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Teste Sumativo de Biologia e Geologia (01)

Ensino Secundário | 2019

10.º Ano de Escolaridade


Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho

Duração da Prova: 120 minutos. 10 Páginas

VERSÃO 2

Indique de forma legível a versão da prova.


Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.
Não é permitido o uso de corretor. Risque aquilo que pretende que não seja classificado.
Para cada resposta, identifique o grupo e o item.
Apresente as suas respostas de forma legível.
Apresente apenas uma resposta para cada item.
As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova.

Nas respostas aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta. Escreva, na folha de respostas, o
grupo, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

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Grupo I
Existem diversas teorias que procuram explicar a extinção dos dinossáurios no final do Cretácico, no limite K-
Pl (Cretácico – Paleogénico). As principais teorias apontam para o vulcanismo intenso e/ou para a queda de
um meteorito, há cerca de 65 M.a.
Vulcanismo - No final do Cretácico ocorreu uma intensa atividade tectónica que originou vulcanismo muito
forte e prolongado. Destacam-se os mantos de lava basáltica que se acumularam no Decão, na atual Índia e
Paquistão. Em algumas regiões, os mantos de lava chegam a atingir 2400 m de espessura e o volume de
lava deve ter excedido os 2 milhões de km3. O vulcanismo ocorreu desde 69 há 65 M.a. A datação das
erupções mais fortes e intensas revela que estas ocorreram na proximidade do limite K-Pl. Embora não possa
ser eliminada a possibilidade de ocorrência de erupções muito violentas, a maioria das lavas são basálticas,
com uma composição semelhante às lavas emitidas na região do Havai.
Impacto meteorítico - Em 1980, Alvarez e a sua equipa propuseram que a queda de um asteroide, há 65
M.a., na região de Yucatan (México), originou alterações globais que levaram à extinção dos dinossáurios e
de outros organismos. As principais evidências são a existência de teores anormalmente altos de irídio em
diversas camadas de rochas encontradas em Itália, Dinamarca, Espanha e Nova Zelândia. O irídio é
elemento elemento muito raro nas rochas terrestres, mas mais abundante em meteoritos ricos em ferro. A
cratera descoberta no México encontra-se coberta por uma espessa camada de sedimentos, mas os estudos
de geofísica permitiram verificar que possui cerca de 170 km de diâmetro e é resultante do choque de um
corpo com cerca de 10 km de diâmetro, que se suspeita ter sido um asteroide. Apesar das divergências e
diferentes opiniões, a maioria dos cientistas concorda que as alterações climáticas no limite K-Pl implicaram
importantes variações no nível do mar (figura 1A), que resultaram na extinção de muitas espécies (figura 1B).

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1. É expectável que a libertação de elevadas quantidades de CO2 pelo vulcanismo tenha originado____, e
a libertação de aerossóis e outras partículas pelos vulcões possa ter provocado ____.
(A) arrefecimento global (…) aumento do efeito de estufa.
(B) aquecimento global (…) bloqueio da radiação solar
(C) aquecimento global (…) aumento do efeito de estufa.
(D) arrefecimento global (…) bloqueio da radiação solar

2. O irídio encontra-se numa camada de argila, que é uma rocha de origem…


(A) … metamórfica.
(B) … magmática intrusiva.
(C) … magmática extrusiva.
(D) … sedimentar.

3. Para além dos níveis de irídio, um outro argumento a favor da queda de um meteorito é a existência
de…
(A) … grandes mantos de lava basáltica.
(B) … um elevado teor de CO2 atmosférico na atualidade.
(C) … cristais de quartzo formados em condições de elevada pressão.
(D) … estratos formados por sedimentos ricos em quartzo.

4. Ordene as letras de A a E de modo a reconstituir uma possível sequência cronológica dos acontecimentos
relacionados com o impacto meteorítico descrito no texto.
A. Emissão de elevadas quantidades de material para a atmosfera e formação de uma nuvem de poeiras
ardentes que se espalhou pelo globo.
B. Entrada do asteroide na atmosfera e choque com a superfície terrestre.
C. Recuperação da biodiversidade ao longo de milhões de anos.
D. Extinção em massa dos seres vivos, mesmo aqueles que se encontravam afastados da zona de impacto
em resultado das alterações climáticas.
E. Arrefecimento global resultante do bloqueio da luz pelos aerossóis.

5. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das seguintes afirmações relativas às
consequências do impacto meteorítico que ocorreu há 65 M.a., tendo em conta os dados fornecidos.
A. O limite K-Pl coincide com a maior regressão marinha ocorrida no nosso planeta nos últimos 250 M.a.
B. Os organismos terrestres escavadores apresentaram uma maior taxa de sobrevivência do que os
organismos aquáticos de água doce.
C. A Terra pode ser classificada como um sistema aberto pois recebe matéria do exterior, como por exemplo o
irídio.

6. As afirmações seguintes dizem respeito a características das rochas. Selecione a alternativa que as
classifica corretamente.
1. Os basaltos que se encontram na região do Decão correspondem a rochas sedimentares que resultaram
da solidificação de um magma basáltico.
2. As rochas sedimentares podem formar-se a partir de qualquer tipo de rocha pré-existente.
3. Os sedimentos necessitam de sofrer diagénese para se transformarem em rochas sedimentares
consolidadas.
(A) 1 é verdadeira; 2 e 3 são falsas
(B) 2 é falsa; 1 e 3 são verdadeiras
(C) 3 é verdadeira; 1 e 2 são falsas
(D) 1 é falsa; 2 e 3 são verdadeiras

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7. Todos os subsistemas são fundamentais para a manutenção da vida na Terra. Esta afirmação é …
(A) falsa, pois a vida poderia existir sem a geosfera.
(B) falsa, pois a vida poderia existir sem a hidrosfera.
(C) verdadeira, pois o sistema Terra é controlado, simultaneamente, por processos biológicos e geológicos
que ocorrem nos subsistemas de outros corpos do Sistema Solar.
(D) verdadeira, pois o sistema Terra é controlado, simultaneamente, por processos biológicos e geológicos
que ocorrem nos seus subsistemas.

8. Ordena alguns dos níveis de organização biológica identificados pelas letras A a I do mais simples para o
mais complexo.
A – Macromolécula.
B – Tecido.
C – Órgão.
D – Átomo.
E – Organelo.
F – Molécula.
G – Sistema de órgãos.
H – Organismo.
I – Célula.

9. Explique em que medida a deteção de níveis de irídio em rochas espalhadas pelo globo apoiam a
ocorrência de um evento catastrófico com origem extraterrestre.

Grupo II

Todos os animais têm de se alimentar e são potencial alimento para outros animais. No meio marinho, do
menor dos organismos planctónicos à enorme baleia, todos se alimentam de recursos existentes no
ecossistema. Plantas e animais estão ligados entre si por relações predador-presa designadas por cadeias
alimentares ou cadeias tróficas. As cadeias alimentares ligam de forma direta os predadores às suas presas,
que estão distribuídos em diferentes níveis tróficos.
Tal como os ecossistemas terrestres, no meio marinho, o Sol é a fonte de energia para os organismos
produtores, geralmente seres vivos fotossintéticos. Estes seres vivos servem de alimento para outros
organismos. A maior parte das vezes, as relações tróficas são mais complicadas do que uma simples cadeia.
As cadeias alimentares são lineares, mostrando apenas a relação específica e direta entre os predadores e
as suas presas. Na maior parte dos casos, as cadeias alimentares relacionam-se umas com as outras numa
rede complexa designada por teia alimentar. As teias alimentares incorporam múltiplas interações entre
diferentes organismos de um ecossistema e representam várias cadeias alimentares em simultâneo. Apesar
de poderem ser muito complexas, são uma representação mais realista do fluxo de energia. Quando os
consumidores primários comem os organismos produtores, como as algas, inicia-se um fluxo de energia
através do ecossistema que se direciona para os organismos no topo da cadeia trófica.
A figura 2 mostra as preferências alimentares de alguns seres vivos marinhos.
Baseado em http://www.ciimar.up.pt/ (consultado em janeiro de 2017)

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Figura 2

1. A energia _____ proveniente do Sol é captada _____, que a convertem em energia _____.
(A) química … por todos os seres vivos … cinética
(B) química … pelos organismos produtores … radiante
(C) radiante … por todos os seres vivos … química
(D) radiante … pelos organismos produtores … química

2. O fluxo de energia que atravessa um ecossistema é _____ e desloca-se dos _____.


(A) unidirecional … produtores para os consumidores
(B) unidirecional … dos consumidores para os produtores
(C) cíclico … produtores para os consumidores e vice-versa
(D) bidirecional … produtores para os consumidores e vice-versa

3. A figura 2 mostra que …


(A) a baleia ocupa o segundo nível trófico e a estrela-do-mar, o terceiro.
(B) o atum ocupa o terceiro nível trófico e a estrela-do-mar, o segundo.
(C) a baleia ocupa o terceiro nível trófico e a estrela-do-mar, também.
(D) a sardinha ocupa o segundo nível trófico e a estrela-do-mar, também.

