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Unidade 4

Ergonomia
INDEX QUEM FAZ
Objetivo 03

Um pouco da história dos Mapas de


04
Riscos Ambientais

Referências 11

Administração da UMC
PROF. MANOEL BEZERRA DE MELO
Chanceler

PROFª Mª REGINA COELI BEZERRA DE MELO


Reitora

DRA. ROSELI DOS SANTOS FERRAZ VERAS


Vice-Reitora

PROF. DR. CLAUDIO JOSÉ ALVES DE BRITO


Pró-reitor de Graduação do Campus Sede

PROF. ANTONIO DE OLIVAL FERNANDES


Pró-reitor de Graduação de Campus Fora de Sede

PROF. DR. MIGUEL LUIZ BATISTA JÚNIOR


Pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão

Equipe de EAD
PROFª Mª JACQUELINE DE OLIVEIRA LAMEZA
Coordenadora Geral EaD

CRISTIANE PANIAGUA
LETICIA ROCHA
Designer Instrucional

RONALDO SANTOS
Designer Gráfico

LUIZ BERTI
SILVIA ARCADES
Revisor de Texto

PUBLICAÇÃO
Esta revista virtual (E-book) é uma publicação da

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

Av. Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza, 200.


Mogi das Cruzes - SP
Fone: (11) 4798-7000
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É proibida a venda e a reprodução deste material sem a


autorização prévia da Universidade.

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Objetivo
Figura 01

Proporcionar aos alunos conhecer os conceitos e a elaboração dos Mapas de


Riscos presentes no local de trabalho, com destaque para seus elementos e a
importância da construção coletiva.
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Um pouco da história dos Mapas de Riscos Ambientais

A NR-5 regulamenta as normas para as Comissões Internas de


Prevenção de Acidentes (CIPAs). A comissão é representada por 06
membros (03 titulares e 03 suplentes), todos eleitos por voto secreto
e direto, tornando-se representantes dos empregados. Outros 06
membros (03 titulares e 03 suplentes) também serão indicados pelo
empregador, dentre esses membros, há o presidente da CIPA e, além
dele, o mais votado pelos empregados tornar-se-á o Vice- Presidente.

O mandato da CIPA é de um ano, sendo obrigatória a manutenção e o


funcionamento regular pela empresa de sua responsabilidade.
Para saber mais sobre isso, consulte o RESUMO DO TRABALHO DA
COMISSÃO, que está descrito no Capítulo 5.1 desta NR:

“... a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como


objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho,
de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a
preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.”

A CIPA tem como função principal proteger a saúde dos trabalhadores


e uma das atribuições da comissão é elaborar anualmente o mapa
de risco, uma vez que permite a identificação dos riscos ocorridos no
processo trabalho.
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Cabe à Norma Regulamentadora NR-9 estabelecer a obrigatoriedade


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de identificar os riscos à saúde humana no ambiente de trabalho,
atribuindo às Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) a
responsabilidade pela elaboração de Mapas de Riscos ambientais.

E o que é o Mapa de Risco Ambiental?

O Mapa de Riscos é uma técnica que resulta numa representação


gráfica de identificação dos riscos e fatores prejudiciais à saúde e
à segurança do trabalhador, pois estão relacionados ao conjunto
de variáveis originados do ambiente de trabalho e no processo de
trabalho, na forma de organização do trabalho e nos demais fatores
subjacentes à relação existente entre o trabalho e o processo saúde-
doença do trabalhador. (Oddone et al, 1986).

Na verdade, o Mapa de Risco é uma metodologia descritiva e


qualitativa de investigação territorial difundida no Brasil, no início da
década de 1980. Foi desenvolvido para o estudo das condições de
trabalho e incorpora, em sua origem, a dimensão política de ação do
trabalhador na defesa de seus direitos embasada no Modelo Operário
Italiano.

