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Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício


ISSN 1981-9900 versão eletrônica
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CORRELAÇÃO ENTRE A DINAMOMETRIA ISOCINÉTICA E A AVALIAÇÃO DO SALTO


VERTICAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Gustavo Sousa Leal da Mata1,2, Diogo Machado de Oliveira1


Thiago Ribeiro Lopes1,3,4, Bruno Moreira da Silva1

RESUMO ABSTRACT

Introdução: A dinamometria isocinética (DI) Correlation between isokinetic dynamometry


tem sido considerada como padrão ouro para and the vertical jump test: a systematic review
avaliação da função muscular, porém, é
discutível se devido à característica do teste, Introduction: Isokinetic dynamometry (ID) has
poderia não detectar déficits funcionais. Para been considered a gold standard for the
um melhor desfecho, espera-se que o assessment of muscle function; however, it is
desempenho realizado no teste seja questionable whether due to the characteristic
reproduzido em outras tarefas mais of the test, it could not detect functional
específicas. Objetivo: Analisar a correlação deficits. For a better outcome, it is expected
entre a DI de membros inferiores e a avaliação that the performance on the test could be
do salto vertical (SV). Materiais e Métodos: Foi reproduced on specific tasks. Objective: To
pesquisada na base de dados PubMed os analyze the correlation between ID of lower
estudos que analisaram a correlação de algum limbs and the vertical jump (VJ) test. Methods:
parâmetro da DI com o salto agachado (SA) Studies which analyzed the correlation
e/ou salto com contramovimento (SCM). between any ID parameter and squat jump
Foram admitidos indivíduos de ambos os (SJ) and/or countermovement jump (CMJ)
sexos, assintomáticos, com idades entre 18 e were searched in the PubMed database.
45 anos. Resultados: Foram incluídos 17 Asymptomatic subjects of both sexes were
estudos para a revisão. Ocorreu uma grande accepted, aged 18 to 45 years old. Results:
variação nos resultados, mas a maioria dos Seventeen studies were included for review.
estudos (n = 12) encontraram correlações There was a large variation in the results, but
significantes entre alguma medida da DI e SV, most studies (n = 12) found significant
apresentando correlações moderadas (n = 3), correlations between some ID measures and
fortes (n = 6) e muito fortes (n = 3). O pico de VJ, showing moderate (n = 3), large (n = 6)
torque dos extensores do joelho é o parâmetro and very large correlations (n = 3). The knee
da DI que melhor se correlaciona com o SV e extensors peak torque is the ID parameter that
o SCM foi o tipo de salto melhor best correlates with the VJ and the CMJ was
correlacionado; a altura do SV foi o parâmetro the jump kind best correlated; the VJ height
mais analisado, apresentando correlações was the parameter most analyzed, showing
com a DI, no entanto, o pico de potência correlations with the ID, however, the peak
apresenta os melhores resultados. Conclusão: power had the best results. Conclusion: There
Existem correlações moderadas a muito fortes are moderate to very large correlations
entre a DI e avaliação do SV, porém não estão between ID and VJ test, but they are not
presentes em todas as populações. present in all populations. Measurement
Metodologias de mensuração e correção dos methodologies and data correction by body
dados pelo tamanho e composição corporal size and body mass may influence the results.
podem influenciar os resultados.
Key words: Musculoskeletal and Neural
Palavras-chave: Fenômenos Fisiológicos Physiological Phenomena. Muscle Strength.
Musculoesqueléticos e Neurais. Força Muscle Strength Dynamometer. Physical
Muscular. Dinamômetro de Força Muscular. Fitness.
Aptidão Física.
3-Laboratório de Fisiologia do Exercício,
1-Setor de Fisiologia do Exercício, Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa,
Departamento de Fisiologia, Universidade São Paulo-SP, Brasil.
Federal de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil. 4-Associação Paulista para o Desenvolvimento
2-Faculdade de Ciências Médicas da Santa da Medicina, São Paulo-SP, Brasil.
Casa de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.

