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Contabilidade

Unidade de
Aprendizagem 16
DRE –
Demonstração do Fluxo
de Caixa: elaboração

Ao final da aula você será capaz de identificar o comportamento


das variações das diversas contas nos dois métodos da
Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC.

Analisar e interpretar os dois métodos de demonstração dos


fluxos de caixa

Elaborar as demonstrações dos fluxos de caixa nas seguintes


atividades: operacionais, investimentos e de financiamento.

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Apresentação
Na aula anterior você conheceu mais um documento contábil obrigatório e que
também é um bom auxiliar na tomada de decisão nas organizações, que é a Demonstração
do Fluxo de Caixa. Por meio dele você consegue ter uma radiografia completa da empresa,
para saber sobre a saúde financeira e a capacidade de pagamento e crescimento. Além,
de poder analisar o seu desempenho.
Nesta aula você irá conhecer como elaborar a Demonstração do Fluxo de Caixa,
além de analisar e interpretar pelos dois métodos.
Pronto para iniciar?
Então vamos lá!

Como observamos na aula anterior, a demonstração dos fluxos de caixa está


definida na deliberação CVM n° 547 de 13 de agosto de 2008, estabelecendo sua
estrutura e padronização pelos métodos: direto ou indireto.
A padronização das demonstrações financeiras é necessária para permitir a sua
comparabilidade entre diferentes organizações e entre períodos diferentes para uma
mesma organização. Para atingir esse objetivo, foi definido, pelo órgão regulador, um
formato padrão de apresentação.
Veremos, a seguir, as diferentes partes da Demonstração de Fluxo de Caixa pelos
dois métodos.
Vamos lá!

Formato padrão de DFC – pelo método direto

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O item ‘Caixa Líquido’ das atividades – indicado pelas letras (A), (B) e (C),
representam quanto cada atividade gerou ou usou de caixa no período. Sendo que o
‘Caixa Líquido Positivo’ significa que a atividade recebeu mais do que pagou no período,
e o ‘Caixa Líquido Negativo’ significa que a atividade pagou mais do que recebeu.
O item (D) Aumento ou Redução Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa
representa o somatório dos caixas líquidos positivos e negativos nas suas respectivas
atividades. Sendo que, se o somatório líquido for positivo, significa que o saldo de
caixa foi aumentado, se negativo, significa que o saldo de caixa foi reduzido. Também
corresponde ao somatório ou a diferença entre os itens (E) e (F).
O item Caixa e Equivalente de Caixa Início do Período – item (E) – significa o saldo que
existia no caixa - no início do período e que foi impactado pelas diferentes atividades
da DFC.
Por último, o item (F) - Caixa e Equivalente de Caixa Final do Período – significa
o quanto restou no caixa após as diversas transações efetuadas (recebimentos e
pagamentos). Esse saldo corresponde ao saldo final do caixa no final do período do
balanço patrimonial.

Observe que foi introduzida na estrutura da DFC uma


coluna à esquerda (com sinais positivos e negativos) que
representam as movimentações das contas no saldo do
“Caixa”, ou seja, aumentos, quando o sinal for positivo,
e reduções, quando o sinal for negativo. Quando o sinal
for positivo e/ou negativo significa que dependerá do
resultado do confronto entre os diferentes caixas líqui-
dos das atividades operacionais, de investimentos e de
financiamentos.

Formato padrão de DFC – pelo método indireto

Este formato padrão apresenta uma única diferença em relação ao método direto:
a apresentação do caixa das atividades operacionais. Os recebimentos e pagamentos
do caixa das atividades operacionais são apresentados pelo resultado líquido do
exercício (apurado na DRE), ajustado pelos elementos não monetários classificados na
Demonstração do Resultado do Exercício – DRE.

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Na coluna a esquerda, pelo método indireto, observe


que nos ajustes, há sinais positivos e negativos, signifi-
cando que, quando for um elemento negativo na DRE, é
adicionado aos ajustes na DFC e, quando for um elemen-
to positivo na DRE, é subtraído na DFC. O restante dos
sinais tem o mesmo significado pelo método direto.

