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SISTEMA DE PADRONIZAÇÃO

DE ENGENHARIA - SPE
TITULO Nº VALE PÁGINA

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REQUISITOS DE QUALIDADE PARA FORNECIMENTO DE GU - G - 601
REV.
MATERIAIS, SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS PARA
PROJETOS 4

REVISÕES
TE: TIPO A - PRELIMINAR C - PARA CONHECIMENTO E - PARA CONSTRUÇÃO G - CONFORME CONSTRUÍDO
EMISSÃO B - PARA APROVAÇÃO D - PARA COTAÇÃO F - CONFORME COMPRADO H - CANCELADO

Rev. TE Descrição Por Ver. Apr. Aut. Data

0 B EMISSÃO INICIAL LG FC LD JB 22/11/07

1 C ADEQUAÇÃO MARCA VALE RMS JP OP JBM 29/06/09

2 C MODIFICADO ITEM 3.0 RMS JP OP JBM 21/07/09

MODIFICADOS ITENS 2; 6.1; 6.2; 7.4;


3 C 8.1.2; 8.1.3; 8.3.1; 8.3.4; 8.3.5 e 8.6.1; 8.6.2; HLL AGS JP GJ 20/12/12
8.9; 8.9.1
ADAPTAÇÃO AO PE-G-608 REV. 11;
MODIFICADOS OS ITENS: 3.0, 6.1, 6.2,
4 C 7.1, 7.3, 7.5, 8.0, 8.1, 8.1.1, 8.2.3, 8.4.1, HLL OMC JP GJ 18/06/13
8.4.5, 8.5, 8.6, 8.6.1, 8.6.3, 8.7, 8.8, 8.9,
8.10

Este documento somente poderá ser alterado/revisado pela equipe de gestão do SPE

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ÍNDICE

ITEM DESCRIÇÃO PÁGINA

1.0 OBJETIVO 4
2.0 APLICAÇÃO 4
2.1 CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS 4
3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 4
4.0 CÓDIGOS E NORMAS 5
5.0 DEFINIÇÕES 5
6.0 DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS COM A PROPOSTA 5
6.1 SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE 5
6.2 CRONOGRAMAS 5
7.0 DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS APÓS ASSINATURA DO
CONTRATO 5
7.1 PLANO DA QUALIDADE – PQ 6
7.2 PLANOS DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS (PES) 6
7.3 PLANO DE INSPEÇAO E TESTES – PIT 6
7.4 LISTAS DE VERIFICAÇÃO (QUANDO APLICÁVEL) 6
7.5 CRONOGRAMA 7
7.6 OUTROS DESENHOS E DOCUMENTOS 7
8.0 REQUISITOS MÍNIMOS PARA FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTOS,
MATERIAIS E SERVIÇOS 7
8.1 AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E SERVIÇOS 7
8.2 RECURSOS HUMANOS 9
8.3 RECURSOS DE INFRAESTRUTURA 13
8.4 CONTROLE DE DOCUMENTOS E REGISTRO 13
8.5 CONTROLE DA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS 17
8.6 INSPEÇÃO 17

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8.7 MANUSEIO, ARMAZENAMENTO E PRESERVAÇÃO 19


8.8 IDENTIFICAÇÃO E RASTREABILIDADE 20
8.9 CONTROLE DE PRODUTO NÃO-CONFORME 21
8.10 EQUIPAMENTOS DE INSPEÇÃO, MEDIÇÃO E ENSAIOS 22
ANEXOS 24
ANEXO A – ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÕES CREDENCIADOS 24
ANEXO B – NÍVEIS DE RASTREABILIDADE 24

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1.0 OBJETIVO

Apresentar os requisitos mínimos de gestão da qualidade para o fornecimento de materiais,


serviços e equipamentos em Projetos da Vale.

2.0 APLICAÇÃO

Aplica-se a todos os projetos nas fases de desenvolvimento e execução.

2.1 CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

Os elementos apresentados neste documento devem ser utilizados observando-se a


pertinência ou não de cada um dos itens abaixo relacionados, bem como a necessidade de
requisitos específicos não relacionados neste documento, adequando-se ao escopo definido
para o fornecimento de materiais, serviços e equipamentos e o tipo do contrato a ser
celebrado

Esta guia apresenta os requisitos de qualidade requeridos e é complementar às Requisições


Técnicas (RTs), Pareceres Técnicos (PTs), Especificações Técnicas (ETs), Padrões de
Engenharia (PEs), Folhas de Dados (FDs) e Procedimentos (PRs). Deve ser utilizada pelos
Proponentes como referência na elaboração de propostas em processos de licitação, bem
como no desenvolvimento de projetos de fabricação de equipamentos e fornecimento de
materiais e serviços.

3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Os documentos relacionados abaixo foram utilizados na elaboração deste documento ou


contêm instruções e procedimentos aplicáveis a ele. Devem ser utilizados na sua revisão
mais recente.

GU-C-013 Diretrizes de Preservação para Projetos de Capital


GU-E-400 Glossário de Termos e Siglas Utilizados na Implantação de
Empreendimentos
EG-G-401 Especificação Geral para Embalagem, Identificação, Manuseio,
Armazenamento, Preservação e Embarque
PR-E-013 Identificação e Emissão da Documentação de Engenharia
PR-E-104 Procedimento para Tratamento de Não Conformidade, Ação
Preventiva e Corretiva
PR-E-271 Requisitos Mínimos para o Plano da Qualidade para Fabricação
de Equipamentos e Serviços.
PR-G-363 Procedimento para elaboração de Data Book

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PE-Q-607 Relatório de Não Conformidade

4.0 CÓDIGOS E NORMAS

Os códigos e/ou normas relacionados abaixo foram utilizados na elaboração deste


documento ou contêm instruções e procedimentos aplicáveis a ele. Devem ser utilizados na
sua revisão mais recente.

