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PERFIL NACIONAL DA GESTÃO DE SEGURANÇA QUÍMICA

RESUMO EXECUTIVO

O Perfil Nacional da Gestão de Substâncias Químicas – PNGSQ constitui um


conjunto de informações geradas pelos diferentes agentes da gestão de
substâncias químicas, abrangendo as etapas do ciclo de vida das substâncias –
produção, importação, exportação, uso, transporte, armazenamento e destinação
final. O objetivo principal do PNGSQ é fornecer um panorama da situação da
gestão de substâncias químicas de forma a subsidiar decisões sobre políticas
públicas e prioridades de ação visando ao aumento dos níveis de segurança
química.

Foram selecionadas como objeto do PNGSQ as seguintes categorias de


substâncias químicas:
- Produtos químicos inorgânicos (cloro e álcalis; intermediários para
fertilizantes; fertilizantes fosfatados, nitrogenados e potássicos; gases
industriais; outros produtos inorgânicos);
- Produtos químicos orgânicos (petroquímicos básicos; intermediários para
resinas e fibras; outros produtos químicos orgânicos);
- Produtos farmoquímicos;
- Agrotóxicos (inseticidas, fungicidas, herbicidas, outros agrotóxicos);
- Tintas, vernizes, esmaltes, lacas e produtos afins (tintas, vernizes, esmaltes
e lacas; tintas de impressão; impermeabilizantes, solventes e produtos
afins);
- Produtos e preparados químicos diversos (catalisadores, aditivos de uso
industrial, outros produtos químicos);
- Metais e seus compostos (chumbo, cromo, cádmio, mercúrio); arsênio;
amianto.

A distribuição do conteúdo do PNGSQ está definida de forma didática e apresenta,


nesta Versão 1, onze Capítulos e cinco Anexos descritos a seguir. Na versão
completa, a ser finalizada em 2003, será adicionada uma avaliação das
necessidades de recursos institucionais, humanos e financeiros para o
aperfeiçoamento da gestão de substâncias químicas no país.

O Capítulo 1 apresenta informações gerais sobre o país, enfocando


responsabilidades constitucionais nas áreas de saúde e meio ambiente e situando
o papel dos setores agrícola e industrial na economia brasileira.

No Capítulo 2 encontra-se um conjunto de informações estatísticas relacionadas à


produção, importação, exportação e uso das substâncias químicas selecionadas.
Em muitos casos foi necessária a coleta de série histórica de dados, para um
período de 5 a até 10 anos, para caracterizar melhor o desenvolvimento daquele
sub-setor. As informações são analisadas tanto em função das metodologias de
coleta de cada fonte consultada, como de representatividade e importância dos
valores no contexto econômico.

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A importância da indústria química brasileira é facilmente constatada pelos


seguintes dados:
- O Brasil se encontra entre os dez maiores produtores e consumidores de
substâncias e produtos químicos;
- O faturamento líquido da indústria química brasileira em 2001,
considerando todos os seus segmentos, atingiu US$ 38,3 bilhões (este
valor é 12% inferior ao do ano 2000, em decorrência, principalmente, da
crise energética);
- Em termos de valor agregado, a indústria química representa cerca de
2,9% do PIB.

Na seqüência, foi realizado um rebatimento dos números apresentados no


Capítulo 2 sobre a realidade, em termos principalmente de distribuição, uso e
destinação final das substâncias químicas. São apresentados no Capítulo 3, sob a
ótica da segurança química, os principais problemas associados às quantidades
produzidas e utilizadas, identificando-se os maiores volumes movimentados,
assim como aqueles relacionados a acidentes e a contaminação de áreas.
Consulta realizada junto aos órgãos estaduais de defesa civil, saúde e meio
ambiente permitiu chegar-se a uma avaliação regionalizada dos principais
problemas e à identificação das substâncias, ou categoria de substâncias,
associadas àqueles problemas.

Constata-se que os setores de fertilizantes, petroquímicos básicos e cloro álcalis


apresentam os maiores volumes de comércio no país. Alguns desses setores da
indústria química produzem insumos para outro setor, sendo que o público tem
acesso restrito a estes produtos, havendo reduzida possibilidade de exposição.
Mas sua movimentação gera riscos, especialmente no transporte rodoviário, no
qual o número de acidentes é significativo. Quando se trata de produtos de uso
pelo público em geral, os fertilizantes e os agrotóxicos se destacam dos demais.
Outra preocupação ainda diz respeito à contaminação por chumbo, já constatada
em inúmeros casos.

O quadro de referência legal é apresentado no Capítulo 4 e reúne a relação de


instrumentos legais vigentes, além de fornecer uma análise de sua efetividade.
Para grande parte do arcabouço legal, falta ao Estado a capacidade de colocar as
leis em prática, fiscalizando sistematicamente as partes envolvidas, seja pela falta
de recursos humanos e financeiros, seja pela insuficiente capacitação técnica.
Também neste Capítulo são apresentados os mecanismos não regulamentares
mais aplicados atualmente.

O panorama institucional do governo federal, no que se refere à gestão de


substâncias químicas, é apresentado nos Capítulos 5 e 7. No Capítulo 5 são
descritas as competências e responsabilidades dos Ministérios e agências e
órgãos vinculados. No Capítulo 7 são apresentados os mecanismos de
coordenação e as Comissões interministeriais relacionadas aos assuntos tratados
entre os vários setores de governo. Constata-se que já estão implantados

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mecanismos de tratamento multi e interdisciplinar de diferentes aspectos da


gestão de substâncias químicas, permitindo-se o encaminhamento de discussões,
análises e soluções de forma integrada. Em muitos desses grupos de trabalho
participam também representantes do setor produtivo e de organizações não-
governamentais.

O Capítulo 6, por sua vez, apresenta o panorama de atuação das instituições dos
setores industrial e de representação da sociedade, este composto das
organizações não-governamentais. Existem iniciativas significativas nesses
setores, mas ainda pontuais e restritas a poucas instituições.

O Capítulo 8 trata das principais bases de dados nacionais e internacionais


disponíveis sobre substâncias químicas, identificando a tipologia das informações
e a disponibilidade de acesso e uso.

Assim como é importante ter-se disponibilidade e confiabilidade dos sistemas de


informação, é essencial que haja capacidade técnica, geral e laboratorial, para
efetuar, também com confiabilidade, as análises de substâncias e produtos
químicos que embasam seu gerenciamento. No Capítulo 9 são apresentadas e
analisadas as referências nacionais que constituem nossa infra-estrutura técnica
de suporte àgestão de substâncias químicas.

O Capítulo 10 apresenta as principais iniciativas internacionais, em temos de


acordos e convenções, voltadas para a segurança química, constatando que elas
têm sido acompanhadas e internalizadas no Brasil com significativo empenho de
organismos competentes. São dezessete as iniciativas internacionais de interesse
para a gestão de substâncias químicas, sendo que muitas delas já se encontram
internalizadas por meio da legislação federal ou de programas específicos de
prevenção, controle e redução de riscos ambientais e à saúde humana.

A percepção, o entendimento e a conscientização do trabalhador e da população


em geral em relação à segurança química são abordados no Capítulo 11. As
iniciativas de educação ambiental nessa área são ainda insuficientes e não
apresentam caráter sistemático e permanente.

Complementando o documento, tem-se os Anexos seguintes:


Anexo I – Lista de Siglas e Abreviaturas;
Anexo II – Referências Bibliográficas;
Anexo III – Relação de Contatos;
Anexo IV – Organogramas Institucionais;
Anexo V – Memória Técnica.

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