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INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO

EDUCACIONAL DO ALTO URUGUAI


FACULDADES IDEAU

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES REABILITADOS COM


PRÓTESES DENTÁRIAS REMOVÍVEIS NOS MUNICÍPIOS DE GETÚLIO
VARGAS, SEVERIANO DE ALMEIDA, VIADUTOS E MARIANO MORO -RS

TOCHETTO, Anne Karoline*


PARCIANELLO, Talia¹
CADORIN, Natércia¹
BATTISTI, Rúbia Mara Tenuti¹
BETTIOL, Heloisa Pressi²
RECHE, Marcio Eduardo Assi²
ZAIONS, Ana Paula Demarco Resende Esmelindro²
YATACO, Óscar Emilio Pecho²
BASSANI, Rafaela²

RESUMO: O edentulismo é considerado um dos principais agravos à saúde bucal devido à sua alta prevalência
e aos danos estéticos, psicológicos e sociais que acarreta. Além da redução da eficiência mastigatória e da
funcionalidade, a perda dentária desencadeia mudanças fisiológicas, biológicas e emocionais, podendo afetar
gravemente a qualidade de vida das pessoas. As próteses dentais são dispositivos que substituem de modo
artificial os dentes que foram perdidos. Atualmente, o cirurgião-dentista tem um leque de opções para
reabilitação oral de seus pacientes, dentre elas, próteses adesivas, parciais fixas, parciais removíveis e próteses
totais aliadas ou não à utilização de implantes. No entanto, o fator socioeconômico ainda é decisivo na busca do
tratamento reabilitador oral. As preocupações dos pacientes geralmente estão relacionadas ao conforto, à função
e à estética. Deste modo, quando esses fatores não atendem às suas expectativas, as respostas psicossociais
típicas são, insegurança, ansiedade e diminuição da autoestima. O objetivo deste estudo é avaliar o grau de
satisfação e qualidade de vida dos pacientes edentados totais e parciais quanto a utilização de próteses dentais
removíveis. Foram entrevistadas 64 pessoas sendo que 45 se identificaram como do gênero feminino e 19 do
masculino. A faixa etária variou de 30 a 87 anos. O tipo de prótese pode influenciar o grau de satisfação do
paciente com a reabilitação e da qualidade de vida após a reabilitação oral com próteses totais ou próteses
parciais removíveis.
Palavras-chave: edentulismo; próteses dentárias; saúde bucal

ABSTRACT: Edentulism is considered one of the main oral health problems due to its high prevalence and the
aesthetic, psychological and social damage it causes. In addition to reducing masticatory efficiency and
functionality, tooth loss triggers physiological, biological and emotional changes that can severely affect people's
quality of life. Dental prostheses are devices that artificially replace missing teeth. Currently, the dentist has a
range of options for oral rehabilitation of his patients, including adhesive prostheses, fixed partial, removable
partial and full dentures with or without the use of implants. However, the socioeconomic factor is still decisive
in seeking oral rehabilitative treatment. Patients' concerns are usually related to comfort, function and aesthetics.
Thus, when these factors do not meet your expectations, the typical psychosocial responses are insecurity,
anxiety and decreased self-esteem. The aim of this study is to evaluate the degree of satisfaction and quality of
life of total and partial edentulous patients regarding the use of removable dental prostheses. 64 people were
interviewed and 45 identified as female and 19 male. The age range ranged from 30 to 87 years. The type of
prosthesis may influence patient satisfaction with rehabilitation and quality of life after oral rehabilitation with
full or removable partial dentures.
Keywords: edentulism; dental prosthesis; oral health

¹ Discentes do Curso (Odontologia), Nível VI 2019/2 - Faculdade IDEAU – Getúlio Vargas/RS.


