em voz alta realizada pelo professor, quanto pela leitura realizada pelos
alunos. Na leitura realizada pelas crianças somam-se as realizadas individualmente,
com as em parcerias com colegas da classe, outras classes, bem como as leituras
pessoais, em que o aluno por iniciativa própria busca constantemente. É essa
variedade de leituras de contos (e outros textos narrativos) que faz os alunos se
apropriem da linguagem escrita, assim como, diferenciando-a da linguagem oral,
mobilizando assim não só as capacidades de leituras, como também a qualidade das
produções escritas dos alunos.
No trabalho com contos de assombração / terror em sala de aula é necessário
que os alunos fiquem imersos neste tipo de texto, por meio de leituras
compartilhadas com diversos propósitos, entre elas:
 ler para refletir sobre as características do gênero;
 ler para compreender o tema;
 ler para apreciar a linguagem escrita;
 ler para sentir medo;
 ler para analisar as características das personagens;
 ler para comparar a forma da escrita e seu efeito de mistério.
A leitura de diferentes textos realizada diariamente pelo professor é uma
ferramenta essencial para o trabalho com a apropriação da linguagem escrita, assim
como o reconhecimento da estrutura dos diferentes gêneros do discurso. O
programa "Ler e Escrever" promove a reflexão de diferentes contos em que seu
enredo é marcado pelo efeito de mistério, por meio do projeto didático de "Contos
de Mistério".

22
Questão 12
H 10 - Identificar os episódios principais de uma narrativa literária (conto de
assombração, detetive, mistério, etc) organizando-os em sequência temporal lógica.

A ordem, dos episódios ocorridos, é

(A) Joãozinho encontra o homenzarrão; Joãozinho chega ao palácio; Joãozinho ficou


rico.
(B) Joãozinho encontra o homenzarrão; Joãozinho chega a hospedaria; Joãozinho
ficou rico.
(C) Joãozinho chega a hospedaria; Joãozinho encontra o homenzarrão;
Joãozinho ficou rico.
(D) Joãozinho chega a hospedaria; Joãozinho ficou rico; Joãozinho vai ao palácio
sinistro.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno identifica os episódios principais
de uma narrativa literária (conto de assombração, detetive, mistério, etc)
organizando-os em sequência temporal lógica.
Os contos são breves narrativas escritas em prosa, composta por poucos
personagens. O seu enredo é composto por um conflito em que no desenrolar da
narrativa chega-se ao clímax, ou seja, o ponto alto da tensão entre as personagens
e seus dramas.
Os contos estão presentes na sala de aula no decorrer da escolaridade, tanto da
leitura em voz alta realizada pelo professor, quanto pela leitura realizada pelos
alunos. Na leitura realizada pelas crianças somam-se as realizadas individualmente
com as em parcerias com colegas da classe, outras classes, bem como as leituras
pessoais, em que o aluno por iniciativa própria busca constantemente. É essa
variedade de leituras de contos (e outros textos narrativos) que faz os alunos se
apropriem da linguagem escrita, assim como, diferenciando-a da linguagem oral,
mobilizando assim não só as capacidades de leituras, como também a qualidade das
produções escritas dos alunos.
No trabalho com contos de assombração / terror em sala de aula é necessário
que os alunos fiquem imersos neste tipo de texto, por meio de leituras
compartilhadas com diversos propósitos, entre elas:
 ler para refletir sobre as características do gênero;
 ler para compreender o tema;
 ler para apreciar a linguagem escrita;
 ler para sentir medo;
 ler para analisar as características das personagens;
 ler para comparar a forma da escrita e seu efeito de mistério.
A leitura de diferentes textos realizada diariamente pelo professor é uma
ferramenta essencial para o trabalho com a apropriação da linguagem escrita, assim
como o reconhecimento da estrutura dos diferentes gêneros do discurso. O

23
programa "Ler e Escrever" promove a reflexão de diferentes contos em que seu
enredo é marcado pelo efeito de mistério, por meio do projeto didático de "Contos
de Mistério".

Questão 13

H 11 - Inferir o efeito de mistério produzido em um texto literário, pelo uso intencional


de palavras ou expressões.

As expressões "Passe na frente!", "Abra você!", "Levante você!", "Leve pra cima
você!" indicam que Joãozinho-sem-medo é
(A) ansioso.
(B) medroso.
(C) esperto.
(D) maldoso.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno infere o efeito de mistério
produzido em um texto literário, pelo uso intencional de palavras ou expressões.
Os contos são breves narrativas escritas em prosa, compostas por poucos
personagens. O enredo do conto é composto por um conflito em que no desenrolar
da narrativa chega-se ao clímax, ou seja, o ponto alto da tensão entre as personagens
e seus dramas.
Os contos estão presentes na sala de aula no decorrer da escolaridade, tanto da
leitura em voz alta realizada pelo professor, quanto pela leitura realizada pelos
alunos. Na leitura realizada pelas crianças somam-se as realizadas individualmente
com as em parcerias com colegas da classe, outras classes, bem como as leituras
pessoais, em que o aluno por iniciativa própria busca constantemente. É essa
variedade de leituras de contos (e outros textos narrativos) que faz os alunos se
apropriem da linguagem escrita, assim como, diferenciando-a da linguagem oral,
mobilizando assim não só as capacidades de leituras, como também a qualidade das
produções escritas dos alunos.
No trabalho com contos de assombração / terror em sala de aula é necessário
que os alunos fiquem imersos neste tipo de texto, por meio de leituras
compartilhadas com diversos propósitos, entre elas:
 ler para refletir sobre as características do gênero;
 ler para compreender o tema;
 ler para apreciar a linguagem escrita;
 ler para sentir medo;
 ler para discutir sobre a ordem dos acontecimentos da narrativa;
 ler para analisar as características das personagens;
 ler para comparar a forma da escrita e seu efeito de mistério.
A leitura de diferentes textos realizada diariamente pelo professor é uma
ferramenta essencial para o trabalho com a apropriação da linguagem escrita, assim
24
como o reconhecimento da estrutura dos diferentes gêneros do discurso. O
programa "Ler e Escrever" promove a reflexão de diferentes contos em que seu
enredo é marcado pelo efeito de mistério, por meio do projeto didático de "Contos
de Mistério".

Leia o texto e responda às questões de 14 a 16.

Esgoto para plantar


Cientistas usam restos do tratamento do
esgoto para ajudar a germinar plantas
do cerrado

Esgoto é aquela água malcheirosa,


cheia de detritos, que sobra depois que a
usamos, por exemplo, no vaso sanitário, ou
para lavar louça. Alguns cientistas criaram
um jeito de aproveitar elementos do esgoto
para plantar mudas de espécies do cerrado,
um dos biomas mais ameaçados do Brasil.
Antes de despejar o esgoto em um rio, por exemplo, ele precisa ser tratado,
para retirar pelo menos uma parte das impurezas. Durante o tratamento, a sujeira
sólida é retirada, com aspecto escuro e pegajoso – o lodo. Guardou o nome? Rico em
matéria orgânica (restos de comida, por exemplo), é ele quem vai ser usado como
fertilizante para as mudas.
O botânico Etenaldo Felipe Santiago, da Universidade Estadual do Mato Grosso
do Sul, e seus colaboradores decidiram testar o adubo feito a partir do lodo em
diferentes espécies de plantas do cerrado. Como as plantas são muito diferentes,
houve espécies que não melhoraram sua germinação e crescimento com o adubo, mas
muitas apresentaram um bom resultado. Por isso, Etenaldo está convencido de que o
lodo é promissor para ser usado no reflorestamento.

