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Universidade de Caxias do Sul

Curso de Farmácia Conceitos


Produção e Controle de Formas Farmacêuticas Estéreis e Sistemas Inovadores
• Limpeza: remoção de sujidades que indispensavelmente antecede
os procedimentos de desinfecção ou esterilização

• Antissepssia: desinfecção de tecidos vivos, como pele e mucosas.


Pode ser feita, por exemplo, através do Clorexidina a 0,12% para
antissepsia intra bucal

• Antisséptico: substância que retarda ou previne o crescimento


de microrganismos por inibição da sua atividade

• Procedimento asséptico: operação realizada na completa


ausência de microrganismos com a finalidade de preparar injetáveis
e colírios com garantia de sua esterilidade
Profa. Michelle Fraga

Conceitos Esporos
• Desinfecção: processo que diminui a probabilidade de infecção
através da destruição das formas vegetativas dos microrganismos,
mas não esporos. Termo geralmente empregado para o uso de
agentes químicos em objetos inanimados. Visa eliminar a
potencialidade infecciosa do objeto, superfície ou local.
Processo seletivo e não absoluto

• Esterilidade: Ausência de microrganismos viáveis

• Esterilização: processo de remoção e destruição de todas as


formas de vida microbiana em um objeto ou em um material.
Esterilização é absoluta – não existe grau de esterilização

Esterilização Esterilização
• Organismos expostos a agentes letais não morrem todos
• Cada microrganismo apresenta graus de termosensibilidade simultaneamente, ou seja, seu número decresce exponencialmente
próprios, que dependem de sua forma (vegetativa ou esporulada), em função do tempo
espécie e quantidade de água no meio
• A ausência de organismos viáveis irá ocorrer em um tempo infinito
• Os métodos de esterilização permitem assegurar níveis de de exposição ao agente esterilizante (escala logarítmica)
esterilidade compatíveis às características compatíveis aos
produtos farmacêuticos • Teste de esterilidade: estado absoluto (amostragem) que não
pode ser garantido
• A escolha do método de esterilização adequado depende da
natureza e da carga microbiana inicialmente presente no produto • Planejamento e correta execução da esterilização: aumenta a
probabilidade de garantir a eficácia do processo

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Esterilização Esterilização
• Para produtos farmacêuticos e correlatos a denominação
Pode-se dividir a produção de estéreis em dois grandes estéril é geralmente atribuída aos produtos que, após o
grupos: processo esterilizante, apresentarem a probabilidade de serem
Manipulação asséptica e esterilização após envase não estéreis, ou um nível de garantia de esterilidade ou
Sterility Assurance Level (SAL) ≥ a 10-6
Conceito de morte associado aos microrganismos:
Um microrganismo é definido como morto quando não mais
prolifera em meios de cultura onde usualmente isto acorria;
• A definição de esterilidade, como função probabilística, não
considera-se como forma de constatação de presença de
significa inferir que se admita a não esterilidade de uma a cada
microrganismos viáveis a turbidez de meios líquidos ou o
um milhão de unidades, mas agregar cuidados adicionais que,
surgimento de colônias em meios sólidos
efetivamente, permitam o emprego seguro do produto

Produto estéril = “livre de formas demonstráveis de vida”

Cinética de Inativação Microbiana Cinética de Inativação Microbiana


O processo de inativação é logarítmico e segue uma equação de 1a ordem:

Nt = N0 e-kt ln Nt = ln N0 – kt
• O planejamento do processo esterilizante depende da população
inicial de microrganismo no produto (bioburden ou biocarga) e da Onde: Nt é o número de sobreviventes após o tempo t; N0 é o número de
cinética de inativação desta população quando exposta ao agente organismos no tempo zero (biocarga); t é o tempo de exposição; k é a
constante de velocidade de inativação microbiana
letal

• Carga inicial de contaminação: extremamente baixa


A taxa de redução
• Constante de Velocidade de Inativação Microbiana (k): quando do número de
uma população homogênea de organismos é exposta a um microrganismos é
processo letal, uma proporção constante da população proporcional ao
número de
sobrevivente é inativada a cada incremento de exposição ao organismos no
agente letal referido tempo

Cinética de Inativação Microbiana Cinética de Inativação Microbiana


• Um gráfico do log da fração de sobreviventes (Nt/N0) em função do tempo
resulta em uma reta com inclinação negativa • Redução Decimal (D): inverso da velocidade de inativação