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INTRODUÇÃO Tendo em vista um melhor desfecho,


espera-se que o desempenho realizado no
Uma maior força muscular é teste tenha correlação com atividades
correlacionada com um melhor desempenho funcionais.
em habilidades esportivas gerais e Nesse contexto, não faria muito
específicas, além de diminuir os índices de sentido adotar um método de avaliação, onde
lesões (Suchomel, Nimphius e Stone, 2016). a força muscular mensurada durante o teste
A dinamometria isocinética (DI) é uma não seja reproduzida em outras tarefas e ao
avaliação realizada por meio de um contrário, caso tenham uma correlação muito
equipamento capaz de avaliar em velocidades próxima, um método poderia substituir o outro
constantes, variáveis relacionadas ao torque, e ser escolhido pela sua viabilidade.
potência e resistência muscular, demostrando Portanto, o objetivo dessa revisão é
validade e confiabilidade (Drouin e analisar a correlação entre a DI de membros
colaboradores, 2004) e tem sido considerada inferiores com a avaliação do SV,
como o padrão ouro para a avaliação da especificamente o SA e SCM.
função muscular em ambiente laboratorial
(Martin e colaboradores, 2006; Stark e MATERIAIS E MÉTODOS
colaboradores, 2011).
Porém é discutível se devido a fatores Foram incluídos estudos
relacionados à posição do teste e ao tipo de observacionais transversais que analisaram a
contração muscular realizada em velocidades correlação entre os parâmetros da DI de
controladas, poderia não detectar déficits membros inferiores e da avaliação do SV.
funcionais, particularmente na corrida com Considerou-se para a inclusão,
acelerações (Green, Bourne e Pizzari, 2018) e participantes de ambos os sexos,
que o comportamento muscular em tarefas assintomáticos, com a média de idades entre
uniarticulares, em cadeia aberta seriam 18 e 45 anos.
diferentes de movimentos multiarticulares Foram excluídos os estudos que
realizados em cadeia fechada (Paul e Nassis, avaliaram participantes com lesões, cirurgias
2015). realizadas ou em processo de reabilitação.
A avaliação do salto vertical (SV) é Em relação à DI, foram aceitos os
outro método comumente utilizado para a dados de pico de torque (newton-metro),
mensuração da função muscular no esporte, potência média (watts) e trabalho total (joules),
reabilitação de lesões e em condições clínicas não foi aplicada restrição em relação à
(Eagles e colaboradores, 2015). velocidade angular de realização do teste ou
Devido à frequência de saltos que tipo de contração muscular realizada.
ocorrem em sessões de treinos ou competição Em relação à avaliação do SV, foram
esportiva, sua avaliação é mais facilmente considerados os parâmetros de pico de
aceita comparada à avaliação isocinética (Paul potência (watts) e altura do salto (centímetros),
e Nassis, 2015). os tipos de saltos aceitos foram o SA e SCM
Entre os diferentes tipos de SVs, o (ambos realizados sem a influência dos
salto agachado (SA) e salto com membros superiores).
contramovimento (SCM) ganharam destaque Não foram considerados os testes em
devido à possibilidade de analisar que os indivíduos utilizaram equipamentos
características contráteis individuais e o efeito e/ou vestimentas especiais que poderiam
do pré-alongamento, além de melhor validade influenciar os resultados.
e confiabilidade, no entanto, ambos O valor revelado pelo teste estatístico
apresentam pequenas variações atribuídas à foi considerado a medida de desfecho para
demanda da tarefa que exige coordenação relatar a correlação entre os métodos de
motora complexa, estando susceptível a avaliação e foi adotada a escala de Cohen
interferência do efeito aprendizagem (Markovic para classificar a magnitude da correlação
e colaboradores, 2004). (Hopkins, 2002).
Compreendendo a importância da A busca foi realizada por meio da base
força muscular, torna-se imprescindível o de dados eletrônica PubMed, utilizando a
respectivo método de avaliação, no qual expressão de busca: (“muscle strength
possibilita identificar déficits, direcionar dynamometer” OR torque OR isokinetic OR
programas específicos de treinamento e dynamometry OR dynamometer) AND (jump
acompanhar os resultados. OR jumping). Foram admitidos estudos

