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Uma análise das doutrinas adventistas à luz das Escrituras

Celso do Rozário Brasil Gonçalves


Belém (PA)
2019
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AS CONTRADIÇÕES DO ADVENTISMO DO SÉTIMO DIA


Celso do Rozário Brasil Gonçalves 1
Introdução

I. O crescimento alarmante das seitas – O que fazer?

II. Por que Estudar o Adventismo?

III. Quem são os adventistas do sétimo dia?

IV. Estrutura organizacional da IASD

V. Exclusivismo da IASD

VI. As doutrinas Adventistas do Sétimo Dia


(1) A Fonte de Autoridade
(2) A crença adventista no dom profético de Ellen G. White
(3) As Profecias da Senhora White

VII. Ellen G. White e o Racismo

VIII. Satanás – O Bode Expiatório?


(1) O significado do bode emissário
(2) A Expiação
(3) A Festa anual das expiações

IX. O Juízo Investigativo


(1) A obra incompleta de Jesus?
(2) A Contradição da Senhora White
(3) Existe um juízo investigativo em andamento desde1844?
(4) Quando Jesus entrou no Santuário Celestial?

X. Jesus não é o Arcanjo Miguel

XI. A Natureza Pecaminosa de Jesus

XII. Podemos comer ovos?

Conclusão

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Graduado e pós graduando em Teologia pela Faculdade Batista Equatorial de Belém (FATEBE).
celsobrasilgon@gmail.com

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Celso do Rozário Brasil Gonçalves
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INTRODUÇÃO

O nosso propósito através deste trabalho é analisar alguns ensinamentos da Igreja Adventista do Sétimo
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Dia à luz das Escrituras. Muitos irmãos, até mesmo aqueles que são membros da nossa denominação, pensam
que não há diferença entre a nossa igreja e a IASD. Mas, há sim. E muitas diferenças! Principalmente,
doutrinárias. Então, para os irmãos que acham que ambas as igrejas são idênticas, aconselhamos a leitura deste
opúsculo.
Antes de qualquer coisa queremos esclarecer que não temos nada contra os irmãos que são membros da
IASD, não somos seus inimigos, desejamos sinceramente que eles cheguem ao conhecimento da verdade em
Cristo Jesus, além disso, temos profundo respeito por eles. Portanto, o nosso objetivo consiste, acima de tudo,
em ―salvar alguns arrebatando-os do fogo, tendo deles misericórdia com temor‖ (Judas verso 23). Porém, em se
tratando de doutrinas bíblicas, discordamos, em alguns aspectos da teologia, da cristologia e outros ensinos da
referida igreja, que contrariam as Escrituras.
Aqui neste trabalho de pesquisa seguimos o princípio bíblico que nos orienta a amar o nosso próximo
como a nós mesmos (Mateus 22.39). Logo, o nosso propósito é apresentar a verdade em amor. Exatamente isso!
Porque ―o amor de Cristo nos impulsiona‖ neste sentido (II Coríntios 5.14 – NVT). Dizemos aos leitores, quer
sejam membros da referida igreja, quer sejam simpatizantes da mesma que olhem este trabalho como uma prova
de amor. ―Como assim?‖ – Talvez alguém pergunte. ―Como um livro que aponta os erros doutrinários de uma
igreja pode ser uma evidência de amor?”.
Vamos tentar explicar da seguinte maneira: Digamos que você note que na casa do seu vizinho a grama
do jardim da frente da residência dele esteja precisando ser cortada. Mas, você não quer magoá-lo e não avisa
nada para ele. É claro que isso não trará nenhuma consequência grave. Porém, suponhamos que certo dia a casa
dele esteja pegando fogo. O que você faria se observasse isso? Ficaria calado ou, imediatamente gritaria e
avisaria a todos do perigo? Deu para perceber? Quando observamos alguém ―trilhando o caminho que conduz à
destruição‖ devemos alertá-lo acerca do perigo que está correndo. Se Deixarmos de fazer isso, estaremos
cometendo o pecado de omissão: ―Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado‖ (Tiago 4.17 –
ARC). Temos uma grande responsabilidade: Somos atalaias do Senhor. Urge alertar os adeptos das seitas acerca
do perigo da perdição eterna. Assim sendo, o conselho divino das Escrituras diz: ―Quando eu disser ao ímpio:
Certamente morrerás; se não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, a fim de
salvares a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade; mas o seu sangue, da tua mão o requererei.‖
(Ezequiel 3.18).
―No que respeita às falsas doutrinas, Nosso Senhor disse que nos devíamos opor a elas, porquanto,
infalivelmente teriam um dia de desaparecer e que não devíamos dar ouvidos àqueles que as ensinam. Foram
estas as suas palavras: ‗Toda planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz. Deixai-os.‘ [...]
O que o Nosso Senhor quis dizer é que as falsas doutrinas, como as dos fariseus, eram plantas que não
mereciam o menor cuidado. Não tendo sido plantadas pelo Pai celestial, era necessário arrancá-las, embora com
a reprovação de muitos [...] Se estavam em contradição com a Palavra de Deus, era necessário repudiá-las ou
ataca-las [...] Não devemos guardar silêncio quando a Palavra de Deus estiver em perigo, embora tenhamos de
incorrer nas censuras eclesiásticas. Todo verdadeiro discípulo do Senhor deve combater o erro com denodo.

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Doravante identificaremos a Igreja Adventista do Sétimo Dia pela sigla: IASD.

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Cumpre-nos, igualmente, deixar os falsos mestres, desde que eles persistam nos seus erros. A aceitação de uma
doutrina antibíblica, põe em perigo a nossa salvação.3‖
Em nossa igreja, porém, criamos o conceito de que não devemos ―atacar‖ ou debater com adeptos de
outras denominações religiosas. Alguns até dizem que ―é falta de ética criticar a religião alheia‖. Outros dizem
que é ―falta de amor cristão‖ apontar os erros de outra denominação religiosa. Porém, vamos pensar um pouco
em Jesus Cristo. Quando Ele censurava e criticava os falsos ensinos dos religiosos de sua época significava que
ele não os amava? Será que Ele estava sendo antiético? Jesus criticou severamente a religião dos fariseus e
disse-lhes: ―[...] vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem
deixam que entrem os que estão querendo entrar‖ (Mateus 23.13). Devido à falsa religião deles Jesus os chamou
de ―hipócritas‖ e ―serpentes venenosas‖ (Mateus 23.25-33).
Alguém já disse que ―a verdade é como ferramenta cirúrgica que fere, mas cicatriza‖. Assim sendo, não
é fácil expor os erros doutrinários de determinada seita. Ninguém gosta de ser criticado ou atacado. Quando
fazemos isso, queremos ajudar alguém a sair do erro e abraçar a verdade.
Concordamos com as palavras de Walker 4:
―As crenças religiosas de uma pessoa lhe são muito caras e profundamente arraigadas. Se outra pessoa
as ataca, ela sente-se no dever de defendê-las. O mais provável é que ficará ofendida e não estará disposta a
aceitar nada de quem a ‗insultou assim‘.‖
As palavras de Augustus Nicodemus refletem o nosso ponto de vista. Ele diz:
―[...] não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na
verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do
Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade.
Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e
rejeitar o que for falso, errado e injusto [...] Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser
confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.5‖
Talvez alguém defenda os membros da Igreja do sétimo dia e diga: ―Os irmãos adventistas do sétimo dia
são sinceros‖. É verdade! Em todas as religiões ou igrejas, e não apenas no adventismo, é possível encontrar
―irmãos sinceros‖. Porém, não podemos, de modo algum, confundir sinceridade com verdade. Muitos cristãos
são sinceros, mas vivem, lamentavelmente, iludidos e acorrentados pelas seitas (Jeremias 50.6). Assim sendo,
para quem está no erro, avançar não é progredir. Convém ressaltar que, na vida cristã, devemos fazer um pacto
não com um corpo doutrinário, mas sim com uma pessoa, que é Jesus Cristo. Ele é ―o caminho, a verdade e a
vida‖ (João 14.6).
Talvez alguém pergunte: ―Se os adventistas são sinceros em suas crenças, isso não torna sua igreja
aceitável diante de Deus?‖ O texto de Mateus 7.22,23 responde a esta questão:
―Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu
nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi
explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade‖ (Mateus 7.22,23).

3
RYLE, J. C. 1959, pp. 76,77.
4
WALKER, Luísa Jeter. 1981, p. 11.
5
NICODEMUS, Augustus. É Sempre uma Falta de Amor Criticar e Julgar?

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De acordo com as palavras de Jesus, podemos dizer que a sinceridade só não basta. É preciso ―fazer a
vontade do Pai‖ (Mateus 7.21).
Não podemos adotar uma fé cega, mas, sim a certeza fundamentada na verdade das Escrituras. E, em se
tratando de fé, temos o seguinte conselho paulino: ―[...] não podemos ir além do que está escrito‖ (I Coríntios
4.6). Paulo também frisa que: ―nada podemos contra a verdade, senão pela verdade‖ (II Coríntios 13.8).
Sabemos que o elo que nos mantém unidos a Deus é a verdade revelada na Bíblia, e esta é e sempre será
para nós a única fonte de autoridade.

I. O CRESCIMENTO ALARMANTE DAS SEITAS – O QUE FAZER?

Desde o século XIX, pelas estatísticas publicadas, há um crescimento vertiginoso de algumas seitas.
Enquanto muitos desses movimentos alcançam cada vez mais adeptos para as suas fileiras, algumas
denominações religiosas, simplesmente pararam de crescer e outras perderam vários membros para movimentos
sectários.
Os últimos dias, conforme a Bíblia nos mostra, serão marcados por uma proliferação assustadora de
falsas doutrinas, falsas religiões e falsos profetas. Vejamos:
―Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por
obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm
cauterizada a própria consciência‖ (I Timóteo 4.1,2)
―Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são
lobos roubadores‖ (Mateus 7.15).
―Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos‖ (Mateus 24.11).
Portanto, a apostasia, o surgimento e alastramento de várias seitas e religiões falsas são sinais evidentes
dos ―últimos dias‖ e cumprimento das profecias bíblicas.
É com tristeza que vemos diversas seitas conseguindo cada vez mais sequazes para suas fileiras.
Inúmeras pessoas são iludidas por falsos mestres e falsos profetas (II Pedro 2.1,2) porque ignoram ou não
examinam as Escrituras para saber se os ensinos que estão recebendo estão, de fato, em harmonia com a
verdade de Deus (Atos 17.11; Isaías 34.16).
O que é mais preocupante é o fato de muitos que se tornaram adeptos de determinadas seitas pensarem
que estão caminhando para a vida eterna. Que pena. Não se dão conta de que deixaram de trilhar pela senda
estreita da verdade e enveredaram pelo caminho largo dos falsos ensinos que conduzem à destruição eterna
(Mateus 7.13,14).
Sem dúvida, muitas pessoas que engrossam as fileiras das falsas religiões e seitas heréticas são sinceras,
porém, foram iludidas por falsos mestres (Isaías 3.12; 9.16; Jeremias 50.6). Assim sendo, somente a Palavra de
Deus pode libertar as almas prisioneiras dos erros doutrinários (João 8.32; 17.17).
É importante sempre lembrar que o conhecimento e a prática da sã doutrina nos protege contra as
heresias (I Timóteo 4.1-6; II Timóteo 2.18; Tito 1.11).
Cerca de trinta por cento do Novo Testamento combate seitas e falsos ensinos. Jesus empregou uma
parcela do seu ministério para rechaçar falsos líderes religiosos de seus dias. Paulo agiu de igual modo. E nós?
Precisamos, urgentemente, ―batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos‖ (Judas verso 3).

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Sabemos que as seitas e falsas religiões têm se levantado como frutos de pensamentos humanos. Assim,
diante desta conjuntura religiosa precisamos discernir entre a verdade e o erro. Neste mundo bombardeado por
tantas propagandas atraentes através das mídias sociais que procuram atrair as pessoas para vender não apenas
produtos e serviços, mas também ideologias e filosofias, o cristão precisa conhecer a verdade bíblica para não
ser enganado por falsos mestres religiosos.
Os vendedores de ideologias, peritos na arte de manipular sentimentos e emoções usam a ignorância
popular de um único Salvador para auferir vantagens e impingir na mente dos incautos que eles precisam de
―guias‖, ―profetas‖ e ―ungidos‖ para ―descobrir‖ a verdade. Podemos citar alguns exemplos: Mary Baker Eddy;
Charles Taze Russell; Joseph Smith; Tia Neiva; Reverendo Moon; Allan Kardeck; Ellen G. White; etc.
Sabemos, porém, que o nosso único guia infalível neste mundo é o Espírito Santo: ―Porque todos os que
são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus‖ (Romanos 8.14). O Espírito Santo é o intérprete
infalível da Palavra de Deus para todos os cristãos verdadeiros. Foi Jesus quem disse: ―O Espírito Santo [...]
Esse vos ensinará todas as coisas‖ (João 14.26). Tanto ―profetas‖ como ―líderes religiosos‖ são provados e
testados pelas Escrituras, assim como os ensinos e doutrinas devem ser testados à luz da Bíblia Sagrada.
Nenhuma doutrina deve ser endossada ou validada pelo ―profeta‖ ou ―mestre‖, pois, não são eles quem
estabelecem os ensinamentos para o povo de Deus, mas sim o próprio Deus: ―Se alguém quiser fazer a vontade
dele (de Deus) pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus‖ (João 7.17).
Reconhecemos o labor de grandes líderes eclesiásticos (pais da igreja, missionários, pastores, teólogos,
etc.) que ao longo dos séculos contribuíram com seus estudos para a edificação da Igreja e o avanço nas áreas
doutrinária e teológica. Porém, todos eles tiveram suas limitações, como seres humanos imperfeitos.
Cometeram erros.
Nós precisamos, quando for necessário, humildemente reconhecer os nossos erros e avançar no
conhecimento, porém, nunca idolatrando teorias ou pessoas. Cauterizar a mente? Nunca! Trancar as portas para
a pesquisa bíblica? Jamais! Ser um cristão sincero não significa ter a ―mente fechada‖, ―a visão tacanha‖, pelo
contrário, quem ama a verdade estuda, investiga, questiona e chega ao conhecimento exato das Escrituras. A
sinceridade pode ser um ato de fé e ousadia que avança em busca da verdade e está disposta a corrigir erros e
efetuar mudanças quando for preciso. Que Deus nos ajude neste afã!

I. POR QUE ESTUDAR O ADVENTISMO?

―Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte6.‖

―Um grupo de caçadores aceita os serviços de um ‗guia‘ que lhes assegura conhecer o terreno como a
palma de sua mão. Seguem-no confiadamente quando se interna na floresta. Porém, todos perdem a vida porque
seu ‗guia‘ não tem nenhuma experiência e é o primeiro a perder-se. Seguiram um guia que não merecia
confiança.7‖
Infelizmente, a experiência acima relata um fato real. ―Falsos guias‖ estão presentes tanto na vida
secular quanto na vida religiosa. Quem nunca ouviu falar de Jim Jones, David Koresh, Lue Joured, Shoko
6
Provérbios 14.12 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Disponível em:
<https://www.bible.com/pt/bible/211/PRO.14.ntlh> Acesso em: 26 abr. 2019
7
WALKER, Luísa Jeter. 1981, p. 8.

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Asahara, Marshal Applewhite, Joseph Smith, Charles Taze Russell, Sun Myung Moon, Ellen G. White? Ao
longo dos anos eles ―enganam e são enganados‖ (II Timóteo 3.13). As consequências dos erros perpetrados por
falsos mestres na vida religiosa das pessoas são desastrosas. Alguns deles conduziram seus seguidores à morte.
Por isso Jesus nos adverte em Sua Palavra para termos todo cuidado, nestes últimos dias, com tais homens que
se apresentam ―vestidos de ovelhas, mas que por dentro são lobos devoradores‖ (Mateus 7.15; 24.11,24).
Um exemplo de como um líder sectário pode destruir vidas aconteceu em novembro de 1978. O
dirigente da seita ―Templo do Povo‖ chamado Jim Jones (1931-1978), na Guiana (América do Sul) levou ao
suicido coletivo todos os seus 914 adeptos. Iludidos por Jim Jones seus sequazes foram induzidos a tomar uma
bebida misturada com cianureto (veneno), porém, 100 pessoas que se recusaram a beber foram mortas a tiros.
Depois, Jim Jones e seus líderes mataram-se.
Não custa nada avisar que os membros da Igreja de Cristo devem ter todo cuidado para não enveredar
pelo caminho do erro doutrinário. À medida que nos aproximamos do ―tempo do fim‖ a tendência é a
proliferação de falsos mestres e falsas doutrinas que, ―dissimuladamente‖ pregam ―heresias destruidoras‖ (II
Pedro 2.1 - ARA). Quando conhecemos a verdade das Escrituras e a refutação dos falsos ensinos estamos
preparados para enfrentar qualquer erro doutrinário divulgado pelas seitas. ―Então não seremos mais como
crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas. Essas
pessoas inventam mentiras e, por meio delas, levam outros para caminhos errados‖ (Efésios 4.14 – Nova
Tradução na Linguagem de Hoje - NTLH). Precisamos conhecer as Escrituras e estudá-las, diligentemente, a
fim de não sermos iludidos por ―falsos profetas‖ (Mateus 22.29).
―Deus nos deu a Bíblia Sagrada como um mapa para mostrar-nos o caminho. Quem não se preocupa em
estudar a Bíblia não saberá distinguir se é falsa ou verdadeira qualquer doutrina que se lhe apresenta. O que
ignora as Escrituras facilmente confunde o caminho8‖.
A maioria das seitas afirma ser cristã e acredita na Bíblia como a Palavra de Deus. Porém, misturam a
verdade com a mentira. Algumas delas desviam a atenção de Jesus e voltam-se para seus guias religiosos.
Porém, sabemos que Jesus é o único caminho para a salvação (João 14.6). Devemos segui-lo fielmente e
conhecê-lo bem.
Sem dúvida, os irmãos adventistas são bons cidadãos e se esforçam para servir a Cristo. Sabemos que
algumas de suas doutrinas são embasadas na Bíblia, porém há alguns ensinos que se afastam das Escrituras.
Seus próprios líderes reconhecem isto. Por exemplo, o livro: Consultoria Doutrinária 9 arrola algumas doutrinas
exclusivas da Igreja Adventista do Sétimo Dia 10. No referido livro está escrito:
―CREMOS:
(1) Que há um santuário no Céu onde Cristo, nosso Sumo Sacerdote, ministra em duas fases distintas de
Sua obra medianeira;
(2) Que deve haver um juízo investigativo no qual o destino de todos os homens deve decidir-se antes de
Cristo vir nas nuvens de glória;

8
WALKER, Luísa Jeter. 1981, p. 8.
9
SARLI, 1979, p. 13.
10
As crenças fundamentais dos adventistas podem ser consultadas no site oficial da igreja no seguinte endereço eletrônico:
<https://www.adventist.org/pt/crencas/> (Acesso em: 26 abr. 2019.

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(3) Que o Espírito de Profecia, ou dom profético, é um dos dons do Espírito prometidos à igreja nos
últimos dias, e que esse dom se manifestou na igreja adventista do sétimo dia na obra e nos escritos
de Ellen G. White;
(4) Que o selo de Deus e o sinal da besta, mencionados em Apocalipse, são símbolos das forças
opositoras do bem e do mal no último grande conflito antes de Cristo vir pela segunda vez;
(5) Que os três anjos de Apocalipse 14 representam a proclamação da última mensagem de Deus ao
mundo em preparação para a vinda de nosso Senhor.‖
É exatamente por causa das crenças acima mencionadas que alguns estudiosos da área de religião, seitas
e heresias consideram a IASD como uma seita falsa.
Mas, sem sombra de dúvidas, sabemos que os adventistas realizam excelentes projetos visando à saúde
das pessoas. A revista ―Vida e Saúde‖ traz conselhos úteis neste sentido, os seus hospitais sanatórios cuidam de
milhares de pessoas no mundo. Suas escolas e faculdades são admiradas; suas doutrinas defendem a santidade
do lar, da família e do casamento. Assim sendo, por que criticar uma denominação que pratica tantas boas
obras? Primeiro, porque foram eles que começaram os ataques às demais denominações. Se eles têm o direito
de julgar e condenar todas as demais igrejas, por que nós não temos igual liberdade? Além disso, ―boas obras‖
não servem de parâmetro para saber se uma religião é verdadeira ou não. Outras seitas e religiões são exemplos
de caridade e filantropia, e nem por isso são verdadeiras: Catolicismo, Mormonismo, Espiritismo são apenas
alguns exemplos.
O que acontece (que é mais perigoso) é que todas as falsas seitas e religiões oferecem para seus adeptos
uma ilusória segurança espiritual e apregoam uma falsa perspectiva de salvação. Deste modo, seus seguidores
escravizados não conseguem ver o seu estado espiritual, imaginam que estão salvos quando na realidade
seguem no caminho largo que conduz à perdição eterna. Que pena!

III. QUEM SÃO OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA?

Este trabalho de pesquisa tem como objetivo analisar, à luz das Escrituras, o arcabouço doutrinário da
IASD. Para embasamento da nossa investigação teremos que consultar os escritos de Ellen Gould White11 pois,
a mesma, exerce grande influência no movimento Adventista. Podemos constatar este fato através de consulta
aos livros e às revistas editados pelos líderes desta igreja, onde encontraremos fartas citações dos escritos de
EGW, reconhecida por eles como ―a profetisa do adventismo‖.
Alguns afirmam que a IASD é uma igreja evangélica cristã protestante, trinitariana, sabatista (por causa
da observância do sábado, sétimo dia semanal, como dia sagrado), mortalista e aniquilacionista (em decorrência
de sua crença na mortalidade da alma). São chamados de ―adventistas‖ por causa do destaque dado ao iminente
retorno (advento) de Cristo. Sabemos que a IASD é oriunda do Movimento do Advento que também ficou
conhecido como Movimento Milerita12 que eclodiu em meados do século XIX, anunciando o breve advento de
Cristo. Assim sendo, a história do movimento adventista está intrinsecamente ligada à pessoa do pastor batista
Guilherme Miller (1782-1849). Desde 1816 até 1818 ele pesquisou a Bíblia com a ajuda da Concordância de
Cruden e, de acordo com White: ―dois anos dedicara ele ao estudo da Bíblia, quando, em 1818, chegou à solene

11
Identificaremos, doravante, Ellen Gould White pela sigla: EGW.
12
Nome derivado do líder do movimento: Guilherme Miller, pastor batista. Alguns escritores usam o termo “mileristas”.

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conclusão de que dentro de vinte e cinco anos, aproximadamente, Cristo apareceria para redenção de Seu
povo13‖
Guilherme Miller ―profetizou‖ a Volta de Jesus, inicialmente, para o dia 21 de março de 1843. Como foi
que ele chegou a esta data? Usando a cronologia de Tiago Ussher interpretou o texto de Daniel 8.14 como
―dias-anos‖ (tomando como base os textos de Números 14.34 e Ezequiel 4.6, Miller deduziu que as ―2300
tardes e manhãs‖ não eram dias literais, mas sim, proféticos, sendo que cada ―dia‖ equivalendo a ―1 ano‖),
assim os 2.300 dias-anos teriam começado, segundo ele, em 457 a.C. e deveriam terminar em 1843. Ele também
entendeu que a palavra ―santuário‖ que ocorre no referido texto era o símbolo da Terra e que sua purificação
ocorreria por ocasião da Volta de Jesus. 1843 veio e passou e Cristo não se manifestou em sua parousia como
fora anunciado por Miller. Este foi o primeiro desapontamento. Então, em agosto de 1844 uma nova data foi
vaticinada por um dos seguidores de Miller, chamado de Samuel S. Snow, 22 de outubro de 1844, pois segundo
ele este era o dia no calendário gregoriano que correspondia ao Dia da Expiação no calendário judaico. O
movimento do ―sétimo mês‖ (como foi chamado, pois é no mês sétimo – Tishri – aos 10 dias, que os judeus
realizavam a Festa de Expiação dos pecados). Assim, muitos dos mileritas aceitaram a nova data, até que o
próprio Miller adotou a ideia.
A data marcada, 22 de outubro de 1844 chegou e nada de espetacular aconteceu. Ficou apenas registrado
nos anais da história como o dia do ―Grande Desapontamento‖ (Belo título para uma falsa profecia!). Convém
ressaltar que o ano de 1844 é o fundamento de toda cronologia adventista. Seus líderes, fanaticamente, se
agarraram à data de 22.10.1844 e até hoje a proclamam como sendo ―profética‖. Deveriam ter rechaçado a
referida data porque a mesma só trouxe vexame e escândalo para eles. EGW afirma o seguinte sobre 1844:
―A passagem que, mais que todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do
advento, foi: ―Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.‖ Daniel 8.14 [...] Ficara
demonstrado que esses dias proféticos terminariam no outono de 1844. Em conformidade com o resto do
mundo cristão, os adventistas admitiam, nesse tempo, que a Terra, ou alguma parte dela, era o santuário.
Entendiam que a purificação do santuário fosse a purificação da Terra pelos fogos do último grande dia, e que
ocorreria por ocasião do segundo advento. Daí a conclusão de que Cristo voltaria à Terra em 184414‖
Ellen G. White disse ainda que:
―Miller e seus companheiros a princípio creram que os 2.300 dias terminariam na primavera de 1844, ao
passo que a profecia indicava o outono daquele ano. A compreensão errônea deste ponto trouxe
desapontamento e perplexidade aos que haviam fixado a primeira daquelas datas para o tempo da vinda do
Senhor [...] acreditava-se que Cristo, nosso Sumo Sacerdote, apareceria para purificar a Terra pela destruição do
pecado e pecadores, e glorificar com a imortalidade a Seu povo expectante. O décimo dia do sétimo mês, o
grande dia da expiação, tempo da purificação do santuário, que no ano 1844 caía no dia vinte e dois de outubro,
foi considerado como o tempo da vinda do Senhor. Isto estava de acordo com as provas já apresentadas, de que
os 2.300 dias terminariam no outono, e a conclusão parecia irresistível [...] Ficara demonstrado que esses dias
proféticos terminariam no outono de 1844. Em conformidade com o resto do mundo cristão, os
adventistas admitiam, nesse tempo, que a Terra, ou alguma parte dela, era o santuário. Entendiam que a
purificação do santuário fosse a purificação da Terra pelos fogos do último grande dia, e que ocorreria