• A inclinação da curva (= - k/2,303) permite o cálculo da velocidade de • O valor D é o tempo de exposição necessário para
inativação microbiana redução de 90% da população microbiana ou o tempo
necessário para reduzir um ciclo logarítmico na curva de
sobreviventes

• O valor D pode ser estimado graficamente ou matematicamente


pela equação:

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Cinética de Inativação Microbiana Cinética de Inativação Microbiana

• Exemplo: • Exemplo:

Após a exposição de um produto farmacêutico durante 5 minutos a Após a exposição de um produto farmacêutico durante 5 minutos a
uma temperatura de 121 ºC, a população microbiana foi reduzida uma temperatura de 121 ºC, a população microbiana foi reduzida
de 2 x 105 para 6 x 103. Qual é o valor de D? de 2 x 105 para 6 x 103. Qual é o valor de D?

D121 = 5 min = 3,28 min


log (2 x 105) – log (6 x 103)

Cinética de Inativação Microbiana Cinética de Inativação Microbiana

• Para um processo térmico a temperatura é indicada no símbolo, Exercícios


como por exemplo, D121, quando se trata de autoclave a 121 ºC, ou
seja, tempo necessário para redução de 90% da população inicial 1) Dois litros de um meio de cultura serão esterilizados em Erlenmeyer. Testes
demonstraram a existência de uma bactéria esporulada que possui D121 = 1,3
de microrganismos a 121 ºC min. A concentração desta bactéria no meio é de 1,5 x 106 esporos/mL. Qual o
tempo necessário para termos o nível de garantia de esterilidade de 10-6?
• Para irradiação é estabelecido o valor D em função da dose
R = 20,1 min
absorvida (kGy) e na esterilização química devem ser mencionadas
a concentração do agente esterilizante, a temperatura e a umidade 2) Uma população microbiana de 4,00 x 105 células/mL foi submetida por 40
relativa adotadas minutos a temperatura de 72 °C. Após o tratamento térmico restaram 1,70 x102
células/mL. Qual o tempo de redução decimal (D) desta cultura?
Para determinar a morte microbiana utiliza-se com maior
frequêcia o valor de D em relação ao de K R = 11,9 min

Quanto menor o valor D


Mais sensível é o MO ao processo

Cinética de Inativação Microbiana Cinética de Inativação Microbiana


• Valor Z: expresso em graus de Z = Intervalo de
temperatura que
temperatura. Pode ser estimado
ocasiona variação de
Efeito da Temperatura na Resistência Microbiana: Valor Z gráfica ou matematicamente, pela 10 vezes na velocidade
equação: de destruição
• Medidas de resistência microbiana e das determinações de valor Z:
realizadas em condições isotérmicas

• A alteração na velocidade de inativação com alteração na Onde:


temperatura é evidenciada ao se calcular os valores D para D1 e D2 são os valores de D nas temperaturas
temperaturas distintas T1 e T2, respectivamente

• Estes valores, quando relacionados graficamente em função da • Recíproca negativa da inclinação é o


temperatura conduzem à curva de resistência térmica valor Z: representa a elevação na
temperatura para reduzir o valor D
em 90% ou produzir a redução de
um ciclo logarítmico na curva de
resistência térmica

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Medida da Eficácia da Esterilização Térmica Validação do Equipamento
• Os equipamentos devem ser validados para cada novo ciclo e novo tipo de
carga a ser esterilizado
• A abordagem atual dos protocolos de esterilização baseia-se em
Para esta validação devem ser seguidos os seguintes passos:
mensurações de inativação microbiana. O seu entendimento 1) Escolher um pacote que contenha o tipo mais característico do tipo de
pressupõe a familiaridade de algumas definições: carga. Este pacote deverá ser, de preferência o de maiores dimensões que
se pretende esterilizar. Colocar o pacote no local do dreno
2) Completar a carga da autoclave
3) Os indicadores biológicos e químicos devem ser colocados nos locais
• Valor F: mede a letalidade total de um processo de onde haja maior dificuldade de penetração do agente esterilizante de
acordo com a configuração do equipamento
esterilização térmica em relação a um organismo em particular. É 4) Dar início ao ciclo de esterilização
definido como o equivalente em minutos a 250 ºF (121,1 ºC), 5) Registrar os parâmetros dos indicadores mecânico
de todo calor possível de promover a destruição de esporos ou 6) Ao final do ciclo, observar e registrar o resultado dos indicadores
químicos
formas vegetativas de um microrganismo tempo necessário
7) Colocar os indicadores biológicos na incubadora e após ler os
para morte térmica resultados e registrar
8) Arquivar os resultados de todos os testes realizados