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publicados até março de 2019 e não foi A coleta de dados foi realizada de
aplicada restrição de linguagem. forma pré-definida, onde foram extraídos os
Em um primeiro momento, foram dados da amostra, detalhes da DI, tipos de
analisadas todas as citações (títulos e saltos e respectivo instrumento de avaliação,
resumos) identificadas pela estratégia de parâmetros utilizados e resultados dos testes
busca descrita anteriormente e pré- estatísticos.
selecionados os estudos potencialmente O processo metodológico está
relevantes para a revisão. Em caso de dúvida, representado na Figura 1.
foi recuperado o estudo na íntegra para
análise.

Figura 1 - Fluxograma do processo de seleção dos estudos.

RESULTADOS não diretamente os valores. Após a aplicação


dos critérios de exclusão, resultaram 17
A estratégia inicial de busca identificou estudos incluídos para a síntese qualitativa.
778 estudos. Após a aplicação dos critérios de Entre os estudos incluídos para a
inclusão restou um total de 23 estudos revisão, apenas Pua, Koh e Teo (2006)
potencialmente relevantes. analisaram isoladamente mulheres; Yapici,
A partir desse resultado inicial foram Findikoglu e Dundar (2016) incluíram homens
excluídos quatro estudos (Petschnig, Baron e e mulheres, porém analisaram todos de
Albrecht, 1998; Larsen e colaboradores, 2015; maneira conjunta, os demais autores
Fischer e colaboradores, 2017; Lee e utilizaram exclusivamente homens em seus
colaboradores, 2018) que analisaram apenas estudos.
indivíduos submetidos à cirurgia de A maioria dos estudos (n = 14)
reconstrução do ligamento cruzado anterior do utilizaram atletas para as análises, sendo que
joelho. Outros dois estudos (Impellizzeri e o futebol foi o esporte mais comum (n = 8).
colaboradores, 2007; Menzel e colaboradores, Pääsuke, Ereline e Gapeyeva (2001),
2013) foram excluídos pela metodologia além de atletas, também analisaram indivíduos
estatística, em que analisaram a correlação não treinados e outros três estudos avaliaram
entre as assimetrias observadas nos testes e indivíduos fisicamente ativos.

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Em relação à DI, todos os estudos fotoelétricas e um estudo utilizou o cinto de