2 Docentes do Curso (Odontologia), Nível VI 2019/2 - Faculdade IDEAU – Getúlio Vargas/RS.

*E-mail para contato: annetochetto@hotmail.com

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1 INTRODUÇÃO

No Brasil, levantamentos epidemiológicos da SB Brasil (2010) revelaram a situação


da saúde bucal. Demonstrando que cerca de 30 milhões de indivíduos desdentados necessitam
de algum tipo de prótese dental. Entre os adolescentes, 13,7% necessitam de próteses parciais
em um maxilar (10,3%) ou nos dois maxilares (3,4%). Para os adultos, a necessidade de
algum tipo de prótese ocorre em 68,8% dos casos, sendo que a maioria (41,3%) é relativa à
prótese parcial em um maxilar. Em 1,3% dos casos, há necessidade de prótese total em pelo
menos um maxilar. Em idosos de 65 a 74 anos, 23,9% necessitam de prótese total em pelo
menos um maxilar e 15,4% necessitam de prótese total dupla, ou seja, nos dois maxilares.
O edentulismo é um agravo que varia entre os países e suas regiões, reflexo de
determinantes, que alteram nas diferentes coletividades, os quais incluem os modelos de
oferta de serviços e de formação de recursos humanos, bem como aspectos culturais e as
condições de vida e saúde da população, por exemplo, acesso a moradia, educação básica e
em saúde, saneamento básico, transporte, entre outros. No Brasil, a perda dentária ainda se
caracteriza como um problema de saúde pública de alta prevalência e impactos negativos na
vida dos indivíduos, apesar da possibilidade de controle por meio de tecnologias preventivas e
reabilitadoras voltadas à promoção da saúde bucal (SILVA et al, 2016).
Atualmente, o cirurgião-dentista tem um leque de opções para reabilitação oral de seus
pacientes, dentre elas, próteses adesivas, parciais fixas, parciais removíveis e próteses totais
aliadas ou não à utilização de implantes. No entanto, o fator socioeconômico ainda é decisivo
na busca do tratamento reabilitador oral (FERREIRA et al, 2006).
As próteses dentais removíveis são os substitutos artificiais mais encontrados para os
dentes que foram perdidos, devolvendo além da função mastigatória, a estética e a fonética ao
paciente. Diferentes condições são encontradas no edentulismo, ele podendo ser total ou
parcial e requer a devida indicação do tipo de prótese (SILVA & MAGALHÃES, 2007).
Após a instalação das próteses, deve-se realizar acompanhamento periódico para a
orientação aos usuários sobre a higienização e o uso. A higiene oral e a higiene da prótese são
essenciais para manter a saúde dos tecidos, prevenindo o desenvolvimento das patologias
como a hiperplasias, estomatites, úlceras traumáticas, lesões periodontais e as candidíases
(GOIATO et al, 2005), e consequentemente aumentando a longevidade de uma reabilitação
oral com próteses removíveis (FONSECA, AREIAS, FIGUEIRAL, 2007).

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Independentemente do tipo de prótese utilizada a reabilitação oral influencia


diretamente na vida do paciente tanto psicológica como socialmente. É visto que a ausência
de dentes influencia diretamente o cotidiano das pessoas, afetando a sua qualidade de vida.
Não só a mastigação e fonação, mas alterando o sabor dos alimentos, estética. Assim, mais
que restabelecer a função mastigatória, ao procurar o tratamento reabilitador, os pacientes
buscam reconstituir sua imagem pessoal, social e sua qualidade de vida (BARBIERI &
RAPOPORTI, 2009).
Dessa maneira, o objetivo deste estudo é avaliar o grau de satisfação e qualidade de
vida dos pacientes edentados totais e parciais quanto à utilização de próteses dentais
removíveis.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Referencial Teórico


