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GUIA PARA

PROJETO DE
SEGURANÇA
+ +

+ +

CONTRA
INCÊNDIO

Helena Reginato Gabriel


SUMÁRIO
09 Mapeamento Fase 2

10 Mapeamento Fase 3

03 Introdução 11 Mapeamento Fase 4

13
Orientações gerais

04 Compreendendo o mapeamento
Participantes do processo
Mapeamento Fase 5

05 Simbologia
Como Ler o mapeamento 14 Mapeamento Fase 6

06 Mapeamento geral
15 Documentos

07 Mapeamento Fase 1
52 Referências
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 03

INTRODUÇÃO ORIENTAÇÕES GERAIS

01
Em função do aumento da complexidade tecnológica, das
exigências do mercado e das inúmeras especialidades envol- A primeira parte do guia apresenta uma abordagem geral das fases do pro-
vidas em um projeto, percebe-se que o processo de projeto cesso e seus participantes, bem como orienta o leitor a compreender e o
de edificações tem exigido, progressivamente, mais conheci- mapeamento por meio de uma simbologia específica. Por fim, apresenta o
mentos específicos – resultando em diversos projetos parti- Mapeamento Geral do processo de Projeto de Seguraça Contra Incêndio.
culares –, bem como o envolvimento de diferentes profissio-
nais. Tal contexto exige que os projetos de edificações sejam
elaborados de forma integrada, simultânea e compibilizada,

02
a fim de umentar a eficiência do projeto, execução e a quali-
dade final da edificação.
Dentre as inúmeras especialidades de um projeto de edifica- A segunda parte do guia traz a explicação detalhada das fase do processo,
ções, está o Projeto de Segurança Contra Incêndio, ao qual se as quais são apresentadas por meio de mapas e textos explicativos.
atribui grande complexidade em função das suas exigências
legais e requer ampla integração com os demais projetos, es-
pecialmente com o de arquiteura.

03
Assim, a fim de auxiliar os projetistas no entendimento do
processo de elaboração do Projeto de Segurança Contra Incên-
dio (PSCI), este guia pretende esclarecer o contexto em que o A terceira parte do guia é composta por um conjunto de documentos de
projeto se insere, identificando as fases, profissionais envol- apoio para o projetista de SCI, a fim de facilitar o entendimento e geren-
vidos, atividades a serem realizadas e informações técnicas ciamento do processo de projeto. Destaca-se que, nenhum dos documen-
pertinentes à etapa de projeto. Destaca-se que as informa- tos apresentados substitui a pesquisa na legislação pertinente.
ções aqui apresentadas direcionam-se para projetos de edi-
ficações residenciais novas, com mais de 12 metros de altura.
Esse recorte permite que se compreenda um processo mais
complexo, em virtude de que edificações altas exigem diver-
sas medidas de segurança contra incêndio.
Seja bem vindo ao Guia para Projeto de Segurança Contra Incêndio.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 04

COMPREENDENDO O MAPEAMENTO
O fluxo do processo de Projeto de Segurança Contra Incêndio divide-se em 6 fases, de modo que para o protocolo de análise de PPCI no Corpo de Bombeiros Militar, enquanto que a Fase 3 destaca
cada uma delas apresenta um enfoque específico e o envolvimento de um ou mais participantes. a ánalise propriamente dita. A Fase 4 aborda a etapa de projetos executivos e execução, para que
Cada fase é representada por uma cor, a qual irá caracterizá-la ao longo de todo guia. A Fase 1 visa na Fase 5 ocorra a vistoria e obtenção do Alvára de PPCI. Por último, a Fase 6 evidencia o momento
a compatibilização de projetos e a elaboração do PSCI. A Fase 2 enfoca no processo administrativo pós obra, salientando a manutenção das medidas e treinamento do usuários.

FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 FASE 5 FASE 6

A Fase 1 refere-se ao estágio A Fase 2 refere-se ao proces- A Fase 3 corresponde ao pro- A Fase 4 destina-se à elabo- Na Fase 5 ocorre a vistoria A Fase 6 corresponde ao mo-
de concepção de projeto de so administrativo de entrada cesso de análise de PPCI pelo ração do Projeto executivo das medidas de SCI pelo Cor- mento de ocupação, treina-
arquitetura e sua compati- do Plano de Prevenção e Pro- Corpo de Bombeiros Militar. de SCI, bem como à execu- po de Bombeiros Militar. Du- mento e manutenção das
bilização com o PSCI. É nesse teção Contra Incêndio (PPCI) Durante essa etapa pode ção das medidas SCI. Tam- rante essa etapa pode ocor- medidas de Segurança Contra
momento que são identi- junto ao Corpo de Bombei- ocorrer notificações de cor- bém faz parte dessa etapa o rer notificações de correção Incêndio instaladas no edifí-
ficadas as medidas de SCI ros Militar. São preparados reção de projeto, novas com- processo administrativo de de vistoria, o que requer cio. Nessa etapa, destaca-se a
exigidas e reportadas para a os documentos necessários patibilizações entre projetos pedido de vistoria junto ao ajustes ou reparos técnicos, elaboração do Plano de Manu-
equipe de arquitetura. A saí- para a submissão do projeto, após alterações e reanálises Corpo de Bombeiros Militar. para, posteriormente, ocor- tenção Preventiva de Medidas
da da fase 1 é o PSCI concluí- tendo como saída o protocolo pelo Corpo de Bombeiros A Fase 4 tem como saída o rer a revistoria. A Fase 5 tem de SCI e Plano de Emergência.
do e compatibilizado com o de análise de PPCI do edifício. Militar. Essa etapa apresen- edifício com todas as medi- como saída a obtenção do A Fase 6 tem como saída a edi-
projeto de arquitetura, insta- ta como produto de saída o das de SCI executadas e pedi- Alvará de Prevenção e Prote- ficação segura e os usuários trei-
lações hidráulicas e elétricas. PPCI aprovado. do de vistoria realizado. ção Contra Incêndio (APPCI). nados contra incêndio.

PARTICIPANTES DO PROCESSO
ARQ E COMPL. PSCI BOMBEIROS EXECUTOR
PROJETISTAS DE ARQUITETURA E PROJETISTAS DE SEGURANÇA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR EXECUTORES
PROJETOS COMPLEMENTARES CONTRA INCÊNDIO
Equipes responsáveis pela elaboração Representa o responsável pela elabora- Representa o orgão público responsável Representa a equipe responsável pela
do projeto de arquitetura e projetos de ção do PSCI. Pode ser: um único respon- pela análise e aprovação do PSCI e vis- execução das medidas de Segurança
instalações hidráulicas e elétricas (deno- sável técnico, uma equipe de projetistas toria das medidas de Segurança Contra Contra Incêndio da edificação e os res-
minadas aqui de projetos complementa- especialistas em SCI ou a mesma equipe Incêndio da edificação. ponsáveis técnicos pela execução.
res). de arquitetura e/ou complementares.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 05

SIMBOLOGIA
A notação BPMN corresponde a uma versão aprimorada de fluxogramas, que comunica de for-
A seguir, cada fase do processo de Projeto de Segurança Contra Incêndio será representada ma clara, precisa e simplificada as etapas do processo e abrange os diferentes agentes envolvidos.
detalhadamente por meio de mapas de processos, os quais ilustram de forma intuitiva a se- Para isso, a notação possui um conjunto apurado de símbolos para modelagem, os quais des-
quência de etapas do fluxo projetual. O mapeamento faz uso de caixas, conectores e demais crevem o fluxo de atividades, assim como a ordem de precedência dos acontecimentos (ABPMP,
símbolos, os quais baseiam-se nos elementos gráficos da Notação Business Process Mode- 2013). Os mapeamentos apresentados nesse guia utilizam alguns elementos da notação BPMN,
ling Notation (BPMN). os quais estão ilustrados abaixo, com seu respectivo significado.

ATIVIDADES CONEXÃO GATEWAYS ARTEFATOS EVENTOS PISCINA E RAIAS


Representam o trabalho Representam o fluxo do Representam o fluxo do processo. Representam informações/do- Indica que algo ocorre no Piscina representa o processo
que será realizado. processo. cumentos adicionais do processo. processo e afeta seu fluxo. No e raias os a seus participantes.
mapeamento de PSCI cada
Fluxo de Exclusivo – O fluxo evento representará o:
Tarefa sequência X segue apenas uma Objeto de dados

RAIA
direção Início de um processo

+
Continuação de um

RAIA
Fluxo de Paralelo – O fluxo se
Subprocesso associação entre divide em outros que Texto explicativo processo
+ tarefas e artefatos ocorrem em paralelo Fim de um processo

APÓS ANALISAR O PPCI, HÁ UM MOMENTO DE


COMO LER O MAPEAMENTO DECISÃO: OU O PPCI É APROVADO OU NÃO.
ASSIM, DEPENDENDO DA RESPOsTA O FLUXO
SEgue EM APENAS UMA DAS DIREÇÕES.
Não Gerar
NCA ...
De modo geral, o processo é composto por atividades, as quais seguem um fluxo orientado As imagens à direita repre-
por setas de conexão. O exemplo abaixo demonstra que cada seta (contínua ou tracejada, de sentam um exemplo de como ... Reanalisar
PPCI X Aprovou?
entrada ou saída) tem um significado diferente. compreender o fluxo do pro-
cesso quando há diferentes Sim
Gerar
Certificado de
aprovação (CA)
...
gateways. O gateway inclusivo
setas de entrada setas de saida
indica que o fluxo segue para
todos as direções e, para que Elaborar
o processo ocorra correta- PrPCI
APÓS pSCI concluído,
mente, todas as atividades deve-se realizar to-
devem ser realizadas. Já o
+ + ...
Vem da tarefa Fluxo para Protocolar das as tarefas sub-
Gerar ART/
anterior próxima tarefa PPCI
Tarefa gateway exclusivo indica um RRT sequentes ao gateway
Informação de Informação de momento de decisão, ou seja, PSCI paralelo. Somente
concluído
entrada saída após todas realizadas,
a partir dele, apenas um fluxo Cadastrar
processo na é possível partir para
continua. plataforma a próxima atividade:
digital
protocolar PPCI.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 06

MAPEAMENTO GERAL

PROCESSO DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


FASES

FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4 FASE 5 FASE 6


ARQ E COMPL.
PSCI
CBM
EXECUTOR

Nota: As setas horizontais representam atuação dos participantes (agentes) em diferentes fases do processo. A representação de linha continua corresponde à participação efetiva do agente, enquanto a linha tracejada refere-se à partici-
pação parcial, ou seja, o agente não é o interveniente principal da fase em questão, mas está disponível para consulta no que tange às suas responsabilidades e à sua área de atuação.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 07

FASE 1
Continuação dos
Processos de cada
Etapa para a elaboração de projetos projeto
complementares necessários à edi- Corrigir Prosseguir
ficação. Aqui estão representados incompati- Processo de
os projetos específicos que apresen- bilidades Projeto de
tam mais interferência com PSCI Arquitetura

Saída: Elaborar Aprimorar


Anteprojeto de Projeto de Projeto de
ARQ .E COMPL.

Não
arquitetura Estruturas Estruturas
Ver Parâmetros de qualidade
do projeto arquitênico sob Aprimorar
+
o aspecto da SCI no anexo 1 Elaborar Sim Projeto de
Projeto de X Instalações
Instalações Hidráulicas
Hidráulicas

+
Solicitar
Elaborar Estudo
Preliminar de
Arquitetura
relatório de
medidas de
Elaborar
Anteprojeto de
Arquitetura Elaborar
+ Compatibilizar
Projetos Aprimorar
Projeto de
Solicitação de SCI Projeto de
de Projeto de Normalmente Instalações
Instalações Elétricas
Arquitetura realizado pelo
Elétricas c o o rd e n a d o r
de projetos ou
arquitetos.

Continua
Elaborar Aprimorar Fase 2
Elaborar Projeto de Projeto de
Saída: relatório de Segurança Segurança
Estudo
medidas de
PSCI

preliminar de Contra Contra


arquitetura de SCI Saída: Relatório de medidas
Incêndio Incêndio Projeto de

+
SCI (Ver Anexo 3) Segurança
Contra
Ver Orientações técnicas para 1-Subprocesso detalhado na Incêndio
o Projeto de Segurança Contra página 08
2-Ver Checklist PARA PSCI concluído
Incêndio no anexo 2
no anexo 4

Esta fase refere-se à concepção do complementar, porém em situação fim de incorporar as soluções de SCI e elencar as medidas e soluções de lização dos demais projetos (aqui
projeto de arquitetura e sua compa- de destaque, visto este ser um ma- já na etapa de concepção do projeto. SCI. Nesse sentido, o anexo 2 traz um denominados de complementares).
tibilização com os demais projetos, peamento específico do processo de A partir desse momento, o projetis- conjunto de Orientações Técnicas para Dentre eles está o PSCI, detalhado na
especialmente o Projeto de Segu- PSCI. O ponto de partida é a solicita- ta de arquitetura deve apoiar-se no o Projeto de Segurança Contra Incêndio página 08. Após a conclusão de todos
rança Contra Incêndio (PSCI). Assim, ção do projeto de arquitetura pelo conhecimento específico do proje- direcionado ao projetista, enquanto os projetos, deve ocorrer a compatibi-
o mapa acima demonstra a relação cliente (incorporadora, construtora, tista de SCI, solicitando uma análise que o anexo 3 propõe um modelo de lização dos mesmos. Posteriormen-
entre os principais participantes des- grupo de proprietários). Ao elaborar do estudo preliminar de arquitetura Relatório de medidas de SCI. Este relató- te, cada projeto segue seu fluxo de
sa fase: a raia superior representa a o Estudo Preliminar de Arquitetura, e descrição das medidas de SCI que rio sistetiza os requisitos relacionados processo próprio, de modo que aqui
equipe de projeto de arquitetura e o projetista deve previamente con- devem ser incorporadas. Esse é um à SCI e encaminha para o projetista de o enfoque detém-se no processo de
projetos complementares e a raia siderar uma série de Parâmetros de dos momentos mais importantes do arquitetura para o aprofundamento PSCI. A Fase 1 é concluída com o apri-
inferior a equipe responsável pelo qualidade do projeto arquitetônico sob o processo de PSCI, pois é nessa etapa estudo preliminar e, assim, elaborar moramento e refinamento do projeto
Projeto de Segurança Contra Incên- aspecto da SCI (venezia; ono, 2014) elen- que o projetista deve apoiar-se no seu o anteprojeto de arquitetura, o qual e tem como produto de saída o PSCI
dio, sendo este também um projeto cadas detalhadamente no anexo 1, a conhecimento técnico da legislação refere-se ao projeto base para a rea- compatibilizado e concluído.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 08

FASE 1

Subprocesso – Elaborar
Projeto de Segurança Contra
Incêndio
+
IMPORTANTE
Projetar O PSCI corresponde ao PrPCI (Projeto de Proteção Contra
medidas de SCI
relacionadas à Incêndio), nome utilizado na legislação do CBM-RS para se
referir ao projeto completos, com todas as medidas de SCI
IMPLANTAÇÃO
Acesso da viatura à representadas.
edificação Saídas de emergência PSCI =Pr PCI
Hidrante urbano* Compartimentação vertical
Segurança estrutural
O PSCI tem como objetivo representar as medidas de SCI
Controle de materiais de de uma edificação ou área de risco, indicando as localiza-
Início acabamentos e revistimento
+ Projetar medidas
relacionadas à
ções e especificações das soluções adotadas. Nesse mo-
mento, o projetista faz uso do relatório de medidas de SCI
arquitetura e e, sobre o projeto de arquitetura, elabora o PSCI.
estruturas
Para facilitar o entendimento, o mapa ao lado propõe
Sistema de HIDRANTE E
Saída:
mangotinho uma categorização entre as medidas de SCI de uma ha-
Anteprojeto de
arquitetura e
Chuveiro automático** bitação multifamiliar com mais de 12m de altura, dividi-
Relatório de
dos em dois grupos: primeiro, as medidas relacionadas à
PSCI

medidas SCI
Projetar medidas
relacionadas à implantação do edifício no terreno e o segundo, relacio-
instalações hidráulicas nado às medidas de SCI da edificação propriamente dita.
Projetar Fim Ainda, o anexo 4 desse manual propõe um Checklist para

+ +
medidas de SCI PSCI o qual é composto por itens que devem estar repre-
relacionadas à
sentados nos desenhos técnicos.
EDIFICAÇÃO Projeto de
Projetar medidas Segurança O leitor deve lembrar que as medidas de SCI descritas no
relacionadas à Contra mapa ao lado referem-se àquelas exigidas para projetos
instalações elétricas Incêndio
Alarme de incêndio
Concluído de edificações residenciais novas, com mais de 12 metros
Detecção de fumaça** de altura.
Iluminação de emergência

Notas:
Projetar medidas
adicionais *A obrigatoriedade da instalação de hidrantes urbanos de-
pende da área da edificação.
**Destaca-se que os chuveiros automáticos e detecção de
Extintores de incêndio fumaça não são obrigatórios, mas sim medidas que, se insta-
Sinalização de emergência ladas, permitem o aumento da distância máxima percorrida
até um local seguro em caso de incêndio, ou seja, estão dire-
tamente relacionadas às tomadas de decisão no âmbito de
saídas de emergência.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 09

FASE 2

Ver Checklist para elaboração de


Entrada: Saída: peças gráficas do ppci no anexo 5
PSCI Peças gráficas
do PPCI

Elaborar
peças gráficas Ver Checklist de
do PPCI protocolo de PPCI
Saída: no anexo 6
ART/RRT
Continua
Fase 3

+ +
PSCI

Gerar ART/RRT Protocolar PPCI


Projeto de PPCI
Segurança Contra protocolado
Incêndio concluído Saída:
Taxa de
análise

Cadastrar processo na plataforma digital

Na Fase 2 inicia-se o processo legal administrativo junto ao


CBM-RS. Nesse momento, o responsável pelo Projeto de Se- Elaborar peças gráficas do PPCI Em função das diferentes denominações no universo da
Seguraça Contra Incêndio, retoma-se aqui algumas siglas
gurança Contra Incêndio (podendo ser um grupo de pessoas Referem-se aos desenhos técnicos encaminhados para análise pelo CBM-RS, os que, normalmente, geram dúvidas.
responsáveis por esse projeto ou apenas a figura do respon- quais apresentam um extrato do Projeto de Segurança Contra Incêndio. A legisla-
sável técnico arquiteto ou engenheiro) deve elaborar e reunir ção orienta quais medidas de Segurança Contra Incêndio devem estar representadas ʇʇ PSCI é o Projeto de Segurança Contra Incêndio, o qual é
os documentos necessários para dar entrada do processo no graficamente em peças gráficas e quais devem estar indicadas apenas em memoriais o projeto que contém todas as medidas de SCI e especifi-
CBM-RS, ou seja, protocolar o Plano de Prevenção e Proteção descritivos. Assim, as peças gráficas são um recorte do PSCI e não apresentam todas cações pertinentes, realizado concomitantemente ao pro-
Contra Incêndio (PPCI). O PPCI é o nome dado ao processo as medidas de Segurança Contra Incêndio exigidas na edificação. O anexo 5 desse jeto de arquitetura, instalações elétricas e hidráulicas.O
que contém os elementos formais (memoriais, peças gráfi- manual sugere um Checklist para elaboração das peças gráficas de PPCI. PSCI corresponde ao PrPCI (Projeto de Proteção Contra
cas, ART/RRTs, entre outros), que todo proprietário ou res- Incêndio), nome utilizado na legislação do CBM-RS para se
Gerar ART/RRT
ponsável pelas edificações deve encaminhar ao CBM-RS. referir ao projeto completos, com todas as medidas de SCI
Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART ou RRT) referente à elabo-
Nesse sentido, é importante salientar que o PPCI não é sinô- representadas.
ração de Projeto de Projeto de Segurança Contra Incêndio expedido pelo responsável
nimo de projeto técnico, mas sim, de um conjunto de docu- ʇʇ PPCI é o processo administrativo junto ao CBM-RS que
técnico.
mentos que serão analisados pelo CBM-RS para aprovação contém um conjunto de documentos para que se proceda
e licenciamento da edificação. O mapa acima demonstra as Cadastrar processo na plataforma digital a análise do projeto sob o aspecto de SCI.
atividades que devem ser realizadas. Após todos documen- Aqui, o responsável técnico deve ter acesso (via cadastro e login) a seu espaço na pla- ʇʇ Peças gráficas do PPCI são um dos documentos contidos
tos reunidos, deve-se protocolar o PPCI pra análise. O anexo taforma digital utilizada pelo CBM-RS. Ao realizar o cadastro, o profissional irá inserir no PPCI e se refere aos desenhos técnicoss de algumas me-
6 apresenta Cheklist de protocolo, que auxilia o responsável por os dados da edificação, do proprietário do imóvel, responsável pelo uso, dentre ou- didas específicas de Segurança Contra Incêndio solicitadas
essa atividade a não esquecer nenhum pré-requisito. tras informações, para que, posteriormente, seja gerada a taxa de análise de PPCI. pelo CBM-RS.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 010

FASE 3

Não
ARQ .E COMP.