13
Cristo em Seu Santuário, p. 37.
14
O Grande Conflito, p. 409.

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por ocasião do segundo advento. Daí a conclusão de que Cristo voltaria à Terra em 1844. Mas o tempo
indicado passou e o Senhor não apareceu 15‖
Miller abandonou os seus ensinos escatológicos e voltou para a sua igreja de origem. Houve muita
decepção. Grande parcela de seus seguidores também abandonou o Milerismo.
É interessante que mesmo tendo profetizado falsamente, de acordo com Ellen G. White, o Sr. Guilherme
Miller, em seu chamado ―profético‖ é comparado ao profeta Eliseu. Observem:
―Assim como Eliseu foi chamado quando à rabiça do arado acompanhava os bois no campo de trabalho,
a fim de receber o manto da consagração ao ofício de profeta, também Guilherme Miller foi chamado para
deixar o arado e desvendar ao povo os mistérios do reino de Deus.16‖ EGW afirma que em determinada
ocasião quando Miller foi ameaçado de morte por uma multidão, Deus enviou os santos anjos para livrá-lo da
morte e um desses anjos salvou Miller:
―Santos anjos, porém, estavam na multidão, e um deles, certa vez, sob a forma de homem, tomou o
braço desse servo do Senhor e pô-lo a salvo da turba enfurecida. Sua obra ainda não estava terminada, e
Satanás e seus emissários viram seus planos frustrados.17‖
Após aquilo que os adventistas denominam de ―O Grande Desapontamento‖, outros seguidores fiéis
do Milerismo continuaram pregando que Miller havia acertado a data, mas errado o local. Assim sendo, na
concepção deles, o santuário que deveria ser purificado não era a Terra, mas o Céu.
Muitos seguidores de Miller continuaram a fixar novas datas para o advento de Cristo. Outros
procuraram uma nova interpretação para o malogrado fato. Entre estes últimos encontramos Hiram Edson, de
Port Gibson, New York, perto de Rochester.
Edson, em companhia de um médico, Franklin B. Hann e um jovem estudante por nome O. R. L.
Crosier depois do triste dia ficaram orando e, assim, na manhã do dia 23 de outubro de 1844, Edson relatou a
seguinte ―visão‖:
―O Céu parecia abrir-se ante meus olhos, e eu vi clara e distintamente que em vez de nosso Sumo
Sacerdote haver saído do lugar santíssimo do santuário celestial para a Terra no décimo dia do sétimo mês, ao
final dos 2300 dias, Ele, pela primeira vez, entrava nesse dia no segundo compartimento daquele santuário, e
que Ele tinha um trabalho a realizar no lugar santíssimo antes de vir à Terra.18‖
Pinho19 afirma que ―o estudo do santuário foi a chave que resolveu o mistério da decepção‖. De fato, os
adventistas não abandonaram o falso ensino da volta de Jesus em 1844, mas ―colocaram um remendo de pano
novo em roupa velha‖. O resultado? O ―rombo‖ ficou maior. Sabemos que as Testemunhas de Jeová que
anunciaram o Advento pessoal de Cristo para 1914 e, quando nada se cumpriu inventaram a doutrina da
―presença invisível de Cristo‖ afirmando que Jesus ―voltou‖ invisivelmente por volta de 4/5 de outubro de 1914
e desde então, está presente de modo invisível20. De igual modo, com o fiasco profético do movimento
adventista relacionado à vinda de Cristo previsto para 22 de outubro de 1844, a IASD tratou logo de arrumar um

15
Cristo em Seu Santuário, pp. 37,53,56.
16
O Grande Conflito, p. 332.
17
Idem, p. 337
18
Cristo em Seu Santuário, p. 2.
19
PINHO, Orlando G. 1980, p. 21.
20
Disponível em: <https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-
t/1101975076?q=volta+invis%C3%ADvel+de+jesus+em+1914&p=par> Acesso em: 13 de março de 2019

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
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―remendo‖ para a falsa profecia de Guilherme Miller. A doutrina da purificação do Santuário Celestial,
supostamente ocorrida em 1844 passou a fazer parte do arcabouço doutrinário da IASD 21.
Meses depois, Crosier publicou as conclusões tiradas desta ―visão‖, pois, os três amigos – Edson, Haann
e Crosier – elaboraram a teoria que hoje é conhecida na IASD como ―Doutrina do Santuário‖. A primeira
publicação sobre este assunto é um artigo no Day-Star (publicação adventista) de 7 de fevereiro de 1846.
Posteriormente aos escritos de Crosier surgiram outras ideias para complementar as doutrinas elaboradas sobre
uma suposta data, a data do ―Grande Desapontamento‖. Este grupo, o de Hiram Edson, é conhecido como o
grupo de Port Gibson.
Após o desapontamento surge um outro grupo, muito ligado à história da IASD, é o grupo de José Bates.
Depois de navegar por 21 anos, estando ainda a bordo, converteu-se ao cristianismo, uma vez aposentado,
tornou-se membro da Christian Church. Desde 1839 Bates uniu-se ao movimento de Miller, após o
desapontamento lendo um artigo escrito por Tomás M. Preble, na revista ―Esperança de Israel‖ Hope of Israel)
de Portland (Maine) datado de 28 de fevereiro de 1845. Bates chegou a aceitar o sábado como dia de guarda
para os cristãos.
Em Washington (New Hampshire) outro grupo de adventistas mileristas havia sido influenciado pelos
Batistas do Sétimo dia, e também começaram a guardar o sábado. Foi uma mulher, Raquel Oakes – como
batista do sétimo dia que levou o ensino a Frederico Wheeler, adventista milerista, e este começou com seu
grupo a guardar o sábado. De modo que em março de 1844 os adventistas de Washington (New Hampshire)
foram os primeiros a observar o sétimo dia. Posteriormente, o próprio José Bates uniu-se a este grupo e,
escreveu em 1846 um livreto de 48 páginas com o título: ―O Sábado do Sétimo Dia – Um Sinal Perpétuo", e ‖m
1847 republicou e ampliou esta obra. Em 1849 escreveu um segundo livro: ―Um Selo do Deus Vivo‖ onde
ensinava que somente 144 mil adventistas fiéis estariam selados para a Vinda de Cristo.
O terceiro grupo surgiu em Portland, Maine. Em 1840 e 1842 Guilherme Miller pregou nesta cidade
sobre o tema da Vinda de Cristo, e uma família da Igreja Metodista da rua Chestnut aceitou este ensino. Como
parte desta família havia uma jovem de nome Ellen G. Harmon, que com nove anos de idade, voltando da
escola recebeu uma pedrada no rosto ficando inconsciente durante três semanas; seu rosto e nariz ficaram
desfigurados. O choque recebido abalou o sistema nervoso e as complicações continuaram ameaçando sempre
sua vida.
Após o ―Grande Desapontamento‖ em 1844, Ellen teve sua primeira ―visão‖ e, assim ela começou sua
vida pública como ―escritora‖. Em 30 de agosto de 1846 uniu-se em matrimônio com Jaime White.
Logo formou-se em Portland , Maine, um considerável número de crentes adventistas que acreditavam
que Ellen G. White era uma profetisa inspirada pelo mesmo Espírito Santo que inspirou os profetas bíblicos.
Estes três grupos:
1. O de Hiram Edson, em Port Gibson, com a peculiar doutrina do Santuário;
2. O de José Bates, em Washington, New Hamphsire, com a peculiar doutrina da guarda do sábado e;
3. O de Ellen G. White, em Portland, Maine, com a peculiar doutrina de uma ―única e infalível
intérprete da Bíblia‖ – A profetisa da Igreja.
Formaram o que hoje conhecemos como Igreja Adventista do Sétimo Dia. ―Mais de um século e meio
atrás, em 1º de outubro de 1860, em Battle Creek, Michigan, um grupo de indivíduos esperando o breve retorno

21
Disponível em: <https://www.adventistas.org/pt/institucional/crencas/> Acesso em: 13 de março de 2019

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Celso do Rozário Brasil Gonçalves
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de Jesus escolheu o nome ―Adventistas do Sétimo Dia‖ para si mesmos 22‖. Pinho afirma que ―foi em uma
assembleia realizada em Beatle Creek, a 28 de setembro de 1860 [...] que foi adotado o nosso nome
denominacional. 23‖
O escritor adventista Pinho escreve que ―interessa-nos especialmente o grupo de Hiram Edson, José
Bates, Tiago White e Ellen G. Harmon porque formaram o núcleo de nossa igreja.24‖

IV. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA IASD

De acordo com o site oficial da IASD 25:


―No mundo, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é administrada por meio de 13 divisões. Todas estão
ligadas à sede mundial localizada em Silver Spring, Maryland, nos Estados Unidos. A coordenação mundial
está sob a responsabilidade da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia que, a cada cinco anos,
realiza uma assembleia para nomeação de líderes e votação de documentos oficiais‖.
O presidente mundial da IASD é o Sr. Ted N. C. Wilson, eleito em julho de 2010, durante a Assembleia
da Associação Geral em Atlanta.
Em maio de 2007, os adventistas eram o décimo segundo maior corpo religioso do mundo e o sexto
maior movimento religioso internacional. A IASD é a oitava maior organização internacional de cristãos do
planeta. Seu rol de membros é constituído por 2.034.305 de seguidores; possui 27.250 congregações; 3.563
pastores; . Está presente em 215 países; prega em 1002 línguas e dialetos; publica livros e revistas em 375
línguas e dialetos; possui 61 editoras e gráficas; 8208 unidades escolares; 1.922.982 alunos; 20.798 professores;
19 indústrias de alimento; 790 hospitais, clínicas e orfanatos; 939 colégios e escolas; 15 campi universitários;
160 centros de produção de mídias; 2 emissoras de TV (português e espanhol); 115 emissoras e retransmissoras
de rádio; em média, anualmente, 689 missionários de autossustento deixam seus países para servir em alguma
parte do mundo; 70% dos adventistas vivem na América Latina e África; 134 países contam com a ajuda da
Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA); a IASD conta com a colaboração
de 287.121 funcionários.
Diante da megaestrutura organizacional, a IASD pode ser considerada uma mega igreja-empresa. Aqui,
neste ponto, podemos aplicar para esta entidade religiosa as palavras de Apocalipse 3.15-17:
―Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és
morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e
não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu‖.

22
Disponível em: <https://www.adventistas.org/pt/institucional/organizacao/sobre-o-nome/> Acesso em: 13 de março de
2019
23
PINHO, Orlando G.1980, p. 26
24
Idem, p. 20.
25
Disponível em: <https://www.adventistas.org/pt/institucional/os-adventistas/adventistas-no-mundo/> Acesso em: 13 de
março de 2019

As Contradições do Adventismo
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V. O EXCLUSIVISMO DA IASD.

Já vimos que a IASD surgiu alguns anos depois do ―Grande Desapontamento‖ de 22 de outubro de 1844.
Segundo consta no site oficial da denominação, o ano de fundação da igreja adventista é 186326. Atualmente
conta com mais de 2 milhões de adeptos no mundo.
Vemos, também, que entre seus pioneiros (fundadores) está Ellen Gould White (1827-1915), que
conforme já falamos, tem seus escritos considerados como inspirados por Deus por parte dos seus seguidores.
Ela asseverava ter visões e revelações divinas, logo, seus ensinos deviam ser seguidos e, em hipótese alguma
poderiam ser questionados:
―A Palavra de Deus é clara. Seus ensinos não podem ser mal-interpretados. Obedeceremos a ela, assim
como Ele no-la deu, ou procuraremos descobrir até onde podemos afastar-nos e ainda ser salvos? Oxalá todos
os que estão ligados a nossas instituições aceitassem e seguissem a luz divina, sendo assim habilitados a
transmitir a luz aos que andam nas trevas! 27‖
―Disse o meu anjo assistente: ―Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A
verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em
que são elas recebidas.28‖ A IASD avoca para si o título de única igreja verdadeira. Seus líderes afirmam:
―Qual é a instituição que Deus governa sobre a face da Terra? Resposta: Igreja Adventista do Sétimo
Dia fundada em 1863 nos Estados Unidos. Devemos respeitar todas as igrejas e reconhecer que há pessoas
sinceras em todas elas, mas a única denominação religiosa que preenche todos os requisitos bíblicos é a Igreja
Adventista do Sétimo Dia.29‖
Pinho30 chama a IASD de ―[...] autêntico povo de Deus – A verdadeira Igreja Apostólica, a portadora
agora dos oráculos divinos resgatados das trevas.‖
EGW defende o mesmo ponto de vista exclusivista da IASD. Ela afirma que:
―De todos os grandes movimentos religiosos desde os dias dos apóstolos, nenhum foi mais livre de
imperfeições humanas e dos enganos de Satanás do que o do outono de 1844. Mesmo hoje, depois de
transcorridos muitos anos, todos os que participaram do movimento e que permanecem firmes na plataforma da
verdade, ainda sentem a santa influência daquela obra abençoada, e dão testemunho de que ela foi de Deus.31‖
De acordo com Fonseca32 ―uma característica da seita é o exclusivismo. E os ASD não deixam de
manifestar essa característica, dizendo: ―No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha
tapando o muro e restaurando os lugares assolados [...]‖ (Testemunhos Seletos, II, 2ª edição, 1956, p. 356).‖
Vemos que os irmãos adventistas do sétimo dia se consideram como ―os remanescentes de Deus‖, a
restauração do Cristianismo primitivo, pois com a apostasia, todas as denominações religiosas se desviaram da

26
Disponível em: <https://www.adventistas.org/pt/institucional/os-adventistas/quem-sao-os-adventistas/> Acesso em: 11 de
março de 2019
27
Mensagens Escolhidas, p. 73, vol. 3.
28
Primeiros Escritos, p. 260.
29
Disponível em: < https://adventismoemfoco.wordpress.com/os-filhos-de-deus-nas-outras-igrejas/> Acesso em: 11 de março
de 2019
30
PINHO, Orlando G.1980, p. 19.
31
O Grande Conflito, p. 401.
32
FONSECA, Antonio. 2001, p. 19.

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verdade e tiveram seus ensinos corrompidos pelo paganismo. Diante dessa conjuntura, Deus havia escolhido a
IASD para restaurar as doutrinas verdadeiras do Evangelho de Cristo33.
Pinho34 afirma que o nome da IASD é inspirado por Deus:
―Somos adventistas do Sétimo Dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: ‗Não,
não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste
das igrejas.‖
Os adventistas do sétimo dia creem e ensinam que a verdadeira igreja deve possuir o ―espírito de
profecia‖ que, na concepção deles, são os livros e escritos da srª Ellen G. White. De acordo com Ferraz35 as
evidências que comprovam que EGW foi profetisa são: ―(1) Sempre falou de acordo com a Bíblia; (2) Suas
profecias foram cumpridas; (3) viveu o que pregou.‖ Mais adiante, vamos verificar se, de fato, a srª White foi
uma profetisa verdadeira inspirada por Deus, ou se não passa de mais uma falsa ensinadora.
Martins36 levanta a seguinte questão: ―Por que o adventismo do sétimo dia é considerado uma seita
falsa?‖ Em seguida, ele responde: ―Existem algumas razões que comprovam que essa seita é falsa e anticristã,
pois embora preguem algumas verdades centrais da fé cristã, os adventistas do sétimo dia negam ou torcem
algumas doutrinas básicas e fundamentais do cristianismo. Eles não podem ser confundidos como sendo uma
religião cristã; eles são heréticos e, portanto, confundem aqueles que estão interessados na verdade do
evangelho. Os dois erros básicos que levaram os adventistas a desenvolverem outras heresias, desde o
início, foram: profetizar o dia da volta de Cristo e considerar Ellen White como profetisa‖.
Fonseca37 usa o método das quatro operações para identificar a IASD com uma seita. Ele explica o
seguinte:
―As quatro operações fundamentais da aritmética nos ajudam a identificar a Igreja Adventista do Sétimo
Dia: Adição: Os ASD dão aos escritos de EGW a mesma autoridade dos escritos da Bíblia. Subtração:
Subtraem da pessoa de Jesus sua natureza humana imaculada, ensinando que Ele tem natureza pecaminosa e o
declaram, com relação à sua natureza divina, a posição rebaixada do arcanjo Miguel. Multiplicação: Afirmam
crer na obra da redenção efetuada por Cristo, mas a declaram incompleta e ensinam que a guarda do sábado
implica salvação e que os benefícios da obra de Cristo só nos serão imputados caso estejamos vivendo em
harmonia com a lei, que, no caso, é guardar o sábado. Divisão: Colocam a fidelidade a Deus condicionada à
fidelidade à Igreja Adventista do Sétimo Dia, como a igreja remanescente, acrescentando que no mundo só
existe uma igreja que presentemente está tapando as brechas e restaurando os lugares assolados‖.
Por acreditar que fazem parte da única igreja verdadeira, os membros da IASD praticam um tipo de
proselitismo exacerbado entre os irmãos de outras denominações. EGW afirma: ―Temos uma obra a fazer por
ministros de outras igrejas. Deus quer que eles se salvem. Nossos ministros devem buscar aproximar-se dos
ministros de outras denominações.38‖

33
AESCHLIMANN, Carlos E. O que a Bíblia Ensina? Estudos bíblicos. Lição 14
34
PINHO, Orlando G.1980, p. 26.
35
FERRAZ, Itanel. 1990, p. 19.
36
MARTINS, Jaziel Guerreiro. 2000, p. 54.
37
FONSECA, Antonio. 2001, p. 19.
38
Testemunhos Seletos, p. 386, vol.2.

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VI. AS DOUTRINAS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA.

No site oficial da IASD 39 encontramos o resumo das doutrinas esposadas pelos adventistas do sétimo
dia. Aparentemente, trata-se de uma igreja autenticamente evangélica porque, conforme já vimos, crê na Bíblia,
na Trindade Divina, na Salvação pela graça, no Batismo trinitário, etc. Contudo, já mostramos que a IASD
adota alguns ensinos peculiares que a tornam diferente das igrejas evangélicas tradicionais: Os escritos de Ellen
G. White considerados como o ―espírito de profecia‖; a doutrina do ministério de Cristo no santuário celestial, o
Juízo Investigativo; a Guarda do Sábado; a Lei dietética; os Dois bodes; a cronologia baseada no ano de 1844,
etc.
Devido às doutrinas excêntricas e heterodoxas o movimento adventista é colocado como pseudocrístão
por alguns apologistas evangélicos e por grande parte dos membros das demais igrejas. Assim sendo, os líderes
adventistas têm fomentado um esforço ecumênico no sentido de se aproximar dos evangélicos e expurgar a
imagem sectária oriunda do seu passado. Eles têm, em certa medida, logrado êxito. Através da ADSAT (Rede
de comunicação adventista) e da Rádio Novo Tempo os adventistas divulgam cursos bíblicos por
correspondência e muitos membros de outras denominações solicitam e participam desses sistemas de
doutrinação adventistas. Quem nunca ouviu falar dos programas: ―A Voz da Profecia‖; ―Está Escrito‖ ou ―Na
Mira da Verdade‖? Quem nunca ouviu falar do pastor Alejandro Bullón e do ―Quarteto Arautos do Rei‖?

(1) A Fonte de Autoridade

Além das Escrituras os adventistas do sétimo dia têm outra fonte de autoridade: Os escritos da senhora
White que, segundo seus teólogos e líderes, é o ―espirito de profecia‖ (Apocalipse 19.10). Nós, porém, não
aceitamos os escritos de EGW como autoritativos, pois, nossa única regra de fé e prática é a Bíblia - A Palavra
infalível e inerrante do nosso Deus!
Embora a liderança da IASD negue que os escritos de EGW sejam inspirados e o intérprete oficial de
seus ensinos, sabemos que seus livros e revistas confirmam este fato. Os adeptos do adventismo do sétimo dia
não adotam a Bíblia como a sua única regra de fé e prática porque reconhecem os livros da autoria de EGW
como inspirados por Deus e base para os ensinos da IASD. Logo, os adventistas não seguem o princípio da
―Sola Scriptura‖ (segundo a Reforma Protestante, é o princípio segundo o qual a Bíblia tem absoluta primazia
ante a Tradição legada pelo magistério da Igreja Cristã, quando, os princípios doutrinários entre esta e aquela
forem conflitantes). A seguir apresentaremos as provas das nossas assertivas. Por enquanto, podemos esclarecer
que devido à aceitação dos escritos de EGW como inspirados, não há diferença entre a IASD e os ―mórmons‖
(com o Livro de Mórmon); os espíritas (com os livros de Allan Kardec), as Testemunhas de Jeová (com os
escritos da Sociedade Torre de Vigia), etc.
De acordo com Mather40 os adventistas ―professam crer no Antigo e Novo Testamentos; contudo, as
Escrituras devem ser interpretadas segundo as visões, sonhos e revelações de Ellen White. Afirmam que a
Bíblia é a ‗luz maior‘ e os escritos da Sra. White a ‗luz menor‘; sendo que Deus enviou a ‗luz menor' a fim de
guiar o povo à ‗luz maior‘. É comum ver em suas literaturas as seguintes frases: ‗Assim disse Ellen White‘,

39
Disponível em: <https://www.adventistas.org/pt/institucional/crencas/>. Acesso em: 12 de março de 2019
40
MATHER, George A. 2000, p. 192.

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‗Ellen White afirmou‘, etc.; isso se dá porque acreditam que ela possui o Espírito de Profecia (ela foi eleita por
Deus, falava as palavras de Deus e recebia suas revelações por meio de sonhos e visões), tal como aconteceu
com os escritores bíblicos. Seus escritos são tão inspirados quanto os livros da Bíblia‖.
―A base escriturística, em algumas seitas, é a Bíblia e mais os escritos do fundador. A Bíblia é
respeitada, mas sempre acrescentada das interpretações da seita [...] Os ensinamentos dos fundadores e seus
sucessores são considerados no mesmo nível das Escrituras; são livros ou anotações dos mesmos.41‖
O escritor adventista Christianini assevera que ―O ‗espírito de profecia42‘ é o que, segundo as Escrituras,
a par com a guarda dos mandamentos de Deus, seria o característico da igreja remanescente.43‖ Ele ainda afirma
que ―tudo quanto (EGW) disse e escreve foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato44‖
A IASD não pode negar que reconhece a liderança profética da senhora White como característica
distintiva de sua denominação. O ―dom de profecia‖ concedido à EGW é motivo de orgulho para os ASD:
―O dom de profecia manifestou-se ativamente no ministério de Ellen G. White, co-fundadora da Igreja
Adventista do Sétimo Dia. Foi-lhe concedida instrução inspirada da parte de Deus, em favor de Seu povo
dos últimos dias.45‖ Por que quando alguém afirma que a IASD ensina que EGW é reconhecida entre seus
membros como profetisa inspirada por Deus, eles negam e inventam desculpas?
Convém reiterar neste ponto que as seitas são caracterizadas, normalmente, pela presença de ―gurus‖,
―profetas‖ ou ―líderes carismáticos‖ que, supostamente, são inspirados por Deus. Observe, por exemplo, a
afirmação acima transcrita em negrito aplicada a EGW: ―Profeticamente exato‖.
O livro adventista ―Nisto Cremos‖, página 301, que apresenta a síntese dos 27 ensinos da IASD (acima
citado) é claro quando diz que: ―Foi-lhe concedida instrução inspirada da parte de Deus, em favor de Seu
povo dos últimos dias‖
O escritor Filho 46 também nos esclarece que:
―A presença dos lideres carismáticos, novos profetas ou gurus é marcante e notória nas seitas. Os
fundamentos das seitas, os profetas os médiuns – todos exercem uma grande influência sobre os seguidores das
seitas. São venerados, bem como seus ensinamentos. Sua autoridade é respeitada. Suas normas são obedecidas.
Seus ensinamentos são considerados verdadeiros e insubstituíveis. Sua liderança é marcadamente autocrática e
não democrática, valendo-se da autoridade que lhes é conferida e objetivando a união do grupo‖.
Pfandl47, Pastor adventista austríaco, reforça em seu ensino a crença da IASD baseada na pessoa e obra
de EGW, como sendo esta senhora, uma autêntica profetisa inspirada por Deus (o que é uma marca
característica das falsas seitas, conforme vimos anteriormente). Ele diz:
―[...] cremos que, como igreja, temos o testemunho de Jesus; isto é, que Deus se manifestou na vida e
na obra de Ellen G. White. Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia não é só uma igreja entre muitas. É uma
igreja prevista profeticamente [...] Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica
da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como mensageira do Senhor, seus

41
FILHO, Tácito da Gama Leite. 1992, p. 42.
42
O termo: “Espírito de Profecia” é usado pela IASD para se referir aos escritos de EGW. Eles são chamados também de:
“Testemunhos”. Tais expressões de uso exclusivo dos adventistas são baseadas em Apocalipse 12.17 e 19.10.
43
CHRISTIANINI, A. B. Subtilezas do Erro, p. 32.
44
Idem, p. 32.
45
Nisto Cremos, p. 301
46
FILHO, Tácito da Gama Leite. 1992, p. 40.
47
PFANDL, Gerhard. Lição da Escola Sabatina – Adultos (Jan-Fev. 2009), pp. 48,49.

As Contradições do Adventismo
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escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam à igreja conforto, orientação,
instrução e correção.‖
Eis aí um testemunho insuspeito de um adventista que reitera o que já dissemos: (1°) EGW é detentora
do ―dom profético‖; (2°) EGW é a mensageira do Senhor para a IASD; (3°) Seus escritos, supostamente
inspirados por Deus, ―servem como autorizada fonte de verdade, conforto, orientação, instrução e correção para
todos os membros da IASD‖. Logo, podemos afirmar, com base em todas estas pretensões adventistas que,
indubitavelmente, a IASD é uma seita falsa, pois, não adota unicamente as Escrituras como base para sua regra
de fé e prática, mas aceita os escritos de EGW como fundamento para seus ensinos e como orientação para vida
cristã.
Podemos observar que os adventistas afirmam diversas vezes que os escritos de EGW servem de base
para orientação, conforto e instrução. Por exemplo, conforme já mostramos, no livro adventista: Nisto Cremos
(1990, p. 290) está escrito o seguinte: ―Os adventistas do Sétimo Dia creem que um dos dons do Espírito Santo
é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G.
White. Como mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e
proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja.‖
Como cristãos cremos que o dom profético deve estar disponível para toda a Igreja do Senhor Jesus e,
não deve ser monopólio de um membro em particular. Podemos entender esta afirmação à luz da palavra de
Paulo: ―E Ele (Jesus) mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas‖ (Efésios 4.11). Ao longo da
História Eclesiástica temos o registro de grupos ―cristãos‖ alegando possuir este dom no meio deles. Isto
também acontece na IASD. Neste aspecto, devemos seguir o conselho dado pelo líder adventista Rebok 48:
―Não é para os cristãos negarem, rejeitarem ou desprezarem, antes provarem o dom segundo foi reivindicado
por Ellen G. White‖.
De fato, o que determina se um profeta é falso ou verdadeiro é se suas palavras estão em harmonia com
a Palavra de Deus e, também, se cumprem fielmente. Como ensina a própria IASD: ―Toda pessoa que
reivindica possuir o dom profético, deve ser submetida a tais testes. Se enfrentar positivamente todos eles,
podemos ter a confiança de que efetivamente o Espírito Santo concedeu a ela o dom de profecia. 49‖
Nosso intuito não é declarar, a priori, que EGW era uma falsa profetisa, porém, como sugere a IASD
testá-la como tal. Se ela suportar o teste, teremos que concluir que ela era uma mensageira verdadeira, porém, se
não resistir à prova, aí sim saberemos que ela não foi uma profetisa verdadeira.
Porém, como podemos fazer o teste com EGW? A própria IASD nos responde:
―Todo membro da igreja precisa [...] em toda imparcialidade [...] aplicar as reconhecidas provas bíblicas
a fim de ficar satisfeito quanto à sua genuidade, e depois decidir o que faremos quanto às suas mensagens,
conselhos e testemunhos.50‖
Assim sendo, vamos aplicar as provas bíblicas para aferição de um profeta (ou profetisa) verdadeiro (a),
e analisar se EGW preenche todos os requisitos bíblicos. Tudo isso deve ser feito, conforme acima é
recomendado, com imparcialidade.