NBR ISO 10005 Sistema de Gestão da Qualidade – Diretrizes para Planos da


Qualidade
NBR ISO 9000 Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário

5.0 DEFINIÇÕES

As definições de caráter geral, comuns ao universo de implantação de projetos podem ser


encontradas no GU-E-400.

6.0 DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS COM A PROPOSTA

6.1 SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

Para o processo de fabricação de equipamentos, fornecimento de materiais e serviços, o


fornecedor deverá apresentar documentação que comprove que a empresa contém e
mantém um Sistema de Gestão da Qualidade, preferencialmente com certificação ISO 9000.

6.2 CRONOGRAMAS

O fornecedor deverá encaminhar juntamente com a proposta um cronograma macro


incluindo os principais marcos relacionados aos principais eventos previstos do fornecimento
em questão.

7.0 DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS APÓS ASSINATURA DO


CONTRATO

A documentação abaixo relacionada deve ser apresentada à Vale com a antecedência


mínima à data para início da execução dos serviços previstos no objeto do contrato. Esta
data deve ser definida pela equipe responsável pelo gerenciamento do empreendimento.

A não disponibilidade da documentação requerida bem como a sua falta de aprovação pela
Vale para a execução do serviço ofertado implica em sansões que devem ser objetivamente
explicitadas no Contrato. As sanções podem incluir, por exemplo, a não emissão da ordem
de serviço ou ainda a não liberação da medição do serviço em questão.
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Alterações na programação de serviços e os respectivos impactos nos Planos de Execução


devem ser avaliados e acordados entre as partes.

7.1 PLANO DA QUALIDADE – PQ

O Plano da qualidade deve ser estruturado de modo a fornecer uma descrição geral e
efetiva do sistema da qualidade (incluindo os processos de realização do produto) e os
recursos, materiais e humanos, a serem aplicados ao objeto contratado.

O Plano da Qualidade deve descrever os requisitos estabelecidos na norma ISO 10005


(ABNT NBR ISO 10005), complementando com os requisitos do Procedimento Vale PR-E-
271 e submetido para aprovação da Vale.

7.2 PLANOS DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS (PES)

Para cada tipo de serviço contratado deve ser elaborado um PES, onde a Contratada deve
demonstrar o perfeito entendimento do escopo do serviço a executar, a programação
prevista para sua execução e o conhecimento técnico dos processos envolvidos.

O Plano de Execução de Serviços deve definir e relacionar:

• Especificações de processos e produtos;


• Desenhos e documentos de projeto a serem utilizados;
• Procedimentos de execução, listas de verificação e registros de qualidade;
• Normas técnicas de referência para a execução dos serviços e a execução
de ensaios ou controle tecnológico previstos;
• Dispositivos apropriados para monitoramento de processos e medição;
• Padrões de trabalho para a liberação e a entrega (recebimento) dos serviços
e atividades pós-entrega, incluindo registros e termos de aceitação.

7.3 PLANO DE INSPEÇAO E TESTES – PIT

Após a assinatura do contrato, o fornecedor deverá apresentar o PIT relacionado ao


equipamento, material ou serviço, conforme o PR-E-271, para aprovação da Vale.

7.4 LISTAS DE VERIFICAÇÃO (QUANDO APLICÁVEL)

Formulários padrões a serem utilizados pelo Controle de Qualidade da Contratada,


geralmente associados a procedimentos de execução que, em conformidade com
especificações e normas técnicas, apresentam e relacionam os itens a serem observados no
processo de verificação ou inspeção dos serviços executados.
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7.5 CRONOGRAMA

O cronograma deve ser feito e mantido na forma digital, utilizando-se Softwares específicos
utilizados para gerenciamento das atividades de PCP, preferencialmente o software
Primavera.

O cronograma de fornecimento deve conter o detalhamento de sistemas, equipamentos,


componentes, entre outros materiais, incluindo a apresentação de desenhos e documentos
de fornecedor (DFs) e marcos contratuais bem como datas previstas para realização de
inspeções e entregas na obra.

Deve conter ainda o detalhamento de execução dos serviços explicitando datas para a
apresentação de planos de execução dos serviços, procedimentos de execução,
procedimentos de inspeção, listas de verificação e demais documentos referentes a
qualidade.

O cronograma deverá ser estruturado, e submetido para aprovação pela Vale, com os
seguintes itens, mas não limitado a:

• Emissão de documentos técnicos;


• Emissão de documentos referentes a qualidade;
• Planejamento das aquisições;
• Etapas dos processos de fabricação/montagem;
• Inspeções de liberação de fases;
• Inspeções finais de liberação.

7.6 OUTROS DESENHOS E DOCUMENTOS

Demais desenhos e documentos previstos na requisição técnica, especificações técnicas,


especificações gerais ou de serviços, folhas de dados, conforme Lista de Desenhos e
Documentos de Fornecedor (LDFs), nos prazos estabelecidos pela RT e consolidados na
OC.

8.0 REQUISITOS MÍNIMOS PARA FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTOS,


MATERIAIS E SERVIÇOS

8.1 AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E SERVIÇOS

O fornecedor deve assegurar que materiais e serviços por ele adquiridos estejam em
conformidade com os requisitos de projeto e das normas técnicas aplicáveis.

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A documentação de compra deve ser analisada pelo Controle da Qualidade do fornecedor


para verificar se nele constam todos os requisitos da qualidade e informações de projeto
necessárias à definição do fornecimento.

