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ANEXO V

CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

SERVIÇOS DE LIMPEZA HOSPITALAR

I ­ OBJETO
A prestação de serviços será executada pelo contratado nas dependências .................., de .....­feira 
a ................, de XX:XX h às XX:XX h, exceto ..............., envolvendo a alocação de .... (... ) 
Serventes, .... (... ) Encarregados, ......(... ) ...................., todos capacitados para os serviços de limpeza 
hospitalar.

II ­ DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS
2.1.  DIARIAMENTE   OU   SEMPRE   QUE   NECESSÁRIO   NAS    ÁREAS,
    CONFORME  
CLASSIFICAÇÃO A SEGUIR:
2.1.1. NAS ÁREAS CRÍTICAS E SEMI­CRÍTICAS:
Limpeza e desinfecção de pisos, balcões, maçanetas, divisórias, móveis e utensílios, camas, berços, 
incubadoras, mesas de cabeceira, suporte de soro, equipamentos hospitalares, macas, instalações 
sanitárias, coletores de detritos, extintores de incêndio, telefones, lixeiras, limpeza externa de aparelhos 
de ar condicionado, posto de enfermagem, dispensadores, saboneteiras (limpeza das faces interna e 
externa sempre ao término do sabão) e papeleiras.
Abastecimento, sempre que necessário, com papel toalha e sabonete líquido.
OBS:
a) Deverão ser realizadas a limpeza e a desinfecção terminais de leitos, camas, colchões, travesseiros, 
mesas de cabeceiras e suporte de soro;
b) Na limpeza e na desinfecção das salas de necropsia, incluir seus anexos e utensílios, inclusive com 
recolhimento   dos   resíduos   e   com   limpeza   das   dependências   logo   após   cada   procedimento.   É 
terminantemente proibido o uso de vassoura. A varredura deverá ser úmida em todas as áreas citadas.
2.1.2. NAS ÁREAS NÃO CRÍTICAS:
Limpeza de pisos, portas, divisórias, mobiliários, instalações sanitárias, lixeiras, extintores de incêndio, 
telefones,   circulações,   escadarias   sociais,   elevadores   de   serviço   e   enceramento   de   pisos,   que 
necessitem desse serviço, a critério da administração da Unidade. Antes do enceramento é obrigatória 
a lavagem de todo o piso a ser encerado.
2.1.3. EM TODAS AS ÁREAS:
2.1.3.1. Limpeza com água e sabão e desobstrução de raios de escoamento, desentupindo­os quando 
necessário desde que isto não implique em mão­de­obra de bombeiro ou pedreiro;
2.1.3.2. Limpeza com água e sabão e desinfecção com álcool 70% nos bebedouros;
2.1.3.3. Limpeza externa com água e sabão de aparelhos de ar condicionado;
2.1.3.4. Limpeza com água e sabão e desinfecção com álcool 70% dos aparelhos telefônicos de todas 
as áreas, inclusive os telefones públicos para uso dos pacientes;
2.1.3.5. Varredura de pátios internos e externos, calçadas, entradas e saídas da Unidade;
2.1.3.6. Limpeza com água e sabão e remoção de manchas de pisos e paredes;
2.1.3.7. Poda e rega diárias de jardins, gramados, jardineiras e vasos com plantas;
2.1.3.8. Segregação, acondicionamento, transportes interno e externo dos RSS (resíduos de serviços 
de saúde), obedecendo a RDC n° 306, de 07 de dezembro de 2004, da ANVISA;
2.1.3.9. Limpeza dos dispensadores, papeleiras e saboneteiras (limpeza das faces interna e externa 
sempre ao término do sabão);
2.1.3.10. Limpeza com água e sabão e desinfecção com álcool 70% dos patinhos e comadres; 
2.1.3.11 Os funcionários da empresa de limpeza deverão recolher a caixa de acondionamento de 
materiais   perfucortantes  (que   deverá   estar   lacrada)   e   repor   outra   caixa   montada   no   momento  do 
recolhimento.

