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PSICOLOGIA SOCIAL NP2

Antonio da Costa Ciampa: um dos primeiros alunos de Silvia Lane na PUC-SP, fez doutorado sob a
orientaçã o da Silvia tentando trazer bases materialistas-dialéticas ao conceito. Sua tese de doutorado foi a
Estó ria do Severino e a Histó ria de Severina: um ensaio de psicologia social e escreveu o capítulo sobre
identidade no livro “Psicologia Social: o homem em movimento”.

Identidades do Severino: lavrador, lavrador-que-nã o-lavra-mais, morto-vivo/moribundo, renascido.


Identidades da Severina: bicho-do-mato escrava, vingadora, moleque, budista.
Identidade substitui o conceito de personalidade, como categoria mediadora entre atividade e
consciência. É ao mesmo tempo subjetivo (consciência) e objetivo (atividade, relaçã o social).

NARRATIVA
• No qual inicia seu relato autobiográ fico uma personagem real (chamada aqui Severina,
apesar de seu nome verdadeiro ser outro), nascida numa palhoça no sertã o baiano,
onde viveu até os 11 anos, quando se mudou para a antiga rua dos ossos, em salvador:
“o que fui, o que eu era... Vamos começar assim, numa comparaçã o, da minha criaçã o: dizer como fui
criada, no interior, no norte, numa cidade muito pobre; um lugar onde nã o tinha nada (...) Vivíamos no
campo, eu nunca morei numa casa de telha, nem casa de barro: só morei em palhoça” (CIAMPA, 2001, p.
41).
• Que relata o início da peregrinaçã o de Severina, incluindo o vô o no gaviã o-de-prata, e
que também conta como ela, sendo jogada de um lado para o outro, vai se
transformando na vingadora que busca por poder:
“Sempre eu tinha uma coisa: mamã e chamava o aviã o gaviã o-de-prata; eu tinha isso sempre dentro de
mim, que um dia eu ia voar num gaviã o-de-prata. Entã o, depois começou aquele negó cio: nã o era mais eu
ganhar dinheiro em Salvador, eu tinha que vir embora para Sã o Paulo. Mas como? Quem ia me trazer? Um
dia eu vou, mas como que vou? Vou dar um jeito de eu ir, pensava comigo!” (CIAMPA, 2001, p. 49-50).

IDENTIDADADE
• Inicialmente nos chamamos como nos chamam. Nome e sobrenome (que indica posiçã o
numa família, numa cidade, numa classe social).
• Identidade envolve o reconhecimento recíproco dentro de grupos sociais.
• Personagem: manifestaçã o da identidade na materialidade (características). É a forma
singular como desempenhamos um papel.
• Identidade é uma totalidade dos personagens: co-autor (a histó ria de vida de uma
pessoa envolve histó rias de outras pessoas), ator, personagem, narrador e crítico.
• Identidade é sempre ativa, um processo.
• Identidade = histó ria, nã o somos, estamos.
• Se transforma o tempo todo, está em movimento.
• Podemos imaginar as mais diversas combinaçõ es para configurar uma identidade como
totalidade.
• Exemplo de identidade de totalidade: síntese das mú ltiplas determinaçõ es sociais -
cotidiano, gênero, luta de classes, preconceito, etc...
• Uma totalidade contraditó ria, mú ltipla e mutá vel, no entanto, una.
• Por mais contraditó rio, por mais mutá vel que seja, sei que sou eu que sou assim, ou
seja, sou uma unidade de contrá rios, sou uno na multiplicidade e na mudança.

IENTIDADE – UNIÃO DOS CONTRÁRIOS Exemplo: O seu nome no seu contexto familiar
• O nome que nos diferencia
• O sobrenome que nos iguala
• Diferença e igualdade como constituintes da identidade humana.
• Se somos relacionais e produzidos na diferença e igualdade, só podemos produzir
nossa identidade na prá tica, de modo processual.
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• Nossa identidade é constituída por relaçõ es de igualdade e diferença por meio das
quais nos aproximamos e nos distanciamos de determinados grupos. O nome pró prio
de uma pessoa é um bom exemplo. Enquanto o primeiro nome nos diferencia dos
demais, o sobrenome nos aproxima de um grupo, que é a nossa família. Nossa
identidade é, portanto, um movimento de contradiçã o permanente entre igualdade e
diferença: ao mesmo tempo em que dizemos que somos iguais a algum grupo
estabelecemos nossa diferença com os demais grupos.