Qualquer discrepância detectada pelo fornecedor entre os documentos de compra e os de


projeto deve ser imediatamente notificada à Vale para esclarecimentos e eliminação da
discrepância anteriormente à emissão de documentos de compra aos fornecedores.

Os documentos de compra devem indicar claramente quando os requisitos especificados


pelo projeto excederem as características normais especificadas pelo fabricante em sua
linha de produtos.

Empresas a serem subcontratadas devem ser previamente avaliadas e aceitas pelo


fornecedor e então submetidas à aprovação pela Vale, anteriormente à assinatura do
respectivo contrato.

O fornecedor é responsável pelo efetivo cumprimento dos requisitos estabelecidos neste


documento por parte de suas subcontratadas.

8.1.1 Planejamento e Controle da Produção (PCP)

O fornecedor deve estabelecer e manter um processo de PCP de modo a permitir um


contínuo monitoramento e análise do planejado e do desenvolvimento real das atividades
pertinentes ao escopo do contrato de fornecimento.

O fornecedor deve apresentar para análise e aprovação da Vale, antes do início da


fabricação, o PCP contemplando todas as etapas dos processos de fabricação e/ou
montagem.

O PCP deverá contemplar as atividades de produção e/ou montagem, mantendo a estrutura


básica estabelecida neste procedimento, sendo que poderá ser apresentado um PCP do
subfornecedor em separado, quando requerido pela Vale.

O fornecedor deve designar, e informar à Vale, um responsável (single point) pelo processo
de PCP pertinente ao contrato.

O fornecedor deve programar reuniões de coordenação para análise crítica das atividades
planejadas e desenvolvidas.

A periodicidade da reunião de coordenação de análise crítica será no mínimo mensal, sendo


que a periodicidade poderá ser alterada, a critério da Vale, em função do desenvolvimento
do projeto e da performance do fornecedor.

Terão presença permanente os representantes do fornecedor e da Vale, pertinentes às


áreas de PCP, Inspeção e Diligenciamento e de Suprimentos da Vale. Outras áreas poderão
participar a critério da Vale e do fornecedor.

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O fornecedor deve estabelecer ações corretivas imediatas para as atividades em que o


desenvolvimento real não esteja atendendo à linha base, “base line”, estabelecida no PCP,
ou que apresentem tendência de redução do índice desempenho, considerando-se o
planejamento aprovado pela Vale.

As ações devem ser planejadas de modo a eliminar os fatores que estão afetando o
desempenho previsto no planejamento contratual.

Um plano de ação (mitigação) para as ações definidas deve ser estabelecido e comunicado
à Vale formalmente.

Atividades diversas, tais como elaboração e aprovação de documentos técnicos, planos de


inspeção, especificações técnicas, procedimentos e outros, poderão ter um PCP específico,
a critério do fornecedor e com aprovação da Vale.

O fornecedor, independentemente das reuniões de análise crítica, é o responsável pelo


pleno atendimento ao estabelecido no plano de ação aprovado e nos requisitos contratuais.
Qualquer fator que possa impedir o desenvolvimento das ações planejadas deverá ser
informado de imediato e formalmente ao representante da Vale para o projeto.

O fornecedor deverá emitir, como referência, até o 5º dia útil de cada mês, o relatório mensal
das atividades, contemplando, mas não se limitando às seguintes informações:

• Relatório de desempenho das atividades, considerando o planejado e o


executado;
• Cronograma mostrando o avanço das atividades de engenharia, compras,
fabricação, montagem, embalagem e embarque;
• Mapa/lista das ordens de compra (OC) indicando o número da OC, a
descrição do produto, o fornecedor, a data da entrega contratual, a data de
entrega prevista, os incoterms (caso necessário) e a data real de entrega;
• Pendências verificadas pelo fornecedor;
• Lista de atividades planejadas para o mês seguinte, incluindo atividades em
subfornecedores, inspeção e outras consideradas significativas;
• Quadro comparativo, curva S, comparando o realizado com o planejado;
• Análise crítica do processo realizada pelo fornecedor.

8.2 RECURSOS HUMANOS

O fornecedor deve atender ao item 6 da Norma ISO 9001– Gestão de Recursos.

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8.2.1 Organograma e Matriz de Atribuições e Responsabilidades

O fornecedor deve apresentar o organograma proposto para execução dos serviços,


explicitando a hierarquia e as ligações funcionais das áreas de qualidade, engenharia,
planejamento e controle, administração, suprimentos, saúde, segurança e sustentabilidade,
bem como as interfaces desta estrutura com as suas áreas corporativas.

O organograma deve apresentar o nome dos profissionais indicados para cada posição e
eventuais substitutos para as funções de gerência e coordenação. Para a estrutura de
qualidade, o organograma deve ser detalhado até o nível de inspetor por especialidade.
Para as interfaces corporativas, apresentar o nome dos pontos focais.

A área de qualidade deve estar hierarquicamente subordinada ao Líder do Projeto e sua


posição na estrutura organizacional do fornecedor deve ser tal que lhe permita:

• Liberdade para identificar problemas relativos à qualidade;


• Autoridade para recomendar, iniciar e verificar o cumprimento de ações
preventivas e corretivas;
• Autoridade para rejeitar materiais e serviços que não atendam aos requisitos
especificados.

O fornecedor deve apresentar uma Matriz de Atribuições e Responsabilidades para os itens


ou atividades integrantes do Plano de Qualidade incluindo a elaboração, verificação e
aprovação de cronogramas, planos de execução, procedimentos de execução,
procedimentos de inspeção, listas de verificação, registros, entre outros.