2.2. SEMANALMENTE, EM TODAS AS ÁREAS, E/OU SEMPRE QUE NECESSÁRIO:
2.2.1.   Lavagem   geral   com   água   e   sabão   de   pisos,   paredes,   portas,   corredores,   tetos,   rodapés, 
parapeitos,   janelas,   halls   de   entrada,   elevadores,   pontos   de   luz   fluorescente   e   incandescente, 
luminárias   em   geral,   parte   interna   e   externa   dos   prédios,   escadas   e   cortinas,   persianas,   áreas 
acarpetadas, grades, pedestais, móveis e demais áreas de circulação;
2.2.2. Limpeza dos filtros dos aparelhos de ar condicionado e dos ventiladores;
2.2.3. Limpeza dos espelhos com pano umedecido em álcool;
2.2.4. Troca da areia das caixas coletoras de cigarros;
2.2.5. Lavagem geral de áreas internas e externas, incluindo calçadas e pátios;
2.2.6. Limpeza e polimento de metais tais como: válvulas, registros, sifões, fechaduras e etc;
2.2.7. Enceramento dos pisos vitrificados e de madeira com cera inodora e antiderrapante, própria para 
utilização em Unidades Hospitalares;
2.2.8. Limpeza de interruptores, pontos de luz e lâmpadas;
2.2.9.Limpeza   das   geladeiras   (partes   interna   e   externa)   em   uso   nos   setores   e   da   geladeira   de 
cadáveres, sob orientação de funcionário da manutenção do hospital.

2.3. QUINZENALMENTE, EM TODAS AS ÁREAS, OU SEMPRE QUE NECESSÁRIO:
2.3.1. Limpeza com água e sabão dos vidros e vidraças (partes interna e externa);
2.3.2.   Limpeza   com   pano   úmido   das   plantas   ornamentais,   naturais   ou   artificiais,   e   polimento   dos 
respectivos vasos com produto próprio;
2.3.3. Limpeza com água e sabão de tetos, paredes e marquises;
2.3.4. Limpeza de fiações aparentes;
2.3.5. Lustro de móveis e superfícies de madeira com uso de produtos aprovados pelo Ministério da 
Saúde;
2.3.6. Limpeza de luminárias externas e placas de comunicação visual.

2.4. MENSALMENTE, EM TODAS AS ÁREAS:
Limpeza geral.

III. DEFINIÇÃO DE SANEANTES DOMISSANITÁRIOS
São   substâncias   ou   materiais   destinados   a   higienização,   desinfecção   domiciliar,   em   ambientes 
coletivos e/ou públicos, em lugares de uso comum e no tratamento da água compreendendo:
3.1. Desinfetantes: destinados a destruir, indiscriminada ou seletivamente, microrganismos, quando 
aplicados em objetos inanimados ou ambientes;
3.2. Detergentes: destinados a dissolver gorduras e à higiene de recipientes e vasilhas, e a aplicações 
de uso doméstico;
3.3. Material de higiene: papel toalha, papel higiênico e sabonete líquido;
3.4.   São   equiparados   aos   produtos   domissanitários   os   detergentes   e   desinfetantes   e   respectivos 
congêneres,   destinados   à   aplicação   em   objetos   inanimados   e   em   ambientes,   ficando   sujeitos   às 
mesmas exigências e condições no concernente ao registro, à industrialização, entrega ao consumo e 
fiscalização.

