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1.

A CONSEQUÊNCIA DA
IMOBILIDADE NOS SISTEMAS
ORGÂNICOS
UFCD 6571- Ação Técnicos Auxiliares de Saúde
Formadora: Cláudia Rosa
Junho 2020
• Quando não há a promoção da mobilidade na pessoa idosa, acontecem

vários efeitos adversos, que se tornaram melhor conhecidos nos últimos

cinquenta anos, embora muitos dos mecanismos fisiopatológicos não

estejam totalmente esclarecidos ou permaneçam alvo de alguma

controvérsia
• O reconhecimento das consequências da inatividade no organismo só foi
admitido em termos de estratégia de saúde a partir dos meados do século
XX. Hoje em dia só em situações de grande instabilidade e muito pontuais é
que se preconiza o repouso como coadjuvante nos processos terapêuticos.
O levante precoce, após uma situação de doença, é hoje reconhecido
como essencial, para minimizar as complicações da imobilidade.
• O descongestionamento, (o conjunto de alterações fisiológicas induzidas
por vários sistemas orgânicos pela inatividade física) são reversíveis com o
restabelecimento da atividade. A imobilidade não se associa apenas ao
repouso prolongado, os estilos de vida sedentários também condicionam os
efeitos nefastos no organismo.
• A inatividade resultante da inatividade crónica (sedentarismo) ou motivada
por uma intercorrência que obrigue ao repouso vai condicionar uma
inevitável redução da atividade muscular que, por sua vez, leva a
alterações de funcionamento de todos órgãos do corpo.

• Os indivíduos mais suscetíveis de desenvolver os efeitos adversos da


imobilidade são aqueles que apresentam doenças crónicas, portadores de
algum tipo de deficiência e os idosos.
• Para além das alterações próprias do envelhecimento, há dois fatores que
contribuem de forma significativa para essa maior suscetibilidade: as
múltiplas patologias frequentemente encontradas nesta faixa etária
(osteoporose, doença cardíaca, etc.) e a falta de apoio social e familiar,
que contribui para um isolamento e inatividade progressivos.
• Entre as pessoas idosas, a prática de exercício físico também não é uma
constante. O declínio dos níveis da atividade física habitual da pessoa idosa
acentua a redução da aptidão funcional própria do processo de
envelhecimento. Simultaneamente, a pouca tolerância ao esforço, faz com
que um grande número de pessoas na terceira idade viva abaixo do seu
limiar de capacidade física, constituindo uma pequena interferência na
saúde, o motivo para se tornarem totalmente dependentes.
• A prática regular de exercícios tem sido enfatizada como estratégia para

um envelhecimento sadio. Os efeitos da imobilidade são progressivos e

devastadores podendo refletir-se ao nível funcional, psicológico e social. As

pessoas idosas constituem um dos grupos mais vulneráveis às suas

complicações. A inatividade torna patológico o processo de envelhecer.


IMOBILIDADE=INATIVIDADE

• Refere-se a uma restrição ou limitação do movimento,


prescrita ou inevitável, não voluntária, para se
desempenhar atividades de vida diária em virtude da
diminuição das funções motoras.

• Compromete a independência do indivíduo e por fim


leva ao estado de incapacidade ou fragilidade.
•7 a 10 dias seja um período de repouso,
•12 a 15 já é considerado imobilização
• a partir de 15 dias é considerado decúbito de
longa duração.
EXEMPLOS DE SITUAÇÕES DE IMOBILIDADE
• Repouso prolongado no leito, prescrito para
tratamento de uma doença ou lesão (fig.a);
• Atividade neuromuscular restrita devido a
paralisia(fig.b);
• Permanência contínua na mesma posição
(deitado ou sentado)(fig.c)

Doente acamado
Doente em recuperação de Paraplegia de
fratura REEVES
A IMOBILIDADE PODE MANIFESTAR-SE:
• apenas num segmento isolado (articulação ou membro);

• ou afetar todo o organismo


(acamamento).
A síndrome da imobilidade é um conjunto de
alterações que ocorrem no indivíduo
acamado por um período prolongado

Muito da morbidade e mortalidade


associada ao paciente restrito ao leito
advém das complicações músculo-
esqueléticas e viscerais.
Consequências da imobilização nos
sistemas orgânicos
Representam um problema complexo que
envolve não só a disfunção biológica,
como também fatores socio ambientais.

Acarreta custos para os sistemas de saúde


Os efeitos adversos da imobilidade
atingem:
• um indivíduo em qualquer idade;
• de qualquer sexo;
• ou mesmo populações cronicamente doentes.

os idosos são os mais suscetíveis às complicações


CONSEQUÊNCIAS GERAIS DA IMOBILIDADE
Músculos Extensores da
Coluna
SISTEMA CUTÂNEO
SISTEMA CUTÂNEO
A ocorrência de broncopneumonia é
de 15% em pacientes idosos
hospitalizados (que pioram ou morrem
durante o tratamento).
CONSEQUÊNCIAS DA IMOBILIDADE NO
SISTEMA URINÁRIO
MEDIDAS PREVENTIVAS
É necessário um ACOMPANHAMENTO
HOLÍSTICO do utente e UM PROGRAMA DE
REABILITAÇÃO dirigido à prevenção da
degradação dos vários sistemas corporais,
promovendo a motivação, mobilidade e
autocuidado.
Quando uma pessoa é incapaz de mover
uma parte do corpo ou a sua totalidade em
consequência de doença, acidente ou
método de tratamento, podem ocorrer,
num curto prazo, numerosas complicações
devendo TOMAR-SE ALGUMAS MEDIDAS
PREVENTIVAS PARA CADA UMA DELAS