8.2.2 Conscientização de pessoal

O fornecedor deve elaborar e implementar no canteiro de obras, um plano destinado à


conscientização de pessoal próprio e/ou contratado executando atividades que influenciam
direta ou indiretamente a qualidade dos serviços sob sua responsabilidade em suas
instalações ou no canteiro de obras.

Na elaboração do Plano de Conscientização, recomenda-se:


• Definir o público alvo das atividades de conscientização, subdividido nos
seguintes grupos:
- Recém-contratados;
- Auxiliares e pessoal administrativo;
- Supervisores, técnicos, inspetores e fiscais;
- Gerentes, coordenadores e engenheiros.
• Selecionar a modalidade de evento adequada à realização de determinada
atividade de conscientização:
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- Palestras, cursos, seminários, apresentações audiovisuais;


- Campanhas internas e externas;
- Cartazes, slogans, mensagens em informativos internos;
- Semana da qualidade, entre outros.
• Definir o conteúdo das atividades, a partir do seguinte conteúdo mínimo:
- Plano de Qualidade da Contratada;
- Requisitos de Qualidade para fornecedores da Vale;
- Requisitos de Saúde, Segurança e Sustentabilidade;
- Procedimentos para execução e inspeção dos serviços contratados;
- Benefícios da gestão da qualidade na construção.

O Plano de Conscientização deve apresentar a seguinte estrutura mínima:

• Eventos a serem realizados;


• Assuntos a serem abordados;
• Data, horário e duração de cada evento;
• Responsável pela condução do evento;
• Grupo alvo.

É responsabilidade da Contratada:

• Submeter o Plano de Conscientização à aprovação da Vale;


• Prover toda a infraestrutura necessária às atividades de conscientização de
pessoal;
• Iniciar as atividades de conscientização ainda na fase de mobilização;
• Manter o Plano de Conscientização atualizado, sujeito a revisões com
periodicidade mensal;
• Favorecer as atividades de verificação e avaliação por parte da fiscalização
da Vale.

8.2.3 Qualificação de Pessoal

Para o fornecimento de serviços de gerenciamento da construção, obras civis, montagem


eletromecânica e comissionamento, o fornecedor deve anexar à Proposta Técnica os
currículos e a documentação comprobatória da qualificação requerida para as seguintes
funções chave:
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• Gestor do contrato;
• Engenheiro de planejamento e controle;
• Engenheiro da qualidade;
• Engenheiro de testes;
• Engenheiro de comissionamento;
• Engenheiro de segurança;
• Médico do trabalho;
• Enfermeiro;
• Técnico de documentação da qualidade;
• Topógrafo e equipe de topografia;
• Técnico de planejamento;
• Técnico de segurança;
• Inspetores e fiscais de campo (nas disciplinas abrangidas pelo escopo do
contrato).

Em complementação ao currículo e à documentação comprobatória da qualificação


requerida, incluindo o número do registro no Conselho Regional pertinente, apresentados
pelo fornecedor, está prevista a realização de entrevistas com os candidatos às seguintes
funções chave:

• Gestor de contratos;
• Engenheiro de planejamento e controle;
• Engenheiro da qualidade;
• Engenheiro de testes;
• Engenheiro de comissionamento;
• Engenheiro de segurança.

Quanto à equipe de topografia, é fundamental que seja dotada de equipamentos adequados,


calibrados e aferidos, liderada por topógrafo qualificado em controle dimensional de
topografia por órgão nacional reconhecido, devendo comprovar experiência requerida em
medições e levantamentos topográficos de obras industriais de porte equivalente.

Os seguintes profissionais devem ser necessariamente qualificados pelos organismos de


certificações previstos no Anexo A. Caso o profissional seja qualificado por um outro
órgão/entidade de qualificação, este qualificação deverá ser aprovada expressamente pela
Vale.

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• Inspetores de soldagem;
• Inspetores de pintura;
• Inspetores de ensaios não destrutivos (LP, PM, US, RX).

O fornecedor deve elaborar e implementar um Plano de Qualificação do pessoal sob sua


responsabilidade, incluindo treinamento e metodologia de avaliação de todo o pessoal
alocado como mão-de-obra direta no empreendimento, para atestar sua habilidade na
execução das tarefas designadas. Quando necessário ou a critério da Vale, a metodologia
de avaliação pode ser revista e os testes de qualificação de pessoal podem ser repetidos.

Os certificados de qualificação de pessoal e os registros de avaliação devem ser mantidos


em arquivo pelo fornecedor, de forma organizada e acessível à fiscalização da Vale,
conforme aplicável.

A mobilização e desmobilização de qualquer profissional em função chave do fornecedor


deverá ser realizada somente com aprovação prévia, por escrito, do Gestor (Vale) do
Contrato.

8.3 RECURSOS DE INFRAESTRUTURA

O fornecedor deve prover e manter toda a infraestrutura requerida e necessária à execução


dos serviços, incluindo, quando aplicável:

• Instalações adequadas;
• Equipamentos de processo, incluindo equipamentos de medição;
• Ferramentas sistêmicas: hardware e software;
• Serviços de apoio, incluindo transporte, comunicação, segurança, entre
outros.

Os recursos de infraestrutura devem ser relacionados na proposta técnica, consolidados


com a Vale e incluídos no escopo dos serviços a contratar.