PONTOS CRÍTICOS:

A FIXIDEZ DA IDENTIFICAÇÃO
Identidade pressuposta: é vista como dada - e nã o como se dando num contínuo processo de
identificaçã o. É como se uma vez identificada a pessoa, a produçã o de sua identidade se esgotasse. Na
linguagem corrente dizemos " eu sou filho"; dificilmente alguém dirá "estou sendo filho".
PERMANÊNCIA IDENTITÁRIA
A identidade que surge como representaçã o de meu estar sendo se converte num pressuposto de meu
ser, o que, formalmente, transforma minha identidade concreta em identidade abstrata, num dado
atemporal - sempre presente. Eu digo “sou aluno”, e nã o “estou sendo aluno”. Esse processo configura
uma ilusã o identitá ria.

• Mesmice: identidade como algo fixo. A mesmice de mim é pressuposta como dada
permanentemente, uma manifestaçã o de um ser sempre idêntico a si mesmo na sua
permanência e estabilidade. A pessoa se cristaliza sem conseguir se transformar.
• Mesmidade: Processo de busca de transformaçã o.

• Transformaçã o

• A recusa de viver o que nã o merece ser vivido


• Mudança
• Autonomia

SINTAGMA IDENTIDADE-METAMORFOSE-EMANCIPAÇÃO
Trata-se de nã o contemplar inerte e quieto a histó ria, mas, de se engajar em projeto de coexistência
humana que possibilite um sentido da histó ria como realizaçã o de um porvir a ser feito com os outros. A
superaçã o da permanência e da estabilidade e a valorizaçã o da contradiçã o. Um projeto político de
identidade-metamorfose-emancipaçã o.

Sintagma: é uma unidade formada por um ou vá rias palavras que, juntas, desempenham uma funçã o
sintá tica na frase.

CRÍTICAS AO MODELO TRADICIONAL DE GRUPO


O grupo baseia-se apenas em reunir pessoas que compartilham normas e objetivos comuns.
A posiçã o tradicional defendia que a funçã o do grupo seria apenas a de definir papeis e, por consequência,
implicaria garantir a produtividade dos indivíduos e grupos através da manutençã o e harmonia das
relaçõ es sociais.
As técnicas de dinâ mica de grupo visam adequar, ajustar os indivíduos e o grupo à s condiçõ es existentes e
ao fazer isso, impedem o desenvolvimento da autonomia do indivíduo e do grupo.

PROCESSO GRUPAL – UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA E DIALÉTICA


Enfatizar o cará ter de mediaçã o do grupo, afetando a relaçã o entre os indivíduos e a sociedade. Nesta
posiçã o prevalece a preocupaçã o com o processo pelo qual o grupo se produz, considerando as
determinaçõ es sociais presentes nas relaçõ es grupais.
Experiência grupal enquanto processo.
Trazer para centro da discussã o o cará ter histó rico e dialético do grupo.
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Para Lane o grupo é uma experiência histó rica, que se constró i num determinado espaço e tempo, fruto
das relaçõ es que vã o ocorrendo no cotidiano e, ao mesmo tempo, que traz para a experiência presente
vá rios aspectos gerais da sociedade, expressas nas contradiçõ es que emergem no grupo, articulando
aspectos pessoais, características grupais, vivência subjetiva e realidade objetiva.
Ressaltar o cará ter histó rico do grupo implica compreender que o grupo, na sua singularidade, expressa
mú ltiplas determinaçõ es e as contradiçõ es presentes na sociedade contemporâ nea.