Correção
Compati-
de projeto Compa- bilizou?
tibilizar X
projetos

Sim

Sim
PPCI Há interferência Continua
protocolado Resolver nos demais
Fase 4
projetos? Gerar Protocolar
Interpre- problemas
PSCI

Não taxa de PPCI para


tar NCA projetuais X
e/ou reanálise reanálise
documentais PPCI
aprovado

Gerar
Notificação Não Gerar
BOMBEIROS

Não
de Correção NCA
de Análise
(NCA) Reanalisar X Aprovou?
Analisar X PPCI
PPCI Aprovou?
Sim Gerar
Sim
Certificado
de aprova-
ção (CA)

A Fase 3 inicia com o Plano de Pro- aprovado para execução das medidas rificar o tipo de correção. Estas podem (de arquitetura, estruturas e insta- anterior, de modo que em caso de
teção e Prevenção Contra Incêndio de Segurança Contra Incêndio. Por ser irregularidades documentais, tais lações elétricas e hidráulicas), para aprovação será gerado o Certificado
(PPCI) protocolado pelo responsável outro lado, caso após a análise o PPCI como erros de preenchimento de da- que, caso necessite nova compatibili- de Aprovação e, em caso de irregula-
técnico e disponível para a equipe apresente irregularidades, o CBM- dos do imóvel ou também irregulari- zação, esta seja realizada. ridades, será emitido nova Notifica-
técnica de bombeiros realizar a análi- -RS emite a Notificação de Correção dades projetuais, as quais refere-se a Após as devidas correções, o projetis- ção de Correção de Análise.
se do mesmo. Após a análise, caso não de Análise (NCA), a qual descreve os erros identificados no PrPCI. Quando ta deve protocolar novamente o PPCI A Fase 3 é encerrada no momento em
seja verificada nenhuma notificação problemas a serem corrigidos. tratar-se de problemas projetuais, e aguardar sua reanálise por parte da que o PPCI obtém o seu Certificado
de correção, é gerado o Certificado Nesse momento, o projetista de SCI o projetista deve observar se estes equipe técnica de bombeiros. A par- de Aprovação.
de Aprovação (CA), estando o PPCI deve interpretar as notificações e ve- comprometem os demais projetos tir desse momento, repete-se a etapa
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 011

FASE 4

Entrada: 1-Subprocesso detalhado na página 12


PSCI
2-Ver Orientações de Projeto executivo de SCI no anexo 7

Saída:
Elaborar Projeto Projeto Fase de execução
Executivo
Executivo de SCI
+
de SCI
PSCI

Acompanhar execução de medidas de SCI


PPCI
aprovado Continua
Ver Checklist de vistoria das Fase 5
instalações de SCI anexo 8

Verificar Pode ser realizado pela equipe de execu-


Executar medidas de Segurança Contra Incêndio instalações das ção ou pela equipe de PSCI. Ver Checklist
medidas de SCI de vistoria das instalações de SCI anexo 8

Não é necessários que as ART/RRT sejam


elaboradas pelo mesmo profissional.

Continua
Documentação Fase 5

+ Gerar ART/RRT de
execução e laudos + Solicitar
EXECUTOR

vistoria
Saída: Execução e PSCI
documentação
ART/RRT
para vistoria executado
concluída
Saída:
Taxa de A solicitação ocorre automaticamen-
Incluir o responsável Preencher dados vistoria te com a compensação do pagamen-
técnico pela execução solicitados na to da taxa de vistoria
no processo de PPCI plataforma digital
A partir de 2020, todo o processo de
na plataforma digital do CBM-RS Aqui, inclui-se a elaboração dos laudos, de acordo
PPCI no rs será online, por meio da pla- com os modelos do CBM-RS, os quais Devem ser
taforma digital denominada Sistema preenchidos anexados na plataforma digital, bem
Online de Licenciamento (SOL). como as ART/RRT.

A Fase 4 inicia-se com o PPCI apro- execução. Salienta-se o constante dos, anexe laudos e ART/RRT e gere
vado e autorizado para a elabora- acompanhamento da equipe de a taxa de vistoria. Frequentemente, há processos de projeto de edificações em que a equipe de projeto
e equipe de execução são de uma mesma empresa, de modo que aproxima ainda
ção do Projeto Executivo de Segu- PSCI ao longo da execução. Após a conclusão das obras, deve mais a relação entre ambos intervenientes. Aqui, optou-se por separar em duas raias
rança Contra Incêndio. O projeto Paralelamente, iniciam-se as ativi- ser realizada a vistoria das instala- distintas a atuação de cada equipe, de maneira que, mesmo sendo da mesma empre-
executivo traz a representação final dades administrativas do processo ções de SCI pela equipe de execu- sa, seja possível identificar com clareza as diferentes tarefas de cada uma delas. Ou-
das informações técnicas definiti- de PPCI. O(s) responsável(is) pela ção ou de projeto. O anexo 8 apre- tro destaque é dado em casos em que o responsável técnico pelo projeto e execução
vas dos elementos, sistemas e com- sejam o mesmo profissional.
execução e laudos deve(m) gerar senta um Checklist de vistoria para
ponentes do PSCI (subprocesso de- as ART/RRT referentes a esses ser- auxiliar o profissional responsável
talhado na página 12). viços, enquanto que o responsável por essa atividade. Caso todas as
Com a finalização do projeto execu- técnico pela execução deve ser in- medidas estejam de acordo com o * Destaca-se que o próprio responsável pelo projeto é capaz de realizar as atividades
administrativas de pedido de vistoria na plataforma, não necessitando da inclusão
tivo, estes são encaminhados para a cluído no processo de PPCI na pla- PSCI, pode ser paga a taxa de visto- de outros profissionais. No entanto, nesse mapeamento, optou-se por separar as ati-
equipe responsável – representada taforma digital do CBM-RS (SOL)*. ria. Após a compensação do paga- vidades de projeto e execução, tornando cada interveniente responsável pelas medi-
na raia Executor do mapeamento Tal inclusão permite que o respon- mento da taxa, a visoria é automa- das administrativas de seu domínio de conhecimento.
acima –, permitindo o início de sua sável preencha os dados solicita- ticamente solicitada.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 012

FASE 4

Subprocesso – Elaborar
projeto executivo de SCI
O subprocesso apresentado no mapa ao lado apresenta o con-
+ junto de projetos executivos gerados a partir do Projeto de Se-
gurança Contra Incêndio. Considerando o amplo domínio de
Entrada: conhecimento necessário para realizar o projeto detalhado
PSCI
de todas as medidas de SCI, normalmente os projetos execu-
tivos são direcionados para os projetistas específicos, ou seja,
Elaborar: aqueles que possuem o conhecimento técnico detalhado de
Projeto executivo de Sinalização de emergência cada instalação.
Projeto executivo de Extintores de incêndio
Projeto executivo de Saídas de emergência Assim, conforme demonstra o mapeamento, os projetos exe-
PSCI

cutivos relacionados às instalações elétricas e hidráulicas são


direcionados à equipe de projetistas complementares, sendo
eles o projetista de instalações elétricas e projetista de insta-
lações hidráulicas. Tais projetistas normalmente são os mes-
Entrada:
mos responsáveis pelos demais projetos elétricos e hidráu-
Elaborado pelo
PSCI
projetista de Ins- licos da edificação. Enquanto isso, o projetista de Segurança
talações elétricas Contra Incêndio é o responsável pelo projeto executivo das
Início Elaborar: Fim
demais medidas.
+ Projeto executivo de Alarme de incêndio
Projeto executivo de Detecção de fumaça + Outra situação possível é o próprio projetista de PSCI (ou sua
Projeto executivo de Iluminação de emergência Projetos equipe) ser o responsável por todos projetos executivos de SCI.
ARQ .E COMPL.

Executivos
de Segurança Como documento de apoio para o projetista, o anexo 7 traz
Contra um conjunto de orientações para o projeto executivo.
Incêndio
Concluídos

Nota:
Entrada: Elaborado pelo
PSCI *Destaca-se que os chuveiros automáticos e detecção de
projetista de Insta-
lações hidráulicas fumaça não são obrigatórios, mas sim medidas que, se
Elaborar: instaladas, permitem o aumento da distância máxima per-
Projeto executivo de Hidrante e mangotinho corrida até um local seguro em caso de incêndio, ou seja,
Projeto executivo de Chuveiro automático estão diretamente relacionadas às tomadas de decisão no
âmbito de saídas de emergência.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 013

FASE 5

Sim Sim Gerar APPCI


BOMBEIROS

Aprovou? Aprovou? Edificação


Vistoriar
obra
x Revistoriar
obra x licenciada
PSCI
executado Não
Gerar Notificação
de Correção de Não
Gerar NCV
Vistoria (NCV)
EXECUTOR

Resolver proble-
Interpretar mas documen- Pagar taxa de
NCV tais e/ou nas Revistoria
instalações
Gerar taxa de revistoria na pla-
taforma digital. A vistoria é au-
tomaticamente solicitada, após
compenssação do pagamento

Na Fase 5 ocorre a etapa de vistoria cionamento e de acordo com o PPCI elencados. Tais irregularidades po- pagamento da taxa, a revistoria é au-
das instalações de Segurança Contra aprovado, os bombeiros emitem o dem ser relacionadas a problemas no tomaticamente solicitada. O imóvel
Incêndio pelo Corpo de Bombeiros Alvará de Prevenção e Proteção Con- funcionamento ou localização dos passará por uma nova vistoria das Em posse do Alvará de Pre-
Militar. Normalmente, o responsá- tra Incêndio (APPCI), caso contrário, equipamentos ou podem ser irregu- medidas de Segurança Contra Incên- venção e Proteção Contra
vel técnico não é comunicado do ato é emitido a Notificação de Correção laridades documentais, ou seja, de- dio e, novamente, caso ocorra algu- Incêndio, o imóvel encon-
da vistoria, sendo importante que de Vistoria (NCV), na qual estão des- correntes da falta ou erro de algum ma incompatibilidade com o PPCI, é tra-se regularizado, no que
durante os dias que precedem a so- critas as irregularidades de execução dos documentos de vistoria. gerada a Notificação de Correção de tange à legislação de Segu-
licitação de vistoria, alguém se res- que devem ser corrigidas. Após solucionados os problemas de Vistoria, caso contrário, é emitido o rança Contra Incêndio no
ponsabilize por ficar na edificação e Nessa etapa, o executor deve inter- vistoria, a equipe de execução deve Alvará de Prevenção e Proteção Con- Rio Grande do Sul.
recepcionar os bombeiros. Caso as pretar as notificações e, posterior- gerar a taxa de revistoria. Imedia- tra Incêndio.
instalações estejam em correto fun- mente, solucionar os problemas tamente após a compensação do
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 014

FASE 6

Saída: Ver orientações para


Plano de elaborar Plano de Ma- Deve-se reunir todos os documentos em
Manutenção nutenção preventiva uma pasta física e entregar para o pro-
Preventiva de de sci no anexo 9 prietário. Este irá disponibilizar uma có-
Plano de Manutenção medidas de SCI Entregar Plano de Manutenção pia para o condomínio, a qual deve estar
Preventiva de medidas Preventiva de medidas de Segurança à disposição para o CBM-RS em caso de
de SCI* contra Incêndio para o proprietário uma vistoria extraordinária.
Além dos documentos referenciados
Saída: Ver orientações para ela- nesse mapa, incluir na pasta física os cer-
Plano de borar plano de emergên- tificados de treinamento de Brigadistas
Emergência cia anexo 10 de Incêndio.
Elaborar Plano de Emer- Entregar Plano de Emergência para
PSCI

gência o proprietário

+ + +
Edificação Obter APPCI na platafor- Fim do
licenciada ma digital do CBM-RS Entregar APPCI para o proprietário processo de
PSCI

Entregar PSCI, laudos


e ART/RRT para o pro-
prietário
EXECUTOR

Treinar usuários sobre o uso de equipamentos


de Segurança Contra Incêndio instalados na
edificação
Edificação Pode ser realizado pela empresa que executou as medidas de SCI ou pela equipe de
regularizada projetistas de SCI. Esse treinamento não se refere ao treinamento de brigadistas, mas
com alvará sim, um treinamento à parte para os usuários do edifício. Pode ocorrer associado a
uma reunião de condomínio.

A última fase do processo de Projeto de ção finaliza suas atividades ao realizar o


Plano de Manutenção Preventiva de Medidas de Segurança Contra Incêndio
Segurança Contra Incêndio concentra-se treinamento dos usuários do imóvel so-
Refere-se a um documento que apresenta todas as atividades de manutenção, abordando sua periodicidade, localização do equipa-
nas atividades pós obra, ou seja, poste- bre o uso dos equipamentos de Seguran- mento, materiais e peças que deverão ser utilizados, bem como quem são os profissionais responsáveis pela execução das atividades.
riores à execução das medidas de SCI e ça Contra Incêndio. O plano normalmente é elaborado em forma de roteiro, de modo que serve de apoio para que todos os profissionais envolvidos com a
obtenção do Alvará de Prevenção e Prote- Após a entrega dos documentos que for- manutenção possam realizar as tarefas de forma padronizada, segura e com qualidade. O anexo 9 apresenta orientações para auxiliar
ção Contra Incêndio (APPCI). Nesse mo- maliza a conclusão do serviço, as equipes a elaboração de Plano de Manutenção Preventiva de Segurança Contra Incêndio.
mento, a equipe de PSCI deve entregar de PSCI e execução devem permanecer Plano de Emergência
ao proprietário o APPCI, assim como o em contato com o cliente para prestar É um documento voltado para o usuário final do imóvel. O Plano de Emergência apresenta os procedimentos básicos que devem ser
Plano de Emergência e o Plano de Manuten- apoio e manutenção, de acordo com o tomado em caso de emergência contra incêndio, bem como uma representação gráfica da planta da edificação destacando as rotas
ção Preventiva de medidas de Segurança Con- de fuga. A NBR 15219/2015 estabelece os requisitos mínimos para elaboração do Plano de Emergência, no entanto, sugere-se que o
que tenha sido firmado em contrato. De plano disponha do máximo de informações possíveis para auxiliar o usuário no entendimento daquilo que lhe compete em relação
tra Incêndio, os quais são documentos de qualquer forma, o Plano de Manutenção às medidas de SCI instaladas na edificação, como por exemplo: tipos de sistemas, elementos, componentes e instalações existentes,
apoio (ver quadro ao lado) que buscam deve ser colocado em prática, seja pela localização dos equipamentos, modo de utilização, entre outros. O anexo 10 presenta um modelo para orientar a elaboração desse
esclarecer os tipos medidas instaladas no empresa que executou as medidas de SCI, documento.
imóvel, bem como seu funcionamento e pela manutenção local do condomínio * Plano de Emergência não uma medida exigida pelo CBM-RS para habitações multifamiliares acima de 12m de altura. No entanto,
orientações para manutenção periódica. ou por outra equipe que venha a oferecer foi incluída no processo mapeado devido sua importância no que tange à prevenção contra incêndio e a inserção de um elemento que
Paralelamente a isso, a equipe de execu- aproxima os usuários da cultura de SCI.
esse serviço.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 015

ANEXO 1
PARÂMETROS DE QUALIDADE DO PROJETO ARQUITETÔNICO
SOB O ASPECTO DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
Orientações sobre medidas ativas de segurança contra incêndio*
A lista abaixo refere-se a um conjunto de parâmetros relacionados à Segurança Contra Incêndio que a equipe res- ʇʇ Prever elevadores de emergência em todas as edi- * Medidas ativas tais como localização e quantidade
ponsável pelo projeto de arquitetura deve considerar ao iniciar a tarefa de elaboração de um projeto1. As orienta- ficações residenciais com altura superior a 80m. de extintores, sinalização de emergência, hidrantes
ções a seguir referem-se a um compilado de parâmetros elaborados por Venezia (2004)2 e Ono (2007)3. Destaca-se ʇʇ Prever a localização de equipamentos de seguran- e mangotinhos e alarme de incêndio, normalmente
que algumas orientações aqui listadas são analisadas e definidas com maior aprofundamento pelo profissional ça contra incêndio tais como, extintores, hidran- são concebidas com maior aprodundamento pelo
responsável pelo Projeto de Segurança Contra Incêndio e pelos projetos complementares, tais como instalações tes, sistemas de detecção e alarmes, com especial projetista de Segurança Contra Incêndio e de Proje-
hidráulicas e elétricas. No entanto, é imprescindível que o arquiteto tenha conhecimento de tais instalações, a fim atenção a central do alarme. tos Complementares. No entanto, o arquiteto deve
de integrá-las às soluções de aquitetura. ter em mente que estes são itens necessários e deve-
-se considerar sua existência no projeto.
Planejamento urbano e Implantação
Sistemas estruturais e de vedação
ʇʇ Considerar a acessibilidade pelo corpo de bom- ʇʇ Estabelecer distâncias seguras de separação en-
beiros e afastamento dos edifícios vizinhos. tre fachadas de edifícios adjacentes em função da ʇʇ Definir elementos construtivos com função estru- de concreto armado ou protendido ou por outro
ʇʇ Priorizar, se possível, os lotes que possuam fácil área e dimensões das aberturas de forma a evitar tural e de compartimentação entre unidades que material que garanta a resistência ao fogo.
acesso da viatura do bombeiro com vias largas a radiação térmica. atendam à legislação pertinente no que se refere ʇʇ Evitar frestas nos elementos de vedação vertical
para eventuais manobras e distância segura das ʇʇ Considerar equipamentos e mobiliários urba- à resistência ao fogo (em tempo), ao isolamento no encontro destes com o piso ou teto, quer seja
edificações do entorno. no, bem como outras intervenções paisagísticas térmico, estanqueidade e estabilidade. em paredes internas ou paredes entre habitações,
ʇʇ Prever a aproximação e o estacionamento da (como jardins, fontes e grandes esculturas), de ʇʇ Antever a compartimentação vertical por meio que possibilitem a passagem de fumaça entre cô-
viatura do bombeiro para resgate das vitimas do modo que não se tornem obstáculos ao acesso da dos entrepisos que devem ser compostos por lajes modos ou entre unidades habitacionais.
interior da edificação. viatura dos bombeiros.

