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com/qg-feminista/teorias-do-patriarcado-7314938c59b /O que é
Patriarcado?Texto de Christine Delphy para o Dicionário Crítico do feminismo
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/01/120118_prostituicao_df_is / Mais
de 40 milhões se prostituem no mundo, diz estudo
Daniela FernandesDe Paris para a BBC Brasil
O patriarcalismo
O patriarcado é um conceito relativamente novo, tal qual o concebemos, mas suas raízes
são profundas e intensas. A palavra patriarcal origina-se do grego Pater (pai) e Arkhe
(origem/comando), apesar de ter a mesma formação gráfica mudou seu significado
através dos anos, no início do século XIX a palavra era designada para identificar os
chefes de família, porém seu conceito se modificou em meados da década de 70
começou a ser ligado a supremacia masculina e a repressão da mulher.
Para o feminismo radical o patriarcado sistema de dominação masculino, que atravessa
tempo, cultura e meio social; de forma que este se torne um fenômeno universal, por
isso um conceito tão importante dentro dessa corrente feminista. Sendo assim o
patriarcado é o essencial motivo das desigualdades de gênero, para essa corrente, e
influenciaram em todos os campos da vida social feminina.
Porém, para a socióloga Sylvia Walby (1990, p. 20) o patriarcado é “um sistema de
estruturas e práticas sociais em que homens dominam, oprimem e exploram as
mulheres”, apesar de semelhante ao pensamento radical existe algo que distingue muito
bem as duas vertentes: Para Walby o feminismo radical errou no grau de essencialidade
do patriarcalismo no problema de desigualdade de gênero, para ela essa vertente renega
coisas como classe, cultura e raça; ela acredita que o patriarcado tenha sempre uma
relação com o modo de produção daquela sociedade. Sylvia irá dividir o patriarcado em
seis partes: produção de relações no núcleo doméstico; trabalho remunerado; o Estado
patriarcal; violência masculina; relações patriarcais na sexualidade; instituições
patriarcais, e ainda dividiu estes em dois grandes eixos que são o patriarcado privado e o
patriarcado público.
Sendo assim, a forma de conceituar o poder masculino, irá influência diretamente a
visão de como ocorre a desigualdade de gênero. Um fato comprovado em todas as
vertentes é a supremacia masculina, diferenciando a penas o modo como ela se
constituirá no meio social.

O feminismo radical
O radicalismo é uma vertente do feminismo que tenta entender como ocorre as
desigualdades de gênero e acredita que o homem esteja ligado diretamente e se
beneficia da exploração feminina ao longo dos séculos. Dentro dessa corrente o
patriarcado será a razão essencial da desigualdade de gênero e dentro dele haverão
fatores que influenciarão na perpetuação como a família e a violência contra a mulher.
O patriarcado para as feministas radicais está enraizado dentro do seio familiar, aonde a
masculinidade está presente com ou sem um homem presente. Afinal, para essa
corrente, o patriarcado na família tem função doutrinadora que é passada de geração
para geração e assim garantindo a perpetuação da subalternização feminina.
Outro caso, ainda mais preocupante, dentro desse sistema patriarcal é a rede de
violência contra a mulher ocorridas em maior ou menor grau para o aumento ou a
autoafirmação desse sistema macabro. A violência contra a mulher pode vir de várias
formas físicas, verbais ou gestuais, ao longo da época o homem precisou justificar sua
supremacia e um desses métodos é o medo que ele colocou na mulher sobre ele, sendo
necessário um outro poder masculino para a proteção feminina, alimentando a
necessidade da presença masculina para sobrevivência feminina, o que ao passar dos
anos e com o crescimento dos movimentos em prol a mulher estão diminuindo
gradativamente.
A família e a violência são os pontos principais que se evidenciaram no texto de
Giddens sobre o feminismo radical, porém a outras temáticas muito debatidas dentro
desse movimento, tal como a prostituição feminina (que para a corrente será um meio
de violência e objetificação da mulher), portanto o feminismo radical como primeiro
movimento feminista abriu vários tipos de debates acerca de gênero e desigualdade.

A prostituição
A prostituição vem do latim prostituῐto e pode ser entendida como forma de trabalho
que pessoa que troca prazer sexual por algum bem material ou conceção de fatores
sexuais em troca de ganho monetário, GIDDENS, assim o prazer como mercadoria ira
se formatar de várias formas ao longo do tempo e influenciar vários debates acerca do
sexo, da sexualidade e do gênero.
A prostituição se formata de várias formas de acordo com sua localização, porém
através de vários trabalhos podemos evidenciar que há maior procura em áreas de
grande industrialização. Num mundo tecnológico as relações são robóticas, ou seja,
quanto mais industrializado a localidade, mais individual o ser humano, e assim, a
prostituição se torna uma macro indústria de prazeres superficiais.
Porém, como em todas as camadas sociais a venda pelo próprio corpo esconde um
histórico machista, aonde a mulher é reduzida a objeto, não por sua vontade, e sim, por
sua necessidade de sobrevivência. Na maioria dos casos a mulher é levada para a
prostituição por ser esse o único meio de obter seu sustento, o que GOLDSTEIN vai
classificar em dois núcleos: o compromisso ocupacional, que classifica as prostitutas
por frequência de serviços prestados e o contexto ocupacional, que as divide por lugares
de ação nessa longa jornada que tem o nome de prostituição.
Dentro desse nicho temos dados alarmante de prostituição infantil a nível mundial, de
acordo com a BBC Brasil metade das pessoas traficadas para a prostituição são menos
de 18 anos, dado que tende a aumentar se considerarmos crianças do submundo que
entram para se sustentar ou para ajudar a família. De acordo com GIDDENS,
ANTHONY em períodos de crise econômica crianças e mulheres são considerados
“populações excedentes”, então esse número tende a aumentar. Janus e Heid Bracey
(1980) vão classifica as crianças prostituidas em três categorias: fugitivas; erradias e
rejeitadas, e assim, tirando os casos de tráfico humano, teorizando o motivo da
prostituição infantil.
A prostituição muda de acordo com a época e o país, porém proibida ou não ela ainda é
um dos principais produtos comercializados no mundo inteiro e ainda é uma forma de
expressar a objetificação da mulher e subalternizar as minorias como um todo, sendo
justificável em um mundo capitalista.
Conclusão: Gênero e globalização
Giddens se concentrou no ocidente e concluiu que as noções de desigualdade de gênero
não penetram somente o meio acadêmico, mas o âmbito social, sendo indispensável
trabalhos com esse para sustentar os movimentos em prol da igualdade.