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Vulcões

Formação dos vulcões


Os vulcões são responsáveis pela liberação de magma acima da
superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma
(rocha em estado ígneo) e dos gases que existem nas camadas mais interiores
daTerra.
Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob
elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas
pode causar as erupções vulcânicas.
Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas,
dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz
o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre
esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos
vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas
tectônicas.
Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das
placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de
Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.
Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é
classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das
placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou
certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que
dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de
limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de
fissuras locais na crosta terrestre.
A profundidade e a composição dos materiais submetidos à parcial
determinam a composição dos magmas. Assim, o magma resultante de
vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o
proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado
de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.
Os produtos vulcânicos são classificados segundo a composição
química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim,
as lavas, as projeções e os gases.
As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a
extrusão, de acordo com sua maior menor viscosidade. Em geram, as lavas
básicas são mais fluidas que a ácidas, que se solidificam rapidamente e são
frequentemente cheias de bolhas.
As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em
função de suas dimensões em: bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos
provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras.
A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos
produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases
dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução
destas.
Onde duas placas movem se afastando, as erupções vulcânicas não são
tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10
metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-
se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões na Havaí e
Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.
O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as
erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e
fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria
rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos
com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor.
A colisão das placas nas crostas oceânicas produziu arcos de ilhas,
como as Antilhas e as ilhas japonesas.
A maioria dos mais altos são, na verdade, uma composição dos dois
tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de
lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção
explosiva que forma um cone central resistente.
No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de
fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é
o caso Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados
Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje
no fundo dos oceanos, onde o pavimento está em constante formação.
Vulcões com erupções são chamados ativos, e aquele onde ocorrem
mais erupções são os extintos. Os vulcões apresentam períodos de "repouso"
(fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar
a até 100 mil anos).
Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também
chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a
lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a
1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material
líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer.
Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.
A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das
propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre
5 a 20 km) e do volume da câmara ou reservatório magmático.
As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas,
destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée,
na Martinica (1902) e a do Nevado Del Ruiz, na Colômbia (1985).
Importância do Vulcanismo

O vulcanismo é um fenômeno naturais mais importantes que acontecem


na crosta terrestre e principalmente no fundo dos oceanos, que cobrem 2/3 da
superfície de nosso planeta são totalmente formados de lavas, onde também
encontramos a mais colossal cadeia montanhosa com cerca de 70000 km de
comprimento, 1000 de largura e 3000 de altura a grande dorsal suboceânica,
que é formada por uma ininterrupta sucessão de vulcões.
Sua importância torna-se ainda mais visíveis quando levamos em
consideração que as lavas constituem o principal da crosta terrestre, os
movimentos das placas rígidas que esta crosta e formada e que está
estreitamente relacionada aos fenômenos vulcânicos, participando tanto dos
tremores de terra como do fundo oceânico, da deriva dos continentes e na
participação do erguimento de montanhas.
O vulcanismo teve papel determinante nos primórdios da formação
geológica de nosso globo, além disso, ele também é responsável pelo
aparecimento de novas terras e na subsistência de milhares de pessoas que
vivem e cultivam as ricas terras de seus arredores. Sem a poeira e as cinzas
vulcânicas, os solos seriam bem mais pobres e menos férteis, e sem fumarolas
sulfurosas, existiriam menos jazidas metalíferas como as de cobre, zinco,
magnésio, chumbo, mercúrio e outros, das quais a humanidade se aproveita.
Os vulcões provêm uma grande riqueza de recursos naturais. Emissão
de pedra vulcânica, suprimento de gás a vapor são fontes de materiais
industriais importantes e de substâncias químicas, como púmice, ácido bórico,
amônia, e gás carbônico, além do enxofre. Na Islândia a maioria das casas em
Reykjavik tem água aquecida proveniente dos vulcões. Estufas são aquecidas
da mesma maneira podem prover legumes frescos e frutas tropicais para esta
ilha de clima sulbático. Também é explorado o vapor geotermal como uma
fonte de energia para a produção de eletricidade na Itália, Nova Zelândia,
Estados Unidos, México, Japão e Rússia.
O estudo científico dos vulcões provê informação útil sobre os processos
de mudança da Terra. Apesar do constante perigo e do destrutivo dos vulcões,
as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do
solo vulcânico. Elas também são atraídas pela energia geotérmica, abundante
nestas regiões, além de fonte de turismo.