No Brasil, a partir de avanços tecnológicos e melhorias nos padrões de saúde da
população, tem se decorrido um período de transição demográfica. Diante disso, houve um
aumento significativo na expectativa de vida e diminuição das taxas de natalidade,
mortalidade infantil e mortalidade por doenças infecciosas. Entretanto, quando é analisada a
condição de saúde bucal da população adulta e, sobretudo, idosa no Brasil, é visto que esta
não acompanhou esse avanço, carregando a herança de um modelo assistencial centrado em
práticas curativas, mutiladoras e com baixo poder de resolutividade. Com isso, um grande
número de brasileiros perdeu seus dentes, gerando um acúmulo de necessidades e grande
demanda por reabilitação protética (MOTTA, 2014).
Os dados epidemiológicos encontrados no levantamento nacional de saúde bucal em
2010 – SB Brasil 2010 mostraram resultados em relação ao uso e necessidade de prótese. Na
faixa etária de 65 a 74 anos apenas 23,5% das pessoas não usavam algum tipo de prótese
dentária superior e 46,1% não a utilizava na arcada inferior. Além disso, na faixa etária de 35
a 44 anos, apenas 31,2% não necessitava de algum tipo de prótese (BRASIL, 2011).
O edentulismo é considerado um dos principais agravos à saúde bucal devido à sua
alta prevalência e aos danos estéticos, psicológicos e sociais que acarreta (PERES et al. 2013).
Além da redução da eficiência mastigatória e da funcionalidade (MEDEIROS & ALMEIDA,
2018), a perda dentária desencadeia mudanças fisiológicas, biológicas e emocionais, podendo
afetar gravemente a qualidade de vida das pessoas. O termo qualidade de vida está associado
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ao bem-estar social, psicológico e físico de um indivíduo dentro de uma sociedade (DUARTE


et al. 2010).
A ausência dentária, assim como a utilização de próteses desajustadas resultam em
problemas na fala, baixa autoestima, dificuldades de socialização, sensação de
envelhecimento e sentimento de humilhação que podem causar alterações psicológicas.
Dentro de outras complicações decorrentes da perda dentária pode-se incluir a redução na
capacidade mastigatória que leva o indivíduo a modificações nos hábitos alimentares,
podendo restringir nutrientes importantes a uma dieta balanceada (SILVA et al. 2010).
Entre os fatores relacionados ao edentulismo, juntamente dos aspectos biológicos,
destacam‑se as condições socioeconômicas, de saúde e educação, o uso dos serviços
odontológicos, os sistemas de saúde, a auto percepção da saúde bucal e as crenças sociais. Os
indivíduos que geralmente apresentam saúde bucal precária têm piores condições
socioeconômicas e de acesso e utilização dos serviços de saúde (SILVA et al. 2016).
As próteses dentais são dispositivos que substituem de modo artificial os dentes que
foram perdidos, devolvendo além da função mastigatória, a estética e a fonética ao paciente.
Diante de uma situação de edentulismo seja ele total ou parcial, existem próteses dentais que
substituem a quantidade de dentes ausentes, devendo a indicação do tipo de prótese ser
precedida de anamnese, exame clínico e diagnóstico (SILVA & MAGALHÃES, 2007).
Entre os tipos de próteses que são encontradas as próteses parciais removíveis (PPR),
ainda são muito utilizadas, principalmente por razões financeiras. Os tratamentos protéticos
com PPRs visam, além da reposição dos dentes ausentes, solucionar questões estéticas,
funcionais e preservar as estruturas remanescentes procurando assim, melhorar a qualidade de
vida do paciente (CAVALCANTI et al. 2015).
Silva et al (2008) cita que a PPR é a opção protética mais utilizada quando é inviável
para o cirurgião-dentista realizar uma reabilitação oral por meio de próteses parciais fixas ou
próteses sobre implantes. Para a PPR dentes naturais são utilizados para realizar o suporte e a
retenção da prótese. Pode ser considerada uma reabilitação aceitável pois permite remoção, o
que facilita a higienização.
Dentre as principais causas em que as reabilitações com PPR fracassam podem ser
citadas: a cárie dentária nos dentes suporte devido à má adaptação de apoios oclusais,
grampos e conectores, acarretando acúmulo de biofilme; a inflamação do periodonto em
função do posicionamento irregular dos conectores maiores e a mobilidade dentária em

