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CONCEITOS ADMINISTRATIVOS PARA ÁREA

DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO


Engenheiro de Segurança do Trabalho Alexandros L.
Aravanis
Introdução
Curso específico para os profissionais da área de saúde e segurança do trabalho ou
para aqueles que buscam entender um pouco mais das funções designada para esse
setor. Aqui irei explicar os principais conceitos administrativos de saúde e segurança,

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começando pelas normas regulamentadoras mais administrativas: NR-1, Disposições

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Gerais; NR-2, Inpeção Prévia, NR-3, Embargo e Interdição; NR-4, SESMT e NR-5,
CIPA. Também vou abordar:

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A fiscalização no ambiente de trabalho;

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 Òrgãos Fiscalizadores;
 Protocolando a defesa da empresa;
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 Funções do Sindicato, empresa e órgãos fiscalizadores;



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Documentos necessários;
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O curso também ira trazer os conecitos de SAT, GILRAT, FAP, CAT, CNAE classe
e subclasse, NTEP, CID-10, CBO e eSocial. Todas essas informações na forma mais
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clara o possível para entendimento por parte de profissionais que não precisam nem
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pertencer a área de Segurança e Saúde do Trabalho.


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Se

Trarei informações de como se elaborar o PPP, LTCAT e os conceitos de


Aposentadoria Especial –quais são os profissionais que tem o direito de receber- e
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emissão da FAE.
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Normas Regulamentadoras disposições gerais


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A NR-1 dispõe sobre a obrigatoriedade de cumprimento de todas as NRs por


órgãos privados , públicos de administração direta e indireta incluindo os poderes
legislativos e judiciários que admitam empregados com contratos regidos pela CLT (
Consolidação das Leis do Trabalho ). A NR-2 é uma norma de conceitos regulatórios
administrativos que aborda os procedimentos de emissão dos certificados de aprovação
das instalações das empresas , atuando em caráter preventivo . A NR -3 levanta os
conceitos de embargo e interdição que podem ocorrer durante atividades fiscais. A NR-
4 também é uma norma administrativa que defini o enquadramento do SESMT ,
profissionais e responsabilidades , assim como a NR-5 que trata do dimensionamento e
responsabilidade da CIPA.
Saúde é um direito de todos e um dever do estado segundo a lei constitucional de
1988 no seu Art. 196, adaptado ao campo do direito do trabalho: “A saúde é um direito
do trabalhador e um dever do empregador”. Para o direito do trabalho; o empregador
são todos aqueles contratantes de serviços celetistas sejam eles órgãos públicos ou
privados.

Todas as normas devem ser cumpridas assim como outras matérias que podem
ser incluídas nos estados e municípios.

Obs: As normas também se aplicam a trabalhadores avulsos e entidades e empresas


que lhes tomem serviços e aos sindicatos representativos das respectivas
categorias.Trabalhadores avulsos não é a mesma coisa que trabalhador autônomo,

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trabalhador avulso possui uma entidade representativa responsável pela mão de obra e

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uso o serviço desses trabalhadores, podendo atuar terceirizado em outras empresas

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para determinados serviços.

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Servidores públicos não são celetistas, e sim, regidos por uma outra lei

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8112/1990 (Estatuto do Servidor Público) e não a lei 6514/1977 (CLT) sendo assim, as

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NRs não são aplicadas, muitas vezes à servidores públicos.
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Organização

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Os itens 1.3 e 1.4 referem-se à regulamentação do art 21 da Constituição Federal

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no que se refere à Inspeção e segurança na Saúde do Trabalho.
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Compete a União a inspeção, ou seja, ao órgão do poder executivo que é a
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Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), que realiza suas atribuições no Departamento


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de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST) todos integrantes do Ministério do Trabalho


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e Emprego. (1993)
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Obs: Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho (SSST) leia-se SIT. Secretaria da


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Segurança e Medicina no Trabalho (SSMT) leia-se DSST. (1983). Isso ocorre devido à
desatualização normativa. Na NR-1, as siglas SSST são adotadas, porém hoje já se
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utiliza SIT.
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Funções da SIT/SSST
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PAT: é para trabalhadores de baixa renda de até 5 salários mínimos.

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Participação do trabalhador é limitada a 20% do custo direto da Refeição.
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Fiscalização
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AFT ao constatar a existência de violação ao preceito legal, excetuando-se os


casos de dupla visita, deve lavrar o auto de infração correspondente ao art 628 da CLT.
O laudo será em 2 vias: uma para empresa; outra para o SRTE. A Instauração do
processo levará 48 horas e a empresa terá dez dias para protocolar defesa na
Cordenadoria Geral de Recursos da Delegacia Regional do Trabalho mais próxima. Se a
defesa é improcedente no órgão regional o recurso voluntariamente passa a esfera
federal. Caso a defesa seja procedente é instaurado um recurso de ofício, onde o órgão
nacional irá analisar novamente o caso a partir do recurso protocolado pela SRTE/DRT.
Delegacia Regional do Trabalho
A função da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), agora conhecida como
Superintendência Regional do trabalho e emprego (SRTE), é pela execução:

 CANPAT e PAT.
 Adotar as medidas necessárias em relação à Saúde e segurança do
Trabalho;
 Fiscalizar preceitos legais de medicina e segurança do trabalho
 Impor as penalidades cabíveis;
 Embargar obra e interditar estabelecimento, máquinas serviços e locais
de trabalho;

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 Definir peritos em locais onde não há médicos ou engenheiros do

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trabalho;

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 Notificar as empresas estipulando prazos eliminação/neutralização da

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insalubridade.

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Obs: O SSST possui mais responsabilidades de estabelecer regulações e de
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fiscalização. O DRT/SRTE possui responsabilidades de execução das medidas
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estabelecidas pelo SSST. O SSST é de abrangência nacional e o DRT possui seus limites
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regionais de jurisdição. Trabalho de fiscalizar é do Auditor Fiscal do Trabalho (AFT)


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vinculado aos órgãos da SIT e DSSST e a aplicação da multa que é do SRTE que
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também fiscaliza aquilo que foi recomendado praticar por parte das empresas pelo
AFT.
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Em alguns casos podem ser delegadas as atividades de fiscalização aos órgãos


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regionais e municipais com a autorização do ministério do trabalho e emprego.


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(CEREST Centro de Referência Especializado em Saúde do Trabalhador ligado as


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secretarias de saúde). A NR-1 permite isso, porem a constituição federal assim como o
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decreto 4552/2002 que regulamenta a inspeção não.


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Art. 628. Salvo o disposto nos arts. 627 e 627-A, a toda verificação em que o Auditor-
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Fiscal do Trabalho concluir pela existência de violação de preceito legal deve


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corresponder, sobpena de responsabilidade administrativa, a lavratura de auto de


infração. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001)
§ 1º Ficam as empresas obrigadas a possuir o livro intitulado "Inspeção do Trabalho",
cujo modelo será aprovado por portaria Ministerial. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229,
de 28.2.1967)
§ 2º Nesse livro, registrará o agente da inspeção sua visita ao estabelecimento,
declarando a data e a hora do início e término da mesma, bem como o resultado da
inspeção, nele consignando, se for o caso, todas as irregularidades verificadas e as
exigências feitas, com os respectivos prazos para seu atendimento, e, ainda, de modo
legível, os elementos de sua identificação funcional. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229,
de 28.2.1967)
§ 3º Comprovada má fé do agente da inspeção, quanto à omissão ou lançamento de
qualquer elemento no livro, responderá ele por falta grave no cumprimento do dever,
ficando passível, desde logo, da pena de suspensão até 30 (trinta) dias, instaurando-se,
obrigatòriamente, em caso de reincidência, inquérito administrativo. (Incluído pelo
Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)
§ 4º A lavratura de autos contra empresas fictícias e de endereços inexistentes, assim
como a apresentação de falsos relatórios, constituem falta grave, punível na forma do §
3º. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28.2.1967)

Nomenclaturas adotadas nas NRs


As nomeações podem mudar com base na NR específica, mas em geral essas são
as interpretações dadas a essas nomenclaturas nas demais NRs.

Empregador: Que aluga serviços tanto CLT quanto de profissionais liberais.

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Inclui instituições de beneficência sem fins lucrativos e recreativos.

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Os profissionais liberais e autônomo que realizam serviços esporádicos nos


estabelecimentos possuem responsabilidades em relação a saúde ocupacional de suas
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atividades, assim como a empresa onde ele presta seus serviços, isso significa que a
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empresa onde o serviço é prestado pelo profissional autônomo também precisa fiscalizar
no âmbito de segurança do trabalho as atividades desse profissional.

Empregado: Presta serviços de natureza não eventual ao empregador mediante


contrato com salário.

Empresa: Estabelecimento ou conjunto de Estabelecimento.


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Estabelecimento: Cada uma das unidades das Empresas.

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Setor de Serviço: A menor unidade administrativa compreendida no


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estabelecimento da empresa.

Local de Trabalho: Área a qual os serviços são executados.

Canteiro de Obra: Área fixa e temporária onde Operações de apoio e execução a


construção. Ex: Carpintaria, almoxarifado

Frente de Trabalho: Área de trabalho móvel ou temporária onde um exemplo


seria a pavimentação das ruas e vai modificando o local ao longo do tempo.

Para as NRs o conceito de obra de engenharia corresponde a um


estabelecimento.
Responsabilidade solidária em relação a o grupo empresarial, ou seja, todas as
empresas do grupo possuem responsabilidade em relação ao cumprimento das NRs,
incluindo terceirizadas e subsidiárias. Isso significa que um trabalhador terceirizado,
tanto a empresa matriz, quanto a empresa onde ele presta seus serviços serão
responsáveis pelo acidente, já a emissão do Comunicado de Acidente do Trabalho é
responsabilidade da empresa que tem vinculo direto com o trabalhador.

Obrigações do Empregador

Cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as obrigações legais


estabelecidas nas NRs: Elaborar ordens de serviços sobre segurança e saúde no trabalho.
Ex: Fazer listas de verificações dos procedimentos e seus sistemas de segurança, APRs.

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O empregador deve Informar: riscos nos locais de trabalho; medidas de Prevenção e

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eliminação dos Riscos; resultados dos Exames médicos Periódicos (PCMSO);
resultados das Avaliações Ambientais; permitir que representantes dos trabalhadores

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participem da fiscalização da empresa. Ex. CIPA e Sindicatos. (Somente no âmbito das

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NRs e perícias em caso de acidentes).

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Obrigações do Empregado
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Cumprir as obrigações legais e as ordens de serviços; usar EPI fornecido pelo


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empregador; submeter-se aos exames médicos previstos e sem custos incluindo o


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transporte; colaborar com a empresa a aplicação das normas regulamentadoras.


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Obs:
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I – Caso não cumpra será considerado ato faltoso estando sujeito às penalidades
.

previamente informadas pelo empregador.


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II – Duvidas esclarecidas pela DSST


Se
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Observações finais
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As NRs se aplicam para os trabalhadores avulsos, celetistas, e mão de obra


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registrada em categoria sindical prestadora de serviços. Isso significa que um


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profissional liberal que realiza um serviço específico para alguém esta sujeito a NR1.
Já os trabalhadores de categoria sindical estão sujeitos a todas NRs, incluindo o PPRA,
PCMSO, PCMAT e NR17.
Exemplo de entidade sindical: OGMO que é o órgão de gestão de mão de obra de
operadores portuários. São operadores que prestam serviços aos portos e cabe ao
sindicato fazer a verificação e ser responsável pelas NRs. Trabalhadores celetistas
também se aplicam todas as NRs. As NRs Valem para todos os serviços incluindo
aqueles com NR específica, ou seja, as NRs se complementam. Por isso mesmo havendo
uma NR especifica para determinado tipo de serviço, tudo aquilo que não é tratado na
NR especifica, valerá as outras NRs que tratam do assunto. Assim como caso as NRs
gerais tratem de determinado assunto, como tamanho das escadas (NR12), no serviço
de construção que possui uma NR específica (NR18) valerá o tamanho de escada que a
NR18 dispunha, mas tudo aquilo que a NR18 não trata deverá ser adotado as ações das
outras NRs.

Inspeção Prévia NR-2


Trata-se da norma NR-2, com maior caráter preventivo das NRs, pois garante
que novos estabelecimentos iniciem suas atividades somente após oferecerem um
ambiente de trabalho seguro aos seus empregados.

Serve para assegurar que o estabelecimento esta de acordo com as NRs. Todo
estabelecimento novo antes de iniciar suas atividades deverá solicitar aprovação no
órgão regional do trabalho, ou seja, DRT/SRTE. O SRTE emitira um Certificado de
Aprovação das Instalações (CAI) onde se encontra no anexo I da NR-2. São ao todo 4

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procedimentos diferentes mencionados na norma, sendo um facultativo referente a

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análise de projeto.

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Procedimento 1:

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Procedimento 2:
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Empresa pode dar início das atividades com a aceitação da declaração. Declaração
encontra-se no anexo 2 da NR-2.

Procedimento 3:
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Procedimento 4 (Facultativo):

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Observações Finais
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Se

É responsabilidade da empresa a submissão ao SRTE das autorizações dos novos


estabelecimentos para operar. O não cumprimento do requerimento de inspeção por
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parte da empresa ou a omissão de informações no requerimento e a operacionalidade


sem a autorização do SRTE tipifica crime com base no artigo 299 do Código Penal.
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Podendo haver multas pelo não cumprimento do item 1.7 da NR-1 que é deixar de
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cumprir disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho.


A NR-2 regulamenta o artigo 160 da CLT

Devem constar também no requerimento da empresa as descrições sobre os


equipamentos existentes e instalações do estabelecimento. Razão social, CNPJ e
atividade econômica (CNAE).

CAI só emitido após inspeção e aprovação do Auditor Fiscal do Trabalho.

O Anexo um traz o modelo de CAI, o anexo 2 informa o modelo para declaração


das instalações.

Art. 160 - Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades sem prévia inspeção
e aprovação das respectivas instalações pela autoridade regional competente em
matéria de segurança e medicina do trabalho. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de
22.12.1977)
§ 1º - Nova inspeção deverá ser feita quando ocorrer modificação substancial nas
instalações, inclusive equipamentos, que a empresa fica obrigada a comunicar,
prontamente, à Delegacia Regional do Trabalho. (Incluído pela Lei nº 6.514, de
22.12.1977)
§ 2º - É facultado às empresas solicitar prévia aprovação, pela Delegacia Regional do
Trabalho, dos projetos de construção e respectivas instalações.(Incluído pela Lei nº
6.514, de 22.12.1977)

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Embargo ou Interdição NR-3


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Apresenta os principais conceitos referentes aos procedimentos de embargo e


Se

interdição e regulamenta o artigo 161 da CLT.


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Art 161. O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo técnico do serviço


g

competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar
n

estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra,


E

indicando na decisão, tomada com a brevidade que a ocorrência exigir, as


providências que deverão ser adotadas para prevenção de infortúnios de trabalho.

§ 1º - As autoridades federais, estaduais e municipais darão imediato apoio às medidas


determinadas pelo Delegado Regional do Trabalho.

§ 2º - A interdição ou embargo poderão ser requeridos pelo serviço competente da


Delegacia Regional do Trabalho e, ainda, por agente da inspeção do trabalho ou por
entidade sindical.

