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Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)

Departamento de História

Disciplina: História da Bahia 1

Professora: Patrícia Valim

Discentes: Mateus José da Silva Santos, Edivandro Leal Colaço


e Gustavo Cainã.

Trabalho de conclusão de curso:


NEGROS DA TERRA E NEGROS DE
ÁFRICA NO EMPREENDIMENTO
COLONIAL.

Salvador

27 de agosto de 2017
Compreendendo a trajetória da capitania da Bahia durante os três primeiros
séculos da colonização a partir de uma lógica maior, isto é, inserindo-a num
contexto imperial e global, o seminário cinco, parte da aula intitulada como
Invasões Holandesas e Conversões indígenas, buscou discutir dois elementos
muito presentes na história do nosso objeto de estudo. Sendo esta capitania
sede do governo geral até 1763, mas com uma posição de destaque até pelo
menos 1808,1 questões como a evangelização e o escravismo afetaram
diretamente seu território, na medida em que, junto com as plantations,
constituíam-se nas chamadas bases do sistema colonial. Para inicio de
conversa, basta lembrar que Salvador foi um dos principais portos, no tocante
ao recebimento de escravos vindos da África, especialmente da Costa da
Mina.2 Ainda em suas origens, a mesma cidade recebeu como alguns de seus
primeiros povoadores os padres jesuítas, grupo religioso com uma notável
importância no processo de conversão dos autóctones. Assim, na convergência
dessas duas características, podemos entender que a capital e, mesmo a
capitania, foi um espaço fundamental para a instalação do sistema colonial em
partes do Estado do Brasil, condição esta que vai muito mais além do fato de
ser a sede política da colônia3

A discussão proposta por Luis Felipe de Alencastro em O trato dos viventes,


mais precisamente nos capítulos três (Índios, os escravos da terra) e quatro (A
evangelização numa só colônia) é entender como as transformações na mão-
de-obra predominante são reverberações de um conjunto de fatores, indo
desde os biológicos até questões mais centrais como o projeto religioso e os
interesses comerciais. Dois capítulos que, em verdade, correspondem a um
único, na medida em que se busca entender como a América Portuguesa e
regiões da África central se constituem a partir do sistema colonial. Sistema
esse que, como consequência de uma lógica econômica que vai além do
próprio Portugal, o capitalismo mercantil, é eminentemente integrativo, ou seja,
modela e, ao mesmo tempo, é modelado pelos diferentes espaços que o
compõem. Tendo em vista o grau de importância dessa discussão, faremos
brevemente considerações acerca de suas relações com elementos que
compõem a história da Bahia, nos mais diferentes eixos de análise,
evidenciando, portanto, a sua inserção no interior de uma organização política
e socioeconômica que engloba a metrópole e demais espaços coloniais. Num
primeiro momento pensaremos, em linhas gerais, a essência do sistema
colonial, entendendo-o inicialmente de uma perspectiva exógena à colônia e,
após isso, suas consequências para este território. Após isso, centraremos
nossa pequena análise em alguns dos sujeitos envolvidos no processo, mais
necessariamente em dois destacados por Alencastro no recorte lido: os negros
e os índios. Assim, nosso objetivo maior é procurar situar cada um destes no
interior do empreendimento colonial, pensando em como as principais
personagens envolvidas no domínio da colônia entendia a função daqueles na
engrenagem do sistema.

BRASIL, ANGOLA, PORTUGAL: COLÔNIAS E METRÓPOLE NUM SÓ


SISTEMA.

Pensando o sistema colonial a partir dos quadros do capitalismo comercial de


Antigo Regime, Fernando Novais é muito enfático ao ver como objetivo central
na colonização a promoção de acumulação primitiva de capital para seus
financiadores, sejam eles o próprio Estado ou setores privados. Assim, sua
funcionalidade é garantida pelo seguinte movimento:

Nesse sentido, a produção colonial orienta-se necessariamente para aqueles


produtos que possam preencher a função do sistema de colonização no
contexto do capitalismo mercantil; mercadorias comercializáveis na economia
central, com procura manifesta ou latente na sociedade europeia.4