8.4 CONTROLE DE DOCUMENTOS E REGISTRO

8.4.1 Considerações Gerais

O fornecedor de materiais, equipamentos e serviços é responsável por implementar e


administrar o controle de desenhos e documentos gerados para o Empreendimento, entre
eles:
• Desenhos e documentos de engenharia;
• Documentos técnicos de suporte a processos de aquisição e contratação;

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• Desenhos e documentos de fornecedores de equipamentos e outros


materiais;
• Plano de Qualidade;
• Plano de Conscientização;
• Plano de Qualificação de Pessoal, incluindo metodologia de avaliação;
• Plano de Execução de Serviços;
• Procedimentos de execução de serviços e respectivas listas de verificação;
• Procedimentos de inspeção;
• Plano de monitoramento de equipamentos de medição;
• Relatórios de não-conformidade;
• Registros da qualidade;
• Documentos as built (quando aplicável), entre outros.

O sistema de controle da documentação do fornecimento deve ser suportado por sistema


eletrônico de gerenciamento de documentos e apresentar as seguintes funcionalidades:

• Assegurar que a tramitação de documentos e registros, desde a emissão até


o arquivamento seja apoiada por um workflow automático e pré-estabelecido
no software utilizado. O workflow deve ser elaborado a partir de lista com
nomes, funções e assinaturas do pessoal autorizado a emitir, verificar e
aprovar documentos, em conformidade com os papéis e responsabilidades
definidos pela equipe Vale responsável pelo Gerenciamento do
Empreendimento;
• Permitir o controle da programação e a execução da documentação técnica
de serviços ou contratos por terceiros: empresas de engenharia,
fornecedores de equipamentos, fornecedores de serviços, entre outros,
através de acesso direto ao sistema;
• Permitir o controle das informações sobre os documentos nas suas diversas
etapas: identificação, emissão, revisão, distribuição, comentários, aprovação
e arquivamento, sejam eles próprios ou emitidos por empresas de
engenharia ou fornecedores e incluindo finalidades de emissão e respectivas
datas, situação do documento, disciplina, área, atividade, tipo, formato, entre
outros detalhes;
• Permitir a visualização e a elaboração de comentários nos documentos,
através de arquivos CAD, Word, Excel, Power Point, PDF, entre outros;
• Controlar pendências de documentos e registros;

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• Permitir flexibilidade para operar de forma on-line com interface via Web ou
off-line, importando os arquivos de documentos e as suas informações
através de Guia de Remessa de Documentos (GRDs);
• Controlar a distribuição de documentos em sua última revisão para aqueles
que deles necessitem para a execução de suas tarefas, através de Listas de
Distribuição de Documentos. As revisões anteriores, assim como
documentos obsoletos e cancelados devem ser mantidas em arquivo, para
fins de rastreabilidade.

O sistema eletrônico de gerenciamento de documentos adotado deve permitir:

• A certificação e a liberação automática de desenhos e documentos de


fornecedor para construção;

O controle de registros gerados pela Vale e por fornecedores de equipamentos ou empresas


Contratadas para execução de serviços de construção.

8.4.2 Aplicado a Serviços de Gerenciamento da Construção

Quando assim definido no escopo de serviços a contratar, a empresa de Gerenciamento da


Construção é a fornecedora e administradora do sistema eletrônico de gerenciamento de
documentos do empreendimento. O fornecimento em questão abrange hardware, software e
banda larga para interface via web, entre outros itens, conforme requisitos supracitados.

O administrador do gerenciamento eletrônico de documentos é responsável por manter


atualizada a lista com nomes, funções e assinaturas de todo o pessoal, incluindo terceiros,
autorizado a emitir, verificar e aprovar documentos.

O administrador do gerenciamento eletrônico de documentos não deve permitir a reprodução


de documentos controlados além do estabelecido nas Listas de Distribuição. Deve ser
evitada a utilização de cópias em papel.
Entretanto, quando da utilização de cópias em papel e a partir da distribuição de novas
revisões de documentos, as cópias das revisões anteriores devem ser imediatamente
recolhidas e destruídas. Documentos obsoletos e cancelados devem ser claramente
identificados através de carimbos ou outros meios, de modo a evitar seu uso inadvertido.

8.4.3 Aplicado a fornecedores de materiais, serviços e equipamentos

A tramitação e o controle de desenhos e documentos de fornecedor de equipamentos,


materiais ou serviços, da sua emissão até o seu arquivamento deve ser realizada através de
sistema eletrônico de gerenciamento de documentos, conforme apresentado neste subitem.

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Os documentos e desenhos devem ser emitidos e devolvidos em lotes, on-line através de


interface via Web com o sistema eletrônico ou off-line, importando arquivos de documentos e
desenhos e as suas informações através de Guia de Remessa de Documentos (GRDs).

Desenhos e documentos emitidos por fornecedor de equipamentos ou serviços devem ser


aprovados pela Vale, através de pessoal próprio ou de empresa de engenharia contratada
para detalhamento do projeto, nos prazos estabelecidos pela RT e consolidados na OC, a
começar pela Lista de Desenhos e Documentos de Fornecedor (LDF).

A fabricação de equipamentos e componentes, em instalações do fornecedor ou na obra só


deve ser iniciada a partir de DFs certificados, ou seja, em revisão imediatamente superior à
aprovada pela Vale. Marco contratual deve estar necessariamente associado a desenhos e
documentos certificados.

O fornecedor deve gerar e manter atualizada, junto ao administrador do sistema eletrônico, a


lista de nomes, funções e assinaturas de profissionais autorizados a emitir, verificar e
aprovar documentos e registros em nome da Contratada, para estabelecimento do fluxo
workflow de tramitação e concessão de chaves e acessos ao sistema.

A numeração de documentos e registros deve ser efetuada em conformidade com o PR-E-


013.