§ 3º - Da decisão do Delegado Regional do Trabalho poderão os interessados recorrer,


no prazo de 10 dias, para o órgão de âmbito nacional competente em matéria de
segurança e saúde do trabalhador, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao
recurso.
§ 4º - Responderá por desobediência, além das medidas penais cabíveis, quem, após
determinada a interdição ou embargo, ordenar ou permitir o funcionamento do
estabelecimento ou de um dos seus setores, a utilização de máquina ou equipamento, ou
o prosseguimento de obra, se, em conseqüência, resultarem danos a terceiros.

§ 5º - O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e após laudo técnico


do serviço competente, poderá levantar a interdição.

§ 6º - Durante a paralisação dos serviços, em decorrência da interdição ou embargo,


os empregados receberão os salários como se estivessem em efetivo exercício.

Convenção 81 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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1. Liberdade ao inspetor do trabalho em caso de grave e iminente risco de ordenar

n
ou fazer que se ordene medidas imediatamente executórias em caso de grave e

va
iminente risco à saúde ocupacional.

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 As medidas de Embargo ou interdição são medidas de urgência a partir da

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constatação de grave e iminente risco a saúde dos trabalhadores.

L.
 Grave e iminente risco é toda a situação que pode causar acidentes doença
s
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relacionada ao trabalho com lesão grave a integridade física do trabalhador.
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 Exposição iminente a um determinado agente físico ou químico que poderá


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acarretar em lesão ou doença grave ao longo prazo. Neste caso também se


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caracteriza a risco grave iminente à saúde.


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 Risco Grave: Acarreta na mutilação, física ou funcional, ou que leva a lesão


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cuja natureza implique em um comprometimento extremamente sério,


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preocupante; que pode ter consequências nefastas ou fatais.


Se

 Risco iminente: Agente autor do risco que cujo quais os trabalhadores estão
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potencialmente expostos.
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Competência do SRTE a partir do laudo do Auditor Fiscal do


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Trabalho
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A consequência do embargo e interdição é a paralisação total ou parcial das


atividades da empresa. As únicas atividades que poderão ser realizadas são de correção
às infrações que resultaram no embargo e interdição. Todos os trabalhadores
continuarão recebendo os salários mesmo com a paralisação das atividades.

 Embargo: Paralisação total ou parcial da obra.

 Interdição: Paralisação total ou parcial do estabelecimento.

Obs: NR-13 determina um caso em que não há margem para interpretação que seria os
atrasos na inspeção de segurança periódicas as caldeiras. Assim como na NR-15 é
definidos alguns agentes que acima do Limite máximo de tolerância será considerado
grave e iminente risco a saúde. Alguns casos pode dar margem para interpretação
como a operação em determinada máquina e equipamento mesmo não havendo
conceito em norma, porém na conclusão do auditor há risco elevado de doença grave
ou de acidente grave ao trabalhador.

Medidas penais as empresas que descumprirem as providências estabelecidas


nos casos de embargo e interdição será de acordo com o código Penal art. 330

Obs 2: Canteiro de obra: setor de carpintaria, almoxarifado que sustenta a obra são
interditados e não embargados. Assim como as maquinas das obras. Embargo é
somente obra que é construção de engenharia

Procedimento de interdição ou embargo

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A interdição acontece com a lavratura do termo de embargo e interdição

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fundamentada a partir de um relatório técnico em duas vias. Relatório técnico entregue

ra
pelo auditor fiscal do trabalho na DRT/SRTE no primeiro dia útil seguinte da lavratura

A
do embargo e interdição

L.
Por parte da empresa os recursos devem ser interpostos à Coordenação Geral de
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Recursos (CGR), órgão subordinado a (SIT). Esse recurso deve ser protocolado em até
ro

10 dias úteis após a lavratura do termo de embargo na SRTE mais próxima do


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município onde ocorreu o embargo.


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Empregador pode solicitar a suspensão do embargo e interdição a partir do


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momento que regularizar a empresa, ou seja, não há prazo.


A

Ao solicitarem até um dia útil, deverá aparecer, preferencialmente o mesmo


.
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auditor que participou do embargo, para analisar se as correções foram tomadas.


Se

(Alguns pontos podem ser parcialmente suspensos, porém outros que não seguiram as
regulamentações técnicas poderão continuar interditados).
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Quem pode requerer interdição ou embargo:


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 Auditor Fiscal do Trabalho


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 Sindicato

 SRTE

Obs: Inspecionar continua sendo atividade somente do AFT. Risco deve ser
simultaneamente grave e iminente. Interdição ou embargo tem caráter preventivo e
lavratura dos autos de infração o caráter punitivo que é a multa.

NR-4 Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e em


Medicina do Trabalho – SESMT
A NR-4 serve para regulamentar os Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT. O objetivo é promover a saúde e proteger
a integridade dos trabalhadores nos locais de trabalho a partir de profissionais
qualificados na área. Aplica-se a todas as normas exceto àquela que já possuem NR
específica que é o caso do trabalho portuário, aquaviário, agricultura e etc... NR29,
NR30 e NR31 (Princípio Hermenêutico). O princípio hermenêutico seria tudo que não
há na NR específica, busca-se na NR geral, ou seja, NR-4.

A NR-4 serve para todas as empresas privadas ou públicas, órgãos públicos de


administração direta ou indireta, autarquias, poder legislativo e judiciário que possuem
empregados CLT. Sua dimensão vincula-se a gradação de risco e o número total dos
empregados.

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Composição
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Dependerá do grau de risco da classe CNAE e número de funcionários dentro da


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empresa.

Constantes nos quadros I e II dos anexos da NR-4 com graus de exigibilidade


mínimos
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Obrigatoriedade de acordo com o grau de risco e número de funcionários
s
Funcionários do SESMT:
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 Engenheiro de Segurança
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 Médico do Trabalho
le

 Enfermeiro do Trabalho
A

 Técnico de Segurança do Trabalho


.
g
Se

 Auxiliar Técnico em Enfermagem do Trabalho


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Devem ser empregados celetistas da empresa e possuir a formação e registro


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profissional em conformidade com o disposto na regulamentação da profissão.


g

 Lei 7410/1985 dispõe sobre profissionais Engenheiros e Técnicos de Segurança


n
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do Trabalho

Registro das empresas para determinação do Grau de risco (CNAE e


CNAE-subclasse)
Todas as empresas possuem duas identidades. Uma dessas é o (cadastro nacional
de pessoa jurídica) CNPJ, cujo cadastro é semelhante ao CPF, ou seja, uma
identificação perante a receita federal do Brasil, que é o órgão responsável por
administrar esses cadastros em território brasileiro. Esse cadastro é individual de cada
empresa, dada pela personalidade jurídica que representa segundo sua visão interna. A
outra identidade é dita coletiva e é conhecida como CNAE, a qual pertence o CNPJ. Ou
seja, há que se considerar essa dupla personalidade por dois prismas, de um lado, fatores
individuais da fisiologia da empresa (CNPJ), do outro, fatores socioeconômicos entre as
empresas dentro de um segmento econômico (CNAE).

O CNAE assume a figura de um ser social, cujos indivíduos, cada uma das
empresas (CNPJs), comungam, convivem, compram, vendem, apreçam, alienam e
participam com os esforços voltados para a mesma demanda de mercado,
estabelecendo, dessa forma, uma livre concorrência regulamentada por um estado.

A CNAE - Subclasse surgiu da necessidade de padronização da classificação de


atividades econômicas para utilização das três esferas de governo. Assim, ela foi
preparada pelos Representantes de Estados e de Municípios Capitais no âmbito da
Comissão Nacional de Classificação - CONCLA. A CNAE - subclasse é um

is
detalhamento da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, ou seja,

n
conservando a estrutura, apenas introduzindo um nível adicional de desagregação,

va
expresso na subdivisão das classes de atividades

ra
O princípio que motivou a subdivisão das classes da CNAE durante a construção

A
da primeira versão da CNAE - Subclasses foi o atendimento de necessidades da

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administração tributária, elencadas em dois propósitos básicos de identificação de
s
atividades com tratamento tributário diferenciado e a visibilidade de atividades para
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acompanhamento fiscal. A produção, devido à própria evolução tecnológica, passou a se


d

organizar de forma diversa com combinações peculiares de processos produtivos,


n

devendo assim ter organizações com unidades produtivas muito variadas.


xa

Como se pode ver na tabela 1, a CNAE - subclasse mantém a mesma estrutura


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da CNAE e adiciona um novo nível hierárquico como já mencionado anteriormente. O


A

primeiro nível, que corresponde a "seção", é representado por um código alfabético de


.
g

um digito. O segundo nível, correspondente a "divisão", é representado por um código


Se

numérico de um dígito. O terceiro, "grupo", cuja identificação se faz por um código


numérico de três dígitos. O quarto é a "classe" e possui cinco dígitos numéricos o
e
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representando. O quinto, representa a subclasse CNAE, é identificado por um código


numérico de 7 dígitos. O quadro 1 demonstra a formação do código da subclasse
g

CNAE, refletindo a estrutura hierárquica acima apresentada.


n
E

CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas

Seção B Indústria extrativista

Divisão 7 Extração de minerais metálicos

Grupo 07.1 Extração de minério de Ferro

Classe 07.10-3 Extração de minério de Ferro

Subclasse 07.10-3/02 Pelotização, sinterização e outros beneficiamentos de minério de


ferro
Nas atividades econômicas da NR-4 é a classe da atividade econômica que se
estabelece o grau de risco. Atividade Econômica está no CNPJ da Empresa. A subclasse
é utilizada para calculo tributário do FAP que será explicado no final do capítulo.

Dimensionamento do SESMT
 Regras:

1. Identificar atividade Econômica no Quadro I.

is
2. Identificar o Grau de Risco no mesmo Quadro I.

n
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3. Identificar a quantidade de Empregados no Estabelecimento.

ra
4. Cruzar dados do Quadro 1 e Quadro 2 com o número de funcionários da

A
empresa.

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Empresa pode ser obrigada a constituir o SESMT de acordo com quadro II que
s
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especifica a quantidade e qualificação dos funcionários. O Técnico de Segurança esta


d

presente em todas as constituições de SESMT com jornada integral de 8 horas.


n

Engenheiro de Segurança e Médico do Trabalho pode ter carga horária parcial, 3h, ou
xa

integral 6h. Em caso de obrigatoriedade de Médico do Trabalho integral a empresa


le

poderá contratar 2 médicos de turno parcial. Enfermeiro do trabalho deve constituir


A

SESMT nas atividades com número de funcionários acima de 3501 exceto em caso de
clínicas médicas, hospitais e serviços da saúde que é 501 funcionários. Quando mais de
.
g

50% dos trabalhadores exercem outra atividade cujo classe de risco é maior que a
Se

a classe da atividade principal será usado o maior grau de risco para


e

dimensionamento do SESMT.
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g
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Tipos de SESMT
1 - Para empresas terceirizadas em canteiros e frente de obras no mesmo estado
ou DF

Devem estar situados no mesmo estado ou DF. Com menos de 1000 empregados
não são considerados estabelecimentos, mas sim integrantes da empresa principal de
Engenharia que será responsável pela organização do SESMT.

Não se aplica aos técnicos e auxiliares de enfermagem, para isso deve-se


considerar o quadro II, ou seja, o canteiro de obra torna-se estabelecimento para fim de
dimensionamento dos técnicos de segurança e auxiliares de enfermagem. A
centralização abrange somente o médico do trabalho, engenheiro de segurança e
enfermeiro do trabalho no SESMT.

is
Mais que mil empregados no canteiro de obra ou frente de trabalho, deverão

n
va
estabelecer SESMT individualmente no canteiro de obra ou frente de obra como se
fosse estabelecimento.

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Calculo para o caso de vários canteiros de obra ou frente de trabalho, mesmo

A
estado ou DF, inferior a mil funcionários para dimensionamento de Médicos e
L.
Engenheiros: Somatório de todos os empregados de todos os estabelecimentos incluindo
s
ro
os escritórios de engenharia e consultar quadro II.
d

Nos estabelecimentos individuais (canteiros de obra ou frente de trabalho) para


n

calculo da quantidade de técnicos de segurança e auxiliares de enfermagem deve se


xa

levar em conta o quadro II de forma individual para o estabelecimento


le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

2 - SESMT centralizado

Atende empregados de uma mesma empresa, porém estabelecimentos diferentes.

 Estabelecimentos que se enquadram no quadro II.


 Estabelecimentos que se enquadram e outros que não se enquadram no quadro
II.
 Estabelecimentos que não se enquadram no quadro II para o dimensionamento.

Obs: Todos os estabelecimentos devem ter o mesmo grau de risco e não atividade onde
50% dos empregados em um dos estabelecimentos trabalham em uma atividade de
maior grau de risco que a atividade principal da empresa

Dimensionamento de SESMT centralizado para estabelecimentos que se enquadram


no quadro II (distância máxima do SESMT para os estabelecimentos de 5 Km)

1. Somatório do total de empregados de todos os estabelecimentos (Lembrando da


Exceção dos 50%) consultando o quadro II para dimensionamento.

2. Todos os estabelecimentos no máximo 5000 metros do SESMT centralizado

is
n
va
ra
A
L.
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g

Estabelecimentos que se enquadram e outras que não se enquadram no quadro II


n
E

 Mesmo estado e distrito federal (sem necessidade de 5000m de distância para as


empresas que não se enquadram no quadro II, porém necessário os 5000m para
as empresas que se enquadram).

 Assistência realizada pelos SESMT que se enquadram no Quadro II

Dimensionamento para grau de risco 1

1. Somatório do numero de empregados dos estabelecimentos que se enquadram


no quadro II mais a média aritmética do número de funcionários dos
estabelecimentos que não se enquadram

2. Consulta do quadro II com o resultado do número total de funcionários


is
n
va
 Dimensionamento para grau de risco 2, 3 e 4

ra
1. Somatório do numero de empregados dos estabelecimentos que se enquadram

A
no quadro II e daqueles estabelecimentos que não se enquadram também

L.
2. Consulta do quadro II com o resultado do número total de funcionários
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

Obs: Os estabelecimentos que se enquadram no quadro 2 vale a regra de SESMT a


5000 m os que não se enquadram a regra do mesmo estado. Isso significa que o SESMT
centralizado continuará tendo que estar a 5000 metros dos estabelecimentos que se
enquadram no quadro 2 da NR-4.

Estabelecimentos que isoladamente não se enquadram no quadro II

 Mesmo estado ou DF Dimensionamento para grau de risco 1

1 Somatório de todos os funcionários de todos os estabelecimentos


2 Consulta do quadro II para analisar a necessidade de SESMT
3 Somatório do Estabelecimento com maior número de funcionários mais a média
aritmética dos estabelecimentos restantes
4 Consulta do Quadro II para dimensionamento

is
n
va
ra
A
L.
 Dimensionamento para Grau de Risco 2, 3 e 4 s
ro

1 Somatório de todos os funcionários de todos os estabelecimentos


2 Consulta do Quadro II para dimensionamento
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n

Regra geral do SESMT centralizado;


E

 Mesmo grau de risco para todos estabelecimentos;


 Estabelecimentos que não requer obrigação de estabelecer SESMT à regra será o
mesmo estado ou DF;
 Estabelecimento que requer obrigação de estabelecer SESMT a distância deverá
ser de 5000 metros;
 Grau de risco 1 para dimensionamentos sempre será o somatório da empresa
com maior número de funcionários, ou das empresas que requer necessidade de
SESMT mais a média aritmética das empresas que não necessitam de SESMT
ou com menor número de funcionários.