Lava e Magma

Fundida, quente ou liquefeita, as rochas localizadas profundamente


debaixo da superfície da Terra são chamadas de magma.
Quando um vulcão estoura ou uma funda rachadura acontece na Terra,
o magma sobe e transborda. Quando flui para fora do vulcão ou fenda,
normalmente misturado com o vapor e suprimento de gás, é chamada de lava.
A lava fresca varia de 1,300º a 2,200º F (700º a 1,200º C) em
temperatura e brilhos vermelho a branco quando flui.
Quantidades enormes de lava, bastante para inundar a zona rural inteira,
podem ser produzidas pela erupção de um vulcão principal.
Durante a erupção do vulcão Mauna Loa no Havaí em 1887,
aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lava por hora foi
despejada para mais de seis dias.
Algumas lavas são bastante líquidas para fluir em declivo a 55
quilômetros por hora. Outros movem-se à taxa de só poucas polegadas por dia.
A velocidade do fluxo depende da temperatura e composição do material da
lava.
Todas as lavas contem uma alta porcentagem de sílica, uma
combinação composta de elemento químico, silicone e oxigênio. Dependendo
da quantidade de sílica existente na lava, ela pode ser classificada de seguinte
forma:
• Lavas que contem de 65 a 75% de sílica são chamadas rhyolites. As
lava rhyolites derretem a mais baixas temperaturas e estão mais leves em peso
e cor que as formadas de basaltos. Lavas de Rhyolites são bastante viscosas,
ou espessas, e contém grandes quantidades de gás. O gás ferve
frequentemente e é lançado para fora com a força explosiva e expele quantias
grandes de cinzas;
• As lavas com 50 a 65% de sílica são andesites;
• As lavas com menos de 50% de sílica são basaltos.
Porem, às vezes quando a lava é lançada mais lentamente surgem
bolhas em sua superfície ou até mesmo quando a lava endurece. Quando
estas bolhas são minúsculas e acumuladas muito próximas, forma-se um tipo
de rocha mais leve chamada púmice, conhecida por nós como pedra pomes.
Qualquer tipo de lava pode se transforma em púmice, mas a maioria
delas desenvolve-se em rhyolites.
A púmice é comercialmente usada para limpar e polir madeira, metal, e
outras superfícies. Mais recentemente ela é usada em argamassa para a
construção, revestimento de concreto, isolante, forração para paredes
acústicas e gesso.
Parte de um vulcão
Geralmente o vulcão é constituído pelas seguintes partes:
 Cone ou edifício vulcânico – É a montanha formada pelas
sucessivas erupções, que provocaram o acúmulo de materiais
sólidos, tais como cinzas e lavas petrificadas oriundas do interior
da Terra. O cone tem forma afunilada, terminada na cratera.
 Cratera– Boca afunilada que se forma devido às explosões que
ocorrem na fase inicial da atividade, é a parte côncava situada no
topo do cone e está ligada a cratera ao ponto de origem do
vulcão.
 Chaminé ou conduto – Abertura ou fenda através da qual os
materiais são expelidos do interior da Terra para superfície,
ligando a cratera ao ponto de origem do vulcão.
 Caldeira ou câmara magmática - Bolsões profundos preenchidos
pelo magma em encandeceste ebulição.
 Durante as erupções são expelidos materiais gasosos, líquidos e
sólidos. Muitas vezes o material gasoso é expelido junto com
partículas sólidas (cinzas), que podem atingir quilômetros de
altura. Outras vezes, podem formar fumarolas, nuvens densas e
opacas que deslizam pelos do vulcão, formando as nuvens
ardentes, cuja temperatura pode atingir 1000ºC, queimando tudo
que encontram. Entre os gases expelidos em maior quantidade
acham-se os gases sulfurosos, com forte cheiro de enxofre,
hidrogênio e grande quantidade de vapor d’água (80 a 95% do
total). A parte líquida é constituída pelas lavas, material
magmático, em estado de fusão, devido às altas temperaturas,
superior a 1000 ºC, que se deslocam pelos lados do cone
vulcânico. Muitas vezes, ao solidificar, as lavas formam colunas
prismáticas, cujo exemplo mais significativo é a denominada

"Calçada dos gigantes", na Irlanda.