48
REBOK, Denton E. 1959, p. 34.
49
Nisto Cremos, p. 301.
50
REBOK, Denton E. 1959, p. 64.

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Como surgiu o ―dom profético‖ encabeçado por EGW? Após a amarga decepção de 22 de outubro de
1844, diversos desvios aconteceram, dos quais destacamos os seguintes: Trevas espirituais, confusão, fanatismo
e desespero conforme registrado no prefácio do livro ―Fundadores da mensagem‖:
―O movimento do advento na América foi originado por homens que estavam desejosos de receber a
verdade, quando esta a eles chegasse [...] esperando serem em breve trasladados. Depois de grande
desapontamento, todos caíram em trevas.51‖ Notem bem a expressão destacada acima: ―TODOS caíram em
trevas‖. No meio desses TODOS estava uma jovem com apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Gould
Harmon. Quando ela se dirige à Igreja alguns anos mais tarde reconhece que passara pelo desapontamento:
―Este assunto derrama grande luz sobre nossa atual situação e obra [...] explica nosso desapontamento
em 1844.52‖
Com a decepção surgiram também divisões e fanatismos entre os adventistas. Anteriormente ao
desapontamento já tinha acontecido esse tipo de extremismo. Para evitar a contaminação dos seguidores de
Miller, os dirigentes do movimento adventista haviam aconselhado aos membros do grupo contra os fanáticos e
iludidos pelas chamadas visões e sonhos.
―Em sua conferência em Boston, em 29 de maio de 1843, haviam tomado a seguinte resolução: ‗Não
temos nenhuma confiança em quaisquer visões, sonhos ou revelações particulares. 53‘‖
Foi nesse contexto, alguns dias depois do Grande Desapontamento que a jovem Ellen reivindica para si
o dom de profecia.
―Em dezembro de 1844, dois meses depois da decepção, quando os crentes adventistas necessitavam de
uma voz que lhe comunicasse certeza do céu, Deus deu uma visão a Ellen Harmon.54‖
A partir dessa época, e abarcando um período de setenta anos, EGW testemunhou que recebeu muitas
revelações, que acreditava ser oriundas do céu e assim, escrevia as mesmas para a instrução da Igreja
Adventista.
―Saíram de sua pena nada menos de vinte e cinco milhões de palavras, muitas das quais foram
publicadas em quarenta e três livros e vários milhares de artigos em revistas. 55‖
Os ASD se ufanam dos escritos de EGW e não resta dúvida de que aceitam os mesmos como sendo
inspirados por Deus: ―O material por ela escrito constitui mais de 80 livros, 200 folhetos e panfletos e 4.600
artigos em periódicos. Sermões, diários, testemunhos especiais e cartas compreendem outras 60.000 páginas de
material manuscrito.56‖ Todo conteúdo destes escritos são reputados pelos ASD como ―revelações‖ e
―orientações‖ de Deus para a igreja deles. Na concepção da IASD: ―O Senhor transmitiu-lhe conselho em
assuntos como saúde, educação, vida familiar, temperança, evangelismo, ministério de publicações, dieta
adequada, obra médica e muitas outras áreas.57‖
Durante os primeiros anos de sua obra, as manifestações do ―dom de profecia‖ nessa escritora, ocorria,
frequentemente na presença de muitas testemunhas. Isso é importante, uma vez que os fenômenos físicos, tais
como são descritos na Bíblia em relação aos profetas, sonhos e visões fornecem provas específicas na

51
DICK, Everestt. Fundadores da Mensagem, p. 9.
52
A fé Pela Qual Eu Vivo. Apud: Meditações Matinais, Maranata – O Senhor Vem, p. 208
53
REBOK, Denton E. 1959, p. 50.
54
Idem, p. 195.
55
Idem, p. 49.
56
Nisto Cremos, p. 304.
57
Idem, p. 304.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
18

veracidade desses dons em uma pessoa. Essas manifestações físicas são descritas em Daniel 10; Números 24.3;
II Samuel 23.2. Logo:
―A única pergunta que nos interessa aqui é: Dava Ellen G. White na verdade prova desses indícios no
domínio dos fenômenos físicos?58‖
A IASD declara que sim, apoiando-se no relato de pessoas que conviveram com ela. Em consequência
disso, teremos que recorrer ao testemunho de seus contemporâneos e verificar a veracidade ou não dos fatos.
Um dos testemunhos que descrevem os fenômenos físicos vistos por ocasião das visões foi dado por G. I.
Butler, presidente da Associação Geral dos Adventistas em 1874. Ele relatou que:
―Por cerca de trinta anos passados estas visões têm sido dadas com maior ou menor frequência, sendo
testemunhadas por muitos, muitas vezes por descrentes da mesma maneira que pelos que nelas criam [...] O
tempo que a Sra. White permanece nesse estado, tem variado de quinze minutos a três horas. Durante esse
tempo, o coração e o pulso continuam a bater, os olhos estão sempre bem abertos, parecendo fitar um objeto
muito distante, e nunca fixo em qualquer pessoa ou coisa no aposento. Estão sempre voltados para cima. Têm
expressão agradável. Não há olhar espantado nem qualquer aparência de desmaio, suas faces conservam a cor
natural [...] ela está inteiramente inconsciente de tudo o que se passa ao seu redor, enquanto em visão, não
tendo qualquer conhecimento do que se diz ou faz em sua presença [...] Quando sai desse estado, fala e escreve
de quando em quando o que viu enquanto em visão.59‖
Da citação acima transcrita destacamos três pontos:
1. ―[...] não há olhar de espanto nem qualquer aparência de desmaio‖.
2. ―Não há aparência de desfalecimento nem desmaio‖.
3. ―[...] está inteiramente inconsciente de tudo o que se passa ao seu redor, enquanto em visão, não tendo
qualquer conhecimento do que se diz ou faz‖.
Vejamos outra citação:
―Sua força em tais ocasiões era fenomenal. Homens fortes esforçavam-se por mover sua mão ou braço
da posição em que os mantinha, mas não o conseguiam. Uma ocasião, em casa do Sr. Curtis, em Topsham
(Maine), em 1845, ela tomou de sobre a cômoda uma grande Bíblia de uso da família, que pesava cerca de oito
quilos, e, segurando-a com o braço esquerdo estendido, em posição mais alta que a cabeça, virava as páginas
com a mão direita. E então com os olhos voltados para cima em direção diversa da do livro, lia corretamente
muitas passagens das Escrituras, apontando os versículos com o indicador da mão direita. Com sua força
normal ela teria dificuldade mesmo para levantar aquele pesado volume; enquanto, porém, de modo
sobrenatural fortalecida em visão, susteve-o erguido, com o braço estendido, durante mais de meia
hora.60‖
Diante de tais manifestações, os pioneiros adventistas, deduziram precipitadamente que: ―Essas
condições físicas são análogas às do profeta Daniel, quando em visão, conforme ele as registra no décimo
capítulo de sua profecia. 61‖
Ao examinar o 10° capítulo de Daniel e fazer uma comparação, notamos que essa última declaração dos
líderes adventistas é muito precipitada e que, tais condições físicas não são tão análogas como eles asseveram.

58
REBOK, Denton E.1959, p. 123.
59
Idem, p. 123,124.
60
Vida e Ensinos, p. 252.
61
Idem, p. 253.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
19

Vejamos a experiência de Daniel:


―E vi esta grande visão, e o meu rosto mudou de coro e se desfigurou‖ (Daniel 10.8).
Sobre a Sra. White, o pastor Butler afirmou que: ―[...] as suas faces conservavam a cor natural‖. O que
demonstra uma nítida diferença entre uma e outra afirmação.
Anteriormente, o profeta Daniel garante que: ―Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam
comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam‖ (Daniel 10.7). Ou
seja, Daniel ficava totalmente consciente daquilo que se passava ao seu redor; ao passo que EGW ficava
―[...] inteiramente inconsciente de tudo o que se passa ao seu redor, enquanto em visão, não tendo qualquer
conhecimento do que se diz ou faz em sua presença‖. Novamente temos aqui uma contradição nos ensinos da
IASD.
Em relação à força sobrenatural que a Sra. White tinha durante as visões, notamos que tal ensino não
está em harmonia com o que ocorria com o profeta Daniel. Vimos que segundo relato dos líderes adventistas a
Sra. White durante as visões era dotada de ―força fenomenal‖. Porém, nada disso acontecia com o profeta
Daniel. Vejamos:
―E eis que uma como semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então, passei a falar e disse
àquele que estava diante de mim: Meu senhor, por causa da visão me sobrevieram dores, e não me ficou força
alguma. Como, pois, pode o servo do meu senhor falar com o meu senhor? Porque, quanto a mim, não me
resta já força alguma, nem fôlego ficou em mim‖ (Daniel 10.16,17).
Assim, à luz das investigações feitas, podemos concluir que as manifestações físicas nos levam a
reprovar a Sra. White como profetisa verdadeira.
Entretanto, os fenômenos físicos não são os únicos critérios que a Bíblia nos oferece para testar um
profeta. Temos ainda outros que nos são fornecidos pelos próprios livros adventistas. Vejamos: ―Uma das
provas indicadas por Deus para o reconhecimento do verdadeiro profeta, é o exato cumprimento de suas
palavras.62‖
―Os profetas têm sido os escolhidos porta-vozes de Deus, e por meio deles Ele tem dado a conhecer
coisas futuras. Daí não é senão natural que os homens observem com ansioso interesse para ver se tais predições
na verdade se vêm a cumprir. Um fracasso no cumprimento tornar-se-ia claramente um fator na aceitação ou
rejeição daquele que pretende ser profeta.63‖
Não é sem razão que as Escrituras nos alertam: ―Sabe que, quando esse profeta falar em nome do
Senhor, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse;
com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele‖ (Deuteronômio 18.22). A Palavra de Deus é infalível:
―Porque eu, o Senhor, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada [...]‖ (Ezequiel 12.25).
Vemos que o profeta é o porta-voz de Deus, e como tal, constitui-se no canal de comunicação para
prever eventos futuros. Essas predições, se de fato, são de Deus devem ser cumprir, caso contrário, Deus não
falou e o profeta é falso.
Sobre a senhora White e seu ensino sobre o Advento de Jesus temos a seguinte citação: ―É interessante
ler em relação com isto alguns dos primeiros documentos escritos por Ellen G. White. Ela sempre apresentava
o segundo advento como muito próximo, mesmo às portas.64‖

62
Idem, p. 250.
63
REBOK, Denton E. 1959, p. 65.
64
Idem, p. 71.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
20

Podemos aqui cita como exemplo a declaração feita em 1896, onde EGW afirma claramente que Cristo
poderia ter vindo antes dessa data:
―Se aqueles que professavam ter experiência nas coisas de Deus houvessem feito a obra que lhes era
indicada segundo a ordem do Senhor, o mundo inteiro haveria sido advertido antes disto, e o Senhor Jesus
teria vindo com poder e grande glória 65‖
Conforme já citamos, a Sra. White em 1856 emitiu uma declaração comprometedora ―ao fim de uma
reunião de obreiros, ou conferência, quando ela disse: ‗Há aqui alguns que estarão vivos para ver a vinda do
Senhor, e há alguns que serão pasto para os vermes. 66‖
Retrocedendo mais no tempo, até o ano de 1849, ela escreveu: ―Vi que o tempo de Jesus estar no
santíssimo estava quase terminando, e que o tempo não pode durar senão muito pouco mais. 67‖
Com o passar do tempo, e a evidente demora do retorno de Jesus, em anos posteriores, o povo lhe
perguntava alguma coisa relacionada com o verdadeiro sentido de suas primeiras declarações, foi então, quando
ela escreveu o seguinte:
―É verdade que o tempo tem-se prolongado mais do que esperávamos nos primeiros dias desta
mensagem. Nosso Senhor não apareceu tão depressa como esperávamos. Mas [...] cumpre lembrar que as
profecias e ameaças de Deus são igualmente condicionais.68‖
Em relação à declaração feita em 1856, onde há a ―profecia‖ de que haveria pessoas vivas naquela época
que contemplariam a vinda de Jesus. Muitas indagações têm surgido na mente dos adventistas, pois ao que
sabemos todos aqueles presentes à reunião de 1856, já morreram, as respostas da IASD são interessantes de
examinar: ―Só posso explicar essa predição não cumprida, dizendo que é uma profecia condicional [...] O
Senhor não fez como havia prometido.69‖
Notamos que tanto Ellen G. White quanto Eduard D. Rebok tentam explicar as predições não cumpridas,
dizendo que as mesmas são condicionais. Porém, vamos verificar outra citação:
―É verdade que algumas das predições de Deus não são condicionais. Por exemplo: A promessa de
Cristo voltar à Terra pela segunda vez para a salvação de seu povo é uma declaração do assentado desígnio
de Deus.70‖
―Mas, como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem
adiamento nem tardança.71‖
As comprovações acima demonstram que a afirmação de Deus: ―Porque eu, o Senhor, falarei, e a
palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada [...]‖ (Ezequiel 12.25) NÃO respaldam EGW como uma
profetisa verdadeira.
Vamos resumir em um quadro as afirmações acima transcritas e suas contradições:

AFIRMAÇÃO CONTRADIÇÃO
―Só posso explicar essa predição não cumprida, ―É verdade que algumas das predições de Deus não

65
Idem, p. 72.
66
Idem, p. 70.
67
Idem, p. 72.
68
Idem, p. 72.
69
Idem, p. 70.
70
Idem, p. 71
71
O Desejado de Todas as Nações, p. 13.

As Contradições do Adventismo
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dizendo que é uma profecia condicional [...] O são condicionais. Por exemplo: A promessa de
Senhor não fez como havia prometido.72‖ Cristo voltar à Terra pela segunda vez para a
―É verdade que o tempo tem-se prolongado mais do salvação de seu povo é uma declaração do
que esperávamos nos primeiros dias desta assentado desígnio de Deus. 74‖ ―Mas, como as
mensagem. Nosso Senhor não apareceu tão estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os
depressa como esperávamos. Mas [...] cumpre desígnios de Deus não conhecem adiamento nem
lembrar que as profecias e ameaças de Deus são tardança.75‖
igualmente condicionais.73‖ [...] ―Porque eu, o Senhor, falarei, e a palavra que eu
falar se cumprirá e não será retardada [...]‖
(Ezequiel 12.25)

(2) A crença adventista no dom profético de Ellen G. White

Já mostramos no item anterior que as manifestações físicas de EGW no momento do uso do dom
profético não são as mesmas do profeta Daniel. Além disso, as ―previsões‖ a respeito da Volta de Jesus como
um acontecimento iminente não se cumpriram.
Agora, as provas da harmonia com as Escrituras devem ser cruciais, porque é a Palavra de Deus quem
demonstra se um profeta é verdadeiro ou não. Conforme Salomão precisamos: ―conferir uma coisa com a outra‖
(Eclesiastes 7.27) para chegarmos a uma conclusão lógica e bíblica.
Os adventistas do Sétimo Dia revelam abertamente sua crença no dom profético de EGW. Eles divulgam
aos quatro ventos a inspiração divina de EGW: ―Nós cremos que Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo e
que seus escritos, um produto dessa inspiração, são aplicáveis e autoritativos, especialmente aos Adventistas do
Sétimo Dia76‖.
EGW apresentou os seus escritos como sendo ―uma luz menor‖ que ilumina ―a luz maior‖ (A Bíblia).
Ela ensinou que os colportores devem: ―Vender livros que promovam a luz [...]‖, e em seguida exortou:
―Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz
maior.77‖
De acordo com Cabral78, as seitas ―têm outras fontes doutrinárias além da Bíblia‖. Ele afirma que os
membros das seitas: ―Creem apenas em partes da Bíblia. Admitem e aceitam como ‗inspirados‘ escritos de seus
fundadores ou de pessoas que repartem com eles boa dose daquilo em que creem. Algumas chegam a
desacreditar da Bíblia, da qual fazem muitas restrições.‖
Geralmente, os apologistas evangélicos definem seita como um corpo religioso que tem seus ensinos
baseados na autoridade de um líder religioso (profeta ou profetisa) que tem seus escritos ou revelações como
tendo igual valor ou superior às Escrituras Sagradas, mas que seus ensinos acham-se em desarmonia com os
ensinos bíblicos. Logo, aqui, o problema crucial diz respeito à fonte de autoridade ―tendo valor igual ou

72
REBOK, Denton E. 1959, p. 70.
73
Idem, p. 71.
74
Idem, p. 71.
75
O Desejado de Todas as Nações, p. 13.
76
Disponível em: <http://www.centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-sobre-ellen-g-white/a-inspiracao-e-autoridade-dos-
escritos-de-egw/> Acesso em: 14 de março de 2019
77
Testemunhos Seletos, p. 102, vol. 2.
78
CABRAL, J. Religiões, Seitas e Heresias, p. 18.

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superior‖ à Palavra de Deus. Ora, a IASD é, muitas vezes, rechaçada como seita porque adota os escritos de
EGW como fonte de ensino e orientação. Ela é, segundo seus líderes, a ―mensageira do Senhor‖ para a Igreja
―remanescente‖.
White afirma que ―nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus profetas e apóstolos.
Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito.79‖ Entenda-se a expressão: ―por meio
dos testemunhos do Seu Espírito‖ como se referindo aos escritos de EGW, à luz de todas as evidências até
aqui apresentadas.
Sem dúvida nenhuma, os escritos de EGW são a pedra de toque do adventismo do sétimo dia. Sem eles,
toda a estrutura da IASD rui como um castelo de cartas. Seus membros não conseguem seguir apenas a Bíblia
como regra de fé e prática. Não conseguem avançar na vida cristã sem os ―escritos da serva do Senhor‖.
Observem o testemunho de um irmão adventista do sétimo dia:
―Deus tem me conduzido à aceitação de tudo o que Ele inspirou e revelou. Acredito ainda que ser
adventista sem aceitar a autoridade profética de EGW em questões como adoração, alimentação, conduta
pessoal ou qualquer área da vida cristã é não ser autenticamente adventista. Melhor seria adotar outra
confissão cristã. Sei que se trata de uma decisão particular. Porém há um efeito dominó: quem rejeita os
escritos de EGW, logo passará a descrer de outros aspectos da fé adventista (o juízo pré-advento se iniciando
em 1844, o sábado, a reforma de saúde, etc.). Até que ponto seria possível ser adventista sem crer nessas
coisas?80‖
As citações transcritas acima confirmam fartamente que EGW é considerada profetisa do adventismo do
sétimo dia. Seus escritos foram usados e são usados até hoje pelos líderes da IASD como fonte de autoridade
profética. Mesmo negando as provas de que seus escritos são considerados como ―inspirados por Deus‖ vemos
que tudo nos leva a crer que se trata uma flagrante contradição do adventismo.
Vejamos:
―Cremos que: [...] Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa
inspiração, têm aplicação para os adventistas do sétimo dia [...] Negamos que: a qualidade ou grau de
inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas.81‖
Os líderes adventistas ainda asseveram o seguinte: ―Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o
pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a revelação – Velho Testamento; Novo
Testamento e o Espírito de Profecia.82‖
―[...] é obvio que se Ellen White foi uma profetisa verdadeira, como cremos que ela realmente foi,
qualquer tentativa consciente de minar a confiança em suas mensagens proféticas é uma reprovação
direta a Deus que a enviou para ser uma voz profética em nosso meio. 83‖
Vejamos outra citação adventista:
―Nada existe nos escritos de Ellen White que autorizassem a conclusão de que ela possuía um ‗grau
de revelação‘ inferior ao de qualquer outro profeta. Em sua introdução ao Conflito dos Séculos, ela
escreveu: ‗Mediante a iluminação do Espírito Santo [...]‘ ‗À medida que o Espírito de Deus me ia revelando à

79
Testemunhos Seletos, p. 255, vol. 2.
80
Disponível em: <http://questaodeconfianca.blogspot.com/2012/11/5-razoes-para-rejeitar-os-escritos-de.html> Acesso em
12 maio 2019
81
Revista Adventista, fevereiro de 1984, p. 37 – Artigo: Inspiração e Autoridade dos Escritos de Ellen G. White.
82
A Sacudira e os 144.000, p. 117 apud FONSECA, 2001, p. 21.
83
Revista Adventista, Dezembro de 1999, p. 40.

As Contradições do Adventismo
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mente as grandes verdades de Sua Palavra‘ [...] Aqui estão asserções tão amplas e inequívocas como qualquer
uma encontrada na Bíblia. É indubitável que Ellen White cria que sua obra abrangia a obra de um profeta
genuíno.84‖
―Acreditamos que o Espírito de Profecia é o único intérprete infalível dos princípios bíblicos. 85‖
Esta declaração vinda de um dos dirigentes adventistas revela que o trabalho de E.G.W., composto,
aproximadamente de 25 milhões de palavras, serve como o único e infalível intérprete das Escrituras.
Gonzalez86 afirma que: ―[...] escrever sobre esta frágil e extraordinária mulher é difícil, sua obra é espantosa,
são mais de 25 milhões de palavras.‖ Estas afirmações são sérias porque segundo a IASD os escritos da senhora
White são tão autoritativos quanto os escritos dos profetas bíblicos. Em conformidade com Hebreus 1.1 Deus,
nosso Pai, nos ―fala nestes últimos dias‖ por meio de Seu Filho Jesus Cristo, porém, para os adeptos da Igreja
Adventista, Deus fala hoje através de Ellen G. White.
Observemos, atentamente, a seguinte citação:
―Embora os profetas da antiguidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível
estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de
profecia. Estes livros inspirados, tais como ―O Desejado de Todas as Nações‖, ―O Conflito dos Séculos‖ e
―Patriarcas e Profetas‖, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos
depender completamente.87‖
Nas expressões acima grifadas, os líderes adventistas afirmam com veemência a ―inspiração‖ dos
escritos da senhora White. ―Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia”. Assim sendo, os adeptos
da IASD são totalmente dependentes dos escritos da sua profetisa. Não há como negar este ensino!
Convém, neste ponto, rever as palavras de White em Testemunhos Seletos 2, p. 125, que diz: ―Pouca
atenção tem sido dada à Bíblia, e o Senhor nos deu uma luz menor, para guiar os homens e mulheres a uma
luz maior‖. Eis aqui uma contradição da IASD! Por quê? Porque a própria senhora White disse que:
―A Bíblia é o grande compêndio para os alunos das nossas escolas. Ela ensina a inteira vontade de
Deus para com os filhos e filhas de Adão. É a regra de vida, ensina-nos o caráter que precisamos formar para a
vida futura. Não carecemos da pálida luz da verdade para tornar compreensíveis as Escrituras.
Semelhantemente poderíamos supor que o Sol do meio-dia necessitasse da singela contribuição da Terra
para aumentar-lhe o brilho.88‖
A questão crucial aqui é: Será que precisamos de uma luz menor, quando já temos à nossa
disposição uma luz maior?
Diante das afirmações acima transcritas, temos que fazer agora uma indagação importante: Será que
EGW se considerava, de fato, como uma profetisa de Deus?
―Ellen White jamais assumiu o título de profetisa, mas não se opunha a que os outros assim a
identificassem. Ela explicou: Cedo em minha juventude foi-me perguntado muitas vezes: É você uma

84
OLSON, Robert W. 101 Perguntas sobre o Santuário e Ellen G. White, pp. 47,48.
85
IRWIN, George A (Foi presidente Geral da IASD entre os anos de 1899 e 1901). The Mark of the Beast. Folheto.
Washington, RHPA.
86
GONZALEZ, Lourenço. Assim Diz o Senhor, p. 357.
87
Orientação Profética no Movimento Adventista; Associação Ministerial da Divisão Sul-Americana; Publicações de E. G.
White, 1965, p. 45, apud FONSECA, 2001, p. 22.
88
Testemunhos Seletos, p. 167, vol. 3.

As Contradições do Adventismo
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profetisa? Sempre tenho respondido: Sou a mensageira do Senhor. Sei que muitos me têm chamado de
profetisa, mas jamais reivindiquei esse título. 89‖
Avocando para si o título de ―mensageira do Senhor‖ a senhora White foi muita além do simples ato de
profetizar. Se ela, de fato, é a ―mensageira do Senhor‖, então, ela é a ―porta-voz de Deus‖. E isso inclui o
―profetizar‖. EGW afirma que: ―Não é só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou os que alimentam
dúvidas em relação a eles que estão pisando em terreno perigoso. Desprezar a luz é rejeitá-la.90‖ ―As
instruções que tenho dado pela pena e de viva voz são uma expressão da luz que Deus Se dignou conceder-
me.91‖ Em outra ocasião, ela disse: "Não obstante, quando vos mando um testemunho de advertência e
reprovação muitos de vós declarais ser simplesmente a opinião da irmã White. Tendes assim insultado o
Espírito de Deus. Sabeis como o Senhor Se tem manifestado por meio do Espírito de Profecia.92‖
Vejamos como a IASD se posiciona em relação aos escritos da senhora White: ―Embora os profetas da
antiguidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível estão suficientemente
representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros
inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são
certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente.93‖
A IASD não se baseia ao princípio que norteou a Reforma Protestante do século XVI: ―Sola Scriptura‖
(―Só a Escritura‖). Somente a Escritura deve ser a base doutrinária autoritativa da Igreja de Cristo. Ela deve ter
a primazia sobre qualquer outra fonte de ensino.
Queremos concluir este capítulo com um sábio conselho dado por Denton E. Rebok, escritor e líder
adventista do sétimo dia:
―Os adventistas devem deter-se a fim de avaliar o dom de Deus na Igreja remanescente, e aplicar as
provas bíblicas. De que maneira resiste à obra de Ellen G. White à prova do tempo? [...] Estas perguntas são
razoáveis e lógicas, e merecem uma resposta sincera e imparcial.94‖
Mesmo não sendo adventistas, vamos seguir a recomendação acima transcrita. Analisaremos algumas
―previsões‖ da profetisa do adventismo do sétimo e veremos se elas se mantém firmes diante da passagem do
tempo.

(3) As Profecias da Senhora White

Sabemos que todo falso profeta ensina falsidades (como se fossem verdades) em nome de Deus. A
Palavra de Deus os condena severamente porque profetizam mentiras em nome do Senhor (Jeremias 23.25).
A Palavra de Deus apresenta um teste para aquele que se apresenta como ―profeta‖. Suas palavras
devem se cumprir (Deuteronômio 18.20-22). Além disso, devemos investigar se o seu ensino está em harmonia
com as Escrituras, pois mesmo ocorrendo ―milagres‖ e ―prodígios‖ não podemos concluir, precipitadamente,
que se trata de um profeta verdadeiro (Deuteronômio 13.1-5).

89
Nisto Cremos, p. 301.
90
Testemunhos para a Igreja, p. 680, vol. 5.
91
Op. Cit., p. 691, vol. 5.
92
Mensagens Escolhidas, p. 13, vol. 1.
93
Orientação Profética No Movimento Adventista, p. 45.
94
REBOK, Denton E. 1959, p. 34.