Revestimentos
Projeto do edifício
ʇʇ Propor materiais de revestimento, acabamento e to e revestimento (CMAR), indicando as classes
Orientações sobre medidas passivas de segurança contra incêndio
isolamento termo-acústico empregados nas faces dos materiais escolhido.
ʇʇ Prever as saídas de emergência, segundo a legis- ras nas paredes de compartimentação. internas e externas do edifício com as caracterís- ʇʇ Prever a carga incêndio total da edificação, atra-
lação vigente, consideranndo as distâncias máxi- ticas de propagação de chamas e fumaça contro- vés da soma da carga incêndio dos materiais de
ʇʇ Considerar separação na fachada entre aberturas
mas permitidas a serem percorridas para atingir ladas. acabamento escolhidos dividido pela área da
de pavimentos consecutivos (parapeitos, vigas e
as portas de acesso. prolongamentos de lajes) e entre aberturas situa- ʇʇ Elaborar um controle de materiais de acabamen- edificação.
ʇʇ Dimensionar as larguras das saídas de emergên- das em lados opostos nas paredes de comparti-
cia. mentação da mesma fachada, as quais devem ser Instalações Prediais Hidráulicas e Mecânicas
ʇʇ Prever escadas de emergência de acordo com o afastadas horizontalmente ou ser protegida por
exigido pela legislação. um prolongamento da parede de compartimen-
tação, externo a edificação. ʇʇ Considerar o estudo de compartimentação hori- ʇʇ Antever espaço adequado para reservatórios de
ʇʇ Prever portas corta-fogo para vedação de abertu- zontal e vertical das tubulações. água para reserva técnica de combate à incêndio.
ʇʇ Empregar materiais retardantes de chamas nas ʇʇ Considerar a previsão de instalações pertintes
1
A lista apresentada é restrita a elaboração de projetos residenciais multifamiliares com mais de 12m de altura. instalações elétricas, caso estes sejam combustí- para o sistema de iluminação de emergência, sis-
veis. temas de detecção e alarmes de incêndio, sistema
2
Venezia (2004), em sua dissertação de mestrado entitulada Parâmetros de Projeto Arquitetônico sob o Aspecto da
Segurança Contra Incêndio, apresentou uma metodologia de análise do projeto arquitetônico a partir da formu- ʇʇ Prever selagem corta-fogo nos shafts que interco- de hidrantes e de mangotinhos e chuveiros auto-
lação de uma lista de itens a serem conferidos dentro do processo de projeto, que verificam o atendimento dos municam os diversos pavimentos com resistência máticos (se houver necessidade de acordo com
principais requisitos de segurança contra incêndio que devem estar presentes na fase de concepção do projeto. ao fogo correspondente à legislação pertinente. legislação).
3
Ono (2007) apresenta em seu artigo entitulado Parâmetros para garantia da qualidade do projeto de segurança contra
incêndio em edifícios altos diretrizes de projeto de segurança contra incêndio em edificações de modo a auxiliar os
projetistas a aplicá-las de forma adequada e integrada ao projeto arquitetônico.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 016

ANEXO 2
ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
As orientações apresentadas a seguir referem-se a um compilado de informações técnicas Exigências mínimas para habitacionais multifamiliares com altura superior a 12m
sobre medidas de Segurança Contra Incêndio (SCI) exigidas nas habitações multifamiliares (de acordo com o decreto nº51.803/2014 cmb/rs, anexo b, tabel 6a)
(ocupação A2) com mais de 12 metros de altura. Tais informações foram obtidas por meio
da ánalise das legislações vigentes, bem como em pesquisas já realizadas no universo de Acesso de viatura Extintores de incêndio Brigada de incêndio
Segurança Contra Incêndio (SCI). Embora as orientações sejam voltadas para a ocupação su- Segurança estrutural Controle de materiais de Iluminação de emergência
pracitada, estas podem servir de parâmetros de pesquisa para a compreensão dos requisitos
Compartimentação Vertical acabamento e de revestimento Alarme de incêndio
mínimos de SCI de outras ocupações. Destaca-se que este documento tem como objetivo
faciliar a pesquisa sobre as medidas de SCI, porém não substitui a pesquisa na legislação. Sinalização de emergência Saídas de emergência Hidrantes e Mangotinhos

Acesso de viatura na edificação e áreas de risco*


É fundamental o acesso livre à edificação ou área de risco pelos bombeiros para auxiliar no via de acesso passeio
salvamento das pessoas e combate ao fogo em uma situação de incêndio. Deve-se considerar
que a acessibilidade inclui (Brentano, 2015):
facilidade de trajeto (distância percorrida) da viatura dos bombeiros até o local;
possibilidade de acesso da viatura próximo ou junto à fachada da edificação; 4,50
facilidade de acesso dos membros do corpo de bombeiros ao interior da edificação.

Via de acesso para viaturas Figura 01


4,00
ʇʇ Largura mínima: 6 m
ʇʇ Altura livre mínima: 4,5 m 6,00

ʇʇ Resistência do pavimento: 25.ooo Kg (carga distribuídas em dois eixos). Figura 011- Largura da via de acesso. Figura 021 - Largura e altura mínimas do portão de acesso à edificação.

Portão de acesso (quando houver) Figura 02 15m


ʇʇ Largura mínima: 4,0 m
ʇʇ Altura mínima: 4,5 m

Retorno Figura 03 15m


10m
Recomenda-se que as vias de acesso com extensão superior a 45 m possuam retornos, que
6m
podem ser dos seguintes tipos: 6m
ʇʇ Circular 6m
ʇʇ Formato de “Y”
ʇʇ Formato de “T”
Outros tipos de retornos podem ser usados, desde que garantam a entrada e a saída das via- Figura 032 - Tipos de retorno.
turas 1-
Fonte: Adaptado de IT nº06/2019; 2 - Fonte: Adaptado de IT nº05/2019.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 017

Onde pesquisar sobre Acesso de vistura? Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) em minutos
CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO Profundidade sub-
Uso/ Altura (m)
ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº 05/2019 solo (m)
ocupação
- Segurança contra incêndio - urbanística. São Paulo, SP,
h>10 h≤10 h≤6 6<h≤12 12<h≤23 23<h≤30 30<h≤80 80<h≤120 120<h≤150 150<h≤250
2019.
CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO Residencial 90 60 30 30 60 90 120 120 150 180

ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº 06/2019 Hospedagem 90 60 30 60 60 90 120 150 180 180
- Acesso de viatura na edificação e áreas de risco. São
Comercial
Paulo, SP, 2019. 90 60 60 60 60 90 120 150 150 180

BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Projeto Serviços 90 60 30 60 60 90 120 120 150 180

de Edificações. Porto Alegre: Edição do autor, 2015. Educacional 90 60 30 30 60 90 120 120 150 180

Quadro 1 - TRRF |Fonte: Adaptado de IT nº08/2019.

Segurança estrutural contra incêndio* A IT nº 08/2019 determina o TRRF mínimo para alguns elemen- É possivel que o TRRF seja reduzido através do Método do
tos, independente do TRRF da edificação. Tempo Equivalente (MTE), o qual permite a redução em 30 mi-
nutos, caso a edificações apresente determinadas característi-
A segurança estrutural em incêndio, visando a proteção à vida, ʇʇ Elementos de compartimentação em geral: 60 min.
cas de seguraça contra incêndio, sendo elas:
deve ser verificada de modo a evitar que a edificação colapse ʇʇ Elementos de compartimentação de escadas e elevadores de
prematuramente antes da desocupação do edifício (Silva; Var- segurança: 120 minutos. ʇʇ grande áreas de janela para o exterior;
gas; Ono, 2010). Os materiais estruturais modificam suas pro-
ʇʇ Elementos de isolamento de risco : 120 minutos. ʇʇ baixa carga de incêndio;
priedades em altas temperaturas, reduzindo sua resistência
mecânica, o que confere um grande risco em caso de incêndio. ʇʇ pé-direito alto;
Normalmemnte, um incêndio grave pode alcançar em torno de *Para as ocupações residenciais multifamiliares, as paredes di-
visórias entre unidades autônomas e entre unidades e as áreas ʇʇ compartimentação vertical;
1000 ºC. Devido às transferências de calor, se as estruturas não
forem corretamente protegidas, as resistências dos materiais se- comuns, também devem ter TRRF ≥ 60 min., independente do ʇʇ medidas de proteção ativa (chuveiros automáticos, detecção
rão severamente reduzidas, diminuindo a capacidade de supor- TRRF da edificação; mas, a presença de sistemas de chuveiros au- e brigada de incêndio).
tar esforços na situação de incêndio (Silva, 2014). tomáticos isenta tal exigência.
A Instrução Técnica nº 08/2019 - Segurança estrutural contra
incêndio - estabelece o Tempo Requerido de Resistência ao Fogo Onde pesquisar sobre Segurança estrutural?
(TRRF) que os elementos estruturais e de compartimentação de-
CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº 08/2019 - Segurança
vem atender para evitar o colapso estrutural precoce (Costa; Ono;
estrutural contra incêndio. São Paulo, SP, 2019.
Silva, 2005).
BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Projeto de Edificações. Porto Alegre, 2015. Destaque para as páginas 123
Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF) a 136!
Resistência ao fogo é a propriedade de um elemento construtivo COSTA C. N.; ONO R.; SILVA, V. P. A importância da compartimentação e suas implicações no dimensionamento das
de resistir à ação do fogo, mantendo sua segurança estrutural, estruturas de concreto para situação de incêndio. In: Anais do congresso brasileiros do concreto, 47. Olinda, 2005. Des-
sendo medida pelo tempo** que o elemento suporta a elevação taque para as páginas 12 a 14!
padronizada de temperatura. Os TRRF´s são fornecidos pela IT
SILVA, V. P. Segurança Contra Incêndio em Edifícios - Considerações para o Projeto de Arquitetura. 1. ed. São Paulo: Blu-
nº08/2019, a qual se baseia na NBR 14432:2001. Os TRRF são de-
cher, 2014. Destaque para o cap. 7!
finidos de acordo com o uso e altura das edificações (Quadro 1).
SILVA, V. P; VARGAS, M. R.; ONO, R. Prevenção Contra Incêndio no Projeto de Arquitetura. Rio de Janeiro, RJ: CBCA -
**O tempo aqui referido não se refere ao tempo real, mas sim de um tempo fictí-
cio padronizado por convenção, a fim de simplificar os calculos de estruturas em Centro Brasileiro de Construção em Aço, 2010.
situação de incêndio (Silva, 2014).
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 018

Compartimentação vertical*

A compartimentação vertical destina-se a impedir a propagação


do fogo do pavimento de origem para os pavimentos adjacentes
A propagação vertical pode se dar por/pela(s): A compartimentação vertical é constituída de:
no plano vertical. Dependendo da carga térmica, o fogo pode pro-
pagar-se por aberturas e frestas de dimensões muito pequenas, ʇʇ aberturas existentes nas fachadas; ʇʇ enclausuramento de escadas, poços de elevador e de
mas suficientes para alastrar-se rapidamente (Brentano, 2015). ʇʇ calor entre lajes de entre pisos; monta-carga por meio de parede e portas corta-fogo de
Esta é das medidas de Segurança Contra Incêndio mais eficientes, ʇʇ escadas e antecâmara; compartimentação;
indispenssável de ser considerada na concepção de um projeto ʇʇ elevadores e monta-carga; ʇʇ selos, registros e vedadores corta-fogo;
(Silva, 2014). A seguir, apresenta-se a compilação de requisistos ʇʇ dutos de ar condicionado, ventilação ou exaustão, ʇʇ elementos construtivos corta-fogo de separação vertical
mínimos da Instrução Técnica nº 09/2019 - Compartimentação shafts de instalações, tubos de passagem, etc. entre pavimentos consecutivos;
horizontal e compartimentação vertical. ʇʇ átrios, entre outros. ʇʇ dispositivos automatizados de enrolar corta-fogo.

Envoltória do edifício (fachadas)


ʇʇ Prever parapeito-verga ou marquise, compostos por materiais de uso residencial, podem ser somadas as dimensões da aba mento incombustíveis (piso, parede e teto).
incombustíveis e dimensões mínimas, para evitar que o fogo horizontal e a distância da verga até o piso da laje superior, to- ʇʇ Nas fachadas envidraçadas, as aberturas entre a fachada de
se propague para pavimentos superiores da edificação. talizando o mínimo de 1,20 m (Figura 6). vidro e os elementos de vedação devem receber selos corta-
ʇʇ A distância mínima entre aberturas no sentido vertical deve ʇʇ Nas edificações exclusivamente residenciais, as sacadas e ter- -fogo em todo perímetro (Figura 7).
ser de 1,20 m (Figura 4). Se não houver parapeito, deverá haver raços utilizados na composição da compartimentação verti- ʇʇ Se os vidros das fachadas envidraçadas não forem corta-fogo,
marquise ou abas com 0,90 m no mínimo (Figura 5). cal, podem ser fechadas com vidros de segurança, desde que devem ser previstos parapeitos, vigas ou prolongamentos dos
ʇʇ Para edificações de baixo risco, como é o caso de edificações sejam constituídos por materiais de acabamento e de revesti- entrepisos corta-fogo, de acordo com as Figuras 4, 5 e 6.

Figura 4- Modelo de compartimenta- Figura 5- Modelo de compartimenta- Figura 6- Modelo de compartimentação verti- Figura 7 - Modelo de compartimenta-
ção vertical (verga e peitoril); ção vertical (abas). cal (composição entre aba e verga-peitoril). ção vertical (fachada envidraçada).

Fonte das imagens: Adaptado de IT nº09/2019.


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 019

Abertura entrepisos
ʇʇ Entrepisos corta-fogo, para evitar que o calor se tranfira atra- consolidadas aos entrepisos. * A selagem é qualquer meio de vedação que impede a liberação
vés da espessura da laje. ʇʇ Quaisquer aberturas existentes nos entrepisos destinadas à de fumaça e calor através de “aberturas invisíveis” e “espaços es-
ʇʇ As aberturas existentes nos entrepisos devem ser devidamen- passagem de instalação elétrica, hidrossanitárias, telefônicas condidos” (Costa; Ono; Silva, 2005). Os selos corta-fogo são dispo-
te protegidas por elementos corta-fogo. e outras, que permitam a comunicação direta entre os pavi- sitivos construtivos com TRRF mínimo, instalados nas passagens
mentos de um edifício, devem ser seladas* de forma a promo- de eletrodutos e tubulações que cruzam paredes e lajes compar-
ʇʇ As escadas de emergência devem ser enclausuradas por meio
ver a vedação total corta-fogo. timentadas. Já os registros corta-fogo ou dampers são disposi-
de paredes de compartimentação e portas corta-fogo, que
tovos de fechamento móvel instalados na aberturas de shafts ou
atendam o TRRF da estrutura, não podenendo ser inferior a ʇʇ Quando dutos de ventilação, ar-condicionado ou exaustão
dutos, os quais são controlados manual ou automaticamente, a
120 minutos. atravessarem os entrepisos, além da adequada selagem cor-
fim de impedir a passagem de fluido dentro do duto (Figura 8).
ʇʇ Os poços destinados a elevadores e monta-cargas devem ser ta-fogo da abertura em torno do duto, devem existir registros
constituídos por paredes de compartimentação devidamente corta-fogo* devidamente ancorados aos entrepisos.

Onde pesquisar sobre Compartimentação


vertical?

CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR


DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº
09/2019 - Compartimentação horizontal e compar-
timentação vertical. São Paulo, SP, 2019.
CORPO DE BOMBEIROS DA POLÍCIA MILITAR
DO ESTADO DE SÃO PAULO. Instrução Técnica nº
08/2019 - Segurança estrutural contra incêndio. São
a) b) c)
Paulo, SP, 2019.
Figura 8*- Exemplos de selagem. BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Pro-
jeto de Edificações. Porto Alegre, 2015. Destaque para
Características de resistência ao fogo as páginas 154 à 170!
ʇʇ Os TRRF devem atender o exigido pela Instrução Técnica nº 08/2019, considerando os valores mínimos de: COSTA C. N.; ONO R.; SILVA, V. P. A importância da
compartimentação e suas implicações no dimensio-
entrepisos - 60 minutos mínimo;
namento das estruturas de concreto para situação de
selagens e registros corta-fogo - 60 minutos mínimo. incêndio. In: Anais do Congresso Brasileiros do Con-
elementos compartimentação vertical nas fachadas (abas, marquises) - 60 minutos mínimo; creto, 47. Olinda, 2005.
portas corta-fogo podem apresentar um TRRF 30 min menor que as paredes, porém nunca inferior a 60 minutos mínimo; NEGRISOLO, W. Arquitetando a segurança contra in-
Paredes de enclausuramento das escadas e elevadores de segurança e vedações das caixas, dutos e antecâmaras - 120 minutos cêndio. 2011. 415f. Tese (Doutorado em Arquitetura e
mínimo; Urbanismo) - Universidade de São Paulo, São Paulo,
SP, 2011. Destaque para as páginas 216 à 231!
as portas corta-fogo de ingresso nas escadas em cada pavimento devem apresentar TRRF de 90 min quando forem únicas (escadas
sem antecâmaras) e de 60 min quando a escada for dotada de antecâmara;
*Fonte: (a) e (b) Adaptado de Murusaki (1993) apud Costa; Ono; Silva (2005) e (c)
as escadas e rampas destinadas à circulação de pessoas provenientes dos subsolos devem ser compartimentados com PCF P-90 Adaptado de Hilti (2019), disponível em https://www.hilti.pt/c/CLS_FIRESTOP_
em relação aos demais pisos contíguos, independente da área máxima compartimentada. PROTECTION_7131/CLS_FIRESTOP_FOAMS_7131/r26040?itemCode=429802.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 020

Sinalização de emergência*
A sinalização de segurança contra incêndio e pânico corresponde a um conjunto de sinais visuais, estabeleci-
dos pelas NBR 13.434-1, 13.434-2 e 13.434-3 de 2004, os quais tem como objetivo alertar para riscos existentes,
garantir que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, orientar as ações de combate e facilitar a
localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio
(NBR 13434-1/2004).
A sinalização é classificada em sinalização básica e complementar, as quais se subdividem em categorias,
como demonstra o fluxograma abaixo.
Figura 10- Exemplos de sinalização de equipamentos | Fonte: NBR 13.434-1/2004.
Básica

Proibição Alerta Orientação e salvamento Equipamentos

Instalada a uma altura Instalada a uma altura A sinalização de saída de Instalada a uma altura mí-
mínima de 1,80 m, medi- mínima de 1,80 m, medi- emergência apropriada nima de 1,80 m, medida
da do piso acabado à base da do piso acabado à base deve assinalar todas as do piso acabado à base da
da sinalização. A mesma da sinalização. Deve estar mudanças de direção ou sinalização. e imediata-
sinalização deve estar dis- próxima ao risco isolado sentido, saídas, escadas e mente acima do equipa-
tribuída em mais de um ou distribuída ao longo deve ser instalada segun- mento sinalizado.
ponto dentro da área de da área de risco generali- do sua função.
risco e devem estar dis- zado. Neste último caso,
tanciadas entre si em no cada sinalização deve es-
máximo 15,0 m (Figura 9). tar distanciada entre si em
no máximo 15,0 m.

ʇʇ Sinalização de portas de saída de emergência imediata-


mente acima das portas, no máximo a 0,10 m da verga; ou
na impossibilidade desta, diretamente na folha da porta,
centralizada a uma altura de 1,80 m, medida do piso acaba-
do à base da sinalização.
ʇʇ Sinalização de orientação das rotas de saída deve ser locali-
zada de modo que a distância de percurso de qualquer pon-
to da rota de saída até a sinalização seja de no máximo 7,5
m. Adicionalmente, esta sinalização também deve ser ins-
talada de forma que no sentido de saída de qualquer ponto
seja possível visualizar o ponto seguinte, distanciados entre
si em no máximo 15,0 m.
ʇʇ Sinalização de identificação dos pavimentos no interior da
caixa de escada de emergência deve estar a uma altura de
1,80 m, medida do piso acabado à base da sinalização, ins-
talada junto à parede, sobre o patamar de acesso de cada
Figura 9- Exemplo de sinalização de proibição|-
Fonte: Autora, 2019. pavimento.