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função de forças laterais excessivas aos dentes suportes proporcionados pelo excesso de
retenção dos braços retentivos dos grampos (TORBAN et al. 2016).
As lesões mais comumente encontradas em pacientes usuários de PPRS mal
adaptadas, segundo Moritz (2018) são: estomatite protética, uma inflamação da mucosa
subjacente à prótese removível, mais frequentemente associada à região do palato; queilite
angular, um processo inflamatório caracterizado por eritema, fissuras, erosão, edemas e
descamação que envolvem as comissuras labiais de forma uni ou bilateral; além de úlceras
traumáticas; candidíase; hiperplasia; entre outros.
Outro método, um dos mais utilizados, para reabilitar edêntulos totais é a confecção de
próteses totais, que geralmente são mucossuportadas. Esse tratamento proporciona bons
resultados quanto aos impactos bucais, à estética, apresenta menor custo e beneficia a
higienização. A confecção dessas próteses tem por objetivo promover ao paciente uma
aparência agradável, manter a fonética adequada, restabelecer a oclusão correta e fornecer
meios adequados para a mastigação dos alimentos. A maioria dos pacientes relata satisfação
com este tipo de prótese quando são criteriosamente confeccionadas. No entanto, há pacientes
que permanecem insatisfeitos, apesar dos benefícios acima mencionados (NASCIMENTO et
al, 2018).
Diante deste fato, a odontologia desenvolveu possibilidades que vão além da prótese
total convencional, são elas: a prótese do tipo sobredentadura, ou overdenture, que são
próteses apoiadas sobre remanescentes dentários, raízes e/ou implantes (SILVA, 2018) e a
prótese protocolo denominada de tal forma por ser feita de acordo com o protocolo
estabelecido pelo sueco Branemak onde são utilizados de 4 a 6 implantes na mandíbula e de 6
a 8 implantes na maxila. Por se tratar de alternativas que possuem um custo financeiro maior,
alguns pacientes ainda não tem acesso, apesar de alguns órgãos públicos oferecerem o serviço
(ROCHA et al., 2013).
Para o sucesso da reabilitação protética de pacientes edêntulos é necessária uma
adaptação funcional e psicológica. A qualidade de vida é afetada pela satisfação ou
insatisfação com a saúde bucal. As preocupações dos pacientes geralmente estão relacionadas
ao conforto, à função e à estética. Deste modo, quando esses fatores não atendem às suas
expectativas, as respostas psicossociais típicas são, insegurança, ansiedade e diminuição da
autoestima (BARBIERI & RAPOPORT, 2009).
O cirurgião dentista deve seguir corretamente todas as etapas da confecção da mesma,
e que após a sua entrega, o paciente tenha devidos cuidados. Esses cuidados são
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indispensáveis, isso porque o tratamento de reabilitação oral não significa apenas a sua
instalação, também faz parte do tratamento a orientação e a motivação quanto a higienização
da prótese e dos tecidos da cavidade bucal (CARVALHO & CORMACK, 2003).
A escovação com água e sabão ou dentifrício é o método mecânico mais utilizado para
higienização da prótese. Se for bem realizada, esta técnica tem demonstrado remoção de
manchas artificiais. Na escovação deve-se utilizar escova apropriada e uma pasta pouco
abrasiva, evitando assim o desgaste na resina acrílica (SILVA & SEIXAS, 2008). Quando a
técnica de escovação for inadequada e associada a produtos altamente abrasivos ocasionará o
desgaste das próteses e consequentemente ocorrerá maior acúmulo de biofilme, além de
promover desadaptação do aparelho protético (GONÇALVES et al. 2011).