As Contradições do Adventismo
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Jesus alertou sobre o perigo dos falsos profetas, dizendo: ―Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam
disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens‖ (Mateus 7.15 – NTLH). Em seu sermão
escatológico, Ele disse: ―levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos‖ e ainda: ―porque surgirão
falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios
eleitos‖ (Mateus 24.11,24).Logo, devemos ter cautela diante de alguém que avoca para si o título de ―profeta‖
ou ―profetisa‖.
Os irmãos adventistas reconhecem que ―o dom profético‖ deve ser testado. Eles ensinam que: Uma vez
que a Bíblia adverte de que antes do retorno de Cristo apareceriam muitos falsos profetas, devemos investigar
cuidadosamente todas as reivindicações de manifestação do dom profético. Paulo assim se expressou: ―Não
desprezeis as profecias. Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal‖ (I Tess.
5:20-22; cf. I João 4:1).95‖
Já mostramos que a IASD considera a senhora Ellen G. White como ―a mensageira‖ e ―profetisa‖ do
Senhor. Mas, precisamos saber se, de fato, seus ensinos e profecias são verdadeiros. Assim sendo, vamos
examinar o que ela ensinou e o que ela vaticinou, tendo como base para esta aferição a infalível Palavra de
Deus.
Ellen G. White escreveu o seguinte:

(1) O Fechamento da Porta da Graça. ―Por algum tempo depois da decepção de 1844, mantive,
juntamente com o corpo do advento, que a porta da graça estava para sempre fechada para o mundo.96‖
Como podemos admitir que ―a porta da graça estava para sempre fechada para o mundo‖ se o Evangelho
continua sendo pregado e a Volta de Jesus ainda não aconteceu? (Isaías 55.7; II Coríntios 6.2; Tito 2.11-13).
Somente os ―adventistas‖ aceitam esse ensino vindo da senhora White.
Convém relembrar aqui as próprias palavras dos adventistas sobre a veracidade e o cumprimento das
profecias vindas de Deus: ―Embora as profecias possam representar uma parcela relativamente pequena da
mensagem profética, a sua exatidão deve ser demonstrada.97‖ Isso acontece com as profecias da senhora
White?

(2) A Guerra entre Inglaterra e Estados Unidos. ―Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as
nações terão interesses próprios a atender, haverá guerra e confusão totais.98‖
Observem que EGW emite claramente uma profecia. O verbo está no futuro: ―HAVERÁ guerra‖. Essa
suposta guerra que seria declarada pela Inglaterra contra os Estados Unidos nunca aconteceu.99 A profecia
mostrou-se falsa!

95
Nisto Cremos, p. 299.
96
Mensagens Escolhidas, p. 38, vol. 3.
97
Nisto Cremos, p. 300.
98
Testemunhos para a Igreja, p. 269, vol. 1.
99
Idem, p. 269.

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(3) O Dia e a Hora da Volta de Jesus.

EGW afirma o seguinte: ―Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos
anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e
entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora,
verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu
com Moisés, na descida do monte Sinai. 100‖
O ponto chave aqui é que EGW declara ter ouvido a voz de Deus anunciando-lhe ―o dia e a hora‖ da
volta de Jesus. Isso, provavelmente, é muito mais do que uma intuição o pressentimento, é sim, uma
―revelação‖ dada diretamente por Deus (pois, sabemos que ―revelação‖ é a própria voz de Deus falando com o
profeta).
Um dos testes sugeridos pelos adventistas do sétimo dia para testar o dom profético é o seguinte:
―porventura harmoniza-se a mensagem [do profeta] com a Bíblia?101‖ Assim sendo, perguntamos o seguinte: O
fato de EGW ter recebido de Deus a ―revelação‖ do ―dia e hora‖ da vinda de Jesus está em harmonia com a
Bíblia? O que dizer dos textos bíblicos que ensinam que ―daquele dia e hora ninguém sabe‖? (Mateus
24.36,42,44,50; 25.13 cf. Atos 1.7).
A senhora White contrariando as Escrituras vaticinou que ficou sabendo diretamente de Deus ―o dia e a
hora da volta de Jesus‖. A IADS ensina o seguinte dos falsos profetas que entram em contradição com a Palavra
de Deus:
―À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva‖ (Isa. 8:20). Esse texto
implica que a mensagem de qualquer profeta deve estar de acordo com a lei e o testemunho de Deus,
manifestados ao longo de toda a Bíblia. Um profeta posterior jamais deverá contradizer um profeta anterior.
O Santo Espírito jamais contradiz o Seu próprio testemunho anteriormente concedido, pois em Deus ―não
pode existir variação ou sombra de mudança‖ (Tia. 1:17).102‖
A senhora White nos informa que o fanatismo era comum no começo do movimento adventista103, logo,
ela não foi a única a ficar ―sabendo‖ da data da volta de Jesus. Ela confessa que em ―diferentes ocasiões foram
marcadas para a vinda do Senhor, e insistia-se a tal respeito com os irmãos.104‖ Tais predições,
logicamente, não foram frutos de revelações escriturísticas, mas sim de fanatismo cego.
Todavia, entre a afirmação de EGW, de seus irmãos adventistas e a Bíblia, conforme já mostramos, há
uma flagrante contradição: ―Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o
Filho, senão o Pai‖ (Mateus 24.36). Estando com os seus discípulos, Jesus disse: ―Não vos compete conhecer
tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade‖ (Atos 1.7). Quando lemos o livro de
Apocalipse 14.14-16 observamos que o evangelista João teve a revelação da volta de Jesus. Porém, nada lhe foi
revelado quando ―ao dia e a hora‖ desse evento.
Será que a Sra. White tinha maior privilégio que Jesus, ou os anjos, ou os apóstolos ou João?

100
Vida e Ensinos, p. 58.
101
Nisto Cremos, p. 299.
102
Idem, p. 300.
103
Vida e Ensinos, pp. 72,73.
104
Idem, p. 77.

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Se, de fato, Ellen G. White ouviu a voz de Deus e ficou sabendo ―o dia e a hora da volta de Jesus‖,
então, será que ela tem mais prerrogativas do que o próprio Filho de Deus? Porém, a Bíblia declara sobre o
tempo da vinda de Jesus que ―daquele dia e hora ninguém sabe‖.
Vendo-se em dificuldades para explicar essa visão sobre ―o dia e a hora da Vinda de Jesus‖, a profetisa
White disse:
―Não tenho o mais leve conhecimento quanto ao tempo anunciado pela voz de Deus. Ouvi a hora
proclamada, mas não tinha lembrança alguma daquela hora depois que saí da visão.105‖
Que bela desculpa!

EGW afirma que um anjo revelou para ela o seguinte:

(4) ―Foi-me mostrado o grupo presente à assembleia. Disse o anjo: ‗Alguns se tornarão alimento para os
vermes, outros, sujeitos às sete últimas pragas; alguns viverão e estarão sobre a Terra para serem
trasladados na vinda de Jesus.106‘‖
Essa profecia é muito confusa. Foi vaticinada em uma reunião em Michigan, no ano de 1856. Já se
passaram 163 (estamos em 2019). A questão é a seguinte: Quem ainda (que estava presente naquela reunião)
está vivo atualmente, e aguardando o advento de Cristo, conforme foi revelado para a senhora White através do
―anjo‖?
Ora, se realmente a IASD fosse a única igreja verdadeira e detentora do ―espírito de profecia‖ através da
senhora EGW, jamais poderia divulgar falsas profecias. Porém, conforme mostramos, as supostas predições da
senhora White não se cumpriram, logo, a IASD não pode ser, como apregoa, a igreja verdadeira.
―[...] não é a igreja verdadeira que proclama ser – não só porque as suas profecias não se cumpriram,
mas porque os seus adeptos colocaram a autoridade da Sra. White em pé de igualdade com a própria Bíblia.
Isso é característica de uma seita.107‖

(5) Os 144.000 selados. Vamos analisar a seguinte declaração:

―Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: ‗Deus, Nova
Jerusalém.108‖

Notamos que há uma contradição entre a ―revelação‖ de EGW e o texto de Apocalipse. Observemos:
―Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte
escrito o seu nome e o nome de seu Pai‖ (Apocalipse 14.1). Afinal, o que está escrito na testa ou fronte dos
144 mil? É claro que preferimos aceitar aquilo que a Bíblia afirma. Somente ela é a infalível Palavra de Deus.
Vamos ver outra citação da Sra. White acerca dos 144.000 selados:
―Enquanto Satanás instava com suas acusações, santos anjos, invisíveis, passavam para cá e para lá,
colocando sobre eles o selo do Deus Vivo.109‖

105
Mensagens Escolhidas, p. 48, vol. 3.
106
Testemunhos para a Igreja, p. 138, vol. 1.
107
FONSECA, Antonio. 2001, p. 18.
108
Vida e Ensinos, p. 59.

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De acordo com EGW os 144 mil receberam ―o selo do Deus Vivo‖. Porém, o livro de Apocalipse 7.2
revela claramente que João viu ―outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo‖. Como
podemos harmonizar as afirmações? Quem está certa: A Sra. White ou a Bíblia?

(6) A Santa Cidade. Por volta de três anos depois da primeira visão, a senhora White escreveu que:

―Em uma reunião realizada no sábado, 3 de Abril de 1847, em casa do irmão Stockbridge Howland
[...]Vi um anjo voando rapidamente em direção a mim. Celeremente me levou da Terra à santa cidade. Ali vi
um templo, em que entrei. 110‖
Verificamos também nesse relato outra flagrante contradição com a Bíblia, pois João, de fato foi levado
a contemplar a cidade santa, como está escrito:
―Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo,
dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; 10e me transportou, em espírito, até a uma grande e
elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus [...] Nela, não
vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro‖ (Apocalipse
21.9,10,22).
João, o profeta de Deus, não viu templo na cidade santa, porém, Ellen White viu templo e até entrou
nele. Que privilégio! Parece que EGW precisa atentar para o que o apóstolo Paulo ensinou: ―Irmãos [...] para
que em nós aprendais a não ir além do que está escrito‖ (I Coríntios 4.6).
Observamos que quando comparamos os escritos de EGW com a Bíblia há algumas desarmonias, pois
um não concorda com o outro. Assim sendo, é importante relembrar uma explicação feita por um dos líderes da
IASD:
―A Bíblia, e a Bíblia unicamente [...] O princípio protestante, e a Bíblia e a Bíblia tão somente, é em si
mesmo bom e verdadeiro; e firmamo-nos nele.111‖.
―Todo profeta verdadeiro estará de acordo com a Lei de Deus e o testemunho de todos os outros profetas
verdadeiros.112‖
Conscientes das necessidades dessa harmonia entre os profetas, perguntamos: Terá sido assim com a
Sra. White? Estão seus escritos em harmonia com a Palavra de Deus?
Precisamos ainda analisar alguns exemplos de provas internas de inspiração ou seja, a comparação de
escrito com escrito para comprovar se o que foi registrado numa época não está desmentido em outra época
posterior. Se encontrarmos contradições, não podemos atribuir esses escritos ao Espírito Santo, pois não é assim
que Deus revela a Sua Palavra.

Vejamos as seguintes citações comparadas:

109
WHITE, Ellen G. The Review And Herald, pp. 8,9,23 de janeiro de 1908 apud Meditações Matinais, p. 211, edição de 1977
110
Vida e Ensinos, p. 91.
111
SMITH, Urias. The Review and Herald, 13 de janeiro de 1863.
112
Idem

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AFIRMAÇÃO CONTRADIÇÃO
―Quem pode suportar o pensamento de ser omitido ―Enquanto Satanás instava com suas acusações, santos
quando o anjo se puser a selar os servos de Deus em anjos, invisíveis, passavam para cá e para lá,
suas frontes?113‖ colocando sobre eles o selo do Deus Vivo.114‖

Afinal de contas, é UM ANJO ou vários ANJOS que coloca (m) o selo do Deus Vivo?
Uma admoestação que deve ser ponderada com a máxima consideração pelos atuais líderes da igreja é a
explanação feita por G. I. Butler, iminente dirigente adventista: ―Caso a Bíblia mostrasse que as visões não
estão em harmonia com ela, a Bíblia subsistiria , e as visões seriam renunciadas. 115‖
Alguns adventistas poderão argumentar que esta questão das profecias não cumpridas é irrelevante, mas
não é bem assim, uma vez que as palavras ―proféticas‖ são muitas vezes atribuídas ao ―anjo assistente 116‖.
Vejamos as seguintes citações e comparemos uma com a outra:

―Que dizer da declaração de Ellen G. White, feita em Foi-me mostrado o grupo presente à assembleia.
1856, ao fim de uma reunião de obreiros, ou Disse o anjo: ‗Alguns se tornarão alimento para os
conferência, quando ela disse: ‗Há aqui alguns que vermes, outros, sujeitos às sete últimas pragas;
estarão vivos para ver a vinda do Senhor, e há alguns alguns viverão e estarão sobre a Terra para serem
que serão pasto para os vermes117‖ trasladados na vinda de Jesus.118‘‖

Até com uma leitura superficial notamos as omissões do autor do livro que defende Ellen G. White.
Propositalmente, ele omite as seguintes frases (que acima se acham em destaque):
(1) ―Foi-me mostrado...‖
(2) ―Disse o anjo...‖
(3) ―sujeitos às sete últimas pragas...‖
O problema é maior do que a IASD deseja que o leigo pense, pois como notamos a informação da vinda
de Jesus a EGW lhe ―foi mostrada‖ não como sendo ela falando, mas ―O ANJO‖. Assim sendo, quem
transmitiu uma falsa profecia foi o ANJO DO CÉU. Como é que pode?
Observamos que nas palavras do livro citado acima, onde o autor defende EGW, dá a entender que foi a
Sra. White quem falou.
Sabemos que neste caso, não foi Deus quem falou, nem o anjo diria tamanha mentira. Não precisamos
ter um profundo conhecimento bíblico para sabermos que quando EGW usou a frase: ―disse o anjo‖, empregou
uma inverdade, o que é uma das características dos falsos profetas (Jeremias 14.14).

113
WHITE, Ellen G. The Review and Herald, 29 de maio de 1889 apud White, Ellen G. apud Meditações Matinais de 1977, p.
209.
114
WHITE, Ellen G. The Review and Herald, pp. 8,9,23 de janeiro de 1908 apud Meditações Matinais de 1977, p. 211).
115
REBOK, Denton E. 1959, p. 135.
116
Quando Ellen G. White emprega a frase: “Disse o anjo...” Ela mesma disse: “As palavras [...] que me foram ditas pelo anjo,
as quais eu sempre ponho entre aspas” – The Review and Herald de 8 de outubro de 1867 apud The Testimony of Jesus de F. W.
Wilcox, p. 87.
117
REBOK, Denton E. 1959, p. 70.
118
Testemunhos para a Igreja, p. 132, vol. 1.

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Pensemos um pouco naqueles irmãos que receberam ―a profecia‖ sobre a volta de Jesus. Com certeza
ficaram abalados espiritual e emocionalmente quando ficaram sabendo que ―um anjo‖ revelou a salvação de
alguns e a perdição de outros que se encontravam naquela reunião.
A teologia do medo tem sido o expediente de muitas falsas religiões e seitas heréticas que à semelhança
da Igreja Católica amedrontam seus membros com o ―inferno de fogo‖, por exemplo. O mesmo acontece com o
―espírito de profecia‖ que condena os ímpios ao tormento do juízo final. O medo religioso e não o amor genuíno
segura grande parte da membresia da IASD em suas fileiras porque vivem assombrados pela fantasia do ―juízo
investigativo‖. Mesmo assim, a liderança nega a grande influência exercida na vida dos seus seguidores por
parte da ―profetisa‖ do Adventismo, a senhora White. Desse modo, afirmam: ―Jamais consideramos Ellen G.
White na mesma categoria dos escritores do cânon das Escrituras.119‖ E mais: ―Minha salvação não depende dos
vinte e cinco milhões de palavras escritas por Ellen G. White. 120‖ Sabemos que estas afirmações contradizem as
já estudadas anteriormente. Por exemplo:
―Acreditamos que o Espírito de Profecia é o único intérprete infalível dos princípios bíblicos.121‖
―Cremos que: [...] Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa
inspiração, têm aplicação para os adventistas do sétimo dia [...] Negamos que: a qualidade ou grau de
inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas.122‖
[...] é óbvio que se Ellen White foi uma profetisa verdadeira, como cremos que ela realmente foi,
qualquer tentativa consciente de minar a confiança em suas mensagens proféticas é uma reprovação
direta a Deus que a enviou para ser uma voz profética em nosso meio. 123‖ 238
Vamos comparar as informações acima apresentadas e veremos, nitidamente, a incoerência adventista:

AFIRMAÇÃO CONTRADIÇÃO
―Jamais consideramos Ellen G. White na mesma ―Acreditamos que o Espírito de Profecia é o único
categoria dos escritores do cânon das intérprete infalível dos princípios bíblicos.‖
Escrituras. 124‖ (IRWIN, 1911).
―Os escritos de Ellen White não constituem um
substitutivo para a Bíblia. Não podem ser ―Cremos que: [...] Ellen White foi inspirada
colocados no mesmo nível [...] Os adventistas do pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto
sétimo dia apoiam plenamente o princípio da dessa inspiração, têm aplicação para os
Reforma, sola scriptura, a Bíblia como seu adventistas do sétimo dia [...] Negamos que: a
próprio intérprete e a Bíblia, sozinha, como qualidade ou grau de inspiração dos escritos de
base de todas as doutrinas. Os fundadores da Ellen White sejam diferentes dos encontrados
igreja desenvolveram suas crenças fundamentais nas Escrituras Sagradas.127‖
através do estudo da Bíblia; não receberam tais
doutrinas através das visões de Ellen White.125‖ ―[...] é óbvio que se Ellen White foi uma profetisa
verdadeira, como cremos que ela realmente foi,

119
Questões Sobre Doutrina, p. 135.
120
REBOK, Denton E. 1959, p. 238.
121
IRWIN, George A (Foi presidente Geral da IASD entre os anos de 1899 e 1901). The Mark of the Beast. Folheto.
Washington, RHPA, 1911.
122
Revista Adventista, fevereiro de 1984, p. 37 – Artigo: Inspiração e Autoridade dos Escritos de Ellen G. White.
123
Revista Adventista, p. 40, dezembro de 1999 – Artigo: Jesus, os Profetas e Nós, por Alberto R. Timm).
124
Questões Sobre Doutrina, p. 135.
125
Nisto Cremos, p. 305.

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―Em resposta aos crentes que consideravam seus qualquer tentativa consciente de minar a
escritos como uma adição à Bíblia, ela escreveu, confiança em suas mensagens proféticas é uma
dizendo: Tomei a preciosa Bíblia e circundei-a reprovação direta a Deus que a enviou para ser
com os vários Testemunhos Para a Igreja, uma voz profética em nosso meio.128‖
concedidos ao povo de Deus [...] Não estais
familiarizados com as Escrituras.126‖ ―O Senhor transmitiu-lhe conselho em assuntos
como saúde, educação, vida familiar, temperança,
evangelismo, ministério de publicações, dieta
adequada, obra médica e muitas outras áreas.129‖

―O Senhor concedeu uma luz menor para


conduzir homens e mulheres à luz maior.130‖

Perguntamos aos irmãos adventistas: Os escritos de EGW são ou não inspirados? Onde está a verdade?
Qual é a declaração oficial da IASD sobre EGW? Sabemos, que adventistas do sétimo dia são exortados a
aceitar os testemunhos da Sra. White como uma revelação da Palavra do próprio Deus. Opor-se aos
―testemunhos‖ da ―serva‖ de Deus é rebelião:
―Se procurarem desviar-se do conselho de Deus para seguir suas próprias opiniões; se solaparem a
confiança do povo de Deus nos testemunhos131 que Ele lhes enviou, estarão se rebelando contra o Senhor tão
certamente como Coré, Datã e Abirão [...] Nessas cartas que escrevo, nos testemunhos que apresento, coloco
diante das pessoas exatamente aquilo que o Senhor me apresentou. Não escrevo um artigo sequer, na
revista, expressando meras idéias minhas. Correspondem ao que Deus me revelou em visão —
ospreciosos raios de luz que brilham do trono.132‖
Observamos que tudo que EGW escreveu através de artigos e livros revela aquilo que Deus ―falo‖ para
ela. Ali se encontram as ―palavras de Deus‖ para os adventistas do sétimo dia.

Vamos comparar duas afirmações contraditórias dos líderes adventistas:

AFIRMAÇÃO CONTRADIÇÃO
―Como a mensageira do senhor, seus escritos são uma ―Negamos que: Os escritos de Ellen White sirvam
contínua e autorizada fonte de verdade e como autoridade e fundamento da fé cristã.134‖
proporcionam conforto, orientação, instrução e
correção à Igreja.133‖

127
Revista Adventista, fevereiro de 1984, p. 37 – Artigo: Inspiração e Autoridade dos Escritos de Ellen G. White.
126
Idem, p. 306
128
Revista Adventista, p. 40, dezembro de 1999 – Artigo: Jesus, os Profetas e Nós, por Alberto R. Timm.
129
Nisto Cremos, p. 304.
130
Idem, p. 306.
131
Os “testemunhos” nesse caso são os escritos “inspirados” da Sra. White
132
Testemunhos para a Igreja, pp. 66,67, vol. 5.
133
Nisto Cremos, p. 290.
134
Revista Adventista de fevereiro de 1984, p. 38.

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Vemos que os teólogos adventistas estão confusos. Não definiram se EGW tem autoridade doutrinária
ou não. Ora afirmam, ora negam a ―inspiração‖ divina de seus escritos. É muita confusão!
Jesus disse: ―Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens‖ (Mateus 15.9).
Ficamos estarrecidos ao constatar que as palavras de Cristo se cumprem na IASD. As amarras teológicas
engendradas pela Sra. White têm anuviado a visão espiritual dos seguidores de seus escritos, pois, estão
seguindo ―preceitos de homens‖. Infelizmente, muitos adventistas sinceros estão presos ao cativeiro
denominacional e pensam que estão seguindo à verdade.
Só que seguir mandamentos e tradições de homens e mulheres tem sido uma estratégia de muitas igrejas
que dizem ser evangélicas, mas não são. Quando alguém que está preso nesse emaranhado de doutrinas
humanas consegue se libertar é um verdadeiro milagre.
―Mas por que todo esse esforço e energia gastos na IASD para defender algo que se mostra falso desde
os seus fundamentos? Por que se empenhar em defender Ellen White quando muitos já provaram a falsidade de
suas pretensões? Creio que o livro ‗101 Perguntas sobre o santuário e Ellen White’, do escritor adventista
Robert W. Olson, responde a pergunta. Olson coloca a questão na seguinte perspectiva: ―Se Cristo não iniciou
um ministério que consistia no juízo investigativo no Céu em1844, e se Ellen White não foi a mensageira
escolhida por Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia perderia dois ensinos que a identificam como um
movimento profético, suscitado por Deus a fim de preparar o caminho para o segundo advento de
Cristo.” (Olson, p.6 – grifo nosso). Percebeu? É necessário defender Ellen White, pois sem ela a IASD desaba,
não possui legitimidade profética. A identidade e provável sobrevivência da IASD dependem dela. 135‖

VII. Ellen G. White e o Racismo

Em seu livro: ―Mensagens Escolhidas 2‖, no capítulo 42, cujo título é: ―Conselho Quanto ao
Casamento de Brancos com Negros‖ a senhora White desaconselha o casamento entre negros e brancos. Ela
afirma o seguinte:
―Mas há uma objeção ao casamento de brancos com negros. Todos devem considerar que não têm o
direito de trazer a sua prole aquilo que a coloca em desvantagem; não têm o direito de lhe dar como patrimônio
hereditário uma condição que os sujeitaria a uma vida de humilhação. Os filhos desses casamentos mistos
têm um sentimento de amargura para com os pais que lhes deram essa herança para toda a vida. Por essa
razão, caso não houvesse outras, não deveria haver casamentos entre brancos e negros. Manuscrito 7,
1896.136‖
Da citação acima transcrita, podemos ver nas partes grifadas que para a EGW:
(1) O casamento entre negros e brancos traz desvantagem aos seus descendentes;
(2) Os filhos gerados desse casamento inter-racial têm sentimento de amargura por toda a vida;
(3) Não deveria existir casamentos entre negros e brancos.
Acreditamos que os membros do adventismo (na sua grande maioria) desconhecem estas informações.
Que pena! Cabem aqui as palavras do profeta Jeremias: ―Ovelhas perdidas têm sido o meu povo, os seus
pastores as fizeram errar, para os montes as desviaram; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do

135
CRISTIANO, Paulo. Ellen White na Mira da Verdade..
136
Mensagens Escolhidas, p. 343,344, vol. 2.

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lugar do seu repouso‖ (Jeremias 50.6). Mais contundente ainda são as palavras de Isaías 3.12: ―Os opressores do
meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e
destroem o caminho das tuas veredas‖;
O problema do Adventismo com o preconceito racial no início do seu movimento é o mesmo caso do
Mormonismo. Como se sabe, os adeptos de Joseph Smith consideravam (assim como os adventistas) os negros
como ―raça inferior‖. Atualmente, tanto adventistas como mórmons negam que já consideraram as pessoas
negras como inferiores às brancas. Os mórmons foram além, dizendo que a cor negra é maldição. Vejamos, para
exemplificar, uma citação do livro de Mórmon:
―20 A palavra do Senhor, portanto foi cumprida quando me falou, dizendo: Se a deixarem de dar
ouvidos a tuas palavras, serão afastados da presença do Senhor. E eis que foram afastados de sua presença.
21 E ele fez cair a maldição sobre eles, sim, uma dolorosa maldição, por causa de sua iniquidade.
Pois eis que haviam endurecido o coração contra ele de tal modo que se tornaram como uma pedra; e como
eram brancos, notavelmente formosos e agradáveis, a fim de que não fossem atraentes para meu povo o
Senhor Deus fez com que sua pele se tornasse escura.
22 E assim diz o Senhor Deus: Eu farei com que sejam repugnantes a teu povo, a menos que se
arrependam de suas iniquidades. 137‖
Não precisamos nos deter muito neste ponto a fim de provar que, do ponto de vista de Deus, a cor da
pele é irrelevante, uma vez que Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10.34; Romanos 2.11; Efésios 6.9).
Um texto bíblico que deveria ser levado em consideração pelos adventistas é o de Tiago 2.9:
―Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores.‖
VIII. SATANÁS – O BODE EXPIATÓRIO

Talvez esta seja a mais aberrante doutrina pregada pelo adventismo: Ensinar que o bode emissário de
Levítico 16.22,26 representa Satanás. Esse ensinamento não tem base bíblica. ―O bode expiatório e sua função
aparecem descritos apenas em três versículos de Levítico 16 e, na passagem, não há referência a Satanás.138‖
Comentando sobre este ponto doutrinário Mather 139 mostra que: ―Talvez o que mais causa espanto na
comunidade protestante seja a teologia adventista acerca da interpretação do bode emissário, de Levítico 16.‖ O
autor prossegue explicando que segundo a crença adventista ―Jesus, como sumo sacerdote, irá confessar nossos
pecados sobre Satanás, o segundo bode, e o deixará perambulando sobre a terra durante o Milênio, pagando as
culpas pelos nossos pecados (bode emissário).140‖
A IASD, com base nas doutrinas ensinadas por EGW, tem uma interpretação sui generis do texto de
Levítico 16.5-10. Seus líderes ensinam que o bode emissário (ou bode para azazel) de Levítico 16.22 simboliza
Satanás e que todas as iniquidades dos homens serão carregadas pelo diabo. Assim, durante o milênio, Satanás,
levando sobre si a culpa dos pecados que fez o povo de Deus cometer, será confinado a esta terra desolada e
sem habitantes.
Vejamos o que disse a senhora White sobre este assunto:

137
Livro de Mórmon, II Néfi 5.20-22.
138
FILHO, Tácito da Gama Leite. 1991, p. 38.
139
MATHER, George A. 2000, p. 193.
140
Idem, p. 193.