Fonte: adaptado de < http://chc.cienciahoje.uol.com.br/esgoto-para-plantar> Acesso em 15/02/2016.

Questão 14

H 15 - Localizar informações explícitas em um texto expositivo (informativo) que


contextualize o leitor em relação ao tema abordado.

Pode-se afirmar que o esgoto doméstico pode


(A) ser utilizado como fertilizante.
(B) ser utilizado como botânico.
(C) ser utilizado como reflorestamento .
(D) ser utilizado como tratamento.

25
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno, ao realizar a leitura, localiza
informações explícitas em um texto expositivo (informativo) que contextualize o
leitor em relação ao tema abordado. Neste caso o aluno precisa mobilizar diferentes
capacidades de leitura, entre elas a de apreciação e réplica e de compreensão.
Os artigos expositivos de Ciências, História ou de Geografia (ou de qualquer
outra área do conhecimento) têm por finalidade expor ideias a respeito de um
assunto tendo por base o conhecimento científico, bem como a divulgação do
conhecimento científico nos diferentes veículos de comunicação.
No trabalho em sala de aula, muitos dos gêneros que o professor discute com
seus alunos já possuem características próprias do discurso científico, já que quando
se trabalha as diferentes áreas do conhecimento, o trabalho com textos que definem
ou tratam de determinado assunto já possuem essas características.
Apesar de não possuírem uma estrutura tão hermética, ainda observam-se
alguns elementos que constituem esse gênero, uma vez que, quando trata-se de um
texto de divulgação científica para crianças, veiculado em revistas ou jornais
especializados, em sua maioria possui:
 título, que provoque no leitor na busca por aquela informação que virá
com a leitura do texto;
 subtítulo, que nesse caso, serve para explicar o título, ou trazer novas ou
pequenas informações com o intuito de instigar ainda mais o leitor para
a sua leitura ;
 entretítulo, que tem por objetivo dividir o texto em unidades temáticas
no sentido de facilitar a sua leitura e compreensão;
 a linguagem, apesar de adequada a faixa etária das crianças, possui
termos técnicos e científicos;
 utilização de analogias - comparação dos animais, plantas, objetos e
fenômenos retratados no texto com exemplos próximos das crianças;
 utilização de boxes e infográficos com a finalidade salientar algumas
informações importantes para o leitor.
Em sala de aula, o trabalho com a divulgação científica deve priorizar diferentes
modalidades de leitura, entre elas destacam-se:
 A leitura em voz alta realizada pelo professor. Esta, por sua vez, tem por
finalidade repertoriar os alunos no que diz respeito à linguagem escrita,
típica deste gênero textual.
 A leitura realizada pelo aluno, individualmente ou em dupla. Os alunos
podem realizar a leitura da fábula para que possam - posteriormente e
de forma coletiva - discutir os aspectos de sua composição, no que se
refere ao discurso e à textualização.
 Leitura compartilhada com foco na compreensão do conteúdo temático
explorando a linguagem verbal do texto escrito e a linguagem não verbal
(imagens, fotografias, desenhos, mapas etc.)

26
Questão 15

H 15 - Localizar informações explícitas em um texto expositivo (informativo) que


contextualize o leitor em relação ao tema abordado.

De acordo com o texto, é necessário para a produção do adubo


(A) realizar a canalização do esgoto.
(B) realizar o polimento do esgoto.
(C) realizar o tratamento do esgoto.
(D) realizar a limpeza do esgoto.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS

Essa questão tem como foco aferir se o aluno, ao realizar a leitura, localiza
informações explícitas em um texto expositivo (informativo) que contextualize o
leitor em relação ao tema abordado. Neste caso, o aluno precisa mobilizar diferentes
capacidades de leitura, entre elas a de apreciação e réplica e de compreensão.
Os artigos expositivos de Ciências, História ou de Geografia (ou de qualquer
outra área do conhecimento) têm por finalidade expor ideias a respeito de um
assunto tendo por base o conhecimento científico, bem como a divulgação do
conhecimento científico nos diferentes veículos de comunicação.
No trabalho em sala de aula, muitos dos gêneros que o professor discute com
seus alunos já possuem características próprias do discurso científico, já que quando
se trabalha as diferentes áreas do conhecimento, o trabalho com textos que definem
ou tratam de determinado assunto já possuem essas características.
Apesar de não possuírem uma estrutura tão hermética, ainda observam-se
alguns elementos que constituem esse gênero, uma vez que, quando trata-se de um
texto de divulgação científica para crianças, veiculado em revistas ou jornais
especializados, em sua maioria possui:
 título, que provoque no leitor na busca por aquela informação que virá
com a leitura do texto;
 subtítulo, que nesse caso, serve para explicar o título, ou trazer novas ou
pequenas informações com o intuito de instigar ainda mais o leitor para
a sua leitura;
 entretítulo, que tem por objetivo dividir o texto em unidades temáticas
no sentido de facilitar a sua leitura e compreensão;
 a linguagem, apesar de adequada à faixa etária das crianças, possui
termos técnicos e científicos;
 utilização de analogias - comparação dos animais, plantas, objetos e
fenômenos retratados no texto com exemplos próximos das crianças;
 utilização de boxes e infográficos com a finalidade de salientar algumas
informações importantes para o leitor.
Em sala de aula, o trabalho com a divulgação científica deve priorizar diferentes
modalidades de leitura, entre elas destacam-se:
 A leitura em voz alta realizada pelo professor. Esta, por sua vez, tem por
finalidade repertoriar os alunos no que diz respeito à linguagem escrita,
típica deste gênero textual.
27
 A leitura realizada pelo aluno, individualmente ou em dupla. Os alunos
podem realizar a leitura da fábula para que possam - posteriormente e
de forma coletiva - discutir os aspectos de sua composição, no que se
refere ao discurso e à textualização.
 Leitura compartilhada com foco na compreensão do conteúdo temático
explorando a linguagem verbal do texto escrito e a linguagem não verbal
(imagens, fotografias, desenhos, mapas etc.).

Questão 16

H 13 - Inferir informação sobre o tema de um texto expositivo (informativo) a partir


da leitura global do texto.