avaliaram a articulação do joelho e apenas Abalakov. O parâmetro mais analisado foi à
Aasa e colaboradores (2003) também altura do salto (n = 15), o pico de potência foi
avaliaram a articulação do quadril. analisado em cinco estudos.
O pico de torque foi analisado em Buśko e colaboradores (2018)
todos esses casos, sendo que Yapici, utilizaram o coeficiente de correlação de
Findikoglu e Dundar (2016) e Śliwowski e postos de Spearman (rho) para determinar a
colaboradores (2018) também analisaram o correlação entre as variáveis, entre os demais
trabalho total e Pua, Koh e Teo (2006) estudos incluídos nessa revisão foi utilizado o
analisaram a potência média. Onze estudos coeficiente de correlação de Pearson (r) e
realizaram a DI exclusivamente por meio do todos calcularam o nível de significância (p).
modo concêntrico recíproco, isto é, avaliação Os principais dados e resultados dos
simultânea com ações sequenciais dos estudos estão descritos na Tabela 1.
músculos agonistas e antagonistas. O estudo de Loturco e colaboradores
Além desse modo, Yapici, Findikoglu e (2018), também analisou a correlação com
Dundar (2016), também utilizaram um saltos unilaterais. Esses resultados estão
protocolo recíproco com contrações apresentados na Tabela 2.
excêntricas de extensores e concêntricas de Os dados do estudo de O'Malley e
flexores. colaboradores (2018) com pacientes
Por sua vez, Lehance e colaboradores submetidos à cirurgia de reconstrução do
(2009) utilizaram o modo recíproco para ligamento cruzado foram desprezados de
avaliar as contrações concêntricas e o modo acordo com os critérios de exclusão
não-recíproco para as excêntricas. estabelecidos e foram aproveitados para
Outros três estudos optaram por análise os dados do grupo controle que
avaliar pelo modo concêntrico não-recíproco e contavam com homens saudáveis praticantes
apenas Pua, Koh e Teo (2006) realizaram as de esportes multidirecionais (n = 44, idade
suas avaliações nos dois modos com 24.1±2.6 anos, altura 183.1±6.5 cm, peso
contrações concêntricas. 82.7kg). Os autores avaliaram o pico de torque
Além disso, também foram os únicos a dos extensores de joelho do membro
descrever o protocolo para a realização do dominante no modo concêntrico recíproco com
modo não-recíproco, detalhando o tempo de a velocidade angular de 60°/s por DI e
intervalo entre as repetições e explicitaram correlacionaram com o SCM realizado de
como foi realizado o movimento antagonista. modo unilateral mensurado por plataforma de
Todos os estudos avaliaram o SCM, força.
com exceção de Lehance e colaboradores O parâmetro dos saltos utilizado foi o
(2009), que avaliaram somente o SA. Em oito pico de potência proporcional gerado pelas
estudos foram avaliados os dois tipos de articulações do quadril, joelho e tornozelo e o
saltos. Como instrumento de avaliação, oito resultado obtido foi de r = 0.104, r = 0.042 e r
estudos utilizaram a plataforma de força, seis = 0.139 respectivamente (p > 0.05 em todos
o tapete de contato, dois as células os casos).

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Tabela 2 - Características e resultados do estudo de Loturco e colaboradores (2018), que analisou a


correlação entre os parâmetros da dinamometria isocinética e a altura do salto vertical unilateral.
SA (MD) SA (MND) SCM (MD) SCM (MND)
PT Ext-J Con Rec 60°/s (MD) 0,55* 0,44* 0,50* 0,37
PT Ext-J Con Rec 60°/s (MND) 0,59* 0,61* 0,58* 0,48*
PT Flex-J Con Rec 60°/s (MD) 0,20 0,26 0,18 0,17
PT Flex-J Con Rec 60°/s (MND) 0,19 0,32 0,15 0,22
PT Ext-J Con Rec 300°/s (MD) 0,66* 0,58* 0,60* 0,48*
PT Ext-J Con Rec 300°/s (MND) 0,66* 0,62* 0,61* 0,48*
PT Flex-J Con Rec 300°/s (MD) 0,36 0,30 0,34 0,24
PT Flex-J Con Rec 300°/s (MND) 0,39 0,31 0,36 0,23
Legenda: PT = pico de torque; Ext-J = extensão de joelho; Flex-J = Flexão de joelho; Con = concêntrico; Rec =
recíproco; MD = membro dominante; MND = membro não dominante; SA = salto agachado; SCM = salto com
contramovimento. *p < 0.05.

