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Unidade 6

Ergonomia
INDEX QUEM FAZ
Objetivo 03

Aprofundando o conhecimento sobre


04
ergonomia

Referências 09

Administração da UMC
PROF. MANOEL BEZERRA DE MELO
Chanceler

PROFª Mª REGINA COELI BEZERRA DE MELO


Reitora

DRA. ROSELI DOS SANTOS FERRAZ VERAS


Vice-Reitora

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Pró-reitor de Graduação do Campus Sede

PROF. ANTONIO DE OLIVAL FERNANDES


Pró-reitor de Graduação de Campus Fora de Sede

PROF. DR. MIGUEL LUIZ BATISTA JÚNIOR


Pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão

Equipe de EAD
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Coordenadora Geral EaD

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Designer Instrucional

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Designer Gráfico

LUIZ BERTI
SILVIA ARCADES
Revisor de Texto

PUBLICAÇÃO
Esta revista virtual (E-book) é uma publicação da

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

Av. Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza, 200.


Mogi das Cruzes - SP
Fone: (11) 4798-7000
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É proibida a venda e a reprodução deste material sem a


autorização prévia da Universidade.

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Objetivo
Figura 01

Oferecer aos alunos os conceitos de ergonomia e discutir a


aplicação da ergonomia na prática.
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Aprofundando o conhecimento sobre ergonomia
Historicamente, duas correntes filosóficas distintas compõem o cenário
da ergonomia. Uma delas tem sua origem em 1947, na Inglaterra, com
características das ciências aplicadas. A outra surgiu na França, em
meados dos anos de 1950, com uma preocupação mais analítica. Estas
duas correntes da Ergonomia, segundo Montmollin (1990), podem ser
assim caracterizadas: a primeira, a mais antiga e hoje predominante nos
países anglo-saxônicos, considera a ergonomia como a utilização das
ciências para melhorar as condições de trabalho humano; a segunda,
mais recente e usualmente adotada nos países de língua francesa,
considera a ergonomia como o estudo específico do trabalho humano
com a finalidade de melhorá-lo, buscando autonomia e métodos
próprios.

Neste enfoque, a primeira, estaria mais centrada nas características


psicofisiológicas do homem, denominada comumente – Human
Factors e orientada para a concepção de dispositivos técnicos. A
segunda, sem desconsiderar as características psicofisiológicas do
homem, prioriza a análise da atividade, entendendo o trabalhador
como ator no processo de trabalho.

Na verdade, a Ergonomia objetiva modificar os sistemas de trabalho


para adequar a atividade nele existente às características, habilidades
e limitações das pessoas com vistas ao seu desempenho eficiente,
confortável e seguro (ABERGO, 2000).

Esta definição visa modificar os sistemas de trabalho e adequar a


atividade às características, habilidades e limitações das pessoas com
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critério, eficiência, conforto e segurança.


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Esta tecnologia é identificada como tecnologia de realização de
interfaces entre as pessoas e os sistemas, melhor dizendo, estabelece
uma relação de adequação entre os aspectos humanos presentes
na atividade de trabalho e os demais componentes dos sistemas
de produção, que são: tecnologia física, meio-ambiente, softwares,
conteúdo do trabalho e organização. Qualquer forma de interação
entre o componente humano e os demais componentes do
sistema de trabalho representam uma interface, sem que tenhamos
necessariamente uma boa interface. As boas interfaces (adequadas)
atenderão, de forma conjunta, integrada e coerente os critérios de
conforto, eficiência e segurança.

E como funciona a interdisciplinaridade na Ergonomia?

A ergonomia como interdisciplinaridade interage com várias disciplinas


no campo das ciências da vida, sejam elas de origem técnica, humana
e ou social. Seus conteúdos se orientam para o design, arquitetura e
engenharia, cuja inserção nesses quadrantes é basicamente a mesma.

• Como disciplina prática, a ergonomia busca encaminhar soluções


adequadas aos usuários, operadores e à realidade das empresas
e organizações, ambiente onde as intervenções ergonômicas
ganham espaço.

• Como disciplina aplicada, ela traz os resultados das pesquisas para


aplicação na pratica.

Teorias X Prática

Para a Ergonomia, as condições de trabalho são representadas por


um conjunto de fatores interdependentes, que atuam direta ou
indiretamente na qualidade de vida das pessoas e nos resultados do
próprio trabalho.

A Ergonomia incorpora, na base do seu arcabouço teórico, um conjunto


de conhecimentos científicos pertencentes às diferentes áreas do
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conhecimento (antropometria, fisiologia, psicologia, sociologia, entre
outras), e os aplica com vistas às transformações do trabalho.

Considera, como critério de avaliação do trabalho, três eixos:

• A segurança dos homens e dos equipamentos;


• A eficiência do processo produtivo;
• Bem estar dos trabalhadores nas situações de trabalho.