A partir da leitura do texto, é possível afirmar que


(A) o cerrado está ameaçado devido a ocupação humana.
(B) o cerrado não está ameaçado devido ao reflorestamento.
(C) o cerrado está ameaçado devido ao solo pobre da região.
(D) o cerrado não está ameaçado devido a ocupação humana.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS
Essa questão tem como foco aferir se o aluno, ao realizar a leitura, infere
informação sobre o tema de um texto expositivo (informativo) a partir da leitura
global do texto. Neste caso o aluno precisa mobilizar diferentes capacidades de
leitura, entre elas a de apreciação e réplica e de compreensão.
Os artigos expositivos de Ciências, História ou de Geografia (ou de qualquer
outra área do conhecimento) têm por finalidade expor ideias a respeito de um
assunto tendo por base o conhecimento científico, bem como a divulgação do
conhecimento científico nos diferentes veículos de comunicação.
No trabalho em sala de aula, muitos dos gêneros que o professor discute com
seus alunos já possuem características próprias do discurso científico, já que quando
se trabalha as diferentes áreas do conhecimento, o trabalho com textos que definem
ou tratam de determinado assunto já possuem essas características.
Apesar de não possuírem uma estrutura tão hermética, ainda observam-se
alguns elementos que constituem esse gênero, uma vez que, quando trata-se de um
texto de divulgação científica para crianças, veiculado em revistas ou jornais
especializados, em sua maioria possui:
 Título, que provoque no leitor a busca por aquela informação que virá
com a leitura do texto;
 subtítulo, que nesse caso, serve para explicar o título, ou trazer novas ou
pequenas informações com o intuito de instigar ainda mais o leitor para
a sua leitura;
 entretítulo, que tem por objetivo dividir o texto em unidades temáticas
no sentido de facilitar a sua leitura e compreensão;
 a linguagem, apesar de adequada a faixa etária das crianças, possui
termos técnicos e científicos.
28
 utilização de analogias - comparação dos animais, plantas, objetos e
fenômenos retratados no texto com exemplos próximos das crianças;
 utilização de boxes e infográficos com a finalidade de salientar algumas
informações importantes para o leitor.
Em sala de aula, o trabalho com a divulgação científica deve priorizar diferentes
modalidades de leitura, entre elas destacam-se:
 A leitura em voz alta realizada pelo professor. Esta, por sua vez, tem por
finalidade repertoriar os alunos no que diz respeito à linguagem escrita,
típica deste gênero textual.
 A leitura realizada pelo aluno, individualmente ou em dupla. Os alunos
podem realizar a leitura da fábula para que possam - posteriormente e
de forma coletiva - discutir os aspectos de sua composição, no que se
refere ao discurso e à textualização.
 Leitura compartilhada com foco na compreensão do conteúdo temático
explorando a linguagem verbal do texto escrito e a linguagem não verbal
(imagens, fotografias, desenhos, mapas etc.).

EXEMPLAR DA PROVA DO PROFESSOR


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO

Matemática
5º ano do Ensino Fundamental Turma _________________

1º Bimestre de 2016 Data _____ / _____ / _____

Escola___________________________________________

Aluno____________________________________________

As questões propostas nessa avaliação têm como objetivo avaliar o


desempenho dos alunos nos 4 blocos de conteúdos propostos no ensino da
matemática para os anos iniciais. Todas as questões são situações-problema, que a
criança deverá responder utilizando os seus conhecimentos e seus próprios
procedimentos para a resolução. As expectativas propostas são uma
representatividade das que foram trabalhadas no ano anterior, embora estejamos no
início do ano letivo, algumas questões trazem expectativas propostas para o 5º ano,
de forma que permita ao professor fazer um levantamento dos conhecimentos prévios
dos alunos além de observar aqueles que apresentam um desempenho avançado para
o ano em questão, permitindo assim um planejamento que atenda às necessidades
dos alunos.

29
QUESTÃO 1

A dengue não dá trégua! Conheça três municípios da região de Campinas que


juntos somam quase 15% da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti
no estado:

CIDADES COM MAIS CASOS DE DENGUE NA REGIÃO DE CAMPINAS

Cidade Total

Campinas 58.233

Sumaré 14.320

Limeira 10.286

Fonte: Centro de Vigilância Epidemiológica de SP

Juntos, os três municípios somam:

a) 72.553 casos da doença.


b) 68.519 casos da doença.
c) 82.839 casos da doença.
d) 24.606 casos da doença.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Resolver situações-problema com dados apresentados por meio de
tabelas simples ou tabelas de dupla entrada.

A questão 1 traz uma situação-problema para a leitura de tabela simples. A leitura


de tabelas pode ser considerada simples, em razão de sua forma de organização e
da rapidez de consulta. No entanto, esse tipo de leitura e interpretação não se dá de
forma tão simples assim, uma vez que envolve a ativação de diferentes funções
cognitivas: a própria organização representacional, ou seja, a composição semiótica
das tabelas e as funções cognitivas que elas mobilizam.
O trabalho com a organização de dados e a leitura dos mesmos deve ser uma
constante nas propostas de sala de aula. Nesse sentido, é essencial planejar
propostas com o uso de textos de jornais e revistas para ter acesso a informações
de diferentes áreas que fazem uso de conteúdos matemáticos como ferramentas,
porque tais propostas podem potencializar, ao mesmo tempo: as habilidades de
leitura, seleção de dados e resolução de problemas; as explorações numéricas, a
interpretação de gráficos, tabelas e esquemas; a ampliação de conhecimentos sobre
os temas a que esses textos se referem.

30
QUESTÃO 2

Calcule o resultado da operação:

1764 : 7 =

a) 253

b) 251

c) 252

d) 250

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Calcular o resultado de multiplicação ou divisão com números naturais,
pelo uso de técnicas operatórias convencionais.

As técnicas operatórias convencionais tanto na multiplicação como na divisão


precisam ser compreendidas pelas crianças para que possam ser desafiadas a
buscarem procedimentos para resolvê-las.
Quando os alunos compreendem o significado das técnicas operatórias
convencionais (algoritmo), mostram autonomia e criatividade em sua resolução,
refletindo sobre as ideias das operações de multiplicação e divisão fazendo uso de
diferentes estratégias pessoais durante as etapas da resolução do algoritmo.
É interessante destacar que, embora o domínio do algoritmo seja um dos objetivos
do ensino da Matemática, ele não deve ser imposto às crianças que precisam
experimentar as próprias estratégias, visto que qualificam a compreensão do cálculo
escrito.

QUESTÃO 3

Joana encomendou salgadinhos para uma festa de aniversário. Sabendo que um


cento de salgadinhos custa R$ 30,00, quanto ela pagará por 300 salgadinhos?

a) R$ 90,00.
b) R$ 900,00.
c) R$ 30,00.
d) R$ 330,00.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


HABILIDADE: Resolver situações-problema, compreendendo diferentes
significados das operações do campo multiplicativo envolvendo números
naturais.

A resolução de situações problemas é fundamental para a aprendizagem


significativa dos alunos, uma vez que o trabalho a ser realizado com as operações
31
deve estar centrado na compreensão de diferentes significados e estratégias para
a resolução da situação. Sua resolução promove o estudo do cálculo e do
percurso a seguir, bem como as relações existentes entre as operações.
Na sala de aula quando as crianças são desafiadas a resolver problemas podem
utilizar diferentes estratégias pessoais como a resolução por meio do
cálculo mental e aproximado, ou o uso do algoritmo convencional (técnica
operatória).
As crianças podem também resolver as situações problemas de forma mista,
utilizando as estratégias pessoais e as técnicas operatórias.
É importante que as crianças compreendam a ideia de proporção para resolver
problemas do campo multiplicativo. Nessas situações, os alunos são
“convidados” a observar regularidades e perceber propriedades que lhe
permitiram resolver esses tipos de problemas.

QUESTÃO 4

Kleber está juntando dinheiro para comprar um smartphone . Em um mês ele


economizou R$ 435,00 e no mês seguinte, R$ 460,00. Como o produto que ele
deseja comprar custa R$ 999,00, quanto ele ainda precisa economizar?

a) R$ 895,00.
b) R$ 555,00.
c) R$ 105,00.
d) R$ 104,00.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Resolver situações-problema utilizando o sistema monetário
brasileiro.