A matéria sólida ou piroclástico, constitui-se de pedaços das paredes
das chaminés, da base do vulcão, ou mesmo pedaços de lava resfriada ao ser
lançada para o alto através da atmosfera, conhecidas como pedra pomes.
A cinza é a mais comum dos materiais sólidos. Juntamente com os
fragmentos, as cinzas podem causar grandes catástrofes, soterrando de
cidades, quando se depositam em camadas de grande espessura, como
aconteceu no ano de 79 D.C., quando inesperadamente o monte Vesúvio
entrou em erupção e suas cinzas soterraram as cidades de Pompéia e
Herculano do antigo império Romano.
Sob a crosta terrestre, a uma profundidade de 30 a 70 km, existe uma
camada de rochas, composta de silício e magnésio, e por isso chama-se Sima.
A uma temperatura de mais ou menos 1330ºC e sob enormes pressões, essa
camada de rocha mantém-se constantemente em estado pastos (magma). As
enormes pressões ainda provocam fendas na crosta, pelas quais o magma
pode aflorar à superfície da Terra.
Não se sabe ao certo o que impele o magma para cima. Supõe-se que
seja a pressão ou gases ou do peso da crosta.
No próprio depósito de magma, origina-se a chaminé, uma das partes
que compões o edifício do vulcânico. É uma espécie de funil por onde passa os
materiais de erupção. Estes vão Ter á cratera coca afunilada que se forma nas
primeiras explosões do vulcão. Fica geralmente no topo da montanha
vulcânica, parte externa do vulcão, em formato de cone. Nem todos os vulcões
tem cone. Na ausência deste, a lava e os materiais de erupção são expelidos
através de uma fenda solo.
Mas também existem alguns vulcões que apresentam duas ou mais
crateras que são chamadas de crateras secundárias e outros apresentam,
além da cratera principal, fissuras ou rachaduras no solo por onde saem
fumarolas e lava.
As maiores erupções vulcânicas e mais explosivas lançam dezenas a
centenas de quilômetros cúbicos de magma sobre a superfície da Terra.
Quando um grande volume de magma é removido de baixo de um vulcão, o
solo abaixa ou se desmorona no espaço esvaziado, forma uma depressão
enorme chamada caldeira.
Algumas caldeiras estão a vários quilômetros de profundidade medindo
mais de 25 quilômetros de diâmetro. A caldeira agora preenchida pelo Lago da
Cratera –Crater Lake, no estado americano do Oregon foi produzido por uma
erupção que destruiu um vulcão do tamanho do Monte Sta. Helens e sua cinza
vulcânica enviada ao leste distante como Nebraska.