3 - Serviço único de Engenharia e Medicina do Trabalho (Somente grau de risco 1)


A empresa é desobrigada a constituir SESMT caso possuam serviços
especializados da área de saúde ocupacional como a medicina (clínica médica da
empresa) e engenharia poderão integrar os serviços em um serviço único de engenharia
e medicina. Serviços únicos oferecerá outros serviços adicionais da área de saúde
ocupacional. Profissionais especializados conforme o quadro II no SESMT

Elaborar programa Bienal Submetido à SIT e DSST até o dia 30 de março. Após
30 de março prazo de 90 dias da instalação apresentado na SIT e DSST. Não é um
SESMT, mas as atribuições incluem as do SESMT. Dimensionamento do Serviço Único
deve obedecer ao que está disposto no quadro II. DSST controla a execução do

is
programa e conferi a eficácia. A SRTE assisti o serviço após a comunicação.

n
4-SESMT Contratantes e Contratadas

va
ra
A empresa que contratar outra(s) para prestar serviços em estabelecimentos em
quadrados no Quadro II, anexo, deverá estender a assistência de seus Serviços

A
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho aos
L.
empregados da(s) contratada(s), sempre que o número de empregados desta(s),
s
exercendo atividade naqueles estabelecimentos, não alcançar os limites previstos no
ro

Quadro II.
d
n

5-SESMT comum (acordo coletivo de trabalho)


xa

Conceito Geral
le
A

Regula a convenção da OIT 161 no art 7.1.


.
g

 SESMT organizado pelas empresas, sindicatos ou associação de


Se

categoria econômica, pode ser Gerido por instituição Oficial ou empresas


e

privadas;
.d

 Sempre necessário o Acordo Coletivo do Trabalho;


g

 Empregados assistidos não integram a base de calculo para o SESMT das


n

empresas participantes;
E

 Avaliado Semestralmente por representantes da empresa, DRT/SRTE ou


periodicidade estabelecida em acordo coletivo;
 Empresas Custeiam;
 SESMT das empresas podem utilizar os serviços do SESMT comum
desde que arquem com os custos;

Para empresas contratantes e contratadas.

Quando a empresa contratante e as outras por ela contratadas não se


enquadrarem no Quadro II, anexo, mas que pelo número total de empregados de ambos,
no estabelecimento, atingirem os limites dispostos no referido quadro, deverá ser
constituído um serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho comum. Caso de SESMT comum obrigatório

Empresas que contratam serviços de contratadas, sempre que as contratadas não


alcançam o número mínimo de funcionários que laboram no estabelecimento para o
quadro II, porem no geral alcançam em números de funcionários fora do
estabelecimento. As contratantes podem expandir seu SESMT para as empresas
contratadas contabilizando total de funcionários no estabelecimento. Porém esse
SESMT comum é sobgestão da contratante não precisando utilizar para
dimensionamento o número de funcionários da contratada em caso de acordo coletivo
do trabalho. Desse modo será estabelecido um SESMT comum sob gestão da
contratante.

is
n
As empresas contratadas devem possuir SESMT nos estabelecimentos

va
descobertos pelo SESMT comum, se o número de funcionários dessa empresa
contratada ultrapasse os valores estabelecidos para SESMT do quadro II. Porém, se

ra
estabelecido um SESMT comum a empresa contratada não precisa contabilizar os

A
funcionários que estão sob-regime de SESMT comum. Essa regra vale para todos os

L.
tipos de SESMT comum, não há necessidade de um funcionário estar segurado por dois
s
SESMTs.
ro
d

Quando o somatório do número de funcionários das empresas contratantes e


n

contratadas, individualmente não atingem os limites do quadro II, mas atingem o


xa

número necessário na soma de funcionários da contratante e contratada segundo o


le

quadro II devem constituir SESMT comum. Esse SESMT pode ser sobgestão de
A

sindicatos, de uma das empresas ou associação de categoria correspondente ou


sobgestão da contratada. (Mas é obrigado a ter SESMT).
.
g
Se

Dimensionamento:
e

1 Grau de risco de acordo com a atividade da empresa contratante (Mais uma vez
.d

prestar a atenção na atividade de 50% dos funcionários)


g
n

2 Funcionamento do SESMT comum avaliado semestralmente pela SRTE/DRT,


E

sindicatos da categoria e representantes das empresas contratantes

SESMT comum mesmo município ou municípios limítrofes

 Os estabelecimentos se enquadram no quadro II;


 SESMT é organizado pelo sindicato patronal ou pelas próprias empresas;
 Mesma atividade econômica é necessário;
 Somatório de todos os funcionários que participam e consulta ao quadro II para
dimensionamento;
 Pode ser extendido as empresas cujo os estabelecimentos não se enquadram no
quadro II
 Empresas diferentes com mesma classe CNAE.
 Podendo ser organizado por sindicato ou associação de categoria econômica.

Dimensionamento:

1 Municípios e municípios limítrofes

2 Somatório de todos os funcionários e consulta do quadro II

3 Avaliação semestral por representantes dos trabalhadores contratados,


sindicatos e SRTE

SESMT comum em mesmo pólo industrial (Convenção ou acordo Coletivo de

is
Trabalho);

n
va
 Grau de risco pela atividade econômica que empregue o maior número de

ra
trabalhadores assistidos;

A
Empresas podem ter atividades Econômicas diferentes;

L.
Dimensionamento pelo somatório do número de todos os empregados e consulta
do quadro II
s
ro

SESMT Sazonal
d
n

Empresas que trabalham em Regime sazonal


xa

1 Média aritmética de empregados no ano civil anterior (Janeiro a dezembro)


le
A

SESMT comum para empresas que não se enquadram no quadro II


.
g

As empresas cujos estabelecimentos não se enquadrem no Quadro II, anexo a


Se

esta NR, poderão dar assistência na área de segurança e medicina do trabalho a seus
e

empregados através de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em


.d

Medicina do Trabalho comuns, organizados pelo sindicato ou associação da categoria


econômica correspondente ou pelas próprias empresas interessadas.
g
n
E

Essas empresas poderão optar pelos Serviços Especializados em Engenharia de


Segurança e em Medicina do Trabalho de instituição oficial ou instituição privada de
utilidade pública, cabendo às empresas o custeio das despesas,

Membros do SESMT e Competências


Aos funcionários do SESMT é vedado a atuação em outros serviços da empresa
durante o horário de serviço no SESMT. A instalação dos serviços é um ônus do
empregador. Os profissionais especializados do SESMT devem:

1. Aplicar os conhecimentos em engenharia, medicina, incluindo maquinas e


equipamentos, para reduzir os riscos dos locais de trabalho;
2. Esgotados os meios de eliminação e redução dos riscos, indicar o EPI
necessário;

3. Colabora com seus conhecimentos nas novas instalações físicas, tecnológicas e


de máquinas;

4. Orientação quanto as NRs;

5. Relacionamento com a CIPA (Não há hierarquia);

6. Conscientização, orientação e educação (treinamentos);

7. Documentação e análise dos acidentes;

is
8. Atividades prevencionistas e também em caso de emergências;

n
va
9. Elaborar Plano de Contingência;

ra
Registro do SESMT

A
L.
Deve-se registrar o SESMT no órgão regional do Ministério do Trabalho e emprego
(SRTE)
s
ro

1. Nome dos integrantes


d
n

2. Número do registro profissional


xa
le

3. Número de empregados da empresa e grau de risco


A

4. Especificações do turno de trabalho por estabelecimento


.
g

5. Horário de trabalho
Se

Obs: Substituição de funcionário deve ser comunicado ao órgão regional responsável


e
.d

 Preenchimento do quadro III da NR: Acidentes c/ vítimas;


g

 Preenchimento do quadro IV: Doenças ocupacionais


n


E

Preenchimento do quadro V: Insalubridade;


 Preenchimento do quadro VI: Acidentes sem vítimas;
is
n
va
ra
A
L.
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

Avaliação da Gravidade dos Acidentes de Trabalho e da Frequência

 Dias Computados de Trabalho (DC) é o somatório de Dias Perdidos (DP) e Dias


Debitados (DD);

 Dias Perdidos de ausência do Funcionário (DP);

 Dias debitados (DD) são adicionados com base em uma tabela quando ocorre
incapacidade permanente de acordo com a NBR14280;

𝐷𝐶 = 𝐷𝑃 + 𝐷𝐷
 Horas homem de trabalho (HHT) = Número de horas de trabalho diárias durante
o ano. (HHT) = Horas de trabalhos durante o ano x Número de funcionários;

𝐻𝐻𝑇
= 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝐻𝑜𝑟𝑠 𝑑𝑒 𝑇𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑜 𝐷𝑖á𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑢𝑟𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑜 𝐴𝑛𝑜 𝑋 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝐹𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠

 Dias/Homens Perdidos= Dias Perdidos por todos trabalhadores afastados


(DP+DD)/ número de Horas da Jornada diária de trabalho dentro da empresa

𝐷𝑖𝑎𝑠 𝐷𝐶
=
𝐻𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜𝑠 𝐻𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑒 𝑇𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑜 𝐷𝑖á𝑟𝑖𝑎𝑠

 Índice Relativo = IR = (número absoluto de acidentes/número de

is
Empregados)x100

n
va
𝑁º 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐴𝑐𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠
𝐼𝑅 = 𝑥100
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝐸𝑚𝑝𝑟𝑒𝑔𝑎𝑑𝑜𝑠

ra
A
 Taxa de Frequência de Acidentes = Número de Acidentados X 1000000 de

L.
horas homem de trabalho /HHT s
𝑇𝐹 = (𝑁º 𝑑𝑒 𝐴𝑐𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 ∗ 1000000)/(𝐻𝐻𝑇)
ro
d

 Taxa de Gravidade dos acidentes TG=[(DC)x 1000000 de horas homem de


n

trabalho]/HHT
xa

𝑇𝐺 = (𝐷𝐶𝑥1000000)/𝐻𝐻𝑇
le
A

 Índice de Avaliação da Gravidade IAG = (Dias/homens perdidos)/Número de


.

Acidentes com afastamento


g
Se

𝐷𝑖𝑎𝑠
𝐼𝐴𝐺 = ( )
e

𝐻𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠 𝑃𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜𝑠
.d

Preenchimento do quadro III, IV, V e VI da NR4.


g
n

Parâmetros para a taxa de frequência


E

Segundo o mesmo, os dados da OIT (Organização Internacional do


Trabalho) recomendam os seguintes parâmetros para a Taxa de Frequência:

Com resultado até 20 = muito bom.

De 20,1 a 40 = bom.

De 40,1 a 60 = ruim.

Acima de 60 = péssima.
Parâmetros para a taxa de gravidade

Parâmetros da OIT para Taxa de Gravidade.

Resultado até 500 = muito bom.

De 500,01 a 1.000 = bom.

De 1000,01 a 2.000 = ruim.

Acima de 2.000 = péssima.

is
n
va
NR-5 Comissão interna de Prevenção de Acidentes

ra
Tem como objetivo a prevenção de acidentes, doenças decorrentes do trabalho e

A
promover a saúde dos Trabalhadores. Sua obrigatoriedade existe desde 1944. Não há

L.
necessidade de haver trabalhadores especializados em saúde ocupacional. Formada por
representantes dos empregadores e também dos empregados em condições paritárias. Os
s
ro

representantes dos empregados são eleitos por voto secreto e direto, sem necessidade de
d

nenhuma filiação sindical. As NRs 18, 22, 29, 30 e 31 possuem regramento específico
n

em relação à CIPA. Com a omissão em determinados itens nesses setores passa valer a
xa

regra da CIPA. (Princípio Hermenêutico)


le

A CIPA tem obrigatoriedade em estabelecimentos, públicos, privados,


A

autarquias, órgão públicos de administração direta e indireta, instituições beneficentes e


.
g

de recreação e coorporativas onde se admitem trabalhadores celetistas. Leva-se em


Se

consideração apenas os empregados com vinculo celetista. Estatutário não pode ser nem
candidato.
e
.d

Em centro comercial ou industrial, na área coletiva, através dos membros da


g

CIPA, devem ser estabelecidos os meios de integração com o objetivo de promoção e


n

desenvolvimento das ações de prevenção.


E

A constituição da CIPA é de representantes dos empregados e suplentes eleitos


por voto direto e secreto. Representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão
indicados pelos próprios empregadores.

A CIPA deve ser constituída por estabelecimento e seu dimensionamento é de acordo


com o quadro 1 que é a relação do grupo CNAE e a quantidade de trabalhadores.
is
n
va
ra
A
L.
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d

 OBS: Diferença entre CIPA e SESMT


g
n
E

1. O enquadramento do SESMT varia de acordo com a relação do Grau de risco da


classe CNAE e número de funcionários: quadros I e II da NR4

2. Da CIPA é de acordo com a relação grupo CNAE e número de funcionário:


Quadro I da NR5

 O quadro II traz o agrupamento das classes de atividades econômicas, ou seja,


são as classes de atividades econômicas organizadas em grupo de atividades
econômicas.

 O Quadro III é semelhante ao quadro II, porém também apresenta a descrição da


classe CNAE
is
n
va
ra
CNAE esta no CNPJ da empresa. A CNAE real deve ser a mesma que a empresa
realmente exerce. (Princípio da Primazia e Realidade). Auditor Fiscal do Trabalho

A
poderá multar caso não seja a CNAE do CNPJ.
L.
s
1 Confere o grupo a qual a CNAE esta no quadro II
ro

2 Confere o grupo do quadro I e analisa o número de funcionários da CIPA e se


d
n

realmente há necessidade de constituir CIPA


xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

Ex. Uma empresa de extração mineral (GRUPO C1) com 501 funcionários celetistas, de
acordo com o quadro I deve constituir CIPA com:

1. Seis empregados e quatro suplentes eleitos pelos empregados

2. Seis Empregados designados pelo empregador e quatro suplentes designados


também pelo empregador

3. Total de 20 membros
Empresa desobrigada de constituir CIPA, o empregador deverá designar responsável
pela CIPA. O responsável também poderá ser eleito através da negociação coletiva de
trabalho. O Responsável deve ser funcionário contratado, não podendo ser estagiário e
nem o empregador.

Obs: No caso do SESMT, somente canteiro de obras e frente de obras para o


dimensionamento do número de engenheiros e médicos deixa de valer como
estabelecimento. No caso da CIPA o estabelecimento possui a mesma definição que é
relatada na NR1, ou seja, a frente de obra e canteiro de obra são estabelecimentos para
fins de dimensionamento. Cada estabelecimento deverá possuir uma CIPA, ou um
representante designado a CIPA. A Obra possui regras da CIPA específicas na NR18 e
também caso algum tópico não seja abrangido pela NR específica será considerada a

is
NR5. (Princípio Hermenêutico)

n
va
Obs II: Empresas terceirizadas com seus funcionários ativos no estabelecimento devem
designar representante da CIPA, ou, caso o quadro I estabeleça obrigatoriedade, a

ra
empresa contratada constituirá CIPA diferente da empresa contratante com seus

A
funcionários.