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―Verificou-se também que, ao passo que a oferta pelo pecado apontava para Cristo como um sacrifício, e
o sumo sacerdote representava a Cristo como mediador, o bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado,
sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados. Quando o sumo sacerdote, por
virtude do sangue da oferta pela transgressão, removia do santuário os pecados, colocava-os sobre o bode
emissário. Quando Cristo, pelo mérito de Seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de Seu
povo, ao encerrar-se o Seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá encarar
a pena final. O bode emissário era enviado para uma terra não habitada, para nunca mais voltar à congregação
de Israel. Assim será Satanás para sempre banido da presença de Deus e de Seu povo, e eliminado da existência
na destruição final do pecado e dos pecadores.141‖
Ficamos pensando, diante das palavras acima transcritas, como os irmãos adventistas podem concordar
com um ensino esquisito e tão estranho às Escrituras! Será que não percebem as sérias implicações cristológicas
e teológicas decorrentes deste ensino?
Parece mentira, mas esta é a explicação adventista que interpreta o ―bode emissário‖ de Levítico 16
como símbolo de Satanás. Diante desta doutrina esdrúxula, um pesquisador honesto da Bíblia há de questionar
até onde este ensino pode ser considerado verdadeiro. Será que esta afirmação adventista resiste à exegese
escriturística? Se admitirmos que este ensino é verdadeiro, teremos que admitir que Satanás é corredentor do
povo de Deus, porque segundo os adventistas, os pecados do povo de Deus serão colocados sobre o diabo.
Logo, a expiação seria feita em parte por Cristo e em parte por Satanás. É claro que os adventistas negam que
seja assim. Porém, temos aqui um exemplo horrível do que pode acontecer quando uma seita baseia um ensino
sobre um simbolismo mal interpretado.
Explicando sobre ―tipo e antítipo‖ Zuck142 afirma o seguinte:
―O tipo contém traços de predição, de simbolismo. Ele antevê e chama a atenção para o antítipo. O tipo é
uma sombra (Cl 2.17) que indica outra realidade. Os tipos são uma forma de profecia. A profecia consiste numa
predição verbal, ao passo que a tipologia é a predição feita pela correspondência entre duas realidades — o tipo
e o antítipo.‖ Quando se trata do ―bode emissário‖, ele é o TIPO (símbolo) e Cristo é o ANTÍTIPO (realidade).
Só os adventistas que não conseguem ver isso!
Como assunto relevante devemos estudar tal ensino da IASD com seriedade e reflexão com o fim de
dirimir as dúvidas e concluir, se de fato Cristo colocará os pecados de Seu povo sobre o diabo.
De acordo com Martins143 ―essa é a doutrina mais herética dos Adventistas do Sétimo Dia; esse é o
aspecto principal pelo qual eles não podem ser considerados como cristãos‖. Todo erro doutrinário da IASD
está baseado numa intepretação errada do texto bíblico de Levítico 16.22,26. Afirmam que o ―bode expiatório‖
que era sacrificado simbolizava Cristo, mas o outro bode, chamado de ―bode emissário‖ que era enviado vivo
para o deserto tipificava Satanás.
Embora a IASD tente negar, essa doutrina esquisita e antibíblica traz em seu bojo a seguinte heresia:
Satanás levará sobre si os pecados dos servos de Deus e fará a expiação por eles, tornando-se, desse modo,
corredentor ao lado de Cristo. Vejamos o que dizem os líderes adventistas:

141
O Grande Conflito, p. 369.
142
ZUCK, Roy B. 1994, p. 201.
143
MARTINS, Jaziel Guerreiro. 2000, p. 67.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
35

―Quando Ele [Cristo] houver completado Sua obra de redenção e purificação do santuário celestial,
colocará os pecados de Seu povo sobre Satanás, o originador e instigador do mal. 144‖
De igual modo, White assevera que: ―Quando Cristo, pelo mérito de Seu próprio sangue, remover do
santuário celestial os pecados de Seu povo, ao encerrar-se o Seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás
[...]Como o sacerdote, ao remover do santuário os pecados, confessava-os sobre a cabeça do bode emissário,
semelhantemente Cristo porá todos esses pecados sobre Satanás [...] serão então postos sobre Satanás os
pecados do povo de Deus.145‖
Ellen White relata a seguinte visão:
―Satanás e seus anjos sofreram muito tempo. Satanás não somente arrostou o peso e castigo de seus
próprios pecados, mas também dos pecados da hoste dos remidos, os quais foram colocados sobre ele; e
também deve sofrer pela ruína de almas, por ele causada.146‖
Porém, não há nenhum texto bíblico afirmando que Cristo colocará, no futuro, os pecados do seu povo
sobre Satanás. Deus não irá trazer à tona tais pecados cometidos no passado porque Ele prometeu: ―[...]
APAGO AS TUAS TRANSGRESSÕES POR AMOR DE MIM, E DOS TEUS PECADOS NÃO ME
LEMBRO‖ ―Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem‖ (Isaías 43.25;
44.22). ―[...] Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais lembrarei dos seus pecados‖ (Jeremias
31.34). ―[...] lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar‖ (Miqueias 7.19). ―Porque serei
misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais‖.
(Hebreus 8.12 cf. 10.17; Atos 3.19; Romanos 4.17). Vemos que Deus APAGOU, NÃO SE LEMBRA MAIS,
PERDOOU E LANÇOU NO MAR, TODOS OS PECADOS DO SEU POVO, NÃO SE LEMBRA MAIS DOS
SEUS PECADOS. Além disso, as Escrituras mostram que quem carregou e expiou todos os nossos pecados foi
Jesus Cristo e não Satanás (João 1.29; I Pedro 2.24).
Halley147 comentando o texto de Levítico 16 explica que o: ―Bode emissário (v. 8) traduz-se do nome
hebraico Azazel, que se pensa ter sido um nome correspondente a Satanás.‖ Em seguida ele esclarece que:
―Depois de oferecido o bode sacrificial, o sumo sacerdote impunha as mãos sobre a cabeça do bode Azazel,
confessando sobre ele os pecados do povo e, em seguida, era levado para fora e o deixavam solto numa região
deserta, conduzindo, assim, para longe os pecados do povo. Esta cerimônia, como a do sacrifício anual do
cordeiro pascal era uma das prefigurações históricas, dadas por Deus, da futura expiação do pecado
humano pela morte de Cristo.148‖
Vemos que de acordo com Halley todo o cerimonialismo relacionado com o dia da expiação apontava
para Cristo. Sabemos que o dia de expiação anual (yom kippur) acontecia no 10° dia do 7° mês judaico (etanim
ou tisri) equivalente a 10 de outubro em nosso calendário. Era o dia sagrado mais importante do calendário
religioso dos hebreus. Halley explica que:
―Era o dia mais solene do ano: aquele em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, para fazer
expiação pelos pecados do povo. Os pecados removidos eram de um só ano, Hb 10:3, mas a cerimônia
apontava para a remoção eterna, no futuro, Zc 3:4, 8, 9; 13:1; Hb 10:14.149‖

144
Nisto Cremos, p. 473.
145
O Grande Conflito, pp. 421,485,658.
146
Primeiros Escritos, pp. 294,295.
147
HALLEY, Henry H. 1998, p. 130.
148
Idem, p. 130.
149
Idem, p. 130.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
36

Em relação à interpretação adventista, se de fato, Satanás carregará sobre si os pecados teremos, então,
que reconhecer que o sacrifício de Cristo na cruz foi incompleto e insuficiente. O que seria um absurdo!
Sabemos, porém que o correto entendimento bíblico nos leva à seguinte conclusão:
―[...] ambos os bodes representam duas fases da obra expiatória de Cristo: o bode imolado
representa a expiação dos pecados e o bode enviado representa a remoção completa dos pecados. Se esses
dois animais tivessem sido designados para simbolizar dois aspectos opostos entre si, certamente Deus não
incluiria animais da mesma espécie. Outro detalhe é que todos os animais utilizados nos rituais eram sem
defeito; como poderia Satanás ser representado por um animal sem mácula? 150‖
―Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação consumados por Cristo.
O bode que era sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de Cristo pelos pecadores, como remissão
pelos seus pecados (Rm 3.24-26; Hb 9.11,1224-26). O bode expiatório, conduzido para longe, levando os
pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem
(Sl 103.12; Is 53.6,11,12; Jo 1.29; Hb 9.26)‖151.

(1) O Significado do Bode Expiatório

A IASD ensina que: ―O exame cuidadoso de Levítico 16 revela que Azazel representa Satanás, e não
Cristo, conforme alguns têm imaginado.152‖ Além desse absurdo, os adventistas ensinam que como castigo os
nossos pecados serão lançados sobre Satanás e que, este castigo não é expiatório, mas sim punitivo. Porém, essa
interpretação errônea não influencia em nada o ensino bíblico. Sabemos que foi Cristo quem foi punido pelos
pecados de Seu povo, assim sendo, somente Ele poderia proporcionar a expiação (Isaías 53.5).
Os teólogos adventistas argumentam que o bode emissário, enviado ao deserto, não era imolado. E,
como a Bíblia ensina que: ―sem derramamento de sangue não há remissão dos pecados‖ (Hebreus 9.22) dizem
que o bode emissário [por não ser oferecido em sacrifício], não era usado para expiar pecados.153‖
Os adventistas esquecem que o texto de Levítico 16.21 quando se refere ao bode emissário afirma que:
―Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo E SOBRE ELE CONFESSARÁ AS
INIQUIDADES dos filhos de Israel E TODAS AS SUAS TRANSGRESSÕES, segundo TODOS OS SEUS
PECADOS; E OS PORÁ SOBRE A CABEÇA DO BODE e enviá-lo-á ao deserto‖. Se o bode emissário não
tinha a função de expiar os pecados, como ensinam os adventistas, então porque Arão CONFESSAVA sobre ele
as iniquidades dos israelitas? Por que a Bíblia ensina que Arão COLOCAVA os pecados do povo de Deus sobre
a cabeça do bode emissário, se ele não tinha a função de expiar tais pecados?
―A imposição das mãos sobre a cabeça de um animal é claramente explicada como a
TRANSFERÊNCIA SIMBÓLICA DOS PECADOS DO POVO ÀS VÍTIMAS ANIMAIS.154‖
―Ao colocar as mãos sobre a cabeça do bode expiatório e confessar os pecados da nação, o sumo
sacerdote transferia esses pecados, os quais ele normalmente levava sobre si, para o bode. Em seguida, o bode
levava, simbolicamente, os pecados do povo para o deserto. No Novo Testamento, a carta aos Hebreus (7.26,27;

150
MARTINS, 2000, p. 68.
151
STAMPS, Donald C. 1995, p. 210.
152
Nisto Cremos, p. 415.
153
Idem, p. 415.
154
Bíblia de Estudo Defesa da Fé, p. 202.

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Celso do Rozário Brasil Gonçalves
37

9.6—10.19) faz várias comparações entre o Dia da Expiação e a morte de Jesus. Ao ser entregue nas mãos de
gentios e morto fora dos muros de Jerusalém, Jesus foi – como o bode expiatório de outrora – levado para ―fora
do arraial155‖‖
Na concepção de Elwell156: ―A imposição de mãos (vv. 21; cf. 1.4; 3.2; 4.4) expressa a transferência
do pecado do culpado para o inocente, de modo que este último realmente se torna um ―portador dos
pecados" (v. 22; cf. Is 53.4, 6, 11-12).‖
Os ―eruditos‖ adventistas esquecem que o bode emissário levava a iniquidade do povo de Deus e era
enviado ao deserto PARA MORRER. O texto bíblico é muito claro. O bode emissário era enviado para o
deserto com o fim de FAZER A EXPIAÇÃO PELOS PECADOS DO POVO (Levítico 16.10). Cristo tanto
sofreu quanto foi punido por nossos pecados. Os dois bodes prefiguram a morte e o sofrimento de Cristo.
―Uma tradição na literatura judaica (Mishnah Yoma 6:6) confirma o fato de que o bode era levado a um
despenhadeiro e empurrado, PARA MORRER.157‖
O livro Nisto Cremos158 levanta a seguinte questão: ―Se Azazel representa Satanás, como podem as
Escrituras (Lev. 16:10) conectá-lo com a expiação?‖ Eis aí uma boa pergunta para os adventistas! Se a IASD
fosse guiada pela Palavra de Deus deixaria de lado suas ―doutrinas humanas‖ e passaria a fundamentar os seus
dogmas somente nas Escrituras. Mas, a ―eisegese‖ adventista transporta para dentro do texto bíblico as suas
ideias e ensinos e, desse modo vão ―além daquilo que está escrito‖ (I Coríntios 4.6).
No texto hebraico de Levítico 16.8 encontramos o vocábulo: (LA‘AZÅ‘ZEL) significando: ―para
remoção‖.
Strong159 registra a seguinte explicação para o termo ―azazel‖:
― ‫ ע‬àza‘zel
(1) remoção completa, bode emissário.
(1a) refere-se ao bode usado para o sacrifício pelos pecados do povo.
(1b) sentido duvidoso.
Observamos que na definição acima constam apenas dois significados específicos para ―azazel‖. O autor
ressalta que a palavra tem um ―sentido duvidoso‖. Além disso, ―quando combinado com 'ez, ―bode‖, a palavra
torna-se 'âzã'zêl, ―Azazel‖, ―o bode que se vai‖ ou o ―bode expiatório‖ de Levítico 16.160‖
Nas versões King James Atualizada161; A Bíblia de Jerusalém; Matos Soares e Reina Valera (1995)
encontramos no texto citado (Levítico 16.8) a palavra transliterada: ―azazel‖. Na versão dos LXX (Setenta ou
Septuaginta) encontramos o termo grego: ἀποποµπαίῳ (apopompaio) que significa ―o que é enviado para
fora‖. No Léxico de Brown Drever Brigss está escrito: ―remoção total‖. A Vulgata Latina traz o termo: ―capro
emissário‖.
Observamos que pelas traduções acima relacionadas não há qualquer indício que possa relacionar
―azazel‖ ou o ―bode emissário‖ com Satanás. A palavra tem um significado duvidoso ou mesmo desconhecido

155
MARRA, Cláudio Antônio Batista. 2009, p. 166.
156
ELWELL, Walter A.2009, p. 673.
157
Bíblia de Estudo Defesa da Fé, p. 202. Comentário de Levítico 16.22.
158
Nota 21 no rodapé da página 428.
159
STRONG, James. 2002, p. 828.
160
HARRIS, R Laird. 1998, p. 44.
161
Disponível em: < https://bibliaportugues.com/kja/leviticus/16.htm> Acesso em 27 de março de 2019

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
38

e, não podemos dogmatizar como fazem os adventistas que dizem significar um ―demônio‖. Davis162 explica
que ―azazel‖: ―Significa ‗demitido‘, ou ‗separado‘ [...] Não existe base segura para determinar a sua
significação a não ser a que se limita à etimologia, à exegese da passagem e ao ensino bíblico, em geral.
Numerosas têm sido as interpretações propostas.‖ Em seguida, Davis163 fornece os seguintes significados:
(1) Nome de um lugar solitário e deserto (Jônatas, Jerônimo).
(2) Nome de um bode, o bode emissário (Revisores judaicos da versão dos Setenta e da Vulgata).
(3) Nome abstrato: Remover para longe ou demitir (Bahr, Winer).
(4) Nome concreto e pessoal:
(a) Algum demônio do deserto (Stade);
(b) Um anjo caído que seduz os homens para o mal (Livro de Enoque 6.7; 8.1, et passim), mais tarde
identificado com Samuel;
(c) Um epíteto aplicado ao Diabo (Orígenes, Hengstenberg, Oehler; Kurtz, Keil e Milton,Paraiso
Perdido.
A própria liderança da IASD reconhece que o termo ―azazel‖ é obscuro e que não há um consenso entre
os eruditos sobre o seu significado. Assim sendo, não podemos dogmatizar e afirmar, como fazem os
adventistas, que azazel representa ―um demônio‖ ou o ―próprio Satanás‖. Observemos as seguintes explicações
dos líderes adventistas sobre a incerteza do termo ―azazel‖:
―A Etimologia da Palavra não é Clara. O vocábulo "Azazel" tem sido objeto de muita discussão e
conjectura através dos séculos. Numerosos eruditos admitem que ele é ‗uma expressão de excepcional
dificuldade‘ (Smith e Peloubet, A Dictionary of the Bible, p. 65); ‗a origem e o significado do bode 'para
Azazel' são deveras obscuros‘ (Jorge B. Stevens, The Christian Doctrine of Salvation, p. 11); ‗sua etimologia
não é clara‘ (T. W. Chambers, ‗Satanás no Antigo Testamento‘, Presbyterian and Reformed Review, v. 3, p.
26). Notemos o seguinte: ‗A [sua] etimologia, origem e significado são ainda assunto de conjectura. A
designação 'bode emissário' (isto é, o bode que se deixava escapar, expressão derivada de caper emissarius da
Vulgata), na AV [KJV], obscurece o fato de que o vocábulo Azazel é um nome próprio no original, sendo
particularmente o nome de um poderoso espírito ou demônio.‘ (A. R. S. Kennedy, Hastings Dictionary of the
Bible, p. 77).164‖
Reiteramos: Não há um consenso entre os estudiosos sobre o significado da palavra ―azazel‖. Nossos
irmãos da IASD deveriam atentar para este importante detalhe. Fica difícil estabelecer um ponto doutrinário
partindo de um termo obscuro ou duvidoso. Vamos Observar, atentamente, as seguintes explicações sobre o
termo em questão:
―‗ăzā‘zêl [...] ‗um bode de partida [...]‘ A tradição segundo a qual o bode emissário era o nome de
um demônio do deserto originar-se-ia muito tempo depois e estaria totalmente em desacordo com os
princípios da redenção ensinados na Torá. Portanto, é inteiramente errado imaginar que esse cabrito
representava o próprio Satanás, visto que nem o diabo nem seus demônios jamais são mencionados nas
Escrituras como desempenhando funções expiatórias em prol da humanidade – que é a implicação dessa
interpretação. Ao contrário, cada sacrifício de animais que a Lei de Moisés se refere simbolizava algum aspecto

162
DAVIS, John D. 1985, p. 64.
163
Idem, p. 64.
164
Questões Sobre Doutrina, p. 415.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
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da obra expiatória de Cristo [...] No caso do bode emissário, ele representa a remoção do pecado da
presença de Deus.165‖
―A palavra tem sido entendida e traduzida de diversas maneiras. As versões antigas (LXX, Símaco,
Teodócio e Vulgata) entenderam que a palavra indica o ―bode que se vai‖, considerando-a como derivada
de duas palavras hebraicas: 'êz, ―bode‖, e ‗ãzal, ―virar-se‖. Mediante associação com o árabe ‗azãla,
―banir‖, ―tirar‖, ela tem sido traduzida como ―para remoção total‖ (IDB, loc. cit.). A interpretação rabínica em
geral tem considerado que essa palavra designa o local aonde o bode era enviado: um deserto, um local
abandonado ou um ponto elevado de onde o animal era atirado (cf. Lv 16.22). Uma possibilidade final é
considerar o vocábulo como a designação de um ser pessoal de modo a contrapor-se à palavra ―SENHOR‖.
Nesse sentido Azazel poderia ser um espírito maligno (Enoque 8.1; 10.4; cf. 2 Cr 11.15; Is 34.14; Ap 18.2)
ou até mesmo o próprio demônio (KD, loc. cit.), numa posição de antítese ao Senhor. No entanto, as
referências de Enoque a Azazel como um demônio dependem, sem dúvida alguma, da interpretação que o
próprio autor desse livro faz de Levítico 16 e Gênesis 6.4. Alguns autores que aceitam Azazel, em Levítico
16, como uma referência ao demônio, também consideram que a passagem foi escrita num período bem
posterior. O verdadeiro uso e significado dessa palavra em Levítico 16 é, na melhor das hipóteses, incerto.
No entanto, seja qual for o significado exato, o fato relevante é a remoção dos pecados da nação mediante a
imposição deles sobre o bode. Nessa passagem parece que o pecado se hipostasia e é, portanto, facilmente
transferível para o bode. Aliás, os versículos 21 e 22 declaram que esse bode leva embora o pecado do povo.
Tal ritual ilustraria vividamente a ação de remover a profanação fisicamente do acampamento, levando-a para
um lugar ermo, onde já não contaminaria a nação. Pode-se ver um paralelo no bode expiatório no ritual de
purificação de um leproso curado. Dois pássaros eram escolhidos. Um deve ser sacrificado, e tanto o ex-leproso
quanto o pássaro vivo eram tocados com o seu sangue. Então o pássaro vivo era solto. Este pássaro levava
embora o mal, a lepra propriamente dita, para campo aberto, e o leproso era declarado limpo (Lv 14.1-9) [...]
Pode-se ver esta ideia de remoção da culpa em Salmos 103.12, em que se lê que Deus ―remove‖ (ARA,
―afasta‖) de nós as nossas transgressões. No NT João Batista identificou Jesus como o Cordeiro de Deus que
leva embora os pecados do mundo [...] Algumas palavras de Isaías 53 são perceptíveis aqui: ―como cordeiro foi
levado ao matadouro; e, como ovelha, muda perante os seus tosquiadores... quando ele der a sua alma como
oferta pelo pecado... levou sobre si o pecado de muitos‖ (v. 7, 10, 12). Mas nessa passagem joanina também se
percebe uma alusão ao bode expiatório. Esse fato é claramente visto nas palavras ―leva embora‖ (ARA, ―tira‖;
cf. 1 Jo 3.5). Em Cristo estão consumados todos os conceitos de expiação do AT. (Jo 1.29,36).166‖
O ponto que merece destaque da citação acima é ―a remoção dos pecados através do bode emissário‖.
Assim sendo, ele não pode simbolizar Satanás.
De acordo com Levítico 16.10, o bode emissário devia ser enviado para ou até (LA’AZÅ’ZEL). Ora, se
de fato, LA’AZÅ’ZEL é o próprio Satanás, como o ―bode emissário‖ (azazel) pode ser enviado para si mesmo?
Dizer que azazel é Satanás, pela construção gramatical hebraica, seria enviar ―Satanás para Satanás‖, pode?
Devemos ainda frisar que a palavra hebraica empregada para EXPIAÇÃO em Levítico 16.5,10 é:
(LEHATTA‘T) que indica mostra que o ato expiatório não era feito só por um, mas PELOS DOIS BODES. A
palavra hebraica feminina: (HATTA‘T) quer dizer: ―sacrifício‖, ―vítima expiatória‖; ―pecado‖,
―transgressão‖, ―culpa‖.
165
ARCHER, Gleason. 1997, p. 137.
166
HARRIS, R Laird. 1998, pp. 1099,1100.