Para Souza & Tamaki (1996) ao planejar e confeccionar uma prótese, o dentista deve
se preocupar com diversos fatores dentre os quais: a função da articulação têmporo-
mandibular, condições de higienização da prótese, tamanho e forma do rebordo, distribuição
das forças mastigatórias, espaço intermaxilar, condições oclusais, adaptação e extensão da
prótese, condições sistêmicas do paciente.
Mandali et al. (2011) afirma que lesões na mucosa podem ser causada pela utilização
da prótese por um tempo maior que o recomendado, isso por muitas vezes pode estar
associado às condições financeiras dos pacientes, os quais geralmente não podem arcar com
os custos de uma nova prótese, e ainda pela falsa percepção que as próteses devem durar para
toda a vida.
O tratamento protético não elimina a possibilidade de que novos problemas possam
ocorrer sobre os elementos biológicos e protéticos envolvidos (LELES & OLIVEIRA,1999).
Segundo Turano & Turano (2002), algumas lesões são decorrentes de um incorreto
planejamento das próteses totais como a queilite angular, traumas da articulação têmporo-
mandibular e da musculatura do sistema estomatognático, causados por erros que ocorrem
durante o estabelecimento da dimensão vertical ou ainda, por ajustes oclusais insuficientes.
Entende-se que existem diversas lesões que podem estar associadas ao uso de PPRS e
próteses totais desadaptadas. Assim, o cirurgião-dentista deve ter conhecimento das mesmas.
Para que se tenha sucesso no tratamento e menos incidências de lesões provocadas pelo uso
das mesmas, para isso faz-se necessário ter alguns cuidados durante sua confecção e na sua
higienização (TRINDADE et al. 2018).
Pinho; Muniz e Melo (2013) evidenciam que o papel fundamental está nas mãos do
cirurgião-dentista, pois o mesmo deve prestar atenção a estes fatores para a confecção de uma
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prótese, desde a avaliação intra e extra-oral até as instruções corretas passadas ao paciente
quando da entrega da prótese. Outro fator importante se trata da higienização dessa peça. Esta
deve ser feita de forma criteriosa, em razão de suas características anatômicas, assim como
pelo fato de sua construção depender de um material com micro porosidades, que é a resina
acrílica.
As informações sobre a necessidade de próteses são de extrema relevância para a
organização de serviços odontológicos, tendo em vista que estes números expressam a
demanda para este tipo de procedimento. Buscando uma forma de prevenir este agravo em
saúde bucal recomenda-se a mudança do modelo de oferta dos serviços odontológicos,
buscando a incorporação e a universalização das medidas preventivas das principais doenças
bucais (cárie e doença periodontal) que causam o edentulismo e de procedimentos
reabilitadores que preservem os elementos dentais, por meio da organização de uma rede de
cuidados progressivos em saúde bucal, conforme as diretrizes da Política Nacional de Saúde
Bucal (BRASIL, 2008).
Faz-se necessário, de acordo com o Caderno de Atenção Básica nº 17, a organização e
qualificação dos serviços odontológicos realizados na atenção básica, de modo que oferte
próteses dentárias com o objetivo de construir uma política de inclusão social de adultos e
idosos edêntulos, minimizando as sequelas da prática odontológica mutiladora. Organizando
uma rede progressiva de cuidados odontológicos, como estabelecimento dos fluxos de
referência e contra referência para as diversas especialidades dos Centros de Especialidades
Odontológicas (CEO) com o objetivo de buscar a integralidade da atenção à saúde bucal.