L.
s
O designado da CIPA é uma obrigação para todas as empresas que possuem
ro

CIPA e é um dos itens presentes no eSocial o treinamento de designado de CIPA.


d
n

Atribuições
xa

 Identificar os riscos do processo do trabalho;


le
A

 Elaborar o mapa de riscos (SESMT pode assessorar);


.
g

 Elaborar plano de trabalho: Cronograma com metas a serem alcançadas a partir


Se

das ações preventivas durante o mandato vigente;


e

 Participar no processo de implementação das medidas de proteção de caráter


.d

coletivo e individual. A implementação é responsabilidade do SESMT, a CIPA


g

opina e deve ser escutada;


n
E

 Verificar o ambiente de trabalho periodicamente assim como seus riscos;

 Avaliar e discutir o cumprimento das metas em seu plano de trabalho. Caso a


meta não tenha sido cumprida, deverá elaborar justificativa e estabelecer nova
data;

 Divulgar informações relativas à saúde no trabalho em seminários, treinamentos,


campanhas ou quadros de aviso. A todos os trabalhadores incluindo
terceirizados;

 Participação junto ao SESMT para avaliar mudanças e alterações no ambiente e


processo de trabalho em relação à saúde ocupacional. (Mais uma vez quem
implementa as mudanças é o SESMT);
 Requerer paralisação de máquina ou setor junto ao empregador ou SESMT onde
houver risco grave e iminente a saúde do trabalhador. SESMT decide se paralisa
sim ou não;

 Colabora com PCMSO, PPRA e outros programas;

 Cooperar para que as NRs e acordos coletivos sejam seguidos;

 Analise das causas dos acidentes com as ferramentas de análise de riscos;

 Requisitar ao empregador análise de questões que tenham interferido nas


questões de saúde ocupacional;

 Requisitar CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho);

is
n
 Promover junto ao SESMT semana internacional de prevenção de acidentes do

va
trabalho (SIPAT);

ra
 Participar da campanha de prevenção a AIDS de forma anual;

A
L.
Empregador deve garantir tempo suficiente para as atividades da CIPA e os meios
s
necessários para o alcance das metas. As reuniões ordinárias deverão ser documentadas
ro

assim como as ATAS (Documentação deve ser encaminhada ao sindicato quando


d

solicitado)
n
xa

Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT)


le

A Lei no5.316 de 1967 estabeleceu a obrigatoriedade das empresas informarem


A

os acidentes de trabalho num prazo de 24 horas, visando permitir a concessão dos


.
g

benefícios de natureza acidentária estabelecidos pela Previdência Social. Dessa forma,


Se

conformou-se a criação do documento CAT, que é o mais antigo documento utilizado


para registro de acidentes do trabalho.
e
.d

Na norma regulamentadora de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e


g

em Medicina do Trabalho (SESMT) - NR4, Portaria No 33, de 27 de outubro de 1983,


n

encontra-se diversas referências que disponibilizam as obrigações das empresas de


E

como deve-se proceder em caso de acidente de trabalho. No item 4.12 da NR4 esta
estabelecido que é responsabilidade do SESMT analisar e registrar todos os acidentes de
trabalho ocorridos na empresa ou estabelecimento, com ou sem vítimas e todos os casos
de doenças ocupacionais. Na norma regulamentadora Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA) - NR5, portaria de No 8 de 23 de fevereiro de 1999, também é
previsto a reunião extraordinária da CIPA em caso de acidentes graves. Por isso é muito
importante para empresa, ou estabelecimento, saber identificar as causas dos acidentes,
sua classificação se é grave e principalmente seu histórico e características. Todos os
dados de casos de acidentes de trabalho devem ser registrados mensalmente,
preenchendo os quesitos descritos nos quadros III, IV, V e VI da NR4
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para
reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto bem como uma doença
ocupacional.

A empresa deve informar o acidente do trabalho dentro do prazo legal de um dia


útil ou então estará sujeita a aplicação de multa conforme disposto nos Artigos 286 e
336 do Decreto 3.048/99. Muitas empresas, equivocadamente, deixam de emitir a CAT
quando o afastamento é inferior ao período de quinze dias. Isso é um erro, pois qualquer
trabalhador pode se dirigir a um hospital devidamente credenciado ao INSS e registrar
formalmente este acidente. Lembrando que a emissão do CAT é obrigatório pelo
empregador, sobpena de multa pelo ministério do trabalho e emprego.

is
A CAT no caso de empresas contratantes e contratadas deve ser emitida sempre

n
pela empresa em que o funcionário tenha o vínculo celetista.

va
Abaixo o modelo da CAT que deve ser registrada no site da Previdência Social.

ra
A
L.
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

Atribuição dos empregados, presidente, vice e secretário da CIPA


Cabe aos empregados

1. Participar das eleições.

2. Colaborar com a gestão da CIPA.

3. Indicar a CIPA, SESMT e ao empregador situação de risco.


4. Executar as recomendações da CIPA referentes à prevenção dos acidentes e
doenças do trabalho.

Cabe ao Presidente da CIPA

1. Convocar os membros para as reuniões.

2. Coordenar as reuniões e encaminhar as decisões ao empregador e SESMT.

3. Manter o empregado informado sobre os trabalhos da CIPA.

4. Delegar atribuições ao Vice-Presidente.

5. Coordenar e supervisionar as atividades da secretária.

is
n
Cabe ao Vice-Presidente

va
1. Executar as atribuições que lhe forem delegadas.

ra
A
2. Substituir o presidente em impedimentos eventuais.

L.
Presidente e Vice-Presidente terão em conjunto as seguintes atribuições
s
ro

1. Cuidar para que a CIPA disponha das condições necessárias para o


d

desenvolvimento do seu trabalho.


n
xa

2. Coordenar e supervisionar as ações da CIPA para que atinja os objetivos.


le

3. Delegar atribuições aos membros.


A

4. Aproximar-se do SESMT.
.
g
Se

5. Divulgar as decisões a todos trabalhadores.


e

6. Encaminha as requisições e pedidos de consideração da CIPA.


.d

7. Constituir comissão eleitoral.


g
n

Secretário da CIPA
E

1. Terá que acompanhar as decisões da CIPA redigindo tudo em ata, que será
assinado pelos outros membros

2. Preparar correspondências

3. Outras atribuições que forem conferidas

Vacância
Em caso de afastamento definitivo do Presidente o empregador deverá designar
novo presidente preferencialmente entre os membros da CIPA. Em caso de vacância
do Vice-Presidente: os empregados da CIPA deverão escolher novo vice entre os
membros titulares da CIPA. Tempo de indicação e escolha em até 2 dias úteis após
afastamento para ambos os casos. Caso um membro titular do empregador assuma a
vacância o suplente do empregador deverá assumir o cargo titular. Caso um membro
eleito assuma a vacância será um suplente dos empregados a assumir a titularidade.
Entra um suplente dos empregados na vaga de vacância dos eleitos que tenha maior
número de votos. Caso não exista suplente dos empregados; novas eleições com prazos
reduzidos pela metade. Eleito deverá ter tempo de mandato compatibilizado com os que
estão em exercício. Treinamento em até 30 dias da posse.

Candidato perderá o mandato quando faltar mais de 4 reuniões consecutivas da


CIPA (estabilidade de 1 ano a partir daqui).

is
Funcionamento

n
va
Reuniões ordinárias

ra
Membros deverão se reunir conforme estabelecido em calendário pelos próprios

A
membros em horário de expediente, essas serão as reuniões ordinárias que ocorrerão de

L.
forma mensal. s
A CIPA deverá tomar decisões preferencialmente por consenso. Quando não há
ro

consenso o processo é de votação e é registrado em ata. Pedido de reconsideração de


d

decisão poderá ser tomado por empregador ou SESMT mediante requerimento


n
xa

justificado que será apresentado à CIPA. Todas as decisões deverão ser registradas em
atas. Registros das atas devem ficar no estabelecimento para consulta do MTE e
le

solicitações do sindicato.
A

Reuniões extraordinárias
.
g
Se

1. Caso de risco grave e iminente para aplicação de medidas corretivas e de


emergência;
e
.d

2. Caso de acidente grave ou fatal;


g
n

3. Houver solicitação expressa de uma das representações. (Presidente e vice da


E

CIPA, SESMT ou empregador);

Obs: Acidentes graves

Aqui, serão apresentados alguns conceitos de classificação dos acidentes segundo a


norma NBR 14280. Essa norma estabelece uma correlação entre os dias perdidos e
dias debitados. Dias debitados são baseados em uma tabela na própria norma com
base no resultado do acidente. Seguindo esta lógica é possível fazer uma analogia entre
a classificação adotada para o calculo do Fator Acidentário de Prevenção (FAP),
imposto cobrado sobre o acidente de trabalho e doença ocupacional. Por exemplo: A
morte (B93), qualquer fatalidade resultante de uma lesão do trabalho; Incapacidade
Total Permanente (B92), qualquer lesão do trabalho, exceto a morte, que incapacite
total, ou permanentemente o trabalhador de desempenhar qualquer ocupação lucrativa.
Um exemplo deste caso pode ser a perda anatômica ou impotência funcional em partes
essenciais como a mão e o pé; perda da visão de um olho com redução simultânea de
mais da metade do outro; lesões orgânicas ou perturbações funcionais graves e
permanentes de qualquer órgão vital, ou quaisquer estados patológicos reputados
incuráveis, que determinem idêntica incapacidade para o trabalho.

Já, segundo o ministério da saúde a Notificação dos acidentes de trabalho fatais e


graves e de crianças e adolescentes são:

1. Internação hospitalar

2. Incapacidade por mais de 30 dias

is
3. Incapacidade permanente

n
va
4. Enfermidade incurável

ra
5. Debilidade permanente de membro ou função

A
6. Perda ou inutilização de membro, sentido ou função.
L.
s
7. Deformidade permanente
ro

8. Aceleração de Parto
d
n

9. Aborto
xa
le

10. Fraturas, amputações de tecidos ósseos, luxações e queimaduras graves;


A

11. Desmaio causado por agentes químicos, asfixia ou choque elétrico;


.
g
Se

12. Hipotermia e calor que causam desmaio; requerendo ressuscitação ou


hospitalização por 24 horas
e
.d

13. Doenças agudas causadas por agentes biológicos;


g

14. Óbito, mesmo após o acidente, em hospital;


n
E

15. Óbito;

A empresa poderá decidir qual critério adotar seguindo os conceitos que são
estabelecidos no FAP, NBR 14280 ou ministério da saúde. Poderá haver uma mescla
entre os três conceitos, o importante é a empresa definir quais casos são necessários
para as reuniões extraordinárias.

Treinamentos
Os membros da CIPA não são profissionais qualificados em saúde ocupacional,
por isso é necessário treinamentos de todos os membros incluindo os suplentes. Para
membros em seu segundo mandato em diante treinamento antes do início do mandato
vigente. Treinamento também para o designado responsável pela CIPA. Membros no
primeiro mandato treinamento até 30 dias após a posse.

Atividades do treinamento:

1. Estudo do Ambiente e das condições de trabalho, assim como os riscos do


processo produtivo.

2. Metodologia de investigação e análise dos acidentes e doenças do trabalho.

3. Noções das doenças e acidentes do trabalho em decorrentes aos riscos e agentes


presentes na empresa.

is
4. Noções sobre AIDS e medidas de proteção.

n
5. Noções sobre a legislação trabalhista e previdenciária em relação aos acidentes

va
de trabalho.

ra
6. Princípios gerais de higiene de trabalho e medidas de controle de risco.

A
L.
7. Organização da CIPA e outros serviços necessários ao exercício das atribuições.
s
ro

Processo Eleitoral
d

É responsabilidade do empregador a convocação das eleições no prazo máximo


n
xa

de 60 dias antes do término do mandato vigente. Empregador deve informar sindicato e


categoria profissional. Onde já existe CIPA cabe ao presidente e ao vice-presidente com
le

mandato em curso constituir comissão eleitoral no prazo máximo de 55 dias antes do


A

término mandato. Comissão eleitoral será responsável pela organização e


.
g

acompanhamento do processo eleitoral. Todos os funcionários da empresa podem se


Se

candidatar a CIPA.
e

Todos os candidatos tem estabilidade de emprego até o período das eleições.


.d

Eleições devem ocorrer no horário de trabalho de forma que possibilite a participação


g

de todos os empregados e voto secreto. A apuração em horário normal de trabalho com


n

o acompanhamento de um representante do empregador, empregados e membros da


E

Comissão Eleitoral. Participação dos trabalhadores inferior a 50% deve-se organizar


outra votação no prazo máximo de 10 dias. Votação poderá ser por meio eletrônico ou
impresso (Facultativo). Os documentos das eleições devem ser guardados por no
mínimo 5 anos.

Onde não há CIPA empregador constitui a comissão eleitoral com os mesmos


prazos e responsabilidade
is
n
va
ra
As denuncias devem ser protocoladas em até 30 dias úteis após a posse dos

A
novos membros na SRTE. Caso seja anulada a empresa deverá convocar novas eleições

L.
no prazo máximo de 5 dias úteis após a ciência da anulação. Eleições anuladas antes do
s
mandato da CIPA que ficará com mandatos antigos até as eleições.
ro
d

Assumirão os Candidatos mais votados de forma decrescente de votos até os


n

suplentes. As quantidades de votos serão registradas em atas. É permitida somente uma


xa

reeleição. No caso de empate assumirá aquele que possui maior tempo de serviço no
le

estabelecimento. Candidatos mais votados que não atingiram número de votos


A

suficiente para membros titulares e suplentes poderão ficar registrados em ata para
preencher vacância de suplentes. Fornecimento de Cópia das atas de eleições ao
.
g

membros da CIPA. A CIPA não poderá em hipótese alguma ter seus membros
Se

reduzidos, mesmo com a redução do número de funcionários. O novo enquadramento


e

com a redução do número de funcionários só poderá ser realizados nas próximas


.d

eleições.
g

Membros da CIPA possuem estabilidade a partir da candidatura e se eleitos até


n
E

um ano após o término de mandato (demissão somente por justa causa). Representantes
designados pelo empregador não possuem a estabilidade.

A função da estabilidade é garantir autonomia para o cumprimento de suas


obrigações mesmo que estas o coloquem em confronto com o empregador. Únicos
motivos que podem gerar a demissão de membros eleitos são disciplinar, técnico,
econômico ou financeiro. Suplentes eleitos também possuem estabilidade (Súmula 339
TST). Designado da CIPA, escolhido por empregador, não tem garantia exceto quando
eleito a partir de acordo coletivo de trabalho.

É proibida a transferência de membro da CIPA para outro estabelecimento sem a


sua anuência, ressalvado o disposto nos incisos 1 e 2 do art 469 da CLT
Art. 469: Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para
localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a
que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio.

Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados que exerçam cargo
de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a
transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço. (Redação dada pela
Lei nº 6.203, de 17.4.1975)

É licita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o


empregado.

Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para

is
localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo

n
va
anterior, mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior
a 25% (vinte e cinco por cento) dos salários que o empregado percebia naquela

ra
localidade, enquanto durar essa situação.

A
Somente nos seguintes casos poderá ocorrer a transferência de membro da
L.
CIPA, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato
s
ro

1. Membro da CIPA exerce cargo de confiança


d
n

2. O contrato tem como condição implícita ou explicita a transferência


xa

3. Extinção de estabelecimento
le
A

A CIPA só poderá ser extinta com a extinção do estabelecimento (5.15 da NR5)


.
g

Contratantes e Contratadas
Se

Como já vimos para esta NR se considera estabelecimento o local onde são


e
.d

executadas as atividades.
g

Obs: único caso que há exceção à regra é na composição do SESMT para engenheiros
n

e médicos no caso de canteiro de obras e frente de obras


E

Empresas contratantes devem definir mecanismos de integração da CIPA junto


as empresas contratadas. Empresas contratadas com CIPA trabalhando em conjunto
com o CIPA das contratantes. Empresas contratadas sem obrigação de constituir CIPA,
mas com designado de CIPA trabalhando em conjunto com CIPA das contratantes.
Empresas contratantes possuem responsabilidade de fornecer informações dos riscos
para as contratadas e acompanhar que as contratantes executem as medidas de
segurança e saúde no trabalho.

PPRA e relatório anual do PCMSO.