O trabalho com o sistema monetário contribui para que o aluno seja inserido em
uma situação real de utilização de cálculo, visto que no dia-a-dia são
confrontados a resolverem diferentes situações problemas utilizando o dinheiro
(moedas e cédulas).
No caso da situação problema, os alunos podem assinalar a alternativa "C", já
que quando optam por esse distrator demonstram que compreenderam o que
se pede na situação problema, mas que no entanto apresentaram dificuldades na
resolução do cálculo. Quando os alunos optam pelas alternativas A e B,
demonstram certa dificuldade na compreensão da situação problema.

32
QUESTÃO 5

Observe a tabela de preços de uma lanchonete:

TABELA DE PREÇOS

Misto quente R$ 4,75

Queijo quente R$ 4,00

Hambúrguer R$ 5,50

Refrigerante R$ 3,00

Suco R$ 4,50
Fonte: dados fictícios.

Lucas tem duas notas, uma de 5 reais e outra de 2 reais. Qual a combinação de
lanche e bebida que ele poderá comprar?

a) Hambúrguer e suco.
b) Misto quente e suco.
c) Misto quente e refrigerante.
d) Queijo quente e refrigerante.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Resolver situações-problema com dados apresentados por meio de
tabelas simples ou tabelas de dupla entrada.

Além das indicações realizadas na questão anterior, a ênfase em relação ao


Tratamento da Informação se dá na articulação com os outros blocos de conteúdos,
na leitura e interpretação de tabelas simples, relacionando-as com a coleta e a
organização de dados, valorizando a análise e o estudo das mesmas.

QUESTÃO 6

Nilza foi convidada para ir a uma festa com as amigas. Ela tem, em seu guarda-
roupas, 4 camisetas e 2 saias. Quantas combinações diferentes ela poderá fazer
para ir à festa?

a) 6 combinações.
b) 4 combinações.
c) 8 combinações.
d) 2 combinações.

33
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS
Habilidade: Resolver situações-problema, compreendendo diferentes
significados das operações do campo multiplicativo envolvendo números
naturais.

O item refere-se a uma situação-problema do campo multiplicativo com a ideia


de combinatória. A ideia de combinatória refere-se ao estabelecimento de
combinações entre grupos de objetos, em que o total de pares possíveis pode
ser obtido pela multiplicação.
O desafio está em combinar as peças de vestuário (1 calça e 1 camiseta) conforme
solicitado.
É importante propor aos alunos situações-problema contextualizadas,
explorando questões familiares às vividas por eles. Sugere-se o estudo do
material proposto pelo Projeto Educação Matemática nos Anos Iniciais que traz
subsídios para o trabalho com o campo multiplicativo.

QUESTÃO 7

Assinale a alternativa que mostra corretamente o valor relativo ao algarismo 8


nos números:

84.761 46.781 68.741 46.871 16.748


Errata: para alinhar com o Caderno do Aluno, onde se lê:
a) 80.000 – 80 – 8.000 – 800 – 8.
b) 8.000 – 8 – 80.000 – 80 – 800.
a) 80.000 – 80 – 8.000 – 800 – 8. c) 800 – 80.000 – 8 – 8.000 – 80.
d) 8 – 80.000 – 800 – 80 – 8.000.
b) 8.000 – 8 – 80.000 – 80 – 800. Lê se

c) 800 – 80.000 – 8 – 8.000 – 80.


a) 8.000 – 8 – 80.000 – 80 – 800.
b) 800 – 80.000 – 8 – 8.000 – 80.

d) 8 – 80.000 – 800 – 80 – 8.000. c) 80.000 – 80 – 8.000 – 800 – 8.


d) 8 – 80.000 – 800 – 80 – 8.000. Portanto a resposta correta é a
Alternativa C

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Utilizar as regras do sistema de numeração decimal para leitura ou
escrita, comparação ou ordenação de números naturais.

A questão tem por objetivo aferir se o aluno consegue relacionar as escritas


numéricas com o valor posicional que o número possui em determinada posição
na escrita.
Nesse sentido, o número 8 - destacado pelo item - possui diferente valor
dependendo da posição que ocupa na escrita, sendo assim, as crianças, para
responder essa questão, já deveriam ter construído essas ideias referentes à
geração das escritas numéricas.

34
QUESTÃO 8

Dormir na medida certa pode afastar problemas como cansaço e falta de


concentração. Considerando que os médicos recomendam que um adulto
durma 8 horas por dia, a fração que representa as horas que ele dorme em
relação às 24 horas do dia é:

24
a) .
8

1
b) .
8

16
c) .
8

8
d) .
24

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Utilizar fração com significado de parte-todo.

Esse item por objetivo aferir se as crianças já desenvolveram uma das ideias dos
números racionais expressos por meio de fração, no caso a relação entre uma parte
e um todo. Essa fração se apresenta quando um "todo" é dividido em partes
equivalentes em quantidades de superfícies ou de elementos. A representação
fracionária indica a relação que existe entre um número de partes e o total de partes
(PIRES, 2012).
Vale destacar que na sala de aula o professor pode explorar as ideias de parte todo
em diversas situações, como também o material do EMAI que faz a proposição de
sequencias de atividades que colaboram com a apropriação desse conhecimento
pelos alunos.

QUESTÃO 9 Anulada

Marcos comprou um terreno para fazer uma chácara. A região pintada


representa a parte do terreno que será utilizada para a construção da casa. Qual
será a fração do terreno destinada para a construção da casa?

35
2
a) .
5

5
b) .
2

3
c) .
2

2
d) .
3

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Utilizar fração com significado de parte-todo.

Esse item por objetivo aferir se as crianças já desenvolveram uma das ideias dos
números racionais expressos por meio de fração, no caso a relação entre uma
parte e um todo. Essa fração se apresenta quando um "todo" é dividido em partes
equivalentes em quantidades de superfícies ou de elementos. A representação
fracionária indica a relação que existe entre um número de partes e o total de
partes (PIRES, 2012).
Vale destacar que na sala de aula o professor pode explorar as ideias de parte-
todo em diversas situações, como também o material do EMAI que faz a
proposição de sequências de atividades que colaboram com a apropriação desse
conhecimento pelos alunos.

QUESTÃO 10

Andréa comprou um litro de leite. Vai utilizar 600 mL para fazer um bolo.
Quanto leite irá sobrar?

a) 399 mL.

b) 400 mL.

c) 500 mL.

d) 600 mL.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


HABILIDADE: Resolver problema que envolva o uso de medidas de comprimento,
massa ou capacidade, representadas na forma decimal.

36
O trabalho com grandezas e medidas pressupõe que as crianças identifiquem
propriedades ou fenômenos do mundo físico que possam ou precisem ser
medidos. A unidade de medida e os instrumentos de medição utilizados para a
medição deverão estar presentes nas aulas de matemática, em que os alunos
possam manuseá-los, assim como, manejar diferentes instrumentos de medidas
para diferentes propósitos.
Medidas de comprimento, massa ou capacidade devem ser exploradas
cotidianamente na sala de aula, já que os alunos desde muito pequenos estão
em contato com essas unidades de medidas em seu dia a dia.
A situação problema desse item, além de trabalhar com unidade de medidas
(nesse caso litro e mililitro), requer do aluno conhecimento para resolução de
problemas do campo aditivo.

QUESTÃO 11

A mãe de Juliana faz caminhadas regulares em volta de uma praça que mede
110 metros de comprimentos por 70 metros de largura. Todos os dias ela dá
três voltas na praça. Ela caminha por dia:

110 metros

70 metros

a) 540 metros.
b) 1080 metros.
c) 360 metros.
d) 3240 metros.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


HABILIDADE: Resolver problema que envolva o uso de medidas de comprimento,
massa ou capacidade, representadas na forma decimal.