4. Na figura 2, o zooplâncton …
(A) é um consumidor de segunda ordem.
(B) alimenta-se da sardinha.
(C) é um parasita da sardinha e da baleia.
(D) pertence a mais do que uma cadeia trófica.

5. Dos seres vivos referidos na figura 2, são autotróficos,


(A) o fitoplâncton e as algas.
(B) o tubarão e a estrela-do-mar.
(C) a baleia, a estrela-do-mar e o tubarão.
(D) o zooplâncton, o mexilhão e o burrié.

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6. A decomposição é um processo complexo através do qual _____ transformam a matéria _____.
(A) as plantas … orgânica em matéria mineral
(B) as plantas … mineral em matéria orgânica
(C) os decompositores … orgânica em matéria mineral
(D) os decompositores … mineral em matéria orgânica

7. Através da alimentação, os animais _____ no ciclo do azoto _____.


(A) interferem … mas não interferem no ciclo do carbono
(B) interferem … e no ciclo do carbono
(C) não interferem … mas interferem no ciclo do carbono
(D) não interferem … nem no ciclo do carbono

8. O atum é um predador da sardinha e uma presa do tubarão. Esta afirmação é


(A) verdadeira, pois o atum serve de alimento à sardinha e alimenta-se do tubarão.
(B) verdadeira, pois o atum alimenta-se da sardinha e serve de alimento ao tubarão.
(C) falsa, pois o atum e a sardinha não pertencem ao mesmo ecossistema.
(D) falsa, pois não existe relação de predação entre estes animais.

9. Apresenta duas medidas de minimização dos impactes da ação humana na alteração da dinâmica dos
ecossistemas.

Grupo III

O Penedo de Lexim, (figura 3) geossítio que ocorre em Mafra, representa parte de uma conduta vertical de
um antigo vulcão por onde o magma ascendeu para zonas mais superficiais da crusta. Esta conduta
alimentou um vulcão, entretanto erodido. Um dos aspetos mais interessantes deste local é a existência de
disjunção colunar em basaltos, com uma perfeição rara de observar em Portugal Continental.

Figura 3

Adaptado de Património Geológico. Geossí3os a visitar em Portugal. Brilha & Pereira (Eds.)

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1. O basalto é...
(A) uma rocha plutónica gerada em profundidade com textura afanítica.
(B) uma rocha plutónica gerada em profundidade com textura fanerítica.
(C) uma rocha vulcânica gerada à superfície com textura fanerítica.
(D) uma rocha vulcânica gerada à superfície com textura afanítica.

2. As rochas magmáticas…
(A) apresentam aspectos texturais semelhantes.
(B) não fornecem informações sobre as condições da sua génese.
(C) podem ser foliadas ou não foliadas.
(D) podem ser plutónicas ou extrusivas.

3. Para distinguir uma rocha vulcânica de uma rocha plutónica deve considerar-se, essencialmente,…
(A) a composição química da rocha.
(B) os minerais que constituem a rocha.
(C) a textura da rocha.
(D) os locais em que as rochas afloram.

4. O gnaisse é uma rocha ______________ que resulta de metamorfismo ____________.


(A) não-foliada […] regional.
(B) foliada […] regional.
(C) não-foliada […] contacto.
(D) foliada […] contacto.

5. Os mármores são rochas ______________ que são explorados em pedreiras ____________.


(A) foliadas […] no Alentejo.
(B) não-foliadas […] no Alentejo.
(C) foliadas […] nos Açores.
(D) não-foliadas […] nos Açores.

6. Uma rocha magmática pode dar origem a sedimentos se for sujeita …


(A) a transporte e diagénese.
(B) a metamorfismo de contacto.
(C) a meteorização e erosão.
(D) à fusão dos seus constituintes.

7. Nas rochas formadas por metamorfismo regional, o fator dominante de formação é a …


(A) temperatura e apresentam foliação.
(B) temperatura e não apresentam foliação.
(C) pressão e apresentam foliação.
(D) pressão e não apresentam foliação.

8. O mármore é uma rocha …


(A) originada por metamorfismo regional.
(B) originada por metamorfismo de contacto.
(C) magmática plutónica.
(D) magmática vulcânica.