Programas previstos respectivamente na NR7 e NR9. Analisar o relatório anual do
PCMSO como documento base do PPRA devem ser apresentados e discutidos na CIPA.
Cópia deve ser anexada ao livro de atas da Reunião.

Considerações Finais
 CIPA não precisa ser registrada no MTE.

 Documentos referentes a CIPA como atas de eleição, atas de posse e calendário


anual devem ser organizados guardados durante 5 anos na empresa.

 O tempo de mandato dos designados pelo empregador é de liberalidade pelo


próprio empregador.

is
n
 Atribuições de CIPA e SESMT são complementares.

va
 CIPA deve ser ouvida quanto a indicação do EPI pelo empregador ou pelo

ra
SESMT.

A
 O registro das manutenções deve ficar disponível aos trabalhadores envolvidos
L.
na operação, manutenção e reparos, bem como à Comissão Interna de Prevenção
s
ro

de Acidentes - CIPA, ao Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho -


SESMT e à Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.
d
n

Exemplo de ata da CIPA


xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

Modelo de Edital de Eleição da CIPA


is
n
va
ra
A
Ficha de Inscrição Para membros da CIPA

L.
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g

Edital de Convocação para Eleição da CIPA


n
E
Atas de Eleições dos membros da CIPA (armazenados por 5 anos)

is
n
va
ra
A
L.
s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E
Ata de treinamento da CIPA

is
n
va
ra
A
L.
Certificado s
ro
d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g

Calendário das Reiniões Ordinárias (5 anos)


n
E
E
n
g
.d
e
Se
g
.
A
le
xa
n
d
ro
s
Atas da Posse (5 anos)
L.
A
ra
va
n
is
E
n
g
.d
e
Se
g
.
A
le
xa
n
d
ro
s
L.
A
ra
va
n
is
Mapas de risco

is
n
va
ra
A
L.
s
ro
d
n
xa

O Mapa de Riscos tem como objetivos:


le
A

 Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de


.

segurança e saúde no trabalhador na empresa;


g
Se

 Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre


e

os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de


.d

prevenção.
g

Etapas de elaboração
n
E

a) conhecer o processo de trabalho no local analisado:

 Os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamento profissional e de segurança e


saúde;

 Os instrumentos e materiais de trabalho;

 As atividades exercidas;

 O ambiente.

b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da Tabela;

c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:


 Medidas de proteção coletiva;

 Medidas de organização do trabalho;

 Medidas de proteção individual;

 Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários,


bebedouro, refeitório.

d) identificar os indicadores de saúde:

 Queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos


riscos;

is
 Acidentes de trabalho ocorridos;

n
va
 Doenças profissionais diagnosticadas;

ra
 Causas mais frequentes de ausência ao trabalho:

A
L.
 Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
s
e) Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, indicando através de círculo:
ro
d

 O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada;


n
xa

 O número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do


círculo;
le
A

 A especificação do agente (por exemplo: químico – sílica, hexano, ácido


.

clorídrico; ou ergonômico – repetitividade, ritmo excessivo), que deve ser


g
Se

anotada também dentro do círculo;

 A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve


e
.d

ser representada por tamanhos diferentes de círculos.


g

f) Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial,


n
E

deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil
acesso para os trabalhadores.

g) No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do


estabelecimento deverá ser realizado por etapa de exceção dos serviços, devendo ser
revisto sempre que um fato novo e superveniente modificar a situação de riscos
estabelecida.

Conceitos Administrativos adotados para avaliação da saúde


e segurança do trabalho das empresas.
Introdução
No mercado competitivo global, a gestão de todos os recursos de uma empresa
pode ser um fator determinante para o sucesso desta. No Brasil, empresas que investem
em saúde e segurança podem conseguir benefícios em relação aos seus concorrentes,
devido a uma oportunidade oferecida pela legislação previdenciária que estabelece um
multiplicador que pode reduzir em até 50% as alíquotas do Risco Ambientais do
Trabalho (RAT) ou (GILRAT), que é um imposto previdenciário cobrado sob o
percentual do montante do salário de todos os colaboradores e que varia de acordo com
o grau de risco da atividade econômica, subclasse CNAE.

Esse mesmo multiplicador pode punir empresas com índices elevados de

is
acidentes e doenças ocupacionais duplicando a alíquota do RAT. Este multiplicador é

n
conhecido como Fator Acidentário de Prevenção (FAP), criado no o decreto

va
no.6957/2009 com o objetivo de tornar a saúde ocupacional um valor econômico para as

ra
empresas. Deste modo, torna-se fundamental para as empresas estar ciente destes
índices que são utilizados para o cálculo do FAP, e criar um programa de gestão com

A
foco na redução desses índices.
L.
s
Principais Problemas
ro
d

Um dos motivos apontados pelos autores é que as empresas desconhecem a


n

legislação que trata deste assunto. Outro motivo é o aspecto do FAP ser tema de
xa

médicos e engenheiros do trabalho, porém não é o que se vê nas empresas, onde o


le

assunto é mediado pelo departamento de recursos humanos, a partir dos


A

encaminhamentos à previdência com ou sem CAT. Quem informa os afastamentos e faz


o encaminhamento a previdência pelo sistema SEFIP (Sistema Empresa de
.
g

Recolhimento do FGTS e informações à Previdência Social), onde se calcula os valores


Se

a serem recolhidos para encargo financeiro é um setor que geralmente não tem nada a
e

ver com os eventos que possam ter impacto no RAT ajustado pelo FAP. Esse valor é
.d

pago pelo setor financeiro que também não tem conhecimento da possibilidade de
g

amortização dessa alíquota. Outra razão estaria no fato dos sistemas de gestão
n

preferirem, muitas vezes, a judicialização destas ações, onde a empresa destina seus
E

esforços para atender a ocorrência de uma ação de reparação, preferindo até, questionar
o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) ou outros focos judiciais,como se pode ver na
cartilha criada pela FIESP, não que isso não seja importante, mas não são medidas
prevencionistas, que ajuda a limitar e reduzir o número de encargos trabalhistas.

GILRAT
O RAT é uma alíquota cobrada em função da folha de pagamento de todos os
colaboradores de uma empresa, valendo ressaltar também que nesta folha está incluso o
décimo terceiro salário.

O valor percentual incidente sobre a remuneração total é conhecido como RAT e


esta previstos no Art. 22 da Lei no.8.212 que dispõe sobre a organização da seguridade
social, e dá outras providências. O objetivo do RAT é onerar mais o empregador que
explora as atividades que oferecem maior risco a saúde e a integridade física de seus
funcionários. Isso seria como uma justiça tributária: o empregador que mais onera a
previdência social deverá contribuir com uma alíquota maior para custear o pagamento
destes benefícios previdenciários.

Os valores incidentes podem variar de acordo com a atividade preponderante de


risco; podendo ser de um por cento para risco leve, dois por cento para risco médio e a
três por cento para risco grave. Esses valores irão depender da classificação de risco
referente CNAE subclasse, diferentemente do grau de risco da classe CNAE adotada
para o dimensionamento do SESMT.

is
As alíquotas podem ser maiores se as atividades exercidas pelos colaboradores

n
estejam sobcondições insalubres e devido a isso os assegurados ensejam a concessão de

va
aposentadoria especial. Esses valores podem ser de doze, nove e seis pontos percentuais
respectivamente para aposentadorias de quinze, vinte ou vinte e cinco anos.

ra
A
Até o fim de 2009, o valor das alíquotas de contribuição por empresa era

L.
calculado pela multiplicação de sua folha de pagamentos pelos algarismos percentuais,
s
de 1%, 2% ou 3%, definida para cada uma das 1.301 atividades econômicas da
ro

Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A partir de janeiro de


d

2010, a forma de cálculo passou a contar com mais um multiplicador: o Fator


n

Acidentário de Prevenção (FAP).


xa

A expressão RAT Ajustado foi criada pela Receita Federal do Brasil e equivale à
le

alíquota que as empresas terão de recolher, sobre o total das remunerações pagas ou
A

creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, a


.
g

partir de janeiro de 2010, para custear as aposentadorias especiais e aqueles concedidos


Se

em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos


ambientais do trabalho. O calculo do RAT ajustado se faz com a multiplicação dos
e
.d

valores do FAP e RAT.


g

Classificação Internacional de Doenças (CID)


n
E

A classificação de doenças é um instrumento que foi criado para agrupar as


doenças segundo suas características comuns, servindo para finalidades estatísticas de
descrição e análise quanto a distribuição das doenças em uma população sujeita a
fatores de riscos específicos. É uma sistematização das doenças, sintomas, sinais e
motivos de consultas.

O CID-10 em sua décima revisão classifica as doenças de acordo com os agentes


etiológicos e fatores de risco de natureza ocupacional. Os agentes físicos, químicos e
biológicos cujo qual o trabalhador está exposto possuem diversos enquadramentos de
doenças nesta classificação que foi elaborada a partir de dados estatísticos.

Com o desenvolvimento da CID os médicos peritos do INSS passaram a poder


enquadrar as doenças como sendo de causa ocupacional sem a necessidade de emissão
do CAT. Na tabela abaixo pode-se analisar alguns exemplos de doenças respiratórias,
grupo X da CID-10, ocasionadas pela exposição ocupacional ao agente químico asbesto.
Este enquadramento se encontra no anexo II, lista B, do decreto no6957 de 9 de
setembro de 2009.

DOENÇAS AGENTES
ETIOLÓGICOS
OU FATORES
DE RISCO DE
NATUREZA
OCUPACIONAL

is
XIII - Exposição

n
Pneumoconiose ocupacional a

va
devida ao Asbesto poeiras de asbesto

ra
(Asbestose) e a ou amianto
outras fibras (Z57.2) (Quadro

A
minerais (J61.-) II)

L.
s
XXVII - Derrame Exposição
ro

pleural (J90.-) ocupacional a


d

poeiras de Asbesto
n

ou Amianto
xa

(Z57.2) (Quadro
le

II)
A

XXVII - Derrame Exposição


.
g

pleural (J90.-) ocupacional a


Se

poeiras de Asbesto
ou Amianto
e
.d

(Z57.2) (Quadro
II)
g
n

Grupo X da CID-10, com exemplo de doenças respiratórias causadas por Asbesto


E

NTEP - Nexo Técnico Epidemiológico

O combate a subnotificação das doenças profissionais fez com que Conselho


Nacional da Previdência Social, em 2004, criasse uma nova metodologia que
reconhecesse melhor as doenças profissionais, chamando de NTEP. Essa metodologia
foi desenvolvida pela Previdência Social com força na Lei no 11.430/2006 e com o
Decreto no 6.042/2007, e estabeleceu que toda vez que houvesse incidência
epidemiológica elevada de uma determinada doença relacionado ao fator de risco
específico de uma determinada atividade econômica, haveria o enquadramento dessa
doença como sendo de natureza acidentária.
Desta forma, o enquadramento permitido pelo Decreto no 6.042/2007 e pelo
atual Decreto no 6.957/2009, em seu Anexo II, Lista C, esta relatado que um
trabalhador que labora em uma determinada CNAE, com alta incidência de doenças da
CID, o caso será enquadrado como de doença profissional. Estas relações, além da lista
normal das doenças profissionais e do trabalho, permitem estabelecer atualmente 2.691
correlações entre CID e CNAE.

Em caso excepcional, constatando-se que a doença não está incluída na relação


constante do Anexo II do mesmo decreto, resultará em condições especiais em que o
trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, assim, a previdência social
deve equipará-la a acidente do trabalho. Neste caso conclui-se que mesmo não havendo
correlação CID e CNAE, mas o perito constatou que a doença é fruto das condições

is
especiais em que o trabalho é realizado haverá um nexo técnico por doença equiparada

n
ao trabalho.

va
Destarte, inverteu-se o ônus da prova, que antes era do colaborador, agora passa

ra
a ser do empregador. Anteriormente era necessário que tal reconhecimento partisse

A
basicamente do encaminhamento de serviços públicos ou do médico da empresa; agora,

L.
o próprio médico perito verifica compulsoriamente, sem necessidade da Comunicação
s
de Acidente do Trabalho da empresa, se há esta relação estabelecida pela lista C, Anexo
ro

II, do atual Decreto no 6.957. Ao lado disso, houve o aperfeiçoamento das Instruções
d

Normativas do INSS, para o melhor reconhecimento das doenças profissionais em geral,


n

independente do CAT, conforme expresso na IN No 31, de setembro de 2008.


xa
le

Tais procedimentos e a própria matriz que gerou a Lista C do NTEP deverão ser
A

revisados e aperfeiçoados periodicamente com base nos novos registros gerais de


incapacidade do INSS e mediante estudos e pesquisas desenvolvidos com a participação
.
g

da Universidade de Brasília (UnB).


Se

O NTEP coloca às claras o adoecimento no interior do local de trabalho no


e
.d

Brasil, acabando com a subnotificação, principalmente nos setores de serviço que até
então apresentavam baixo registro de doenças profissionais.
g
n
E

Princípios do Fator Acidentário de Prevenção (FAP)


O FAP consiste em um multiplicador variável no intervalo contínuo de cinco
décimos 0,5000 a dois inteiros 2,000, aplicado com quatro casas decimais, considerando
o critério de arredondamento na quarta casa decimal, a ser aplicado ao RAT. O FAP
dependerá do desempenho da unidade da empresa, conceito estabelecido na NR-1, de
acordo com à sua respectiva subclasse de atividade econômica, que será medida pelos
índices de gravidade, freqüência e custo calculados segundo a metodologia aprovada
pelo Conselho Nacional de Previdência Social.

Os índices de frequência são calculados a partir do registro de acidentes e


doenças do trabalho informados ao INSS por meio do Comunicado de Acidente do
Trabalho (CAT); dos benefícios acidentários estabelecidos por Nexo Técnico
Epidemiológico (NTEP); e pela perícia médica do INSS que também fará parte do

is
índice de frequência mesmo sem a emissão do CAT. Assim, a equação que calcula o

n
índice de frequência se dá pela razão do somatório de todos auxílios doença (B91),

va
auxílios acidente (B94), aposentadorias por invalidez (B92) e pensões por morte (B93)

ra
pelo número médio de vínculos do trabalho (Nm).

A
𝐶𝐴𝑇+((𝐵91+𝐵92+𝐵93+𝐵94)(𝑠𝑒𝑚𝐶𝐴𝑇)) L.
s
𝐼𝑓 = ∗ 1000 Equação 1
ro
𝑁𝑚
d
n
xa

Os índices de gravidade são todos os casos (B91), (B94), (B92) e (B93), de


natureza acidentária, aos quais são atribuídos os pesos em função da gravidade do
le

acidente, a Equação 2 apresenta o cálculo que é usado para o índice de gravidade.


A
.
g
Se

[(𝐵91∗0,1)+(𝐵92∗0,3)+(𝐵93∗0,5)+(𝐵94∗0,1)]
𝐼𝑔 = ∗ 1000 Equação 2
𝑁𝑚
e
.d
g
n

O índice de custo é analisado com base nos valores dos benefícios de natureza
E

acidentária custeados pela previdência em função do tempo de afastamento no (B91),


(B94), (B93), e (B92), mediante a projeção da expectativa de sobrevida do segurado na
data de início do benefício, a partir da tábua de mortalidade construída pela Fundação
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para toda a população brasileira.
A Equação 3 mostra que o valor do índice de custo é razão do valor total dos benefícios
(Vb) pelo valor total de remuneração paga pelo estabelecimento aos remunerados (V).