A Contratada não deve permitir a reprodução de documentos controlados além do


estabelecido nas Listas de Distribuição. Deve ser evitada a utilização de cópias em papel.
Entretanto, quando da utilização de cópias em papel e a partir da distribuição de novas
revisões de documentos, as cópias das revisões anteriores devem ser imediatamente
recolhidas e destruídas. Documentos obsoletos e cancelados devem ser claramente
identificados através de carimbos ou outros meios, de modo a evitar seu uso inadvertido.

8.4.4 Registros da Qualidade

São relatórios apresentando resultados de ensaios ou testes, certificados de materiais,


certificados de calibração e aferição de equipamentos de medições, listas de verificação,
listas de pendências entre outros usados para documentar a rastreabilidade e fornecer
evidência de verificação, ação preventiva e ação corretiva.

São evidências objetivas da conformidade de materiais e serviços com o projeto e níveis de


qualidade definidos e, portanto, devem conter nomes e assinaturas dos responsáveis pela
liberação dos produtos ou serviços, devem ser mantidos legíveis, prontamente identificáveis
e recuperáveis, organizados por contrato, por área, por serviço ou sistema de
comissionamento, conforme aplicável.

O fornecedor deve implementar sistemática de controle de registros da qualidade, descrita


em procedimento documentado e envolvendo sua identificação, armazenamento, proteção,
recuperação, tempo de retenção, descarte ou transferência para a equipe Vale responsável
pelo Gerenciamento do Empreendimento.

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8.4.5 Data Book

É o conjunto de procedimentos de execução, de inspeção de equipamentos, materiais e


serviços, listas de verificação, listas de pendências e demais registros da qualidade, entre
outras informações técnicas referentes a um determinado contrato de fornecimento.

O conteúdo do data book deve ser suficiente para atestar a conformidade dos serviços
executados com o projeto e níveis de qualidade definidos. A estrutura e organização do data
book deve ser definida no Plano da Qualidade da contratada ou em um documento
específico e devem ser acordados com a equipe Vale ou gerenciadora.

Para a elaboração do data book o fornecedor deverá seguir o documento PR-G-363.

8.5 CONTROLE DA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

A partir da emissão da OC ou assinatura do respectivo Contrato de fornecimento é


responsabilidade do Controle de Qualidade da Contratada acompanhar, verificar e/ou
aprovar, entre outras atividades:

• A emissão de desenhos e documentos de Fornecedor (DFs), nos prazos


estabelecidos pela RT e consolidados na OC, a começar pela LDF;
• A aquisição de materiais, seu recebimento, armazenamento e preservação
anteriormente à sua aplicação na obra;
• A emissão de toda a documentação necessária à execução e à
comprovação da execução dos serviços, incluindo a geração de evidências
objetivas suporte às medições previstas nos respectivos Contratos: registros
de qualidade, memórias de cálculo, entre outros;
• A finalização de montagem, pré-comissionamento e comissionamento de
instalações industriais e da infraestrutura correspondente;
• O início da operação contínua com carga e operação assistida, quando
aplicável.

8.6 INSPEÇÃO

A Vale executará, a seu critério, inspeções de controle da qualidade durante o período de


fornecimento e montagem dos equipamentos, materiais e serviços por ela adquiridos. Estas
inspeções poderão ocorrer durante todo o período ou por períodos pré-estabelecidos de
fabricação e montagem dos equipamentos ou fornecimento de materiais e serviços.

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8.6.1 Inspeção nas Instalações do Fornecedor

As inspeções serão executadas conforme indicado no PIT elaborado pelo fornecedor e


aprovado pela Vale.

Todas as providências, equipamentos e instrumentos necessários às verificações e


inspeções nas instalações do fornecedor devem ser disponibilizados pelo fornecedor. Os
equipamentos e instrumentos devem estar calibrados e seus certificados de calibração
devem ser apresentados.

A documentação contratual de fornecimento deve explicitar também os métodos ou critérios


para liberação dos produtos para transporte e entrega na obra.

Como exemplo, as inspeções aplicáveis a estruturas metálicas e caldeiraria desmontada nas


instalações do fornecedor são, mas não limitando-se a:

• Inspeção visual;
• Controle dimensional;
• Ensaios não destrutivos;
• Testes de performance;
• Certificados de qualidade de materiais;
• Controle de soldas;
• Controle de furações e respectivos acabamentos;
• Pré-montagem de estruturas;
• Acabamento, limpeza e pintura;
• Marcação das peças.

8.6.2 Inspeção no Recebimento

Todo recebimento de equipamentos, componentes e outros materiais deve ser realizado em


área reservada, identificada como “área de recebimento”, localizada junto à área de
aplicação ou em pátio ou galpão das dependências de Almoxarifado de Obra da Contratada
ou no Almoxarifado de Obra da Vale, conforme o respectivo processo de aquisição.

A contratada deve implantar estratégia de recebimento e preservação de equipamentos e


materiais por ela adquiridos ou fornecidos pela Vale, bem como sua guarda no Almoxarifado
de Obra próprio ou da Vale.

A Contratada é responsável pelo recebimento na obra dos materiais por ela adquiridos, pela
execução das inspeções técnicas programadas utilizando pessoal qualificado, equipamentos
de medição adequados, métodos e critérios previamente acordados com a Vale e pela
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gestão destes materiais na obra. Todos os recursos para tal são de responsabilidade da
Contratada.

No caso específico de materiais adquiridos pela Vale, os equipamentos de medição


requeridos para inspeções técnicas de recebimento devem ser disponibilizados pela
empresa responsável pela operação do Almoxarifado de Obra da Vale.

Todos os certificados de qualidade de fornecedores recebidos na obra devem ter evidência


de análise e aprovação pelo Controle da Qualidade da Contratada.