Figura 11- Exemplos de sinalização de orientação e salvamento | Fonte: NBR 13.434-1/04 e 13.434-2/04.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 021

Complementar Na representação em planta baixa, os locais onde há sinaliza-


ções devem estar indicados por uma circunferência dividida CÓDIGO Código do símbolo
horizontalmente em duas partes iguais, sendo que na parte
DIMENSÕES Dimensões da placa,
Indicação continuada Indicação de obstáculos Mensagens escritas
superior deve constar o código do símbolo e na parte inferior (mm) independente se ela
das rotas de saída as dimensões da placa. for retangular, qua-
drada, triangular ou
circular

Setas instaladas sobre o Deve ser implantada toda Acompanham a sinaliza- As dimensões das mínimas das placas de sinalização são baseadas em função da distância máxima de
piso acabado ou sobre vez que houver desnível ção básica onde for neces- visibilidadedo observador, sendo estas estabelecidas pela NBR 13.434-2/2004 (Quadro 2 e Figura 13).
as paredes das rotas de de piso, rebaixo de teto ou sária a complementação
saída. O espaçamento de outras elementos cons- da mensagem dada pelo
instalação deve ser de no trutivos ou equipamentos símbolo. Ex: informar lo-
máximo 3,0 m entre cada que reduzam a largura tação máxima, informar
sinalização e a cada mu- das rotas ou impeçam ou medidas de SCI existentes
dança de sentido. seu uso. no edifício, etc.

ʇʇ Quando aplicada sobre o piso, a si- ʇʇ Elementos translúcidos ou transpa-


nalização deve estar centralizada rentes como vidros, utilizados em es-
em relação à largura da rota de saí- quadrias destinadas a fechamento de
da, dando o sentido do fluxo. vãos (portas e painéis divisórias) que
ʇʇ Quando aplicada nas paredes, a si- fazem parte da rota de saída, devem
nalização deve estar a uma altura possuir tarja em cor contrastante
constante entre 0,25 m e 0,50 m do com o ambiente, com largura mínima
piso acabado à base da sinalização, de 50 mm, aplicada horizontalmente
podendo ser aplicada, alternada- em toda sua extensão, na altura cons-
mente, à parede direita e esquerda tante compreendida entre 1,00 m e
da rota de saída. 1,40 m do piso acabado.

Quadro 2- Dimensões mínimas das placas de sinalização |Fonte: Adaptado de NBR 13.434-2/2004.

Figura 12- Exemplo de sinalização de obstáculo e orientação continuada| Figura 13- Dimensões mínimas das placas de sinalização em função da distância de visualização | Fonte: Adaptado de NBR 13.434-2/2004.
Fonte: NBR 13.434-2/2004.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 022

Simbologia
Sinalização de proibição Sinalização de orientação e de salvamento Sinalização de equipamentos

Sinalização de alerta

Sinalização complementar

Quadro 3- Símbolos de sinalização de emeregência|Fonte: Adaptado de NBR 13.434-2/2004.


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 023

Onde pesquisar sobre sinalização de emergência? De acordo com a Resolução Técnica n.º14/2016 - CBM-RS
ABNT. NBR 13434-1- Sinalização de segurança contra ʇʇ Deve haver, no mínimo, um extintor de incêndio adequado a(s) clas-
ʇʇ Os extintores devem estar em locais facilmente acessíveis e prontamen-
incêndio e pânico - Parte 1: Princípios de projeto. Rio de se(s) de incêndio existente(s) no local, distante a não mais de 5 m da
te disponíveis numa ocorrência de incêndio. Preferencialmente, devem
Janeiro, RJ, Brasil, 2004. p. 11. estar localizados nos caminhos normais de passagem, incluindo saídas porta de acesso da entrada principal da edificação ou entrada do pa-
vimento.
ABNT. NBR 13434-2 - Sinalização de segurança contra das áreas, não podendo ser instalados em escadas ou rampas.
incêndio e pânico - Parte 2 - Símbolos e suas formas, di- ʇʇ Os extintores portáteis devem ser instalados em suportes ou em abri- ʇʇ Recomenda-se optar por extintores de incêndio que contemplem
go,. não podem estar obstruídos e devem estar visíveis e sinalizados, todas as classes de incêndio existentes naquele local, em um único
mensões e cores. Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2004. p. 19. extintor.
conforme Figura 14.
ABNT. NBR 13434-3 - Sinalização contra incêndio e pâ- ʇʇ Cada pavimento deve possuir, no mínimo, duas unidades extintoras,
nico - Parte 3 - Requisitos e métodos de ensaio. Rio de sendo uma para incêndio classe A e outra para incêndio classe B e C. É
Janeiro, RJ, Brasil, 2004. p. 5. Sinalização permitida a instalação de duas unidades extintoras iguais de pó ABC.
fotolumi-
BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Projeto nescente ʇʇ É permitida a instalação de uma única unidade extintora de pó ABC
em edificações, área de risco de incêndio, mezaninos e pavimentos
de Edificações. Porto Alegre, 2015. Destaque para o capí- com área construída inferior a 50 m², desde que atendida à capacida-
tulo 11! de extintora mínima prevista para o tipo de risco. Aplica-se aos resi-
Extintor de denciais multifamiliares com área de uso comum contínua inferior a
parede 50 m² em cada pavimento.
ʇʇ Em edificações residenciais multifamiliares, para fins de dimensio-
Extintores de incêndio* namento do número mínimo de unidades extintoras necessárias,
deve ser computada apenas a área de uso comum contínua de cada
pavimento.
De acordo com a Resolução Técnica n.º 14 do CBM-RS, a qual re- Suporte
gulamenta sobre extintores de incêndio, o extintores são apare- de piso ʇʇ Em cada piso, a distância máxima a ser percorrida e os extintores a
serem instalados devem estar de acordo com os Quadros 5 e 6. Quan-
lhos de acionamento manual, constituído de recipiente e acessó- do houver a classe C (Quadro 6) no local, e este risco for secundário,
Figura 144 - Instalação de extintores
rios contendo o agente extintor destinado a combater princípios à distância máxima a percorrer deve ser a mesma do risco principal.
de incêndio.
Segundo Brentano (2015), os extintores de incêndio são equipa-
mentos fundamentais para extinguir vários tipos de fogo em seu Risco Classe A Risco Classe B Risco Classe C
estágio inicial. Por serem relativamente leves, portáteis e dispo- Fogo em materiais combustíveis só- Fogo em combustíveis sólidos que se Fogo em materiais, equipamentos e
níveis em vários ambiente da edificação, são, normalmente, os lidos, que queimam em superfície e liquefazem por ação do calor, como instalações elétricas energizadas
primeiros equipamentos a serem utilizados no combate a prin- profundidade através do processo graxas, substâncias líquidas que eva-
cípios de fogo. de pirólise, deixando resíduos. poram e gases inflamáveis.

Onde pesquisar sobre extintores de incêndio? Classe de risco Capacidade Distância máx. Capacidade Distância máx. Classe de risco Capacidade Distância máx.
extintora a percorrer Classe de risco extintora a percorrer
CBM-RS. Resolução Técnica CBMRS nº.14 - Extinto- extintora a percorrer
res de Incêndio. Estabelece os critérios para proteção Baixo 2A 25 m Baixo
10 A 20 m Baixo C 25 m
contra incêndio em edificações e áreas de risco de in- Médio 2A 20 m
20 A 25 m
C 20 m
Médio
cêndio por meio de extintores de incêndio portáteis e Médio
20 A 15 m
sobre rodas. Porto Alegre, RS, Brasil, 2016. p. 11. Alto 4A 15 m 40 A 20 m Alto C 15 m

BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Pro- 40 A 10 m


Alto
jeto de Edificações. Porto Alegre, 2015. Destaque para 80 A 15 m
o capítulo 14! Quadro 44 - Risco classe A. Quadro 54 - Risco classe B. Quadro 64 - Risco classe C.
4
Fonte: Adaptado de RT n.º14|2016 - CBM-RS.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 024

Controle de materiais de acabamento e de revestimento – cmar*

Considerando que o comportamento dos materiais na ocorrência de


um incêndio é um dos principais fatores responsáveis pelo crescimen- De acordo com a Instrução Técnica n.º10/2019:
to e propagação do fogo, bem como pelo desenvolvimento de fumaça ʇʇ o CMAR empregado nas edificações destina-se a estabelecer padrões para o não surgimento de condições propícias do crescimento e da propaga-
e gases tóxicos nos ambientes, a escolha dos materiais de acabamento ção de incêndios, bem como da geração de fumaça;
e revestimento que farão parte do edifício tornam-se fundamentais na ʇʇ deve ser exigido o CMAR, em razão da ocupação da edificação, e em função da posição dos materiais de acabamento, materiais de revestimento e
contribuição para que um estado crítico seja evitado (Coutinho; Corrêa, materiais termo acústicos, visando: piso, paredes, divisórias, teto/forro e cobertura;
2016). Assim, entende-se a impotância conferida à escolha dos mate- ʇʇ as exigências quanto à utilização dos materiais serão requeridas conforme a classificação da Tabela B, da IT nº 10/2019 ,incluindo as notas genéricas.
riais desde a fase de concepção estrutural até a definição do projeto de A título de exemplo, apresenta-se o Quadro 7;
interiores. ʇʇ Quando da apresentação do Projeto Técnico, devem ser indicadas em planta baixa e respectivos cortes, correspondentes a cada ambiente, ou em
notas específicas, as classes dos materiais de piso, parede, teto e forro (Figura 15 ).
Em uma situação de princípio de incêndio, os materiais de acabamen-
ʇʇ Na solicitação da vistoria técnica deve ser apresentada a Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART/RRT) do Emprego de Materiais de
to e de revestimentos das paredes e forros são mais vulneráveis do que
Acabamento e de Revestimento.
aqueles instalados no pisos, devido estarem em uma posição que favo-
rece sua ignição e combustão (Silva, 2014).
Para fins de regulamentação, a Instrução Técnica nº 10/2019 da CBPM-
-SP estabelece as condições a serem atendidas pelos materias de aca- O estudo de Coutinho e Corrêa (2016)
apresenta uma relação de materiais,
bamento e revestimento empregado nas edificações, designando as
cujos fabricantes informam suas ca-
definições a seguir: racterísticas de reação ao fogo e sua
ʇʇ materiais de revestimento: todo material empregado nas superfícies classificação conforme IT nº.10, assim
como correlacionar materiais simila-
dos elementos construtivos das edificações, tanto nos ambientes in- res, a fim de auxiliar os profissionais
ternos como nos externos (pisos, forros, etc). que trabalham na área de projeto e
ʇʇ materiais de acabamento: todo material utilizado como arremates facilitar próximos estudos.
entre elementos construtivos (rodapés, mata-juntas, golas, etc).
Quadro 7 - Classe dos materiais a serem utilizados considerando o grupo/divisão da ocupação/uso
ʇʇ materiais termo acústicos: todo material utilizado para isolação tér- em função da finalidade do material| Fonte: Adaptado de IT n.º 10/2019.
mica e/ou acústica.

Onde pesquisar sobre cmar?


Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ins-
trução Técnica n.º 10/2019 - Controle de materiais de acaba-
mento e de revestimento. São Paulo, SP, 2019.
Coutinho, B. A.; Corrêa, A. R. A Interpretação do Controle de
Materiais de Acabamentos e de Revestimento no Processo de
Segurança Contra Incêndio e Pânico. Engineering and Science,
Cuiaba, MT, v. 2, n. 6, p. 26–41, 2016.
Silva, V. P. Segurança Contra Incêndio em Edifícios - Conside-
rações para o Projeto de Arquitetura. 1. ed. São Paulo: Blucher,
2014. Destaque para o cap. 7! Figura 15 - Exemplo de representação da classificação dos revestimentos e acabamentos em planta baixa e corte|Fonte: Adaptado de IT n.º 10/2019.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 025

Saídas de emergência*
A Resolução Técnica n.º 11- parte 1/2016 do CB- De acordo com Ono (2010, p. 40-41) "as rotas de dendo do tipo de construção, das caracterís- estão: demora na identicação do fogo pelos
M-RS, a qual estabelece os requisitos mínimos fuga ou saídas de emergência são projetadas ticas dos ocupantes e dos sistemas de prote- ocupantes; rotas de saídas bloqueadas pela
necessários para o dimensionamento das saí- para garantir a saída dos ocupantes de edifícios ção existentes, o fogo e/ou a fumaça podem fumaça, fechadas ou obstruídas por objetos
das de emergência, define: em situações emergenciais, de forma segura e impedir rapidamente sua utilização; que dificultam sua passagem; desconheci-
rápida, de qualquer ponto até um local seguro, identificar e considerar o perfil da popula- mento das rotas de saída pelos ocupantes e;
normalmente representado por uma área livre e ção (idade, gênero, peso e altura, condições rotas de saídas de emergência inadequadas
Saída de emergência - Caminho contínuo, afastada do edifício". A autora ainda destaca al- de mobilidade, etc) para projetar as rotas de quanto ao projeto, número e largura.
constituído por portas, corredores, halls, gumas considerações fundamentais no projeto saída de emergência. A seguir, serão apresentados trechos dos re-
passagens externas, balcões, sacadas. de saidas de emergência:
vestíbulos, escadas, rampas ou outros dis- quisitos mínimos da Resolução Técnica n.º 11-
Brentano (2015) cita a análise realizada por
positivos de saída ou combinações destes, permitir o abandono das áreas de risco num parte 1/2016 , a fim de compilar informações
Malhotra (1985), o qual identificou, através de
a ser percorrido pelo usuário em caso de período mínimo através das saídas; básicas sobre o dimensionamento das saídas
levantamentos estatísticos de países europeus,
sinistros de qualquer ponto da edificação prever fácil acesso ao interior do edifício pelas de emergência em projetos de edificações
que as principais causas de morte decorrentes
até atingir o espaço livre exterior térreo. equipes de salvamento e combate ao fogo; habitações multifamiliares (ocupação A 2 e
de incêndio estão amplamente vinculadas à
h≥12m). Destaca-se que esse documento não
considerar que quanto maior o risco, mais fácil dificuldade de desocupação das edificações
pela população. Dentre os principais motivos, substitui a pesquisa na legislação.
deve ser o acesso até uma saída, pois, depen-
Cálculo da população
ʇʇ As saídas de emergência são dimensionadas em função da população da edificação.
ʇʇ A população de cada pavimento da edificação é calculada pelos coeficientes do Quadro 8.
ʇʇ As áreas de beirais e marquises não são computadas no cálculo da população.
Ver
ʇʇ A população total do pavimento será o somatório da população de cada compartimento
existente na edificação.
Exclusivamente para fins de cálculo popu-
lacional, cada compartimento será consi-
derado como uma ocupação (Quadro 8).

Outras dependências usadas como dormitórios serão


considerados como tais. Em apartamentos mínimos,
sem divisões em planta, considerar 3 pessoas por
apartamento.
Para fins de dimensionamento de saídas de emer-
gência, os salões de festas de uso de uso exclusivo de
condomínios residenciais multifamiliares serão con-
siderados como ocupação F-8 (1 pessoa/ m2).

Quadro 8 - Dados para o dimensionamento das saídas de emergência Ocupação|Fonte: Adaptado de RT n.º 11- parte 1/2016.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 026

Largura das saídas Portas de saídas de emergência

ʇʇ A largura das saídas é dimensionada em função do número de pessoas que por elas deva transi- ʇʇ As portas dos corredores, dos acessos e descargas das escadas e as portas de acesso ao espaço
tar, observados os seguintes critérios: livre exterior térreo deverão abrir no sentido do trânsito de saída quando a população total da
edificação for superior a 50 pessoas.
os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que sirvam à população; ʇʇ As portas das salas com capacidade acima de 50 pessoas deverão abrir no sentido do trânsito
as escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do pavimento de maior popu- de saída.
lação, o qual determina as larguras mínimas para os lanços correspondentes aos demais pavi- ʇʇ A largura das portas utilizadas nas rotas de saída deverá respeitar as seguintes dimensões mí-
mentos, considerando-se o sentido da saída. nimas de luz:
ʇʇ A largura das saídas, isto é, dos acessos, escadas, descargas, é dada pela fórmula:

N = P/C Cada unidade de passagem corres-


Capacidade da unida- ponde a 0,55 m. Então, a largura
Nº de unidades de pas- População
sagem, arredondado de de passagem (Qua- mínima da saída é calculada pela mul-
para nº inteiro imedia- dro 8): nº de pessoas
que passa por esta tiplicação do “N” pelo fator 0,55 m.
tamente superior

ʇʇ A largura mínima das saídas de emergência, em qualquer caso, deverá ser de 1,10 m para as ocu-
pações em geral ( ver item 5.4.3 da RT 11- parte 1/2016 para exigências adicionais sobre largura
Figura 15 - Largura de portas de acordo com as unidades de passagem | Fonte: Adaptado de Brentano (2015).
de saídas).
ʇʇ A largura total calculada para as saídas de emergência deverá ser distribuída entre estas, quando ʇʇ sempre que o resultado de N for igual ou inferior a 01 UP, considerar 0,8m.
houver mais de uma, respeitando as larguras mínimas. ʇʇ As portas com dimensão maior que 1,50 m deverão possuir duas folhas.

Cálculo da população
ʇʇ As distâncias máximas a serem percorridas pelos ocupantes de uma edificação sob a ação de um ʇʇ Nas ocupações do grupo A (Residenciais) e B (Serviços de hospedagem), a distância deverá ser
incêndio ou de outra emergência consiste no trajeto mais longo entre um ambiente até alcançar considerada a partir da porta de acesso da unidade autônoma.
um local seguro.
ʇʇ O Quadro 9 apresenta as distância máximas a serem percorridas para ocupação A e B. Como
ʇʇ As distâncias máximas variam de acordo com: o enfoque desse manual é para para Habitação multifamiliar, o quadro apresentado é um
grupo/ocupação de acordo (A2 para Habitação multifamiliar); recorte do original da tabela 2 da RT n.º 11- parte 1/2016.
características construtivas da edificação;
há um acréscimo risco quando a saída é apenas em um sentido;
há uma redução de risco quando há mais de um sentido de saída.
ʇʇ Pode haver a aumento das distâncias máximas a serem percorridas caso a edificação possua ins-
talações que reduzam o risco de incêndio:
sistemas de chuveiros automático;
sistema de detecção de fumaça ou de fogo e de alarme.

Quadro 9 - Distâncias máximas a serem percorridas | Fonte: Adaptado de RT n.º 11- parte 1/2016.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 027

ʇʇ A característica construtiva da edificação também interefere nas distâncias máximas a serem


Escada de emergência
percorridas. Quanto às classificações, as edificações podem ser do tipo, X, Y ou Z.
ʇʇ O tipo de escada é definido de acordo com a ocupação e altura da edificação, conforme estabele-
X - edificações em que a propagação do fogo é fácil
cido no Quadro 11, o qual refere-se a um recorte da tabela 4 da RT n.º 11 parte 1/ 2016.
Y - edificações com mediana resistência ao fogo
ʇʇ Dentre as características construtivas de qualquer escada de emergência, destaca-se:
Z - edificações em que a propagação do fogo é difícil
ter lancer e patamares retos;
ser dotadas de corrimãos em ambos os lados;
ʇʇ O Quadro 10 detalha as características construtivas de cada tipo.
ser dotadas de guardas em seus lados abertos;
ser constituídas de material estruturais e de compartimentação incombustível;
quando houver exigência de duas ou mais escadas enclausuradas de emergência e estas ocu-
parem a mesma caixa de escada (volume),não será aceita comunicação entre si, devendo exis-
tir compartimentação entre ambas;
devem atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da descarga, mas terminando obriga-
toriamente no piso desta, não podendo ter comunicação direta com outro lanço na mesma
prumada (Figura 16);
devem possuir áreas de resgate com espaço reservado e demarcado para o posicionamento de
pessoas em cadeiras de rodas (Figura 17).

Figura 16 - Segmentação das escadas no piso da descar-


ga|Fonte: Adaptado de RT 11- parte 1/2016

Quadro 10 - Características construtivas|Fonte: Adaptado de RT n.º 11- parte 1/2016.