𝑉𝑏
𝐼𝑐 = 𝑉∗1000 Equação 3
Com base nestes índices é calculado os percentis de ordem para as empresas por
setor Subclasse-CNAE. A subclasse-CNAE é o maior detalhamento possível da
atividade econômica de uma empresa. Onde as empresas comungam, convivem,
compram, vendem, apreçam, alienam e participam com os esforços voltados para a
demanda de mercado, estabelecendo uma livre concorrência regulamentada pelo estado.

Cria-se, assim, um ranking das empresas, sendo as com maiores índices de


frequência, gravidade e custo, e as de maior ordem nos respectivos percentis. A ordem
irá depender do número de empresas, por exemplo: em determinada atividade
econômica existem dez empresas, isso significa que a ordem pode variar de um a dez.
Para cada índice haverá um ordenamento das empresas. Desse modo, a empresa com
menor índice de frequência na atividade econômica, recebe o menor percentual ao

is
contrário da empresa com maior índice que terá o percentual mais elevado, 100%, no

n
percentil dado a frequência. O percentil de ordem para cada um desses índices, na

va
mesma Subclasse-CNAE, é dado pela Equação 4, onde se tem o "Nordem", que é a

ra
posição da empresa segundo seu desempenho nos índices em relação aos concorrentes

A
de atividade fim, e "n" que é o número de organizações que atuam na atividade.

L.
s
ro

100∗(𝑁𝑂𝑟𝑑𝑒𝑚 −1)
𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑖𝑙 = Equação 4
𝑛−1
d
n
xa

A partir dos percentis de ordem de cada índice é criado um índice composto. O


le

critério das ponderações para a criação do índice composto pretende dar o peso maior
A

para a gravidade (0,50). A frequência recebe o segundo maior peso (0,35). Por último, o
.
g

menor peso (0,15) é atribuído ao custo. O índice composto calculado para cada empresa
Se

é multiplicado por 0,02 para a distribuição dos estabelecimentos dentro de uma


determinada CNAE-Subclasse possam ter um Índice Composto que varie de 0,0000 a
e
.d

2,000. A fórmula do índice composto está expressa na Equação 5.


g
n
E

𝐼𝐶 = [(0,5 ∗ 𝑃𝑔) + (0,35 ∗ 𝑃𝑓) + (0,15 ∗ 𝑃𝑐)] ∗ 0,02 Equação 5

Para a faixa de bonificação (bônus = IC < 1,0) deve ser ajustada para que o FAP
esteja contido no intervalo compreendido entre 0,5 e 1,0. Este ajuste é possível
mediante a aplicação da Equação 6 que oferece a possibilidade de redução de 50% do
IC.

𝐹𝐴𝑃 = 0,5 + 0,5 ∗ 𝐼𝐶 Equação 6


Para IC > 1,0 (malus) - o FAP é aplicado em outra faixa (intervalo de 1 a 2). O
valor do IC é ajustado mediante aplicação de uma outra fórmula para interpolação. Isso
implica no cálculo do FAP em função de uma redução de 25% no valor do IC. A
fórmula para faixa “malus”está expressa na Equação 7.

𝐹𝐴𝑃 = 𝐼𝐶 − (𝐼𝐶 − 1) ∗ 0,25 Equação 7

Para IC = 1 - O FAP será igual a 1,000.

A empresa apresentando casos de (B92) e (B93) e um IC superior a 1 o valor do


FAP será igual ao IC calculado e a equação 7 neste caso não se aplica, retirando a

is
possibilidade de redução da alíquota de 25% sobre o IC. Isso só ocorrerá mediante

n
comprovação de acordo com regras estabelecidas pelo INSS, investimentos em recursos

va
materiais, humanos e tecnológicos em melhoria na segurança do trabalho, com o

ra
acompanhamento dos sindicados dos trabalhadores e dos empregadores.

A
Esse resultado Multiplicará o RAT e irá gerar o RAT ajustado:

𝑅𝐴𝑇 𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡𝑎𝑑𝑜 = 𝐹𝐴𝑃𝑥𝑅𝐴𝑇 Equação 8 L.


s
ro
d
n

O FAP será declarado no Esocial. REGRA_FAP_ALERTA: Após a transmissão


xa

do primeiro evento de remuneração relativo a um Período de Apuração, havendo


le

divergências entre o FAP informado em S-1005 e o constante no cadastro da RFB


A

(CNPJ), sem que haja processo administrativo/judicial que justifique a divergência, será
.

gerada uma mensagem de alerta ao contribuinte, informando-o da situação irregular.


g
Se

Seguro Acidente de Trabalho (SAT)


e

O SAT será o RAT ou GILRAT já ajustado pelo FAP multiplicando a folha


.d

salarial de todos os trabalhadores incluindo o décimo terceiro salário. Desse modo é


g

realizado o cálculo da alíquota previdenciária que a empresa deverá pagar.


n
E

SAT = RAT ajustado X Folha salarial de todos os colaboradores


is
n
va
ra
A
L.
Perfil Profissional Previdenciário PPP
s
ro

A instrução normativa no 99/INSS/DC estabelece que o documento para fazer o


d

requerimento da aposentadoria especial é o PPP para períodos trabalhados a partir de


n

2004.
xa
le

O PPP é um documento com o histórico laboral do trabalhador que reúne


A

informações administrativas: registros ambientais, avaliações qualitativas e


quantitativas realizadas no ambiente de trabalho para os riscos físicos, químicos e
.
g

biológicos; resultados da monitoração biológica, avaliação clínica do trabalhador


Se

conforme os atestados de saúde ocupacional ASO, emitido pelo médico do trabalho,


e

conforme todo período que o trabalhador exerceu suas atividades.


.d

Isso significa basicamente que os ASOs que abastecem a fonte de informações


g

para criação do PCMSO, assim como as avaliações ambientais que abastecem como
n
E

fonte de informações para o PPRA e LTCAT irão servir para definir o histórico de
atividades em que o trabalho foi realizado por esse trabalhador ao longo do tempo em
que esse esteve laborando em determinada empresa.

Registros ambientais e resultados da monitoração biológica mantidos na empresa


por 20 anos após o desligamento do trabalhador conforme estabelecido no programa de
riscos ambientais PPRA e programa de controle médico de saúde ocupacional PCMSO.

O PPP poderá ser substituído por PPRA, LTCAT, PCMAT e PCMSO conforme
estabelecido no manual da previdência social. O documento PPP é individualizado por
trabalhador.
O PPP é obrigatório à emissão para empregados que laborem expostos a agentes
nocivos como agentes químicos, físicos e biológicos. Ainda que não presente os
requisitos para concessão da aposentadoria especial. Nele deve ser comprovada a
eficácia dos EPIs, EPCs e medidas administrativas para retirada da aposentadoria
especial .

O PPP também deve:

 Ser assinado pelo representante legal da empresa com carimbo.


 Oferecido ao funcionário no momento da recisão de contrato.
 Atualizado referente a mudanças nas exposições de riscos e informações
referentes as atividades.

is
Os responsáveis técnicos pelos registros ambientais e monitoramento biológico

n
va
só poderá ser médico ou Engenheiro de Segurança do Trabalho. Devido a isso o PPP
para poder ser substituído por outros documentos como PPRA, só será aceito os PPRAs

ra
com assinatura de Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho.

A
Lembrando que o PPRA pode ser elaborado por qualquer pessoa que o empregador

L.
julgue capaz desta tarefa. s
ro

A NR-9 estabelece os critérios para avaliação do PPRA.


d
n
xa
le
A
.
g
Se
e
.d
g
n
E

 Constitui crime divulgar o PPP para terceiros a não ser se for exigido por
órgãos públicos.
 Constitui crime falsificar o PPP.

O PPP pode ser solicitado pelo empregado, perícia médica previdenciária e


autoridades competentes.

Modelo de PPP
is
n
va
ra
A
L.
s
ro
d
n
xa
le

LTCAT: Laudo Técnico de Condições Ambientais do


A

Trabalho
.
g
Se

Antigamente somente o médico do trabalho era responsável pela aferição e


medição das condições ambientais no local de trabalho. A lei 6514 inclui essa
e

responsabilidade para o Engenheiro do Trabalho.


.d
g

O LTCAT tem finalidade previdenciária para concessão de aposentadoria


n

especial. Portanto não se deve confundir com o laudo técnico de periculosidade ou


E

insalubridade para avaliação e caracterização das condições especiais previstas na


aposentadoria especial. Laudos de insalubridade e periculosidade são para esfera
trabalhista e não previdenciária.

Laudos previdenciários dependem da definição básica de nocividade e permanência.

Nocividade é relativa aos agentes físicos, químicos e biológicos ou associação


de agentes capaz de causar danos à integridade física dos trabalhadores baseados nos
anexos e decretos previdenciários. O LTCAT também pode trazer informações
relacionadas aos riscos ergonômicos avaliados tecnicamente pelo profissional
qualificado da área de saúde e segurança do trabalho a partir da Análise Ergonômica do
Trabalho conforme a NR-17. Atividades periculosas que envolve inflamáveis,
eletricidade, radiações ionizantes, condução de motocicleta em vias públicas e de
vigilante são referenciados na NR-16. O riscos físicos, químicos e biológicos são
mensurados conforme as técnicas estabelecidas na NHO e os limites de exposição da
NR-15. Os riscos mecânicos, não há necessidade de serem referenciados no LTCAT,
assim como os ergonômicos, já que esses riscos não dão direito à aposentadoria
especial. Porém muitos LTCATs tem referenciado esses riscos atualmente muito
provavelmente para oferecer subsídios de informações que serão declaradas no eSocial.

Permanência é o modo permanente, não ocasional e nem intermitente.


Indissociável da prestação de serviço.

Formulário PPP emitido com base no LTCAT para concessão de aposentadoria


especial.

is
O LTCAT, desde que fundamentado por Médico do Trabalho ou Engenheiro do

n
va
Trabalho, fundamentarão o preenchimento do formulário de reconhecimento dos
períodos laborados em condições especiais.

ra
As avaliações dos agentes nocivos presentes no anexo IV do decreto 3048 de

A
1999, pode ser qualitativa ou quantitativa. Na avaliação qualitativa dá-se pela presença
L.
dos agentes no ambiente de trabalho conforme os anexos 6, 13 e 13-A e 14 da NR-15.
s
ro
Na quantitativa a nocividade ocorre quando se ultrapassa os limites de tolerância
estabelecidos nos anexos 1, 2, 3, 4 (revogado p/ insalubridade e AE), 8, 9 (revogado p/
d
n

AE), 11 e 12.
xa

As avaliações qualitativas deverão:


le

1. Circunstâncias da exposição
A
.
g

2. Fontes de risco e a possibilidade de liberação


Se

3. Meios de contato ou a exposição dos trabalhadores pelas vias de absorção


e
.d

4. Intensidade, frequência e duração de exposição.


g

O LTCAT deverá conter as seguintes informações:


n
E

1. Identificação da Empresa

2. Individual ou coletivo

3. Setor e função

4. Descrição da Atividade

5. Descrição dos Agentes

6. Localização das fontes geradoras

7. Via e periodicidade de Exposição dos Agentes nocivos


8. Metodologia de Avaliação (NHO)

9. Descrição das Tecnologias de proteção coletiva e individual e medidas


administrativas

10. Conclusão

Obs: PPRA vs LTCAT

O PPRA não precisa ser assinado por Médico do Trabalho ou Engenheiro de


Segurança do Trabalho. O PPRA não precisa de conclusão. O PPRA estabelece sua
própria metodologia para alguns agentes físicos e o LTCAT é conforme a NHO.

is
LTCAT: Temporalidade

n
va
Contemporâneo: Período em que o funcionário trabalhou na empresa.

ra
Extemporâneo: Fora do período de Laboro. O período extemporâneo é válido

A
somente se não houver mudança de leiaute, substituição de máquinas ou equipamentos,

L.
adoção ou alteração de tecnologia de proteção coletiva e alcance dos níveis de ação
estabelecidos nos subitens 9.3.6 da NR-9.
s
ro

LTCAT coletivo ou individual


d
n

LTCAT coletivo: Avaliação dos locais de trabalho e das condições de trabalho.


xa

Registro dos agentes nocivos e a conclusão quanto a exposição ocupacional de todos os


le

trabalhadores da empresa, setor ou CBO. Para validar o posto de trabalho deve


A

contemplar aqueles mencionados no LTCAT para validação da aposentadoria especial.


.
g

LTCAT Individual: Laudo que se refere exclusivamente ao requerente. Deve


Se

constar autorização escrita da empresa para executar o levantamento a partir da perícia e


horário, data e local. Assim é válido para aposentadoria especial.
e
.d

Não são aceitos os laudos:


g
n

1. Elaborados ou solicitados pelo próprio segurado.


E

2. Relativo a atividades diversa, exceto quando realizados no mesmo setor e


submetidos aos mesmo modos e aos mesmos agentes nocivos.

3. Relativos aos equipamentos do setor similar.

4. Realizado em localidade diversa daquela em que houve o exercício da atividade.

5. Realizado em empresa diversa daquela em que o segurando trabalhou ou


trabalha.

LTCAT documentos aceitos


 Laudos emitidos pela justiça do trabalho.
 Laudos elaborados pela fundacentro.
 PPRA, PCMSO, PGR ePCMAT.

Desde que atendam as informações básicas do LTCAT.

LTCAT ruído
O STF em sede de recurso extraordinário com agravo ARE 664.335 considerou
que nos casos de exposição do segurado ao agente nocivo ruído acima dos limites de
tolerância estabelecidos na NR-15 a declaração do empregador no âmbito do PPP da
eficácia do EPI não descaracteriza a aposentadoria especial. Exceto se comprovada
eficácia no LTCAT.

is
As avaliações do ruído também devem ser realizadas conforme NHO e não de

n
acordo com a metodologia adotada na NR-15, segundo o Manual de Aposentadoria

va
Especial.

ra
LTCAT os agentes nocivos

A
Constam no anexo IV do decreto 3048
L.
s
ro

“O que determina o direito ao benefício é a exposição do trabalhador ao agente


d

nocivo presente no ambiente de trabalho e no processo produtivo, em nível de


n

concentração superior aos limites de tolerância estabelecidos. O rol de agentes nocivos


xa

é exaustivo, enquanto que as atividades listadas, nas quais pode haver a exposição, é
le

exemplificativa.
A

TEMPO DE
.

CÓDIGO AGENTE NOCIVO


g

EXPOSIÇÃO
Se

AGENTES QUÍMICOS
e

1.0.0
O que determina o benefício é a presença do agente no processo
.d

produtivo e sua constatação no ambiente de trabalho, em condição


(concentração) capaz de causar danos à saúde ou à integridade
g

física.
n

As atividades listadas são exemplificadas nas quais pode haver a


E

exposição.

O que determina o direito ao benefício é a exposição do trabalhador


ao agente nocivo presente no ambiente de trabalho e no processo
produtivo, em nível de concentração superior aos limites de tolerância
estabelecidos. (Redação dada pelo Decreto, nº 3.265, de 1999)

O rol de agentes nocivos é exaustivo, enquanto que as atividades


listadas, nas quais pode haver a exposição, é
exemplificativa. (Redação dada pelo Decreto, nº 3.265, de 1999)
1.0.1 25 ANOS
ARSÊNIO E SEUS COMPOSTOS

a) extração de arsênio e seus compostos tóxicos;

b) metalurgia de minérios arsenicais;

c) utilização de hidrogênio arseniado (arsina) em sínteses orgânicas e


no processamento de componentes eletrônicos;

d) fabricação e preparação de tintas e lacas;

e) fabricação, preparação e aplicação de inseticidas, herbicidas,


parasiticidas e raticidas com a utilização de compostos de arsênio;

is
f) produção de vidros, ligas de chumbo e medicamentos com a

n
utilização de compostos de arsênio;

va
g) conservação e curtume de peles, tratamento e preservação da

ra
madeira com a utilização de compostos de arsênio.