IV. OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADES DA CONTRATADA
A contratada, além do fornecimento da mão­de­obra, dos saneantes domissanitários, dos materiais e 
dos equipamentos, ferramentas e utensílios necessários para a perfeita execução dos serviços de 
limpeza dos prédios e demais atividades correlatas, obriga­se a:
4.1.Responsabilizar­se integralmente pelos serviços contratados, nos termos da legislação vigente;
4.2.Selecionar e preparar rigorosamente os empregados que irão prestar os serviços, encaminhando 
elementos portadores de atestados de boa conduta e demais referências, tendo funções profissionais 
legalmente registradas em suas carteiras de trabalho;
4.3. Manter disciplina nos locais dos serviços, retirando no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas 
após notificação, qualquer empregado considerado com conduta inconveniente pela Administração;
4.4. Manter seu pessoal uniformizado, identificando­os através de crachás, com fotografia recente, e 
provendo­os dos Equipamentos de Proteção Individual ­ EPI’s;
4.5. Manter sediado junto à Administração durante os turnos de trabalho, elementos capazes de tomar 
decisões compatíveis com os compromissos assumidos;
4.6. Manter todos os equipamentos e utensílios necessários à execução dos serviços, em perfeitas 
condições de uso, devendo os danificados serem substituídos em até 24 (vinte e quatro) horas. Os 
equipamentos elétricos devem ser dotados de sistemas de proteção, de modo a evitar danos à rede 
elétrica;
4.7.   Identificar   todos   os   equipamentos,   ferramentas   e   utensílios   de   sua   propriedade,   tais   como: 
aspiradores de pó, enceradeiras, mangueiras, baldes, carrinhos para transporte de lixo, escadas, etc., 
de forma a não serem confundidos com similares de propriedade da Administração;
4.8. Implantar, de forma adequada, a planificação, execução e supervisão permanente dos serviços, de 
forma a obter uma operação correta e eficaz, realizando os serviços de forma meticulosa e constante, 
mantendo sempre em perfeita ordem, todas as dependências objeto dos serviços;
4.9. Nomear encarregados responsáveis pelos serviços, com a missão de garantir o bom andamento 
dos mesmos permanecendo no local do trabalho, em tempo integral, fiscalizando e ministrando a 
orientação   necessária   aos   executantes   dos   serviços.   Estes   encarregados   terão   a   obrigação   de 
reportarem­se, quando houver necessidade, ao responsável pelo acompanhamento dos serviços da 
Administração   e   tomar   as   providências   pertinentes   para   que   sejam   corrigidas   todas   as   falhas 
detectadas;
4.10. Responsabilizar­se pelo cumprimento, por parte de seus empregados, das normas disciplinares 
determinadas pela Administração;
4.11. Assumir todas as responsabilidades e tomar as medidas necessárias ao atendimento dos seus 
empregados, acidentados ou com mal súbito, por meio de seus encarregados;
4.12.   Cumprir,   além   dos   postulados   legais   vigentes   de   âmbito   federal,   estadual   ou   municipal,   as 
normas de segurança da Administração;
4.13. Instruir os seus empregados, quanto à prevenção de incêndios nas áreas da Administração;
4.14. Registrar e controlar, juntamente com o preposto da Administração, diariamente, a assiduidade e 
a pontualidade de seu pessoal, bem como as ocorrências havidas;
4.15. Fazer seguro de seus empregados contra riscos de acidentes de trabalho, responsabilizando­se, 
também, pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, resultantes da execução do 
contrato, conforme exigência legal;
4.16. Prestar os serviços dentro dos parâmetros e rotinas estabelecidos, fornecendo todos os materiais, 
inclusive sacos plásticos para acondicionamento de detritos, e equipamentos, ferramentas e utensílios 
em quantidade, qualidade e tecnologia adequadas, com a observância às recomendações aceitas pela 
boa técnica, normas e legislação; 
4.16.1.   Fornecer   papel   higiênico,   sabonete   líquido   e   papel   toalha   em   quantidade   e   qualidade 
necessárias;
4.17. Observar conduta adequada na utilização dos materiais, equipamentos, ferramentas e utensílios, 
objetivando a correta execução dos serviços;
4.18. Os serviços deverão ser executados em horários que não interfiram com o bom andamento da 
rotina de funcionamento da Administração.

V. OBRIGAÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO
A Administração obriga­se a:
5.1. Exercer a fiscalização dos serviços por servidores especialmente designados;
5.2. Disponibilizar instalações sanitárias;
5.3. Disponibilizar vestiários com armários guarda­roupas;
5.4.Destinar local para guarda dos saneantes domissanitários, materiais, equipamentos, ferramentas e 
utensílios.

VI. FISCALIZAÇÃO E CONTROLE
Não obstante a contratada seja a única e exclusiva responsável pela execução de todos os serviços, a 
Administração   reserva­se   o   direito   de,   sem   que   de   qualquer   forma   restrinja   a   plenitude   desta 
responsabilidade, exercer a mais ampla e completa fiscalização sobre os serviços, diretamente ou por 
prepostos designados, podendo para isso:
6.1. Ordenar a imediata retirada do local, bem como a substituição de empregado da contratada que 
estiver sem uniforme ou crachá, que embaraçar ou dificultar a sua fiscalização ou cuja permanência na 
área, a seu exclusivo critério, julgar inconveniente;
6.2. Examinar as Carteiras Profissionais dos empregados colocados a seu serviço, para comprovar o 
registro de função profissional;
6.3. Solicitar à contratada a substituição de qualquer saneante domissanitário ou equipamento cujo uso 
considere prejudicial à boa conservação de seus pertences, equipamentos ou instalações, ou ainda, 
que não atendam às necessidades.

VII. ÁREA FÍSICA
 A área física onde os serviços serão executados é discriminada abaixo:
a)área total interna: ........................... m2
b)área total externa: .......................... m2
c)esquadrias externas: ...................... m2

VIII. DISPOSIÇÕES GERAIS
8.1. TIPOS DE LIMPEZA PRECONIZADOS
Limpeza  concorrente ou diária: é o processo de limpeza diária, com a finalidade de remover a 
sujidade e repor o material de higiene.
Limpeza terminal: é o processo de limpeza e/ou desinfecção de toda a área hospitalar, incluindo todas 
as   superfícies,   mobiliários   e   equipamentos,   com   a   finalidade   de   remover   a   sujidade   e   diminuir   a 
contaminação ambiental, abastecendo as unidades com material de higiene e será realizada sempre 
que se fizer necessária.
8.2. MÉTODOS E EQUIPAMENTOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIES
Limpeza Úmida: Consiste na utilização de água, como elemento principal da remoção da sujidade, 
podendo ser por processo manual ou mecânico.
Limpeza com Jatos de Vapor de Água: Trata­se de alternativa de inovação tecnológica por meio de 
limpeza realizada com equipamento com jatos de vapor d’água, saturada sob pressão, sendo destinada 
predominantemente   para   a   limpeza   terminal.   Sua   utilização   será   precedida   de   avaliação,   pela 
contratante, das vantagens e desvantagens.
Limpeza Molhada: Consiste na utilização de água abundante, como elemento principal da remoção da 
sujidade, podendo ser manual ou mecânica, destinada principalmente para a limpeza terminal.
Limpeza Seca:  Consiste na retirada de sujidade, pó ou poeira sem a utilização de água.  A limpeza 
com vassouras é recomendável somente em áreas externas.

8.3. DESINFECÇÃO
A desinfecção é o processo aplicado a superfícies inertes, que elimina microorganismos na forma 
vegetativa, não garantido a eliminação total dos esporos bacterianos. Pode ser realizada por meio de 
processos químicos ou físicos.
Utilizar   na   prestação   dos   serviços   somente   produtos   que   possuam   garantia   de   qualidade,   série 
NB­9000   da   ABNT   ou   substitutivo,   bem   como   atender   os   requisitos   básicos   estabelecidos   pela 
legislação   vigente   e   submetidos  a   previa   apreciação   e   aprovação   pela   Comissão   de   Controle   de 
Infecção Hospitalar; disponibilizar germicidas que possuam Certificado de Registro no Ministério da 
Saúde, contendo as características básicas do produto aprovado e Laudos específicos.