Tomando de empréstimo uma frase clássica de Caio Prado Júnior, o sentido


da colonização por essa análise é visivelmente exógeno, pensado como uma
extensão à economia europeia.5 Neste sentido, no inicio do processo de
colonização, a produção e organização econômica dos espaços do além-mar
atenderam as necessidades do mercado externo, aspecto evidenciado, por
exemplo, por Vera Ferlini ao ver a implantação da lavoura canavieira como
resultado do processo de “desenvolvimento mercantil europeu, iniciado no
século XI”.6 Tudo isso pra dizer que é no enlace entre as colônias e o sistema
comercial europeu que cada espaço no Novo Mundo ou em África é
configurado. Assim, quando Alencastro observa em Angola numa zona de
reprodução de escravos, enquanto que o outro lado do Atlântico ocupa a
função de zona de produção escravista é, 7 em verdade, reconhecer no sistema
colonial uma complementaridade, em que sua vitalidade é dependente do tripé
produção, circulação e consumo entre colônias e metrópoles, ou mesmo,
colônias e colônias. Dito isso, e levando em consideração as discussões
realizadas no decorrer desse curso, não dá pra pensar as produções de
tabaco, farinha, extração de minerais e outras tantas atividades econômicas na
capitania em estudo sem situá-las nesse contexto colonial. Não se trata de
pensar numa relação de subjacência entre as produções, mas, sem retirar suas
respectivas autonomias, reconhece-las como parte de uma lógica de
organização econômica e de funcionamento de uma sociedade. 8

DONOS DA TERRA

Conceber esse sistema como um modelo inerente as especificidades de cada


território colonial é um equívoco, na medida em que os desafios à implantação
dessa organização político e econômica se modificam conforme o tempo e o
espaço. Assim, a colonização é essencialmente um processo gradual e
acumulativo, do ponto de vista das experiências obtidas em cada etapa. 9 No
caso brasílico, o projeto de expansão se deparou com a existência de
populações autóctones extremamente heterogêneas e com visões de mundo
antagônicas ao viver europeu. Diante disso, como aponta Baqueiro Paraiso, os
contatos entre os “donos da terra” e o homem branco, sejam portugueses,
franceses, ou demais estrangeiros, partiu de uma relação pacífica e amistosa
para alcançar um caráter conflituoso. 10 O estabelecimento de uma política de
ocupação e exploração da terra teve no indígena a maior barreira a ser
enfrentada.

A divisão dos grupos indígenas da América em tupis e tapuias constituiu-se no


reconhecimento de sua importância para o sucesso do empreendimento
colonial. Como conhecedores da terra, aqueles que se tornaram aliados dos
brancos tinham como principais funções o fornecimento de alimentos, apoio
militar e também na orientação de investidas ao interior desconhecido pelo
homem branco. Por outro lado, os ditos tapuias, inimigos e “bravios”, atendiam
uma necessidade de mão-de-obra, pois, numa sociedade apoiada em
atividades econômicas primárias, seja voltada para o mercado externo ou para
a subsistência, o trabalho compulsório foi um aspecto central, atendendo
também às aspirações individuais.11 Desta maneira, seja no apoio negociado
ou a partir da subjugação, a primeira fase da colonização empreendeu uma
política de enquadramento dos autóctones no interior do projeto português,
provocando mudanças significativas na vida daqueles. Resgates, cativeiros,
descimentos e a formação de aldeamentos, embora diferissem no modo como
promovia a organização dos índios numa nova ordem, convergiram para
destruições de culturas e sociedades inteiras, colaborando também para uma
grande mortandade.12

O reconhecimento da humanidade dos autóctones por parte da bula papal em


1537 pouco alterou, em termos práticos, a condição dos indígenas que, diante
de uma pressão cada vez maior por mão-de-obra, foram cada vez mais
submetidos aos trabalhos forçados, inclusive aqueles que estavam ao lado dos
portugueses. Nesse sentido, dois dos pilares do sistema entravam em
contradição: a partir do reconhecimento do caráter humano, como empreender
a evangelização num regime de trabalho que corroborava com a extinção de
milhares e milhares? Na queda de braço entre jesuítas e moradores, a Coroa
se colocou, de forma discreta, a favor dos primeiros ao elaborar uma série de
leis de cunho antiescravista que, junto com as impossibilidades de formação de
um tráfico eficiente de escravos índios, transformou pouco a pouco a
organização da mão-de-obra na colônia. É valido dizer que, para além da
evangelização, a política portuguesa no tocante as populações locais foi
assimilacionista, tendo nos aldeamentos um importante espaço para a difusão
do modo de vida europeu.13

O ENCONTRO ENTRE ANGOLA E BRASIL: OS NEGROS NA


COLONIZAÇÃO DO ATLÂNTICO-SUL.