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
40

A palavra ―Azazel‖ é simplesmente uma adaptação da palavra hebraica. As duas primeiras letras da
palavra significam ―bode‖, sobre o qual caia a sorte. O restante da palavra significa ―ir embora‖ ou ―partir‖, e
isso era exatamente o que o bode fazia. Assim, o bode era apresentado vivo ―para ir embora‖, também
interpretado como ―bode emissário‖.
Alguns estudiosos e teólogos acreditam que Azazel seja o chefe dos espíritos maus do deserto,
conhecido pelo nome de Satanás. Esse entendimento não é derivado da Bíblia, mas de livros apócrifos como o
de Enoque e Apocalipse de Abraão. Esses eruditos dizem que Levítico 16 sugere e esses livros apócrifos
confirmam. Perguntamos: Por que será que esses teólogos não se fundamentam apenas na Bíblia e somente na
Bíblia? Por que buscam base em livros apócrifos?
Devemos deixar uma coisa bem clara: Satanás será castigado pelos SEUS próprios pecados, este é o
ensino bíblico, porém, não encontramos nenhum texto afirmando que os pecados serão colocados sobre ele.
Archer 167 apresenta uma excelente explicação sobre a etimologia do termo ―azazel‖. Ele afirma :
―Outro problema textual de grandes consequências é a aparente referência a um misterioso "Azazel", ou
"bode emissário", em Levítico 16.8. Entre as prescrições para o Dia da Expiação, o sumo sacerdote deveria
lançar sortes entre os dois bodes escolhidos para o sacrifício. Assim lemos na ARA: "Lançará sortes sobre os
dois bodes: uma, para o SENHOR, e a outra, para o bode emissário (‗azā‘zēl) ". O TM indica um nome próprio,
que, à parte dessa menção, é inteiramente desconhecido, Azazel, que os rabinos da Idade Média explicavam ser
designação de um demônio peludo do deserto. Então Arão estaria lançando sortes por um demônio. Ora, não se
faz inclusão do culto ou adoração de demônios em parte alguma da Torá, e não pode existir a mínima
possibilidade de que tal culto surja aqui (e nos versículos seguintes do mesmo capítulo). A óbvia solução desse
enigma encontra-se na separação das duas partes da palavra ‗azā‘zēl, de modo que fique ‗ēz ‘āzêl, i.e. "o bode
da partida ou da demissão". Noutras palavras, como o versículo 10 deixa bem claro, esse segundo bode deve ser
conduzido para fora, ao deserto, para onde deverá encaminhar-se e, de modo simbólico, levar embora os
pecados de todo o Israel, retirando-os do acampamento do povo. É inquestionável que a LXX entendeu o
versículo e o nome "Azazel" dessa forma, ao apresentar a grafia tō apopompaiō ("para o que for enviado para
longe"). De forma semelhante, a Vulgata traz capro emissario ("para o bode que deve ser despedido"). Assim,
ao separarmos duas palavras que foram indevidamente fundidas numa só, no hebraico, passamos a ter um texto
que faz sentido perfeito no contexto, sem fazer concessão a demônios que não existem nas Escrituras. Noutras
palavras, "bode emissário" (KJV, NASB, NIV) é a verdadeira tradução a ser empregada, em vez de "para
Azazel" (ASV, RSV).‖
Ainda convém salientar a falta de honestidade doutrinária de EGW no emprego das palavras registradas
no texto sagrado. Vejamos um exemplo:

167
ARCHER, Gleason. 2001, p. 38.

As Contradições do Adventismo
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A BÍBLIA SAGRADA ELLEN G. WHITE

―E Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode ―Quando Cristo, pelo mérito de Seu próprio sangue,
vivo e sobre ele CONFESSARÁ todas as iniquidades remover do santuário celestial os pecados de Seu povo,
dos filhos de Israel e todas as suas transgressões, ao encerrar-se o Seu ministério, Ele os COLOCARÁ
segundo todos os seus pecados; e os porá sobre a sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá
cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de encarar a pena final. 168‖
um homem designado para isso‖ (Levítico 16.21)

Sabemos que há uma enorme diferença entre: ―CONFESSAR‖ E ―COLOCAR‖. No texto hebraico de
Levítico 16.21, o verbo ―confessar‖ é: (wəhiṯwaddāh). E indica a confissão de pecados.
Se na festa da expiação, um bode representa Cristo e outro Satanás, então perguntamos aos irmãos
adventistas o seguinte: As duas aves (uma era morta e outra solta) mencionadas em Levítico a quem
representam? Vejamos o texto bíblico:
―Disse o SENHOR a Moisés: Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao
sacerdote; este sairá fora do arraial e o examinará. Se a praga da lepra do leproso está curada, então, o sacerdote
ordenará que se tomem, para aquele que se houver de purificar, duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e
estofo carmesim, e hissopo. Mandará também o sacerdote que se imole uma ave num vaso de barro, sobre
águas correntes. Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue
da ave que foi imolada sobre as águas correntes. E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete
vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto (Levítico 14.1-7)‖.
Sem dúvida, o mesmo simbolismo dos dois bodes está presente na cerimônia de purificação da pessoa
curada de lepra. Por analogia e conforme as regras hermenêuticas sabemos que: As duas aves simbolizam a
duas fases de purificação dos pecados. A ave solta (à semelhança do bode emissário enviado para o deserto)
prefigura o ―afastamento‖ do pecado. Quem faz essa obra? Deus!
Wiersbe169 comenta de forma interessante o texto acima citado. Ele diz:
―Esse ritual incomum retrata para nós o que Cristo fez para salvar o mundo perdido. O lugar dos
pássaros não é em vasos de barro; seu lugar é no céu. Jesus veio do céu para tornar-se homem (Jo 3:13, 31;
6:38, 42). Assim, ele colocou-se num vaso de barro para que pudesse morrer por nossos pecados [...] Quando a
ave viva molhada de sangue era libertada, retratava a ressurreição do Senhor, pois a ressurreição de Cristo
é tão parte da mensagem do Evangelho quanto a sua morte (1 Co 15:1-4). Somente um Salvador vivo pode
livrar os pecadores mortos.‖
Walker 170 tem a mesma opinião sobre as duas aves usadas por ocasião da cerimônia de purificação do
leproso:
―O quadro simbólico é paralelo ao sacrifício das duas avezinhas em conexão com a limpeza cerimonial
do ex-leproso. Uma avezinha foi morta para o sangue da purificação. A outra solta viva no campo Levítico
14.2-7). Em ambos os quadros se vê Cristo morto por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação

168
O Grande Conflito, pp. 422,423.
169
WIERSBE, Warren W. 2010, p. 357.
170
WALKER, Luísa Jeter. 1981, p. 116.

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(Romanos 4.25). Em ambos se veem também dois aspectos do resultado do Calvário: a culpa expiada por sua
morte vicária, e nossa libertação do pecado pela virtude de sua ressurreição‖
O escritor da Carta aos Hebreus explica que ―onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado‖
(Hebreus 10.18). Ora, claramente vemos que a obra expiatória de Cristo foi completa, não há nenhuma
necessidade de outro completá-la: ―Tudo está consumado‖ pela Cruz de Cristo. Glória a Deus! (João 19.30; II
Coríntios 5.21; Romanos 8.32).
Geisler171 afirma que ―O primeiro bode era morto e o seu sangue, derramado (Lv 16:15), representando
a morte substitutiva de Cristo e o derramamento do seu sangue por nossos pecados. O sumo sacerdote
tinha então de tomar o bode emissário, confessar os pecados de Israel sobre a cabeça daquele bode, e enviá-lo
para o deserto. Isso representava o efeito de levar embora, para sempre, os pecados de Israel, e
simbolizava a obra de Cristo, que era levar para sempre os nossos pecados, como Isaías profetizou: "mas
o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (53:6). Os vários aspectos da obra de Cristo na
redenção são simbolizados pelo que os dois animais desempenhavam no Dia da Expiação, cada um com o seu
papel.‖
Archer 172 comentando sobre azazel explica que: ―Assim como o Pai colocou as transgressões dos crentes
sobre o Filho, na Cruz (Is 53.6) para que fossem removidas eternamente, assim também o ‗ezazel, sobre o qual
todas as iniquidades de Israel foram simbolicamente atiradas por Arão, enviadas para o deserto, e jamais serão
lembradas‖.
Filho 173 ensina que ―uma interpretação correta desses textos sobre o bode expiatório é que ambos os
bodes representam duas fases da obra expiatória de Cristo: o bode imolado representa a expiação dos pecados, e
o bode enviado representa a remoção completa dos pecados [...] Em Levítico 14.1-7, encontramos um ritual
semelhante que simboliza dois aspectos da salvação: as duas aves – uma sendo imolada, e outra deixada em
liberdade. O ritual dos dois bodes pode ser compreendido tendo em vista o mesmo simbolismo.‖
―Quem ensina que os pecados não são expiados somente por Cristo, mas também por Satanás, está
pregando outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8,9). Como é possível atribuir a Satanás a obra da salvação? Não há
outro salvador além de Cristo.174‖

(2) A Expiação

―Lançará sortes sobre os dois bodes: uma, para o Senhor, e a outra, para o bode emissário‖ (Levítico
16.8).
Pelo fato de ser lançada sorte sobre os dois bodes, ambos deviam ser sem defeitos. Ora, se um
simbolizava Satanás, é ele sem defeitos? É inadmissível que o Diabo seja representado por um bode sem
defeitos, pois não existe qualquer indicação na Bíblia de que ele seja sem defeitos.
Comparando o texto de Levítico 16 com Isaías 53.6; João 1.29; I Pedro 2.24; 3.18 chegamos à conclusão
de que Jesus tanto ―levou as nossas iniquidades‖ quanto ―afastou os nossos pecados‖ – Tudo isso é tipificado
nos dois bodes.

171
GEISLER, Norman. 1999, p. 60.
172
ARCHER, Gleason. 1997, p. 137.
173
FILHO, 1991, p. 38.
174
Bíblia Apologética com Apócrifos, p. 125.

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Observe que o texto bíblico afirma o seguinte: ―Da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes,
para OFERTA pelo pecado [...]‖ (Levítico 16.5). Ambos os bodes eram PARA OFERTA PELO PECADO.
Assim sendo, Satanás pode tipificar ―uma oferta pelo pecado‖?
Wiersbe175 comenta sobre o texto de Levítico 16 da seguinte maneira:
―Então, o sumo sacerdote colocava as duas mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessava "todas as
iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados" (Lv 16:21). Esse bode era
levado para fora do acampamento e solto no deserto para nunca mais ser visto. Esse bode é chamado de "bode
emissário [expiatório]" (vv. 8, 10, 26).3 O termo hebraico usado para ele é azazel, um substantivo composto
de duas palavras hebraicas que significam "bode" e "ir embora". Alguns estudiosos da língua hebraica
associam esse termo à palavra árabe que significa "remover, banir". Qualquer que seja a origem da
palavra, o significado é claro: a soltura do bode simboliza os pecados do povo sendo levados embora para
nunca mais serem imputados. "Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas
transgressões" (SI 103:12). "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1:29).‖
Segundo Elwell: ―[...] a expiação remove o pecado de modo definitivo e irreversível; o expiador, o
portador dos pecados, vai embora, para nunca mais voltar [...].176‖
Em relação ao bode emissário, que segundo a crença adventista, representa Satanás, a Bíblia ensina que:
―O bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o Senhor, para fazer
EXPIAÇÃO por meio dele‖ (Levítico 16.10). O texto mostra claramente que ―o bode emissário‖ era para
―fazer EXPIAÇÃO PELO PECADO‖, então, se ele tipificava Satanás, como ele há de fazer esta expiação?
Observe o que diz a Bíblia: ―Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo
perante o Senhor, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário‖ (Levítico
16.10). Aqui, podemos ver mais objetivamente, que o bode emissário era para fazer a EXPIAÇÃO com ele.
De acordo com Davis (1985, p. 215), expiação tem os seguintes significados:
‗―Conciliar (os que antes eram adversários). 1. Reconciliação entre pessoas que estavam em inimizades,
Rm 5. 11. 2. Nome daquilo que produz a reconciliação, especialmente um sacrifício, destinado àquele fim, Êx
30. 16; Lv 4. 20, 26, 31, 35. Ê este o sentido em que a palavra ordinariamente se emprega.‖
Convém salientar que a palavra hebraica para ―expiação‖ que ocorre em Levítico 16.10 é:
(LEKAPPER). O verbo hebraico: rp^K` (KAPHAR) significa:
―[...] ―expiar ou ―perdoar ―aplacar‖ ou cancelar... Limpar, anular, perdoar... conceder perdão... apagar...
reconciliar [...] Esta palavra é de suprema importância teológica no Antigo Testamento, como também
´essencial para um entendimento da remissão do pecado no Antigo Testamento. Em seu nível mais básico, a
palavra transmite a noção de cobrir, mas não no sentido de mera ocultação [...] A palavra também indica a
ação de Deus para cobrir o pecado.177‖
Podemos, em sã consciência, acreditar que o arqui-inimigo de Deus irá expiar os pecados e causae a
reconciliação entre Deus e os homens? Não há qualquer base escriturística para esse ensino. Conforme já vimos,
em Levítico 16.22 está escrito que: ―[...] aquele bode LEVARÁ sobre si todas as INIQÜIDADES‖. Mas,
afinal de contas, quem LEVARÁ AS INIQUIDADES SOBRE SI? A resposta está em Isaías 53: ―Mas o Senhor

175
WIERSBE, Warren W. 2010, p. 363.
176
ELWELL, Walter A. 2009, p. 673.
177
STRONG, James. 2002, p. 494.

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faz cair sobre Ele a iniquidade de nós todos‖ (Verso 6); ―[...] porque as iniquidades deles levará sobre si‖
(Verso 11) Ora, esta profecia, claramente, se aplica a CRISTO.
O texto de Levítico 16.21 registra que: ―Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre
ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus
pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão dum homem à disposição para
isso‖. Ora, se aplicarmos tais palavras a Satanás, teremos fatalmente que reconhecer que ele, no futuro, fará
expiação pelos pecados (Levítico 16.5,10). Sabemos, porém, que essa doutrina não existe nas páginas das
Escrituras. Insistir nesse ensino é pregar heresia de perdição (II Pedro 2.1,2).
Vamos comparar os textos bíblicos citados para uma melhor compreensão:
―Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do ―Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada
bode vivo e sobre ele confessará todas as um se desviava pelo caminho, mas O SENHOR FEZ
iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas CAIR SOBRE ELE A INIQUIDADE DE NÓS
transgressões e todos os seus pecados; E OS TODOS [...]‖
PORÁ SOBRE A CABEÇA DO BODE e enviá-
lo-á ao deserto, pela mão de um homem à ―[...] levou sobre si o pecado de muitos e pelos
disposição para isso‖ (Levítico 16.21) transgressores intercedeu‖ (Isaías 53.6,12)

―Assim, aquele bode LEVARÁ sobre si todas AS


INIQUIDADES deles para terra solitária e o
homem soltará o bode no deserto‖ (Levítico
16.22)

De acordo com Atos 8.32-35, Filipe aplicou Isaías 53 a Jesus, desse modo quem cumpre as
características de Levítico 16 é Jesus e não Satanás.
Se aplicarmos a Satanás a simbologia do bode emissário, então, deveríamos ensinar que o diabo faz
EXPIAÇÃO pelos pecados (Levítico 16.5,10). Mas, sabemos que isso não é verdade e seria totalmente
antibíblico divulgar tal ensino. Ainda seguindo a simbologia imposta pela IASD vemos que o sumo sacerdote
(Cristo – Hebreus 2.17) CONFESSARÁ os pecados e os porá sobre o bode emissários (Satanás?) – Levítico
16.21. Portanto, a doutrina do bode emissário simbolizando Cristo e exposta no livro de EGW, O Grande
Conflito, é uma falsidade doutrinária!
Os irmãos adventistas dizem que o bode emissário só recebia os pecados sobre si, depois que era feita a
expiação. Mas, é isso que a Bíblia ensina, de fato? Vejamos:
―Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar,
então, fará chegar o bode vivo‖ (Levítico 16.20). Esse texto não indica que a expiação fora feita pelo povo. Ao
contrário, indica que a expiação foi feita pelo santuário, a tenda e o altar e não pelo povo.
O argumento usado pelos irmãos adventistas do sétimo dia que ensina que: O colocar os pecados sobre o
bode emissário é feito depois de terminada a expiação, é muito fraco e não suporta um estudo aprofundado de
Levítico 16.
Conforme já frisamos, o texto não indica que a expiação foi feita pelo povo, ao contrário, o texto de
Levítico 16.16 afirma que o sumo sacerdote: ―fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos
de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da
congregação, que está com eles no meio das suas impurezas‖ (Levítico 16.16).

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Levítico 16.23,24 revela que: ―DEPOIS‖ (ou seja, depois das atividades dos versos 20-22) ―preparará o
seu holocausto, e o holocausto DO POVO, e FARÁ EXPIAÇÃO por si e PELO POVO‖.
Logo, não é correto argumentar que a expiação pelo povo estava acabada antes do envio do bode
emissário, pois o verso 21 fala do bode emissário e os versos 23 e 24 falam da EXPIAÇÃO PELO POVO,
depois do envio do bode emissário.
―Os versículos 5 e 10 da referência em estudo declaram que, PARA A EXPIAÇÃO DOS PECADO,
eram apresentados dois bodes. Satanás não é a oferta pelo nosso pecado. Foi Cristo, e somente Ele quem
carregou os nossos pecados [...] Is 53.4-6,11,12; Mt 8.16,17; Jo 1.29; I Pe 2.24. A obra expiatória de Cristo é
tipificada pelos dois bodes (16.5,10) sobre os quais eram confessadas as iniquidades e transgressões de todo o
povo; enquanto um era sacrificado e o seu sangue aspergido sobre o propiciatório, no interior do templo (v. 15),
o outro era apresentado vivo e enviado ao deserto (v.21). O Novo Testamento apresenta Jesus como remoção –
propiciação (Rm 3.25; hb 2.17; I Jo 2.2 e 4.10) – e como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo
1.29; I Jo 3.5). Atribuir a Satanás participação na remoção dos pecados é fazer do diabo cossalvador dos
pecadores com Cristo. A morte do primeiro bode indicava a expiação plena do pecado... (Rm 8.3). A expulsão
do segundo bode indicava a completa remoção da maldição... (Rm 8.1). Quem ensina que os pecados não são
expiados somente por Cristo, mas também por Satanás, está pregando outro evangelho (2 Cor 11.4; Gl 1.8,9).
Como é possível atribuir a Satanás a obra da salvação? Não há outro salvador além de Cristo. Satanás foi
condenado por seu próprio pecado (2Pe 2.4). O Filho de Deus veio justamente para desfazer as obras do diabo e
trazer à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho (IJo 3.8; 2tm 1.10).178‖
Outro argumento usado pelos adventistas diz o seguinte: ―A passagem trata o bode emissário como um
ser pessoal que é o oposto, e se opõe, a Deus (Lev. 16:8 diz, literalmente: ‗Um para o Senhor, o outro para
Azazel‘).179‖ O texto está ensinando que ―um bode era imolado e o outro enviado para o deserto‖. Além disso, o
texto mostra que o bode vivo era enviado PARA azazel e, não que ERA azazel. Assim, ―azazel‖ era um lugar e
não ao bode emissário.
Ensinar que o bode emissário prefigura Satanás é o mesmo que atribuir-lhe a expiação dos pecados. Isso
é uma aberração doutrinária, uma distorção escandalosa das Escrituras!

(3) A Festa Anual das Expiações

Vejamos, primeiramente como é descrita a cerimônia anual das expiações:


―Era somente no Dia da Expiação que o sacerdote podia entrar no lugar santo dos santos. Uma
significativa para cerimônia constava da apresentação de dois bodes à porta do tabernáculo. Eram lançadas
sortes: Um dos bodes era morto, e com seu sangue se espargia o propiciatório; o outro, o bode emissário, era
levado ao deserto. O bode que devia morrer era ―para oferecer ao Senhor‖, e o mandado ao deserto era ―para
Azazel‖ (em algumas versões). Muita discussão tem havido a respeito da interpretação que se deve dar a
Azazel; mas é claro que, neste ato simbólico, eram levados para o deserto os pecados do povo. A
particular virtude expiadora estava simbolizada no bode emissário [...] Os pecados eram simbolicamente

178
SIMAS, Marcos. 2000, pp. 125,126.
179
Nisto Cremos, p. 415.

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colocados sobre as costas dos bodes, como na verdade em dias futuros haviam de ser realmente postos
sobre Cristo.180‖
E o bode expiatório? Temos sobre esse item a seguinte definição: ―BODE EXPIATÓRIO. Nome dado
ao bode que era tocado para o deserto durante a cerimônia do DIA DO PERDÃO. Ele era o sinal visível de que
os pecados do povo tinham sido esquecidos e perdoados (Lv 16.5-28).181‖
―O Dia da Expiação fala da graciosa preocupação do Senhor, tanto para lidar plenamente com os
pecados do Seu povo quanto para torná-lo plenamente consciente de sua posição diante dEle, aceito e coberto
quanto a qualquer iniquidade, transgressão e pecado (Lv 16.21).182‖
Notamos que a Bíblia fala de EXPIAÇÕES, porque são:
1. Expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar (Levítico 16.16,20);
2. Expiação pelo povo (Levítico 16.10);
3. Expiação pelo sumo sacerdote (Levítico 16.6,24).
Mas, qual é a razão da expiação pelo povo? A Bíblia responde:
―Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os
vossos pecados, perante o Senhor‖ (Levítico 16.30).
Notem bem. O que era purificado (no dia da festa anual das Expiações) era O POVO DE DEUS e não o
SANTUÁRIO, assim como Cristo PURIFICOU O POVO DE DEUS E NÃO O SANTUÁRIO
CELESTIAL.
A Bíblia ensina claramente que:
1. ―Ele (Jesus), que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas
pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade,
nas alturas‖ (Hebreus 1.3);
2. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser
misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do
povo‖ (Hebreus 2.17).
Segundo a Bíblia, quando foi feita a expiação e purificação?
―Visto que temos [o autor de Hebreus fala no tempo presente, e não há nada que indique uma profecia
futura] um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou [tempo passado] nos céus [...]‖
(Hebreus 4.14 – ARC).
Podemos afirmar, com certeza que, a alegações da IASD, no sentido de que o bode emissário simboliza
Satanás é totalmente falsa e revela a fragilidade da cristológica dessa denominação religiosa. Aliás, de acordo
com Breese183:
―Em toda a história da Igreja, as heresias mais perigosas sempre foram aquelas que advogaram alguma
opinião a respeito da pessoa de Jesus Cristo, diferente do que nos é ensinado na Palavra de Deus. Satanás sabe
que a compreensão distorcida ou imprópria da pessoa e da obra de Cristo impossibilita a salvação.‖
A cristologia das seitas é estranha às Escrituras porque distorce a imagem de Jesus. Apresenta um
salvador diferente, heterodoxo, moldado pelos falsos líderes. E tudo isso é cumprimento fiel das palavras do

180
BUCKLAND, A. R.1999, p. 153.
181
KASCHEL, Werner. 1999, p. 50.
182
ELWELL, Walter A. 2009, p. 138.
183
BREESE, Dave. 2001, p. 54.

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Filho de Deus que predisse que nos últimos dias surgiriam ―falsos profetas e falsos cristos‖. Que pena que ―o
Jesus‖ dos adventistas do sétimo dia não é o mesmo da Bíblia. Eles pregam ―outro evangelho‖ (Gálatas 1.8,9).
Para nós, Jesus é o único e suficiente Salvador, é ―aquele que nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou
dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos
séculos dos séculos. Amém!‖ (Apocalipse 1.5,6). Foi ele nos perdoou, apagou e carregou os nossos pecados
(Isaías 53.6; João 1.29; I Pedro 2.24; 3.18).
Fonseca184 chaga à seguinte conclusão: ―Se os adventistas aceitam esse inclassificável ensino como
sendo de fato o plano de salvação preparado por Deus, fica nítido seu grande desvio doutrinário. É sem dúvida,
ensino herético, próprio de uma seita.‖

IX. O JUÍZO INVESTIGATIVO

―Uma das chamadas doutrinas fundamentais dos adventistas do sétimo dia é a doutrina conhecida como
JUIZO INVESTIGATIVO. Para mostrar a importância dessa doutrina certo escritor adventista assim declara:
‗Se a doutrina de 1844 não era bíblica, Ellen White pertencia à mesma classe de Mary Baker Eddy e Joseph
Smith‘ [...] ‗Se o juízo de 1844 não era bíblico, a igreja tampouco o era‘[...] ‗A lógica me dizia que se a data de
1844 não fosse bíblica, o adventismo não seria nada mais do que uma seita.‘185‖
―O Grande Juízo Investigativo‖ – Ellen White usa este título, no seu afamado livro: ―O Grande
Conflito‖, no capítulo 28, página 480.
O que EGW ensina sobre este assunto? Como surgiu esta doutrina? Há base bíblica para tal ensino? São
as questões que pretendemos analisar aqui.
Resumidamente, podemos afirmar que a IASD prega que no fatídico dia 22 de outubro de 1844, Jesus
entrou no Santuário Celestial para completar a sua abra de salvação em favor de todos os homens fiéis. Este
ensinamento ficou conhecido como: O Juízo Investigativo. Os líderes adventistas afirmam que tal doutrina é
baseada unicamente nas Escrituras. A grande questão é: Onde a Bíblia ensina que em 1844 iniciou-se um
suposto juízo investigativo?
Depois do fiasco profético preconizado por Guilherme Miller em 22 de outubro de 1844 que ficou
conhecido entre os adventistas como ―o grande desapontamento‖, alguns adeptos do movimento continuaram
pregando. Diziam que Miller havia acertado a data, mas errado o local. "Assim sendo, na concepção deles, o
santuário que deveria ser purificado não era a Terra, mas o Santuário Celestial (o Céu). EGW ensina que:
―[...] os que seguiram a luz da palavra profética viram que, em vez de vir Cristo à Terra, ao
terminarem em 1844 os 2.300 dias, entrou Ele então no lugar santíssimo do santuário celeste, a fim de
levar a efeito a obra final da expiação, preparatória à Sua vinda.186‖
De acordo com Ellen G. White a doutrina do juízo investigativo é fundamental para os adventistas que
devem ter conhecimento da mesma a todo custo. Ela preceitua que:

184
FONSECA, Antonio. 2001, p. 28.
185
1844 – Uma Explicação Simples das Principais Profecias de Daniel, p. 9,10, 2ª edição. Casa Publicadora Brasileira: Santo
André, São Paulo, 1999 apud Revista Defesa da Fé, p. 16. Juízo Investigativo: Ensino de Deus ou dos Homens? novembro de
1999, Natanael Rinaldi Disponível em: <https://pbteologil.blogspot.com/2011/08/juizo-investigativo-ensino-de-deus-
ou.html> Acesso em: 26 abr. 2019
186
O Grande Conflito, p. 422.

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―O assunto do santuário e do juízo de investigação, deve ser claramente compreendido pelo povo de
Deus. Todos necessitam para si mesmos de conhecimento sobre a posição e obra de seu grande Sumo
Sacerdote.187‖
Se de fato, esta doutrina é crucial para os adventistas, por que poucos deles conhecem este dogma da
IASD? Quando conversamos com eles percebemos que pouquíssimos conseguem explicar este ponto
doutrinário. Por isso, Natanael Rinaldi188 formulou a seguinte questão intrigante:
―Por que será que nenhum adventista aborda a questão do Juízo Investigativo quando tenta ganhar um
adepto para o adventismo? Nunca encontrei um adventista que quisesse dialogar sobre o assunto [...] Se essa
doutrina é tão fundamental a ponto de se considerar que a sobrevivência do adventismo depende dela, porque
tanta falta de conhecimento por parte dos adventistas que não querem perder tempo com seus opositores sobre o
assunto?‖
A senhora White deixou bem claro que a doutrina do santuário e do juízo investigativo são cruciais para
o adventismo. Ela disse: ―É da máxima importância que todos investiguem acuradamente estes assuntos, e
possam dar resposta a qualquer que lhes peça a razão da esperança que neles há.189‖ A questão aqui é a
seguinte: Como seguir a orientação de EGW, se a maioria dos adventistas não sabe explicar tais doutrinas?
Na tentativa de escorar a falsa doutrina do juízo investigativo, a senhora White cita o texto de
Apocalipse 14.6,7.190 O texto diz:
―Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam
sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória,
pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas‖.
Observamos que o texto acima está tratando do juízo de Deus sobre a rebeldia humana, e não de um
suposto juízo investigativo iniciado em 22.10.1844. Esse falso ensino foi engendrado para ―tapar‖ o rombo
deixado pela falsa profecia do advento de Cristo (que não ocorreu) profetizada por Guilherme Miller.
Sabemos que NENHUMA outra denominação evangélica crê em um suposto juízo investigativo
iniciado em 22.10.1844. Somente os irmãos adventistas apregoam este ensino esdrúxulo e estranho às
Escrituras.
EGW afirma que: ―No tempo indicado para o juízo — o final dos 2.300 dias, em 1844—iniciou-se a
obra de investigação e apagamento dos pecados.191‖
―Os adventistas discordam da opinião que a expiação foi efetuada na cruz; eles acreditam que o sangue
de Cristo não tinha por objetivo anular o pecado; ficaria em registro no santuário até a expiação final. Então eles
inventaram a teoria do santuário, a qual diz que Jesus Cristo veio ao santuário celestial a 22 de outubro de 1844
para purifica-lo, o que Ele ainda está fazendo, depois de purifica-lo, Ele voltará à Terra. O texto em que eles se
apegam é Daniel 8.13,14.192‖

187
Idem, p. 489.
188
RINALDI, Natanael. Juízo Investigativo: Ensino de Deus ou dos Homens?
189
O Grande Conflito, p. 489.
190
Idem, pp. 311,312.
191
O Grande Conflito, p. 486.
192
MARTINS, Jaziel Guerreiro. 2000, p. 66.