ʇʇ O Quadro 9 é adotado para edificações com características construtivas que se enquadrem na


classificação Y (edificações com mediana resistência ao fogo).
ʇʇ Para edificações com características construtivas com classificação “X“, reduzir as distâncias a
percorrer Quadro 9 em 30%, exceto para edificações com área total construída de até 750 m²
ʇʇ Para edificações com características construtivas com classificação “Z“, aumentar as distâncias
a percorrer do Quadro 9 em 30%. Figura 17 - Exemplos de área reservada para cadeira de rodas em escadas|Fonte: Adaptado de RT n.º 11- parte 1/2016.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 028

ʇʇ Para edificações de uso residencial multifamiliar (Ocupação A2), com altura superior a 12 me-
tros, as escadas de emergência devem respeitar o adotado no Quadro 11, o qual é um recorte da Características das escadas enclausuradas protegidas (EP)
Tabela 4 da RT n.º 11- parte 1/2016. ter suas caixas isoladas por paredes resistentes a 120 min. de fogo, no mínimo;
ter as portas de acesso a caixa de escada do tipo corta-fogo (PCF), com resistência ao fogo de 60 minutos (P-60);
ser dotadas, em todos os pavimentos de janelas abrindo para o espaço livre exterior, atendendo ao previsto no
item 5.7.8.2 da RT n.º11- parte 1/2016;
ser dotadas de janela que permita a ventilação em seu término superior, com área mín. de 0,80 m², devendo
estar localizada junto ao teto ou, no máximo, a 0,20 m deste;
possuir ventilação permanente inferior com área mínima de 1,20 m², devendo estar localizada junto ao solo
da caixa da escada, podendo ser no piso do pavimento térreo ou no patamar intermediário entre o pavimento
térreo e o pavimento imediatamente superior, permitindo a entrada de ar puro;
as portas corta-fogo (PCF) abaixo do pavimento de descarga deverão ter resistência mínima de 90 minutos
(P-90), sem a necessidade de ventilação.
Ver

Quadro 11 - Tipos de escadas de emergência do grupo|Fonte: Adaptado de RT n.º11- parte 1/2016.


NE - escada não enclausurada ou escada comum.
EP - escada enclausurada protegida.
FP - escada enclausurada à prova de fumaça.

Em edificações de ocupação do grupo A, divisão A-2, área de


pavimento menor e igual a 750 m², altura acima de 30 m, entre-
tanto não superior a 50 m, a escada poderá ser do tipo EP (esca-
da enclausurada protegida), sendo que acima desta altura (50
m), permanece a escada do tipo PF (escada à prova de fumaça);
Figura 18 - Exemplo de Escada enclausurada protegida|Fonte: Adaptado de RT n.º 11- parte 1/2016.

ʇʇ A largura das descargas não poderá ser inferior a 1,10 m nos prédios em geral.
ʇʇ Admite-se que a descarga seja feita por meio de saguão ou hall térreo não enclausurado, des- Onde pesquisar sobre sinalização de emergência?
de que entre o final da descarga e a porta de saída na área em pilotis, fachada ou alinhamento
predial (espaço livre exterior térreo) não haja necessidade de percurso superior a 4,00 m. CBM-RS. Resolução Técnica CBMRS n.º11 - parte 1. Saídas de emergência. Porto Ale-
gre, RS, Brasil, 2016. p. 37.
ʇʇ Demais exigências sobre descarga devem ser consultadas no item 5.12 da RT nº 11- parte 1/2016.
BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Projeto de Edificações. Porto Alegre:
ʇʇ Os guardas e corrimãos devem atender ao item 5.8 da RT n.º 11- parte 1/2016.
2015. Destaque para o capítulo 8!
ʇʇ As larguras das escadas devem atender ao item 5.7.2 da RT n.º 11- parte 1/2016.
ONO, R. O impacto do método de dimensionamento das saídas de emergência sobre
ʇʇ As janelas das caixas de escada EP devem atender ao item 5.7.8.2 da RT n.º 11- parte 1/2016. o projeto arquitetônico de edifícios altos: uma análise crítica e proposta de aprimora-
ʇʇ Para edificações de uso residencial multifamiliar (Ocupação A2), com altura superior 80 me- mento. 2010. 457f. Tese (Livre Docência - Área de Concentração: Tecnologia da Arqui-
tros, deve-se haver elevador de emergência, atendendo ao item 5.10 da RT n.º 11- parte 1/2016. tetura) - Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2010.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 029

Brigada de incêndio* Iluminação de emergência*


O termo Brigada de Incêndio refere-se a um grupo organizado de pessoas treinadas e capacitadas A iluminação de emergência tem como objetivo clarear os ambientes na falta de iluminação
para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros so- normal. Tal medida possui extrema importância, visto que, juntamente com a sinalização de
corros, dentro de uma área pré estabelecida. Tais pessoas são denominadas brigadistas de incên- emergência, axilia as pessoas a identificar as rotas de saída em uma situação sinistro. A Figura 19
dio e, para que assim sejam, é necessário que possuam o Treinamento de Prevenção e Combate a apresenta os tipos de iluminação de emergência, estabelecido pela NBR 10.898/2013 e, posterior-
Incêndios. mente, serão apresentadas recomendações sobre iluminação de emergência, baseados na NBR
O treinamento é realizado por profissional habilitado, que capacita o aluno a atender rapidamente supracitada.
e com técnica, os princípios de incêndios de forma a extingui-los ou mesmo diminuir sua propaga- Iluminação de emergência
ção e danos até a chegada do socorro especializado.
Dentre as atribuições da brigada de incêndio, destacam-se como ações preventivas: avaliar riscos
existentes, inspecionar periodicamente os equipamentos de combate à incêndio e rotas de saída, Iluminação de aclaramento Iluminação de abalizamento
ou de ambiente ou de sinalização
orietar a população fixa e exporádica, promover execícios simulados, entre outros. Já as ações de
emergência, destacam-se: identificar a situação, cortar energia, acionar corpo de bombeiros, pres-
tar primeiros socorros à população, combater o princípio de incêndio, recepcionar e orientar o Cor-
Destina-se a iluminar os Destina-se a iluminar os obstá-
po de Bombeiros, entre outros. ambientes e rotas de saí- culos e sinalização de orientação,
No estado do Rio Grande do Sul, as edificações devem atender aos requisitos mínimo estabeleci- da, de modo que os ocu- com intuito de indicar a direção e
dos pela Resolução Técnica nº 014/BM-CCB/2009, a qual regulamenta as condições de exigência do pantes sintam-se seguros sentido que os ocupantes devem
em percorrrer por elas. seguir em caso de emergência.
Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndios em edificações.

De acordo com a RT nº014/ BM-CCB/2009: ʇʇ É obrigatória em todos os locais que proporcionam ʇʇ Deve assinalar todas as mudanças de direção, obs-
Classe de risco Nº de pessoas
o prazo de validade do Certificado do Treinamento de Prevenção e Comba- uma circulação vertical ou horizontal, de saídas para o táculos, saídas, escadas, entre outros, e não deve ser
te a Incêndio será de 04 (quatro) anos; exterior da edificação, ou seja, rotas de saída e nos am- obstruída por anteparos ou arranjos decorativos.
Baixo 1 a cada 750 m²
a exigência mínima é de duas pessoas treinadas por ocupação e no máxi- bientes citados no anexo E da NBR 10.898/2013. ʇʇ O fluxo luminoso do ponto de luz, exclusivamente
mo de 50% do quantitativo total da população fixa da ocupação; Médio 2 a cada 750 m²
ʇʇ O nível de iluminação no ponto mais desfavorável no de iluminação de sinalização, deve ser no mínimo
o Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndio é de cinco horas-aula Alto 3 a cada 750 m² plano do piso deve ser maior ou igual a 5 lux em locais igual a 30 lm.
(45 minutos), para as ocupações classificadas como de risco pequeno e mé- de desnível, como escadas e rampas e maior ou igual a ʇʇ A função da sinalização deve ser assegurada portex-
dio e de dez horas-aula para risco alto;
Ocupação A2 (habita- 3 lux em locais planos, como corredores, hall, etc. tos escritos e/ou símbolos gráficos.
o quantitativo de pessoas treinadas exigidas por ocupação é estabelecido ções multifamiliares) en-
em função da classe de risco e da área da edificação. quadra-se em risco baixo Figura 20 - Tipos de iluminação de emergência|Fonte: Adaptado de NBR 10.898/2013.

Considerações sobre o projeto de sistema de iluminação de emegência (NBR 10.898/2013)


Onde pesquisar sobre extintores de incêndio? Para o projeto do sistema de iluminação de emergência devem ser conhecidos os seguintes da-
CBM-RS. Resolução Técnica CBMRS n.º 014/BM-CCB/2009 - Baixa instruções suplementa- dos delâmpadas e luminárias:
res ao Decreto Estadual nº. 37.380/97, alterado pelo Decreto Estadual nº. 38.273/98, acerca
da exigência do Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndios – TPCI. Porto Alegre, a) tipo de lâmpada; d) fluxo luminoso nominal, em lúmens;
RS, Brasil, 2009. p. 9. b) potência, em watts; e) ângulo da dispersão da luz;
Brentano T. A segurança Contra Incêndio no Projeto de Edificações. Porto Alegre, 2015. c) tensão, em volts; f) vida útil do elemento gerador de luz.
Destaque para o capítulo 17!
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 030

O projeto do sistema de iluminação deve prever uma distribuição de pontos de luz, de forma
No caso de instalação aparente, a tubulação e as caixas de passagem devem ser
que haja uma uniformidade de iluminação em todos os ambientes, com as luminárias inter-
metálicas. No entanto, se o sistema de iluminação de emergência for por blocos
caladas de tal modo que uma falha da rede elétrica ou em uma luminária não comprometa a
autônomos, os eletrodutos podem ser de plástico (canaletas).
iluminação, parcial ou totalmente.
Os eletrodutos utilizados para condutores da iluminação de emergência não
Os pontos de iluminação de balizamento devem ser dispostos de forma que, na direção de saí-
podem ser usados para outros fins, salvo instalação de detecção e alarme de in-
da de cada ponto, seja possível visualizar o ponto seguinte, a uma distância máxima de 15 m.
cêndio ou de comunicação, conforme a NBR 5410, contanto que as tensões de
Um ponto de luz de ambiente não deve iluminar uma área superior àquela determinada por alimentação estejam abaixo de 30 Vcc e os circuitos devidamente protegidos
sua altura em relação ao piso, como ilustrado na Figura 20. contra curtos-circuitos.

Para efeito de representação em peças gráficas integrantes do projeto do sistema de ilumina-


ção de emer gência, recomenda-se a utilização dos símbolos da NBR 14100/1998. A título de
demonsntração, o Quadro 12 apresenta os principais símbolos e seu significado.

Equipamento Símbolo

Iluminação de emergência
Figura 20 - Distância máxima entre dois pontos de iluminação de emergência em tetos ou
paredes|Fonte: Adaptado de NBR 10.898/2013.
Iluminação de emergência tipo
A distância máxima entre dois pontos de iluminação de ambiente deve ser equivalente a qua- balizamento
tro vezes a altura da instalação destes em relação ao nível do piso, conforme Figura 21.
Grupo motogerador

Bateria para o sistema de


iluminação de emergência

Central do sistema de ilumi-


nação de emergência
Quadro 21- Símbolos gráficos de iluminação de emergência|Fonte: Adaptado de NBR
14100/1998.

Onde pesquisar sobre Iluminação de emergência?


Figura 21 - Exemplo de instalação de luminação de emergência em escada|Fonte: Adaptado de NBR 10.898/2013. ABNT. NBR 10898/2013 - Sistema de iluminação de emergência. Rio de Janeiro, RJ,
Brasil, 2013. p. 24.
A altura da instalação das luminárias leva em consideração a presença ou não de fumaça. Em
CCBM-RS. Resolução Técnica CBMRS n.º05 - Parte 08. Símbolos Gráficos Símbolos
áreas sem de fumaça, a altura da instalação é livre. Já nas áreas onde exista a possibilidade de
invasão de fumaça por ocasião de incêndio, os pontos de iluminação de emergência devem ser Gráficos. Porto Alegre, RS, Brasil, 2016. p. 7.
instalados abaixo da posição superior da saída/exaustão da fumaça. Por exemplo: aberturas BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio no Projeto de Edificações. Porto Alegre,
elevadas, portas, etc. 2015. Destaque para o capítulo 10!
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 031

Detecção e alarme de incêndio*

De acordo com Seito et. al. (2008) o objetivo do sistema de de- Sistema de detecção e alarme de incêndio
tecção e alarme de incêndio (SDAI) é detectar o fogo em seu es-
tágio inicial, a fim de possibilitar o abandono rápido e seguro
dos ocupantes do edifício e iniciar as ações de combate ao fogo. Central de Fonte de Infraestrutura
Detectores Avisadores alimentação
alarme complementar
De forma geral, o SDAI é constituido por um conjunto de dis-
positivos que, quando sensibilizados por produtos resultantes
da combustão (chamas, fumaça e calor), acionam alarmes que Equipamentos sen- Equipamento destinado a Dispositivo previsto São responsáveis por ga- Corresponde ao conjun-
alertam os ocupantes sobre a existência de focos de fogo na síveis à fenômenos processar os sinais prove- para chamar a atenção rantir o funcionamento to de circuitos, eletro-
edificação, bem como acionam outros dispositivos automáti- físicos /ou químicos nientes dos circuitos de de- de todas as pessoas do sistema de forma dutos e fiação elétrica,
cos, tais como fechamentos e aberturas de portas corta-fogo, resultantes da com- tecção e alarme, assim como dentro de uma área em permanente em qual- os quais são necessários
bustão, tais como controlar outros componen- perigo, controlado pela quer circustância. For- para colocar o sistema
registros em dutos de ar condicionado, acionamento de exaus- chamas, gases, calor tes do sistema (sirenes, sina- central. Podem ser so- mado por duas fontes de detecção e alarme
tores de fumaça , chuveiros automáticos, entre outros (Brenta- e fumaça. lização visual, subcentrais, noros, visuais (lumino- de alimentação de ener- em funcionamento.
no, 2015). dispositivos de combate, sos) ou misto (sonoros e gia, com capacidades
etc). visuais). iguais e tensão nominal
O sistema é formado pelos seguintes componentes apresenta-
de 24 V de corrente con-
dos na Figura 22. Posteriormente, serão apresentadas recomen- tínua.
dações sobre o sistema de detecção e alarme, baseados na NBR
17.240/2010, a qual estabelece requisitos para o sistema em
Figura 22 - Componentes do sistema de detecção e alarme|Fonte: Adaptado de NBR 17.240/2010.
questão.

Detector de incêndio

No que tange ao sistema de detecção automática, Para habitações multifamiliares (ocupação A2) com mais de
é fundamenta que o projetista analise o ambiente a) Classificação quanto ao
fenômeno detectado 12 m de altura, o sistema de detecçao automática não é exi-
em que será instalado o sistema, verificando os con- gido, sendo obrigatório apenas o acionador manual.
teúdos alocados no ambiente, bem como o principal
produto gerado da combustão. O produto que é ge-
rado em maior quantidade define o tipo de detec- Detector de Detector de Detector de O sistema de detecção automática é
Fumaça Temperatura Chamas
tor a ser instalado: detector de fumaça, detector de uma das medidas que, se não exigidas pela legis-
temperatura e/ou detector de chamas. lação, porém instaladas na edificação, permitem
Existem 4 tipos de sistemas de detecção automáti- b) uma maior distância a percorrer, de acordo com
Classificação quanto à a RT nº 11- parte 1/2016 (vide Quadro 9 - Distâncias
ca, sendo eles: convencional, endereçavel, analógico geomatria do detector
e algorítmico. Para mais informações sobre tais sis- máximas a serem percorridas). Para orientações
temas, recomenda-se a leitura da NBR 17.240/2010 sobre o projetos de dectecção automática, tais
item 5.1. como tipos de detector, tipos de sistema, distribui-
Pontual Linear ção, aréa de abrangência, entre outras, ver NBR
Ainda, os detectores automáticos podem ser classi-
17.240/2010, item 5.4.
ficados em relação ao fenômeno detectado (Figura
23 c) e quanto à geometria (Figura 23 b). Figura 23 - Classificação de detectores|Fonte: Adaptado de NBR 17.240/2010.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 032

Acionador manual de alarme Avisadores


deve ser instalado em local de trânsito de pessoas em caso de Os avisadores podem ser do tipo sonoros, visuais ou audiovisuais.
emergência, como saídas de áreas de trabalho, áreas de lazer, Dentre os requisitos da norma:
corredores, saídas de emergência para o exterior;
devem ser instalados em quantidades suficientes, nos locais que
deve ser instalado a uma altura entre 0,90 m e 1,35 m do piso permitam sua visualização e/ou audição, em qualquer ponto do
acabado, na forma embutida ou de sobrepor, na cor vermelho ambiente no qual estão instalados, nas condições normais de tra-
segurança (Figura 24); balho deste ambiente, sem impedir a comunicação verbal próxi-
a distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, de qual- mo do local de instalação;
quer ponto da área protegida até o acionador manual mais devem ser instalados avisadores sonoros e avisadores visuais em
próximo, não pode ser superior a 30 m. locais de trânsito de pessoas em caso de emergência, como áreas
nos edifícios com mais de um pavimento, cada pavimento da de trabalho, corredores, saídas de emergência para o exterior, etc;
edificação deve possuir pelo menos um acionador manual. devem ser instalados a uma altura entre 2,20 m a 3,50 m, de for-
Os mezaninos só estarão dispensados desta exigência se a ma embutida ou sobreposta, preferencialmente na parede (Figu-
distância percorrida por uma pessoa, do ponto mais desfavo- ra 24);
rável do mezanino até o acionador manual mais próximo, for
em locais com nível sonoro acima de 105 dBA, além dos avisado-
inferior a 30 m.
res sonoros, deve-se prever avisadores visuais.
Figura 23 - Exemplo de instalação de acionador, avisador e sinalização-
de equipamento|Fonte: Adaptado de NBR 17.240/2010.
Infraestrutura
A infraestutura aqui citada refe-se ao conjunto de eletrodutos, possuir cores distintas, de forma a identificar a correta polari-
circuitos e condutores elétricos que fazem parte do sistema de dade do circuito. Estas cores devem ser mantidas ao longo de Onde pesquisar sobre detecção e alarme de
detecção e alarme de incêndio. toda a extensão do circuito; incêndio?
Dentre os requisitos estabalecidos pela NBR 17.240/2010, desta- os condutores elétricos devem ser de cobre e ter isolação não
cam-se: propagante à chama; ABNT. NBR 17.240/2010 - Sistemas de detecção e alar-
me de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento
a rede de eletrodutos de um sistema de detecção e alarme de quando utilizados fios ou cabos elétricos sem blindagem, são
e manutenção de sistemas de detecção e alarme de in-
incêndio deve ser dedicada, ou seja, atender exclusivamente necessários a protação por eletrodutos metálicos, calhas e
cêndio – Requisitos. Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2010. p. 62.
a este sistema; bandejamentos metálicos fechados, de uso exclusivo do siste-
ma de detecção de incêndio. BRENTANO, T. A segurança Contra Incêndio no Pro-
a distância mínima entre cabos ou fi os do sistema de detec- jeto de Edificações. Porto Alegre, 2015. Destaque para o
ção e os fi os de energia de alimentação 127/220 Vca deve ser capítulo 12!
de 50 cm; Central de alarme EACWEB REVISTA DIGITAL. Iluminação de emer-
os eletrodutos devem ser preferencialmente metálicos, ga- gência deve atender à NBR 10.898. [s. l.], 2018. Dis-
A central é o equipamento responsável por processar os sinais
rantindo a proteção mecânica e eletromagnética da fiação ponível em: https://www.aecweb.com.br/cont/m/
provenientes dos circuitos de detecção e alarme, convertendo-
que passa por eles. Podem ser aparentes ou embutidos; rev/iluminacao-de-emergencia-deve-atender-a-n-
-os em informações, bem como a comandar e controlar os de-
a rede de eletrodutos do sistema de detecção e alarme de mais componentes do sistema, tais como sirenes, sinalização br-10898_8405_10_21. Acesso em: 14 ago. 2019.
incêndio deve ser identificada com anéis de 2 cm de largura visual, subcentrais, dispositivos de combate (SEITO et al., 2008). SEITO, A. I. (coord.) et al. A Segurança contra incêndio
mínima, na cor vermelha, a cada 3 m no máximo. possuir pelo Deve ser localizada em áreas de fácil acesso, salas de controle, no Brasil. São Paulo, SP: Projeto, 2008. Destaque para o
menos uma identifi cação; salas de segurança ou bombeiros, portaria principal ou entrada Cap XIII!
em cada circuito do sistema, os condutores elétricos devem de edifícios.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 033