Conforme menciona Freitas (1994):

O Mapa de Risco apresenta como premissa a


valorização da experiência e do conhecimento do
trabalhador “saber operário”, e não da produção
do conhecimento, nem do levantamento das
informações colhidas em grupos homogêneos
de trabalhadores e a validação consensual das
informações, a fim de subsidiar as ações de
planejamento e controle da saúde nos locais de
trabalho
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Na qualidade de instrumento da luta operária pelo controle sobre
as condições de trabalho, subentende a aposta na força coletiva de
trabalhadores conscientes para gerar as mudanças pretendidas.
As limitações apontadas para o mapa de risco questionam as premissas
da metodologia: o saber operário e a possibilidade de intervenção dos
trabalhadores organizados sobre suas condições e seu ambiente de
trabalho.

Dentro do amplo espectro do que é denominado ‘Mapa de Risco’,


encontram-se mapas que têm como conteúdo desde a presença de
agentes ambientais de risco, até suas consequências, previstas ou
medidas sobre a população.

Qual a finalidade dos mapas de risco no ambiente de trabalho?

• Serve para a conscientização e informação dos trabalhadores por


meio da fácil visualização dos riscos existentes na empresa;
• Sistematiza as informações necessárias para estabelecer o
diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho da
empresa;
• Possibilita, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de
informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua
participação nas atividades de prevenção.

Elementos do Mapa de Risco

• Todos os tipos de riscos

• A classificação dos riscos por grau de perigo: pequeno, médio e


grande.
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• Os riscos são reunidos em cinco grupos classificados pelas cores
vermelho, verde, marrom, amarelo e azul referentes ao tipo de risco.

Conforme as normas de segurança do trabalho, o principal objetivo do


mapeamento de riscos consiste em classificar os riscos ocupacionais
existentes no local analisado de acordo com sua natureza e
padronização das cores correspondentes.

Como operacionalizar a construção de um Mapa de Risco Ambiental?

Vamos conhecer o processo de trabalho no local analisado?

Trabalhadores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de


segurança e saúde;

Jornada: os instrumentos e materiais de trabalho, as atividades


exercidas e o ambiente;
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Identificar os riscos existentes no local analisado conforme a
classificação específica dos riscos ambientais.

Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia.

• Medidas de proteção coletiva;


• Medidas de organização do trabalho;
• Medidas de proteção individual;
• Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários,
armários, bebedouro, refeitório, área de lazer.

• Monitorar os indicadores de saúde, queixas mais frequentes


e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos
riscos, acidentes de trabalho ocorridos, doenças profissionais
diagnosticadas, causas mais frequentes de ausência ao trabalho
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• Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local.

Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, indicando por


intermédio de círculos:

• O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada.


• O número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser
anotado dentro do círculo.
• A especificação do agente (por exemplo: químico ou ergonômico-
repetitividade, (ritmo excessivo), que deve ser anotada também
dentro do círculo.
• A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos
trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos
proporcionalmente diferentes de círculos.
• Quando em um mesmo local houver incidência de mais de um
risco de igual gravidade, utiliza-se o mesmo círculo, dividindo-o em
partes, pintando-os com a cor correspondente ao risco.
• Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo
ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma
claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores.

Saiba que...

A clareza das informações é um aspecto fundamental na


apresentação dos dados presentes na imagem, pois, é através
dela que poderemos verificar cada elemento presente e
transmiti-los aos trabalhadores, para que os mesmos possam
tomar consciência dos cuidados em seus locais de trabalho
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Assim…

Métodos devem ser criados visando à minimização ou supressão


dos desgastes, agravos e acidentes de trabalho. O mapeamento
de riscos ambientais é uma importante estratégia para se alcançar
esses objetivos, assim como para contribuir positivamente para a
produtividade, qualidade de oferta dos serviços, motivação e satisfação
do trabalhador e, consequentemente, para a melhoria geral na
qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade em geral.

Para
saber mais
Para saber mais sobre este assunto, assista ao seguinte vídeo.


Clique para assistir
ao vídeo
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Referências
Referências Bibliográficas

Gonçalves, E. A. Segurança do Trabalho em 1200 perguntas e respostas. 2ª ed.. São Paulo: LTR. 1998.

Mattos UAO, Freitas NBB. Mapa de risco no Brasil: as limitações da aplicabilidade de um modelo
operário. Cad Saúde Pública 1994; 10(2):251-8..

Referências de Imagens

Figura 01. Disponível em: http://goo.gl/j7vguu. Acesso em: 23 de jan. 2013.

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