ELEMENTOS PRESENTES NA RELAÇÃO DOS INDIVÍDUOS INSERIDO NO PROCESSO GRUPAL


1. considerar que o homem com quem estamos lidando é fundamentalmente o homem
alienado. Deste modo, há sempre dois níveis operando: o da vivência subjetiva e a da
realidade objetiva.
2. considerar que todo grupo ou agrupamento existe sempre dentro de instituições,
que vã o desde a família, a fá brica, a universidade até o pró prio Estado, sendo
fundamental, portanto, a análise do tipo de inserção do grupo na instituição.
3. Ressalta ainda que a história de vida de cada membro do grupo também tem
importâ ncia fundamental no desenrolar do processo grupal e que tomando-se os dois
níveis de aná lise, o da vivência subjetiva e o das determinaçõ es concretas do processo
grupal.
4. Quanto aos papeis sociais, eles aparecem, enquanto interaçã o efetiva no nível das
determinaçõ es concretas, onde reproduzem a estrutura relacional característica do
sistema (relaçã o dominador-dominado).

CONTRIBUIÇÃO DA PSICOLOGIA SOCIAL PARA O ESTUDOS DOS PROCESSOS GRUPAIS


intersecçã o da histó ria individual com a histó ria da sociedade a qual o indivíduo pertence
estudar o indivíduo no conjunto de suas relaçõ es sociais, as quais sã o determinadas pelas relaçõ es de
produçã o desenvolvidas historicamente e mediadas por representaçõ es ideoló gicas que visam a
manutençã o das relaçõ es sociais e, consequentemente, das relaçõ es de produçã o
pensar na linguagem enquanto elo fundamental entre o indivíduo e a sociedade, já que “ao mesmo tempo
em que ela é um produto social, ela também é uma forte ‘determinante’ da açã o”
estudo do cotidiano: o que é este simples falar, este se relacionar com os outros, este aprender a “ser
social” que se acumula e se transforma? E, se partirmos do aqui e agora (do empírico), só chegaremos a
entendê-lo se ampliarmos a nossa dimensã o espaço-temporal, ou seja, a sociedade, historicamente
compreendida.

A Psicologia Social Comunitá ria representa essa possibilidade, ou seja, as atividades comunitá rias devem
visar a educaçã o e o desenvolvimento da consciência social de grupos de convivência os mais diversos.
Isoladamente, a pessoa identifica o seu problema como exclusivo, como necessidade individual, mas ao se
reunirem, percebem que os problemas, muitas vezes semelhantes, sã decorrentes das pró prias condiçõ es
sociais de vida. Assim, a organizaçã o coletiva, diferentemente da açã o individual isolada, pode propiciar a
resoluçã o de problemas ou a satisfaçã o de necessidades comuns.
O estudo do processo grupal se torna determinante para a superaçã o do individualismo, possibilitando a
consciência social e autonomia dos indivíduos.

PROCESSOS PSICOSSOCIAIS DA DESIGUALDADE SOCIAL

Exclusã o: noçã o polissêmica que compreende um processo só cio-histó rico, que se configura pelos
recalcamentos em todas as esferas da vida social, mas é vivido como necessidade do eu, como
sentimentos, significados e açõ es. A Psicologia social deve buscar compreender a exclusã o no nível das
interaçõ es entre pessoas e entre grupos, que dela sã o agentes ou vítimas.

Tipos de exclusã o:
Marginalizaçã o = manutençã o do indivíduo à parte de um grupo, de uma instituiçã o ou corpo social;
Discriminaçã o = fechamento do acesso a bens e recursos, papéis ou status;
Segregaçã o = manutençã o de uma distâ ncia topográ fica.
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DIALÉTICA EXCLUSÃO/INCLUSÃO de BADER SAWAIA
A sociedade exclui para incluir e esta transmutaçã o é condiçã o da ordem social desigual, o que implica o
cará ter ilusó rio da inclusã o. A ló gica dialética explicita a reversibilidade da relaçã o entre subjetividade e
legitimaçã o social e revela as filigranas do processo que liga o excluído ao resto da sociedade no processo
de manutençã o da ordem social.
A dialética exclusão/inclusão gera subjetividades específicas que vã o desde o sentir-se discriminado ou
revoltado. Essas subjetividades nã o podem ser explicadas unicamente pela determinaçã o econô mica, elas
determinam e sã o determinadas por formas diferentes de legitimaçã o social e individual, e manifestam-se
no cotidiano como identidade, sociabilidade, afetividade, consciência e inconsciência.