A
L.
1.0.2 ASBESTOS s 20 ANOS
ro

a) extração, processamento e manipulação de rochas amiantíferas;


d

b) fabricação de guarnições para freios, embreagens e materiais


n

isolantes contendo asbestos;


xa

c) fabricação de produtos de fibrocimento;


le
A

d) mistura, cardagem, fiação e tecelagem de fibras de asbestos.


.

1.0.3 25 ANOS
g

BENZENO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS


Se

a) produção e processamento de benzeno;


e
.d

b) utilização de benzeno como matéria-prima em sínteses orgânicas e


na produção de derivados;
g
n

c) utilização de benzeno como insumo na extração de óleos vegetais


E

e álcoois;

d) utilização de produtos que contenham benzeno, como colas, tintas,


vernizes, produtos gráficos e solventes;

e) produção e utilização de clorobenzenos e derivados;

f) fabricação e vulcanização de artefatos de borracha;

g) fabricação e recauchutagem de pneumáticos.


1.0.4 25 ANOS
BERÍLIO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS

a) extração, trituração e tratamento de berílio;

b) fabricação de compostos e ligas de berílio;

c) fabricação de tubos fluorescentes e de ampolas de raio X;

d) fabricação de queim

f) utilização do berílio na indústria aeroespacial.

1.0.5 BROMO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS 25 ANOS

is
a) fabricação e emprego do bromo e do ácido brômico.

n
va
1.0.6 CÁDMIO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS 25 ANOS

ra
a) extração, tratamento e preparação de ligas de cádmio;

A
b) fabricação de compostos de cádmio;

c) utilização de eletrodos de cádmio em soldas; L.


s
ro

d) utilização de cádmio no revestimento eletrolítico de metais;


d
n

e) utilização de cádmio como pigmento e estabilizador na indústria do


xa

plástico;
le

f) fabricação de eletrodos de baterias alcalinas de níquel-cádmio.


A

1.0.7 25 ANOS
CARVÃO MINERAL E SEUS DERIVADOS
.
g
Se

a) extração, fabricação, beneficiamento e utilização de carvão mineral,


piche, alcatrão, betume e breu;
e
.d

b) extração, produção e utilização de óleos minerais e parafinas;


g

c) extração e utilização de antraceno e negro de fumo;


n
E

d) produção de coque.
1.0.8 CHUMBO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS 25 ANOS

a) extração e processamento de minério de chumbo;

b) metalurgia e fabricação de ligas e compostos de chumbo;

c) fabricação e reformas de acumuladores elétricos;

d) fabricação e emprego de chumbo-tetraetila e chumbo-tetrametila;

e) fabricação de tintas, esmaltes e vernizes à base de compostos de


chumbo;

f) pintura com pistola empregando tintas com pigmentos de chumbo;

is
n
g) fabricação de objetos e artefatos de chumbo e suas ligas;

va
h) vulcanização da borracha pelo litargírio ou outros compostos de

ra
chumbo;

A
i) utilização de chumbo em processos de soldagem;

L.
j) fabricação de vidro, cristal e esmalte vitrificado;
s
ro

l) fabricação de pérolas artificiais;


d
n

m) fabricação e utilização de aditivos à base de chumbo para a


xa

indústria de plásticos.
le

1.0.9 CLORO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS 25 ANOS


A

a) fabricação e emprego de defensivos organoclorados;


.
g
Se

b) fabricação e emprego de cloroetilaminas (mostardas nitrogenadas);


e

c) fabricação e manuseio de bifenis policlorados (PCB);


.d

d) fabricação e emprego de cloreto de vinil como monômero na


g

fabricação de policloreto de vinil (PVC) e outras resinas e como


n

intermediário em produções químicas ou como solvente orgânico;


E

e) fabricação de policloroprene;

f) fabricação e emprego de clorofórmio (triclorometano) e de


tetracloreto de carbono.
1.0.10 CROMO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS 25 ANOS

a) fabricação, emprego industrial, manipulação de cromo, ácido


crômico, cromatos e bicromatos;

b) fabricação de ligas de ferro-cromo;

c) revestimento eletrolítico de metais e polimento de superfícies


cromadas;

d) pintura com pistola utilizando tintas com pigmentos de cromo;

e) soldagem de aço inoxidável.

is
1.0.11 DISSULFETO DE CARBONO 25 ANOS

n
va
a) fabricação e utilização de dissulfeto de carbono;

ra
b) fabricação de viscose e seda artificial (raiom) ;

A
L.
c) fabricação e emprego de solventes, inseticidas e herbicidas
contendo dissulfeto de carbono;
s
ro

d) fabricação de vernizes, resinas, sais de amoníaco, de tetracloreto


d

de carbono, de vidros óticos e produtos têxteis com uso de dissulfeto


n

de carbono.
xa

1.0.12 25 ANOS
FÓSFORO E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS
le
A

a) extração e preparação de fósforo branco e seus compostos;


.
g

b) fabricação e aplicação de produtos fosforados e organofosforados


Se

(sínteses orgânicas, fertilizantes e praguicidas);


e

c) fabricação de munições e armamentos explosivos.


.d

1.0.13 25 ANOS
g

IODO
n
E

a) fabricação e emprego industrial do iodo.


1.0.14 25 ANOS
MANGANÊS E SEUS COMPOSTOS

a) extração e beneficiamento de minérios de manganês;

b) fabricação de ligas e compostos de manganês;

c) fabricação de pilhas secas e acumuladores;

d) preparação de permanganato de potássio e de corantes;

e) fabricação de vidros especiais e cerâmicas;

f) utilização de eletrodos contendo manganês;

is
g) fabricação de tintas e fertilizantes.

n
va
1.0.15 MERCÚRIO E SEUS COMPOSTOS 25 ANOS

ra
a) extração e utilização de mercúrio e fabricação de seus compostos;

A
L.
b) fabricação de espoletas com fulminato de mercúrio;
s
ro

c) fabricação de tintas com pigmento contendo mercúrio;


d

d) fabricação e manutenção de aparelhos de medição e de


n

laboratório;
xa

e) fabricação de lâmpadas, válvulas eletrônicas e ampolas de raio X;


le
A

f) fabricação de minuterias, acumuladores e retificadores de corrente;


.
g

g) utilização como agente catalítico e de eletrólise;


Se

h) douração, prateamento, bronzeamento e estanhagem de espelhos


e

e metais;
.d

i) curtimento e feltragem do couro e conservação da madeira;


g
n

j) recuperação do mercúrio;
E

l) amalgamação do zinco.

m) tratamento a quente de amálgamas de metais;

n) fabricação e aplicação de fungicidas.

1.0.16 NÍQUEL E SEUS COMPOSTOS TÓXICOS 25 ANOS

a) extração e beneficiamento do níquel;

b) niquelagem de metais;

c) fabricação de acumuladores de níquel-cádmio.


PETRÓLEO, XISTO BETUMINOSO, GÁS NATURAL E SEUS
1.0.17 DERIVADOS 25 ANOS

a) extração, processamento, beneficiamento e atividades de


manutenção realizadas em unidades de extração, plantas petrolíferas
e petroquímicas;

b) beneficiamento e aplicação de misturas asfálticas contendo


hidrocarbonetos policíclicos.
1.0.18 25 ANOS
SÍLICA LIVRE

a) extração de minérios a céu aberto;

b) beneficiamento e tratamento de produtos minerais geradores de

is
poeiras contendo sílica livre cristalizada;

n
va
c) tratamento, decapagem e limpeza de metais e fosqueamento de
vidros com jatos de areia;

ra
A
d) fabricação, processamento, aplicação e recuperação de materiais
refratários;

L.
s
e) fabricação de mós, rebolos e de pós e pastas para polimento;
ro

f) fabricação de vidros e cerâmicas;


d
n

g) construção de túneis;
xa
le

h) desbaste e corte a seco de materiais contendo sílica.


A
.
g
Se
e
.d
g
n
E
OUTRAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS
1.0.19 25 ANOS
GRUPO I - ESTIRENO; BUTADIENO-ESTIRENO; ACRILONITRILA;
1-3 BUTADIENO; CLOROPRENO; MERCAPTANOS, n-HEXANO,
DIISOCIANATO DE TOLUENO (TDI); AMINAS AROMÁTICAS

a) fabricação e vulcanização de artefatos de borracha;

b) fabricação e recauchutagem de pneus.

GRUPO II - AMINAS AROMÁTICAS, AMINOBIFENILA, AURAMINA,


AZATIOPRINA, BIS (CLORO METIL) ÉTER, 1-4 BUTANODIOL,
DIMETANOSULFONATO (MILERAN), CICLOFOSFAMIDA,
CLOROAMBUCIL, DIETILESTIL-BESTROL, ACRONITRILA,
NITRONAFTILAMINA 4-DIMETIL-AMINOAZOBENZENO,

is
BENZOPIRENO, BETA-PROPIOLACTONA, BISCLOROETILETER,

n
BISCLOROMETIL, CLOROMETILETER, DIANIZIDINA,

va
DICLOROBENZIDINA, DIETILSULFATO, DIMETILSULFATO,
ETILENOAMINA, ETILENOTIUREIA, FENACETINA, IODETO DE

ra
METILA, ETILNITROSURÉIAS, METILENO-ORTOCLOROANILINA
(MOCA), NITROSAMINA, ORTOTOLUIDINA, OXIME-TALONA,

A
PROCARBAZINA, PROPANOSULTONA, 1-3-BUTADIENO, ÓXIDO

L.
DE ETILENO, ESTILBENZENO, DIISOCIANATO DE TOLUENO
(TDI), CREOSOTO, 4-AMINODIFENIL, BENZIDINA,
s
BETANAFTILAMINA, ESTIRENO, 1-CLORO-2, 4 - NITRODIFENIL, 3-
ro

POXIPRO-PANO
d
n

a) manufatura de magenta (anilina e ortotoluidina);


xa

b) fabricação de fibras sintéticas;


le
A

c) sínteses químicas;
.
g

d) fabricação da borracha e espumas;


Se

e) fabricação de plásticos;
e
.d

f ) produção de medicamentos;
g

g) operações de preservação da madeira com creosoto;


n
E

h) esterilização de materiais cirúrgicos.

2.0.0 AGENTES FÍSICOS

Exposição acima dos limites de tolerância especificados ou às


atividades descritas.
2.0.1 25 ANOS
RUÍDO

a) exposição permanente a níveis de ruído acima de 90 decibéis.

a) exposição a Níveis de Exposição Normalizados (NEN) superiores a


85 dB(A). (Redação dada pelo Decreto nº 4.882, de 2003)
2.0.2 VIBRAÇÕES 25 ANOS

a) trabalhos com perfuratrizes e marteletes pneumáticos.


2.0.3 25 ANOS
RADIAÇÕES IONIZANTES

a) extração e beneficiamento de minerais radioativos;

b) atividades em minerações com exposição ao radônio;

c) realização de manutenção e supervisão em unidades de extração,


tratamento e beneficiamento de minerais radioativos com exposição
às radiações ionizantes;

is
d) operações com reatores nucleares ou com fontes radioativas;

n
va
e) trabalhos realizados com exposição aos raios Alfa, Beta, Gama e X,
aos nêutrons e às substâncias radioativas para fins industriais,

ra
terapêuticos e diagnósticos;

A
f) fabricação e manipulação de produtos radioativos;

L.
g) pesquisas e estudos com radiações ionizantes em laboratórios.
s
ro
d

2.0.4 25 ANOS
n

TEMPERATURAS ANORMAIS
xa

a) trabalhos com exposição ao calor acima dos limites de tolerância


le

estabelecidos na NR-15, da Portaria no 3.214/78.


A

2.0.5 PRESSÃO ATMOSFÉRICA ANORMAL 25 ANOS


.
g

a) trabalhos em caixões ou câmaras hiperbáricas;


Se
e

b) trabalhos em tubulões ou túneis sob ar comprimido;


.d

c) operações de mergulho com o uso de escafandros ou outros


g

equipamentos .
n

BIOLÓGICOS
E

3.0.0

Exposição aos agentes citados unicamente nas atividades


relacionadas.
3.0.1 MICROORGANISMOS E PARASITAS INFECCIOSOS VIVOS E 25 ANOS
SUAS TOXINAS

MICROORGANISMOS E PARASITAS INFECTO-CONTAGIOSOS


VIVOS E SUAS TOXINAS (Redação dada pelo Decreto nº 4.882, de
2003)

a) trabalhos em estabelecimentos de saúde em contato com pacientes


portadores de doenças infecto-contagiosas ou com manuseio de
materiais contaminados;
b) trabalhos com animais infectados para tratamento ou para o
preparo de soro, vacinas e outros produtos;

c) trabalhos em laboratórios de autópsia, de anatomia e anátomo-


histologia;

d) trabalho de exumação de corpos e manipulação de resíduos de


animais deteriorados;

e) trabalhos em galerias, fossas e tanques de esgoto;

f) esvaziamento de biodigestores;

g) coleta e industrialização do lixo.

is
4.0.0 ASSOCIAÇÃO DE AGENTES

n
Exposição aos agentes combinados exclusivamente nas atividades

va
especificadas.

ra
ASSOCIAÇÃO DE AGENTES (Redação dada pelo Decreto nº 4.882,
de 2003)

A
L.
Nas associações de agentes que estejam acima do nível de
tolerância, será considerado o enquadramento relativo ao que exigir
s
menor tempo de exposição.(Redação dada pelo Decreto nº 4.882, de
ro

2003)
d

4.0.1 FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS 20 ANOS


n
xa

a) mineração subterrânea cujas atividades sejam exercidas afastadas


das frentes de produção.
le

4.0.2 15 ANOS
A

FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS


.
g

a) trabalhos em atividades permanentes no subsolo de minerações


Se

subterrâneas em frente de produção.


e
.d
g

LTCAT para agentes cancerígenos


n
E

Os agentes nocivos reconhecidamente cancerígenos do grupo 1 da lista nacional


de agentes cancerígenos para humanos LINACH que possuem CAS e que constem no
anexo IV do decreto 3049 a utilização do EPC ou EPI não elide a exposição aos agentes
comprovadamente cancerígenos mesmo se considerados eficazes. Consta na Portaria
Interministerial MTE/MS/MPS de 2014.
is
n
va
ra
A partir deste conceito o amianto por estar na LINACH, possuir CAS e constar

A
no anexo IV do decreto 3049 será considerado o recolhimento do Fator de

L.
Aposentadoria Especial (FAE) independentemente dos EPIs ou EPCs adotados. Os
s
trabalhadores que estiveram nessa atividade podem se aposentar com 20 anos de serviço
ro

e a empresa pagará um GILRAT de 8%.


d
n

Recolhimento da FAE
xa

Para aposentadoria Especial: Atividades do anexo IV do decreto 3048 que


le

ultrapassam os limites de tolerância estabelecidos na NR-15. Para fins previdenciários.


A

Os procedimentos de avaliação devem estar de acordo com a NHO, Fundacentro


.
g
Se

Para Insalubridade: Atividades estabelecidas na NR-15 que ultrapassam o limites


de tolerância estabelecidos na norma. Para fins trabalhistas.
e
.d

LTCAT modelo
g

1. Identificação:
n
E

Empresa: LABORATÓRIO C.A.P.C. S/S.