Recomendação MS e da ANVISA: uso semanal indicador biológico

Métodos de Esterilização Métodos de Esterilização


Físicos:
Finalidade: remover ou destruir todas as formas de vida, Calor: úmido
animal ou vegetal, macroscópicas ou microscópicas, saprófitas seco
ou não, presentes no produto considerados, sem garantir a
inativação completa de toxinas ou enzimas celulares Radiação: ionizante
não ionizante

Filtração
Êxito: tipo, teor, fonte contaminantes, métodos minimização
e prevenção contaminação Químicos:
Ácido Peracético
Glutaraldeído
Óxido de Etileno
Peróxido de Hidrogênio

Esterilização Física
Esterilização Física
Calor
Calor seco (estufa): – Temperatura de segurança: 150-180 ºC
SIM: materiais metálicos, vidro, pós, vaselinas, gorduras, ceras, – Problemas de degradação amostras
soluções e suspensões oleosas e tecidos especiais, • Alteração de numerosos medicamentos
medicamentos que não contenham água • Carbonização, fusão de plásticos

NÃO: materiais plásticos ou outros materiais termossensíveis, – Tempo de penetração


• Tamanho das amostras
assim como não é recomendável esterilizar roupas, papel, nem • natureza
instrumentos metálicos cortantes • carga
• circulação forçada
Fita comum constando identificação do material e data da
esterilização – Operação de eleição para:
• vidro
95 minutos 180° C
• materiais e equipamentos
120 minutos 160° C • excipientes oleosos para injetáveis

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Esterilização Física Estufas
Calor Seco
Processo tipicamente utilizado para esterilização de vidro

Equipamentos: estufas de convecção, esterilizadores de


túnel-infravermelho, de túnel com convecção forçada e de
chama contínua

Ciclos típicos ocorrem na faixa de 160 à 300ºC, sendo que


no valor inferior apenas esterilizam, e no superior,
eliminam pirogênios

Túneis IV Esterilização Física


Calor úmido (autoclave):
SIM: preparações aquosas (SPGV), vestuário e material cirúrgico
NÃO: materiais termossensíveis, materiais plásticos delicados

A esterilização pode ser realizada em diferentes ciclos, com


diversidades de tempo e temperatura, dependendo do tipo,
tamanho e marca da autoclave e dependendo dos tipos de
instrumentais e materiais, invólucros e tamanho dos pacotes

3 / 4 MINUTOS 134° C
15 MINUTOS 121° C

Esterilização Física
Planejamento de Protocolo de
Calor Autoclavagem
– Autoclaves
– Esterilização por vapor
– Ebulição a mais de 100 ºC A energia de ativação para a morte dos esporos é da ordem de 270 -
300 kJ por bactéria, enquanto para induzir alteração química
(hidrolítica ou oxidativa) em solução aquosa é geralmente da ordem
de 70 - 100 kJ mol-1 para fármacos que se constituem em problema
Operação de eleição para:
Grande parte dos produtos farmacêuticos líquidos de estabilidade para os fabricantes. Quando tais soluções
necessitam ser esterilizadas, para minimizar alterações químicas,
é preferível o emprego de temperaturas elevadas por tempos
Esterilização menores
tempo total = t. penetração + t.esterilização + t.segurança

variam dependendo da temperatura, do tamanho da


autoclave, carga etc.

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Autoclaves Esterilização Física
Radiação
Ionizantes:
Raios X, γ, radiações corpusculares (raios β, prótons,
nêutrons e raios α)

Não ionizantes:
UV (atividade bactericida 220-280 nm, baixo poder de
penetração – superficial)

SIM: produtos altamente alteráveis pelo calor seco ou


úmido (vitaminas, pós, atbs, vacinas, equipamento
cirúrgico, etc) CQ biológico: Bacillus pumillus

Esterilização Física Radiação γ e UV

Radiação
Equipamento de radiação
• Sua ação esterilizante se processa através da alteração da γ cobalto e ultravioleta
composição molecular das células, as quais sofrem perda ou
adição de cargas elétricas (ionização), ficando carregadas
negativa ou positivamente