2.2 Materiais e Métodos


Inicialmente foi realizada a revisão bibliográfica com buscas em trabalhos publicados
sobre o assunto em questão, na base de dados Pubmed, Scielo e revistas odontológicas, com
artigos compreendidos nos períodos de 1999 a 2019.
A pesquisa de campo foi realizada nos municípios gaúchos de Getúlio Vargas,
Severiano de Almeida, Viadutos e Mariano Moro. Para seleção dos municípios considerou-se
que se tratam de locais de residência dos pesquisadores e integram a 11ª Coordenadoria
Regional de Saúde, possuindo, portanto, um perfil sanitário semelhante. A partir do
acompanhamento das acadêmicas do sexto semestre do curso de Odontologia da Faculdade
IDEAU, as agentes de saúde nas visitas a domicílio dos moradores da área urbana dos
respectivos municípios.
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Foram selecionados pacientes que possuem próteses totais ou próteses parciais


removíveis para responder ao questionário Oral Health Impact Profile (OHIP-EDENT)
adaptado da sua versão brasileira de 19 para 22 questões que agregam informações sobre
Determinantes Sociais de Saúde que são prerrogativas do modelo sanitário brasileiro; com o
objetivo de avaliar o impacto da condição oral na qualidade de vida, o grau de satisfação com
a reabilitação nos seguintes critérios: conforto, estabilidade/retenção, função mastigatória,
estética, alteração do paladar e dor.
O OHIP-EDENT é um questionário próprio para edêntulos, em que sua versão
brasileira apresenta 19 perguntas distribuídas em sete domínios, e procura investigar: dor
física; limitação funcional, física, psicológica, social além de incapacidades devido a
problemas com dentes, boca ou dentaduras. Este instrumento é utilizado para avaliar a
percepção do indivíduo em relação à sua saúde bucal, levando em consideração expectativa
na qualidade de vida, sendo considerado adequado para avaliar os impactos no estilo de vida
provindos da situação bucal em desdentados antes e/ou depois do tratamento (BELONI, et al.
2013).
Para cada pergunta do questionário direcionada a avaliação da qualidade de vida com
o uso de próteses foram apresentadas três opções de resposta (nunca, às vezes ou sempre).
Cada acadêmica visitará 25 domicílios totalizando 100 domicílios. O trabalho de entrevista foi
realizado em 1 semana. Após respondido o questionário, foi realizada uma análise estatística
das respostas e uma apresentação dos dados tabulados em gráficos.

2.3 Resultados
Foram entrevistadas 64 pessoas, sendo que 45 se identificaram como do gênero
feminino e 19 do masculino. A faixa etária variou de 30 a 87 anos. Sendo 28,1% reabilitados
com prótese total superior; 18,8% com prótese total dupla; 10,9% apenas com PPR superior e
7,8% apenas inferior; 29,7% com prótese total superior e PPR inferior; apenas 1,6% com PPR
superior e total inferior, número que se repetiu em reabilitados apenas com total inferior e
PPR em ambas.
O nível de escolaridade encontrado entre os entrevistados 1,6% não alfabetizados;
40,6% eram alfabetizados; 35,9% com ensino fundamental completo; 18,8% com ensino
médio completo e 3,1% com ensino superior. As profissões mais encontradas foram
agricultor, dona de casa e aposentados.

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A maior parte (50%) tiveram sua renda entre 1 e 2 salários mínimos, 84,4% eram
usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 76,6% possuíam carro próprio e para 65,6% água
utilizada na residência era proveniente da Companhia Rio Grandense de Saneamento
(CORSAN). 57,8% apresentaram alguma doença sistêmica, sendo as mais citadas
hipertensão, diabetes, colesterol e depressão. O aleitamento materno no peito foi relatado por
81,3% dos entrevistados, 12,5% na mamadeira e 6,3% não sabiam.
As consultas odontológicas foram em sua maior parte (51,6%) realizada na atenção
básica, a data do último atendimento variou de 7 dias a 9 anos, pacientes que não iam ao
dentista há mais de 5 anos relataram que seria por falta de orientação para procurar um
profissional e a dificuldade do acesso.
Nas questões baseadas no OHIP, 3,1% dos entrevistados relataram sempre ter
desconforto ao falar alguma palavra, e 21,9% às vezes. Ainda, 67,2% disseram que não
sentiram o sabor dos alimentos alterarem, 12,5% que alteraram e 20,3% que perceberam às
vezes.
Quando perguntado sobre as dores na boca ou nos dentes causada pela prótese 7,8%
demonstraram sentirem dores, 39,1% às vezes e 53,1% nunca. Se tiveram algum incômodo ao
comer algum alimento 17,2% relataram que sempre e 42,2% às vezes. Apenas 10,9% dos
entrevistados tiveram que parar suas refeições, e 23,4% pararam algumas vezes.
Os resultados obtidos a partir do questionamento sobre a prótese se soltar ou deslocar
6,3% relatam que sempre, 40,6% que às vezes e 63,1% que nunca. Mesmo um número
considerável citar o deslocamento da prótese, apenas 28,1% se sentiram envergonhados em
algum momento por conta da prótese. 9,4% dos entrevistados tiveram que parar suas
atividades diárias e a maioria (79,7%) ficou satisfeito com a estética.