A exclusã o é um processo complexo e multifacetado, uma configuraçã o de dimensõ es materiais, políticas


relacionais e subjetivas. É um processo sutil e dialético, pois só existe em relaçã o à inclusã o como parte
constitutiva dela. Nã o é uma coisa ou um estado, é um processo que envolve a pessoa por inteiro e suas
relaçõ es com os outros. Nã o tem uma ú nica forma e nã o é uma falha no sistema, devendo ser combatida
como algo que perturba a ordem social, ao contrá rio, ele é produto do funcionamento do sistema.
Estudar exclusã o pelas emoçõ es dos que vivem é refletir sobre o cuidado. É necessá rio compreender o
sofrimento que mutila o cotidiano, a capacidade de autonomia e a subjetividade do ser humano.
A partir dessa perspectiva, a autora constró i um importante conceito que se refere ao sentimento que se
produz nas relaçõ es de exclusã o social, o sofrimento ético-político.

Sofrimento ético-político é a dor causada pela desigualdade social:


abrange as mú ltiplas afecçõ es do corpo e da alma que mutilam a vida de diferentes formas. Qualifica-se
pela maneira como sou tratada e trato o outro na intersubjetividade, face a face ou anô nima, cuja
dinâ mica, conteú do e qualidade sã o determinados pela organizaçã o social. Retrata a vivência cotidiana
das questõ es sociais dominantes em cada época histó rica, especialmente a dor que surge da situaçã o
social de ser tratado como inferior, subalterno, sem valor, apêndice inú til da sociedade. Revela a
tonalidade ética da vivência cotidiana da desigualdade social, da negaçã o imposta socialmente à s
possibilidades da maioria apropriar-se da produçã o material, cultural e social de sua época, de se
movimentar no espaço pú blico e de expressar desejo e afeto. Conceito de afeto - Espinoza: afeto significa
ser afetado.

[Psicopatologia: silenciamento dos conflitos sociais ao reduzi-los a doenças individuais. Depressã o é uma
tristeza que nã o passa... claro, a humilhaçã o nã o passa]
potência de agir (alegria) X ressentimento / paixã o / passividade (tristeza)

Bader Sawaia (2014) propõ e a substituiçã o dos dois conceitos centrais à prá xis psicossocial clá ssica,
“conscientizaçã o” e “educaçã o popular”, pelo conceito de “potência de açã o” por causa do excesso de
racionalidade, instrumentalizaçã o e normatizaçã o a que aqueles foram aprisionados.

Potencializar: atuar ao mesmo tempo na configuraçã o da açã o, significado e emoçã o, coletivas e


individuais, potencializando a capacidade de cada um enquanto agente transformador de si e de sua
realidade, a partir do conhecimento dos mecanismos que os oprimem, os adoecem e os desumanizam.
Realça o papel positivo das emoçõ es na educaçã o e na conscientizaçã o, que deixa de ser fonte de
desordem e passa a ser vista como fator constitutivo do pensar e agir racionais.

CARACTERÍSTICAS DA DESIGUALDADE NO BRASIL


Marca expressiva da sociedade brasileira, que se apresenta como fenô meno multidimensional,
transversal e durá vel. Como enfrentar desigualdades desse tipo? Discussã o mais abrangente sobre
políticas sociais e projetos de naçã o. Como as desigualdades surgem e se reproduzem historicamente:
analisar desigualdades como construçõ es sociais.

A participaçã o como forma de enfrentamento à s desigualdades sociais. E se a participaçã o for desigual?