Processos de erupções vulcânicas

Um vulcão quando inicia sua fase de atividade começa com a liberação


de gás de enxofre (altamente tóxico), seguido de explosões que lançam lavas.
A lava é composta basicamente de ferro e silicato de alumínio em estado
pastoso. A composição química do magma ou lava e a quantidade de gás que
contém determina a natureza da erupção vulcânica. Basaltos carregados de
gás produzem cones de lava. Erupções mais violentas ocorrem quando
grandes nuvens de lava entram em contato com a água, produzindo cinza
finamente granulada. Quando andesitas, um tipo de mineral, estão carregadas
com gás, elas explodem violentamente.
Nuvens incandescentes são extremamente destrutivas. Elas são
produzidas pelo magma que rompe de forma explosiva na superfície, expelindo
gases e derramando lava derretida pelas encostas das montanhas, a grande
velocidade.
Nem todas as erupções são iguais, distinguem-se oito tipos de atividade
vulcânica:
• Erupção inicial;
• Atividades explosivas;
• Expulsão rítmica de cinza;
• Lagos de lavas;
• Efusão lenta;
• Formação de nuvens ardentes;
• Erupção linear;
• Erupção submarina.
A erupção inicial, caso muito raro, ocorre em lugares onde nunca
existiram vulcões, ou onde os vulcões existentes há muito tempo não entram
em erupção. Este é o caso do Paricutin no México em 1945. O qual foi
estudado de perto e detalhadamente. Primeiro houve fortes tremores de terra.
Depois, formou-se repentinamente uma fenda no chão, com meio metro de
largura. Desta fenda iniciou-se, logo em seguida, a expulsão de gases e cinzas.
Dois dias mais tarde, começou o derramamento de lava. Atividades explosivas
na chaminé, e também em parte na cratera, pode haver lava em fusão.
A expansão de gases no interior do vulcão provoca explosões,
projetando fragmentos de lava, que muitas vezes se solidificam no ar.
Assumem, então, a forma de bombas, isto é, blocos de material sólido ou
parcialmente pastoso, que apresentam o aspecto de fuso retorcido, e ou de
rapilhos, pedrinhas ou cinzas, se os fragmentos são de dimensões menores.
Expulsão rítmica de cinzas também chamada estrambolina, pois que o
vulcão porque o vulcão Strombolino, na Itália, é um dos melhores exemplos
deste tipo. O fenômeno se inicia com emanações de vapores, seguida de
expulsão de lavas e de fragmentos de material quebrado pelas explosões que
são projetadas no espaço e tronam a cair no interior da cratera. Sobrevêm
cerca de uns quinze minutos de calma, após reinicia o ciclo, que dura um ou
dois minutos.
Lagos de lavas ou também chamado atividade do tipo havaiano. São
bem poucos os vulcões que se enquadram nesta categoria e um desses casos
raros é o Kilauea, localizado no monte Mauna Loa (cerca de 4200 metros), no
Havaí. Tem uma vasta cratera, e em seu interior está o lago de lavas fundida e
incandescentes, com a temperatura de cerca de 1050º C na superfície.
Efusão lenta representa um estágio muito comum, e ocorre
ocasionalmente no Vesúvio e no Etna (Itália). A lava sai da cratera ou dos
flancos, e derrama-se lentamente pelos lados da montanha vulcânica.
As nuvens ardentes são provocadas pela grande quantidade de gases
que podem ficar na lava sob forte pressão. A força expansiva dos gases, que
se exerce sobre o teto, acaba por rompê-lo. Então a pressão bruscamente
decresce, e ocorre a explosão, acompanhada de lava e fragmentos
incandescentes e gases superaquecidos. Juntamente com os gases, essas
partículas formam uma espécie de nuvem e, sob pressão gasosa, explodem no
interior da própria nuvem.
A erupção linear verifica-se em algumas regiões da crosta, sujeitadas a
grande tensão, podem abrir-se largas e profundas fendas. Quando estas
atingem a área magmática, e são novamente abertas pela repetição de
pressões, ocorrem atividades vulcânicas de natureza explosiva ou efusiva e
ocorrem com maior frequência na Islândia.
As erupções submarinas, como o próprio nome está dizendo, ocorrem
nas profundezas de mares e oceanos no que, não raro, faz elevar-se novas
terras e surgir uma ilha do dia para a noite. Após uma erupção, lentamente a
lava se resfria, se solidifica e obstrui a chaminé. Se a obstrução for completa,
diz-se que o vulcão está extinto. Se for incompleta, deixando uma abertura por
onde passem as fumarolas ou gases, o vulcão está temporariamente inativo.
Passando alguns anos, costuma-se suceder que reservatório de magma se
enche novamente, e começa a empurrar o obstáculo formado pela lava
solidificada. Quando essa pressão vence a resistência, verifica-se na erupção,
precedida de tremores da terra, ruídos, fendas e fumaça.

Tipos de vulcões

Tipo de vulcão: Solo ou Platô de Basalto


Características: Lava muito líquida; fluxo muito expandido emitido da
fatura;
Exemplos: Platô do Rio Columbia

Tipo de vulcão: Vulcão Escudo ou de Proteção


Características: Lava líquida emitida da abertura central; grande; às
vezes tem caldera de colapso
Exemplos: Monte Larch, Monte Sylvania, Montanhas Butte, Vulcões
Havaianos.