• A esterilização por irradiação é obtida através dos Raios Gama


Cobalto à 60°C

• Ex: Peças cromadas e artigos termosensíveis

Equipamento e radiação UV
dentro da câmara

Esterilização Física
Filtração Esterilizante
Filtração
Objetivo: • Remoção física de microrganismos por adsorção no meio
filtrante ou por mecanismo de tamisação
Eliminar, mecanicamente, microrganismos de líquidos
termolábeis ao calor úmido em autoclave
Aplicação:
Êxito: • Não se pode utilizar esterilização por calor
Elementos filtrantes com poros de dimensões • Pequenos volumes de líquido
adequadas, condições de assepsia durante o
procedimento • Farmácia e Farmácia Hospitalar
• Fabricação de produtos parenterais e oftálmicos
• Incorporação de substâncias

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Vantagens Desvantagens

• Possibilidade de falha na construção do filtro


• Rapidez na filtração (pequenas quantidades de solução)

• Certa insegurança quanto à esterilidade


• Capacidade para esterilizar efetivamente materiais termolábeis

• Filtração de grandes volumes de líquido


• Equipamento relativamente barato

• Tempo de filtração em comparação com a esterilização a vapor


• Remoção completa de microrganismos vivos ou mortos

• Filtração de líquidos viscosos


• Retirada de outros materiais particulados dispersos

• Adsorção de fármacos aos filtros de membrana

Membranas Filtrantes Controle de Processo


• Diâmetro dos poros: membranas de 0,22 e 0,45 μm
• Validação dos filtros: Brevundimonas diminuta (0,22 μm) ou • Esterilização por filtração: pressão positiva - evitar
Serratia marcesces (0,45 μm) contaminação em caso de quebra de vácuo
• Pré-filtro e filtro clarificante para evitar rápida saturação do filtro • Testes de efetividade do elemento filtrante: teste destrutivo
esterilizante
(laboratório microbiológico)

DESAFIO BACTERIOLÓGICO

• Avaliar a retenção efetiva de microrganismos com tamanho


compatível ao poro da membrana filtrante – pior caso
• Utilização de suspensão aquosa de Brevundimonas diminuta
ATCC 19146 (107 células por cm2 de área filtrante)
• Filtração dessa solução e teste de esterilidade do filtrado
• Único a atestar se o filtro é de natureza esterilizante ou não,
segundo as normas do FDA

Controle de Processo Controle de Processo

• Teste de integridade não destrutivo: teste de ponto de bolha


• Não pode formar bolha, indicando resistência do material
• Realizar antes e após cada processo filtrante produtivo (área limpa filtrante (integridade)
produtiva)
• Filtração esterilizante: realizar o mais rápido possível -
• Visualização de bolhas a uma determinada pressão aplicada particularmente em líquidos de maior viscosidade ou evitando
volumes acima de certa grandeza
• Filtração de dois litros de água destilada estéril, aplicando-se a
seguir pressão constante de nitrogênio, por exemplo, a nível de 3,5 • Migração de células microbianas através do filtro ou a presença
Kg/cm2 (depende do filtro) durante 5 minutos para membranas de em quantidades elevadas devido a proliferação, pode conduzir a
éster de celulose de 0,22 μm condições diversas daquelas validadas

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Esterilização Química
Esterilização por Agentes Químicos • Formaldeído: Atualmente utilizado em processos fechados com autoclave
especial. A esterilização é eficiente mas depende de umidade local controlada
Vantagens: Barato, muito eficiente, ciclo de 6 horas, baixa temperatura (55ºC)
• Definido como esterilização à frio. Está indicado, quando outros processos Desvantagens: Requer equipamento específico e controle rigoroso
de esterilização não estão disponíveis. Aplicável a alguns artigos
termosensíveis •Plasma de Peróxido de Hidrogênio: Sistema à gás que utiliza equipamento
complexo composto de alto vácuo e gerador elétrico de plasma. Processo químico
• Formaldeído eficiente e de baixa temperatura (35-40ºC)
Vantagens: Rapidez, eficiência, baixa temperatura
• Gás de Óxido de Etileno Desvantagens: Custo alto do equipamento e processo, incompatibilidade de
embalagens
• Plasma de Peróxido de Hidrogênio
•Gás de Óxido de Etileno: É um produto altamente tóxico usado para esterilizar
materiais, muito utilizado para esterilização de material descartável
Vantagens: Não danifica os materiais, baixa temperatura (50ºC a 60 ºC)
Desvantagens: Danos ao meio ambiente quando manipulado erroneamente, alto
custo, tóxico para o manipulador, requer aeração de 48 horas, demorado, legislação
específica

Óxido de Etileno Peróxido de Hidrogênio (Sterrad®)