A diferença entre a Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método direto e pelo
método indireto reside na forma de apresentar os recursos derivados das operações. O
importante é que a entidade deve avaliar os métodos – direto e indireto – e decidir qual
é o mais útil aos usuários.

Nas UA14 e UA15 foram apresentados exemplos da demonstração dos fluxo de caixa
pelos métodos direto e indireto, por meio das atividades não avaliativas.

As fontes de informações das transações da DFC são as demonstrações financeiras:

Balanço patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração do


lucros e de prejuízos acumulados ou demonstração de mutações do patrimônio
líquido e de informações adicionais. Principalmente o Balanço Patrimonial, pois
existe uma estreita relação entre cada grupo de atividades que compõe a
DFC e os grupos de contas que compõe o Balanço Patrimonial.

As atividades são classificadas da seguinte forma:


operacionais são as variações nos grupos do ativo e
passivo circulante, as atividades de investimento são
as variações no ativo não circulante e as atividades
de financiamento são as variações do passivo não
circulante.

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Logo após a demonstração dos fluxos de caixa, pelo método direto, você deverá
consultar a planilha de explicações sobre as variações nas respectivas contas envolvidas
na elaboração da DFC, demonstrando a estreita relação existente entre as contas das
demonstrações financeiras.

Segundo o regime de competência, os efeitos das tran-


sações e outros eventos são reconhecidos quando ocor-
rem (e não quando o caixa e outros recursos financeiros
são recebidos ou pagos) e são lançados nos registros
contábeis e reportados nas demonstrações contábeis
dos períodos a que se referem.

Em situações onde existe ausência de capacidade de pagamento, é normal


qualquer empresa privilegiar administração do seu fluxo de caixa. Empresas que estejam
passando por dificuldades financeiras (concordatas ou falência), elegem a administração
do fluxo de caixa como esperança para sair dessas dificuldades.
A utilização do fluxo de caixa deve ser feita nos piores e bons momentos,
entretanto, nos momentos de crise, o resultado financeiro acaba superando o resultado
econômico. O correto seria que o resultado econômico e o resultado financeiro
deveriam sempre interagir. Na prática o que ocorre é que a empresa fica na dúvida entre
administrar: por resultado econômico ou administrar por resultado de caixa.

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Participação em outras Companhias - conta que representa participação de uma


empresa em outra empresa.
Depreciação acumulada - conta acumulativa das despesas com depreciação de vários
períodos.
Dividendos - parcela da participação dos acionistas nos lucros da empresa.

Perdas de capital - quando a empresa vende um bem do ativo não circulante com
prejuízo.

Nesta aula termina a abordagem sobre as principais demonstrações financeiras


da disciplina. Na próxima aula você aprenderá “Plano de Contas”e “Lançamentos contábeis”.

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ABREU, A. F. Fundamentos de contabilidade: utilizando Excel. São Paulo/SP: Saraiva,


2009.
CRUZ, J A W.; ANDRICH, E G.; SCHIER, C U C. Contabilidade Introdutoria Descomplicada.
Curitiba/PR: Juruá, 2010.
LIMEIRA, A.; SILVA, C. A.; VIEIRA, C.; SILVA, R. N. Contabilidade para executivos. Rio de
Janeiro/RJ: Editora FGV, 2009.
MARION, J. C.; IUDICIBUS, S. Curso de Contabilidade para não contadores. São Paulo/
SP: Atlas, 2009.
MARION, J. C. Contabilidade Empresarial. São Paulo/SP: Atlas, 2009.

Nesta aula você conheceu com mais detalhes a Demonstração do Fluxo do Caixa
pelos dois métodos. Que tal praticar um pouco para fixar essas informações? Para isso
acesse e realize os exercícios que estão no ambiente. Não deixe de dar a sua contribuição
no fórum de discussão.

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