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Em Hebreus 9.26 está escrito: ―[...] Agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez
por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado‖. O verbo grego equivalente a ―aniquilar‖ é:
ἀθέτησιν [athetēsin] e quer dizer: ―Abolição, anulamento, remoção, rejeição 193‖
Houve completa remoção do pecado devido à expiação e ao subsequente sacrifício de Cristo oferecido
nos céus, em contraste com a remoção meramente simbólica de pecados, segundo as ofertas levíticas. Isso foi
poeticamente expresso em Heb. 8:12, como um divino ‗esquecer-se‘ do pecado. Ambas as expressões indicam
a verdadeira e final expiação pelo pecado realizada por Cristo.194‖
A afamada doutrina do santuário fez com que surgisse entre os adventistas a ideia de que a expiação dos
pecados não foi plenamente efetuada na cruz (Veremos isso com mais detalhes no próximo tópico). EGW
ensina o seguinte:
―Depois de Sua ascensão, nosso Salvador iniciaria Sua obra como nosso Sumo Sacerdote [...]Assim
como Cristo, por ocasião de Sua ascensão, compareceu à presença de Deus, a fim de pleitear com Seu sangue
em favor dos crentes arrependidos, assim o sacerdote, no ministério diário, aspergia o sangue do sacrifício no
lugar santo em favor do pecador. O sangue de Cristo, ao mesmo tempo que livraria da condenação da lei o
pecador arrependido, não cancelaria o pecado; este ficaria registrado no santuário até à expiação final‖.
(Patriarcas e Profetas, p. 255).
As Escrituras Sagradas ensinam que Jesus pagou na cruz o preço da nossa redenção. J. K. Van Baalen195
escreve o seguinte sobre isso:
―Cristo é apresentado como resgate, o preço da redenção que redime aqueles que Ele representa. Se a
Sra. White queria apontar os sacrifícios do Antigo Testamento, devia ter lido o Livro de Levítico [...] (Levítico
1.4; 4.20,31,35; 5.10,16; 6.7; 17.11) Não existe a possibilidade de se destilar dessas páginas cousa alguma além
daquilo que ensinam claramente, a saber: que a vida do animal é dada em troca da vida do pecador, como
redenção de sua vida. Assim o animal sacrificado faz expiação pelo pecador que é libertado.‖ Em Mateus 20.28
―[...] tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate
por muitos‖.
A palavra ―resgate‖ em grego é: λύτπον [lytron] e significa: ―libertar pelo pagamento de resgate,
redimir.196‖ Jesus fez isso na cruz. Nada ficou para uma data posterior. Nada restou para ser feito em 1844.
No Antigo Testamento, em Êxodo 21.30 está escrito: ―Se lhe for exigido resgate, dará, então, como
resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido‖. A palavra grega λύτπον [lytron] que ocorre em Mateus 20.28 é a
mesma que ocorre em Êxodo 21.30 e, em ambos os casos, se refere ao preço da liberdade de alguém que era
escravo. O termo hebraico é: [piḏyōn] e significa ―resgate, redenção‖, ou seja, o preço da liberdade. Em se
tratando da obra de Cristo, está escrito que Ele é ―o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo‖ (João
1.29). Sua obra de redenção e expiação pelos pecados é única e perfeita. O verbo grego referente a ―tirar‖ é:
αιπω [airo] e significa: ―tomar sobre si e carregar o que foi levantado, levar, levar embora o que foi levantado,
remover.197‖ Foi exatamente isso que Jesus fez com todos os nossos pecados ali na cruz. Nada restou para ser
feito em data posterior! Ele é o nosso ―cordeiro pascal‖ que foi sacrificado por nós (I Coríntios 5.7). A carta aos

193
STRONG, James. 2002, p. 1266.
194
CHAMPLIN, Russell Norman. 1995, p. 592.
195
BAALEN, J. K. Van. 1970, p. 157.
196
STRONG, James. 2002, p. 1626.
197
Idem, p. 1269

As Contradições do Adventismo
Celso do Rozário Brasil Gonçalves
50

Hebreus faz um paralelo importante entre o sacrifício de Jesus para perdoar os pecados e os sacrifícios de
animais (Hebreus 7.27; 9.7,11,14). O ensino das Escrituras é claro em mostrar que com a morte vicária de Jesus
o pecado é removido, tirado, perdoado e cancelado (Hebreus 9.22-26). Nenhum texto bíblico ensina que os
pecados são acumulados no céu para depois serem colocados sobre Satanás.

(1) A obra incompleta de Jesus?

Para EGW e seus seguidores, Jesus não fez a obra de salvação completa na Cruz. Deixou algo para
completar posteriormente, em 22/10/1844.
Vejamos algumas citações do Livro: O Grande Conflito, da autoria de Ellen White:
―Assim Cristo apenas COMPLETARA uma parte de Sua obra como nosso intercessor para iniciar
outra, e ainda pleiteia com Seu sangue, perante o Pai, em favor dos pecadores‖ (p. 429).
―Semelhantemente, ao COMPLETAR-SE a obra de expiação no santuário celestial, na presença de
Deus e dos anjos do Céu e do exército dos remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de
Deus [...]‖ (p. 658).
Uma das verdades mais solenes, e não obstante mais gloriosas, reveladas na Escritura Sagrada, é a da
segunda vinda de Cristo, para COMPLETAR a grande obra da redenção‖ (p. 300).
―Assim, esta breve sentença —―As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e
fechou-se a porta‖ — nos conduz através do ministério final do Salvador, ao tempo em que se
COMPLETARÁ a grande obra para salvação do homem‖ (p. 428).
Notamos que de acordo com os adventistas, Jesus não completou a Sua obra de redenção com o seu
sacrifício na cruz. Segundo a crença adventista, Jesus deveria ainda terminar o que começou na cruz com o
juízo investigativo.
Podemos observar também que nas citações acima o verbo destacado: COMPLETAR está sempre
colocado no futuro. Isso indica, na concepção da IASD, que a obra de Cristo na cruz COMPLETAR-SE-Á
quando Ele terminar a Sua obra no Santuário Celestial. Mas, é isso que a Bíblia ensina? Vejamos o que diz a
Palavra de Deus:
―Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário,
havendo efetuado uma eterna redenção‖ (Hebreus 9.12).
Jesus entrou apenas uma vez no Santuário celestial. Ele não mudou de lugar em 1844. Lá na cruz Ele
não realizou um trabalho pela metade, mas ―efetuou uma eterna redenção‖. A palavra ―redenção‖ que ocorre
em Hebreus 9.12 é: λύτπωσιν [lytrōsin] e significa: ―Resgate, redenção; livramento, especialmente da
penalidade do pecado.‖ Se esta redenção é eterna, então, nada restou para ser feito no futuro.
Entretanto, EGW ensinou de modo contrário às Escrituras. Segundo ela: ―Durante dezoito séculos este
ministério continuou no primeiro compartimento do santuário. O sangue de Cristo, oferecido em favor dos
crentes arrependidos, assegurava-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo, ainda permaneciam seus
pecados nos livros de registro. 198‖ Em outras palavras, Cristo perdoa, mas não cancela os pecados. Assim
sendo, quem pode ter certeza de salvação?

198
Cristo em Seu Santuário, p. 63.

As Contradições do Adventismo
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51

O escritor da Carta aos Hebreus fala o seguinte sobre a obra de Cristo: ―O qual, sendo o resplendor da
sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,
havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas
alturas‖ (Hebreus 1.3). A expressão: ―havendo feito‖ denota, claramente, um trabalho plenamente concluído,
nada restando para o futuro. O texto frisa que a obra redentora de Cristo na Cruz foi plena e cabal. A palavra
grega equivalente à expressão ―havendo feito‖ é: ποιησάμενος [poiēsamenos] deriva do verbo grego: ποιεω
[poieo] que pode significar: ―fazer, tornar pronto, efetuar, executar [...].199‖
Assim, a obra de Cristo na Cruz foi perfeita e completa nada restando para o ano de 1844, como ensina a
IASD.
Ora, o autor sagrado está dizendo que Cristo realizou a expiação dos pecados logo após Sua morte e
ressurreição, pois em Marcos 16.19 mostra que Jesus foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus após ter
aparecido ressurreto aos apóstolos: ―Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-
se à direita de Deus.‖ Logo não foi em 1844 que Jesus realizou a purificação dos pecados.
Claramente, o autor da epístola aos Hebreus escreve que Jesus JÁ entrou de uma vez por todas no
santuário adquirindo-nos uma redenção e NÃO QUE ENTRARÁ EM 1844 para realizar tal obra.
―Jesus entrou no santo dos santos do santuário celestial 40 dias depois da sua ressurreição (At. 1.3,9-11)
e não em 22/10/1844. O livro de Hebreus foi escrito em 64 A.D. e o escritor declara que Cristo já entrara no
santo dos santos quando o livro foi escrito (Hb. 6.19-20 conforme Êx. 26.33; Lv. 16.2; Nm. 7.89; 1Sm. 4.4;
2Rs. 19.15; Ef. 1.20-22; Hb. 8.1; 9.23-24, 10.19-20; Ap. 3.21)200‖.
A eficácia do sacrifício de Cristo é demonstrada no seguinte texto:
―Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.‖
(Hebreus 10.10).
A palavra grega traduzida por ―uma vez‖ é: ἐυάπαξ [ephapax] e significa: ―Uma vez, de uma vez, tudo
de uma vez, de uma vez por todas.201‖ Logo, o texto declara que o sacrifício de Jesus nos santificou de ―uma
vez para sempre. O texto não diz que os servos de Deus dependeriam de um Juízo Investigativo seria realizado
por Cristo no Santuário Celeste a partir de 1844 (Hebreus 10.12-14). Segundo Champlin202 ―[...] temos aqui a
idéia de ‗absolutamente só uma vez‘ ou ‗uma vez por todas‘. Já vimos essa palavra ser usada nesse mesmo
sentido, em Heb. 7:27. Ê termo novamente usado em Heb. 10:10, acerca da santificação que foi recebida, de
uma vez por todas, mediante a oferta do corpo de Cristo.‖
Comentando Hebreus 9.25, Norman Russell Champlin 203 afirma o seguinte: ―É impossível pensarmos
que o sacrifício de Cristo possa ser repetido; portanto, só pode haver um sacrifício e um único sofrimento [...]
ele ofereceu-se a si mesmo apenas uma vez; apenas uma vez; e isso foi o suficiente [...] Notemos o trecho de
Heb. 9:28 Cristo se ofereceu ‗uma vez para sempre‘. Sua entrada no Santo dos Santos celeste também foi
efetuada ‗uma vez por todas‘ (ver Heb. 9.12). Mediante sua oferta, somos santificados ‗uma vez por todas‘
(ver Heb. 10:10).‖ Assim, tudo quanto está relacionado com a expiação de Cristo na cruz tem a marca da
singularidade e da perfeição. Tudo se cumpriu ali quando Jesus disse: ―Está consumado‖.

199
STRONG, James. 2002, p. 1747.
200
Disponível em: < http://www.cacp.org.br/a-igreja-adventista-e-uma-seita/> Acesso em: 25 abr. 2019
201
STRONG, James. 2002, p. 1509.
202
CHAMPLIN, Russell Norman. 1996, p. 583.
203
Idem, p. 591.

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O texto de Daniel 8.13,14 usado pelos adventistas não se refere a um santuário celestial, mas, ao templo
de Jerusalém. A história mostra que esta profecia se cumpriu quando Judas Macabeu purificou e reedificou o
templo em Jerusalém que havia sido profanado por Antíoco Epifânio entre os anos 171 a 165 a.C.
―Os 2.300 dias são literalmente, manhãs-e-tardes, isto é, os holocaustos das manhãs e das tardes, e assim
se referem na realidade a apenas 1.150 dias 204‖ Logo, Daniel 8.13,14 não tem qualquer ligação com um suposto
santuário celestial e sua purificação.
―As duas mil e trezentas tardes e manhãs são literais e compreende o período total das abominações de
Antíoco IV Epífanes que se estendeu de 171 até 165 a.C.205‖ Não tendo nada a ver com uma data futura
(22/10/1844). Embora a senhora White tenha ensinado que Daniel 8.13,14 se referia a Jesus purificando o
―santuário celeste‖, vemos que o texto se cumpre quando Judas Macabeu purificou e reedificou o templo de
Jerusalém.
Já vimos que ―a doutrina do santuário surgiu quando, em 1844, falhou a profecia sobre a volta de Cristo,
propagada por Miller. A Srª. White e seus companheiros deram ‗um jeitinho‘, dizendo que Cristo entrou no
santuário celeste, ao invés de vir à terra.206‖
A doutrina adventista que preconiza que Jesus entrou no santuário celestial no ano de 1844 e que agora
está cumprindo a Sua obra de expiação não tem qualquer respaldo bíblico.
Esta doutrina indica que a expiação de Cristo na cruz foi incompleta. Isso é um absurdo! Não duvidamos
da sinceridade de Hirão Edson quando pensou haver encontrado uma solução para o problema (quando teve
uma ―visão‖). Porém, só tem um detalhe: A suposta doutrina da purificação do santuário celestial em
22.10.1844 não tem base bíblica!

(2) A Contradição da Senhora White

―Como já era de se esperar, toda falsa doutrina além de contrariar a verdade, contraria a si mesma. A
mesma Sra. Ellen White que ensinou que em 1844, Cristo entrou no mais santo lugar do santuário celestial, para
terminar o trabalho de expiação, preparatório de Sua Vinda―, também ensinou:
―Ele [Cristo] plantou a cruz entre Céu e terra, e quando o Pai viu o sacrifício do Seu filho, Ele se curvou
em reconhecimento de sua perfeição. ―É o suficiente―, Ele disse. ―A expiação está completa.207‖
―O Tipo conheceu antítipo na morte de Cristo, o Cordeiro morto para os pecados do mundo. Nosso
grande Pai fez o único sacrifício que é de qualquer valor em nossa salvação. Quando Ele se ofereceu na cruz,

204
Comentário Moody de Daniel 8.9-14. Disponível em: <https://iecsaomateus.files.wordpress.com/2013/02/daniel-
moody.pdf> Acesso em: 12 maio 2019.
205
O Livro de Daniel e Sua época, p. 40.
206
FILHO, Tácito da Gama Leite. 1991, p. 40.
207
The Review and Herald, Sept. 24, 1901

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uma expiação perfeita foi feita pelos pecados das pessoas. Nós estamos agora em pé no tribunal exterior,
aguardando, a benção esperada, o aparecimento glorioso de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.208‖
Como pode o Sacrifício de Jesus ser perfeito, suficiente e completo e ao mesmo tempo Jesus necessitar
de fazer o Juízo Investigativo para terminar sua obra de redenção?
―Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos,
aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação‖ (Hebreus 9.28).
Jesus efetuou na cruz, total purificação dos pecados e nada restando para 1844! Todos os pecados são
perdoados e cancelados quando a pessoa se rende a Cristo como Salvador (Atos 2.38; 3.19; I Coríntios 6.11).
Paulo não tinha a expectativa de um ―juízo investigativo‖ futuro em 1844. Ele afirmou:
―[...] acabei a carreira, guardei a fé, desde agora, a coroa da justiça me está guardada...‖ (II Timóteo 4.7,
8). Paulo ignorava um ―juízo investigativo futuro‖, pois se soubesse teria dito assim: ―A coroa da justiça me
espera depois que eu tiver passado pelo ‗juízo investigativo‘, que começará em 1844!‖

(3) Existe um juízo investigativo em andamento desde 1844?

EGW ensina que:


―A purificação do santuário, portanto, envolve uma investigação — um julgamento. Isto deve efetuar-
se ANTES DA VINDA DE CRISTO para resgatar Seu povo, pois que, quando vier, Sua recompensa estará
com Ele para dar a cada um segundo as suas obras.209‖
O erro da profetisa adventista consiste em ensinar que o juízo divino acontecerá ANTES da volta de
Jesus. A Bíblia ensina, em todos os textos neotestamentários, que o julgamento acontecerá por ocasião da vinda
de Jesus:
―Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que HÁ DE JULGAR os vivos e os
mortos, NA SUA VINDA E NO SEU REINO‖ (II Timóteo 4.1).
Jesus situa o tempo do juízo para depois da sua Vinda em Mateus 13.24-30,36-43,47-50; 25.31,32; João
12.44,48. O apóstolo Paulo ensina que o julgamento ocorrerá após o advento de Cristo (Romanos 14.12; I
Coríntios 3.13; II Tessalonicenses 1.5-10; II Timóteo 4.1).
Paulo ensina e nós cremos que haverá sim um julgamento futuro, mas o mesmo só acontecerá NA
VINDA DE CRISTO. O mesmo é um fato escatológico que será efetuado ―no Seu Reino‖ e não em 1844 como
dizem os irmãos adventistas.
Na concepção de EGW, um juízo investigativo está em andamento no céu. De acordo com suas palavras:
―Enquanto o juízo investigativo prosseguir no Céu, enquanto os pecados dos crentes arrependidos
estão sendo removidos do santuário, deve haver uma obra especial de purificação, ou de afastamento de
pecado, entre o povo de Deus na Terra.210‖
Em nenhum texto bíblico é ensinada a doutrina de que no céu está em andamento um juízo investigativo
no qual ―os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário‖. Esta é mais uma heresia
ensinada pela profetisa do adventismo! Ao contrário, a Bíblia apresenta o dia do juízo como um fato
escatológico e mostra que ―importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada

208
The Signs of the Times, June 28, 1899
209
O Grande Conflito, p. 422.
210
O Grande Conflito, p. 425.

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um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo‖. Mas, se o juízo já está em andamento
desde o dia 22.10.1844 como ainda teremos que comparecer perante o tribunal de Cristo?
O Novo Testamento ensina que os servos de Deus não passam por nenhum ―juízo investigativo‖ que
teve início em 1844. Observem as palavras de Jesus:
―Em verdade, em verdade vos digo que o que ouve a minha palavra e crê aquele que me enviou tem a
vida eterna e NÃO ENTRA EM JUÍZO; pelo contrário, já passou da morte para a vida‖ (João 5.24 – Tradução
Brasileira211).
A palavra ―juízo‖ que ocorre no texto acima transcrito, em grego é: κρίσιν (krisin) e significa:
―julgamento, sentença de condenação, julgamento condenatório, condenação e punição.212‖
Segundo o apóstolo Paulo os fiéis servos de Deus, não serão julgados a partir de 1844, mas julgarão o
mundo:
―Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois,
acaso, indignos de julgar as coisas mínimas?‖ (I Coríntios 6.2).
Como podia Jesus assegurar aos Seus discípulos que estes se assentariam em doze tronos (Mateus
19.28), se antes ainda teriam que passar por um suposto ―juízo investigativo‖, que se iniciaria em 1844?

(4) Quando Jesus entrou no Santuário Celestial?

Segundo a crença adventista: ―[...] Jesus quando ascendeu ao céu, entrou no lugar santo (o segundo
compartimento do santuário) onde estaria intercedendo pelos pecados do povo. Esses pecados manchavam o
Santuário Celestial. Em 1844, ele entrou no segundo compartimento (o Santo dos Santos, onde está Deus, o Pai)
e começou a purificar o Santuário e a julgar seu povo, os adventistas. 213‖
EGW afirma que: os que seguiram a luz da palavra profética viram que, em vez de vir Cristo à Terra, ao
terminarem em 1844 os 2.300 dias, entrou Ele então no lugar santíssimo do santuário celeste, a fim de levar a
efeito a obra final da expiação, preparatória à Sua vinda.214‖ De acordo com a Bíblia, Jesus não precisou
esperar até 1844 para fazer a expiação ou purificação dos pecados. O texto de Hebreus 9.24 e 28 afirma o
seguinte: ―Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu,
para comparecer, agora, por nós, diante de Deus [...] Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para
sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a
salvação‖. Assim sendo a obra de Cristo foi completa e quando Ele compareceu no céu garantiu o nosso livre
acesso à presença de Deus. Tudo isso aconteceu quarenta dias após a ressurreição de Cristo e não no ano de
1844. Filho 215 esclarece que ―a obra de Cristo é de intercessão e não de purificação (Hebreus 7.25)‖. Ele conclui
ensinando que ―Cristo está assentado à destra de Deus, significando missão consumada (Hebreus 1.3; 8.1;
10.12; 12.2). Na terra, o sacerdote não poderia assentar-se, porque havia sempre uma obra para ele realizar.
Cristo, porém, está assentado, porque não há obra redentora para ele efetuar.216‖

211
Disponível em: < https://www.bible.com/pt/bible/277/JHN.5.TB> Acesso em: 23 abr. 2019
212
STRONG, James. 2002, p. 1605.
213
MATHER, George A. 2000, p. 193.
214
O Grande Conflito, p. 422.
215
FILHO, Tácito da Gama Leite. 1991, p. 40.
216
Idem, p. 40.

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A Bíblia ensina claramente que logo depois de ser assunto aos céus, Jesus assentou-se à direita de
Deus. Não existe nenhum texto que indique a sua permanência em um suposto lugar ―santo‖ e posterior
mudança, 1810 anos depois, para um lugar ―santíssimo‖, como ensinam os irmãos adventistas.
―De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de
Deus‖ (Marcos 16.19).
Estevão viu Jesus no Céu, ―à direita de Deus‖ (Atos 7.55).
Paulo, de igual modo, afirma que Jesus está ―à direita de Deus‖ (Romanos 8.34; Efésios 1.20;
Colossenses 3.1).
O escritor da epístola aos Hebreus declara que: ―Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos
bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta
criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos
Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção‖ (Hebreus 9.11,12).
A senhora White, em flagrante contradição, afirma que: ―Ora a suma do que temos dito é que temos um
sumo sacerdote tal, que está assentado nos Céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário, e do
verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem (Hebreus 8.1,2) [...] Como sacerdote, Cristo
está agora assentado com o Pai em Seu trono. Apocalipse 3.21.‖ (O Grande Conflito, p. 413,416). Ora, como
Cristo poderia estar ―assentado nos Céus à destra do trono da Majestade‖ ou estar ―assentado com o Pai em
Seu trono‖ e ao mesmo tempo exercer a atividade de um sacerdote (e não de sumo-sacerdote) no lugar santo?
Observemos os textos de Hebreus 4.14,15; 5.1,5; 8.1 e respondamos as seguintes perguntas: (1) Que
compartimento Jesus adentrou logo após a sua ascensão? (2) Que função ele desempenha no céu? Vejamos o
texto:
―Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus,
conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das
nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado‖.
―Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens [...] Assim, também Cristo a si mesmo
não se glorificou para se tornar sumo sacerdote [...]‖
―Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à
destra do trono‖.
Concluímos, com base nos textos bíblicos acima citados que Jesus é o nosso ―sumo sacerdote‖ que
penetrou no Céu e permanece desde então à direita de Deus (no lugar santíssimo). Ele não precisou esperar
1810 anos para se tornar nosso sumo sacerdote e então mudar de um lugar santo para um lugar santíssimo.
A doutrina adventista ensina que Jesus só entrou no lugar ―santíssimo‖ em 1844. Porém, os textos
bíblicos acima citados mostram que Ele entrou neste ―compartimento‖ no momento que foi assunto ao Céu.
EGW afirma que:
―Consequentemente, os 2.300 dias de Daniel 8.14 terminam em 1844. Ao expirar este grande período
profético, ―o santuário será purificado‖, segundo o testemunho do anjo de Deus.217‖
Notamos que de acordo com EGW quando Jesus foi assunto aos céus, entrou no primeiro compartimento
do santuário celestial e lá permaneceu (durante 1810 anos) até 1844. No término deste ano, Jesus passou para o

217
O Grande Conflito, p. 328.

As Contradições do Adventismo
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segundo compartimento: ―O Santo dos Santos‖ para fazer a purificação do referido e proceder ao julgamento de
todos os servos de Deus.
Para demonstrar a falsidade doutrinária da senhora White basta a leitura dos seguintes textos bíblicos:
Hebreus 9.12;24; 10.12; Efésios 1.20; Colossenses 3.1; I Pedro 3.22; Apocalipse 3.21 confirmando que desde
que ascendeu ao Céu, Jesus se encontra no Santíssimo, assentado à direita de Deus, exercendo trabalho
sacerdotal como nosso advogado e mediador. Ele não está julgando a ninguém!
―A Bíblia ensina que Jesus penetrou no santuário celestial ao ascender ao céu e não no ano de 1844
(Hebreus 6.19,20; 8.1,2; 9.23-26). Esta expiação se fez uma vez para sempre. Não é uma expiação contínua
(Hebreus 10.10-14).218‖
Lá na cruz, Jesus cumpriu tudo para nos salvar. Realizou um trabalho completo!
A partir do ―ESTÁ CONSUMADO‖, Jesus, de fato, concluiu e aperfeiçoou tudo (João 19.30; Mateus
27.51); rasgou o véu do Templo e cancelou a todos os pecados cometidos no passado e de todos os que
futuramente cressem no Seu nome (Hebreus 9.15). Os que criam eram batizados e tinham seus pecados
apagados, perdoados e cancelados no ato da aceitação a Cristo como Salvador, portanto, nada, absolutamente
nada ficou para 1844!
Quando estudamos a história do adventismo percebemos, claramente, que a doutrina do ―juízo
investigativo‖ foi uma desculpa esfarrapada que os adeptos do movimento Millerista forjaram para o malogro
profético do seu líder Guilherme Miller. À semelhança das Testemunhas de Jeová que para encobrir a falsa
profecia da vinda de Jesus pessoal em 1914, inventaram a doutrina da ―vinda Invisível de Cristo‖, os adventistas
criaram um remendo doutrinário para o seu ―desapontamento‖ ocorrido em 1844. Estavam errados em anunciar
uma data para o retorno de Jesus e ao invés de se afastarem do erro criaram outro maior ainda, que contraria
frontalmente as Sagradas Escrituras. Como bem comenta Baalen219:
―Foi pena que os seguidores de Miller não lograram bem interpretar a natureza de seu erro. Quando
passou tanto 1843 como 22 de outubro de 1844, sem que se verificasse a volta do Senhor, eles deviam ter tirado
a conclusão de que é erro querer calcular pela profecia a ocasião da vinda de Cristo. Ao invés de fazer isso,
porém, Hiram Edson, um Millerita do Estodo de Nova Iorque, teve uma visão na manhã seguinte à ‗grande
decepção‘. Nessa visão ele viu Cristo em pé ao lado do altar no céu, concluindo daí que Miller estava certo
quanto ao tempo mencionado por Daniel, porém errado quanto ao local‖ (1970, p. 149).
Mesmo diante da falsa profecia vaticinada pelo líder do movimento Milerita, a senhora EGW afirma que
a pregação do ―pai Miller‖ sobre a suposta vinda de Cristo era dirigida pelo Espírito Santo, quando na
realidade não passava de falsa previsão e errônea interpretação da Bíblia. 220
Ellen G. White afirma que:
―Miller e seus companheiros a princípio creram que os 2.300 dias terminariam na primavera de
1844, ao passo que a profecia indicava o outono daquele ano. A compreensão errônea deste ponto trouxe
desapontamento e perplexidade aos que haviam fixado a primeira daquelas datas para o tempo da vinda
do Senhor. Isto, porém, não afetou nem de leve a força do argumento que mostrava terem os 2.300 dias

218
WALKER, Luísa Jeter. 1981, p. 115.
219
BAALEN, J. K. Van. 1970, p. 149.
220
Vida e Ensinos, p. 23.

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terminado no ano 1844, e que o grande acontecimento representado pela purificação do santuário deveria
ocorrer então,221‖
―Miller foi falso profeta porque sua profecia era de feitio antibíblico, e, por isso mesmo, não poderia
cumprir-se. Ele, porém, teve um grande mérito: reconheceu o erro, e voltou para a sua igreja de origem,
enquanto que os seus seguidores continuaram e continuam, até os dias de hoje, entregando aos tolos de todo o
mundo uma mensagem desprovida de sentido.222‖
Tanto os adventistas como as Testemunhas de Jeová usam o mesmo ―argumento‖ para tentar justificar o
fiasco da profecia referente ao segundo advento de Cristo em 1844 e 1914, respectivamente. Vejamos:

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA

―Não cometeram as Testemunhas de Jeová erros ―Do mesmo modo que os primeiros discípulos,
nos seus ensinamentos? Guilherme Miller e seus companheiros não
As Testemunhas de Jeová não professam ser compreenderam inteiramente o significado da mensagem
profetas inspirados. Cometeram enganos. Como que apresentavam. Erros, que havia muito se achavam
no caso dos apóstolos de Jesus Cristo, tiveram às estabelecidos na igreja, impediam-nos de chegar a uma
vezes expectativas erradas.‖223 interpretação correta de um ponto importante da profecia.
Portanto, se bem que proclamassem a mensagem que
Deus lhes confiara para transmitir ao mundo, em virtude
de uma errônea compreensão do sentido, sofreram
desapontamento.224‖
Em 1914 alguns Estudantes da Bíblia, como eram ―Passou-se o tempo de expectação e Cristo não apareceu
então chamadas as Testemunhas de Jeová, para o libertamento de Seu povo. Os que com fé e amor
esperavam ser ―arrebatados em nuvens, para sinceros haviam esperado o Salvador experimentaram
encontrar o Senhor no ar‖, e criam que seu amargo desapontamento.226‖
trabalho terreno de pregação havia chegado ao
fim... Entretanto, quando nada aconteceu, foram
obrigados a voltar novamente para casa num estado
mental bem deprimido. Como resultado, muitos
destes caíram da fé.‖225

Vimos que o ensino adventista acerca do santuário foi estabelecido devido ao fracasso da profecia
referente à volta de Cristo em 22.10.1844 vaticinada por Guilherme Miller. Naquele tempo, Ellen G. White
encontrou uma ―explicação‖: Cristo não voltou, literalmente à Terra como se esperava, mas entrou no santuário
celeste. Só tem um detalhe: Atualmente, Cristo não tem a função de purificar o santuário, como apregoam os
adventistas. Seu trabalho é voltado para a INTERCESSÃO (Hebreus 1.3; 9.24). Além disso, Cristo não precisou
esperar durante 1810 anos para adentrar o santuário celestial, Jesus fez isso logo depois da sua ascensão, ou
seja, quarenta dias depois de sua ressurreição (Atos 1.11; 7.55; Efésios 4.10).