CNPJ: 01.234.848.0001-48

Endereço: AV. ISMERINO S. DE CARVALHO Nº. 789 SETOR AEROPORTO


GOIÂNIA - GOIÁS

CNAE: 82.40-2-02

Grau de Risco: 3

Local / Setor: Macroscopia

Função: Auxiliar Macroscopia


Jornada de Trabalho: 20/ 36 horas semanais

Data da Visita: 28/12/2007

2. Objetivo:

Este laudo objetiva avaliar as atividades exercidas pelo trabalhador no exercício de suas
funções e/ou atividades, determinando se o mesmo esteve exposto a agentes nocivos,
com potencialidade de causar danos à saúde ou a sua integridade física, em
conformidade com os parâmetros estabelecidos na legislação vigente. A caracterização
da exposição foi realizada em conformidade com os parâmetros estabelecidos na

is
legislação trabalhista vigente (Normas Regulamentadoras – NR, da Portaria n. 3.214/78,

n
do Ministério do Trabalho e Emprego), tendo sido realizada inspeção nos locais de

va
trabalho do empregado e considerados os dados constantes nos diversos documentos

ra
apresentados pela empresa. Deve manter-se atualizado, anualmente ou nos casos de
alteração do ambiente de trabalho ou da exposição de agentes nocivos ao trabalhador.

A
L.
3. Identificação do local periciado: s
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O ambiente de trabalho onde o Auxiliar Macroscopia desenvolve suas atividades é o do


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setor Macroscopia.
n
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4. Descrição do ambiente de trabalho:


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O ambiente de trabalho onde o Auxiliar Macroscopia desenvolve suas atividades é


A

Situado no segundo andar com acesso através de escada em granito com fita
.

antiderrapante e corrimão e viga em alvenaria com altura irregular não sinalizada. Piso
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em cerâmica, teto em gesso, paredes em alvenaria rebocadas e pintadas, ventilação e


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iluminação natural e artificial.


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5. Descrição das atividades do trabalhador:


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Os trabalhos de Auxiliar Macroscopia consistem em Executar atividades de cortes de


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fragmentos, descrição de peças cirúrgicas e biópsias dos pacientes, manusear reagentes


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químicos e fazer necropsias de fetos.

6. Análise Qualitativa e possíveis riscos ocupacionais:

a) FÍSICOS:

b) QUÍMICOS: Álcool absoluto, Formol (10%).

c) BIOLÓGICOS: Microorganismos

d) ERGONÔMICOS: Postural.

e) DE ACIDENTES: Cortes e Ferimentos, Quedas e Fraturas.


7. Tempo de exposição aos riscos:

Exposição aos riscos Químicos, Biológicos, Ergonômicos e de Acidentes de modo


permanente.

8. Equipamentos de proteção individual:

A empresa fornece:

Luva de Látex (CA 14480)

Máscara Descartável (CA 10814)

Óculos de Segurança (CA 10377)

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Protetor Facial (CA 15019)

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Touca Descarpak

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Avental Impermeável (CA 13944)

9. Equipamentos de proteção coletiva:


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Não há EPCs.
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10. Metodologia de Avaliação Ambiental:


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Avaliação quantitativa realizada no local de trabalho.


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MEDIÇÕES RUIDO POSTO I: 56.6 dB


.
g

POSTO II: 80.4 Db


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LUMINOSIDADE POSTO I: 524 LUX


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POSTO II: 1542 LUX


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11. Métodos, Técnicas, Instrumentos e Aparelhos utilizados:


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Os instrumentos utilizados para a avaliação quantitativa foram: luxímetro digital,


modelo: LD 200, decibelímetro digital, com data de última verificação em 02/11/07.

12. Conclusão:

De acordo com a Norma Regulamentadora nº 15 e seus anexos, da Portaria 3.214/78 e


Lei 6.514/77 as atividades são consideradas insalubres quando o trabalhador estiver
exposto aos agentes nocivos à saúde e a integridade física de modo habitual e
permanente. Como podemos observar a atividade de Auxiliar Macroscopia está exposto
aos riscos físicos, químicos ou biológicos, de modo habitual e permanente
caracterizando os fatores que justificam ao adicional de INSALUBRIDADE. Ficando
assim com o direito de receber o adicional de INSALUBRIDADE, Na proporção de
20% sobre o salário mínimo vigente.
Diante da inspeção realizada no local de trabalho, verificou-se que de acordo com a NR-
16, anexo 2, da Portaria no. 3.214/78, o Auxiliar Macroscopia não fica exposto ao risco
de explosão, não caracterizando assim os fatores que justificam o adicional de
PERICULOSIDADE.

De acordo com a convenção coletiva firmada entre o Sindicato dos laboratórios e


Bancos de Sangue do Estado de Goiás – SINDILABS, e o Sindicato dos Trabalhadores
em Serviços de Saúde da Rede Privada do Município de Goiânia e Cidades
Circunvizinhas – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, a atividade de Auxiliar
Macroscopia caracteriza os fatores que justificam o adicional de INSALUBRIDADE,
na proporção de 20 % sobre o salário mínimo vigente.

Obs.: Acompanhou realização da perícia – SRª. XXXXXX

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Data da realização da perícia 28/12/2007

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Porto Alegre – RS, 08 de Janeiro de 2008.

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XXXXXXXXXXXX

Eng.º. Materiais e de Segurança do Trabalho L.


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CREA Nº. XXXXXXXX


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E-social
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É um novo sistema de registro, elaborado pelo Governo Federal, para facilitar a


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g

administração de informações relativas aos trabalhadores. De forma padronizada e


Se

simplificada, o novo eSocial empresarial vai reduzir custos e tempo da área contábil das
empresas na hora de executar 15 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.
e
.d

Todas as informações coletadas pelas empresas vão compor um banco de dados


g

único, administrado pelo Governo Federal, que abrangerá mais de 40 milhões de


n

trabalhadores e contará com a participação de mais de 8 milhões de empresas, além de


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80 mil escritórios de contabilidade.

Na prática, as empresas terão que enviar periodicamente, em meio digital, as


informações para a plataforma do eSocial. Todos esses dados, na verdade, já são
registrados, atualmente, em algum meio, como papel e outras plataformas online. No
entanto, com a entrada em operação do novo sistema, o caminho será único. Todos
esses dados, obrigatoriamente, serão enviados ao Governo Federal, exclusivamente, por
meio do eSocial Empresas.

Informações Gerais Sobre os Eventos de Saúde e Segurança do


Trabalhador
Dentre as obrigações que serão unificadas no eSocial, estão diversas
informações relativas à Segurança e Saúde no Trabalho (SST), em especial aquelas
obrigatórias no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), o cumprimento de algumas
Normas Regulamentadoras (NR) e algumas legislações específicas, que serão
incorporadas.

O programa está diretamente ligado com o órgão fiscalizador, que é a Receita


Federal. O desafio maior das empresas é garantir a veracidade das informações
prestadas, evitando possíveis autuações resultantes de imprecisões, ou seja, de um
PPRA, LTCAT e PCMSO.

Os arquivos serão transmitidos via certificado de assinatura digital, que serão

is
exigidos, conforme manual de orientação do eSocial. Essas informações obrigatórias

n
serão enviadas ao eSocial através de eventos que possuem leiautes específicos e

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precisam ser preenchidos com precisão. Assim forma-se o Registro de Eventos do
Trabalhador (RET). O cadastro de cada evento segue uma lógica cronológica, para que

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a história do trabalhador dentro da empresa faça sentido.

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Evento S-1060 – Tabela de Ambientes de Trabalho
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Será descrito, para a criação de uma tabela a ser usada pelo


empregador/contribuinte em eventos posteriores, os ambientes existentes na empresa e
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os fatores de risco a ele associados (utilizar tabela 23), atribuindo-se um código a este
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ambiente. Neste momento, não haverá vinculação de qualquer trabalhador, sendo uma
informação geral, que será utilizada em momento posterior. A atribuição de um código
le

para cada ambiente evitará a redundância das informações, evitando que seja exigida a
A

descrição do ambiente para cada trabalhador.


.
g
Se

Neste evento serão descritos todos os ambientes de trabalho do


empregador/contribuinte/órgão público, em que seus trabalhadores exerçam atividades.
e

As informações desses ambientes serão utilizadas para o preenchimento do evento “S-


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2240 – Condições Ambientais de Trabalho – Fatores de Risco” nos quais cada


g

trabalhador será vinculado ao(s) ambiente(s) do empregador/contribuinte/órgão público


n

em que exerce suas atividades e do evento “S-2210 – Comunicação de Acidente de


E

Trabalho”.

A definição dos ambientes de trabalho e suas delimitações são de


responsabilidade do empregador/contribuinte/órgão público, devendo a descrição ser
objetiva e permitir a identificação das fontes geradoras, possíveis trajetórias e medidas
de controle dos riscos. As medidas de controle não incluem os EPIs, que serão
informados em campo próprio do evento S-2240.

Tratando-se de ambiente de trabalho localizado no exterior, essa condição deve


constar na descrição do ambiente.

“1 – Estabelecimento do próprio empregador”: Hipótese em que o ambiente descrito


esteja em estabelecimento do próprio empregador/contribuinte/órgão público;
“2 - Estabelecimento de terceiros”: Hipótese em que o ambiente de trabalho se encontra
localizado em estabelecimento de terceiro em virtude de relação de cessão de mão de
obra, ou seja, lotações tributárias dos tipos 03 a 09 da Tabela 10;

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Por fim, importante destacar que a tabela 23 é bastante ampla, haja vista sua
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finalidade de promover o monitoramento efetivo do ambiente de trabalho e da


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exposição a fatores de risco. Entretanto, tal tabela inclui todos os agentes nocivos
arrolados no anexo IV do RPS, e nas Normas Regulamentadoras que disciplinam o
A

pagamento do adicional de insalubridade e periculosidade, permitindo a perfeita


.
g

correlação entre os fatores de risco e o direito a tais adicionais e/ou reconhecimento da


Se

exposição da exposição a condições especiais de trabalho para fins de aposentadoria


e

Especial e o respectivo custeio.


.d

Evento S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador


g
n

Neste evento será feito o acompanhamento da saúde do trabalhador durante o


E

seu contrato de trabalho, com as informações relativas aos atestados de saúde


ocupacional (ASO) e seus exames complementares. Tais informações correspondem
àquelas exigidas no Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP e no Programa de
Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO).

Detalha todos os exames complementares que devem ser realizados pelo


empregado, seja durante a admissão, demissão ou eventos periódicos. Antes, isso era
feito utilizando o código TUSS. Mas como ele possui muitos códigos e nem todos se
aplicam ao contexto empresarial, as informações foram simplificadas na Tabela 27 –
que possui 1.400 códigos e se restringe apenas à área ocupacional. Esses novos códigos
serão utilizados para preenchimento do evento S-2220 (Monitoramento da Saúde do
Trabalhador).
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Evento S-2240 – Condições Ambientais do Trabalho – Fatores de


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Risco
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Serão prestadas as informações da exposição do trabalhador aos fatores de risco,


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conforme Tabela 23. A empresa deverá vincular os trabalhadores a cada ambiente em


A

que exercem atividades (códigos do evento S-1060) e identificar os fatores de risco aos
.

quais o trabalhador está exposto. Deverá também ser declarada a existência de


g
Se

Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) instalados, bem como os Equipamentos de


Proteção Individual (EPIs) disponibilizados. A informação relativa aos EPIs não
e

substitui a obrigatoriedade do registro de entrega destes equipamentos conforme


.d

disposição normativa.
g
n

Para cada fator de risco informado o empregador/contribuinte/órgão público


E

deve declarar se as exposições acarretam a obrigação de pagamento dos adicionais de


insalubridade, periculosidade e/ou ensejam o pagamento do adicional previsto na
legislação para o custeio da aposentadoria especial. Ressalta-se que os agentes
químicos, físicos e biológicos listados na Tabela 23 poderão estar sujeitos a avaliações
quantitativas para mensuração de sua concentração ou intensidade. Há que se destacar
que, caso em determinado ambiente a exposição a um agente não seja reconhecida como
fator de risco à saúde dos trabalhadores, por meio da avaliação técnica das condições e
da forma de exposição na etapa de reconhecimento de riscos, a avaliação quantitativa
correspondente será dispensada. Por exemplo, setores de área administrativa que não
possuem fontes geradoras de ruído excessivo, onde há reconhecimento apenas de ruído
ambiente.
A tabela 28 contem uma lista de todas as possíveis atividades perigosas,
insalubres ou especiais a que um empregado pode ser exposto nos mais diversos
ambientes de trabalho. Auxilia no preenchimento do evento S-2240 (Condições
Ambientais do Trabalho) e tem como principal objetivo fornecer insumos ao Governo
Federal para concessão dos benefícios envolvendo cada um desses casos.

Vale lembrar que mesmo na ausência da atividade na tabela, o trabalhador ainda


tem direito aos adicionais ou à aposentadoria especial. De acordo com a legislação, a
simples exposição a fatores de risco acima do limite de tolerância pode gerar tais
benefícios, independente de qual seja a atividade desenvolvida pela pessoa.

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Evento S-2245 – Treinamentos, Capacitações, Exercícios


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Simulados e Outras Anotações


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Serão prestadas informações sobre os treinamentos, capacitações e exercícios


simulados realizados, bem como informações dos trabalhadores autorizados a realizar
intervenções em instalações elétricas e em máquinas e equipamentos, conforme Tabela
29. Para facilitar a identificação da referência normativa, os dois primeiros dígitos do
código correspondente se referem à Norma Regulamentadora que dispõe sobre a
realização do treinamento, capacitação, exercício simulado ou informações relativas a
trabalhadores autorizados.
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S-2210 – Comunicação de Acidente de Trabalho
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Conceito do evento: evento a ser utilizado para comunicar acidente de trabalho


pelo empregador/contribuinte/órgão público, ainda que não haja afastamento do
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trabalhador de suas atividades laborais. Quem está obrigado: O empregador, o Órgão


xa

Gestor de Mão de Obra, a parte concedente de estágio, o sindicato de trabalhadores


avulsos e órgãos públicos em relação aos seus empregados e servidores vinculados ao
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Regime Geral de Previdência Social - RGPS. No caso de servidores vinculados ao


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Regime Próprio de Previdência Social - RPPS o envio da informação é facultativo.


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g

Prazo de envio: a comunicação do acidente de trabalho deve ser registrada até o


Se

primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato. Pré-


requisitos: envio dos eventos S-1060 – Tabela de Ambientes de Trabalho, S-2200 -
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Cadastramento Inicial do Vínculo e Admissão/Ingresso de Trabalhador e S-2300 -


Trabalhadores Sem Vínculo Emprego/Estatutário – Início.
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CBO (Classificação Brasileira de Ocupações)


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A Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, instituída por portaria


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ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, tem por finalidade a identificação das
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ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros


A

administrativos e domiciliares. Os efeitos de uniformização pretendida pela


.

Classificação Brasileira de Ocupações são de ordem administrativa e não se estendem as


g
Se

relações de trabalho. Já a regulamentação da profissão, diferentemente da CBO é


realizada por meio de lei, cuja apreciação é feita pelo Congresso Nacional, por meio de
e

seus Deputados e Senadores , e levada à sanção do Presidente da República.


.d
g

Todas as empresas que admitam seus trabalhadores em determinados


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loteamentos terão um CBO para cada função. Muitos PPRAs possuem suas funções a
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partir dos CBOs onde são realizadas as análises de riscos físicos, químicos, biológicos e
ergonômicos.