2.4 Discussão
Segundo a Lei 8080/90 a saúde é um dever da pessoa, da família, da sociedade e da
empresa na qual trabalha. Diante disso mencionam-se as dificuldades que as equipes de
atenção básica enfrentam nas atividades de promoção da saúde e de adesão aos cuidados por
parte dos pacientes e das famílias incluindo a aceitação das visitas domiciliares. Sugere-se
também que sejam realizados trabalhos em espaços coletivos como, por exemplo, empresas e
indústrias onde essas pessoas que não foram encontradas nos domicílios possam ser acessadas
o que configura a prática de busca ativa preconizada pela Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB).
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A saúde de uma pessoa é o resultado do acesso que ela tem aos bens e serviços
essenciais, entre eles alimentação, moradia, saneamento básico, entre outros (CF.88).
Salienta-se, portanto, a importância de uma postura profissional que visualize a realidade
social dos pacientes atendidos para verificar se suas necessidades básicas essenciais estão
supridas a contento, tendo em vista que 50% dos entrevistados tinham a renda entre 1 e 2
salários mínimos e 40,6% eram apenas alfabetizados.
Quanto aos pacientes que não realizaram uma consulta odontológica nos últimos 5
anos a literatura diz na Constituição Federal do Brasil que o SUS possui um princípio de
integralidade no qual os pacientes devem receber o atendimento de saúde de forma completa
(Lei 8080/90). Diante disso destaca-se a necessidade de orientação a estes pacientes para
procurarem o cirurgião-dentista que se encontra gratuitamente nos postos de saúde, e também
a importância da manutenção e ampliação dos CEOs e Laboratórios de Próteses sugeridos na
Política Nacional de Saúde Bucal que suprem ofertas de serviços não disponíveis na atenção
básica que é a mais utilizada pelos pacientes entrevistados.
De acordo com os resultados do OHIP, pacientes que fazem uso de próteses mal
adaptadas apresentam prejuízos na fala, e este problema pode ocorrer quando se utiliza a
prótese pela primeira vez ou quando é substituída como cita também Rosa & Berretin-Felix
(2015).
A maior parte dos entrevistados não sentiram o sabor dos alimentos alterarem ou
sentiram dores e desconfortos, o que pode levar a percepção que as próteses estejam
adequadas e cumprindo seu papel, porém Petry et al. (2019) concluiu em sua pesquisa que
embora os idosos raramente se queixam sobre o modo de se alimentar, quanto desconforto ou
constrangimento, apresentam uma média abaixo do esperado, indicando que, embora eles não
relatam, muitas modificações podem estar acontecendo, gradativamente, e que soam como
naturais, gerando prejuízos à qualidade de vida do idoso. A qualidade de vida está
intimamente ligada à alimentação, uma vez que o alimento é muito mais que um suprimento
nutricional, mas também significa o convívio social e familiar.

3 CONCLUSÃO
Conclui-se que o uso de prótese removível pode influenciar no grau de satisfação do
paciente com a reabilitação e a qualidade de vida após a reabilitação oral. Mesmo sendo
usuários de próteses é possível ter conforto na hora de comer, falar e conviver em sociedade,

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não sendo unânime esta opinião, porém com uma adequada confecção, as próteses removíveis
podem trazer conforto, devolver estética e bem-estar social ao paciente.
Destaca-se a importância do SUS para a população, e a carência de informações sobre
os serviços prestados pelo mesmo com base no princípio de integralidade. Convênios com
CEOs são uma das formas de atender o paciente usuário da atenção básica nos seus problemas
quanto a prótese e fornece suporte na dificuldade financeira de manutenção do tratamento
reabilitador.