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9. Explica a seguinte afirmação “O ciclo das rochas apresenta os processos de ‘reciclagem’ das
rochas.”

Grupo IV

As minhocas têm um papel importante em mastigar, digerir e levar parte deste material para o interior do solo,
redistribuindo os nutrientes e o carbono. Até agora, os cientistas não sabiam como se fazia essa digestão. As
árvores têm polifenóis, moléculas complexas que tornam as folhas difíceis de digerir para os herbívoros que
andam à procura das proteínas nas folhas. Mas as minhocas encontraram uma forma de bloquear estes
polifenóis. Uma equipa de cientistas descobriu que produzem no tubo digestivo substâncias chamadas
drilodefensinas, que anulam a ação dos polifenóis, permitindo a digestão das proteínas das folhas. Estas
moléculas estão especialmente concentradas no início do tubo digestivo, logo a seguir ao esófago. Na
presença de polifenóis, os cientistas mediram um aumento da produção de drilodefensinas, o que revela uma
relação entre ambos os compostos. Os investigadores identificaram esta classe de moléculas em 14 espécies
diferentes de minhocas, mas não noutros anelídeos. Sem as drilodefensinas, as folhas caídas iriam manter-se
no solo durante muito tempo e todo o sistema de reciclagem de nutrientes entraria em rutura.
Baseado em h6ps://www.publico.pt/2015/08/05/ciencia/noCcia/as-minhocas-tem-moleculas-que-
impedem-a-terra-de-se-atulhar-em-folhas-de-arvores-1704111 (Consultado em outubro de 2017)

Figura 4

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Figura 5

1. A decomposição da matéria orgânica pelas minhocas e a formação do húmus é um exemplo de interação


entre a
(A) biosfera e a atmosfera.
(B) biosfera e a geosfera.
(C) geosfera e a hidrosfera.
(D) geosfera e a atmosfera.

2. As minhocas podem ser classificadas de seres


(A) eucarióticos pluricelulares.
(B) eucarióticos unicelulares.
(C) procarióticos pluricelulares.
(D) procarióticos unicelulares.

3. As células da minhoca não possuem


(A) citoplasma.
(B) membrana celular.
(C) parede celular.
(D) mitocôndrias.

4. A produção de drilodefensinas pelas minhocas


(A) aumenta a digestão das folhas, diminuindo os nutrientes disponíveis para as plantas.
(B) diminui a digestão das folhas, diminuindo os nutrientes disponíveis para as plantas.
(C) aumenta a digestão das folhas, aumentando os nutrientes disponíveis para as plantas.
(D) diminui a digestão das folhas, aumentando os nutrientes disponíveis para as plantas.

5. De acordo com os dados, um solo com minhocas possui


(A) o dobro do azoto disponível do que o solo sem minhocas.
(B) três vezes mais potássio disponível do que o solo sem minhocas.
(C) a mesma quantidade de nutrientes de um solo sem minhocas.
(D) menos cálcio disponível do que um solo sem minhocas.

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6. A deficiência em Fósforo (P) provoca
(A) um aumento do crescimento da planta, nomeadamente da parte aérea.
(B) um aumento do crescimento da planta, nomeadamente da parte subterrânea.
(C) uma diminuição do crescimento da planta, nomeadamente da parte aérea.
(D) uma diminuição do crescimento da planta, nomeadamente da parte subterrânea.

7. As bactérias que vivem nos excrementos das minhocas são seres


(A) procarióticos, porque possuem núcleo bem definido e organizado.
(B) procarióticos, porque não apresentam núcleo organizado.
(C) eucarióticos, porque possuem núcleo bem definido e organizado.
(D) eucarióticos, porque não apresentam núcleo organizado.

8. Indica a concentração de cálcio num solo sem minhocas.

9. Grande parte dos solos das zonas rurais portuguesas apresenta carência de nutrientes. Explica de que
modo a aplicação de densidades elevadas de minhocas (1-16 kg m-2) pode aumentar a produção de vegetais.

Item
(Cotação em pontos)

I 1 2 3 4 5 6 7 8 9

5 5 5 5 5 5 5 5 10

II 1 2 3 4 5 6 7 8 9

5 5 5 5 5 5 5 5 10

III 1 2 3 4 5 6 7 8 9

5 5 5 5 5 5 5 5 10

IV 1 2 3 4 5 6 7 8 9

5 5 5 5 5 5 5 5 10

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