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Como fazer Divórcio: Veja um passo

a passo
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Por Modelo Inicial
 Atualizado em: 31/05/2020 16:27 

Você sabe como funciona o processo de divórcio? Conheça os detalhes de como acontece
a dissolução jurídica do vínculo matrimonial!

Neste artigo:

1. O que é o divórcio?
2. Quais documentos são necessários para o divórcio?
3. Qual é a diferença entre o divórcio litigioso e o consensual?
4. Quanto tempo demora o divórcio?
5. O advogado é necessário nos procedimentos de divórcio?
6. Quanto custa um divórcio?
7. A consulta à tabela da OAB regional é sempre recomendada.
8. Quem fica com os filhos após o divórcio?
9. Como ocorre a divisão de bens?

O Direito de Família é a área que exige cada vez mais conhecimento


multidisciplinar do Advogado, seja no papel de conciliador, no âmbito
econômico ou nos aspectos psicológicos envolvidos.
Nesta gama de atividades, o domínio sobre os passos que envolvem o divórcio
é uma habilidade indispensável. Este artigo vai abordar as principais questões
envolvendo o procedimento de divórcio. Acompanhe a leitura!

O que é o divórcio?
O divórcio consiste no ato formal que consagra a dissolução do vínculo
matrimonial que foi estabelecido entre um casal. Trata-se de um instrumento
jurídico que põe fim ao casamento.

Quais documentos são necessários para o divórcio?


A entrada no processo de divórcio requer a reunião de alguns documentos do
casal. A papelada pode variar conforme o tipo de divórcio e a localidade.
Em regra, os documentos necessários são os seguintes:

 certidão de casamento atualizada (emitida em 90 dias anteriores, pelo


menos);
 pacto antenupcial (caso existir);
 comprovante de endereço;
 relação completa e documentos dos bens comuns (CRLV dos
automóveis, escritura dos imóveis etc);
 RG ou Certidão de Nascimento dos filhos (se houver);
 comprovantes de rendimentos compartilhados.

Qual é a diferença entre o divórcio litigioso e o


consensual?
O divórcio pode ser dividido em duas modalidades: litigioso e consensual, a
depender da existência de filhos ou algum tipo de impasse entre o casal
durante o processo de separação. Confira.

Divórcio litigioso
O divórcio litigioso acorre na via judicial. Esse procedimento será obrigatório
nos casos em que há um litígio, como na hipótese em que um dos cônjuges
tem o desejo de se separar, mas o outro não concorda com essa decisão, ou
no caso de partilha de bens ou pensão alimentícia (divórcio judicial litigioso).
Nesses casos, cada parte deverá ser devidamente representada por um
advogado diferente. De qualquer forma, apesar de se tratar de um processo
litigioso, é possível que ambas as partes (cônjuges) optem por realizar um
acordo amigável e concordem com as condições do divórcio, com o objetivo de
homologação do ato.
Além disso, o divórcio judicial também é obrigatório e essencial quando o casal
tem filhos menores de idade ou incapazes. Afinal, nesses casos, a presença do
Ministério Público será obrigatória e fundamental. Além disso, devem ser
acordadas outras questões, como o tipo de guarda e o valor da pensão.
O divórcio judicial será necessário sempre que não estiverem presentes as
condições para a implementação do divórcio extrajudicial. Portanto, ele pode
ser mais demorado e até um pouco complexo. Além disso, esse procedimento
exige o acompanhamento de um advogado.

Divórcio consensual
O divórcio extrajudicial é consensual e será realizado nos casos em que há
uma separação amigável entre o casal e diante da inexistência de filhos
menores de idade ou incapazes. Além disso, a mulher não pode estar gestante.
Esse procedimento pode ser efetivado pela via extrajudicial, ou seja, sem a
necessidade de intervenção judicial. Para isso, os interessados devem enviar
um pedido ao cartório extrajudicial solicitando a homologação do feito. Trata-se
de um procedimento muito mais simples e ágil, se comparado com o judicial.
Apesar de se tratar de um procedimento extrajudicial que dispensa o
ajuizamento de uma ação judicial, a presença de um advogado no divórcio
consensual extrajudicial se faz obrigatória — o mesmo profissional pode
representar os dois cônjuges.

Quanto tempo demora o divórcio?


O tempo de duração do procedimento até a sua conclusão vai depender da
modalidade de divórcio. Caso ele seja realizado em cartório extrajudicial, ele
costuma ser rápido, podendo durar 3 dias, em média, uma vez que é
necessária a análise de toda a documentação e a verificação de inexistência de
litígios e filhos menores.
No entanto, se o casal comparecer portando todos os documentos, é possível a
homologação da dissolução matrimonial no mesmo dia. Por sua vez, o divórcio
judicial é mais demorado. A estimativa é que pode levar de 3 meses até anos
para a completa conclusão do processo. Tudo vai depender da complexidade
do caso em análise.

O advogado é necessário nos procedimentos de divórcio?