37
O trabalho com grandezas e medidas pressupõe que as crianças identifiquem
propriedades ou fenômenos do mundo físico que possam ou precisem ser
medidos. A unidade de medida e os instrumentos de medição utilizados para a
medição deverão estar presentes nas aulas de matemática, em que os alunos
possam manuseá-los, assim como, manejar diferentes instrumentos de medidas
para diferentes propósitos.
Medidas de comprimento, massa ou capacidade devem ser exploradas
cotidianamente na sala de aula, já que os alunos desde muito pequenos estão
em contato com essas unidades de medidas em seu dia a dia.
A situação problema desse item, além de trabalhar com unidade de medidas
(nesse caso litro e mililitro), requer do aluno conhecimento para resolução de
problemas do campo aditivo.

QUESTÃO 12

Carolina comprou um caderno e pagou com uma cédula de R$ 5,00, 3 moedas


de R$ 1,00 e 5 moedas de 25 centavos. Qual foi o valor da compra?

a) R$ 8,05.
b) R$ 6,00.
c) R$ 9,25.
d) R$ 6,25.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Resolver situações-problema utilizando o sistema monetário brasileiro.

O trabalho com o sistema monetário contribui para que o aluno seja inserido em
uma situação real de utilização de cálculo, visto que no dia-a-dia são confrontados
a resolverem diferentes situações problemas utilizando o dinheiro (moedas e notas).
Neste caso os alunos teriam como desafio estabelecer relação entre o valor das
cédulas e das moedas com o valor da compra realizada pela personagem, as
crianças costumam sair-se muito bem em relação a esta situação, pois muitos já
manejam com certa tranquilidade com o sistema monetário por se tratar de uma
prática social bastante usual.

QUESTÃO 13

Calcule o resultado da operação:


322 x 23=
a) 6406.
b) 966.
c) 7306.
d) 7406.

38
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS
Habilidade: Calcular o resultado de multiplicações ou divisões com números
naturais, pelo uso de técnicas operatórias convencionais.

O item trata de um cálculo de multiplicação com dezenas. Destacamos que o


trabalho a ser realizado com as operações deve estar centrado na compreensão
dos diferentes significados de cada uma delas, nas relações existentes entre elas
e no estudo do cálculo, contemplando diferentes tipos – exato e aproximado,
mental e escrito. Há que se pensar também no trabalho com os fatos básicos da
multiplicação.
Os materiais didáticos pedagógicos do Projeto EMAI trazem propostas
consistentes sobre o cálculo da multiplicação.

QUESTÃO 14

Quais planificações não correspondem a corpos redondos?

A B

D
C

a) A e D. Errata: a resposta correta é Alternativa A


b) B e C.
c) D e B.
d) A e B.

39
QUESTÃO 15

O professor de Educação Física resolveu fazer uma tabela com o peso e a altura
dos jogadores titulares do time de Futebol de Salão. Veja como ficou a tabela:

Jogador Peso Altura

Marcelo 47 Kg 1,55 m

Miguel 51 Kg 1,56 m

João 49 Kg 1,70 m

Daniel 55 Kg 1,50 m

Edimilson 50 Kg 1,50 m

Considerando o peso e a altura, qual jogador aparenta ser mais magro?

a) João.
b) Marcelo.
c) Daniel.
d) Miguel.

COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS


Habilidade: Resolver situações-problema com dados apresentados por meio de
tabelas simples ou tabelas de dupla entrada.

O trabalho com o tratamento da informação dá ênfase na articulação com os


blocos de conteúdos, na leitura e interpretação de dados. A abordagem para o
trabalho com tratamento da informação deve ser a partir de coleta e organização
de dados, valorizando a análise e o estudo das mesmas.
Cabe aqui o destaque para a análise de uma tabela de dupla entrada com
informações do lugar de origem e da altura e o aluno deve estar atento a isso.

40
QUESTÃO 16

Qual das figuras abaixo se refere à planificação de um cubo:

A B

D
C

a) Figura B.
b) Figura C.
c) Figura D.
d) Figura A.
COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS
Habilidade: Reconhecer elementos e propriedades de poliedros, explorando
planificações dessas figuras.

O item 11 traz uma questão relacionada à planificação de poliedros e corpos


redondos, reconhecendo qual das planificações tem forma arredondada.
Propostas com foco no desenvolvimento do pensamento geométrico são
importantes e devem ser presença constante no cotidiano escolar. Não obstante,
sua presença sistemática nas trajetórias hipotéticas de aprendizagem dos
materiais didático-pedagógicos do Projeto EMAI confirmam sua importância,
trazendo a observação e o reconhecimento dos elementos e propriedades de
poliedros e corpos redondos.
41
4. ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA E
MATEMÁTICA

LÍNGUA PORTUGUESA
A seguir, você encontrará o quadro resumo com as habilidades avaliadas nos
itens indicados, com seus respectivos gabaritos.

PARTE A – QUESTÕES OBJETIVAS - LEITURA

Item Habilidades Gabarito

H 01- Identificar a posição/opinião de uma declaração de


1 sujeitos relacionado ao fato retratado em uma notícia.
A
H 01- Identificar a posição/opinião de uma declaração de
2 sujeitos relacionado ao fato retratado em uma notícia.
B
H 02- Reconhecer a sequência temporal dos fatos relatados
3 em uma notícia.
B
H 03 - Distinguir as diferentes opiniões, em relação ao
4 mesmo fato, por meio da leitura de notícias veiculadas nos D
meios de comunicação.
H 01- Identificar a posição/opinião de uma declaração de
5 sujeitos relacionado ao fato retratado em uma notícia.
D
H 02- Reconhecer a sequência temporal dos fatos relatados
6 em uma notícia.
C
H 01- Identificar a posição/opinião de uma declaração de
7 sujeitos relacionado ao fato retratado em uma notícia.
B
H 07 - Identificar o discurso direto em uma crônica por meio
8 do reconhecimento dos sinais de pontuação e as marcas B
linguísticas.
H 07 - Identificar o discurso direto em uma crônica por meio
9 do reconhecimento dos sinais de pontuação e as marcas A
linguísticas.
H 08 - Identificar as personagens de uma narrativa literária
10 que, em seu enredo, possua o efeito de mistério.
C
H 09 - Identificar marcas do foco narrativo no enunciado de
um texto literário do gênero conto (assombração, detetive,
11 popular e mistério) que envolva o efeito de mistério em seu
D
enredo.
H 10 - Identificar os episódios principais de uma narrativa
12 literária (conto de assombração, detetive, mistério, etc) C
organizando-os em sequência temporal lógica.
H 11 - Inferir o efeito de mistério produzido em um texto
13 literário, pelo uso intencional de palavras ou expressões.
C

42
H 15 - Localizar informações explícitas em um texto
14 expositivo (informativo) que contextualize o leitor em relação A
ao tema abordado.
H 15 - Localizar informações explícitas em um texto
expositivo (informativo) que contextualize o leitor em relação
15 C
ao tema abordado.

H 13 - Inferir informação sobre o tema de um texto


16 expositivo (informativo) a partir da leitura global do texto. A

MATEMÁTICA
A seguir, você encontrará o quadro resumo com as habilidades avaliadas nos
itens indicados, com seus respectivos gabaritos.