• Mecanismo de ação : Efeito letal é produzido por radicais livres


Necessário: reativos, que matam os microrganismos, inclusive os esporos
• Temperatura, concentração, umidade, tempo de
atuação, número inicial de microrganismos

SIM: material sólido (material oftálmico, material cirúrgico,


pós de substâncias estáveis a exposição, etc.)
Autoclave de plasma de
peróxido de hidrogênio

Controle de Qualidade Esterilização por Calor


Monitoramento e Validação dos Processos de Esterilização
Papel crepado
Marcadores físicos:

• Compreendem o desempenho do equipamento e envolvem a observação


de parâmetros, como a leitura dos dispositivos presentes no aparelho que são
Estojo de inox o termômetro e monovacuômetro na autoclave e o termostato e termômetro na
estufa

Papel grau-cirúrgico
Tyvek® Marcadores químicos:

• São aqueles encontrados em fitas adesivas específicas para esterilização


a vapor ou calor seco (que ficam listradas após a esterilização), ou papéis de
embalagem com marcadores específicos (que mudam de cor após a
esterilização)
Uso é recomendado em todos os pacotes ou caixas, uma vez que indicam
pelo menos se o material passou pelo processo
Tecido Não tecido SMS Papel Kraft

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Indicadores Químicos Indicadores Químicos
Classe 2: Teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do sistema de
Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de vácuo da autoclave pré-vácuo.
Classe 1:
coloração quando exposto a temperatura.
 verifica a eficiência da bomba de vácuo
 espera-se mudança uniforme da cor do papel, em toda sua extensão
 usados externamente em todos os pacotes  recomenda-se que seja feito no primeiro ciclo do dia ou pelo menos a
cada 24 horas
 caso não haja homogeneidade na revelação, efetuar revisão imediata do
 evidenciam a passagem do material pelo processo
equipamento

Teste OK Falha no teste

Indicadores Químicos Indicadores Químicos


Classe 3: Indicador de parâmetro único Classe 5: Integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor.

 controla um único parâmetro: a temperatura pré-estabelecida


 utilizados no centro dos pacotes

Classe 6: Integrador mais preciso por oferecer margem de segurança


maior. Reage quando 95% do ciclo é concluído.
Classe 4: Indicador multiparamétrico

 controla a temperatura e o tempo necessários para o processo

Controle de Qualidade Esterilização por Calor Indicadores Biológicos


Monitoramento e Validação dos Processos de Esterilização
• São preparações padronizadas de microrganismos, numa
Marcadores biológicos:
concentração do inóculo em torno de 106, comprovadamente
• Fornecem maior segurança em relação à qualidade de esterilização resistentes e específicos para um particular processo de esterilização
para demonstrar a efetividade do processo
• Colocação de microrganismos vivos dentro da autoclave e seu posterior
cultivo para controle de sua eliminação

• Esterilização a vapor: Geobacillus stearothermophillus, destruído pela • Primeira geração: tiras de papel com esporos microbianos,
exposição ao vapor durante 12 minutos a 121º C
incubados em laboratório de microbiologia com leitura em 2-7
• Esterilização por calor seco: Bacillus subtilis, destruído a 160º C por dias
2 horas

• Depois de usados, os indicadores são incubados por 48 horas, com


leitura em 24 e 48 horas. O crescimento de microrganismos neste período
indica falha na esterilização

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Indicadores Biológicos
Esterilização

• Segunda geração: auto-contidos com


leitura em 24 a 48 horas “Apenas quando todos estes fatores complementam o
resultado negativo de um teste de esterilidade se pode
• Terceira geração: autocontidos com concluir com confiança que o produto está estéril.”
leitura em 1 a 3 horas

Referências

ALLEN, Jr. L.V.; POPOVICH, N.G.; ANSEL, H.C. Formas Farmacêuticas e


Sistemas de Liberação de Farmácos. 9ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

BRASIL. ANVISA – RDC nº 17, de 16 de abril de 2010. Regulamento técnico para


as Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos.

FARMACOPEIA BRASILEIRA. 5ª ed. Brasília: Anvisa, 2010.

LACHMAN, L.; LIEBERMAN H.A.; KANIG, J.L. Teoria e Prática na Indústria


Farmacêutica V.2. 2ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

PINTO, T.J.A.; KANEKO, T.M; OHARA, M.T. Controle Biológico de Qualidade de


Produtos Farmacêuticos, Correlatos e Cosméticos. 2ª ed. Atheneu: São
Paulo, 2003.

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