Em paralelo com o fracasso da aquisição de mão-de-obra indígena, houve um


aumento significativo no fluxo de escravos negros, advindos principalmente das
regiões da África Ocidental para a Bahia e, consequentemente, por outras
partes da colônia. A transição de mão-de-obra se deu a partir do aumento da
necessidade de braços para uma crescente lavoura canavieira e as já
mencionadas culturas de subsistência. No entanto, não foi apenas a exigência
do mercado interno e, conforme pontuado na seção passada, a mortandade
indígena que explica essa transformação. Do outro lado do Atlântico, o
comércio de escravos negros ganhou, especialmente na segunda metade do
século XVI, um grande impulso, transformando-se num motor do sistema
colonial comercial.14

Velha conhecida do continente europeu, a escravidão moderna começou a ter


seus contornos a partir do contato entre portugueses com a costa da
Senegâmbia, já na década de quarenta do século XV, culminando com a
inserção de cativos da África em solo lusitano. Através da expansão
ultramarina em direção a atual África Austral e Equatorial e da organização dos
domínios ibéricos no Novo Mundo, o tráfico se aprofunda tornando-se o centro
nas relações entre as duas partes do Atlântico e fomentando as produções
agrícolas e a extração de ouro e prata nos domínios americanos. 15 Dado o seu
caráter eminentemente lucrativo, apoiando-se na necessidade constante de
mão-de-obra para o setor primário, o escravismo deu sentido à colonização em
regiões de África. Estudando especificamente o caso angolano, Alencastro
demonstra como a aquisição e exportação de cativos modificou as estruturas
locais, implicando na formação de verdadeiros “reinos negreiros” e na
dependência desse mercado para a permanência do empreendimento colonial
branco. As discussões em torno da legalidade, do ponto de vista eclesiástico,
da escravidão, ocorrida também nos marcos do Atlântico Sul, sofreu um
significativo desequilíbrio quando se apontou as necessidades materiais dos
colonos e da própria companhia de Jesus. O barreirismo consistiu na
justificação religiosa para o sistema, associando à exportação de cativos as
necessidades evangelizadoras.16 Deste modo, a dessocialização do negro era
entendida como um processo necessário para a salvação de sua alma,
interpretado como um benefício àquele autóctone. Unindo duas pontas do
Atlântico, a escravidão africana trouxe a Bahia uma nova configuração
socioeconômica, transformando a capitania tanto num centro difusor de mão-
de-obra, como também, do ponto de vista racial, numa terra também de
negros.17 O “caminho para o paraíso”, concepção jesuítica acerca da América
Portuguesa para os africanos, transformou-se num espaço de violência,
exploração e preconceito, em proveito de um sistema que, contradizendo os
próprios princípios religiosos, imperava a desigualdade. 18
1
Avanete Pereira Sousa e Patrícia Valim apontam à posição de destaque da capitania da Bahia, no tocante as relações
econômicas no interior do Estado do Brasil e, consequentemente, no Império português. A segunda metade do século
XVIII foi marcada pela diversificação da produção colonial, colocando em posição privilegiada muitos dos gêneros
produzidos no interior da capitania (VALIM, 2013, p. 41). Em nosso entender, capitalidade é a condição de uma cidade
enquanto centro de uma rede comercial e política mais ampla que não necessariamente condiz com a capital. A
centralidade de Salvador ou pelo menos sua condição equivalente a do Rio de Janeiro é fruto da importância de suas
instituições, de uma tradição política, tendo em vista o fato de ter sido sede do governo geral por mais de duzentos anos,
e também de sua posição privilegiada no tráfico de escravos e na comercialização de gêneros de suma importância para a
economia da colônia. Este conceito se encontra intimamente ligado a perspectiva braudeliana de economia-mundo, na
medida em que observa-se a formação de pequenos centros econômicos no interior de uma economia-mundo. Salvador,
pois, era o centro dessa organização de parte de um periférico Império Português.
2
OLIVEIRA, 1997, p.45
3
Dissertando sobre o conceito de capitalidade, Guida Soares pontua que outros aspectos que vão muito além de uma
organização institucional régia são responsáveis por atribuir a Salvador essa condição. Segundo a mesma autora, “deve-se
ter em conta o seu [de Salvador] papel econômico e o crescimento da sua população, ambos evidentes ao longo do século
XVII, o seu relacionamento com a Coroa portuguesa nesse decurso, bem como a sua relação não só com o Recôncavo, mas
também com o sertão” (MARQUES, 2016, p.19).
4
NOVAIS, 1995, p.24.
5
Baseando-se nos estudos de Caio Prado Júnior, Fernando Novais compreende que o processo de expansão ultramarina
portuguesa e, consequentemente, a colonização da América se deu nos marcos da expansão do capitalismo comercial,