DISCUSSÃO mudanças na altura do SCM. Outro estudo


com atletas de futebol demonstrou que atletas
A maioria dos estudos (n = 12) da primeira divisão possuem maiores níveis de
encontraram correlações significantes entre força de flexores de joelho e menores de
alguma medida da DI e SV, apresentando extensores do que atletas amadores, sem
correlações moderadas, fortes e muito fortes. apresentarem diferenças significantes em
No entanto, ocorreu uma grande relação ao SA e SCM (Cometti e
variação nos resultados, em partes isso pode colaboradores, 2001).
ser atribuído às diferenças entre os métodos Evidenciando a importância do papel
de avaliação e principalmente devido às da relação agonista/antagonista no SV,
características individuais da amostra. Schons e colaboradores (2018) mostraram
Analisando atletas de futebol, que que uma diminuição desta relação (aumento
tinham mais estudos disponíveis, os dados em favor dos extensores do joelho) se
sugerem que existe uma correlação entre DI e correlaciona fortemente com desempenho no
SV, porém não é possível afirmar que isso SV em atletas de voleibol em velocidades mais
ocorre em todas as situações e demais rápidas (300°/s).
modalidades. Uma possível explicação é que um
Pääsuke, Ereline e Gapeyeva (2001), aumento da ativação dos extensores de joelho
que analisaram de maneira separada os e uma diminuição da coativação dos
resultados de atletas de combinado nórdico e antagonistas favorece uma tarefa de extensão
indivíduos não treinados, mostraram que o de joelhos (Silva e colaboradores, 2011;
mesmo não acontece em grupos diferentes, a Schons e colaboradores, 2018).
diferença entre grupos em favor dos atletas foi Esses dados reforçam a ideia que a
mais significante em relação ao pico de torque demanda imposta pelas atividades realizadas
do que à altura do salto e resultou em uma gera influência nas capacidades
correlação mais significante no grupo dos neuromusculares e que uma variável pode
atletas. afetar de forma independente uma correlação
As grandes e desequilibradas entre outras duas. Autores também defendem
demandas dos esportes de alto nível podem que o tamanho e composição corporal podem
otimizar determinadas capacidades influenciar a correlação entre as medidas
neuromusculares de membros específicos em (Aasa e colaboradores, 2003; Pua, Koh e Teo,
detrimento de outras, gerando desequilíbrios 2006; Schons e colaboradores, 2018). Outro
(Carpes, Mota e Faria, 2010; Loturco e fator que contribuiria para diferentes
colaboradores 2018). resultados em populações distintas.
Silva e colaboradores (2011) Enquanto que para realizar tarefas que
acompanharam atletas de futebol ao longo da empregam forças externas (como na DI)
temporada e observaram que atletas que sujeitos mais altos e mais pesados levariam
jogaram por mais tempo tiverem maiores vantagens (embora a força muscular aumente
incrementos e menores decréscimos de força a uma taxa mais lenta que o peso corporal),
muscular, melhorando a relação para realizar movimentos rápidos superando o
agonista/antagonista em favor dos flexores do próprio peso (como no SV) aconteceria o
joelho, enquanto que não foram observadas contrário, o peso corporal aumenta a uma taxa