8.4. PRODUTOS UTILIZADOS
Germicidas:  são agentes químicos que inibem ou destroem os microorganismos, podendo ou não 
destruir esporos. São classificados em: esterilizantes, desinfetantes e anti­sépticos.
Na seleção dos germicidas há necessidade de considerar: a necessidade de seu uso e a avaliação dos 
produtos disponíveis no mercado (formulação, ação sobre patógenos, efeitos de alcalinidade ou acidez; 
incompatibilidade, corrosividade, efeitos tóxicos, susceptibilidade à inativações por matérias orgânicas, 
efeito cumulativo e/ou residual e custos).
Desinfetantes:  são   agentes   químicos   capazes   de   destruir   microorganismos   na   forma   vegetativa, 
podendo destruir parcialmente os esporos, em artigos ou superfícies, sendo divididos segundo seu 
nível de atividade em alto, médio ou baixo.
Detergentes de baixo nível (sanificantes): são aqueles destituídos de ação turbeculicida, esporicida 
e virucida, devendo ter baixa toxicidade.
Detergentes: são substâncias tensoativas, solúveis em água e dotadas de capacidade de emulsificar 
gorduras e manter resíduos em suspensão. São utilizados para limpeza de artigos e superfícies e para 
lavagem das mãos.
Hipoclorito   de   Sódio:  atua   como   desinfetante   devido   ao   cloro   ativo.   Para   a   desinfecção   de 
equipamentos e superfícies contaminados com material biológico, utiliza­se soluções de hipoclorito de 
sódio de 1% de cloro ativo (10.000 ppm) estável. O uso de hipoclorito de sódio não é recomendado em 
metais e mármores, devido à sua ação corrosiva.
Cloro  orgânico:  o  dicloroisocianureto  de   sódio  age  da   mesma   forma   que  o  hipoclorito  de  sódio. 
Apresentado em pó e pode ser associado a tensoativos. Para a desinfecção de superfícies fixas é 
utilizado numa concentração de 3%.
Álcoois:  o mais utilizado é o álcool etílico, por possuir maior atividade germicida, menor custo e 
toxicidade. Para a desinfecção de superfícies recomenda­se a concentração de 77% volume/volume, 
que corresponde a 70% em peso/volume. O uso em acrílico, borrachas e tubos plásticos é contra 
indicado, pois podem danificá­los.

8.5. RESÍDUOS
Proceder ao recolhimento dos resíduos, conforme legislação vigente e o Plano de Gerenciamento de 
Resíduos de Serviços de Saúde da Unidade Contratante e demais exigências legais nos termos da 
Resolução Conjunta SS/SMA/SJDC nº 1, de 29 de junho de 1998, que aprova as Diretrizes Básicas e 
Regulamento   Técnico   para   apresentação   e   aprovação   do   Plano   de   Gerenciamento   de   Resíduos 
Sólidos de Serviços da Saúde.
O procedimento de recolhimento dos resíduos hospitalares deve sempre contemplar as etapas de 
segregação,   coleta   interna,   armazenamento,   transporte   interno,   com   vistas   ao   transporte   externo, 
tratamento e disposição final, sempre obedecendo as normas da ABNT e legislação regente.