Item/ Gabarito
Habilidades
Questão
Resolver problema com dados apresentados
1 por meio de tabelas simples ou tabelas de C
dupla entrada.

Calcular o resultado de multiplicação ou


2 divisão com números naturais, pelo uso de C
técnicas operatórias convencionais.

Resolver situação-problema, compreendendo


diferentes significados das operações do
3 A
campo multiplicativo envolvendo números
naturais.

Resolver situação-problema utilizando o


4 D
sistema monetário brasileiro.

Resolver problema com dados apresentados


5 por meio de tabelas simples ou tabelas de D
dupla entrada.

Resolver situação-problema, compreendendo


6 diferentes significados das operações do campo C
multiplicativo envolvendo números naturais.
Utilizar as regras do sistema de numeração
7 decimal para leitura ou escrita de números A
Letra C
naturais.
Utilizar fração com significado parte-todo. B
8
Utilizar fração com significado parte-todo. A
9 Anulada

43
Resolver problema que envolva o uso de
10 medidas de comprimento, massa ou B
capacidade, representadas na forma decimal.

Resolver problema que envolva o uso de


11 medidas de comprimento, massa ou B
capacidade, representadas na forma decimal.
Resolver situação-problema utilizando o
12 sistema monetário brasileiro. A

Calcular o resultado de multiplicação ou divisão


13 com números naturais, pelo uso de técnicas D
operatórias convencionais.
Reconhecer elementos e propriedades dos
14 poliedros, explorando planificações dessas B Letra A
figuras.
Resolver problema com dados apresentados por
15 meio de tabelas simples ou tabelas de dupla A
entrada.
Reconhecer elementos e propriedades dos
16 poliedros, explorando planificações dessas B
figuras.

5. RECOMENDAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA


MATEMÁTICA
Para uma análise criteriosa do desempenho dos alunos, é essencial a utilização da
prova aplicada aos alunos e também os subsídios oferecidos aos professores nas
páginas anteriores deste documento.

O estudo conjunto desses documentos permitirá possíveis tomadas de decisão,


sugerimos que as reflexões sempre tenham como ponto de partida algumas
questões norteadoras, de acordo com o nível de desempenho em análise. Como
exemplo, segue uma possibilidade de análise de uma questão de Matemática, que
busca aferir o conhecimento em relação à análise, interpretação, resolução e
formulação de situações-problema compreendendo diferentes significados das
operações com números naturais.

Exemplo: Questão 1

Andressa está organizando a Sala de Leitura de sua escola. No ano passado


havia 678 livros. Este ano a escola recebeu 127 novos livros e doou para outra
escola 95 livros. Quantos livros há na escola este ano?

a) 32 livros
b) 710 livros
c) 900 livros
44
d) 805 livros

Questões norteadoras:

 Qual(is) dificuldade(s) que os alunos tiveram para resolver a situação-problema


proposta?
 Qual estratégia os alunos utilizaram para resolver o problema?
 O que os alunos já sabem sobre as ideias do Campo Aditivo?
 O que estes alunos ainda precisam aprender?
 Quais procedimentos e propostas de atividades precisam ser garantidos para
que estes alunos avancem no conhecimento do Campo Aditivo?

Análise das atividades planejadas e organização do plano de recuperação


contínua:

 Descrever as dificuldades apresentadas pelos alunos na realização das


atividades;
 Verificar a adequação de atividades para os alunos que apresentam dificuldades
no campo aditivo se atendem às expectativas de aprendizagem e se as
condições didáticas necessárias para o ensino da Matemática estão garantidas;
 É importante que os alunos tenham oportunidade de trabalhar com as outras
ideias envolvidas no campo aditivo. Revisitar os materiais do EMAI selecionando
ou adequando atividades que possibilitem ao aluno o resgate e/ou ampliação
dos conhecimentos matemáticos;
 Organizar a sala de aula (ex. formação de agrupamentos produtivos) e a escola
para atender os alunos com dificuldades de aprendizagem;
 Analisar as estratégias pessoais utilizadas pelos alunos, por meio dos
distratores, identificando a possível origem do erro;
 Organizar boas atividades que garantam o avanço de seus alunos.

45
LÍNGUA PORTUGUESA
Recomendações gerais sobre o desenvolvimento de capacidades de
compreensão leitora

Ler envolve diversos procedimentos e inúmeras capacidades: perceptuais,


cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas. Todas dependentes da situação de
comunicação e das finalidades de leitura.
Assim, para o desenvolvimento das capacidades de compreensão leitora, faz-se
necessário que o professor desenvolva práticas que considerem:
 a leitura sistemática de diferentes gêneros, literários e não literários.
 a importância de utilizar diversas estratégias durante a leitura: ativação de
conhecimentos prévios, de mundo e linguísticos, antecipação ou predição de
conteúdos, checagem de hipótese, localização e/ou cópia de informações,
comparação de informações, generalização, inferências locais e globais...
 a proposição de questões objetivas que desenvolvam habilidades de buscar, no
texto respostas que possam ser comprovadas. As hipóteses/ pressuposições
que porventura possam ser levantadas, durante a leitura, precisam ser
comprovadas no/pelo texto.
 a identificação dos elementos constituintes do texto, suas funções e
características: título, subtítulos, sumários...
 a importância da leitura de textos literários, que envolvam, ao mesmo tempo, a
construção de sentidos e a fruição estética, em diferentes níveis.
 a situação didática privilegiada para o desenvolvimento das capacidades de
compreensão leitora: a leitura compartilhada.

Como sugestão de leitura sobre como desenvolver habilidades de leitura,


sugerimos a leitura dos seguintes textos, contidos no livro do Curso do PIC – Projeto
Intensivo no Ciclo – Guia do Formador:
 “Situações de leitura na alfabetização inicial: a continuidade na diversidade” de
Mirta Luis Castedo, p. 149.
 “Leitura de mundo, leitura da palavra, leitura proficiente: qual é a coisa que esse
nome chama?” de Kátia Lomba Bräkling, p. 160.
 “Livros e leitores na biblioteca da sala” de Mirta Castedo, p. 171.

46
Para saber mais a respeito, sugerimos, também, a leitura do capítulo
“Competências e habilidades de leitura”, às páginas 76, 77, e 78, da obra de Roxane
Rojo Letramentos Múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009.

PARTE B – PRODUÇÃO DE TEXTO

PRODUÇÃO ESCRITA

CARTA OPINATIVA DE LEITOR

As olimpíadas que acontecerão na cidade do Rio de Janeiro em 2016 já


contabilizam um impacto em relação às contas públicas. Na reportagem abaixo você
terá acesso a informações sobre esse impacto.
Leia a reportagem e analise o total de gastos, assim como os argumentos para
tais gastos.

Olimpíada de 2016 já custa R$ 36,7 bi e supera Copa em 43%

A Olimpíada de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro, vai custar pelo menos
R$ 36,7 bilhões. A primeira estimativa do custo global dos Jogos foi relevada nesta
quarta-feira (16), no Rio de Janeiro, junto com a divulgação do "orçamento de legado"
do evento. Esse orçamento contém a lista de obras de metrô, de linhas de ônibus, meio
ambiente e melhorias na infraestrutura do Rio para os Jogos.