A presença e acompanhamento do advogado é obrigatória em todos os
procedimentos de divórcio tanto judicial quanto extrajudicial. A diferença é que
nos casos de divórcio consensual, realizado no cartório ou na via judicial, é
permitida a contratação do mesmo advogado para representar ambas as
partes.
Caso as partes sejam hipossuficientes e não tenham condições de contratar
um advogado, elas podem comparecer até a Defensoria Pública ou um órgão
da OAB e comprovar a situação financeira para obter a representação de um
advogado de forma gratuita, conforme determina o art. 98 da Lei 13.105/2015.

Quanto custa um divórcio?


Os custos são variáveis. De uma maneira geral, as despesas dependem da
modalidade de divórcio que foi escolhida pelos cônjuges. As despesas incluem
vários elementos, como:

 os honorários advocatícios (considerando a complexidade do processo,


o tempo de trabalho do advogado, entre outros detalhes);
 taxas cartorárias;
 custas judiciais etc.

A consulta à tabela da OAB regional é sempre recomendada.


Quem fica com os filhos após o divórcio?
Como já mencionamos, o divórcio judicial será necessário nas hipóteses em
que o casal tenha filhos menores de idade ou incapazes. Sendo assim, a
guarda dos filhos poderá ser decidida juntamente nesse processo.
Os genitores devem entrar em um consenso sobre a guarda dos filhos e o
regime de visitação. Caso contrário, o magistrado deverá decidir a questão,
considerando o melhor interesse do menor e de modo que a criança ou
adolescente não venha a perder o vínculo afetivo com nenhum dos pais.
Nesse sentido, a guarda compartilhada costuma ser usualmente recomendada,
uma vez que garante a convivência com ambos os genitores. Da mesma forma,
tanto a mãe quanto o pai detêm responsabilidades e deveres com relação à
criação dos filhos. Todavia, quando a relação entre os pais não é harmônicas,
a recomendação acaba sendo pela guarda unilateral.
Como ocorre a divisão de bens?
A divisão dos bens vai seguir as regras estabelecidas pelo regime que foi
escolhido pelo casal no momento em que o matrimônio foi contraído:

 comunhão parcial;
 comunhão universal;
 separação total;
 separação obrigatória;
 participação final nos aquestos.

No entanto, se os cônjuges não escolheram nenhuma modalidade de regime


de bens, vigora a regra de comunhão parcial. Confira, a seguir, as
peculiaridades da divisão dos bens em cada caso.

Comunhão parcial de bens


A comunhão parcial pressupõe que os bens que foram adquiridos de maneira
onerosa durante o período do casamento são considerados como bens do
casal. Logo, eles pertencem a ambos. Como consequência, deverão ser
repartidos igualmente após o divórcio.
É importante prestar atenção a alguns detalhes nesse regime. Caso os bens
tenham sido adquiridos de maneira gratuita por um deles, pertencem somente
a esse cônjuge e não serão apontados como bens do casal — é o caso da
doação ou herança, por exemplo. Além disso, os bens preexistentes ao
casamento também não se comunicam, ou seja, não são considerados como
comuns do casal.

Comunhão universal de bens


A comunhão universal determina que todos os bens do casal são considerados
como patrimônio comum, logo devem ser incluídos na divisão — incluindo-se aí
os bens que cada um já tinham antes de contrair o matrimônio. Essa regra não
é aplicada nos casos em que os bens foram adquiridos por um deles de forma
gratuita, ou seja, por doação, herança ou munidos de cláusula de
incomunicabilidade.

Separação total ou obrigatória


A divisão de bens desses dois regimes se dá de igual maneira. Os bens não se
comunicam. Sendo assim, cada bem pertence somente ao indivíduo que é o
seu proprietário. Isso significa que não existe um patrimônio único do casal.
Cada cônjuge possui os seus próprios bens, que são incomunicáveis.

Regime de participação final nos aquestos


Esse tipo de regime não costuma ser muito utilizado pelos casais. De qualquer
forma, é importante entender as suas características. Ele funciona da seguinte
forma: assim que o casal contrai o casamento, cada bem pertencerá apenas ao
cônjuge que já era o seu proprietário exclusivo. Isso significa que não há
patrimônio comum.
No entanto, após o fim do matrimônio, a divisão dos bens seguirá o regime da
comunhão parcial. Sendo assim, cada cônjuge manterá os bens que já tinha
antes de se casar. Contudo, os bens que foram conquistados de forma onerosa
durante o matrimônio entrarão para o patrimônio comum e pertencerão aos
dois. Cumpre mencionar novamente que os bens que foram adquiridos de
forma gratuita durante a constância do casamento não se comunicam.
O divórcio é um procedimento formal que envolve custos e pode trazer um
desgaste emocional para o casal, especialmente se eles tiverem filhos, uma
vez que deve ser observado sempre o melhor interesse da criança. Portanto, a
decisão de optar pela separação deve ser tomada após uma conversa séria e
depois de ambos terem a certeza de que essa é a melhor solução.
Quer saber mais sobre o assunto? Conheça um modelo de divórcio
extrajudicial e saiba como solicitar a homologação do divórcio ao cartório.