Em 1978, foi aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego


(MTE) a Norma Regulamentadora 17 (NR-17) referente ao Capítulo V,
Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho relativa à Segurança
e Medicina do Trabalho que, além de regulamentar as questões
pertinentes à Ergonomia, visa estabelecer parâmetros para a adaptação
das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos
trabalhadores, propiciando o máximo de conforto, segurança e
desempenho eficientes.

Na prática Ergônomica, um conjunto de conhecimentos deve ser


estruturado para responder às diferentes demandas de intervenção.
Essas situações variam, pois são singulares.

Esses conhecimentos, oriundos de vários campos, confrontados e


articulados de forma integrada, contribuem com a tecnologia e a
organização do trabalho na descrição da melhoria desta realidade.
Assim, na prática, a utilização deste conjunto de conhecimentos visa
a melhor adaptação das situações de trabalho aos trabalhadores. Para
isto, a ergonomia tem como objeto especifico de estudo, a atividade
real dos trabalhadores com o objetivo de transformação.

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Para
saber mais
Vamos conhecer um pouco sobre a ergonomia no mundo
contemporâneo?

A década de 1970 marca a passagem definitiva da análise situada voltada


para o campo da ação com uma crescente integração da ergonomia na
prática industrial, esse passo foi decisivo no mesmo ambiente que engendra
o movimento pela gestão da qualidade. Surge, em especial, na Europa, um
conceito novo, a intervenção ergonômica, hoje, expressão corrente nos
EUA, Japão, França, Alemanha, Canadá, Suécia e Brasil, apenas para citar
os países onde existem um maior avanço da ergonomia. As mudanças
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de paradigmas econômicos, no limiar dos anos de 1980, ampliaram este


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quadro fazendo brotar duas novas considerações que dão à ergonomia seu
formato atual da ação ergonômica.

Portanto, a efetividade da ergonomia consiste no fato de resultar em


transformações positivas no ambiente de trabalho, ou seja, não resulta em
estudos e análises de caráter, apenas descritivo, ou sem comprometimento
de fato com as mudanças no trabalho, como a produção de laudos ou
diagnósticos puramente acadêmicos.

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O que é Laudo Ergonômico?

O Laudo ou Análise ergonômica é um documento obrigatório a todas


às empresas que possuem empregados, cujas atividades ou operações
os expõem a riscos, que por sua natureza ou métodos de trabalho,
impliquem esforços de levantamento, transporte e descarga individual
de materiais, ou outros que exigem postura forçada e, ainda, esforços
repetitivos.

O objetivo principal do laudo ou análise ergonômica é identificar os


riscos ergonômicos, bem como recomendar as intervenções e ou
adaptações necessárias, seja no ambiente de trabalho, mobiliário,
máquinas, equipamentos e ferramentas, ou nos processos de trabalho,
de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e
desempenho eficiente, além de preservar a saúde do trabalhador e, em
especial, prevenir o acometimento das LER/DORT (Lesões por Esforços
Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
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Infelizmente, os laudos, quando elaborados sem a participação dos

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trabalhadores, não possibilitam a real transformação no trabalho.
Por isso, hoje falamos da ERGONOMIA PRÁTICA ou INTERVENÇÃO
ERGONÔMICA!

Quais são os domínios de especialização da ergonomia?

De maneira geral, os domínios de especialização da ergonomia são:

• Ergonomia física: está relacionada às características da anatomia


humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a
atividade física. Os tópicos relevantes incluem o estudo da postura
no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos,
distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho, projeto de
posto de trabalho, segurança e saúde.

• Ergonomia cognitiva: refere-se aos processos mentais, tais como


percepção, memória, raciocínio e resposta motora conforme afetem
as interações entre seres humanos e outros elementos de um
sistema. Os tópicos relevantes incluem o estudo da carga mental de
trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação
homem computador, stress e treinamento conforme esses se
relacionem a projetos envolvendo seres humanos e sistemas.

• Ergonomia organizacional: relacionada à otimização dos


sistemas sóciotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais,
políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem
comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações
(CRM - domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização
temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo,
novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura
organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da
qualidade.
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Referências
Referências Bibliográficas

ABERGO. O que é ergonomia? Disponível em http://goo.gl/71mipR. Acesso em 17/04/2014

JOSE, Rui. Ergonomia. Disponível em http://goo.gl/rvkyAo. Acesso em 17/04/2014

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978. Esta Norma
Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho
às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto,
segurança e desempenho eficiente. Disponível em http://goo.gl/HvSRRM. Acesso em 17/04/2014

VIDAL, Mario Cesar. Introdução à Ergonomia. Disponível em http://goo.gl/wVBeSl. Acesso em 17/04/2014

Referências de Imagens

Figura 01. Disponível em: http://goo.gl/j7vguu. Acesso em: 23 de jan. 2013.

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