Cada vez mais os atores sociais sã o chamados à participaçã o, porém, as condiçõ es dessa participaçã o sã o
claramente definidas a partir das possibilidades e oportunidades de inserçã o na arena pú blica. E essas
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possibilidades e oportunidades nã o sã o, de fato, iguais. Devemos considerar que, quando os custos e as
chances de participaçã o sã o tã o desiguais, em geral nos defrontamos com uma situaçã o em que os
incluídos aumentam suas vantagens relativas sobre os excluídos, se apropriando de forma mais efetiva
dos benefícios gerados pela sociedade ou pelo Estado. Desigualdade e pobreza, embora sejam conceitos
distintos, estã o fortemente vinculados, na medida em que as disparidades nas chances de vida acabam
por determinar as possibilidades de escapar de situaçõ es de privaçã o e vulnerabilidade. Todavia, é
ingênuo supor que a pobreza e a desigualdade poderiam ser eliminadas pela simples vontade política, ou
por meio de redistribuiçã o de renda. Privaçã o de capacidades bá sicas que levem à vulnerabilidade e
desigualdades (raça, gênero, classe e cidadania) como dimensõ es da realidade social a serem analisadas
nos estudos sobre pobreza e desigualdade social. As desigualdades conduzem a uma situaçã o em que os
interesses dos privilegiados sã o sistematicamente favorecidos. As elites se sobrepõ em, e se conectam,
mobilizando poder econô mico, político e social, como, também, e depositam sobre o Estado a
responsabilidade por promover políticas de combate à pobreza e à desigualdade que nã o acarretem
custos privados. A importâ ncia das políticas redistributivas. Nesse sentido, a busca de alternativas de
reduçã o das desigualdades passa por duas vias simultaneamente, uma delas é a formulaçã o de novos
modelos de desenvolvimento. A outra é a definiçã o e implementaçã o de políticas que possibilitem uma
distribuiçã o mais equitativa dos bens e recursos sociais, que venham ampliar as oportunidades para um
maior nú mero de indivíduos. Políticas distributivas sã o indispensá veis para melhorar as condiçõ es de via
e de bem-estar da populaçã o vulnerá vel; mesmo pequenas mudanças na distribuiçã o de renda têm
impacto significativo na reduçã o da pobreza.

Mito: o crescimento econô mico implica reduçã o das desigualdades


Crítica: “A reflexã o desenvolvida até aqui permite perceber que a reduçã o das desigualdades nã o se
apresenta como uma consequência “natural” e prová vel do processo de desenvolvimento econô mico. Pelo
contrá rio, as tendências internacionais contemporâ neas apontam no sentido de um crescimento
econô mico progressivamente produtor e reprodutor de desigualdades” (SCALON, 2011, p. 63).
Portanto: o crescimento econô mico NÃ O implica reduçã o das desigualdades

Problemas para a construção de uma base em Psicologia Social da Saúde - Spink (2009)
Desconstruçã o da noçã o de indivíduo: um ser abstrato e a-histó rico, desvinculado de sua matriz social.
Modelo psicodinâ mico no ensino da psicologia na graduaçã o com ênfase em aplicaçõ es clínicas e/ou em
saú de mental, mas nã o saú de pú blica. Modelo biomédico na definiçã o do objeto de investigaçã o e
ausência de paradigmas verdadeiramente psicoló gicos.

O compromisso social Magda Dimenstein (2001)


A entrada individualizante na Política Pú blica
O perfil profissional: do foco liberal ao compromisso com o sistema de saú de
O que significa ter compromisso?

Fatores necessá rios à transformaçã o de psicó logos e psicó logas em agentes de mudança a partir de um
compromisso social com o sistema de saú de e seus usuá rios: O distanciamento dos trabalhadores entre si
e com os usuá rios dos serviços de saú de. "Em outras palavras, em se tratando dos recursos humanos,
temos dificuldades nã o só em termos da formaçã o profissional, organizaçã o e gestã o, mas principalmente,
no sentido de erradicar o desinteresse, a alienaçã o, o agir mecâ nico e burocratizado que estabelece um
nítido distanciamento dos trabalhadores entre si e com os usuá rios dos serviços de Saú de". Reduçã o dos
investimentos no setor saú de pelo poder pú blico; Investimento insuficiente na formaçã o, capacitaçã o e
educaçã o continuada dos trabalhadores de saú de; Falta de integraçã o do aparelho formador com a nova
realidade dos serviços; Heterogeneidade das políticas de Recursos Humanos nos três níveis de poder,
com discrepâ ncia quanto à remuneraçã o, jornada de trabalho, plano de carreira e salá rios e,
principalmente, à Falta de participaçã o do trabalhadores como co-responsá veis pela gestã o do SUS.

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