8.6.3 Inspeção dos Serviços

O Controle de Qualidade da Contratada deve realizar a inspeção dos serviços por ela
executados de acordo com os respectivos procedimentos de inspeção, procedimentos de
execução, listas de verificação e outros documentos por ela referenciados no Plano de
Qualidade do fornecimento, convocando a fiscalização da Vale quando assim determinado.

O Plano de Execução de Serviços para a etapa em questão, os procedimentos de execução


nele relacionados e as respectivas listas de verificação devem estar aprovados pela Vale e
disponíveis no local de execução dos serviços.

Ao final de cada etapa de serviço, a Contratada deve emitir para a aprovação da Vale um
Termo de Conclusão e Aceitação de Serviços, evidenciando o cumprimento de todos os
itens e requisitos definidos para o serviço em questão.

A Contratada é responsável pelas providências, equipamentos e instrumentos necessários a


todas as verificações ou inspeções previstas, incluindo as que porventura venham a ser
executadas pela fiscalização da Vale.

8.7 MANUSEIO, ARMAZENAMENTO E PRESERVAÇÃO

O fornecedor deve atender ao item 7.5.5 da Norma ISO 9001 – Preservação do Produto. O
manuseio, armazenamento e preservação de materiais sob a responsabilidade da
Contratada, sejam eles por ela adquiridos ou fornecidos pela Vale devem ser realizados de
acordo com as instruções de fornecedores, normas técnicas e especificações. A EG-G-401 e
a GU-C-013 poderão ser utilizadas como referência para os cuidados devidos quanto a
embalagem, manuseio, armazenamento e preservação. Na ausência destas, para materiais
frágeis, contamináveis ou com vida útil limitada, o manuseio, armazenamento e preservação
deve ser realizado de acordo com procedimentos de execução elaborados pela Contratada e
aprovados pela Vale.

Materiais com vida útil limitada devem apresentar, no local de armazenamento, prazos de
validade claramente indicados.

Antes, durante e após a execução dos serviços, o Controle de Qualidade da Contratada


deve verificar a preservação e a limpeza de sistemas, equipamentos, componentes,

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elementos construtivos como, por exemplo, motores, painéis elétricos, consumíveis de


soldagem, inserts metálicos e chumbadores, entre outros materiais, conforme instruções de
fornecedores, normas técnicas, especificações, requisitos contratuais e procedimentos
elaborados pela Contratada.

Operações de içamento para movimentação e transporte de cargas devem ser efetuadas


conforme Planos de Rigging elaborados pela Contratada e aprovados pela fiscalização da
Vale.

8.8 IDENTIFICAÇÃO E RASTREABILIDADE

O fornecedor deve atender ao item 7.5.3 da Norma ISO 9001 – Identificação e


Rastreabilidade. Materiais empregados na construção e montagem devem ser identificados
no mínimo por lote de material e sua identificação deve ser mantida pelo menos até o
momento da sua utilização, seja no próprio material ou em registros rastreáveis a ele.

Produtos e serviços devem ser identificados, explicitando, inclusive, sua situação quanto a
requisitos de monitoramento e medição.

Quando a rastreabilidade é um requisito, a Contratada deve utilizar uma identificação única


do produto e controlar esse registro. O Anexo B apresenta a rastreabilidade de materiais e
componentes, bem como seus respectivos tipos de rastreabilidade.

Componentes e equipamentos devem ser rastreáveis através de sua identificação de projeto


(número de desenho, código de item ou outros), e a identificação do fabricante.

Relatórios contendo resultados de inspeções, ensaios e testes devem ser rastreáveis à


identificação do material, área ou etapa do serviço, conforme aplicável.

Certificados emitidos por laboratórios independentes utilizados pela Contratada devem ser
rastreáveis aos lotes, corridas ou bateladas das amostras do material ensaiado.

Equipamentos de medição devem possuir certificados de calibração e aferição rastreáveis.

Os materiais devem estar identificados quanto às seguintes situações:

• Aguardando inspeção;
• Pendente;
• Aprovado;
• Rejeitado;
• Não conforme.

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Os materiais nas situações aguardando inspeção, rejeitado e não-conforme devem, sempre


que possível, em função da facilidade de movimentação, ser mantidos em áreas segregadas
e identificadas, de modo a evitar sua mistura com os demais materiais ou uso inadvertido.
Não havendo possibilidade de segregação, estes materiais devem ter sua situação
claramente identificada, só podendo ser movimentados com autorização do Controle da
Qualidade da Contratada.

8.9 CONTROLE DE PRODUTO NÃO-CONFORME

A Contratada deve apresentar no Plano de Qualidade o procedimento por ela utilizado na


identificação e tratamento de não-conformidades, incluindo controles, responsabilidades,
níveis hierárquicos apropriados a autorizar, liberar ou aceitar não-conformidades, tipo de
registro a ser preenchido e a manutenção desses registros, envolvendo pessoal próprio e
sub-contratado.

A equipe Vale responsável pelo Gerenciamento do Empreendimento, através de recursos


próprios ou de empresa contratada para o Gerenciamento da Construção é responsável pela
sistematização do controle de produto não-conforme nos fornecimentos de materiais, e
serviços que integram o processo de construção e dos equipamentos escopo do
empreendimento.

Para atendimento ao item 8.9 e seus subitens, deverão se basear nos documentos PE-Q-
607 e PR-E-104.

8.9.1 Análise Crítica e Ação Corretiva

Todo material, serviço ou equipamento não-conforme devem ser submetidos à seguinte


rotina:

• Análise crítica das não-conformidades verificadas;


• Determinação das causas e consequências das não-conformidades;
• Avaliação da necessidade de empreender ações corretivas;
• Definição e implementação das ações necessárias, por tipo de efeito
produzido;
• Registro dos resultados de ações executadas;
• Análise crítica de ações corretivas executadas.