Grupos de Resíduos: 
GRUPO A  ­ resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido à 
presença de agentes biológicos. Enquadram­se neste grupo, dentre outros: sangue e hemoderivados; 
animais usados em experimentação, bem como os materiais que tenham entrado em contato com os 
mesmos; excreções, secreções e líquidos orgânicos; meios de cultura; tecidos, órgãos, fetos e peças 
anatômicas;   filtros   de   gases   aspirados   de   área   contaminadas;   resíduos   advindos   de   área   de 
isolamento; restos alimentares de unidade de isolamento; resíduos de laboratórios de análises clinicas; 
resíduos de unidades de atendimento ambulatorial; resíduos de sanitários de unidade de internação e 
de enfermaria e animais mortos a bordo dos meios de transporte. Neste grupo incluem­se, dentre 
outros, os objetos perfurantes ou cortantes, capazes de causas punctura ou corte, tais como lâminas 
de   barbear,   bisturi,   agulhas,   escalpes,   vidros   quebrados   etc,   provenientes   de   estabelecimentos 
prestadores de serviços de saúde.
GRUPO B  ­ resíduos que apresentam risco potencial à saúde e ao meio ambiente devido as suas 
características químicas. Enquadram­se neste grupo, dentre outros:
a) drogas quimioterápicas e produtos por elas contaminados;
b) resíduos farmacêuticos (medicamentos vencidos, contaminados, interditados
ou não­utilizados); 
c) demais produtos considerados perigosos, conforme classificação da NBR 10004 da ABNT (tóxicos, 
corrosivos, inflamáveis e reativos).
GRUPO C  ­ rejeitos radiativos; enquadram­se neste grupo os materiais radioativos ou contaminados 
com radionuclídeos, provenientes de laboratórios de análises clínicas, serviços de medicina nuclear e 
radioterapia, segundo Resolução          CNEN 6.05.
GRUPO D  ­ resíduos comuns são todos os demais que não se enquadram nos grupos descritos 
anteriormente.

IX.  CONSIDERAÇÕES FINAIS
9.1 ­ Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) têm por finalidade a proteção do indivíduo durante 
a realização de determinadas tarefas. É composto de óculos, luvas grossas de borracha de cano longo, 
botas de borracha, avental impermeável ou não, máscara, gorro descartável, capa de chuva, cintos de 
segurança para janelas, vidros e outros.
9.2 ­ Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) têm por finalidade a proteção coletiva durante a 
realização   de   determinadas   tarefas.   É   composto   de   placas  sinalizadoras,   cones,   fitas   zebradas  e 
outros.
9.3  ­  Todos os  produtos,  materiais  e equipamentos  devem  ser  submetidos  à  prévia  apreciação  e 
aprovação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da unidade Contratante.
9.4 ­ Os produtos químicos relacionados pela Contratada, de acordo com sua composição, fabricante e 
utilização, deverão ter registro no Ministério da Saúde e serem comprovados mediante apresentação 
de cópia reprográfica autenticada (frente e verso) do Certificado de Registro expedido pela Divisão de 
Produtos   (DIPROD)   e/ou   Divisão   de   Produtos   Saneantes   Domissanitários   (DISAD),   da   Secretaria 
Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.
9.5 ­ A Contratada deve apresentar relação dos equipamentos e materiais de proteção individual e 
coletivo (EPI’s e EPC’s) utilizados por seus funcionários, tais como: bota de borracha, capa de chuva, 
balancim, cinto de segurança, luvas, avental, máscara, gorro e outros.
9.6 ­ As técnicas de limpeza e soluções a serem utilizadas nas atividades descritas, observarão o 
disposto na Portaria n.º 2616, de 12/05/98, do Ministério da Saúde, Manual de Procedimento de Artigos 
e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde ­ 1994 e Manual de Controle de 
Infecção Hospitalar do Ministério da Saúde­1985.
9.7 ­ As técnicas e procedimentos para a coleta de resíduos de serviço de saúde, deverão observar as 
normas   da   Associação   Brasileira   de   Normas   Técnicas   (ABNT)   NBR   12.810,   NBR   12.807   e   NBR 
12.809.
9.8  ­   Todos os  materiais, equipamentos e  produtos  químicos  a  serem utilizados  na   prestação  de 
serviços,   deverão   ser   fornecidos   e   distribuídos   em   quantidades   necessárias   e   suficientes   para   a 
execução dos serviços, exceto os itens de higiene pessoal.
9.9 ­ A Limpeza Hospitalar deve seguir normas técnicas recomendadas pela Comissão de Controle de 
Infecção Hospitalar, principalmente, com respeito ao treinamento, reciclagem e supervisão sistemática 
do pessoal, relatório de ocorrências e demais determinações.