4 REFERÊNCIAS

BARBIERI C H; RAPOPORT A. Avaliação da qualidade de vida dos pacientes


reabilitados com próteses implanto-muco-suportadas versus próteses totais
convencionais. RevBrasCir Cabeça Pescoço; v. 38; n. 2; 84-7: 2009.

BELONI, W. B et al. Avaliação do grau de satisfação e qualidade de vida dos portadores


de prótese dental. RFO, Passo Fundo, v. 18, n. 2, p. 160-164, maio/ago. 2013.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF:


Senado Federal: Centro Gráfico, 1988, 292 p

BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Lei Orgânica da Saúde. Dispõe sobre as
condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Brasília, set. 1990.

Brasil. Ministério da Saúde. Projeto SB Brasil 2010: resultados principais, 2011. Disponível
em: http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/ livros/pdf/05_0053_M.pdf Acesso em 10
ago 2019

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.


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5 ANEXOS

Questionário

Antes de iniciar o questionário, os entrevistados foram questionados se utilizam alguma


prótese removível
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1.Qual tipo de prótese utilizada?


( ) PPR ( ) prótese total
( ) superior ( ) inferior ( ) ambas

2.Qual a sua idade?


_____________________________

3.Qual a sua orientação sexual?


_____________________________

4.Qual o nível de escolaridade?


( ) não alfabetizado ( ) alfabetizado ( ) Ens. Fundamental ( ) Ens. Médio ( ) Ens. Superior

5.Qual a sua profissão?


_______________________________

6.Qual a renda?
( ) 1 a 2 salários mínimos ( ) 2 a 3 salários mínimos ( ) 3 a 4 salários mínimos ( ) 5 ou mais
salários mínimos

7.Qual o plano de saúde?


( ) SUS ( ) Unimed ( ) IPE ( ) particular

8.Qual o tipo de transporte utilizado?


( ) carro próprio ( ) transporte público ( ) carona

9.A água utilizada é proveniente de:


( ) poço artesiano ( ) CORSAN ( ) não sei

10.Possui alguma doença sistêmica? Se sim, qual?


( ) não ( ) sim _________________

11.Como foi o aleitamento quando você era criança?


( ) no peito ( ) mamadeira ( ) não sei

12.Qual a data do último atendimento odontológico e onde foi realizado?


________ ( ) privada ( ) pública

13.(Se a resposta da 12 for igual ou superior a 5 anos) Qual o empecilho para o atendimento?
( ) financeira ( ) acesso ( ) falta de orientação ( ) outro _________________

Nos últimos seis meses, por causa de problemas com seus dentes ou sua boca relacionada a
dentadura:

14.Você teve problemas para falar alguma palavra?


Nunca ( ) Às vezes ( ) sempre ( )

15.Você sentiu que o sabor dos alimentos alterou?


Nunca ( ) às vezes ( ) sempre ( )
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16.Você sentiu dores em sua boca ou nos seus dentes?


Nunca ( ) às vezes ( ) sempre ( )

17.Você se sentiu incomodado ao comer algum alimento? Sua alimentação ficou prejudicada?
Nunca ( ) às vezes ( ) sempre ( )

18.Você teve que parar suas refeições?


Nunca ( ) às vezes ( ) sempre ( )

19.A prótese solta ou desloca?


Nunca ( ) às vezes ( ) sempre ( )

20.Você se sentiu envergonhado?


( ) sim ( ) não

21.Você teve dificuldade para realizar suas atividades diárias?


Nunca ( ) às vezes ( ) sempre ( )

22.Você ficou satisfeito com a estética/ aparência?


( ) sim ( ) não

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