Não-conformidades devem ser tratadas segundo uma das três alternativas abaixo
relacionadas:

• Empreender ação para eliminar a não-conformidade detectada;

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• Obter autorização para uso, liberação ou aceitação sob concessão por


autoridade competente e, onde aplicável, pelo cliente;
• Empreender ação para impedir o seu uso pretendido ou aplicação originais.

Quando a não-conformidade for detectada no recebimento de equipamentos, componentes


e outros materiais no Almoxarifado da Obra, o produto deve ser identificado, avaliado e
segregado, para evitar o seu armazenamento, uso indevido ou entrega não intencional.

A não-conformidade deve ser identificada quanto à sua natureza, documentada e tratada,


identificando uma possível concessão, providenciando a devolução do produto ao
fornecedor para sua substituição, um reparo, crédito ou qualquer outra ação prevista em
contrato.

Quando a não-conformidade for detectada durante o processo de execução de um serviço, a


Contratada deve executar ações corretivas para eliminação das causas da não-
conformidade.

Quando um material, serviço ou equipamento não-conforme for recuperado, reparado ou re-


trabalhado, deve ser submetido à nova verificação para demonstrar conformidade com os
requisitos estabelecidos.

A rotina e as ações executadas no tratamento de não-conformidades devem ser registradas,


incluindo as concessões obtidas e a liberação do material depois de ação corretiva e nova
verificação para demonstrar conformidade do produto com os requisitos estabelecidos.

As informações contidas no registro devem ser divulgadas aos profissionais diretamente


envolvidos com a não-conformidade.

8.9.2 Ação Preventiva

De maneira análoga à rotina apresentada no subitem anterior, não-conformidades em


potencial, suas causas e potenciais efeitos devem ser identificados, avaliados, ações
preventivas definidas e implementadas, resultados obtidos registrados e analisados
criticamente pela Contratada.

8.10 EQUIPAMENTOS DE INSPEÇÃO, MEDIÇÃO E ENSAIOS

O fornecedor deve atender ao item 7.6 da Norma ISO 9001 – Controle de Dispositivos de
Medição e Monitoramento. A Contratada deve dispor, na Obra, de todos os aparelhos,
instrumentos e/ou laboratórios de controle tecnológico necessários à execução dos serviços,
medições e monitoramentos necessários à produção de evidências objetivas da
conformidade dos produtos com os requisitos estabelecidos.

Medições e monitoramentos devem ser efetuados conforme normas e procedimentos


acordados na fase de aquisição de materiais e equipamentos ou de planejamento do

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serviço. Quando aplicável, os laboratórios para controle tecnológico de concreto, asfalto,


solos, entre outros, devem atender os requisitos e disposições das normas determinadas em
contrato.

A validação dos resultados obtidos em medições e ensaios está condicionada a


equipamentos de medição e monitoramento, no mínimo, nas seguintes condições:
• Calibrados ou verificados a intervalos especificados ou antes do uso,
utilizando-se padrões rastreáveis a padrões internacionais ou nacionais;
quando esse padrão não existir, a base usada na calibração ou verificação
deve ser registrada;
• Ajustados ou reajustados, quando necessário;
• Identificados de modo a tornar explícita a data da última e da próxima
calibração ou verificação;
• Protegidos contra ajustes que possam invalidar o resultado da medição;
• Protegidos contra danos e deterioração durante seu manuseio, manutenção
e armazenamento.

A Contratada deve apresentar um controle de calibração apresentando o seguinte conteúdo


mínimo:
• Identificação de todos os aparelhos e instrumentos de laboratório;
• Frequência de aferição e calibração;
• Procedimentos de aferição e calibração, quando executadas pela
Contratada;
• Laboratórios usados para a aferição e calibração.

A Contratada deve manter para cada aparelho ou instrumento de laboratório o certificado de


aferição ou calibração, com o seguinte conteúdo mínimo:
• Identificação do aparelho/instrumento;
• Fabricante e número de série do aparelho/instrumento;
• Características do aparelho/instrumento;
• Histórico das aferições e calibrações e número dos certificados de aferição;
• Identificação do padrão, desvio encontrado e laudo quanto à adequação do
aparelho/instrumento para utilização.

A Contratada deve utilizar e demonstrar a utilização de padrões rastreáveis à Rede


Brasileira de Calibração (RBC).

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Aparelhos, instrumentos e padrões danificados ou fora do período de aferição ou calibração


devem ser claramente identificados para prevenir o seu uso indevido.

Quando constatado que um determinado dispositivo de medição encontra-se fora das


condições requeridas para sua utilização, a Contratada deve providenciar sua calibração. A
seguir, devem avaliar a validade de resultados de medições imediatamente anteriores
executadas pelo dispositivo em questão e, quando necessário, repetir as medições sob
suspeita.

Registros dos resultados de calibração e verificação devem ser mantidos pela Contratada
até sua incorporação no data book e sua transferência para a Vale.

ANEXOS

ANEXO A – ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÕES


CREDENCIADOS
Anexo A - Formato: Microsoft Word
Organismos de Certifi
(5 páginas)

ANEXO B – NÍVEIS DE RASTREABILIDADE


Formato: Microsoft Excel
(3 páginas)

DÚVIDAS, CRÍTICAS OU SUGESTÕES


Para dúvidas, críticas ou sugestões relacionadas ao SPE, acesse a central online SPE Responde,
disponível no Portal de Projetos, ou utilize o endereço eletrônico spe@vale.com

Sua participação é fundamental nos processos de melhoria e manutenção do acervo do SPE.

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