Tipo de vulcão: Cone de Cinza


Características: Lava líquida explosiva; pequeno; de longa atividade;
pode construir um vulcão de proteção
Exemplos: Monte Tabor, Monte Zion, Colina Chamberlain Hill, Pilot
Butte, Lava Butte, Crateras da Lua.
Tipo de vulcão: Vulcão composto ou Stratovolcano;
Características: Lava mais viscosa; muito explosivo; grande; emissão de
lava da abertura central
Exemplos: Monte Baker, Monte Rainier, Monte Santa Helena, Monte
Hood, Monte Shasta.

Tipo de vulcão: Cúpula Vulcânica


Características: Lava muito viscosa; relativamente pequeno; pode ser
explosivo; frequentemente acontecem adjacentes
Exemplos: Novarupta, Monte Santa Helena na Cúpula de Lava, Monte
Lassen, Shastina, Mono Crater.

Tipo de vulcão: Caldera


Características: Vulcão composto muito grande que entra em colapso
após períodos de erupção explosiva
Exemplos: Crater Lake (Lago Cratera), Newberry, Kilauea, Long Yalley,
Medicine Lake, Yellowstone.

Vulcão cone cinza

Vulcão cone cinza é o tipo mais simples de vulcão. Ele é construído de


partículas e gotas de lavas resfriadas lançadas de uma única abertura
(cratera). Quando a lava impregnada de gás é atirada violentamente ao ar, ela
se rompe em pequenos fragmentos que solidificam e caem como cinzas ao
redor da abertura e forma um cone circular ou oval. A maioria dos vulcões
cones de cinzas têm uma cratera amoldada em forma de tigela no ápice e
raramente sobem a mais de mil pés sobre o ambiente circundante. Cones de
cinza são numerosos na América do Norte do lado ocidental como também ao
longo de outros terrenos vulcânicos do mundo.

Vulcões Compostos ou Stratovolcano


Algumas das principais montanhas da terra são vulcões compostos às
vezes chamados de stratovolcano. Eles são tipicamente íngremes, de cones
simétricos com grandes dimensões, construídos de capas sobrepostas de
fluxos de lava, cinza vulcânica, blocos e bombas podendo subir tanto quanto
8,000 pés sobre suas bases.
Algumas das mais proeminentes e belas montanhas do mundo são
vulcões compostos, como por exemplo:
• Monte Fuji no Japão
• Monte Cotopaxi no Equador
• Monte Shasta na Califórnia
• Monte Hood no Oregon
• Monte Santa Helena no estado de Washington nos E.U. A
• Monte Rainier, no estado de Washington, E.U.A

A maioria dos vulcões compostos tem uma cratera no ápice que contém
uma abertura central ou um grupo de várias aberturas. As lavas ou fluem pela
abertura do muro da cratera ou sai das fissuras nos flancos do cone. A lava,
solidificada dentro das fissuras, formam diques que agem como apoio e
fortalecem muito o cone do vulcão.
A característica essencial de um vulcão composto é um sistema de canal
pelo qual o magma do fundo da crosta terrestre da Terra sobe para superfície.
O vulcão é construído pelo acúmulo de material que flui pelo canal e
aumenta o vulcão em tamanho com mais lava, cinzas, e outros materiais
vulcânicos, etc., que são adicionados as suas rampas. Quando um vulcão
composto fica inativo ou adormecido, a erosão começa a destruir o cone.
Quando o cone é destruído, o magma endurecido que enche o canal (tampa a
cratera) e as fissuras (os diques) é exposto, e também é lentamente reduzido
através da erosão. Finalmente, todos os restos remanescentes voltam tapar o
complexo de diques que projeta sobre a superfície da terra – uma sobra que
lembra o desaparecimento do vulcão.

Caldeiras

Caldeiras são depressões normalmente grandes, cercadas com


escarpas íngreme, amoldadas em forma de bacias formadas pelo colapso de
uma grande área em cima e ao redor de uma ou aberturas vulcânicas. As
Caldeiras variam em forma e são classificadas segundo os tamanhos das
depressões aproximadamente circulares medindo de 1 a 15 milhas de diâmetro
e para as enormes depressões alongadas medindo tanto quanto 60 milhas de
comprimento.