221
O Grande Conflito, p. 329.
222
ARAÚJO, Ubaldo Torres de. Igreja de Vidro, p. 80.
223
Raciocínios à Base das Escrituras, p. 162.
224
O Grande Conflito, p. 352.
225
Anuário das Testemunhas de Jeová, ano 1983, p. 120.
226
Idem, p. 374.

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Celso do Rozário Brasil Gonçalves
58

Os irmãos adventistas esquecem que quando o sacerdote estava ministrando no santuário não se sentava.
Porém, a Bíblia revela que após a Sua ascenção Jesus SENTOU-SE à destra de Deus (Hebreus 1.3), revelando
que Seu trabalho relacionado à redenção foi plenamente acabado (Hebreus 8.1), não havendo absolutamente
nada para realizar posteriormente. À destra de Deus, o trabalho de intercessão de Cristo continua (Hebreus
7.25). Em relação à purificação dos pecados, Jesus fez isso uando morreu na Cruz (Hebreus 9.23-28).
Como um erro atrai outro. Se a expiação de Cristo não foi completa na Cruz, então, ninguém pode ter
certeza de sua salvação (?). Quando a pessoa poderá ser salva?
Ellen G. White ensinou que:
―A obra do juízo investigativo e extinção dos pecados deve efetuar- se antes do segundo advento do
Senhor. Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos
homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado [...] No tempo
indicado para o juízo — o final dos 2.300 dias, em 1844—iniciou-se a obra de investigação e apagamento dos
pecados. Todos os que já professaram o nome de Cristo serão submetidos àquele exame minucioso
A doutrina adventista sobre o perdão dos pecados é demais confusa. Com base nas afirmações acima
transcritas, perguntamos: Como é possível a pessoa que aceita Jesus como Salvador pessoal ter seus pecados,
mas não cancelados? Será que quando Jesus dizia para alguém: ―[...] perdoados te são os teus pecados‖
(Mateus 9.2), queria dizer: ―teus pecados estão perdoados, mas não cancelados‖? Com base nos textos de I João
1.7,9; Apocalipse 1.5, podemos concluir que Jesus tanto perdoa como cancela os pecados daqueles que o
aceitam como Salvador.
Nada é mais claro na Bíblia do que o fato dos pecados confessados serem perdoados e cancelados
completamente. Não há nada nas Escrituras que indique um período de espera desde a morte de Jesus até
22.10.1844 para o perdão dos pecados dos justos (Colossenses 2.13; Hebreus 10.14,18-22). ―O sangue de Jesus
nos purifica de todo pecado‖ (I João 1.7).

X. JESUS NÃO É O ARCANJO MIGUEL

A IASD ensina que Jesus é o arcanjo Miguel. Podemos ver este ensino na Revista Adventista Edição
Especial de novembro de 1976 227. Lá, existe um comentário de Apocalipse 12 e quando se faz referência aos
versos 7 a 10 afirma-se o seguinte:
―Nesta batalha, o Filho de Deus, como Miguel, o arcanjo, enfrentou o diabo e derrotou-o com
completamente‖.
Tanto os adventistas do sétimo dia como as Testemunhas de Jeová ensinam que Jesus é o mesmo arcanjo
Miguel. O fundador das Testemunhas de Jeová: Charles Taze Russell estudou com os adventistas. Ele afirma
que em uma reunião (em um local humilde) ―[...] ali, pela primeira vez, ouvi algo sobre os conceitos
adventistas, sendo o Sr. Jonas Wendell o pregador [...] Assim, reconheço estar endividado com os
adventistas.‖228.
Não é por acaso que os adventistas e as Testemunhas de Jeová acreditam que Jesus é o arcanjo Miguel.

227
Veja o fac-símile da revista nos anexos.
228
Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus, p. 43.

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―Jesus é o arcanjo Miguel‖ – Sabemos que a Bíblia em nenhum texto ensina esta doutrina. Mesmo
assim, eles usam os seguintes argumentos para sustentar seus pontos de vistas:
(1°) A palavra ―arcanjo‖ só aparece no singular nas Escrituras;
(2°) A Volta de Jesus é anunciada com ―voz de arcanjo‖ (I Tessalonicenses 4.16);
(3°) Miguel é aquele que batalha pelo povo de Deus (Daniel 12.1).
A palavra ―arcanjo‖ ocorre apenas duas vezes nas Escrituras (I Tessalonicenses 4.16; Judas 9). Porém,
isso não quer dizer que só existe um arcanjo. Somente o texto de Judas 9 que identifica Miguel como um
arcanjo.
Em seu livro: ―Primeiros Escritos‖, página 174, a senhora White afirma que: ―Moisés passou pela
morte, mas Cristo desceu e lhe deu vida antes que seu corpo visse a corrupção. Satanás procurou reter o corpo,
pretendendo-o como seu; mas Miguel ressuscitou Moisés e levou-o ao Céu‖.
O arcanjo Miguel é mencionado cinco vezes na Bíblia: Daniel 10.20,21; 11.1; 12.1; Judas 1.9;
Apocalipse 12.7-9. Em nenhum desses textos afirma-se que Miguel é Jesus. Como podemos verificar Miguel é
pouquíssimas vezes citado nas Escrituras e, portanto, torna-se quase impossível relacioná-lo com Cristo. É mais
correto pensar em Miguel como um anjo ou arcanjo, mas não como sendo Jesus.
Com base em Judas 9, que fala de uma disputa entre Miguel e o diabo, a senhora White conclui que: (1)
Miguel é Jesus e (2) Moisés foi ressuscitado por Moisés (Jesus). Entretanto, o texto bíblico não diz que Moisés
foi ressuscitado e muito menos que ele tivesse sito levado para o céu pelo arcanjo Miguel. O texto bíblico diz
simplesmente que houve uma disputa entre o arcanjo Miguel e o diabo a respeito do corpo de Moisés. É muito
importante salientar que nenhuma passagem bíblica confirma a ressurreição de Moisés. Com base nos
ensinos das Escrituras Sagradas, Moisés está morto e ainda não ressuscitou. Com base no que está relatado nas
Escrituras Sagradas, Deus mesmo sepultou o corpo de Moisés e ninguém sabe, até hoje, o lugar de sua sepultura
(Deuteronômio 34.5-7).
Percebemos, claramente, que na citação acima, EGW identifica Cristo com Miguel. Logo, para os
adventistas: Miguel e Cristo, ambos, são a mesma pessoa com nomes diferentes. Este ensino também é aceito
pelas Testemunhas de Jeová. Vejamos:
―A evidência bíblica indica que o nome Miguel se aplicava ao Filho de Deus antes de ele deixar o céu
para se tornar Jesus Cristo, e também depois do seu retorno. Miguel é o único mencionado como ―o arcanjo‖,
que significa ―anjo principal‖ ou ―anjo mais importante.‖229
Na realidade, não existe uma só passagem bíblica que apoia o ensino de que Jesus e o arcanjo Miguel
sejam a mesma pessoa. Miguel é um ―arcanjo‖ (anjo principal), porém, de acordo com a carta aos Hebreus:
Jesus é Deus e está acima de todos os anjos (Hebreus 1.5,6,13; 2.5,8).
No texto de Judas 9 o termo grego equivalente a arcanjo‖ é ἀπχάγγελορ [archangelos] e de acordo com
230
Strong significa ―chefe dos anjos‖. O prefixo ―arch‖ significa ―chefe, líder ou cabeça‖. Logo, Miguel é líder
de um grupo de anjos e ele mesmo é um deles. Logo, Miguel não ser Cristo.
Nichol231 afirma: ―Este comentário apoia o ponto de vista de que ‗Miguel‘ é um dos nomes de Cristo
[...] não como o anjo-chefe, mas como o governante dos anjos‖.

229
Estudo Perspicaz das Escrituras, Vol. 2, p. 828.
230
STRONG, James. 2002, p. 1336.
231
NICHOL, Francis D. 2014, p. 781.

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No livro do profeta Daniel está escrito: ―E eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para
ajudar-me‖ (Daniel 10.13). Logo, se Miguel é UM DOS PRIMEIROS PRÍNCIPES, além dele, existem outros
―arcanjos‖ no mesmo nível de poder e glória que ele. Tal declaração, portanto, anula quaisquer tentativas de
alguns grupos religiosos sectários de identificarem Miguel com a segunda pessoa da Trindade, Jesus Cristo.
A expressão: ―Miguel, um dos primeiros príncipes‖ em hebraico é: [mîḵā‘êl ‘aḥaḏ
haśśārîm]. Em Daniel 10.13, é apenas e tão somente o número cardinal ―1‖, que se encontra no estado
construto, significando: ―1 de‖. Quando o texto de Daniel 10.13 diz que Miguel é (―um de‖), significa ―um‖
dentro de uma hierarquia angelical, mas que não é o único.
No texto de Daniel 10.13 ainda podemos notar a posição hierárquica de Miguel: ―Ele é um dos
PRIMEIROS príncipes‖. Logo, ele é apenas um dentre outros, mas não o único. Logo, há outros iguais a
Miguel. Ele não pode ser Jesus, porque CRISTO É ÚNICO
Tanto as Testemunhas de Jeová como os adventistas caem em contradição, aqueles porque já ensinaram
que Miguel não é Jesus e estes porque admitem a existência de ―ARCANJOS‖ Vejamos:

JESUS NÃO É O FILHO DE DEUS EXISTEM ―ARCANJOS‖


―Sua posição é contrastada com a dos homens e a O hino nº 19 do Hinário Adventista do Sétimo
dos anjos, sendo ele Senhor de ambos, ‗tendo todo o Dia: ―Ao Coro dos ARCANJOS‖, com música de
poder no céu e na terra‘. Por isso se diz: ‗Que todos Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), assevera
os anjos de Deus o adorem‘. Isto deve incluir em uma de suas estrofes há uma pluralidade de
Miguel, o anjo chefe, pois Miguel não é o Filho de arcanjos. Vejamos:
Deus.232‖ ―[…] Ao coro dos ARCANJOS eu uno meu louvor,
E adoro humildemente o grande Criador‖.

Nenhum texto bíblico relaciona Cristo com anjos e muito menos com o Arcanjo Miguel. Na verdade, a
Bíblia faz o contrário, sempre contrastando Cristo e os anjos (Hebreus 1.3-8).
De acordo com as palavras de Mather233, os adventistas do sétimo dias ―apesar de aceitarem a doutrina
bíblica da Trindade e da divindade de Jesus, acreditam que Ele seja o Arcanjo Miguel (uma teofania); muitos
adventistas creem que na Encarnação Jesus tinha a natureza de Adão após a Queda, ou seja, caída e pecaminosa
(embora digam que jamais tenha pecado); que a obra de expiação dos pecados não foi efetuada na cruz, tendo
ele esperado até 22/10/1844 a fim de assentar-se à direita do Pai para finalizá-la, dando início ao juízo
investigativo.‖
Jesus falou o seguinte: ―[...] E, quando o Filho do homem vier em sua glória, e ―TODOS‖ os ―SANTOS
ANJOS‖ com ele [...]‖ Quando se lê ―todos os santos anjos com Ele‖ inclui-se certamente o arcanjo Miguel.
(Mateus 25.31).
Jesus ―[...] Ele é o bendito e ÚNICO Soberano, o REI dos REIS e SENHOR dos senhores‖ (I Timóteo
6.15). JESUS é o ―Rei dos reis‖ e o arcanjo MIGUEL é apenas um dos príncipes (Daniel 10.13). Logo, Jesus
não é o arcanjo Miguel.
De acordo com Champlin 234 há outros arcanjos citados no livro apócrifo de Enoque: ―O livro de Enoque
dá os nomes de sete arcanjos, a saber, Uriel, Rafael. Raquel. Miguel, Saracael, Gabriel e Remiel.‖ O autor

232
A Sentinela de Novembro de 1879, página 48, em inglês.
233
MATHER, George A. 2000, pp. 192,193.
234
CHAMPLIN, Russell Norman. 1996, p. 336.

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citado nos informa ainda que: ―As referências bíblicas a ele aparecem em Dan. 10:13,21; Jud. 9 e Apo. 12:7.
Seu nome significa ‗Aquele que é como Deus‘. No livro de Daniel, Miguel é visto como guardião dos
israelitas. E aqui, na epistola de Judas, ele é visto a contender com o diabo. Evidentemente é inferior a ele em
poder, pois trata cautelosamente com ele, precisando da autoridade do próprio Deus a fim de obter a sua
vitória. Talvez o trecho de Atos 7:38 se refira a Miguel como o anjo envolvido na doação da lei. No livro de
Apocalipse, ele é visto como o general que conduz os exércitos angelicais contra as forças de Satanás 235‖ Ele
conclui afirmando que ―Os ‗principados‘ (ver Col. 1:16) provavelmente são tipos de arcanjos. 236‖ Miguel, em
hipótese alguma é Jesus. Não há qualquer texto que apoie este ensino. Ambos são distintos.
Esequias Soares da Silva237 apresenta as seguintes diferenças entre Cristo e Miguel:

Jesus é Criador (Jo 1.3) Miguel é criatura (Cl 1.16)


Jesus é adorado por Miguel (Hb 1.6) Miguel não pode ser adorado (Ap 22.8,9)
Jesus é o Senhor dos senhores (Ap 17.14) Miguel é príncipe (Dn 10.13)
Jesus é o Rei dos reis (I Tm 6.15) Miguel é príncipe dos judeus (Dn 12.1)

XI. A NATUREZA PECAMINOSA DE JESUS

Ellen G. White em seu livro: O Desejado de Todas as Nações ensina o seguinte:


―Por quatro mil anos estivera a raça a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou
sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas
de sua degradação‖ (pp. 61,62).
Podemos afirmar, com base no pensamento de EGW que ―Se Jesus possuía uma natureza pecaminosa,
obviamente fazia parte da raça humana caída, necessitada de redenção. E se Ele necessitava ser redimido, não
poderia ser nosso redentor238‖.
O que a senhora White está ensinando? Que Jesus assumiu uma natureza pecaminosa. O ―cristo‖ do
adventismo não é o mesmo da Bíblia. Não é o mesmo Jesus anunciado pelos apóstolos.
Podemos dizer, com base em tudo que já estudamos até aqui, os adventistas do sétimo dia apresentam
um Jesus diferente, ou seja, ―outro Jesus‖. Um ―jesus‖ heterodoxo que não é o mesmo que pregamos.
―Um perigo de crer num Jesus diferente daquele anunciado pelas Escrituras foi exposto corretamente
pelo escritor Paulo Romeiro: ‗Quando alguém crê num Jesus errado, embarca numa salvação errada e
desembarca num céu errado.239‘‖
As palavras do apóstolo Paulo podem bem ser aplicadas aos irmãos adventistas:
―Porque vocês suportam com alegria qualquer um que chega e anuncia um Jesus diferente
daquele que nós anunciamos. E aceitam um espírito e um evangelho completamente diferentes do Espírito de
Deus e do evangelho que receberam de nós‖ (II Coríntios 11.4 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

235
Idem, p. 336.
236
Idem, p. 336.
237
SILVA, Esequias Soares da. 1991, p. 161
238
Disponível em: <https://possoentenderabiblia.blogspot.com/2009/07/o-verbo-se-fez-carne.html> Acesso em: 25 abr. 2019.
239
ROMEIRO, Paulo, 2007, p. 86.

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―O Jesus da Bíblia era [é] santo, inocente, imaculado (Hb. 7.26). Não se pode negar a real natureza
humana de Jesus: sentia fome, sede, cansaço, sono, derramou sangue e suor. Era um homem completo no
sentido físico, e negar a natureza humana de Jesus é estar mancomunado com o anticristo (1Jo. 4.1-3; 2Jo. 7).
Não podemos ir ao extremo e ensinar que ele tinha natureza humana caída, pecaminosa como a nossa, esse seria
outro Jesus (2Co. 11.4)240‖.

XII. PODEMOS COMER OVOS?

EGW entra em contradição com a Bíblia e consigo mesma. Um exemplo disso pode ser visto na
orientação que ela dá quanto ao uso de ovos. Vamos comparar as suas afirmações:

PODE SE USAR OVOS NÃO SE PODE USAR OVOS

―Conquanto eu rejeite os alimentos cárneos como ―Especialmente nocivos são os cremes e pudins em
nocivos, pode-se usar alguma coisa menos objetável, que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos.
e isto se encontra nos ovos.241‖ É verdade que pessoas de físico forte e em quem as
―E os ovos contêm propriedades que são agentes paixões são vigorosas precisam evitar o uso de
medicinais para combater venenos [...] alimentos estimulantes. Especialmente nas famílias de
Obtende ovos, de galinhas sadias. Usai esses ovos crianças dadas a hábitos sensuais, os ovos não devem
cozidos ou crus. Ponde-os crus no melhor vinho sem ser usados [...] Especialmente nas famílias de crianças
fermento que possais obter. Isto vos suprirá ao dadas a hábitos sensuais, os ovos não devem ser
organismo o que lhe é necessário [...] Arranjai ovos usados [...]O povo de toda parte deve ser ensinado a
de aves sadias. Usai esses ovos cozidos ou crus.242‖ cozinhar sem leite e ovos, isso o quanto possível,
―Nalguns casos o uso de ovos é proveitoso. Não fazendo não obstante comida saudável e gostosa.244‖
chegou ainda o tempo de dizer que deva ser ―Vocês colocam sobre sua mesa manteiga, ovos e
inteiramente abandonado o uso de leite e ovos [...] Os carne, e seus filhos disso participam. Alimentam-se
ovos contêm propriedades que são agentes medicinais dos próprios artigos que lhes despertam as paixões
neutralizantes de certos venenos.243‖ sensuais [...] Ovos não devem ser colocados em sua
mesa. Eles são prejudiciais às crianças. 245‖
―Tempo virá em que talvez tenhamos que deixar
alguns dos artigos de que se compõe o nosso atual
regime, tais como leite, nata e ovos [...].246‖

240
Disponível em: <http://www.cacp.org.br/a-igreja-adventista-e-uma-seita/> Acesso em: 25 abr. 2019
241
Conselhos Sobre Regime Alimentar, p. 117.
242
Idem, pp. 119, 179, 367.
243
Testemunhos Seletos, pp. 96,257, vol. 3.
244
A Ciência do Bom Viver, pp. 320,321 apud Testemunhos para a Igreja pp. 302,627, vol. 2)
245
Testemunhos para a Igreja, pp. 362,400, vol. 2.
246
Testemunhos para a Igreja, p. 162, vol. 9.

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Percebemos nas declarações acima, várias contradições. Fica a seguinte questão: Os adventistas podem
ou não comer ovos? O Espírito Santo não se confunde e Ele a ninguém confunde! Está patente que EGW não
pode ser considerada uma profetisa dirigida por Deus.

CONCLUSÃO

Tivemos a oportunidade de constatar as contradições da IASD. Seus falsos ensinos são visíveis em
algumas doutrinas peculiares apregoadas por seus líderes. Algumas doutrinas adventistas são totalmente
estranhas às Escrituras. EGW apresentou alguns dogmas adventistas sem qualquer embasamento bíblico.
Pelo fato da IASD adotar alguns ensinos esposados pelas igrejas evangélicas demonstra aparentemente
que se trata de uma igreja cristã. Mas, afirmamos com certeza que a IASD não é ―a igreja remanescente‖ e não é
a ―igreja verdadeira‖ conforme arrazoam seus líderes.
De acordo com tudo que foi exposto, podemos afirmar abertamente que a IASD é uma seita falsa e
anticristã porque torce algumas doutrinas basilares da fé cristã. Desde a sua origem o que tem estigmatizado o
adventismo com a pecha de seita é, principalmente: (1°) Marcar uma data para a Volta de Jesus e (2°)
Considerar Ellen G. White como profetisa e seus escritos como o ―espírito de profecia‖.
―Certa vez, ouvi a historia de um homem que trabalhava num canavial.
Conta essa historia que um dia ele viu três letras que brilhavam no céu: VCC.
Muito religioso, julgou que aquelas letras significavam: ‗VAI, CRISTO CHAMA‘. Fiel e bem-intencionado
contou sua visão ao pastor da igreja, pedindo-lhe que orasse por ele, pois daquele dia dedicaria sua vida à
pregação do evangelho. O pastor, surpreso diante do relato, disse:
-Mas para pregar o evangelho é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a bíblia o bastante para sair pelo
mundo pregando a sua mensagem?
-Claro que sim!-disse o homem.
-E qual é a parte da Bíblia que você mais gosta e conhece?
-As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.
-Então, me conte essa historia! – disse o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico do futuro
pregador do evangelho.
O HOMEM COMEÇOU A FALAR:
―Descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: Varões irmãos,
escutai-me: não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isso lhes dou. Entregou–lhes os seus bens, a um deu
cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade. E, partindo dali, foi conduzido
pelo Espirito Santo ao deserto e tendo jejuando quarenta dias e quarenta noite, teve fome, e os corvos lhe
traziam alimento, pois alimentavam-se de gafanhotos e mel silvestre.
O homem, entusiasmado, olhou para o pastor e perguntou:
-Pastor, estou pronto para pregar o evangelho?
-Olha, meu filho – disse o pastor –eu acho que aquelas letras no céu não significavam:
‗VAI, CRISTO CHAMA‘. Antes, deveriam ser lidas: ‗VAI CORTAR CANA.‘

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Moral da história: cristão que são biblicamente ignorantes ou têm uma compreensão meramente superficial
das Escrituras são candidatos em potencial a acreditar nas ‗visões‘ e ‗revelações‘ de seitas e movimentos
heréticos.
Paulo dirigindo-se aos pastores da igreja de Éfeso disse que a igreja seria vítima de dois tipos de ataques:
Um externo o outro interno. Aqueles descrentes que tentariam afastar os cristãos da congregação e aqueles ditos
‗crentes‘ que trariam ensinamentos distorcidos da Palavra de Deus (Atos 20.28-31)‖247.
Infelizmente, a IASD é mais uma seita falsa dos últimos dias. Apresenta um corpo doutrinário que
mistura verdades com mentiras. Assim sendo, a alegada pretensão dos adventistas de que a sua igreja é a única
verdadeira e a remanescente (oriunda) da profecia bíblica não tem fundamento. Mesmo porque a Bíblia não se
preocupa com ―placa de igreja‖. Deus tem um povo escolhido. Não uma denominação religiosa. Dizer que a
igreja verdadeira surgiu em 1844 com base em Daniel 8.14 é adulterar as Escrituras. É ir além do que está
escrito. Mesmo porque em 1844 ainda não existia a Igreja Adventista do Sétimo Dia, pois, ela só foi fundada
em 1863. Quem conhece a história sabe muito bem disso.
Como o ano de 1844 é crucial para a IASD, queremos reiterar que: ―Não houve nada de importância
doutrinária em 1844. Não guardavam o sábado, este só foi aceito (em parte) em 1845, por José Bates248; não
eram abstinentes, esta só foi aceita em 1863 249; não tinham o dízimo, este só foi aceito depois de 1859250; não
tinham organização, está só veio a existir em 1863.251 Logo, do que pode se arrogar a Igreja Adventista do
Sétimo Dia, quanto a 1844? - A única coisa que houve de sobra naqueles anos 1843 -1845, foi erro de cálculo e
doutrinas. Além disso, muitas decepções e escândalos [...] O que houve em 1844, foi um grande movimento
falso anunciando a vinda de Jesus para breve, inclusive marcando até o dia (22 de outubro) o que não poderia
acontecer, pois ‗daquele dia e hora ninguém sabe‘ disse Jesus (Mc 13.32). Em 1844, a despeito do bonito nome
que lhe deram ‗desapontamento‘, houve muito escândalo para o evangelho. 252‖
Sem dúvida, para grande parte do povo evangélico, os adventistas não devem nem mesmo ser
considerados como cristãos, por causa dos seus ensinos. Suas crenças na data de 22 de outubro de 1844
(inclusive toda sua cronologia profética); a aceitação dos escritos de EGW como sendo o ―espírito de profecia‖;
a expiação incompleta na Cruz; o bode emissário como tipo de Satanás, etc. Tudo isso faz com que muitos
estudiosos e irmãos de outras denominações considerem a IASD como uma seita herética. Que pena!

247
Disponível em: < https://palavradoavivamento.blogspot.com/2009/10/por-que-estudar-seitas-e-heresias-certa.html>
Acesso em 26 abr. 2019
248
Fundadores da Mensagem, p. 98.
249
Idem, pp. 111 e 208.
250
Idem, p. 231.
251
Idem, pp. 138,139.
252
SOUZA, Cassiano Domingos de. 1987, p. 35.

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ANEXOS

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