tendo como objetivo central permitir a acumulação primitiva de capital através da produção e extração de produtos de
interesse do mercado consumidor europeu, como no caso da lavoura açucareira, e outras formas de promoção de
circulação do capital.
6
FERLINI, 1994, p.10.
7
Alencastro defende que a colonização em Angola e América portuguesa foram, em verdade, um único sistema, no qual o
lado africano era responsável pelo fornecimento de escravos e, no lado americano, organizava-se a produção voltada para
o mercado externo (ALENCASTRO, 2000). Os entraves portugueses em Angola, especialmente Luanda e Cabinda
constituíam-se em pontos centrais para a comercialização de escravos, sendo o destino de muitos grupos apreendidos no
interior da África Central (OLIVEIRA, 1997, p.42)
8
Stuart Schwartz e J. Barickman divergem sobre o lugar da cultura de mandioca no mercado colonial. O primeiro defende
que a plantação de mandioca era subsidiária às plantations, o que significa dizer que o ápice da produção do gênero de
abastecimento interno ocorria em períodos de diminuição da lavoura açucareira (SCHWARTZ, 2001). Barickman vê
exatamente o contrário. Segundo o mesmo, a produção de mandioca não esteve intimamente ligada à produção de
açúcar, existindo uma série de espaços voltados para o cultivo dessa planta (BARICKMAN, 2003).
9
Historiadores como Luiz Felipe de Alencastro e Stuart Schwartz em obras clássicas da historiografia ( O trato dos viventes
e Segredos Internos respectivamente) demonstram como a experiência portuguesa nas ilhas atlânticas (Açores, Madeira ,
Cabo Verde e São Tomé) influenciaram diretamente o modo como se organizou a colonização no Brasil. Assim, o processo
de expansão ultramarina deve ser entendido como flexível, no sentido de que a organização de cada colônia possibilita
mudanças no modo como se compreende a colonização, em termos mais gerais.
10
Em Revoltas Indígenas, a criação do governo geral e o regimento de 1548, Baqueiro Paraiso realiza um apanhado geral
acerca das relações entre autóctones e europeus. Num primeiro momento, a autora aponta a existência de relações
amistosas, estruturadas na política de escambo, permitindo com que, especialmente portugueses e franceses,
articulassem alianças com alguns grupos locais (PARAÍSO, 2012, p.04)
11
Além do Estado, da Igreja, dos grupos mercantis e dos nobres, outros indivíduos de menor poder aquisitivo se
dispuseram a saírem da metrópole e tentarem sorte melhor na colônia. Tendo em vista isso, muitos gostariam de contar
com um contingente de trabalhadores. Pedimos aqui licença para realizar uma comparação com a América Espanhola, em
que, segundo J. Elliott, o maior desejo dos primeiros colonos era garantir uma quantidade mínima de índios para a
extração mineral e a formação de propriedades agrícolas [Ver: ELLIOTT, J. H. “A conquista espanhola e a colonização da
América”. In: BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: A América Latina Colonial I, vol.1. São Paulo: Edusp, 2.ed,
1998, p.135-194].
12
ALENCASTRO, 2000, p. 117-133.
13
Segundo Alencastro, o aldeamento foi um “sítio de moradia de indivíduos de uma ou de várias tribos, compulsoriamente
deslocados, misturados, assentados e enquadrados por autoridades do governo metropolitano” (ALENCASTRO, 2000, p.
119-120). Inicialmente sob a responsabilidade dos jesuítas, a administração desses núcleos sofreu uma radical alteração
em 1759, com a expulsão do grupo religioso dos domínios ultramarinos. Segundo Fabrício Lyrio Santos, uma nova ideia de
aldeamentos é introduzida por Pombal, influenciado pelos ideais civilizatórios da ilustração. O principal objetivo passou a
ser a transformação do índio em um português, do ponto de vista dos costumes, da cultura e até mesmo do matrimônio
(SANTOS, 2016, p.537).
14
NOVAIS, 1995, p.32.
15
Oliveira pontua que o fim do monopólio português no tráfico de escravos, fato da primeira metade do século XVII,
permitiu uma maior inserção de cativos da África nas lavouras da América Portuguesa, que a muito tempo se queixava de
falta de mão-de-obra (OLIVEIRA, 1997, p.42).
16
ALENCASTRO, 2000, p.175.
17
Katia Mattoso aponta que Salvador era alvo de diferentes reações por parte dos viajantes por suas características
singulares, entre elas, o fato de ser constituída por uma população de várias cores (MATTOSO, 2005, p.284). A importância
dos negros, para além do fato de serem os braços da colônia, está destacada no texto de João José Reis, O jogo duro do 2
de julho: o partido negro na independência da Bahia. O historiador baiano demonstra a importância da participação
escrava nas lutas contra os portugueses, assim como alguns indicativos sobre as possíveis aspirações daquele grupo.
18
ALENCASTRO, 2000, p.184.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
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São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 100-186.

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