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mais rápida do que a força exercida contra e 2011; Śliwowski e colaboradores, 2018; Buśko
sujeitos menores e mais leves obteriam maior e colaboradores, 2018).
sucesso (Aasa e colaboradores, 2003; Keir, O SV é um movimento comumente
Jamnik e Gledhill, 2003; Markovic e Jaric, realizado em altíssima velocidade (> 600°/s)
2004; Schons e colaboradores, 2018). Os (Rodacki, Fowler e Bennett, 2002; Giatsis e
estudos em que as correções pelo tamanho e colaboradores, 2004; Wannop e
composição corporal foram feitas, as colaboradores, 2016; Imura e Iino, 2017). Bem
correlações foram melhoradas (Aasa e superior às velocidades padrão de testes
colaboradores, 2003; Pua, Koh e Teo, 2006). isocinéticos, o que poderia explicar essa
Outro ponto que pode causar divergência encontrada.
divergência nos resultados é método de Em paralelo a isso, já está bem
avaliação. Pua, Koh e Teo (2006) propuseram estabelecido que a máxima produção de
a hipótese que a DI ser feita ou não de modo torque é desempenhada nas velocidades mais
recíproco poderiam interferir nos resultados. lentas (Prietto e Caiozzo, 1989; Caldwell,
A alegação era que o modo recíproco Adams e Whetstone, 1993; Brown e Weir,
resultasse em uma potenciação do torque por 2001; Rutherford, Purcell e Newham, 2001;
envolvimento de pré-carga muscular por meio Andersen e colaboradores, 2005). Talvez
de contrações recíprocas coordenadas dos exista um ponto ideal na curva que melhor
antagonistas, associando-se ao ciclo correlacione a máxima produção de força com
encurtamento-alongamento, enquanto o modo a atividade de potência exigida por um salto e
não-recíproco seria mais útil para avaliar a essa curva provavelmente não tem a mesma
capacidade máxima de geração de torque de inclinação em populações diferentes.
um grupo muscular específico. Os melhores resultados foram obtidos
Entre os estudos incluídos para essa com correlações entre o SCM, porém os
revisão, Pua, Koh e Teo (2006) foram os resultados com o SA foram semelhantes.
únicos a realizar essa comparação e somente Como há fortes correlações, chegando a
no modo não-recíproco obtiveram correlações serem quase perfeitas entre os dois tipos de
significantes. Entre os demais estudos, saltos (Pääsuke, Ereline e Gapeyeva, 2001;
correlações significantes e não significantes Özçakar e colaboradores, 2003; Requena e
foram encontradas independentemente do colaboradores, 2009; Loturco e colaboradores,
modo de teste, o que impossibilita qualquer 2018), era esperado não ocorrer grandes
conclusão nesse momento. discrepâncias nos resultados. A altura do salto
O pico de torque da extensão de foi o parâmetro mais utilizado, mas o melhor
joelho realizado de modo concêntrico foi o resultado desta revisão foi observado quando
parâmetro da DI mais utilizado e melhor se analisou o pico de potência (Yapici,
correlacionado com o SV. Alguns autores Findikoglu e Dundar, 2016).
defendiam que o SV melhor se correlacionaria Buśko e colaboradores (2018)
a testes realizados em velocidades analisaram os dois parâmetros e obtiveram as
semelhantes, isto é, mais altas (Requena e correlações mais altas com o pico de potência.
colaboradores, 2009; Yapici, Findikoglu e Schons e colaboradores (2018) fizeram o
Dundar, 2016; Loturco e colaboradores, 2018). mesmo e a correlação tornou-se significante
Em alguns casos isso se confirmou apenas com o pico de potência e citaram a
com testes realizados a 240-300°/s, embora importância da normalização dos dados por
também tenham encontrado correlações massa corporal para correlações com a altura
significantes em velocidades baixas (60°/s) do salto.
(Yapici, Findikoglu e Dundar, 2016; Loturco e Cronin e Hansen (2005) argumentam
colaboradores, 2018). que medidas semelhantes são mais propensas
Em outros casos isso ocorreu apenas a correlacionar significativamente entre si
em velocidades intermediárias (180°/s) independentemente do movimento,
(Requena e colaboradores, 2009; Schons e exemplificando que correlações não
colaboradores, 2018). Os demais estudos significantes entre movimentos podem ser
encontraram as melhores correlações em reportadas, quando na verdade, é a medida
velocidades baixas (60-90°/s) ou apenas que não é correlacionada.
realizaram desse modo (Pääsuke, Ereline e Há discussão sobre a exata proporção
Gapeyeva, 2001; Özçakar e colaboradores, de trabalho gerado pelas articulações do
2003; Pua, Koh e Teo, 2006; Lehance e quadril, joelho e tornozelo para desempenhar
colaboradores, 2009; Silva e colaboradores, o SV, sendo que há indivíduos que a ação é

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realizada predominantemente pelo quadril e porém não estão presentes em todas as