Hidrantes e mangotinhos*
De acordo com a NBR 13714 - Sistemas de hidrantes e de man- a)
gotinhos para combate a incêndio, o sistema de hidrantes e Sistema de combate à incêndio
mangotinhos é uma meio combate à incêndio composto por um
conjunto de elementos que objetivam levar água da fonte de su-
primento até o ponto onde o fogo deve ser combatido. Brentano
(2015, p. 491) complemente e amplia a definição desse sistema: Mangotinhos Hidrantes

Sistemas de hidrantes e de mangotinhos são sistemas hidráu-


licos rigidamente fixados na estrutura da edificação, formado Ponto de tomada de água onde há uma (simples) saída Ponto de tomada de água onde há uma (simples) ou duas
por uma rede de canalizações e abrigos de incêndio, que con- contendo válvula de abertura rápida, adaptador (se neces- (duplo) saídas contendo válvulas angulares com seus res-
sário), mangueira semi-rígida, esguicho regulável e demais pectivos adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e
tém tomadas de incêndio com uma ou duas saídas de água,
acessórios. demais acessórios.
válvulas de bloqueio, mangueiras de incêndio, que podem ser
mangueiras de hidrantes ou mangotinhos, esguichos regulá-
veis e outros equipamento, instalados em locais estratégicos
da edificação, a partir dos quais seus ocupantes fazem ma- ʇʇ As válvulas para mangotinhos devem ser do tipo aber- ʇʇ Tomadas de incêndio formadas por válvulas angulares de 40 mm (1 1/2") ou
nualmente o combate ao foco de fogo lançando água [...] para tura rápida, de passagem plena e diâmetro mínimo 25 65 mm (2 1/2") de diâmetro nominal.
estinguir ou, então, controlar o fogo até a chegada do corpo de mm (1"). ʇʇ As mangueiras de hidrantes são flexíveis e achatadas, tendo o diâmetro
bombeiros ao local, se houver. ʇʇ O mangotinho (mangueira semi-rígida) deve ter diâme- igual ao das válvulas.
tro mínimo 25 mm (1") e deve estar permanentemente ʇʇ As válvulas e mangueiras são alocadas dentro de abrigos de incêndio, que
acoplado à válvula. também contém os esguichos e chaves das mangueiras, as quais são aco-
Os hidrantes e mangotinhos são caracterizados por serem um ʇʇ O eschicho regulável deve ser permanentemente acopla- pladas para operação somente em caso de incêndio.
sistema sob comando, ou seja, necessita da ação do homem para do ao mangotinho. ʇʇ A figura abaixo representa um sistema tipo 2.
que entrem em ação.
Os sistemas de combate a incêndio estão divididos em sistemas
b) c)
de mangotinhos (tipo 1) e sistemas de hidrantes (tipos 2 e 3),
como visto na Figura 24 a.
Cada tipo de sistema possui componentes específicos, conforme
demonstra o Quadro 22.

Componentes Tipo 1 Tipo 2 Tipo 3

Abrigo
Mangueira de incêndio
Chaves para hidrante de engate rápido
Esguicho(s)
Mangueira semi-rígida (mangotinho)

Quadro 22 - Componentes para cada hidrante simples ou mangotinho |Fonte: Figura 24 - a)Tipos de sistemas de combate à incêncio, b) Sistema tipo 1, c)Sistema tipo 2 |Fonte: Adaptado de NBR 13.714/2000.
Adaptado de NBR 13.714/2000.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 034

Ainda sobre os tipos de sistemas, o Quadro 22 apresenta os tipos de esguichos, diâmetros e com- Reservatório de incêndio
primentos das mangueiras, quantidade de saída e vazões para cada tipo de sistema.
Os reservatórios podem ser de uso exclusivo para incêndio ou podem ser de uso misto, ou seja, com
água para consumo e água para o combate à incêndio.
Mangueira Quando os reservatórios são construídos de concreto, são obrigatoriamente divididos em duas cé-
Tipo Esguicho Saídas Vazão
Diâmetro
(mm)
Comprimento
máximo (m) (L/mim) lulas, enquanto que se forem de outro material, como o metal e fibra de vidro, devem ser compos-
tos por duas unidades, de modo a facilitar a manutenção e limpeza de mais das unidades, enquan-
1 Regulável 25 ou 32 30 1 80 ou 100
to a outra permance suprindo a edificação com água.
2 Jato compacto 16mm 40 30 2 300
ou regulável Cálculo de reserva de incêndio
3 Jato compacto 25mm 2 900
65 30
ou regulável A reserva de incêndio deve ser prevista para permitir o primeiro combate, durante determinado
As vazões correspondem a cada saída. tempo. Após este tempo considera-se que o Corpo de Bombeiros mais próximo atuará no combate,
Quadro 22 - Tipos de sistemas de combate à incêndio|Fonte: Adaptado de NBR 13.714/2000. utilizando a rede pública, caminhões-tanque ou fontes naturais.
Deve-se utilizar da seguinte equação para definir o volume mínimo de água da reserva de incêndio:

A definição do tipo de sistema a ser utilizado se dá em função da ocupação da


edificação. Assim, o anexo D da NBR 13.714/2000, estabelece a aplicabilidade V= Q x t
e as características adicionais dos sistemas. No caso de habitações mutifa- Para edificações residenciais
miliares (ocupação A-2), deve ser instalado o sistema 1, com vazão de 80 L/ Volume da Vazão de tempo de 60 min para siste-
multifamiliares, o volume mínimo
reserva (L) duas saídas mas dos tipos 1 e 2, e de 30min
min e tomada de água para mangueira de 40 mm (11/2"), conforme Figura 24 b. para sistema do tipo 3. deve ser 9.600 L
em L/min.

Localização dos pontos de hidrante e mangotinhos Outros requisitos da NBR 13.714/2000:


A NBR 13.714/2000 estabelece os requisitos para o posicionamento para os pontos de hidran- A tubulação do sistema não deve ter diâmetro nominal inferior a 65 mm (2½"). No entanto, para sistemas tipo
1, poderá ser utilizada tubulação com diâmetro nominal 50 mm(2"), desde que comprovado tecnicamente o
tes e mangotinhos, sendo que devem estar localizados:
desempenho hidráulico dos componentes e do sistemas;
proximidades das portas externas e/ou acessos à área a ser protegida, a não mais de 5 m; A tubulação aparente do sistema deve ser em cor vermelha.
em posições centrais nas áreas protegidas; Todo sistema deve ser dotado de alarme audiovisual, indicativo do uso de qualquer ponto de hidrante ou
mangotinho, que é acionado automaticamente através de pressostato ou chave de fluxo.
fora das escadas ou antecâmaras de fumaça;
As mangueiras de incêndio devem ser acondicionadas dentro dos abrigos em ziguezague ou aduchadas, sen-
de 1,0 m a 1,5 m do piso. do que os mangotinhos podem ser acondicionados enrolados, com ou sem o uso de carretéis axiais ou em
forma de oito, permitindo sua utilização com facilidade e rapidez.
Os hidrantes ou mangotinhos devem ser distribuídos de tal forma que qualquer ponto da área a
ser protegida seja alcançado por um (sistema tipo 1) ou dois (sistemas tipos 2 e 3) esguichos, consi-
derando-se o comprimento da(s) mangueira(s) e seu trajeto real e desconsiderando-se o alcance
do jato de água. Para melhor desempenho do sistema de hidrantes e mangotinhos, é fundamental que a popula-
ção do edifício esteja familiarizada com o sistema, segura quanto ao método de utilização, a fim
de que possa] a utilizá-lo na ocorrência de um sinistro. Seito et al. (2008, p. 234) destaca que "uma
Nos mezaninos, não será necessária a instalação de tomada de hidrante das características básicas do sistema de mangotinhos é a facilidade de operação pelos usuários
caso sua área esteja coberta pelo sistema de hidrantes do respectivo pavi- em função das pequenas vazões e diâmetros das mangueiras, propiciando mais agilidade e faci-
mento (nota da RT de transição/2017 CBM-RS). lidade às ações de combate ao fogo na fase inicial".
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 035

Dispositivos de recalque
O dispositivo de recalque é uma tomada d’água, geralmente De acordo com a NBR 13.414/2000, o dispositivo de recalque con- A localização do dispositivo de recalque sempre deve permitir a
situada no alinhamento frontal da edificação, a qual é de uso siste em um prolongamento de mesmo diâmetro da tubulação aproximação da viatura apropriada para o recalque da água, a
exclusivo dos bombeiros. Nesse local, em uma situação de in- principal, com diâmetro mínimo 50 mm (2") e máximo de 10 mm partir do logradouro público, sem existir qualquer obstáculo que
cêndio, os bombeiros acomplam um caminhões-tanque ou algo (4"), cujos engates são compatíveis aos utilizados pelo Corpo de dependa de remoção para o livre acesso dos bombeiros.
similar que recalcará água para dentro do edifício permitindo a Bombeiros local. O dispositivo de recalque pode ser locado de
contínua alimentação dos hidrantes de combate. duas forma, conforme apresenta a Figura 25.

a) Localização do dispositivo de recalque


Caso a edificação ou área de risco de incên-
dio possua acesso de viaturas de bombei-
Passeio público Fachada ou muro ro, constituído de pórtico e via de acesso, o
dispositivo de recalque poderá ser instalado
em local adequado dentro do lote, junto às
ʇʇ O recalque situa-se no piso do passeio, dentro de nicho com ʇʇ Recalque aparente situado na fachada, muramento ou gradil frontal de vias de acesso, afastado, no mínimo, 15 me-
fundo drenante, devidamente identificado por tampão metá- uma edificação. tros de qualquer edificação ou área de risco
lico com a inscrição “INCÊNDIO”. ʇʇ Preferencialmente pintado de vermelho para facilitar sua localização em de incêndio existente no lote (Nota de RT de
uma situação de emergência. transição/2017 CBM-RS).

b)

c) Onde pesquisar sobre Hidrantes e


Mangotinhos?

ABNT. NBR 13.714/2000 - Sistemas de hidran-


tes e de mangotinhos para combate a incên-
dio – Requisitos. Rio de Janeiro, RJ, Brasil,
2000. p. 25.
CBM-RS. Resolução Técnica de Transição. Por-
to Alegre, RS, Brasil, 2017. p. 27.
BRENTANO T. A segurança Contra Incêndio
no Projeto de Edificações. Porto Alegre, 2015.
Destaque para o capítulo 15!
SEITO, A. I. (coord.) et al. A Segurança con-
tra incêndio no Brasil. São Paulo, SP: Projeto,
2008. Destaque para o Cap XVI!

Figura 25 - a)Localizações de dispositivos de recalque, b) Recalque de passeio e c) Recalque de parede ou muro|Fonte: Adaptado de NBR 13.714/2000.

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 036

ANEXO 3
RELATÓRIO DE MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Observações

Dados gerais
Projeto:
Endereço:
Responsável técnico:
Responsável pelo preenchimento do relatório:
Data de preenchimento:

Classificação da edificação
Altura: Para mensuração da altura, ver LC n.º 14.924/2016, art.29.
Área total construída: Para mensuração da área, ver LC n.º 14.924/2016, art. 30.
Uso/ocupação: Divisão: Ver Decreto n.º 51.803/2014, tabela 1.
Carga de incêndio: Ver Decreto n.º 51.803/2014, tabela 3.1.
Classificação quanto à altura: Ver Decreto n.º 51.803/ 2014, tabela 2.
Classificação quanto o grau de risco: Ver Decreto n.º 51.803/ 2014, tabela 3.

Exigências Decreto n.º51.803/2014 CMB/RS, anexo B, tabela 6.

Acesso de viatura.
Alarme de incêndio.
Brigada de incêndio.
Chuveiros Automáticos.
Compartimentação Horizontal.
Compartimentação Vertical.
Controle de Fumaça.
Controle de materiais de acabamento e de revestimento.
Detecção automática.
Extintores de incêndio.
Hidrantes e Mangotinhos.
Iluminação de emergência.
Isolamento de risco.
Plano de Emergência.
Saídas de emergência.
Segurança estrutural. Anexar a este documento a(s) planta(s) baixa(s) com representação das medidas de segu-
Sinalização de emergência. rança contra incêndio exigidas para a edificação.

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 037

ANEXO 4
CHECKLIST PARA PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Planta de situação escala 1/1000

c nc na
Dados gerais Dimensões do terreno.
Projeto: Amarração da esquina do logradouro mais próximo.
Endereço: Orientação magnética.
Responsável técnico: Nome dos logradouros públicos do entorno.
Responsável pelo preenchimento do checklist:
Data de preenchimento:
Uso/ocupação: Divisão: Área: Planta de localização escala 1/250 ou 1/500

c nc na
O Projeto de Segurança Contra Incêndio (PSCI) é formado por um conjunto de documentos escri- Projeção da edificação.
tos e peças gráficas. Dentre os documentos escritos, tem-se os memoriais descritivos, memoriais Nome da rua com as quais tem testada.
de cálculos, Anotações ou Registros de Responsabilidade Técnica (ART/RRT) e laudos técnicos, en-
Acesso da viatura do Corpo de Bombeiros Militar.
quanto que as peças técnicas se traduzem em pranchas com plantas, cortes e detalhamentos. A
seguir, serão listados os elementos que devem ser representados nas peças gráficas e, posterior- Dispositivo de recalque.
mente, os documentos escritos, os quais, quando reunidos, compõem o Plano de Memoriais.
Este checklist refere-se a um compilado de informações obtidas na legislação do Corpo de Bom- Plantas baixas escala 1/50 ou 1/100

beiros Militar do RS, bem como na obra de Telmo Brentano (2015), denominada A proteção contra c nc na
incêndio em edificações, a qual apresenta no capítulo 18 os elementos que compõem o PSCI. Desta- Localização das medidas de segurança contra incêndio.
ca-se que o projetista deve verificar a necessidade de outras medidas além daquelas aqui descritas, Indicação de equipamentos fixos.
como riscos especiais (ex.: gerador de energia elétrica, caldeiras e vasos de pressão, etc).
Legenda das medidas de SCI, de preferência em todas as pranchas.
Legenda C - Conforme | NC - Não conforme | NA - Não se aplica Representação de áreas de risco, como centrais prediais de gases inflamáveis, subsesta-
ções elétricas, etc.
Selo
Localização do sistema elétrico em relação à chave geral de energia.
c nc na
Título geral do projeto. Ex.: Projeto de Segurança Contra Incêndio. Posteriormente, serão listados os elementos que devem ser representados nas peças gráficas de um PSCI. De-
vido serem diversos elementos, o projetista pode optar por representá-los em mais de uma via de plantas
Identificação da edificação/imóvel. baixas e cortes.
Assunto da prancha. Ex.: Projeto de Sinalização de Emergência.
Tipo de desenho e localização. Ex.: Planta baixa térreo. Cortes escala 1/50, 1/100 ou 1/200
Nome do responsável técnico, formação e número do CAU ou CREA.
c nc na
Área. Elementos de compartimentação vertical.
Endereço do projeto. Dimensões entre vergas e peitoril em pavimentos consecutivos.
Nome e assinatura do proprietário. Tempo de resistência ao fogo dos elementos estruturais de compartimentação.
Escala(s). Coluna de água de incêndio.
Data. Reservatório superior e/ou inferior, com respectivo volume.
Nome do desenhista. Escadas enclausuradas.
Número da prancha. Dutos verticais de ventilação.
Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 038

checklist para cada medida de sci

Acesso de viatura Compartimentação horizontal


c nc na c nc na
Representação do(s) acesso(s) de viaturas. Indicar elementos utilizados como isolamento (ex.: paredes, portas, abas, etc).
Dimensões do pórtico para acesso de viaturas. Cotar distâncias entre aberturas para o exterior dos ambientes compartimentados.
Dimensões do(s) acesso(s) (vias internas) de viaturas. Indicar TRRF dos elementos estruturais de compartimentação.
Alarme e detecção de incêndio A compartimentação vertical deve ser representada em planta baixa.
c nc na
Distribuição dos acionadores manuais devidamente numerados. Compartimentação vertical
Distribuição dos detectores de fumaça. c nc na
Indicar elementos utilizados como isolamento (ex.: abas, marquises, etc).
Avisadores audiovisuais do sistema de alarme de incêndio.
Cotar distâncias entre verga e peitoril em pavimentos consecutivos.
Central(is) de alarme e detecção.
Indicar TRRF dos elementos estruturais de compartimentação.
Localização da fonte alternativa de energia.
As instalações de alarme de incêndio descritas acima devem ser previstas pelo projetista de PSCI, representadas em
A compartimentação vertical deve ser representada em corte.
peças gráficas e encaminhadas para o projetista responsável pelo projeto de instalações elétricas da edificação para a
elaboração do projeto detalhado de alarme de incêndio. Nesse projeto, deve conter: trajeto dos condutores elétricos, Controle de fumaça
diâmetros dos eletrodutos, diagrama multifilar, lista completa de equipamentos, contendo descrição, modelo, fabri-
c nc na
cante e quantidade, número de circuitos e sua respectiva área, memorial descritivo de instalação, entre outros (NBR
Indicar entrada e saídas de ar naturais e mecânicas. Ex.: grelhas, clarabóias, janelas, etc.
17.240/2010).
Indicar dutos de ventilação.
Central de gás
Localização da casa de máquinas de insufladores de ar e exautores de fumaça.
c nc na
Localização da central de gás.
Indicar afastamentos entre a central de gás e as divisas e áreas edificadas. Controle de materiais de acabamento e de revestimento - cmar
Quantidade de cilindros. c nc na
Capacidade de cada cilindro Indicar a classe dos materiais do piso, paredes, teto e e forros de cada ambiente.
Capacidade total da central de gás. A indicação de classe deve ser representada em planta baixa e corte ou notas específicas.
Extintores de incêndio (de acordo com a capacidade da central).
Sinalização de alerta (Perigo, Inflamável e Proibido Fumar). Extintores de incêndio
c nc na

Chuveiros automáticos (Sprinklers) Distribuição das unidades extintoras devidamente numeradas.


c nc na Tipo de agente extintor adequado aos materiais combustíveis existentes no local.
Distribuição dos pontos de chuveiros automáticos devidamente numerados. Capacidade extintora adequada ao risco da ocupação.
Localização e capacidade da reserva técnica de incêndio.
Localização das bombas de incêndio. hidrante urbano
Localização do dispositivo de recalque. c nc na
Localização do hidrante urbano.
Localização do painel de alarme.
As instalações de chuveiros automáticos descritas acima devem ser previstas pelo projetista de PSCI, re- Indicar vazão na boca expulsora.
presentadas em peças gráficas e encaminhadas para o projetista responsável pelo projeto de instalações Sinalização viária de proibição de estacionamento em frente de cada hidrante urbano.
hidráulicas da edificação para a elaboração do projeto detalhado de chuveiros automáticos. Esse projeto
deve seguir as orientações na NBR 10.897/2008.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 039

Hidrantes e mangotinhos Sinalização de emergência


c nc na c nc na
Distribuição das tomadas e abrigos devidamente numerados. Distribuição da sinalização de orientação e salvamento.
Distribuição dos avisadores audiovisuais. Distribuição da sinalização de equipamentos.
Quantidade e diâmetro das saídas em cada tomada. Distribuição da sinalização de alerta.
Localização das bombas de incêndio. Distribuição da sinalização de proibição.
Localização do dispositivo de recalque. Distribuição da sinalização complementar.
Localização e capacidade da reserva técnica de incêndio. Número de ordem das placas de sinalização.
As instalações de hidrantes e mangotinhos descritas acima devem ser previstas pelo projetista de PSCI, representadas Indicar em nota a legislação utilizada para a elaboração do projeto.
em peças gráficas e encaminhadas para o projetista responsável pelo projeto de instalações hidráulicas da edificação
para a elaboração do projeto detalhado de hidrantes e mangotinhos. Nesse projeto, deve conter: definição do posicio-
namento das colunas d'água e do traçado da tubulação, diâmetro das tubulações, perspectiva isométrica das instala- Saídas de emergência
ções, definição das bombas de incêndio, memorial descritivo de instalação, detalhamento do quadro de automação, c nc na c nc na
entre outras (NBR 13.714/2000). Quantidade de saídas de emergência. Indicação do tipo de escada.
Iluminação de emergência Distâncias máximas a percorrer. Corrimãos.
c nc na Larguras dos acessos. Guarda-corpos.
Distribuição dos pontos de iluminação de emergência de aclaramento.
Larguras das escadas. Antecâmara.
Distribuição dos pontos de iluminação de emergência debalizamento.
Largura das rampas. Aberturas/dutos de entrada e saída de
Número de ordem dos pontos de iluminação de emergência. ar.
Inclinação das rampas.
Central(is) de iluminação de emergência. Máquinas de pressurização.
Desnível em rampas.
Localização da fonte alternativa de energia. Localização do elevador de emergên-
Largura das descargas.
Localização do motogerador. cia.
Largura das portas.
As instalações de iluminação de emergência descritas acima devem ser previstas pelo projetista de PSCI, representadas em Localização e dimensões das áreas de
Sentido de abertura das portas.
peças gráficas e encaminhadas para o projetista responsável pelo projeto de instalações elétricas da edificação para a elabo- refúgio.
ração do projeto detalhado de iluminação de emegência. Nesse projeto, deve conter: tipo de lâmpada e respectiva potência, Barras antipânico.
tensão e fluxo luminoso nominal, circuitos e sua area de cobertura, bitola dos condutores, detalhes técnicos necessários de
Memorial de Capacidade de Lotação.
Portas corta-fogo e de seu TRRF.
montagens e proteções, memorial descritivo de instalação, entre outras (NBR 10.898/1999).