Vulcão de proteção ou vulcão escudo

Os vulcões de proteção ou escudo são construídos quase


exclusivamente por fluxos de lavas fluidas que desce em todas as direções de
um cume central ou grupos de aberturas, construído um largo cone
suavemente inclinado em forma de sino. Este perfil muito comum em vulcões
de proteção.
Eles são lentamente construídos pelo acúmulo de milhares de fluxos de
lavas altamente fluídas chamados lava de basalto que amplamente se espalha
atingindo grandes distâncias, e então esfria formando finas camadas que vão
se sobrepondo. Frequentemente também há surgimento de lavas de aberturas
ao longo das fraturas (zona de fenda) que se desenvolvem nos flancos de
cone. Algum dos maiores vulcões do planeta são de proteção. Ao norte da
Califórnia e do Oregon existem muitos vulcões de proteção com diâmetros de 3
ou 4 milhas e medindo 1,500 a 2,000 pés de altura.
As ilhas havaianas estão compostas de cadeias lineares desses tipos de
vulcões, inclusive o Kilauea e o Mauna Loa no Havaí, dois dos maiores vulcões
ativos da Terra.
O chão do oceano está a mais de 15,000 pés de profundidade nas
bases das ilhas. O vulcão Mauna Loa, o maior de todos os vulcões de
proteção, é também o maior vulcão ativo do planeta, projeta-se a 13,677 pés
sobre o nível do mar, seu topo tem mais de 28,000 pés sobre o fundo do chão
do oceano.
Em algumas erupções, a lava basáltica se despeja calmamente de
longas fissuras em vez de aberturas centrais e inundam a zona rural
circunvizinha com fluxo de lava, formando largos planaltos. Podem ser vistos
planaltos de lava deste tipo na Islândia, sudeste de Washington, Oregon
oriental, e Idaho meridional. Ao longo do Snake River (Rio da Serpente) em
Idaho, e do Rio Columbia em Washington e Oregon estes belos fluxos de lava
expostos medem mais de uma milha de espessura total.

Cúpula de lava Cone de lava

Vulcões Cones ou Cúpulas de lava são formadas por massas


relativamente pequenas, bulbosas com lava muito viscoso para fluir a grande
distância, por conseguinte, em extrusão, a lava vai se empilhando em cima e
ao redor sua abertura. Uma cúpula cresce em grande parte através de
expansão. Quando cresce sua superfície exterior esfria e endurece, então
quebra e derrama fragmentos soltos abaixo de seus lados. Algumas cúpulas
formam escarpas ou "espinhas" em cima da abertura vulcânica, considerando
que outros formam pequenos cones, íngremes de lava fluida conhecido como
"coulees" (barrancos). As cúpulas vulcânicas acontecem frequentemente
dentro das crateras ou nos flancos dos grandes vulcões compostos.
Cúpula do Novarupta no Alasca é quase circular foi formada em 1912,
durante a erupção do Vulcão Katmai, Alasca, mede 800 pés de largura por 200
pés de altura. A estrutura interna desta cúpula definida por layering de lava
(camadas de lavas) que vais para cima no centro da estrutura externa indica
que, em grande parte, cresceu por dentro através de processo de expansão.

Exemplos de Vulcões de Cúpulas de Lava:


• Monte Pelée na Martinica;
• Lassen nas Antilhas;
• Lassen Pik no E.U.A;
• Novarupta no Alasca;
• Mono Domes na Califórnia;
• Katmai no Alasca;
• Shastina no E.U.A;
• Mono Craters no E.U.A;
• Monte Santa Helena no E.U.A .
Uma erupção extremamente destrutiva acompanhou o crescimento de
uma cúpula no Monte Pelée em 1902. A cidade litorânea de St. Pierre,
aproximadamente a 4 milhas em declive para o sul, foi demolida e quase
30,000 habitantes foram mortos por um incandescente fluxo de cinza de alta
velocidade e gases quentes associados ao pó vulcânico.

http://www.grupoescolar.com/pesquisa/vulcoes.html
http://terragiratg.blogspot.com.br/2009/06/vulcoes-tipos.html