em outros, pelo joelho (Vanezis e Lees, 2005; populações. Metodologias de mensuração e
Imura e Iino, 2017). correção dos dados pelo tamanho e
A contribuição da articulação do composição corporal podem influenciar os
joelho, em particular, o importante papel do resultados.
quadríceps femoral foi considerado como a O pico de torque dos extensores do
justificativa para a presença de correlações joelho realizado no modo concêntrico é o
entre a DI e o SV (Augustsson e Thomeé, parâmetro da DI que melhor se correlaciona
2000; Pua, Koh e Teo, 2006; Requena e com o SV, mas ainda não está claro qual é a
colaboradores, 2009; Yapici, Findikoglu e velocidade angular ideal para isso ocorrer.
Dundar, 2016; Schons e colaboradores, 2018). A altura do SV foi o parâmetro mais
Reforçando a ideia de uma analisado, apresentando correlações com a
interdependência, investigadores observaram DI, no entanto, o pico de potência apresenta
um aumento do desempenho no SV após um os melhores resultados e o SCM foi o tipo de
período de treinamento isocinético para a salto melhor correlacionado.
articulação do joelho (Smith e Melton, 1981;
Kovačević e colaboradores, 2013; Ruas e REFERÊNCIAS
colaboradores, 2018), assim como um
aumento do pico de torque dos extensores de 1- Aasa, U.; Jaric, S.; Barnekow-Bergkvist, M.
joelho após um período de treinamento Johansson H. Muscle strength assessment
envolvendo SVs (Behrens e colaboradores, from functional performance tests: role of body
2016; Coratella e colaboradores, 2018; size. J. Strength Cond. Res. Champaign. Vol.
Rostamkhany, Nikbakht e Sadeqi, 2018). 17. Num. 4. 2003. p. 664-70.
Contudo, é importante ressaltar que o
SV é um movimento multiarticular complexo 2-Alexander, R.M. Tendon elasticity and
que exige coordenação intra e intermuscular muscle function. Comp. Biochem. Physiol. A
(Pääsuke, Ereline e Gapeyeva, 2001; Rodacki, Mol. Integr. Physiol. New York. Vol. 133. Num.
Fowler e Bennett, 2002; Harrison, Ryan e 4. 2002. p. 1001-11.
Hayes, 2007; Impellizzeri e colaboradores,
2007; Lehance e colaboradores, 2009; 3-Andersen, L.L.; Andersen, J.L.; Magnusson,
Requena e colaboradores, 2009), influenciado S.P.; Suetta, C.; Madsen, J.L.; Christensen,
pelas propriedades elásticas do complexo L.R.; Aagaard, P. Changes in the human
musculotendíneo (Kubo, Kawakami e muscle force-velocity relationship in response
Fukunaga, 1999; Alexander, 2002; Böhm e to resistance training and subsequent
colaboradores, 2006; Fouré e colaboradores, detraining. J. Appl. Physiol. (1985). Bethesda.
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(Rodacki, Fowler e Bennett, 2002; Vanezis e 4-Augustsson, J.; Thomeé, R. Ability of closed
Lees, 2005; Raffalt, Alkjær e Simonsen, 2016; and open kinetic chain tests of muscular
Imura e Iino, 2017). strength to assess functional performance.
A evidência atual indica que força Scand. J. Med. Sci. Sports. Conpenhagen. Vol.
muscular é apenas uma parte do processo e 10. Num. 3. 2000. p. 164-8.
DI e avaliação do SV avaliam componentes
diferentes de uma tarefa funcional. 5-Behrens, M.; Mau-Moeller, A.; Mueller, K.;
A DI pode dar ideia sobre a função Heise, S.; Gube, M.; Beuster, N.; Herlyn, P.K.;
muscular, mas não deveria ser utilizada Fischer D.C.; Bruhn S. Plyometric training
isoladamente para avaliar o desempenho improves voluntary activation and strength
funcional e um método de avaliação não during isometric, concentric and eccentric
substitui o outro (Augustsson e Thomeé, 2000; contractions. J. Sci. Med. Sport. Belconnen.
Özçakar e colaboradores, 2003; Cronin e Vol. 19. Num. 2. 2016. p. 170-6.
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Existem correlações moderadas a 22. Num. 1. 2006. p. 3-13.
muito fortes entre a DI e avaliação do SV,

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E-mail dos autores:


gustavosldamata@gmail.com
diogo.machado@unifesp.br
tr.lopes@unifesp.br
silva.bruno@unifesp.br

Autor correspondente:
Gustavo Sousa Leal da Mata
gustavosldamata@gmail.com
Telefone: (11) 97564-4892
Endereço: Rua Gustavo Vicenzzoto, 47.
Jardim Aricanduva. São Paulo-SP, Brasil.
CEP: 03454-050.

Recebido para publicação 06/04/2019


Aceito em 27/06/2019

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