Isolamento de risco brigada de incêndio


c nc na O treinamento de Brigadistas de Incêndio é uma das medidas de SCI exigidas pela legislação. Não deve ser indicada nos
Dimensão do afastamento entre edificações. desenhos técnicos.
Distâncias entre aberturas. c nc na
Verificar a quantidade mínima de brigadistas de acordo com a Resolução Técnica CBMRS
Dimensões das abas e marquises corta-fogo, recuos e balanços, quando utilizados como
n.º 014/BM-CCB/2009.
elemento de compartimentação.
Treinar brigadistas.
Representação dos elementos corta-fogo e discriminação dos TRRF.
Obter os certificados de Brigadistas de Incêndio.
Segurança estrutural Dispor os certificados na edificação.
c nc na
Indicar o TRRF das estruturas.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 040

Plano de memoriais
Corresponde a um quadro-resumo da edificação no que tange às medidas de Segurança Contra
Incêndio da edificação, bem como o conjunto de memoriais das respectivas instalações.
c nc na
Quadro -resumo Identificação da edificação
Memorial descritivo de alarme e detecção de incêndio. Descrever endereço, proprietário ou responsável, responsável técnico, áreas, uso/ocupa-
Memorial descritivo de compartimentação vertical e/ou horizontal. ção e divisão.
Memorial descritivo de chuveiros automáticos.
Memorial de cálculo de chuveiros automáticos. Elementos estruturais e de revestimento
Memorial descritivo de controle de fumaça. Descrever os elementos e seus respectivos Tempo de Requerido de Resistência ao Fogo
Memorial de cálculo de controle de fumaça. (TRRF).
Memorial descritivo de controle de materiais de acabamento e revestimento.
Memorial descritivo de extintores de incêndio. Medidas de Segurança Contra Incêndio
Memorial descritivo de hidrantes e mangotinhos. Descrever as medidas de SCI instaladas na edificação
Memorial cálculo de hidrantes e mangotinhos.
Memorial descritivo de iluminação de emergência. Riscos especiais
Memorial descritivo de isolamento de risco. Descrever os riscos especiais, tais como central de gás, armazenamento de materiais pe-
Memorial descritivo de saídas de emergência. rigos, caldeiras, etc.
Memorial de cálculo de lotação máxima de saídas de emergência.
Memorial descritivo de segurança estrutural.
Memorial descritivo de central de gás.
Laudo técnico de compartimentação Vertical e/ou horizontal. Laudos técnicos
Laudo técnico de controle de materiais de acabamento e revestimento. Podem ser exigidos laudos em modelos próprios do Corpo de Bombeiros Militar. No
Laudo técnico de segurança estrutural. caso do estado do Rio Grande do Sul, são disponibilizados arquivos editáveis, com in-
Laudo técnico de isolamento de risco formações pré-estabelecidas, em que o responsável técnico preenche com os dados
solicitados.

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 041

ANEXO 5
CHECKLIST PARA ELABORAÇÃO DAS PEÇAS GRÁFICAS DE PPCI Acesso de viatura
Memorial Descritivo de Análise para Segurança Contra Incêndio
c nc na
Dados gerais Preencher com "Check" Acesso de viatura nas edificações.
Projeto:
Endereço: Planta de Situação e Localização
c nc na
Responsável técnico: Representação e dimensões do pórtico.
Responsável pelo preenchimento do checklist: Dimensões dos acessos internos.
Data de preenchimento:
Representação do dispositivo de recalque e da tomada de hidrante, caso a edificação
Uso/ocupação: Divisão: Área: esteja localizada a mais de 30 metros da via pública.
Dentre os documentos do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), tem-se as peças
gráficas, as quais se referem aos desenhos técnicos analisados pelo Corpo de Bombeiros Militar. As Planta baixa
c nc na
peças gráficas representam um extrato do Projeto de Segurança Contra Incêndio, pois não apre- Distribuição das tomadas e abrigos e localização do dispositivo de recalque, caso o
sentam todas as medidas de SCI exigidas na edificação. Com base no Anexo L da RT n.º 05 - Parte acesso de viaturas seja substituído por rede de hidrantes seca.
1.1/2016 do CBM-RS, que aborda o PPCI na forma completa, o checklist a seguir apresenta os ele- Número de ordem que identifique o dispositivo de recalque.
mentos que devem estar representadas em peças gráficas e quais medidas devem estar indicadas
apenas no Memorial Descritivo de Análise de Segurança Contra Incêndio - (MDASCI). O MSASCI é
um documento específico do Corpo de Bombeiros Militar e não deve ser confundido com os me- Alarme e detecção de incêndio
morial descritivos das medidas de segurança contra incêndio, tais como o memorial descritivo de
Memorial Descritivo de Análise para Segurança Contra Incêndio
alarme de incêndio, de hidrantes e mangotinhos, entre outros. c nc na
Preencher com "Check" Alarme de incêndio.
Legenda C - Conforme | NC - Não conforme | NA - Não se aplica
Preencher com "Check" Alarme de incêndio.
Selo
Planta baixa
c nc na c nc na
Título geral: Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio - Peças Gráficas Distribuição dos acionadores manuais.
Tipo de desenho e localização. Ex.: Planta baixa térreo. Número de ordem que os identifiquem.
Identificação da edificação/imóvel. Representação da central de alarme de incêndio.
Nome do responsável técnico, formação e número do CAU ou CREA.
Área. Extintor de incêndio
Endereço do projeto. Memorial Descritivo de Análise para Segurança Contra Incêndio
c nc na
Nome e assinatura do proprietário. Preencher com "Check" Extintor de incêndio
Escala(s).
Data. Planta baixa
c nc na
Número da prancha. Distribuição das unidades extintoras.
Número de ordem que os identifiquem.
Legenda Tipo de agente extintor.
c nc na
Legenda de acordo com a RT n.º5 - parte 8/2016 e suas alterações (Ver anexo 2). Capacidade extintora.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 042

Isolamento de risco Hidrantes e mangotinhos e hidrantes urbanos


Memorial Descritivo de Análise para Segurança Contra Incêndio Memorial Descritivo de Análise para Segurança Contra Incêndio
c nc na c nc na
Preencher com "Check" Isolamento de risco. Preencher com "Check" Hidrantes e mangotinhos.
Preencher com "Check" Hidrantes urbanos.
Planta baixa
c nc na
Dimensão do afastamento entre edificações. Planta baixa
c nc na
Distâncias entre aberturas. Distribuição das tomadas e abrigos.
Dimensões das abas e marquises corta-fogo, recuos e balanços, quando utilizados Número de ordem que os identifiquem.
como elemento de compartimentação. Quantidade e diâmetro das saídas em cada tomada.
Representação dos elementos corta-fogo e discriminação dos TRRF. Localização do dispositivo de recalque.
Representação do hidrante urbano.
Saídas de emergência
demais medidas de sci preenchidas no mdasci
Memorial Descritivo de Análise para Segurança Contra Incêndio
c nc na Os seguintes elementos não devem ser representados em peças gráficas, apenas preenchidos no
Preencher com "Check" Sapidas de emergência.
Memorial Descritivo de Análise de Segurança Contra Incêndio.
Preencher Memorial de Capacidade de Lotação, nas ocupações do Grupo F. c nc na
Preencher com "Check" Brigada de incêndio.
Planta baixa Preencher com "Check" Chuveiros automáticos (sprinklers).
c nc na
Quantidade de saídas de emergência e distâncias máximas a percorrer. Preencher com "Check" Compartimentação vertical e/ou horizontal.
Larguras dos acessos, escadas, rampas, descarga e portas. Preencher com "Check" Controle de fumaça.
Detalhamento correto das rampas nas ocupações dos Grupos “F” e “H”, quanto à largu- Preencher com "Check" Controle de temperatura.
ra, inclinação, localização e ligação correta dos pavimentos e desníveis. Preencher com "Check" Controle de pó.
Sentido de abertura das portas. Preencher com "Check" Controle de fontes de ignição.
Existência de barra antipânico e da porta corta-fogo e de seu TRRF. Preencher com "Check" Controle de materiais de acabamento e revestimento.
Tipo de escada. Preencher com "Check" Iluminação de emergência.
Corrimão. Preencher com "Check" Segurança estrutural em incêndio.
Guarda-corpos. Preencher com "Check" Sinalização de emergência.
Antecâmara. Preencher com "Check" Sistema de espuma.
Aberturas/dutos de entrada e saída de ar. Preencher com "Check" Sistema de proteção contra cargas atmosféricas.
Sistema de pressurização. Preencher com "Check" Sistema de resfriamento.
Áreas de resgate com espaço reservado e demarcado para o posicionamento de pessoas Preencher com "Check" Plano de Emergência.
em cadeiras de rodas. Há uma exceção para o sistema de iluminação de emergência e sistema de sinalização de emergência, em que apenas a
Localização do elevador de emergência. sinalização de orientação e salvamento e iluminação de balizamento devem ser representadas em peças gráficas. Em
função de auxiliarem a fuga das pessoas na edificação, tais itens estão fazem parte do checklist de saídas de emergência.
Localização e dimensões das áreas de refúgio.
Número de ordem e distribuição da sinalização de orientação e salvamento e ilumina- O CBM-RS exige laudos técnicos de Controle de materiais de acabamento e revestimento, Segurança estrutural em incên-
ção de balizamento. dio, Compartimentação vertical e/ou horizontal e Isolamento de risco, seguido modelos próprios da instituição.

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 043

ANEXO 6
art/rrt
CHECKLIST DE PROTOCOLO DE PPCI
A Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART/RRT) pode ser de projeto de PPCI ou
Dados gerais projeto e execução de PPCI.
Projeto: c nc na
Endereço: Comprovação de quitação (tarjeta no próprio corpo da ART/RRT ou em recibo à parte).
Responsável técnico: Assinatura do responsável técnico e proprietário ou responsável pelo uso da edificação.
Responsável pelo preenchimento do checklist: Endereço compatível ao descrito no MDASCI.
Data de preenchimento: Área compatível à descrita no MDASCI.
Uso/ocupação: Divisão: Atividade indicada pelo profissional corresponde a “Projeto PPCI” ou “Projeto e Execução
Área:
de PPCI”, ou expressões equivalentes, caso haja apenas um responsável técnico.
Checklist elaborado com base na Portaria CBMRS/DSPCI n.º 010/2018.
A partir de 2020, o protocolo de PPCI será realizado totalmente digital, ou seja, por meio da Discriminação de todas as medidas de segurança contra incêndio projetadas, somente
plataforma digital. A plataforma, denominada Sistema digital de Licenciamento (SOL) será a caso mais de um profissional se responsabilize pelo projeto de PPCI.
nova plataforma digital do CBM-RS.
Peças gráficas
Legenda C - Conforme | NC - Não conforme | NA - Não se aplica c nc na
Planta de situação.
Memoral descritivo de análise para sefurança contra incêndio - mdasci Planta de localização
c nc na Planta(s) baixa(s).
Dados de identificação da edificação ou área de risco de incêndio.
Corte, somente quando houver a técnica de Isolamento de Risco.
Dados de identificação do proprietário da edificação.
Ver Anexo 6 Checklist para elaboração de peças gráficas do PPCI.
Dados de identificação do responsável pela edificação.
Dados de identificação do responsável técnico.
Procuração
Ocupação.
Área. A procuração deve ser elaborada e assinada, para, posteriormente, seu arquivo ser anexado
(upload) na plataforma digital.
Altura.
c nc na
Carga incêndio e grau de risco de incêndio. Dados do outorgante e outorgado são compatíveis com os apresentados no MDASCI.
Código CNAE. Cópias dos documentos de identidade do outorgante e outorgado.
População. Texto contém a delegação de poderes ao outorgado para o encaminhamento do PPCI ou
Número de pavimentos. plenos poderes ao outorgado.
Características construtivas. Local e data.
Indicação das medidas de segurança contra incêndio. Assinatura do outorgante.
Memorial de Capacidade de Lotação somente para edificações ou áreas de risco de in- Assinatura do outorgado.
cêndio com ocupação predominante do Grupo “F”.
Indicação dos riscos específicos.
Local e data.
Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 044

ANEXO 7
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO EXECUTIVO DE SCI Projeto Executivo de Sinalização de Emergência

De forma geral, a etapa destinada a projeto executivo é desti-


Elaborar Projeto
nada à concepção e representação final das informações técni-
executivo de Sinalização
cas da edificação e de seus elementos, sistemas e componentes, *Projeto para Produção é de- de Emergência
de forma suficientemente clara, completa e definitiva para que finido por Melhado (1994, p. Projeto de Projeto Executivo
seja possível a sua execução. Em outras palavras, o projeto exe- 196-197) como o “conjunto de Segurança Contra de Sinalização de
cutivo pode ser entendido como um refinamento do lançamen- elementos de projeto elabora- Elaborado pela
Incêndio Emergência
dos de forma simultânea ao de- equipe de PSCI
to, ou seja, a finalização das especificações da edificação e ao
talhamento do projeto execu-
detalhamento dos projetos para produção* (TZORTZOPOULOS, tivo, para utilização no âmbito
1999; ROMANO, 2003). das atividades de produção em
O mesmo conceito pode ser aplicado para o Projeto Executivo obra, contendo as definições de É fundamental que o projeto executivo de sinalização de emergência apresente todas as infor-
uso de equipamentos, arranjo mações necessárias para a instalação dos elementos do sistema, tais como placas e adesivos
de Segurança Contra Incêndio. Os profissionais responsáveis
e evolução do canteiro; dentre
por cada instalação de SCI, (ex.: alarme de incêndio, hidrantes fotoluminescentes, faixas de indicação de obstáculo, entre outros. Dentre as informações que
outros itens vinculados às ca-
e mangotinhos, etc) devem elaborar o projeto executivo corres- racterísticas e recursos próprios devem ser detalhadas em um projeto executivo, destacam-se:
pondente à instalação, de modo a representar graficamente em da empresa construtora”. Representação gráfica: Além da representação em planta baixa por símbolos de acordo
plantas e memoriais todas as especificações pertinentes à exe- com a legenda da NBR 13.434-2/2004, indica-se incluir o desenho correspondente a cada
cução dos sistemas, elementos e/ou componentes. placa, como demostrado na Figura 1. Dessa forma, facilita a compreenssão e agiliza a ins-
Em função do Projeto de Segurança Contra Incêndio (PSCI) abranger diferentes sistemas, os quais talação.
exigem conhecimentos técnicos específicos de áreas distintas, normalmente as responsabilidades Localização da sinalização: deve-se atentar para o correto posicionamento do símbolo em
são compartilhadas. No entanto, pode haver a possibilidade de um único profissional ser respon- planta baixa, indicando corretamente a face da parede ou outra estrutura em que a sinali-
sável por todas as medidas, fato que depende do grau de conhecimento técnico do mesmo e da zação será fixada.
complexidade dos sistemas projetados. Fixação da sinalização: indicar como serão fixados os elementos de sinalização. A título de
O mapeamento apresentado no Manual para Projeto de Segurança Contra Incêndio sugere que, em exemplo, podem ser fixadas por colas especiais, fitas adesivas, correntes suspensas na laje,
função da complexidade e diversidade dos sistemas, o projeto deve ser realizado pelo projetista de entre outras formas.
SCI e, posteriormente, os projetos relacionados às instalações elétricas e hidráulicas, tais como hi- Detalhamentos: quando necessário, elabora detalhes em planta, vista ou perspectiva para
drantes e mangotinhos, alarme de incêndio, iluminação de emergência, devem ser direcionados facilitar a compreensão da instalação. A Figura 2 exemplifica um detalhem em vista.
para os projetistas específicos, ou seja, aqueles que possuem o conhecimento técnico aprofundado

Projeção 2º pavimento
de cada instalação para que desenvolvam os projetos executivos. No caso do mapeamento exposto
na página 12 do manual, os projetos específicos são direcionados para os mesmos projetistas de 23
instalações elétricas e hidráulicas da edificação, facilitando a compatibilização entre as instalações 200
Local: face
n.º 15 da parede
de combate à incêndio e as demais instalações hidráulicas e elétricas do empreendimento. Altura: 1,80m

13 PQS 4 Kg
É importante salientar que a solução proposta no mapeamento é apenas uma dentre inúmeras 300X150 2A:20B:C
n.º 11
possibilidades de "quem irá elaborar o projeto executivo". Outras possibilidades são, como citado n.º 15
Local: face
da parede
anteriormente, um único profissional responsabiliza-se por todas os projetos, ou ainda uma empre- Altura: 1,80m
Fixação: cola

sa especializada em SCI composta por profissionais de diferentes formações responsabiliza-se por


todos os projetos.
A seguir, serão descritas orientações para a elaboração de projetos executivos de algumas medidas Figura 1 - Exemplo de especificação em planta bai- Figura 1 - Exemplo de especificação em vista
de SCI. xa de placa de sinalização|Fonte: Autora (2019). de placa de sinalização|Fonte: Autora (2019).
x 1.00 / 3.00
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 045

Projeto Executivo de Extintores de Incêndio Projeto Executivo de Saídas de Emergência