Só essas obras vão custar R$ 24,1 bilhões. Disso, 57% será pago com dinheiro
público e 43%, com recursos privados. Serão 27 projetos, segundo o presidente da APO
(Autoridade Pública Olímpica), general Fernando Azevedo e Silva. Até hoje, 24 deles já
têm custo definido. Três ainda serão licitados.
Também compõe o orçamento geral da Rio-2016 o custo da construção dos centros
esportivos necessários para a Olimpíada e alguns projetos essenciais para o evento.
Esses projetos foram listados na Matriz de Responsabilidades apresentada em janeiro.

47
Eles estão orçados atualmente em R$ 5,6 bilhões. Além disso, o Comitê Organizador dos
Jogos Olímpicos Rio-2016 vai gastar R$ 7 bilhões com a Olimpíada.
Vale lembrar que todo o investimento necessário para a realização da Copa do Mundo
de 2014 é de R$ 25,6 bilhões, segundo o Ministério do Esporte. Esse valor leva em conta
todas as obras em estádios do Mundial, mais todos os projetos de legado relacionados
ao torneio de futebol. A Olimpíada do Rio, portanto, já custa 43% a mais que a Copa.
Hoje, a Olimpíada do Rio já custa 27% mais do que o planejado em 2008. Esse
percentual, porém, deve aumentar já que projetos que ainda não foram licitados não
tiveram seu custo incluído nos orçamentos divulgados até hoje.

Fonte: adaptado de: <http://esporte.uol.com.br/rio-2016/ultimas-noticias/2014/04/16/orcamento-olimpiada-de-


2016.htm>, acesso em 16/02/2016.

Agora escreva uma carta para a coluna "Painel do Leitor" do JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO,
comentando a reportagem e apresentando a sua opinião a respeito do assunto, se
concorda ou não com os gastos com as Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, além dos
outros.

Escreva pelo menos 10 linhas.


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PARTE C- ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DA PRODUÇÃO DO FINAL DE UMA
HISTÓRIA

As competências avaliadas na redação do 5º ano do Ensino Fundamental são:


Produzir uma carta de leitor com base em proposta que estabelece tema, gênero,
linguagem, finalidade e interlocutor do texto. Essas competências estão associadas às
respectivas competências de produção de textos:

Competência I – Tema – Desenvolver o texto de acordo com as determinações


temáticas e situacionais da proposta de redação.
Competência II – Gênero – Mobilizar, no texto produzido, os conhecimentos relativos
aos elementos organizacionais do gênero.
Competência III – Coesão/Coerência – Organizar o texto de forma lógica e produtiva,
demonstrando conhecimento dos mecanismos linguísticos e textuais necessários
para sua construção.
Competência IV – Registro – Aplicar as convenções e normas do sistema da escrita.

Quadro 1 – Classificação das redações, no processo de correção da produção


textual (5º ano)

Tabela para uso do corretor


Competência Nível
CI - Tema 1 2 3 4
CII - Gênero 1 2 3 4
CIII – Coesão/Coerência 1 2 3 4
CIV - Registro 1 2 3 4

ANULADA
EM BRANCO
NÃO
ALFABÉTICO

Nível 1 – Insuficiente
Nível 2 – Regular
Nível 3 – Bom
Nível 4 – Muito bom
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PLANILHA DE CORREÇÃO DAS PRODUÇÕES TEXTUAIS DO - 5º ANO

O aluno deve demonstrar Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4


as seguintes competências Insuficiente Razoável Bom Muito bom
Apresenta Compreende e Compreende e Compreende e
dificuldades em desenvolve desenvolve bem o desenvolve muito
compreender a razoavelmente o tema a partir da bem o tema a partir
Desenvolver o texto, proposta de tema a partir da proposta de da proposta de
de acordo com as redação e proposta de redação, redação, com base
determinações desenvolve um redação, apresentando na definição de um
CI
temáticas e texto que parafraseando os indícios de um projeto temático
Tema
situacionais da tangencia o textos da projeto temático pessoal.
proposta de tema. proposta ou pessoal.
redação. apresentando
uma série de
ideias associadas
ao tema.
Apresenta Compreende e Compreende e Compreende e
Mobilizar, no texto dificuldades em desenvolve desenvolve bem a desenvolve muito
produzido, os compreender a razoavelmente a proposta de bem a proposta de
conhecimentos proposta de proposta de redação e os redação e os
CII
relativos aos redação e redação e os elementos elementos
Gênero
elementos apresenta elementos constituintes do constituintes do
organizacionais do indícios do constituintes do gênero, mesmo gênero.
gênero. gênero. gênero. que com desvios.

Organiza Organiza Organiza bem as Organiza muito


precariamente as razoavelmente partes do texto, bem as partes do
partes do texto, as partes do apresentando texto e demonstra
apresentando texto, problemas um bom domínio
Organizar o texto de grande apresentando pontuais na no uso dos
forma lógica e dificuldade em redundâncias ou articulação entre recursos coesivos.
produtiva, articular as inconsistências as partes e / ou as
CIII demonstrando proposições; além constantes, mas proposições, e
Coesão / conhecimento dos de demonstrar com alguns elos demonstra um
Coerência mecanismos pouco domínio entre partes e bom domínio no
linguísticos e na utilização dos proposições do uso dos recursos
textuais necessários recursos coesivos. texto, coesivos.
para sua construção. demonstrando
um domínio
básico na
utilização dos
recursos coesivos.
Apresenta muitas Apresenta Demonstra, no Demonstra, no
inadequações no inadequações no registro do texto, registro do texto,
registro do texto, registro do texto, bom domínio das bom domínio das
referentes à referentes à regras normativas regras normativas
norma gramatical, norma gramatical, do sistema de do sistema de
Aplicar as
à escrita das à escrita das representação da representação da
CIV convenções e
palavras, à palavras, à escrita, mesmo escrita.
Registro normas do sistema
segmentação de segmentação de que apresente
da escrita.
palavras e frases e palavras e frases e alguns desvios
/ ou à pontuação. / ou à pontuação, recorrentes no
mas com indícios uso dessas regras.
de seu domínio
básico.
50
PARTE D- RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA O TRABALHO COM A PRODUÇÃO DE
TEXTO

Produzir um texto é considerado uma atividade complexa que envolve inúmeras


competências: relativas à adequação do texto à finalidade que se quer alcançar; aos
interlocutores; ao local de circulação do texto; ao portador, entre outras. Assim, para
que os alunos desenvolvam proficiência escritora é necessário o trabalho sistemático
com conteúdos específicos, que poderão ser trabalhados por meio de projetos e
sequências didáticas. São eles:

a) Planejamento de texto (prévio e processual)


O planejamento é um conteúdo que precisa ser ensinado aos alunos para que
desenvolvam a proficiência escritora. Primeiramente, há a necessidade de repertoriar
o aluno com o gênero que será trabalhado. Se, por exemplo, os alunos forem
solicitados a produzir o gênero curiosidades, a professora deve propor a análise de
modelos-referência, como os contidos na Revista Recreio. Isso se configura num
primeiro nível de planejamento da sequência como um todo.
No planejamento também é importante que o professor apresente aos alunos
o contexto de produção do texto:
 a finalidade (convencer, informar, prescrever, orientar...);
 quem serão os leitores de seus textos (alunos da escola, pais, comunidade
escolar, colegas da classe...);
 onde circulará o texto (na escola, no bairro, na classe...);
 seu portador (um painel, uma revista, um jornal, mural da escola...).

b) Textualização
Uma boa estratégia para ensinar os alunos a textualizar é a do ditado ao
professor. Neste momento de produção coletiva, os alunos estão aprendendo a
produzir o texto, mesmo que não saibam grafá-lo. Contudo, para que o objetivo seja
alcançado é importante que o professor, durante o ditado, realize intervenções com
foco no que e, em como dizer. Assim, poderá chamar a atenção dos alunos com
respeito aos recursos coesivos (ex. as maneiras de não repetir palavras ou expressões,

51
de articular diferentes partes do texto...), à adequação das palavras, ao registro mais
adequado, mais ou menos formal, considerando o público leitor...
Para os alunos não alfabéticos pode ser proposto o trabalho em dupla, que
produzirá o texto de acordo com seu nível de escrita. Nesse momento, o professor
deve planejar cuidadosamente as parcerias garantindo duplas produtivas e realizar
intervenções respeitando as diferentes formas de grafar. Com isso, permite que uma
dupla de alunos que não escreva alfabeticamente participe do trabalho, produzindo o
texto de acordo com seu nível de escrita.

c) Revisão de texto (processual e final)


No processo de revisão, o professor deve deixar claro que o escritor proficiente
toma decisões durante a escrita: lendo e relendo seu texto, retirando o que não
considera adequado, fazendo acréscimos que julgar necessários, solicitando a alguém
que opine sobre seu texto... Os alunos precisam apropriar-se, gradativamente, desses
procedimentos, tendo sempre o professor como modelo, para que aprendam a
produzir seus próprios textos.
Recomendamos, para o ensino dos procedimentos da revisão, que o professor
lance mão de instrumentos que auxiliem o aluno no processo de revisão. Esses
instrumentos podem ser construídos em parceria com os alunos, considerando as
características do gênero que está sendo produzido. Eles possibilitam aos alunos
corrigir seus próprios textos.

52
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para os 1º e 2º ciclos. Brasília: Secretaria


de Ensino Fundamental, 1996.

BRÄKLING, K, L. Modalidades didáticas de ensino e tipos de atividades. IN:


Referencial Curricular de Língua Portuguesa. Versão Preliminar. Colégio Hebraico
Brasileiro Renascença. São Paulo (SP); jun/08.

CURCIO F. R. Comprehension of mathematical relationship expressed in graphs.


Journal for Research in Mathematics Education,18(5), 382-393, 1987.

__________. A noção de gênero. In Oficina Cultural 4. Lendo e Produzindo Textos.


Acadêmicos. Momento 1. PEC- Formação Continuada. São Paulo (SP):
SME/PUC/USP/UNESP/Fundação Vanzolini; 2001-2002.

__________ O contexto de produção de textos. In Oficina Cultural 1. Lendo e


Produzindo Textos Acadêmicos. Momento 1. PEC- Formação Continuada. São Paulo
(SP): SME/PUC/USP/UNESP/Fundação Vanzolini, 2001-2002.

FAYOL, Michel. A Criança e o Número: da contagem à resolução de problemas.


Tradução por Rosana Severino de Leoni. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
ILARI, R.; BASSO, R. O Português da gente: a língua que estudamos a língua que
falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre


(RS): Artmed, 2002.

LERNER, Delia e SADOVSKY, Patricia. 1996. O sistema de numeração: um problema


didático. IN: Didática da Matemática, org. Parra, C. e Saiz, I. Porto Alegre: Artes
Médicas.
MENDES, F.; DELGADO, C. A aprendizagem da multiplicação e o desenvolvimento do
sentido de número. IN: BROCARDO, J.; SERRAZINA, L.; ROCHA, I. O sentido do
número. Lisboa: Escolar Editora, 2010.

PIRES, C. M. C. et al. Espaço e forma: a construção de noções geométricas pelas


crianças das quatro séries iniciais do Ensino Fundamental. Editora Proem: São
Paulo, 2001.

PIRES, C. M. C. Relações espaciais, localização e movimentação: um estudo sobre


práticas e descobertas de professoras polivalentes sobre atividades realizadas
com seus alunos. Anais do Encontro de Educação Matemática realizado em Macaé/RJ.
2000.

_______________. Reflexões que precisam ser feitas sobre o uso dos chamados
materiais concretos para a Aprendizagem em Matemática. Boletim GEPEM
(Online), v. 61, p. 1-17, 2012.

53
________________. Educação Matemática: conversas com professores dos anos
iniciais. São Paulo: Zapt Editora, 2012.
ROJO, R. “Produzir textos na alfabetização: projetando práticas”. IN: Guia da
Alfabetização – Revista Educação. São Paulo: Editora Segmento – CEALE, 2010. pp. 44
– 59.

____ Letramentos Múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola, 2009.

POST, Thomas, BEHR, Merlyn, LESH, Richard. Interpretations of Rational Number


Concepts. IN: Mathematics for Grades 5-9. Reston, Virginia: L. Silvey & Smart (Eds.),
1982 (p. 59-72).

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Coordenadoria de gestão da Educação


básica. Departamento de Desenvolvimento Curricular e de gestão da Educação básica.
Centro de Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. EMAI: educação matemática nos
anos iniciais do ensino fundamental; organização dos trabalhos em sala de aula,
material do professor - 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Secretaria da
Educação. Centro de Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. - São Paulo: SE, 2013.

SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Matriz de avaliação processual: anos


iniciais, língua portuguesa e matemática; encarte do professor / Secretaria da
Educação; coordenação, Ghisleine Trigo Silveira, Regina Aparecida Resek Santiago;
elaboração, equipe curricular do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. São
Paulo: SE, 2016.

VAN HIELE, P.M. Similarities and differences between the theory of learning and
teaching of Skemp and the Van Hiele levels of thinking. Intelligence, learning and
understanding in mathematics. A tribute to Richard Skemp. D. Tall & M. Thomas, eds.
Post Pressed, Flaxton, Australia, 2002.

VERGNAUD, G. A criança, a Matemática e a realidade: problemas de ensino de


Matemática na escola elementar. Trad.: Maria Lucia Moro. Curitiba: UFPR, 2009.

________________. A teoria dos campos conceituais. In Brun, J. Didática das


Matemáticas. Tradução Maria José Figueiredo. Lisboa: Instituto Piaget, 1996, p. 155-
191.

54
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO

Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional

Coordenador: Olavo Nogueira Batista Filho

Departamento de Avaliação Educacional

Diretora: Cyntia Lemes da Silva Gonçalves da Fonseca

Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira

Centro de Planejamento e Análise de Avaliações

Diretor: Juvenal de Gouveia

Ademilde Ferreira de Souza, Cristiane Dias Mirisola, Isabelle Regina de Amorim


Mesquita, Patricia de Barros Monteiro, Soraia Calderoni Statonato

Centro de Aplicação de Avaliações

Daniel Koketu, Denis Delgado dos Santos, José Guilherme Brauner Filho, Kamila
Lopes Candido, Lilian Sakai, Manoel de Castro Pereira, Nilson Luiz da Costa Paes,
Teresa Miyoko Souza Vilela

Coordenadoria de Gestão da Educação Básica

Coordenadora: Ghisleine Trigo Silveira

Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica

Diretora: Regina Aparecida Resek Santiago

Centro do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais – CEFAI

Diretora: Sonia de Gouveia Jorge

Andréa Fernandes de Freitas, Edimilson de Moraes Ribeiro, Fabiana Cristine Porto dos
Santos, Luciana Aparecida Fakri, Luciana Souza Santos, Nilza Casagrande e Renata
Rossi Fiorim Siqueira.

55