Elaborar Projeto Elaborar Projeto


executivo de Extintores executivo de Saídas de
de Incêndio Emergência
Projeto de Projeto Executivo Projeto de Projeto executivo
Segurança Contra de Extintores de Segurança Contra de Saídas de
Incêndio Elaborado pela Incêndio Incêndio Elaborado pela Emergência
equipe de PSCI equipe de PSCI

Dentre as informações que devem ser detalhadas em um projeto executivo de extintores de incêndio, Dentre as informações que devem ser detalhadas em um projeto executivo de Saídas de Emer-
destacam-se: gência, destacam-se:
Representação gráfica: Além da representação em planta baixa por símbolos de acordo com a Representação das escadas/rampas de emergência: Indicar tipo de escada, largura, tipo de
Resolução Técnica CBMRS nº.05 parte 08, que aborda sobre símbolos gráficos, indica-se incluir o pavimento, inclinação, nível, detalhes de instalação dos corrimãos e guarda-corpo, faixa
desenho correspondente a cada placa. A Figura 3 apresenta um exemplo de especificação. antiderrapante, aberturas para ventilação, entre outros. A figura 5 apresenta um exemplo
Informar o tipo, capacidade e numeração de cada de unidade extintora. de representação de escadas de emergência.
Localização e instalação da unidade extintora: deve-se atentar para o correto posicionamento Representação das rotas de fuga: indicar larguras dos acessos e portas, detalhes de insta-
do símbolo em planta baixa, bem como indicar a forma em que será instalado, por exemplo, se lação de barras antipânico, portas corta-fogo, seu TRRF e sentido de abertura, distâncias
estará dentro de abrigos de extinores, apoiado em suportes diretamente no piso ou fixados em máximas a percorrer, entre outros.
paredes, colunas ou mobiliários.
Localização e fixação da sinalização indicativa da unidade extintora: : deve-se atentar para o cor-
reto posicionamento do símbolo em planta baixa, indicando corretamente a face da parede ou
outra estrutura em que a sinalização será fixada, assim como indicar a forma de fixação da sina-
lização.
Detalhamentos: quando necessário, elabora detalhes em planta, vista ou perspectiva para facili-
tar a compreenssão da instalação. A Figura 4 exemplifica um detalhem em vista. 74 70

O projetista deve definir a melhor forma de expressar as especificações do projeto executivo, ou seja,

140
em forma de desenhos, textos, planilhas, etc.
Projeção 2º pavimento

23 ESCADA
ENCLAUSURADA
200 PROTEGIDA
A=14.64m2

30
Local: face P=CONCRETO
n.º 15 da parede DESEMPENADO
120
Altura: 1,80m

PQS 4 Kg 0,25
2A:20B:C
n.º 11

PCF - 60
90x210
Figura 3 - Exemplo de especificação em Figura 4 - Exemplo de especificação em vista de instalação de extintores | Fonte: Op- Figura 5 - Exemplo de representação de escadas de emergência | Fonte: Adaptado de Instalado-
planta baixa de placa de sinalização|Fon- timus Projetos Complementares (2019). ra - Engenharia de Prevenção Contra Incêndio (2019).
te: Autora (2019).
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 046

Projeto Executivo de Hidrantes e Mangotinhos

Elaborar Projeto
executivo de Hidrantes e
Mangotinhos
Projeto de Projeto executivo
Segurança Contra Elaborado pela equipe de pojetos de Hidrantes e
Incêndio complementares - projetista de Mangotinhos
instalações hidráulicas

O projeto executivo de hidrantes normalmente é elaborado pelos projetistas 6º PAVIMENTO


de instalações hi-TIPO
drálicas da edificação. Para sua elaboração, é necessário ter em mãos o Projeto de Segurança Con- HALL ELEVADORES ESCADA

tra Incêndio (PSCI), no qual estão lançadas as informações básicas do projeto, tais como, tipo de

125

Ø65
sistema, número de pontos, número e tipo de mangueiras, pontos de alarme audiovisual, locali-
zação da casa de bombas e reservatório. A partir dessas informações, o projetista de instalaçõesTIPO
5º PAVIMENTO
hidráulicas pode iniciar o projeto executivo do sistema, no qual definem-se: o posicionamento das
colunas d'água e do traçado da tubulação, diâmetro das tubulações, perspectiva isométrica das HALL ELEVADORES ESCADA

125
instalações, tipo de bombas de incêndio, detalhamento do quadro de automação, entre outras in- Figura 6- Exemplo em vista de abrigo de hidrante |Fonte: Optimus Projetos Complementares (2019).
formações, todas baseadas na NBR 13.714/2000 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para
4º PAVIMENTO
combate a incêndio. A seguir, as Figuras 6 e 7 apresentam exemplos de elementos gráficos do pro-TIPO
jeto executivo de hidrantes e mangotinhos.
HALL ELEVADORES ESCADA

125

Ø65
3º PAVIMENTO TIPO
HALL ELEVADORES ESCADA

125
Ø65

2º PAVIMENTO
HALL ELEVADORES ESCADA

CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS

Ø65
1º PAVIMENTO TÉRREO
CIRCULAÇÃO DE VEÍCULO

ESCADA
SALÃO DE FESTAS PARA 60 PESSOAS
ÁREA EXTERNA
SALÃO DE FESTAS
Ø65

Ø65 Ø65

Figura 7- Exemplo de representação em corte da rede de hidrantes de um edifício |Fonte: Adaptado de Instaladora - Engenharia de Prevenção Contra Incêndio (2019).
Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 047

ANEXO 8
CHECKLIST PARA VISTORIA DAS INSTALAÇÕES SCI Chuveiros automáticos (Sprinklers)
c nc na
Dados gerais Distribuição dos pontos de chuveiros automáticos.
Projeto: Bombas em correto funcionamento.
Endereço: Localização do(s) reservatório(s) d'água.
Responsável técnico: Nível do(s) reservatório(s) d'água.
Responsável pelo preenchimento do checklist: Funcionamento das torneiras de boia e a chave de boia para controle de nível.
Data de preenchimento:
Localização do dispositivo de recalque.
Uso/ocupação: Divisão: Área:
O responsável pela vistoria deve verificar se as instalações estão de acordo com o Projeto de Segu-
rança Contra Incêndio. Para isso, deve ter em mãos o projeto, seja em forma digital ou impressa.
Compartimentação vertical e/ou horizontal
Este checklist foi elaborado com base no Anexo L da RT n.º 05 - Parte 1.1/2016 do CBM-RS, bem como c nc na
na legislação pertinente de cada medida de segurança contra incêndio. Porta corta-fogo e seu TRRF.
Distâncias entre aberturas para o exterior dos ambientes compartimentados.
Legenda C - Conforme | NC - Não conforme | NA - Não se aplica Distâncias entre verga e peitoril em pavimentos consecutivos.

Acesso de viatura Controle de fumaça


c nc na c nc na
Localização dos acessos. Localização das entrada e saídas de ar naturais e mecânicas.
Dimensões dos acessos. Entrada e saídas de ar naturais e mecânicas desobstruídas.
Desobstrução dos acessos Funcionamento das máquinas de insufladores de ar e exautores de fumaça.
Largura dos acessos internos.
Extintor de incêndio
Alarme e detecção de incêndio c nc na
Localização das unidades extintoras.
c nc na
Localização dos acionadores manuais. Instalação das unidades extintoras.
Altura de instalação dos dos acionadores manuais. Sinalização das unidades extintoras.
Teste de funcionamento de acionadores manuais e indicação correta na central. Desobstrução ao acesso das unidades extintoras.
Distribuição dos pontos de detecção. Tipo de agente extintor.
Teste de funcionamento de detectores de incêndio e indicação correta na central. Capacidade extintora.
Localização das sirenes audiovisuais. Validade da carga/recarga das unidades extintoras.
Funcionamento das sirenes audiovisuais. Teste hidrostático das unidades extintoras.
Localização da central de alarme. Pressurização das unidades extintoras.
Fusíveis da central de alarme estão bem fixados. Selo de identificação em conformidade com a IMMETRO das unidades extintoras.
Sinalização dos equipamentos de incêndio. Pino de segurança lacrado das unidades extintoras.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 048

Iluminação de emergência Sinalização de emergência


c nc na c nc na
Distribuição da iluminação de emergência de aclaramento. Tipo e distribuição da sinalização de emergência.
Distribuição da iluminação de emergência de balizamento. Altura da instalação da sinalização de emergência.
Altura da instalação das luminárias de emergência. Condições de fixação da sinalização de emergência.
Condições de fixação das luminárias de emergência. Efeito fotoluminescente.
Teste de funcionamento do sistema de iluminação de emergência.
Verificar se os fusíveis estão bem fixados.

Isolamento de risco Hidrantes e mangotinhos e hidrante urbano


c nc na c nc na
Porta corta-fogo e seu TRRF. Localização das tomadas.
Dimensão do afastamento entre edificações. Quantidade de saídas em cada tomada.
Distâncias entre aberturas. Existência dos acessórios nos abrigos.
Dimensões das abas e marquises corta-fogo, recuos e balanços, quando utilizados Mangueiras e mangotinhos enrolados corretamente.
como elemento de compartimentação. Sinalização dos equipamentos de incêndio.
Bombas em correto funcionamento.
Funcionamento do ponto mais favorável e do ponto menos favorável hidraulicamente.
Saídas de emergência Localização do(s) reservatório(s) d'água.
Nível do(s) reservatório(s) d'água.
c nc na
Quantidade e localização das saídas de emergência. Funcionamento das torneiras de boia e a chave de boia para controle de nível.
Larguras dos acessos, escadas, rampas, descarga e portas. Desobstrução ao acesso dos equipamentos.
Sentido de abertura das portas. Localização do dispositivo de recalque.
Verificação da abertura e o fechamento das portas corta-fogo. Dispositivo de recalque em caixa drenagem.
Existência de barra antipânico. Localização do hidrande urbano.
Porta corta-fogo e seu TRRF. Número de tomadas do hidrande urbano.
Piso antiderrapante nas escadas. Dimensões do hidrande urbano.
Existência de dutos de entrada e saída de ar. Sinalização viária de proibição de estacionamento em frente ao hidrante urbano.
Sistema de pressurização em funcionamento.
Altura e espaçamento dos guarda-corpos.
Altura dos corrimãos.
Corrimãos contínuos.

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 049

ANEXO 9
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAR PLANO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA
DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Para que um imóvel atenda seus usuários por mui- sos necessários e os responsáveis pela execução. Esses
tos anos, é necessário realizar a manutenção de seus itens devem referir-se individualmente aos sistemas
componentes, incluindo, dentre estes, os itens de Se- e, quando aplicável, aos elementos, componentes e
gurança Contra Incêndio. A manutenção dos sistemas, equipamentos.
elementos, componentes e equipamentos de SCI é A Figura 1 demonstra como exemplo um extrato do
essencial para assegurar a eficiência no combate ao modelo do Plano de Manutenção Preventiva de uma
incêndio. No entanto, esta não deve ser realizada de série de sistemas, elementos e componentes de uma
modo improvisado e casual, mas sim, deve ser enten- edificação, disposto no capítulo 6 do Guia nacional
dida como um serviço técnico e realizada por empre- para a elaboração do manual de uso, operação e ma-
sas capacitadas ou especializadas ou, ainda, equipe de nutenção das edificações, realizado pela Câmara Bra-
manutenção local, conforme a complexidade (CBIC, sileira da Indústria da Construção (CBIC) em 2014. A
2014). elaboração deste modelo teve como base o Anexo A
Os critérios para elaboração do sistema de gestão de da NBR 5674/2012 e foi elaborada à título de exem-
manutenção devem estar baseados nas normas: NBR plo. Ou seja, o profissional ou equipe responsável
5674/2012 - Manutenção de edificações - Requisitos pela elaboração do Plano de Manutenção Preventiva
para o sistema de gestão de manutenção e na NBR exclusivo de SCI deve considerar os tipos de sistemas,
14037/2014 - Diretrizes para elaboração de manuais de elementos e componentes instalados na edificação, as
uso, operação e manutenção das edificações — Requi- indicações do fabricante, os prazos de garantia, entre
sitos para elaboração e apresentação dos conteúdos. outros, e, assim, elaborar o plano. Este plano pode ser
O plano contempla a determinação das atividades incluído ao Plano de Manutenção Preventiva geral da
essenciais de manutenção, sua periodicidade, recur- edificação ou ser exclusivo de SCI.

O exemplo de Plano ao lado apresenta em destaque alguns itens relacionados


à Segurança Contra Incêndio, informando qual a periodicidade e o responsável
pela manutenção. A norma estabelece que as informações devem ser descritas
em uma linguagem de fácil entendimento pelo proprietário ou responsáveis
pela edificação.
algumas literaturas apresentam exemplos e sugestões de periodicidade de
manutenção, como é o caso da cartilha denominafa "Inspeção Predial - Preven-
ção e Combate à Incêndio" elaborada pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e
Perícias de Engenharia de São Paulo - Ibape/SP em 2013.

Figura 1 - Exemplo de Plano de Manutenção Preventiva|Fonte: Adaptado de CBIC (2014).

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 050

ANEXO 10
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAR 2º Elaboração do plano escrito
PLANO DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO
A seguir, sugere-se a estrutura de um Plano de Emergência contra incêndio, elaborado com base
no modelo apresentado no Anexo B da NBR 15219/2005.
O Plano de Emergência contra incêndio refere-se a um documento que contempla o planejamento
das medidas de emergência que devem ser adotados em uma edificação em caso de incêndio. Deve
descrever as ações e procedimentos a serem implementados e mantidos pelos setores responsá- Introdução
veis, de forma a garantir maior segurança aos ocupantes da edificação. Objetivo do Plano de Emergência.
De acordo com a NBR 15219/2005, que estabelece os requisitos mínimos para o Plano de Emergên- Estrutura do Plano de Emergência.
cia contra incêndio, o plano:
visa proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais do sinistro e os
danos ao meio ambiente; Descrição da planta
deve ser elaborado por escrito por profissional habilitado; Descrever os aspectos descritos na etapa 1.
é aplicável a toda e qualquer planta, com exceção das edificações residenciais unifamiliares.
Procedimentos básicos de emergência contra incêndio
Etapas de elaboração e implementação Descrever os procedimentos básicos de emergência em caso de incêndio (ver item B.2 da
NBR 15219/2005).
1º Análise de riscos Fluxograma de acionamento (ver Anexo A da NBR 15219/2005).
Orientação básicas de abandono do prédio e uso de equipamentos (ver nota na p. 49)
Realizar uma análise preliminar de riscos de incêndio, buscando identificá-los, relacioná-los e re-
presentá-los em uma peça gráfica denominada Planta de risco de incêndio. A NBR 15219/2005 des-
taca os aspectos que devem ser analisados:
Estrutura organizacional
localização (por exemplo: urbana, rural, características da vizinhança, distâncias de outras edi- Estrutura organizacional, contemplando responsabilidades e atribuições dos envolvidos.
ficações e/ou riscos, distância da unidade do Corpo de Bombeiros, existência de Plano de Auxí-
lio Mútuo-PAM, etc);
construção (por exemplo: alvenaria, concreto, metálica, madeira, etc); Gestão dos Simulados
ocupação (por exemplo: industrial, comercial, residencial, escolar, etc); Tipos de exercícios práticos e teóricos.
população (por exemplo: fixa, flutuante, características, cultura, etc); Cronogramas dos simulados.
característica de funcionamento (horários e turnos de trabalho e os dias e horários fora do ex-
pediente);
Documentos anexos
pessoas portadoras de deficiências;
outros riscos específicos inerentes à atividade; Plantas de risco de incêndio.
―recursos humanos (por exemplo: brigada de incêndio, bombeiros profissionais civis, etc) Listas de acionamento e de equipamentos.
materiais existentes (por exemplo: extintores de incêndio, iluminação de emergência, etc). Relatórios e outros documentos que sejam necessários.
GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 051

3º Divulgação e treinamento
De acordo com aNBR 15219/2005, o Plano de Emergência contra in-
cêndio deve ser divulgado por meio de uma palestra educativa e e de
um manual básico que deve ser distribuído aos ocupantes da planta,
de forma a garantir que todos tenham conhecimento dos procedi-
mentos a serem executados em caso de emergência.
Além disso, uma cópia do Plano de Emergência deve estar disponí-
vel para consulta em situações de emergência para os profissionais
qualificados em local de permanência humana constante, como na
portaria, sala de segurança, etc.
A representação gráfica contida no Plano de Emergência contra in-
cêndio, com destaque para as rotas de fuga e saídas de emergência,
deve estar afixada na entrada principal e em locais estratégicos de
cada edificação, de forma a divulgar o plano e facilitar o seu entendi-
mento. À título de exemplo, a Figura 1 apresenta uma planta de risco
de incêndio de uma escola. Térreo

4º Exercícios simulados Figura 1 - Exemplo de Planta de risco|Fonte: Adaptado de Escola Básica do 2º e 3º Ciclos Cónego João Jacinto Gonçalves de Andrade (2019).

Devem ser realizados exercícios simulados de abandono de área com


a participação de toda a população. No caso de habitações multifami-
liares, que se caracteriza pelo risco baixo, o período máximo é de seis
Orientaçãobásicasdeabandonodoprédioeusodeequipamentos
meses para simulados parciais e 12 meses para simulados completos. É fundamental a população do imóvel seja educada em termos de prevenção quanto à casos de incêndio. A cultura da pre-
Após o simulado, deve ser realizada uma reunião para avaliação e cor- venção pode ser desenvolvida e implementada por diversos meios, sendo o Plano de Emergência uma delas. Destaca-se a
reção das falhas ocorridas, bem omo deve ser elaborada uma ata na importância de incluir no ou em um material à parte, recomendações preventivas contra incêndio e acidentes, bem como
qual constem as informações a seguir: orientar o morador como agir em caso de emergêcia de incêndio. O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São
Paulo fornece, em sua página oficial na internet, folders educativos e orientações básicas que podem servir de aporte para a
data e horário do evento; elaboração de uma cartilha própria da edificação em que se esta trabalhando.
tempo gasto no abandono;
tempo gasto no retorno;
tempo gasto no atendimento de primeiros-socorros;
atuação dos profissionais envolvidos; Extrato da figura que fornece dicas de
comportamento da população; abandono de edificações, retirada da Car-
participação do Corpo de Bombeiros e tempo gasto para sua tilha de orientações básicas de prevenção
chegada; contra incêndio elaborada pelo Corpo de
ajuda externa (por exemplo: PAM - Plano de Auxílio Mútuo, etc); Bombeiros da Polícia Militar do Estado de
falhas de equipamentos; São Paulo em 2011.
falhas operacionais; e
demais problemas levantados na reunião.

Elaborado por Helena Reginato Gabriel (2020).


GUIA DE PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 052

REFERÊNCIAS
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ABNT. NBR 13434-3 - Sinalização contra incêndio e pânico - Parte 3 - Requisitos e métodos de ensaio. Rio de Janeiro, RJ, escolas.madeira-edu.pt/eb23cjjgandrade/AEscola/PlanodeEmergência/tabid/6418/Default.aspx. Acesso em: 12 dez. 2019.
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ONO, R. O impacto do método de dimensionamento das saídas de emergência sobre o projeto arquitetônico de edifícios
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altos: uma análise crítica e proposta de aprimoramento. 2010. 457f. Tese (Livre Docência - Área de Concentração: Tecnolo-
ABNT. NBR 14037 - Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações — Requisitos gia da Arquitetura) - Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2010.
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CBM-RS. Resolução Técnica CBMRS n.11 - Parte 01 - Saídas de Emergência. Estabelece os requisitos mínimos necessários 2014.
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dio ou pânico, protegida em sua Porto Alegre, RS, Brasil, 2016a. p. 37. Brasil, 2010.
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completa.Porto Alegre, RS, Brasil, 2016b. p. 7. dade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 1999.
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Estabelece o procedimento administrativo nas edificações regularizadas mediante Plano de Prevenção e Proteção Contra tituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, São Paulo, SP, 2004.
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